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Behaviorismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Behaviorismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Página principal Behaviorismo (Behaviorism em inglês, de behaviour (RU) ou behavior (EUA): comportamento,
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conduta), também designado de comportamentalismo, ou às vezes comportamentismoPB, é
Eventos atuais
o conjunto das teorias psicológicas (dentre elas a Análise do Comportamento, a Psicologia Objetiva)
Esplanada
que postulam o comportamento como o mais adequado objeto de estudo da Psicologia.
Página aleatória
Comportamento geralmente é definido por meio das unidades analíticas respostas e estímulos.
Portais
Historicamente, a observação e descrição do comportamento fez oposição ao uso do método de
Informar um erro
introspecção.
Colaboração
Índice [esconder]
Boas-vindas
Ajuda 1 Tipos de Behaviorismo
1.1 Behaviorismo Clássico
Página de testes
1.2 Neobehaviorismo Mediacional
Portal comunitário
1.2.1 Edward C. Tolman
Mudanças recentes
1.2.2 Clark L. Hull
Estaleiro
1.3 Behaviorismo Filosófico
Criar página
1.4 Behaviorismo Metodológico
Páginas novas
1.5 Behaviorismo Radical
Contato
2 Argumentos behavioristas
Donativos
3 Críticas
Imprimir/exportar 4 Behavioristas famosos
5 Referências
Ferramentas
6 Ver também
Noutras línguas 7 Ligações externas
Български
Català Tipos de Behaviorismo [editar]
Česky
Como precedentes do Comportamentismo podem ser considerados os
Dansk
fisiólogos russos Vladimir Mikhailovich Bechterev [1] e Ivan Petrovich
Deutsch
Pavlov [2] . Bechterev, grande estudioso de neurologia e psicofisiologia,
English
foi o primeiro a propor uma Psicologia cuja pesquisa se baseasse no
Esperanto
comportamento, em sua Psicologia Objetiva[1] . Pavlov, por sua vez, foi o
Español
primeiro a propor o modelo de condicionamento do comportamento
Eesti
conhecido como condicionamento reflexo, e tornou-se conceituado com
Euskara
suas experiências de condicionamento com cães. Sua obra inspirou a
Suomi
publicação, em 1913, do artigo Psychology as the Behaviorist views it,
Français
de John B. Watson. Este artigo apresenta uma contraposição à
‫עברית‬
tendência até então mentalista (isto é, internalista, focada nos processos
Hrvatski
psicologicos internos, como memória ou emoção) da Psicologia do início Ivan P. Pavlov
Magyar
do século XX, além de ser o primeiro texto a usar o termo
Bahasa Indonesia
Behaviorismo. Também é o primeiro artigo da vertente denominada Behaviorismo Clássico.
Íslenska
Italiano
Behaviorismo Clássico [editar]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo[30/03/2011 13:29:20]
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日本語
O Behaviorismo Clássico (também conhecido como Behaviorismo Watsoniano, menos comumente
Psicologia S-R e Psicologia da Contração Muscular[3] ) apresenta a Psicologia como um ramo
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puramente objetivo e experimental das ciências naturais. A finalidade da Psicologia seria, então,
Lietuvių
prever e controlar o comportamento de todo e qualquer indivíduo.
Latviešu
Македонски A proposta de Watson era abandonar, ao menos provisoriamente, o estudo dos processos mentais,
Nederlands como pensamento ou sentimentos, mudando o foco da Psicologia, até então mentalista, para o
Norsk (nynorsk) comportamento observável[3] . Para Watson, a pesquisa dos processos mentais era pouco produtiva,
Norsk (bokmål) de modo que seria conveniente concentrar-se no que é observável, o comportamento. No caso,
Polski comportamento seria qualquer mudança observada, em um organismo, que fossem consequência de
Piemontèis algum estímulo ambiental anterior, especialmente alterações nos sistemas glandular e motor. Por
Română esta ênfase no movimento muscular, alguns autores referem-se ao Behaviorismo Clássico como
Русский Psicologia da Contração Muscular[3] .
Simple English O Behaviorismo Clássico partia do princípio de que o comportamento era modelado pelo paradigma
Slovenčina pavloviano de estímulo e resposta conhecido como condicionamento clássico. Em outras palavras,
Slovenščina para o Behaviorista Clássico, um comportamento é sempre uma resposta a um estímulo específico.
Српски / Srpski Esta proposta viria a ser superada por comportamentalistas posteriores, porém. Ocorre de se
Svenska referirem ao Comportamentismo Clássico como Psicologia S-R (sendo S-R a sigla de Stimulus-
Tagalog Response (estímulo-resposta), em inglês).
Tok Pisin
É importante notar, porém, que Watson em momento algum nega a existência de processos
Türkçe
mentais. Para Watson, o problema no uso destes conceitos não é tanto o conceito em si, mas a
Українська
inviabilidade de, à época, poder analisar os processos mentais de maneira objetiva. De fato, Watson
não propôs que os processos mentais não existam, mas sim que seu estudo fosse abandonado,
中文
mesmo que provisoriamente, em favor do estudo do comportamento observável. Uma vez que, para
Watson, os processos mentais devem ser ignorados por uma questão de método (e não porque não
existissem), o Comportamentismo Clássico também ficou conhecido pela alcunha de Behaviorismo
Metodológico.
Watson era um defensor da importância do meio na construção e desenvolvimento do indivíduo. Ele
acreditava que todo comportamento era consequência da influência do meio, a ponto de afirmar que,
dado algumas crianças recém-nascidas arbitrárias e um ambiente totalmente controlado, seria
possível determinar qual a profissão e o caráter de cada uma delas. Embora não tenha executado
algum experimento do tipo, por razões óbvias, Watson executou o clássico e controvertido
experimento do Pequeno Albert, demonstrando o condicionamento dos sentimentos humanos
através do condicionamento responsivo.

Neobehaviorismo Mediacional [editar]

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O Behaviorismo Clássico postulava que todo comportamento poderia ser modelado por conexões S-
R; entretanto, vários comportamentos não puderam ser modelados desta maneira. Em resposta a
isso, vários psicólogos propuseram modelos behavioristas diferentes em complemento ao
Behaviorismo Watsoniano. Destes podemos destacar Edward C. Tolman, primeiro psicólogo do
comportamentalismo tradicionalmente chamado Neobehaviorismo Mediacional.

Edward C. Tolman [editar]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo[30/03/2011 13:29:20]
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Tolman publicou, em 1932, o livro Purposive behavior in animal and men. Nessa obra, Tolman
propõe um novo modelo behaviorista se baseando em alguns princípios dissoantes perante a teoria
watsoriana. Esse modelo apresentava um esquema S-O-R (estímulo-organismo-resposta) onde,
entre o estímulo e a resposta, o organismo passa por eventos mediacionais, que Tolman chama de
variáveis intervenientes (em oposição às variáveis independentes, i. e. os estímulos, e às variáveis
dependentes, i. e. as respostas). As variáveis intervenientes seriam, então, um componente do
processo comportamental que conectaria os estímulos e as respostas, sendo os eventos
mediacionais processos internos.
Baseado nesses princípios, Tolman apresenta uma teoria do processo de aprendizagem sustentada
pelo conceito de mapas cognitivos, i. e., relações estímulo-estímulo, ou S-S, formadas nos cérebros
dos organismos. Essas relações S-S gerariam espectativas no organismo, fazendo com que ele
adote comportamentos diferentes e mais ou menos previsíveis para diversos conjuntos de estímulos.
Esses mapas seriam construídos através do relacionamento do organismo com o meio, quando
observa a relação entre vários estímulos. Os processos internos que permitem a criação de um
mapa mental entre um estímulo e outro são usualmente chamados gestalt-sinais.
Como se vê, Tolman aceitava os processos mentais, assim como Watson, mas, ao contrário desse,
efetivamente os utilizava no estudo do comportamento. O próprio Tolman viria a declarar que sua
proposta behaviorista seria uma reescrita da Psicologia mentalista em termos comportamentalistas.
Tolman também acreditava no caráter intencional do comportamento: para ele, todo comportamento
visa alcançar algum objetivo do organismo, e o organismo persiste no comportamento até o objetivo
ser alcançado. Por essas duas características de sua teoria (aceitação dos processos mentais e
proposição da intencionalidade do comportamento como objeto de estudo), Tolman é considerado
um precursor da Psicologia Cognitiva.

Clark L. Hull [editar]


Em 1943, a publicação, por Clark L. Hull, do livro Principles of Behavior marca o surgimento de um
novo pensamento comportamentalista, ainda baseada o paradigma S-O-R, que viria a se opor ao
behaviorismo de Tolman.
Hull, assim como Tolman, defendia a idéia de uma análise do comportamento baseada na idéia de
variáveis mediacionais; entretanto, para Hull, essas variáveis mediacionais eram caracterizadamente
intra-organísmicas, i. e., neurofisiológicas. Esse é o principal ponto de discordância entre os dois
autores: enquanto Tolman efetivamente trabalhava com conceitos mentalistas como memória,
cognição etc., Hull rejeitava os conceitos cognitivistas em nome de variáveis mediacionais
neurofisiológicas.
Em seus debates, Tolman e Hull evidenciavam dois dos principais aspectos das escolas da análise
do comportamento. De um lado, Tolman adotava a abordagem dualista watsoniana, onde o indivíduo
é dividido entre corpo e mente (embora assumindo-se que o estudo da mente não possa ser feito
diretamente); de outro, Hull, embora mediacionista, adota uma posição monista, onde o organismo é
puramente neurofisiológico.

Behaviorismo Filosófico [editar]

O Behaviorismo Filosófico (também chamado Behaviorismo Analítico e Behaviorismo Lógico [4] )


consiste na teoria analítica que trata do sentido e da semântica das estruturas de pensamento e dos
conceitos. Defende que a idéia de estado mental, ou disposição mental, é, na verdade, a idéia de
disposição comportamental ou tendências comportamentais. Afirmações sobre o que se denomina
estados mentais seriam, então, apenas descrições de comportamentos, ou padrões de
comportamentos. Nesta concepção, são analisados os estados mentais intencionais e
representativos. Esta linha de pensamento fundamenta-se basicamente nos postulados de Ryle e
Wittgenstein [4] .

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Behaviorismo Metodológico [editar]

O termo foi primeiramente utilizado por Watson, em 1945, para se referir a proposta de ciência do
comportamento dos positivistas lógicos, ou neopositivistas, que tiveram grande influência nas idéias
dos behavioristas norte-americanos da primeira metade do século XX. Provavelmente, e mais
especificamente, as críticas se referiram às considerações de Stanley Smith Stevens, em seu artigo
"Psychology and the science of science" de 1939.
O behaviorismo metodológico de S. S. Stevens entende o comportamento apenas como respostas
públicas dos organismos. A questão da observabilidade é central. Somente eventos diretamente
observáveis e replicáveis seriam admitidos para tratamento por uma ciência, inclusive uma ciência
do comportamento. Essa admissão decorre apenas por uma questão de acessibilidade, ou seja, não
seria possível uma ciência de eventos privados simplesmente por eles serem desta ordem, privados.
Essa visão, chamada de "behaviorismo meramente metodológico" por Watson, se distancia da visão
Behaviorista Radical que inclui os eventos privados no escopo das ciências do comportamento e a
interpretação como método legítimo.

Behaviorismo Radical [editar]

Ver artigo principal: Behaviorismo Radical


Como resposta às correntes internalistas do Comportamentalismo e inspirado pelo Behaviorismo
Filosófico, Burrhus F. Skinner publicou, em 1945, o livro Science and Human Behavior. A publicação
desse livro marca o início da corrente comportamentalista conhecida como Behaviorismo Radical.
O Behaviorismo Radical foi desenvolvido não como um campo de pesquisa experimental, mas sim
uma proposta de filosofia sobre o comportamento humano. As pesquisas experimentais constituem a
Análise Experimental do Comportamento, enquanto as aplicações práticas fazem parte da Análise
Aplicada do Comportamento. O Behaviorismo Radical seria uma filosofia da ciência do
comportamento. Skinner foi fortemente anti-mentalista, ou seja, considerava não pragmáticas as
noções "internalistas" (entidades "mentais" como origem do comportamento, sejam elas entendidas
como cognição, id-ego-superego, inconsciente coletivo, etc.) que permeiam as diversas teorias
psicológicas existentes. Skinner jamais negou em sua teoria a existência dos processos mentais
(eles são entendidos como comportamento), mas afirma ser improdutivo buscar nessas variáveis a
origem das ações humanas, ou seja, os eventos mentais não causam o comportamento das
pessoas, os eventos mentais são comportamentos e são de natureza física. A análise de um
comportamento (seja ele cognitivo, emocional ou motor) deve envolver, além das respostas em
questão, o contexto em que ele ocorre e os eventos que seguem as respostas. Tal posição
evidentemente opunha-se à visão watsoniana do Behaviorismo, pela qual a principal razão para não
se estudar fenômenos não fisiológicos seria apenas a limitação do método, não a efetiva inexistência
de tais fenômenos de natureza diferente da física. O Behaviorismo skinneriano também se opunha
aos neobehaviorismos mediacionais, negando a relevância científica de variáveis mediacionais: para
Skinner, o homem é uma entidade única, uniforme, em oposição ao homem "composto" de corpo e
mente, ou seja, a visão de homem é a visão monista.
Skinner desenvolveu os princípios do condicionamento operante e a sistematização do modelo de
seleção por consequências para explicar o comportamento. O condicionamento operante segue o
modelo Sd -R-Sr, onde um primeiro estímulo Sd , dito estímulo discriminativo, aumenta a
probabilidade de ocorrência de uma resposta R. A diferença em relação aos paradigmas S-R e S-O-
R é que, no modelo Sd -R-Sr, o condicionamento ocorre se, após a resposta R, segue-se um
estímulo reforçador Sr, que pode ser um reforço (positivo ou negativo) que "estimule" o
comportamento (aumente sua probabilidade de ocorrência), ou uma punição (positiva ou negativa)
que iniba o comportamento em situações semelhantes posteriores.
O condicionamento operante difere do condicionamento respondente de Pavlov e Watson porque,
no comportamento operante, o comportamento é condicionado não por associação reflexa entre

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estímulo e resposta, mas sim pela probabilidade de um estímulo se seguir à resposta condicionada.
Quando um comportamento é seguido da apresentação de um reforço positivo ou negativo, aquela
resposta tem maior probabilidade de se repetir com a mesma função; do mesmo modo, quando o
comportamento é seguido por uma punição (positiva ou negativa), a resposta tem menor
probabilidade de ocorrer posteriormente. O Behaviorismo Radical se propõe a explicar o
comportamento animal através do modelo de seleção por consequências. Desse modo, o
Behaviorismo Radical propõe um modelo de condicionamento não-linear e probabilístico, em
oposição ao modelo linear e reflexo das teorias precedentes do Comportamentalismo. Para Skinner,
a maior parte dos comportamentos humanos são condicionados dessa maneira operante.
Para Skinner, os comportamentos são selecionados através de três níveis de seleção. Os
componentes da mesma são: 1 - Nível Filogenético: que corresponde aos aspectos biológicos da
espécie e da hereditariedade do indivíduo; 2 - Nível Ontogenético: que corresponde a toda a história
de vida do indivíduo; 3 - Nível Cultural: os aspectos culturais que influenciam a conduta humana.
Através da interação desses três níveis (onde nenhum deles possui um status superior a outro) os
comportamentos são selecionados. Para Skinner, o ser humano é um ser ativo, que opera no
ambiente, provocando modificações no mesmo, modificações essas que retroagem sobre o sujeito,
modificando seus padrões comportamentais.
Apesar de ter sido e ainda ser bastante criticado, muitos dos preconceitos em relação às ideias de
Skinner são, na verdade, fruto do desconhecimento de quem critica. Muitas das críticas feitas ao
behaviorismo radical são, na verdade, críticas ao behaviorismo de Watson. Mesmo autores que
ficaram amplamente conhecidos por suas críticas ao behaviorismo, como Chomsky "A Review on
Skinner's Verbal Behavior", pouco conheciam acerca da abordagem e, com isso, cometeram
diversos erros. A crítica de Chomsky já foi respondida por Kenneth MacCorquodale "On Chomsky's
Review of Skinner's Verbal Behavior".
O behaviorismo skinneriano, hoje em dia, é o mais popular, se não o único, behaviorismo ainda vivo.
A ABAI (Association for Behavior Analysis International) possui cerca de 13.500 membros mundo
inteiro (lembrando que isso nem de longe corresponde ao número real) e cresce cerca de 6.5% ao
ano, o que desmente a alegação comum que o behaviorismo está morto.

Argumentos behavioristas [editar]

Os comportamentalistas apresentam várias razões pelas quais seria razoável adotar uma postura
behaviorista. Uma das razões mais comuns é epistêmica [5] : afirmações sobre estados internos dos
organismos feitas por observadores são baseadas no comportamento do organismo. Por exemplo, a
afirmação de que um rato sabe o caminho para o alimento em uma caixa de Skinner é baseada na
observação do fato de que o animal chegou até o alimento, o que é um comportamento. Para um
behaviorista, os chamados fenômenos mentais poderiam muito bem ser apenas padrões de
comportamento.
Comportamentalistas também fazem notar o caráter anti-inatista típico do Behaviorismo. Muito
embora o inatismo não seja inerente ao mentalismo, é bastante comum que tais teorias assumam
que existam procedimentos mentais inatos. Behavioristas, por crerem que todo comportamento é
conseqüência de condicionamento, geralmente rejeitam a idéia de habilidades inatas aos
organismos. Todo comportamento seria aprendido através de condicionamento [5] .
Outro argumento muito popular a favor do Behaviorismo é a idéia de que estados internos não
provêm explicações para comportamentos externos por eles mesmos serem comportamentos.
Explicar o comportamento animal exigiria uma apresentação do problema em termos diferentes do
conceito sendo apresentado (isto é, comportamento). Para um comportamentalista (especialmente
um comportamentalista radical), estados mentais são, em si, comportamentos, de modo que utilizá-
los como estímulos resultaria em uma referência circular. Para o behaviorista, estados internos só

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seriam válidos como comportamentos a serem explicados; uma teoria que seguisse tal princípio,
porém, seria comportamentalista.
Para Skinner, em especial, utilizar estados internos como elementos essencialmente diferentes dos
comportamentos abriria possibilidades para uso de conceitos anticientíficos na argumentação
psicológica, como substâncias imateriais ou homúnculos que controlassem o comportamento [5] .
Entretanto, é importante notar que, para Skinner, não havia nada de inadequado em se discutir
estados mentais no Behaviorismo: o erro seria discuti-los como se não fossem comportamentos.
Vale notar, entretanto, que o argumento do estado interno como comportamento é polêmico, mesmo
entre vários comportamentalistas[5] . O Neo-behaviorismo Mediacional, por exemplo, trata os estados
internos como elementos mediadores inerentemente diferente dos comportamentos[3] .

Críticas [editar]

O Behaviorismo, embora ainda muito influente, não é o único modelo na Psicologia [6] . Seus críticos
apontam inúmeras prováveis razões para tal fato.
Uma das razões comumente apontadas é o desenvolvimento das neurociências. Essas disciplinas
jogaram nova luz sobre o funcionamento interno do cérebro, abrindo margens para paradigmas mais
modernos na Psicologia. Por seu compromisso com a idéia de que todo comportamento pode ser
explicado sem apelar para conceitos cognitivos, o Behaviorismo leva a uma postura por vezes
desinteressada em relação às novas descobertas das neurociências [6] , com exceção do
behaviorismo radical, Skinner enfatizou sempre a importância da neurociência como sendo um
campo complementar essencial para o entendimento humano. Os behavioristas afirmam, porém, que
as descobertas neurológicas apenas definem os fenômenos físicos e químicos que são parte do
comportamento, pois o organismo não poderia exercer comportamentos independentes do ambiente
por causas neurológicas. Outro aspecto que também é enfatizado por behavioristas radicais é de que
embora as neurociências possam lançar luz a alguns processos comportamentais, ela não é prática.
Por exemplo, se o objeto for promover uma mudança comportamental em um indivíduo, a
modificação das contingências ambientais seria muito mais eficaz que uma modificação direta no
sistema nervoso da pessoa.
Outra crítica ao Behaviorismo afirma que o comportamento não depende tanto mais dos estímulos
quanto da história de aprendizagem ou da representação do ambiente do indivíduo [6] . Por exemplo,
independentemente de quanto se estimule uma criança para que informe quem quebrou um objeto,
a criança pode simplesmente não responder, por estar interessada em ocultar a identidade de quem
o fizera. Do mesmo modo, estímulos para que um indivíduo coma algum prato exótico podem ser de
pouca valia se o indivíduo não vir o prato exótico como um estímulo em si. Esta crítica só tem
validade se for aplicada ao behaviorismo clássico de Watson, o behaviorismo radical de Skinner leva
em conta, como ilustrado pelo nível ontogenético, a história de vida do indivíduo na predição e
controle do comportamento.
Vários críticos apontam para o fato de que um comportamento não precisa ser, necessariamente,
conseqüência de um estímulo postulado. Uma pessoa pode se comportar como se sentisse cócegas,
dor ou qualquer outra sensação mesmo se não estiver sentindo nada. Algumas propriedades
mentais, como a dor, possuem uma espécie de "qualidade intrínseca" que não pode ser descrita em
termos comportamentalistas. O problema desta crítica é de que ela trata como se todos os
behaviorismos fossem mecanicistas [estímulo-resposta] o que não é verdade, o outro problema é
que esta crítica ignora outros fatores contextuais que reforçam os comportamentos de, no caso,
sentir cócegas. Por exemplo, uma criança pode se comportar como se sentisse dor porque assim a
professora poderia mandá-la para casa.
Noam Chomsky foi um crítico do Behaviorismo, e apresentou uma suposta limitação do
Comportamentalismo para modelar a linguagem, especialmente a aprendizagem. O Behaviorismo

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não pode, segundo Chomsky, explicar bem fenômenos linguísticos como a rápida apreensão da
linguagem por crianças pequenas [6] . Chomsky afirmava que, para um indivíduo responder a uma
questão com uma frase, ele teria de escolher dentre um número virtualmente infinito de frases qual
usar, e essa habilidade não era alcançada perante o constante reforçamento do uso de cada uma
das frases. O poder de comunicação do ser humano, segundo Chomsky, seria resultado de
ferramentas cognitivas gramaticais inatas[6] . Esse argumento é claramente falacioso, pois não se
aprende a dizer frase por frase, mas o próprio comportamento de dizer é uma função e com ele que
se fundou parte da psicologia cognitiva.

Behavioristas famosos [editar]

Diversos cientistas e pensadores alinharam-se com ou influenciaram significativamente o


Behaviorismo. Desses, podemos destacar:
Ivan Pavlov
Edward C. Tolman
Clark L. Hull
Burrhus Frederic Skinner
Conwy Lloyd Morgan
J.R. Kantor
John Broadus Watson
Joseph Wolpe
Albert Bandura
Dentre muitos outros. A influência behaviorista também pode ser encontrada em filósofos
conceituados, como:
Ludwig Wittgenstein
Gilbert Ryle

Referências
1. ↑ a b Nicola Abbagnano. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1990. Verbete Psicologia,
subseção d, p. 810.
2. ↑ Nicola Abbagnano. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1990. Verbete Behaviorismo,
p. 105.
3. ↑ a b c d N. Costa. Terapia Analítico-comportamental: Dos Fundamentos Filosóficos à Relação com o
Modelo Cognitivista. Santo André: ESETec, 2002. pp. 1-8
4. ↑ a b Behaviorism (Stanford Enclyclopedia of Philosophy) . Seção Three Types of Behaviorism.
Acessado 8 de agosto de 2007
5. ↑ a b c d Behaviorsm (Stanford Encyclopedia of Philosophy) . Seção Why be a Behaviorst. Acessado
13 de agosto de 2007.
6. ↑ a b c d e Behaviorism (Stanford Enclyclopedia of Philosophy) . Seção Why be anti-behaviorist.
Acessado 13 de setembro de 2007

Ver também [editar]

Terapia analítico-comportamental
Condicionamento operante
Condicionamento clássico
Reflexo condicionado
Reforço
Máquina de ensinar
Antropologia comportamental

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo[30/03/2011 13:29:20]
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Ligações externas [editar]

Site em português sobre Behaviorismo


Fragmento do texto O comportamentismo de John Watson
Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental

Categorias: Behaviorismo | Filosofia | Fundamentos da educação

Esta página foi modificada pela última vez às 16h52min de 3 de fevereiro de 2011.

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Behaviorismo radical
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Eventos atuais
1 Definição e história
Esplanada
2 Conceitos Fundamentais
Página aleatória
2.1 Comportamento
Portais
2.2 Ambiente
Informar um erro
2.3 Respostas
Colaboração 2.4 Estímulos
Boas-vindas 3 Ver também
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Portal comunitário Definição e história [editar]
Mudanças recentes
Estaleiro O Behaviorismo Radical, postulado por B. F. Skinner e adotado por vários outros psicólogos,
Criar página como Ferster, Sidman, Schoenfeld, Catania, Hineline, Jack Michael, etc., surgiu na área da
Páginas novas Psicologia como uma proposta filosófica e como um projeto de pesquisa em oposição ao
Contato behaviorismo metodológico de orientação positivista. O Behaviorismo Radical é o campo filosófico
Donativos da análise do comportamento.
As questões trabalhadas no Behaviorismo Radical avaliam a repercussão e a validade das pesquisas
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científicas experimentais no estudo do comportamento. Skinner teve como referência as idéias dos
Ferramentas filósofos da ciência, incluindo Percy Bridgeman, Ernst Mach e Jules Henri Poincaré. Esses criaram
novos modelos de pensamento explanatório que não dependiam de nenhuma subestrutura
Noutras línguas
metafísica. No decorrer de sua obra, Skinner teorizou que a lógica do modelo de seleção natural de
Български Darwin também poderia ser aplicada ao comportamento dos indivíduos como um novo modelo
English causal diferente do mecanicismo.
日本語
Para Skinner, o behaviorismo radical seria um caso especial da filosofia da ciência: "não é a ciência
do comportamento humano, é a filosofia dessa ciência"[A análise do comportamento]. Ele busca
compreender questões humanas, como "comportamento", "liberdade" e "cultura", dentro do modelo
de seleção por consequências, e rejeitando o uso de variavéis não-físicas (sem dimensão no tempo-
espaço).
Um filósofo behaviorista radical defende que as diferentes explicações sobre o comportamento
humano deveriam ser resolvidas na base de evidências refutáveis, e não de abstratas especulações.
O behaviorismo radical foi concebido em experimentos realizados sob o rigor da produção de
conhecimento científico. Desenvolvido dentro de um laboratório, sob condições controladas, é um
método passível de reaplicação.
Entendido como pensamento filosófico, o Behaviorismo radical não deve ser confundido com a
análise do comportamento. Isso porque a análise do comportamento é, além de um campo filosófico
(Behaviorismo Radical), um campo de Pesquisa Básica (Análise Experimental do Comportamento) e
um campo de aplicação de conhecimentos e técnicas (Análise Aplicada do Comportamento). A
análise do comportamento é uma ciência do comportamento, e tratando de aplicação de uma ciência

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo_Radical[30/03/2011 13:34:43]
Behaviorismo radical – Wikipédia, a enciclopédia livre

do comportamento, sua prática não se dá em ambiente sob condições controladas, e sim, no


ambiente comum a todos os homens e mulheres: o planeta que habitamos.
O termo behaviorismo vem do inglês behavior (comportamento) e ilustra bem o objeto de estudo da
vertente radical: o comportamento, entendido como a relação entre o indivíduo e seu ambiente físico,
químico ou social. O "radical" do behaviorismo se deve ao fato de que as técnicas ali descritas não
apelam para estados mentais como causa iniciadora do comportamento, mas os vê como estágio
inicial do próprio comportamento. Com isso, adquire o status técnico de resposta emitida, e não de
causa autônoma ou mental do comportamento, diferenciando-se, fundamentalmente, das outras
correntes de pensamento dentro da psicologia. O behaviorismo radical também é conhecido como
skinneriano, pois foi B. F. Skinner quem desenvolveu sua teoria, com base em seus estudos de
laboratório.
Por ser uma ciência natural, a análise do comportamento procura entender a relação entre
indivíduo/ambiente em termos de comportamentos, que podem ter sua probabilidade de emissão
diminuída ou aumentada, conforme a história de condicionamento do indivíduo e a apresentação ou
retirada de estímulos ambientais.

Conceitos Fundamentais [editar]

Comportamento [editar]

Um primeiro aspecto fundamental do Behaviorismo radical é a compreensão do conceito


"comportamento humano".
O termo "comportamento" descreve uma relação, um intercâmbio entre o organismo e o ambiente.
Mais precisamente, descreve uma relação entre atividades do organismo, que são chamadas de
respostas, e eventos ambientais, que são chamados genericamente de estímulos. Define-se
"comportamento" como a relação entre estímulo e resposta.
Essa relação só poderá ser bem compreendida se acrescentarmos o fato que não se deve limitar
metodologicamente o significado de estímulos e respostas que estabelecem a relação
(comportamento). Além disso, para o behaviorismo radical emoção e sentimentos são
comportamentos e que podem ser parcialmente observáveis através da análise dos comportamentos
verbal e não-verbal do sujeito. Pensamento, conhecimento e memória também são comportamentos,
porém são comportamentos tácitos, ou seja, não observáveis diretamente mas que podem ser
analisados quando expressados e também estão sujeitos aos esquemas de condicionamento assim
como os comportamentos observáveis.

Ambiente [editar]

O termo "ambiente", no Behaviorismo radical, deve ser entendido como "a situação" na qual o
responder acontece, bem como à situação posterior ao responder, ou seja, a resposta altera o
ambiente. Para o behaviorismo ambiente inclui não só o local com o qual o sujeito interage como
também todos os objetos e seres vivos incluídos nessa interação e o próprio organismo, nesse caso
denominado como ambiente interno.

Respostas [editar]

Em princípio, um organismo vivente está sempre respondendo, mesmo que tais respostas não sejam
acessíveis publicamente. Ou seja, pode-se falar de respostas manifestas, observáveis por mais
sujeitos, e respostas encobertas, que podem ser observadas apenas pelo organismo que as emitiu.

Estímulos [editar]

Os eventos do ambiente podem ser, no Behaviorismo radical, estímulos físicos e estímulos sociais.
Os primeiros são descritos pelas ciências naturais, os últimos se caracterizam pelo fato de serem

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Behaviorismo radical – Wikipédia, a enciclopédia livre

produzidos por outro organismo. Se forem produzidos por seres humanos, são produtos culturais. Do
mesmo modo, pode-se falar de eventos ambientais "públicos" e "privados". Os primeiros são
acessíveis de forma independente por mais observadores, os últimos, apenas pelo organismo por
eles afetado.

Ver também [editar]

Etologia
Behaviorismo
Antropologia comportamental
Medicina comportamental

Ligações externas [editar]

Behaviorismo.psc.br
Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
Vocabulário de Análise do Comportamento
Terapia por Contingências de Reforçamento
Introdução do livro "Sobre o Behaviorismo" de B. F. Skinner (em português)
Máquina de Ensinar de B. F. Skinner (em português)

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