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Princípios Bá sicos de Aná lise Do Comportamento Capitulo 2

O REFLEXO APRENDIDO: CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO


 Capacidade de aprender novos reflexos
o Capacidade de reagir de formas diferentes a novos estímulos
 Os reflexos inatos compreendem determinadas respostas dos organismos a
determinados estímulos do ambiente.
 Condicionamento pavloviano: reflexos aprendidos

A DESCOBERTA DO REFLEXO APRENDIDO: IVAN PETROVICH PAVLOV


 Quando estudava reflexos inatos observou que seus sujeitos experimentais
(cã es) haviam aprendido novos reflexos.
 Estudava o reflexo salivar: alimento na boca  salivaçã o
 Descobriu acidentalmente que outros estímulos além da comida também
estavam eliciando salivaçã o no cã o
 Experimento clássico de Pavlov
o Foi sobre: a aprendizagem de novos reflexos
o Feitos utilizando-se um cã o, carne e o som de uma sineta como
estímulos
o Resposta observada: salivaçã o
o Pavlov emparelhou (emparelhar: apresentar um e logo em seguida
outro) a carne para o cã o (estímulo que naturalmente eliciava a
resposta de salivaçã o e o som da sineta (estímulo que nã o eliciava a
resposta de salivaçã o), medindo a quantidade de gotas de saliva
produzidas (resposta) quando os estímulos era apresentados.
o Apó s de 60 emparelhamentos dos estímulos (carne e som da sineta),
Pavlov apresentou somente o som da sineta e mediu a quantidade de
saliva produzida
 Observou: que o som da sineta havia eliciado no cã o a resposta
de salivaçã o  o cã o havia aprendido um novo reflexo: salivar
ao ouvir o som da sineta
VOCABULÁRIO DO CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO
 Estímulo neutro (NS): estímulo que ainda nã o elicia a resposta que será
condicionada
 Estímulo incondicionado (US): estímulo que elicia a resposta incondicionada.
Sua funçã o é inata
o Reflexo incondicionado (nã o depende da aprendizagem).
 Estímulo condicionado (CS): estímulo que elicia a resposta por uma histó ria
de condicionamento. É o estímulo neutro apó s o emparelhamento.
o Reflexo condicionado  uma relaçã o entre um estímulo condicionado
e uma resposta condicionada
 Comportamentos respondentes (comportamentos reflexos) = uma relaçã o
entre um estímulo e resposta

CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO E O ESTUDO DE EMOÇÕES


 Se os organismos podem aprender novos reflexos, podem também aprender
a sentir emoçõ es (respostas emocionais) que nã o estã o presentes em seu
repertó rio comportamental quando nascem.
 Experimento de Watson
o Objetivo: verificar se o condicionamento Pavloviano teria utilidade
para o estudo das emoçõ es (que se provou verdadeiro)
o Intençã o: verificar se, por um meio do condicionamentos Pavloviano,
um bebê de aproximadamente 10 meses poderia aprender a ter medo
de algo que nã o tinha.
o Buscou na prá tica suas respostas em ambiente controlado
o Verificou um conhecido reflexo: som estridente (estímulo)  susto ou
medo (resposta).
o Concluiu que o estímulo barulho estridente é incondicionado para a
resposta incondicionada de medo.
o Outra sessã o colocou pró ximo ao pequeno Albert um rato albino
(estímulo), observou que o bebê demonstrou interesse pelo animal, o
bebê nã o tinha medo do rato
 Emparelhamento do estímulo incondicionado (som estridente)
com o estímulo neutro (rato) para a resposta de medo.
 Apó s de alguns emparelhamento, Watson colocou pró ximo ao
bebê apena o rato e observou que a sua resposta foi perecidas
com aquelas produzidas pelo som estridente.
o Com isso podemos compreender as razoes de certas emoçõ es ou
sensaçõ es que alguém possa possuir.
o Também podemos compreender por que emoçõ es sã o difíceis de
controlas  pois elas sã o respostas reflexas (respondentes)

GENERALIZAÇÃO RESPONDENTE
 Generalizaçã o respondente: apó s um condicionamento, estímulos que se
assemelham fisicamente ao estímulo condicionado podem passar a eliciar a
resposta condicionada em questã o
 A magnitude da resposta eliciada dependerá do grau de semelhança entre os
estímulos em questã o.
o Quanto mais parecido  maior será a magnitude
 A variaçã o na magnitude da resposta em funçã o das semelhanças físicas
entre os estímulos é denominada gradiente de generalizaçã o.
o Ex: uma pessoa passa a ter medo por um pastor alemã o apos de ter
sido atacada e poderá aprender a ter medo de tanto desse cã o como
de outros cã es em geral. Quanto mais parecido um cã o for com um
pastor alemã o, maior será a magnitude da resposta de medo eliciada
por ele.
RESPOSTAS EMOCIONAIS CONDICIONADAS COMUNS
 É importante saber como os seres humanos aprendem novos reflexos e, por
tanto, novas emoçõ es.

EXTINÇÃO RESPONDENTE E RECUPERAÇÃO ESPONTÂNEA


 Extinçã o respondente e recuperaçã o espontâ nea: um reflexo, apó s extinto,
pode ganhar força novamente sem novos emparelhamentos, esse fenô meno é
conhecido como recuperaçã o espontâ nea.
 Para um reflexo condicionado perca sua força, o estímulo condicionado deve
ser apresentado sem novos emparelhamentos com estímulo incondicionado.
 Recuperaçã o espontâ nea  medo ganha força outra vez, apó s ter disso
extinto. A força será menor que antes.

CONTRACONDICIONAMENTO E DESSENSIBILIZAÇÃO SISTEMÁTICA


 Técnicas muito eficazes para produzir a extinçã o de um reflexo que
amenizam o sofrimento
o Contracondicionamento: consiste em simplesmente do
emparelhamento de estímulos que eliciam respostas contrá rias
o Dessensibilizaçã o sistemá tica: expõ e-se o indivíduo gradativamente a
estímulos que eliciam respostas de menor magnitude até o estímulo
condicionado original.

CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO DE ORDEM SUPERIOR


 Condicionamento de ordem superior: condicionamento pelo
emparelhamento de estímulo neutro com um estímulo condicionado

ALGUMAS OUTRAS APLICAÇÕES DO CONDICIONAMENTO PAVLOVIANO


 Robert Ader e Nicholas Cohen (1982)
o Mostraram que o condicionamento Pavloviano se estende a respostas
imunoló gicas.
o Experimento:
 Deram simultaneamente a ratos á gua com açú car e uma droga
supressora do sistema imunoló gico. Depois de vá rios
emparelhamentos droga-á gua com açú car, a supressã o
imunoló gica ocorreu apenas pela ingestã o de á gua com açú car.
 Maneira mais eficaz de se estabelecer o condicionamento de acordo com
Pavlov
o Apresentar o estímulo neutro e, logo em seguida (0.5 segundo depois),
apresentar o estímulo incondicionado

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