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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA

Contagem de Freqüência
de Ocorrência de Palavras
Expostas a Crianças na Faixa
Pré-escolar e Séries Iniciais do 1° Grau

 n g ela M a ria V ie ira P in h e iro


Agradecimento

As escolas que participaram dessa pesquisa indicando as publicações mais usadas, às


editoras que perm itiram que essas publicaçõesfossem usadas, a Profa. Anna Edith Bellico
da Costa po r consultoria na parte estatística e a todos que direta ou indiretamente cola­
boraram para a execução desse trabalho, manifesto aqui minha gratidão.

P in h e ir o , Â n g e la M a r ia V ie ira
L e itu ra e E scrita: C o n tag em de F reqüência
d e O c o rrê n c ia e A n álise P sicolin g ü ística de
P a la v ra s ex p o stas a C rianças n a F aix a
P ré -E sc o la r e S éries in iciais do 1o G rau.

Este trabalho fo i financiado pelo CNPq, recebeu apoio do departamento de Psico­


logia da FAFICH/U FMG e fo i d ig ita d o e editado com dedicação pelos seguintes
bolsistas:

Lindalva Imaculada de Oliveira


Míriam Caiafa Amorim Farias
Mônica Braga Souza Ferreira
Neusângela das Dores de Oliveira Horta Maciel
Paula Schettino Campos
Rute Maria Velasquez dos Santos.

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Resumo: Este estudo tem como objetivo a identificação da freqüên­
cia de palavras que ocorrem no material escrito exposto às crianças
mineiras cursando a pré-escola (3o período) e as séries iniciais do pri­
meiro grau. O exame de um amplo corpo de palavras permitiu a iden­
tificação de um vocabulário (léxico) composto de palavras estatistica­
mente verificáveis como de alta, média e baixa freqüência para os dife­
rentes níveis acadêmicos. A freqüência de uso observada é representa­
tiva do vocabulário ao qual as crianças têm acesso durante períodos
específicos do processo de leitura e de escrita, o que nos possibilita o
conhecimento da extensão de seu léxico nas faixas etárias correspon­
dente a cada nível escolar.

IN T R O D U Ç Ã O

U m a das variáveis mais significantes em psicologia cognitiva, com


referência à teoria da aquisição da leitura e da escrita é a variável freqüência
de ocorrência de palavras, isto é, o número de vezes que as palavras escritas
pertencentes ao vocabulário de uma língua ocorrem dentro de faixas etárias
específicas. Enquanto na língua inglesa existem pelo menos três contagens de
freqüência de ocorrência de palavras idôneas (c.f.: Sinclair, 1991, na Grã-
Bretanha, Kucera & Francis, 1967, e Carroll, Davis & Richman, 1971, nos
EU A), esse levantamento ainda não foi feito em português brasileiro. A única
tentativa de se conhecer o vocabulário escrito posto ao alcance de nossas cri­
anças foi feita por Pinheiro e Keys (1987), que iniciaram um a contagem de
freqüência de ocorrência de palavras, graduada por série escolar. D esenvolvi­
do com o um projeto intermediário, esse trabalho ofereceu dados para o estudo
sobre o desenvolvimento cognitivo da leitura e da escrita em português por
Pinheiro (1989)1 e serviu como estudo piloto para a presente investigação.
A am ostra desse estudo piloto consistiu em 12 livros de linguagem ,
usados no currículo das séries iniciais do 1o grau da rede estadual de Belo
Horizonte. A escolha desse material didático foi dirigida por indicação infor-

1Parte deste trabalho fo i publicada em Pinheiro (1994, 1995).


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mal oferecida por um m em bro técnico d a 2a D R E de B elo Horizonte. Inicial-
mente foram contatados os respectivos editores co m o fim de se obter permis-
são para o uso, na pesquisa, dos livros escolhidos. D essa form a, o material
selecio n ado foi to m ad o co m o b ase p a ra a a n á lis e te x tu a l em termos de
freqüência de palavras. H avia, em cada ano acadêm ico, três publicações, que
no total cobriam a escala de idade da 1a à 4 a série do 1o grau, isto é, a idade de
7 - 1 0 anos.
O s textos com pletos dos 12 livros foram digitados em um computador
D E C -10 na U niversidade de D undee, na E scócia. C ad a um form ou um arqui­
vo que recebia o nom e do livro. A seguir os arquivos form ados para cada nível
acadêm ico eram com binados em um novo arquivo q ue receb ia o nome da série
a que correspondia. Os arquivos form ados p ara cada série eram então proces-
sados pelo O xford C oncordance P rogram (O C P), gerando um a lista de pala-
vras para cada um a das séries investigadas. D essa form a, obteve-se, das 12
publicações usadas, um núm ero total de 263.909 p alavras e um vocabulário de
18.272 (adm itindo que o vocabulário de cada série m ais avançada continha o
vocabulário da série anterior). A distribuição destes dados, por série, foi a
seguinte:

N ú m e ro T o tal d e N ú m e ro T otal de
S é rie P a la v ra s L id a s V o c a b u lá rio
1a 28.724 6.401
2a 51.062 9.767
3a 77.990 13.662
4a 106.135 18.272

É im portante d estac ar qu e a fre q ü ên c ia d e u so d o vocab u lário contido


nessa am ostra é rep resen tativ a do v o ca b u lá rio lid o a c a d a n ív el etário, isto é, o
vocabulário apresentado a u m n ú m ero sig n ific an te d e alu n o s das séries inici­
ais do 1o grau em m om entos esp ec ífico s d u ra n te o p ro c e sso de aquisição da
leitura e d a escrita.
P R O C E D IM E N T O

Seguindo a linha adotada em Pinheiro e Keys (1987), a presente conta­


gem de freqüência de uso de palavras compreendeu o seguinte:
a. um levantamento sobre as publicações usadas nos currículos da esco­
la pré-primária e séries iniciais do 1o grau das redes pública e particular do
Estado de Minas Gerais;
b. contato com as editoras das publicações selecionadas para pedido de
permissão de uso de seu material na pesquisa e para a solicitação de envio
desse material;
c. processamento das publicações selecionadas através da digitação dos
textos em PCs-IBM;
d. edição de textos,
e. uso do OCP para a confecção de listas de palavras com suas respecti­
vas freqüências e
f. definição de palavras com alta e baixa freqüência de ocorrência.

LEVA N TA M EN TO SO B R E AS
P U B L IC A Ç Õ E S U SA D A S
N A S R E D E S P Ú B L IC A E P A R T IC U L A R
N A S F A IX A S P R É - E S C O L A R E E S C O L A R
E M B E L O H O R IZ O N T E
Este levantamento foi feito em 1991, e constou dos seguintes passos: (1)
levantamento sobre o número de escolas na faixa pré-escolar e nas séries iniciais
do 1o grau das diferentes redes de ensino de Belo Horizonte; (2) sorteio das
escolas que representariam cada rede de ensino desta capital e que forneceriam
os dados sobre as publicações usadas (amostragem); (3) elaboração do instru­
mento de investigação - um questionário que indagava sobre os livros-textos,
livros suplementares e qualquer material escrito, usados mais comumente nas
diferentes áreas dos currículos dos níveis escolares estudados; (4) envio desse
instrumento às supervisoras educacionais dos estabelecimentos selecionados; e
(5) tabulação dos resultados e seleção das publicações mais usadas em cada

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nível acadêmico (esses passos foram descritos, em detalhes, em Pinheiro, 1991).
Considerando que os dados assim coletados são oriundos de 10% das
escolas (selecionadas aleatoriamente) em cada setor educacional das três re­
des de ensino de Belo Horizonte (amostra estratificada por setor e por depen­
dência administrativa), a principal conclusão extraída desta pesquisa é que os
dados aqui obtidos podem, com segurança, ser representativos de todo o Esta­
do de Minas Gerais.
Este levantamento mostrou que, nas nossas escolas, mesmo na rede par­
ticular, as crianças são privadas de fontes ricas de conhecimento. Parece que a
escola mineira oferece apenas o currículo essencial, isto é, disciplinas como
Leitura, Matemática, Estudos Sociais e Ciências. Além disto, nestas áreas, o
ensino é feito, basicamente, através da utilização de livros-textos e apostilas.
Os livros-textos foram consideravelmente mais citados do que os de leitura
suplementar, em todas as redes.
A média de citações de publicações, por escola, foi em geral um pouco
maior em “Leitura” do que nas restantes categorias e, tal como nos resultados
do nível pré-primário, essa média foi relativamente baixa em todas as redes de
ensino. Os livros de leitura foram seguidos por livros de Matemática, Conhe­
cimentos Gerais e Ciências.
Os resultados mostraram que a freqüência de uso de certos livros pode
variar em função da rede de ensino considerada, o que gerou pouco acordo
entre redes. Além disso, a porcentagem de uso de “apostilas” - derivadas de
textos diversos - embora baixa em relação à de uso de livros formais, foi con­
siderável, o que sugere que parte do ensino nas escolas é baseado em material
acadêmico diverso, às vezes impossível de se discriminar.
Concluiu-se, portanto, que para efeito de material didático a ser utiliza­
do como “matéria-prima” para o conhecimento do vocabulário escrito de cri­
anças em diferentes grupos etários, pode-se usar, com uma bem razoável mar­
gem de segurança, o material didático disponível para a faixa de idade deseja­
da.
De fato, usando os estímulos gerados pela contagem de freqüência de
ocorrência de palavras desenvolvida por Pinheiro e Keys (1987), Pinheiro
(1989) obteve um “efeito de freqüência”, seguro e consistente, da 1ª à 4ª série
do 1o grau, ou seja, uma diferença significativa entre a leitura e a escrita de

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palavras de alta e baixa freqüência, com as palavras de alta freqüência m os­
trando vantagens em tempo de processamento (leitura) e de precisão (leitura e
escrita). O curioso, aqui, é que as crianças testadas pertenciam a uma escola da
rede particular (Colégio Pitágoras - Pampulha). Considerando que a contagem
de palavras de Pinheiro e Keys foi baseada em livros usados na rede estadual,
temos evidência de que o vocabulário definido como de alta ou baixa freqüên­
cia para uma rede de ensino mantém o mesmo nível de freqüência para outra
rede.
O levantamento de publicações subseqüentemente realizado, abrangen­
do várias áreas de conhecimento e várias redes de ensino, possibilitou, indis­
cutivelmente, o desenvolvimento de um corpo de palavras derivadas de fontes
mais diversas, portanto mais rico, mais abrangente - e, principalmente, mais
significativo, - do vocabulário dado a conhecer a crianças de diferentes faixas
escolares.

PR O CESSAM ENTO DAS


P U B L IC A Ç Õ E S S E L E C IO N A D A S
a. A m ostra
Para a amostra, selecionaram-se as publicações mais freqüentes nas re­
des de ensino de Belo Horizonte - 127 livros -, ou seja, 8,38% dos 1514 títulos
diferentes citados no levantamento. Dentre estes, 18 (7,79%) foram escolhidos
em 231 títulos citados no nível pré-escolar, e 109 (8.48%) em 1284 títulos nas
séries iniciais do 1o grau. O critério para essa escolha foi o de ter recebido três
ou mais citações, sendo a maioria destas publicações formada por livros da
Fundação de Assistência ao Estudante (FAE), que são distribuídos em todo o
Estado, pelo Ministério da Educação.
A dificuldade de localização de parte do material acima mencionado e o
limite de tempo disponível para a pesquisa, fizeram com que a contagem de
freqüência de palavras a ser apresentada incluísse um total de 124 publicações
distribuídas da seguinte forma (Tabela 1):
T a b e la 1: A fre q ü ên c ia de c ita ç ã o d a s p u b lic a ç õ e s nas áreas de estudos
investigadas d a p ré-escola à 4ª série do 1o grau.

G R A U S D E E S C O L A R ID A D E
S É R IE S
p ré 1ª 2a 3a 4a
Á re a d e e s tu d o Total
Português 8 13 13 11 11 56
M atem ática 4 8 7 8 6 33
E studos S oc./C ie n. 4 6 7 9 9 35

Total 16 27 27 28 26 124
Essas publicações com suas respectivas referências são apresentadas nos anexos 1 e 2.

À vista do m enor núm ero de livros indicados nas áreas de Estudos


S ociais e C iências, o ptou-se p o r agrupar essas d uas áreas.
T entou-se, d entro do possível, ser fiel aos títulos indicados no levanta­
m ento. N o entanto, pelo fato de algum as d essas p u blicaçõ es acharem -se esgo­
tad as ou inacessíveis, fez-se n ecessário e fe tu ar algum as substituições. Assim,
um total d e 18 p u blicações foram substituídas, o q u e representou 14,5 por
cen to d o n úm ero total de títulos d ig itad o s (124 títulos). C o m o dissem os aci­
m a, co n cluiu-se, a p artir do levan tam en to de publicaçõ es realizado, que existe
u m a ce rta flexibilidade so b re o m aterial d id ático a ser u tilizad o com o “input”
p ara o estu d o do vocab u lário escrito ao q ual cria n ça s d e diferentes grupos
etário s têm acesso.

b. P ro c e d im e n to
O s te x to s d a s 124 p u b lic a ç õ e s e s c o lh i d a s f o r a m d ig ita d o s em
m icro co m p u tad o res p o r b o lsistas d e in ic ia çã o c ie n tífic a e d e aperfeiçoam en­
to, fo rm an d o , ca d a p u b licação , um arq u iv o . F o ra m en tão co m b in ad o s os tex­
tos g erad o s a p a rtir d essas p u b lic a ç õ e s em c a d a n ív e l escolar. Prim eiram ente,
esse ag ru p a m en to foi feito d e ac o rd o co m a á re a d o c u rrícu lo , o que resultou
em três arq u iv o s p rin cip ais p ara c a d a série: um c o n te n d o o s tex to s d a área de
P o rtu g u ês, c os do is resta n te s, te x to s d as áre a s d e M a te m á tic a e E studos Soci-

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ais/Ciê ncias respectivamente. Em um segundo estágio, todas as áreas de estu­
do foram agrupadas, o que gerou apenas uma lista para cada níve l acadêmico.
Obteve-se assim um total de quatro arquivos principais por nível acadêmico
sendo, três desses, subarquivos cuja combinação resultava no quarto arquivo -
o arquivo geral.
Esses arquivos foram, com o no estudo piloto, processados através do
OCP (Oxford Concordance Program) que produziu listas dc palavras com suas
respectivas frequências. Por tratar-se de um programa escrito para a língua
inglesa, o seu uso para a análise de palavras em ortografias cujos vocábulos
recebem acentuação, com o na nossa língua, requer o uso dc códigos especiais
para representar os acentos. D essa forma, estabeleceu-se aqui um código para
os sinais de acentuação. Por exemplo, “c;” para ç; “a/, e/, u/” para â, ê, ô.
Posteriormente, esses sinais foram convertidos a suas respectivas formas ori­
ginais.
O critério para a entrada de uma palavra foi a sua ocorrência no texto.
Definiu-se como palavra uma seqüência de letras demarcadas à direita e à
esquerda por espaços, exceto no caso de palavras onomatopéicas (ex.: pam
rampampam) interjeições (ex.: ufa ufa) e palavras dando noção de melodia ou
qualquer som inventado (ex.: la la la la).
O hifen foi mantido nas palavras compostas e nas formas verbais em
que há supressão da consoante final do verbo (ex.: cortá-la, conhecê-la). A
retirada do hifen nesse tipo de construção gramatical daria origem a palavras
não existentes na língua; "cortá" e "conhecê".
Seguindo Carrol, Davis e Richman (1971) a definição de palavras aqui
adotada é insensível a diferenças de significado e de função gramatical; todas
as palavras com igual grafia foram tratadas como a mesma palavra. Conse­
quentemente, as palavras do tipo banco, canto e mato e as do tipo rosa (pala­
vras que podem ter função de verbo ou substantivo comum e de nome próprio
ou substantivo comum, respectivamente) foram consideradas como unidades
não diferenciadas. O acesso à complexidade gramatical e de significado des­
sas palavras só é alcançado por meio de consulta ao contexto (o que é possível
através do OCP).
Nenhum sinal de pontuação foi digitado, nem mesmo a exclamação das
interjeições. Numerais não escritos em forma alfabética, letras individuais,
índices e notas de rodapé foram explicitam ente excluídos das amostras. Títu­
los de lições, metalinguagem - palavras que se referem a term os gramaticais e
à linguagem em si glossários e conteúdo de tabelas e listas de palavras
foram considerados como parte do texto e portanto incluídos.
O exame dos livros de linguagem revelou que os conhecimentos sobre
gramática e termos gramaticais são introduzidos bem cedo no nosso sistema
escolar. As noções de gramática são ensinadas concomitantemente com a lei­
tura e a escrita. Por essa razão, a metalinguagem apresentou uma alta freqüên­
cia de ocorrência nesse trabalho.
As palavras inventadas e palavras estrangeiras (somente aquelas que já
fazem parte da nossa lingua, tal como show) que ocorreram nos textos analisa­
dos foram também incluídas na contagem.

E D IÇ Ã O D E T E X T O S
O arquivo gerado de cada livro foi impresso, em sua íntegra. Os impres­
sos foram lidos paralelamente com a publicação que os originou. Desta forma,
as dúvidas puderam ser facilmente confrontadas com o texto original. Após
essa edição inicial, os arquivos foram transformados em listas de palavras, que
eram novamente corrigidas. Uma terceira correção foi feita nas listas geradas
pela combinação de todos os arquivos em cada área de estudo para cada nível
escolar, isto é, listas formadas pelo agrupamento de todos os livros de Portu­
guês, Matemática e de Estudos Socias/Ciências. Finalmente, usando a lista
que contém a combinação dos arquivos de cada um dessas áreas de estudo - a
lista final de cada nível acadêmico - procedeu-se à decodificação introduzida
na digitação do material.
RESULTADOS

Adotando-se esse procedim ento, foram extraídas 1.774.164 palavras de


124 publicações diferentes, originando um vocabulário de 28.742 p a la v ra s. A
distribuição destes dados, por série, foi a seguinte:

Série N úm ero T otal d e P a la v ra s L id as V o cab u lário Total

pré 34.045
lª 209.216 11.640
2* 363.312 18.2 9 8
3ª 551.507 24.522
4a 616.084 28.742

Em cada série, o vocabulário gerado foi apresentado em form a de listas,


que podem ser formadas da m aneira desejada. Elas podem , por exem plo, apre­
sentar as palavras em ordem decrescente de frequência, independentemente da
ordem alfabética. Podem, por outro lado, ser apresentadas em ordem alfabética
e/ou em ordem de número de letras contidas em cada vocábulo.

D EFIN IÇ Ã O DE PA L A V R A S C O M O ALTA ,
M É D IA E B A IX A
FR E Q Ü Ê N C IA DE O C O R R Ê N C IA
Já que o núm ero de palavras aum enta, das séries in ic ia is às finais, a
freqüência para cada série foi analisada em term os de proporções, tendo com o
base o número total de palavras obtidas para cada série. Utilizou -se, com o
critério para decisão do lim ite para alta ou baixa freqüência, a probabilidade
de ocorrência, ou a freqüência relativa de ocorrência das palavras em com pa­
ração com a probabilidade associada a valores de z.
Para o lim ite de alta freqüência considerou-se a frequência relativ a de
ocorrência das palavras igual ou superior à de 0.0199 (0.02) - que é a probabi­
lidade associada a z = 0,05. A ssim o lim ite para alta freqüência foi a probabi­
lidade associada a + z = 0.05. O lim ite para baixa freqüência fo i o valor de
probabilidade associada a - z = 0.02 que é 0.0080. Q uando a freqüência relari-
va associada á palavra for igual ou inferior a 0,0080, esta palavra é considera­
da de baixa freqüência, Seguindo esse critério, as palavras com frequência
relativa inferior a 0.0100 e superior a 0,0080 foram consideradas palavras de
freqüência média. A Tabela 2 apresenta essa classificação para os dados rela-
tivos ao período que abrange desde a pré -escola à 4ª série segundo os critérios
acima.

Tabela 2: Amplitude da freqüência absoluta (FA) e relativa (FR) das palavras


pertencentes ao vocabulário de crianças, da pró-escola à 4ª série, dentro dos
níveis baixa, média e alta freqüência.

Nível Nº total de Baixa M édia Alta


acadêmico palavras freqüência freqüência freqüência

pré-escolar 34.045 ________ FA:l-3________ ________ FA: 4-6________ FA: 7->1000

FR: 0.00294-0.00881 FR: 0.01174-0.01762 FR: 0.02055-2.04023

1ª série 209.216 FA: 1- 17 FA: 18-41 FA: 42->1000

FR: 0.0048-0.00813 FR: 0.00860-0.01960 FR: 0.2007-0.47845

2*ªsérie 363.312 FA: 1-30 FA: 31-72 FA: 110->1000

FR: 0.00018-0.00816 FR: 0.00853-0.01982 FR: 0.02009-0.27552

3ª série 551.507 FA: 1-43 FA: 46-109 FA: 110->1000

FR:0.00018-0-0.00816 FR: 0.00834-0.01976 FR: 0.01995-0.18150

4* série 616.084 FA: 1-49 FA: 50-123 FA: 124->1000

FR: 0.00016-0.00795 FR: 0.00812-0.01996 FR: 0.2013-0.16248

A P R E S E N T A Ç Ã O D A S L IS T A S
As listas geradas em cada nível acadêm ico foram divididas em três
sublistas: ( l) lista de palavras de alta freqüência, (2) lista de palavras de fre­
qüência média e (3) lista de palavras de baixa freqüência. No total temos 15
sublistas, da pré-escola à 4ª série,
Para fins editoriais optou-se por apresentar cada vocábulo somente com
sua freqüência absoluta. A freqüência relativa correspondente a cada número
absoluto, como também outros resultados, são apresentados nas tabelas 3-7,
uma para cada nível acadêmico. Com o ilustração, vide tabela 3, que mostra os
resultados da pré-escola.
A estatística da tabela 3 indica que 1786 palavras ocorreram uma vez,
734, duas vezes, 452 três vezes e assim por diante. A freqüência relativa das
palavras que ocorreram uma vez é 0.00294. Isso quer dizer que 1786 palavras
que ocorrem uma vez formam 0.00294 por cento do vocabulário. "Vocabulá­
rio" refere-se ao número de palavras diferentes, que são também denominadas
types, e "palavras lidas" refere-se ao número total de itens lexicais e são tam­
bém denominadas tokens. Uma palavra que ocorre 8 vezes, por exemplo, é
contada como 8 palavras (tokens) e 1 vocabulário (type). A razão vocabulário/
palavra é uma medida da extensão ou riqueza do vocabulário. Essa medida é a
divisão do número total do vocabulário pelo número total de palavras. A aná­
lise estatística dos dados, da 1a à 4a série, encontram-se nas tabelas 4-7 respec­
tivamente (e encontram-se no disquete que acompanha esta publicação).
O vocabulário originado por esse trabalho pode, dependendo do propó­
sito do usuário, ser submetido a diferentes análises lingüísticas como, por exem­
plo, ser classificado em termos de regularidade ortográfica, nível de abstração
(palavras concretas vs. abstratas) e número de letras. No que se refere à regu­
laridade ortográfica, Pinheiro (1994, 1995) classificou as palavras em termos
de sua relação letra-som e som-letra em palavras regulares, regra e irregula­
res. Uma revisão dessa classificação e uma classificação de nível de abstração
de palavras serão apresentadas em um outro trabalho, em preparação.

R E L E V Â N C IA
Listas de palavras derivadas de uma grande variedade de fontes, e con­
tendo cerca de dois milhões de palavras, serão de grande utilidade para lexicó­
grafos, lingüistas, educadores e psicólogos, para uma melhor e mais adequada
análise da língua para o desenvolvimento de pesquisas na área de aquisição da
leitura/escrita, elaboração de testes de leitura/escrita e, finalmente, para o de­
senvolvimento de programas de avaliação e programas de reeducação para
disléxicos e crianças com problemas específicos na leitura/escrita.
Tabela 3: RESULTADOSDAprÉ-escOla
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Carroll, J. B., Davies, P., e Richman, B. (1971). The Pinheiro, A.M.V, (1991). Um levantamento sobre as
American heritage word frequencybook. Boston: publicações usadas n a s redes pública e particular
Houghton Mifflin. nas faixa pr é-es colar e escolas emBelo Horizon-
te. Monografia não publicada.
Kucera, H. e Francis, N. (1967). Computational analysis
of present-day American English. Providence, Pinheiro, A. M.V. (1994). A leitura e escrita: umaabor­
Rhode Island: Brown University press. dagem cognitiva. Campinas; Editorial Psy II.

Micro-OCP (1988). O xford University Com puting Pinheiro, A.M .V. (1995). Reading and spelling
Service. Oxford: Oxford U niversity Press. developm ent in Brazilian Portuguese. Reading
and writing:An InterdisciplinaryJournal. 7:111-138.
Pinheliro.A.M.V., e Keys, K.J. (1987). A word frequency
count in Br azilian Portuguese. M onografia não
publicada. Oxford: Oxford University Press.

Plnhelro.A.M .V. (1989). Reading and spelling de­


velopment In Brazilian Portuguese. Tese de doutora­
do, não publicada, Universidade de Dundee, Escócia.

ANEXO 1
Publicações usadas na contagem de freqüência de ocorrência
de palavras agrupadas por nível acadêm ico e por área de estudo.

PRÉ ESCOLAR 8 - Dominó.


9 - Escola é vida, ação e transformação.
1 - A casinha feliz (caderno de exercícios). 10 - Eu gosto de aprender, comunicação e ex­
2 - A casinha feliz (Cartilha). pressão.
3 - A conquista da matemática na pré-escola 11 - Mundo mágico, comunicação e expressão.
(Matemática). 1 2 - O jogo das palavras.
4 - Acorda dorminhoca (Alfabetização). 1 3 - O menino maluquinho.
5 - Carrossel (Alfabetização)
6 - Corujinha (Matemática e Ciências). Matemática:
7 - Corujinha ( Português e Estudos S ociais). 1 - A conquista da matemática.
8 - Dominó (Cartilha integral). 2 - Bom tempo, matemática.
9 - Eu gosto de estudos sociais (Ciências e Saú­ 3 - Descobrindo os números.
de). 4 - Matemática orientada.
10 - Festa das letras (Cartilha). 5 - Matemática orientada (exercícios).
11 - Mundo mágico (Cartilha de Alfabetização). 6 - Matemática passo a passo.
12 - No meu jardim (Matemática). 7 - Matemática vivenciada.
1 3 - O barquinho Amarelo (Alfabetiz.) 8 - Mundo mágico, matemática.
1 4 - O jogo das palavras (Alfabetização).
15 - Patati Patatá (Alfabetização). Estudos Sociais:
16 - Viramundo (Estudos Sociais e Ciências). 1 - A criança e a natureza.
2 - Ainda brincando.
PRIMEIRA SÉRIE 3 - Alegria de saber estudos sociais.
4 - C iências, um mundo encantado.
Português: 5 - Histórias de um país verde amarelo.
1 - A conquista da linguagem. 6 - Mundo mágico; estudos sociais, ciências e
2 - Aprendendo a comunicação. programas de saúde
3 - Brinquedos da noite.
4 - Brincando com as palavras. SEGUNDA SÉRIE
5 - Coleção peteleco.
6 - Coleção Samba LeIê. Português:
7 - Descobrindo o mundo da comunicação e 1 - A conquista da linguagem.
expressão. 2 - As mais belas histórias.
3 - A tividades de linguagem . 3 - Alegria de saber.
4 - Brincando com as palavras. 4 - Brincando com os números.
5 - B urrinho alpinista. 5 - Descobrindo os números.
6 - C om eço de conversa. 6 - Eu gosto de matemática.
7 - D escobrindo o m undo da com unicação e 7 - Matemática vivenciada.
expressão. 8 - Mundo mágico da matemática.
8 - Dom inó.
9 - Eu gosto de aprender. Estudos sociais:
10 - Festa das palavras. 1 - Ainda brincando.
11 - M undo m ágico, com unicação e expressão. 2 - Cidade pipiripau.
1 2 - O jo g o da s palavras. 3 - Eu gosto de ciências.
13 - Ponto de partida em com unicação e expres­ 4 - Eu gosto de escudos sociais.
são. 5 - Lendo e escrevendo as realidades m ineiras.
6 - Minas Gerais terra e povo.
Matemática: 7 - Mundo mágico; estudos sociais, ciências e
1 - A con qu ista da m atem ática. programas de saúde.
2 - Bom tem po. 8 - Nossa terra, nossa gente.
3 - D escobrindo os núm eros. 9 - Pelos caminhos da ciência e da saúde.
4 - Eu gosto de m atem ática.
5 - M atem ática passo a passo. QUARTA SÉRIE
6 - M atem ática vivenciada.
7 - M undo m ágico, m atem ática. Português:
1 - A criança e a comunicação.
Estudos sociais: 2 - A ilha perdida.
1 - A grande Belo Horizonte. 3 - Atividades de linguagem.
2 - A grande Belo Horizonte (caderno de exercíci­ 4 - Brincando com as palavras.
os). 5 - Bolha de sabão.
3 - A inda brincando. 6 - Começo de conversa.
4 - C iências, um m undo encantado. 7 - Era uma vez.
5 - A gosto de ciências. 8 - Festa das palavras.
6 - M undo m ágico ; estudos sociais, ciências e 9 - Mundo mágico.
pro gra m as de saúde. 1 0 - O jogo das palavras.
7 - N ossa terra, nossa gente.. 11 - Ponto de partida.

TERCEIRA SÉRIE Matemática:


1 - A conquista da matemática.
Português: 2 - Bom tempo.
1 - A le gria de saber. 3 - Descobrindo os números.
2 - A s m ais histórias. 4 - Eu gosto de matemática.
3 - B rin can do com as palavras. 5 - Matemática orientada (caderno de ativida­
4 - C o m eço de conversa. des).
5 - D e scob rind o o m undo da com unicação e 6 - Mundo mágico.
expressão.
6 - Eu go sto de a p re n d e r com unicação e ex­ Estudos sociais:
pressão. 1 - A criança e a natureza.
7 - Festa da s palavras. 2 - Brasil, terra e povo.
8 - M undo m á g ic o , com unicação e expressão. 3 - Ciências, um mundo encantado.
9 - O jo go da s palavras. 4 - Estudos sociais Brasil.
10- O m enino azul. 5 - Estudos sociais; educação e desenvolvimento
11- O ponto de partida. do senso crítico.
6 - Eu gosto de ciências.
Matemática: 7 - Eu gosto de estudos sociais.
1 - A conquista da m atem ática. 8 - Minas patriazinha.
2 - A m agia da m atem ática. 9 - Nossa terra, nossa gente.
ANEXO 2

Referências bibliográficas das publicações usadas como


dados na contagem de freqüência de ocorrência de palavras.

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ALMEIDA, L, e MEIRELES, E. (1977)A Casinha Fe­ CHAGAS, M. F. (1987). Lendo e Escrevendo as Rea­
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Escola de 1º Grau. 3º livro. São Paulo: FTD. lo: Editora Ática.
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edição. Belo Horizonte: Editora Dimensão. Renovada. São Paulo: Editora FTD.
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tuguês. 1a e 2a série. 1a grau. Belo Horizonte: nhos da Ciência e Saúde. 1a, 1a grau. Edição
Editora Dimensão. Renovada. São Paulo: Editora FTD.
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edição. São Paulo: Editora Ática. tudos Sociais. Volumes 2, 3 e 4. 1º grau. São
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grau. São Paulo: Editora Scipione. Paulo: Editora do Brasil.
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Alegria de Saber, Português. 3a série. 1º grau. municação e Expressão. 1a à 4a série. 1agrau.
São Paulo: Editora Scipione. 5a edição. São Paulo: Editora Ática.
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tora Scipione. Paulo: Editora do Brasil.
RIBEIRO, H. (1991). Corujinha, Matemática e Ciênci­
as. Pré-Escola. 3aestágio. 2a edição. São Pau­
lo: Editora Scipione. A relação de palavras desse estudo está disponível
ROCHA, R. (1991). Coleção Samba Lelê. Pré-Esco­ em dois disquetes que acompanham essa publicação.
la. Belo Horizonte: Editora Ática. Informações A B D - Fone: (011) 258-7568
RODRIGUES, I. A., ASSIS, I., e OLIVEIRA, L. B. C.
(1988). Aprendendo Comunicação. 1asérie. 1a
grau. Belo Horizonte: Editora do Brasil.
SANTOS, M. G. M., e ASSAD, R. F. Eu Gosto de
Aprender, Comunicação e Expressão. 1a, 2a e
3asérie. 1agrau. São Paulo: Editora do Brasil.
SILVA, I. D., e CARVALHO, A. Bolhas de Sabão. Belo
Horizonte: Editora Vigília.
SILVA, I. D. (1991). Brinquedos da Noite. 1a série. 1a
grau. 33a edição. Belo Horizonte: Editora Vigí­
lia.
SILVA, I. D., e CARVALHO, A. (1981). O MeninoAzul.
3alivro. Belo Horizonte: Editora Vigília. Edição
SILVA, I. D. (1991). O Burrinho Alpinista. 2a livro. 1a Grupo Fenícia
grau. 22aedição. Belo Horizonte: Editora Vigí­ Divisão de Com unicação Social
lia. fone: 5 5 0 5 -2 6 4 4
Publicação
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA
Av. Angélica, nº 2318 - 1 2º andar
São Paulo - SP - CEP 01228-200
Entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo o estudo e a pesquisa d a dislexia
(distúrbios específicos de aprendizagem).

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