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1.

CONHECIMENTO BÁSICO PARA ESTATÍSTICA:


1.1. OPERAÇÕES MATEMÁTICAS:

Adição: A adição nada mais é que adicionar números naturais a outros. Em que o conjunto dos
números naturais é representado por ℕ = {0, 1, 2, 3, ...} em que qualquer número natural tem
um único sucessor e são diferentes.
O resultado da soma de dois números é chamado de total ou soma, propriamente dito.

 A adição possui algumas propriedades e são elas:


Elemento neutro: qualquer número somado a zero, o seu resultado será ele mesmo.

𝐸𝑥. : 12 + 0 = 12

Comutatividade: a ordem das somas não altera o resultado

𝐸𝑥. : 12 + 1 = 13 1 + 12 = 13

Associatividade: quando usado parênteses, a soma de mais de duas parcelas não alterará
o resultado.

𝐸𝑥. : 12(1 + 2) = 15

Números negativos e positivos: números negativos podem ser somados a números


positivos.

𝐸𝑥. : −2 + 15 = 13

Subtração: A subtração nada mais é que a subtração de um número por outro. O número que
será subtraído é chamado de minuendo e o número que subtrai é chamado de subtraendo.

 A subtração possui duas propriedades:


A ordem dos números fazem a diferença.

𝐸𝑥. : 15 − 2 = 13 2 − 15 = −13

Não existe um elemento neutro.

Multiplicação: É a soma de um número pela quantidade de vezes que deverá ser multiplicado.
Os operadores são chamados de fatores e seu elemento final é chamado de produto.

 Propriedades da multiplicação:
Comutatividade: a ordem dos fatores não altera seu resultado.

𝐸𝑥. : 5 × 2 = 10 2 × 5 = 10

Associatividade: quando usado parênteses, o produto de mais de duas parcelas não


alterará o resultado.

𝐸𝑥. : (2 × 4) × 3 = 24 (4 + 3) × 2 = 24
Distributividade: quando temos uma operação que combina multiplicação e adição,
independentemente dos parênteses, devemos multiplicar o que deve ser feito.

𝐸𝑥. : (4 + 5) × 3 = 3 × 4 + 3 × 5 = 27

Elemento neutro: qualquer número multiplicado por 1, o resultado será ele mesmo.

𝐸𝑥. : 124 × 1 = 124

Divisão: É a divisão do número em partes iguais, em que um dividendo, o número a ser


dividido, é dividido pelo divisor, e o resultado é o quociente, e dependendo de alguns casos,
existirá uma parte indivisível chamada resto.

 Propriedades da divisão:
A ordem dos elementos importa, sua troca altera o valor final.

𝐸𝑥. : 3 ÷ 12 = 0,25 12 ÷ 3 = 4

Quando houver números entre parênteses, os mesmos devem resolvidos primeiro.

𝐸𝑥. : (6 ÷ 3) ÷ 3 = 3 ÷ 3 = 1

Elemento Neutro: Assim como a multiplicação, qualquer número dividido por 1 será
ele mesmo.

𝐸𝑥. : 54 ÷ 1 = 54

Números negativos e positivos: os sinais irão interferir no resultado. Quando dois


números de sinais iguais são divididos, ele se torna par e quando um número com sinais
opostos é dividido ele se torna ímpar.

𝐸𝑥. : (−5) ÷ (−5) = 1

Potenciação: É uma multiplicação em que todos os n fatores são iguais, podemos abreviar esses
fatores e usar a base, o número que é multiplicado n vezes, elevado a um expoente, sendo esse
último o número de vezes que o fator é multiplicado. O resultado disso é a potência.

𝐸𝑥. : 3 × 3 × 3 = 33 = 27

 Propriedades da potenciação:
Todo número elevado ao expoente 1 é igual a ele mesmo:

𝑎1 = 𝑎

Todo número pertencente ao números naturais elevado ao expoente zero é igual a 1:

𝑎0 = 1

Quando a base for 1 elevado ao expoente n, seu resultado será 1:

1𝑛 = 1
Quando a base for 10 elevado ao expoente n, seu resultado será formado por 1 acompanhado
de n-zeros

102 = 100

Quando algum número é elevado ao expoente n negativo, ocorre uma troca de lugar entre o
numerador e o denominador.

1 𝑛
𝑎−𝑛 = ( )
𝑎
Toda fração em que o denominador estiver elevado ao expoente n negativo é transformado em
numerador.

1
= 𝑎𝑛
𝑎 −𝑛
Multiplicação de potências de mesma base basta conservar a base e somar os expoentes.

𝑎𝑚 × 𝑎𝑛 = 𝑎𝑚+𝑛

Multiplicação de fatores com bases diferentes, porém com o mesmo expoente, multiplica-se as
bases e conserva o expoente.

𝑎𝑛 × 𝑏 𝑛 = (𝑎 × 𝑏)𝑛

Divisão de potências de mesma base basta conservar a base e subtrair os expoentes.

𝑎𝑚 ÷ 𝑎𝑛 = 𝑎𝑚−𝑛

Divisão de potencias de base diferentes, porém com o mesmo expoente, mantém-se o expoente
e divide-se as bases.
𝑎 𝑛
𝑎𝑛 ÷ 𝑏 𝑛 = ( )
𝑏
Quando temos uma potência elevada a um expoente basta multiplicar os expoentes.

(𝑎𝑚 )𝑛 = 𝑎𝑚×𝑛

Para uma multiplicação interna nos parênteses elevado a um expoente, devemos elevar cada
fator a esse expoente.

(𝑎 × 𝑏 × 𝑐)𝑛 = 𝑎𝑛 × 𝑏 𝑛 × 𝑐 𝑛

Para uma fração no parênteses elevado a um expoente, devemos elevar o numerador e o


denominador a esse expoente.

𝑎 𝑛 𝑎𝑛
( ) = 𝑛
𝑏 𝑏
Radiciação: Podemos dizer que a radiciação é o inverso da potenciação.
𝑛
√𝑎 = 𝑏

Em que:
n: índice;
a: radicando;
b: raiz

Raízes de índice par: Quando um radicando for negativo e o índice par, essa raiz não existe
pois nenhum número real elevado ao quadrado é igual a um número negativo.

Raízes de índice ímpar: Quando um radicando for positivo e o índice ímpar, a raiz é positiva.
Quando um radicando for negativo e o índice ímpar, a raiz é negativa.

 Propriedades dos radicais:


A raiz n de um radicando 0 é igual a 0.
𝑛
√0 = 0

A raiz n de um radicando 1 é igual a 1.


𝑛
√1 = 1

Radical de um produto:
𝑛 𝑛
√𝑎 × 𝑏 = 𝑛√𝑎 × √𝑏

Radical de um quociente:
𝑛
𝑛𝑎 √𝑎
√ =𝑛
𝑏 √𝑏
Mudança de índice (simplificação de radicais):
𝑛 𝑛÷𝑝
√𝑎𝑚 = √𝑎𝑚÷𝑝

Adição e subtração de radicais semelhantes:


𝑛 𝑛 𝑛
√𝑎 + 2 √𝑎 = 3 √𝑎

Adição e subtração de radicais não semelhantes: se for possível basta exemplificar o radical,
caso contrário, extrair as raízes e efetuar as operações.

Multiplicação e divisão de radicais de mesmo índice:


𝑛 𝑛 𝑛
√𝑎 × √𝑏 = √𝑎𝑏
𝑛 𝑛 𝑛
√𝑎 ÷ √𝑏 = √𝑎 ÷ 𝑏
Quando um radicando é um número real positivo e seu expoente é um número inteiro e o índice
é um número natural não-nulo, temos que:
𝑚 𝑛
𝑎𝑚 = √𝑎𝑚

Potência de um radical:
𝑛 𝑝 𝑛
( √𝑎) = √𝑎𝑝

Radical de um radical:

𝑚 𝑛 𝑚×𝑛
√ √𝑎 = √𝑎

Racionalização de denominadores (denominador é um número irracional e o índice igual a 2):

5 5√3 5√3
= =
√3 √3√3 3
1.2. TEORIA DOS CONJUNTOS:

SPIEGEL (2004) define no livro Probabilidade e Estatística, coleção Schaum, o Conceito de


Conjuntos sendo:
“Um conjunto poder ser considerado como uma coleção de objetos, chamados membros
ou elementos do conjunto. Em geral, denota-se um conjunto por uma letra maiúscula (A, B, C,
...) e um elemento do conjunto por uma letra minúscula (a, b, c, ...). Sinônimos de conjunto:
agregado, classe, coleção.
Se um elemento a pertence a um conjunto C escrevemos a ∈ C. Se a não pertence a C
escrevemos a ∉ C. se tanto a como b pertencem a C escrevemos a, b ∈ C. A fim de que um
conjunto seja bem definido, devemos dispor de uma regra que nos permita dizer se determinado
objeto pertence ou não pertence ao conjunto.”
Ainda de acordo com o autor, Subconjunto pode ser definido como:
“Se todo elemento de um conjunto A é também elemento de um conjunto B, dizemos
que A é subconjunto de B, e escrevemos A ⊂ B ou B ⊃ A e lemos “A está contido em B” ou
“B contém A”. Segue-se que, qualquer que seja A, A ⊂ A.
Se A ⊂ B e B ⊃ A dizemos que A e B são iguais e escrevemos A = B, em que A e B
possuem os mesmos elementos.
Se A e B não são iguais, isto é, se A e B não têm exatamente os mesmos elementos,
escrevemos A ≠ B.
Se A ⊂ B, mas A ≠ B, dizemos que A é subconjunto próprio de B.
Ex.: {a, i, u} é um subconjunto próprio de {a, e, i, o, u}”
A partir daí podemos afirmar o primeiro teorema para quaisquer conjuntos A, B e C:
Teorema 1 – 1: Se A ⊂ B ⊂ C, então A ⊂ C.
O conjunto Universo é amplamente utilizado em Probabilidade. Geralmente é
representado pela letra S, de Space, Espaço em inglês. Os elementos desse conjunto geralmente
são chamados de pontos no espaço ou eventos ou ainda eventos amostrais.
Se o conjunto Universo é a coleção dos eventos, o conjunto Vazio é considerado a
ausência de quaisquer elementos. O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto. O
conjunto vazio é representado por { } ou ∅.
Um modelo que é muito útil para o entendimento nas operações com conjuntos é o
diagrama de Venn, que são os famosos círculos desenhados em um retângulo que é definido
pelo espaço amostral S, ou conjunto universo.
Existem quatro operações com conjuntos, a união, a intersecção, a diferença e o
complemento.
A união tem a ideia de soma, é quando agrupamos os pontos amostrais ou eventos de
dois conjuntos A e B e é representada por A∪B.
Já a intersecção é a coleção de eventos que pertencem tanto a A quanto a B e é
representada por A∩B.
A diferença são os elementos de A que não pertencem a B, representada por A – B.
O complementar de um determinado conjunto A, são todos os elementos que não
pertencem ao conjunto A e é representado por A’.
Definido os conceitos necessário, os teoremas abaixo são descritos pelo autor:
Teorema 1 – 2: A∪B = B∪A
Teorema 1 – 3: A∪(B∪C) = (A∪B)∪C = A∪B∪C
Teorema 1 – 4: A∩B = B∩A
Teorema 1 – 5: A∩(B∩C) = (A∩B)∩C = A∩B∩C
Teorema 1 – 6: A∩(B∪C) = (A∩B)∪(A∩C)
Teorema 1 – 7: A∪(B∩C) = (A∪B)∩(A∪C)
Teorema 1 – 8: A∪∅ = A, A∩∅ = ∅
Teorema 1 – 9: A∪S = S, A∩S = A
EXERCÍCIOS SOBRE CONJUNTOS:

1) Adaptado de Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S.,
Bussab, W. O., 2ª edição, (2010). Por meio do diagrama de Venn, represente as
operações à seguir:

a) (A ∩ B) ⊂ A
b) A ⊂ (A ∪ B)
c) (A - B) ⊂ A
d) (A - B) ⊂ B’

2) Se lançado dois dados, quais são os resultados das possíveis faces se:
a) A soma de ambos os dados for par
b) O primeiro dado for múltiplo de 2 e o segundo múltiplo de 3
c) A soma de ambos os dados não for maior do que 7
d) A face de ambos os dados ser repetida

3) Adaptado de Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S.,
Bussab, W. O., 2ª edição, (2010). Na Universidade Federal Fluminense foi realizada
uma pesquisa com 100 estudantes de Administração e Ciências Contábeis para saber
quais matérias os mesmos gostam. Os que gostam de Estatística representam 18 alunos,
20 dizem gostar de Métodos Quantitativos Aplicados, os que gostam apenas de Pesquisa
Operacional são 22, 9 relataram gostar tanto de Estatística e Pesquisa Operacional,
Pesquisa Operacional e Métodos Quantitativos Aplicados são 11 e Estatística e Métodos
Quantitativos Aplicados são 3 alunos. E apenas 6 alunos gostam das três matérias.

a) Faça o diagrama de Venn


b) Qual é o número de alunos que gostam de pelo menos Pesquisa Operacional?
c) Quantos alunos gostam de pelo menos duas matérias?
d) Qual é o número de alunos que gostam de cada matéria?
e) Qual é o complementar dos alunos que gostam de Estatística?

4) Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S., Bussab, W. O.,
2ª edição, (2010). Foi realizada uma pesquisa na indústria X, tendo sido feitas a seus
operários apenas duas perguntas. Dos operários, 92 responderam sim à primeira, 80
responderam sim à segunda, 35 responderam sim a ambas e 33 responderam não a
ambas as perguntas feitas. Qual o número de operários da indústria?

5) Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S., Bussab, W. O.,
2ª edição, (2010). Em uma pesquisa foram encontrados os seguintes resultados: 60%
das pessoas entrevistadas fumam a marca A de cigarro; 50% fumam a marca B; 45%
fumam a marca C; 20% fumam A e B; 30% fumam A e C; 15% fumam B e C, e 8%
fumam as 3 marcas.

a) Que porcentagem não fuma nenhuma das 3 marcas?


b) Que porcentagem fuma exatamente duas marcas?

6) Adaptado de Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S.,
Bussab, W. O., 2ª edição, (2010). Sendo S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10}, A = {1, 3,
5, 7, 9}, B = {0, 2, 4, 6} e C = {9, 10}. Faça o que se pede:

a) A ∩ B
b) A ∪ B
c) B ∪ C
d) A’ ∩ B’
e) (A ∪ B) ∩ (A ∪ C)
f) A ∪ { }
g) (A ∩ B) ∩ C
h) A ∩ C’
i) (A ∪ B ∪ C)’
1.3. FUNÇÕES:

Por meio de conjuntos, podemos estabelecer uma relação entre os mesmos. Essa relação
é chamada de função, em que um conjunto Domínio A possui um ou mais correspondentes no
conjunto Contra Domínio B. Ou seja, dado dois conjuntos, uma função de A em B é uma regra
que indica como associar cada elemento X ∈ A a um único Y ∈ B. O valor correspondente do
domínio no conjunto B é chamado de Imagem.
A lei de correspondência diz que apenas um valor deve ser correspondido, não sobrando
nenhum valor no conjunto domínio A.

𝑓: 𝐴 → 𝐵
𝑥 → 𝑦 = 𝑓(𝑥)
A é o domínio da função
B é o contradomínio
y = f(x) é a imagem

De acordo com Morettin, Hazzan e Bussab (2010, p.41) “Quando os conjuntos A e B


são numéricos, as relações são formadas por pares ordenados de números. Um par ordenado de
números reais pode ser representado geometricamente por meio de dois eixos perpendiculares,
sendo o horizontal chamado de eixo das abscissas, ou eixo x; e o vertical, de eixo das ordenadas,
ou eixo y.
Um par ordenado (a, b) pode ser representado colocando-se a no eixo x, e b no eixo y,
e traçando-se uma vertical por a e uma horizontal por b. O ponto P de intersecção dessas duas
retas é a representação do par (a, b):
Representação geométrica do par ordenado (a, b). Fonte: Cálculo Funções de Uma e Várias Variáveis,
2ª edição, 2010.

Dado um conjunto A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4, 5} e seja a relação dada por:


S = {(x, y) ∈ A x B | y = x + 1}
Teremos, então:
S = {(1, 2), (2, 3), (3, 4)}.

Representação da relação y = x + 1.

Dessa forma, podemos representar geometricamente a relação S:”

Representação da relação y = x + 1.
EXERCÍCIOS SOBRE FUNÇÕES:

7) Adaptado de Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S.,
Bussab, W. O., 2ª edição, (2010). Sendo A = {1, 3, 5, 7} e B = {3, 5, 8, 9}, escrever sob
a forma de conjunto as relações de A em B, com x ∈ A e y ∈ B, dadas por:

a) x = y
b) y = x + 2
c) y = x – 2

8) Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S., Bussab, W. O.,
2ª edição, (2010). Faça o gráfico e o diagrama de flechas de cada relação do exercício
anterior.

9) Cálculo: Funções de uma e várias variáveis, Morettin, P. A., Hazzan, S., Bussab, W. O.,
2ª edição, (2010). Dê o domínio e conjunto imagem de cada uma das relações do
exercício 1.
1.4. DERIVADAS:

Podemos explorar de forma intuitiva a ideia de derivada como sendo a variação de uma
função qualquer em que a variação em y é dada por y e a variação em x é dada por x, quando
dividimos a variação de y pela variação de x, obtemos a taxa média de variação de uma função.

Seja uma função f(x) = x² com um ponto x inicial igual a 1 e x = 2 (x varia de 1 a 3).
A taxa média dessa função é dada por:

∆𝑦 𝑓(3) − 𝑓(1) 32 − 12
= = =4
∆𝑥 3−1 2

Podemos ler o resultado como, se x variar em 2 unidades, a variação em y será 4 vezes


maior.
Segundo Morettin, Hazzan e Bussab (2010):
“Seja f(x) uma função e x0 um ponto do seu domínio. Chamamos de derivada de f no
ponto x0, se existir e for finito, o limite dado por:

∆𝑓 𝑓(𝑥0 + ∆𝑥) − 𝑓(𝑥0 )


lim = lim
∆𝑥→0 ∆𝑥 ∆𝑥→0 ∆𝑥

A derivada de f(x) = x² no ponto x0 = 3:

𝑓(3 + ∆𝑥) − 𝑓(3)


𝐸𝑥. : 𝑓 ′ (3) = lim ,
∆𝑥→0 ∆𝑥

𝑓(3 + ∆𝑥)² − 3² 6∆𝑥 + (∆𝑥)²


𝑓 ′ (3) = lim = lim = lim (6 + ∆𝑥) = 6
∆𝑥→0 ∆𝑥 ∆𝑥→0 ∆𝑥 ∆𝑥→0

Isso significa que um acréscimo x dado a x, a partir de x0 = 3, acarretará um


correspondente acréscimo f que é aproximadamente 6 vezes maior que o acréscimo x.”
1.5. INTEGRAIS:

Como visto anteriormente, a derivada é a variação de uma função. Já a integral é o inverso


desse processo, também chamado de integração. E é definida por:

∫ 𝑓′(𝑥)𝑑𝑥 = 𝑓(𝑥) + 𝐶

Dada uma função f(x) e sua derivada f’(x) podemos integrá-la e obtermos a função
primitiva, acompanhado de uma constante c, já que o processo de integração pode nos retornar
diversas funções.
O que nos interessa para o estudo dessa matéria são as integrais definidas, mais
exatamente as integrais definidas impróprias em intervalos ilimitados.

Integral Definida:
𝑏

∫ 𝑓 ′ (𝑥)𝑑𝑥 = 𝑓(𝑏) − 𝑓(𝑎)


𝑎

Integral como Limite de uma Soma (Integral de Riemann):


Podemos calcular a área sob a curva do gráfico de outro modo. Dado dois pontos a e b,
dividimos esse intervalo em subintervalos, de amplitude x e obtemos a área desejada como a
soma das áreas dos retângulos determinados.

𝑏
Aproximação de ∫𝑎 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 .

A área da curva sob a curva é calculada como (Soma de Riemann):

𝐴 ≈ 𝑓(𝑥0 )∆𝑥 + 𝑓(𝑥1 )∆𝑥 + 𝑓(𝑥2 )∆𝑥 + 𝑓(𝑥3 )∆𝑥,


𝑏−𝑎
os intervalos de amplitudes devem ser iguais, ∆𝑥 = .
4
𝑏−𝑎
Podemos dividir os intervalos em n pontos, ou seja ∆𝑥 = 𝑛
O ideal é termos um número de subintervalos suficientemente grade para que seja
preenchido os buracos como mostra a figura acima. Com um número de subintervalos tendendo
a infinito, o valor de x tende a zero, assim podemos obter a Variação total da função.
𝑛

𝑓 = lim ∑ 𝑓(𝑥𝑖 ) × ∆𝑥
𝑛→∞
𝑖=1
Integral Definida em Intervalos Ilimitados:

Se f(x) é uma função integrável em [a, +[:


+∞
𝑏
∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = lim ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥
𝑏→+∞ 0
0

Se f(x) é uma função integrável em ℝ = ]- , +[:


+∞
0 𝑏
∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 = lim ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥 + lim ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥
𝑎→−∞ 𝑎 𝑏→+∞ 0
−∞

Uma função positiva integrável em ℝ é uma função densidade de probabilidade se:


+∞

∫ 𝑓 ′ (𝑥)𝑑𝑥 = 𝟏
−∞

Quando queremos calcular a probabilidade de um determinado número estar entre um


intervalo (0, 1) é o mesmo que:
𝑏
𝑃(𝑎 < 𝑥 < 𝑏) = ∫ 𝑓(𝑥)𝑑𝑥
𝑎
1.6. ANÁLISE COMBINATÓRIA:

A análise combinatória está associada à Estatística e a Probabilidade. Quando calculamos


a probabilidade de ganharmos na loteria, quando temos quatro times de futebol e desejamos
saber quais são os possíveis resultados para o campeão e o vice-campeão ou quando três cavalos
disputam um páreo e desejamos saber o número de resultados possíveis (IEZZI, p.131, p.132).
Cada um dos exemplos acima é seguido por um problema de Combinação, Arranjo e
Permutação. Outro exemplo bastante recorrente nos problemas de combinatória é o lançamento
de uma moeda, ou a retirada de bolas de uma urna.

De acordo com (IEZZI, p.124) “Todos esses problemas devem respeitar o princípio
fundamental da contagem que:

Se um acontecimento é composto de duas etapas sucessivas,


independentes uma da outra, e:
 A 1ª etapa pode ocorrer de n modos,
 A 2ª etapa pode ocorrer de m modos,

Então, o número de possibilidade do acontecimento é n x m

Para acontecimentos com mais de duas etapas, o princípio é o mesmo, basta considerar
as duas etapas como uma só:

(𝑛1 × 𝑛2 ) × 𝑛3

Ou para k-ésima etapa:

𝑛1 × 𝑛2 × … × 𝑛𝑘

COMBINAÇÕES:

Seja A um conjunto com n elementos. Os subconjuntos de A com p elementos constituem


agrupamentos que são chamados combinações dos n elementos de A, p a p. A ordem dos
agrupamentos NÃO importam.

Ex.: Se A = {1, 3, 5, 7}, são combinações dos 4 elementos A, 3 a 3 agrupamentos:

{1, 3, 5} {1, 3, 7} {3, 5, 7} e {1, 5, 7}

CÁLCULO DE Cn, p:

A fórmula para calcular o número de combinações é dada por:

𝑛!
𝐶𝑛,𝑝 =
𝑝! (𝑛 − 𝑝)!
ARRANJOS:

Se A é um conjunto com n elementos, as p-uplas ordenadas (p a p) formadas com


elementos distintos de A, constituem agrupamentos que são chamados arranjos dos n
elementos de A, p a p. A ordem dos agrupamentos É importante.

Ex.: A partir dos dígitos 1, 3, 5, 7 vamos procurar descobrir quantos números com dois
algarismo distintos ficam determinados.

{1, 3} {1, 5} {1, 7} {3, 5} {3, 7} {5, 7}

A partir da combinação {1, 3} dois algarismos podem ser formados:

{1, 3} = 13 e 31

Cada combinação pode determinar dois novos agrupamentos, a ordem é muito


importante, caso alterada, o agrupamento passa a determinar outro número. Os pares ordenados
do tipo (3, 3) ou (7, 7) não nos interessa neste estudo, por resultarem em dois algarismos iguais,
por isso são desprezados.

Por fim, os 12 números possíveis são:

13, 31, 15, 51, 17, 71, 35, 53, 37, 73, 57, e 75.

CÁLCULO DE An, p:

A fórmula para calcular o número de arranjos An, p é dada por:

𝐴𝑛,𝑝 = 𝑛 × (𝑛 − 1) × (𝑛 − 2) × (𝑛 − 3) … (𝑛 − 𝑝 + 1)

PERMUTAÇÃO:

Se A tem n elementos, as, n-uplas ordenadas formadas com os elementos de A, usando


cada um deles uma só vez em cada agrupamento, são chamadas permutações dos n elementos
de A. A ordem dos agrupamentos É importante.

Ex.: Quantos números, de 3 algarismos distintos, podemos formar com os dígitos 4, 5 e


9?

459, 495, 954, 945, 549, 594

CÁLCULO DE Pn:

A fórmula para calcular o número de arranjos Pn é dada por:

𝑃𝑛 = 𝑛 × (𝑛 − 1) × (𝑛 − 2) … 3 × 2 × 1
O cálculo de Pn também é conhecido como fatorial, também podendo ser representado
por n!.”
EXERCÍCIOS SOBRE ANÁLISE COMBINATÓRIA:

10) Com 12 pessoas, quantos grupos de 4 pessoas podemos formar?

11) Com 7 professores, quantas comissões de 3 professores podemos formar?

12) Uma urna contém 12 elementos, 4 espaços devem ser preenchidos. Calcule o número
de arranjos possíveis A12, 4.

13) Na Copa das Confederações 32 times participaram. Se forem premiados o primeiro e o


segundo lugar, de quantos modos os prêmios podem ser atribuídos?

14) Quantos números, de 4 algarismos distintos, podemos formar com os dígitos 1, 2, 3 e


4?

15) Quantos anagramas tem a palavra FATORES?


1.7. COMO USAR A CALCULADORA CIENTÍFICA (fx – 82MS)

Para o estudo da matéria de Estatística Aplicada à Administração, uma calculadora do tipo


científica é de grande ajuda. Não é obrigatório, mas na hora de resolver cálculos de médias e
desvios, ela é um grande quebra galho. Nesta secção você pode aprender a como usar qualquer
calculadora científica que seja variante do modelo Casio fx-82MS, não é necessário que seja
dessa marca, contanto que seja um modelo semelhante.
É importante saber que a calculadora científica é equipada com 3 modos:

Tabela 1: Comandos calculadora científica.

Para acioná-los basta apertar a tecla MODE e digitar o número correspondente para o
modo desejado. No nosso caso o modo é o SD, geralmente é o segundo modo, basta apertar a
tecla de número 2 e ele é ativado. No painel superior, na parte esquerda, aparecerá um símbolo
SD informando o modo em que a calculadora está operando.

Para a realização dos cálculos de média e desvio, devemos armazenar os valores para
que possamos efetuar essa operação. Para salvar um valor basta digitá-lo normalmente e apertar
a tecla M+, sempre quando apertada, ela salvará o valor digitado. Lembre-se que cada valor
deve ser salvo separadamente. Quando um valor é salvo, no visor da calculadora aparecerá
um n = x, em que x é o número de elementos armazenados na memória.

Se quisermos saber a média para esse conjunto de dados, basta apertar a tecla SHIFT, e
tecla de número 2, ou a tecla que possuir em cima escrito S-VAR.
Um menu aparecerá na calculadora com os símbolos de média, desvio-padrão
populacional e desvio-padrão amostral. Cada um deles é enumerado de com 1, 2 ou 3.
Como queremos saber a média, basta apertar 1, a média será selecionada e apertar o
símbolo de igual. No visor mostrará a média das amostras.
Para saber o desvio-padrão populacional apertamos SHIFT novamente e em seguida
digitamos o número correspondente ao mesmo. Na calculadora em questão é o número 2,
apertamos o símbolo de igual em seguida e assim obtemos o desvio-padrão populacional.
Se quisermos calcular o desvio-padrão AMOSTRAL, apertamos SHIFT novamente e
selecionamos o número do desvio-padrão amostral, no caso o número 3. Apertamos o símbolo
de igual e assim obtemos o desvio-padrão amostral.

Tabela 2: Cálculos estatísticos calculadora científica.

Esse foram os passos para uma determinada amostra, mas se quisermos saber para outras
amostras devemos apagar a memória da calculadora, pois os dados da amostra anterior estão
salvos. Para isso apertamos SHIFT e tecla MODE. Um tipo de menu aparecerá com SCL
MODE ALL, também enumerados. Para apagar apenas os dados da amostra nos selecionamos
a opção SCL e apertamos o sinal de igual.

A opção MODE apaga os dados do modo, assim ele sai do modo SD, sendo necessário
ativar novamente. E por último a opção ALL apaga toda e qualquer informação introduzida,
saindo também do modo estatístico.

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