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ISSN 1809-6158

VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019


VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

Coordenação Geral Revista Brasileira de Ensino de Química (ReBEQ) é uma


Pedro Faria dos Santos Filho – UNICAMP publicação semestral da Editora Átomo e colaboradores. Dentro
Wilon Mazalla Jr – Editora Átomo do espírito maior da editora, que é a difusão do conhecimento
por meio da democratização das valiosas pesquisas e avanços
Conselheiro Emérito 
               
Aécio Pereira Chagas universidades, e pelo intercâmbio de ideias e experiências
daqueles que participam do processo ensino/aprendizagem,
Conselho Editorial
a ReBEQ inaugura novo espaço, abrindo suas páginas para
Vânia Gomes Zuim – UFSCar pesquisadores, docentes (ensino médio e superior), alunos de
José de Alencar Simoni – UNICAMP graduação e pós-graduação, com a visão de que o conhecimento
Gláucia Maria da Silva – USP-RP deve ser construído e compartilhado coletivamente. O conhe-
Robson Fernandes de Farias – UFRN cimento contemporâneo deve ser apresentado de forma inter/
Márlon Herbert Flora Barbosa Soares – UFG transdisciplinar trazendo preocupações como a ética, o meio
ambiente e a humanização dos processos e serviços. Centrada
Conselho Ad hoc nas questões ensino/aprendizagem, visa contribuir para a atuali-
Agnaldo Arroio – USP-SP zação e otimização do Ensino de Química.
Gildo Giroto – UNICAMP
Thiago Henrique Barnabé Corrêa – UFTM
Renato Henriquez Souza – UFAM
Silmar José Spinardi Franchi – UFSC-Blumenau 
 


Nelson Henrique Morgon – UNICAMP  



Daltamir Justino Maia – IFSP
Revista Brasileira de Ensino de Química
Josimara Cristina de Carvalho Oliveira – UERR Campinas, SP: Editora Átomo, 2006
Adriana Vitorino Rossi – UNICAMP v. 1, n. 1, jun./jun. 2006
Simoni Alves de Assis Martorano – UNIFESP
Semestral
Revista Brasileira de Ensino de Química    
    
rebeq@atomoealinea.com.br
1. Química – Periódicos.
www.atomoealinea.com.br/rebeq
2. Ciências exatas – Periódicos.
Produção Editorial
CDD 540
Editora Átomo

Indexada ! 



 

1. Química 540

A DIVISION OF THE
AMERICAN CHEMICAL SOCIETY

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Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Si sollecita intercambio.
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Sumário

EDITORIAL
7
ARTIGOS

Experimentação com biomoléculas para uso no ensino de química


10 Hueverton Alves de Aviz, Luan Rodrigo Cunha Dias, Luís Felipe Matos Costa, Jaqueline
de Souza Souza e João da Silva Carneiro

Sagu: uma doce temática para o ensino de química


23 Elisa Aguayo da Rosa e Joslaine Kosman

RELATOS DE EXPERIÊNCIA

Investigação sobre a motivação dos graduandos do curso de licenciatura em Química


32 para exercer a docência
Luiz Fernando Pereira, Tito Matias Ferreira Jr., Denise Ramos Moreira e Maria Elenir
Nobre Pinho Ribeiro

Plantas regionais como indicadores de pH: uma proposta para as aulas experimentais
45 de ácidos e bases
Vandressa Caldas Amorim, Josiane Furtado Cardoso e Luely Oliveira da Silva

Proposta experimental na perspectiva CTS e as dificuldades em sua apropriação por


57 estudantes do curso de licenciatura em Química
Marlene Rios Melo, Jaime Rodrigues Silva e Ana Lícia de Melo Silva
QUÍMICA VERDE

Sapere aude: a química verde como possibilidade à formação emancipatória dos


71 sujeitos
Caroindes Julia Corrêa Gomes e Vânia Gomes Zuin

INSTRUMENTOS E CRIATIVIDADE

Inserindo a química do laboratório no cotidiano do aluno com o uso de materiais e


83 reagentes alternativos
Jordana Maria Lopes

HISTÓRIA DA QUÍMICA

O Casal Curie, a descoberta dos elementos radioativos e outras histórias


89 José Maria Filardo Bassalo e Robson Fernandes de Farias

RESENHA
93
NORMAS PARA PUBLICAÇÃO
95
Contents

EDITORIAL
7
ARTICLES

Experimentation with biomolecules for the use at the chemistry teaching


10 Hueverton Alves de Aviz, Luan Rodrigo Cunha Dias, Luís Felipe Matos Costa, Jaqueline
de Souza Souza and João da Silva Carneiro

Sago: a sweet thematic for chemistry teaching


23 Elisa Aguayo da Rosa and Joslaine Kosman

EXPERIENCES ACCOUNTS

Research on the motivation of Chemistry’s undergraduate students to teach


32 Luiz Fernando Pereira, Tito Matias Ferreira Jr., Denise Ramos Moreira and Maria Elenir
Nobre Pinho Ribeiro

Regional plants as pH indicators: a proposal for experimental classes of acids and


45 bases
Vandressa Caldas Amorim, Josiane Furtado Cardoso and Luely Oliveira da Silva

Experimental proposal in the CTS perspective and the difficulties in its appropriation
57 by students of the course of bachelor in Chemistry
Marlene Rios Melo, Jaime Rodrigues Silva and Ana Lícia de Melo Silva
GREEN CHEMISTRY

Sapere aude: green chemistry as a possibility to the emancipatory education of


71 subjects
Caroindes Julia Corrêa Gomes and Vânia Gomes Zuin

TOOLS AND CREATIVITY

Inserting the chemistry of laboratory into the student’s daily life using alternative
83 materials and reagents
Jordana Maria Lopes

CHEMISTRY HISTORY

The Curie Couple, the discovery of radioactive elements and other stories
89 José Maria Filardo Bassalo and Robson Fernandes de Farias

REVIEW
93
EDITORIAL STANDARDS
95
RELATO DE EXPERIÊNCIA 02 | VOL. 14 | NÚM. 01 | JAN./JUN. 2019 P. 45-56

Plantas regionais como indicadores de pH:


uma proposta para as aulas experimentais
de ácidos e bases
Regional plants as pH indicators:
a proposal for experimental classes of acids and bases
Vandressa Caldas Amorim1
Josiane Furtado Cardoso2
Luely Oliveira da Silva3

RESUMO
A presente pesquisa objetivou buscar uma metodologia didática para as aulas práticas
de Química a partir do uso de plantas da região Norte do país. O estudo baseou-se em
testar, experimentalmente, os extratos do açaí, jambu, urucum acerola, gengibre ver-
melho e pinhão roxo, com o objetivo de inferir, reafirmar ou descobrir características
que possibilitem o seu uso como indicadores naturais de pH, utilizando os mais efica-
zes em sala de aula. Essas plantas estão presentes na região de Cametá-PA, fazendo
parte da cultura e da culinária da população. A prática laboratorial ocorreu com 60
alunos de duas turmas da 3ª série do Ensino Médio em uma Escola Estadual de Ensino
do Município de Cametá. Para a titulação de acidez e basicidade, utilizaram-se mate-
riais encontrados no dia a dia dos alunos, correlacionando a química aprendida com o
cotidiano. A avaliação do processo de aprendizagem ocorreu por meio da aplicação de
questionários no intuito de averiguar o conhecimento prévio e o adquirido no decorrer
das aulas. Na investigação quanto ao uso de indicadores naturais, os extratos obtidos
do açaí, acerola, pinhão-roxo e gengibre vermelho revelaram-se mais eficazes como
indicadores de ácidos e bases.
Palavras-chave: ensino de química; plantas regionais; experimentação; contextuali-
zação.

1. CV: http://lattes.cnpq.br/7618156764416846
2. CV: http://lattes.cnpq.br/5624822670448192
3. CV: http://lattes.cnpq.br/5926132844102399
REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE QUÍMICA | RELATO DE EXPERIÊNCIA 02

ABSTRACT
The present study aimed to find a didactic methodology for experimental chemistry classes based on the use of plants
from the Northern region of Brazil. The study was based on the experimental testing of acai berry, jambu, annatto,
acerola fruit, red ginger and american purging nut, with the aim of inferring, reaffirming or discovering characteristics
that allow their uses as natural indicators of pH, in order to use the most effective in the classroom. These plants can
be found in the locality of Cametá-PA, being part of the population culture and cooking. The laboratory practice
involved 60 students from two classes of the 3rd grade in a public state school of Cametá. The evaluation of the
learning process occurred through the application of questionnaires in order to evaluate the previous knowledge and
that acquired during the classes. In the investigation regarding the use of natural indicators, the extracts obtained
from acai berry, acerola fruit, american purging nut and red ginger proved to be more effective as indicators for acids
and bases.
Key-words: chemistry teaching; regional plants; experimentation; contextualization.

e construtores do conhecimento acompanhados


1 Introdução
pelo professor. Assim, busca-se amenizar as resis-
O município de Cametá, no Estado do Pará, tências encontradas no que se refere ao aprendi-
localizado às margens do rio Tocantins, possui zado, em que os alunos encontram barreiras em
em sua cultura, o consumo de diversas frutas, entender teorias, podendo-se citar as que envol-
entre outras plantas típicas da região, como o vem Funções Inorgânicas: Ácidos e Bases.
açaí, a acerola, o jambu, etc. Essas frutas e vegetais Análises de trabalhos anteriores (

regionais, por estarem presentes no cotidiano da  , 2001;   

, 2002; 
et
população, tornam-se uma alternativa viável a ser al., 2003) indicam que alguns extratos de vege-
empregada nas aulas experimentais de química. A tais poderiam servir como indicadores de pH,
implementação de elementos enraizados na cul- mudando a coloração dependendo do meio em
tura cametaense como uma metodologia facilita- que estão inseridos. Essa prática é antiga e foi
dora no processo ensino-aprendizagem, aliando- introduzida por Robert Boyle, físico e químico
-se à experimentação, e atuando de forma lúdica Irlandês que trouxe inúmeras contribuições para
e prazerosa, visa suprir as deficiências presentes a ciência; dentre seus trabalhos podemos destacar
no ensino, correlacionando a teoria, a prática e o em 1664 a publicação do seu livro Experiments
cotidiano dos alunos. and considerations touching colours (‘Experiências
A experimentação desenvolvida de forma con- e considerações a respeito das cores’), um estudo
textualizada, ou seja, levando em conta os aspec- sobre o comportamento dos indicadores naturais.
tos socioculturais da vida do aluno, torna-se uma Durante seus experimentos, Boyle preparou um
ferramenta facilitadora no processo de aprendiza- licor de violeta e observou o seu comportamento:
gem ( et al., 2009). O uso de materiais de fácil o extrato dessa flor, em solução ácida, apresen-
acesso, com custo-benefício e que estão presentes tava a coloração vermelha e em solução básica a
no cotidiano, visam suprir as possíveis deficiên- coloração verde. Ao gotejar o licor de violeta sobre
cias estruturais encontradas nas escolas, além de um papel branco e, em seguida, algumas gotas de
permitir perceber que a química está inserida na vinagre, percebeu que o papel se tornava ver-
realidade, tornando os alunos participantes ativos melho. Dessa forma, foram obtidos os primeiros

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VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

indicadores de pH, na forma de solução e de papel pesquisa foram 60 alunos de duas turmas da 3ª
(  

, 2002). série do Ensino Médio. Foram utilizados, como


A característica que permite que esses extra- instrumento de coleta de dados, os questionários
tos funcionem como indicadores naturais de pH é 1 (Quadro 1) e 2 (Quadro 2), contendo três per-
a presença de antocianinas que são guntas cada.

pigmentos da classe dos flavonoides, respon-


Quadro 1. Questionário 1.
sáveis pela coloração azul, vermelha e roxa de
De 0 a 05 qual seu possível nível de dificuldade na dis-
diversos tecidos vegetais, inclusive flores e fru- 1
ciplina de Química?
tos (SOARES; CAVALHEIRO, 2001).
Você consegue relacionar a Química aprendida na sala
2
de aula com o seu cotidiano?
A possibilidade da visualização das cores atrai A falta de experimentação dificulta seu aprendizado
3
em Química?
a atenção e desperta a curiosidade nos alunos.
Apesar de os indicadores naturais não serem
totalmente eficientes quanto a determinações Quadro 2. Questionário 2.
precisas de pH, esses podem ser eficazes para fins 1 Qual a cor das substâncias antes da titulação?
Houve mudança de coloração após a aplicação dos
didáticos, visto que a mudança de cor em meio
2 indicadores, tanto em meio ácido quanto básico? Sim
ácido ou básico torna-se atrativa ( 
, ou não?
2010). Nesse sentido, a utilização de indicadores Você sabia que poderiam ser usadas plantas de sua
3
região como indicadores de ácido-base? Sim ou não?
presentes no contexto social dos alunos instiga o
interesse destes em aprender química, tornando
as aulas dinâmicas e proveitosas. A pesquisa foi dividida em etapas, de caráter
Em vista disso, foram utilizados, para estudo qualitativo, sendo uma descritiva e outra expe-
experimental, os extratos das plantas Euterpe rimental ( 
, 2003). A primeira
oleracea (açaí), Malpighia glabra (acerola), etapa ocorreu no laboratório de química da
Acmellaoleracea (jambu), Bixaorellana (uru- Universidade do Estado do Pará, sem a participa-
cum), Jatrophagossypiifolia (pinhão roxo) e ção dos alunos.
Alpiniapurpurata (gengibre vermelho), que estão A segunda etapa foi dividida em dois momen-
presentes na referida localidade. Partindo des- tos. Inicialmente, levando em conta as prováveis
ses princípios, objetivou-se investigar e testar a dificuldades presentes no ensino, aplicou-se o
eficiência dessas plantas regionais como indica- questionário 1, com intuito de diagnosticar essas
dores de ácido e base servindo como metodologia deficiências no ensino da química, bem como os
alternativa nas aulas experimentais de química e, possíveis problemas encontrados. Além disso,
desta forma, avaliar os efeitos do seu uso no pro- buscou-se analisar se a metodologia utilizada na
cesso de aprendizagem, correlacionando a quí- disciplina é eficiente na aprendizagem e se contri-
mica aprendida com o cotidiano dos alunos. bui para uma melhor assimilação dos conteúdos.
No segundo momento fez-se a aplicação da
aula experimental na escola mencionada, utili-
2 Metodologia
zando as frutas e plantas regionais que mostra-
A pesquisa foi realizada em uma Escola ram ser mais eficientes como indicadores natu-
Estadual de Ensino Médio, localizada no municí- rais, através da análise laboratorial dos testes
pio de Cametá-PA às margens do rio Tocantins. A para verificação de pH. A princípio, realizou-se o
amostra da população participante do projeto de repasse dos conhecimentos teóricos para os alu-

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REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE QUÍMICA | RELATO DE EXPERIÊNCIA 02

nos. A partir disso, estes foram dispostos em qua- pinhão roxo, realizou-se a trituração ou moagem
tro grupos nas respectivas bancadas do laborató- no almofariz e pistilo com 100 g de polpa de cada
rio da referida escola. vegetal, em seguida, foram transferidos para o
Os alunos foram instruídos a realizar os pro- béquer e foi adicionado 50 ml de etanol a 70%.
cedimentos, em que adicionaram os indicadores Posteriormente, separaram-se os resíduos sóli-
em cada tubo de ensaio numerados de um a nove, dos da mistura por filtração simples, e os extra-
contendo substâncias, previamente preparadas, tos foram transferidos cada um ao seu devido
ácidas: ácido clorídrico 0,1 M, solução de limão, recipiente.
vinagre, solução de cloreto de sódio; e básicas:
água sanitária, leite de magnésia, clara de ovo, 2.1.2 Preparação das soluções usadas
como escalas de pH
hidróxido de sódio 0,1 M, e para a escala de pH 7
utilizou-se desinfetante (limpa vidro). Isso permi- Para observar a coloração de cada indicador
tiu a visualização e identificação de substâncias em uma escala de pH de 1 a 14, utilizaram-se
ácidas e básicas. materiais encontrados tanto em âmbito laborato-
Para avaliar a aprendizagem dos alunos, rial, quanto no dia a dia. No Quadro 3 constam os
utilizou-se o método observacional a fim de ana- materiais utilizados e seus valores aproximados
lisar sua participação. Por último, foi aplicado o de pH medidos com auxílio de um pHmetro digital
questionário 2, para averiguar a aprendizagem (pH-009(I) A Penttype pH Meter).
adquirida durante o processo, com o propósito de
verificar se os objetivos propostos pela pesquisa
Quadro 3. Informações acerca das substâncias utili-
foram alcançados. zadas e seus valores de pH.
Valores aproximados
Substâncias utilizadas
2.1 Procedimento experimental de pH
Ácido clorídrico diluído 1
Foram realizadas algumas análises laborato-
Suco de limão 2
riais das plantas e frutas regionais escolhidas, a Vinagre 3
saber: o açaí, a acerola, o jambu, o urucum, o gen- Adoçante 4
gibre vermelho e o pião roxo, coletados na Feira Solução de cloreto de sódio 5
Acetona 6
Municipal do referido município, tendo a identi-
Desinfetante (limpa vidro) 7
ficação taxonômica por meio de comparação do Clara de ovo 8
banco de imagens para a confirmação dos nomes Solução de Sabão 9
científicos e autorias, sendo consultadas as bases Leite de magnésia 10
Água Sanitária 11
de dados online da Lista de Espécies da Flora do
Descolorante 12
Brasil (   !, 2013) e no Amoníaco 13
Herbário Professora Marlene Freitas, pertencente Hidróxido de Sódio 14
à Universidade do Estado do Pará (UEPA), a fim de
descobrir ou validar as propriedades desses vege-
tais como indicadores de ácido-base e observar Na realização dos testes de ácido-base,
sua tonalidade de cores na escala de pH de 1 a 14. colocaram-se 3 ml de cada substância em 14 tubos
de ensaio, seguidamente, acrescentaram-se cinco
2.1.1 Preparação dos extratos gotas de cada extrato com o auxílio de um conta
Na preparação dos extratos do açaí, da acerola, gotas e, por último, observaram-se e registraram-
do jambu, do urucum, do gengibre vermelho e do -se as mudanças de coloração. Com os resultados

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VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

obtidos, foi elaborada, através das cores obtidas, Apesar de os extratos dos vegetais possuírem
uma faixa de pH para cada vegetal com a eficiência um padrão de cores, estes apresentaram uma
de cada extrato. ligeira mudança em suas colorações dependendo
do meio em que estavam. Conforme a variação de
pH as tonalidades de cores em substâncias áci-
3 Resultados e discussão
das e básicas intensificaram-se e amenizaram-se
3.1 Resultados da análise laboratorial quando o pH diminuía ou aumentava. Esse efeito
dos extratos regionais pode ser percebido visualmente ao observar o
A realização dos estudos experimentais das comportamento de cada extrato nos valores de pH
frutas e plantas regionais presentes na região entre 1 a 14.
cametaense permitiu observar o comportamento
Soluções de antocianinas apresentam uma colo-
do açaí, acerola, jambu, urucum, pinhão roxo e
ração vermelha mais intensa quando em pH
gengibre vermelho em diferentes escalas de pH. abaixo de 3,0. Quando o pH é aumentado para a
Todos os vegetais podem ser facilmente encontra- faixa de 4,0 a 5,0, a coloração vermelha tende a
dos na referida localidade, sendo bastante consu- desaparecer. Aumentos adicionais de pH levam
midos pela população que possui cultivos dessas as antocianinas a apresentarem uma colora-
ção azulada e estas, após estocagem ou aque-
plantas em suas próprias residências, além de
cimento, tornam-se amareladas (STRINGHETA;
fazerem parte da cultura dessa região. Na Tabela BOBBIO, 2014).
1 estão as principais informações acerca de cada
espécie utilizada. O padrão de cores obtido variou do verme-
Durante a análise laboratorial obteve-se um lho ao verde, entretanto, o jambu e o urucum
padrão de cores que variou dos tons de vermelho não apresentaram essa tonalidade; na Figura 1
ao verde, sendo perceptíveis essas tonalidades a observam-se as cores obtidas de cada um, res-
olho nu. As pequenas variações de coloração entre pectivamente. Nas escalas de pH de 1 a 14, na
os diferentes extratos podem ser associadas pelas sequência da esquerda para direita, as colorações
quantidades das antocianinas presentes em cada variaram em tons de verde e amarelo, ficando visi-
um, sendo assim, velmente difícil de serem perceptíveis.
Assim, ambos se tornam inviáveis para serem
a mesma antocianina poderá ter diferentes
cores, dependendo de pH, da concentração da empregados nas aulas experimentais devido não
solução e da presença de copigmentos, entre haver uma distinção de suas cores em meio ácido
outros fatores (STRINGHETA; BOBBIO, 2014). e básico o que dificultaria a diferenciação de tais

Tabela 1. Informações sobre os vegetais utilizados como indicadores de pH.


Nome popular Nome científico Família botânica
Açaí Euterpe Oleracea Arecaceae
Acerola Malpighia Glabra Malpighiaceae
Gengibre vermelho Alpinia Purpurata Zingiberaceae
Jambu Acmella Oleracea Asteraceae
Pinhão Roxo Jatrophagossypiifolia Euphorbiaceae
Urucum Bixa Orellana Bixaceae
Fonte: EMBRAPA (s/d).

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REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE QUÍMICA | RELATO DE EXPERIÊNCIA 02

Figura 1. Escala de cores dos extratos de jambu (a) e urucum (b).

substâncias. A variância de tonalidade de indica- diferenciação de acidez e basicidade, ocorreu, visi-


dores de pH é consequência da presença de anto- velmente, ao observar o comportamento de cada
cianinas (
 , 2001). substância. As Figuras 2 e 3 mostram as tonalida-
As colorações observadas dos indicadores de des obtidas dos extratos de açaí, jambu, urucum e
pH são as combinações de cores das várias estru- gengibre vermelho em que fica evidente a distin-
turas das antocianinas das espécies de vegetais ção de substâncias ácidas e básicas nos valores de
estudadas, sendo seu entendimento bastante pH de 1 a 14, da esquerda para a direita, podendo
complexo e está intimamente ligado aos valores ser vista a olho nu.
de pH. As tonalidades observadas na Figura 2 e 3 evi-
denciam as mudanças de cores conforme os valo-
As cores que observamos podem ser formadas res de pH. Entre os pH de 1 a 6 o que prevalece
a partir de apenas três comprimentos de onda
são os tons de vermelho em todos os extratos, no
básicos, correspondentes a vermelho-laranja,
azul-violeta e verde, e denominadas cores pri- entanto, conforme o pH aumentava ficou nítido a
márias (MATOS, 1999). visualização de tons mais suaves, mostrando uma
coloração mais próxima do rósea, quase incolor,
Ao fazer a análise referente aos testes de pH entre pH 3 a 6. A partir da escala de pH 8 a 14, as
dos demais extratos percebeu-se que todos apre- cores se aproximaram da coloração esverdeada.
sentaram o mesmo padrão de cores, entretanto, A Figura 2a apresentou tons que variaram;
as colorações possuíam intensidades diferentes, nos pH entre 8 a 10 observou-se a tonalidade
com tons variados, mas, em uma mesma escala. A verde e no pH de 11 a 14 a tonalidade amarelo-

Figura 2. Escala de cores dos extratos de pião roxo (a) e gengibre vermelho (b).

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VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

Figura 3. Escala de cores dos extratos de açaí (a) e acerola (b).

-esverdeada. O mesmo caso observado na Figura não possuem um aparato laboratorial estrutu-
2b, entretanto, no pH de 10 a 14, tons de amarelo rado para atender às necessidades do professor.
mais escuro. Entretanto, a realização da praticidade, mostra
A Figura 3a apresentou um mesmo padrão de sua efetivação por permitir o contato do alunado
cores observado nos outros extratos, porém ape- na concretização dos procedimentos.
nas com intensificação de tonalidades. Entre os A experimentação não requer um local espe-
pH de 1 a 6, tons de vermelho e rósea. Em valo- cífico para sua execução, sendo possível realizar
res de pH mais altos adquiriu-se a cor rósea quase experimentos em diversos ambientes do espaço
incolor, no pH de 8 a 14, tons de verde que fica- escolar (  " # , 2010). Assim, a viabi-
ram mais escuros quando acrescia a basicidade lidade do emprego dos indicadores, permitindo a
das substâncias. Na Figura 3b tons mais suaves da visualização da diferenciação das cores e a possi-
tonalidade rósea e verde nos pH de 1 a 6 e de 8 a bilidade de identificação das substâncias ácidas e
14, respectivamente. Nas figuras 2 e 3a na escala básicas auxiliou no repasse e na assimilação dos
de pH neutro, todos mantiveram-se incolores, ape- conteúdos teóricos. Os alunos participaram de
nas o extrato da Figura 3b com tonalidade rósea. todas as etapas, sendo ativos durante todo o pro-
A realização dos procedimentos experimen- cesso e construtores do conhecimento científico.
tais serviu para comprovar e reafirmar os extra- Apesar de tonalidades diferentes, os mesmos
tos testados. O emprego dos extratos dos vegetais padrões de cores foram obtidos o que demonstra
em estudo para serem utilizados nas aulas expe- a eficácia do açaí, acerola, pinhão roxo e gengi-
rimentais de química mostra-se pertinente por bre vermelho como indicadores naturais de pH.
estes apresentarem resultados satisfatórios no Após todo o procedimento, os extratos que mos-
teste de pH. O açaí, acerola, pinhão roxo e gen- traram eficiência foram colocados em recipientes
gibre vermelho são facilmente encontrados e os plásticos adequados para posteriormente serem
procedimentos para a obtenção dos indicadores empregados na aula experimental.
mostraram-se práticos e viáveis, podendo ser fei-
tos até mesmo em sala de aula, desde que haja o 3.2 Resultados da aplicação do questionário 1
auxílio do professor. A aplicação do questionário 1 proporcio-
Adquiriram-se indicadores com bom desem- nou identificar o grau de dificuldade dos alunos
penho e de baixo custo, não sendo necessária uma quanto à compreensão dos conteúdos de Química,
estrutura muito elaborada para seu emprego, bem como as possíveis causas das dificuldades,
levando-se em conta que muitas escolas ainda como por exemplo, a falta de experimentação.

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REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE QUÍMICA | RELATO DE EXPERIÊNCIA 02

Ao analisar a Figura 4 observa-se que 2,6% Você consegue relacionar à Química aprendida
dos alunos disseram não possuir nenhum tipo de na sala de aula com o seu cotidiano?

dificuldade em compreender a disciplina de quí-


mica. No entanto, a maioria dos alunos mostrou Não
12,8%
ter grande dificuldade em compreendê-la, sendo
os níveis 3, 4 e 5 os que simbolizam os níveis de 87,2% Sim
maior dificuldade exclusivamente na retenção,
desta forma 33,3%, 20,5% e 10,3% dos estudan-
tes, respectivamente. Figura 5. Relacionar a Química com o cotidiano.

Apesar disso, ainda existem outros proble-


5 10,3%
mas relacionados com a dificuldade em aprender
4 20,5%
Química, como por exemplo, a falta de experimen-
3 33,3%
tação. A análise da Figura 6, permite inferir que
2 25,6% a maioria dos estudantes possuem dificuldades
1 7,7% por não terem aulas práticas no laboratório, neste
0 2,6% caso 69,2% dos alunos. De fato, a ausência de ati-
vidades experimentais, uma problemática pre-
0 10 20 30 40
sente na realidade educacional brasileira, dificulta
Figura 4. Nível de compreensão da disciplina de o aprendizado do alunado; desta forma, a sua
Química. incrementação à teoria motiva e instiga a busca
pelo conhecimento (

, 2014).

Uma das possíveis dificuldades encontradas


no ensino da química seria a de assimilar o con- A falta de experimentação dificulta
seu aprendizado em Química?
teúdo apresentado em sala de aula e relacionar
com o cotidiano do próprio aluno, uma vez que a
maioria das escolas públicas se utiliza de ensino Não 30,8%

tradicional. Essa prática é pautada exclusivamente


para a retenção de conteúdos extensos, induzindo 69,2% Sim

a memorização e utilizando exercícios mecânicos


repetitivos (   $&', 1995).
No entanto, na Figura 5, verifica-se que 87,2% Figura 6. Dificuldade em aprender química quando
não há experimentação.
dos entrevistados relacionaram a química com
seu cotidiano. Alcançando, gradualmente, uma
das competências dos parâmetros curriculares Assim, as atividades laboratoriais desenvolvi-
nacionais que visam “a inserção do conhecimento das em âmbito próprio ou até mesmo em sala de
disciplinar nos diferentes setores da sociedade, aula são fundamentais para consolidar e fixar a
suas relações com os aspectos políticos, econômi- teoria ( $
* 2015). Além disso, a aver-
cos e sociais de cada época e com a tecnologia e são à disciplina, devido ao excessivo formalismo
cultura contemporâneas” (Brasil, 2002). matemático e conceitos de difícil entendimento, se

52
VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

reflete na falta de interesse por parte dos alunos, A fim de verificar a aprendizagem obtida
criando barreiras no ensino. durante o processo, aplicou-se o segundo questio-
A utilização dessa metodologia se torna eficaz nário. Na questão 1 deste, os alunos realizaram as
para despertar e motivar o fascínio dos estudantes anotações das colorações antes e depois da adição
pela química, permitindo que participem dos pro- dos indicadores. As colorações encontradas pelos
cedimentos e montagem do experimento, viven- alunos foram as mesmas observadas no estudo
ciando essa aprendizagem. Dessa forma, buscar experimental dos extratos, neste caso, uma colo-
ferramentas alternativas, que possam auxiliar e ração rósea nos meios ácidos, e esverdeados nos
melhorar o ensino, mostra-se como a saída mais meios básicos. Os estudantes mostraram-se des-
provável para suprir as dificuldades encontradas, lumbrados ao visualizarem a escala de cores.
por ser uma proposta inovadora que se distancia No que se refere à questão 2 do questionário
do cunho tradicionalista e, assim, incentivando a 2, todos os alunos observaram alteração na colo-
busca pelo conhecimento (  et al., 2018). ração das substâncias a serem indicadas. Assim,
Embora o conhecimento, em muitos casos, pode-se induzir que a aula experimental alcançou
esteja condicionado apenas à sala de aula, levar seus objetivos, tendo em vista que demonstrou a
esse ensino além dos muros da escola, coloca o eficiência dos indicadores naturais como meto-
aluno como um cidadão capaz de interferir no dologia didática. Além disso, permitiu aos alunos
meio em que vive, percebendo em sua realidade correlacionar teoria e prática. Através da explica-
a inserção da química, apreendendo e adquirindo ção e do experimento, os estudantes conseguiram
afeição por esta disciplina. identificar as substâncias ácidas e básicas.
A Figura 7 apresenta a porcentagem dos alu-
O ensino de química também tem a função de
nos que tinham conhecimento da utilidade das
apresentar ao aluno um conceito de Ciência
como atividade humana em construção, que plantas como indicadores de ácido-base, sendo
leva em conta o papel social da Ciência (SILVA que 88,5% dos estudantes disseram saber que
et al., 2009). vegetais podem ser utilizados como indicadores.
Buscar o conhecimento prévio do aluno e tra-
3.3 Resultados da aula experimental balhar os assuntos de química, incrementando
Mediante os dados obtidos tanto na análise o conhecimento popular com o conhecimento
laboratorial quanto nos questionários, realizou- científico, configura-se em uma ferramenta capaz
-se a aplicação da aula experimental com os indi- de alcançar uma aprendizagem efetiva (
cadores naturais de pH. A participação dos alunos , 2008).
na realização dos procedimentos no decorrer da
aula, mostrou-se primordial para a execução do
experimento. Essa troca mútua de experiências, Você sabia que poderiam ser usadas frutas de sua
região como indicadores de ácido-base?
em ambas as partes envolvidas, consolidou a
formação de um ensino pautado na correlação e
união do conhecimento prévio com o científico. O Não
11,5%
contato com o laboratório e com todas as etapas
88,5% Sim
permitiu aos estudantes vivenciar e contribuir na
construção do conhecimento, possibilitando que
estes sejam não meros receptores, mas, protago-
nistas dessa cognição. Figura 7. Uso de plantas regionais como indicadores.

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REVISTA BRASILEIRA DE ENSINO DE QUÍMICA | RELATO DE EXPERIÊNCIA 02

O professor deve utilizar metodologias inova- gia que permita a realização de forma mais efetiva
doras que auxiliem na concretização do conhe- dos seus conteúdos, aproximando esse vínculo.
cimento, permitindo que o aluno seja um agente Assim, o ensino tradicional é contornado; essa
ativo dessa construção. O professor é um media- troca mútua de saberes transforma a escola em
dor do conhecimento e deve criar oportunidades um ambiente capaz de consolidar a formação de
para que os alunos tenham autonomia de pensa- estudantes aptos a difundir o conhecimento além
mento, que discutam e participem das aulas. Para dos muros da instituição, pois a educação não se
tal contexto, o diálogo entre ambos é primordial encontra restrita apenas aos espaços formais, ela acon-
( &, 2010). tece também em outros meios sociais da vida cotidiana
Dispondo dessas ferramentas metodológicas, (FERREIRA et al., 2017).
busca-se alcançar uma aprendizagem mais signi-
ficativa para o aluno. A chamada “Aprendizagem
4 Considerações finais
Significativa” é aquela que

novos conhecimentos adquirem significados O resultado da análise laboratorial permitiu


através da interação com conhecimentos espe- inferir que os extratos de jambu e urucum não
cificamente relevantes já existentes na estru- demonstraram eficácia, pois sua coloração variou
tura cognitiva de aprendiz, é subjacente a várias
em tons de amarelo, o que inviabilizou sua utili-
outras teorias (MOREIRA, 2012).
zação. No entanto, os extratos de açaí, acerola,
Portanto, desvinculando a noção da aprendi- pinhão roxo e gengibre vermelho, apresentaram
zagem mecânica, na qual os alunos são levados uma mudança de coloração do meio ácido para
a memorizar fórmulas e conceitos, vistos apenas o meio básico sendo, desta forma, eficazes para
como receptores do conhecimento. serem utilizados como indicadores de pH nas
Contudo, vale ressaltar que a possibilidade aulas de Funções Inorgânicas: ácido-base.
de empregar materiais inseridos na realidade do Buscou-se agregar os conhecimentos teóricos,
aluno, de baixo custo, torna-se uma alternativa juntamente com a prática e a contextualização, a
viável para suprir as dificuldades encontradas fim de encontrar uma metodologia didática que
no ensino, possibilitando ao professor cativá-los, facilitasse o repasse dos conteúdos ácido-base. O
relacionando os saberes existentes. Diante disso, tripé: teoria, prática e contextualização, mostrou
o uso da contextualização unida à experimenta- grande eficácia, os alunos deslumbraram-se ao
ção, garante uma nova metodologia baseada nos verem como a química está presente em plantas
aspectos socioculturais da vida dos estudantes. que fazem parte de sua cultura. O uso de vegetais,
Trabalhar a contextualização a partir dessa que são amplamente consumidos na região, como
concepção ganha rumos mais consistentes, visto indicadores naturais de pH consolidou um ensino
que instiga o aluno ao aprendizado, pois traz um integrador e uma alavanca que cativou interesses.
fato que pode ter passado despercebido durante Essas experiências se mostraram enriquecedoras
sua rotina. Além disso, os conceitos químicos para todas as partes envolvidas.
podem ser trabalhados de forma contínua ao longo A possibilidade de o aluno vivenciar e parti-
da contextualização. A relação aluno-professor cipar da construção do conhecimento tornou-se
ganha novos rumos, capazes de contribuir para a enriquecedora para sua formação. O contato com a
troca de conhecimentos entre estes. prática experimental, o manuseio nos experimen-
Não somente o aluno ganha, mas também o tos colocou o alunado como protagonista dessa
professor, que consegue trabalhar uma metodolo- edificação do ensino. A realização da união da teo-

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VOLUME 14 | NÚMERO 01 | JAN./JUN. 2019

ria com a prática, permitiu uma maior assimilação DIAS, M. V. et al. Corantes naturais: extração e
dos conteúdos, em que a experimentação reforçou emprego como indicadores de pH. Química Nova
na Escola, n. 17, p. 27-31, 2003.
e comprovou o embasamento teórico, auxiliou no
EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa
repasse e na dinâmica de uma aula diferenciada Agropecuária. Base de Dados da Pesquisa
e atrativa. A grande contribuição dessa metodolo- Agropecuária – BDPA, s/d. Disponível em:
gia no ensino deve ser levada em conta e é dese- < h t t p s : / / w w w. b d p a . c n p t i a . e m b ra p a . b r /
consulta/>. Acesso em: 24 mar. 2016.
jável que ela possa ser utilizada pelo professor da
FERREIRA, A. P. et al. A educação para além dos muros
melhor forma possível em suas aulas. Apesar de da escola. XIII Congresso Nacional de Educação –
toda dificuldade relacionada à profissão, espera- EDUCERE, Curitiba – Paraná, 2017.
-se que essa ferramenta de fácil acesso e de baixo FORZZA, R. C.; STEHMANN, J. R.; NADRUZ, M. Lista
custo possa garantir uma aula repleta de diálogo de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico
do Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: <http://
e motivadora para todos os agentes participantes.
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