Você está na página 1de 7

27/05/2021 Florestas e paisagens

Historia e Natureza
1

Sua resposta Respostas dos colegas de turma

Florestas e paisagens 
Paulo Augusto Almeida 26 de abr.
O ano de 1970 foi marcado por simbolismos ligados à comemoração do primeiro Dia Mundial da Terra
(22 de abril) e a sua designação como Ano Europeu da Conservação da Natureza. Em 1972 foi
realizada em Estocolmo, na Suécia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano,
considerada um marco para a valorização de uma agenda governamental voltada aos assuntos
ambientais.
Recentemente, no Rio de janeiro, foi reinaugurado o jardim zoológico municipal, agora sob o nome de
espaço Bio Parque, na Quinta da Boa Vista. Quais os impactos das várias transformações ocorridas no
espaço ambiental original, existente desde a chegada dos jesuítas e, posteriormente, da corte
portuguesa no Brasil?

COMO ERA A PAISAGEM ORIGINAL DA QUINTA DA BOA VISTA NOS SÉCULOS XVI e XVII?
Durante os séculos XVI e XVII, a região onde hoje está a Quinta da Boa Vista era uma fazenda de
Jesuítas. Entre 1572 e 1583, era uma grande sesmaria pertencente aos jesuítas, com 155.000 metros
quadrados de área arborizada, com espécies nativas e exóticas importadas, que se estendia do Rio
Comprido até Inhaúma e foi desmembrada em três engenhos: Fazenda do Engenho Velho, Fazenda do
Engenho Novo e Fazenda de São Cristóvão. Originalmente, o prédio era a sede da Fazenda de São
Cristóvão. No ano 1759, os religiosos foram retirados do lugar e a área passou a ser ocupada por
alguns fazendeiros.

Um dos aspectos explorados pelo texto de DORA CORRÊA é a discussão do uso da noção de paisagem
na história ambiental latino-americana e, dentro desta, o caso brasileiro. Nesse sentido, coloca-se para
re exão, o seguinte desa o: avaliar as diversas transformações realizadas no ambiente da Quinta da
Boa Vista, ao longo de 3 séculos e como os diversos espectadores enxergam aquele espaço histórico -
político - cientí co - cultural, ou no dizer da nossa autora “diretamente pelos nossos próprios olhos ou,
indiretamente, pelo olhar de outra pessoa”.

1 resposta

Paulo Augusto Almeida 27 de abr.


“O
último século das florestas tropicais?

“As
florestas são o lar de mais de 80% de todas as espécies terrestres”
[I].
A maior parte dessa
biodiversidade concentra-se nas florestas tropicais [..]
[…]
Um estudo baseado em 20 anos de dados satelitares (1990-2010),
coletados em 34 países, mostra forte aceleração do desmatamento
líquido (desmatamento bruto menos reflorestamento): “a taxa de
perda de floresta nos trópicos aumentou em 62% na primeira década
do milênio em relação aos anos 1990.
https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 1/7
27/05/2021 Florestas e paisagens
do milênio em relação aos anos 1990.
Historia e Natureza
1
[..] A
causa primeira do declínio atual das florestas tropicais é
obviamente oSua resposta
avanço Respostas
da fronteira dos colegas
agropecuária, de turma
impulsionado pela
globalização do capitalismo e por uma rede muito interconectada de
megacorporações que controlam toda a cadeia alimentar, dos insumos
ao consumo final”. (MARQUES,
Luiz. Jornal da Unicamp. 07 ago 2017. Disponivel em:
https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/luiz-marques/o-ultimo-seculo-das-florestas-
tropicais.
Acessado em 27abr21.

O
título alarmante do texto foi proposital, visando alertar as
autoridades responsáveis de diversos países do mundo, para a
perspectiva sombria de perda total da camada florestal do planeta, no
próximo século.
Fazendo,
aqui um contraponto com o texto de CLÁUDIA
LEAL e do prof. JOSÉ A. PÁDUA, entendo que tal premissa não deve
prosperar, visto que há esforços concentrados e, alguns difusos, de
várias nações preocupadas com o futuro do planeta, em especial,
quando os autores afirmam
que “As
florestas úmidas são as últimas fronteiras desse vasto processo de
expansão” e, ainda: “Permanecem zonas consideradas remotas e
peculiares, em parte devido à vegetação emaranhada e à presença
de grupos indígenas com suas próprias línguas e costumes. Parecem
ser fronteiras perpétuas, territórios definidos pela
marginalidade”.

Dessa
forma, lanço o seguinte desafio para discussão: Avaliar o
impacto ambiental, na atualidade, fruto da exploração sistemática
das florestas tropicais da América latina e caribenha, por vários
séculos. (aspectos físicos, sociais e políticos - contribuições
e prejuízos).

Responder

Mariana Alves 26 de abr.


O Texto da autora Claudia Leal nos apresenta brevemente as dinâmicas de ocupação das chamadas
orestas úmidas, bem como as mudanças na percepção dos signi cados dessas orestas. Ao analisar
o caso da oresta amazônica do território brasileiro, ela apresenta as mudanças de perspectiva em um
espaço temporal de mais de dois séculos. O que ela reconhece, ao meu ver, é quase que uma síntese
do segundo texto. Com a passagem do tempo, essa paisagem se altera sicamente e nos seus
signi cados.
Um das de nições que a Dora Corrêa cita para explicar o que é paisagem é o fato de ser "percepção,
mas também, para alguns, o percebido". Há claramente uma mudança nos números que mostra o
https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 2/7
27/05/2021 Florestas e paisagens
,p g , p ç q
aumento no desmatamento após os anos 60 (percebido), assim como como esse espaço é
Historia e Natureza
interpretado por quem observa a oresta amazônica brasileira (percepção).
1

Responder
Sua resposta Respostas dos colegas de turma

Vinícius Potrich 27 de abr.


Adorei a forma didática e leve que o texto de Claudia Leal trata as orestas tropicais, porém, meu
destaque vai a um ponto do texto de Dora Corrêa. Neste texto, achei interessante como a autora
aproxima a História Ambiental da História Econômica muito mais que da História Cultural. De fato, após
ler o texto, me parece óbvio que a riqueza da análise econômica - com o destaque à relação humano-
ambiente - seria de enorme auxílio aos primeiros historiadores que se prestaram a estudar a História
Ambiental no Brasil, especialmente nos estudos de paisagem. Anteriormente, eu nunca havia parado
para re etir sobre isso. Talvez, antes me soasse mais pertinente associar a História Ambiental com a
História Cultural por ambas serem campos mais recentes comparadas à tradicional História
Econômica.

Responder

Tatiana Kaus 27 de abr.


Podemos pensar a paisagem como algo que retrata um momento histórico, práticas e atividades de
uma determinada sociedade e também a própria característica geográ ca de uma determinada região.

Como vimos na última aula, a paisagem física também é resultado de relações humanas. Nesse
sentido, é importante pensar na relação entre os processos sociais e os impactos do desenvolvimento
econômico sobre as paisagens e o meio ambiente.

Com o texto sobre a Amazônia de Claudia Leal, ca mais que evidente a importância das orestas para
o Brasil e para o mundo e em especial, a oresta amazônica que é a maior oresta tropical do mundo e
60% de sua área localiza-se no Brasil.

Não por acaso, na última cúpula do clima realizada semana passada, o desmatamento da Amazônia
apareceu no debate que reuniu diversos chefes de estados e que enfatizaram a necessidade de
mudanças no estilo de vida e na cooperação entre governos e entidades privadas para reduzir o
desmatamento. Claro que houve vários discursos vazios e poucas ações concretas, mas o futuro das
orestas e em especial, da oresta amazônica, é pauta de debates há bastante tempo. É bastante
complexo pensar em uma economia e em praticas agrícolas que sejam sustentáveis sem que haja
desmatamento. E com as atuais políticas ambientais, é evidente que acabar com o desmatamento
ilegal é algo improvável de ser alcançado.

Responder

daniel 27 de abr.
Logo no nal do texto "Fronteiras orestais", áreas de conservação são citadas como ações que
reduziram a velocidade de desmatamento. Mas considerando que o texto é de 2013 e o cenário político
brasileiro mudou um pouco nesses 8 anos, queria que você comentasse de que forma essa a rmação
mudou ou se manteu.

Responder
https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 3/7
27/05/2021 Florestas e paisagens

Historia e Natureza
1
Marcello Prado 27 de abr.
Destaco no artigo de Sua
Corrêa a informação
resposta dita que ´´são
Respostas raros osde
dos colegas trabalhos
turma dentro de uma história
ambiental brasileira e latino americana que debruçam sobre uma disseminação de paisagem enquanto
uma categoria cientí ca``. É essencial esse trabalho porque contextualiza bem essa area da historia
ambiental, servindo como um documento importante para compreender os trabalhos realizados no
brasil e no mundo atual principalmente na America, que já foram produzidos e que estão hoje sendo
desenvolvidas. Destaco agora no artigo documental do museu Deutsches de Leal, pag 65 que diz que
´´a historia ambiental nos permite ver múltiplas cidades por novos ângulos sublinhando a
complexidade da natureza urbana e America Latina``, bastante interessante porque percebemos a
valorização do espaço verde e as praias em eventos comemorativos realizados em tempos atuais e
dentro de propriedades privadas com a pratica de lazer, portanto o estudo comportamental da
sociedade e a procura de moradias com ambientes naturais, transmite a relação do ser humano com a
natureza, ressaltando sempre o papel fundamental das autoridades em realizar com êxodo a
conscientização de preservação, principalmente em ambientes públicos, evitando degradação e sujeira
conservando a paisagem ambiental de um determinado país.

Responder

Fernanda Paes 27 de abr.


Em História Ambiental e a paisagem, Dora Corrêa, trata dos diferentes usos da categoria paisagem nos
trabalhos latino-americanos de história ambiental, demonstrando como a palavra apresenta um caráter
polissêmico e a grande questão entre materialidade X percepção. No artigo Fronteiras Florestais, de
Claudia Leal, a autora fala das orestas tropicais úmidas da América Latina, das transformações e
dinâmicas criadas nesses ambientes. Leal, que não faz uso do termo paisagem no artigo, analisa as
orestas tanto por sua materialidade, ao descrever seu clima e vegetação, mas também as percepções
feitas desse espaço ao longo do tempo, como, por exemplo, a ideia dos naturalistas do século XIX que
acreditavam que as orestas tropicais eram lugares sublimes e de perdição.

A leitura de ambos me suscitou algumas questões, principalmente o texto da Dora Corrêa. Quanto ao
debate do meio natural como materialidade ou percepção quei pensando como na História Ambiental
esses espaços, em muitos estudos, são fontes, vestígios de antigas dinâmicas de produção e se
enxergá-los somente como materialidade não seria acreditar que o documento é fonte de verdade.

Responder

Andressa Braz 28 de abr.


O texto de Dora Shellard traz interessantes questões que permitem re etir também os textos da aula
anterior. Enquanto estes apresentavam a paisagem como uma fonte histórica e a perspectiva de uma
história feita a partir dela, Shellard nos leva ao princípio básico da pesquisa historiográ ca, a de nição
dos conceitos a serem trabalhados.

A autora demostra a polifonia do conceito de paisagem e as diferentes abordagens que surgem disso.
Longe de procurar estabelecer uma de nição única, deixa claro como cada interpretação leva a uma
perspectiva diferente sobre a natureza e como ela será abordada na pesquisa. Trabalhar com a
paisagem como materialidade, percepção ou materialidade e percepção cria problemas e respostas
distintas, ampliando as formas de entendimento da história ambiental.

https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 4/7
27/05/2021 Florestas e paisagens

Ao nal do texto a autora coloca que para os historiadores a paisagem do passado chega por meio dos
Historia e Natureza
documentos como representação. Isso me faz pensar que ideia de representação por si só já cria
1
outras di culdades conceituais e de pesquisa. E também que, se sempre acessamos como
representação, o estudo da paisagem do passado então seria restrito a entender como essa paisagem
foi representada peloSua
autor/a da fonte que
resposta olhamos?dos
Respostas Nãocolegas
haveriade
outras
turmachaves interpretativas
possíveis?

Responder

Patricia Rosa 28 de abr.


A partir das discussões na aula de ontem sobre paisagens urbanas, me lembrei do Plano Diretor da
Cidade do Rio de Janeiro de 2011. Em seu artigo 2º, constava que "a paisagem da Cidade do Rio de
Janeiro representa o mais valioso bem da Cidade, responsável pela sua consagração como um ícone
mundial e por sua inserção na economia turística do país, gerando emprego e renda".

Considerando a conclusão da Dora Correa de que sempre partimos de uma representação para o
estudo da paisagem, quei me questionando se todas as representações possíveis [possíveis no
sentido de verossímeis] são igualmente contempladas no processo de de nição de uma paisagem,
ainda mais quando essa paisagem é considerada o bem mais valioso de uma cidade.

É possível falar de uma única paisagem para o Rio de Janeiro? Ou são paisagens em disputa? Como se
de nem políticas públicas a partir desse conceito, se me parece que as paisagens podem ser tão
distintas quanto os grupos interessados? Fazem sentido essas perguntas?

Responder

Isabela Kiselar 28 de abr.


No texto de Corrêa (p. 61-62), na parte em que ela fala sobre a ideia da natureza como paisagem
selvagem e indomável, tratando dessa ideia sob uma ótica racial a partir das análises de Claudia Leal
Leon sobre os processos de extração de recursos naturais e colonização de exploração nas orestas
tropicais da América Latina, comecei a pensar sobre as construções simbólicas na composição de
paisagens no sentido subjetivo, cultural e social dentro das narrativas históricas e até que ponto elas
conversavam com a materialidade, com registros concretos: a imagem de grupos étnicos tidos como
selvagens na composição do cenário natural e sua relação e consonância com processos naturais e
bené cos ao meio ambiente. No m do artigo de Leal, ela discute brevemente sobre "a lógica de que
grupos étnicos têm práticas ambientais sustentáveis" (p. 57) e como isso in uencia em políticas
públicas de demarcação de áreas de conservação e territórios étnicos, por exemplo.
Para mim, isso evidencia o diálogo pautado por Corrêa entre as Histórias Cultural, Ambiental,
Econômica e Social, pois mostra de que maneira as noções de paisagem interagem entre seus
aspectos de materialidade objetiva (as árvores, os minérios, os relevos, o espaço urbano, etc.) e de
construções subjetivas a partir de processos e transformações humanas (a ideia de raça, o comércio, a
narrativa cientí ca, a literatura, etc.). Assim, quais são os preconceitos re etidos na análise e
observação de uma paisagem? Como falar de um espaço físico sem referir à construções culturais do
mesmo?

Responder

Victoria Alvim 28 de abr.

https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 5/7
27/05/2021 Florestas e paisagens
Li os textos dessa semana ainda com as discussões das aulas anteriores muito quentes na minha
Historia e Natureza as re exões sobre agência e sujeitos ocultos nas paisagens, por isso quei
cabeça, principalmente,
1 muito instigada a questionar se talvez a própria paisagem não seja um sujeito oculto da História, além
de pensar a diversidade de conceitos e entendimentos que a categoria cientí ca carrega, pensar não só
como cenário ou percepção e percebido mas pensar a historicidade de suas relações ambientais e sua
Sua resposta Respostas dos colegas de turma
relação com as produções humanas. Por exemplo, no artigo “Sujeitos ocultos na paisagem”, é

mencionada a existência de uma antiga fazenda de cana de açúcar que na atualidade se tornou um
ponto turístico de trilhas na cidade de Paraty, na abordagem a paisagem é pensada com uma fonte
para re etir sobre os processos de transformação da sociedade humana e a memória construída sobre
elas, e não como um potencial sujeito dessa mesma narrativa.

Responder

Gustavo Basta 28 de abr.


Um fenômeno chama a atenção da historiadora Dora Corrêa: o crescente uso do vocábulo “paisagem”
na produção historiográ ca, em particular na história ambiental, e a diversidade de enfoques
empregados ao termo. Seguindo o conselho de Richard Muir ela não propõe um conceito único, mas
sugere o diálogo entre a produção historiográ ca e a investigação das raízes do termo, uma vez que
muitos autores desconhecem as bases teóricas do conceito paisagem. Procurando descrever como o
vocábulo foi empregado pela historiogra a ao longo do tempo ela passa pelo século XIX e XX e en m
centra esforços em artigos e livros produzidos na esfera da História Ambiental num espectro temporal
entre meados dos anos 1990 e 2011. Sua intenção é a de apresentar um “panorama que sintetiz[e] a
forma pela qual temos de nido e trabalhado com a noção de paisagem”. Constata que não houve uma
discussão teórica própria sobre a ideia de paisagem e que não é praxe esclarecer o que o vocábulo
está denotando, mas percebe a predominância de enfoques da paisagem como fenômeno visual e a
tensão entre objetividade e subjetividade, sua redução à percepção ou ainda à materialidade (ou os
dois). Termina por reconhecer a interdisciplinaridade da História Ambiental e sugerir uma discussão
metodológica sobre o uso das paisagens pretéritas, principalmente aquelas intermediadas por
documentos, ou seja, retratadas. Seu artigo, a meu ver, propicia uma útil visão de como autores
experientes têm mobilizado o conceito de paisagem. Também constata que a uidez e ambiguidade
características do termo estão presentes. A preferência pelo vocábulo, que pode passar por diversos
motivos (objetividade, subjetividade, moda, etc.) e as maneiras as quais lidamos com a tensão
natureza-cultura, presentes em muitos objetos de pesquisa, me parecem ser aspectos distintos a
serem analisados. Por ser ambíguo o termo paisagem não resolve a questão, que talvez nem precise
ser resolvida. A princípio uma categoria visual, sua apropriação pela geogra a (física), que a de niu
segundo sua conveniência, transformou-a em categoria cientí ca, rompendo a união natureza –
sociedade que jazia no vocábulo (o "paysage" francês e o "landschaft" germânico, apesar de suas
diferenças). A partir daí o vocábulo serve tanto a uma tendência de se falar espacialmente do objeto de
pesquisa, como de algo mais abstrato, como numa “paisagem sonora”. Seguindo Blanc-Pomard &
Raison (p. 67), devido à polissemia do vocábulo bastaria que explicássemos o que se entende por
paisagem sempre que utilizássemos o termo. Além disso a História poderia, a meu ver, se aventurar por
manipulações pragmáticas (paisagem primária ou secundária - retratada), ou ainda por novos
vocábulos/conceitos. Dialogar extra-muros com outras tantas especialidades (Filoso a, Artes,
Geologia) que passam pelos mesmos problemas é outra sugestão. Deixo exemplos em anexo, com
interseção à minha atividade original.

https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v11_1/PDF11-1/111-1-85%20.pdf

http://www.geoturismobrasil.com/artigos/resumos%2044cbg/gnaisse%20facoidal.pdf

https://www.researchgate.net/publication/276378186_Cognicao_e_paisagem_no_processo_civilizatori
https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 6/7
27/05/2021 Florestas e paisagens
p g p g p g p
o_andino_a_matriz_do_lugar_como_chave_para_decifrar_Machu_Picchu/link/575d67bc08ae414b8e4f1
Historia e Natureza
ec4/download
1

Responder Sua resposta Respostas dos colegas de turma

victor amadeu 28 de abr.


As perspectivas dos Textos de Claudia Leal e D. Corrêa buscam demonstrar como a história ambiental
se relaciona com diferentes campos da historiogra a. É possível perceber que no textos que o
aperfeiçoamento da história bienal propicia um melhor diálogo com outros elementos da história
cultural, social e política da América Latina e Caribe. Essa representação da história ambiental passa a
ser mais maximizada quando ela registrada não só pela fontes documentais escritas, como também
por meio da cultura material (pinturas, esculturas , estátuas e mosaicos). Essa cultura material da
história ambiental é muito expressada nas pinturas que mostra a agência da natureza conferindo um
esplendor que emoldura os acontecimentos históricos da América Latina e Caribe.

Responder

Clarissa Monteiro 4 de mai.


Lendo o texto da Valéria Fernandes foi impossível não lembrar sobre a infestação de gafanhotos que
virou notícia em 2020 e que na época gerou preocupação no âmbito econômico por causar danos às
plantações. Eu não tinha o conhecimento de que esse problema fosse tão antigo, e tão presente na
história da América Latina a ponto de ser necessário mobilizações políticas e comitês para lidar com
ele. O texto da Magali Robero Sá é muito interessante para re etir acerca da in uência da colonização
na questão das doenças dos trópicos.

Responder

https://classroom.google.com/u/0/c/MzAxNzk4MDQwMzE5/sa/MzI2NjcyMzQ5NDQz/submissions/by-status/and-sort-name/done 7/7

Você também pode gostar