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TIPOLOGIAS E PROCESSOS DE CRIATIVIDADE NA AULA DE PORTUGUÊS

Helfas Samuel Cumbane –Estudou Curso Básico de Formação de Professores Primários


(ADPP-EPF Gaza); Licenciado em Ensino Básico com habilitações em Supervisão e Inspecção
Escolar. Docente no SDEJT-Chibuto.
Endereços: helfas16cumbane@gmail.com;
Facebook: Helfas Samuel

0.INTRODUÇÃO

O trabalho tem como objecto de estudo Tipologias e processos de criatividade na aula de


Português ” e visa de forma geral compreender as Tipologias e processos de criatividade na aula
de Português.

Para materializar este objectivos iremos de forma especifica: conceituar criatividade, identificar
os tipos de criatividade; correlacionar os tipos de criatividade e apresentar as suas vantagens e
desvantagens no processo de ensino da língua Portuguesa como L2.

Em termos estruturais, o nosso trabalho apresenta: Introdução, Desenvolvimento, Conclusão, e


Bibliografia. Não obstante, para a elaboração deste trabalho, em termos metodológicos,
recorremos a leitura de diversos manuais e outras fontes bibliográficas, onde fizemos uma leitura
sintética a volta do tema em estudo.
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1.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1.Conceitos

A criatividade é a ferramenta mais adequada para encontrarmos maneiras de fazer mais com
menos, de reduzir custos, de simplificar processos e sistemas, de aumentar lucratividade, de
encontrar novos usos para produtos, de encontrar novos segmentos de mercado, dediferenciar o
seu curriculum, de desenvolver novos produtos e muito mais.

Criatividade é uma maneira de ser, de viver. O primeiro passo é exercitar todo o seu potencial de
gerar ideias. Acostumar-se a criar a maior quantidade de ideias sem préjulgar enhuma. Lembre-
se de que você só conseguirá chegar a uma excelente ideia se você tiver muitas outras para optar.

Walt Disney disse certa vez que Criatividade é como ginástica: quanto mais se exercita, mais
forte fica. Comece já. Nas próximas páginas você encontrará exercícios para iniciar este treino,
individualmente ou em grupo.

Existem várias definições diferentes para criatividade. Para Ghiselin (1952), "é o processo de
mudança, de desenvolvimento, de evolução na organização da vida subjectiva".

Criatividade é o processo que resulta em um produto novo, que é aceito como útil, e/ou
satisfatório por um número significativo de pessoas em algum ponto no tempo" (Stein, 1974)

Criatividade representa a emergência de algo único e original" (Anderson, 1965)

Criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no


conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a
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respeito das deficiências;testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados"


(Torrance, 1965)

1.2.Tipos de criatividade

Pode-se classificar segundo o lugar de origem e a forma como se manifesta. Um exemplo de


classificação por lugar de origem é a seguinte:

 Criatividade individual: é a forma criativa expressa por um indivíduo


 Criatividade colectiva ou de grupo: é a forma criativa expressa por uma organização,
equipe ou grupo. Ela surge geralmente da interacção de um grupo com o seu exterior ou
de interacções dentro do próprio grupo.

1.3.A correlação dos tipos de criatividade

1.3.1.Potencial criativo

Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm
suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados,
propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro FRANZE &
VUNGUIRE (s.d).

Quando as pessoas sabem que suas acções serão valorizadas, parecem tender a criar mais. O
medo do novo, o apego aos paradigmas são formas de consolidar o status quo. Quando sentem
que não estão sob ameaça (de perder o emprego ou de cair no ridículo, por exemplo), as pessoas
perdem o medo de inovar e revelam suas habilidades criativas verdadeiro FRANZE & VUNGUIRE
(s.d).

Algumas pessoas acreditam que ver a criatividade como habilidade passível de desenvolvimento
é um grande passo para o desenvolvimento humano, enquanto outras têm a visão de que a
criatividade é uma habilidade inata, ligada a factores genético/hereditários e, portanto,
determinista.

1.3.2.Processo criativo

Durante o processo criativo, frequentemente distinguem-se os seguintes estágios:


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 Percepção do problema. É o primeiro passo no processo criativo e envolve o "sentir" do


problema ou desafio.
 Teorização do problema. Depois da observação do problema, o próximo passo é
convertê-lo em um modelo teórico ou mental.
 Considerar/ver a solução. Este passo caracteriza-se geralmente pelo súbito insight da
solução; é o impacto do tipo "eureka!". Muitos destes momentos surgem após o estudo
exaustivo do problema.
 Produzir a solução. A última fase é converter a ideia mental em ideia prática. É
considerada a parte mais difícil, no estilo "1% de inspiração e 99% de transpiração".

1.4.Vantagens e desvantagens no processo de ensino da língua Portuguesa como L2.

Na aula de língua portuguesa, o espírito criativo surge sobretudo:

 Na construção de histórias imaginárias, de ideias pretendentes, de personagens capazes


de impressionar;
 Na expressão pessoal e profunda de sentimentos, de acções, de pensamentos;
 No gosto de jogar com as palavras e no uso da linguagem de forma diferente do usual e
imprevisível;
 Na capacidade de dar vida e de fazer visualizar situações, histórias, personagens;
 Na preocupação de intervir inovando, sem infringir a correcção da linguagem;
 Na visão diferente de problemas e situações, encontrar relações entre factos
aparentemente não relacionados;
 No jeito de humor com que são apreciadas situações e pessoas.

Todo o professor, e mais ainda o professor de português, deverá fomentar e valorizar o espírito
criativo dos seus alunos, tomando a criatividade como uma das metas permanentes de ensino-
aprendizagem da língua portuguesa e como um dos factores de domínio da língua verdadeiro
FRANZE & VUNGUIRE (s.d).. Nesse sentido, deve procurar ter o seguinte procedimento:

 Encorajar o pensamento individual e a expressão pessoal;


 Atribuir mérito a expressão pessoal;
 Encorajar e promover a integração de conhecimentos de varias áreas disciplinares;
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 Uma aula aberta a participação, sem imposições de ou autoritarismo;


 Uma aula que acolha os alunos abertos e espontâneos, com gosto – de fazerem/dizerem
"coisas novas";
 Uma aula em que se sugerem actividades criativas capazes de agradarem aos alunos;
 Uma aula em que a criatividade e avaliada como factor da competência comunicativa.
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3.CONCLUSÃO

Após realizar o trabalho, concluímos:

A criatividade deve caracterizar o trabalho do professor, devendo procurar explorar várias


potencialidades existentes nas crianças e na comunidade local. Todos os jogos devem reflectir a
realidade mais próxima da criança.

Sobre os tipos de criatividade destacamos: criatividade individual: é a forma criativa expressa


por um indivíduo e criatividade colectiva ou de grupo: é a forma criativa expressa por uma
organização, equipe ou grupo. Ela surge geralmente da interacção de um grupo com o seu
exterior ou de interacções dentro do próprio grupo.

Em relação a correlação dos tipos de criatividade, temos o potencial criativo onde quando as
crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos
ousados, propensos a agir de forma inovadora.

A criatividade no processo de ensino da língua Portuguesa como L2 é relevante na medida em


que, permite: a construção de histórias imaginárias, de ideias pretendentes, de personagens
capazes de impressionar; Na expressão pessoal e profunda de sentimentos, de acções, de
pensamentos; No gosto de jogar com as palavras e no uso da linguagem de forma diferente do
usual e imprevisível; Encorajar o pensamento individual e a expressão pessoal; e Atribuir mérito
a expressão pessoal;
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4.BIBLIOGRAFIA

 AMOR, Emília (1983), Didáctica do Português: Fundamentos e Metodologia, Lisboa:


Texto Editora.
 FRANZE Baptista & VUNGUIRE Geraldo Fernando . Manual do Curso de Licenciatura em
Ensino da Língua Portuguesa. Universidade Católica de Moçambique
 POPHAM, W. James e BAKER, Eva L. (1976), Táticas de Ensino em Sala de Aula, 1ª
ed., Porto Alegre: Editora Globo S.A.

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