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Técnicas de Monitoramento

Mecanismo de danos (API 571)

Internal
Índice

• Contextualização;
• Mecanismo de danos (base API 571);
• Perda de espessura
• Estudo de caso
• Trincamento

Internal
Contextualização
Ao longo da evolução industrial, foi identificado a necessidade de monitorar os ativos a ponto de
intervir antes que o mesmo venha a falhar!

Mas porque?

Parada emergencial X Parada programada

Conceito de manutenção:

Corretiva
Preventiva
Preditiva

Como eram testados os materiais no passado?

Porque testar os materiais?


Internal
O que monitorar? Porque?
Nem todo equipamento / componente tem a mesma criticidade!
Segurança
Produção
Qualidade
Custo

Otimizar os ensaios!

Qualidade do produto final!

Como era definido o preço de um produto?

E nos temos atuais de globalização / indústria 4.0?


Conceito de TPM?
Internal
Porque monitorar?
Evitar a falha prematura do equipamento;

Danos ambientais;

Danos as pessoas;

Danos a instalação;

Internal
Porque monitorar?

Imagem da empresa;

Competitividade;

Seguro;

Internal
Monitoramento
É aplicar métodos / técnicas / ensaios a fim de acompanhar e controlar o desempenho de um
componente, máquina e/ou equipamento.

Através deste acompanhamento ao longo da vida útil do item monitorado, pode-se tomar
decisões assertivas quanto:

Momento certo de intervir (parada do equipamento)


Substituição de material
Analise de falha e detecção da causa raiz
Aplicação de melhorias
Redução do custo de manutenção corretiva
Aumento da vida útil
Aumento da confiabilidade
Histórico do equipamento
Aumento da segurança

Internal
Monitoramento
Equipamentos críticos:

Internal
Monitoramento
Equipamentos críticos – Sistema em Serie

Internal
Monitoramento
Equipamentos críticos – Sistema em Paralelo

Internal
Monitoramento
Equipamentos críticos – Sistema Misto

Bomba 2 (A)

MP Bomba 01 Reator 01 Secadora PF

Bomba 2 (B)

Internal
Monitoramento
Processos industriais – Variáveis importantes!!!

PRESSÃO

TEMPERATURA

VELOCIDADE

PRODUTO QUIMICO (CORROSIVO – TOXICO – INFLAMAVEL)

VIBRAÇÃO

Internal
Mecanismo de dano
Ao longo dos anos foram mapeados as possíveis formas na qual o dano se apresenta
(MORFOLOGIA) e o que o originou este dano (MECANISMO).

Desta forma, normas internacionais buscaram publicar padrões, métodos e descrição destes
mecanismos, como por exemplo a API 571 que separa os mecanismos de danos em 04 grandes
divisões:

Falha Mecânica e Metalúrgica;

Perda de Espessura Localizada ou Uniforme;

Corrosão Alta Temperatura;

Trincamento Devido ao Meio;

Estes mecanismos aqui relatados tem como base principal a indústria de petróleo. No entanto,
podemos correlacionar com outros segmentos tais como químico e petroquímico.

Internal
API 571 – Como um mecanismo de
dano pode se apresentar!
MORFOLOGIA DO DANO:
MICRO (Microfissuras) TR (Trincas),

Internal
API 571 – Como um mecanismo de
dano pode se apresentar!
MORFOLOGIA DO DANO:
MET (Alterações Metalúrgicas - Microestrutura) ABAUL (Abaulamento)

Internal
API 571 – Como um mecanismo de
dano pode se apresentar!
MORFOLOGIA DO DANO:
PEL (Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos, etc.)

PEG (Perda Espessura Generalizada, Corrosão Uniforme)

Internal
Corrosão
Transformação de um metal em um íon metálico
pela sua interação química ou eletroquímica
com o meio em que se encontra.

Meio de
METAL METAL CORROÍDO
exposição

Fe Fe2+
Zn Zn2+
Al Al3+

Internal
Corrosão
Como acontece a Corrosão

Mez+ Mez+
Mez+
Mez+
eletrólito eletrólito

Metal Íons metálicos + energia


Meio corrosivo

Internal
Corrosão Como evitar
Meio de
METAL METAL CORROÍDO
exposição

eletrólito

Internal
Corrosão Como evitar
Meio de
METAL METAL CORROÍDO
exposição

eletrólito

Internal
Corrosão METAL
Meio de
METAL CORROÍDO
exposição

eletrólito

Internal
Corrosão
Meio de
METAL METAL CORROÍDO
exposição

eletrólito

Internal
Mecanismo de dano

Internal
Corrosão por Ácido Sulfúrico
Ácido sulfúrico promove corrosão generalizada e localizada em aços carbono e outras ligas.
Zonas afetadas termicamente de aços carbono pode apresentar corrosão severa.

Materiais Afetados:

AC, AI 316L

Faixa de temperatura predominante:

Não especifica;

Fatores Críticos Principais:

Concentração Ácido, Composição da liga, Velocidade do fluido;

Internal
Corrosão por Ácido Sulfúrico
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;


Perda Espessura Generalizada: Corrosão Uniforme;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Seleção de materiais adequados;


Velocidade adequada;
Lavagem cáustica;

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

US;
RX;
Monitoramento com cupons corrosão;
Internal
Corrosão por AGR
Corrosão generalizada ou localizada de aços carbono e outros metais causados por sais
dissolvidos, gases, compostos orgânicos ou atividade microbiológica.

Materiais Afetados:

AC, AI, Cu, AL

Faixa de temperatura predominante:

Aprox. 40-60 C

Fatores Críticos Principais:

Temperatura do fluido;
Tipo da água;
Teor de O2;
Velocidade do fluido; Internal
Corrosão por AGR
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;


Perda Espessura Generalizada: Corrosão Uniforme;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Tratamento químico;
Velocidade da água;
Limpeza do sistema / tubos;

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

Controle do PH;
Controle de O2;
Medição fluxo;
IRIS;
Internal
Corrosão por Água Ácida
Corrosão do aço devido a água ácida contendo H2S e pH entre 4,5 e 7,0.
CO2 pode também estar presente.

Materiais Afetados:

AC

Faixa de temperatura predominante:

Indefinido;

Fatores Críticos Principais:

Conteúdo H2S, pH, velocidade do fluido, concentração de oxigênio

Internal
Corrosão por Água Ácida
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;


Perda Espessura Generalizada: Corrosão Uniforme;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Uso AI série 300 (T<60oC)


Ligas Cu ou Ni

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

US, RX, monitoramento pH, cupons corrosão

Internal
Corrosão Atmosférica
É a forma de corrosão que decorre da umidade associada com condições atmosféricas.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga, Cu-Al

Faixa de temperatura predominante:

Abaixo de 121oC

Fatores Críticos Principais:

Localização física, umidade, temperatura, sais, enxofre

Internal
Corrosão Atmosférica
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;


Perda Espessura Generalizada: Corrosão Uniforme;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Pintura

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

IV
US

Internal
Corrosão Cáustica
Corrosão localizada de acordo com a concentração de cáustica ou sais alcalinos que
usualmente ocorrem sob condições de evaporação ou alta transferência de calor. Contudo,
corrosão generalizada também pode ocorrer dependendo da intensidade do álcali ou da solução
cáustica.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga, AI 300

Faixa de temperatura predominante:

Relevante >66 oC

Fatores Críticos Principais:

Presença de cáustica (NaOH ou KOH)


Internal
Corrosão Cáustica
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Diluição / evitar cáustica sobre superfície quente quando possível;

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

US, US Scan, RX

Internal
Corrosão Microbiológica
É a forma de corrosão causada por organismos vivos tais como bactérias, algas e fungos. Ela é
frequentemente associada com a presença de tubérculos ou substâncias orgânicas tipo "limo/lodo".

Materiais Afetados:

AC, Bx Liga, AI, Cu, AL

Faixa de temperatura predominante:

-17oC a 113oC

Fatores Críticos Principais:

Estagnação e/ou baixo fluxo (meio aquoso)

Internal
Corrosão Microbiológica
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Tratamento biocidas, minimizar baixo fluxo e estagnação.

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

Medida biocida residual e aparência visual

Internal
Corrosão por CO2
Corrosão por CO2 resulta quando CO2 dissolve em água na forma de ácido carbônico (H2CO3). O
ácido pode baixar o pH e suficiente quantidades pode promover corrosão generalizada e/ou corrosão
por pites em aços carbono.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga

Faixa de temperatura predominante:

< 149oC

Fatores Críticos Principais:

Pressão parcial de CO2, pH e temperatura

Internal
Corrosão por CO2
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;


Perda Espessura Generalizada: Corrosão Uniforme;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Inibidores corrosão, aumento pH>6

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

IV, RX

Internal
Corrosão sob isolamento
Corrosão resultante de água retida sob isolamento ou fireproofing.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga, AI 300

Faixa de temperatura predominante:

Menor que 121oC

Fatores Críticos Principais:

Tipo do isolamento, temperatura, meio (umidade, cloretos, SO2, etc.)

Internal
Corrosão sob isolamento
Morfologia do Dano:

Perda de Espessura Localizada: Pites, Sulcos;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Pintura, projeto do isolamento, prevenção contra infiltração / umidade

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

IV, RX (Real Time)

Internal
Monitoramento

Internal
Estudo de Caso

Internal
Trincamento

Internal
Corrosão Fadiga
Forma de trincamento/fadiga na qual trincas se desenvolvem sob combinado efeito de carregamento
cíclico e corrosão. Trincamento frequentemente inicia em locais de concentração de tensão tal como
pites na superfície. Trincamento pode iniciar em múltiplos locais.

Materiais Afetados:

Todos Metais e Ligas

Faixa de temperatura predominante:

Não se aplica;

Fatores Críticos Principais:

Material, meio corrosivo, tensões cíclicas

Internal
Corrosão Fadiga
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Minimizar tensões residuais de soldagem, reforço solda

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

PM, US

Internal
CST Ácido Politiônico
É a forma de trincamento corrosão sob tensão normalmente ocorrendo em paradas, partidas ou
durante operação quando o ar e umidade estão presentes. Trincamento devido a enxofre ácidos
formados de camada de sulfetos, ar e umidade atuando em aços inox austeníticos sensitizados.
Usualmente adjacente a soldas ou áreas de alta tensão.
Trincamento pode propagar rapidamente através da espessura de parede de tubulação ou
componentes em tempo de minutos ou horas.

Materiais Afetados:

AI Série 300

Faixa de temperatura predominante:

Não se aplica;

Fatores Críticos Principais:

Meio, material (susceptível/sensitizado) e tensãoInternal


CST Ácido Politiônico
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Purga N2 (evitar exposição ao ar), adição Ti/Nb

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

LP

Internal
CST Devido a Amônia
Correntes aquosas contendo amônia pode causar CST em algumas ligas de cobre. Aço carbono é
susceptível a CST em amônia anidra (que não contém água).

Materiais Afetados:

Ligas Cobre, AC

Faixa de temperatura predominante:

Qualquer (Cu);

Fatores Críticos Principais:

Para AC: amônia anidra <0,2% H2O, ar e oxigênio

Internal
CST Devido a Amônia
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Para AC: TTAT

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

Para AC: PM, US e EA

Internal
CST Devido a Cáusticos
Fragilização cáustica é a forma de trincamento por corrosão sob tensão caracterizada por trincas
iniciadas na superfície que ocorre em tubulações e equipamentos expostos a cáusticos,
principalmente em regiões adjacentes a soldas não tratadas termicamente (TTAT).
Este mecanismo depende da resistência à cáusticos do material, nível de tensões, temperatura de
operação e concentração do cáustico (NaOH e KOH, principalmente).

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga, AI 300

Faixa de temperatura predominante:

Maior que 50oC (AC)

Fatores Críticos Principais:

Resist. à cáustico (NaOH, KOH), temperatura, tensão


Internal
CST Devido a Cáusticos
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Tratamento térmico alívio de tensões (TTAT)

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

IV, PM, RX e US

Internal
CST Devido a Cloretos
Trincas iniciadas na superfície causadas pelo trincamento em aços inox série 300 e algumas ligas a
base de níquel, sob ação combinada de tensão de tração, temperatura e meio com cloreto aquoso. A
presença de oxigênio dissolvido aumenta a susceptibilidade para trincamento.

Materiais Afetados:

AI Série 300

Faixa de temperatura predominante:

Relev. >60oC

Fatores Críticos Principais:

Cloreto, pH, temperatura, tensão, presença O2, composição da liga

Internal
CST Devido a Cloretos
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

TH c/ baixo teor Cl, pintura (sob isol.)

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

IV, LP, US. RX (p/ casos avançados)

Internal
CST Devido Sulfetos
CST devido a sulfetos é definido como trincamento de metal sob a combinada ação de tensão de
tração e corrosão na presença de água e H2S. CST é a forma de trincamento por tensão/hidrogênio
resultante da absorção de hidrogênio atômico que é produzido pelo processo de corrosão por sulfetos
na superfície do metal. CST pode iniciar na superfície do aço em zonas altamente localizadas de alta
dureza no metal de solda e zonas afetadas termicamente.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga

Faixa de temperatura predominante:

Não se aplica;

Fatores Críticos Principais:

pH, nível H2S, temperatura,


propr. material, nível tensão Internal
CST Devido Sulfetos
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Limitação dureza soldas/ZTA, TTAT

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

PM, RX, US

Internal
Fragilização Hidrogênio
Perda de ductilidade de aços de alta resistência devido à penetração de hidrogênio atômico pode levar
ao trincamento frágil. Fragilização pelo hidrogênio pode ocorrer durante a fabricação, soldagem, ou em
serviços que podem carregar hidrogênio para dentro do aço em meio aquoso, corrosivo ou gasoso.
O efeito é notado em temperaturas variando da ambiente em até 149oC. O mecanismo diminui com o
aumento da temperatura e a fragilização pelo hidrogênio não é comum de ocorrer acima de 71 a
82oC.

Materiais Afetados:

AC, Baixa Liga, AI 400

Faixa de temperatura predominante:

Amb. até 149oC

Fatores Críticos Principais:

Hidrogênio dentro material, nível tensão, microestrutura


Internal
Fragilização Hidrogênio
Morfologia do Dano:

Trincas;

Prevenção / Mitigação (Sugestões/Exemplos):

Uso aços menor resististenciau, TTAT, cladding

Inspeção / Monitoramento (Sugeridos):

LP, PM, US

Internal
Professor Miguel Cardoso Junior
(71) 9-8888-4547
mjunior2787@gmail.com

Internal

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