Você está na página 1de 2

Minha Mãe é uma Peça - O Filme

Humor fácil e com pedigree, por Roberto Cunha

Goste você ou não do resultado, o cinema nacional está a pleno vapor. A


velocidade com que os filmes são produzidos mudou radicalmente e parte dos
realizadores movem suas peças, no tabuleiro dos projetos, em direção à fórmulas
bem sucedidas. Minha Mãe é uma Peça - O Filme chega escorado em mais de
um milhão de espectadores ao longo de seis anos de teatros cheios Brasil afora.
Mais do que um simples "pedigree", esses números sólidos podem significar bons
resultados nas bilheterias, uma vez que o público anda consumindo direto, muitas
das comédias lançadas ultimamente. Será?

Minha Mãe é uma Peça - O Filme - Sem medo (e chance) de errar, a razão de
tanto sucesso nos palcos não é nenhuma outra senão o talento do comediante
Paulo Gustavo, criador da Dona Hermínia, protagonista desta história. Divorciada
do marido, que a trocou por uma mais nova, ela é uma mulher super pilhada, que
mora com os dois filhos já grandes e, como (quase) toda mãe, fica ali tentando
controlá-los. Quando descobre que eles a acham uma chata de galocha, ela sai
de casa desolada, sem dar satisfação para ninguém, indo visitar uma tia.
Enquanto os outros estão em polvorosa, Hermínia recorda, ao lado da parente,
como tudo começou.

Minha Mãe é uma Peça - O Filme - FotoNo elenco coeso, nomes já consagrados
se misturam com jovens atores (Mariana Xavier e Rodrigo Pandolfo) lutando por
seu espaço, mas é Gustavo - naturalmente, e na pele da exagerada Hermínia -
quem bota o filme no bolso. Escrita por ele e mais dois parceiros, a trama foi
dirigida por André Pellenz, que estreia no cinema, mas já trabalha com o ator no
bem sucedido seriado 220 Volts. O maior desafio é saber se os fãs mais xiitas do
(divertido) monólogo vão curtir a versão cinematográfica, agora com personagens,
e se os não iniciados vão se entender diante do universo "particular" da
protagonista, usuária de vestidos cafonas, bobs no cabelo e portadora de uma
indefectível voz de taquara rachada.

Assim, se nada disso significar problemas para essa turma, o sucesso está
garantido, porque o acervo de situações cômicas fáceis de assimilar (bem
televisivas) é grande, e o roteiro ainda tratou de acrescentar momentos
melodramáticos, coisa que o povo adora. Ou seja, é a perfeita combinação da
fome com a vontade comer. E se (também) para você o prato está feito, bom
apetite! ;)

# Exercícios:
1. O que a resenha crítica lida informa sobre o momento do cinema nacional? 
A crítica diz que o cinema nacional está a pleno desenvolvimento. A velocidade
com que os filmes são produzidos cambiou e parte dos produtores movem suas
peças, no tabuleiro dos projetos, em direção às fórmulas bem-sucedidas.
2. Na crítica ao filme "Minha Mãe É uma Peça":
a) O parecer do crítico é positivo ou negativo?
Positiva por que é importante ter referências de outras pessoas
b) Qual é o parecer do crítico sobre o desempenho nas bilheterias?
Diz que os números sólidos da peça teatral podem significar bons resultados nas
bilheterias, uma vez que o público anda consumindo direto, muitas das comédias
lançadas ultimamente.
c) Segundo a crítica, qual seria a razão de tanto sucesso do filme?
A razão de tanto sucesso e porque o Paulo Gustavo é um comediante com muito
talento, criador da Dona Hermínia, protagonista desta história.
3. Observe a linguagem do texto.
a) Em que tempo e modo estão predominantemente os verbos? Justifique sua
resposta com exemplos do texto.
Tempo presente: "está", "são", "movem"
b) O que justifica essa escolha de tempo e modo verbal?
Que o filme está sendo lançado naquele período em que a resenha foi publicada.
c) Que variedade linguística é utilizada: padrão ou não padrão? Justifique.
Predomina a variedade padrão por se tratar de uma publicação em um veículo
sério (Adoro Cinema), mas há algumas passagens com linguagem informal como
"super pilhada" e "chata de galocha"
d) A variedade linguística empregada está adequada ao público-alvo? Por quê?
Eu penso que sim, porque se trata de uma crítica publicada num veículo sério,
mas que busca interagir com o público adolescente.
4. A crítica é um gênero da família dos gêneros argumentativos, pois sua
finalidade principal, além de informar, é convencer o leitor.
a) Na sua opinião, o autor do texto foi persuasivo? Por quê?
Eu penso que sim, porque procura mostrar ao leitor do seu texto pontos positivos
e os nem tanto positivos.
b) Em seu posicionamento crítico, o autor do texto conseguiu se manter impessoal
ou deixou transparecer traços do seu gosto pessoal?
Impessoal

Você também pode gostar