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I.

INTRODUÇÃO
Circuitos elétricos são os caminhos para a transmissão da corrente
elétrica, isto é, para transporta eletricidade. Dessa maneira, o circuito permite
que a eletricidade chegue às lâmpadas, a eletrodomésticos e a vários outros
aparelhos e dispositivos. Os cientistas estudaram a eletricidade durante
séculos, mas foi no início do século XIX que descobriram como criar um fluxo
contínuo de eletricidade e canalizá-lo através de circuitos.

II. ASPECTOS TEÓRICOS

1. Bombeamento de cargas
Bomba de cargas é um dispositivo que, realizando trabalho gera uma diferença
de potencial entre os portadores de cargas, mantendo essa diferença os dois
terminais. Tal dispositivo denominamos de fonte de tensão, ou simplesmente
fonte, dizemos que essa fonte produz uma força eletromotriz E.
Uma fonte muito utilizada é a bateria, usada para alimentar uma grande
variedade de máquinas, porém a fonte mais importante na vida diária é o
gerador de eletricidade, que a partir de uma usina elétrica, cria uma diferença
de potencial e através de ligações elétricas essa rede de energia é distribuída
da usina até as residências e prédios.

2. Trabalho, Energia e Força eletromotriz

Quando uma fonte não está ligada a um circuito, a energia que existe no
interior da fonte não provoca nenhum movimento dos portadores de
carga. Porém, quando há um circuito ligado a fonte, a energia faz com
que portadores de carga sejam transferidos do terminal (no sentido de
carga negativa para o positivo) positivo da fonte, sendo assim no sinal
que irá representar a força eletromotriz, portanto a força eletromotriz
podemos representar como uma seta que apontando do terminal negativo
para o terminal positivo. A Figura 1, representar a distribuição
mencionada acima.
Esse movimento tem o sentido contrário ao sentido no qual os portadores
positivos se moveriam sob a ação do campo elétrico que existe entre os
dois terminais. Dessa forma deve haver uma energia no interior da fonte
elétrica realizando um trabalho sobre as cargas e forçando as cargas a se
moverem dessa forma. Essa energia pode ser química, mecânica, se
resultante de diferença de temperatura, ou ser fornecida pelo sol.

Agora vamos analisar a figura 1, com relação ao trabalho e a energia. Em


um intervalo dt uma carga dq passa por todas as secções retas do
circuito, como aa’. A mesma carga entra no terminal de baixo potencial da
fonte de tensão e sai do terminal de alto potencial . Para que a carga dq
se mova dessa forma a fonte deve realizar sobre ela um trabalho dw.

A força eletromotriz é definida através desse trabalho realizado

dw
E= Eq. 1
dq

Fonte de tensão ideal, tem por definição uma fonte que não apresenta
resistência ao movimento de cargas de um terminal ao outro.
Já uma fonte de tensão real possui uma resistência interna que se opõe
ao movimento das cargas

3. Cálculo da Corrente em Circuito de uma Malha


Iremos analisar dois métodos diferentes para calcular a corrente no
circuito simples de uma malha; sendo um deles, baseado na lei de
conservação da energia e o outro no conceito de potencial. O sistema
que vamos observar é formado por uma fonte ideal B com uma força
eletromotriz e, um resistor de resistência R e dois fios de ligação.

3.1 Método da Energia

De acordo com a Eq. Abaixo

P=i 2 R

Em um intervalo de tempo dt uma energia dada por i 2 R dt é transformada em


energia térmica no resistor, por esse fator analisamos que essa energia é
dissipada. Durante o mesmo intervalo uma carga dq=i dt atravessa a fonte B e
o trabalho realizado pela fonte sobre essa carga, é dado pela seguinte equação
abaixo,

dw=e dq=e i dt

De acordo com a lei de conservação de energia, o trabalho realizado pela fonte


é igual à energia térmica que aparece no resistor

e i dt=i 2 R dt

e=iR

Com essa análise, concluímos que a força eletromotriz e é energia por unidade
de carga transferida da fonte para as cargas que se movem no circuito. A
grandeza i R é a energia por unidade de carga transferida das cargas móveis
para o resistor e convertida em calor. Colocando iem evidencia.

e
i=
R
3.2 Método do Potencial

Observando o circuito abaixo, vamos supor que começamos em um ponto


qualquer e nos deslocamos ao longo do circuito em um sentido arbitrário,
somando algebricamente as diferenças de potencial que encontramos no
caminho. Ao voltarmos ao ponto inicial teremos voltado também ao potencial
inicial, vale ressaltar que esse comportamento também se aplica a malhas
fechadas em um circuito com várias malhas.

Regra das malhas: A soma algébrica das variações de potencial encontrados


ao percorrer uma malha fechada é sempre igual a zero. Está regra também é
conhecida como lei de malhas de Kirchhoff.

Ao longo do circuito, teremos diferenças de potencias produzidos pelos


dispositivos que encontramos ao percorrer esse circuito, com isso usaremos
essas duas regras mencionadas abaixo;

Regra das resistências: Quando atravessamos uma resistência no sentido da


corrente a variação do potencial é −i R; quando atravessamos uma resistência
no sentido oposto, a variação é +i R.

Regra das fontes: Quando atravessamos uma fonte ideal do terminal negativo
para o positivo, a variação do potencial é +e; quando atravessamos um a fonte
no sentido aposto, a variação é −e.
4. Outros Circuitos de uma Malha
Vamos modificar o circuito simples de duas formas

4.1 Resistência interna


A resistência interna da fonte é a resistência elétrica dos
materiais condutores que existem no interior da fonte e,
portanto, é parte integrante da fonte.

4.2 Resistência em Série


Quando uma fonte apresenta mais de uma resistência ligada
uma após a outra e que uma diferença de potencial V é
aplicada às extremidades da ligação, logo podemos observar
que as diferenças de potencial entre os terminais de cada
resistência produzem a mesma corrente i em todas as
resistências, e a soma das diferenças de potencial das
resistências é igual à diferença de potencial aplicada V.
As cargas que atravessam resistências ligadas em série têm
um único caminho a percorrer. Se existe mais de um caminho,
as resistências não estão ligadas em série.
5. Diferença de Potencial entre dois Pontos

Vamos analisar a figurar abaixo, para determinar a diferença de


potencial entre dois pontos. Começando a analisar o ponto a (onde
o potencial e Va) e nos deslocar, passando pela fonte, até o ponto
b (Vb). Quando passamos pela fonte o potencial aumenta de e,
quando passamos pela resistência interna r da fonte estamos nos
movendo no sentido da corrente, logo o potencial diminui ir.

Va+e – ir=Vb

Vb – Va=e – ir Eq. (3)

O valor de i será igual a,

i=e / R+r
Substituindo o valor de i na equação (3)

e
Vb – Va=e – r
R+r

e
¿ R
R+ r

Suponha que tivéssemos percorrido o circuito no sentido anti-horário,


passando pelo resistor R. Como, esse caso, estaríamos movendo no
sentido contrário ao da corrente, o potencial aumentaria de iR . Assim,
Va+iR=Vb
Vb – Va=iR
5.1 Diferença de potencial de uma fonte real

A resistência interna reduz a diferença de potencial entre os


terminais de uma fonte.

5.2 Aterrando um circuito

Aterrar um circuito significa ligar o circuito à superfície da terra (na


verdade, ao solo úmido, que é um bom condutor de eletricidade).
Nesse diagrama que podemos analisar logo a seguir, o símbolo da
terra significa que o potencial é definido como zero no ponto em
que se encontra o símbolo. Assim, na figura 2a, o potencial do
ponto a é definido como Va = 0.
6. Circuitos com Mais de uma Malha

A figura 3 mostra um circuito com mais de uma malha, vamos


analisar a figura, e supor que as fontes são ideais. Existem dois
nós no circuito, nos pontos que definimos como b e d, e três ramos
ligados aos nós: o ramo da esquerda, o ramo da direita e o ramo
central.

Vamos rotular arbitrariamente as correntes, usando um índice


diferente para cada ramo. A corrente i1 tem o mesmo valor em
todos os pontos do ramo da esquerda, i2 tem o mesmo valor em
todos os pontos do ramo da direita e i3 tem o mesmo valor em
todos os pontos do ramo central.

i1+i 3=i 2 Eq. (2)


Essa regra conhecida como a regra dos nós, é também conhecida
como lei dos nós de Kirchhoff. Trata-se simplesmente de outra
forma de enunciar a lei de conservação da carga, a carga não pode
ser criada nem destruída em um nó.
A eq. (2) envolve três incógnitas. Para resolver o circuito,
precisamos de mais duas equações independentes que envolvam
as mesmas variáveis. Podemos aplicar duas vezes a regra das
malhas. No circuito da figurar 3, vamos optar pela escolha das
malhas da esquerda e direita.
Percorrendo a malha da esquerda no sentido anti-horário a partir o
ponto b, vamos obter
e 1 – i 1 R 1+i3 R 3=0
Percorrendo a malha da direita no sentido anti-horário a partir do
ponto b, obtermos
−i3 R 3−i2 R 2−e 2=0

7. Resistências em paralelo
III. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
 David Halliday, Robert Resnick e Jearl Walker, Fundamentos
de Física – vol. 2 (Gravitação, Ondas e Termodinâmica), 9ª. Edição
(2011) Editora LTC.

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