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Administração cientifica

Taylor procurava uma forma de elevar o nível de produtividade conseguindo que o


trabalhador produzisse mais em menos tempo sem elevar os custos de produção. Assim,
ele observou que os sistemas administrativos de época eram falhos. A falta de
padronização dos métodos de trabalho, o desconhecimento por parte dos
administradores do trabalho dos operários e a forma de renumeração utilizada foram as
principais falhas estudadas por Taylor.
O trabalho deveria ser decomposto, analisado e testado cientificamente e deveria ser
definida uma metodologia a ser seguida por todos os operários com a padronização de
método e das ferramentas.
Os operários deveriam ser escolhidos com base nas suas aptidões para a realização de
determinadas tarefas e então treinados para que executem da melhor forma possível
em menos tempo. Taylor, também, defende que a remuneração do trabalhador deveria
ser feita com base na produção alcançada, pois desta forma, ele teria um incentivo para
produzir mais.
Taylor introduz quatro princípios fundamentais da administração científica:
1. Princípio do planeamento: substituição de métodos empíricos por
procedimentos científicos – sai de cena o improviso e o julgamento individual, o
trabalho deve ser planeado e testado, seus movimentos decompostos a fim de
reduzir e racionalizar a sua execução.
2. Princípio de preparo dos trabalhadores - selecionar os operários de acordo com
as suas aptidões e então prepará-los e treiná-los para produzirem mais e

melhor, de acordo com o método planeado para que atinjam a meta


estabelecida.
3. Princípio do controlo – controlar o desenvolvimento do trabalho para se
certificar do que está a ser realizado de acordo coma metodologia estabelecida
e dentro da meta.
4. Princípio da execução – distribuir as atribuições e responsabilidades para que o
trabalho seja o mais disciplinado possível.
As principais críticas à administração científica são:
1. Para os críticos a administração científica transformou o homem numa
máquina. O operário é tratado como apenas uma engrenagem do sistema
produtivo, passivo e desencorajado de tomar iniciativas.
2. A padronização do trabalho seria mais uma intensificação deste do que uma
forma de racionalizar o trabalho.
3. A superespecialização do operário facilita o treino e a supervisão do trabalho,
porém, isso reduz a sua satisfação e ele adquire apenas uma visão limitada do
processo.
4. A administração cientifica não leva em conta o lado social e humano do
trabalhador. A análise do seu desempenho leva em conta apenas as tarefas
executadas na linha da produção.
5. A administração cientifica propõe uma abordagem cientifica para
administração, no entanto, ela mesma carece da comprovação cientifica e teve
a sua formulação baseada no conhecimento empírico.
6. A administração cientifica restringe-se apenas aos aspetos formais da
organização não abrangendo por exemplo o conflito que pode haver entre
objetivos individuais e organizacionais.
7. A administração cientifica trata da organização como um sistema fechado sem
considerar as influências externas.
A Administração Científica dá muita importância às condições de trabalho no aumento
da eficiência. O conforto do operário e a melhoria do ambiente físico (iluminação,
ventilação, ruído, aspetos visuais da fábrica, etc.) passam a ser valorizados, não porque
as pessoas o merecessem, mas porque são essenciais para a melhoria da eficiência do
trabalhador.
O ponto de partida de Taylor foi a aplicação dos princípios da tecnologia da sua época ao
trabalho manual. Procurou aplicar às operações manuais os mesmos princípios que os
projetistas aplicavam às operações das máquinas no século XIX. Para tanto, ele
identificava o trabalho a ser feito, decompunha-o nas suas operações individuais,
designava a maneira certa de realizar cada operação e, finalmente, reunia as operações
na sequência que permitia realizá-lo mais rapidamente e com maior economia de tempo
e movimentos. O método cartesiano está na base desse raciocínio. Tudo isso parece hoje
comum, mas foi a primeira vez que se deu atenção ao trabalho manual. Ao longo de
toda a história da humanidade, o trabalho sempre fora considerado um facto natural e
consumado.
Apesar de sua atitude pessimista a respeito da natureza humana - já que considerava o
operário como irresponsável e negligente - Taylor preocupou-se em criar um sistema
educativo baseado na intensificação do ritmo de trabalho em busca da eficiência
empresarial e, em uma visão mais ampla, reduzir a enorme perda que o país vinha
sofrendo com a vadiagem e a ineficiência dos operários em quase todos os atos diários.
Para Taylor, o operário não tem capacidade, nem formação, nem meios para analisar
cientificamente o seu trabalho e estabelecer racionalmente o método ou processo mais
eficiente. Antes, o supervisor deixava ao critério de cada operário a escolha do método
de execução do seu trabalho para encorajar a sua iniciativa. Com a Administração
cientifica ocorre uma repartição de responsabilidade: a administração (gerência) fica
com o planeamento (estudo do trabalho do operário e o estabelecimento do método de
trabalho) e a supervisão (assistência contínua ao trabalhador durante a produção)
enquanto o trabalhador fica somente com a execução do trabalho. A gerência pensa
enquanto o trabalhador executa.
O conceito de eficiência é fundamental para a Administração Científica. A análise do
trabalho e do estudo dos tempos e movimentos procurava a melhor maneira de
executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário.
A Administração Científica trouxe a preocupação com a racionalização do trabalho do
operário e com o desenho dos cargos mais simples e elementares. A ênfase sobre as
tarefas a serem executadas levou engenheiros
Arotinização do trabalho
A Administração Científica trouxe a preocupação com a racionalização do trabalho do operário e com o desenho
dos cargos mais simples e elementares. A ênfase $obre as tarefas a serem executadas levou os enge nh~

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de obter o máximo de especialização de cada trabalhador:

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ªtrI~?tepara aumentar sua eficiência. Os cargos

e as tarefâsisão desenhados para uma execução automatizada

por parte do trabalhador: ele deve fazer e

não pensar ou decidir. A simplicidade dos cargos permite

que o ocupante aprenda rapidamente os métodos

prescritos exigindo um mínimo de treinamento. A

simplicidade também permite controle e acompanha


Teoria Clássica

Uma das principais caraterísticas desta teoria estabelecida por Henry Fayol era a divisão do trabalho em órgãos,
não havia uma preocupação da divisão individual, mas sim organizacional. A partir disso é que surgiu a divisão
horizontal do trabalho que pressupunha o agrupamento por atividades e a divisão vertical estabelecendo uma
hierarquia.

Fayol descrevia a empresa segundo seis funções: técnicas, comerciais, financeiras, de segurança, contáveis e
administrativas. A maior preocupação de Fayol era com a direção da empresa dando principalmente ênfase a
todas as funções e operações que compunham o interior da mesma.

As criticas à Teoria Clássica relacionam-se principalmente com: deve-se ao seu caráter prescritivo e normativo por
determinar com regras e normas o comportamento do administrador. Outra crítica é o facto de que essa teoria
preocupar, unicamente, com a estrutura formal da organização, não admitindo a existência da estrutura informal,
que é constituída pelas pessoas e as suas relações.

Remetendo aos dias atuais nas empresas onde a enfermagem atua, observa-se a estruturação de segmentos ou
órgãos que atuam individual e hierarquicamente de maneira distinta. Nesta conceção da teoria clássica a divisão
por departamentos e consequentemente por autoridades responsáveis deve servir para organizar o serviço da
empresa na sua totalidade e não separá-lo dos seus objetivos.

Pensando no quotidiano dos hospitais que na sua maioria trabalham com organogramas onde há a divisão
vertical e horizontal das atividades e gerências, cabe focar os conflitos vivenciados entre um setor e outro, uma
gerência e outra, ocasionando uma falta de resolução e consequentemente desmotivação do funcionário ao
trabalho.

Com isso, os resultados refletem-se na empresa, por meio do não alcance de metas e objetivos propostos.
Organizar é importante, tanto atividades como responsabilidades, entretanto, além disso, é primordial que todos
caminhem na procura do mesmo objetivo e não em percursos individuais, já que todos os setores compõem a
mesma empresa.

Na Teoria Clássica partia-se do todo organizacional e da sua estrutura para garantir eficiência e todas as partes
envolvidas, fossem elas órgãos (como seções, departamentos, etc.) ou pessoas (como ocupantes de cargos e
executores de tarefas). A micro abordagem no nível individual de cada operário com relação à tarefa é
enormemente ampliada no nível da organização como um todo em relação com a sua estrutura organizacional.

A Teoria Clássica carateriza-se pelo seu enfoque prescritivo e normativo: prescreve os elementos da
administração (funções do administrador) e os princípios gerais que o administrador deve adotar na sua atividade.

A Teoria Clássica concebe a organização como se fosse uma estrutura. Essa maneira de conceber a estrutura
organizacional é influenciada pelas conceções antigas de organização tradicionais, rígidas e hierarquizadas.
Nesse aspeto a Teoria Clássica não se desligou do passado.

Para a Teoria Clássica, a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e
do todo para as partes (da síntese para a análise), ao contrário da abordagem da Administração Científica.

Enquanto a Administração Cientifica se preocupava com a divisão do trabalho no nível do operário, fragmentando
as tarefas desse, a Teoria Clássica preocupava-se com a divisão no nível dor órgãos que compõem a
organização, isto é, com os departamentos, divisões, secções, unidades, etc. Para a Teoria Clássica, a divisão do
trabalho pode dar-se em duas direções, a saber:

● Vertical, segundo os níveis de autoridade e responsabilidade, definindo os escalões da


organização que detêm diferentes níveis de autoridade. A autoridade aumenta na medida
em que se sobe na hierarquia da organização. A hierarquia define a graduação das
responsabilidades conforme os graus de autoridade.
● Horizontal, segundo os diferentes tipos de atividades da organização. No mesmo nível de
hierárquico cada departamento ou secção passa a ser responsável por uma atividade
específica e própria.

O racionalismo da Teoria Clássica visa à eficiência do ponto de vista técnico e económico; em outros
termos, a organização é um meio para atingir a eficiência máxima sob o aspeto técnico e económico.
Daí a visão anatômica da organização em termos de organização formal apenas, isto é, a síntese dos
diferentes órgãos que compõem a estrutura organizacional, as suas relações e as sua funções dentro
do todo, que assegurem a máxima eficiência.

A Teoria Clássica trata a organização como se ela fosse um sistema fechado, composto por algumas
variáveis perfeitamente conhecidas e previsíveis e de alguns aspetos que são manipulados por meio
de princípios gerais e universais.

Teoria das relações humanas ( Estados Unidos, Elton Mayo e colaboradores)


Na teoria clássica da administração, o trabalhador é tratado de forma mecânica. Com o surgimento da teoria das
relações humanas surgem novas perspetivas para o setor, que têm como objetivo identificar os sentimentos e
atividades dos colaboradores e como esses dois pontos se interligam.

Esta mudança é muito importante para as empresas, uma vez que a tomada de decisão precisa de ter em
consideração os seus colaboradores e as suas necessidades com relação ao trabalho.

Teoria das relações humanas Teoria Clássica

Trata a organização como um grupo de pessoas Trata a organização como uma máquina
Enfatiza as pessoas Enfatiza as tarefas ou a tecnologia
Inspirada nos sistemas de psicologia Inspirada em sistemas de engenharia
Delegação plena de autoridade Autoridade centralizada
Autonomia do empregado Linhas claras de autoridade
Confiança e abertura Especialização e competência técnica
Ênfase nas relações humanas Acentuada divisão do trabalho
Confiança nas pessoas Confiança nas regras e nos regulamentos
Dinâmica interpessoal Clara separação entre linha e staff

Caraterizou-se por um movimento de reação da oposição à Teoria Clássica da Administração..

Funcionários como ser humano, com experiência, tem conhecimentos, sabe operar é um ser pensante.

Colocaram um intervalo de descanso – critério dos operários.

Contratou uma enfermeira – por causa dos acidentes de trabalho.

Constataram que a produtividade dos operários era prejudicada por variáveis de natureza psicológica.

O nível de produção é resultante da integração social – capacidade social que estabelece o seu nível de
competências e eficiência.

Comportamento social dos empregados – os trabalhadores não agem isoladamente, mas como membros de
grupos.

Recompensas e sanções sociais – o comportamento dos trabalhadores está condicionado a normas e padrões
sociais.

Grupos informais – organização social composta de diversos grupos sociais informais, diferentes crenças,
expectativas, atitudes, etc.

Modelo Burocrático da Organização ( Max Weber, Alemanha)

Weber define a burocracia como a estruturação formal da organização, permitindo, dessa forma, organizar as
atividades humanas para a realização de objetivos comuns a longo prazo.

Tinha uma organização apresentando os seguintes princípios essenciais:

1. Divisão de funções e tarefas feita de forma racional, sustentando-se rigorosamente em regras e normas
especificas com o objetivo de permitir a execução das atividades necessárias para se alcançar os
objetivos da organização.
2. Hierarquia definida por regras explícitas. Os direitos e deveres de cada cargo, bem como o exercício da
autoridade e os seus limites sustentam-se legalmente.
3. A contratação de funcionários é realizada baseando-se em regras previamente estabelecidas, visando
garantir igualdade formal. Somente um individuo com preparo técnico adequado segundo quesitos pré-
estabelecidos poderia juntar-se ao quadro funcional da empresa.
4. Equiparação salarial para o exercício de posições e funções semelhantes.
5. Avanços na carreira são regulados por normas e critérios objetivos. O favoritismo e as relações pessoais
não são levados em consideração.
6. Regras e normas que ditam os direitos e deveres devem ser seguidas por todos, conforme o cargo e a
função.

Criticas:

Uma das criticas que se faz ao modelo burocrático é o foco baseado na previsibilidade e estabilidade, sem
levar em consideração as alterações no cenário externo, a qualificação dos membros da organização e a
tecnologia e os seus avanções. Além disso, a preocupação é apenas com a estrutura e o seu conjunto de
cargos e funções. O comportamento pessoal das pessoas não é levado em consideração.

Vantagens:

Sendo assim, podemos citam como vantagens do modelo, a consistência e a eficiência.

Desvantagens:

Já como desvantagens temos o excesso de rigidez e a lentidão na execução dos processos.

Critica as Teorias Clássicas (mecanicismo) e a Teoria das relações humanas (lirismo ).

As empresas não podem dar liberdade ao funcionário, não pode ser quando e onde quer.

Consideram o funcionário um ser preguiçoso.

Caráter legal das normas

Caráter formal das comunicações

Divisão do trabalho

Impessoalidade no relacionamento

Hierarquização da autoridade

Rotinas e procedimentos

Competência técnica e mérito

Especialização da administração

Profissionalização

Previsibilidade do funcionamento

Consequências:

● Previsibilidade do comportamento humano;


● Padronização do desempenho dos participantes;

Vantagens:

● Racionalidade em relação aos objetivos da organização


● Precisão na definição do cargo e na operação
● Rapidez nas decisões
● Univocidade de interpretação (como cada funcionário interpreta a forma)
● Uniformidade de rotinas e procedimentos
● Continuidade de organização
● Redução da fricção entre pessoas (não há relações entre as pessoas)
● Constância (tomamos sistematicamente tudo igual porque está padronizado)
● Subordinação dos mais novos aos mais antigos
● Confiabilidade (tudo controlado)

Disfunções:

● Maior internalização das regras e exagerado apego aos regulamentos


● Excesso de formalismo e de papelório
● Resistência a mudanças
● Despersonalização do relacionamento
● Categorização com base no processo decisorial
● Super conformidade às rotinas e procedimentos
● Exibição de sinais de autoridade
● Dificuldade no atendimento a clientes e conflitos com público

Burocracia

Caraterísticas Disfunções

Imprevisibilidade
Previsibilidade

Funcionamento Ineficiência
Eficiência