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Universidade Federal do Pará

Campus Universitário de Ananindeua


Faculdade de História Programa Forma Pará

Disciplina: Seminário de Ensino de História

Turma: Tucuruí/2020.

Semestre: 2021.02

Docente: Prof. Dr. Carlos Augusto Bastos

Discentes: Cristina do Nascimento Pereira, Luzinalva Sousa Barbosa.

Compreende-se que para se chegar a uma definição sobre o que se implica como história local
os autores analisam e refletem sobre o tema de forma ampla na teoria, historiografia e
metodologia de como se dá o referido tema, uma vez que história local é entendida como uma
modalidade de estudos históricos que contribuem para a construção dos processos
interpretativos, se faz necessário entender o conceito de região primeiramente, para que as
demais definições sejam compreendidas, como bem nos apresenta Durval Muniz de
Albuquerque em seu artigo, que embora a produção historiográfica do pais, costume proliferar
as atividades acadêmicas, temas culturais, artísticos e políticos reivindicando para si essa
identidade, pouco se problematiza e estuda sobre o conceito de região (p.55), não podemos
definir como acontecimento histórico, determinado assunto ou história de determinado lugar
somente o que se ocorre dentre os limites geográficos pré-determinados, por tanto
compreendemos que o termo região não vem a ser tão discutido como deveria, pois quando se
fala, é automático pensar em territórios com suas devidas características, mas ao estudar, vemos
que não se trata apenas disso. Há um contexto histórico e teórico por trás.

A definição de origem da região é algo recorrente à Idade Média, que haviam outros
significados, mas que agora é divergente então é importante saber desses relatos históricos para
que possamos entender o que região representa hoje nos dias atuais. Discutir sobre tal é pensar
nos indivíduos que perderam seus locais de origem, é falar também sobre a grande exclusão que
ocorreu nesse processo político e histórico, sabendo assim de todo o desenvolvimento como
professores de história, devemos aplicar isso de forma correta, para que o conteúdo
exemplifique assuntos enraizados e principalmente tabus regionalistas. Para fortalecer sua
critica o autor nos acrescenta ainda: “ Por tanto, o historiador que e interessa pela região, por
qualquer recorte espacial que assim é nomeado, deve estar atento para os afrontamentos
políticos, as lutas pelo poder, as estratégias de governo, de comando, os projetos de domínios e
de conquistas que ai estão investidos, que fizeram parte de sua instalação e demarcação, que
estabelecem as fronteiras e os limites que agora podem reivindicar como sendo naturais,
ancestrais, divinos ou legítimos” ( p.58)

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