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04/10/2018

Leitos Porosos
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS ◦ Leito fixo: quando o sólido está em ◦ Leito fixo ou coluna de ◦ Leito fluidizado
FACULDADE DE TECNOLOGIA repouso. O fluido percola entre os recheios:
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA espaços vazios entre as partículas.
◦ Leito fluidizado: quando a velocidade do

OPERAÇÕES UNITÁRIAS 1 fluido é suficiente para provocar


movimento aleatório nas partículas no
leito.
UNIDADE II – COLUNAS, FLUIDIZAÇÃO
◦ Fluidização: grandes vazões do fluido,
Prof. Erick mourão que carrega os particulados – operação
de transporte.

Leitos Porosos Leitos Porosos


◦ Propriedades físicas do leito ◦ Colunas de Recheio: destilação, ◦ Densidade global (bulk) do leito (ρb)
adsorção, absorção, etc. ◦ Definida para quando o material está empacotado ou empilhado em um leito;
◦ Os leitos são caracterizados pela granulometria das ◦ Razão entre a massa do material e o volume total que ele ocupa.
partículas nele contidas: ◦ Depende do formato, tamanho e propriedades das partículas individuais.
◦ Área específica
◦ Porosidade
◦ Densidade
◦ Forma e tamanho de partículas isoladas: aula anterior.
◦ Para um conjunto de partículas, dependendo de como
estão dispostas, o leito pode ser fixo, fluidizado.

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Leitos Porosos Leitos Porosos


◦ Porosidade global (bulk) do leito (εb)
◦ Definida como a fração do volume total que está vazio; ◦ Área superficial específica do leito Superfície específica da partícula
v0
◦ Depende do formato, tamanho, distribuição do tamanho, rugosidade, tipo de empacotamento e razão entre
Para uma partícula esférica:
diâmetro da partícula e o diâmetro da coluna;
◦ Leito não é totalmente compacto: porosidade ou fração de vazios é o volume do leito não ocupado pelo
material sólido.
◦ São considerados apenas os espaços vazios existentes entre as partículas do leito;
◦ Poros internos das partículas não são considerados. Para partículas quase esféricas:

◦ Pode ser expressa em função da densidade da partícula (ρp) e da densidade aparente (ρap): ◦ (deq = diâmetro equivalente)
Φ = esfericidade
◦ (dp é o diâmetro da partícula)

Leitos Porosos – Leito Fixo


Leitos Porosos – Leito Fixo ◦ Perda de carga
◦ ΔP em leito fixo é proveniente: tubulações, placa de orifícios, ciclone etc e pelo leito de
◦ Fluido escoa através de uma fase sólida
partículas;
particulada estacionária.
◦ ΔP em leito fixo é determinada:
◦ Velocidade do fluido (v) é menor que a velocidade
mínima necessária para o leito expandir (vmf);
◦ v < vmf (velocidade mínima de fluidização);
◦ Leito não fluidiza – partículas permanecem ◦ Somando os dois regimes (laminar de Blake-
estáticas. Kozeny e turbulento de Burke-Plummer ), tem-
se a equação geral de Ergun que descreve a
◦ Exemplos de leito fixo: colunas de destilação,
queda de pressão de um fluido deslocando-se
secagem, extração s-l. em um leito poroso fixo:

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Leitos Porosos – Leito Fixo Leitos Porosos – Leito Fixo


◦ Partículas não esféricas
◦ A equação de Ergun inclui a esfericidade quando as partículas não são esféricas. Para ◦ Potência de bombeamento
isso, o diâmetro da partícula é multiplicado pela esfericidade (phi): ◦ A potência de bombeamento do fluido através do leito é determinada pela equação

150 f v0 L 1   2 1,75 f v02 L 1   


P  
D p2 3 Dp 3

150 f v0 L 1   2 1,75 f v02 L 1   


P  
 2p D p2 3  p Dp 3

Leitos Porosos – Leito Fixo Leitos Porosos – Leito Fixo


◦ Em leito fixo um fluido de trabalho (gás ◦ Velocidade real ou intersticial
ou líquido) alimenta a coluna (ou leito) ◦ A velocidade do fluido no interior de uma coluna
com velocidade superficial, q. advém da Eq. anterior, caso não houvesse a presença
da fase particulada. Havendo essa fase, o fluido
percolará tanto os poros das partículas quanto os
◦ Conhecendo a massa e o material do interstícios entre elas, conforme ilustra a figura ao
sólido que constitui o recheio determina- lado. A velocidade do fluido, associada ao escoamento
se Vs desse fluido entre as partículas, contidas em uma
coluna, é denominada velocidade intersticial, obtida
◦ A área conhecemos a partir do diâmetro por meio da eq. a seguir:
D da coluna

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Leitos Porosos – Fluidodinâmica em Leitos Fixos Leitos Porosos – Leito Fixo – Balanço em Colunas
◦ Darcy verificou que Δp/L (gradiente de pressão) é proporcional a q para vazões baixas
e que a constante de proporcionalidade assumia valores diferentes para fluidos com
viscosidades diferentes e para tipos diferentes de recheio (tamanho, forma). ◦ Operações:
◦ Assim, a equação de Darcy ou lei de Darcy é: ◦ Absorção
Escoamento lento –baixas ◦ Dessorção
velocidades superficiais
◦ Destilação extrativa
◦ Extração líquido-líquido

µ - viscosidade do fluido
K – permeabilidade do meio poroso (propriedadedo meio
que indica uma maior ou menor facilidade ao escoamento)
↑K ⇒maior facilidade de escoamento do fluido ↓Δp

Leitos Porosos – Leito Fixo – Balanço em


Colunas Balanço de Material
Fluidização
Balanço de Material Total Balanço de Material do componente A
◦ Introdução
◦ A fluidização baseia-se fundamentalmente na circulação de sólidos juntamente com
um fluido (gás ou líquido) impedindo a existência de gradientes de temperatura, de
Balanço de Entalpia (Energia) pontos muito ativos ou de regiões estagnadas no leito; proporcionando também um
maior contato superficial entre sólido e fluido, favorecendo a transferência de massa
Balanço de Entalpia Total
e calor.
◦ A eficiência na utilização de um leito fluidizado depende em primeiro lugar do
conhecimento da velocidade mínima de fluidização. Abaixo desta velocidade o leito
Balanço de Entalpia do componente A
não fluidiza; e muito acima dela, os sólidos são carregados para fora do leito.

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Fluidização
Baixa velocidade Fluidização
◦ O fluido não possui uma força de arraste suficiente para se sobrepor a força da
gravidade e fazer com que as partículas se movimentem: Leito fixo.
Alta Velocidade A fluidização ocorre quando
◦ Se o fluido tem alta força cinética, as forças de arraste um fluxo ascendente de fluido
e empuxo superam a da gravidade e o leito se escoa através de um leito de
expande e se movimenta: Leito fluidizado. partículas e adquire velocidade
P e o aumento da velocidade superficial v0
suficiente para manter as
partículas em suspensão, sem
◦ Enquanto se estabelece a fluidização o P
cresce, depois se mantém constante. que sejam arrastadas junto
Comprimento do leito quando aumenta v0 com o fluido.
◦ A altura (L) é constante até que se atinge o estado
de fluidização depois começa a crescer.

Tipos de Fluidização Tipos de Fluidização


(B) Fluidização agregativa:
(A) Fluidização particulada:
Ocorre quando as densidades das
• Ocorre quando a densidade das partículas e do fluído são muito
partículas é parecida com a do fluido diferentes ou quando o diâmetro das
e o diâmetro das partículas é partículas é grande.
pequeno.
• Não há formação de vazios. 1. Fluidização borbulhante
• Leito relativamente homogêneo. 2. Regime de pistonamento
3. Fluidização turbulenta
4. Fluidização rápida
5. Transporte pneumático

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Fluidização Fluidização
OA: Aumento da velocidade e da queda de pressão do fluído;
AB: O leito está iniciando a fluidização;
BC: Com o aumento da velocidade, há pouca variação na pressão de maneira instantânea devido à OA: Aumento da velocidade e da queda
mudança repentina da porosidade do leito; de pressão do fluído;
CD: A velocidade varia linearmente com a queda de pressão até chegar no ponto D. Após o ponto D, as AB: O leito está iniciando a
partículas começam a ser carregadas pelo fluído e perde-se a funcionalidade do sistema. fluidização;
BC: Com o aumento da velocidade, há
pouca variação na pressão de maneira
instantânea devido à mudança repentina
Transporte da porosidade do leito;
pneumático
CD: A velocidade varia linearmente com
a queda de pressão até chegar no ponto
Leito fluidizado
D. Após o ponto D, as partículas
vmf = velocidade começam a ser carregadas pelo fluído e
mínima de perde-se a funcionalidade do sistema.
Leito fixo va = velocidade
fluidização
de arraste

Fluidização Fluidização
Elutriação

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Predição do tipo de fluidização Predição do tipo de fluidização


A equação para a determinação da velocidade mínima:
O tipo de fluidização pode ser determinado pelo Número de Froude.

Quando NRe,mf < 20 ( partículas pequenas) o primeiro termo da equação pode ser
desprezado e quando NRe,mf > 1000 (partículas grandes) o segundo termo pode ser
desprezado. Se os valores de εmf e/ou o fator de forma Φ não são conhecidos as relações
abaixo são validas para um conjunto extenso de sistemas.
Definindo o número de A equação para a determinação da velocidade mínima torna-se: Porosidade mínima de fluidização
Reynolds como: Substituindo na equação temos:
Vvazios mf Vleito mf  Vtotal de partículas sólidas
 mf  
Vleito mf Vleito mf

Queda de pressão
Predição do tipo de fluidização • Quando a Fluidização começa, a queda de pressão no leito contrabalança a força da
Equação
gravidade nos sólidos.
• Em primeira aproximação vamos equacionar a queda depressão na mínima
fluidização, (Δp)mf, pela força exercida pelo gás no leito e a força da gravidade menos
empuxo. Desprezamos assim o atrito entre as partículas, forças eletrostáticas, etc.

Esta equação aplica-se a números de Reynolds na faixa de 0,001 a 4000 com uma
variação média de 25%. Na literatura encontram-se um conjunto extenso de
equações para o cálculo dos parâmetros discutidos neste tópico.

• Esta relação se aplica somente para o leito fluidizado, ou seja, desde a mínima
velocidade de fluidização até o transporte pneumático.

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Efeito da velocidade escoamento do fluido Velocidade mínima de fluidização


• Na Figura é mostrada a variação da altura e a correspondente variação da pressão ao Regime laminar
longo do leito em função da velocidade superficial. Quando o regime é laminar, a segunda parte do segundo termo da equação de Ergun é
insignificante em relação à primeira, logo temos:
• A relação entre altura do leito e porosidade
pode ser definida pela relação:

Substituindo

1  p ( mf )  p   f
2 3

vmf  g.Dp 2
Figura - Gradiente de pressão e altura do leito 150 (1   mf ) f
versus velocidade superficial.

Altura do leito poroso


Velocidade mínima de fluidização Quando inicia-se a fluidização, há um aumento da porosidade e da altura do
Regime turbulento leito. Essa relação é dada pela seguinte expressão:
Quando o regime é turbulento, o termo de velocidade na equação de Ergun é S S
insignificante em relação à velocidade ao quadrado, logo temos:
S L1 (1   1 )  S L2 (1   2 )
volume de sólidos volume de sólidos
Substituindo no leito fixo no leito fluidizado

L2 (1   1 )

p   f 
1/ 2
L1 (1   2 )
vmf  0,756  g  p ( mf ) 3 Dp 
  f 

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