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BASES PARA QUE A

INTUIÇÃ O FLORESÇA
INDICAÇÕ ES PARA O ESTUDO DESTA
FACULDADE

VICENTE FIUMANO
06/07/2013

Resumo do tema ‘Que é a Intuição?’ preparado pelo teósofo


Vicente Fiumano, membro da Sociedade Teosófica na Argentina,
e apresentado por ocasião do Congresso da Seção Argentina,
ocorrido na cidade de Rosário/AR, nos dias 17 e 18 de agosto de
2013.
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BASES PARA QUE A INTUIÇÃO FLORESÇA

1- A nível social, o termo Intuição é um dos inúmeros


vocábulos – tais como Amor, Arte, Religião, Fraternidade,
Serviço, Yoga, etc. – que tem sido deturpado por seu mau
emprego e repetição equivocada, o que requer que se
devolva à essa expressão seu verdadeiro contexto e área de
aplicação

2- A intuição abrange somente processos de caráter coletivo


ou envolvendo esferas grupais – internacionais e mundiais.
Nunca é aplicável a processos individuais ou em caráter
pessoal, seja de serviço, sorte, relacionamentos,
pressentimento, acertos, etc., etc.

3- Buddhi é a origem da Intuição e, por ser o 4º Princípio


Universal e veículo humano, constitui a ponte entre o
macro e o microcosmo. Por esta mesma condição, sua
natureza é UNIVERSAL e IMPESSOAL. A Intuição é a
faculdade que, quando presente em uma pessoa, revela que
Buddhi está sendo despertado para a atividade. Seu pleno
desenvolvimento culmina com a obtenção da
omnisciência. Para a nossa humanidade, constitui a fonte
de AMOR e SABEDORIA . Em sua expressão primária, inclui
o princípio de Fraternidade e Boa Vontade, o que para
nossa S.T. e seu dharma é de uma importância
extraordinária.
Em virtude de Buddhi não constituir um veículo de
consciência semelhante ao Corpo Astral, ele necessita de
um agente que o expresse... (em relação a este importante
aspecto, reservo-me, por ora, de abordá-lo).

A presença da intuição permite ‘sentir-se comprometido’


com toda a vida e agir-se em conformidade com isso; é
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poder-se penetrar nas ‘profundezas’ de si mesmo, a fim de


‘buscar uma pérola’ que melhore a compreensão e a vida
de todos – física e/ou psicologicamente.

4- O tipo humano não verdadeiramente intuitivo somente


possui informações, dados e grande quantidade de meras
referências ‘acerca de’... Está limitado à memória, não
podendo nunca ir além disso. Ao contrário, Buddhi é
inesgotável e sempre novo, sempre viçoso, abundante.
Krishnamurti é um exemplo próximo disso. Radha Burnier
no contexto ético moral é, também, um exemplo ilustre do
que desejamos exemplificar; usa material de ‘outros’,
entretanto seu aporte é preponderante em relação às suas
citações.

5- A consciência necessariamente deve elevar-se para o 4º


subplano do plano mental e dinamizar os três primeiros
subplanos do Astral, através do desenvolvimento da
Devoção (ou Bakti) ou do efeito resultante de uma severa
ASPIRAÇÃO – assim considerado segundo o ponto de vista
Ocultista.

6- É necessário que a ponte ou Antakarana entre a mente


Superior e a Inferior já esteja presente num determinado
grau.

7- É preciso que o contato com o Eu Superior ou Ego já tenha


ocorrido, mesmo que ainda não esteja em fase adequada
para a pessoa.

8- Ahimsa ou ausência de danos precisa estar


significativamente presente no complexo kama-manásico.
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9- Uma das qualidades necessárias é a disponibilidade de uma


mente bem desenvolvida e rica de modo que o que for
‘CAPTADO’ intuitivamente possa ser ‘incorporado’ e
‘objetivado’ de uma maneira fácil e com representatividade
do que se tenha compreendido.

10- Com pessoas que ainda não se relacionam com a Senda do


Ocultismo, podem ocorrer ‘acessos’ esporádicos de
Intuição em todas as linhas da atividade humana. Sempre
deve estar presente algum foco de idealismo ou desejos
para melhorar a vida dos demais ou, ainda, devido à pura
intenção de melhorar algum processo ou descobrir novos
horizontes da realidade. Todo o sistema e novos processos
que conturbem a vida das nações ocorrem de uma maneira
nada conveniente, ainda que sempre sejam precedidos por
algum tipo de atividade mental nesse sentido.

11- Você não pode provocar um ‘surgimento súbito’ de


Intuição – a menos que disponha pelo menos a 3a Iniciação
–, mas pode preparar o terreno de sua vida pessoal para
torná-lo possível. A intuição ‘advém’ surpreendentemente,
de improviso, em qualquer momento, quando menos se
espera, não quando a procuramos. Apenas ansiá-la ou
buscá-la só serve de bloqueio que faz com que nada ocorra.
Necessita de uma mente que lhe ofereça um momento de
VAZIO da atividade mental; é nesse vazio que a Intuição
pode se expressar.

12- É bem conhecido o processo da evolução mental. No ciclo


de desenvolvimento da personalidade, encoraja-se a pessoa
para que pense em tudo, que não faça nada sem pensar;
após, na etapa avançada da Senda, a convidamos para
‘deixar de pensar’, pois do contrário nunca poderá meditar.
Deve-se sempre usar a mente como um MEIO, nunca como
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um fim. A mente treinada com a disciplina da Senda torna-


se apta para se converter em veículo da Intuição. É nesta
etapa que o estudante se converte em ‘Luz para si mesmo’,
podendo, então, se tornar realmente útil para os outros e
poder contribuir com a infinita cadeia do Ser, com a
premissa de
Buscar – achar – compartilhar

13- A Intuição não pode se expressar através de uma mente


tortuosa, agressiva, autodefensável, estruturada, cheia de
dados, de pensamentos próprios ou alheios, centralizados
no ‘eu inferior’. Necessita de uma mente clara, afiada,
veloz e já compenetrada por influência do ‘Eu Superior – O
Ego’.

14- É de grande valor a prova das raposas astutas e hipócritas;


nunca ninguém pode se disfarçar de intuitivo. Podemos
representar o papel de seres eruditos, falarmos difícil,
impactar bobos, mas nunca se pode passar por intuitivo.
Percebe-se logo ao que se tem em conta, ao presunçoso, ao
que pretende dar a entender que é o que não é.

15- Enquanto dentre os de ‘mente desenvolvida’ encontramos


os exemplares humanos mais nocivos e detestáveis, no
‘campo dos intuitivos’ vemos os mais avançados e
desejáveis seres de nossa família humana; a verdadeira
simpatia e boa vontade em ação.

16- De fato, neste terreno nos encontramos no próprio coração


do Primeiro Objetivo da S.T. Sem Intuição, este objetivo
permanece como simples adorno – sempre por realizar –
amanhã, na próxima vida, nunca! O grande recurso
psicológico. Não estará aqui (a razão) do desenvolvimento
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de todo MST1, sincero e desejoso de fazer a sua parte? O


estudante sensato saberá das dificuldades que terá que
vencer para juntar-se à intuição. Entretanto ele pagará com
gosto o preço para assentar hoje as bases que possibilitarão
que a intuição floresça nele.

A fim de possibilitar sua realização, a Teosofia terá que ser


estudada, compreendida e finalmente incorporada na
própria vida em termos de conduta diária. Vive-se aquilo
que realmente se compreende, e se converte em doutrina ou
credo a tudo o que fica no nível mental. É por esta razão
fundamental que Krishnamurti enfatizava a necessidade de
compreender ‘SEM OPÇÃO’ e quando isto tem lugar, então
termina o conflito neste setor da vida, pois à compreensão
segue a conduta. Isto, então, nos obriga a efetuarmos
individual e coletivamente a pergunta: Compreendemos
realmente a Teosofia que cremos conhecer?

Quilmes, 06 de julho de 2013.


Vicente Fiumanó

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Membro da Sociedade Teosófica
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TEOSOFIA PARA VIVER

A Teosofia Básica tem em mente duas classes


de estudantes:
1) Aquele que simplesmente estuda para
saber; e,
2) Aquele que a estuda para adequar sua
vida à ela.
Somente o segundo é o verdadeiro estudante de
Teosofia. O mais simples dos estudantes que retifica
sua vida de acordo com ela, é melhor que o melhor
estudante que apenas sabe, pois o complemento do
saber se encontra na sua realização. O estudante que
apenas se informa, permanece na metade do caminho
para a Verdade e, a verdade só liberta os estudantes
que a vivem.
A indicação de uma verdadeira compreensão
ocorre somente quando ela automaticamente se
integra como uma melhor forma conduta de viver.

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