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ATIVIDADE INDIVIDUAL

Disciplina: Módulo:

Aluno: Turma:

Tarefa:

Matriz de atividade individual


Um dos pilares de sustentação da geração e disseminação do conhecimento é a gestão
adequada do capital humano da organização. As relações sociais e interpessoais, o trabalho em
equipe e os processos de liderança passam a ser considerados mais relevantes e devem ser vistos
sob uma nova perspectiva na organização da época em que vivemos.
Os tempos de rápida mudança, a era da instantaneidade, inspiraram novos papéis para a
liderança, baseados menos em habilidades e estilos pessoais e mais dependentes das
competências das relações entre pessoas, exigidas pela complexidade da interdependencia. A
interconexão contemporânea se reflete na rede de produção. A diferença na era atual é  que
estamos em um mundo geralmente interconectado, e o imediatismo é inserido devido a rápida
chegada do futuro.
Então, no que se refere à liderança, pode-se dizer que é um fenômeno de participação
coletiva, repleto de escolhas constantes para atingir os objetivos do plano, devendo se destacar e
saber lidar com os conflitos que ocorrem naturalmente e fazem parte do relacionamento
interpessoal que está em constante mudança (SAMPAIO, 2004).
Do ponto de vista cultural, no que se refere ao papel do líder, a liderança é considerada
uma ação simbólica, que representa a influência em metas e estratégias, compromissos e
consentimentos, e essas ações envolvem atingir metas, manter e identificar o que é necessário no
comportamento do grupo e a cultura da organização.
Muitos são os desafios encontrados pelos líderes que vivem essa nova realidade, e
características como a lealdade e flexibilidade do tempo, ou até as relações sociais e problemas
com comunicação afetam o seu cotidiano.
No Brasil há ainda vestígios de uma importante lealdade dos subordinados para com o seu
líder, geralmente os que têm sua base na liderança carismática, porém com as mudanças
constantes e inclusões culturais, esse modelo vem desaparecendo.
Para D'Avila (2005), atualmente a lealdade vem se deslocando em seu vínculo relacional.
Passamos a ser mais leais aos nossos valores, desde a nossa ética as carreiras que construímos
nas decisões e recomendações. Não somos leais a uma organização, causa ou indivíduo em
particular. Somos de fato responsáveis por nossa atitude para com eles podendo classificar
algumas ações como simbolicamente leais, mas fiéis a causa que construímos todos os dias. É isso
que nós mantêm ativos e acredita nas pessoas, causas e organizações para as quais queremos
trabalhar, dando-nos essas oportunidades.
Durante esse levantamento, observamos que no mundo corporativo de hoje, ações básicas
podem ser reconhecidas como atos de lealdade, como a simples atitude de não falar mal da
empresa e dos colegas diante dos outros ou honrar o compromisso e a palavra assumida com a
organização e demonstrar interesse e dedicação pelas necessidades da empresa mantendo-se fiel
aos próprios princípios, independente das circunstâncias.
Para tanto, deduz-se que os líderes precisam modificar os paradigmas existentes para
ajudar as organizações a se prepararem para o futuro, o que envolve a descoberta de novos
conhecimentos e a reformulação de seus paradigmas por meio de experiências pessoais e coletivas
e de dados, informações e conhecimentos adquiridos. Os líderes precisam rever criticamente a
forma como gerenciam a organização, as decisões que tomam agora e planejar as ações futuras
com mais segurança. Nesse sentido, é necessário avaliar as decisões e soluções tomadas e fazer
um uso adequado dela com a experiência de vida para que se apresentem soluções criativas e
inovadoras.
Líderes bem sucedidos percebem de forma dinâmica as diferentes necessidades dos
colaboradores, realizam ações diferenciadas em situações específicas e as combinam com o fato
de estarem cientes das próprias limitações de gestão e buscarem constantemente melhorias
técnicas e pessoais, mantendo uma relação social agradável e harmonioso.
Equipes que mantêm relações sociais agradáveis e frutíferas estão mais propensos a
aceitar as mudanças de forma não impactante. E a boa comunicação é essencial para isso, pois na
arte de ouvir e falar, com propriedade e oportunidade, está o segredo da convivência harmoniosa
e produtiva.
Desempenhar um papel de liderança no momento que estamos passando é ainda mais
desafiador. Isso porque temos diferentes gerações ocupando espaço no mercado de trabalho, e
muitos temas estão sendo atendidos, como questões de diversidade, mulheres e minorias, novos
cenários econômicos e, enfim, o mundo corporativo está se tornando cada vez mais complexo.
Com base nas ideias apresentadas neste trabalho, é  certo que não existe liderança sem cultura. A
própria liderança é uma expressão cultural e intercultural que envolve questões e conflitos
relacionados a líderes e seguidores nos mais diversos ambientes organizacionais, regionais,
nacionais e internacionais.
A liderança parece precisar estar em sintonia fina entre o líder e a cultura na qual ele
trabalha. Na verdade, a liderança consiste em conversas coordenadas e aleatórias e outros
comportamentos de comunicação que transmitem a consciência coletiva da comunidade.

Referencias

CHU, R. A. JUNIOR, T. W. Cultura Organizacional brasileira pós-globalização. Global ou


local?. Rap – Rio de Janeiro, 42(5):969-91, set./out., 2008.

D'AVILA, L. A. L. Lealdade nas atuais relações de trabalhos. Universidade do Vale do Rio dos
Sinos IHU, Rio Grande do Sul, v. 14, n. 3, 2005.

PIRES, J. C. de S. MACÊDO, K. B. Cultura organizacional em organizações públicas no


Brasil. Rap. Rio de Janeiro 40(1):81-105, jan./fev., 2006.

SAMPAIO, A. Comportamento e Cultura Organizacional. Universidade Autônoma de Lisboa,


Lisboa, 2004.

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