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Aula 3

UFBA

31/07/2021
Decomposição LU

Considere o sistema linear Ax = b com A uma matriz quadrada de


ordem n tal que
A = LU
onde L é uma matriz triangular inferior e U uma matriz triangular su-
perior.

Reescreva o sistema Ax = b como LUx = b

Defina uma nova matriz y por Ux = y

Resolva o sistema Ly = b em y

Resolva o sistema Ux = y em x
Não é verdade que qualquer matriz quadrada tem decomposição LU

Se uma matriz quadrada A pode ser reduzida à forma escalonada


com eliminação gaussiana sem permuta de linhas, então A tem
decomposição LU

A decomposição LU não é única


Espaços vetoriais
Espaço vetorial

Um espaço vetorial V é um conjunto, cujos elementos são chamados de


vetores, no qual estão definidas duas operações:
a adição, que a cada par u, v ∈ V faz corresponder um novo vetor
u+v ∈V
a multiplicação por um escalar, que a cada número real a e u ∈ V
faz corresponder um vetor au ∈ V

Estas operações devem satisfazer os seguintes axiomas:


(i) u + v = v + u
(ii) (u + v ) + w = u + (v + w ) e (ab)u = a(bu)
(iii) existe 0 ∈ V tal que u + 0 = u para todo vetor u de V
(iv) para todo u ∈ V existe −u ∈ V tal que u + (−u) = 0
(v) 1 · u = u para todo u ∈ V
(vi) a(u + v ) = au + av e (a + b)u = au + bu
Exemplos:
Exemplo: O espaço V = R2 com as operações

u + v = (u1 , u2 ) + (v1 , v2 ) = (u1 + v1 , u2 + v2 )


au = a(u1 , u2 ) = (au1 , 0)

não é um espaço vetorial.


Propriedades
Se u + v = u + w , então v = w

0u = 0

a0 = 0

(−1)u = −u

Se au = 0, então a = 0 ou u = 0
Um subconjunto W de um espaço vetorial V é denominado subespaço
vetorial de V se W for um espaço vetorial por si só com as operações
de adição e multiplicação de V .
Exemplo: O conjunto W = {matrizes simétricas de ordem n} é um
subespaço vetorial de V = Mn (R).
Seja V um espaço vetorial sobre R, um vetor u em V é uma combinação
linear dos vetores u1 , u2 , . . . , uk se existem escalares a1 , a2 , . . . , ak tais
que
u = a1 u 1 + a 2 u 2 + · · · + a k u k
Seja S = {u1 , u2 , . . . , uk } um conjunto não vazio de vetores num espaço
vetorial V :
(a) O conjunto W de todas as combinações lineares possı́veis de
vetores em S é um subespaço de V

(b) W é o menor subespaço de V que contém todos os vetores de S,


no sentido que qualquer outro subespaço de V que contenha
todos aqueles vetores também contém W
Seja S = {u1 , u2 , . . . , uk } um conjunto não vazio de vetores num espaço
vetorial V :
(a) O conjunto W de todas as combinações lineares possı́veis de
vetores em S é um subespaço de V

(b) W é o menor subespaço de V que contém todos os vetores de S,


no sentido que qualquer outro subespaço de V que contenha
todos aqueles vetores também contém W

Um subconjunto S de V é dito gerador de V se todo elemento de V é


uma combinação linear de um número finito de elementos de S.
Exemplo: O conjunto S = {(1, 0, 0), (0, 1, 0), (0, 0, 1)} gera R3 .
Exemplo: O conjunto S = {(1, 2, −1), (6, 4, 2)} gera R3 ?
Se S = {u1 , u2 , . . . , uk } é um conjunto não vazio de vetores num espaço
vetorial V , a equação

a1 u 1 + a2 u 2 + · · · + ak u k = 0

tem pelo menos uma solução, a saber a1 = 0, a2 = 0, . . . , ak = 0.

Se essa for a única solução, dizemos que S é um conjunto


linearmente independente.

Caso existam outras soluções, dizemos que S é linearmente


dependente.
Exemplo: Determine se o conjunto de vetores S = {e1 , e2 , e3 } de R3 é
linearmente independente.
Exemplo: Determine se os vetores (1, −2, 3), (5, 6, −1), (3, 2, 1) são
linearmente independentes em R3 .