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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO

CENTRO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANAS – CTCH


DISCIPLINA: METODOLOGIA DO ESTUDO
PROFESSORA: GRAZIELA ALMEIDA

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO DO ÍNDIO PARA A SOCIEDADE

LUCAS RODRIGUES DA S. SOUZA


LUZIA VAZ DE SÁ
PAULO NATANAEL A. MARINHO.

Recife

Junho/2017
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO................................................................................02

1. O INDÍGENA NA HISTÓRIA.......................................................03

2. IMAGINÁRIO SOCIAL E IDENTIDADE......................................04

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................05

REFERÊNCIAS ..............................................................................06
INTRODUÇÃO
1. O INDÍGENA NA HISTÓRIA

O presente estudo refere-se à educação escolar dos povos indígenas brasileiros,


desde os primórdios da colonização, quando perderam não só o seu território para o
povo colonizador, mas também a educação, a cultura e suas crenças.
Nas sociedades dos índios o saber é acessível a todos, repartido de acordo com
os graus de iniciação que os eleva, e não conforme a setorização de conhecimentos
que o fragmenta, como acontece na educação do mundo ocidental. Ainda hoje, nas
aldeias indígenas a educação se faz através da economia da reciprocidade, tendo a
casa como espaço educativo, junto à família e à rede de parentesco, a religião é
venerada por meio dos rituais e dos mitos.
Com a chegada da Coroa portuguesa, a escola foi imposta para os índios,
com o intuito de catequizar e contribuir na formação dos cristãos, e
consequentemente, civilizar e firmar uma identidade nacional.
Todavía, observa-se, que nas últimas décadas, através de movimentos de
afirmação étnica, surge outro modelo escolar no cenário da educação; a escola dos
povos indígenas. Protegida por uma legislação que forma um modelo distinto e
específico da educação escolar, cada povo tomou para si o dever de criar currículos
escolares e propostas pedagógicas, informados por suas cosmologias.
Quanto a escrita da língua indígena, ensinada no primeiro ano escolar,
ajudava na transição para o aprendizado do português e para a introdução, entre os
indígenas, de conhecimentos e uma cosmovisão da sociedade nacional.
A função de docente indígena, entre outras conquistas, se origina de um
processo de luta que requer o protagonismo indígena na formulação e realização de
políticas públicas, entre elas a educação escolar. Na década de 19701
BERGAMASCHI (p.4) começa um movimento intenso de organização dos habitantes
originários que com a ajuda de setores da Igreja, da universidade e de ONGs, e em
concordância com os movimentos indígenas internacionais, esclarecem suas
reivindicações pelo direito à diferença, à terra, à saúde e à educação diferenciada.
2. IMAGINÁRIO SOCIAL E IDENTIDADE
Para melhor conhecer a realidade dos povos originários da américa faz se
necessário pensar sobre as formas que veem o mundo e são igualmente vistos e o
aspecto que esse tipo de escola acrescenta. Nessas escolas é claro que existe uma
preocupação com o ensino da língua portuguesa, mas o ensino de história e outras
disciplinas

Os povos indígenas são bastante heterogéneos, as noções de “tempo e


espaço” e “identidade e diferença” por exemplo são básicas à história. Merecem ser
consideradas nas suas dimensões mais amplas para além de temas enfoques e
abordagens históricas tradicionais2 BITTENCOURT (p.7).
A noção de história evolutiva e positivistas entra em conflito com “O
amálgama entre tempo mítico, explicador das origens, o tempo da natureza e o
tempo cíclico, ordena a vida quotidiana e manifesta as relações entre
passado-presente-futuro. ”3 Ibidem
A identidade histórica dos grupos indígenas tem sido preservada com
registros orais, já que a maioria se considera ágrafo, uma forma de pensar, as raízes
culturais, suas origens, as relações sociais totalmente sufocada pela historiografia e
etnografia tradicionais4. Ibidem
No entanto essa disciplina, é importante salientar a relação direta que existe
entre história e produção de identidades, seja ela étnica, social ou nacional. E ainda
o fato de tais afirmações partirem de necessidades dos próprios índios não vindas
de projetos governamentais.
“A história indígena se divide em duas partes: a primeira são
os mitos, as histórias de antigamente. Cada povo explica de maneira
diferente como foi que nasceu o mundo, os homens, o sol e a lua, os
nomes das coisas, os bichos, os legumes, as festas, os remédios da
mata, o cipó e todas as ciências. A segunda parte explica o que
aconteceu em diferentes momentos da vida de cada nação indígena:
as mudanças na organização, no governo e na economia, os conflitos
entre famílias, as guerras com outras nações. ” BERGAMASCHI
apud Edson Kaxianwaá (p.9)
A “segunda parte” da história dos povos indígenas tem uma importância vital
nas lutas que esses povos precisam travar para ter reconhecido seus direitos como
cidadãos, se afirmando como brasileiros e recorrendo a o estado. Afirmam que a
história propicia estudar também “as relações de cada um desses povos com a
sociedade nacional”5 (p.10) BERGAMASCHI apud BRASIL. Ministério da Educação.
Principalmente no sentido de afirmar os direitos que contribuam para assegurar a
sobrevivência física e cultural desses povos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conhecer estudar e discutir temas referentes a educação diferenciada indígena


possui parte significativa na nossa visão independente do resultado, assinalamos o
objetivo de dar visibilidade a aquilo que por vezes caem no esquecimento e tem
muita validade na construção do saber. Assim defendemos a necessidade da
educação diferenciada na construção da pedagogia, mas principalmente
defendemos a necessidade dela no caso das aldeias para a manutenção das
populações indígenas na atualidade.
REFERÊNCIAS

BERGAMASCHI, Maria Aparecida; SILVA, Rosa Helena Dias da. História, memória e
tradição na educação escolar indígena: o caso de uma escola Kaingang. In:
REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA. São Paulo, SP v. 30, nº 60, p, 55-75 – 2010.
Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbh/v30n60/a04v3060.pdf>

BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. O ensino de história para populações


indígenas. In: EM ABERTO, Brasília, DF, ano 14, n.63, jul./set., 1994. Disponível em:
<http://rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1982/1951>

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