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FACULDADE FAVENI

PÓS-GRADUAÇÃO EM HEMATOLOGIA

FABIAN ROPKE PEREIRA

ANEMIA FERROPRIVA

BLUMENAU
2021
ANEMIA FERROPRIVA

Fabian Ropke Pereira1

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO- A anemia por deficiência de ferro é uma anemia preocupante e de prevalência considerável,
uma vez que atinge todos os grupos sociais, independente dos fatores econômicos e demográficos. A
deficiência de ferro no organismo humano ocasiona diversas consequências à saúde e qualidade de vida.
Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo geral estudar a anemia ferropriva visando aprofundar os
conhecimentos de forma a servir de parâmetro para interessados e profissionais da área da saúde. Para
alcançar o objetivo geral, tem-se como objetivos específicos expor o diagnóstico da anemia ferropriva e
apresentar o tratamento da doença. A metodologia adotada consiste na pesquisa bibliográfica de caráter
exploratória. Através desse estudo pode-se verificar que existem várias alternativas viáveis para prevenir
e tratar a anemia por deficiência de ferro. O diagnóstico clínico e o diagnóstico laboratorial são de
significativa importância para iniciar o tratamento mais adequado, frente a suspeita de anemia por
deficiência de ferro. Além disso, após o diagnóstico da anemia por deficiência de ferro, o tratamento
nutricional e o tratamento medicamentoso devem ser complementares e implementados precocemente.
Conclui-se que o acompanhamento farmacoterapêutico é indispensável para o tratamento da anemia por
deficiência de ferro, uma vez que o farmacêutico é capacitado para orientar e acompanhar o tratamento
para que ele ocorra de forma correta e eficaz.

PALAVRAS-CHAVE: Anemia por deficiência de ferro. Diagnóstico. Tratamento.

1
Fabianropke91@gmail.com
1 INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a anemia como sendo o


aumento ou a diminuição do tamanho das hemácias juntamente com a redução ou não
da concentração de hemoglobina (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2004). As
estimativas da OMS mostram que a anemia afeta aproximadamente 30% da população
mundial e cerca de metade desta prevalência global é atribuída à deficiência de ferro
(DEMAEYER; ADIELS-TEGMAN, 1985). Na década de 1980, as estimativas na
América Latina eram de 13,7 milhões de crianças anêmicas, com prevalência de 26%
(HORWITZ, 1989).
É estimado que aproximadamente metade dos casos de anemia ocorrem devido
à deficiência de ferro (KASSEBAUM et al., 2014) e a outra metade consistem nas
outras deficiências, tais como as deficiências nutricionais (vitamina B12, folato e
vitamina A), processos inflamatórios, infecciosos, câncer e doenças hereditárias que
afetam eritrócitos, como por exemplo, as talassemias (DE-REGIL et al., 2011).
A anemia por deficiência de ferro ou anemia ferropriva é resultante da interação
de diversos fatores etiológicos. Entre esses fatores, pode-se dizer que uma das causas
mais importantes consiste na ingestão deficiente de ferro, especialmente na forma
heme, ocasionada pelo baixo consumo de alimentos de origem animal (SZARFARC;
SOUZA, 1997). Pode-se dizer que os demais fatores que se constituem determinantes
desta anemia consistem em baixo nível socioeconômico, precárias condições de
saneamento e a alta prevalência de doenças infectoparasitárias, principalmente as que
provocam perdas sanguíneas crônicas (COMPTON; WHITEHEAD, 1993; MARTINS et
al., 1987).
Entre as deficiências nutricionais presentes no mundo, a anemia ferropriva é
classificada como sendo uma das mais relevantes, principalmente devido ao fato de
que qualquer faixa etária é vulnerável a essa deficiência (BARON, et al., 2005; CDC,
1998). No entanto, a anemia ferropriva compromete principalmente algumas faixas
etárias mais sensíveis à escassez de ferro devido ao rápido crescimento ou ao aumento
de demanda, tais como as crianças entre seis meses e cinco anos de idade,
adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil (OSORIO et al., 2001),
gestantes e nutrizes (CDC, 1998). Além disso, alguns procedimentos cirúrgicos, tais
como a cirurgia bariátrica, também trazem esta deficiência como um ponto importante.
(TOH; ZARSHENAS; JORGENSEN, 2009; SALTZMAN; KARL, 2013).
Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo geral estudar a anemia ferropriva
visando aprofundar os conhecimentos de forma a servir de parâmetro para interessados
e profissionais da área da saúde. Para alcançar o objetivo geral tem-se como objetivos
específicos expor o diagnóstico da anemia ferropriva e apresentar o tratamento da
doença.
A metodologia adotada consiste na pesquisa bibliográfica de caráter exploratória.
As consultas ocorreram em publicações científicas e acadêmicas, através de consulta
no navegador Google, modo acadêmico, portal de periódicos CAPES e o portal
Scientific Electronic Library Online (Scielo). Foram utilizadas as palavras-chave “anemia
ferropriva” e “tratamento e diagnóstico”.

2 ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO

Sabe-se que a anemia por deficiência de ferro caracteriza-se pela baixa


concentração de hemoglobina no sangue, ocasionada pela carência de ferro no
organismo. Assim sendo, para melhor compreender a anemia ferropriva torna-se
necessário compreender o metabolismo do ferro, visando promover condições para
garantir a homeostase do mesmo, a manutenção das funções celulares, de forma a
evitar danos teciduais (FREIRE; ALVES; MAIA, 2020).

2.1 Importância do ferro

O ferro é fundamental para o equilíbrio do corpo humano, sendo um dos


principais minerais do organismo. O ferro é importante para que ocorra a síntese do
grupo heme da hemoglobina, que é transportada através das hemácias, responsável
pelo transporte do oxigênio na corrente sanguínea, e também é importante na formação
de hemeproteínas, as quais participam da produção de energia celular. A aquisição do
ferro é realizada através da dieta de alimentos que contém ferro ou pelo ferro
proveniente da reciclagem das hemácias senescentes (GROTTO, 2010).
Existem dois tipos de ferro, os quais são o ferro heme, encontrado nos alimentos
de origem animal (carnes, leite e ovos), contendo átomos de Fe 2+ (ferro ferroso) e o
ferro não heme, encontrado em alimentos de origem vegetal (verduras de coloração
verde escura, feijão, soja, entre outros), contendo átomos de Fe 3+ (ferro férrico)
(QUEIROZ; TORRES, 2000).
É importante ressaltar que os alimentos ácidos, como a vitamina C, e os agentes
solubilizantes, como o açúcar, aumentam a absorção do ferro, enquanto que os
alimentos com cálcio e cafeína reduzem a absorção do mesmo. Dessa forma, os
pacientes com anemia por deficiência de ferro devem ter ajustes alimentares visando
maior consumo de alimentos que contenham ferro, juntamente com os alimentos que
potencializam a absorção do mineral (QUEIROZ; TORRES, 2000; WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2017).

2.2 Estágios e consequências da deficiência de ferro

A ausência de ferro no organismo pode ocorrer de forma gradual e evolutiva,


sendo dividido em três estágios, conforme mostra a Tabela 1.

Tabela 1 – Estágios na instalação da carência de ferro.


1° Estágio 2° Estágio 3° Estágio
Depleção dos Depleção de ferro Depleção de ferro
estoques sem anemia com anemia
Hemoglobina Normal Normal Diminuída
Volume corpuscular médio Normal Normal Diminuído
Ferro sérico Normal Diminuído Diminuído
Ferritina Diminuída Diminuída Diminuída
Capacidade de ligação do ferro Normal Aumentada Aumentada
Protoporfirina livre Normal Normal Aumentada
Fonte: Adaptado de Silva (2007).
O primeiro estágio é designado pela depleção dos estoques de ferro, afetando os
depósitos, o que ocasiona um período de vulnerabilidade significativa em relação ao
balanço de ferro, podendo ocasionar consequências funcionais.
O segundo estágio é designado depleção de ferro sem anemia, no qual a
deficiência de ferro é indicada como uma eritropoiese ferro-deficiente, que é
caracterizada por modificações bioquímicas, refletindo na ausência de ferro para a
produção normal de hemoglobina e outros compostos férricos.
O terceiro estágio é designado depleção de ferro com anemia. A anemia
ferropriva ocorre nesse estágio devido à quantidade imprópria de ferro para a síntese
da hemoglobina, isto é, ocasionada pela queda dos níveis de hemoglobina, com danos
funcionais ao organismo (SILVA, 2007; YAMAGISHI et al. 2017).

2.3 Diagnóstico clínico e laboratorial da anemia por deficiência de ferro

Para o diagnóstico clínico e laboratorial da anemia por deficiência de ferro tem-se


a necessidade de compreender os estágios da deficiência de ferro, que consistem na
depleção, na deficiência de ferro e na anemia ferropriva, os quais foram estudados na
seção anterior. O diagnóstico clínico e laboratorial devem ser complementares e
corretamente avaliados frente a suspeita da anemia ferropriva (FISBERG et al., 2018;
STOLTZFUS, 2001).
É importante ressaltar que no diagnóstico clínico, os sintomas mais evidentes
como o cansaço, apatia e taquicardia são detectados quando o paciente já possui
anemia por deficiência de ferro. No diagnóstico laboratorial os exames específicos
indicam o estágio da deficiência de ferro, oferecendo dessa forma o diagnóstico
precoce, antes do estabelecimento da anemia (KALTWASSER; GOTTSCHALK, 1999;
QUEIROZ; TORRES, 2000; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007).
Os exames mais solicitados para análise do estado de ferro e anemia são: o
receptor de transferrina, a saturação de transferrina, a concentração de hemoglobina, a
ferritina e o ferro sérico (KALTWASSER; GOTTSCHALK, 1999; QUEIROZ; TORRES,
2000; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007).
Na fase de depleção de ferro, onde ocorre diminuição dos depósitos de ferro nos
tecidos, baço, fígado e medula óssea, é realizada a dosagem de ferritina sérica (com
valores normais entre 15–300 μg/l). O resultado é analisado com cuidado, uma vez que
a baixa concentração de ferritina pode ser causada por infecções, doenças hepáticas e
inflamações (FISBERG et al., 2018; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2007).
De acordo com os autores Queiroz e Torres (2000) e Fisberg et al. (2018), na
fase da deficiência de ferro, a dosagem de ferro sérico é realizada, a qual indica a
própria redução do mineral, com valores < 30 mg/dl, a capacidade total de ligação da
transferrina (CTLT) e a saturação da transferrina (ST).
De acordo com Freire, Alvez e Maia (2020, p. 4), “Se houver deficiência de ferro,
a CTLT indica valores >250-390 μg/dl, e a ST valores <16%. A saturação da
transferrina sérica pode ser definida como a porcentagem da relação do ferro sérico e
da transferrina”.
Segundo Freire, Alvez e Maia (2020, p. 4)

Na fase de anemia ferropriva, são essenciais as dosagens de hemoglobina


(valores específicos para idade e sexo) e dos parâmetros hematimétricos,
principalmente de Volume Corpuscular Médio-VCM (valores de referência de 80
a 100 fl) e Hemoglobina Corpuscular Média-HCM (normalidade entre 30 a 33
pg). Em crianças anêmicas, o nível de hemoglobina está abaixo de 11 g/dL,
sendo grave < 7,0 g/dL; moderada, entre 7,0 e 8,9 g/dL, e leve, entre 9,0 e 10,9
g/dL. Já em mulheres anêmicas não grávidas, valores de hemoglobina abaixo
de 12 g/dL; e em grávidas, abaixo de 11 g/dL.

Pode-se verificar, dessa forma, que os exames para o diagnóstico da anemia por
deficiência de ferro consistem no hemograma completo, na eletroforese de
hemoglobina, na determinação dos valores dos marcadores bioquímicos e nos testes
genéticos (SPEZIA et al., 2018).
Além disso, é importante ressaltar que o hemograma é indispensável, uma vez
que avalia morfologicamente e mostra o conteúdo de hemoglobina nas hemácias, além
disso, o hemograma indica a carência dos nutrientes essenciais da medula óssea
(SPEZIA et al., 2018).
2.4 Tratamento da anemia por deficiência de ferro

O tratamento da anemia por deficiência de ferro é baseado na suplementação


nutricional de ferro, através do consumo de alimentos fonte do mineral ou
medicamentoso e por meio de preparações de sais de ferro. Essa suplementação deve
ser emergencial, contínua, eficaz e cautelosa, com o objetivo de corrigir a baixa
concentração de hemoglobina e repor os estoques de ferro (ferritina sérica) corporal. O
período de tratamento é considerado de, no mínimo, dois a três meses (QUEIROZ;
TORRES, 2000; FISBERG et al., 2018).
O tratamento nutricional é baseado em ajustes alimentares na dieta do paciente,
com o objetivo de alterar o metabolismo da deficiência do ferro. Dessa forma, é
recomendado maior ingestão de alimentos que contenham ferro tais como carne
vermelha e vegetais (BORGES et al., 2009; QUEIROZ; TORRES, 2000).
É importante ressaltar que os alimentos de origem animal (ferro heme) são
melhores absorvidos. Além disso, os alimentos que favorecem a absorção do mineral,
tal como a vitamina C, devem ser acrescentados à dieta (BORGES et al., 2009;
QUEIROZ; TORRES, 2000). De acordo com Freire, Alvez e Maia (2020, p. 5) “A
principal via de administração é oral”.
O tratamento medicamentoso é baseado em preparações farmacêuticas de sais
de ferro, consistindo no fumarato ferroso, no sulfato ferroso e no gluconato ferroso
(QUEIROZ; TORRES, 2000).
Pode-se dizer que os sais de ferro possuem vantagens e desvantagens. As
vantagens consistem no baixo custo, na rápida absorção e eficácia na correção da
hemoglobina e na reposição das reservas de ferro. As desvantagens consistem na
exigência na cautela nas dosagens, evitando o excesso, na administração longe das
refeições e na baixa adesão no tratamento, pois possuem diversos efeitos adversos
(JIMENEZ et al., 2015; MACDOUGALL, 1999; NIQUINI et al., 2016).
A suplementação medicamentosa é utilizada com o objetivo de prevenir e tratar a
anemia ferropriva. A Tabela 2 mostra os prós e contras da administração de ferro oral e
intravenosa.
Tabela 2 – Ferro oral e intravenoso: prós e contras de seus usos.
Ferro oral Ferro intravenoso
Prós Prós
 Disponível sem receita  Reposição rápida dos níveis de ferro
 Conveniente  Seguros se forem evitadas
 Barato formulações com dextrano
 Eficaz quando a absorção intestinal não é  Eficaz mesmo quando a absorção
prejudicada intestinal é prejudicada

Contras Contras
 A absorção intestinal diária limitada  Requer administração de um
resulta em reposição mais lenta de ferro profissional de saúde, com aumento
 Os efeitos colaterais gastrointestinais de custos
dependentes da dose (náusea, vômito,  Potencial de sobrecarga de ferro e
dor abdominal, constipação) podem aumento transitório do estresse
limitar a adesão do paciente oxidativo
 A captação é prejudicada por algumas  Potencial para reações anafiláticas
doenças (por exemplo, doença celíaca, com formulações contendo dextrano
anemia de doença crônica, gastrite auto-
imune)
 Lesões na mucosa e/ou potencial
exacerbação da atividade da doença
podem ocorrer na doença inflamatória
intestinal
 Alteração da microbiota e do potencial
tumorigênico foram observados
Fonte: Adaptado de Jimenez et al. (2015).

Pode-se verificar, através da Tabela 2, que a administração por via oral é a mais
comum, mas possui desvantagens, em relação à intravenosa. Entre as desvantagens
estão os maiores efeitos adversos, a baixa adesão, a baixa absorção e a baixa eficácia
terapêutica. A via intravenosa é a melhor maneira para a chegada de ferro na medula
óssea, mas depende de maior supervisão do profissional de saúde.
A via parenteral é utilizada, na prática, em casos atípicos, ou seja, quando ocorre
falha terapêutica por via oral, reposição de ferro por perdas sanguíneas, quimioterapia
ou após cirurgias gástricas (JIMENEZ et al., 2015; MACDOUGALL, 1999).

3 CONCLUSÃO

Este trabalho estudou anemia ferropriva visando aprofundar os conhecimentos


de forma a servir de parâmetro para interessados e profissionais da área da saúde.
Para alcançar o objetivo geral, o diagnóstico da anemia ferropriva foi exposto e o
tratamento da doença foi apresentado. A metodologia adotada consistiu na pesquisa
bibliográfica de caráter exploratória.
Pode-se verificar no decorrer do trabalho que a anemia por deficiência de ferro é
uma anemia preocupante e de prevalência considerável, uma vez que atinge todos os
grupos sociais, independente dos fatores econômicos e demográficos. A deficiência de
ferro no organismo humano ocasiona diversas consequências à saúde e qualidade de
vida.
Através desse estudo pode-se verificar que existem várias alternativas viáveis
para prevenir e tratar a anemia por deficiência de ferro. O diagnóstico clínico e o
laboratorial são de significativa importância para iniciar tratamento mais adequado,
frente a suspeita de anemia por deficiência de ferro. O diagnóstico clínico e o
laboratorial devem ser complementares e bem avaliados pelo profissional de saúde.
Além disso, após o diagnóstico da anemia por deficiência de ferro, o tratamento
nutricional e o tratamento medicamentoso devem ser complementares e implementados
precocemente.
Conclui-se que o acompanhamento farmacoterapêutico é indispensável para o
tratamento da anemia por deficiência de ferro, uma vez que o farmacêutico é
capacitado para orientar e acompanhar o tratamento para que ele ocorra de forma
correta e eficaz.
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