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Reatores I

5. Análise e obtenção de dados


experimentais
Fogler – Capítulo 5 (4ª edição)
Roberts – Capítulo 6
5. Análise e Obtenção de Dados Experimentais

5.1. Visão Geral

5.2. Análise de Dados


5.1.1. Método Diferencial
5.2.2. Método Integral
5.2.3. Método das Velocidades Iniciais
5.2.4. Método da Meia-Vida
5.2.5. Regressão Não-Linear

5.3. Exemplos
1.
2.
3.
4.
5.
5.1. Visão geral
Até agora, a equação da taxa era conhecida e substituída na
equação de projeto para dimensionar qualquer sistema de reatores.

Agora, estudaremos caminhos para obtenção e análise dos


dados da taxa de reação.

Objetivos:

1. Obter e analisar dados experimentais.


2. Determinar a velocidade específica e a ordem de reação.
3. Determinar a energia de ativação e o fator pré-exponencial.
Exemplos:

1. A hidrólise do acetato de etila com hidróxido de sódio (reação de


saponificação): reação elementar
CH3COOC2H5 + NaOH → CH3COONa + C2H5OH
2. Reação de transesterificação, via catálise ácida, do óleo residual de
frituras com o etanol, apresenta ordem1: 1,09 em relação ao óleo;
1,95 em relação ao etanol.

3. Reação de transesterificação, via catálise básica, do óleo residual de


frituras com o etanol, apresenta ordem1: 0,68 em relação ao óleo;
0,38 em relação ao etanol.

Reação de transesterificação de triglicerídeos

1 COSTA, A. E., XII Congresso Brasileiro de Engenharia Química


em Iniciação Científica, UFSCar – São Carlos – SP, 2017.
Estratégias para obtenção de dados experimentais

CA
Reator Batelada
- Descontínuo
- CA x t
t

Ca

Reator Diferencial
- Contínuo
- Estado estacionário
V
- CA x V
Cinéticas Heterogêneas
5.2. Análise de Dados
Métodos de análise de dados experimentais:

- Método Diferencial
- Método Integral
- Método da Meia-Vida
- Método das Velocidades Iniciais
- Regressão Não-Linear
5.2.1. Método Diferencial
Aplicações:
• Dados obtidos em reator batelada;
• Para reações irreversíveis;
• A velocidade da reação deve depender da concentração de
apenas um reagente.

Desvantagens:
• Exige mais cuidados na determinação das derivadas;
• Necessário muitos pontos experimentais;
• Não deve ser utilizado caso os pontos forem muito
divergentes.
Sabendo que: −rA = k Cα
A
Considerando a equação de projeto para o reator batelada a
volume constante, tem-se:
dCA dCA α
= rA = − k CA
dt dt

Linearizando: −dC A
ln = ln k + α lnC A
dt

y = b + m. x
−d C A
ln
dt

ln C A
A partir dos dados de concentração em função do tempo, será
necessário determinar a derivada em cada ponto (numericamente ou
graficamente).

Seja o conjunto de dados obtidos experimentalmente:


tempo t0 t1 t2 ... tn-1 tn
Ca Ca0 Ca1 Ca2 ... Can-1 Can

No ponto inferior: No ponto superior:

Nos pontos intermediários:


5.2.2. Método Integral
Aplicações:
• Dados obtidos em reator batelada;
• Para reações irreversíveis;
• Velocidade da reação deve depender da concentração de
apenas um reagente;
• A ordem da reação deve ser conhecida.
Vantagens:
• Método mais simples de ser utilizado;
• Necessário menos pontos experimentais;
• O erro é menor.
Sabendo que: −rA = k Cα
A

• Para α = 0 → −rA = k

Considerando a equação de projeto para o reator batelada a


volume constante, tem-se:
CA t
dCA dCA
=r A = −k ∫ d C A = − k ∫ dt
dt dt C A0 0

CA = CA0−k t

CA
y = b + m. x
k

t
• Para α = 1 → −rA = k CA

Considerando a equação de projeto para o reator batelada a volume


constante, tem-se:
CA t
dCA d CA dC A
=r A = − k CA ∫ = − k ∫ dt
dt dt C A0 CA 0

ln ( )
C A0
CA
= kt

ln ( )
C A0
CA

k y = m. x

t
• Para α = 2 → −rA = k C2
A

Considerando a equação de projeto para o reator batelada a volume


constante, tem-se:
CA t
dCA d CA dC
= rA = − k CA 2 ∫ A
2
= −k ∫dt
dt dt C A0 C A 0

1 1
= + kt
1
CA C A0
CA

k
1 y = b + m. x
C A0

t
5.2.3. Método das velocidades iniciais

Aplicações:
• Determinação da ordem de reação e da constante cinética
para reações reversíveis.

Neste método, uma série de experimentos é conduzida a


diferentes concentrações iniciais, CA0, determinando-se a velocidade
inicial, -rA0, para cada experimento.
Relacionando-se -rA0 com CA0, obtém-se a lei da taxa
apropriada.
−r = k CαA0 A0

Linearizando: ln -rA0 = ln k + α lnC A0

y = b + m. x

ln -rA0

ln CA0
5.2.4. Método da meia-vida
Aplicações:
• Determinação da ordem da reação e da constante cinética;
• Reações irreversíveis;
• Conceito de meia-vida muito importante na ingestão de
medicamentos.

Desvantagens:
• Método requer muitos experimentos.
Definição:
A meia-vida de uma reação, t1/2, é definida como o tempo
necessário para que a concentração do reagente seja reduzida à
metade de seu valor inicial.

Ou seja: t = t1/2 quando CA = 1/2CA0


Sabendo que: −rA = k Cα
A

Considerando a equação de projeto para o reator batelada a


volume constante, tem-se:
dCA dCA α
= rA = − k CA
dt dt

2 −1
ln t1/2 = +(1-α) lnC A0
Integrando e linearizando: ( − 1)
válida para α≠1

ln t1/2 y = b + m. x

(1-α)

ln CA0
Exemplos

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