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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

DAIANE GONÇALVES HINZ – RU 1732254 - 02/2017

EUNICE CIECHOWICZ PONCIO – RU 2603361 - 07/2018

MICHELE DAMBRÓS BATISTA – RU 644300 - 08/2018

ESTÁGIO SUPERVISIONADO – DIFERENTES CONTEXTOS

PANAMBI- RS

2021
CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER

DAIANE GONÇALVES HINZ – RU 1732254 - 02/2017

EUNICE CIECHOWICZ PONCIO – RU 2603361 - 07/2018

MICHELE DAMBRÓS BATISTA – RU 644300 - 08/2018

ESTÁGIO SUPERVISIONADO - DIFERENTES CONTEXTOS

Relatório de Estágio Supervisionado Diferentes


Contextos apresentado ao curso de
Licenciaturas em Pedagogia do Centro
Universitário Internacional UNINTER.

Panambi – RS

2021
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................3
2. DESENVOLVIMENTO.............................................................................................5
2.1 ESTADO DA
ARTE.................................................................................................7
2.2. CAMPO EXTERNO REMOTO – ANÁLISE
IMAGÉTICA.....................................10
2.2.1 Contexto............................................................................................................10
2.2.2 Roteiro.............................................................................................................10
2.2.3
Ambiente/Espaço...............................................................................................10
2.2.4
Personagens......................................................................................................10
2.2.5 Reflexões interdisciplinares...............................................................................
2.2.6 Relações com a sua formação acadêmico-pedagógica..................................
2.2.7 Ficha Técnica.......................................................................................................
2.3. MATERIAL DIDÁTICO: CRIAÇÃO E REFLEXÃO.................................................
2.4. PRÁTICA DO CAMPO E AS TEORIAS – PRÁXIS................................................
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................
4. REFERÊNCIAS......................................................................................................20
1. INTRODUÇÃO

O estágio pode ser compreendido como uma atividade de reflexão,


compreensão, interpretação e intervenção na realidade que enriquece e consolida a
formação profissional. O mesmo é um dos componentes obrigatórios para a
obtenção do diploma do curso de Licenciatura em Pedagogia, pois se trata de um
elemento relevante para a formação inicial do licenciado ao aproximá-lo do contexto
em que atuará futuramente.

O Estágio supervisionado de Diferentes Contextos oferece ao acadêmico o


aprendizado de como planejar, executar, coordenar, acompanhar e avaliar a
aplicação de projetos e experiências educativas em ambientes não escolares.

O Estágio teve por finalidade a análise, em diferentes contextos, do


desenvolvimento de projetos de intervenção em um contexto diferente do escolar.
No desenvolvimento desses diferentes momentos, é fundamental que as atividades
de estágio propiciem um espaço do “livre pensar”, da investigação, mobilização e
ressignificação de saberes docentes. Vale salientar a importância de o estudante
aprender na prática a forma de atuação do pedagogo em empresas, hospitais,
ONGs, associações, eventos, igrejas, emissoras, entre outros. Assim quebrando
preconceitos sobre a atuação do pedagogo fora do ambiente escolar, levando-se
sempre em consideração que onde houver uma prática educativa haverá uma ação
educativa. A pesquisa dos aspectos relevantes de um ambiente educativo não
formal.

O período de estágio justifica-se pela sua importância na formação do futuro


profissional, que precisa vivenciar a realidade existente nos possíveis locais de
atuação, dessa forma o processo de ir a campo torna-se indispensável no processo
da vida acadêmica. Visando esse conhecimento prático, o Estágio Supervisionado:
Diferentes Contextos foi realizado na Igreja Assembleia de Deus de Panambi,
situada na Avenida Presidente Kennedy, 1505 no bairro Arco Iris, na cidade de
Panambi, Rio Grande do Sul, CEP 98280-000. O contato com a instituição pode ser
realizado pelo telefone (55) 3375-1270 e no e-mail igreja.panambi@bol.com.br.
O presente estágio foi realizado no período de 01 de junho de 2021 a 30 de
julho de 2021, neste período foram realizadas as visitas, observações e demais
participações de acordo com as necessidades do referente estágio, assim como a
leitura e pesquisa do estatuto da igreja para obter maiores informações de como é
realizado o trabalho no ambiente também como são as normas e regras que a
mesma oferta ao público que ela atende seguindo todas as normas e prevenções
que o momento exige, referente a pandemia.
O estágio supervisionado faz parte do currículo da universidade e tem bases
legais na legislação vigente, seu principal objetivo é propiciar condições que
favoreçam a construção do conhecimento e o desenvolvimento do processo ensino
aprendizagem. A aquisição de estratégias específicas dentro dos conteúdos e
atividades aplicadas de observações e planejamento proporcionam uma
aprendizagem significativa aos alunos.

Neste relatório vamos apresentar algumas das atividades que foram


realizadas durante o período de estágio além das observações, investigação,
pesquisa no ambiente da instituição, outras atividades como registros foram
realizadas durante este período como: pesquisa do estado da arte; campo externo
remoto: analise imagética; material didático: criação e reflexão; prática do campo e
as teorias – práxis e devidas considerações finais a respeito das experiências
adquiridas e o desenvolvimento da teoria aliada a prática.

2. DESENVOLVIMENTO

O estágio diferentes contextos nos propicia a inserção na realidade de


diferentes instituições e a possibilidade de desenvolvimento de um conhecimento
mais aprofundado sobre as práticas do pedagogo em contextos distintos da escola.
O conhecimento detalhado das formas e das especificidades desses outros campos
de atuação do pedagogo. O referente estágio permite que se obtenha
conhecimentos tão detalhados quanto possível sobre as características da
instituição e o seu modo de funcionamento. Este momento busca possibilitar novas
experiências na atuação do pedagogo em contextos não escolares, compartilhando-
a com profissionais mais experientes, tem como significância zelar pelo bom
relacionamento interpessoal, gostar de trabalhar com pessoas, ter uma boa
comunicação, conhecimentos de princípios de educação, ter competência e
habilidades para planejar, organizar, liderar, monitorar entre outros.
A Igreja Assembleia de Deus oferta atendimento aos membros e público no
geral, nos horários de suas programações e nos demais para eventuais chamadas
de emergência, chegando a um total de 2.500 membros. A instituição tem diversos
ministérios, onde um membro em cada ministério é responsável por organizar o
calendário mensal das atividades e devidas escalas dos participantes. Alguns dos
ministérios são: departamento das irmãs do círculo de oração, departamento infantil,
departamento de casais, departamento dos jovens e adolescentes, departamento de
obreiros e equipe de louvor.
Alguns aspectos relevantes sobre o estatuto da Igreja Assembleia cujo o
estágio foi realizado: a instituição tem como única fonte a ser seguida a Bíblia
Sagrada, contendo 66 livros ao todo, dividida em duas partes: Velho Testamento
(com 39 livros) e o Novo Testamento (com 27 livros). Ela foi escrita em um período
de 1.500 anos, por 40 escritores inspirados divinamente pela pessoa do Espírito
Santo, que é o verdadeiro autor das Escrituras Sagradas.
A instituição se posiciona como denominação de fé, adoração somente a Deus
criador dos céus e da terra, também conta com a colaboração de pessoas com
serviços voluntários, a igreja Assembleia de Deus tem algumas regras que regem a
denominação.
É uma instituição sem fins lucrativos, conta com a ajudas dos membros
voluntariamente, presta serviços de apoio as famílias, também ajuda com doação de
cestas básicas as famílias mais carentes, tem uma equipe voluntária de visitas a
hospitais e nas casas das pessoas para levar uma palavra de ânimo da parte de
Deus.
A instituição ajuda no sustento de missionários no Paraguai e na Bahia, com o
objetivo de ganhar almas para o Reino de Deus.
A igreja foi fundada em 12 de abril no ano de 1964 pelo pastor Laudelino
Ribas Alves. Atualmente é dirigida pelo pastor Valdir Antônio Rodrigues Junior, que
atua como pastor a 2 anos e tem sua formação acadêmica: Técnico em
contabilidade (CEC - Escola Estadual Catuípe), Curso Básico em teologia - IBADEP.
(Instituto Bíblico da Assembleia de Deus Ensino e Pesquisa), Curso Médio em
teologia - CETADEB (Centro de Educação Teológica da Assembleia de Deus no
Brasil), Pastor - CIEPADERGS - (Convenção de igrejas e Pastores da Assembleia
de Deus do Estado do Rio Grande do Sul) e Administração (incompleto) - UNOPAR
(Universidade do Norte do Paraná).
O local onde foi realizado o estágio diferentes contextos possui: templo para
3.000 pessoas ainda em fase de acabamento, salão social para 1000 pessoas onde
os cultos estão sendo realizados no momento, cozinha e churrasqueira estão em
fase de acabamento, sala de recepção, sala do pastor, sala pastoral, sala para
reunião de jovens e adolescentes, sala para escola bíblica infantil, pátio pequeno e
estacionamento para 100 carros, também em fase de acabamento. O local é muito
limpo, bem organizado possui e segue todas as normas de fiscalização com relação
a pandemia.
Acreditamos ser fundamental manter a formação do educador voltada para
atuação em diferentes contextos culturais e sociais − principalmente neste momento
em que a educação remota tem sido a principal polemica da atualidade, por meio de
projetos que visam adequação relacional entre os diferentes segmentos da
sociedade. Portanto capacitar o profissional da educação para diferentes finalidades
passa ser uma ação necessária.

2.1. ESTADO DA ARTE

Através deste relatório nós acadêmicas fomos em busca de outras fontes de


pesquisa, que tem relevância com o plano de ação que foi relatado neste trabalho,
dando estrema importância para o tema principal contação de história para crianças
utilizando do lúdico como forma de atrair a atenção das mesmas e priorizando a
memorização e participação das crianças.
O novo cenário da educação se abre com novas perspectivas para o
profissional que se insere no mercado de trabalho, sob diversas abrangências, como
nos mostra a própria sociedade, que vive um momento particular de discussões
sobre globalização, educação online, enfim, uma nova estrutura se firma na
sociedade, a qual exige profissionais cada vez mais qualificados e preparados para
atuarem neste cenário competitivo.
As crianças passam horas dos seus dias nos espaços das
instituições de educação infantil. Muitas delas frequentam as instituições desde
muito pequenas e ali vão se constituindo como seres humanos, apropriando-se da
cultura historicamente construída. As creches, escolas, hospitais e igrejas, são
ambientes em que a criança pode vivenciar momentos que vão ajudar na sua
construção como individuo, um ser capaz de imaginar, criar, ter seus prazeres e
vontades.
Verificamos através da pesquisa cientifica alguns trabalhos e temas
relacionados ao assunto em destaque no nosso Plano de Ação:

Trabalhos 17
encontrados
Número
analisado
Temas Contação de história, Lúdico
analisados
Ano da 2020
pesquisa
Analise por A contação de história, pode ser considerada um instrumento
fundamental, no desenvolvimento da aprendizagem das
pesquisa
crianças, gerando interação e comunicação.

A autora Agostinho, menciona:


O espaço se projeta ou se imagina; o lugar se constrói.
Constrói-se a partir do fluir da vida, das relações que ali são
travadas e a partir do espaço como suporte; o espaço,
portanto, está sempre disponível e disposto para
converter-se em lugar, para ser construído.
(Agostinho, 2004, p. 02).

Durante a contação de história as crianças se envolvem muito com as


narrativas e com os personagens, daí a importância de deixar fluir a
imaginação.
Concordamos com a escritora Giradello quando nos diz que:

Um laço indissolúvel une a narrativa à imaginação,


e as crianças têm necessidade das imagens fornecidas
pelas histórias como estímulo para sua própria
criação subjetiva, para sua exploração estética e
afetiva dos meandros do mundo. A necessidade de histórias
tem sido identificada como um aspecto central na vida
imaginativa das crianças. As histórias permitem um exercício
constante da imaginação em seu aspecto mais visual. Isso
ocorre tanto em relação os contos literários quanto aos
casos contados no meio das conversas, tão
apreciados pelas crianças. (Girardello, 2011, p. 82)

Importante destacar que nos documentos oficiais como: referenciais,


parâmetros e diretrizes que orientam as práticas na educação infantil a contação de
histórias têm papel fundamental.

[...] ter acesso à boa literatura é dispor de uma informação


cultural que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela
leitura. A intenção de fazer com que as crianças, desde
cedo, apreciem o momento de sentar para ouvir histórias
exige que o professor, como leitor, preocupe-se em lê-
la com interesse, criando um ambiente agradável e
convidativo à escuta atenta, mobilizando a expectativa
das crianças, permitindo que elas olhem o texto e as
ilustrações enquanto a história é lida. [...] (BRASIL, 1998,
p.143).

Percebe-se a importância dos docentes certificar-se das necessidades das


crianças, buscando em rodas de conversa descobrir do que gostam, como se
comportam, quais atitudes e valores são importantes para elas, também suas
fraquezas, dificuldades e tristezas. A importância em ouvir as crianças que
expressam suas peculiariedades, seus momentos familiares, amizade, solidão,
morte entre outros.
O processo de contar história é algo mágico, no qual o educador deve
evidenciar todos os aspectos que atraem a criança para o contexto do imaginário
que a história oportuniza, sendo assim este aluno protagonista em um mundo
mágico, encantado, cheio de fantasia e de imaginação. A criança encontra nestes
momentos de contação de história uma janela de união entre os dois mundos, o
imaginário e o real, o que torna o contar e o ouvir histórias ações capazes de ampliar
as habilidades e de oportunizar a interação entre educador e educando.
Segundo Vygotsky (1998), desde bem pequena, a criança torna-se capaz de
construir relações interpessoais, interativas e construtivas, percebendo e
apropriando-se de significados, atribuindo, por meio dessas relações, sentido a
estes significados, ou seja, interpretando. Deste modo, pode-se compreender que o
que move o desenvolvimento humano são as condições contextuais concretas
relacionadas à vida e à educação que cada sujeito possui. (VYGOTSKY, 1988;
LEONTIEV, 1988)
Ao ouvir histórias, a criança é apresentada ao universo literário, pois desde o
início da sua vida escuta a voz do adulto contando ou cantando uma história para
alegrar seu dia. Deste modo, por meio da contação, a criança compreende o mundo
literário, com todas as suas belezas, possibilidades e interpretações. Em relação à
contação de histórias, Abramovich (1995, p.18) destaca: Para contar uma história,
seja qual for, é bom saber como se faz. Afinal, nela se descobrem palavras novas,
se entra em contato com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes... Se
capta o ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção... Ou se brinca com a
melodia dos versos, com o acerto das rimas, com o jogo das palavras, contar
histórias é uma arte, é ela que equilibra o que é ouvido com o que é sentido, e por
isso não é nem remotamente declaração ou teatro ela é o uso simples e harmônico
da voz.
O contar história para uma criança deve trazer ações que permitam a junção
do real e do imaginário, sendo o lúdico a chave para este processo. Sendo assim, é
preciso brincar, cantar, pular, mudar a voz, vestir fantasias ou simplesmente
encantar ao contar uma história para uma criança, compreendendo que este sujeito
não domina as competências literárias avançadas como interpretação linguística,
contextual ou outra, mas compreende o enredo, o reformula e o reconta de acordo
com a forma como foi narrado para ele enquanto leitor.
A contação de histórias, portanto, é uma atividade essencial que transmite
conhecimentos e valores e está relacionada ao imaginário infantil. Assim, de acordo
com Rodrigues (2005) apud Lima et al.(2018):

“A contação de histórias é atividade própria do incentivo à imaginação


e o trânsito entre o fictício e o real. Ao preparar uma história para ser
contada, tomamos a experiência do narrador e de cada personagem
como nossa e ampliamos nossa experiência vivencial por meio da
narrativa do autor. Os fatos, as cenas e os contextos são do plano do
imaginário, mas os sentimentos e as emoções transcendem a ficção e
se materializam na vida real.” (Rodrigues 2005, p.4 apud Lima et al.
2008)
Tal prática de contar história estimula não somente a imaginação, mas também o
gosto e o hábito da leitura, a ampliação do vocabulário, da narrativa e de sua cultura,
um conjunto de elementos que auxilia o desenvolvimento do consciente e no
subconsciente da criança.

2.2. CAMPO EXTERNO REMOTO – ANÁLISE IMAGÉTICA

Para o campo remoto e analise imagética como parte integrante desse


relatório de estágio, foi escolhido o documentário “Quando sinto que já sei” e o tema
central do documentário é sobre diferentes metodologias, mostrando as práticas
educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil, cujo tema é social.
documentário explora formatos de escola alternativa pelo Brasil

2.2.1 Contexto
O referente documentário tende a investigar novas formas de aprender e
ensinar, mostrando diversos projetos com propostas educacionais e inovadoras,
baseados na participação dos alunos, pais e professores. Buscando novas
possibilidades e um repensar sobre o padrão das escolas dos dias atuais, formando
crianças críticas, questionadoras e autônomas.
2.2.2 Roteiro
O documentário uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil.
Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o
intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As
escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se
desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem
senso crítico. Não há indícios de ficção já que se trata da realidade de várias
instituições que adotaram outras metodologias de ensino. Os fatos se encadeiam
logicamente e não há explanação de passado e presente nas gravações, somente
nas falas onde comparam historicamente o passado com o presente.

2.2.3 Ambiente/Espaço
O ambiente é variado, pois se passa tanto em contextos urbanos quanto em
contextos rurais, caracterizando os espaços físicos, como natureza, escolas, cidades
e social onde mostra as famílias, crianças e professores das instituições. Os locais
de acontecimentos do documentário são as escolas e as comunidades locais, porém
o lugar central são as escolas. Os ambientes se destacam durante o documentário e
são detalhadamente apresentadas, as escolas, com grandes espaços para interação
e socialização dos alunos, os matérias e brinquedos utilizados pelos alunos são
produzidos por eles mesmos, prezam a utilização de materiais recicláveis, com
pouco uso de tecnologias.

2.2.4 Personagens
Os personagens apresentados no documentário são calmos, e bondosos os
pesquisadores e professores entrevistados apresentam-se serenos demonstrando
predominância do assunto em questão. Os alunos são interessados e ativos. Esses
aspectos conduzem não só o documentário de maneira positiva, mas também o dia
a dia e a convivência entre os professores e alunos.

2.2.5 Reflexões interdisciplinares


Ao assistirmos e analisarmos o documentário entendemos que, esse modelo
de metodologia de ensino faz com que aluno tenha mais proximidade e entusiasmo
pela busca do conhecimento, através de conteúdos interdisciplinares, alunos com
faixa etária diferentes, relação com a natureza, tornando-os mais críticos e
interessados. Além de proporcionar mais afetividade entre alunos e professores e
uma maior participação da comunidade com a escola, pois todos se sentem
comprometidos com a educação.

2.2.6 Relações com a sua formação acadêmico-pedagógica


O documentário se relaciona com nosso curso em vários aspectos, desde o
receber a criança até a saída dela da escola, pois mostra o quanto podemos
proporcionar um aprendizado de qualidade para os nossos alunos e que aprendam
brincando, explorando e conhecendo a si mesmos. Ao assistir o documentário pode-
se observar com mais clareza a posição do gestor diante das mudanças nas
metodologias, pois sem o apoio e incentivo da equipe de coordenação da escola,
não é possível conseguir muitos avanços para a referida mudança nas
metodologias.
Acredita-se que é necessário aprofundar nos conhecimentos e nas
metodologias alternativas de ensino, pois amplia os horizontes quanto à questão de
ensino a nós professores. O documentário contribuiu muito para a nossa formação
enquanto professor, pois ao observar o quanto às novas metodologias contribuem
para o aprendizado das crianças foi de grande valia. Porém é necessário um
esforço geral não só do professor ou gestor, mas sim do conjunto onde a escola está
inserida, é importante gestão, comunidade, professor e alunos caminharem lado a
lado pra fazer acontecer. A ideia é incentivar que se repense as metodologias
padrões, valorize a diversidade educativa, a liberdade pedagógica e curricular.

2.2.7 Ficha Técnica

Documentário:
Quando sinto que já sei.
Título Original:
Quando sinto que já sei.
Ano: 2014 País: Brasil Idioma: Duração: 79 min
Português
Gênero: Cor: Idade recomendada: Livre
Documentário Colorido
Palavras-chave:
Escola, metodologia, aprendizagem e formação.
Direção: Produção:
Antônio Sagrado/ Raul Perez/ Antônio Sagrado/ Raul Perez
Anderson Lima

Elenco Principal: Alunos, pais e professores.

Informações de Produção1:
A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores da
plataforma de financiamento coletivo Catarse.

Restrições: Não possui.

Sinopse:
O documentário evidencia práticas inovadoras que estão acontecendo no Brasil, com
relatos de professores, pais e alunos sobre a necessidade de mudanças no modelo
1
tradicional de escola. O documentário parte de questionamentos em relação a escola
convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam
sendo deixados fora da sala de aula.

Conteúdos Explícitos2: Conteúdos Implícitos3:


Sim, Escola e práticas Inovadoras. Não.

Interdisciplinaridade com outras áreas4:


Psicologia e Sociologia.

Observações: Documentário muito importante para aperfeiçoar o conhecimento sobre


práticas educacionais inovadoras. Em busca de novas possibilidades, uma parcela da
sociedade tem repensado o padrão das escolas de hoje em dia. A proposta destas
pessoas é encontrar outras formas de educar, por meio de novos formatos de escolas
com foco na formação de crianças mais críticas, autônomas e questionadoras. Aulas
ao céu aberto, diferentes faixas-etárias na mesma turma, maior relação com a
natureza e conteúdos interdisciplinares são algumas das características dessas novas
formas de ensino.

2.3. MATERIAL DIDÁTICO: CRIAÇÃO E REFLEXÃO

O plano de ação foi planejado para o ministério infantil, trata-se de contar


histórias que contenham lições importantes que as crianças devem aprender, como
virtudes e valores morais e éticos, tais quais respeito, polidez, honestidade,
lealdade, gratidão, autocontrole, etc.

“A Parábola do Semeador”

4
A parábola do Semeador é uma história ensinada por Jesus para mostrar as
diferentes formas em que o Evangelho é recebido na vida das pessoas. Está
registrada nos Evangelhos de Mateus 13:1-23, Marcos 4:1-20 e Lucas 8:5-15, onde
também foi dada a explicação clara de Jesus acerca do seu significado.

JUSTIFICATIVA:
 Trabalhar o conhecimento, em uma forma reflexiva, através de contação de
histórias de forma lúdica na Educação cristã, é transformar as informações de
valores e princípios bíblicos, em conhecimentos com conceito para a vida
individual de cada ser humano, formando assim pessoas do bem;
 Possibilitar o desenvolvimento de polidez, respeito e compreensão a
necessidade de cooperação com todos da família, Igreja e sociedade.
OBJETIVOS:
 Promover a interação, socialização e conhecimento da palavra de Deus de
forma alegre e simples;
 Desenvolver a capacidade de pensar e expressar ideias;
 Expandir a capacidade de criação;
 Ensinando a respeitar e amar ao próximo, formando cidadãos de bens para a
sociedade.
PÚBLICO ALVO:
O projeto será desenvolvido com crianças de 7 a 11 anos.

METODOLOGIA:
O plano de ação foi projetado e planejado para ser realizado no departamento
infantil, durante programações do mês de junho, junto da equipe do ministério
infantil, seguindo as normas e regras da instituição.
As crianças foram recepcionadas pelas professoras da escola dominical com
muita alegria e entusiasmo, apresentando também a equipe do estágio que irá
realizar as atividades. Logo após iniciou-se um louvor, conduzido pela líder do
ministério infantil. Então a líder passou a palavra para nossa equipe que deu início
aos trabalhos.
Realizamos a contação de uma história bíblica “A Parábola do Semeador”
com o auxíliode diversos materiais como o uso de fantoches, para que desta forma
pudéssemos atrair a atenção das crianças e numa linguagem infantil, para que
houvesse um registro visual da história e seus personagens. Houve interação dos
personagens com as crianças durante a apresentação, fazendo algumas perguntas
para elas levando a reflexão e se colocar no lugar do outro, foi um momento bem
descontraído onde houve a participação de todos. A referente história, ela foi
trabalhada em todas as aulas do estágio referente ao cumprimento do horário. Cada
aula teve algum fato da história levado em destaque, também foram realizadas
atividades de registro, onde todas estagiárias auxiliaram no atendimento as crianças
com os materiais. Ainda foram realizadas brincadeiras durante as aulas, sempre que
houvesse tempo vago. As crianças participaram com alegria e entusiasmo das
atividades.

CRONOGRAMA:
O plano de ação tem como tempo estimado 2 horas dia, sendo o mesmo
executado em 4 dias.
AVALIAÇÃO:
A avaliação será feita através do comportamento individual de cada criança,
da participação e interesse das atividades propostas e criticidade das crianças.

2.4. PRÁTICA DO CAMPO E AS TEORIAS – PRÁXIS

O estágio é um componente obrigatório para obter o diploma no curso de


licenciatura em Pedagogia, que também é visto como algo essencial para o futuro
professor, pois nos aproxima da realidade, aliando a teoria com a prática, o estágio
em diferentes contextos tem como objetivo, a análise reflexiva, por meio de
observações e prática, que por sua vez tem a finalidade de desenvolver e aplicar um
projeto de intervenção no ambiente não escolar e oferece ao acadêmico atividades
como planejar, coordenar, executar e avaliar, experiências de estrema importância .
Portanto o estágio visa promover o conhecimento sobre esta área e práticas
para o pedagogo, auxiliando para que quando venha a trabalhar nesta área já possa
ter o conhecimento sobre a pedagogia em ambiente não escolar.
Observar as palestras ministradas em comunidades evangélicas e Igrejas
quanto a metodologias e estratégias de ensino; conhecer as diversas faixas etárias e
suas características com o aprender; ministrar aulas/palestras de ensino bíblico ou
treinamento; vivenciar o dia a dia dos programas realizados nestes locais de ensino
bíblico, são atividades que fazem parte do estágio diferentes contextos.
Durante o estágio e nossos observações foi possível perceber a importância
que a instituição dá em reunir-se regularmente, para prestar culto a Deus, e
proclamar a mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Estudando as sagradas
escrituras, visando o doutrinamento e a edificação espiritual para cultivar a
comunhão, o bom relacionamento e a fraternidade cristã.
O pastor que é o líder da instituição é a pessoa que cuida dos demais
membros da igreja, exercendo liderança, ele ajuda as pessoas a crescer, exortando,
corrigindo, aconselhando e ensinando a viver de acordo com a palavra que lhes é
ensinada. O pastor é aquele que ensina outras pessoas a seguir a Bíblia, explicando
o que ela significa. Isso pode ser feito através da pregação, de estudos bíblicos ou
conversas pessoais. Assim, o trabalho de pastor e de professor muitas vezes se
cruzam. Os pastores e líderes da instituição estão sempre abertos a ajudar e
aconselhar.
A instituição bem como o presente estágio diferentes contextos deve
desencadear um processo constante de ação-reflexão-ação sobre o fazer
pedagógico, a fim de alcançar uma educação com qualidade, politizada, ética e
estética que contribua no desenvolvimento de sujeitos críticos, reflexivos, solidários,
cooperativos e responsáveis, buscando uma participação consciente na sociedade.
Durante o período de estágio foi possível ver o importante papel do pastor
como dos demais líderes nos mais diversos processos em que a instituição trabalha,
é perceptível que antes de ser líder, cada indivíduo é um ser único. A liderança não
deve ser entendida como um processo sem a relação com a atividade educacional,
a liderança deve sempre estar atenta as consequências que as suas decisões
podem impactar para a vida do indivíduo, tanto nos aconselhamentos como na
pregação da palavra e profecia de fé que a própria acredita.
Logo em contra partida o membro possui deveres como: manter conduta
compatível com os princípios espirituais, éticos e morais de acordo com os
ensinamentos da Bíblia Sagrada, bem como frequentar habitualmente as atividades
da igreja, exercer com zelo e dedicação as funções para as quais forem escolhidos e
zelar pelo patrimônio moral e material da igreja.

Durante as observações foi possível vivenciar a realidade do pedagogo em


um contexto não escolar, desenvolvendo um plano de ação compatível ao espaço
observado, levando em consideração a implementação de ações, formação
continuada, palestras, debates, sessões de estudo, visitas e demais fazeres
específicos do campo de estágio.

O líder do ministério infantil pode ser considerado um professor, pois deve


apresentar os mais recentes métodos e materiais pedagógicos para o ensino da
Bíblia, como auxiliar os alunos na estruturação dos pensamentos, deveres e seus
direitos, junto a instituição trabalhar textos, livros, vídeos, imagens, músicas e
dinâmicas para a dinamização das aulas, ser capaz de evangelizar as crianças,
compreender o processo de ensino/aprendizagem na Educação Cristã, aprender
sobre a prática do evangelismo e missões.

O professor do ministério infantil deve construir com seus alunos uma boa
relação para que assim possam juntos construir uma boa vivência e conhecer a
realidade, focando nos objetivos que a própria instituição tem como referência,
compreendendo a necessidade de brincar, louvar, pintar, desenhar....

A criança também aprende observando, vendo algo do que apenas


escutando, então quando se faz uso de recursos visuais a atenção das crianças
aumenta e a absorção da história será maior, por isso a necessidade do pedagogo
estar se atualizando e buscando novas maneiras de atrair a atenção das crianças
para que ele contribua com os processos de aprendizagem das crianças.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o período de estágio de Diferentes Contextos, foi possível observar


na instituição uma série de fatores que chegam a somar no nosso conhecimento
como futuras pedagogas, numa nova forma de trabalho, tipo de planejamento e
diversidade de público atendido.

A prática do estágio favorece abundantemente na descoberta de um mundo


novo, cheio de desafios, constituindo um processo dinâmico de aprendizagem nas
diferentes áreas de atuação do futuro profissional de Pedagogia, com situações bem
realistas, levando o acadêmico a entender, compreender e aplicar na prática.

O estágio é um eixo articulador entre a teoria e prática, é a chance do futuro


professor entrar em contato com a realidade profissional em todas as suas
implicações, para conhecê-la melhor e para assim desenvolver as suas
competências e habilidades necessárias, aplicando seus conhecimentos teóricos e
metodológicos ao longo do curso, de forma a ampliar seus conhecimentos.

Podemos vivenciar a teoria na prática, aprendermos a planejar as nossas


ações, aplicá-las, reformulá-las, a relacionarmos com os educadores tanto na
educação formal quanto na informal, a observar e refletir sobre tudo.

O professor não está limitado, antes constrói uma teoria adequada à singular
situação do seu cenário e elabora uma estratégia de ação adequada. O
autodesenvolvimento profissional dos professores permeia nessa dinâmica reflexiva.

Fica evidente que o professor ao abordar histórias, deve ter clareza, domínio,
estratégia, para que a criança tenha entendimento da história que está sendo
passada. Todavia foi evidenciado que a partir de suas concepções e princípios as
docentes contemplam essencialmente os eixos de trabalho e designam às histórias
outras finalidades como: atender as datas comemorativas, execução de
projetos, dentre outros. Esses fatos demostram um desafio a ser enfrentado pelas
docentes, o que exige um processo de formação contínua ou seja necessita mais de
uma compreensão sobre a dimensão literária que abarca a prática das histórias
como patrimônio cultural os cuidados quanto ao que é oferecido nas escolas,
sugerindo análise e pesquisas constantes sobre as obras, as maneiras de

abordá-las, e o real papel que a literatura deve exercer neste contexto .


Concluímos que o presente estágio foi enriquecedor e contribuiu muito para o
nosso crescimento profissional, fornecendo conhecimento que a teoria não
possibilita, isso é muito significante, pois desenvolver um projeto e aplicá-lo na sua
totalidade nos abre a visão com relação ao mundo que nos rodeia. Neste estágio, o
campo de atuação permitiu a aquisição de novas experiências de exercício
profissional que irão auxiliar em outros fazeres, abrindo diversas possibilidades de
trabalho. Com certeza o aproveitamento desse momento irá contribuir ao longo da
nossa trajetória profissional como pedagogas.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Plenitude, Edição Revista e


Corrigida, 1995.

GIRARDELLO, Gilka. Imaginação: arte e ciência na infância. Pro-Posições, Ago


2011, vol.22, no.2, p.72-92. ISSN 0103-7307.
PANAMBI, Igreja Assembleia de Deus, Estatuto da Igreja. 23 de maio de 1989.

RODRIGUES, Edvânia Braz Teixeira. Cultura, arte e contação de histórias.


Goiânia, 2005.
AGOSTINHO, Kátia Adair. O espaço da creche: que lugar é este?
In 27ª Reunião Anual ANPEd, Caxambu, 2004. Disponível em
htttp://www.anped.org.br/reuniões/27/gt07/t073.pedf Acesso em 30 de maio
de 2021.
https://pedagogiaaopedaletra.com/o-pedagogo-em-espacos-nao-escolares/

Acesso em 02 de junho de 2021.

https://ideiasparaoministerioinfantil.club/dicas-para-dar-aula-na-ebd-infantil/

Acesso em 09 de junho de 2021.

É hora da roda,vamos ouvir uma história? A contação de histórias como


possibilidade de humanizar tempos e espaços na educação infantil
Fernanda Gonçalves; Gisele Gonçalves. Zero-a-seis, 01 January 2013, Vol.15(27),
pp.144-167. Acesso em 30 de maio de 2021.
A arte de contar histórias na educação infantil
Franciele Ribeiro Sousa; Sandra Luzia Wrobel Straub. Eventos Pedagógicos, 01 July 2014, Vol.
pp.122-131 [Periódico revisado por pares]. Acesso em 30 de maio de 2021.

A prática da contação de histórias por professoras da educação infantil


Maria Irene Miranda; Valéria Silva. Ensino em revista, 01 October 2019, pp.745-762 [Periódico
revisado por pares]. Acesso em 30 de maio de 2021.

https://youtu.be/CQMB0RiO-Oc Acesso em 17 de junho de 2021.

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