Você está na página 1de 2

EMEF VEREADOR MARTIM ARANHA

Atividades Remotas da Disciplina de Filosofia

Professor(a): Diogo Lindner Turma: C 31, C 32

PERIODO: 01/10 até 31/10/21 Carga Horária: 8 horas/aula


ALUNO (A): .........................................................................................................TURMA: ...............

Oi pessoal! Dando continuidade aos nossos estudos sobre Filosofia Política, vamos começar a
ver as teorias sobre como e por que surgiu o Estado.

Existem basicamente duas teorias sobre a origem do Estado, a primeira delas é a teoria
naturalista, proposta inicialmente por Aristóteles, que diz que o ser humano é um “animal político”
ou seja, é político por natureza, e se organiza para atender essa necessidade de se relacionar
com outros seres políticos. A segunda, a que veremos em maiores detalhes, é a teoria
contratualista, segundo a qual os seres humanos, por diferentes motivos, de acordo com cada
filósofo que propõe esta teoria, abrem mão de parte da liberdade que possuem no estado de
natureza, para passar por meio de um Contrato Social, a um estado de Sociedade.

O Contratualismo
Contrato social (ou contratualismo) indica uma classe de teorias que tentam explicar os
caminhos que levam as pessoas a formarem Estados e/ou manterem a ordem social. Essa noção
de contrato traz subentendido que as pessoas abrem mão de certos direitos para um governo
ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social. Assim, o contrato social
seria um acordo entre os membros da sociedade, pelo qual reconhecem a autoridade, igualmente
sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante.

O ponto inicial da maior parte dessas teorias é o exame da condição humana na ausência de
qualquer ordem social estruturada, normalmente chamada de "estado de natureza". Nesse
estado, as ações dos indivíduos estariam limitadas apenas por seu poder e sua
consciência. Desse ponto em comum, os proponentes das teorias do contrato social tentam
explicar, cada um a seu modo, como foi do interesse racional do indivíduo abdicar da liberdade
que possuiria no estado de natureza para obter os benefícios da ordem política.

As teorias sobre o contrato social se difundiram entre os séculos XVI e XVIII como forma de
explicar a origem legítima dos governos e, portanto, das obrigações políticas dos governados ou
súditos. Thomas Hobbes (1651), John Locke (1689) e Jean-Jacques Rousseau (1762) são os
mais famosos filósofos do contratualismo. Chegando a diferentes conclusões, os três
contratualistas afirmavam que a origem do Estado e da sociedade está num contrato social:
anteriormente, as pessoas teriam vivido em um estado de natureza, mas através de um pacto
firmado entre a maioria dos indivíduos de uma comunidade foram estabelecidas as regras de
convívio social e instauradas as instituições do poder político.

Para Hobbes, o estado de natureza era um estado de igualdade natural entre os seres humanos,
onde, para se impor ou se defender, e na ausência de um Estado ou normas reguladoras, os
indivíduos entrariam em um estado generalizado de guerra. Hobbes destaca o conflito inerente à
natureza humana e explica que essa tensão seria apenas controlada por meio de um contrato
entre as pessoas, permitindo assim o surgimento do Estado e a convivência em sociedade.

Já para Locke e Rousseau, o estado de natureza se diferenciava do estado de guerra


hobbesiano. Locke acreditava que esse estágio pré-social era uma situação real e pacífica,
caraterizada pela mais perfeita liberdade e igualdade entre os indivíduos, que já seriam dotados
de razão e desfrutavam da propriedade privada, considerada por Locke um dos direitos naturais
do ser humano. Porém, os inconvenientes do estado de natureza fizeram com que os indivíduos
livremente estabelecessem entre si um contrato social que garantisse seus direitos fundamentais,
especialmente o da propriedade privada e a proteção da comunidade frente aos perigos internos
e externos. Para Rousseau, o ser humano nasceu livre, porém teria encontrado uma série de
obstáculos ao exercício de sua liberdade natural. Ao contrário de Locke, Rousseau acreditava
que a propriedade privada teria sido um dos principais motivos de degradação daquela situação
inicial de liberdade rumo à desigualdade e desarmonia, motivando assim os indivíduos à
realização de um pacto social com o objetivo de estabelecer a liberdade civil.

ATIVIDADES
1) O que é o chamado Contrato Social?
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
2) Por que, segundo as diversas teorias, os humanos primitivos saíram de seu estado de
natureza e aderiram ao contrato social?
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..
…………………………………………………………………………………..