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Leandro Lemes Geraldo 013203

Disciplina: ESCRITÓRIO MODELO Professora: Priscilla Guimarães 8º e 10º

ATIVIDADE 01

Ana, modelo profissional, residente em Manaus, viajou para São Paulo, para o casamento de sua
filha. Para lavar, pintar seus cabelos e realizar um penteado para o casamento, Ana procurou os
serviços de João Macedo, cabeleireiro e dono do salão de beleza “Hair” (comerciante), sediado na
cidade de São Paulo, que lhe cobrou R$ 500,00 pela prestação do serviço. Após lavar os cabelos de
Ana, João aplicou-lhe uma tintura da marca francesa (Fabricante) ABC, importada pela empresa
Brasil Connection Ltda (Importador), sediada na cidade de Curitiba (PR).
Meia hora após a aplicação da tintura, Ana sofreu uma reação alérgica, que demandou atendimento
médico hospitalar, no valor de R$ 1.000,00, bem como 2 dias de absoluto repouso que impossibilitou
sua presença no casamento de sua filha. Além disso, perdeu grande parte de seu cabelo, tendo
permanecido com manchas em seu rosto, por dois meses, perdendo um ensaio fotográfico, para o
qual já havia sido contratada, pelo valor de R$ 50.000,00. 
Posteriormente constatou-se que a tintura utilizada continha substâncias químicas extremamente
perigosas à vida e à saúde das pessoas e que a fabricante ABC já havia sido condenada pela justiça
francesa a encerrar a fabricação e comercialização do produto. Indignada com os danos sofridos,
Ana procura um advogado para pleitear o devido ressarcimento. Como advogado(a) de Ana,
promova a demanda cabível, levando em consideração a possibilidade de danos morais, cujo pedido
será de R$ 100.000,00 e que Ana não é pobre no sentido legal e tem interesse na conciliação.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA


COMARCA DE MANAUS DO ESTADO DO AMAZONAS

ANA, (nacionalidade), (estado civil), modelo profissional, cédula de identidade


RG nº. *** inscrito no CPF sob nº*** , (endereço eletrônico), residente e domiciliada na
***, Manaus, Amazonas, CEP ***, por seu advogado infra assinado (instrumento de
mandato anexo), vem perante vossa excelência e propor AÇÃO DE REPARAÇÃO
POR PERDAS E DANOS MATERIAIS E MORAIS, sobre o rito COMUM, com
fundamento no art. 5º, inciso V e X, da Constituição Federal, combinado com o art. 12
da Lei nº 8,078 de 11-9-1990, E os artigos 318 e seguintes do Código de Processo
Civil, em face de HAIR, inscrita no cadastro das pessoas jurídicas do Ministério da
Fazenda sob o nº***,(endereço eletrônico), com sede na ***,São Paulo, CEP ***,
BRASIL CONNECTION LTDA, inscrita no cadastro das pessoas jurídicas do Ministério
da Fazenda sob o nº***,(endereço eletrônico), com sede na ***,Curitiba, Paraná, CEP
***,pelas razões de fato e de direito a seguir expostas:

I - DOS FATOS

A autora, modelo profissional, residente em Manaus, viajou para São Paulo,


para o casamento de sua filha. Para lavar, pintar seus cabelos e realizar um penteado
para o casamento, Ana procurou os serviços de João Macedo, cabeleireiro e dono do
salão de beleza “Hair” (comerciante), sediado na cidade de São Paulo, que lhe cobrou
R $500,00 pela prestação do serviço. Após lavar os cabelos da autora, João
aplicou-lhe uma tintura da marca francesa (Fabricante) ABC, importada pela empresa
Brasil Connection Ltda (Importador), sediada na cidade de Curitiba (PR). Meia hora
após a aplicação da tintura, a autora sofreu uma reação alérgica, que demandou
atendimento médicos hospitalar, no valor de R $1.000,00, bem como dois dias de
absoluto repouso que impossibilitou sua ida ao casamento da sua filha. Além disso,
perdeu parte de seu cabelo, tendo permanecido com manchas em seu rosto, por dois
meses, perdendo um ensaio fotográfico, oara o qual já havia sido contratada, pelo
valor de R $50.000,00. Posteriormente constatou-se que a tintura utilizada continha
substâncias químicas extremamente perigosas à vida e à saúde das pessoas e que a
fabricante ABC já havia sido condenada pela justiça francesa a encerrar a fabricação
e comercialização do produto.

II - DOS DIREITOS

A autora se enquadra perfeitamente no disposto no artigo 2º do CDC, bem como


os réus preenchem os requisitos constantes no artigo 3º do mesmo diploma legal.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou


utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a
consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja
intervindo nas relações de consumo.

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou


privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que
desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção,
transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de
produtos ou prestação de serviços.

Em luz do artigo 12 e 14 do CDC, quanto o importador e fornecedor são


responsáveis pelo reparo dos danos causado aos consumidores pelos seus produtos
ou serviços.
Art. 12º O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou
estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de
culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas,
manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como
por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

Art. 14º O fornecedor de serviços responde, independentemente


da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Diante dos fatos narrados e provas apresentadas vemos que a responsabilidade


é OBJETIVA, ou seja, independente da existência de culpa.

Segundo os artigos 186 e 927 do código civil, aquele que causar dano a outrem,
tem o dever de indenizar.

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência


ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano
a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos
de outrem.

Para que haja uma responsabilidade civil tem que estar presentes nos fatos a
conduta, o dano e o nexo da causalidade:

A conduta: É o serviço contratado e prestado, onde a autora contrata o réu para


lavar e pintar seus cabelos.
O dano: Foi a reação alérgica da autora com o produto químico administrado
pelo réu.
Nexo causalidade: Os efeitos que a autora sofreu com a reação do produto,
onde necessitou de cuidados médicos hospitalares, perdeu o casamento tão desejado
e esperado de sua filha, ficando temporariamente com sequelas e marcas, sofreu um
abalo emocional ao se sentir horrível com a grande perda do cabelo, manchas pelo
rosto e ainda perdendo um ensaio fotográfico onde perdeu muito dinheiro.

Temos também no artigo 6º, inciso VI do CDC, a garantia por escrito que a
efetiva reparação dos danos materiais e morais advindos das relações de consumo.
Neste caso, temos:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:


VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos;
Danos
- Danos emergentes: R $1.500,00, sendo R $500,00 do serviço prestado e R $
1.000,00 valor do tratamento hospitalar.

- Lucros Cessantes: R $50.000,00, do ensaio fotográfico que a autora já tinha sido


contratada mas não pode realizar pelas condições que se encontrava graças o dano
do produto utilizado.

- Danos morais e estéticos no valor de 100.000,00 onde todo esse caos causado
gerou insegurança na estética do seu corpo, no qual é sua ferramenta de
trabalho. Para mulher sua imagem é algo muito importante, imagina para uma
modelo profissional onde sua imagem é tudo, seu psicológico gravemente
abalado com a grande perda de cabelo, com o rosto manchado por muitos dias,
meses. Lembrando que enquanto estava nessas condições deploráveis não
pode realizar nenhum trabalho pois na condição que se encontravam nenhuma
agência a procurou.

Não podemos deixar de mencionar o princípio da reparação integral, art. 944 do


código civil.

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.


Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização.

III - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a V. Exª:


1º) a citação dos Réus;
2º) seja julgado procedente para condenar os Réus ao pagamento de:
2.1) R$ 1.500,00, a título de danos emergentes;
2.2) R$ 50.000,00, a título de lucros cessantes;
2.3) R$100.000,00, a título de danos morais e estéticos;
3º) a inversão do ônus da prova;
4º) a condenação dos Réus aos ônus da sucumbência.

IV - DAS PROVAS

Requer a produção de todas as provas admitidas em direito, na amplitude do art.


332, do CPC, em especial as de caráter documental, documental suplementar e
depoimento pessoal do representante legal dos Réus.
V - DOS VALORES DA CAUSA

Dá à causa o valor de R $51.500,00 + dano moral e dano estético (259, II do CPC).

Termos em que,
Pede deferimento.

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