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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS

ESCOLA DE CIÊNCIAS MÉDICAS, FARMACÊUTICAS E BIOMÉDICAS

CURSO DE FARMÁCIA

Júlio Duarte filho

Metabólitos Secundários em Espécies Vegetais

GOIÂNIA - GO

2020
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RUTINA

Nome Comercial: Novarrutina

Fórmula Química: C27H30O16

CAMPTOTECINA

Vegetal de origem: Campthoteca acuminata

Estrutura química da Camptotecina

História da descoberta:

A Camptotecina (CPT) foi isolada durante o período de 1950-1959, por ocasião


de um meticuloso estudo que objetivava a obtenção de esteróides a partir da
hidrocortisona. Após o isolamento e elucidação estrutural da CPT e seus
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análogos 10-hidroxi e 10-metoxi-camptotecina, foi demonstrado que estas


substâncias inibiam a síntese de ADN e ARN.

Propriedades terapêuticas:

É um fármaco que apresenta uma considerável atividade antitumoral cujo


mecanismo de ação envolve a inibição da topoisomerase I, enzima presente
em altas concentrações nos tumores. A camptotecina estabiliza o complexo
formado entre o ADN e a topoisomerase I, fazendo com que ocorra o
rompimento da dupla fita do ADN e, consequentemente, a morte celular.

HUPERZINA A

Vegetal de origem: Huperzia serrata

Estrutura química Huperzina A

História da descoberta:

O resultado de vários estudos confirmando o efeito benéfico de algumas


espécies vegetais em ensaios biológicos relacionados a doenças
neurodegenarativas ou déficits cognitivos, acabou gerando interesse no estudo
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de outras plantas com perfil semelhante. A Huperzina é um bom exemplo desta


linha de pesquisa. A Huperzina A foi isolada pela primeira vez em 1948 por
investigadores chineses.

Propriedades terapêuticas:

A huperzina A parece melhorar eficazmente a aprendizagem e o


comprometimento da memória associados ao avanço da idade em animais e
humanos, sendo também promissora no tratamento de várias patologias devido
á sua capacidade anti-inflamatória, anti-nociceptiva e neuroprotetora. É um
inibidor seletivo da acetilcolinesterase (AchE) – enzima que cataliza a hidrólise
da acetilcolina, e tem sido tem sido considerado o mais favorável dentre os
agentes anti-AChE usuais (fitostigmina, tacrine e donepezil) para tratar
demência causada pela deficiência de acetilcolina, incluindo doença de
Alzheimer, miastenia grave e deficiência da memória associada à idade.

PACLITAXEL

Vegetal de origem: Taxus brevifolia

Estrutura química do Paclitaxel

História da descoberta:

O paclitaxel é um diterpeno complexo da família dos taxanos que foi extraído


em 1962 a partir de extratos de casca da árvore conhecida como yem, Taxus
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brevifolia Nutt. (Taxaceae). Esse mostrou excelente atividade anticancerígena


in vitro e em 1977 começaram os testes pré-clínicos pelo Instituto Nacional do
Câncer dos Estados Unidos (NCI). O objetivo era explorar novas plantas como
fonte de agentes antineoplásicos. As propriedades estabilizadoras de
microtúbulos do paclitaxel foram descobertas em 1979 por pesquisadores do
Albert Einstein Medical College.

Propriedades terapêuticas:

O paclitaxel apresenta uma potente ação antineoplásica, resultante do seu


efeito anti-mitótico. Este fármaco, a par com alguns dos seus derivados, é
atualmente um citostático de eleição no tratamento de vários tumores, tais
como o cancro do ovário, da mama, do pulmão de não-pequenas células, da
cabeça e pescoço e sarcoma de Kaposi’s. Agem pelo mecanismo de
estabilizarem microtúbulos e inibirem a despolimerização dos mesmos,
causando a morte celular.

VIMBLASTINA

Vegetal de origem: Catharanthus roseus

Estrutura química da Vimblastina

História da descoberta:
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Entre 1955 e 1960, os investigadores canadianos Noble, Beer e Cutts


descobriram que frações de extratos obtidos das partes aéreas da planta
produziam granulocitopenia. Verificaram que o produto causava depressão da
medula óssea em ratos. Com base nos resultados verificados investigadores da
indústria farmacêutica “Lilly” (Estados Unidos da América) investiram, nos anos
50, no isolamento de numerosos alcalóides da vinca de Madagáscar, dos quais
a vimblastina, a vinleurosina, a vinrosina e a vincristina demonstraram ter
atividade anticancerígena. A vimblastina foi aprovada como agente
anticancerígeno, pelo FDA (Food and Drug Administration) em 1963.

Propriedades terapêuticas:

A vimblastina associada, muitas vezes, a outros agentes quimioterápicos é


usada no tratamento de alguns linfomas, como o de Hodgkin e o sarcoma de
Kaposi. Atua nas células em mitose bloqueando a β-tubulina, que fica incapaz
de se polimerizar com a α-tubulina em microtúbulos. Com a interrupção da
formação dos microtúbulos não ocorre o fuso mitótico, dispersando os
cromossomos pelo citoplasma, e assim ocorrem alterações características da
apoptose.

MORFINA

Vegetal de origem: Papaver somniferum

Estrutura química da Morfina


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História da descoberta:

No início do século XIX foi a descoberta da morfina, obtida por Friedrich


Sertürner, um alemão, assistente de farmacêutico, que trabalhou no isolamento
de princípios ativos do ópio. O próprio Sertürner deu a denominação de
morphium em homenagem ao Deus grego do sono e, em 1816, apresentou
detalhes da investigação química e farmacológica dessa droga. Em um
editorial, publicado numa revista francesa que traduziu os trabalhos de
Sertürner, Gay Lussac propôs a substituição de morphium por morfina,
denominação que ficou consagrada.

Propriedades terapêuticas:

A morfina exerce primariamente seus efeitos sobre o SNC e órgãos com


musculatura lisa. Seus efeitos farmacológicos incluem analgesia, sonolência,
euforia, redução de temperatura corporal, depressão respiratória relacionada
com a dose, interferência com a resposta adrenocortical ao stress (em altas
doses) e miose. A morfina age como um agonista interagindo com sítios
receptores estereoespecíficos e ligações saturadas no cérebro, medula
espinhal e outros tecidos alterando processos que afetam tanto a percepção da
dor como a resposta emocional à mesma.

ATROPINA

Vegetal de origem: Atropa belladonna


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Estrutura química da Atropina

História da descoberta:

A história da descoberta de atropina é um pouco complicada. Em 1809, o


químico francês Louis Nicolas Vauquelin (1763-1829) isolou uma forma impura
de beladona. Em 1822, Rudolph Brandes (1795-1842), um farmacêutico
alemão terá chamado esta molécula ativa de "atropina". Mas a atropina pura,
parece ter sido isolada pela primeira vez em 1831 pelo químico alemão
Heinrich Mein (1799-1864) a partir de raízes secas de beladona. O químico e
Prémio Nobel alemão Richard Willstätter (1872-1942), realizou a sua síntese
em 1901.

Propriedades terapêuticas:

A Atropina possui ação parassimpaticolítica, o que se reflete numa atividade


midriática e espasmolítica. É utilizada para diminuir espasmos e cólicas
gastrointestinais e biliares, bem como excessos de secreções (sudoríficas,
nasais, salivares e gástricas). A atropina inibe as ações muscarínicas da
acetilcolina nas estruturas inervadas pelos nervos colinérgicos pós-
ganglionares e nos músculos lisos que respondem à acetilcolina endógena.

RESERPINA

Origem vegetal: Rauwolfia serpentina


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Estrutura química da Reserpina

História da descoberta:

A Reserpina foi isolado em 1952 a partir da raiz seca de Rauwolfia serpentina.


Foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos por Robert Wallace Wilkins em
1950. A sua estrutura molecular foi elucidada em 1953 e natural configuração
publicada em 1955. Foi introduzido em 1954. A primeira síntese total foi
conseguida por RB Woodward em 1958.

Propriedades terapêuticas:

A Reserpina reduz a pressão arterial, diminuindo débito cardíaco, resistência


vascular periférica, frequência cardíaca e secreção de renina; Inibe o
transportador de monoaminas vesicular (VMAT) o qual é um antiportador de
prótons, pois se liga irreversivelmente a esses transportadores nas membranas
das vesículas secretoras nos neurônios pré-sinápticos, impedindo a ligação de
neurotransmissores intracelulares ao transportador. Compete com as
monoaminas para se ligar ao VMAT, ligando-se três vezes mais ao VMAT2.
Uma vez que essa ligação ocorra, a função dessas vesículas de estocar as
monoaminas é perdida, fazendo com que esses neurotransmissores fiquem no
citoplasma, onde sofrerão a degradação pela monoamino oxidase (MAO).
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PILOCARPINA

Vegetal de origem: Pilocarpus microphyllus

Estrutura química da Pilocarpina

História da descoberta:

A Pilocarpina foi descoberta em 1875 por Hardy e isolada em 1898 por Felter &
Lloyd, entretanto, sua estrutura foi elucidada muitos anos e deste então poucos
estudos foram feitos acerca deste alcaloide.

Propriedades terapêuticas:

A Pilocarpina é usada na indução da miose pós-operatória ou de miose após


oftalmoscopia e no tratamento do glaucoma. É uma solução oftálmica que
estimula de forma direta os receptores colinérgicos. Produz a contração do
músculo do esfíncter da íris, que origina a constrição do músculo pupilar
(miose), constrição do músculo ciliar (que ocasiona aumento da acomodação) e
uma redução da pressão intraocular associada com diminuição da resistência
ao fluxo de saída do humor aquoso.
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DIGOXINA

Vegetal de origem: Digitalis lanata

Estrutura química da Digoxina

História da descoberta:

Em 1775 o médico inglês William Withering descobriu que a planta dedaleira


(Digitalis purpúrea) era útil no tratamento da insuficiência cardíaca. Em 1930
Sydney Smith isolou um glicosídeo da Digitalis lanata que chamou de digoxina.
Propriedades terapêuticas:

A digoxina é indicada no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva onde


o problema dominante é a disfunção sistólica. A digoxina também é indicada na
taquicardia supraventricular, particularmente fibrilação e/ou flutter atrial. O
mecanismo de ação primário dos digitálicos é inibir a enzima Na-K adenosina
trifosfato (ATPase) das células miocárdicas. O aumento do Na intracelular leva
a uma elevação da troca de Na por Ca, aumentando finalmente as
concentrações de Ca dentro do miócito. Isso melhora a contração miocárdica e
a função sistólica global do coração.
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ÁCIDO ACETILSALICÍLICO

Vegetal de origem: Salix alba

Estrutura química do Ácido Acetilsalicílico

História da descoberta:

A salicina foi isolada pela primeira vez em 1829 pelo farmacêutico francês H.
Leurox. Contudo, seu potencial terapêutico era conhecido desde a Antiguidade.
Substância ativa presente em espécies do gênero Salix e Populus, a salicina já
havia sido mencionada no século V a.C., de forma empírica, pelo pensador
grego Hipócrates. Em 1838, o químico italiano Raffaele Piria obteve o ácido
salicílico, sintético, através de hidrólise oxidativa da salicina. Posteriormente,
Kolbe e Dresden, em 1859, passaram a sintetizar os salicilatos, que
antecederam o Ácido Acetilsalicílico.

Propriedades terapêuticas:

Tem propriedades analgésicas, antipiréticas anti-inflamatórias e agregação


plaquetária. Age como inibidor da enzima ciclo-oxigenase, que resulta na
inibição da biossíntese de prostaglandinas e tromboxanos, as prostaglandinas
parece produzir analgesia em causa um efeito periférico no SNC (Sistema
Nervoso Central). Atua no hipotálamo dando o efeito de antipirese, a dispersão
de calor é aumentada causando a vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo
periférico.
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EFEDRINA

Vegetal de origem: Ephedra distachya

Estrutura química da Efedrina

História da descoberta:

A efedrina, foi isolada em 1887, por Nagayoshi Nagai da Ephedra sinica Stapf.
Em 1919, usando a efedrina como precursor, foi sintetizada pela primeira vez a
metanfetamina, uma variante da anfetamina.

Propriedades terapêuticas:

A efedrina é usada para o alívio da asma, rinites, tosse e síndromas gripais e


bronquites, pelo seu efeito broncodilatador e descongestionante. A efedrina é
normalmente incluída em suplementos de perda de peso, devido aos seus
efeitos estimulantes. A efedrina tem uma ação idêntica à adrenalina. Este efeito
estimulante provoca um aumento na taxa metabólica basal, que contribui para
a perda de peso, mas também é fonte de efeitos colaterais potencialmente
graves.
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GALANTAMINA

Vegetal de origem: Galanthus woronowii

Estrutura química da Galantamina

História da descoberta:

De acordo a história desta substância, por volta de 1950, um farmacologista


búlgaro ficou curioso quando, ao visitar uma área rural, viu as pessoas
esfregando em suas testas flores da planta Galanthus woronowii, com o
objetivo de aliviar dores de cabeça. Em 1952, cientistas russos isolaram a
galantamina da planta Galanthus woronowii e, dentro de poucos anos, o
composto estava sendo utilizado como anestésico e também no tratamento da
poliomielite.

Propriedades terapêuticas:

A galantamina é um inibidor específico, competitivo e reversível da


acetilcolinesterase (AChE). É usada no tratamento da doença de Alzheimer
uma vez que apresenta alguns benefícios cognitivos e globais nos doentes.
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HIPERICINA

Vegetal de origem: Hypericum perforatum

Estrutura química da Hipericina

História da descoberta:

O Hypericum tem sido usado medicinalmente desde a antiguidade, e muitos


médicos eminentes da antiga Grécia e Roma (incluindo Hipócrates, Dióscorides
e Galeno) relataram as qualidades terapêuticas desta planta, com uma
referência particular à cura de feridas, propriedades analgésicas e diuréticas.
Esta planta tem, no entanto, uma longa história associada a poderes protetores
de ‘espíritos malignos’, indicando assim uma atividade no sistema nervoso
central (SNC). O nome Hypericum é, de fato, derivado de duas palavras
gregas: hyper (= sobre, acima) e eikon (= ícone, aparição), que – quando
postos juntos
– justificam o efeito central atribuído a esta planta. A palavra “perforatum”
deriva do Latim “perfurado” porque as folhas, quando submetidas à luz,
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revelam pontos translúcidos 6 das glândulas de óleo, dando a impressão de


que as folhas são perfuradas.

Propriedades terapêuticas:

É uma substância capaz de bloquear neurotransmissores que provocam a


depressão. A Hipericina atua na inibição da enzima monoamino oxidase
(MAO), que degrada neurotransmissores.

IBOGAÍNA

Vegetal de origem: Tabernanthe iboga

Estrutura química da Ibogaína

História da descoberta:

É um alcaloide cujo extrato hidroalcoólico era largamente empregado por tribos


nativas da África, que conheciam suas propriedades alucinógenas e a
utilizavam para reduzir a fadiga e a fome. A estrutura da ibogaína foi
definitivamente elucidada em 1958 como tendo uma subunidade bicíclica
nitrogenada, fundida ao sistema 5-metóxi-indólico que contém uma unidade
amino etílica similar à serotonina (5-hidroxitriptamina), importante
neurorregulador endógeno. Esta similaridade estrutural explica a ação destes
derivados nos receptores serotonérgicos centrais.
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Propriedades terapêuticas:

É capaz de antagonizar por ser um inibidor da colinesterase, a enzima


estimulante que afeta o SNC e ajuda a anular a ação de uma série de
compostos orgânicos nitrogenados de intensa bioatividade sobre o cérebro,
como a cocaína, crack, heroína, morfina, etc. Isso permite que áreas do
cérebro sejam reparadas e assim estimula a produção de neurotransmissores
responsáveis pela produção do prazer: a serotonina e a dopamina.
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