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A LINGUAGEM MATEMÁTICA NA SALA DE AULA:

PERSPECTIVAS E DIFICULDADES
THE LANGUAGE OF MATHEMATICS IN THE
ISSN: 1984-3151 CLASSROOM: PROSPECTS AND PROBLEMS

Roberto Lírio Florenço Junior1

1 Graduado em Matemática. Centro Universitário de Belo


Horizonte. Uni-BH, 2008. Pós-Graduando Especialização
Ênfase em Cálculo. Professor da Rede Estadual de Ensino.
Santa Luzia, MG. betopopy@yahoo.com.br.

Recebido em: 20/09/2013 - Aprovado em: 20/04/2014 - Disponibilizado em: 31/05/2014

RESUMO: O presente trabalho visa estudar a influência da linguagem simbólica na matemática. Neste estudo
serão apresentados apenas resultados oriundos de pesquisas bibliográficas, mas posteriormente pretende-se,
através de entrevistas com alunos do ensino fundamental e médio, estender a pesquisa. A maioria dos estudos e
pesquisas realizadas na área de educação matemática parte do pressuposto de que a matemática participa da
formação dos indivíduos e é importante na sua inserção social. Neste sentido um insucesso poderia significar
não apenas um fracasso na vida escolar, mas também na própria condição de cidadão dos indivíduos. Um dos
problemas que pode dificultar a compreensão matemática de alguns estudantes é a dificuldade que eles têm de
utilizar a simbologia necessária para o aprendizado dessa disciplina.
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem. Matemática. Simbologia.

ABSTRACT: The present work aims to study the influence of symbolic language i mathematics. This study will be
presented only results from literature searches, but later it is intended through interviews with students from
elementary and secondary education, to extend the research. Most studies and surveys conducted in the area of
mathematics education assumes that the mathematics participates in the formation of individuals and it is important
in their social integration. In this sense one failure could mean not only a failure in school life, but also the very
condition of the individual citizen. One of the problems that can hinder the mathematical understanding of some
students is the difficulty they have to use the symbols necessary for learning this discipline.
KEYWORDS: Language. Mathematics. Symbolism.

1 INTRODUÇÃO particular para transmitir o seu pensamento,


independentemente de qualquer influência. Em
O motivo principal do trabalho é encontrar particular, em nosso século, essa língua foi
formalizada e, por esse motivo, não pode ser
argumentos que mostrem se a simbologia na aplicada, durante as aulas de matemática, como
base para a comunicação entre professor e os
educação matemática ajuda ou atrapalha o educando. alunos, ou entre os próprios alunos (MAIER, 1989).
[...] não somente os estudantes encontram A afirmação de Herman Maier trata-se de um caso
dificuldades no momento de trabalhar com a
representação dos fatos ou de ideias matemáticas. não bem resolvido, a infidelidade e qualidade na
Também as encontram os autores de livros transmissão de uma mensagem entre o emissor e o
didáticos e os próprios professores. De todo modo,
a matemática desenvolveu uma espécie de língua destinatário. Ou seja, o entendimento por parte do

e-xacta, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 29-34. (2014). Editora UniBH.


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aluno de alguns conceitos ensinados pelo professor Na prática a Matemática é apresentada


não é, às vezes, tão claro para os alunos quanto para essencialmente de duas formas: uma científica e
quem está ensinando, pois se trata de uma linguagem outra pedagógica, assim surgem então algumas
específica, a da Matemática, a qual não é uma língua indagações: qual a melhor forma de se transmitir
comum, se comparada à que os alunos utilizam fora conceitos matemáticos em salas de aula? Há
do contexto escolar. realmente excessos simbólicos? Quais são as reais
interferências que impedem a fidelidade dessas
A matemática que preza o formalismo científico deve
mensagens? Estas são apenas algumas, entre outras
predominar em nível didático? Ser ensinada como tal,
várias questões, que justificam uma atenção especial
independentemente do nível de compreensão e
para esse tema.
capacidade de todo e qualquer aluno? Ou deve-se
observar uma forma mais “didática” e dinâmica na
transmissão dos conceitos através de símbolos?
2 BREVE HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO DA
Diversos autores divergem sobre essa questão. “[...]
LINGUAGEM MATEMÁTICA
Infelizmente, um hábito consolidado de atitudes e de
modos, assumidos pela tradição e por alguns livros- Estudos que se preocupam com a evolução da

texto, impulsiona alguns professores [...]” (D’Amore, Linguagem Matemática apontam que o processo da

2007). O autor sugere uma das fontes do problema, a sua evolução pode ser entendido em três estágios ou

clara interferência do livro-texto no modo de ensinar fases: a retórica, a sincopada e a simbólica.


de alguns professores. Estes estudos consideram que na fase retórica há o

Observa-se ainda que, muitas vezes, não se uso da linguagem comum, ou seja, através de

estabelece uma comunicação na aula de matemática palavras para representar as incógnitas. Não era

entre professores e alunos em virtude da ampla comum o uso de abreviações nem símbolos

utilização da simbologia matemática. Geralmente o especiais. A linguagem retórica é definida como a

formalismo rigoroso não é familiar ao estudante, ferramenta inicial, a mais básica, a linguagem

sendo difícil a decodificação da mensagem. Para que ordinária. Nesse estágio, “os argumentos da
haja compreensão desta, faz-se necessário, além de resolução de um problema são escritos em prosa
um contexto adequado, o desenvolvimento de pura, sem abreviações ou símbolos específicos”
atividades que estimulem a comunicação ou a (EVES, 1997).
verbalização do raciocínio. A palavra ahá, que significa monte ou montão, foi

De acordo com Zuchi (2004), “estimulem e impliquem criada pelos egípcios para representar quantidades.

a comunicação oral e escrita, conduzindo o aluno a A criação egípcia marca o ponto de partida do
verbalizar os seus raciocínios”. Não desprezar o desenvolvimento da linguagem matemática. Com ela,
formalismo rigoroso da matemática é valido, porém, o pensamento matemático começa a desenvolver
antes de entrar especificamente nesse formalismo, é uma linguagem própria, diferente da linguagem usual
interessante utilizar-se de “atalhos” ou caminhos a das palavras. É com a matemática egípcia a
seguir adiante, quando for necessário fazer uso do Linguagem Matemática começa a se separar da
formalismo sem que haja perda na qualidade da linguagem usual. Trata-se da Linguagem Matemática
mensagem, contextualizando adequadamente e através de palavras, que, apesar de ser um pequeno
conduzindo o aluno a verbalizar seus raciocínios. passo, quase despercebido por ainda usar palavras,
foi importante no sentido de criar um vocabulário

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próprio - Entende-se que o uso A linguagem


a língua da matemática. Segundo Eves (1997), da linguagem empregada nos livros
A Linguagem “Na álgebra sincopada especializada não didáticos parece estar
Matemática através de se adotam abreviações constitui um problema, além da capacidade de
palavras é o primeiro para algumas das mas uma dificuldade compreensão dos
passo da criação da quantidades e que decorre do fato de alunos. Cabe, portanto,
linguagem operações que se que o uso de uma língua ao professor tornar a
especificamente repetem mais especializada é levado matemática inteligível,
matemática para o qual frequentemente”. Assim, ao extremo, o que se ou seja, transcrevê-la
são escolhidas as também Moura e Sousa percebe às vezes no em uma linguagem
palavras que mais em seu artigo destacam caso da linguagem acessível a todos os
direta e claramente esse aspecto. “Tal matemática. interessados em
expressam movimentos linguagem, a sincopada, aprendê-la,
matemáticos (LIMA; está muito próxima da possibilitando assim a
MOISÉS apud MOURA; linguagem simbólica... interação. (MAZZEI,
SOUSA, 2005). escrevemos abreviado” 2007)
(MOURA; SOUSA,
Em relação à chamada No decorrer do
2005).
fase sincopada, é dito processo de ensino-
que ela representa o No que diz respeito à aprendizagem, deve-se
passo intermediário fase simbólica, essa se levar em conta as fases
entre a resolução caracteriza apenas pelo descritas e utilizá-las de
retórica dos problemas uso dos símbolos acordo com o bom
e a utilização dos matemáticos e sua senso. A língua materna
símbolos específicos da manipulação. O uso dos será a base segura para
Linguagem Matemática. símbolos permite maior apoiar o professor na
Nessa fase, ao invés de complexidade ao busca desse bom
escrever praticamente raciocínio humano. Com senso.
tudo como na retórica, eles é possível atingir
são construídas um grau elevado de
estruturas que abstração de forma 3 LINGUAGEM
aparecem de forma extremamente mais MATEMÁTICA E
contínua na resolução fácil. O uso do símbolo,
LINGUAGEM
dos problemas. Essas ao invés de palavras ou
estruturas são as
MATERNA
abreviações, permitiria,
abreviações que já segundo Moura e A comunicação na sala
começam a ganhar um Sousa, “raciocinar sem de aula pode ocorrer
espaço mais muito esforço, ao nas mais diversas
significativo para colocar os caracteres no formas, sendo algumas
expressar o lugar das coisas para naturais (linguagem
pensamento desimpedir a materna) e outras
matemático. imaginação”. construídas (linguagem

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matemática). Todos desempenha um papel educando, então se retângulo


possuem diferentes significativo dentro da pode admitir que houve grande/pequeno;
habilidades e matemática e da compreensão das o retângulo no
preferências e podem cultura, mas não linguagens. Caso alto/embaixo; o
desenvolver e utilizar sobrevive isolada, pois contrário estará quadrado à
diferentes linguagens prescinde do apoio da evidenciada a falta de direita/esquerda.
para interpretar, linguagem materna domínio da linguagem
explicar e analisar o para a realização da utilizada e dos
mundo. comunicação. diferentes significados
que os símbolos
Segundo Viali e Silva Tanto a linguagem
matemáticos estão
(2007), ler e escrever materna quanto a
representando.
na língua materna não matemática, quando
é a única forma de utilizadas em salas de Para D’Amore (2007) já
interpretar, explicar e aula, na forma oral e é aceito como certo que,
analisar o mundo. A escrita, quando não espontaneamente, o
Matemática é outra colocadas e aluno tende a evitar o
dessas formas que tem apresentadas de forma uso da escrita simbólica.
seus códigos e clara e objetiva, trazem Os estudantes, em
linguagem próprios e prejuízo para o aluno. geral, preferem usar a
um sistema de De acordo com Viali e língua comum, muito
comunicação e de Silva (2007), “A mais do que o
representação da linguagem matemática simbolismo matemático,
realidade construído ao não é natural como a e isso acontece de
longo de sua história. A língua materna”. acordo com três
linguagem matemática estratégias:
A criança aprende a da língua materna nessa  a expressão que
falar e a se comunicar construção”. descreve o
com os outros por meio objeto é descrita
Já que a matemática
da língua materna, palavra por
possui uma linguagem
aprende a contar palavra;
própria, com uma
imitando o adulto, mas
enorme variedade de  o aluno faz
para entender a
símbolos, é necessário referência a
sequência dos números
que quando o professor fatos temporais
naturais, por exemplo,
falar de matemática na (a reta que traça
ela precisa estabelecer
linguagem materna, o primeiro);
alguns conceitos e
aluno seja capaz de
estruturas que não são  o aluno usa
fazer a decodificação
naturais à língua propriedades
para a linguagem
materna. Segundo Viali extra
matemática e vice-
e Silva (2007), “A matemáticas
versa. Se isso ocorrer
linguagem matemática para fazer
sem dificuldades para o
é construída e precisa distinções: o
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4 O RIGOR NA este faz parte da riqueza, é natural que escritos e, como

UTILIZAÇÃO DA Educação Matemática seja possuidora de uma qualquer linguagem,


e objetiva interagir na linguagem própria, que apresenta diversos
LINGUAGEM
postura, na em alguns casos e em níveis de elaboração, de
MATEMÁTICA metodologia, na certos momentos acordo com a
Nos dias atuais, pode- didática e nos textos históricos se confundiu competência dos
se dizer que a didáticos, escritos e com a própria interlocutores: a
matemática é falados. matemática. Segundo a linguagem matemática
apresentada e autora, esta linguagem utilizada pela
Para Viali e Silva
trabalhada (2007), a matemática, tem registros orais e
essencialmente de quando caracterizada comunidade científica é preocupação com o
duas maneiras pelo rigor de sua mais exigente do que a trabalho de sua
distintas: uma científica linguagem própria, é linguagem utilizada para compreensão, clareando
e outra pedagógica. isolada num mundo à traduzir ideias numa o seu significado,
Em cada uma dessas parte. Segundo os sala de aula. consegue-se o efeito
maneiras, a autores, este rigor é contrário: dificulta-se o
Zuchi afirma ainda que o
matemática traz parte da linguagem, o processo de
excesso de simbologia
consigo uma que não quer dizer que aprendizagem da
gera dificuldades
linguagem própria, que seja o mesmo que matemática (ZUCHI,
desnecessárias para o
comumente se chama dificuldade. 2004).
aluno, chegando
de linguagem
O rigor com a inclusive a impedir que Embora ambos os
matemática. De acordo
linguagem materna e ele compreenda a ideia discursos apresentados
com Viali e Silva
matemática torna- se representada pelo tenham por base a
(2007), o discurso
necessário para não símbolo. Esta construção do
científico da
desenvolver conceitos dificuldade gerada, conhecimento, deve-se
Matemática aparece
errados ou não induzir frequentemente, por ficar claro que se
nas pesquisas e na
o aluno ao erro ou à uma apresentação acredita na não
construção do
falta de entendimento inadequada da utilização do mesmo
conhecimento
de alguma questão. As linguagem matemática é rigor e da formalização
matemático que são
duas linguagens bastante lamentável, no que se refere à
realizados por seus
precisam ser claras pois esta foi linguagem matemática
profissionais. Ele
para que o desenvolvida justamente utilizada em ambos. Tais
objetiva ser
encadeamento seja com a intenção oposta. valores foram e
apresentado a uma
perfeito e permita a continuam sendo
comunidade específica, A linguagem matemática
análise completa do fundamentais para a
denominada de desenvolveu-se para
problema. (VIALI; construção do
científica, e seus facilitar a comunicação
SILVA, 2007) conhecimento
resultados são do conhecimento
matemático.
divulgados em textos De acordo com Zuchi matemático entre as
(2004), como a pessoas. Entretanto, De acordo com Davis e
bastante formalizados.
matemática é uma área quando se abusa do uso Hersh, os símbolos
Já no que se refere ao
do saber de enorme de símbolos e não há servem essencialmente
discurso pedagógico,
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para designar com rigor Segundo Mazzei encontra dificuldades aprendizagem


e clareza e para (2007), “Todos devem para resolver o dos alunos em
abreviar. O proveito que dominar o mesmo problema da primeiro lugar,
daí provém é que código de sinais, signos apresentação então quem

e símbolos que serão pedagógica da comunica deve


Ao aliviar o
cérebro de todo o linguagem matemática, fazê-lo de
esforço empregados, ou seja,
desnecessário, nesse modesto maneira tal que
devem ter a mesma
uma boa notação
trabalho, não há a linguagem
proporciona-lhe a linguagem”. Ainda,
liberdade para se condições de opinar, utilizada não
concentrar em segundo o autor, o uso
problemas mais apenas levantar e seja ela própria
inconsciente da
profundos e, na
divulgar o problema uma fonte de
realidade, linguagem matemática
aumenta a para que mais obstáculos à
capacidade pode servir como
mental da nossa pesquisadores venham compreensão. A
instrumento de
espécie (DAVIS;
em auxilio e que solução poderia
HERSH 1995). exclusão.
futuramente exista uma parecer banal:
E quanto à Linguagem
Onde está escrito
que precisamos posição mais clara bastaria evitar
Matemática utilizada no
adotar uma sobre o assunto. com os alunos
discurso pedagógico, linguagem
técnica e com o aquela
será que é importante formalismo Para D’Amore (2007),
matemático linguagem
se fazer uso de uma diante das questões
desde o ensino específica, toda
linguagem que se fundamental? envolvendo o uso da
Conheço muitos a comunicação
apegue ao rigor e à professores que linguagem matemática
defendem a deveria
formalização e da linguagem
linguagem acontecer na
excessiva? Quais os matemática com materna, o rigor na
o rigor e o língua comum;
interesses estão sendo formalismo utilização das
defendidos quando se construído e linguagens e a  por outro lado
aceito pela
emprega uma comunidade formalização, se está há a
científica. E, o
linguagem carregada de que é pior: diante de uma situação matemática
palavras ou símbolos empregam essa didaticamente como
linguagem em
incompreensíveis aos sua prática paradoxal, pois: possuidora de
docente.
alunos? uma linguagem
Pergunto- me se  se por um lado
os alunos têm específica; um
alguma o ensino é
compreensão do dos objetivos
que estão comunicação e
principais de
fazendo ou se um de seus
estão tão quem ensina é
somente objetivos é o de
repetindo algo o
que ouviram, sem favorecer a
compreender o
significado fazer com que apropriem dessa
(MAZZEI, 2007). os alunos linguagem
Contudo, vale aprendam, não especializada.
esclarecer que se o apenas Por isso, não é
próprio D’Amore, entendam, mas possível evitar
especialista em também que se que os
educação matemática,
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estudantes averiguou-se já complexos pela sua complexidade por


entrem em principalmente dois natureza não venham a problemas de
contato com tipos de linguagem agravar esta linguagem inadequada.
essa linguagem matemática, a formal _
específica, mais (científica) e a não
ainda, ao formal, ou menos
contrário, é
formal (didática), as
REFERÊNCIAS
necessário
quais são questões D’AMORE, B.
apresentá-la, MAZZEI, L. D. A
integrantes e Elementos de didática Linguagem nas aulas de
impô-la para de matemática. 1ª Ed.
fundamentais. Matemática. Anais – IX
São Paulo: Livraria da ENCONTRO
que dela se Física, 2007.
Através das análises, NACIONAL DE
apropriem. EDUCAÇÃO
perceberam-se DAVIS, P. E HERSH, R.
MATEMÁTICA - ENEM.
A Experiência
algumas possíveis BH. UNI-BH, 2007.
Matemática. 1ª Ed. Rio
variantes que podem de Janeiro: Gradiva, MOURA, A. R. L.;
5 CONCLUSÃO 1995.
SOUSA, M. C. O lógico
causar interferências na
Com a realização deste histórico da álgebra
aprendizagem, como FERREIRA, A. F. E não simbólica e da
trabalho, percebe-se PERES, G.J. Matemática álgebra simbólica:
exemplo o rigor da e
que a linguagem é uma dois olhares
linguagem e o nível de Linguagem. Anais – VIII diferentes. ZETETIKÉ -
das bases fundamentais ENCONTRO Cempem - FE -
formalização. A língua NACIONAL DE Unicamp - v.13 - nº24 -
para a transmissão, EDUCAÇÃO
materna, num primeiro jul./dez. 2005.
aquisição e o MATEMÁTICA - ENEM.
momento, poderia RECIFE, 2004. VIALI, L.; SILVA, M. M.
desenvolvimento de
auxiliar. Ela é apenas A Linguagem
conhecimentos, assim GRANELL, G. G. A Matemática como
uma das várias aquisição da linguagem dificuldade para alunos
os meios, as formas de matemática: símbolo e
interferências que do Ensino Médio. Anais
comunicação, merecem significado In: Além da – IX ENCONTRO
podem ocorrer durante Alfabetização, SP: Ed NACIONAL DE
todo destaque e Ática, 1995.
o processo de ensino. EDUCAÇÃO
atenção. É claro que o MATEMÁTICA - ENEM.
Cabe aos educadores MACHADO, Nilson BH. UNI-BH, 2007.
conhecimento do José. Matemática e
proporcionar aos
conteúdo a ser Língua Materna: ZUCHI, Ivanete. A
alunos condições análise de uma Importância da
ensinado também é impregnação mútua. 4ª
necessárias para que Linguagem no Ensino
fundamental. Ed. São Paulo: Cortez, de Matemática.
venham a se tornar 1998. Educação Matemática
Já que a linguagem é protagonistas de seu em Revista. Ano 11 –
MAIER, H. Cognition: n.º16 - maio de 2004.
parte integrante no próprio aprendizado, Conflit entre langue
processo de que passem de objetos mathématique et
langue quotidienne
aprendizagem, em toda a sujeitos. Para que pour les élèves.
a análise bibliográfica isso ocorra, é preciso Washington: Ed. J. V.
Wertsch, 1989.
ter sempre em mente
que a linguagem
utilizada deve ser
acessível a todos, de
modo que os
problemas matemáticos
e-xacta, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 29-34. (2014). Editora UniBH.
Disponível em: www.unibh.br/revistas/exacta/

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