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Enzimas:

Velocidade das reações


Interação Enzima - Substrato

A especificidade da função catalítica da enzima é devida à


sua natureza protéica.
A estrutura
t t altamente
lt t complexa
l d proteína
da t í fornece
f t t
tanto
o local adequado para uma dada reação, como a matriz
para reconhecer um grupo limitado de substratos.
Existem dois modelos de interação entre substrato
e enzima:
Chave- Fechadura

chave fechadura - sítio ativo rígido; apenas um tipo de substrato


Encaixe – Induzido

encaixe induzido - sítio ativo


ati o
mais flexível, onde a presença do
substrato causa modificação
conformacional da enzima
enzima,
“moldando” o sítio ativo para poder
se encaixar.
A relação
ç entre a velocidade de uma reação ç e a
concentração dos reagentes é chamada ordem da reação.
Quando a velocidade é constante, independente da
concentração dos reagentes, a reação é de ORDEM ZERO.
Se a velocidade é diretamente proporcional a concentração
dos reagentes, a reação é de PRIMEIRA ORDEM.

ORDEM ZERO
Em 1913, Leonor Michaelis e Maud Menten propuseram um
modelo de cinética enzimática
Vo=Vmáx[S]
Km+[S]

Constante de Michaelis concentrações fixas de enzima


concentrações
t õ b bem maiores
i de
d
substrato
A afinidade entre a enzima e o seu substrato pode ser
expressa pela constante de Michaelis (Km)
É a concentração
ç de substrato necessária p/
que ocorra a reação com metade da velocidade
máxima.
O Km pode ser considerado o inverso da medida da
afinidade da enzima pelo substrato.

Quanto menor o Km, MAIOR a afinidade pelo substrato.


Enzimas Alostéricas

Apresentam um gráfico de (velocidade de reação) V X [S] em uma curva


sigmóide, diferentemente da maioria das enzimas que apresentam
comportamento
t t descrito
d it pela
l equação
ã dde Michaelis
Mi h li e Menten,
M t apresentando
t d
um gráfico formando uma hipérbole.

Enzimas não Alostéricas – Seguem


a Cinética de Michaelis e Menten
Enzimas
E i Alostéricas
Al té i – Não
Nã seguem
a Cinética de Michaelis e Menten
As enzimas alostéricas são proteínas oligoméricas que apresentam
múltiplas subunidades têm estrutura quarternária. A ligação do substrato ao
sítio ativo da enzima pode afetar as propriedades de outros sítios ativos
na mesma molécula
lé l d
de enzima
i acarretando
t d em mudança
d conformacional
f i l
da enzima.

Uma das conseqüências de ter


múltiplas subunidades é o fato de que
cada subunidade catalítica tem seu
próprio sítio ativo. Isso significa que
uma enzima pode ligar mais de uma
molécula de substrato
substrato.
O resultado dessa interação entre
subunidades é que a ligação ao
substrato torna-se cooperativa, o
que lhe confere um gráfico sigmóide
de Vo X [S].
Significado da curva em
forma de S das enzimas
alostéricas

Em baixas concentrações de
substrato, a enzima está na
forma inativa (conformação
(
inativa). À medida que a
concentração do substrato é
aumentada, o substrato se liga
à enzima e desencadeia a
mudança de conformação da A curva em forma de S indica que a ligação
enzima para a forma ativa. do substrato é cooperativa. Como
D
Depoisi que a primeira
i i resultado da passagem para a conformação
molécula de substrato se ligou, ativa há um forte aumento da ligação do
a segunda molécula de substrato e, conseqüentemente, da
substrato
b t t e as subseqüentes
b ü t velocidade
l id d da d reação.
ã Q
Quando
d todos
t d os
ligam-se cada vez sítios ativos da enzima alostérica estão
mais facilmente. ocupados com moléculas de substrato, a
velocidade atinge um patamar.
patamar
Enzimas de Diagnóstico Clínico

As enzimas podem ser utilizadas nas Análises Clínicas de 2 formas


principais:

¾Como reagentes altamente específicos e sensíveis em reações


colorimétricas quantitativas;

¾Como indicadoras de lesão celular e tecidual. Nesse caso é o


extravasamento de enzimas do meio intracelular para o meio
extracelular causando um aumento da quantidade/atividade destas
no sangue;

¾Esta atividade pode ser medida e fornece importante informação


diagnóstica e da evolução de um quadro clínico
clínico.
A distribuição órgão-específica de algumas destas enzimas
permite a localização da lesão com bastante precisão.

Exemplos de doenças que podem ser diagnosticadas e


acompanhadas
p enzimaticamente são:

Enzima Principal fonte Principais aplicações clínicas


Amilase Gl. salivares, Enfermidade pancreática
pâncreas, ovários
Aminotransferases Fígado,
g , músculo Doenças
ç do p parênquima
q
(ALT, AST) esquelético, hepático, infarto , doença
coração, rim, muscular
eritrócitos
Creatinoquinase músculo Infarto, enfermidades
esquelético,cérebro, musculares
coração,
ç , músculo
liso
Fosfatase ácida Próstata e eritrócitos Carcinoma de próstata
Enzima Principal fonte Principais aplicações
clínicas
lí i
Lactato desidrogenase Coração, fígado, Infarto, hemólise, doenças
músculo esquelético, do parênquima hepático
eritrócitos, plaquetas,
nódulos linfáticos
Lipase
pase Pâncreas
â c eas Enfermidade
e dade papancreática
c eá ca

γ-glutamiltranspeptidase Fígado, rim Enfermidade hepatobiliar,


alcoolismo

Fosfatase alcalina Fígado, osso,


Fígado osso Doenças ósseas e
mucosa intestinal, enfermidades hepáticas.
placenta, rim