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Questionário de Bioquímica 2

Bioenergética:
1. Explique e justifique a falta de equilíbrio nas reações metabólicas.
O equilíbrio químico ocorre quando, em uma reação reversível, a velocidade da
reação direta é igual à velocidade da reação inversa. Nas vias metabólicas algumas
etapas são irreversíveis e as que são reversíveis não podem estar em equilíbrio pois
se ocorrerem no mesmo local não gerariam produtos aproveitáveis e nem
conservariam energia.

2. Descreva o termo: “fosforilação no nível do substrato”


Fosforilação ao nível de substrato é a formação direta de ATP pela transferência
direta de um grupo fosfato para o ADP, vindo de uma outra molécula fosforilada.

3. Explique a razão pela qual a produção biológica de energia se faz por etapas
Para evitar a grande perda de energia provocada pelas reações exotérmicas,
minimizando a perda de energia na forma de calor e aumentando a conservação da
energia útil através das moléculas de troca energéticas como o ATP.

Glicólise
1. Descreva o processo por que uma molécula de amido ou glicogênio entra na via
glicolítica.
Para o glicogênio entrar na cadeia ele passa por algumas reações, começa com a
fosforilase do glicogênio que faz a hidrolise da ligação α 1-4 liberando glicose-1-
fosfato, este sofre ação da enzima fosfoglicomutase e o transforma em glicose-6-
fosfato que já é um intermediário da glicólise. Mas a fosforilase do glicogênio não
ocorre na molécula inteira pois 4 carbonos perto da ramificação ela já não
consegue se ligar ao sítio catalítico, então a glucotransferase desloca 3 unidades
para uma região linear mais longa e a fosforilase volta a agir de novo. E a unidade
que restou que realiza a ligação α 1-6 da ramificação é liberada em forma de
glicose pela enzima α 1-6 glicosidase.

2. De que modo a presença de Acetil-CoA ou ácido graxo inibem a ação da piruvato


quinase?
Estes vão fazer o controle em resposta a presença de outras fontes de carbonos
oxidados que podem ser usados em vias catabólicas, nesse caso os lipídios. O
piruvato é transformado em acetil-coa para ser usado no CAC, se há muito acetil-
coa significa que a demanda de energia é menor do que a quantidade que está
sendo produzida o que inibi a ação da piruvato quinase, assim como os ácidos
graxos que são usados na beta oxidação que tem como produto muitos acetil-coa

4. Por que não se podem empregar integralmente as enzimas de uma via catabólica
em sua correspondente via anabólica?
Porque são vias com propósitos diferentes, enquanto em uma, visa-se a degradação
a compostos menores diminuindo a energia livre, na outra visa a síntese levando a
compostos maiores com grande quantidade de energia livre. Nessas vias ocorrem
reações irreversíveis, e as enzimas presentes nelas não são capazes de fazer as
reações inversas impossibilitando o uso das mesmas nas duas vias.
5. Como se dá o aproveitamento da frutose e da galactose como fontes de energia.
A frutose quando nos músculos e rins sofre a ação da enzima hexoquinase que
realiza a ligação com o ATP liberando frutose-6-fosfato (que já é um intermediário
da glicólise) e ADP. Quando a frutose se encontra no fígado ela sofre ação da
frutoquinaase que realiza a ligação com o ATP liberando ADP e frutose-1-fosfato,
este frutose-1-fosfato é clivado por uma frutose-1-fosfato adolase em
dihidroxicetona-fosfato (intermediário da glicólise) e gliceraldeído, o gliceraldeído
sofre a ação da triose quinase que com um fosfato do ATP o transforma em
gliceraldeído-3-fosfato (intermediário).
Já a galactose sofre a ação da galactose quinase que a transforma em galactose-1-
fosfato, este se une a UDP glicose e estas sofrem a ação da UDP glicose:galactose-
1-p uridiltransferase formando UDP galactose + glicose-1-fosfato (que pode ser
transformado em glicose-6-fosfato pela fosfoglicomutase). O UDP galactose
restante sofre a ação da UDP-glicose-4-epimerase e se torna UDP glicose, podendo
entrar novamente no ciclo.

6. Qual a importância dos intermediários fosforilados para as vias metabólicas?


Quando estão ionizados em pH 7, possuem carga negativa, estando contra o
gradiente de concentração sem gasto de energia, então não atravessam a membrana
e o processo pode ser realizado sem um gasto energético adicional. Por possuírem
esa carga negativa se ligam mais facilmente ao sítio catalítico das enzimas que
possuem MG2+, Além de facilitarem a transferência do fosfato para o ADP por sua
alta quantidade de energia livre e a transferência se da a nível de substrato.

7. Quais os principais pontos de regulação da glicólise?


A glicólise pode ser regulada pelo substrato ou atividade enzimática. Existem 3
pontos principais de controle: 1- Etapa de transformação da glicose em glicose-6-
fosfato: hexoquinase (no músculo) é inibida alostericamente pelo produto e possui
um Km baixo (quem em condições normais de glicemia faz com que a célula
trabalhe em velocidade máx); já a glicoquinase (no fígado) é inibida por frutose-6-
fosfato e reativada pela F1P, além de possuir um Km mais alto que a glicemia
(trabalha em V menor, e responde ao aumento de concentração de glicose). 2- A
piruvato quinase é inibida por ATP (demanda de energia), acetil-CoA e ácidos
graxos. 3- A fosfofrutoquinase-1 é inibida pela grande quantidade de ATP pois este
se liga ao sitio catalítico diminuindo a afinidade da enzima com o substrato
(frutose-6-fosfato), é estimulado pelo citrato que potencializa o efeito do ATP, pelo
ADP e AMP (aumento na demanda de energia)e o F2,6bP.

8. Quais podem ser os destinos tomados pelo piruvato que é produzido na glicólise?
Qual a importância biológica da entrada deste na mitocôndria?
O piruvato pode ser transformado em lactato na fermentação láctica (quando falta
oxigênio), na neoglicogênese e pode ser transformado em acetil-CoA (essencial
para o ciclo do ácido cítrico). É fundamental que ele entre na mitocôndria, pois la
esta localizado o complexo piruvato desidrogenase e é onde ocorre o CAC.

9. Agrupe as enzimas da via quanto à função. Explique.


Existem as quinases (hexoquinase, fosfofrutoquinase-1, fosfoglicerato quinase e
piruvato quinase) que transferem um fosfato para a molécula, as mutases
(fosfoglicerato mutase) que muda a posição do fosfato. As isomerases (fosfohexose
isomerase e triose fosfato isomerase) que transformam um isômero em outro e as
aldolases (adolase) que cliva um radical aldol. Além disso há um gliceraldeído-3-
fosfato desidrogenase que adiciona um fosfato inorgânico e possibilita a
oxirredução que reduz um NADH, e a enolase que transforma 2-fosfoglicerato em
fosfoenolpiruvato liberando uma molécula de água.

10. Como as pentoses podem ser aproveitadas como fonte de energia? Que fatores
controlam a interconversão entre estas e a glicose?
A via das pentoses possibilita a transformação de 6 pentoses em 5 hexoses e vice-
versa; essas riboses podem ser utilizadas na síntese de nucleotídeos e os NADPH
gerados no processo auxiliam na síntese de ácidos graxos. Controle?????

11. Explique quais são as vias de reoxidação do NADH, em condições de aerobiose e


anaerobiose relativas
Em condições anaeróbias a fermentação láctica é utilizada como forma de de
reoxidação do NADH em NAD+, para que esse possa ser usado novamente no ciclo da
glicólise. Quando há oxigênio, esses NAD+ podem ser obtidos através do processo de
fosforilação oxidativa, onde os elétrons são utilizados na cadeia transportadora de
elétrons.

Ciclo do Ácido Cítrico


1. Qual é a contribuição do CAC na produção de energia, uma vez que cada volta só
produz uma ATP?
Sua maior contribuição energética diz respeito ao aproveitamento do potencial
redutor, são formados 3 NADH reduzidos e um FADH2 também reduzido,
possibilitando o carregamento de elétrons para a cadeia transportadora de elétrons
que posteriormente irá produzir ATPs.

2. Além da oxidação do acetato, qual a outra função do CAC?


É importante para conservar energia na forma de GTP, são repassados 8 elétrons
para as reações de oxirredução do NADH e do FADHe funciona como fonte de
precursores de diversas outras vias catabólicas.

3. O que são e como agem o NADH e o FADH?


São transportadores comuns de elétrons que os recebem a partir de uma redação de
oxirredução e os carregam até o ponto de entrada da cadeia transportadora de
elétrons, onde são de vital importância para que ocorra a formação de novas
moléculas de ATP.

4. O que são reações anapleróticas?


São reações (de preenchimento) que repõe os intermediários do ciclo (para que as
concentrações desses compostos sejam mantidas e controladas em prol do
funcionamento) a partir do piruvato, fosfoenolpiruvato ou a cadeia carbônica de
alguns aminoácidos.

5. Relacione a piruvato carboxilase com a presença ou não de Acetil-CoA.


A piruvato carboxilase é ativada em situações de estresse respiratório, onde a
disponibilidade de glicose está baixa e é necessária a formação de glicose pelo
processo de neoglicogênese. Essa enzima transforma o piruvato em oxaloacetato,
ao invés de transforma-la em acetil-CoA, diminuindo a quantidade desse composto
no sistema, impossibilitando o CAC enquanto estiver em situações que demandam
mais energia do que a disponível.

6. Como ocorre a regulação do ciclo a partir do complexo piruvato desidrogenase?


A regulação pode ser covalente onde grandes quantidades de ATP ativam a
quinase que inativa a E1 do complexo piruvato desidrogenase a partir da
fosforilação; e alostericamente onde a presença de ATP, NADH, ácidos graxos e
acetil-CoA inibe o complexo e a presença de CA2+, NAD+, AMP e CoA estimulam
o complexo.

1. Explique a regulação do ciclo por cada enzima citada abaixo:



citrato sintase: inibição por ATP, NADH, succinil-CoA e citrato; estimulo por
ADP (demanda energética)

isocitrato desidrogenase: inibição ATP e estímulo ADP e CA2+

-cetoglutarato desidrogenase: inibição por NADH e succinil-Coa e estimulo por
CA2+

2. Por que o CAC deve ficar inibido na ausência de O2 se esta via não utiliza esta
molécula? Por que a glicólise não fica?
Na glicólise é possível a via continuar funcionando em condições anaeróbicas por
meio da fermentação lática, onde o NADH pode ser reoxidado e reutilizado na via.
No CAC, o que ocorre é que a cadeia transportadora de elétrons não funciona sem
O2 e, sem ela estar funcionando ocorre o acúmulo de NADH e ADP que são
compostos inibidores do ciclo.

3. Em inalteradas quantidades dos componentes do CAC, o aumento na concentração


de Acetil-CoA pode aumentar o número de ciclos funcionantes? Por quê?
Não, apenas um ciclo irá continuar funcionando pois há excesso de acetil-CoA mas
não o aumento na quantidade dos componentes do ciclo (quantidade de
intermediários é limitante); um acetil-CoA sera captado por ciclo até que acabe
todo o composto, já que não é possível fazer mais um ciclo.

4. Descreva o rendimento em ATP, CO2 produzidos e O2 consumidos quando do


ciclo de Krebs
12 ATP, 2 CO2 por ciclo (considerando o processo de fosforilação oxidativa). 1
GTP (igual a 1 ATP) e 2 CO2 considerando apenas o rendimento do ciclo.

5. Interprete: “O ciclo de kreb é uma via metabólica anfibólica e anaplerótica”


É uma via anfibólica pois tem atividade catabólica e anabólica; ao mesmo tempo que
degrada moléculas para a obtenção de energia, pode consumir essa energia na síntese
de outras moléculas. Para que o ciclo possa ser anfibólico, as concentrações dos
compostos intermediários formados têm que ser mantidas e controladas, e isso ocorre
através do sistema de reações auxiliares chamas de reações anapleróticas.
Fosforilação oxidativa

1. No que se resume a fosforilação oxidativa, qual a importância e onde ocorre este


processo?
Em resumo é uma via que utiliza energia liberada pela degradação de outros
compostos para que possa produzir ATP. É de extrema importância já que, dessa
forma, as células conseguem um reservatório de energia para a realização de
atividades metabólicas, é um processo que ocorre nas membranas internas das
mitocôndrias.

2. Que características da membrana mitocondrial interna possibilita o processo citado


acima?
Nesta membrana há a presença de proteínas e estruturas de transporte transmembrana,
além dos complexos enzimáticos necessários para a reação.

3. Além do NAD e das flavoproteínas, quais outros transportadores de elétrons estão


envolvidos no processo de fosforilação oxidativa?
Há a ubiquininona que pode reduzir até dois elétrons, serve como ponte entre
doadores de 2 elétrons e receptores de 1 eleétron, é difusível na bicamada lipídica; os
citocromos (grupo heme) e proteínas Fe-S que são ótimos doadores de elétrons e
fazem a transferência de um elétron.

4. Identifique e caracterize a ação dos complexos I, II, III e IV participantes deste


processo.
Complexo 1: NADH é reoxidado e os elétrons são transferidos para uma flavina mono
nucleotídeo e posteriormente para uma proteína Fe-S; os prótons são lançados pro
espaço intermembrana e os elétrons são levados a ubiquinona.
Complexo 2: succinato doa elétrons ao FAD (tornando-se fumarato) que, por sua vez,
passa-os para uma proteína Fe-S; essa proteína leva os elétrons para a ubiquinona.
Complexo 3: ubiquinona, reduzida com 2 elétrons, doa um deles para o citocromo C1
que o transfere para o citocromo C. Doa o outro elétron para o citocromo B 562, que
passa ele para o citocromo B 566; esse citocromo B 566 transfere o elétron para a
ubiquinona novamente, esta volta a receber um elétron do complexo 1 ou 2 e e esse
processo é repetido até que haja 4 elétrons no citocromo C (que é transferido para o
complexo 4). Prótons são bombeados para o espaço intermembrana nessa etapa
também.
Complexo 4: o citocromo C interage com o complexo 4 e transfere seus elétrons para
um citocromo A, que vai doar para o citocromo A3; o A3 vai doar esses 4 elétrons
para um oxigênio, que juntamente aos hidrogênios (prótons da matriz) vai produzir
água. Durante esse processo prótons também são bombeados para o espaço
intermembrana.

5. Como o transporte de elétrons pode gerar energia?


A geração de energia se dá por um gradiente de potencial eletroquímico proveniente
do bombeamento de prótons do espaço intermembrana para a matriz mitocondrial.
Com o excessso de prótons no espaço de intermembrana, essas partículas tendem a ir
do espaço mais concentrado para o menos concentrado, buscando um equilíbrio
quimioosmótico; elas passam pelo complexo da ATP sintase, possibilitando a
formação de ATP, a partir de ADP e Pi,
6. Como é o mecanismo de produção de energia pelo ATP sintase?
Devido ao bombeamento constante de prótons para o espaço intermembrana, ocorre
um acúmulo, que tende a passar do espaço mais concentrado para o menos
concentrado. Quando esses prótons passam pelo canal específico existente na ATP
sintase, é liberada energia devido a grande pressão eletrostática; ao ser atingido a
energia de ativação necessária é possível sintetizar ATP a partir de ADP e Pi.

7. Diferencie os caminhos seguidos pelos elétrons provenientes do NAD e do FAD.


Os elétrons do NAD e do FADH após chegarem na ubiquinona seguem o mesmo
caminho: seguem para o complexo 3 e em seguida o 4 com bombeamento de prótons
(citocromo b – citocromo c1 – citocromo c – citocromo a – citocromo a3 – oxigênio +
hidrogênios = H2O). Os elétrons do NAD oxidado entram no complexo 1 – flavina
mono nucleotídeo – proteína Fe-S – ubiquinona. Já os elétrons do do FADH são
provenientes do succcinato - entram pelo complexo 2 – proteína Fe-S – ubiquinona).

8. Como os elétrons do NADH citosólico são aproveitados pela fosforilação


oxidativa, uma vez que este processo ocorre na membrana mitocondrial interna?
Explique o processo.
Um transportador troca malato por α-cetaglutarato, e outro trcoa glutamato por
aspartato, transportando apenas o potencial redutor e não o NADH. Um oxalocetato é
reduzido (NADH  NAD+) a malato ao mesmo tempo que um α-cetoglutarato sai; o
malato (dentro da matriz) é transformado em oxaloetato reduzindo um NAD+, que
reage com o glutamato e forma um α-cetoglutarato e um aspartato; esse aspartato sai
ao mesmo tempo que um glutamato entra e reage com um α-cetoglutarato, gerando
um glutamato e um oxalocetato, recomeçando o ciclo.

9. Como ocorre a regulação da fosforilação oxidativa?


O controle ocorre pelo aceptor, dependendo da quantidade de ATP e da relação
ATP/ADP + Pi; se há ADP e PI a via é estimulada, se há ATP a via é inibida.

10. A queda no transporte de elétrons diminui a síntese de ATP e VIVE-VERSA.


Explique como se dá essa influência nos dois sentidos.
A ATP sintase depende do transporte de elétrons, pois se não há bombemaneto de
prótons o suficiente, não há energia de ativação suficiente para produzir ATP. E o
transporte de elétrons depende da ATP sintase porque se a síntese não ocorrer começa
a acumular prótons não espaço intermembrana, chegando num ponto onde a pressão
eletrostática é maior do que a energia de oxirredução, sobrecarregando o meio.

11. Quais as formas de transferência de elétrons utilizadas na CTE? Qual


transportador utiliza cada forma?
Existe o transporte comum realizado pelos NADH e FADH; a transferência direta de
elétrons (Fe3+  Fe2+); transferência como átomo de hidrogênio (H+ e E-);
transferência como íon de hidreto (:H) e dois elétrons; ou combinação de redutor
orgânico com O2. A ubiquinona pode transportar até 2 elétrons, o citcromo varia com
seu tipo e a proteína Fe-S carrega apenas um.

12. Por que o Complexo II não tem a mesma capacidade de gerar gradiente de
prótons que o I?
Porque é o único complexo que não atravessa a membrana, não podendo bombear
prótons para o espaço intermembrana. Por isso o FAD produz um ATP a menos,
13. Se a CTE NÂO produz ATP, por que é tão comum afirmarem isso?
Porque ela é um processo acoplado a ATP sintase, sendo constantemente associada a
ela. Como seus processos se confundem, muitos afirmam que esse é o papel da CTE

14. Por que o ATP produzido não é armazenado na mitocôndria? Como ele é
transportado para fora dela?
Ele não é armazenado na mitocôndria pois é necessário em processos de vários
tecidos extracelulares. Ele é transportado para fora ao mesmo tempo de um ADP
entra, por intermédio de uma adenosina nucleotídeo translocase.

15. De que modo o ciclo de krebs e a cadeia respiratória se inter-relacionam para a


produção de energia para a célula?
São processos estritamente relacionados pois o potencial redutor acumulado durante o
ciclo de Krebs (assim como na glicólise) são utilizados posteriormente na cadeia
respiratória, onde é feito o transporte de elétrons, ocorre o bombeamento de prótons e
o ATP é gerado no ATP sintase.

Oxidação de Ácidos Graxos

1. As mesmas propriedades que fazem dos triacilgliceróis excelentes combustíveis e


bons compostos de armazenamento representam problemas quando os mesmos
atuam como combustíveis. Explique.
Os triacilgliceróis armazenam muito mais energia por massa mas são compostos
apolares, e como praticamente todos os processos metabólicos do corpo são feitos em
presença de água (quanto mais solúvel em água o composto mais fácil será trabalhar
com ele) são necessários transportadores específicos e gastos energéticos adicionais.
Além disso, a glicose é um substrato energético muito mais rápido de ser usado, sendo
assim, a catalisação dos triacilgliceróis é muito lenta em comparação a ela.

2. O que são quilomícrons? Qual a função das proteínas na sua estrutura? Por que os
lipídios ingeridos não são transportados, a exemplo da mobilização destes no
organismo, por proteínas plasmáticas?
Os quilomícrons são lipoproteínas de baixíssima densidade que tem como função
transportar os lipídios (proveniente da dieta) no plasma sanguíneo, já que sozinhos,
são moléculas apolares de transporte custoso; as proteínas estão lá justamente para
facilitar esse transporte. O transporte especificamente em quilomícrons, os favorece,
já que podem sair por exocitose e em grande quantidade.

3. Explique detalhadamente o mecanismo de absorção de gorduras pelo organismo.


Qual o papel dos sais biliares?
Os lipídios são ingeridos, passam pelo estômago, recebem sais biliares que permitem
a formação de micelas na alça do duodeno (facilitando a digestão). Essas micelas são
alvos de lipases que liberam os ácidos graxos e gliceróis, que são absorvidos na
mucosa intestinal, ressintetizados, incorporados em quilomícrons, lançados na
circulação linfática e posteriormente na sanguínea (onde são quebrados novamente
depois liberados onde há alta demanda de energia).

4. Como é o mecanismo de mobilização de triacilgliceróis armazenados para


funcionarem como combustível? O que acontece como o glicerol da molécula?
A mobilização acontece quando há uma grande demanda de energia ou demanda
dessas moléculas em outros tecidos, sendo lançados na circulação em pequenas
quantidades, gradativamente e interagindo com a albumina (proteína circulante),
quando chegam ao tecido podem ser absorvidos e oxidados. Quanto ao glicerol, ele
sofre a ação de uma glicerol-quinase se tornando glicerol-3-fosfato, que é alvo da
enzima glicerol-3-fosfato desidrogenase, tornando-se dihidroxiacetona-3-fosfato que
por meio da triose-fosfato-isomerase vira o gliceraldeído-3-fosfato (intermediário da
glicólise).

5. Como se dá o processo de entrada do acil-CoA-graxo na matriz mitocondrial? Qual


a importância da formação deste composto?
A coenzima A não pode atravessar a membrana, mas os ácidos graxos só são
aproveitados na matriz, então é necessário que o acil-CoA-graxo sofra a ação de uma
carnitina-aciltransferase que substitui a CoA por uma carnitina, esse composto entra
na matriz enquanto uma carnitina livre é transportada para fora, o acil-carnitina-graxo
dentro da matriz se transforma em acil-CoA-graxo novamente (essa carnitina liberada
é levada para fora no próximo processo). Esse processo é importante pois só assim os
ácidos graxos são inseridos na matriz e podem ser degradados fornecendo energia.

6. Por que este mecanismo de entrada tem que separar a CoA citosólica da
mitocondrial?
Porque já existe uma grande quantidade de CoA dentro da matriz devido ao uso
frequente no CAC, a entrada de mais CoA não seria benéfica para a matriz, já que
essas CoA teriam que ser transportadas contra o gradiente de concentração, gastando
energia desnecessariamente.

7. O que acontece com o remanescente do quilomícron após a absorção da maioria


dos ácidos graxos?
Eles são transportados pela corrente sanguínea até o fígado, lá há receptores que se
ligam a apoproteínas nos compostos remanescentes do quilomícrons e promovem sua
absorção por endocitose; eles liberam o colesterol e são degradados no lisossomos.

8. Cite e explique os 4 passos do processo de ß-oxidação dos ácidos graxos


saturados?
Um palmitoil-CoA (16C) é alvo da acil-CoA desidrogenase (que oxida o ácido graxo
criando uma insaturação e reduz o FAD) virando uma trans-delta2-enoil-CoA, este
sofre a ação de uma enoil-CoA-hidratase (que hidrata a ligação dupla) transformando
em L-β-hidroxiacil-CoA que também sofre a ação de uma enzima (β-hidroxiacil-CoA
desidrogenase, que oxida o substrato formando uma insaturação com o O e reduz o
NAD+) formando um β-cetoacil-CoA, que libera um acetil-CoA por meio da acil-
CoA acetiltransferase e forma um acil-graxo com 2 carbonos a menos que é ligado a
umas CoA-SH (formando o acil-CoA graxo dando continuidade à cadeia).

9. Quantos ATPs são formados pela remoção de cada unidade de dois carbonos do
acil-CoA-graxo inicial? Explique.
Em cada ciclo será formado 1 NADH, 1 FADH2 e 1 (ou 2, nos últimos 4 carbonilas)
acetil-CoA. A cada remoção de 2 carbonos são formados (1x3 + 1x2 + 1x12) = 17
ATPs (na moléculas final com 4 carbonos são produzidos 29). No total são gerados
131 ATPs – 2 que foram usados para transportar a molécula para a mitocôndria.
10. Diferencie a ß-oxidação que ocorre num ácido graxo saturado com número par
de carbono, num monoinsaturado, num poliinsaturado e em uma saturado com
número ímpar de carbonos.
No saturado par, os últimos 4 carbonos são liberados em 2 acetil-CoA normalmente.
No monoinsaturado (C9) ocorrem três ciclos normalmente, então o oleonil-CoA se
transforma em cis-delta3-dodecenoil-CoA e por meio de uma enoil-CoA isomerase
(que muda a configuração da insaturação e a posição, sem reduzir um FADH) torna-se
um trans-delta2-dodecenoil-CoA, que já é um intermediário.
No poliinsaturado (com 2 insaturações 9C e 12C) também ocorre 3 ciclos
normalmente, o enoil-CoA isomerase atua na insaturação do C9 formando o trans-
delta2,cis-delta6-enoil-CoA, nele acontece 1 ciclo da β-oxidação e a primeira oxidação
do próximo, gerando o trans-delta2,cis-delta4-enoil-CoA que sofre a ação da 2,4
dienoil CoA redutase (que consome potencial redutor do NADPH, transformando em
apenas 1 insaturação) e forma o trans-delta3-enoil-CoA, este é alvo da enoil-CoA
isomerase e se transforma em trans-delta2-dodecenoil-CoA (intermediário que oxida
mais 4 vezes).
Na cadeia ímpar, ao chegar nos 3 carbonos restantes, o propionil-CoA é alvo da
propionil-CoA carbocilaxe (que consome um CO2 e ATP  AMP+PPi) e
transforma-se em d-metilmalonil-CoA que por sua vez sofre ação da milmalonil-CoA
epimerase formando a L-metilmalonil-CoA que por meio da metilmalonil-CoA
mutase muda a posição da CoA formando o succinil-CoA (que pode ser usado no
ciclo de Krebs.

11. De que maneiras a disponibilidade de oxaloacetado determina a via metabólica


que será tomada pelo acetil-CoA na mitocôndria Hepática?
Quando há a falta de oxalocetato (devido a neoglicogênese) a formação de corpos
cetônicos é estimulada e utilizada em tecidos extra-hepáticos, devido a alta demanda
de energia que não está sendo suprida (já que falta um dos intermediários do CAC).
Se á o oxalocetao o ciclo segue normalmente.

12. Como a produção de corpos cetônicos pelo fígado permite a oxidação de


continuada de ácidos graxos, mesmo com uma oxidação mínima de acetil-CoA?
Por meio da produção de corpos cetônicos é possível fazer a reação inversa e voltar a
acetil-CoA, podendo ser redirecionada para outros tecidos como fonte de energia.
Essa síntese também exporta precursores para a produção de ATP e libera CoA. A
síntese dos ácidos graxos continua já que novos corpos cetônicos podem ser formados
e fornecer energia.

13. Qual o papel do resíduo ímpar da degradação de ácidos graxos também


ímpares na produção de energia, uma vez que os primeiros não resultam na
formação de acetil-coa?
Eles produzem o succinil-CoA (reação anaplerótica) podendo ser usado como
intermediário do CAC, aumento a quantidade de ciclos funcionantes em potencial.

14. Dê o saldo final de ATPs produzidos na ß-OXIDAÇÃO, a partir do palmitoil


(ácido graxo saturado)
8x12ATP (CoA) + 7x3ATP (NADH) + 7x2ATP (FADH2 = 131ATPs -2 utilizados
para o transporte da molécula para a mitocôndria.
15. Qual o papel do quilomícron na absorção dos triacilgliceróis?
Eles são de extrema importância pois carregam uma quantidade ampla de
triacilgliceróis, conseguem ser expostos a exocitose e são absorvidos pelo duto
linfático abdominal e depois pelo duto linfático torácico, seguindo para circulação
sanguínea. Sem a dispersão, o transporte e absorção dos triacilgliceróis é facilitada.

16. Como os ácidos graxos conseguem atravessar do citossol para a matriz


mitocondrial (descreva todo o mecanismo de transporte)
Resposta da questão 5

17. Porque, mesmo com o acúmulo de corpos cetônicos no organismo, a oxidação


dos ácidos graxos é continuada?
Nem todos os tecidos humanos são capazes de utilizar corpos cetônicos como
substrato energético. Além disso, a cetogênese libera CoA livre, que pode entrar no
Ciclo e favorecer a beta-oxidação.

18. O que são reações anapleróticas? Cite alguns compostos envolvidos.


São reações (de preenchimento) que repõe os intermediários do CAC (para que as
concentrações desses compostos sejam mantidas e controladas em prol do
funcionamento) a partir do piruvato (formando malato); fosfoenolpiruvato (e piruvato
formando oxalocetato); e a cadeia carbônica de alguns aminoácidos.

19. Como se dá o mecanismo de oxidação de um ácido graxo insaturado com duas


duplas ligações?
Resposta questão 10

20. Indique quais as principais vantagens do organismo armazenar lipídeos em vez


de glicose.
Ocupa menos espaço já que não está atrelado ao acúmulo de água e armazena uma
maior quantidade de energia por massa se comparado ao carboidrato.

21. Explique como a conversão do piruvato em Acetil-CoA é regulada.


É inibido pelo excesso de ATP, acetil-CoA e NADH, e é estimulado pelo excesso de
AMP, Coa, NAD+ E CA2+.

22. É possível se obter glicose a partir do acetil-CoA originado pela beta-oxidação


dos ácidos graxos? Por quê?
Não, esse processo seria possível na neoglicogênese, transformando piruvato em
oxalocetato; acetil-CoA não está envolvido na reação.

23. Qual a principal função intracelular da carnitina? No caso desta estar


diminuída, o que ocorre? E quando aumentada?
Ela proporciona o transporte do acil-CoA-graxo do espaço intermembrana para a
matriz mitocondrial. Sem a carnitina a gordura não entra na mitocôndria e retorna ao
sangue, com o excesso dela não há efeitos colaterais.

24. Como os triacilgliceróis são absorvidos e transportados?


Resposta da questão 3.
Oxidação de aminoácidos e produção de uréia:

1. Quais são as circunstâncias metabólicas em que os aminoácidos podem sofrer


degradação oxidativa?
São utilizadas em situações extremas, como a desnutrição, já que essa degradação tem
um altíssimo gasto energético.

2. Qual é o papel do glutamato no catabolismo dos grupos amino dos aminoácidos no


fígado? Qual a importância da sua formação?
Por meio dele que é possível realizar o transporte do citosol para a matriz
mitocondrial, enquanto dentro dos hepatócitos. O α-cetoglutarato e os aminoácidos
são transformados em glutamato e α-cetoácido por meio de uma aminotransferase;
quando o glutamato é transformado em glutamina é possível atravessar a membrana.

3. Como o pH do conteúdo estomacal é aumentado quando este conteúdo passa para


o intestino delgado?
Ao chegar no duodeno, ele leva a produção de secretina que estimula a produção de
bicarbonato pelas células da mucosa, levando a um aumento do pH.

4. Como o pâncreas se protege da autodigestão, uma vez que suas enzimas são
proteolíticas?
Essas enzimas não estão ativas no pâncreas, a não ser que haja uma patologia
chamada pancreatite; elas são ativadas no intestino delgado.

5. Qual é o efeito das reações de transaminação?


O α-cetoglutarato e os aminoácidos são transformados em glutamato e α-cetoácido
por meio de uma aminotransferase, que transfere o grupo amino do aminoácido para o
α-cetoglutarato e vice-versa.

6. Explique a importância da vitamina B6 nas transaminações demonstrando como


ocorre o processo.
Essa vitamina está presente no grupo prostético comum piridoxal-fosfato-vitB6 da
enzima transaminase, sendo essencial para que essa transformação ocorra.

7. Como os grupos amino são removidos do grupo glutamato para prepará-los para a
excreção?
Nesse caso o grupo amino foi transferido do aminoácido para o α-cetoglutarato
formando o glutamato; este recebe a ação do glutamato desidrogenase que reformula
o α-cetoglutarato e libera uma molécula de amônia, conservando energia no NADPH.

8. O que é transdesaminação?
É quando ocorre uma transaminação ao mesmo tempo de uma desaminação. Nwste
caso um grupo amina é transferido do aminoácido para o α-cetoglutarato formando
um glutamato e o glutamato passa por uma glutamato desidrogenase, reformulando o
α-cetoglutarato e liberando amônia.

9. Qual é o mecanismo presente no hepatócito utilizado para suprir a necessidade de


combustível do CAC?
Mecanismo da neoglicogênese, repondo a glicose e possibilitando a glicólise,
essencial para que o CAC possa acontecer.
10. Descreva o mecanismo de transporte de amônia para o fígado por meio da
glutamina. Por que o transporte é feito pela glutamina e não pelo glutamato?
O glutamato por meio da glutamina sintetase se transforma em glutamina (com um
grupo amino extra) porque os tecidos extra-hepáticos não têm canais específicos para
a sua circulação, o que não acontece com a glutamina. Ela consegue captar amônia em
outros tecidos e trazê-los por meio da circulação para dentro da mitocôndria, onde
libera a amônia e transforma-se em glutamato por meio de uma glutaminase.

11. Descreva o mecanismo de transporte de amônia pelo ciclo alanina/glicose


justificando sua grande "vantagem econômica ".
Ocorre exclusivamente no tecido muscular durante um exercício intenso que tenho
uma grande demanda de energia, e a vantagem se dá pelo aproveitamento das cadrias
carbônicas em conjunto a glicólise, produzindo mais energia e sem acúmulode grupos
aminos. Começa com proteínas sendo degradadas e liberando aminoácidos, que
transferem o seu grupo amino para um α-cetoglutarato formando glutamato; este
transfere seu grupo amino para o piruvato formando a alanina e repondo o α-
cetoglutarato para o CAC. A alanina é lançada na circulação, captada no fígado e
transfere seu grupo amino para um α-cetoglutarato formando um glutamato (que entra
na mitocôndria, e libera NH4 que formará ureia). O piruvato que sobrou da alanina
vai ser usado no fígado para a produção de glicose, que é lançada na circulação e
aproveitada no músculo.

12. Duas situações aparentemente antagônicas (dieta muito rica em proteínas e


desnutrição) estimulam o ciclo da uréia. Por quê?
Se a dieta é muito rica em proteínas, essa será a fonte de energia preferencial no
sistema, estimulando o ciclo da ureia pelo alto nível de aminoácidos sendo
catalisados. Se ocorre a desnutrição, usa-se a cadeia carbônica dos aminoácidos como
fonte de glicose, e oexcessso de amina sobressalente estimula o ciclo da ureia.

13. Como é feita a regulação da carbamoil-fosfato-sintetase I?


Pode ocorrer de forma lenta, dependendo da síntese que é aumentada em condições de
desnutrição ou ingestão excessiva de aminoácidos/carboidratos. Ou de forma
alostérica onde o acúmulo de NH4 ocasiona o acúmulo de arginina , que ativa a síntese
de NAG (N-acetilglutamato) que por sua vez ativa a carbamoil-fosfato-sintetase 1.

14. A perda de energia na conversão amônia em ureia é contrabalanceada de que


maneira na vaca?
Há o reaproveitamento da ureia, em combinação com o metabolismo de
microorganismos, possibilitando a síntese de novos aminoácidos, que vão ser
novamente absorvidos pelos tecidos.

15. Por que mesmo em excesso de lipídios o exercício intenso prolongado pode
levar à degradação de aminoácidos?
Porque a partir da degradação dos aminoácidos acontece o transporte de amônia-
alanina, e o piruvato que sobra no fígado pode ser usado na glicogênese para a síntese
de glicose. Os lipídios não conseguem se transformar em glicose e nem todos os
tecidos conseguem utilizar os ácidos graxos como fonte de energia.

16. O Ciclo da Uréia pode ser considerado, como um todo, uma via anaplerótica?
Justifique.
Não, pois não há intermediários comuns entre as duas vias, apenas pontos de
coordenação.

17. Como é e qual a vantagem da regulação alostérica no Ciclo da Uréia em


relação à regulação na síntese de enzimas necessárias.
A regulação alostérica ocorre quando há um acúmulo de amônia no organismo que
leva a uma sequência de reações que ativam a carbamoil-P-sintesase 1, além de ser
mais rápida impede o acúmulo de amônia, já que é um composto tóxico.

18. Por que os aminoácidos cuja degradação resulta na formação de acetil-coa são
ditos cetogênicos? Todos os demais são glicogêncios? Por quê?
Porque é a partir do acetil-CoA que são produzidos os corpos cetônicos; os outros
podem formar compostos glicogênicos ou intermediários do CAC.

19. Como a amônia que está no músculo, chega até o fígado, para ser eliminada?
Pelo transporte por glutamina (resposta da 10) ou alanina (resposta da 11)

20. Descreva o mecanismo da “bicicleta de Krebs”.


A bicicleta de Krebs é uma interação entre o ciclo de Krebs e o ciclo da ureia. O ciclo
da ureia produz, em uma das suas reações intermediárias, o fumarato, que será
liberado no citosol da célula, e poderá assim ser utilizado no ciclo de Krebs.

21. Quais são os efeitos causados no cérebro pelo excesso de amônia?


Pode causar encefalopatia hepática, afetando os neurotransmissores e causando
alterações mentais e neurológicas, como a desorientação, sonolência, coma e morte.

22. Em que pontos do ciclo da ureia existe uma regulação e quais as substâncias
reguladoras?
Síntese aumentada de carbamoil-P-sintetase-1 e outras enzimas em condições de
desnutrição ou ingestão excessiva de aminoácidos/carboidratos. Ou de forma
alostérica onde o acúmulo de NH4 ocasiona o acúmulo de arginina, que ativa a síntese
de NAG (N-acetilglutamato) que por sua vez ativa a carbamoil-fosfato-sintetase 1
(enzima que produz o carbamoil fosfato, ponto de entrada do ciclo da ureia).

23. Diga os mecanismos de eliminação dos seguintes aminoácidos: glicina,


metionina e leucina (destino de todos os componentes)
A glicina é degradada gerando piruvato, que pode ser convertido em glicose no
glicogênio. A metionina é degradada em succcinil-CoA que pode se transformar em
succinato. E a leucina é degradada em acetil-CoA podendo produzir corpos cetônicos.

24. Quais são os destinos das cadeias carbônicas oriundas da oxidação de


aminoácidos?
Podem gerar intermediários do CAC, componentes glicogênicos (neoglicogênese) ou
componentes cetogênicos (corpos cetônicos).

Degradação de purinas e pirimidinas


1. Em termos de produtos formados, como se diferenciam as purinas e pirimidinas?
As purinas levam a formação do ácido úrico e as pirimidinas formam o succinil-CoA
(um intermediário do CAC).

2. Qual a principal diferença biofísica entre os dois tipos de substâncias secretadas e


em que estas diferenças podem influir?
Succinil-CoA pode ser reaproveitada e o ácido úrico precisa ser excretado. Diferenças
biofísicas???

3. Como se dá a digestão/absorção dessas moléculas?


Estas são resistentes ao HCl no gástrico, são digeridas por nucleases pancreáticas e
fosfodiesterases (no duodeno) e são degradas por nucleotidases e fosfatases para a
liberação de nucleosídeos (podem ser absorvidos)

4. Qual a principal fonte dos nucleotídios degradados?


Ingestão em excesso é a única causa possível para que eles sejam degradados.

5. Sabemos que animais uricotélicos são aqueles que excretam ácido úrico. A partir
da degradação de que compostos o ácido úrico é formado? Descreva como este é
formado.
A partir das purinas. Um AMP sofre a ação de uma5’ nucleotidase e se transforma em
adenosina, esta é alvo de uma adenosina deaminase e vira uma inosina, que se
transforma em hipoxantina por meio de uma nucleosidase; essa hipoxantina passa por
uma xantina oxidase formando uma xantina, que sofre a ação de outra xantina oxidase
virando o ácido úrico. O GMP sofre a ação de uma 5’ nucleotidase e se transforma em
uma guanosina, esta é alvo de uma nuleosidase virando uma guanina, que se
transforma em xantina por meio de uma guanina deaminase; essa xantina passa por
uma xantina oxidase formando o ácido úrico.

6. Explique como os nucleotídeos são absorvidos pelo organismo.


São digeridos por nucleases pancreáticas e fosfodiesterases (no duodeno) e são
degrados por nucleotidases e fosfatases para a liberação de nucleosídeos (podem ser
absorvidos). As bases nitrogenadas são excretadas e as riboses são aproveitadas em
vias glicosídicas.

7. Qual o produto final da degradação das purinas em mamíferos? E nas aves?


Em primatas e aves são excretados na forma de ácido úrico, no resto dos vertebrados
na forma de alantoína.

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