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0 INTRODUÇÃO

Você sabia que mais da metade dos municípios brasileiros não dão destino adequado aos
resíduos sólidos urbanos?

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos


(ABRELPE), das quase 62 milhões de toneladas de lixo geradas em 2011, mais de 23 milhões
de toneladas seguiram para lixões e aterros controlados. Já as outras 6,4 milhões sequer foram
coletadas quantidade que encheria 45 estádios do Maracanã.

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2.0 LEGISLAÇÃO

A Lei Federal 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS),
concedeu prazo até 2 de agosto de 2014 para que a destinação final ambientalmente adequada
de resíduos e rejeitos estivesse implantada no País. Apesar das disposições da Lei, a gestão de
resíduos sólidos no Brasil ainda se mostra deficitária e carece de adequação.

Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2013, 11ª edição do relatório anual da
ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais,
lançado em 04 de agosto de 2014, o País registra a presença de lixões em todos os Estados e
cerca de 60% dos municípios brasileiros ainda encaminham seus resíduos para locais
inadequados.  De acordo com a nova edição do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil,
cuja pesquisa abrangeu 404 municípios, representando mais de 45% da população brasileira,
foram geradas mais de 76 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos no ano passado, o
que representa um aumento de 4,1% em relação a 2012, índice bastante superior àquele
verificado em anos anteriores.

Conforme os dados apresentados no Panorama, é justamente a destinação final o ponto mais


deficiente no sistema de gestão de resíduos brasileiro. Apenas 58,3% dos resíduos sólidos
urbanos coletados têm destinação final adequada. Esta situação se mantém praticamente
inalterada em relação ao cenário de 2012. A outra parcela, que corresponde a 41,7% do que é
coletado e totaliza 28,8milhões de toneladas por ano, é depositada em lixões e aterros
controlados, que pouco se diferenciam dos lixões, em termos de impacto ambiental.

Os dados do Panorama 2013 revelam que 3.344 municípios ainda fazem uso de locais
impróprios para destinação final de resíduos. Desse total, 1.569 municípios utilizam lixões,
que é a pior forma de destinação, com o descarte de todos os materiais diretamente sobre o
solo, sem nenhum cuidado e nem tratamento.  No entanto vale ressaltar que, para o correto
funcionamento de um sistema de gestão de resíduos, não basta que o mesmo contemple
apenas um sistema de destinação final adequado. Algumas ações prévias à destinação devem
ser implementadas, a fim de que o mesmo seja considerado adequado. Dentre essas
atividades inclui-se a separação dos resíduos e a coleta seletiva dos mesmos, a fim de
viabilizar seu posterior encaminhamento para processos de reciclagem. Nesse quesito,

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2.1 Figura 01. Legislação

2.2 Figura 02. Legislação

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2.3 Figura 03. Legislação

novamente o Brasil não apresentou avanços, apesar de ser outro ponto de cumprimento
obrigatório segundo a PNRS.

Em 2013, pouco mais de 62% dos municípios registraram alguma iniciativa nessa área, contra
60,2% em 2012. O estudo da ABRELPE mostra que embora seja expressiva a quantidade de
municípios com iniciativas de coleta seletiva, muitas atividades são restritas à
disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores.

3.0 LIXÃO

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Há diversas formas de tratar o lixo, a mais usada é justamente a pior: os lixões. Eles são
depósitos de lixo a céu aberto, popularmente conhecidos como vazadouros, lixeiras ou lixões.
Ele é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do
solo. Neste local, não há sistema de tratamento de efluentes líquidos o chorume (líquido que
escorre do lixo, fruto da decomposição da matéria orgânica). Em consequência disso, este
líquido penetra pela terra, com substâncias contaminantes para o solo e para o lençol freático.

Com o passar do tempo, o lixo atrai insetos e ratos, aumentando o risco de contaminação,
principalmente para aqueles que costumam trabalhar nesses espaços. Muitas crianças,
adolescentes e adultos costumam tirar seu sustento a partir desses lixões, catando comida e
materiais recicláveis para vender. No lixão, os resíduos ficam expostos sem nenhum
procedimento que evite suas consequências ambientais e sociais negativas.

4.0 ATERRO CONTROLADO

Com o objetivo de amenizar os depósitos a céu aberto, foram criados os aterros controlados,
uma categoria intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente, ele é uma célula
próxima ao lixão, que foi remediada, ou seja, que recebeu cobertura de grama e argila.

De acordo com a Recicloteca, a nomenclatura mais adequada seria lixão controlado. Nesta
situação, há uma contenção do lixo que, depois de lançado no depósito, é coberto por uma
camada de terra. Este sistema minimiza o mau cheiro e o impacto visual, além de evitar a
proliferação de insetos e animais. Porém, não há impermeabilização de base (o que evitaria
que o material contamine o solo e o lençol d’água), nem sistema de tratamento do chorume ou
do biogás.

5.0 ATERRO SANITÁRIO

O aterro sanitário é a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos. O diferencial dele é a
responsabilidade com que se trata o lixo a ser armazenado no local. Tudo é pensado,
preparado e operado de maneira racional para evitar danos à saúde pública e ao meio
ambiente desde a escolha da área até a preparação do terreno, operação, determinação de vida
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útil e recuperação da área após o seu encerramento. Trata-se de um projeto arrojado de
engenharia.

Antes de iniciar a disposição do lixo, o terreno é preparado com a impermeabilização do solo


e o selamento da base com argila e mantas de PVC. Com esse processo, o lençol freático e o
solo não são contaminados pelo chorume.

Há, também, um sistema de captação desse líquido para posterior tratamento – ele é coletado
por meio de drenos, encaminhado para o poço de acumulação, de onde, nos seis primeiros
meses de operação, é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Após esses seis meses,
quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado é
encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.

Os aterros sanitários também contam com um sistema de captação e armazenamento ou


queima do gás metano, resultante da decomposição da matéria orgânica.

Ao final da vida útil do aterro sanitário, a empresa que o opera é responsável por efetuar um
plano de recuperação do terreno.

O aterro sanitário desempenha um papel de fundamental importância para a vida humana,


pois é nele que são depositados todos os resíduos sólidos vindo de diversos locais. Assim
passando por processos até ser finalizado.

O aterro sanitário desempenha um papel de fundamental importância para a vida humana,


pois é nele que são depositados todos os resíduos sólidos vindo de diversos locais. Assim
passando por processos até ser finalizado.

Contribuindo para a redução de lixo e proporcionando uma melhor qualidade de vida. A


matéria orgânica contida nos resíduos urbanos sofre decomposição anaeróbica, gerando o
biogás bruto. Para utilização desta fonte de energia, cuja combustão libera produtos tóxicos e
poluentes.

Nele são dispostos resíduos domésticos, comerciais, de serviços de saúde, da indústria de


construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto. São construídos, na maioria das vezes, em
locais distantes das cidades. Isto ocorre em função do mau cheiro e da possibilidade de
contaminação do solo e de águas subterrâneas.
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Porém, existem, atualmente, normas rígidas que regulam a implantação de aterros sanitários.
Estes devem possuir um controle da quantidade e tipo de lixo, sistemas de proteção ao meio
ambiente e monitoramento ambiental.

É de fundamental importância, pois solucionam parte dos problemas causados pelo excesso de
lixo gerado nas grandes cidades.

Existem critérios de distância mínima de um aterro sanitário e um curso de água, uma região
populosa e assim por diante. No Brasil, recomenda-se que a distância mínima de um aterro
sanitário para um curso de água deve ser de 400M.

Dependendo do lugar, há alguns tipos específicos de aterro sanitário, tais como:

Aterros de resíduos sólidos urbanos Lixão Aterro controlado Aterro sanitário Bioreator
Centrais de compostagem aterros de resíduos de construção.

6.0 ATERROS SANITARIOS INDUSTRIAIS

Aterro Industrial é um local adequado para destinação final de resíduos sólidos produzidos
por indústrias. A instalação de um aterro industrial tem por objetivo diminuir os impactos
ambientais decorrentes das atividades industriais. O aterro industrial deverá conter
basicamente em sua estrutura física: a impermeabilização das trincheiras, o tratamento de
efluentes, o tratamento dos gases, a drenagem de águas pluviais e os barracões de reciclagem,
armazenagem e manutenção. O aterro industrial deverá ter responsável técnico, programa de
gestão, saúde e segurança e monitoramento ambiental. Os resíduos sólidos são classificados
como: Classe I (Perigosos), II - A (Não-Perigosos - Não-Inertes) e II - B (Não - Perigosos -
Inertes) de acordo com a NBR 10.004. Os órgãos responsáveis pelo licenciamento e pela
fiscalização dos serviços são de nivel federal, estadual e municipal.

7.0 ATERROS NÃO CONTROLADOS

 “Lixão”
 Sem controle de acesso;
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 Sem controle de constituição de resíduo;
 Sem controle de lançamento, compactação;
 Sem sistemas de: Impermeabilização de base, Cobertura, Drenagem de gases;

8.0 ATERROS SANITÁRIOS

 Acesso restrito
 Controle da composição dos resíduos
 Controle de lançamento e deposição
 Sistemas de: Impermeabilização de base
 Cobertura diária e final

9.0 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DESTINADOS AO ATERRO SANITÁRIO:

 Doméstico: gerado basicamente em residências;


 Comercial: gerado pelo setor comercial e de serviços;
 Industrial: gerado por indústrias;
 Hospitalares: gerado por hospitais, farmácias, clínicas, etc.
 Especial: podas de jardins, entulhos de construções e animais mortos.

10.0 E ASSIM AS PRINCIPAIS TÉCNICAS DE ATERRO SANITÁRIO


COMPREENDEM:

 Controle de deslocamentos verticais e horizontais;


 Controle do nível e da pressão nos Líquidos e pressão de biogás no maciço do aterro;
 Controle da descarga de líquidos percolados/lixiviador através de drenos;
 Inspeções periódicas, buscando-se Indícios de erosão, trincas entre outros;
 Controle tecnológico dos materiais de Construção empregados nas obras civis.

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11.0 Figura 05. Aterro Sanitário

12.0 Figura 02. Aterro Industrial

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BIBLIOGRAFIA

1. Lixo Cenários e Desafios - Autor: Waldman, Mauricio, Editora: Cortez - Temas:


Ecologia, Meio Ambiente, Biologia 2013
2. http://www.inea.rj.gov.br/Portal/MegaDropDown/Licenciamento/Residuos/index.htm
&lang=

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