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Universidade Politécnica.

A POLITÉCNICA

Instituto Superior Aberto


RESOLUÇÃO DA 1ª ACTIVIDADE DA FISCALIDADE

Nome do(a) aluno(a): Fábio Saw Cód. 554349


Curso: Gestão de Recursos Humanos Semestre: 2º Semestre
Assinatura do Vigilante: Data: 15 / 09 /2021

CONCEITO DE IMPOSTO

Segundo Teixeira (1985: 36) o imposto é uma prestação pecuniária efectiva, de


pagamento coercivo com carácter unilateral e definitivo, em geral não consignados a nenhum
tipo de utilizações, sendo uma prestação devida ao Estado, estabelecida por lei sem carácter de
sanção, tendo como objectivo a realização de fins públicos. Sanches (2007: 22) refere que definir
imposto não é tarefa fácil como vem demonstrando a doutrina. O imposto é uma das espécies
tributárias criadas por lei e está sujeito ao princípio da legalidade.

A noção de imposto difere conforme a perspectiva adoptada, podendo, centrar-se,


designadamente, nas suas características jurídicas, financeiras, políticas ou sociais. Como refere
Pereira (2009: 13) a noção moderna de imposto tem por base a definição de Jessé (1931), em que
“o imposto é uma prestação pecuniária, exigida aos particulares por via da autoridade, a título
definitivo e sem contrapartida, com vista à cobertura dos encargos públicos”.

Nabais (2008: 11) define o imposto com base em três elementos, “um elemento
objectivo, um elemento subjectivo e um elemento teológico (ou finalista) ”. Neste contexto, será
objectivo porque a imposta é uma prestação pecuniária, unilateral, definitiva e coerciva.
Enquanto elemento subjectivo, o imposto é uma prestação, com as características objectivas
acima mencionadas, exigida a (ou devida por) detentores (individuais ou colectivos) de
capacidade contributiva (ability to pay) a favor de entidades que exerçam funções ou tarefas
públicas. O elemento teológico (ou finalista) reside no facto do imposto ser exigido pelas
entidades que exercem funções públicas, para a realização dessas funções, sem carácter
sancionatório.

As diferenças entre Imposto e Taxa

A Constituição da República Portuguesa (CRP) condiciona as matérias relativas à criação


de impostos à obediência estrita do princípio da legalidade, como vimos anteriormente.
Assim, estes impostos só podem ser criados pela Assembleia da República ou pelo Governo,
desde que munido da indispensável autorização daquela.

Em relação às taxas, a reserva relativa de competência à Assembleia da República


abrange apenas o seu regime geral. Assim, a criação de cada taxa específica não tem que ser
aprovada pela Assembleia da República ou pelo Governo, com autorização prévia daquela. No
entanto, não pode ser criada sem qualquer exigência, pois tem de ser observado o princípio da
proporcionalidade em relação ou ao benefício específico facultado pelo serviço prestado ou ao
custo suportado pela comunidade quando utiliza um bem de domínio público. Porém, a relação
entre o valor que é pago e a contrapartida recebida, não tem que ser exactamente igual em termos
económicos. Nesta relação apenas tem de existir uma equivalência jurídica pela utilização desse
bem e nunca em função da capacidade contributiva revelada por quem a paga.

Para além da forma de criação descrita atrás, e em termos fundamentais, pode dizer-se
que o imposto se distingue da taxa, porque o imposto é unilateral e a taxa é bilateral. Com efeito,
ao contrário do imposto, que não confere a quem o paga o direito a contrapartida directa e
imediata, a taxa é sempre a contrapartida individualizada de algo que se recebe em troca.

A taxa não tem que ter carácter voluntário, porque o serviço prestado que está na sua
origem pode não ser o desejado e até ser recusado. Mas, se há um serviço individualmente
prestado, o que se paga por esse serviço é uma taxa. De facto, a taxa não se distingue do imposto
por ser voluntária, mas sim pelo facto de ser bilateral, como já dissemos atrás.

A actividade financeira do Estado moçambicano


“O Estado ao prosseguir os seus fins tem, naturalmente, necessidades económicas cuja
satisfação implica despesas. Não importa o regime político prosseguido, o que importa é
que qualquer Estado, quer ele siga formas de desenvolvimento do tipo capitalista, quer
siga as do tipo socialista, necessita de realizar despesas com as diversas necessidades
colectivas que prossegue, como sejam de saúde, educação, defesa da soberania, entre
outras” (Ibraimo, 2000:10).

A Actividade Financeira do Estado corresponde a utilização de meios económicos (meios


objectivamente raros susceptíveis de aplicações alternativas) por entidades públicas ou pela
própria comunidade, afim de satisfazer necessidades comuns.

A actividade financeira do Estado moçambicano resulta nos esforços de modernização


desenvolvidos, nas áreas de Orçamento de Estado, Impostos Directos, Alfandegas, entre outras,
com o objectivo de melhorar o sistema de programação e execução orçamental, harmonizar o
sistema de impostos indirectos e a pauta aduaneira com os sistemas vigentes nos países da região
em que Moçambique se insere, o Governo de Moçambique avançou para a criação do novo
Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE) com vista a obter maior eficiência
no uso e gestão do erário público, bem como produzir informação de forma integrada e atempada
sobre a administração financeira dos órgãos do Estado.

Crédito de imposto

Trata-se de uma espécie tributária não-cumulativa na qual a empresa deduz do seu facturamento
o imposto e ela tem a chance de ganhar créditos com o fisco com a intenção de compensar o
pagamento de algumas despesas. Entre elas estão a compra de bens, aluguéis de imóveis e a
aquisição de equipamentos.

Um credor fiscal

Entende-se como credor fiscal a Fazenda Pública, ou seja, será considerado credor fiscal todo
aquele ente jurídico que possua um título que o legitime para uma ação de execução fiscal.

Exemplos concretos da Política Fiscal em Moçambique.


A política fiscal tem-se caracterizado por ser expansiva em períodos de crescimento e recessiva
em momentos de crise (desaceleração do ritmo ou mesmo crescimento negativo, com
desemprego, redução do investimento e sector externo em défice). A teoria aponta para o
contrário: em momento de crise, o Estado deve possuir políticas expansivas para estimular a
recuperação da produção e do investimento com efeitos sobre a criação desemprego e geração de
renda das famílias, induzindo o aumento do consumo e, depois, da procura e do investimento) e,
sem ser menos importante, para criar um ambiente de confiança dos agentes económicos
(empresas e famílias). São exemplos concretos da Política Fiscal em Moçambique:

 IRPC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas


 IRPS – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
 ISPC – Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes
 IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
 ICE – Imposto sobre Consumos Específicos
 Direitos Aduaneiros
 Imposto sobre os combustíveis.
 Outros Impostos do Estado.
 Sistema Tributário Autárquico
 Incentivos Fiscais, Investimento e Regimes Especiais.

DOMICÍLIO FISCAL

Os sujeitos passivos residentes e seus representantes legais ou voluntários, e os representantes


dos sujeitos passivos não residentes, estão obrigados a fixar um domicílio fiscal em
Moçambique.
O domicílio fiscal é assim determinado:

 Para as pessoas singulares, o local da sua residência habitual em território nacional;


 Para as pessoas colectivas, o local da sua sede estatutária em território nacional ou da
direcção efectiva ou estabelecimento em que estiver centralizada a contabilidade, se estes
forem diferentes da sede;
 No caso de estabelecimento estável de não residentes situados em território nacional, o
local da centralização da gestão administrativa e direcção de negócios.
Para os sujeitos passivos considerados grandes contribuintes pela administração tributária ou
em outros casos específicos, pode ser-lhes estabelecido um domicílio fiscal diferente do
determinado por aplicação destes critérios.

A cada contribuinte e aos substitutos é atribuído pela administração tributária um número único
de identificação tributária (NUIT).

As pessoas singulares ou colectivas residentes ou com estabelecimento estável ou representação


em território nacional que, de um modo independente e com carácter de habitualidade, exerçam,
com ou sem fim lucrativo, actividades de produção, comércio ou prestação de
serviços, incluindo as actividades extractivas, agrícolas, silvícolas, pecuárias e de pesca.

As actividades que se consideram industriais e comerciais

Consideram-se atividades comerciais e industriais, designadamente, as seguintes:

a) Compra e venda;
b) Fabricação;
c) Pesca;
d) Explorações mineiras e outras indústrias extrativas;
e) Transportes;
f) Construção civil;
g) Urbanísticas e exploração de loteamentos;
h) Atividades hoteleiras e similares, restauração e bebidas, bem como a venda ou exploração
do direito real de habitação periódica;
i) Agências de viagens e de turismo;
j) Artesanato;
k) Atividades agrícolas e pecuárias não conexas com a exploração da terra ou em que esta
tenha carácter manifestamente acessório;
l) Atividades agrícolas, silvícolas e pecuárias integradas noutras de natureza comercial ou
industrial;
m) Arrendamento, quando haja opção pela tributação no âmbito da categoria B.
II. A Nhaluo, colaboradora (caixa) da Action Corporation, apresentou no exercício findo a
seguinte situação patrimonial:

a) 140 mil MT – pensão de alimentos paga ao ex-esposo (paga pelos rendimentos da


Action);
b) 60 mil MT – abonos (bônus) para falhas na Action;
c) 110 mil MT - viagens em serviço na Action (até final do ano tinha apresentado
justificativo de 80 mil MT);
d) 6,500 milhões de MT – receita do restaurante;
e) 570 mil MT – reabilitação da cozinha do restaurante danificada por um incêndio derivado
de um curto circuito;
f) 1,350 milhões de MT – viagem em missão de serviço do restaurante ;
g) 1,960 milhões de MT – salário dos trabalhadores do restaurante (não inclui o desconto
por conta da entidade patronal);
h) h) 685 mil MT – salário da Dumiseni no restaurante (não inclui o desconto por conta da
entidade patronal);
i) 600 mil MT – retenção na fonte de IRPS dos trabalhadores do restaurante;
j) 1,800 milhões de MT – energia do restaurante;
k) 270 mil MT – pagamento por conta;
l) 852 mil MT – salário anual na Action (não inclui o desconto por conta da entidade
patronal)

Descrição Valor
Pensão de alimentos paga ao ex-esposo 140 000.00 (MT)
Abonos (bônus) para falhas na Action 60 000.00 (MT)
Viagens em serviço na Action 110 000.00 (MT)
Receita do restaurante; 6 500 000.00 (MT)
Reabilitação da cozinha do restaurante 570 000.00 (MT)
Viagem em missão de serviço do restaurante 1350 000.00 (MT)
Salário dos trabalhadores do restaurante 1960 000.00 (MT)
Salário da Dumiseni no restaurante 685 000.00 (MT)
Retenção na fonte de IRPS dos trabalhadores 600 000.00 (MT)
do restaurante
Energia do restaurante 1800 000.00 (MT)
Pagamento por conta 270 000.00 (MT)
Salário anual na Action 852 000.00 (MT)
140 000
Pagamento mensal de pensão= =11 667
12

Justificou 85% do valor.

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