Você está na página 1de 14

AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE 8ª VARA CÍVEL DA

COMARCA DE PETROLINA/PE.

Processo Nº 1000422-2020.4.00.1111

Marcos da Silva, solteito, empresário, inscrito no CPF


sob nº 323.323.323-00, marcos.silva@gmail.com,
residente e domiciliado na Rua Ana Nery, Apartamento
000, Centro, na Cidade de Petrolina, Pernambuco, 08370-
000, vem à presença de Vossa Excelência, por meio do
seu Advogado, infra assinado, ajuizar

CONTESTAÇÃO c/c RECONVENÇÃO

Em face da Ação Indenizatória movida por Júlia dos


Santos, dizendo e requerendo o que segue:

1. SÍNTESE DOS FATOS

Trata-se de ação de indenização proposta em face de acidente de


trânsito ocorrido em 02/01/2020, na Rua 001, nesta cidade.

Alega o Autor que sofreu uma colisão em seu carro, cujo


requerente teria sido o único responsável pelo infortúnio, tendo em vista que o
mesmo dispendia uma velocidade de 5% acima da permitida para a via e
almeja a indenização por danos materiais em virtude do ocorrido.

Ocorre que a versão dos fatos é diferente do que foi narrado, uma
vez que a responsabilidade pelo acidente foi de Júlia Silva, levando em
consideração que a requerente estava dirigindo embriagada, e que ultrapassou
o sinal vermelho, vindo a colidir com o veículo do requerido a uma distância de
200m da sinalização não respeitada pela requerente. Entende o réu que, no
pior cenário, ambos concorreram para o acidente, porque, apesar de estar 5%
acima do limite de velocidade, Julia teve maior responsabilidade pela colisão.

Razões pelas quais, requer a imediata improcedência da ação,


conforme passa a dispor.

2. DAS PRELIMINARES

2.1.CARÊNCIA DA AÇÃO - DA FALTA DE INTERESSE DE AGIR

O artigo 17 do CPC dispõe claramente que "para postular em


juízo é necessário ter interesse e legitimidade". É de ressaltar que a Autora,
segundo os termos da inicial, pretende obter indenização pelo valor equivalente
ao conserto de seu automóvel. Todavia, deixou de juntar elementos
indispensáveis à prova de seu interesse de agir, quais sejam o boletim de
ocorrência dos fatos narrados e notas fiscais que comprovam os gastos
dispendidos pela autora no conserto do veículo.

Assim, nos termos do Art, 330,do CPC: “a petição será indeferida


quando o Autor carecer do interesse processual”. Para tanto, precisa
demonstrar claramente a utilidade, necessidade e adequação da ação, o que
somente seria demonstrado por meio de do documento supramencionado.

Afinal, se o interesse do Autor fosse legítimo, teria ao menos


juntado ao processo as notas fiscais que comprovam o gasto dispendido pela
requerente e o Boletim de Ocorrência.

Resta, portanto, caracterizada a carência da ação aqui


contestada, uma vez que a ação proposta pelo Autor não demonstra o seu
interesse de agir e o seu interesse processual de litigar com a Contestante,
constituindo-se a inicial em lide temerária, motivo suficiente para ser declarada
a carência da ação proposta.
2.2. DA IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA

O valor da causa deve corresponder ao benefício pecuniário


auferido com o deferimento da ação, conforme clara redação do CPC/15:

Art. 292. O valor da causa constará da petição inicial ou


da reconvenção e será:
I - na ação de cobrança de dívida, a soma
monetariamente corrigida do principal, dos juros de mora
vencidos e de outras penalidades, se houver, até a data
de propositura da ação;
II - na ação que tiver por objeto a existência, a validade, o
cumprimento, a modificação, a resolução, a resilição ou a
rescisão de ato jurídico, o valor do ato ou o de sua parte
controvertida;
III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze)
prestações mensais pedidas pelo autor;
IV - na ação de divisão, de demarcação e de
reivindicação, o valor de avaliação da área ou do bem
objeto do pedido;
V - na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano
moral, o valor pretendido;
VI - na ação em que há cumulação de pedidos, a quantia
correspondente à soma dos valores de todos eles;
VII - na ação em que os pedidos são alternativos, o de
maior valor;
VIII - na ação em que houver pedido subsidiário, o valor
do pedido principal.

Ou seja, considerando que o objeto da ação envolve os danos


equivalentes ao conserto do veículo da parte autora, evidentemente que, se
positiva, o benefício pecuniário corresponderá a todo o valor R$ 40.000,00
(quarenta mil reais).

Portanto, inquestionável a inadequação do valor da causa,


devendo ser adequado.

3. MÉRITO DA CONTESTAÇÃO

A Contestante impugna todos os fatos articulados na inicial o que


se contrapõem com os termos desta contestação, esperando a
IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO PROPOSTA, pelos seguintes motivos:

3.1. DA AUSÊNCIA DE CULPA

Diferentemente do que foi narrado, o Contestante tomou todas as


medidas cabíveis para tentar evitar o acidente.

O réu não pode ser culpado de uma conduta que ele não
contribuiu para o deslinde dos fatos, uma vez que a requerente foi a única
responsável pelo resultado, não sendo imputável ao Réu a culpa pelo ocorrido,
conforme clara disposição do Código Civil:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária,


negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a
outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.

Ou seja, o ato ilícito indenizável só pode ser decorrência de um


ato, omissão voluntária, negligência ou imperícia, o que neste caso são
imputáveis ao Autor.

Se aplica, por analogia, a responsabilização do art. 13 do Código


Penal:

"Art. 13. O resultado, (...), somente é imputável a quem


lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão
sem a qual o resultado não teria ocorrido."

O Autor da ação ao deixar de observar as normas de trânsito foi o


verdadeiro causador do acidente, ou seja:

a) O Autor não exerceu seu dever de cautela na direção,


expondo deliberadamente os demais ao risco;

b) Por culpa exclusiva do Autor o acidente ocorreu,


gerando o dever de indenizar.

Portanto, por culpa exclusiva da vítima é que a Responsabilidade


Civil recai sobre o Autor, conforme entendimento adotado nos tribunais:

ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO


POR DANOS MORAIS E ESTÉTICOS. CULPA
EXCLUSIVA DA VÍTIMA. Caracterizada culpa exclusiva
da vítima que por sua própria conduta imprudente deu
causa ao evento, a ação improcede. Sentença mantida.
Recurso desprovido. (TJ-SP 10047911920148260482 SP
1004791-19.2014.8.26.0482, Relator: Felipe Ferreira,
Data de Julgamento: 18/01/2018, 26ª Câmara de Direito
Privado, Data de Publicação: 18/01/2018)

ACIDENTE DE TRÂNSITO. ATROPELAMENTO.


INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
CULPA EXCLUSIVA DA VÍTIMA. Caracterizada na prova
dos autos a culpa exclusiva da vítima, sem comprovação
de culpa concorrente do motorista do veículo
atropelante, a improcedência da ação é de rigor.
Sentença reformada. Recurso provido para julgar a ação
improcedente. (TJ-SP 00177220920128260008 SP
0017722-09.2012.8.26.0008, Relator: Felipe Ferreira,
Data de Julgamento: 27/07/2017, 26ª Câmara de Direito
Privado, Data de Publicação: 28/07/2017)

Sobre o tema, importa trazer lição cristalina do doutrinador


Arnaldo Rizzardo, ao discorrer sobre o tema:
"É causa que afasta a responsabilidade o fato da
vítima, ou a sua culpa exclusiva. A sua conduta
desencadeia a lesão, ou se constitui no fato gerador do
evento danoso, sem qualquer participação de terceiros,
ou das pessoas com a qual convive e está subordinada.
(...). Naturalmente, se culpa alguma se pode imputar a
terceiro, decorre a nenhuma participação em efeitos
indenizatórios. Admitindo o Código a atenuação, impõe-
se concluir que nada se pode exigir de terceiros se
exclusivamente ao lesado se deveu o dano."
("Responsabilidade Civil", 3ª ed., Forense, p. 103)

Portanto, não há como imputar a ilicitude ao Réu, considerando a


manifesta ausência de culpa.

3.2. DA CULPA CONCORRENTE

Não obstante o Réu ter infringido a norma de trânsito colaborando


com o acidente, tem-se por necessário esclarecer que há culpa concorrente
em acidente quando ambos estavam em flagrante violação das leis de trânsito.

Afinal a requerente estava embriagada e ultrapassou o sinal


vermelho, ou seja, não se tratando de culpa exclusiva do Réu, devendo recair
sobre cada um a responsabilidade por seus prejuízos, conforme precedentes
sobre o tema:

AÇÃO REGRESSIVA. SEGURADORA. ACIDENTE DE


TRÂNSITO. ABALROAMENTO NA TRASEIRA E NA
LATERAL DO VEÍCULO. CULPA CONCORRENTE.
RESPONSABILIDADE EQUIVALENTE. I - Ambos os
motoristas colaboraram para a ocorrência das
colisões. Demonstrada a culpa concorrente do réu e
do motorista do carro segurado, a seguradora-autora
tem o direito de regresso da metade dos danos
suportados pela perda total do veículo segurado. II -
Apelações da autora e do réu desprovidas. (TJ-DF
07033967620178070001 DF 0703396-76.2017.8.07.0001,
Relator: VERA ANDRIGHI, Data de Julgamento:
25/04/2019, 6ª Turma Cível, Data de Publicação:
Publicado no DJE : 07/05/2019 . Pág.: Sem Página
Cadastrada.)

RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE


TRÂNSITO. COLISÃO. ESTACIONAMENTO. INGRESSO
NA VIA. DANO MORAL. CULPA CONCORRENTE. Age
com culpa aquele que não toma as cautelas necessárias
ao executar uma manobra para ingresso na via, nem
respeita a preferência daqueles que nela já transitam.
Dano moral que se reconhece em razão da violação à
integridade física do autor. Culpa concorrente do autor
reconhecida, pois as lesões sofridas são decorrentes
não só da conduta da ré, mas também do fato de estar
sem capacete de proteção. Quantum indenizatório
fixado em R$5.000,00 diante da ausência de gravidade
das lesões e da concorrência de culpas reconhecida.
APELO PARCIALMENTE PROVIDO. UNÂNIME.
(Apelação Cível Nº 70079038899, Décima Segunda
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Pedro
Luiz Pozza, Julgado em 30/01/2019).

APELAÇÕES. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO


MORAL JULGADA CONJUNTAMENTE COM
RECONVENÇÃO. ACIDENTE DE TRÂNSITO.
APURAÇÃO DE CULPA CONCORRENTE.
CONDENAÇÃO DE AMBAS AS PARTES NO
PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO PROPORCIONAL A
SUA CULPA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSOS
DESPROVIDOS. Constatada a culpa concorrente,
ambas as partes devem arcar com os danos de forma
proporcional a sua culpa pelo evento danoso. (...) (TJ-
SP - APL: 00792842620118260114 SP 0079284-
26.2011.8.26.0114, Relator: Adilson de Araujo, Data de
Julgamento: 12/02/2019, 31ª Câmara de Direito Privado,
Data de Publicação: 12/02/2019)

A doutrina ao tratar sobre o tema da responsabilidade civil,


esclarece acerca da proporcionalidade no dever de indenizar:

"A responsabilidade civil se assenta na conduta do agente


(responsabilidade subjetiva) ou no fato da coisa ou no
risco da atividade (responsabilidade objetiva). (...)
Elemento de apuração da responsabilidade (relação
potencial causa/causado). O uso jurídico mais corriqueiro
do termo causa (ver sobre o tema os comentários ao CC
104) se dá no sentido de causa efficiens, quando da
apuração da responsabilidade de alguém por algo,
quando da análise do dever de indenizar um dano
sofrido por outrem, ocasião em que se analisa o nexo
de causalidade como critério para identificar se, por
quem e a favor de quem a indenização é devida e em
que medida." (NERY JUNIOR, Nelson. NERY, Rosa
Maria de Andrade. Código Civil Comentado. 12 ed.
Editora RT, 2017. Versão ebook, Art. 927)

Portanto, comprovada a concorrência de culpa entre as partes, há


de se reconhecer a proporcionalidade de cada parte.

4. DA RECONVENÇÃO

Conforme disposição expressa do Art. 343 do CPC, pode o Réu


em sede de contestação arguir a Reconvenção, o que faz pelos fatos e direito a
seguir.
DA RESPONSABILIDADE DO AUTOR

O ato danoso do Autor consistiu em ato ilícito e comissivo,


verificado no momento em que infringiu o Código de Trânsito Nacional, que
estabelece que:

Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio


de seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados
indispensáveis à segurança do trânsito.

Trata-se, portanto, de fato consubstanciado exclusivamente pelo


ato do Autor, independente de dolo ou intencionalidade dela, conforme
esclarece Maria Helena Diniz:

"não se reclama que o ato danoso tenha sido, realmente,


querido pelo agente, pois ele não deixará de ser
responsável pelo fato de não ter-se apercebido do seu ato
nem medido as suas conseqüências." (Maria Helena
Diniz, Curso de Direito Civil Brasileiro, v. 7,
responsabilidade civil, 18º edição, São Paulo, Saraiva, pg.
43)

Portanto, a responsabilização do Autor aos danos causados é


medida que se impõe.

5. DA JUSTIÇA GRATUITA

O Requerente atualmente é empresário, tendo sob sua


responsabilidade a manutenção de sua família, razão pela qual não poderia
arcar com as despesas processuais.

Ademais, em razão da drástica diminuição das vendas nos


últimos (3) três meses, o requerente teve seus rendimentos reduzidos,
agravando drasticamente sua situação econômica.
Desta forma, mesmo que seus rendimentos sejam superiores ao
que motiva o deferimento da gratuidade de justiça, neste momento
excepcional, o contestante se encontra em completo descontrole de suas
contas, em evidente endividamento.

Como prova, junta em anexo ao presente os faturamentos e as


dívidas totais de seu comércio durante esses últimos meses.

Para tal benefício o contestante junta declaração de


hipossuficiência e comprovantes de faturamento, os quais demonstram a
inviabilidade de pagamento das custas judicias sem comprometer sua
subsistência, conforme clara redação do Art. 99 Código de Processo Civil de
2015.

Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser


formulado na petição inicial, na contestação, na petição
para ingresso de terceiro no processo ou em recurso.

§ 1º Se superveniente à primeira manifestação da parte


na instância, o pedido poderá ser formulado por petição
simples, nos autos do próprio processo, e não suspenderá
seu curso.

§ 2º O juiz somente poderá indeferir o pedido se houver


nos autos elementos que evidenciem a falta dos
pressupostos legais para a concessão de gratuidade,
devendo, antes de indeferir o pedido, determinar à parte a
comprovação do preenchimento dos referidos
pressupostos.

§ 3º Presume-se verdadeira a alegação de


insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa
natural.

Assim, por simples petição, sem outras provas exigíveis por lei,
faz jus o Requerente ao benefício da gratuidade de justiça:

AGRAVO DE INSTRUMENTO - MANDADO DE


SEGURANÇA - JUSTIÇA GRATUITA - Assistência
Judiciária indeferida - Inexistência de elementos nos
autos a indicar que o impetrante tem condições de
suportar o pagamento das custas e despesas
processuais sem comprometer o sustento próprio e
familiar, presumindo-se como verdadeira a afirmação
de hipossuficiência formulada nos autos principais -
Decisão reformada - Recurso provido. (TJSP; Agravo de
Instrumento 2083920-71.2019.8.26.0000; Relator (a):
Maria Laura Tavares; Órgão Julgador: 5ª Câmara de
Direito Público; Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes
- 6ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento:
23/05/2019; Data de Registro: 23/05/2019

Cabe destacar que o a lei não exige atestada miserabilidade do


requerente, sendo suficiente a "insuficiência de recursos para pagar as custas,
despesas processuais e honorários advocatícios"(Art. 98, CPC/15), conforme
destaca a doutrina:

"Não se exige miserabilidade, nem estado de


necessidade, nem tampouco se fala em renda familiar ou
faturamento máximos. É possível que uma pessoa
natural, mesmo com bom renda mensal, seja merecedora
do benefício, e que também o seja aquela sujeito que é
proprietário de bens imóveis, mas não dispõe de liquidez.
A gratuidade judiciária é um dos mecanismos de
viabilização do acesso à justiça; não se pode exigir
que, para ter acesso à justiça, o sujeito tenha que
comprometer significativamente sua renda, ou tenha
que se desfazer de seus bens, liquidando-os para
angariar recursos e custear o processo." (DIDIER JR.
Fredie. OLIVEIRA, Rafael Alexandria de. Benefício da
Justiça Gratuita. 6ª ed. Editora JusPodivm, 2016. p. 60)

"Requisitos da Gratuidade da Justiça. Não é necessário


que a parte seja pobre ou necessitada para que possa
beneficiar-se da gratuidade da justiça. Basta que não
tenha recursos suficientes para pagar as custas, as
despesas e os honorários do processo. Mesmo que a
pessoa tenha patrimônio suficiente, se estes bens não
têm liquidez para adimplir com essas despesas, há direito
à gratuidade." (MARINONI, Luiz Guilherme. ARENHART,
Sérgio Cruz. MITIDIERO, Daniel. Novo Código de
Processo Civil comentado. 3ª ed. Revista dos Tribunais,
2017. Vers. ebook. Art. 98)

Por tais razões, com fulcro no artigo 5º, LXXIV da Constituição


Federal e pelo artigo 98 do CPC, requer seja deferida a gratuidade de justiça
ao requerente.

6. DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, em sede de CONTESTAÇÃO, requer:

a) Quanto às preliminares:

i. Indeferimento da Petição Inicial por falta de interesse de agir, conforme


art. 330, inciso III do CPC/2015.

ii. Em relação ao valor da causa: o valor atribuído pela autora deve ser
corrigido por Vossa Excelência, nos termos do art. 292, § 3º, CPC/2015,
determinando o complemento das custas no prazo legal sob pena de
indeferimento da inicial (art. 321, parágrafo único, CPC/2015).
b) Quanto à reconvenção (art. 343, CPC/2015):

i. Em razão dos fatos e argumentos apresentados, requer o réu, o


julgamento de sua procedência.;

ii. Dá-se à presente reconvenção, nos termos do art. 292 do Código


de Processo Civil, o valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais).,
referente aos danos materiais sofridos pelo requerido, conforme
notas fiscais, anexadas;

iii. Requer-se, outrossim, a condenação do autor reconvindo nas


custas e honorários (art. 85, § 1º, CPC/2015),

iv. Seja requisitada à Polícia Civil a emissão da segunda via do


Boletim de Ocorrência, necessário à comprovação do direito aqui
pleiteado nos termos do art. 438 do CPC;

v. Se assim não entender Vossa Excelência, notadamente em razão


da reconvenção, por cautela, passa o réu a requerer:

b. Quanto ao mérito:

i. Seja julgado improcedente o pedido de danos materiais, diante


dos fatos e argumentos aqui expostos.;

ii. O deferimento do pedido de Gratuidade de Justiça;

iii. Seja, desse modo, condenada a parte autora ao pagamento de


custas e honorários advocatícios, bem como aos demais ônus da
sucumbência.

c. Quanto às provas:

i. Requer provar o alegado por todos os meios em Direito admitidos,


especialmente pela produção de prova documental, pericial,
dentre outras.

Cumpridas as necessárias formalidades legais, então, deve a presente ser


recebida e juntada aos autos.

Nestes termos,

Pede deferimento.

Petrolina, 27 de março de 2020.

Jacicleide Pereira Farias

Advogada- OAB 11.111/PE

Anexos:

1. Comprovante de faturamento e despesas do comércio

2. Declaração de hipossuficiência

3. Procuração

4. Provas do alegado

Você também pode gostar