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Universidade Federal do Pará

Campus universitário de Ananideua/Tucurui

Licenciatura em História.

Luzinalva de Sousa Barbosa.

Tucuruí

2021
Texto 1: FUNARI, Pedro P. A; SILVA, Glaydson José da.
Teoria da História. São Paulo: Brasiliense, 2008, pp. 13-53.

1- “A historiografia de gregos e romanos posteriores aos


três autores (Heródoto, Tucídides e Aristóteles) tratados
inspirou-se a eles, ainda que nada um tenha enfatizado
alguns aspectos ou características da História” (p. 24).
De forma geral, apresente as ideias dos 3 autores citados
e as influências (desdobramentos e críticas) deles na
historiografia greco-romana e no cristianismo;
(FUNARI; SILVA, 2008, p. 1)
Heródoto é considerado como o pai da História, para
ele o papel de historiador é de suma importância
para a historiografia.
Ele enfatiza que a função do historiador é narrar
história, a partir dos relatos contados oralmente para
assim depois descrevê-lo, portanto, os testemunhos
são fontes necessárias para que a história não seja
esquecida. Heródoto deixa claro que ele mesmo é
testemunho direto, pois ele viu, ouviu e contestou a
veracidade dos fatos.
Tucídides continua com a historiografia grega,
porém oposta à de Heródoto. Com isso, busca
romper as ideias de Heródoto. Para Tucídides, a
história só tem importância se ela for contemporânea
de sua época, com as buscas das causas últimas e
profundas, ou seja, as suas causas imediatas, e
escritas de obras literárias, a busca da verdade
como em um tribunal.
Aristóteles, pensador grego é considerado uma
referência sobre a epistemologia da história, apesar
de nunca ter escrito uma obra de história. No seu
contexto ele dirige-se que não é papel de historiador
narrar o que aconteceu, mas sim representar o que
poderia vir acontecer. Portanto, a poesias
se relaciona ao universal, e a história ao particular.
Para ele, a poesia era tudo aquilo que poderia
acontecer, diferente da história que era o que já
tinha acontecido. Mediante as ideias aqui abordadas
por esses três pensadores grego romanos, onde
cada um deles discute a historiografia e seus
pressupostos, é importante notarmos as percepções
distintas e suas influências sobre o estudo
apresentado. Para esses pensadores, a
historiografia grego romana sofreria grandes
transformações com o cristianismo, certamente
essas mudanças não eram favoráveis à todos, pois
os pensamentos seriam mais voltado a crença, o
sagrado e o profano. Portanto sua história seria
voltado para fé em Deus.
3- A escola metódica formada por historiadores
“fortemente marcados pela derrota na guerra franco-
prussiana de 1870 e pela pesquisa histórica alemã,
fatores que muito influenciaram o pensamento histórico
na França no contexto da III República (1870-1940)” (p.
34). Comente as bases dessa influência em relação aos
documentos e ao método presentes na revista Revue
historique.
O trauma sofrido pelos franceses, devido a derrota do
exército, marcou também com a ruptura na historiografia
do período, fazendo com que a nação obtivesse uma nova
história nacional, que fosse ela criada ou recriando
identidades. Com base nisso, muitos dos principais
historiadores franceses do período, tiveram seus estudos
na Alemanha.
Onde todos buscam na sua crítica e no rompimento, de
modo que prevalecesse uma história que fosse
constituída de significados, e fundamentada na existência
de documentos, principalmente escritos.
Portanto, a ruptura da revolução evidência de uma
experiência contrária, que acabavam os liames de
continuidade da história Nacional. Tendo como
impossível de ser representada por uma nação que
dispusesse de um passado e de valores comuns.
Contudo, essas preocupações dos historiadores para com
a autenticidade da história, e as explicações dos
problemas políticos, assim criou-se a historiografia que
foi voltada para a história nacional. Onde sua maior
preocupação foi na Constituição de ideias de identidade,
que a partir daí, que muitos desses historiadores foram
todos como metódicos.
Então o "nascimento" da escola foi-se publicado como
primeira matéria da revista Revue Historique.
É notório que o avanço da história têm se tornando uma
difícil tarefa para os historiadores, até mesmo para
aqueles mais qualificados da época, pois era quase
impossível está totalmente integrado sobre todas as
descobertas. Por isso, a revista Revue Historique tinha
essa preocupação sobre suas publicações que fossem
postadas apenas trabalhos originais, deixando seus
leitores por dentro de toda a verdade.
Texto 2: CADIOU, François et al. Como se faz a história:
Historiografia, método e pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes,
2007, pp. 47-81.

1- “História é a narração de fatos tidos por verdadeiros,


ao contrário da fábula, que é a narração de fatos tidos
por falsos” (p. 47). Comente essa citação do verbete de
Voltaire, que elementos fundamentam o seu
argumento?
As fábulas são narrações do passado, e para Voltaire a
forma em que os povos antigos transmitiam isso não
havia uma finalidade de análise crítica dos fatos, apenas o
propósito de observar. Esses fatos narrados oralmente
poderiam ser aumentados, falsificados ou alterados. Pois
não havia documento escrito, e para ele não é
considerado história, principalmente por esse quesito,
quando se há crítica, quando se é visto e argumentado é
história. Além de ter os documentos escritos, a história
deve conter a explicação dos fatos demonstrando as
fontes e seguindo o método rigoroso (Henri de Lea
Popeliére; 2007; p.53). Toda via, os historiadores devem
explicar cada fato apresentado de modo minuncioso,
contendo somente a verdade.
Antes do Iluminismo as narrações eram usadas a favor da
monarquia, a partir dele, as contradições foram
legitimadas e usadas, para Voltaire a história surge com
isso. Esse contexto usado, é exemplificando que a partir
do Iluminismo, onde há a arte de ilustrações e no
decorrer à razão da ciência, é que existe a história onde
as pessoas deixam de acreditar nas fábulas contadas
sobre as religiões.
A história constituída é algo para abrir a mente e
esclarecer as ideias, e de acordo com Voltaire é
necessário que as pessoas deixam de lado a visão das
narrações bíblicas onde contém fábulas e devem focar
nos acontecimentos verdadeiros, onde estão dados
científicos com tal verdade explícita.
Ele ampliou assim o ramo da história (algo
importantíssimo e marcante) dando importância para a
economia e a política nos dados da revolução da
historiografia explicando e introduzindo.

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