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ESTADO DE SANTA CATARINA

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

Instrução Normativa nº 001/2006 / DIVS / SES

Estabelece critérios a serem adotados pelas


Gerências Regionais de Saúde das Secretarias
de Desenvolvimento Regional e aos Serviços de
Vigilância Sanitária das Secretarias Municipais
de Saúde, relacionados à atividade de Análise de
Projetos Básicos de Arquitetura de Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde e de Interesse da Saúde,
que desenvolvem atividades Básicas e de Média
Complexidade.

A DIRETORA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA da Secretaria de Estado da Saúde, no uso


de suas atribuições regimentais constantes do Decreto nº 4793, de agosto de l994, em
especial o seu art. 44, e CONSIDERANDO:

- A realização de Curso de Capacitação em Média Complexidade para


Análise de Projetos Básicos de Arquitetura de Estabelecimentos de Saúde e de
Interesse da Saúde, direcionados à Arquitetos e Engenheiros Civis;
- Que os profissionais capacitados devem representar Instituições de níveis
Regional e Local que tenham competência e atribuição para desenvolver
atividades de Vigilância Sanitária;
- A atividade de Análise e Avaliação de Projetos Básicos de Arquitetura é inerente
à Autoridade de Saúde e, portanto, exclusiva e privativa da Vigilância Sanitária;
- A Descentralização da Atividade de Análise de Projetos Básicos de Arquitetura
de Estabelecimentos de Saúde e de Interesse da Saúde, que desenvolvem
atividades Básica e de Média Complexidade aos Serviços de Vigilância Sanitária
das Gerências Regionais de Saúde e das Prefeituras Municipais;
- A necessidade de estabelecer os critérios para protocolização, tramitação e
informação dos processos relacionados à análise de projetos, nas instâncias
regional e local;

RESOLVE:

1 - Todos os projetos de arquitetura dos Estabelecimentos de Saúde e de Interesse


da Saúde, que desenvolvem atividades Básicas e de Média Complexidade, deverão
ser registrados no sistema de protocolo utilizado pelos Serviços de Vigilância Sanitária
da Gerência Regional de Saúde ou Secretaria Municipal de Saúde em que serão
executados;

2 - O Setor de Protocolo autuará a documentação, garantindo que estejam


cumpridas as exigências documentais mínimas para solicitação de análise do Projeto
Básico de Arquitetura/PBA, qual seja, Formulário de Petição, Comprovante de
pagamento da Taxa Estadual e/ou Comprovante de Isenção, ART - Anotação
de Responsabilidade Técnica correspondente ao projeto e Projeto Básico
de Arquitetura (Relatório Técnico e Projeto Arquitetônico), devendo atribuir
numeração ao processo, com o devido registro em sistema próprio (manual ou
eletrônico), onde conste a data de entrada;

3 - O processo composto conforme descrito no item anterior deverá ser encaminhado


ao profissional capacitado e atribuído para o exercício da atividade de análise de
projetos que, por sua vez procederá a analise observando a ordem cronológica de
entrada no Setor;

4 – Deverá ser criado e estabelecido sistema de registro e controle dos processos em


tramitação, com registro das providências tomadas e Pareceres Técnicos emitidos;

5 - Quando da emissão de Parecer Técnico, além da cópia que deve ser anexada
ao respectivo processo, a VISA remeterá uma cópia ao interessado, mantendo o
processo:
a. Em arquivo temporário, no caso do projeto não ter sido aprovado, aguardando
manifestação do interessado;
b. Em arquivo definitivo, com cópia do projeto aprovado, no caso do projeto ter
logrado aprovação.

6 - As respostas aos pareceres de projetos não aprovados, deverão dar entrada


no Setor de Protocolo, onde serão juntadas ao respectivo processo, arquivado
temporariamente, com posterior encaminhamento ao Setor de Análise, reiniciando sua
tramitação;

7 - Quando da aprovação do projeto, duas (02) vias originais receberão os registros


desta aprovação, com todas as pranchas que compõem o projeto arquitetônico e todas
as páginas do relatório técnico carimbados, sendo que uma das vias será anexado ao
processo e outra entregue, formal e oficialmente, ao interessado;

8 - Os registros de aprovação devem conter, no mínimo: o termo APROVADO,


informação da Norma (Decreto, Portaria, Resolução etc.) utilizada para tal, o número
do Parecer Técnico que o aprova, a data da aprovação, além de assinatura, nome,
habilitação, nº de registro no CREA/SC, número da matrícula e, se for o caso, número
de Portaria de atribuição de competência;

9 – Devem ser encaminhadas, até o 5º dia útil de cada mês, ao Núcleo de Análise
de Projetos da Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde,
informações a tramitação dos processos e as providências tomadas;

10 - A presente Instrução Normativa terá vigência a partir da data de sua publicação,


tornando sem efeito qualquer disposição em contrário.

Florianópolis, 27 de março de 2006.

Raquel Ribeiro Bitencourt


Diretora de Vigilância Sanitária

Publicada no Diário Oficial nº 17.853, de 29 de março de 2006.