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Experimento: Determinação do Calor Específico do Alumínio

Data: 11/08/2021 Nota:__________


Aluno (s): Antônio Miguel Rufino, Jean Andre Sausen.

1. INTRODUÇÃO

Na termodinâmica ao se colocar dois objetos de temperaturas distintas em estado de troca térmica, o


mais quente irá perder calor para o mais frio até que ambos atinjam a mesma temperatura, alcançando assim
o equilíbrio térmico. A lei de resfriamento de Newton nos diz que a taxa de perda de calor de um corpo é
diretamente proporcional á diferença de temperatura entre o corpo e seu entorno, algebricamente:
𝑑∆𝑇
= −𝑘∆𝑇
𝑑𝑡
Onde ∆T é a diferença de temperatura entre o sólido e o fluido e k é a constante proporcionalidade
que varia de acordo com as características do fluido e as condições de contorno.
Para a determinação da capacidade térmica do sistema utiliza-se a seguinte equação:
𝑄 𝑄
𝐶𝑠 = =
∆𝑇 𝑇 − 𝑇0
Onde Cs é a capacidade térmica ou calor especifico do sistema, ∆T é a variação de temperatura dada
por T e T0 e Q é a quantidade de calor. O experimento mais comum para a comprovação da equação acima
faz o uso de um calorímetro. O calorímetro é um equipamento simples que contém basicamente um sensor
de temperatura e um isolamento térmico para que não haja troca do sistema com o meio.

2.DESENVOLVIMENTO

2.1Procedimento:

• Monte o sistema esquematizado na Figura 1. Incialmente sem o alumínio.


Figura 1 - Calorímetro Usual.

• Realizando a medição da temperatura inicial da água dentro do calorímetro.

• Aquecemos o alumínio dentro de uma estufa de esterilização aquecida e estabilizada com uma
temperatura de 220ºC.

Figura 2 - Estufa de Esterilização.

• Retiramos um alumínio de dentro da estufa e colocamos rapidamente dentro do nosso calorímetro,


aguardamos até que o sistema entrasse em equilíbrio térmico. Anotamos a temperatura final do
sistema.

• Após as medições de temperatura medimos a massa do calorímetro. Primeiro a massa total, segundo
a massa do alumínio, e por último a medição da massa do calorímetro sem água.
2.1 Objetivos

• Medir o calor especifico do Alumino.

2.2 Resultados e Discussão

Inicialmente se fez necessária a aferição da temperatura da água dentro do calorímetro sem que a
adição do alumínio. Chegamos a uma Temperatura inicial de 𝑇𝑖 = 22º𝐶.

Iniciamos o experimento com o alumino aquecido a 𝑇𝑎𝑙𝑢𝑚 = 220º𝐶, após colocarmos rapidamente o
alumínio dentro do calorímetro para que a perca de calor para o ambiente fosse mínima realizamos duas
medições de temperatura dentro do sistema do calorímetro, a primeira após 3 minutos com a 𝑇𝑖;𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 =
24º𝐶 aguardamos mais 2 minutos para que atingíssemos o equilíbrio térmico dentro do sistema, obtemos
uma 𝑇𝑓;𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 = 26º.

Com a tomada das temperaturas podemos realizar o próximo passo que é a tomada de massas do
sistema, incialmente medimos a massa total do calorímetro sendo 𝑚𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 505𝑔 , após essa medida
retiramos cuidadosamente o alumínio do calorímetro retirando o máximo de água possível e medimos sua
massa 𝑚𝑎𝑙𝑢𝑚 = 40𝑔 , com isso retiramos toda a água do calorímetro e medimos sua massa com ele
totalmente vazio 𝑚𝑐𝑎𝑙;𝑣𝑎𝑧𝑖𝑜 = 125𝑔.

Após a tomada de dados podemos inicias a modelagem matemática para que possamos medir o calor
especifico do alumínio. Assim temos:

Sendo o sistema isolado termicamente podemos assumir que 𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 0;

Logo:

𝑄𝑐𝑎𝑙 + 𝑄á𝑔𝑢𝑎+ 𝑄𝑎𝑙𝑢𝑚 = 0

𝐶𝑐𝑎𝑙 ∗ 𝑑𝑇 + 𝑚á𝑔𝑢𝑎 ∗ 𝐶𝑎𝑔𝑢𝑎 ∗ 𝑑𝑇 + 𝑚𝑎𝑙𝑢𝑚 ∗ 𝐶𝑎𝑙𝑢𝑚 ∗ 𝑑𝑡 = 0

63,3 ∗ (26 − 22) + 335,1 ∗ (26 − 22) + 40 ∗ 𝐶𝑎𝑙𝑢𝑚 ∗ (26 − 22) = 0

𝑐𝑎𝑙
Assim chegamos ao valor de: 𝐶𝑎𝑙𝑢𝑚 = 0,205 𝑔∗º𝐶.

3 CONCLUSÕES

Após a realização do experimento do tratamento de dados e modelagens matemáticas chegamos à


𝑐𝑎𝑙
conclusão que a capacidade térmica do alumínio é: 𝐶𝑎𝑙𝑢𝑚 = 0,205 𝑔∗º𝐶 .g. Assim como no primeiro
experimento, o trabalho matemático assim como o trabalho manual para a obtenção de dados se fez de suma
importância para o compreendimento do fator de capacidade térmica que por sua vez é muito encontrado
dentro da termodinâmica. Esse trabalho nos salientou sobre a importância de diversas tabelas as quais
dependeram de experimentos termodinâmicos similares ao proposto nessa experiência vinculando o
conhecimento prático com o teórico. E com este experimento pudemos comprovar que os valores
encontrados nas tabelas termodinâmicas e o valor calculo são muito próximos validando o experimento,
juntamente com a modelagem matemática usada no mesmo.
4. RFERÊNCIAS

[1] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 10719: apresentação de


relatórios técnico-científicos. Rio de Janeiro, 1989. 9 p. Acesso em 17/08/2021, às 9:30h.

[2] ESTUFA PARA ESTERILIZAÇÃO E SECAGEM < https://www.clasf.com.br/estufa-para-


esteriliza%C3%A7%C3%A3o-e-secagem-em-teresina-10405778/ >. Acesso em 17/08/2021, às 9:30h.

[3] CALORIMETRO < https://brasilescola.uol.com.br/fisica/calorimetro.htm >. Acesso em 17/08/2021, às


9:30h.

[4] Capacidade térmica de materiais < https://pt.slideshare.net/sofiyakucheras/capacidade-trmica-de-


materiais-52985820 >. Acesso em 18/08/2021 as 13h.

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