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ARTIGO ENSINO MÉDIO

A finalidade da investigação é fazer uma reflexão a respeito sobre as possibilidades de ensino,


e as limitações que surgem ao longo dos seminários, sob a visão dos alunos. A pesquisa foi
feita em 2015, na Escola Publica Estadual Do Rio Grande do Sul, e envolveu 31 alunos do
ensino médio Politécnico.

Logo na introdução, os autores afirmam que o ensino tradicional não corresponde as


expectativas do aluno, pq é necessário ir muito mais além dos livros, da lousa, e das
explicações do professor naquele ambiente da sala de aula. Afinal, a educação não acontece só
nas escolas. E justamente por isso é necessário que o professor se coloque como facilitador e
mediador do aprendizado, fazendo com que o aluno aprenda fora da sala de aula com
criticidade. E dessa necessidade, surgem os seminários como algo inovador na questão do
ensino aprendizagem.

Essa investigação é feita em cima do referencial teórico de Balzan, que afirma que o seminário
é uma ‘’aula expositiva dada pelos alunos”, onde cada membro do grupo expõe a sua “parte”,
sem conseguir ter conhecimento ou se quer fazer ligação com a “parte” do outro. Entretanto,
Balzan também afirma que se houverem os elementos necessários como um roteiro para
discussão e estimulação por parte do professor, o seminário pode ser sim, uma mudança
educacional. Então, se baseando por Balzan, nessa investigação, foi feito um seminário na
escola, onde ele foi dividido em 1) planejamento, 2) execução, e 3) avaliação; e a docente que
passou seminário é professora de biologia, e também uma das autoras desse artigo.

Essa professora passou o seminário com um determinado tema relacionado a Biologia, e


dividiu em etapas, sendo elas: 1 – esclarecimentos acerca dos conceitos básicos do assunto. 2
– saída ao pátio para observar os seres vivos e o meio, 3 – Depois ela passou questões do
ENEM, onde o conteúdo era relacionado ao tema do seminário, 4 – e por fim, ela deu uma aula
abrangendo o conteúdo. Depois dessas etapas, ela deu instruções, dividiu os grupos e os
temas de cada um. Essa foi a metodologia.

Já o desenvolvimento do seminário, os grupos contaram a ajuda da professora, que esclareceu


as dúvidas, orientou na construção dos materiais que seriam utilizados nos seminários
(cartazes, power points, etc) e também auxiliou na busca de informações em fontes cientificas.

No dia dos seminários, a professora interviu durante as apresentações, dando sua


contribuição, exemplificando, e fazendo questionamentos. Como os temas dos seminários
eram relacionados a problemas ambientais, a professora utilizou exemplos do cotidiano e da
realidade dos alunos, para incitar discussões, e deixar o aluno mais confortável pra abordar o
assunto. O restante da turma além de ouvir o seminário, também pode contribuir com
perguntas sobre o assunto.

A avaliação do seminário foi feita em etapas, onde o professor avaliou a apresentação do


grupo, o individual, e a relação do grupo. Além disso, cada grupo pode avaliar também o outro.

A análise dos resultados foi feita através de um questionário dado pela professora aos alunos,
onde eles iriam avaliar a sua participação, a dos seus colegas, e os pontos positivos e negativos
do seminário. Uma das perguntas foi a escolhida pra ser o objeto de avaliação dessa análise, e
essa pergunta questionava ao aluno se ele aprendeu o conteúdo de forma significativa através
da participação e envolvimento no seminário.
“Acho que foi muito bom, aprendemos e interagimos com as aulas e as atividades, o
seminário veio em boa hora, pois nos integramos como turma. [...] Foi muito útil para
explanar os conhecimentos” Ou seja, o aluno afirmando que o seminário promove a
integração e interação entre a turma.

“Aprendi muito com o seminário, pois eu tinha pouco conhecimento sobre o tema que
peguei e, após ter feito várias pesquisas, tive um ótimo entendimento do assunto” Aqui o
aluno reconhece a importância da pesquisa como ferramenta didática no enriquecimento
da aprendizagem.
ARTIGO FACULDADE:

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