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Índice

1. Introdução .............................................................................................................................. 2
1.1. Objetivos geral ..................................................................................................................... 3
1.2. Específicos ....................................................................................................................... 3
2. Reciclagem dos materiais de construção ............................................................................. 4
2.1. Classificação e caracterização dos resíduos ..................................................................... 5
3. Reutilização e reciclagem de resíduos .................................................................................. 6
3.1. Vantagens da Reciclagem ................................................................................................ 8
3.2. Reciclágem proveniente de outra fonte................................................................................ 8
4. Conclusão ............................................................................................................................. 10
5. Referências bibliográficas ................................................................................................... 11

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1. Introdução
Ao longo das últimas décadas diversas tecnologias vêm sendo desenvolvidas de modo a auxiliar
e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos. Porém, apesar de todos os benefícios, estas
mudanças também trazem seu lado negativo, muitas delas são grandes geradoras de impactos
ambientais, como é o caso, por exemplo, das embalagens descartáveis que vêm causando grandes
transtornos nas grandes cidades.
Estima-se que a construção civil é responsável por algo entre 20 e 50% do total de recursos
naturais consumidos pela sociedade (SJÖSTRÖM, 1992). A produção de quantidades signifi
cativas de resíduos de construção civil é um dos principais problemas enfrentados em áreas
urbanas. Em alguns países europeus (Finlândia, Holanda, etc.), o volume de entulho produzido é
o dobro do lixo sólido urbano (SJÖSTRÖM, 1992).
Ao longo deste trabalho, são apresentados e discutidos alguns assuntos relacionados à Gestão de
Resíduos de Construção de modo a estabelecer um referencial teórico a respeito do tema, além
de apresentar a Classificação e caracterização dos resíduos, Reutilização e reciclagem de
resíduos e vantagens.

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1.1. Objetivos geral
Estudo sobre a reutilização de materiais provenientes da demolição de obras em reabilitação, ou
outras e tem por finalidade a caracterização de materiais resultantes da demolição e a
determinação de métodos/ensaios que permitam avaliar as características desses materiais, ou
compostos, e o seu desempenho em outras aplicações.

1.2. Específicos

- Promover a interdependência entre economia, meio ambiente e sociedade.


- A reciclagem é peça fundamental na preservação e na melhoria de nosso planeta

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2. Reciclagem dos materiais de construção

O acelerado desenvolvimento da economia neste século tem ocasionado um aumento expressivo


da geração de resíduos sólidos. Historicamente, a actividade construtiva sempre se caracterizou
como grande geradora de resíduos, além de ser potencial consumidora dos resíduos gerados por
ela ou por outras actividades. Assim, tornasse inevitável o desenvolvimento de políticas que
estimulem o tratamento e reutilização dos RCD18, visto que os recursos naturais são finitos e
estão cada vez mais escassos. Muito pequena é a participação das empresas na reciclagem, pois,
as que atuam neste seguimento, somente têm o objetivo de promover o transporte dos resíduos
das obras para os aterros. A reciclagem de resíduos da própria construção vem sendo praticada
há milénios. Porém o uso de RCD só se intensificou após a Segunda Guerra Mundial,
principalmente na Alemanha, devido à enorme demanda por matéria-prima. Apesar da Alemanha
ter sido uma das precursoras, esta prática também é bastante difundida em toda comunidade
europeia. De acordo com Pinto (1999) em praticamente todos os países-membro da comunidade
Europeias existem instalações de reciclagem de RCD, normas e políticas específicas para este
tipo de resíduo, além de um esforço mais recente para consolidação de normativa única para toda
a comunidade. No Japão e nos Estados Unidos esta prática também tem sido bastante difundida e
utilizada.
Reciclagem: é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à
transformação.
Os resíduos da construção civil são gerados durante a construção, demolição, manutenção civil
de edifícios, estradas, pontes, viadutos, barragens entre outros sendo compostos por concreto,
argamassas, madeira, gesso, asfalto, metais, vidros, plásticos, tijolos, solos e vegetação segundo
EPA (2006).

As catástrofes naturais (furacões, terramotos, desabamentos provocados por chuvas) ou artificiais


(bombardeios, atentados, incêndios), as deficiências inerentes ao processo construtivo
empregado nos dias de hoje e a baixa qualificação da mão-de-obra podem também serem
considerados como fontes de geração de RCC de acordo com Levy (1997).

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2.1. Classificação e caracterização dos resíduos

A NBR 10004:2004 considera três classes de resíduos:


Classe I: perigosos; são aqueles que apresentam periculosidade ou características de
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade, ou constem nos
anexos A e B da referida norma;

Classe II-A: não-inertes; são aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe
I ou resíduos classe II B, podendo ter propriedades de biodegrabilidade, combustividade ou
solubilidade em água;

Classe II-B: inertes: são aqueles que, quando amostrados de uma forma representativa e
submetidos a um contacto dinâmico e estático com água destilada ou desionizada, à temperatura
ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos
padrões de potabilidade de água, exceptuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: de


construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação. Exemplos: caco de cerâmica,
tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, concreto, argamassa, solos, entre outros.

Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plástico, madeira,
papel, papelão, metais, vidro e outros. 20

Classe C – são os resíduos em que não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações


economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem, ou recuperação.

Classe D – são resíduos perigosos, oriundos do processo de construção, tais como: tintas,
solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos
de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.

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Os RCD podem ser originários de diversos processos na construção civil de acordo com
Symonds Group (1999):
 Em demolições totais ou parciais de edificações e/ou obras de infra-estruturas civis;

 Durante o processo de construção de edificações e/ou obras de infra-estrutura civis;

 Nos trabalhos de terraplenagem e fundações;

 Na construção e manutenção de estradas.

3. Reutilização e reciclagem de resíduos

A possibilidade de reutilização de materiais e a reciclagem dos resíduos deve ser sempre


considerada levando em conta a viabilidade económica em cada caso, sempre evitando sua
remoção e destinação precipitadamente. O manejo correto dos resíduos dentro do canteiro
facilita a identificação de materiais reutilizáveis, gerando economia por um lado por dispensarem
a compra de novos materiais e por outro lado por evitar sua identificação como resíduo e, assim,
economizando custos com remoção. Segue abaixo alguns materiais e resíduos com possibilidade
de reutilização e cuidados exigidos.

TIPOS DE CUIDADOS PROCEDIMENTO


MATERIAIS OU REQUERIDOS
RESÍDUOS
Painéis de madeira Retirada das peças, Manter as peças
provenientes da desforma mantendo-as separadas dos empilhadas, organizadas e
de lajes, pontaletes, resíduos inaproveitáveis. disponíveis o mais
sarrafos etc. próximo possível dos
locais de
reaproveitamento. Se o
aproveitamento das peças
não for próximo do local
de geração, essas devem

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formar estoque sinalizado
nos pavimentos inferiores
(térreo ou subsolos),

Blocos de concreto e Segregação imediatamente Formar pilhas que podem


cerâmica parcialmente após a sua geração, para ser deslocadas para
danificados evitar descarte. utilização em outras
frentes de trabalho.

Solo Identificar eventual Planejar execução da obra


necessidade do compatibilizando fluxo de
aproveitamento na própria geração e possibilidades
obra para reaterros. de estocagem e
reutilização.

Quanto à reciclagem no canteiro dos resíduos de argamassa, concreto, alvenaria e cerâmicos,


devem ser analisados alguns aspectos:
 Volume e fluxo estimado de geração;

 Investimento e custos para a reciclagem (equipamentos e máquinas, mão-de-obra,


consumo de energia etc.);

 Tipos de equipamentos disponíveis no mercado e especificações;

 Alocação de espaços para a reciclagem e formação de estoque de agregados;


 Possíveis aplicações para os agregados reciclados na obra;
 Controle tecnológico sobre os agregados produzidos (através da realização de ensaios);
 Custo dos agregados naturais;
 Custo da remoção dos resíduos.

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Sendo assim, a decisão por reciclar resíduos em canteiro de obras somente poderá ser tomada
após um exame cuidadoso dos aspectos acima relacionados e uma análise da viabilidade
económica e financeira.

Empresa de reciclagem de gesso

3.1. Vantagens da Reciclagem


Como principais vantagens da reciclagem, tem-se:
 Preservação de recursos naturais com a substituição destes por resíduos, prolongando a
vida útil das reservas naturais e reduzindo o impacto ambiental;
 Redução da necessidade de áreas para aterro devido à diminuição do volume de resíduos
a serem depositados;
 Redução no gasto de energia, seja para produção de um novo bem, seja com o transporte
e gestão do aterro;
 Geração de empregos com o surgimento das empresas para reciclagem;
 Redução da poluição emitida com a fabricação de novos produtos; e
 Aumento da durabilidade da construção em determinadas situações como, por exemplo,
na adição de escória de alto forno e pozolanas ao cimento.

3.2. Reciclágem proveniente de outra fonte

A empresa Eco pavimento desenvolveu tecnologia para reciclagem de material plástico para
utilização em pavimentação. Problema típico da urbanização, a impermeabilização do solo
contribui para enchentes, porque a água da chuva não tem para onde correr. O eco pavimento

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pode aumentar a porosidade de estacionamentos e calçadas, embora seja frágil para uso em ruas.
Segundo Paulo Renato Guimarães, director da empresa, “O asfalto tem de 10% a 15% de
permeabilidade, e o eco pavimento drena até 90% da água”, o eco pavimento é feito em quatro
etapas: nivelamento, grelhas, lasanha de pneu e parecer, mas não é.

Ecotelhado

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4. Conclusão

Devido a grande quantidade de lixo gerada todos os dias no mundo, a reciclagem vem se
tornado uma atitude indispensável para a manutenção da saúde das pessoas e também do
planeta.
A importância da reciclagem também está ligada ao desenvolvimento sustentável, que
engloba, não só o meio ambiente, mas também aspetos sociais e econômicos. Isso porque,
quando descartamos os produtos de forma adequada, agrego valor ao processo e ao material,
já que melhoramos os índices de reaproveitamento, barateamos o custo de produção e
estimulamos o crescimento da reciclagem.

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5. Referências bibliográficas
 ABRECON, A reciclagem de resíduos de construção e demolição no Brasil, 2003.
Retirado de: http://abrecon.org.br/. Acesso em: 15 abr.2017.
 ADDIS, A. Reuso de materiais e elementos de construção. Tradução Christina Del Posso,
São Paulo: Oficina de Textos,2010.
 ARAUJO, A. F. A aplicação da metodologia de produção mais limpa: estudo em uma
empresa do setor de Construção Civil. Dissertação (Mestrado em Engenharia de
Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção,
UFSC,Florianópolis,2002.

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