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Gens Seminarii No 12 3

editorial

Celebramos o Ano da Fé proclamado pelo Papa Bento XVI, de 11 de ou-


tubro de 2012 (cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II
e vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica) a 24 de novembro
de 2013 (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo). A fé nos
introduz na vida de Jesus Cristo, fazendo-nos mergulhar no mistério da Santís-
sima Trindade, através do Sacramento do Batismo. A fé é uma adesão pessoal a
Deus e que tem por conteúdo a Revelação feita pelo próprio Deus, dando-nos
a conhecer o seu desígnio de salvação sobre a pessoa humana. Quanto maior
for a fé, mais nos abrimos ao mistério de Deus e à sua presença em nossa vida.
A fé é, ao mesmo tempo, acolhida do dom de Deus que se revela e aceitação Padre Lauro Sérgio
Versiani Barbosa
do conteúdo dessa Revelação, expresso na vida, paixão, morte e ressurreição de
Jesus Cristo. Jesus nos mostrou que Deus é Pai e o quanto o Pai nos ama. Jesus nos mostrou o quanto ele ama o
Pai e também a nós, ao ponto de doar a sua vida pela humanidade. Jesus nos comunicou o Espírito Santo que
procede do Pai para que sejamos realmente filhos de Deus pela graça e irmãos uns dos outros sem qualquer
discriminação ou exclusão.
O ato de fé é pessoal e comunitário. A Revelação de Deus foi confiada à comunidade de fé, não se dirigin-
do a cada um separadamente. Ter fé cristã é abraçar a fé da Igreja. A profissão de fé nasce do coração e se expressa
na confissão de fé eclesial: Porque, se confessares com a tua boca que Jesus é o Senhor e creres em teu coração
que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois quem crê de coração obtém a justiça, e quem confessa
com a boca, a salvação (Rm 10,9-10). A fé nos abre ao Transcendente (Deus) e nos liberta do egocentrismo
individualista e consumista. A plenitude da fé se encontra na Igreja e é dentro da Igreja que confessamos: eu
creio! Nós cremos! A fé é uma realidade eclesial: a experiência da Igreja nos precede e se torna a nossa própria
experiência. É o Espírito Santo quem atua na fé dos fiéis e constitui a Igreja na sua realidade mais profunda como
“o povo congregado na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Lumen Gentium 4).
A fé é celebrada na liturgia da Igreja, que é a ação sagrada por excelência. A fé é graça celebrada nos sa-
cramentos da Igreja. Os sacramentos da Igreja são a celebração do mistério pascal de Cristo na vida dos cristãos.
O cristão que vive da fé é uma criatura nova que só se compreende no relacionamento livre, gratuito, explícito
e comunitário com Jesus Cristo, autor e consumador de sua fé (cf. Hb 12,2). O sacramento é o encontro propi-
ciado pela graça de Deus entre Jesus Cristo e o seu Corpo Místico, que é a Igreja, a comunidade de fé. Na Igreja
e como Igreja se vive a comunhão com Jesus Cristo na concretude histórica, na celebração do sentido profundo
da vida, em perspectiva escatológica. Trata-se de celebração radicalmente orientada para a construção do Reino
de Deus inaugurado por Jesus Cristo. Nos sacramentos a vida é afirmada em gesto simbólico realizado em nome
do Senhor pela comunidade que vive na mesma fé, testemunhando a presença e proclamando a plenitude do
Reino que há de vir.
A fé celebrada deve ser testemunhada na vida cotidiana, segundo o estado de vida e a vocação de
cada pessoa. Devemos estar prontos para dar as razões da nossa esperança cristã a todos e em nosso tempo (cf.
1 Pd 3,15), com firmeza e serenidade, em atitude aberta e dialogal. E, sobretudo, devemos dar o testemunho
da caridade, pois a fé opera pela caridade (Gl 5,6) e a fé sem obras é morta (Tg 2,17). A fé é necessária para a
verdadeira caridade, que procede de Deus que é amor (cf. 1 Jo 4,8.16) e nos conduz ao amor misericordioso
para com todos, critério de salvação (cf. Mt 25,31-46). Impulsionados pela caridade de Cristo (cf. 2 Cor 5,14),
fortalecidos pelo testemunho de fé de tantos na história da salvação (cf. Hb 11), somos conduzidos pelo Espírito
Santo à plenitude de nossa vocação no amor (cf. 1 Cor 13) para a glória do Pai!

4 dezembro 2012
GS Sumário

EDITORIAL
Pe. Lauro Sérgio Versiani Barbosa ................................. 3

GS ESPECIAL
Dom José Eudes é eleito Bispo de Leopoldina ............... 5
Celebração dos jubilares dos padres do seminário......... 8
EXPEDIENTE
SEMINÁRIO DE MARIANA
Faculdade outorga Comenda de Dom Luciano ............. 12
Tiragem: 2000 exemplares
Entrevistas ..................................................................... 14 Distribuição gratuita
Semana missonárioa em Ouro Preto .................................. 16
Grupo de Orientação Vocacional realiza retiro espiritual ....18 RESPONSÁVEIS
Nomeações e homenagens...........................................................19
Dom Hélio, vida “´Propter Regnum Dei”.......................................................20 I. Seminários de Mariana
Amigos e familiares se despedem de Vicente............................................21 Pe. Lauro Sérgio Versiani Barbosa
O Concílio Vaticano II..........................................................................................22 Reitor do Seminário São José
Trabalhos de conclusão de curso....................................................................24 Rua Cônego Amando 57
Assembleia da Osib ..........................................................................................26 Caixa Postal 11
35420-000 Mariana, MG
Tel. (31) 3557-1140 e 3557-1170
AEXAM E-mail: pelauroversiani@hotmail.com
Palavra do Presidente .................................................. 27
Posse do Josué ............................................................. 28
II. AEXAM
XXI Encontro Anual ....................................................... 29
Presenças no XXI Encontro .......................................... 33
Helvécio
JosuéAntônio Trindade
Silva Abreu
Manifestações sobre o Encontro ................................... 36 Presidente
Memória de uma Lembrança Terna .............................. 41 Av. Prudente de Morais, 290, Sala 1.101,
Trezena de Santo Antônio ............................................. 44 Cidade Jardim
Prestação de contas ..................................................... 46 30380-000 Belo Horizonte, MG
Mensagem Natalina ...................................................... 47 Tel. (31) 3296-7985
Obituárop ....................................................................... 48 E-mail: helveciotrindade@yahoo.com.br
abreuabreu@task.com.br

III. GS 58
Mons. Raul Motta de Oliveira
GS 58 Registro de Jornalista: Nº 1788, MPTS-DR
Conversando com os amigos ........................................ 49 36090/71
Ofertas para o GS 58/Balancete ................................... 51
Seminário Diocesano Nossa Senhora do
Papel dos ex-seminaristas na Igreja ............................. 51
Rosário
O Caraça Del-Rei Dom João VI .................................... 52
In Illo Témpore............................................................... 53
Av. Pres. Tancredo Neves 3460, Zacarias
Correspondência/Notícia ............................................... 55 35300-101 Caratinga, MG
Publicações recebidas................................................... 59 Tel. (33) 3321-2276 e (33)
9983-1644
9124-4900
Centenário do Pe. Dermeval José Mont´Alvão,CM ....... 60 E-mail: mons.raul@funec.br
Necrológio ..................................................................... 62
Impresso na
Capa
Dom José Eudes (foto de Kalon Moraes) Editora Dom Viçoso
contra-capas Rua Cônego Amando, 131 - Mariana - MG
Fotos do arquivo da AEXAM
Tel.: 31 3557-1233
edv@graficadomvicoso.com.br
Gens Seminarii No 12 5
Especial

Dom José Eudes, ex-aluno do seminário de


Mariana, é eleito bispo de Leopoldina
Thiago José da Silva
4º ano de teologia
envolver pela cruz do Senhor, fazendo do seu minis-

O Seminár io
São José, jun-
tamente com
toda a arquidiocese de
Mariana, se alegrou
tério um gesto de doação da própria vida a serviço
de Cristo, por amor aos irmãos e irmãs. Apresenta
ainda o coração de Jesus que é o símbolo do bom
pastor e recorda a data em que foi chamado para o
com a eleição de dom ministério episcopal. O Coração de Maria simboliza
José Eudes Campos Nossa Senhora, Padroeira de Barbacena. Faz referên-
do Nascimento como cia ainda à diocese de Leopoldina que tem como
novo bispo de Leopol- patrono o Imaculado Coração de Maria. O lírio e
dina. Ele está no rol dos esquadro são dois elementos que lembram a figura
ex-alunos de nossa ins- de São José Operário, Padroeiro da paróquia de
tituição e esteve muito origem de dom José Eudes, local onde foi batizado
próximo à vida do seminário nestes últimos anos. e recebeu a primeira Eucaristia. Lembram também
Além de pároco da Paróquia de Santa Efigênia em nosso seminário de Mariana, onde fez seus estudos
Ouro Preto que acolhe 4 seminaristas para o estágio teológicos.
pastoral, ele era diretor espiritual de vários semina- A grande festa da ordenação episcopal se
ristas tanto da filosofia quanto da teologia. deu no dia 15 de setembro, dia de Nossa Senhora
A nomeação se deu no contexto das Santas da Piedade, padroeira de Barbacena e do Estado
Missões Populares das comunidades da filosofia e da de Minas Gerais. Estavam presentes mais de cinco
teologia realizadas na Paróquia de Santa Efigênia em mil pessoas na assembleia litúrgica que se reuniu
Ouro Preto no mês de junho deste ano. Esta grande enfrente ao Santuário de Nossa senhora da Piedade.
notícia foi dada na missa presidida por dom Geraldo Dom Geraldo foi o ordenante principal e os outros
na Igreja do Padre Faria na quarta-feira, dia 27 de dois consagrantes foram dom Gil Antônio Moreira
junho, quando a emoção tomou conta de todos. (arcebispo de Juiz de Fora) e dom Francisco Barroso
O lema escolhido para seu ministério Filho (bispo emérito de Oliveira). Também estavam
episcopal é “servus in charitate” (servo no amor). presentes outros bispos, muitos sacerdotes e semina-
O brasão traz a cruz como elemento central que e ristas de vários lugares para celebrarem o momento
simboliza o desejo de dom José Eudes de deixar se de fé e gratidão a Deus.
Caetano Etrusco
Caetano Etrusco

6 dezembro 2012
Especial

padre”, prosseguiu o bispo ainda lembrando de sua


passagem pelo Seminário Arquidiocesano, de maneira
especial aos seminaristas e formadores das quatro
casas de formação. “Obrigado pela amizade, pela
confiança e pela oportunidade de renovar o meu ‘sim’
a Deus”, continuou o bispo.
Dom José Eudes também lembrou dos
Salesianos. “Não poderia me esquecer da família
Caetano Etrusco

Salesiana. O Senhor colocou-me nesse mundo para os


outros. E foi ali que trilhei os meus primeiros passos,
rumo ao sacerdócio. Agradeço aos demais religiosos
e religiosas aqui presentes”.
“Como não mencionar a minha querida
família. Aos meus familiares, especialmente à minha
querida mãe, Virgínia, e aos meus irmãos e irmãs,
o meu muito obrigado pelo apoio e incentivo. Faço
memória ao meu pai, ao senhor João, que se encontra
junto de Deus. Peço a ele que seja meu intercessor
para que eu possa cumprir essa missão que a Igreja
me confia”, continuou dom José Eudes ainda mais
Caetano Etrusco

emocionado.
Na sequência, o bispo fez menção honrosa
ao saudoso dom Luciano Mendes de Almeida. “Tive
a graça de ser ordenado diácono e presbítero por ele.
Por ocasião de sua ordenação, dom José A ele, santo no coração do povo, dirijo o meu muito
Eudes dirigiu palavras de agradecimento a todos obrigado! Dom Luciano, peço que ocupe um lugar
que, direta ou indiretamente, contribuíram e conti- muito especial no meu coração e que interceda junto
nuam colaborando na sua vida religiosa. Fraternos a Deus para que eu possa ser um verdadeiro pastor,
foram os agradecimentos direcionados, de forma seguindo seus exemplos”.
especial, ao arcebispo metropolitano de Mariana, Dom José Eudes também não se esqueceu
dom Geraldo Lyrio Rocha, e aos demais presbíteros das paróquias de Barbacena que preparam com
e diáconos da arquidiocese. total dedicação esse importante momento de sua
“A presença de vocês me conforta. Peço que vida. “Agradecimento às paróquias de Barbacena que
me ajudem a ser realmente um bispo conforme o cora- organizaram esse grande evento eclesial. Nada disso
ção de Jesus Cristo, o bom pastor. Aos queridos irmão seria possível sem o apoio incondicional dos meus
presbíteros e diáconos da Arquidiocese de Mariana queridos irmãos diáconos, presbíteros e leigos das
os meus mais sinceros agradecimentos. Obrigado pela paróquias dessa cidade”. E, ao povo de Leopoldina
amizade, pelo testemunho de dedicação ao reino de disse: “Agradeço essa presença numerosa do povo de
Deus. Pelo exemplo de vivência ministerial. Levarei Deus da querida diocese de Leopoldina. A Presença
todos vocês no meu coração. Peço-lhes que continuem de vocês me faz ter conforto espiritual. Quero entrar
rezando por mim, para que eu possa colocar em prá- na fileira dos grandes homens e mulheres, de ontem e
tica muitas das lições aprendidas aqui nessa querida de hoje, que ornaram e ornam a Igreja Particular de
arquidiocese”, disse dom José Eudes. Leopoldina. Para mim, o bispo não é o ser humano
“Às paróquias que desempenhei minhas extraordinário, entendo o bispo como alguém que,
funções ao longo dos anos, o meu muito obrigado com suas virtudes próprias, vai contando com a
ao povo de Deus. Com vocês eu aprendi o que é ser colaboração dos demais. Peço ao clero e ao povo de
Gens Seminarii No 12 7
Especial Seminário

da cidade de Barbacena e de outros locais.


Apresentamos nesta edição da Gens Se-
minarii o histórico do novo bispo de Leopoldina:
Dom José Eudes nasceu aos 30 de abril de
1966, em Barbacena – MG. Foi ordenado sacerdote
aos 22 de abril de 1995.
Cursou o Ensino Fundamental na Escola
Padre Sinfrônio – Barbacena (1973-1977); no
Colégio Polivalente – Barbacena (1978-1980); no
Colégio Tiradentes – Barbacena (1981-82); no
Colégio Dom Bosco – Cachoeira do Campo (1983)
e o Ensino Médio, em Pará de Minas (1984-1987).
Fez o Curso de Filosofia no Instituto de Filosofia
dos Salesianos, em São João Del Rei (1988) e no
Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), em Belo
Horizonte (1989-1990). Cursou Teologia no Semi-
nário Maior São José, em Mariana (1991-1994).
Caetano Etrusco

Em seus 17 anos de vida sacerdotal, na


arquidiocese de Mariana, desempenhou várias
atividades pastorais: Vigário Paroquial da Paróquia
de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas
Deus da querida Diocese de Leopoldina: rezem por (1995); Administrador Paroquial da Paróquia
mim”. de São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da
“Enfim, agradeço a todos os irmãos e irmãs Noruega (1995 – 2002); Assessor Arquidiocesano
aqui presentes que, de algum modo, fazem parte da da Pastoral da Juventude (1995 – 2003); Pároco
minha vida. Continuem rezando com perseverança da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Rio
por mim. A todos vocês, mais de perto e mais distante, Pomba (2002 – 2009).
meu afetuoso abraço e minha bênção episcopal. Muito Ultimamente foi pároco da Paróquia de
obrigado a todos!”, concluiu o novo bispo. Santa Efigênia, em Ouro Preto; Vigário Episcopal
Depois de ordenado esteve presente nas da Região Norte da arquidiocese de Mariana; Di-
casas de formação. Logo no dia 17, às 19 horas, este- retor Espiritual no Seminário Maior de Mariana;
ve presenta na comunidade do Propedêutico. Na te- Membro do Conselho Episcopal e do Colégio dos
ologia, presidiu missa solene, no dia 20, cantada pelo Consultores; Representante dos Presbíteros no
coro Nossa Senhora da Saúde da paróquia de Dom Conselho Presbiteral da arquidiocese de Mariana e
Silvério. No dia 23, foi a vez da visita ao Instituto de na Comissão Regional dos Presbíteros do Regional
Filosofia. Nessas celebrações esteve acompanhado Leste 2 da CNBB.
por sua mãe, dona Virgínia, e sua irmã, Maria José. A arquidiocese de Mariana e todo o Semi-
Lembramos que durante o período preparatório nário São José se rejubilam em poder oferecer um
para a ordenação ele passou com a comunidade do de seus presbíteros, e ex-aluno, para o ministério
Propedêutico. episcopal. Ao mesmo tempo, deseja a Dom José
Sua posse canônica foi realizada no dia Eudes um fecundo pastoreio e implora as bênçãos
30 de outubro, às 16 horas, na Catedral de São de Deus para a diocese de Leopoldina.
Sebastião, em Leopoldina. Um grande número de
pessoas participou da festa. Nossa arquidiocese
esteve presente através de muitos seminaristas,
sacerdotes e do povo da paróquia de Santa Efigênia,

8 dezembro 2012
Especial

Celebração jubilares dos


padres da arquidiocese
Rodrigo Artur Medeiros da Silva
1º ano de Teologia
Caetano Etrusco

N a manhã do último dia 4 de agosto, dia


em que se celebra a memória de São
João Maria Vianney, patrono dos sa-
cerdotes, foi celebrada, na catedral basílica de Nossa
Senhora da Assunção, a santa missa solene de ação
Lyrio Rocha, o bispo emérito de Divinópolis dom
José Belvino do Nascimento e o monsenhor José
Eudes Campos do Nascimento, bispo eleito de
Leopoldina e grande parte do clero arquidiocesano.
Estiveram presentes os seminaristas da arquidiocese,
de graças, na qual toda a arquidiocese de Mariana os familiares e amigos dos jubilares.
prestou a sua homenagem e o seu agradecimento Logo ao iniciar a celebração, dom Geraldo
aos seus padres jubilares do ano de 2012. Em pre- destacou a data como um momento oportuno para
paração para esta comemoração, o Seminário São que as orações de toda a arquidiocese de Mariana
José organizou um tríduo, realizado na capela da fossem elevadas a Deus em agradecimento pelas
comunidade da teologia, presidido por alguns dos vidas e ministérios dos jubilares que se dedicam por
sacerdotes jubilares. tanto tempo à “porção do povo de Deus presente nesta
Na ocasião, foram comemorados os 25 anos de igreja particular”.
vida sacerdotal dos padres Henrique Batista do Nas- O reitor do Seminário São José, padre Lauro
cimento, Paulo César Salgado, Rogério de Oliveira Sérgio Versiani Barbosa, proferiu a homilia, que
Pereira e do monsenhor Celso Murilo Sousa Reis, emocionou a assembleia, sobretudo ao destacar que
atual vigário geral. Também foram comemorados, “a chave de compreensão e de realização dessa vida
respectivamente, os 50, os 60 e os 70 anos de mi- de consagração total a Deus, ao seu Reino e ao seu
nistério dos padres José Eudes de Carvalho Araújo, povo, está na amizade com Jesus”, bem como que o
Afonso Humkamp, SVD, e José Maria Quintão padre deve ser um homem de Deus e do povo, isto é,
Rivelli. “deve ser o homem que estabelece pontes: servidor da
Concelebraram juntamente com dom Geraldo unidade na comunidade, promotor da reconciliação e

Gens Seminarii No 12 9
Especial
Caetano Etrusco

da comunhão com Deus e entre as pessoas”. hoje: Mt 9,35 – 10,1? Jesus vê as multidões e se com-
Segue na íntegra a homilia proferida: padece delas! Jesus percorria as cidades e povoados
pregando o Evangelho do Reino e curando as enfer-
O padre como um amigo de Jesus! midades. Percebe as multidões cansadas e abatidas
Prezados dom Geraldo, dom José Belvino, como ovelhas sem pastor. Com um olhar mais vasto,
monsenhor José Eudes Campos do Nascimento, Jesus vê as multidões de todos os tempos e espaços
bispo eleito de Leopoldina; caros padres e diáconos, como a messe imensa carente de trabalhadores…
irmãos no ministério ordenado, seminaristas, religio- e nos convida, ontem, hoje e até o fim da história,
sos e religiosas; queridos irmãos e irmãs em Cristo; à oração de súplica ao dono da messe, pedindo que
caríssimos padres jubilares! envie trabalhadores para a colheita. Toda a vocação
A Igreja celebra hoje a memória litúrgica de São de serviço na Igreja é sempre dom do alto, mediado
João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, patrono dos pela compaixão de Jesus pelo povo. Nasce do amor
padres. Aprouve ao nosso arcebispo dom Geraldo do Pai que nos deu o seu Filho e na força do Espírito
reunir o presbitério de Mariana para celebramos gera criaturas novas capazes de amar e servir, conti-
juntos, em dia tão especial, os sacerdotes jubilares de nuando a missão de Jesus.
2012. Completam 25 anos de ministério presbiteral o Assim é que Jesus chama os Doze e lhes confere
monsenhor Celso Murilo Sousa Reis, nosso vigário o seu poder e missão. No chamado dos Doze está
geral, padre Henrique Batista do Nascimento, padre contido o chamado de todos os ministros ordena-
Paulo César Salgado, padre Rogério de Oliveira dos, sem desconsiderar as vicissitudes de nossos
Pereira. Celebra 50 anos de ordenação presbiteral o chamamentos particulares e itinerários vocacionais
padre José Eudes de Carvalho Araújo. O padre Afon- peculiares. Jesus nos dá a missão de anunciar o Reino
so Humkamp, SVD, 60 anos de ordenação e o padre de Deus e nos confere o seu poder de combater o
José Maria Quintão Rivelli, 70 anos de presbiterato! mal. Anunciar o Reino de Deus em nosso caminho
Temos muito o que agradecer e louvar a Deus por existencial, isto é, como amigos de Jesus que assu-
todo o bem que Ele nos faz através do ministério mimos o seu estilo de vida, as suas opções, os seus
destes queridos irmãos! sentimentos, o seu esvaziamento na obediência, na
Diz São João Maria Vianney que o “sacerdócio é o pobreza e na castidade para que todos tenham a vida
amor do Coração de Jesus”. Não é exatamente isso que em abundância! Combater o mal no mundo com a
percebemos no Evangelho proclamado na liturgia de força do Evangelho, isto é, o amor fraterno, o amor até

10 dezembro 2012
Especial
Caetano Etrusco

aos inimigos, vencendo mal pelo bem, promovendo João, Jesus nos diz no discurso de despedida: “Já
a reconciliação, a paz, a justiça, a verdade. Somos con- não vos chamo servos porque o servo não sabe o que
vidados a oferecer de graça o que de graça recebemos o seu senhor faz; mas vos chamo amigos, porque tudo
na doação total da vida por amor, seja numa longa o que ouvi de meu Pai vos dei a conhecer” (Jo 15,15).
vida de fidelidade como os jubilares que celebramos, Não somos chamados, em primeiro lugar, a realizar
seja num instante heroico de martírio como tantos coisas, mesmo coisas boas. Somos chamados, antes
santos que veneramos. de tudo, a uma profunda intimidade com o Senhor,
A chave de compreensão e de realização dessa ouvindo o que vem do Pai, o seu desígnio de amor,
vida de consagração total a Deus, ao seu Reino e ao de salvação para todos. Somos chamados para uma
seu povo, está na amizade com Jesus. Inspiro-me experiência de amor, de comunhão com o Senhor,
aqui no Evangelho segundo João com os amigos de que nos permite relativizar tudo o mais, buscando
Jesus que destaca. Como João Batista, o amigo do em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça,
esposo (Jo 3,29), devemos nos alegrar por ouvir a não servindo a dois senhores e seguindo a Jesus no
voz do Senhor, encontrar na audição da Palavra de seu esvaziamento e doação da vida.
Deus o nosso gozo e aceitar diminuir para que Ele À exemplo das amigas de Jesus, Marta e Maria,
cresça em nossa vida e na vida de nossos irmãos devemos cultivar um relacionamento de amizade
e irmãs. Como os primeiros discípulos, devemos com o Senhor. Maria ungiu os pés de Jesus e era toda
perguntar sempre de novo: “Mestre, onde moras?” atenta à sua palavra. Penso na gratuidade, na dignida-
E aceitar o convite permanente do Senhor: “Vinde de simples e na excelência do serviço litúrgico e na
e vede!” Permanecendo demoradamente com Ele leitura orante das Sagradas Escrituras. Marta falava
na oração, na comunhão, na amizade de configura- com Jesus com toda a simplicidade, franqueza, trans-
ção, para podermos verdadeiramente anunciá-Lo parência, confiança. Penso no nosso relacionamento
aos nossos irmãos como Boa Notícia de Salvação com o Senhor vivido na verdade, na oração simples e
que nós mesmos experimentamos (cf. Mc 3,14; Jo confiante, na certeza de estarmos juntos no exercício
1,39-42). Nós somos o que amamos. A amizade do ministério presbiteral.
com Jesus nos transforma. No Evangelho segundo Lázaro, o amigo de Jesus (Jo 11,11), irmão de

Gens Seminarii No 12 11
Especial

Marta e Maria, nos revela a gratuidade da amizade comprometido com a construção do Reino de Deus
de Jesus. O Evangelho não apresenta nada dito ou no mundo. Mas o sacerdócio ministerial é um cha-
feito por Lázaro. Ele recebe tudo de Jesus: a amizade mado específico no contexto da vida cristã. Amigo
e o retorno à vida. Assim é com a nossa vocação de Jesus, o padre é escolhido do meio do povo para
presbiteral: escolha gratuita e amorosa do Senhor. servir ao povo, obedecendo ao mandato missionário
Foi o Senhor quem tomou a iniciativa e sustenta a do Senhor (cf. Mt 28,18-20; Mc 16,15-16; Jo 20,21-
nossa resposta: “Não fostes vós que me escolhestes, 23). Homem de oração, o padre deve pronunciar
mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e uma palavra que nasce do silêncio contemplativo,
produzirdes fruto e para que o vosso fruto permaneça, da intimidade com Deus e da sensibilidade para com
a fim de que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome os sofrimentos, as esperanças e alegrias do povo. O
ele vos dê” (Jo 15,16). padre deve ser servo do povo porque servo de Deus.
E o que dizer da figura do “discípulo amado” tão O ponto alto da vida do presbítero é a Eucaristia, pois
presente no quarto evangelho? Ela aponta para a é a partir da celebração do sacrifício de Jesus que se
intimidade mística com o Senhor e para a disponibi- entende a vida do padre, como vida doada, misturada
lidade do testemunho prolongado de fidelidade. Diz com a vida de Jesus que se entregou por todos nós.
Jesus a Pedro sobre “o discípulo amado”: “Se eu quero Paixão por Deus e paixão pelo povo devem ser
que ele permaneça até que eu venha, que te importa?” as características da vida presbiteral, constituindo
(Jo 21,22). Alguns celebram raros jubileus de ouro a espiritualidade da caridade pastoral, própria do
e diamante… presbítero diocesano. O padre deve ser o homem
Por fim, gostaria de realçar a figura de Pedro no que estabelece pontes: servidor da unidade na comu-
diálogo do último capítulo do Evangelho segundo nidade, promotor da reconciliação e da comunhão
João. “Agapas me pleion touton? Agapas me? Phileis com Deus e entre as pessoas. Chamado por Deus e
me?” (“Amas-me mais do que todos? Amas-me? És ministro da Igreja, o padre deve escutar e proclamar
meu amigo?”). Esta é a principal condição para o a Palavra de Deus movido pelo Espírito Santo, não
encargo pastoral na Igreja: a amizade profunda com uma simples palavra humana, mas uma palavra que
Jesus! Antes de tudo ela é um dom que o Senhor salva. Como dizia o filósofo católico Jean Guitton:
nos oferece e que precisamos sempre mais e de “que os padres nos dêem Deus”!
novo acolher! Cada padre deve poder dizer com São Comprometido com a redenção do mundo, o pa-
Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive dre não exerce a sua missão de forma isolada, à moda
em mim” (Gl 2,20). de um super-heroi, mas na comunhão presbiteral,
Queridos irmãos padres jubilares, queremos vinculado à sua Igreja Particular com um horizonte
com vocês agradecer e louvar a Deus pelo grande universal. Sustentado pela fraternidade presbiteral e
dom recebido! Queremos agradecer a vocês o seu movido pelo amor a Cristo e à Igreja, o padre reali-
testemunho de fidelidade! Queremos suplicar todos za-se na dedicação pastoral. Cada padre com a sua
juntos a graça da acolhida crescente da amizade com vocação pessoal, sempre na comunhão presbiteral e
Jesus e da sensibilidade para perceber as carências das eclesial, obediente ao bispo diocesano, testemunha e
multidões, a abundância da messe, a necessidade da proclama a beleza, a verdade e o bem que conferem
oração e do serviço generoso e alegre! sentido à existência humana, promovendo o encon-
Dia de São João Maria Vianney, dia do padre! tro das pessoas com o Deus vivo! O verdadeiro padre
Como é belo contemplarmos aqui este numeroso é um promotor vocacional que encaminha as pessoas
presbitério reunido com o seu bispo e com a presença para a plenitude da vida. O seu ministério está a ser-
dos seminaristas do nosso Seminário São José! Nós viço do sacerdócio comum dos fiéis para que todos
padres somos continuadores da missão de Jesus Cris- tenham vida e vida em abundância (cf. Jo 10,10).
to na força do Espírito Santo, como sinais do amor de Que a Virgem da Assunção interceda por nós para
Deus pela humanidade. Configurados ao Cristo Bom vivermos na fidelidade ao ministério recebido!
Pastor, servimos à comunidade eclesial pelo anúncio Parabéns a todos os padres aqui presentes! Para-
da Palavra de Deus, pela celebração dos sacramentos béns especialmente para os queridos padres jubilares!
e pela caridade pastoral, abrindo-nos para o serviço Louvamos e agradecemos a Deus pelo dom de suas
a toda a sociedade. É verdade que todo o Povo de vidas e ministério presbiteral longo e fecundo! “Te
Deus é um povo sacerdotal, messiânico, profético, Deum laudamus!”

12 dezembro 2012
Seminário

Ano VI . nº 12 . Dezembro de 2012

Faculdade Arquidiocesana
outorga Comenda Dom Luciano
Júlio César Divino Vigiano
3º ano de filosofia
Caetano Etrusco

N o dia 27 de agosto a arquidio-


cese de Mariana celebrou os 6
anos de falecimento de dom
Luciano Mendes e outorgou, por meio da Fa-
culdade Arquidiocesana de Mariana, a sexta
sunção, que contou com a presença de vários
bispos amigos, dom Barroso Francisco Filho,
bispo emérito de Oliveira, dom José Belvino
do Nascimento, bispo emérito de Divinópo-
lis, dom Walmor de Oliveira Azevedo, arce-
edição da comenda “Dom Luciano Mendes de bispo de Belo Horizonte e os bispos auxilia-
Almeida” do mérito educacional e de respon- res dom Luiz Gonzaga Fechio, Wilson Luís
sabilidade social. Angotti Filho e João Justino de Medeiros
O arcebispo de Mariana, dom Geraldo Silva. Vários presbíteros, diáconos, semina-
Lyrio Rocha, presidiu a celebração eucarísti- ristas e fieis acorreram para celebrar em ação
ca na catedral basílica Nossa Senhora da As- de graças pela vida e ministério de tão amado

Gens Seminarii No 12 13
Seminário
Caetano Etrusco

pastor que foi dom Luciano Mendes. dom Francisco Barroso Filho, bispo emérito
O arcebispo de Belo Horizonte proferiu a de Oliveira; dom José Belvino do Nascimen-
homilia com sábias e profundas palavras des- to bispo emérito de Divinópolis; monsenhor
tacou o exemplo de vida e o testemunho des- Flávio Carneiro Rodrigues, diretor do arqui-
te grande mestre dos pobres e da Igreja, que vo eclesiástico da arquidiocese de Mariana;
foi e que sempre será, dom Luciano, grande monsenhor Júlio Lancellotti, vigário episco-
homem e grande profeta da verdade. “Dom pal para o povo de rua da arquidiocese de São
Luciano era o exemplo vivo do desprendimento, Paulo e as irmãs da Beneficência Popular.
cuidado com o próximo e de profunda vivência Por tudo isso, somos agradecidos por
espiritual. Portanto, vivemos num momento que mais este momento de graça e benção em
é importante olharmos para os exemplos de pes- nossas vidas. Igualmente somos eternamente
soas como dom Luciano. É dessa maneira que gratos a Deus pela presença deste homem de
vivencio esse instante muito profundo e sincero, inúmeros adjetivos em nossa igreja e de modo
de intensa espiritualidade”, acrescentou. particular em nossa arquidiocese de Mariana.
Em seguida, no Centro Cultural Arqui- Pedimos a dom Luciano, que está junto de
diocesano dom Frei Manoel da Cruz, houve nosso Pai no céu, que interceda a Deus por
a outorga da Comenda Dom Luciano pelo nós, para que sempre possamos seguir seu
arcebispo e reitor da Faculdade Arquidioce- exemplo de amor para com todos, levando a
sana, Dom Geraldo. Neste ano, os agraciados Palavra de Deus aos mais afastados.
foram dom Walmor Oliveira de Azevedo, ar-
cebispo metropolitano de Belo Horizonte;

14 dezembro 2012
Seminário

ENTREVISTAS

A equipe da revista Gens Seminarii


entrevistou os vocacionados que
receberam o ministério presbiteral
para o serviço a Deus e a Igreja.
vivo para a Igreja de Jesus Cristo.
Sou filho de Irani Vieira e Manoel Sardinha
de Jesus. Fui batizado na Paróquia São Pio X em
Goiânia. Iniciei o ensino primário no município
de Jandaia, onde moram meus familiares. Ter-
1. Gens Seminarii: Conte-nos um pouco so-
minei o ensino médio em 2002. Todavia, desde o
bre como nasceu sua vocação ao ministério sacer-
dotal? Quais sinais de Deus você percebe em sua ano 1999 vinha sendo acompanhado nesta paró-
vida? quia como vocacionado. No ano de 2003, iniciei
a vida no Seminário Propedêutico. No ano de
2. Gens Seminarii: Dentro da realidade pas- 2004 ingressei na Casa de Formação Pe. Odarly
toral de sua igreja particular como você percebe em Goiânia.
seu ministério sacerdotal e quais as perspectivas Graduei-me em filosofia pela Universidade
nesta nova etapa da sua vida? Católica de Goiás, e a partir do ano 2008, fui
morar em “terra mineira” no Seminário São José
Pe. Márcio Vieira de Jesus de Teologia em Mariana. Em síntese, posso dizer
o ministério sacerdotal é uma dádiva sublime.
Neste ministério aprendo a cada dia viver como
eterno aprendiz o ensinamento de Cristo: “amor
mútuo”.
Quando o amor é verdadeiro, suscita como
resposta também o amor. O amor mútuo é a ple-
na atuação da arte de amar.

2) Tenho buscado, a cada dia, responder ao


chamado de Deus colocando-me seu a serviço e
do povo a mim confiado para amar e servir. Neste
caminho lancei meu viver e tem sido maravilhoso
Dulci Moura

ser sacerdote na Igreja particular da Prelazia de


Cristalândia. De buscar, em sintonia com o bis-
po, o presbitério e a caminhada de fé das comu-
Ordenado no dia 28 de abril de 2012 e exer- nidades anunciar com ardor a Palavra de Deus
ce seu ministério na Paróquia Nossa Senhora da e revelar o Seu amor por cada um de nós. Tudo
Piedade – Prelazia de Cristalândia – GO isso não deixa de ser um desafio, mas conforta o
coração saber que estou contribuindo na obra de
1) Ao longo de um itinerário vocacional que
Deus e que Ele não deixa de prover àqueles que se
se dá entre alegrias e tristezas, encontros e desen-
colocam sob suas mãos poderosas e paternas.
contros, ganhos e perdas, luzes e trevas, vai-se
vislumbrando e solidificando o meu encanto e en-
tusiasmo pelo sacerdócio ministerial. Servir com
alegria é uma marca visível do sacerdócio que
Gens Seminarii No 12 15
Seminário

novos sacerdotes dedicarem seu ministério na perspec-


Pe. André Oliveira Quintão tiva do acolhimento. Queremos ser “Igreja viva, cha-
mada a assumir no discipulado, a comunhão e a mis-
são”. Neste sentido, direciono o sacerdócio nesta ótica
de ir ao encontro das pessoas. Receber a visita de um
padre, perceber a presença do sacerdote que caminha
junto com o povo, ver um padre na comunidade rural
ou urbana, no bairro, na rua; são sinais de um padre
que faz o exercício do acolhimento. É preciso escutar
Caetano Etrusco

as pessoas e compreender sua experiência humana. O


Projeto ainda nos convida à conversão pastoral. Neste
aspecto, o padre pode descobrir meios para tornar-se
acessível às pessoas. Quando percebemos que a nos-
sa ação pastoral caminha na direção missionária, é
Ordenado dia 05 de maio, natural de Piranga,
possível fazermos memória dos cristãos que outrora
exerce seu ministério na Paróquia São João Batista
também se reuniam nas casas para celebrar. Portanto,
em Barão de Cocais
as perspectivas do ministério sacerdotal estão nesta di-
reção: Igreja que vai ao encontro das pessoas.
1) Amigos na fé em Jesus Cristo, sou o padre André
fui ordenado em Piranga sacerdote no dia 05 de
maio. A vocação sacerdotal é um mistério, ao mesmo Pe. Claudinei Lourenço de Souza
tempo, algo vinculado ao nosso “chão da vida”. Deus
nos chama através de sinais visíveis. Já na infância
percebia tamanho entusiasmo na catequese, nas equi-
pes de coroinha e música. Na adolescência entendia
este chamado quando participava na comunidade,
especialmente nas missões populares. Penso que uma
comunidade missionária será sempre berço de diver-
sas vocações. Ademais, vejo que esta sublime vocação
Arquivo Pessoal
sacerdotal foi sempre alimentada pela Eucaristia e
pela escuta da Palavra de Deus. O encontro com os
enfermos também foi outro despertar vocacional, pois
me conduziu à experiência do sofrimento humano.
Neste sentido, já percebia que o sacerdote é sinal da es- Ordenado no dia 30 de junho, natural de Canaã,
perança, ministro da reconciliação e da paz. Quando exerce seu ministério na Paróquia Nossa Senhora
celebramos a santa missa ou atendemos uma pessoa da Conceição em Piranga.
administrando um sacramento como a reconciliação,
contemplo a riqueza de uma alma sacerdotal. Ser pa- 1) Queridos e apreciados leitores desta estimada re-
dre e viver este dom sagrado que me proporciona rea- vista, a vocação é antes de tudo um dom de Deus para
lização e felicidade, pois compreendo que o ministério a vida do mundo! A esta iniciativa divina o ser huma-
é sempre oferta. Enquanto vivo para a comunidade, no corresponde com uma resposta de amor ao amor
logo, entendo que o sacerdócio está ligado ao serviço primeiro. Tudo isso está mergulhado numa realidade
exercido aos outros. de intenso e vigoroso mistério. Do dinamismo deste
mistério nos alcançamos que a vocação na se trata de
2 ) Penso que o nosso Projeto Arquidiocesano de uma aventura pessoal, mas sim de uma construção
Evangelização (PAE) é uma oportunidade para os comunitária, na qual a família tem a primeira e mais

16 dezembro 2012
Seminário

relevante missão. Na minha caminhada, à família doação. É dessa forma, que insiro meu ministério em
se juntou a frutuosa convivência com os vicentinos e toda a caminhada de fé das comunidades de nossa
com os grupos de reflexão. A vocação que Deus hoje arquidiocese.
me confia tem esse berço familiar e foi reconhecida
com a decisiva ajuda do padre José Raimundo Alves e A arquidiocese de Mariana tem a alegria de ante-
posteriormente com a participação afetiva e efetiva de cipar as alegrias das ordenações diaconais e pres-
todos com quem me encontrei e convive ao longo da biterais que são sinais das respostas generosas ao
chamado feito por Deus:
caminhada no seminário. - 16 de dezembro: ordenação dos diáconos perma-
nentes em Conselheiro Lafaiete
2) A vida é de todos os sinais o mais evidente sinal - 16 de fevereiro: ordenação dos diáconos provisó-
da presença e da bondade de nosso Deus. Ao lado da rios em Mariana
vida destaco a Fé que nos possibilita mais do que ou- - 02 de março: ordenação presbiteral do diác. Mau-
ro Silva em Capela Nova
samos sonhar e sem dúvida mais do que merecemos. - 06 de abril: ordenação presbiteral do diác. Sérgio
Vivo a cada dia a intensidade de uma vida inteira nas José da Silva em Brumal
suas alegrias, dores e sem igual esperança, no firme - 18 de maio: ordenação presbiteral do diác. Lean-
propósito de fazer frutificar o ministério que Jesus dro Ferreira Neves em Ponte Nova
me confiou como aprendiz da vida que se realiza na

Seminaristas participam de semana


missionária em Ouro Preto
Danilo dos Santos Gomes
3º ano de filosofia

O Seminário São José, comunidades da


filosofia e teologia, participaram da se-
mana missionária que ocorreu nos dias 23 a 30
Arquivo seminário

de junho na paróquia Santa Efigênia em Ouro


Preto com o tema: “Queremos ser igreja em mis-
são a serviço da vida”. Foram dias de profunda
espiritualidade e aprendizagem com o povo de
Deus. Nesta missão os seminaristas puderam
pensar e reanimar sua vocação diante do apelo
de Cristo na vida de seu povo.
Grande foi a alegria das comunidades
que nos receberam e, junto ao povo, procura-
visita as escolas e creches experimentamos o
mos testemunhar o amor de Deus na vida da-
verdadeiro sentido da vida cristã que se mani-
queles que vivem mais afastados da vida ecle-
festa através da entrega e do despojamento, vir-
sial. Através das visitas as famílias, celebrações
tudes estas que são de suma importância para
da eucaristia, da palavra, orações nas casas,
a vida daqueles que desejam a vida sacerdotal.
Gens Seminarii No 12 17
Seminário

Nestes atos tão singelos e que para os olhos de da vida da comunidade e também despertar
alguns tão rotineiros vivenciamos aquela saída no coração dos jovens o interesse em ouvir o
de nós mesmos, do nosso egoísmo e como- chamado que Deus faz a cada um deles, sendo
dismo, para o encontro com o outro com um para a vida sacerdotal, religiosa ou leiga. Du-
único objetivo e inspiração: levar a Palavra de rante a semana houve visita às famílias, encon-
Cristo a todos. tro com jovens e crianças e celebrações.
A celebração de encerramento no dia

Arquivo seminário
30, foi presidida por dom Francisco Barroso
Filho, e concelebrada por padre Lauro Sérgio
Versiani, reitor do seminário; padre Edmar
José da Silva, diretor da filosofia e vigário pa-
roquial; côn. Agostinho de Lourdes Coimbra
Oliveira, padre Tarcísio Moreira. Padre Bráulio
Mendes e mons. José Eudes do Nascimento,
então pároco e, recentemente, nomeado bispo

Seguindo o apelo do documento de


Aparecida que faz um forte clamor a missão
além-fronteiras, o propedeuta João Luiz da
Silva, durante o mês de julho, fez uma experi-
ência missionária no município de Itapecuru
Arquivo seminário

Mirim, no estado do Maranhão. Durante 20


dias ele pode, juntamente com algumas irmãs
do Sagrado Coração de Jesus, viver o evange-
lho no meio do povo de Deus tendo com eles
um só coração e uma só alma: “Este tempo foi
de Leopoldina. Em sua homilia padre Edmar
uma graça de Deus, pois pude conviver com o
ressaltou a necessidade de vivermos uma vida
povo maranhense, comer o que eles comem, beber
de intensa missão e afirmou “que a semana de
o que eles bebem, ver de perto o que eles passam
animação missionária termina, mas a missão
no dia-a-dia, conhecer a cultura, isto sim é mis-
continua. E todos aqueles que foram tocados pelo
são!”, assim afirmou demonstrando sua alegria
amor de Deus durante aqueles dias, devem reno-
e satisfação pela experiência missionaria.
var o compromisso de continuar amando a Deus,
Arquivo pessoal

participando da sua comunidade eclesial e doan-


do um pouco da sua vida aos que estão desanima-
dos, sem alegria e esperança.”
A comunidade do Propedêutico tam-
bém realizaram sua experiência missionária
entre os dias 24 a 26 de agosto nas comunida-
des da paróquia de Nossa Senhora da Assun-
ção em Barbacena com o objetivo principal le-
var a Palavra de Deus às pessoas mais afastadas

18 dezembro 2012
Seminário

Para nós seminaristas, as missões são desvalorização do homem, por isso as missões
de grande contribuição para nosso desenvol- tem por objetivo nos purificar e educar a viver
vimento espiritual e humano. Vivemos mergu- e comprometer com os ensinamentos cristãos
lhados num espírito contemporâneo que preza e com o próximo.
o exacerbado subjetivismo e, até mesmo, uma

Grupo de Orientação Vocacional


realiza Retiro Espiritual
Danilo dos Santos Gomes
3º ano de filosofia

O s vocacionados do

Arquivo Seminário
Grupo de Orien-
tação Vocacional
(GOV) da arquidiocese de Ma-
riana, nos dias 6 a 9 de setembro,
auxiliados pela irmã Irene Barbo-
sa Moreira e pelos seminaristas
Adelson Laurindo e Rodrigo
Marcos, tiveram a oportunidade
de rezar as suas vidas e vocação à
luz da reflexão sobre o “Amor de
Deus”. O encontro aconteceu na
casa das Irmãs Franciscanas de
Nossa Senhora das Vitórias, em
Barbacena
Centrados na Palavra
de Deus, luz para toda vivência
cristã, os vocacionados foram
despertados para a generosidade do amor de Deus. vidas. O silêncio é a chave de um diálogo profun-
O vocacionado Wagner Balbino, em uma de suas do com Deus que nos coloca atentos às necessida-
partilhas, relatou: “Na medida em que coloco minha des mais urgentes de nosso tempo. “Experimentar
vida frente à Palavra de Deus, percebo que Ele reserva Cristo nos fortalece em nossas escolhas e dificuldades;
um projeto de amor para mim”. Foram dias de fru- para isso é preciso pedir o dom da sabedoria para en-
tuosas partilhas e participação nos momentos de tender o amor de Deus em nossa vida; Fidelidade na-
oração e celebração. quilo que escolhemos implica fé amadurecida; Quem
Tudo isso só foi possível porque foram comunga o corpo de Cristo tem que ser pão partido
capazes de acolher no silêncio de seus corações para o mundo”, ressaltou irmã Irene.
a Palavra de Deus e deixá-la transformar em suas

Gens Seminarii No 12 19
Seminário

Nomeações e homenagens que alegram


a vida de nosso Seminário! Danilo dos Santos Gomes
3º ano de filosofia

N o dia 27 de agosto, no dia em que a ar-


quidiocese comemorou os seis anos do
aniversário de morte de dom Luciano,
o arcebispo dom Geraldo Lyrio Rocha noticiou a
nomeação apostólica de monsenhor Celso Murilo
Marianense de Letras. De professor de história,
grego, latim, língua portuguesa no seminário e na
Universidade Federal de Ouro Preto. Atualmente
é diretor do Arquivo Eclesiástico da arquidiocese.
Possui vários trabalhos publicados, dentre eles
de Souza Reis, vigário geral e professor no Insti- “Etimologia, ciência esquecida” e os cadernos das
tuto de Teologia, como Prelado de Honra de Sua “Visitas pastorais no séc. XVIII no bispado de ma-
Santidade e a do monsenhor Roberto Natali Star- riana”. Ele passa a ocupar a cadeira que tem como
lino, Vigário judicial da arquidiocese e professor patrono Dom Frei José da Santíssima Trindade,
no Instituto de Teologia, como Capelão de Sua sexto bispo de Mariana.
Santidade . Por tantos motivos, só temos a agrade-
Também foram nomeados, padre Edvaldo cer a Deus pela vida desses homens que fazem a
Antônio de Melo, que realizava seus estudos filo- diferença na vida de nossa Igreja, que são exemplo
sóficos em Roma, como vigário paroquial da pa- de dedicação ao povo de Deus e à formação dos
róquia do Sagrado Coração de Jesus em Mariana, futuros sacerdotes de nossa arquidiocese. Que são
membro da equipe de formadores do nosso se- José e nossa senhora da Assunção, padroeiros do
minário, auxiliando no atendimento das direções seminário e de nossa arquidiocese, abençoem os
espirituais. Padre Darci Fernandes Leão, que ainda trabalhos que cada um desenvolve, dando-lhes
permanece em Roma terminando seu doutorado, muita paz e perseverança.
mas que ao voltar assumirá a paróquia Nossa Se-
nhora de Conceição em Cachoeira do Brumado e
auxiliará na equipe de formadores da comunidade
da teologia. Que eles sejam bem vindos novamen-
te em nossa arquidiocese e em nosso seminário!
Muita alegria também pela vida do esti-
mado côn. Jadir Trindade Lemos, que completou,
no dia 11 de agosto, seus 80 anos de vida de mui-
to amor a Deus e ao sacerdócio. Grande presen- Mons. Celso Mons. Natali Pe. Edvaldo
ça; simples, discreta, amiga e serena em meio aos
padres, aos seminaristas, funcionários e inúmeras
que pessoas que acorrem a porta do seminário
para pedir-lhe o sacramento da confissão, uma
conversa, uma ajuda, uma benção.... Parabéns, cô-
nego Jadir!!
Mons. Flávio Carneiro Rodrigues, gran-
de conhecedor das letras e da história da arqui-
Pe. Darci Côn. Jadir Mons. Flávio
diocese, ingressou na casa do saber, a Academia
20 dezembro 2012
Seminário

Dom Hélio Heleno, vida “Propter Regnum Dei”


“Por causa do Reino de Deus”
Geraldo Trindade
3º ano de teologia

A vida episcopal de Dom

Arquivo Diocese de Caratinga


Hélio Gonçalves He-
leno foi vivida a partir
do seu lema: “Propter Regnum
Dei” e sob esta perspectiva se
empenhou na vivência dos va-
lores evangélicos, na presença
fraterna, simples e despojada
no convívio com seus pares no
episcopado, com o presbitério
e o povo de Deus. Empenhar-se
por inteiro em prol do Reino de
Deus foi a inspiração-meta que
moveu o trabalho deste insígne
pastor, que se colocou totalmente no itinerário (1972-1978), onde também foi vigário forâneo.
de, a cada dia, crescer no discipulado-missioná- Em 24 de março de 1979 tomou posse como
rio de Jesus Cristo. bispo diocesano de Caratinga. Esteve a frente
No dia 04 de setembro, a diocese de da diocese de Caratinga por 32 anos. No dia 16
Caratinga, da qual Dom Hélio foi seu 5º bispo, de fevereiro de 2011, o Papa Bento XVI aceitou
emitiu nota comunicando o falecimento de seu seu pedido de renúncia, quando então tornou-
bispo emérito. Com grande pesar e tristeza a no- se bispo emérito.
tícia chegou a Mariana, pois tinha este prelado O metropolita, dom Geraldo Lyrio
forte ligação com nossa arquidiocese. Sua vida, Rocha, presidiu a celebração na Catedral São
história e vocação se entrelaçam com a história João Batista em Caratinga com a participação
da arquidiocese e do Seminário. de vários bispos, padres e centenas de fiéis. Em
Primeiramente porque ele é filho de sua homilia, dom Emanuel Messias de Oliveira,
Mariana, nasceu na cidade de Cipotânea, aos sucessor de dom Hélio, destacou que “vivemos
18 dias do mês de maio de 1935. Filho de José um momento de muita fé. Um momento de pro-
Francisco Heleno e Maria Francisca de Almei- funda reflexão sobre a vida. Momento oportuno de
da. Segundo, porque completou sua formação testemunho profundo de fé”. Após a missa, o cor-
acadêmica em filosofia (1955-1957) e em te- po do bispo foi conduzido à cripta da catedral,
ologia (1958-1961) no Seminário da Arqui- onde foi sepultado.
diocese de Mariana. Foi ordenado presbítero Muitas foram as manifestações de ca-
no dia 3 de dezembro de 1961, em Mariana, rinho e apreço por parte do clero, de amigos, e
por dom Oscar de Oliveira. Na arquidiocese de fiéis pela partida deste estimado pastor. Para
foi vigário na paróquia de Entre Rios de Minas seu amigo de infância, dom Francisco Barroso
(1962-1965), pároco de São Pedro dos Ferros Filho, bispo emérito de Oliveira, dom Hélio
(1966-1971) e de São Manoel, em Rio Pomba
Gens Seminarii No 12 21
é um verdadeiro homem de Deus. “Homem de Está deixando muita saudade”, disse o amigo
uma consciência muito pura, quase escrupulosa, de pessoal do bispo. O arcebispo de Mariana, dom
tão consciente que era. Dom Hélio tinha um gran- Geraldo, lembrando recordou do ministério
de amor pela Igreja, tudo o que ele fazia, fazia por sacerdotal de dom Hélio pelas paróquias: “Ele
amor. Eu o admirava muito. E hoje partiu, prestou é lembrado como o grande pároco e como o grande
contas a Deus, com a consciência tranquila, como pastor, que visitou tantas vezes as comunidades, as
sempre teve, e já deve ter ouvido de Deus aquelas pa- paróquias, que administrou tantas vezes o sacra-
lavras bonitas: ‘Servo bom e fiel, entra na alegria do mento da Crisma, que ordenou tantos padres para
teu Senhor’ (Mt 25,21).” esta diocese, que tanto se dedicou ao seminário de
Monsenhor Raul Motta disse que dom Caratinga. Enfim, ele deixa atrás de si a marca das
Hélio “chegava de repente, conversava, ficávamos boas obras que ele realizou nesta vida”.
batendo papo. Ele foi um ‘amigão’ que tivemos.

Amigos e familiares se despedem


do seminarista Vicente Lucas H. P. Santos
2º ano de filosofia

V icente de Paulo Alves (Sobrália, 15 de ju-


nho de 1988; Belo Horizonte, 31 de agosto
de 2012), filho do senhor Osvaldo Alves
do Nascimento e da senhora Lúcia de Freitas Alves,
iniciou seu processo formativo na Diocese de Go-
vernador Valadares, onde ingressou no Seminário
Nossa Senhora Auxiliadora - Comunidade do Pro-
pedêutico. No ano de 2011 veio para Mariana cursar
filosofia na Faculdade Arquidiocesana e continuar
seu processo formativo no Seminário São José.
O grande amigo e companheiro Vicente
nos deixou, marcando nossas vidas com sua simpli-
cidade e generosidade no carinho e no afeto. Dentre
as muitas características ponho em relevo uma das
mais bonitas, sua grande fé e seu imenso amor pela
Igreja. Recordo-me que ele defendia com ardor
nossa Igreja, a santíssima virgem Maria, e tudo que
envolvia sua fé; fé esta que trazia dentro de si como
uma das maiores riquezas de sua vida, como um ho-
Arquivo Pessoal

mem que havia encontrado a pérola mais preciosa e


vendeu tudo para ficar só com ela.
Seu zelo pela liturgia foi um dos aspectos mais
admirados no tempo em que passou pelo curso de
filosofia no seminário de Mariana, sempre envolvi-
do nos trabalhos relacionados às celebrações e aos

22 dezembro 2012
momentos de oração em nossa casa. “Quando a gente encontra reforço em nossos amigos
Enfim, Vicente veio ao mundo para nos dar tudo se faz tão diferente, a vida fica mais feliz e tudo
testemunho. Testemunho que ainda existem jo- se transforma. Obrigado meu Deus por me dar bons e
vens que largam tudo por uma causa, por um amor grandes amigos!!!”, escreveu Vicente em uma men-
maior. E esse amor maior que é o próprio nosso sagem entregue aos amigos antes de ir para as férias
Senhor Jesus Cristo que o alimentou e o fortificou e iniciar o tratamento ao câncer que o levaria a mor-
para que amasse como Ele amou, sorrisse como Ele te dias meses depois.
sorriu, servisse como Ele serviu, viver para o outro Descanse em paz e brilhe para ele a vossa luz,
como Ele viveu! Senhor de bondade!

“O Concílio Vaticano II: Um novo olhar sobre a


Igreja e sua relação como mundo”
Pe. Danival Milagres Coelho
Diretor de estudos da Teologia

Dentro da comemoração dos 50 anos

Divulgação
de abertura do Concílio Vaticano II,
o nosso XIII Simpósio Filosófico-
Teológico, promovido pela Faculda-
de Arquidiocesana de Mariana e o
Instituto Teológico São José do nos-
so Seminário Arquidiocesano, refle-
tiu sobre tema o Concílio Vaticano
II: um novo olhar sobre a Igreja e a
sua relação com o mundo.
Foi um momento de refle-
xão e diálogo durante as conferên-
cias, mesa-redonda e mini-cursos.
No primeiro dia, tivemos a alegria
da presença de um padre conciliar,
Dom José Maria Pires, o arcebispo
emérito da arquidiocese da Paraíba.
Na sua espontaneidade e sabedoria
partilhou conosco a sua experiência,
falando sobre o Concílio Vaticano
II: esperança e desafios.
Dentre as reflexões desen-
volvidas neste Simpósio, destaco
duas que nos ajudaram mais dire-

Gens Seminarii No 12 23
Seminário

tamente a contemplar o Concílio Vatica- servir, como fica evidente no início do seu belo
no II como um novo olhar sobre a Igreja e Proêmio: As alegrias e as esperanças, as triste-
sua relação com o mundo. A primeira é so- zas e as angústias dos homens de hoje, sobre-
bre a Eclesiologia do Vaticano II, realizado tudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem,
por Dom João Justino, ressaltando pontos são também as alegrias e as esperanças, as tris-
importantes da Constituição Dogmática tezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e
Lumen Gentium sobre a Igreja. Apresentou não há realidade alguma verdadeiramente hu-
com muita propriedade a Eclesiologia do mana que não encontre eco em seu coração (GS
Vaticano II, enquanto Igreja povo de Deus, 1). A questão antropológica ocupa lugar fun-
mas, sobretudo, ressaltou a Eclesiologia da damental na exposição da Gaudium et Spes: o
Comunhão entre os fieis leigos e ministros homem será o fulcro de toda a nossa exposição:
ordenados. A segunda foi a temática da mesa o homem uno e integral: corpo e alma, coração
redonda sobre a Antropologia do Vaticano e consciência, inteligência e vontade (GS 3). É
II, tendo como participantes o Pe. Lauro claro que o ser humano é contemplado à luz
Sérgio Versiani Barbosa, Reitor de nosso Se- da revelação cristã”. Depois, chamou atenção
minário, e o Pe. Paulo Jackson Nobrega de para o numero 22 da Gaudium et Spes pelo
Sousa, doutor em Teologia Bíblica. Destaco seu altíssimo nível teológica, afirmando que
aqui a reflexão do Pe. Lauro, que nos ajudou perspectiva cristológica é a única capaz de
a compreender a Igreja na sua relação com o esclarecer o mistério do ser humano: Na re-
mundo e o ser humano, sobretudo ao refle- alidade, só no mistério do Verbo encarnado
tir à luz da Constituição Pastoral Gaudium et se esclarece verdadeiramente o mistério do
Spes. homem.
Por fim, além dos mini-cursos que
procuraram desenvolver a temática deste
Simpósio, merece destaque a conferência da
Professora Dra. Marta Luzie (UFOP) que
refletiu sobre “A Filosofia contemporânea e a
vocação universal à santidade”. Sua reflexão
se valeu da contribuição das humanidades,
sobretudo, da psicanálise e da própria filo-
sofia ao analisar o ser humano marcado por
sombras e culpas. Em seguida, desenvolveu
o tema da vocação universal à santidade, se-
gundo a Lumen Gentium, convidando-nos a
Arquivo FAM

viver a kenosis como condição para vivermos


na dinâmica da graça e não na dinâmica da
culpa. Ora, viver na dinâmica da graça é o
caminho para alcançarmos a maturidade an-
De fato, assim nos lembrou Pe. Lau- tropológica, que consiste em nos relacionar-
ro que a Constituição Pastoral Gaudium et mos mais de forma misericordiosa do que
Spes assume uma postura de diálogo com o em forma de julgamento.
mundo contemporâneo, e, por isso, “contem-
pla o ser humano concreto a quem a Igreja quer

24 dezembro 2012
Trabalhos de conclusão de curso
de Filosofia e Teologia
“Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade
para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me,
Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.”
Santo Tomás de Aquino
Instituto de Filosofia
Faculdade Arquidiocesana de Mariana
Arquivo FAM

Saída meta filosófica para a problemática do Aluno: Douglas Lopes Amaral


paradoxo antropológico em Blaise Pascal Orientador: Ms. Pe. Adriano José da Silva
Aluno: Alessandro Ferreira de Andrade Blank
Orientador: Ms. Pe. Edmar José da Silva Filosofia e psicanálise em Paul Ricoeur
Aluno: Fábio Avelar Salmen
A compreensão de angústia segundo Sören Orientador: Dr. René Armand Dentz
Kierkergard
Aluno: Bernardo Ferreira de Souza Homo homine lúpus? A passagem do estado de
Orientador: Ms. Robson Adriano Fonseca Dias Silva natureza ao estado civil em Thomas Hobbes
Aluno: Gustavo Moreira Mendes.
Nietzsche entre máscaras: Tragédia e comédia Orientador: Paulo Augusto da Silva
na estética da vida
Aluno: Bruno Aparecido Nepomuceno A felicidade em Epicuro
Orientador: Ms. Mauro César Castro Aluno: José Maria Dias
Orientador: Ms. Robson Adriano Fonseca Dias Silva
Hermenêutica e símbolo na obra O conflito
das interpretações de Paul Ricoeur A compreensão de felicidade na obra De beata
Aluno: Danilo dos Santos Gomes vita de Santo Agostinho
Orientador: Dr. René Armand Dentz Aluno: José Tarcísio da Costa
Orientador: Dr. Emilién Vilas Boas Reis
O falar enquanto atividade humana: a compre-
ensão de jogos de linguagem nas investigações Compreensão de felicidade a partir dos li-
filosóficas de Ludwig Wittgenstein vros III e IV da obra consolação da filosofia

Gens Seminarii No 12 25
Seminário

de Boécio O tornar-se pessoa em Emmanuel Mournier


Josinei da Rocha Neto Aluno: Lucas Germano de Azevedo
Orientador: Ms. Pe. Adriano José da Silva Orientador: Ms. Robson Adriano Fonseca Dias
Silva
O perdão em Paul Ricoeur
Aluno: Júlio César Divino Vigiano A virtude na Ética Nicômaco de Aristóteles
Orientador: Dr. René Armand Dentz Aluno: Luciano de Oliveira Pereira.
Orientador: Ms. Robson Adriano Fonseca Dias
O indivíduo humano narcisista da hipermo- Silva
dernidade segundo Gilles Lipovetsky
Leandro Alves Figueira O olhar como abertura primaz para a intersub-
Orientador: Ms. Pe. Edmar José da Silva jetividade em Sartre
Aluno:Márcio Henrique da Silva
O desvelar de Deus na obra confissões de San- Orientador: Ms. Pe. Edmar José da Silva
to Agostinho
Aluno: Leandro Marcos Costa Por uma filosofia do cinema segundo Gilles
Orientador: Dr. Emilién Vilas Boas Reis Deleuze e a partir de Jean- Luc Godard
Aluno: Ramon dos Santos
O “Tu eterno” em Martin Buber Orientador: Ms. Mauro César
Aluno: Lucas Antônio Ferreira
Orientador: Ms. Pe. Edmar José da Silva

Instituto de Teologia - Seminário São José


Arquivo seminário

A busca de um modelo pastoral e missionária a Orientadora: Ms. Ir. Rita Maria Gomes
partir de Atos 8,26-40,
Aluno: Adelson Laurindo Sampaio Clemente Sinais dos tempos: presença salvífica de Deus.
Orientador: Ms. Mons. Celso Murilo Souza Reis Aluno: Edir Martins Moreira
Orientador: Ms. Pe. Luiz Antônio Reis Costa
Ressuscitou, não está aqui.
Aluno: Antônio Adriano Vale O mistério pascal na obra de Hans Urs Von
Orientador: Ms. Pe. Danival Milagres Coelho Balthasar: ação, drama e glória.
Aluno: Thiago José Gomes
Lava pés, modelo de serviço a ser seguido. Orientador: Ms. Pe. Luiz Antônio Reis Costa
Aluno: Celino Alves Ferreira
26 dezembro 2012
OSIB Leste 2 realiza sua 32ª Assembleia
na diocese de Paracatu
Harley Lima - 2º ano de filosofia

D entro das comemorações do jubileu de totalmente negativo.


ouro da diocese de Paracatu- MG reali- A arquidiocese de Mariana esteve represen-
zou-se no período de 15 a 18 de outubro tada neste encontro pelo reitor do seminário pa-
de 2012 a 32ª Assembleia da OSIB do regional dre Lauro Sergio Versiani Barbosa, padre Edmar
Leste II. Esta assembleia contou com a presença José da Silva, diretor da casa de filosofia e secretá-
de várias dioceses e arquidioceses que compõem rio da OSIB Leste II e o seminarista Harley Lima
este regional, somando um total de 25. que cursa o 2º ano de filosofia. Marcou presença
Assessorado pelo padre Dalton Barros de a diocese de Governador Valadares representada
Almeida, Cssr, a 32ª assembleia teve como tema pelo reitor do seminário, padre Anderson José de
central: “Os novos desafios para o processo forma- Paula; diretor espiritual, padre Sebastião Carmo
tivo no contexto de mudança de época”. Foi sem Pereira e seminarista Lucas Henrique, 2º ano que
dúvida um momento rico de partilha para os cursa Filosofia em nossa arquidiocese.
formadores e formandos das arqui-dioceses re- É certo que a partir desta assembleia será
presentadas, oportunidade ímpar de aprofundar lançado aos seminários e institutos de formação
e dialogar sobre as exigências de um novo olhar uma nova ótica acerca da preparação dos candi-
para a formação presbiteral. Padre Dalton apon- datos para a vida presbiteral. A presença de tantas
tou para os grandes desafios para se formar o representações do regional marcou positivamente
presbítero num contexto de mudanças de época o encontro e foi avaliada de modo muito positiva
e de crise, que a princípio não significa somente e pela direção da OSIB.

Gens Seminarii No 12 27
Informativo

ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS


25
DOS S EMINÁRIOS DE MARIANA $12;,,,129(0%52'(

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Caros amigos aexanos, pela primeira vez, Outro objetivo destes encontros é despertar
temos a oportunidade de lhes falar na qualidade o interesse de colegas a participarem do
de Presidente da Associação dos Ex-Alunos Encontro Anual, como aconteceu com o de
dos Seminários de Mariana – AEXAM. Conselheiro Lafaiete. Muitos colegas que não
participavam em Mariana, passaram a participar
Inicialmente, gostaríamos de lhes agradecer a depois daquele encontro. Que bom!
confiança de nos fazer estar seu Presidente no Podemos pensar em um encontro no Sul de
biênio 2012-2014. É uma honra, mas, também, Minas, outro do Norte, além dos já tradicionais
um ônus se, na verdade, pretendemos conduzi- da zona da Mata e do Vale do Aço. Nosso colega
la, no mínimo, como os nossos antecessores o José Ivanir Américo já se prontificou a realizar o
fizeram: com muita dedicação e muito empenho. do Vale do Aço em Itabira. Vamos agendar estes
Temos sempre dito que, quando se desempenha encontros.
uma função com prazer, seu fardo é suave por Como já se tornou tradicional, vamos realizar
mais pesado que ele seja. É neste diapasão que nossa confraternização de final de ano em BH.
Certamente, quando chegar este número de
executamos os nossos encargos. Gostamos do nossa revista às suas mãos, tal confraternização
que fazemos e com a AEXAM não será já terá acontecido, isto devido ao acúmulo de
diferente. Se ao final de nosso mandato, não eventos no mês de dezembro.
alcançarmos todos os nossos objetivos, não Caríssimos aexanos, esta é nossa mensagem
foi por falta de boa vontade na execução desta introdutória de nosso mandato. Esperamos
missão, mas por nossa incompetência. poder estar sempre nos comunicando com
Nossa associação vem sendo bem todos. Nestes primeiros meses, estamos
conduzida e não podemos interromper este tomando conhecimento da vida da Associação
e planejando seu futuro. Um grande abraço no
processo. Vamos dar continuidade a tudo de coração de todos.
bom que vem sendo realizado. Tudo que se faz Josué Silva Abreu (Geralda Abreu) - Presidente
na Associação tem o objetivo de culminar com e-mail: abreuabreu@task.com.br
o evento maior que é seu Encontro Anual. Ele é
como se fosse a grande Convenção da entidade,
seu ponto alto. Ano sim, ano não, nela se elege
a nova diretoria para o próximo biênio.
Pretendemos trabalhar para que no Encontro
de julho de 2014, elejamos a nova diretoria com
a chapa já antecipadamente conhecida.
Vamos realizar os encontros regionais,
objetivando reencontrar ex-colegas que não
podem ir ao grande encontro de Mariana.
28 dezembro 2012
Em frente à Catedral (Foto Josué)

Foto tradicional (foto Josué)

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No dia 23 de agosto último, em sua residência, o novo Presidente da AEXAM,
Josué Silva Abreu, tomou posse no cargo a que foi eleito por unanimidade na
Assembleia Geral Ordinária realizada durante o XXI Encontro Anual em Mariana.
Nessa oportunidade foram igualmente empossados os diretores que o auxiliarão na
sua gestão durante o biênio 2012-2014. Estavam presentes Helvécio Antônio da
Trindade, que lhe transferiu o cargo, os novos diretores e também outros aexanos,
todos acompanhados de suas esposas. Foi um momento de alegria, descontração e
planejamentos. Tudo isto veio acompanhado de deliciosos tira-gostos que a Geralda,
esposa do novo presidente, cuidou de oferecer.

Gens Seminarii No 12 29
2;;,(1&21752$18$/'$$(;$0
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Pois bem, tudo tem um começo e o Aproveitaram-se cumprimentos por
desse XXI Encontro foi a sugestão de se aniversários, comemorações pessoais e
fazer uma homenagem aos Padres profissionais e até de pesares, finalizando-
Lazaristas que trabalharam nos Seminários os sempre com uma contundente
de Mariana. Feliz sugestão, pois que uma convocação ao Encontro em Mariana. Fo-
maravilhosa oportunidade aos seus ex- ram repetitivos e, possivelmente, alguns
alunos manifestarem publica, sincera e destinatários podem ter-se incomodado com
emocionadamente, a gratidão pelos a insistência. Utilizou-se a mídia do rádio,
ensinamentos e moldagens que lhes foram da televisão e do jornal (Estado de Minas,
colocados. Inegavelmente todos têm deles,
matéria de página inteira, sobre o Seminário
uns mais outros menos, um resultado
de Mariana e a menção da presença dos
positivo nas suas vidas. Ao José Amilar foi
seus ex-alunos no Encontro). Também a
solicitada a incumbência dos preparativos
capa da Gens Seminarii-11 foi colocada
e da execução da homenagem, já que fora
serviço da campanha, postando-se uma
o co-autor com o Ramiro Canedo.
Realizar a homenagem requeria levar a foto da direção lazarista em 1959, com a
Mariana todos os padres e ex-padres evidente intenção de despertar naqueles que
lazaristas que por lá passaram, obviamente nela apareciam o interesse.
ainda vivos, que pudessem, quisessem e em E aí chegou o Encontro. O Seminário
condições físicas para tal. Nominados pelo São José, por recomendação do diligente
Mariano, presidente da AEALAC, e por reitor e carinhoso anfitrião, Padre Lauro
alguns aexanos, fez-se o contato direto com Versiani, estava preparado e totalmente em
todos, sempre se tendo um carinhoso condições para receber os participantes –
acolhimento ao convite. Do Provincial, quartos e salões arrumados e cheirosos,
Padre Geraldo Ferreira Barbosa, recebeu- bem como cozinheiras, funcionários e
se o antecipado agradecimento da seminaristas-ajudantes a postos.
Congregação da Missão, já que lá ele não
poderia estar, sem, no entanto, deixar de
nomear o seu representante.
São muitos os ex-alunos dos Lazaristas,
portanto seria adequada e necessária uma
significativa presença deles em Mariana.
Instalou-se então a campanha e para tal
utilizaram-se ligações telefônicas,
mensagens pela internet e convites
pessoalmente. Pátio interno do Seminário São José (foto D)

30 dezembro 2012
Os costumeiros aexanos da sexta-feira apresentação bem-humorada do Pessoinha,
foram chegando, ocupando os quartos e à distribuição gratuita do DVD “Um
organizando-se para o tradicional passeio Seminário nas Terras do Ouro”
noturno na cidade. (generosamente cedido pela Professora
Manhã de sábado ensolarada e o chegar Virgínia - UFOP e patrocinado por anônimo
constante e entusiasmado de aexanos e aexano) e à música do Tilden Santiago.ino
familiares. Convidados também, ex-alunos
de outros seminários engrossaram a turba
desse ecumênico Encontro. Como
imaginado, deram-se o vozerio no hall do
Seminário, abraços compartilhados e a
alegria contagiante dos meninos d’outrora.
Café, sucos, pão de queijo e pernil estavam
à disposição dos que chegavam.

Agradecimento do Josué após eleição (foto O)

Com emoção e competência José


Amilar, utilizando o data-show, realizou a
homenagem aos Lazaristas “marianenses”,
padres e “ex”, que deram o privilégio e a
alegria das presenças: Padre Célio
Afonso, Irineu, Tonico Faria e Idalino (foto O) Dell’Amore (representando também o Pro-
vincial da CM) e Padre Venuto, os ex-pa-
Tão logo chegou o ônibus de Belo dres João Batista Ferreira e José Pessoa
Horizonte, encaminharam-se todos à capela de Figueiredo.
onde se fez a abertura do Encontro –
momento de acolhimento, meditação,
recolhimento e paz interior: Emmanuel, um
mimo do Padre Lauro.
Se de lá saíram no encantamento da paz
espiritual, beatificaram-se com o delicioso
almoço a seguir. O cardápio diversificado
e saboroso, fruto do cuidado e zelo das
cozinheiras, foi também o prenúncio dos
outros oferecimentos gastronômicos.
Apresentação do José Amilar (foto O)
As cadeiras colocadas no salão
teológico foram insuficientes para Um dó que, convidados, não puderam
acomodarem todos à sessão lítero-vídeo- comparecer, mas que, gentil e
musical. Providenciaram-se outras e num antecipadamente, se justificaram: Padres
auditório lotado os aexanos, familiares e Wilson Belloni, Lauro Palu e Getúlio Grossi
convidados assistiram à eleição do novo e os ex-padres Maurílio Camêllo e Luciano
presidente, Josué Silva Abreu, à Montenegro.
Gens Seminarii No 12 31
Fizeram-se homenagens particulares: Um respeitoso humor pairava no ar.
Luiz Gonzaga de Carvalho (ao Padre Dom Geraldo Lyrio, Dom José Maria
Maia). Vicente Gonçalves (ao Padre Pires, Dom Hélio Heleno (recentemente
Montalvão), Rogério Moreira Campos (ao falecido), monsenhor José Eudes do
ex-padre Pessoa) e João Gabriel “Japão” Nascimento, bispo eleito à diocese de
(ao ex-padre João Batista). Leopoldina, padres, ex-padres, ex-
seminaristas - todos “gente do ramo” -, bem
como familiares, autoridades, empresários,
escritores, poetas, jornalistas e amigos
formavam essa eclética e interessada
plateia. Esgotaram-se os livros levados à
venda, sinal do total agrado.
Não foi uma noite fria como soe
acontecer no julho de Mariana, porém,
mesmo se tivesse sido, os vinhos, as
cervejas, os churrasquinhos e os caldos
P. Célio - agradecimento dos Lazaristas (foto C) quentes, servidos na happy hour,
encarregar-se-iam de neutralizá-la. Teve
Emocionados nos agradecimentos, os também o “boteco” do Josué, sempre
homenageados encerraram a primeira parte sorridente, gentil e acolhedor, com seus
da sessão, cujos comentários que se vinhos e queijos. Descontração total, bate-
seguiram foram acompanhados de uma papo muito agradável e um trio musical no
saborosa canjica. palco montado marcaram aquelas horas.
No seu reinício o jornalista e escritor JD Não houve a quadrilha, mesmo quando se
Vital estava muito à vontade ao apresentar- tocaram músicas juninas.
se para o primeiro lançamento de seu livro
“Como se faz um bispo segundo o alto e o
baixo clero”. Respondendo às perguntas do
também jornalista, advogado e comunicador
Rogério Tavares, ia esclarecendo fatos e
contando casos de alguns personagens do
livro, quase todos conhecidos dos ouvintes.

Ana Luíza, Justen, Sérgio, Deise,


Beth e Zé Miguel (foto O)

No domingo a concentração dos


aexanos em frente à Catedral da Sé foi
numerosa e ordeira, seguida de uma entrada
com pompa e circunstância à Missa Solene
celebrada por Dom Geraldo Lyrio e
Jornalista JD Vital (foto C)
concelebrada por bispos e padres. Por ser
32 dezembro 2012
o dia em que se renovava a dedicação da foi a comida servida no encontro, cujo
Catedral a Nossa Senhora, a cantoria foi cardápio foi carinhosamente preparado
feita pelo coral da cidade, porém foi pelas mulheres de nossos aexanos
emocionante o Pater noster entoado em capitaneadas pela primeira dama Rosana.
gregoriano. Sentiu-se a falta do Ite, missa Quão calorosa foi a justa homenagem
est. Seria legal! prestada aos Padres Lazaristas. Mesmo
A foto tradicional na escadaria do aqueles que já haviam deixado o sacerdócio
Seminário aconteceu em muitas máquinas, e que compareceram, foram homenageados
com diferentes poses e formações: um e se sentiram lisonjeados com a distinção.
registro da grande parte da expressiva O ato de reconhecimento e de
presença de 222 pessoas que estiveram no agradecimento é nobre e jamais estará
Encontro, em que foram recebidas com o ausente do coração de um aexano. O que
carinho do acolhimento. hoje somos, devemos em muito aos nossos
O encerramento aconteceu num clima
formadores. Não é demais afirmar que a
de total descontração, quando alguns
formação que recebi no Seminário foi a
brindes foram sorteados àqueles presentes
pedra fundamental para a minha vida fa-
no almoço.
miliar e profissional. Tudo me foi útil nos
Com abraços e despedidas saíram para
vestibulares prestei, na minha vida
suas casas, mostrando nos rostos o sorriso
acadêmica, tenra idade no seminário.
e a alegria daqueles momentos lá vividos e
prometendo voltar no próximo ano. Que tal Outro ponto alto do encontro foi a tarde de
se dê! autógrafos e a entrevista do amigo Vital.
Ele demonstrou muito conhecimento da vida
atual da Igreja. Seus relatos foram
Helvécio Trindade primorosos, bem como as referências a
Seminário Menor pessoas que, também, constam de seu livro.
1958 a 1963
Parabéns, Vital. Que pena o Miguelão não
ter estado presente, mas lá do alto, junto ao
Criador, também, bateu palmas e aplaudiu
*** o irmão ilustre.
Meus caros aexanos, alguns colegas irão
falar sobre o Encontro Anual de 2012, mas,
como Presidente eleito naquela
oportunidade, gostaria de fazer um pequeno
comentário a seu respeito. Para quem foi,
certamente, deve dizer que participou de
um dos melhores encontros, principalmente, (fotos O)

pela presença de tantos associados e de Não podemos nos esquecer da noite


muitos colegas que ainda não haviam eclética do sábado, misto de festa junina e
participado deste evento. Quão bom foi de MPB, ao som de muitos colegas
rever velhos amigos e colegas! Que delícia músicos e cantores, sob o comando de

Gens Seminarii No 12 33
Rogério, tudo acompanhado da cervejinha Finalizando, nossa tradicional Missa
gelada, churrasquinho delicioso e caldos. concelebrada por Dom Geraldo, Dom Hélio
Para completar, nosso tradicional boteco Heleno e Dom Barroso.
com vinhos e queijos e, ainda, com um Após a Missa, as fotos em frente à
whisky. No próximo ano, vou doar o mate- Catedral e em frente ao Seminário Maior,
rial, mas não poderei ser o botequeiro, pois o almoço e a despedida. Vamos repetir tudo
tenho que dar assistência a todos. isto nos anos seguintes, assim esperamos.
Obrigado a todos que contribuíram para o
sucesso do encontro, de modo todo espe-
cial ao casal Presidente Helvécio e Rosana.

Josué Silva Abreu


Presidente da AEXAM

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Adilson Francisco Antunes (SCE) – BH Antônio Idalino de Araújo
Afonso Mariano Lopes e a esposa Marly (Timóteo)
e sobrinho Luiz Fernando (BH) Antônio Pacheco dos Santos,
Agostinho Barroso de Oliveira (Ouro Preto) a esposa Rosinha, o filho Leandro
Aloísio Pereira Fialho (Rio Casca) e a namorada Amanda (BH)
Aluísio Eustáquio da Silva (SCE) Antônio Veríssimo Fernandes
e a esposa Carolina (BH)
e a esposa Betty (BH)
Armênio Queiroz (Ouro Preto)
Álvaro Cunha e esposa (BH)
Caetano Ramos Ferreira (Sabará)
Antoninho Cipriano de Freitas,
Camilo José Rodrigues Pereira (Lafaiete)
a filha Daniele e o neto Gabriel (Itabira) Carlos Alberto Vieira de Rezende,
Antônio Claret Rezende a esposa Neiva e os filhos Rafael e
e a esposa Tereza (Curitiba) Samuel (Lafaiete)
Antônio Dinilton C. de Rezende CônegoAgostinho de Lourdes Coimbra
e a esposa Wânia (BH) Oliveira (Ouro Preto)
Antônio Duarte Jalles Cônego Antônio José Chámel (Leopoldina)
e o sobrinho Edivaldo (BH) Cônego Arnóbio Passos Cruz
Antônio Eustáquio de Faria (Orlândia/SP) (Seminário de Vitória)

34 dezembro 2012
Cônego João Francisco Ribeiro (Mariana) José do Carmo Justen
Daniel Dias de Oliveira, a esposa Geralda e e a filha Ana Luíza (Barbacena)
familiares Carlos e Sônia (BH) José Guido Ribeiro (BH)
Dimas Felipe de Miranda (SCE) José Guilherme Alves e Lívia (Sabará)
e a esposa Beth (BH) José IvanirAmérico
Dom Francisco Barroso Filho e a esposa Maristela (Itabira)
(Ouro Preto) José Maria Cunha (Santo André/SP)
Dom Geraldo Lyrio Rocha (Mariana) José Maria Gomes (BH)
Dom Hélio Gonçalves Heleno (Caratinga) José Miguel Filho (Senhora dos Remédios)
Dom José Maria Pires (BH) José Nassif Antunes e Leila (BH)
Edison Ildefonso de Oliveirae Márcia (BH) José Newton Garcia de Araújo (BH)
Esly Ferreira da Costa (SCE) José Pessoa de Figueiredo, lazarista e
e a esposa Moacira (BH) professor no Seminário (Indaiatuba/SP)
Fernando Granhin Cavalcanti (Vitória) José Raimundo de Oliveira (Mariana)
Francisco Pereira Cupertino José Saturnino Alves (SCE) – BH
e a esposa Nanami (Brasília) José Vicente de Paula Cupertino
Franklin Couto (Mariana) e o amigo Mário (Gov. Valadares)
Frei Dominicano Oswaldo Augusto
Josué de Abreu Silva e a esposa Geralda (BH)
Rezende Jr. (BH)
Juraci Barbosa Lima
GabrielAfonso Cordeiro
(NS Medianeira-MOC) – BH
e a esposa Sueli (Congonhas)
Luiz Flaviano Furtado (São Paulo)
Geraldo Antônio Lisboa e a esposa Delci (BH)
Luiz Gonzaga de Carvalho,
Geraldo Ignácio Neves (BH)
a esposa Márcia, as filhas Maria Luíza
Geraldo Magela da Silva e a esposa Inez (BH)
HelvécioAntônio da Trindade e Karina o genro Guilherme
e a esposa Rosana (BH) e as cunhadas Delma e Beatriz – (BH)
Henrique Gonçalves (SCE) Luiz Gonzaga Pessoa (BH)
e a esposa Marisa (BH) Márcio Adelmo Guimarães, a esposa
Hugo Felipe da Silva (Seminário de Vitória) Elizabeth e o filho Cássio (Carandaí)
Irineu Rossi Acipreste (BH) Márcio Oliveira Araújo
Ivan Colares de Aguiar (Montes Claros) e a esposa Rosa (BH)
João Alberto Pereira e a esposa Judith (BH) Marco Túlio Vieira Torres, a esposa Valéria e
João Batista Ferreira, lazarista e os filhos João e Nina (BH)
professor no Seminário (Rio de Janeiro) Marcos Evangelista Cabral, a filha Isadora,
João Efrém Gomes (Lafaiete) o filho Marcos com a esposa
João Gabriel Teixeira (BH) Telma e a amiga Rena (Muriaé)
João Paulo de Moura Marcus Antonius Pedroso (Dom Bosco) (BH)
e esposa Maria Inês (São Paulo) Mariano Pereira Lopes (presidente da
José Amilar da Silveira AEALAC) e a esposa Eneide (BH)
e a esposa Sandra (Ipatinga) Mário Camilo Alvim e a esposa Cirlei (BH)
José Antônio Pessoa, o filho Éder Mons. José Eudes do Nascimento
e a namorada Karen (São Paulo) (Ouro Preto)
José Celso Cenachi (João Monlevade) Monsenhor Raul Motta de Oliveira
José Claret Gomes (Sericita/MG) (Caratinga)
J. D. Vital (SCE), a esposa Elmás e os filhos Nilson Ramirez de Oliveira e os filhos
Thiago e Débora (BH) Hélder, Matheus, Gina e Sabrina (BH)

Gens Seminarii No 12 35
Odilon Gomes Dutra, a esposa Eluse Apoio administrativo:
e os amigos Francisco e Ivonete Ildeu, Antônio Adriano e Evaldo
(Volta Redonda/RJ) – seminaristas
Olau de Salles Filho (BH)
Meire, Núbia, Eduardo e Rodolfo
Olavo de Oliveira Camelo (Mariana)
Otacílio Fernandes Ávila (Itabira) – funcionários do Seminário
Padre Célio Maria Dell’Amore (BH) Rita, Margarida, Eva, Rosângela e
Padre Geraldo Humberto Venuto (BH) Maria do Carmo – cozinheiras do Seminário
Padre José Jésus Gomes de Araújo (BH) Antônio – ecônomo do Seminário
Padre Nedson Pereira de Assis (Mariana) Neide – secretária do Instituto de Filosofia
Paulo Lauro Sérgio Versiani Barbosa
(Mariana) Rute – serviços gerais
Paulo Roberto de Magalhães (Marataízes/ES)
Pedro Jorge Nicolau (BH)
Raimundo Luiz Fernandes (BH)
Ramiro Canedo e o neto Convidados:
João Guilherme (Poços de Caldas) Ângelo Oswaldo de Araújo Santos
Raymundo Lopes Rodrigues
(Rio de Janeiro/RJ) – Prefeito de Ouro Preto
Rogério Moreira Campos (Viçosa) Tadeu Carneiro - Diretor Geral da CBMM
Ronaldo Morais de Paiva – São Paulo
e a esposa Edlamar (Santa Luzia) Rogério de V. Faria Tavares e sua mãe
Roque José de O. Camêllo, a esposa Diana de V. Faria Tavares (Belo Horizonte)
Merania e o sobrinho Herculano (BH)
Anício Chaves e a esposa Ivonete (Mariana)
Rubens Hosken
e o motorista Carlos Estevão – (Ubá) Virgínia Albuquerque de Castro Buarque
Sebastião de Souza Burgareli Professora do Departamento de História da
e a esposa Ortência (BH) UFOP - Mariana
Sebastião Paulo Pereira (BH) Hans Kampik, ex-cônsul da Alemanha em BH
Sérgio Evangelista de Oliveira, a esposa e a esposa Conceição (Belo Horizonte)
Deise e a filha Manoela (Varginha)
Reinaldo Morais e a esposa Letícia (Mariana)
Tilden José Santiago (BH)
Tomé Gomes da Silva (Contagem) Escritores aldravistas: J.B. Donadon Leal,
UzielA. Guimarães Andréia Donadon Leal e Gabriel Bicalho
(Seminário de Vitória) – Vitória (Mariana)
Vicente Dutra de Assis
e a esposa Maria da Consolação (Carandaí)
Vicente Geraldo Gonçalves (BH)
Vicente Gomes Pinto Coelho (Rio Casca)
Waldir Magalhães Dutra, Resumo:
a esposa Conceição, a filha Lilian 95 aexanos
e o Virgílio (BH) 15 de outros seminários
WalterAraújo de Freitas 85 familiares e convidados
e a esposa Graça (BH) 12 convidados especiais
Weber Torres e a esposa Marly
(Governador Valadares) 15 funcionários do Seminário
Wilson Moreira 222 participantes do Encontro
e a esposa Maria Helena (Juiz de Fora).

36 dezembro 2012
0DQLIHVWDo}HVVREUHR(QFRQWUR
Em 16/07/2012: LAZARISTAS que deram o melhor para
Helvécio, muito obrigado pelos a FORMAÇÃO da geração dos HOMENS
momentos felizes que você e sua esposa AGRADECIDOS
nos proporcionaram neste maravilhoso e RECONHECIDOS.
encontro dos dias 14 e 15 do corrente mês Parabéns a você, sua
em Mariana. Cada vez mais, sou um esposa com tanta
admirador de vocês. colaboração, seus
filhos. Com bênção e
preces, saiba que ficará
Pedro Jorge cada vez mais fundo no
Ferreira Nicolau. coração do Pe.Célio, CM.

***
***
Caro Helvécio, meu
Parabéns, prezado abraço. Estou ainda
Helvécio, pelo sucesso comovido pelo encontro
de mais um Encontro. de Mariana. Tive o
Ouvi muitos elogios prazer de revê-lo e de
para os trabalhos de rever colegas que não via
sábado. há bastante tempo. Volta-
Infelizmente estive se para a casa com a sensação de que
ausente. Parabéns pelo grande número de rejuvenescemos. Agradeço principalmente
participantes. Parabéns pela organização. a você a oportunidade, pois tudo começou
Abraços do Mário Camilo Alvim. quando ousei mandar-lhe um e-mail por
ocasião da morte do amigo Latuf. Sinto
*** profundamente ao ver que você deixa a
função na AEXAM que você tão bem
Querido ex-aluno e amigo. Nem tenho exerceu, na inteligência, na gentileza, no
palavras para dizer-lhe da GRATIDÃO coleguismo. Espero que continue
pelas finezas e atenções. Só mesmo o aglutinando as pessoas, como faz tão bem.
CÉU para cobri-lo de bênçãos com as Que seu afastamento não seja motivo de
pobres preces do velho mestre. Você foi distanciamento dos colegas e do professor
brilhante com seus companheiros. Em nome (que orgulho meu...). Abraços a você,
da PBCM - Província e mais ainda do meu esposa e família. “In corde”,
próprio, imorredouros agradecimentos pela Luizinho (Luiz Gonzaga de Carvalho).
sua trajetória na na chefia da AEXAM e
esta delicada lembrança dos ***
Gens Seminarii No 12 37
Em 18/07/2012 Helvécio, obrigado pela mensagem tão
Parabéns pelos mandatos cumpridos e rica e cheia de bons fluidos pelo aniversário.
principalmente meus agradecimentos pelo Obrigado, mais uma vez, pelo grande
convite e participação no Encontro do impulso que você deu à nossa AEXAM,
último domingo. com encontros tão concorridos, tão cheios
de novidades.
Marquinho Um abraço especial à Rosana, mola
propulsora de tudo. Abraços.
(Marcus Pedroso –
Sem. Dom Bosco).
Vicente
(Vicente Gomes Pinto
Coelho).
***

Em 24/07/2012:
Grande Helvécio, ***
quero agradecer-lhe
- e muito - os votos Em 27/07/2012:
de feliz aniversário e Helvécio, você nunca se esquece dos
a referência à ida ao seus companheiros! Obrigado por, mais
encontro em uma vez, lembrar-se do meu aniversário.
Mariana. Você nada Aproveito para enviar o comprovante do
tem a agradecer, pois tudo que se faz pela depósito feito, no valor de R$ 100,
AEXAM é prazeroso e nos traz uma 00, referente à segunda semestralidade
grande alegria. Por outro lado, embora já o (Janeiro e Julho). Sei que é uma
tenha feito, quero ressaltar o grande contribuição modesta, mas cada um faz de
trabalho que você fez à frente da nossa acordo com suas possibilidades, não é? Um
AEXAM. É algo que ficará eternizado na pouco de muitos pode fazer um muito para
mente de todos os que formamos o quadro todos. A propósito, eu me acostumei a
desses amigos e companheiros de tanto comunicar-me com você para qualquer
tempo. Meus parabéns e continue sempre assunto. Gostaria de saber se, doravante,
a ser aquele baluarte da entidade que tanto para assuntos da AEXAM, é preferível
progrediu sob sua orientação. A AEXAM dirigir-me ao nosso atual Presidente ou,
necessita sempre de sua presença e de sua talvez de preferência, pelo e-maiL da
AEXAM. Gostaria, ainda, que você me
atuação. Um grande abraço a você e a
fornecesse o e-mail e o telefone do Idalino,
nossa cara Rosana.
pois estou precisando falar com ele. Como
Vicente (Vicente Geraldo Gonçalves).
sempre, foi excelente o nosso Encontro em
Mariana! Queremos agradecer a todos
***

38 dezembro 2012
vocês por mais esta alegria que nos 31/07/2012:
proporcionaram! Dê, por favor, nossas Helvécio, meus cumprimentos por sua
recomendações ao Josué e esposa, nossos brilhante passagem como presidente da
atuais Presidentes! Um grande abraço para AEXAM. A meu ver, você é um
você e Rosana! comunicador nato e merece a gratidão de
todos. Felizmente a assembléia elegeu o
Burgareli e Ortência. Josué, o que todos nós saudamos com
alegria.
Arnaldo Leal Dutra.
***
Companheiro e amigo
Helvécio, nós fomos os
mais beneficiados com o
seu exercício na
Presidência da AEXAM
por dois mandatos,
*** portanto, o agradecimento
tem que ser mais de nossa
Em 29/07/2012: parte. Sei o quanto se dedicou para que a
Bom tarde, Helvécio! Meu celular AEXAM continuasse a trilhar no caminho
estava fora de área e só agora estou lendo certo! A eficiência e a eficácia do seu
sua mensagem. O nome da esposa é trabalho sobressaíram em todos os
Nanami Shimoda Cupertino. Foi para nós momentos em que ocorreram reuniões com
muitíssimo gratificante ter participado do nome AEXAM e, principalmente, nos
Encontro. Você está de parabéns, Encontros. Quero agradecer-lhe a
juntamente com todos que tornaram oportunidade que me ofereceu para
possível o sucesso alcançado. Estamos no participar e tenho a convicção que a minha
parcela foi muito pequena, pois, eu poderia
Aeroporto de Confins, aguardando o
ter participado mais, pois, fiz muito pouco.
embarque para Brasília. Obrigado e grande
Praticamente, você trabalhou com mais
abraço.
afinco que todos. Não poderia deixar de
ressaltar o apoio que você teve de sua
esposa Rosana. Ela está de parabéns e é
Do Chiquim também a grande merecedora da nossa
(Francisco Pereira gratidão. Agora, com seu tirocínio, o Josué
Cupertino). terá também um grande apoio. O meu muito
obrigado! Um grande abraço!
José Maria Gomes (Campainha).

*** ***

Gens Seminarii No 12 39
Muito bem, Helvécio! vez, meus cumprimentos e meus
Parabéns pela agradecimentos pela
desenvolta gestão ora dedicação. Um grande
encerrada com chave abraço.
de ouro. Realmente
você faz jus aos Raymundinho
agradecimentos e (Raymundo Lopes
aplausos dos aexanos Rodrigues)
pelo belo trabalho à
frente de nossa
entidade. Até o próximo encontro! ***
Laércio Nunes.
Helvécio, neste XXI Encontro não pude
*** comparecer, conforme havia comunicado,
entretanto estive presente de alma, pois me
Prezado Helvécio, preparo para o mesmo a partir do momento
nós é que lhe devemos que saio do Seminário. Quero agradecê-lo
agradecimentos pela pelo belo trabalho e o grande empenho para
condução e dedicação que a cada ano este se
às atividades da tornasse melhor, como
AEXAM nestes anos. o foi e será sempre.
Bom e merecido Colocando-nos ao
descanso agora. Um abraço. inteiro dispor do nosso
Rogério Campos atual presidente,
atenciosamente,
*** abraços do Lamim.

Meu caro Helvécio, foi uma honra para (José Geraldo Reis e Silva).
todos nós aexanos tê-lo como presidente
***
de nossa já adulta AEXAM. Não
vivêssemos em uma democracia, onde a Prezado Presidente Helvécio, a
alternância de poder é recomendável, e não AEXAM, na pessoa de seus associados, é
tivessem você e Rosana seus inúmeros quem lhe deve agradecer pelo valioso
afazeres familiares e profissionais, eu trabalho prestado por você e Rosana du-
ousaria fazer uma campanha para mantê- rante as duas gestões. Sabemos que vocês
lo na presidência ainda por muitos anos. fizeram com prazer,
Como assíduo frequentador de nossos mas que custou muito
encontros, pois jamais faltei a algum, sacrifício e muita
prometo continuar apoiando o Josué, dentro dedicação. Eu meu
de minhas possibilidades e considerando a nome e, agora, como
difícil logística, pois estou quase isolado no Presidente, quero lhes
Rio de Janeiro. A você e Rosana, mais uma agradecer em nome da

40 dezembro 2012
Associação tudo que fez por seus Associação. Muito obrigado. Manoel
associados, trazendo-lhes a alegria do (Manoel Francisco de Almeida) e Sílvia).
reencontro. Um grande abraço.
Josué (Josué Silva Abreu).
***
Helvécio, que Deus
abençoe você e sua
esposa, Rosana, pela
dedicação e belíssimo
trabalho à frente de
nossa AEXAM.
Parabéns pelo
entusiasmo com que ***
“encarou” tamanha
responsabilidade. Em 07/08/2012:
Invejo sua loquacidade, seu espírito de Prezado Helvécio, agradecendo seu gentil
liderança, e tantas qualidades demonstradas comunicado sobre a realização do último
em sua gestão. Mais uma vez, que Deus o encontro da AEXAM, bem como sobre a
abençoe, e obrigado por tudo. mudança na presidência, aproveitamos
João Efrém Gomes para parabenizá-lo pelo belo e eficiente
trabalho que realizou a frente da mesma.
*** Saudações!
Em 01/08/2012: Luiz e Maria Noêmia (que é a organista
Prezado Helvécio, da nossa Missa na Catedral).
parabéns pelo exitoso ***
mandato ora findo. Por
favor, releve a minha Helvécio Trindade, recebi seu email
ausência. Tive notícia sempre cheio de alegria e generosidade.
da grandiosidade do Meu abraço e reconhecimento por tudo que
evento. Seu dedicado faz por nós e pelo papel que desempenham
empenho é digno de dentro da AEXAM. Que Josué Silva Abreu
todos os elogios e dê continuidade ao
agradecimentos. acúmulo que você
Continuamos unidos. Até breve. Grande proporcionou à nossa
abraço.
Associação. Meus
Luciano Tolentino Amaral.
agradecimentos
*** fraternos extensivos à
sua esposa e aos colegas
Em 03/08/2012:
e às amigas que
Helvécio e esposa, agradeço muito pelo
somaram com você.
seu belo trabalho à frente da nossa
Tilden Santiago

Gens Seminarii No 12 41
0HPyULDGHXPD/HPEUDQoD7HUQD
&DS, gratuito. Peço socorro e licença a Luiz
Guimarães, na falta de inspiração: -
SEMINÁRIO MAIOR SÃO JOSÉ Como desterrado, à terra pátria, - depois
de longa e saudosa espera, - pude rever o
A cidade de Ana e Maria cresceu, como
lugar sagrado, - o meu primeiro e amistoso
crescem as meninas. Ficou bonita, pulchra
abrigo. - Entrei.
ut luna, charmosa, pululante de vida,
Um anjo, carinhoso e amigo, - fantasma
consciente de que por ela “hão de chorar talvez de amor perdido, - tomou-me a mão,
os cinamomos” - de alegria - pela beleza olhou-me com ternura, - passo a passo
das flores e generosidade dos pomos. “O caminhou comigo. - Era aquela a escada,
astro glorioso seguindo a eterna estrada”, aqueles quartos, - oh, meu SENHOR, se
naquela ensolarada manhã de julho, a me lembro e quanto, - em que no convívio
cidade se pôs em festa para receber os do dia a dia, - meus colegas, alunos,
“meninos estudantes” dos quatro cantos do amigos... - Foi difícil segurar o pranto. -
Brasil. Naquele sábado, a capital das Minas Havia uma lembrança em cada canto, - e
se fez capital da saudade. por cada canto, uma saudade. -
O crachá ajudava a memória a remexer
o diário de uma lembrança terna e a trazer
de volta, quarenta e seis anos já passados,
uma história que, apesar de erros e
tropeços, fora digna e bela. Não fosse
verdade, o coração continuaria no peito e
não prestes a pular da boca.

&DS,,
AEXAM
Sou AEXANO, stricto sensu. Foram
nove meses, o tempo de uma genitura,
Imponente, o Seminário Maior ia minha passagem por Mariana. Se nos
albergando, em meio ao alarido juvenil da registros meu assento se põe entre os
rapaziada, aqueles que viveram ali um docentes, sou discente, pleno jure. Mais
pedaço marcante de sua história. aprendi do que ensinei.
Meus olhos esbarraram, úmidos e Fiquei alumbrado desde o primeiro dia
comovidos, no casarão que um ABRIGOU, de aulas. Juventude e inteligência, talento
eu cheio de dúvidas e medos. Impossível e criação era o que aparecia em cada
não ouvir a voz de Afonso Henriques da segmento do Seminário. As classes eram
Costa: “a catedral ebúrnea de meu sonho um “show” de sagacidade intelectual,
aparece na paz do céu risonho toda branca conhecimento e erudição que me deixavam
de sol”. O verbo que veio à cabeça não é constrangido no papel de mestre. E é justo

42 dezembro 2012
por isso que me defino como AEXANO. &DS,,,
Fui mais aluno que professor.Aprendi muito,
pois fiz da lua minha companheira muda, A HOMENAGEM
estudando noites a fio para ter alguma coisa
Os Lazaristas reservavam para com
o que dizer a tão prendados discípulos. Fora
Mariana um carinho especial. Afinal, seu
das salas de aula, o teatro, a orquestra, o
Santo Maior, glória da Vila do Carmo, Dom
Grêmio Literário, a “Schola Cantorum”, os
Viçoso, confiara a eles a ingente e nobre
esportes profetizavam a certeza prévia do
missão de formar a nata do clero nacional
êxito absoluto daquela gente. E não minto
e a elite da sociedade brasileira. Os
nem exagero. O que foi que se viu no
melhores “garimpeiros” de seus quadros
encontro? Ali, o passado se fez carne viva
eram destinados à aurífera cidade dos dois
e habitou o recinto. Ainda que “amostra
grátis”, impressionava o brilho dos mais célebres Seminários do Brasil. Para
presentes, sua eloquência, propriedade ver- confirmar a regra, fui a exceção, bem na
bal, versatilidade, facilidade de comunicação linha peripatética da lógica clássica em
e a marca relevante de cada um na vida matéria contingente: Se todos são, logo,
literária, social, política e religiosa de Minas algum não o é.
e do Brasil. A Arcádia, sem metáfora, se O encontro quis agradecer aos
materializou ali. Lazaristas. E foi um gesto estético e
Na memorável Semana da Arte, elevado de primeira grandeza. A dádiva não
Sorbonne não o faria melhor, um dos gera dívida, a ponto de o dom se perder no
organizadores escreveu, usando letra gótica, anonimato de a esquerda não saber o que
em papel cartolina: SIC ITUR AD ASTRA. fez a mão direita. Mas entre os mortais,
(Virgílio, Eneida, canto nono, verso 641). dotados de sentimentos, o reconhecimento
TEM O SABOR DO BÁLSAMO. Sobe-
nos dos pés à cabeça. A montagem que
fizeram vai ficar na história da
Congregação da Missão como testemunho
de que os dois séculos de labor – e lavor –
não foram em vão, não ficaram no vazio
dos sonhos perdidos. Marcaram gerações
de pessoas honradas que, hoje, em
solenidade oficial da Associação,
agradecem de público a formação
abnegada e generosa dos Padres da Missão.
Confirmava-se então a propriedade justa O representante do Provincial dos Padres
do veredicto: O AEXANO “é antes de tudo Vicentinos, segurando o DVD, repetia
um forte, não tem o raquitismo” dos emocionado que entregaria, em mãos, a seu
pusilânimes e fracos, pois seu destino, as Superior aquele muito obrigado dos
alturas. “meninos de Mariana”. Calou-se para não
A logística do encontro, a excelência da chorar.
programação, ainda não vi repetirem-se em Não sei se consegui, mas quando, com
eventos do gênero. voz embargada, quis dirigir-me ao grupo
Gens Seminarii No 12 43
que me homenageava, era minha intenção Seu convite para ir a Mariana carreava
dizer-lhe que “se vocês me agradecem a o tom da convocação a que não se pode
presença na vida de vocês, a
recusar. Já havia em mim a determinação
convivência com os seminaristas me
humanizou e me fez melhor”. Caí do de comparecer, desde o ano passado,
cavalo, na Cidade do Ribeirão do Carmo. quando impedimentos vários me
Nos respingos de conversa, um inviabilizaram a ida. Vieram mais dois e-
AEXANO me disse que ainda guardava mails, um deles falando de sua alegria com
um caderno de aula, onde se lia, segundo minha confirmação. Estar em Mariana
ele, uma frase minha: “Todas as vezes que
tornou-se questão de honra. Iria, chovesse
estive entre os jovens, mais jovem voltei”.
É a pura verdade! Voltei rejuvenescido. canivete aberto!
Então Gens Seminarii, pedindo-lhe perdão Cheguei. Choveu. Choviam
por nossos enganos, retribuindo, cumprimentos, muitos abraços e muitas
agradecemos-lhe também com reverência perguntas. E foi no meio do fogo cruzado
e ternura. de surpresas e saudades que você
apareceu com o porte britânico de um
Lorde, longilíneo, a voz afiada em diapasão,
diligente e atento, como convinha à ocasião.
Afinal, cabe ao general comandar a tropa.
Amassei os rabiscos e fiquei com o retrato
ao vivo, “anos luz” superior.
A partir do abraço, nos dois dias do
Pacheco, Ivan, João Batista e Dinilton (foto D) encontro, recebi de você, com a mais radi-
cal gratuidade, uma distinção especial,
&DS,9 dispensada a personalidades de ato coturno.
HELVÉCIO Até fila você me fez furar, além de palavras
O primeiro contato foi eletrônico. A amáveis e lisonjeiras que só brotam de
quebra do padrão telegráfico e sincopado corações magnânimos.
chamou-me a atenção. “Valor mais alto se
alevanta”... Hoje, as mensagens são
rápidas, com pressa de ir embora. É a
velocidade do contemporâneo? É a falta de
tempo do endereçado com fôlego curto para
duas linhas? Não sei responder e nem
quero.
Sua escrita me cativou. Aguçou-me a
curiosidade a ponto de surpreender-me
fazendo seu retrato falado nos balbucios da
imaginação. Inteligência, não, per se patet.
Ululante!

44 dezembro 2012
Não lhe agradeci ainda, como convém, João Batista Ferreira é ex-
padre lazarista, lecionou
o privilégio de ter voltado a Mariana, mais no Seminário São José em
de quatro décadas passadas, de ter ficado 1966, é psicólogo e reside
hospedado no Seminário, perto do quarto, no Rio de Janeiro/RJ.
onde morei, em 1966. E você não me
deixou pagar um centavo. Na pobreza
supina dos recursos, ofereço a você meu
despojado, mas sincero MUITO
OBRIGADO.
.................................

7UH]HQDGH6DQWR$QW{QLR
Caríssimo Helvécio,
Pax et Bonum!
A minha memória já dá sinais de fadiga;
da minha vida seminarística tenho poucas
lembranças. Acerca da Trezena de Santo
Antônio, tenho a dizer o seguinte: “In illo
tempore o Seminário Menor de Mariana
era dividido em Salão dos Maiores e Salão
dos Menores; aquele sob o patrocínio de
São Luís Gonzaga, este sob a proteção de
Santo Antônio.
Nos treze dias que antecediam a festa Da esquerda para a direita e de baixo para cima
do grande taumaturgo lisboeta, era Geraldo Barbosa (Padre) – Capela Nova-MG * Felício
celebrada com sumo esplendor a sua dos Santos Costa – Sericita-MG * Padre Caetano
Trezena. No salão do teatro, em altar Cenaque Piovezani * João Carlos Silva Araújo –
adrede preparado, era colocada a imagem Catas Altas da Noruega-MG * José de Arimateia
do santo protetor. Treze seminaristas com Cabral – Senador Firmino-MG * Márcio Marotta Ribeiro
pendores para a oratória eram escolhidos – Dores do Turvo-MG * Geraldo Magela Mayrink –
para proferir os sermões escritos pelo santo, Urucânia-MG * Délio CotaAndrada – Rio Piracicaba-
sábio e inolvidável Dom Viçoso. Subíamos MG * José Henriques Júnior – Caranaíba-MG * Os-
ao púlpito de batina e sobrepeliz. Tudo era car de Oliveira Germano (Padre) – Santa Bárbara-
muito solene, com cânticos e orações em MG * Carlos Roberto Gomes Adelino – Entre Rios-
latim. Uma comissão era formada para a MG * Geraldo Dimas Cabral – Dores do Turvo-MG *
eleição do melhor orador que era agraciado Rogério de Oliveira Pereira (Padre) – Entre Rios-MG
com um presentinho. Os sermões eram * José Antônio dos Santos – Conselheiro Lafaiete-
decorados. Era natural, então, uma certa MG * Regente: Isalino Pereira de Abreu – Granada-
tensão por parte dos oradores. Haec olim MG * Regente: AfonsoAntônio dos Reis – Lamim-MG
meminisse juvabit”. * Regente: Raimundo Bélico Caria – Amparo da Serra-
Um grande abraço extensivo à Rosana. MG * Regente: Gilberto de Castro Rodrigues –
José Henriques Júnior Cristiano Otoni-MG

Gens Seminarii No 12 45
Belo Horizonte, 02 de setembro de 2012. Agradeço também:
- à Prefeitura de Mariana as
Caro Presidente Josué, sonorizações da sessão lítero-vídeo-
musical e da happy hour. Por motivos
solicito-lhe a gentileza de disponibilizar legais a proximidade das eleições
um pequeno espaço na nossa Gens dificultou sua maior participação.
Seminarii para que publicamente - ao Padre Lauro Versiani, que nos
agradeça todos aqueles que fizeram recebeu com amizade, carinho e
comigo o XXI Encontro Anual da paciência, disponibilizando-nos as
AEXAM. instalações do Seminário São José, e
Sem as suas ajudas ser-me-ia também a Dom Geraldo Lyrio,
impossível realizá-lo, porque eram incentivador e participante desse
muitas as providências a tomar. momento aexano.
Portanto, delegar a realização das - ao Antônio Sérgio e aos funcionários
tarefas era o jeito adequado para tê-las e seminaristas que se desdobraram
prontas e bem-feitas. Fui muito feliz na para nos oferecer o melhor
escolha dos aexanos que me ajudaram atendimento.
na empreitada. Não os nomeio, porque
posso cometer a indelicadeza de
E, finalmente, o agradecimento es-
esquecer nomes. Assim, a todos aqueles
pecial à Rosana, esposa, amiga e
que se deram, muito ou pouco, o meu
parceira, que apoiou, estimulou, palpitou,
igual e sincero agradecimento.
corrigiu e fez junto comigo a presidência
Aos colaboradores do “fundo
da AEXAM, principalmente cuidando
encontro”, embora já o tenha feito
com criatividade, zelo e dedicação da
anteriormente, renovo o agradecimento
boa e farta mesa nos Encontros em
pessoal pelo acolhimento ao pedido e a
Mariana.
gratidão de todos os beneficiários por
tal atitude. Confesso que, cada vez mais,
me encanto com a compreensão e a Aproveito a oportunidade para
generosidade daqueles a quem solicitei desejar ao novo presidente, Josué Silva
a contribuição financeira. Abreu, muito sucesso à frente da nossa
Não me canso (e não posso deixar) AEXAM.
de agradecer a carinhosa e desprendida
colaboração do Armênio Queiroz, amigo Um grande abraço!
do Luiz Flaviano e ex-colega de alguns
aexanos na Escola Técnica da sua Ouro
Preto, que, desde 2007, patrocina o Helvécio Trindade
ônibus para o traslado BH-Mariana-BH. Ex-Presidente

46 dezembro 2012
3UHVWDomRGH&RQWDVUHODWLYDVDR
ELrQLR²
Conforme decidido na Assembleia Geral Ordinária da AEXAM do dia 14 de julho de
2012, o presidente Helvécio Antônio da Trindade apresenta o demonstrativo da
utilização dos recursos recebidos durante sua gestão – julho/2010 a agosto/2012 – para
conhecimento dos associados e posterior aprovação em AGO do Encontro de 2013.

Gens Seminarii No 12 47
Mensagem Natalina
Caros colegas Uma das críticas que fazem do Natal
aexanos, estamos nos é a demonstração inequívoca da
aproximando de uma desigualmente social. Esta choca a todos
das datas mais significativas do nós. Crianças que recebem presentes
Cristianismo: o Natal, misto de alegria e caríssimos, outras que se frustram por não
tristeza. Há quem adora esta época, há, ganhar nada. Num país de desigualdades
também, quem a deteste e cada um tem sociais gritantes isto é considerado nor-
suas razões. Eu, particularmente, adoro o mal, mas é no Natal, no Dia das Crianças,
Natal por ser um período de festa de na Páscoa que este fato mais se evidencia.
família. Época de confraternização.
Será que já nos preocupamos em
Encontro de amigos.
minimizar um pouco estas diferenças ou,
O Natal, como tantas outras festas
religiosas, evidentemente, perdeu seu apenas, somos levados a presentear,
verdadeiro sentido, transformando-se num muitas vezes, a quem não precisa, mas
período de bacanais e comilanças. Muitas que são pessoas importantes na
vezes, nem mesmo o Aniversariante é sociedade?
lembrado nesta época. Ainda, o Natal se Ano passado, na nossa
transformou numa festa comercial, a confraternização, conseguimos mais de
exemplo de tantas outras, onde o mais 70 litros de óleo que doamos para uma
importante é comprar, comprar e comprar. entidade que cuida de crianças carentes
Comprar presentes, comprar comida e portadoras de câncer. Não foi o
comprar bebida. suficiente, mas se cada um contribui com
Se o Natal é o aniversário de Jesus, um pouco, no final, podemos ter dado um
não seria necessária uma reflexão para alívio ao sofrimento de alguém. Isto é
saber como nos comportar neste período muito importante.
de festa, em que Jesus é o homenageado? Meus amigos, não sei se estou levando
Quando somos convidados para uma festa a vocês mais alegria ou tristeza com esta
de aniversário, devemos saber como mensagem, que é mais uma reflexão.
devemos ir, o que levar de presente e
Gostaria de levar alegria, pois a época nos
como nos comportarmos, dependendo do
aniversariante. Tudo fazemos para que o convida a isto. Se isto não foi possível,
aniversariante fique satisfeito. Por que que aproveitemos para um exame de
não fazemos o mesmo com o Cristo consciência e pedir ao Cristo Jesus perdão
aniversariante? pela nossa omissão e, assim, ficarmos com
Caros amigos, nem mesmo nós que nossa consciência mais tranquila e, de
tivemos uma boa formação religiosa, sobra, uma satisfação interior pelo dever
muitas vezes, ficamos livres destas cumprido.
distorções. Somos levados pelos apelos Um grande abraço e um FELIZ E
comerciais, pelo convite para comer e SANTO NATAL!
beber à maneira dos pagãos. E Jesus,
onde fica neste contexto? Josué Silva Abreu - Presidente

48 dezembro 2012
2ELWXiULR
Apresentamos nossas condolências aos aexanos João Batista Lima e José Eustáquio
Hemétrio de Menezes, cujas genitoras foram chamadas à companhia de Deus.

No dia 14 de agosto se casou com João Pereira de Menezes. Na


de 2012 faleceu minha cidade de Joanésia, exerceu as seguintes
mãe Esther Tomaz de atividades: Professora do Ensino Fundamen-
Aquino, em São tal, Professora de artesanato – (bordado) e
Domingo do Prata. Escrivã de Registro Civil. Católica fervorosa,
Respondi a um dos Dona Adelaide foi dama do apostolado,
colegas que me enviou catequista e secretária da OVS- na Paróquia
uma linda mensagem: - de São Sebastião de Joanésia-MG. Faleceu
Podemos considerá-la em Ipatinga, no dia 30 de julho de 2012,
mãe de vários colegas que por aqui passaram, vitima de septicemia, no Hospital Márcio
quando ainda seminaristas – Newton, Josué, Cunha, onde se encontrava internada, tendo
Felipão, Sebastião, Japão, Ildefonso, Amilar, o seu falecimento causado grande
Paulo Roberto e tantos outros - pois os consternação entre os familiares e pessoas
considerava como filhos. Esther, mulher amigas.
forte, pois, quando eu ainda tinha 11 anos,
me mandou para Mariana. Esther, mulher que
acompanhou as mudanças do Concílio
Vaticano II, pois não estranhou nossa
decisão de morar em república, apoiados pelo $VVRFLDomRGRV([$OXQRVGRV
nosso amigo dom Marcos Noronha, como 6HPLQiULRVGH0DULDQD
apoiou minha decisão, apoiada pelo bispo de 5XD+HOHQD$QWLSRII²%DLUUR6mR%HQWR
Vitória, de tomar outros rumos e ir com o ²%HOR+RUL]RQWH²0*
Raimundo Alves de Oliveira (já falecido e que )RQH  ²ZZZDH[DPPJRUJEU
HPDLO DH[DP#DH[DPPJRUJEU
morava na república) para Alagoas,
dirigirmos um Centro de Formação (;3(',(17(
Profissional – Convênio Sudene/OIT. Em ',5(725,$
3UHVLGHQWH ² -RVXp 6LOYD $EUHX
meu nome e em nome de todos da família 9LFHSUHVLGHQWH²$QW{QLR3DFKHFRGRV6DQWRV
agradecemos esta presença sincera e ž6HFUHWiULR²-RVp 1DVVLI $QWXQHV
amiga. (As) João Batista Lima. ž 6HFUHWiULR² -RVp $PLODU GD 6LOYHLUD
ž7HVRXUHLUR²0DUFR7~OLR9LHLUD7RUUHV
ž7HVRXUHLUR²*HUDOGR$QW{QLR/LVERD
*** 'LUHWRU6RFLDO²$QW{QLR'LQLOWRQGH5H]HQGH

Adelaide Hemétrio &216(/+(,526


Duarte de Menezes, (IHWLYRV$IRQVR0DULDQR/RSHV-RVp*XLGR5LEHLUR
H)UDQFLVFR0DWR]LQKRGDV&KDJDV
(Dona Didita), mãe do 6XSOHQWHV :DOWHU $UD~MR GH )UHLWDV
Hemétrio, nosso colega 0iULR&OpEHUGD6LOYDH-RVp0DULD*RPHV
da AEXAM, nasceu em
&2/$%25$'25(6'(67$5(9,67$+HOYpFLR7ULQGDGH
Santana do Paraíso, em -RmR %DWLVWD )HUUHLUD -RVp +HQULTXHV -~QLRU 2ODYR
24 maio de 1914, tendo &DPHOR IRWRV 2  -RVp 9LFHQWH &XSHUWLQR IRWRV & 
mudado com os pais, -RVp 'LQLOWRQ GH 5H]HQGH IRWRV '  PXLWRV UHPHWHQWHV
para Joanésia -MG, onde GH PHQVDJHQV H -RVXp 6LOYD $EUHX

Gens Seminarii No 12 49
&RQYHUVDQGRFRPRVDPLJRV
O choque da morte quase repentina de Dom nova em liturgia, que a
Hélio ainda não passou. Dia 17 de agosto, in- gente hoje fica meio des-
ternou-se com forte gripe. Visitei-o no Hospital. norteado. Vai ser ótimo.
Tossindo, mas conversando bem. Impaciente Endereço do Seminá-
com o soro que lhe puseram. Queria tirar as agu- rio Santo Antônio: Av.
lhas... Precisava celebrar na Catedral... Padre Rio Branco, 4.516, Cen-
Calais e eu custamos controlá-lo. À noite, teve tro, Juiz de Fora, MG. CEP
de ir para a UTI. Pneumonia nos dois pulmões. 36026-450. Telefones: (32)
Dia seguinte, já em coma, na UTI, ungi-o. E foi 3234-8600 e (32) 3234-1824. E-mail: seminário@
aquela agonia entre notícias boas e ruins. Me- semináriosantoantoniojf.com.br - Site: www.
lhorava, piorava. Não mais voltou do coma. seminariosantoantoniojf.com.br . A respeito do
Faleceu na madrugada de 4 de setembro. Sua nosso 49º Encontro, podem comunicar-se tam-
figura de pessoa amiga ficou com a gente. Con- bém com Mons. Miguel Falabella de Castro, Rua
fiança total, durante os 28 anos como vigário Nair Furtado de Souza, 10, Teixeiras. CEP 36033-
geral dele. Todos os problemas da diocese, ele 190 Juiz de Fora, MG. Tel. (32) 3236-1778. E-mail:
mos passava. No final, nem todos eu lhe passa- mfcastro@acessa.com Site: www.saogeraldo.
va. Depois de emérito, visitava-me sempre. Mais zip.net .
do que eu a ele. Era aquela alegria. Amigo de ***
verdade. O Senhor lhe dê a recompensa eterna. Arma virumque cano... Na tradução jocosa:
*** A arma virou o cano... Mas todos sabem que é
o início da Eneida, de Virgílio, que estou ensi-
O 49º Encontro do GS 58 está se aproximan-
nando para os meus alunos de Latim, no curso
do. Vocês já estão sabendo que mudamos o
Propedêutico. É isso mesmo: Virgílio no primei-
Encontro para o fim do mês! Será de 28 a 31 de
ro ano de Latim! Sou professor de Latim no Se-
janeiro de 2013, em Juiz de Fora, no Seminário
minário há 29 anos seguidos. Dura só um ano,
Santo Antônio. Local mais fácil para as turmas
no Curso Propedêutico, ou seja, um curso pre-
do Sul de Minas e de São Paulo. Vamos conhe-
paratório, antes de começar a Filosofia, inician-
cer a nova Cúria Arquidiocesana, que deve ser
do os alunos na vida de comunidade. Com nova
inaugurada agora em novembro, anexa ao Se-
direção este ano e com o apoio de Dom Emanuel,
minário. Mons. Falabella está tentando um con-
valorizou-se mais o Latim, visando também o
tado com Padre Leonardo, doutor em Liturgia,
português, quase que dobrando o número de
para fazer conosco um bate-papo. Tanta coisa
aulas (são agora 180!). Até ano passado, ensi-

50 dezembro 2012
nava com o mesmo método com que aprende- Diocesano. Só que vou inventando outras coi-
mos: gramática e exercícios. Cheguei a fazer um sas e não consigo dar conta de tudo. Graças a
livro. O Cupertino ficou conhecendo esse texto Deus!
e se interessou muito, para que editemos esta A pedido de Dom Emanuel, estou tentando
Gramática Latina para os Seminários. Ele seria reiniciar a UAC (União Apostólica do Clero), na
seu maior propagandista. Mas este ano, resolvi Diocese. Estamos organizando quatro grupos,
mudar o método, seguindo uma revista que achei ou cenáculos da UAC. No início, estou dando
no Alfarrábio, um sebo de BH, em 1984. Chama- presença, até passar para os respectivos presi-
se “Dóminus Tecum”, curso alegre de latim, de dentes. Dias atrás, fui a São Francisco do Gló-
Frey Gil (Artur Bivar). Circulou de 1928 a 1932, ria, 140 km de Caratinga, voltando no mesmo
editada em Porto, Portugal. Consegui depois a dia, sozinho com Deus! Inda bem que renovei
coleção toda, em outro sebo na internet. Deu em agosto minha carteira de motorista por mais
para deslanchar muita coisa. A gramática vai 3 anos...
sendo dada aos poucos, misturada com a sinta- Perdoem-me por estar contando tanta lorota
xe e muito exercício. Já vimos até “consecutio a meu respeito, como se eu fosse ainda um jo-
temporum”! Já pensaram? Chegamos até ao 4º vem. Com os meus 83 anos, não aguento mais
livro das fábulas de Fedro. Vimos já alguma coi- muita coisa. Tenho que dormir cedo, para levan-
sa de Cícero, Ovídio e agora nos agarramos em tar cedo, tomar aquele banho frio, rezar Matinas
Virgílio. Neste mês de outubro, (vamos gastar e Laudes e correr para celebrar, às 7 horas, no
um ablativo absoluto:) Deo volente, estarei já Mosteiro das Monjas Concepcionistas, a 10
chegando ao célebre verso 203 do Livro I: minutos do Seminário. Já estou ficando meio
“forsan et haec olim meminisse juvabit” (tal- surdo. E a caminhada pelas ruas já é um pouco
vez, algum dia, o recordar também estas coisas vacilante... Louvado seja Deus!
vos será grato). Quem não se lembra!? Cada se- ***
mana, geralmente às terças-feiras, dou 5 aulas:
Caros amigos. Nestas apertadas páginas do
com uma apostila de 14 páginas. A 5ª aula sem-
número 122 do nosso GS 58, além do costuma-
pre traz a música e a letra de um cântico em latim,
do artigo do Pe. Luiz Duque sobre o Caraça,
daqueles que cantávamos no Seminário. A Mis-
trazemos uma página do Padre Libânio sobre o
sa em Latim já se tornou tradicional, todo ano,
papel do ex-seminarista na Igreja, um texto inte-
na Matriz de Ubaporanga, onde está o Prope-
ressantíssimo do Padre Valente, sobre nossa
dêutico. Este ano, será dia 15 de novembro, 5ª
vida de seminário “in illo témpore”. Muitas no-
feira, às 19 h. O povo participa com folhetos. Se
tícias de colegas e amigos. E o nosso Necroló-
Deus quiser, encerro as 180 aulas dia 27 de no-
gio, onde sempre suplicamos suas preces pelos
vembro. Estou tendo muito trabalho para pre-
nossos falecidos: neste número, Dom Hélio, Pe.
parar essas aulas. Digito tudo. E não é só copi-
Ézio, Dom Columba e outros. Além de uma lem-
ar: tenho de traduzir até a língua portuguesa de
brança do Padre Mont'Alvão, neste ano de seu
Portugal.
centenário.
***
E para você, amigo/a, desde já lhe desejo e à
Estou gastando esse tempo todo com o La-
sua Comunidade e/ou Família, os votos de um
tim, graças a Dom Emanuel, que me tirou a dire-
santo e feliz Natal e de um abençoado ano novo
ção da revista “Diretrizes” e muitas outras atri-
de 2013.
buições. Quis deixar-me mais à vontade, fazen-
do o que mais me agrada: mexer com papéis ve-
Um abraço amigo a todos vocês. Em Jesus e
lhos, fotos e o Latim. Continuo ainda Consultor
Maria,
Diocesano e, agora, sou Diretor do Arquivo
Monsenhor Raul Motta de Oliveira
Gens Seminarii No 12 51
%DODQFHWHGR*62IHUWDV
Saldo positivo publicado na Gens Seminarii nº 11................................................................. R$ 912,06
Despesas de Sedex (4/5/2012).................................................................................................... 16,40
Saldo credor................................................................................................................................ R$ 895,66
Parte das despesas postais da Gens Seminarii nº 11 (2/7/2012)........................................... 895,66
Saldo em 2 de julho de 2012...................................................................................................... 000,00
Oferta de um aexano anônimo (14 julho).................................................................................. 50,00
Henrique Vasconcellos (2 vezes)............................................................................................... 350,00
Saldo positivo aos 20/10/2012.................................................................................................. R$ 400,00

3DSHOGRVH[VHPLQDULVWDVQD,JUHMD
Pe. João Batista Libânio, SJ

As experiências passadas desempenham


papel extremamente ambivalente na vida das
pessoas. Umas servem de alento, de força vital,
de incentivo para caminhar, crescer, abrir-se ao
mundo. Outras paralisam, bloqueiam, inferio-
rizam as pessoas. É difícil entender por onde
passa o divisor de águas. Tal constatação vale
para os ex-seminaristas. Ente eles existem des-
de ateus e revoltados contra a Igreja, carregan-
do escuras manchas do tempo de seminário, até
pessoas que se comovem às lágrimas, quando seminaristas e então se conversasse com a fina-
pensam nos idos da vida clerical. lidade de agrupá-los, pô-los em relação entre si
Esse numeroso contingente de homens, hoje e com alguém que os coordenasse? Quanta pro-
espalhado pelo país e fora dele, por profissões posta maravilhosa surgiria!
e atividades bem diversas, merece atenção pas- Certas pessoas dispõem de potencial incal-
toral especial. Além das habilidades que adqui- culável, que, entretanto, não rende frutos por
riram depois da saída do seminário, muitos con- falta de ocasião ou de algum empurrãozinho ini-
servam excelente formação religiosa e teológica cial. Talvez nem lhes tenha ocorrido que, com a
que prestaria valiosa contribuição para a comu- formação recebida no seminário diocesano ou
nidade eclesial. religioso, contribuiriam altamente para o enri-
Não temos a mínima ideia da riqueza huma- quecimento da vida da Igreja. A catequese, a
na e religiosa que os ex-seminaristas significam. pastoral de juventude, o ministério da escuta, a
Um primeiro passo para tomar pé nesse enorme ajuda em campos específicos psicológicos, ju-
oceano humano consiste em levantar-lhes os rídicos, técnicos e outros encontrariam inúme-
nomes e dados mínimos sobre a dupla experiên- ras pessoas disponíveis que, além dos talentos
cia do tempo de seminário e depois dele. Acres- profissionais, trazem experiências espirituais de
centar-se-ia a esse primeiro levantamento uma valor.
coluna de sugestões e de disponibilidade pas- Os seminários e a vida religiosa já viram pas-
toral que oferecem. Que tal se alguma cúria ou sar por seus muros multidões inumeráveis de
secretariado de pastoral criasse um site de ex- jovens que guardam recordações positivas e

52 dezembro 2012
gratidão pelo que receberam. Falta acordar sua pedras, abranda o ódio, muda a si e a nós com
memória e impulsionar-lhe o desejo de pôr em ele. Apostando no futuro, faz-se possível a du-
prática sonhos um dia acalentados. Mesmo em pla pastoral com os ex-seminaristas: de valori-
relação aos que sofreram traumas ou saíram zação de seu cabedal de riqueza espiritual, inte-
marcados negativamente, há espaço para a re- lectual e humana e de “purificação da memória”.
conciliação. Os antigos já nos semearam a me-
mória com ditos segundo os quais o tempo é (Informativo São Vicente, nº 287,
ótimo juiz das coisas, cura as feridas, lapida as setembro-outubro 2011)

2&DUDoD'HO5HL'RP-RmR9,
Pe. Luiz Duque de Lima - Juiz de Fora

1. Naqueles tempos idos (In illo témpore), piedoso. Fez-lhes doação de toda propriedade
aquele homem de olhos azuis, sábio e místico, o caracense, deixada pelo Irmão Lourenço de Nos-
Sr. Pe. Sarnelius, C.M., cantava os esplendores sa Senhora, que doravante se chamaria “Casa
da natureza, do Criador do universo e exortava: Real da Senhora Mãe dos Homens”. Dom João
“Vem, irmão peregrino, vem admirar as sete ma- VI deve ser proclamado o primeiro e maior ben-
ravilhas do Caraça” naquela imensidão que res- feitor e mais ilustre benemérito do Colégio, Se-
tou do jardim do Éden... a Porta do Céu. minário e Castelo do Caraça, asseverou o Sr. Pe.
2. Na sala nobre do Caraça há um grande Pedro Sarneel C.M.
quadro a óleo em local de honra, que retrata Sua 3. Aquela sã Filosofia e erudita Teologia, que
Majestade o Rei Dom João VI. Os primeiros pa- aprendemos com os melhores mestres Lazaristas
dres do Caraça, lusitanos, ali colocaram por gra- e Sacerdotes marianenses, laureados em Roma
tidão. O monarca com o manto real vermelho e Paris, muito nos conforta em nossas convic-
com suas condecorações e o medalhão de Nos- ções filosóficas e teológicas cristã-católicas. Há
sa Senhora da Conceição, Protetora celestial do filósofos leigos, ditos contemporâneos, que ten-
Reino de Portugal e Brasil colonial. Sua paternal tam impingir, à plebe ignara, proposições de
bondade está expressa nas suas venerandas cunho niilista (niilismo, agnosticismo, ateísmo,
faces de homem sadio, liberal e amável. Dom materialismo). São velhos erros de filósofos so-
João VI era bondoso para com os seus vassalos fistas, ateístas, hedonistas, pansexualistas (!).
do Brasil e de Portugal. Foi boníssimo, sobretu- Sofismas são argumentos com aparência de ver-
do, para os Padres do Caraça, lá da Serra de dade, mas são falsos. Negam a verdade, afir-
Nossa Senhora Mãe dos Homens. Herdou de mando com a verdade. Há sim, filósofos muito
seu pai, El-Rei Dom João V, cristianíssimo rei, inteligentes que também são psicopatas. Um
esta benevolência. Dom João V se comprazia deles, bem conhecido pelo seu niilismo, Nie-
em elogiar e proteger os sacerdotes de São tzsche (+1900) morreu louco num Hospício. Um
Vicente. E no filho se retratou outro pai. Tal pai cego ou um louco guiando outro cego!... Am-
tal filho (Exempla trahunt. Talis vita finis ita). bos cairão no abismo. “O homem é propenso ao
Em 1819 chamou de Portugal para o Brasil os mal desde a adolescência” (Gênesis, 8).
Lazaristas. Quando desembarcaram no Rio de 4. Monsenhor Raul Motta de Oliveira. Nos-
Janeiro, o soberano não conteve a sua alegria, sos sentimentos e orações por alma de Dom
conversou muito tempo sobre suas pátrias, de- Hélio Heleno, que entrou para a vida eterna. Ele
safogando o coração terno e verdadeiramente foi um grande Bispo com suas virtudes e zelo

Gens Seminarii No 12 53
pastoral. Na verdade Dom Hélio foi um sol que principal no episcopado do Exmo. Sr. Dom Hé-
iluminou, aqueceu e evangelizou a florescente lio, com inexcedível dedicação e obediência sa-
Diocese de Caratinga, com fidelidade e fervor cerdotal. E o Sr. sempre mantém especial devo-
apostólico. Entre outras benemerências, promo- ção à Bem-aventurada Virgem Maria, que foi
veu o Seminário Maior de Caratinga e o aprimo- exaltada pelo Cardeal São Boaventura, doutor
rou conforme as normas da Santa Sé. E o da Igreja, como sendo a “Onipotência suplican-
Monsenhor Raul foi o arauto e o colaborador te” (Omnipotentia suplex)!

,QLOORWpPSRUH
Pe. José Oliveira Valente (83 anos).

Seminário Menor de Mariana - Superior: Pe. enérgico, apavorava os alunos de latim, “não
Lázaro Neves. -- Dia primeiro de fevereiro: uma me consta”, “Tu quoque”. Ganhou um relógio
avalanche de alunos dos seminários lotavam os de pulso, cuja corda era acionada pelo mover
trens para Mariana. Diariamente só havia dois do braço; era um sucesso. Não existiam relógi-
trens: um procedente de Ponte Nova; outro de os a pilha. -- Dom Helvécio proibia aos alunos
Ouro Preto e Belo Horizonte. Não havia ônibus usarem relógio de pulso (sic). -- As orações vo-
(1942). -- Vinha o vendedor de geléia, gritando: cais era recitadas em retotono, alto e pausado,
“geléia ouropretana”. Ele dava uma pequena assim como as leituras feitas por um aluno. --
amostra grátis: era provar e não comprar. -- No Um colega lembrou no ano passado a Salve
seminário, Pe. Borges, disciplinário, português, Rainha: “Ó Clemente, ó Pedrosa”: Celso Clemen-
de voz anasalada. -- Pe. Trindade, lazarista, ma- te e o José Pedrosa, de Catas Altas e Cipotânea
estro da banda Santa Cecília. Após o almoço, respectivamente. -- Usava-se a batina como
escancarava a janela da sede musical e tocava uniforme obrigatoriamente. -- Pe. Felício,
bem alto um toque de trombone, tipo de corne- disciplinário, com sotaque próprio, implicava
ta, convocando os alunos músicos para o en- demais com o Alberico (para ele Aliberico). --
saio. -- O Geraldo Zuim escolhendo os times de Pe. Geraldo Trindade lecionava APOLOGÉTICA,
futebol. Ele dizia: aqueles que vêm muito bem com folhas mimeografadas por ele. -- O José Ri-
arranjados são os piores. Lembra-me o Rosental, beiro Leitão, inteligência privilegiada, bonito,
com chuteiras bonitas, meias compridas até os sarcástico, do 3º ano, em uma prova, afirmou
joelhos. Era péssimo. Até tinha medo da bola. com documentos verossímeis e inteligentes que
Nelson Nunes, pisando torto, de chuteiras ve- pela tal apologética “Deus é batata”. Protegido
lhas, era um cracão. -- Na banda, o Valdomiro por Dom Delfim, seu bispo, não foi expulso do
Moreno, de Alto Rio Doce, bombardinista que seminário. Foi um alvoroço. Leitão foi Juiz de
“puxava” a banda e os demais instrumentistas, Direito em Brasília. -- Assim era a “Roma Minei-
ia para a janela, tocando sem olhar as partituras. ra” no exprimir de Marcos Cabral. -- Pe. Nunes
-- Os passeios semanais, em grupo, nas quin- muito baixo, só se apresentava de barrete para
tas-feiras, eram só Linha Velha, na saída para disfarçar sua estatura muito baixa. -- Ó témpora!
Ouro Preto; e Linha Nova, na saída para Ponte As leituras espirituais eram exibição de trans-
Nova. -- Os banhos de chuveiro (só frios), to- gressões e castigos. -- Mais tarde abriu-se per-
dos os tomavam de calção, não havia divisórias missão para alunos irem à cidade, mas sempre
entre os chuveiros, saídas de um cano hidráuli- dois a dois. Um vigiava o outro. -- Absoluta-
co. -- Pe. Geraldo Alves (secular) pernóstico, mente proibida a leitura de qualquer jornal ou

54 dezembro 2012
revista. -- Rádio? Nem havia. -- Proibido apa- quase todos os alunos. O Dr. Perdigão, fanhoso,
nhar frutas no quintal. -- Montei a cavalo em aplicou fuadina tóxica e os dormitórios viraram
pelo, em um que vagava por ali. Pe. Felício pôs- um hospital. -- Ninguém ousava responder,
me de joelhos na hora da Leitura Espiritual. -- quando repreendido em público. -- Vozes mag-
Aluno “corta” era o bom intelectualmente, inte- níficas de Domício e Pe. Nascimento. -- Havia
ligente. Aluno “piteiro”, “estar na pita” aquele muitos gatos na cozinha do seminário. Muitos
que era atrasado, não sabia as lições. -- O latim gatos, gordos, e Sô Alexandre preparou um e
era a matéria mais importante. -- No seminário ofereceu carne aos alunos. Provei um pedaço
maior éramos menos vigiados. -- Após o jantar, da carne com repugnância. -- Como a maior par-
silêncio absoluto até o almoço, recitação do te dos alunos estava em fase de crescimento
Miserére, em retotono, até a capela. -- Grande tinham que encomendar ternos (balões) para sair
castigo era o aluno ficar incomunicável por um de férias. -- Irmão Jovito e Pacheco faziam as
ou mais dias. Ficava encostado em um canto, batinas. -- Nos fundos do seminário, havia um
não podia conversar. -- Pe. Antenor, inteiramen- curral bem feito, cimentado, onde se ordenha-
te careca, completamente “descoberto” pelos vam as vacas que o seminário possuía. -- Sapa-
atropelos da vida (M. Cabral). -- Pe. Felix, ho- teiro e Nicanor, fotógrafo amador, iam frequen-
landês. Pe. Felício punha muitos alunos de joe- temente ao seminário. -- Pe. Chiquinho Trombert
lhos diante da comunidade. “Ponha-se de joe- era apicultor. -- Passar do seminário menor para
lhos”. Ó témpora! -- Veio o Pe. José Trombert, o maior era como entrar no céu. Que liberdade!
para ser Superior do Seminário Maior. Belga, Frutas à vontade, caquizeiros, laranjeiras e
alto, com um olho de vidro, cabelos grandes e pinhões. -- Shimith, alemão, violinista notável,
ouriçados, terror dos alunos. Expulsou muitos tocava com muita força e puxava a orquestra
por pequenas brigas e “amizades particulares”. com superioridade. -- O Pe. Avelar atendia Ca-
Que é isso? Despertava a curiosidade de mui- choeira do Brumado nos fins de semana. Na
tos. Descobriu muitas “amizades particulares” segunda-feira tinha aula com os alunos, a uma
e mandou muita gente embora. Bastava ser acu- hora da tarde. A gente prelibava um sueto de
sado pelo regente. Saiam chorando. -- “Tomar aula dele, mas a quinze minutos da hora ouvia-
gancho” era não ser aceito para ordens (S. Mai- se o tropel do cavalinho dele no calçamento de
or). -- Fumar, a maior transgressão dentro do paralelepípedos. Uh...! Era uma vaia baixinho. --
seminário. -- Saulo tinha uma projeção no pé da A orquestra tinha um notável arquivo de parti-
orelha. Chamavam-no quatro orelhas. -- No tem- turas, sumiram ou estão guardadas em algum
po da guerra houve grande falta de trigo. A broa armário. -- Nos teatros: críticas às situações da
e o cubu substituíram o pão. -- A banda de mú- comunidade. -- Referência ao martirológio: in
sica União 15 de Novembro, com numerosos civitate Mariannensi, sancti Altivi a Papa Gaio
músicos, entrava solenemente na Praça de Sé, inscripti in calendário sanctorum. -- Nove me-
ao toque vibrante de “Picolé de creme, côco, ses do ano letivo. Não havia férias no meio do
abacaxi”. Havia uma marcha com bonito solo ano. No dia de sairmos de férias, Dom Lázaro
dos contrabaixos e eram quatro nas quatro qui- nos levava para a capela e cantávamos, em uma
nas de formação quadrangular dos componen- despedida de Nossa Senhora. Era emocionante.
tes. Apareciam todos, e todos faziam silêncio -- Como eram bonitos os corais, cantando Sea-
para ouvir os contrabaixos. -- O seminário tinha ras lourejantes e outros. -- Aos alunos era veda-
uma usina elétrica movida a água e o seminário do guardar dinheiro: entregavam-no ao disci-
maior, à noite, tinha luz da cidade que era uma plinário e recebiam os cartões que tinham vali-
brasinha. -- Em 1946 houve a constatação de dade interna. -- Banhos? Só nas quintas-feiras e
uma esquistossomose (chistose) que atingiu domingos, à tarde. Nenhum fora desses dias e

Gens Seminarii No 12 55
horários. -- No fim do 6º ano, havia a recepção homens. Únicas mulheres que iam ao seminário
de batinas que os alunos usariam para o resto eram as lavadeiras que pegavam os sacos de
da vida, mesmo fora do seminário. -- Nas festas roupas dos alunos e as lavavam em bicas ou
de Santo Antônio e São Luís, alguns alunos de- córregos. Não havia água encanada. -- Queijeiro
coravam sermões compostos pelo Pe. era o aluno muito parado, que não praticava
Cornaglioto e os proferiam, aos prefixos musi- esporte nenhum. -- Agradável era caminhar após
cais da banda Santa Cecília. Ó São Luís, patrono a refeição, à sombra daqueles três bambuais
da nossa juventude... -- Certas noites quando antigos e muito densos, no pátio dos meninos.
havia cerimônias na Sé, esperava-nos no refei- -- No dia 7 de setembro, fazíamos uma demons-
tório o “brocojó” que fazia nossa alegria des- tração de marcha no pátio, com toque da banda,
medida e um fim do dia feliz. -- E os pontificais cantos, discurso, poesias, encenações. -- O
solenes, quando o bispo, empunhando o bácu- melhor era o sueto: não haveria aulas! Jogos e
lo, na sua praestantia, entrava pela porta prin- descanso. -- O Venâncio (Cônego) era muito
cipal da Sé, batendo o báculo no chão. Um can- doente. Aos dezessete anos, extraiu um rim.
tor entoava solenemente “Ecce Sacerdos” e o Achávamos que ele iria morrer, mas viveu até os
coro de seminaristas repetia Ecce Sacerdos oitenta e cinco anos. Construiu a magnífica igre-
Magnus. -- No salão apostólico, naquela pintu- ja de São Sebastião em Barbacena, a maior de
ra de São Matias, com um machado, instrumen- Minas Gerais dedicada a São Sebastião. -- Ha-
to do seu martírio, os alunos diziam que ele ti- via Tito (Sebastião) e Café com Leite (José Tito).
nha um machado para castrar os alunos, candi- -- O Caldeira não admitia que a terra seja redon-
datos ao sub-diaconato, pois deveriam fazer os da. -- Havia um ganso africano que vagava pelo
seus votos e ficariam sem seu órgão de repro- pátio, o Jatobá grande, que andava em compa-
dução, desnecessário a partir de então. -- Doze nhia de um casal de gansos comuns. Um dia
anos. Seis em cada seminário, nosso currículo. - houve uma discussão se seria macho ou fêmea.
- Voltamos ao seminário para matar saudades, Então o Kaniski, capixaba, que falava muito rá-
retornamos de saudades morrendo. -- De ma- pido e muito alto, gritou: é macha, e macha, te-
nhã, éramos acordados pelo sino e o nho certeza. Qual o sexo? Macha!
“Benedicamus Dómino” e todos respondiam:
“Deo gratias”.-- Entre empregados só havia Belo Horizonte, 12 de abril de 2012.

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Padre Tito de Paula (Volta Redonda, RJ). Pu- Algum tempo depois, outros 'heróis' me aco-
blicou em “O Lutador” de 21-31 outubro 2011, lheram e, manquitolando, cheguei aonde pude:
um artigo intitulado GENS SEMINARII. Vamos as pedras rolaram, fui sendo burilado até alcan-
transcrevê-lo: çar o que eu queria. Hoje, morro de alegria por
“Cada vez que me chega às mãos a Revista ser padre e... quanta provação! Quanta afronta:
do Seminário, Gens Seminarii, dou vontade de de padres!... Até de alguns bispos!... porque não
retroceder no tempo até 1946-47, no tempo de me conhecem. Mas quanto acolhimento dos
Seminário Menor: Pe. Trombert... Pe. Nunes.... meus antigos formadores, já morrendo, e de
Pe. Felício... todos eles muito saudosos e queri- muitos padres amigos, até de muitos bispos,
dos, apesar de ingênuo que eu era, e mal prepa- também amigos mesmo hoje!
rado para estudar (pena!). Vejo as fotos do Seminário Menor hoje mu-
seu -- mas, quanta recordação! Tenho que rever
56 dezembro 2012
de perto! Barroso e eu tocando na Banda Santa
Cecília, do Seminário Menor: Pe. Nunes... Ou
cortando cabelo dos colegas a poucos centa-
vos (já era Cruzeiro). Hoje Dom Barroso e Padre
Tito, apesar de viúvo com família numerosa: oito
filhos, dezenove netos e um bisneto, Henrique,
homenagem à vó Henriqueta. Graças a Deus! Lançamento de Cadernos Filosóficos. O
Honro-me de ter sido aluno também do Se- aexano Rubens Hosken Ferreira, ex-professor
minário Maior São José, da Arquidiocese do Rio de Ética na PUC-Rio e na Faculdade Milton Cam-
de Janeiro, e de ter sido ordenado por S. Emª pos, BH, fez o lançamento dos três primeiros
Dom Eugênio de Araújo Sales, então cardeal, Cadernos Filosóficos: Volume I, “Valores Éti-
no dia 24 de junho de 1995. Abraço cada um dos cos”; volume II, “Conceitos”; e volume III, “Pa-
meus irmãos Padres e Professores do Seminário lavra”. Aconteceu na noite de 22/5/2012, no
e os senhores Bispos da Arquidiocese. Auditório do Campus I do UNEC (Centro Uni-
Abraço cada um dos meus colegas, os pa- versitário de Caratinga). Parabéns, Rubens! In-
dres de hoje e de ontem, de toda a Arquidiocese formou-me, agora em outubro, que está impri-
de Mariana também, até professores no Semi- mindo, na Editora O Lutador, BH, a tese de
nário, ou os grandes e importantes leigos, ex- mestrado do Prof. Adão Antunes de Castro (o
seminaristas; os padres da minha queridíssima português): “Perspectivas Críticas acerca da
Diocese de Caratinga e os professores do Semi- Questão Religiosa em Camões”, em que nos
nário, ex-seminaristas, hoje grandes e importan- mostra um Camões bastante religioso e piedo-
tes leigos de projeção. so.
Reverencio os Padres Sacramentinos de Dom Eurico dos
Nossa Senhora, do Pe. Júlio Maria De Lombaer- Santos Veloso, Ar-
de, que me acolheram por muitos anos: Pe. cebispo emérito de
Miranda hoje Dom Miranda, Bispo Emérito de Juiz de Fora, cele-
Taubaté, Pe. Paschoal Rangel, Pe. Ivo, e pude brou o Jubileu de
prosseguir, mesmo tardiamente nos estudos Prata de sua Orde-
complementares. nação Episcopal, na
Vou ensaiando o salto, o pulo! Que alcance Catedral Metropoli-
o querido Seminário de Mariana: o antigo e o tana de Juiz de Fora,
novo Seminário Menor, o Seminário Maior São às 19 h do dia 5 de
José, não menos querido: matar saudade! julho de 2012. Não
Saúdo, com alegria, todo o Pessoal da Gens podendo ir, celebrei,
Seminarii. Não me posso esquecer do Mons. naquele dia, a Santa
Raul Motta de Oliveira! Nem tenho palavras que Missa de ação de graças pelo nosso grande
traduzam minha admiração e gratidão por ele. Se amigo Dom Eurico, aqui em Caratinga, durante
eu pudesse falar... não há filosofias que expres- o nosso Encontro de Formação do Clero, com
sem quem é Mons. Raul! Conheço Gens Semi- Dr. William Castilho, de 3 a 6 de julho.
nárii, Diretrizes, GS 58, o Seminário Menor de
Mariana etc., e tanta coisa mais, por causa do Pe. José Debortoli, CM (Brasília, 12/7/2012).
Raul! Tudo de bom e de belo que se disser so- “Pessoalmente, não tive ainda a alegria de co-
bre ele é pouco! Não se envaideça ele por isso. nhecê-lo. Mas há anos o conheço através da
Louve a Deus!” “revistinha GS58” que li tantas vezes e, ultima-
mente, lendo “Gens Seminarii”, lá no Calafate.

Gens Seminarii No 12 57
Ontem chegou aqui o “Gens” de junho 2012, valho foi um colega e tanto. Sempre me lembro
que vou entregar ao Pe. Luiz de Oliveira Cam- dele, sempre estudando. Amigo pra valer. Foi o
pos, que estava aqui comigo até dezembro pas- primeiro colega da turma que faleceu. Tão novo!
sado. E virá aqui dia 22 próximo. Só trabalhei no E o Luiz me respondeu: Prezado Monsenhor
Seminário Menor de Mariana em 1966, com o Raul, na verdade eu o conheço já de algum tem-
Pe. Tobias e coirmãos, o último ano em que os po, pela revista dos ex-seminaristas, e quando
Lazaristas dirigiram aquele seminário e também vi o nome do meu irmão Vicente em sua turma,
o Seminário Maior. Naquele ano de 1966 fui passei a acompanhá-lo à distância, e pude con-
“disciplinário” e professor do seu atual pastor frontar a fotografia com a realidade, em Mariana,
D. Emanuel Messias de Oliveira. Gente boa! No mas não fomos apresentados. Eu o vi bem de
próximo número de “A Medalha”, pretendo perto algumas vezes, principalmente quando eu
transcrever o artigo dele “Eu sou apenas um falava sobre o padre Maia, naquela reunião da
lápis nas mãos de Deus”. É ele que escreve. É tarde, mas não tive oportunidade de abordá-lo.
lindo! Para seu governo, o endereço do Pe. Luiz Cheguei e voltei no sábado. Eu tinha a intuição
de O. Campos é: Rua Dr. Satamini, 333. CEP de que o Monsenhor fora amigo de meu irmão
20270-233 Rio de Janeiro, RJ. Nota: Se puder Padre Vicente e que conhecera o Carvalhinho,
enviar-me a Gens Seminarii aqui para Brasília, outro saudoso irmão. Intuição e realidade. Es-
lê-la-ei com prazer. tou sempre tentando resgatar nomes importan-
tes de minha infância e adolescência, e meus
Pe. João Nalon (São Jorge d'Oeste, PR, 28/7/ irmãos fazem parte da lista. Por isso estou feliz
2012). Telefonou-nos, esbanjando alegria, dan- ao saber que alguém como o Monsenhor Raul
do-nos suas notícias. Pediu-nos para darmos foi companheiro e amigo do padre Vicente, que
alguma notícia do andamento do processo de traumaticamente se foi tão cedo. Saiba, caro
canonização de Nhá Chica. Passo o pedido para Monsenhor, que foi muito importante seu e-mail.
a turma de Campanha. Pe. Nalon irá fazer, se Aliás, eu esperava sua palavra, pois eu mesmo
Deus quiser, a 55ª Romaria da sua paróquia a provoquei este contato. A parte que mais me
Nossa Senhora Aparecida, dia 15 de novembro! tocou foi sua afirmação de que se lembra sem-
pre dele. Amigo de meu irmão certamente é meu
Dom João Justino de amigo também. Sou-lhe grato.
Medeiros Silva (BH, 12/8/
2012). “Com saudações frater- Antoninho Cipriano
nas agradeço sua manifesta- de Freitas (Itabira, 21/8/
ção amável na revista Gens 2012). Enviou-nos esta
Seminarii de junho de 2012, à foto, com a dedicatória:
pagina 61. Tenho boas recor- “Monsenhor, para recor-
dações do querido Seminário dar o nosso encontro
de Caratinga. Foi exatamente aí, no dia 30 de saudoso em Mariana: eu
novembro passado que recebi o primeiro conta- e o meu neto Gabriel a-
to da Nunciatura. Conto sempre com as orações gradecemos pela aten-
do senhor. Que Deus o cumule de bênçãos!” ção. Felicidades.” E ain-
da veio junto um postal
Luiz Gonzaga de Carvalho (BH, 18/8/2012). da Igreja Nª Sª do Rosário, em Itabira.
É irmão do Pe. Vicente Carvalho, do grupo do
GS 58. Recebi um e-mail dele e lhe respondi, en- Pe. Wagner Augusto Portugal (Boa Espe-
tre outras coisas: O caríssimo Pe. Vicente Car- rança, 4/9/2012): “Aceite meus pêsames pela

58 dezembro 2012
repentina morte de Dom Hélio. Elevo a Deus as com o brinde de futuras remessas da Revista.
minhas preces pelo seu eterno descanso.” Aproveito a oportunidade para apresentar à
Diocese de Caratinga, ao seu Bispo Dom Ema-
Dom Marcelo Ro- nuel Messias e ao seu Clero e fiéis meus votos
mano (Conceição do de pesar pelo falecimento do prezado amigo Dom
Mato Dentro, 8/9/2012). Hélio.
Lembrança da sua or-
denação episcopal. Pe. Luís Duque Lima (Juiz de Fora, 15/9/
Bispo ordenante princi- 2012). Envio-lhe o excelente livreto da Ordena-
pal: Dom Emanuel Mes- ção Episcopal de Dom José Eudes Campos do
sias de Oliveira; bispos Nascimento, na Solene Missa em Barbacena,
ordenantes (co-sagrantes): Dom Jeremias An- cidade catolicíssima. O altar monumento foi ar-
tônio de Jesus, novo bispo diocesano de mado em frente à vetusta Matriz barroca da Vir-
Guanhães; e Dom José Maria Pires, arcebispo gem da Piedade. Altar lindo, espaçoso; piso
emérito da Paraíba (nascido em Córregos, todo forrado com tapete vermelho com duas alas
Diocese de Guanhães). Dom Marcelo nasceu a laterais com muitas cadeiras para os concele-
15/8/1965, em Conceição do Mato Dentro. Seu brantes. Ao fundo, cobrindo a portada, belíssima
pai era italiano. Estudou com os freis capu- cortina de veludo vermelho com sanefa doura-
chinhos, os beneditinos e, depois, no Seminá- da. No mesmo plano lateral havia um enorme
rio Diocesano de Caratinga. Ordenado pres- estandarte com emblema e a seguinte inscrição:
bítero a 17/12/1994. Exerceu o ministério em vá- Santuário de Nossa Senhora da Piedade, excelsa
rias paróquias da Diocese de Guanhães, da qual Padroeira de Barbacena (Paróquia instituída no
se tornou Administrador Diocesano, com a saí- ano de 1725). Em frente à grande cortina estava
da de Dom Emanuel, ano passado. Foi eleito um majestoso trono com a grandiosa Imagem
bispo diocesano de Araçuaí, dia 13/6/2012. de Nossa Senhora da Piedade assentada numa
rocha com o Senhor Jesus morto, sobre seus
José Vicente de Paula Cupertino (Valadares, joelhos. A Virgem com seu olhar azul olhando
8/9/2012): Casamento de uma filha Izabella, com para o infinito com uma expressão indizível de
Jardel, na Catedral de Santo Antônio, Governa- dor e comovida esperança! Arte maravilhosa.
dor Valadares. Enviou-nos lindo convite. Imagem importada de Paris (séc. XIX). Ao termi-
Cupertino perdeu sua estimada esposa, Maria nar a Santa Missa encontrei-me, rapidamente,
Aparecida Ribeiro Cupertino, no início deste ano com o Sr. Bispo Dom José Eudes e disse-lhe: -
(18/3/2012). No dia 24, celebrei a missa de 7º dia Esta Imagem de Nossa Senhora da Piedade é a
por ela, junto com as monjas concepcionistas, mais bela do Brasil. E Dom José Eudes respon-
aqui em Caratinga, no Mosteiro onde sou cape- deu com ênfase: - É belíssima! Uma multidão
lão. Nosso abraço amigo. lotava a Praça de Barbacena. À tarde houve a
Missa Campal celebrada pelo novo bispo. Per-
Dom José Martins da Silva, SDN (Campos fume do incenso! Em seguida formou-se a pom-
Altos, 10/9/2012): Venho cumprimentar e abra- posa Procissão com aquela artística e grande
çar meu estimado Monsenhor Raul e também Imagem sobre espaçoso carro-andor. Procissão
comunicar meu novo endereço postal: Rua presidida pelo Sr. Bispo, acolitado por sacerdo-
Pratinha, 245, Centro. 38970-000 CAMPOS AL- tes e irmandades com suas opas. Três bandas
TOS, MG. Com meus agradecimentos pelas pro- de música abrilhantaram o cortejo religioso. O
vidências no sentido de atualizar os meus da- Sermão proferido nesta Santa Missa sobre a Vir-
dos, na eventualidade de continuar contando gem da Piedade, no seu dia, pelo Vigário Geral

Gens Seminarii No 12 59
de Mariana, Mons Celso e luzes para que os que chegaram ao sacerdócio
Murilo Sousa Reis, foi continuem a cuidar do rebanho a eles confiado.
maravilhoso: uma peça Um dos motivos desta minha carta é para saber
de oratória clássica e atu- notícias de Dom Hélio Heleno que soube que
alizada! “In Corde Jesu estava enfermo. Que ele já esteja melhor e tenha
et Mariae”. recuperado a saúde. Aproveito o envelope e
Dom José Eudes segue junto, uma ajuda para o seu café. Segue
Campos do Nascimento, também, uma revista da nossa paróquia que está
o novo bispo diocesano celebrando 90 anos. Atualmente sob os cuida-
de Leopoldina, nasceu em Barbacena, a 30/4/ dos de nosso querido Pe. Lauro Elias de Olivei-
1966. Estudou com os salesianos em Cachoeira ra e Pe. João Batista Libânio e muitos outros
do Campo, Pará de Minas e São João del Rei. que auxiliam no cuidado das pessoas aqui resi-
Terminou filosofia em BH e fez teologia no Se- dentes. Aproveito a oportunidade para enviar
minário de Mariana. Ordenou-se presbítero a 22/ um abraço ao Sr. Bispo Dom Emanuel, que Deus
4/1995. Exerceu o ministério em Catas Altas da o abençoe com saúde e luz para continuar cui-
Noruega, Rio Pomba e Santa Ifigênia, em Ouro dando do rebanho a ele confiado. NB. Henrique
Preto. Dia 27/6/2012, foi nomeado bispo enviou-nos valiosa oferta para o GS58. Essas
diocesano de Leopoldina. E sua ordenação epis- ofertas são para ajudar nas despesas postais da
copal se deu em Barbacena, a 15/9/2012. Gens Seminarii (Ver Balancete).

Henrique Vasconcelos Neto (Vespasiano, Pe. José Evangelista Gomes e Pe. Marcos
13/9/2012). Louvados sejam Jesus e Maria! Há Macário Mendes (Caratinga, 16/10/2012). Vie-
bastante tempo que desejava escrever-lhe, mas ram a Caratinga fazer uma visita a Dom José
é uma coisa ou outra e o tempo passa. Mas não Heleno e chegaram ao Seminário Diocesano, para
me esqueço em minhas orações, pedindo a Je- me visitar também. Ambos trabalham atualmen-
sus e a Maria pelos nossos ex-professores e te na Basílica do Sagrado Coração de Jesus, em
contemporâneos de Mariana. Que Nosso Se- Lafaiete. Obrigado, pelo gesto fraterno. Voltem
nhor continue abençoando a todos com saúde sempre!

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1. DE VOLTAAO CARAMANCHÃO LITE- nas. É uma biografia de Isabel Cristina, com o
RÁRIO. Organizado pelo Rômulo C. Mota, 224 relato de seu martírio. Impressionante! Foi-me
páginas. Ganhei este livro no sorteio realizado enviado pelo Oiliam José. Muito obrigado.
durante o XXI Encontro da AEXAM. Trata-se
de recordações das Academias Literárias do 3. REVISTA DA ACADEMIA MINEIRA DE
Caraça. Fácil e agradável de ler, recordando os LETRAS. Ano 89º, volume LX, janeiro, feverei-
nossos seminários de Mariana. Muitos discur- ro, março 2012. Também um presente do prof.
sos, até em outras línguas. Muito bonito. Oiliam José, o mais antigo dos acadêmicos atu-
ais. Este número trouxe artigo do Cônego José
2. A SERVA DE DEUS ISABEL CRISTINA Geraldo Vidigal de Carvalho, sobre Dom Oscar
MEAD CAMPOS, Virgem e Mártir. Pelo Pe. Ge- de Oliveira, celebrando o centenário de seu nas-
raldo Cifani Pinheiro SVD. Publicação do Mos- cimento (9-1-1912). Muito documentado. É His-
teiro de Santa Cruz, Juiz de Fora, 2010, 164 pági- tória mesmo! Parabéns, Cônego Vidigal. -- Va-

60 dezembro 2012
mos transcrever aqui a “Cantilena para Maria- 4. DESPERTAR. Jornal da Casa do Homem
na”, do nosso amigo Paschoal Motta, página de Nazaré. BH. Agosto 2012.
171: CANTILENA PARA MARIANA. Na vista,
silêncio e viola / em tempo e pedra-sabão: / ou- 5. PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE
vidas vozes tão vivas, / memória de barro e ouro. LOURDES, VESPASIANO. Revista especial do
// Ai vozes sempre veladas! / Ai cavalgadas Jubileu de 90 anos, junho / julho 2012. Muito
noturnas! // Aleijadinho te acena / distante lá de documentário. Enviada pelo ex-seminarista
Ouro Preto; / a grama nasce entre as pedras / e Henrique Vasconcellos Neto.
nem parecem mais verdes... // Ai vozes, vagas
tristezas! / Ai cemitérios tão frios! // Nas águas 6. INFORMATIVO SÃO VICENTE. Da Pro-
do Carmo claro, / ensombreado e em limo, / mur- víncia Brasileira de Congregação da Missão.
muram musas da Arcádia / versos de Cláudio e Ano XLV, nº 290 (março-abril 2012) e 291 (maio-
Gonzaga. // Ai ânsia, perfil de montanha! / Ai junho 2012).
pedras no mesmo ritmo! // Preces não são ne-
cessárias / ao ar que vem de outros dias: / em 7. JORNAL RUMOS. nº 225, maio / junho
Mariana, a opulência / é sol no dobre dos sinos. 2012. Muito rico de notícias e reflexões.
// Ai cinamomos de Alphonsus! / Ai, Santa Rita
Durão! // O ouro gastou-se e é pedra; / vence 8. A MEDALHA. Paróquia Nª. Sª. das Gra-
ponteiro e relógio; / na Boa-Morte são seis ho- ças, Brasília. Nº 28 e 29 (março e junho 2012)
ras, / e o som não vem deste dia. // Ai tempo
sempre parado! / Ai vida que passa e fica!

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O Grupo Sacerdotal de 1958 ia fazer o 6º ano O Informativo São Vicente (Nº 289, janeiro-
do Seminário Menor de Mariana, em 1952, quan- fevereiro 2012) trouxe uma página sobre a ho-
do houve a troca dos reitores: saiu o Padre José menagem que as paróquias de Bambuí (Sant'Ana
Trombert, CM e chegou o Padre Mont'Alvão, e Nª Sª das Graças) fizeram ao Padre Mont'Alvão,
CM. Foi o ano melhor que tivemos no Seminário em janeiro deste ano, por ocasião do centenário
Menor. Marcou-nos e muito sua palavra firme e, de seu nascimento: Januária, 3/1/1912 -- Bambuí,
ao mesmo tempo, paternal. Admirávamos sua 3/1/2012. Quem escreve é Geraldina Diniz Leite,
sabedoria. Não nos sai da memória o Padre de Bambuí, MG.
Dermeval, ainda jovem com seus 40 anos, pas- Vigília de Preparação:“Iniciamos nossas co-
seando conosco nos recreios, após o almoço memorações no dia 2/1/2012, quando estivemos
ou o jantar, andando em duas filas, para frente e em vigília, preparando a Ação de Graças, duran-
para trás, no pátio, conversando sobre assun- te o Terço dos Homens, suas famílias e todas as
tos importantes ou triviais, dando notícia dos comunidades. Eram, aproximadamente, 700 pes-
acontecimentos no mundo, respondendo a to- soas. Recordamos, através de testemunhos, a
das as nossas perguntas, com muita sabedoria. vida piedosa do Padre Dermeval e sua fidelida-
E tudo de maneira tão agradável, que não vía- de a Deus e à Igreja. Padre Dermeval rezava to-
mos passar aquela meia hora de recreio obriga- dos os dias o Rosário e o oferecia por intenções
tório. especiais: Congregação da Missão, Casais, Jo-
Gens Seminarii No 12 61
vens, Família Mont' Alvão, Famílias de
Bambuí e Funcionários da Paróquia
Sant'Ana, sua segunda família. Nossa
Vigília e nosso Terço foram rezados
diante da bela imagem de Nossa Se-
nhora das Graças, presente da Família
Mont'Alvão ao Padre Dermeval, agra-
decendo a Deus e à Senhora das Gra-
ças por seu Jubileu de Ouro Sacerdo-
tal, realizado em Bambuí, no dia 8/12/
1988.
Após um minuto de silêncio em me-
mória de Pe. Dermeval, cantamos os
parabéns para os aniversariantes do
mês, inclusive ele. Em cada mistério,
refletimos sobre sua vida de discípu-
lo-missionário de Jesus, lembrando sua
devoção a Nossa Senhora, imortaliza-
da na igreja da Medalha Milagrosa, na
Novena Perpétua e na Consagração de
nossa cidade à Santíssima Virgem. Os
depoimentos marcantes de nossos pa-
roquianos e do Pe. Sebastião Carva-
lho fizeram-nos recordar sua pessoa e
rever sua firmeza na fé, seu dinamis-
mo, seu compromisso no ministério sa-
cerdotal de celebrar a Missa todos os
dias, seu exemplo de vicentino, funda-
dor e participante da Conferência de
Jovens São Luís Gonzaga (que existe até hoje!),
etc. Seu espírito fraterno e a caridade o levaram Pe. Dermeval, encerramos nossa Vigília com a
a ajudar, material e espiritualmente, muitas pes- bênção dos sacerdotes, Pe. Luiz de Oliveira Cam-
soas e famílias necessitadas. Era um padre de pos e Pe. Sebastião de Carvalho Chaves.
soluções práticas. Não temia os desafios da ida- Dia do Centenário: No dia seguinte, terça-
de. Com seu esforço de buscar recursos, cons- feira, 3 de janeiro de 2012, todas as comunida-
truiu o patrimônio da igreja da Medalha, sem des das duas paróquias ofereceram flores para
onerar as despesas da Paróquia. Na aparência ornamentar o túmulo do Pe. Dermeval, na igreja
do gigante Golias, seu coração do menino Davi da Medalha. Às 19 horas, celebramos solene-
falava mais alto e nos contagiava com a devo- mente a Ação de Graças pelo centenário do seu
ção à Santíssima Virgem. Foi uma noite maravi- nascimento. Padre Luiz de Oliveira Campos, CM,
lhosa! Com certeza, lá do Céu, Padre Dermeval no esplendor de seus 80 anos, aceitou nosso
rezou conosco e repetiu o que dizia sempre: convite e veio presidir a celebração, juntamente
Confiemos na proteção da San-tíssima Virgem. com Pe. Daniel (Pároco de Nossa Senhora das
Que ela abençoe esta iniciativa, concretizando Graças), Pe. Sebastião Carvalho, CM, Pe. Mau-
os nossos propósitos. Sob o manto de Nossa rício Paulinelli, CM, e Monsenhor Eustáquio,
Senhora Aparecida e os aplausos à memória de da Diocese de Luz. Com muito carinho, a Equipe
62 dezembro 2012
organizadora cuidou para que fossem entoados que ele pôde conhecer muito a vida edificante
os cânticos da época do Pe. Dermeval, relem- do homem e do sacerdote vicentino: Pe. Der-
brando os 31 anos do início da Novena Perpé- meval era um 'gigante' no físico, mas, mais gi-
tua, no tão sonhado Santuário de Nossa Se- gante ainda na vida espiritual, homem de ora-
nhora das Graças. A escolha do Padre Luiz como ção, como poucos que já conheci. Trabalharam
celebrante tem um significado muito especial: e conviveram juntos durante cinco anos. O tra-
Padre Luiz conviveu com o Pe. Dermeval desde balho apostólico era realizado com muito zelo,
1943, portanto quase 70 anos. Em sua mensa- particularmente pelo exemplo e testemunho de
gem e testemunho, Pe. Luiz começou lembran- sua devoção que só podemos chamar de “apai-
do o texto evangélico que, muitas e muitas ve- xonada” a Nossa Senhora da Medalha Mila-
zes, escutou dos lábios do aniversariante, quan- grosa. Encerrando a homilia, Pe. Luiz leu a men-
do comentava o valor da vocação sacerdotal: sagem do Padre Geraldo Ferreira Barbosa, Visi-
Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu tador Provincial da Congregação da Missão.
que vos escolhi, para irdes e produzirdes fruto e Após a Celebração Eucarística, vimos o data-
o vosso fruto permaneça (Jo 15, 16). Com rique- show sobre a vida do Pe. Dermeval e sua cami-
za de detalhes, Pe. Luiz relatou toda a sua cami- nhada de discípulo-missionário de Cristo: 85
nhada vocacional até o sacerdócio, sempre anos de vida, 59 anos de sacerdote e 17 anos de
marcada pela presença do Pe. Dermeval, como convivência entre nós, em Bambuí. Para sem-
seu professor e reitor até o momento de traba- pre, diante de Deus, Pe. Dermeval eterniza o seu
lharem juntos, na Paróquia de Sant'Ana de amor à Virgem Santíssima e nos une sob o seu
Bambuí. Pe. Luiz declarou que foi neste período manto.

1HFUROyJLR
Dr. José de Andrade público da fé cristã. Dr. José de Andrade, ba-
O Dr. José de Andrade estudou em Mariana, charel em direito, é natural de Miradouro, MG,
de 1940 a 1947, cursando os 6 anos do Seminá- onde nasceu a 22/04/1926. O falecimento acon-
rio Menor e dois anos de Filosofia. Deixou o teceu, em Brasília, no dia 24/11/2011. Deixou fi-
Seminário e se transferiu para Teófilo Otoni para lhos, noras, netos e netas. Dai-lhe, Senhor, o
dirigir uma farmácia. Aí conheceu a esposa, D. descanso eterno. (Mons. Antônio J. Chámel)
Nícia, e teve 6 filhos, que hoje residem em
Brasília, DF. Mais tarde veio residir em Leopol- Padre Ézio Rodrigues de Lima, C.M.
dina, onde se tornou professor de Português e Foi quase completando 94 anos de idade,
Literatura no recém fundado Colégio estadual. que Deus chamou o nosso agora saudoso Pa-
Lecionou na Faculdade de Muriaé. Transferiu- dre Ézio Rodrigues de Lima. Nascido em Campi-
se para Brasília e veio a ocupar funções impor- na Verde, MG, a 22/9/1918, pertencia a uma famí-
tantes no Ministério da Educação na inspeção lia numerosa, cujos pais eram o casal piedoso
e licenciamento de novas Faculdades. Traba- Paulino Rodrigues de Lima e Maria Abadia de
lhou também no Ministério da Justiça e, por Freitas Lima. Aos dois anos, foi vítima de forte
várias vezes, organizou a celebração do Dia intoxicação. Seu pai deixou em casa o filhinho
Nacional de Ação de Graças. Após sair do Semi- moribundo e foi confiá-lo a Nossa Senhora das
nário, continuou a vida de cristão e de aposto- Graças na igreja do lugar, pedindo a Nossa Se-
lado, utilizando seus conhecimentos de música nhora que, se fosse da vontade de Deus, o me-
sacra e de liturgia, dando um bom testemunho nino escapasse e, mais tarde, se tornasse um

Gens Seminarii No 12 63
3DGUH e]LR FRP R *6  GLD 

sacerdote. E foi esta a vontade de Deus: Sacer- oportunidade de, como faço agora, declarar que
dote Missionário. Partiu para o seminário, a con- jamais me arrependi de ser padre e pertencer à
vite de um padre lazarista que, passando por Congregação da Missão, na qual me realizei
Barretos, encontrou aquele menino, lavador de sobretudo como Missionário. Nas Missões, tive
copos num bar. E foi assim que ele atendeu ao as maiores alegrias da minha vida, sendo instru-
convite rumando para o Caraça. Cursou o Semi- mento de Deus, em favor de muitos. Digo sem-
nário Menor no Caraça e o Maior em Petrópolis, pre: Obrigado, Senhor. Estou aqui, estou pron-
onde estudou Filosofia e Teologia. Ordenou-se to a Vos servir” (aos 70 anos de Vocação). Padre
padre em Petrópolis, no dia 8 de dezembro de Ézio colocou seus dons sempre a serviço e pro-
1944. Na Escola Apostólica de Irati, no Paraná, curou, cada vez mais, especializar-se para se
iniciou sua caminhada sacerdotal e vicentina. tornar melhor Missionário. Assim, fez curso
Dizem seus alunos: “ótimo professor de grego e orfeônico, em Belo Horizonte; Missiologia, no
matemática”. Foi transferido, nos começos de Instituto Católico de Paris; Arqueologia Bíbli-
sua vida sacerdotal, de um Seminário para ou- ca, em Israel. São Vicente recomendava que seus
tro, sempre como professor. Em todas essas Missionários fossem cada vez mais preparados
colocações, jamais se esqueceu de aprimorar para a missão. Padre Ézio sabia, ou melhor, tinha
seus dotes musicais. Deixou várias composições, a virtude de aceitar outros ofícios para bem ser-
entre elas um hino vocacional muito cantado: vir à Congregação. Por isso, por duas vezes, o
“Grande santo, ó Vicente”. E o hino a Nossa Missionário passou a ser Ecônomo da PBCM
Senhora das Dores, padroeira de Boa Esperan- (1963-1970 / 1982-1986). Após várias outras co-
ça, MG, cidade onde muito trabalhou como mis- locações, finalmente retoma suas funções de
sionário. Finalmente recebeu, em 1960, justa- Missionário em 1994, em Campina Verde, sua
mente no tricentenário da morte de São Vicente, terra natal (Monjolinho). Não podemos esque-
a colocação mais desejada por ele: Diretor das cer seu trabalho missionário em Boa Esperança,
Missões no Norte e Centro Oeste de Minas, de onde surgiu a equipe leiga, que pode ser con-
com sede na cidade de Diamantina. Daí para fren- siderada uma semente das Missões, realizadas
te, só conseguimos ver, no Padre Ézio, o perfil hoje com leigos da Família Vicentina. Zelo Mis-
de um Missionário. Numa carta ao Visitador, sionário do Padre Ézio. Faleceu em BH, aos 9/3/
Padre Agnaldo Aparecido de Paula, escreveu, 2012.
em 31 de janeiro de 2007: “Mais de uma vez, tive (Informativo São Vicente).

64 dezembro 2012
Pe. Manuel Pascoal dos Anjos Joel Firmino Pinto nasceu a 26/9/1926, em
Filho de José Francisco dos Santos e Maria Vermelho Novo, Diocese de Caratinga. Estudou
Norberta dos Anjos, Pe. Pascoal nasceu em Igre- nos Seminários de Mariana. Quis ser beneditino,
ja Nova-AL, no dia 16/06/1931. Cursou o Semi- entrando no Mosteiro de São Bento do Rio de
nário Menor e Propedêutico no Seminário Pau- Janeiro, onde professou com o nome de Dom
lo VI, em Niterói-RJ; Filosofia e teologia, no Se- Columba. Recebeu a ordenação sacerdotal em
minário São José da Arquidiocese de Mariana- Roma, dia 18/12/1955. Vida toda dedicada à ora-
MG. Foi ordenado Sacerdote, em 29/06/1977, ção e à pregação da Palavra de Deus. Faleceu
pelas mãos de Dom José Gonçalves da Costa, dia 29 de julho de 2012.
CSSR, nesta nossa Arquidiocese de Niterói. Fun-
ções exercidas: Vigário Cooperador da Catedral Padre Abdala Jorge
de Niterói; Pároco da Paróquia Nossa Senhora Faleceu, às
Aparecida, no Galo Branco, São Gonçalo-RJ; 23h50 do dia 30 de
Vigário Paroquial da Catedral; Vigário Paroqui- julho de 2012, em
al, em Estrela do Norte, São Gonçalo-RJ e Uso Timóteo, o Padre
de Ordens, na Paróquia São Sebastião, no Abdala Jorge, que
Barreto, Niterói-RJ. A partir de outubro de 2007, se encontrava nes-
por motivo de saúde e, afastado das atividades sa paróquia desde
pastorais, passou a residir com familiares em 1953. Ele foi desig-
Penedo-AL, onde era muito querido pelos fiéis nado para o então distrito de Timóteo, municí-
locais. Pe. Manuel faleceu aos oitenta anos de pio de Coronel Fabriciano para auxiliar Monse-
idade e trinta e quatro de sacerdócio, no dia 10 nhor Rafael, que já atuava na região. Tomou
de abril de 2012, às 11h40, vítima de AVC, no Lar posse em 1958 como pároco, antes mesmo da
São José, em Penedo-AL, onde durante três criação jurídica da Paróquia, o que ocorreu so-
anos era residente e tratado com especial aten- mente em 1961. Na época, a região onde se situa
ção, devido a ser portador da doença de “Al- a paróquia de São José Operário era conhecida
zheimer”. Seu corpo foi velado na Capela do como Acesita e não Timóteo, como é hoje. Cha-
Senhor dos Pobres, em Penedo-AL. O sepulta- mava-se Acesita porque, de fato, os bairros
mento foi no Cemitério São Gonçalo de Amaran- construídos pela antiga Companhia Aços Espe-
te. (Niterói Católico) ciais Itabira (ACESITA) pertenciam à empresa e
ficavam intramuros. Os mais antigos, até hoje,
Dom Columba Firmino Pinto, OSB têm o hábito de chamar os bairros dessa área de
Acesita, uma identidade cultural que o próprio
padre Abdala tinha incorporado. Nas entrevis-
tas, referia-se ao lugar como Acesita/Timóteo.
Padre Abdala Jorge nasceu em 19 de julho
de 1927, no município de São João Del Rey. Des-
cendente de libaneses, era o caçula e único ra-
paz de uma família de quatro filhos. Aos 11 anos
de idade, foi enviado para o Seminário de
Mariana, onde fez seus estudos. Ordenou-se
padre no dia 30 de novembro de 1952. Em janei-
ro de 1953, padre Abdala chegou a Acesita, aju-
'RP &ROXPED FRP EHQJDOD  H 3H -RVp GR &DUPR /LPD dando a fundar igrejas e capelas em Timóteo. O
QR GLD GD FHOHEUDomR GH VHX -XELOHX GH 2XUR
HP 9HUPHOKR 1RYR   sacerdote deu continuidade também à constru-

Gens Seminarii No 12 65
ção da igreja do bairro Timirim, iniciada por de flores são carregadas, o sino toca e o corpo
Monsenhor Rafael. de padre Abdala é levado em cortejo pelas prin-
Após sofrer um acidente e ser atropelado cipais ruas de Timóteo, no carro do Corpo de
em 2006, em frente à igreja São José Operário, Bombeiros, seguindo em direção ao cemitério
Padre Abdala teve a sua saúde debilitada e sus- Jardim da Saudade, no bairro Santa Maria.
pendeu os trabalhos religiosos. Desde então, já (Internet)
não celebrava missas e recebia poucas visitas.
Segundo relato da irmã Aparecida, em janeiro
deste ano, por ocasião da morte de um antigo
empresário do município, o padre se dispôs a
celebrar a missa de sétimo dia. “Naquele dia, ele
falou comigo: 'me arranja, vai lá na igreja e pede
para atrasar a celebração que eu vou lá celebrar
essa missa'”, relembra. Desconfiada, a irmã o
acompanhou para garantir que nada sairia erra-
do, mas ele cumpriu todo o ritual, emocionando
os presentes, que nem desconfiavam que aque-
la seria sua última missa. Pe. Abdala sentiu-se
mal no fim de semana e foi internado no Hospi-
tal Vital Brazil, falecendo dia 30, segunda-feira.
O velório começou na manhã da terça-feira,
na Igreja de São José Operário, a sede da paró-
quia onde Pe. Abdala celebrou por longas déca-
das. Por volta das 15 h, o corpo foi transferido
da nave da igreja para a área externa, onde hou-
ve a celebração da missa de corpo presente, pre-
sidida por Dom Odilon Guimarães Moreira. Com
uma salva de palmas, o povo dá adeus a um dos
mais importantes e polêmicos representantes da
comunidade timoteense. Segundo a PM, cerca
de duas mil pessoas acompanharam a missa de
corpo presente e o sepultamento de Padre
Abdala. Por volta das 17 h, dezenas de coroas
Dom Hélio Gonçalves Heleno
A notícia da madrugada de quatro de setem-
bro soou triste aos ouvidos da Igreja diocesana
de Caratinga. O badalar dos sinos da Catedral
de São João Batista anunciava a partida de dom
Hélio Gonçalves Heleno para a casa do Pai. De-
pois de quase 20 dias internado na UTI do Hos-
pital Nossa Senhora Auxiliadora, para o trata-
mento de uma pneumonia grave, dom Hélio foi
vítima de falência múltipla de órgãos, insufici-
ência respiratória e infecção pulmonar, o que o
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levou a óbito. Através de nota à imprensa local,

66 dezembro 2012
seu sucessor, dom Emanuel Messias, comuni- as, presidida pelo arcebispo metropolitano de
cou oficialmente seu falecimento e manifestou Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha. Além de dom
sentimentos de gratidão a Deus pela vida e mi- Emanuel, concelebraram a Eucaristia os bispos:
nistério episcopal realizado por dom Hélio du- dom Odilon Guimarães (Itabira-Cel. Fabriciano),
rante trinta e dois anos na diocese de Caratinga dom Diogo Reesink (emérito de Teófilo Otoni),
e também ao povo fiel, que se manteve firme nas dom Lélis Lara (emérito de Itabira-Cel. Fabri-
orações por dom Hélio durante os longos dias ciano), e dom Francisco Barroso Filho (emérito
de internação. de Oliveira). Cerca de 80 padres também partici-
Velado na Catedral de São João Batista, o param.
bispo emérito foi homenageado durante todo o Dom Emanuel proferiu a homilia, durante a
dia. Milhares de fiéis acorreram à sede diocesana qual valorizou a vida de dom Hélio, destacando
para manifestar seus sentimentos pela perda do a sua motivação vocacional. Finalizou dizendo:
bispo emérito. Com a presença de vários pa- “Louvemos a Deus pela vida de dom Hélio, seus
dres, duas missas foram celebradas durante o familiares e seu trabalho na diocese. Que Deus
dia, uma presidida pelo padre José Raul dos o acolha em sua graça”. O corpo de dom Hélio
Santos Oliveira, um dos primeiros ordenados foi sepultado após o término da missa, na cripta
por dom Hélio, e outra por padre Humberto da Catedral. Com palmas e aclamações os pre-
Boreli, com quem dom Hélio residia nos últimos sentes manifestaram o carinho que tinham por
tempos. Às 19 h, com a participação de milhares ele.
de fiéis, foi celebrada a última missa de exéqui- (Diretrizes).

Gens Seminarii No 12 67
68 dezembro 2012

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