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O Autismo e o 
Lúdico 
Resumo​: A apresentação desse artigo tem como objetivo ressaltar a importância da
educação lúdica como forma de estimulação ao desenvolvimento de crianças autistas,
sendo por meio de brincadeiras, jogos e brinquedos, podendo contribuir para que as
crianças com autismo se socializem e se desenvolvam, tendo contato com outras pessoas.
O presente artigo foi desenvolvido através de pesquisa bibliográfica realizada, observando
que o Autismo pode ser considerado um transtorno global do desenvolvimento (TGD) que
afeta o desenvolvimento da criança, especialmente intervindo no desenvolvimento das
áreas da imaginação, comunicação, e da sociabilização; não a cura do autismo, isso é
correto mesmo com os mais recentes estudos em relação ao á ele, o que existem são
terapias e tratamentos que tornam mínimo as dificuldades, adequando um bom
desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida, por exemplo, com as atividades lúdicas é
proporcionando á criança um agir espontâneo, natural e faz com que percebam suas
habilidades e consigam desenvolver muitas outras.

Palavras-chave: Lúdico; Autismo; Desenvolvimento; Habilidades.


1.INTRODUÇÃO 

O autismo é considerado uma doença que geralmente se manifesta antes dos três anos de
idade, onde são afetadas as áreas de comunicação, comportamento restrito e repetitivo e
interação social. A criança com autismo tem dificuldade em interagir com as outras pessoas,
mudanças de rotina e de expressar suas necessidades. Onde não tem medo de perigos
apresentam pouco contato visual, sendo que não respondem a ordens verbais, sendo que
ao invés de se expressar verbalmente, usam-se gestos ou sinais.

O diagnóstico do autista se dá pela observação do comportamento da criança, pois nos dias


atuais não existem testes específicos para sua comprovação. O autismo se compreende por
uma síndrome complexa; com a busca de alcança resultados melhores no trabalho com
autista, deve-se o tratamento ter uma equipe multidisciplinar, tendo em seu quadro
profissionais de psiquiatria, fonoaudiologia, psicologia, neurologia, psicopedagogia e demais
da área de saúde.

Um dos meios encontrados para trabalhar com crianças autistas, são atividades lúdicas,
como pinturas, jogos, brincadeiras e desenhos. No lúdico a criança tem a possibilidade de
mostrar sua autonomia, suas vontades, criatividades e críticas, que vão ajudar em seu dia a
dia; sendo que o brinquedo é uma forma da criança expressar experiências reais, fantasias
e desejos. No desenvolvimento da criança, o brincar é uma forma fundamental, para a
socialização e comunicação com os outros e consigo, estimulando sua imaginação e a
autoestima. Sendo que a família também tem que ter acompanhamento, com os
profissionais envolvidos
.
Nos dias de hoje encontramos muitas instituições de ensino que ainda não estão
preparados para conter crianças autistas. O atual artigo tem como apresentar que com a
educação lúdica e uma educação adequada colabora para um melhor desenvolvimento de
crianças autistas. E usando o método lúdico o educador ensina e desenvolve de forma
prazerosa aspectos sócio emocionais, mentais e físicos da criança.

O objetivo desse artigo é apontar que o brincar é essencial para a criança se desenvolver
fisicamente e mentalmente, onde as crianças autistas terram mais interações com outras
crianças.

A metodologia utilizada para a realização deste artigo foi à pesquisa bibliográfica, por meio
de artigos disponíveis em sites e livros.
2. AUTISMO 

O psiquiatra Paul Eugen Bleuler, foi quem criou o termo autismo em 1911, em uma área
dirigida para o retraimento do indivíduo e incapacidade de se comunicar e relacionar com as
pessoas.

A partir daí foram desenvolvidos e ainda estão sendo, estudos com o objetivo de procurar
informações e conhecimentos sobre esse distúrbio conhecido como autismo do
desenvolvimento humano.

Os autistas são crianças que apresentam atrasos na linguagem ou ausência no


desenvolvimento da fala, o que ás vezes dificulta a manutenção de um diálogo. Os
autistas poderão apresentar ecolalia que é a repetição que alguém acabou de dizer,
incluindo palavras, expressões ou diálogos (FONSECA, 2009, p. 16).

Embora tenham sido realizados vários trabalhos e pesquisas, não foram encontradas ao
certo as causas do autismo, sendo mais comum incidir entre meninos do que em meninas,
onde as áreas de desenvolvimento desses indivíduos afetados são, a imaginação,
comunicação e socialização.

As crianças com autismo apresentam dificuldades na comunicação tanto verbal e não


verbal
falta de gestos, demonstrações faciais e linguagem corporal; sendo que nas crianças com
autismo é muito comum acontecer a repetição de palavras e frases escutadas
anteriormente.

Muitas vezes as crianças com autismo demostram afeto, beijando, abraçando as pessoas,
mas elas fazem isso sem diferenciar as pessoas, significando que elas somente estão
fazendo gestos repetitivos. Essas crianças tem muita dificuldade em aceitar mudanças, ou
seja, sem rotina é muito difícil obter bons resultados com elas, e nas brincadeiras elas não
mostram criatividade e nem imaginação, onde ficam por um longo tempo somente com um
brinquedo.

As crianças com autismo apresentam falta de balbucia (gaguejo) aos 12 meses; falta de
gestos desenvolvidos nessa mesma idade; falta de palavras aos 16 meses e falta de
comunicação aos 24 meses.

O contato visual é a maneira mais comum que nos conectamos com as pessoas ao nosso
redor, sendo que as crianças com autismo não fazem. Nós temos que estimular essas
crianças a gostar de olhar nos olhos das pessoas, assim será mais fácil se comunicar com
essas pessoas que fazem parte de suas vidas; perceber q eu elas são amadas, que as
pessoas se importam com elas; onde o brincar é muito importante para o desenvolvimento
dessas crianças, vão ter contatos com as outras crianças nas brincadeiras, á parte de dividir
os brinquedos, ajudam nos pensamentos e ideias dessas crianças, fazer amizades,
respeito.
O trabalho desenvolvido com essas crianças com autismo tem que ser precoce, onde o
lúdico já deve estar fazendo parte, pois com jogos, brinquedos e brincadeiras, faz que a
aprendizagem fique mais interessante e facilita na desenvolvimento dos autista de forma
mais prazerosa.

Os brinquedos são peças fundamentais nesse tratamento, onde elas podem se expressar
nas brincadeiras com espaço para usar sua imaginação, descobrir o que gostam de fazer
sem medo, tendo o tempo que precisam para demonstrar seus sentimentos.

O lúdico também ajuda a contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento, tanto na parte


intelectual, física dessas crianças, ou seja, as brincadeiras não são apenas diversão, como
também informações, conhecimentos para o desenvolvimento das mesmas, ajudando na
concentração e aptidões.

Através das atividades lúdicas a criança assimila valores, adquire comportamentos,


desenvolve diversas áreas de conhecimento, exercita-se fisicamente e aprimora habilidades
motoras. No convívio com outras crianças aprende a dar e receber ordens, a esperar sua
vez de brincar, a emprestar e tomar como empréstimo o seu brinquedo, a compartilhar
momentos bons e ruins, a fazer amigos, a ter tolerância e respeito, enfim, a criança
desenvolve a sociabilidade. (SANTOS, 2008, p. 56).

As brincadeiras não devem ser forçadas e sim livres, de acordo com a vontade das
crianças, sem normas, deixando que elas agem naturalmente, onde elas vão conhecer suas
emoções, vontades, e vão se mostrarem como são realmente dentro da sua realidade e
realizando de forma espontânea o que querem realmente.

O lúdico quando implantado no ensino das crianças mencionam pontos adequados para a
formação do conhecimento dessas crianças com autismo, promovem novas ideias,
pensamentos, valores e comportamentos mais adequados e comunicação.

Tendo o brinquedo como parceiro na educação dessas crianças com autismo, contribui
muito para a concentração, confiança, colaboração, aceitação, autoestima; através do
brincar a criança tem a oportunidade de demonstrar suas vontades que lhe fazem felizes,
ou seja, o brincar é indispensável no cotidiano dessas crianças, onde ela também tem a
oportunidade de se relacionarem com outras crianças e com sua própria família, que devem
estar sempre presente e podem participar dessas brincadeiras com seus filhos, pois a
família é um muito importante para o desenvolvimento dessas crianças; percebendo as
emoções e razões de seus filhos, pois são eles que vão ficará maior parte do tempo com as
crianças. Onde sempre devem ser orientados em como lidar com essas crianças autistas.

O trabalho desenvolvido com os autistas pode ser em grupo com outras crianças, e
individual com o terapeuta.
3. TRATAMENTO DE AUTISMO 

Embora não exista cura para o autismo, mas tem os profissionais que ajudam e facilitam no
tratamento dessas crianças e diminuem os problemas apresentados, tanto para as crianças
quanto para sua família. Os profissionais são os psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos,
psicopedagogos.

A educação é um fator de valor significativo para o desenvolvimento social e mental das


crianças autistas. Onde os professores precisam ser muito observadores e analisar com
atenção o desempenho das crianças, e com o lúdico facilita o trabalho, e transformando o
espaço escolar em um local em que as crianças possam ter um melhor conhecimento e
desenvolvimento, começando o tratamento precocemente ajuda no desenvolvimento
dessas criança com autismo.

3.1. Brincando Com A Criança Autista

Para que a criança autista consiga brinca, é preciso que o mediador tenha uma função
muito importante nesse contexto, ou seja, essas crianças autistas apresentam algumas
desvantagens em seu desenvolvimento, como:

Não tem facilidade de contato com outras crianças, resistência a mudanças de rotina, pouco
contato visual, movimentos e risos não apropriados, são resistentes ao toque. Para que
essas crianças apresentem um melhor desenvolvimento, podem ser aplicadas brincadeiras
afetivas (sorrir, massagens, olhar, estimular o toque com almofadas, lençóis, e plumas,
conversar);

brincadeiras frente ao espelho, (fazer caretas, brincar de abaixar e levantar observando no


espelho, sorrir); brincar de balinhas de sabão; brincadeiras corporais (brincar de fazer
cocegas, abraçar, de pegar, esconder); brincar com música e brincadeiras cantadas
(dramatizando a música com o corpo, dançar, pular e interagir); brincar com massinha, tinta
e argila (deixar a criança explorar para que perceba as sensações); brincadeiras com
balões

(jogar, iniciando consignas simples como não poder deixar cair no chão, com música encher
os balões); jogos (quando a criança já está inserida numa rotina pode se usar os jogos,
lembrando que sempre respeitar as particularidades da criança e o nível do
desenvolvimento que ela se encontra).

As brincadeiras são uma ferramenta lúdica para desenvolver o potencial psicomotor, social,
afetivo e cognitivo da criança autista. Proporcionando uma sessão prazerosa, respeitando
seu nível de desenvolvimento.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Todo colégio tem o dever de proporcionar uma educação de qualidade a todos os alunos,
incluindo as crianças que apresentam autismos. Porem essa inclusão deixa muito a desejar,
por falta de conhecimentos dos profissionais, para receber esses alunos com necessidades
especiais, pois essas crianças com autismo não tem facilidade para se socializar ler e nem
escrever, onde se o professor e toda a equipe do colégio ter conhecimento do assunto, vai
facilitar no trabalho com eles, buscando matérias adequados para ajudar no
desenvolvimento desses autistas.

Trabalhar também com a família dessas crianças, com orientação e trocando informações
isso vai ajudar muito no desenvolvimento, estabelecendo uma rotina com eles.

Tem que avaliar o aluno individualmente, percebendo como é a necessidade e o limite de


cada um, e incluindo o lúdico na educação, que é essencial no desenvolvimento dessas
crianças e facilitara o trabalho dos professores e o convívio familiar. O lúdico ajuda essas
crianças que apresentam autismo em seu aprendizado, onde podem adquirirem confianças
em si mesmo, na comunicação e em suas emoções.

O lúdico é muito importante na educação e no cotidiano dessas crianças com autismo, onde
todos os profissionais envolvidos nesse trabalho, também junto com a família, devem
adquirir e pôr em prática com eles.

POR 
Autora: Lucinéia Cristina da Silva (FEF)
Coautora: Alexandra Magalhães Frighetto (UFMT)
Coautor: Juliano Ciebre dos Santos (FSA)

REFERÊNCIAS
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São Paulo: Moderna, 1995.

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<http://www.cdof.com.br/recrea22.htm>. Acesso em: 15 abr. 2011.
ALMEIDA, P. N. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 6. ed. São Paulo: Loyola,
1999.
BOSA, C. A. Autismo: intervenções psicoeducacionais. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/%OD/rbp/v28s1/a07v28s1.pdf>. Acesso em: 21 abr. 2011.
CUNHA, N. H. S. Brinquedoteca: um mergulho no brincar. 4. ed. São Paulo: Aquariana,
2007.
FONSECA, V. R. J. R. O autismo e a proposta psicanalítica. In: Revista Mente e Cérebro,
Col. Memória da Psicanálise: Melanie Klein, n. 4, 2. ed. São Paulo: 2009.
GAUDERER, E. C. Autismo. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 1993. Autismo e outros atrasos do
desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter, 1997.
KUPFER, M. C. M. Educação para o futuro: psicanálise e educação. 2. ed. São Paulo:
Escuta, 2001.
KWEE, C. S. Abordagem transdisciplinar no autismo: o programa TEACCH. Disponível

em:<http://www.uva.br/mestrado/dissertacoes_fonoaudiologia/CAROLINESIANLIAN-
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MELLO, A. M. S. R. Autismo: guia prático. Disponível


em:<http://www.appdaalgarve.pt/docs/autismoguiapratico.pdf>. Acesso em: 16 mai. 2011.
RAPPAPORT, C. R. (Org.). Psicologia do Desenvolvimento. São Paulo: E. P. U. 1981.
REGO, T. C. Brincar é coisa séria. São Paulo: Fundação Samuel, 1992.
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SANTANA, A. L. Método montessoriano. Disponível em:
<http://www.infoescola.com/pedagogia/método-montessoriano>. Acesso em: 14 abr. 2011.
SANTOS, Juliano Ciebre dos. Diretrizes para Elaboração de Artigos Científicos. Guarantã
do Norte-MT. FCSGN, 2013.

8
SANTOS, S. M. P. dos. (Org.). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. Petrópolis:
Vozes, 2000. Brinquedoteca: o lúdico em diferentes contextos. 12. ed. Petrópolis: Vozes,
2008.

SANTOS, S. M. P. dos. (Org.). Brinquedoteca: a criança, o adulto e o lúdico. Petrópolis:


Vozes, 2000.
ZEHDI, A. A. Brinque, jogue, cante e encante com a recreação: conteúdos de aplicação
pedagógica teórico/prático. 2. ed. Jundiaí: Fontoura, 2006.
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