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Secretaria Adjunta de Gestão Educacional – SAGE

Escola Estadual Leonisio Lemos Melo


Atividades Escolares
1º Ano do Ensino Médio

Mês de Agosto e Setembro


Geografia
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13CHS104 Introdução à Cartografia;
Noções espaciais: a cartografia e suas linguagens.
A evolução da cartografia.
Tecnologias modernas utilizadas pela cartografia.
Terra: coordenadas, movimentos e fusos horários.
Nome da Escola:
Nome do Estudante:
Período: ( ) vespertino ( ) matutino Turma 1°ano

Cartografia

Cartografia é a ciência de produzir mapas (representação visual de aspectos naturais, políticos,


populacionais e outros de uma região) a partir de dados e técnicas matemáticas.
A produção de mapas ocorre desde a pré-história, antes mesmo do surgimento da escrita. Sua
confecção se dava em placas de argila suméria e papiros egípcios. Ao longo da história a cartografia
foi evoluindo e desenvolvendo novas técnicas e, atualmente, é uma ferramenta de fundamental
importância nas representações de áreas terrestres. Conforme a Associação Cartográfica
Internacional, a cartografia é definida como o conjunto de estudos e operações científicas, artísticas e
técnicas baseado nos resultados de observações diretas ou de análise de documentação, com vistas
à elaboração e preparação de cartas, planos e outras formas de expressão, bem como sua utilização.
A cartografia é a junção de ciência e arte, com o objetivo de representar graficamente, em
mapas, as especificidades de uma determinada área geográfica. É ciência, pois a confecção de um
mapa necessita de conhecimentos específicos para a representação de aspectos naturais e artificiais,
aplicação de operações de campo e laboratório, metodologia de trabalho e conhecimento técnico para
a obtenção de um trabalho eficaz. A arte na cartografia está presente em aspectos estéticos, pois o
mapa é um documento que precisa obedecer a um padrão de organização. Necessita de distribuição
organizada de seus elementos, como: traços, símbolos, cores, letreiros, legendas, título, margens, etc.
As cores devem apresentar harmonia e estar de acordo com sua especificação, exemplo, a cor
azul em um mapa representa água. O mapa é o principal objeto do cartógrafo, ele é uma representação
convencional da superfície terrestre, e até de outros astros, como a Lua, Marte, etc. Apresenta
simbologia própria e deve ser sempre objetivo, além de transmitir o máximo de precisão.
Existem vários modelos de mapas, entre eles podem ser citados: Mapa-múndi; mapas
topográficos; mapas geográficos que representam grandes regiões, países ou contingentes; mapas
políticos; mapas urbanos; mapas econômicos; cartas náuticas e aéreas; entre outros.

Atividade 1. Por que a cartografia é considerada uma ciência?


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Conceitos básicos de Cartografia

A cartografia, é a área do conhecimento responsável pela elaboração e estudo dos mapas e


representações cartográficas em geral, incluindo plantas, croquis e cartas gráficas. Essa área do
conhecimento é de extrema utilidade não só para os estudos em Geografia, mas também em outros
campos, como a História e a Sociologia, pois, afinal, os mapas são formas de linguagem para
expressar uma dada realidade. Existem, dessa forma, alguns conceitos básicos de Cartografia que
nos permitem entender os elementos dessa área de estudos com uma maior facilidade. Saber, por
exemplo, noções como as de escala, legenda e projeções auxilia-nos a identificar com mais facilidade
as informações de um mapa e as formas utilizadas para elaborá-lo.
A linguagem cartográfica utiliza muitos símbolos, que possuem elementos universais e que
abrangem componentes e variáveis. Ela pode ser expressa através de cartas, plantas, mapas,
globos, imagens de satélites, gráficos, perfis topográficos, maquetes, croquis e outros meios.
Suas funções correspondem, entre outras, a representar espacialmente os fenômenos da
superfície da Terra, transmitir informações sobre o espaço geográfico, registrar e armazenar
conhecimentos espaciais, com o objetivo de se tornar uma forma de expressão e comunicação entre
os seres humanos.

Atividade 2. Dentre os elementos apresentados quais são mais importantes para leitura e
entendimento dos mapas? Justifique sua resposta.
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Mapas
Os mapas são elaborados para nos mostrar determinados aspectos do nosso planeta e de
determinadas regiões. Eles são importantes na orientação e entendimento dos diversos aspectos
físicos, econômicos, sociais e culturais.
Um mapa (do termo latino mappa) é uma representação visual de uma região. são,
geralmente, representações bidimensionais de um espaço tridimensional. Por vezes, a cartografia se
debruça sobre a projeção de superfícies curvas sobre superfícies planas, no processo chamado
planificação. Os mapas são uma expressão da necessidade humana de conhecer e representar o seu
espaço.
Os mapas são registros muito antigos, existem alguns que foram encontrados na antiga cidade
de Cattal Huyulk, que fica na Turquia e têm datas de cerca de 6204 a.C. Há registros de outras culturas
também muito antigas como na cultura asteca, esquimó, mesopotâmica e muitas outras.
Inicialmente os mapas eram desenhados nas paredes, após a invenção do papel esses mapas
passaram a ser desenhados nas folhas. Durante a Idade Média, os mapas que eram usados na Europa
geralmente eram centrados em Jerusalém e com o Oriente para cima. Os mapas passaram a evoluir
principalmente durante a época dos descobrimentos, as embarcações precisavam de mapas bem
precisos e com representação boa para que pudessem navegar com segurança.

Objetivos do mapa
•[...] localizar lugares e aspectos naturais e culturais na superfície terrestre, tanto em termos
absolutos como relativos; mostrar e comparar localizações; mostrar tamanhos e formas de aspectos da
Terra; encontrar distância e direções entre lugares; mostrar elevações e escarpas; visualizar padrões e
áreas de distribuição; permitir inferências dos dados representados; mostrar fluxos, movimentos e
difusões de pessoas, mercadorias, e informações; apresentar distribuição dos eventos naturais e
humanos que ocorrem na Terra.
•O elaborar escrito ou mental dos lugares onde se pretende chegar, o verificar de uma linha de
ônibus, a manutenção da rota de um avião ou navio, fazer a análise e definição de estratégias de ataque
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ou defesa, a localização de jazidas e possíveis vias de acesso, a localização de nascentes de água ou
a simples orientação rodoviária numa viagem de turismo, são atividades que exigem mapas específicos
com diferentes objetivos, legendas e destinados a um público-alvo diferente, os usuários.

Classificação dos mapas


Para facilitar o estudo e elaboração dos mapas, existe uma divisão que é feita, onde o mapa
veja algumas dessas classificações a seguir:

Mapas físicos
Mapa geomorfológico - representa as características do relevo de uma região.
Mapa climático - indica os tipos de clima que atuam sobre uma região.
Mapa hidrográfico - mostra os rios e bacias que cortam uma região.
Mapa biogeográfico - aponta os tipos de vegetação que cobrem uma determinada localização.

Mapas humanos
Mapa político - aponta a divisão do território em países, estados, regiões, municípios.
Mapa econômico - indica as atividades produtivas do homem em determinada região.
Mapa demográfico - apresenta a distribuição da população em determinada região
Mapa histórico - apresenta as mudanças históricas ocorridas em determinada região.
Mapa rodoviário - estuda as rodovias e as estradas de um país.

Mapa topográfico - estuda o relevo em níveis de altura (também inclui os rios mais importantes
do local).

Elementos de um mapa:
Título: nome que indica o que o mapa está representando, contendo informações como o
recorte espacial, o período de tempo e a temática em geral.
Escala: informação de quantas vezes o terreno real (no caso a Terra ou parte dela) foi reduzido
em relação ao mapa.
Legenda: identifica os símbolos e as cores usados no mapa.
Orientação: aponta no mapa o rumo da rosa-dos-ventos

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Coordenadas geográficas: são um sistema de localização que divide o planeta Terra em
várias linhas imaginárias a fim de auxiliar melhor na localização de seus diversos pontos
Fonte: entidade responsável pela realização do mapa

Para que serve cada um dos elementos fundamentais do mapa?

Título - para identificar o mapa, referindo


o tema/assunto, o espaço representado e, se for o
caso, o período de tempo em análise.
Legenda - para descodificar o significado
dos símbolos e/ou das cores representados no
mapa.
Escala - para saber quantas vezes a
realidade representada foi reduzida.
Orientação - para localizar e fazer uma
leitura correta dos fenômenos representados.

Atividade 03. Relacione os elementos do mapa às suas respectivas definições:

(1) Título;
(2)Escala:
(3) Legenda:
(4) Orientação

( ) Relação matemática entre o espaço real e a representação do espaço no mapa.


( ) Indica a direção e a localização por meio da rosa dos ventos ou de um elemento que indica o
norte.() Indica o tema que será retratado no mapa.
( ) Representa o significado dos símbolos que aparecem no mapa.

Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:

A) 2,1,4,3 .B) 2,4,1,3. C) 4,2,1,3. D) 2, 3, 4,1.

Atividade 04. (UEA AM/2017) Parte constituinte dos fundamentos da cartografia, as coordenadas
geográficas configuram:

a) a forma pela qual a superfície do planeta é representada em um plano.


b) os procedimentos de manipulação de dados espacialmente referenciados.
c) a relação entre o comprimento no mapa e a distância real no planeta.
d) as linhas imaginárias que permitem localizar qualquer ponto na superfície do planeta.
e) a convenção gráfica para explicitar os elementos representados em um mapa.

Atividade 05. Ao analisarmos um mapa do Brasil que tem como tema a Distribuição da População por
estado, podemos verificar que a concentração populacional nos estados da região Sudeste – como São
Paulo e Rio de Janeiro – é bem mais elevada que nos estados da região Norte – como Roraima e
Amapá.

Nesse caso, que tipo de mapa é objeto de análise?


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a) físico
b) demográfico
c) histórico
d) econômico
e) político

Atividade 06. A respeito da representação do espaço geográfico nos mapas, avalie as proposições a
seguir, em Verdadeira ou Falsa.

I) Os mapas são instrumentos de comunicação e servem para representar graficamente uma dada área
do espaço terrestre.

II) O objetivo dos mapas e cartogramas é representar com fidelidade todas as informações presentes
na superfície terrestre escolhida.

III) Os mapas temáticos recebem esse nome porque são classificados de acordo com a temática
específica que pretendem representar. Assim sendo, um mapa pode ter como tema: fronteiras e limites,
a distribuição da população, o modelado do relevo e outros.

Marque a opção correta.

a) F, V, V
b) V, V, F
c) V, F, V
d) V, V, F
e) F, F, F

ESCALA GEOGRÁFICA

Vimos que os mapas são reproduções reduzidas de uma determinada área. Mas essa redução
não pode ocorrer de forma aleatória e sim de maneira proporcional, ou seja, resguardando uma relação
entre as medidas originais (reais) e suas representações (no mapa). A expressão numérica dessa
proporção é a escala.
É a escala que indica o quanto um determinado espaço geográfico foi reduzido para “caber” no
local em que ele foi confeccionado em forma de material gráfico, em uma folha de papel por exemplo.
Seria impossível utilizarmos as medidas reais para construirmos um mapa, por isso usamos a
proporção.
As escalas estão diretamente ligadas aos estudos da Geografia, Engenharia e Arquitetura
(maquetes e plantas), Navegação Marítima e Aérea, entre outras situações referentes à localização
de coordenadas e cálculo de distâncias por meio de mapas.
Todo mapa, maquete, planta possui na legenda o coeficiente de proporção – da distância
real para o mapa.

Existem dois tipos de escala, como veremos a seguir:

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A escala numérica é representada apenas por números. O numerador representa a
medida existente no mapa e o denominador, a medida existente no plano real. Convém,
geralmente, deixar o numerador sempre como 1, para assim sabermos quanto cada unidade do
mapa equivale. Quando ela não possui a medida indicada (cm, m, km) em sua notação, significa,
por convenção, que ela está em centímetros. Caso contrário, essa unidade de medida precisa
ser apontada. É importante conhecer o mecanismo de conversão de medidas, para entender
escala.

A escala gráfica representa diretamente o espaço relacionado e suas medidas por meio de
um gráfico. Cada intervalo entre um número e outro representa uma distância específica, que é
devidamente apontada pela escala. Esse tipo de escala aumenta e diminui juntamente ao mapa.
Assim, se eu transferir um mapa que estava em um papel menor para um pôster grande, a escala
continuará correta, o que não aconteceria com a escala numérica, que, nesse caso, teria de ser
recalculada.
Quanto menor a localidade a ser representada, maior será a escala cartográfica pois será
necessária uma menor a redução das medidas reais e, portanto, mais detalhes serão
representados. Por outro lado, quanto maior for a área representada, menor será a escala e os
detalhes apresentados. Um planisfério possui uma escala muito pequena, com uma área grande
representada e, com certeza, apresentará menos detalhes do que, por exemplo, um mapa de um
estado brasileiro, que teria, nesse caso, uma escala grande.

Atividade resolvida
1) Observe o mapa a seguir.

Convertida em quilômetros, a escala do mapa acima indica:

A) 70 Km.
B) 700 Km.
C) 7,0 Km.
D) 7.000 Km
E)70.000Km.

Vamos lá

1:70.000.000 o que isso significa? Significa que 1cm(centímetro) no mapa corresponde a


70.000.000 (70 milhões) de cm na realidade.

Quanto é 70.000.000 cm em Km?

Lembre-se:

1 metro = 100 cm
1 quilometro = 1000 m (metros)

Podemos fazer a seguinte transformação

1º. Transformamos 70.000.000 em metros então basta dividir por 100

70.000.000/100 = 700.000 então 70 milhões de cm = 700.000 m

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2° Transformamos os 700.000 m em quilômetros, então basta dividir por 1000.

700.000 / 1000 = 700 km

Logo 1cm no mapa corresponde a 700 km.


Opção E é a correta.

2. Como calcular uma escala de um mapa em que dois pontos estão a 5 cm de distância um do
outro, sendo que, no mundo real, eles estão separados por 1000 cm, basta aplicar a fórmula:

Para calcular usamos essa equação matemática que:

E= escala
d = área do mapa
D= área real

E= d
D

E = 5/1000 ( Nesse caso não dividimos 5 por 1000, simplificamos a fração por 5)

1:5 1
Assim = 200
1000∶5
E = 1/200

Então a escala é de 1:200

Atividade 07. Em um mapa com escala 1: 5.000.000, a distância entre dois pontos é 2,5 cm. Desta
forma a distância real é:
a) 12,5 km
b) 75 km
c) 175 km
d) 125 km
e) 1250 km

Atividade 08. Uma cidade está localizada a 5cm de outra, medidos sobre um mapa de escala
1:200.000 Desprezando as distorções normais de uma projeção, marque a opção que indica
a distância real (no terreno) entre as cidades.
a) 5km
b) 100km
c) 10km
d) 50km
e) 15km

Atividade 09. A escala em um mapa indica:


a) Quantas vezes o tamanho original foi aumentado para ser feita a produção cartográfica.
b) A projeção utilizada para a confecção do mapa.
c) Quantas vezes o tamanho original foi reduzido para ser representado do mapa.
d) Se as formas representadas no mapa foram ou não deformadas.
e) A localização das principais cidades da região representada.
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Orientação
É a determinação de ao menos um dos pontos cardeais, importante para representar a direção da área
de um mapa. Alguns instrumentos utilizados na determinação da orientação cartográfica são a Rosa
dos Ventos, a Bússola e o aparelho de GPS.
Geralmente, ela apresenta-se nos mapas com uma seta apontando para o norte (N), mas
também pode ser indicada por uma rosa dos ventos.

Coordenadas Geográficas

As coordenadas geográficas são um


sistema de localização que divide o planeta
Terra em várias linhas imaginárias a fim de
auxiliar melhor na localização de seus
diversos pontos. Essas linhas, que recebem
os nomes de paralelos e meridianos, podem
determinar a posição de qualquer ponto da
superfície terrestre através das latitudes e
das longitudes.
Os paralelos correspondem aos
traçados que são realizados paralelamente à
Linha do Equador, que se localiza em uma
área que é igualmente distante aos dois
polos do planeta. Essa linha é, assim, o
principal dos paralelos, pois é responsável
por dividir o polo norte do polo sul.
Além do Equador, existem outros paralelos importantes: o Trópico de Capricórnio, o Trópico de Câncer,
o Círculo Polar Ártico e o Círculo Polar Antártico.
Os meridianos são as linhas imaginárias traçadas paralelamente ao Meridiano de Greenwich,
cuja localização foi definida na Conferência Internacional do Primeiro Meridiano, realizada em
Washington, no ano de 1984. Greenwich possui a importância de separar os hemisférios leste e oeste.
Quando selecionamos um determinado ponto em um paralelo, chamamos de latitude; e quando
secionamos um ponto em um meridiano,
chamamos de longitude. Assim:

- Latitude é à distância em graus de


qualquer ponto da superfície terrestre em
relação à Linha do Equador.
- Longitude é à distância em graus de
qualquer ponto da superfície terrestre em
relação ao Meridiano de Greenwich.

Dessa forma, qualquer ponto


localizado ao longo do Meridiano de
Greenwich possui 0º de longitude e, da mesma forma, qualquer ponto localizado ao longo da Linha do
Equador possui 0º de latitude. As latitudes variam entre 0 e 90º entre Norte e Sul e as longitudes variam
entre 0 e 180º entre Leste e Oeste.

Atividade 10.Correlacione os elementos às suas respectivas definições. Em seguida, assinale a


alternativa correta:

(1) Latitude
(2) Longitude
(3) Paralelo
(4) Meridiano
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( ) Linhas imaginárias traçadas horizontalmente ao eixo principal da Terra no sentido leste-
oeste.

( ) Distância em graus de qualquer ponto da superfície terrestre em relação à Linha do Equador.

( ) Linhas imaginárias traçadas verticalmente no sentido norte-sul.

( ) Distância em graus de qualquer ponto da superfície em relação ao Meridiano de Greenwich.

a) 3,1,4,2
b) 1,2,3,4
c) 2,1,3,4
d) 3,4,1,2

A Evolução da Cartografia
Neste texto, vamos falar sobre a evolução das representações cartográficas em diferentes
contextos culturais, até chegarmos à Cartografia moderna, que atualmente emprega tecnologias digitais
e informacionais para desenvolver mapas.

Os Mapas na Antiguidade
Estudos e documentos históricos encontrados em várias partes do mundo comprovam que os
mapas fizeram parte da cultura de muitos povos antigos, como dos árabes, babilônios, romanos,
egípcios, chineses, indianos, entre tantos outros. Cada um desses povos de épocas tão remotas, em
geral, tenha sido produzido de maneira rudimentar, se comparados aos padrões atuais, a produção dos
primeiros mapas pode ser considerada o marco inicial de uma longa jornada de conhecimentos em
direção ao que hoje chamamos de Cartografia (Vale lembrar que a Cartografia é a ciência que estuda
e desenvolve os mapas).
O aperfeiçoamento das técnicas de representação cartográfica ao longo da história permitiu que
os seres humanos ampliassem cada vez mais o conhecimento sobre o mundo, ampliando as
possibilidades de ocupação e apropriação do espaço geográfico, como veremos neste texto.
Pioneiros da Cartografia, os chineses se destacaram na produção de mapas desde o século III
a.C., muito antes que a produção cartográfica se desenvolvesse na Europa. Naquela época, eles já
utilizavam mapas não só como meios de orientação e localização, mas também para fins de delimitação
de fronteiras, administração e controle de território, cobrança de impostos, estratégia militar, definição
de rotas de comércio e de navegação etc. Por volta dessa mesma época, os egípcios, que já dominavam
métodos de medição de áreas e distâncias por meio de instrumentos e cálculos matemáticos, faziam
registros cadastrais de suas terras em documentos parecidos com cartas geográficas.
Mas foram os gregos os que mais se destacaram e contribuíram para o desenvolvimento da
cartografia no mundo ocidental. Com os seus conhecimentos astronômicos, matemáticos e geodésicos,
eles foram os pioneiros na utilização de métodos científicos nos registros cartográficos. Muitos desses
conhecimentos gregos, como a concepção esférica da Terra, a criação dos primeiros sistemas de
coordenadas geográficas, a introdução das latitudes e longitudes que formam a rede de coordenadas
geográficas e a idealização dos mais antigos sistemas de projeções, determinaram o processo evolutivo
da Cartografia ocidental durante séculos, possibilitando a produção de mapas cada vez mais precisos
e fidedignos.
Um dos nomes mais famosos da Cartografia grega foi o do matemático e astrônomo Cláudio
Ptolomeu (90 a 168 d.C), que viveu em Alexandria, no Egito. Sua vasta obra foi escrita em vários
volumes, sendo que um deles, dedicados exclusivamente à Geografia, reunia uma coletânea de mapas
e é considerado o primeiro atlas da história. Entre esses mapas, há um mapa-múndi com coordenadas
geográficas traçadas a partir de uma projeção. Os mapas originais de Ptolomeu se perderam, mas
puderam ser reconstituídos com base nas explicações registradas com detalhes em sua obra.
No decorrer da história os mapas tiveram grandes participações, principalmente no início das
navegações europeias, pois através das viagens muitos continentes foram descobertos e
posteriormente explorados e habitados, fatos que marcaram o começo da Cartografia Moderna.
No período das grandes navegações era coletada uma série de informações, dados retirados a
partir da descrição dos lugares onde passavam, tais como baías, enseadas, montanhas, rios, clima,
dentre outros, além de noções de distâncias, extensões, altitudes, latitudes, e posteriormente as
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informações eram repassadas aos cartógrafos que elaboravam os mapas, aperfeiçoando cada vez mais
a precisão dos dados.
Os mapas atuais demonstram dados estritamente precisos sobre praticamente todos os lugares
do mundo, por mais que as condições sejam adversas, isso se tornou possível através da utilização de
modernos instrumentos, específicos para realização de trabalhos cartográficos.
Os principais instrumentos usados na composição cartográfica são: bússola (criada pelos
chineses há 1.800 anos), astrolábio e o quadrante (usados nas grandes navegações, as informações
apresentadas nesse tipo mapa representavam de forma precisa informações sobre os litorais), sextante
(criado no século XVIII pelos ingleses), o moderno sensoriamento remoto (obtenção de informações
através de sensores acoplados em aviões, satélites e balões), foto aérea (são fotos extraídas por meio
de câmeras fotográficas fixadas em aviões) e imagens de satélite (produzidas por satélite).

Atividade 11. De acordo com o texto: “A arte de produzir mapas é uma das formas de representação
gráfica mais antigas da humanidade, e provavelmente foi desenvolvida antes mesmo da escrita”.
Explique por que os povos ditos primitivos tiveram tanto interesse em desenvolver mapas, mesmo que
rudimentares, antes mesmo de desenvolver a escrita.
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Tecnologias modernas aplicadas a cartografia

As novas tecnologias da informação – satélites, computação e telecomunicações, por exemplo,


têm possibilitado a utilização de novas técnicas de coleta e processamento de dados do espaço
geográfico.

1 – Sensoriamento remoto.

Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas de captação e registro de imagens a distância


por meio de diferentes sensores, como equipamentos fotográficos, scanners de satélites e radares. A
escala da foto aérea bem como a área fotografada, depende da altura da aeronave.
Satélite Sputnik – 1° satélite lançado ao espaço. Lançado pela extinta União Soviética.

Algumas utilizações do sensoriamento remoto:

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• Registrar a sequência de eventos ao longo do tempo;
• Furacões;
• Uso do solo urbano e rural;
• Desmatamento;
• Incêndios;
• Poluição das águas.

2 – Sistema de posicionamento global (GPS).

Desenvolvido no contexto da Guerra Fria. Foi projetado para localizar com precisão um objeto
ou pessoa, assim como fornecer sua velocidade caso esteja em movimento. 24 satélites ficam em órbita
em volta da Terra são utilizados nesse processo – 6 rotas.

Com o GPS obtém-se:


• Latitude
• Longitude
• Altitude

Algumas utilizações:

• Localizar alvos a serem atingidos;


• Mísseis teleguiados;
• Orientar a navegação aérea e marítima;
• Variações de fertilidade do solo;
• Controlar queimadas;
• Demarcar fronteiras;
• Planejar rotas e rastrear veículos.

3 – SIG – sistema de informação geográfica.

Os Sigs são o resultado da utilização conjunta de mapas digitais, crescentemente elaborados


com auxilio do GPS, e de bancos e dados informatizados. Esses sistemas permitem coletar, armazenar,
processar, recuperar, correlacionar e analisar diversas informações, gerando grande diversidade de
mapas e gráficos para necessidades específicas.

Algumas aplicações do SIG:


• Planejar a distribuição e calcular os custos de serviços como a coleta de lixo;
• Planejar investimentos em obras públicas;
• Facilitar o levantamento de imóveis para cálculo e controle da arrecadação de taxas e impostos;
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• Melhorar a qualidade do sistema de transporte coletivo e do tráfego urbano;
• Cadastrar propriedades, empresas e moradores com grande número de informações.

Atividade 12. Responda:

a ) O que é sensoriamento remoto?


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b)O que é e como funciona o GPS?
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c)O que é um SIG e qual sua utilidade?
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História
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EM13CHS101) Imperialismo e Colonialismo.

Imperialismo
Imperialismo consiste numa política de expansão e o domínio territorial, cultural e econômico
de uma nação sobre outras. Nessa perspectiva, estados poderosos procuram ampliar e manter seu
controle ou influência sobre povos ou nações mais fracas.

História do Imperialismo
Muitos são os exemplos de impérios que surgiram e tiveram seu fim. Destacam-se o Império
Egípcio e o Império Romano, os quais figuram modelos mais antigos de Império que conhecemos.
Todavia, a concepção de imperialismo foi perpetrada por economistas alemães, franceses e ingleses
somente na primeira metade do século XIX.
Portanto, apesar de falarmos de impérios desde a antiguidade, será no período em que o
sistema capitalista torna se industrialmente mais tecnológico, que notaremos a utilização de artifícios
mais invasivos na busca de mercados. Essa busca passa a abranger todo o globo, o qual, por sua vez,
será manipulado por empresas multinacionais e por grandes bancos.
Esta ação mais agressiva do capitalismo teve início a partir da Segunda Revolução
Industrial (1850-1950).As inovações tecnológicas, tal como motores elétricos e à explosão, a siderurgia
do aço, os barcos movidos à hélice, os sistemas ferroviários e rodoviários, o telégrafo, o telefone, o
automóvel, o avião, irão permitir um avanço das forças imperialistas de um modo sem precedentes na
história.

Cabe aqui também citar uma distinção entre Colonialismo e Imperialismo:


• Colonialismo sugere controle político, abarcando incorporação de território e perda da
soberania pela força militar.
• Imperialismo se refere ao domínio que é exercido tanto do ponto de vista formal quanto
informal, direta ou indiretamente, porém, com o mesmo resultado, que é o controle político e
econômico da região.
Portanto, com o imperialismo, não há anexação do país que recebe a influência. Ademais,
o capitalismo é pacifista em essência se considerar os preceitos do Liberalismo, enquanto a política
imperialista subverte aqueles valores ao mesmo tempo que é confundida com o próprio capitalismo.
Desse modo, o expansionismo se deve às estruturas remanescentes do período pré-capitalista,
baseadas numa política de guerras e conquistas.

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A capitalização das nações imperialistas gradativamente se amplia, assim como a "absorção" dos
países dominados pelos monopólios, levando ao ciclo de colonialismo, o qual é produto da expansão
do imperialismo.
Sob a égide do progresso, as nações imperialistas do período moderno lançaram-se numa
corrida civilizacionista pelo mundo.
Seu domínio sobre outro país era justificado pelas correntes teóricas que pregavam
o etnocentrismo, o qual afirmava a superioridade de alguns povos sobre outros. Nesse sentido, vale
lembrar que os europeus se consideravam superiores a todos os outros povos. Também podemos citar
aqui, o darwinismo social, que promovia a sobrevivência dos mais fortes como um fator social.

Os países imperialistas, principalmente os europeus, dominaram e exploraram os povos de


quase todo o planeta. Assim, provocaram muitos conflitos como a Guerra do Ópio na China, a
Revolução dos Cipaios na Índia e a Primeira e Segunda Guerra Mundial.
Paralelo a isso, tem início uma nova era imperialista, na qual os EUA irão figurar com destaque
entre as nações dominantes. O Imperialismo deste país pode ser percebido em nível militar, cultural,
econômico e político.

Ásia e África
O período da conquista europeia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do
século XX e até a I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu. Por sua vez,
durante o século XIX na África, alguns acontecimentos despertaram a atenção da Europa sobre a
importância econômica e estratégica do continente:

• a abertura do Canal de Suez, em 1869;


• a descoberta de uma série de minas de diamantes na África do Sul.

Colonialismo
A palavra “Colonialismo” é um substantivo masculino, composto pelo prefixo “colônia” (do latim,
“lugar para a agricultura”), mais o sufixo “ismo”, expressão grega que indica um sistema de ideias.
Com efeito, o termo foi usado para se referir as comunidades agrícolas fora do território de Roma.
Atualmente, é usado para designar a doutrina política, econômica e militar que embasa as conquistas
territoriais com o intuito de estabelecer o controle e autoridade da metrópole, por meio da imposição
administrativa e cultural.
Na prática, o que ocorre é a exploração dos recursos naturais da colônia em benefício da
metrópole colonizadora. Como resultado, a população que explora se desenvolve economicamente,
enquanto a explorada é aniquilada, escravizada ou, na melhor das hipóteses, dominada e oprimida ao
máximo.
Normalmente, as atividades coloniais se resumem aquelas que não permitem o
desenvolvimento cultural e material da colônia ou, quando permitem, é somente de modo restrito.
Por outro lado, a dominação colonial vem acompanhada de uma ideologia legitimadora; na era dos
“Descobrimentos” foi a evangelização dos povos indígenas. Com o neocolonialismo, o discurso de
levar a “Civilização” e o “Progresso” se torna a desculpa mais utilizada para se fazer admitir a exploração
das riquezas alheias.

Colonialismo e Imperialismo

“Colonialismo” e “Imperialismo” são práticas indissociáveis e praticamente indistintas. Isto


porque uma colônia sempre é parte integrante de um império, podendo ser considerada uma
consequência ou efeito colateral da expansão imperial. De fato, o colonialismo é uma prática muito
antiga, que remonta egípcios, fenícios, gregos e romanos, todos construíram colônias na Antiguidade.
Ora, em certo momento, estes povos migraram e estabeleceram colônias fora de seus territórios
originais. A maioria destes territórios eram controlados a partir da Metrópole, palavra grega que significa
“cidade mãe”. Por sua vez, todo o desenvolvimento colonial é condicionado pelos interesses
metropolitanos, os quais, por sua vez, estão voltados para a expansão e manutenção do Império.
Por conseguinte, a partir dos séculos XV e XVI, o colonialismo ocidental ficará a cargo das
nações europeias (especialmente Portugal e Espanha), as quais, ao buscarem o desenvolvimento do
comércio de especiarias, encontraram novos territórios em que podiam explorar os recursos naturais e
13
escravizar a população local.
Neste contexto, a organização produtiva era ditada pelas políticas econômicas
do mercantilismo, o qual visava, acima de tudo, criar um mercado e uma fonte de matérias primas
totalmente controladas pela metrópole.
Assim, as medidas mercantilistas garantiam a produção a preços baixos e a venda a preços
altos, com destaque para as colônias, onde a rigor, não se desenvolvia manufaturas e o mercado
consumidor ficava dependente dos produtos metropolitanos.
Sem espanto, este sistema injusto de exploração era perpetrado pelo “Pacto Colonial”, que
previa, dentre outras medidas, o monopólio comercial da burguesia metropolitana na compra e venda
dos produtos ao mercado europeus e para a população da colônia.
No século XIX, após a independência das colônias na América, um novo tipo de imperialismo e
colonialismo se desenvolveu, sob o prefixo grego “Neo”, que significa “novo” (neoimperialismo e
neocolonialismo), na prática, estabelece os mecanismos de controle colonial por outros meios e permite
que a nação mais poderosa controla as mais fracas, mantidas sob a esfera de influência da metrópole
colonizadora.
Foi assim que potência europeias como França, Inglaterra, Bélgica, Holanda dividiram e
colonizaram a África e, posteriormente, a Ásia.

Tipos Básicos de Colonialismo


Os tipos básicos de colonialismo são os de “Exploração” e os de “Povoamento”. De partida,
devemos salientar que eles se sobrepõem, na medida em que são contemporâneos e foram praticados
igualmente pela mesma metrópole (o caso mais emblemático foi o da Inglaterra, com sua colônia de
povoamento no Norte e a de exploração ao Sul na América).
Sendo assim, nas colônias de povoamento, é comum o estabelecimento de um grande número de
colonos nativos da metrópole, os quais buscam terras férteis para desenvolver a região
permanentemente.
Este tipo foi mais comum em regiões de clima temperado, onde os produtos cultivados eram
basicamente os mesmos produzidos na metrópole e, por este motivo, não despertavam muito o
interesse do controle administrativo metropolitano.
Por sua vez, essa negligência abria espaço para o desenvolvimento de manufaturas nas
colônias e, consequentemente, possibilitou um forte desenvolvimento econômico nestas regiões. Este
desenvolvimento está na gênese dos processos de independência das colônias na América.
Por outro lado, o colonialismo de exploração tinha toda sua lógica voltada para obtenção dos recursos
naturais da colônia.
Assim, a metrópole praticava sem escrúpulos a mineração (principal interesse desde os
“Descobrimentos”), o extrativismo vegetal e o cultivo de gêneros agrícolas, como algodão, tabaco e
cana de açúcar, sob o sistema de plantation, o que significa produção agrícola de monocultura em larga
escala, com mão de obra escrava e voltada para exportação.
Este tipo de colônia foi mais comum em regiões tropicais, onde o controle metropolitano era muito mais
rígido e a exploração colonial muito mais efetiva.

Atividades

) Qual é a relação entre o imperialismo e colonialismo?

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2º) O que é ser um país imperialista?


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3º) Qual a relação entre o colonialismo e o desenvolvimento?


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4ª) Qual é a relação entre o colonialismo?

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Sociologia
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13CHS202 Homem, animal social oupolítico.

Weber acreditava que a função do sociólogo


seria compreender o sentido das chamadas ações
sociais e explicar suas Em seus estudos lógicas causais.
Assim, suas contribuições foram em direção à análise
multicausal dos fenômenos sociais. Weber destaca
fatores culturais e materiais no surgimento das
instituições modernas. Também analisa o consequente
processo de racionalização e desencantamento do
mundo que as acompanham. Weber buscou
compreender a sociedade de modo mais abstrato e
integrada às condições históricas, culturais e sociais.
A sociologia weberiana é essencialmente
hermenêutica e busca compreender a rede de
significados que o homem teceu e se “enroscou”. Ela
afirma que a sociedade seria o resultado das formas de
relação entre seus sujeitos constituintes. Ele percebeu,
portanto, que a ciência participa de um processo
histórico geral de racionalização e intelectualização da
vida. Por isso, o objeto da sociologia seria a realidade
infinita. Para analisá-la, Weber argumenta que só
poderíamos fazer através de "tipos ideais", que serviriam como modelos interpretativos.
O sociólogo argumenta que o ser humano é levado por ações socais que por sua vez são
caracterizadas em racionais e não-racionais. São elas:
Ação social racional com relação a fins - quando os atos estão orientados para um fim
específico. Exemplos: "Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro." "Quero fazer ginástica para
emagrecer."
Ação social racional com relação a valores - neste caso, as atitudes passam a ter influência
direta de nossas crenças morais.
Abaixo, as ações sociais que Weber considerava que não passavam pela racionalidade e se
orientavam pelo subjetivismo:
Ação social afetiva - aquelas ações que fazemos porque cultivamos algum sentimento, positivo

15
ou negativo, em relação às pessoas. Exemplos: presentear em determinadas datas; expressar o afeto
tocando ou fazendo declarações.
Ação social tradicional - aqui se encaixam os costumes que seguimos por tradição ou hábitos.
Exemplos: festas, maneira de cozinhar, vestir-se, etc. Portanto, na medida em que a realidade é infinita,
não fazemos senão um recorte, uma interpretação, como uma tentativa de explicá-la.
Weber não acredita haver leis gerais que expliquem a totalidade do mundo social. Por outra
parte, seu contemporâneo Emile Durkheim (1858-1917) se alicerça nas ciências naturais enquanto
modelo metodológico de análise. Para Max Weber, as leis gerais caminham de acordo com a dinâmica
cultural e delas podemos apenas buscar as leis causais, as quais são suscetíveis de entendimento a
partir da racionalidade científica.
Frases de Max Weber

• O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o
impossível.
• Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.
• As pessoas raramente reconhecem as oportunidades da vida, porque muitas
vezes elasestão disfarçadas de trabalho.
• O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu.
Não é verdade que o bem pode seguir apenas o bem e o mal só o mal, mas muitasvezes o oposto
é verdadeiro. Quem não vê isto, é de fato, um bebê de política.

Atividade 1. De acordo com o conceito de Max Weber, marque V pra verdadeira e F pra falsa.

a) ( ) Weber acreditava que a função do sociólogo seria compreender o sentido das chamadas
ações sociais e explicar suas lógicas causais.
b) ( ) Weber não buscou compreender a sociedade de modo mais abstrato integrada às
condições históricas, culturais e sociais.
c) ( ) A sociologia weberiana é essencialmente hermenêutica e busca compreender a rede de
significados que o homem teceu e se “enroscou”. Ela afirma que a sociedade seria o resultado
das formas de relação entre seus sujeitos constituintes.
d) ( ) O homem é um animal amarrado a teorias de significados que ele mesmo teceu.

O homem: animal social ou político?

Trecho de “A Condição Humana”

A vita activa, ou seja, a vida humana na medida em que se empenha ativamente em fazer algo,
tem raízes permanentes num mundo de homens, ou de coisas feitas pelos homens, um mundo que ela
jamais abandona ou chega a transcender completamente. As coisas e os homens constituem o
ambiente de cada uma das atividades humanas, que não teriam sentido sem tal localização; e, no
entanto, este ambiente, o mundo ao qual viemos, não existiria sem a atividade humana que a produziu,
como no caso das coisas fabricadas; que dele cuida, como no caso das terras de cultivo; ou que o
estabeleceu através da organização, como no caso do corpo político. Nenhuma vida humana, nem
mesmo a vida do eremita em meio à natureza selvagem, é possível sem um mundo que, direta ou
indiretamente, testemunhe a presença de outros seres humanos.
Todas as atividades humanas são condicionadas pelo fato de que os homens vivem juntos; mas
a ação é a única que não pode sequer ser imaginada fora da sociedade dos homens. A atividade do
labor não requer a presença de outros, mas um ser que “laborasse” em completa solidão não seria
humano, e sim um animal laborans no sentido mais literal da questão. Um homem que trabalhasse e
fabricasse e construísse num mundo habitado somente por ele mesmo não deixaria de ser um
fabricador, mas não seria um homo faber: teria perdido a sua qualidade especificamente humana e
seria, antes, um deus – certamente não o Criador, mas um demiurgo divino como Platão o descreveu
em um de seus mitos. Só a ação é prerrogativa exclusiva do homem; nem um animal nem um deus é
capaz de ação, e só a ação depende inteiramente da constante presença de outros.
16
Esta relação especial entre a ação e a vida em comum parece justificar plenamente a antiga
tradução do zoom politikon de Aristóteles como animal socialis, que já encontramos em Sêneca e que,
até Tomás de Aquino, foi aceita como tradução consagrada: Homo est naturaliter politicus, id est,
socialis (“o homem é, por natureza, político, isto é, social”). Melhor que qualquer teoria complicada, esta
substituição inconsciente do social pelo político revela até que ponto a concepção original grega de
política havia sido esquecida. Para tanto, é significativo, mas não conclusivo, que a palavra “social” seja
de origem romana, sem qualquer equivalente na língua ou no pensamento gregos.
Não obstante, o uso latino da palavra societas tinha também originalmente uma acepção
claramente política, embora limitada: indicava certa aliança entre pessoas para um fim específico, como
quando os homens se organizavam para dominar outros ou para cometer um crime. É somente com o
ulterior conceito de uma societa generis humani, uma “sociedade da espécie humana”, que o termo
“social” começa a adquirir o sentido geral de condição humana fundamental.

Atividade 2.De acordo com o texto sobre; o homem: animal social ou político; marque C pra correta e
I pra incorreta;

( ) A vita activa, ou seja, a vida humana na medida em que se empenha ativamente em fazer algo,
tem raízes permanentes num mundo de homens, ou de coisas feitas pelos homens, um mundo que ela
jamais abandona ou chega a transcender completamente.

( ) No corpo político, nenhuma vida humana sobrevive sobre as condições ou formas políticas.

( ) Todas as atividades humanas são condicionadas pelo fato de que, os homens vivem juntos; mais
a ação é a única que não pode se quer ser imaginada fora da sociedade dos homens.

Atividade 3. Qual o conceito de Faber sobre o Homem racional?


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Atividade 4.O que Platão relata sobre o “mito”?


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Filosofia
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13CHS504 As concepções estéticas entre arte e cultura, moderna
e contemporânea, opressora e oprimida.
Filosofia da arte ou estética: “... estudo das formas de arte, do trabalho artístico; ideia de obra
de arte e de criação; relação entre matéria e forma nas artes; relação entre arte e sociedade, arte e
política, arte e ética.”
A arte é uma parte essencial da nossa vida, existe ao longo de toda a história da
humanidade, sem interrupção, em todos os lugares. Alguma vez você se perguntou qual
é o papel da arte na sociedade? O porquê da sua existência?
A arte é uma linguagem específica por meio da qual expressamos sentimentos e pensamentos.
Nesta aula discutiremos o conceito de arte e seu sentido para a sociedade. De forma geral a arte pode
ser definida como uma forma de linguagem por meio da qual os seres humanos expressam sentimentos
e ideais, sua natureza é exclusivamente humana. A história mostra que a humanidade não conseguiu
se desenvolver somente a partir da produção de objetos para sua sobrevivência, procurou-se algo mais:
a arte. Graças à arte o ser humano é capaz de se expressar mais completamente, fugindo do uso
17
exclusivo da razão, do intelecto. Estética é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza
do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo,
a produção das emoções pelos fenômenos estéticos, bem como: as diferentes formas de arte e da
técnica artística; a ideia de obra de arte e de criação; a relação entre matérias e formas nas artes. Por
outro lado, a estética também pode ocupar-se do sublime, ou da privação da beleza, ou seja, o que
pode ser considerado feio, ou até mesmo ridículo.
A Arte é uma necessidade do ser humano, é outra dimensão da constituição do ser humano, se
apresenta como a possibilidade de o ser humano compreender e expressar melhor o mundo que lhe
rodeia, por meio da imaginação, da criatividade, dos sentidos. Segundo Luciano Ezequiel Kaminski O
sociólogo alemão Karl Mannheim afirma que a arte está intimamente ligada à história e à cultura. A arte
não brota apenas de indivíduos isolados do mundo. Ela não é algo restrito à vida privada ou não é
independente do contexto social. Um artista pode até produzir solitariamente, mas não só para si. O
processo de criação pode, e para muitos devem, ser solitário. Mas o artista estará sempre pensando
em sua condição de vida dentro de um mundo, de uma realidade que os cerca, que o toca intimamente,
que ele sente de um jeito especial e que é capaz de dar uma forma sensível. (2006,p. 306).
Para Schiller (1997), a função do “estado estético” é fazer a passagem da determinação natural
do homem - determinado física e biologicamente, seguindo as leis da natureza, como por exemplo, seus
instintos - para a liberdade do pensamento. O ser humano se conhece por meio da razão e das
sensações. Segundo Luciano Ezequiel Kaminski “As ideias do filósofo alemão Schiller também podem
nos orientar nessa compreensão da relação entre sensibilidade e razão, entre a experiência sensível e
o intelecto, além de clarear o debate sobre a busca tão incisiva da beleza física e dos aspectos sociais
e políticos que a discussão estética pode levantar. Em sua obra Sobre a Educação Estética do Homem
em uma Sequência de Cartas, o filósofo procura mostrar o quanto a valorização da razão não conseguiu
realizar o homem em sua completude e dignidade. Essa supervalorização do pensamento racional, ao
privilegiar apenas o aspecto intelectual do homem acabou por suprimir a função cognitiva das
sensações. Conhece-se apenas pela razão, com as faculdades intelectivas; ou o corpo como um todo
também participa do processo do conhecimento?” O ser humano, segundo Schiller, possui duas
dimensões que guardam uma certa distância entre si, mas que fazem parte da sua constituição própria:
o “...estado passivo da sensação...” (SCHILLER, 1997, p. 127) e o “...estado ativo do pensamento...”
(idem). A primeira dimensão refere-se ao homem determinado física e biologicamente, seguindo as
leis da natureza, como por exemplo, seus instintos. Mas o ser humano não se limita a essa
determinação natural, ele possui uma outra face, pela qual o seu espírito, sua mente, age e pode exercer
a liberdade. É a sua segunda dimensão. Entre as duas, há um estado intermediário: o estado estético
e sua função é fazer a passagem da determinação completa da natureza para a liberdade do
pensamento. Essa passagem, porém, nunca é completa, ou seja, o homem não deixa suas limitações
naturais completamente de lado, nem a razão fica sendo a grande mola propulsora das nossas ações.
Permanecemos com certas limitações físicas e sensíveis, mas podemos pensar e decidir sobre a vida,
sobre nossas ações, isto é, podemos escolher. (2006, p. 279- 280) A arte está estreitamente ligada à
história da humanidade ao ser a manifestação das ideias, fatos e sentimentos da sociedade num
momento determinado. Nesse sentido podemos senti-la e também estudá-la. Um dos caminhos para
isso é entendermos o contexto histórico e social na qual foi produzida. No entanto, a arte não está
completamente presa às condições sociais, culturais ou históricas. A arte também pode apontar para
um futuro a partir do presente e passado. O artista pode retomar propostas e ideias do passado e
presente, reformulando-as ao seu modo e atribuindo-lhes novos significados. A arte guarda consigo
essa capacidade de superar esses condicionantes, muito embora não consiga existir sem eles. Mas a
arte também expressa e possui vínculos ideológicos, não escapa ao jogo de interesses das classes
dominantes, distorcendo e escondendo a realidade. Segundo Luciano Ezequiel Kaminski, A burguesia,
por exemplo, no decorrer do processo de dominação econômica, no sistema capitalista, também acabou
por determinar o que deve ser ou não deve ser visto como arte. [...] Muitas vezes essa classe apropriou-
se de elementos e iniciativas da cultura popular e histórica como sendo suas, limitando, posteriormente,
o acesso a essas formas de arte. Mas a arte também pode ser o caminho para a aquisição da
autonomia, da consciência crítica e da transformação social à medida que ela também pode refletir,
criticar e denunciar as desigualdades e dos abusos do capital”. (2006, p. 301)
Na figura 15.1 temos um exemplo da pintura de Candido Portinari em que o pintor denuncia a
saga cruel dos retirantes.

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A Arte é uma necessidade do ser humano, é outra
dimensão da constituição do ser humano, se apresenta como a
possibilidade de o ser humano compreender e expressar melhor o
mundo que o rodeia, por meio da imaginação, da criatividade, dos
sentidos.
Figura 15.1 Retirantes – Candido Portinari Fonte:
www.portinari.org.br

Resumo: De forma geral a arte pode ser


definida como uma forma de linguagem por meio da
qual, os seres humanos expressam sentimentos e
ideais, sua natureza é exclusivamente humana. A
história mostra que a humanidade não conseguiu se
desenvolver somente a partir da produção de objetos
para sua sobrevivência, procurou-se algo mais: a arte.
Graças à arte o ser humano é capaz de se expressar
mais completamente, fugindo do uso exclusivo da
razão, do intelecto. A arte está estreitamente ligada à
história da humanidade ao ser a manifestação das
ideias, fatos e sentimentos da sociedade num momento determinado. No entanto, a arte não está
completamente presa às condições sociais, culturais ou históricas. A arte também pode apontar para
um futuro a partir do presente e passado, o artista pode retomar propostas e ideias do passado e
presente, reformulando-as ao seu modo e atribuindo-lhes novos significados. A arte guarda consigo
essa capacidade de superar esses condicionantes, muito embora não consiga existir sem eles. A arte
também expressa e possui vínculos ideológicos.

Atividade 1. Quais são as manifestações artísticas relacionadas à atividade pesqueira da sua região?
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Atividade 2.“A Arte é uma necessidade do ser humano”, justifique esta afirmação.
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Biologia
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13CNT202 Substâncias inorgânicas e orgânicas;
EM13CNT101 Ácidos nucleicos;
Biologia e tecnologia
Bioquímica Celular
Os seres vivos são constituídos de substâncias orgânicas e inorgânicas. As substâncias
inorgânicas são a água e os minerais; e as orgânicas, os carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e
ácidos nucleicos. A Bioquímica é a parte da Biologia responsável pelo estudo dessas substâncias e as
transformações químicas que ocorrem no organismo dos seres vivos, graças à sua presença.
A água é a substância mais abundante e está intimamente relacionada ao surgimento e
manutenção da vida, tanto dentro quanto fora do organismo de qualquer ser vivo. Dentre as suas
diversas funções, é bastante eficaz como solvente e como moderadora de temperatura.
Os sais minerais são encontrados dissolvidos na água, em forma de íons, na forma de cristais
ou ligados a moléculas orgânicas. Dessa forma, é perceptível que executam funções diversas, como a
formação de estruturas, regulação de reações químicas, dentre outras.
19
Os carboidratos cumprem função energética e participam da formação de estruturas. Os lipídios
são responsáveis pelo armazenamento de energia e são componentes celulares. Já as proteínas são
responsáveis por grande parte do metabolismo celular e pelas defesas do organismo. Quanto às
vitaminas, essa expressão se refere a substâncias orgânicas que o corpo precisa, em pequenas
concentrações, para o seu bom funcionamento, mas não é capaz de produzir. Algumas delas são a
vitamina D, que atua no metabolismo do cálcio e fósforo, e a vitamina K, que previne hemorragias, uma
vez que atua na coagulação do sangue. Finalmente os ácidos nucleicos são substâncias que constituem
os genes e possuem dois tipos: o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o RNA (ácido ribonucleico).
Os ácidos nucleicos podem ser definidos como polímeros (macromoléculas formadas a partir de
unidades menores) compostos por moléculas conhecidas como nucleotídeos. Os dois ácidos nucleicos
existentes são o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA). Eles são responsáveis
por codificar e traduzir as informações que determinam a síntese das várias proteínas encontradas nos
seres vivos.

Função dos ácidos nucleicos


Os ácidos nucleicos são moléculas complexas responsáveis por armazenar e transmitir
as informações genéticas, bem como garantir sua tradução. O armazenamento e a transmissão dessas
informações são garantidos por meio do DNA. A tradução, por sua vez, é um papel do RNA e nada mais
é do que a síntese de proteínas, a qual é orientada pelas informações genéticas fornecidas pelo DNA.
Algumas moléculas de RNA também apresentam capacidade enzimática, sendo conhecidas
como ribozimas.

Estrutura dos ácidos nucleicos


Os ácidos nucleicos são formados pelos nucleotídeos, moléculas compostas por três componentes:
• Grupo fosfato;
• Açúcar de cinco carbonos (pentose);
• Base nitrogenada (base contendo nitrogênio).

Observe os três componentes do nucleotídeo.


O DNA e o RNA, que são os dois tipos de ácidos nucleicos existentes, apresentam diferenças
em seus nucleotídeos. O açúcar de cinco carbonos pode ser a ribose ou a desoxirribose. Esses
açúcares diferenciam-se pelo fato de que a desoxirribose apresenta um átomo de oxigênio a menos
que a ribose. A desoxirribose está presente no DNA, enquanto a ribose é encontrada apenas no RNA.
As bases nitrogenadas de um nucleotídeo são também variadas. São bases nitrogenadas a adenina, a
guanina, a timina, a citosina e a uracila. Elas estão agrupadas em dois grupos: pirimidinas e
purinas. Cada base nitrogenada possui um ou dois anéis com átomos de nitrogênio.
Nas pirimidinas, observa-se a presença de um anel de seis átomos, incluindo carbono e
nitrogênio. Já nas purinas, verifica-se a presença de um anel de seis átomos fusionado a um anel que
contém cinco átomos. Citosina, timina e uracila são pirimidinas, enquanto a adenina e a guanina são
purinas. No DNA, estão presentes as bases nitrogenadas citosina, guanina, adenina e timina. No RNA,
por sua vez, a timina está ausente e, no seu lugar, encontramos a uracila.
20
Os nucleotídeos ligam-se por meio de ligações fosfodiéster, ou seja, um grupo fosfato ligando
dois açúcares de dois nucleotídeos. Essa ligação é responsável por formar um padrão de unidades de
açúcar-fosfato. Quando os nucleotídeos se ligam, observa-se que as duas extremidades livres do
polímero ficam diferentes uma da outra. Em uma das extremidades, está o grupo fosfato, ligado ao
carbono 5´; na outra, temos um grupo hidroxila ligado ao carbono 3´. Essas extremidades são chamadas
de extremidades 5´e 3´. Ao longo da cadeia de açúcar-fosfato, estão ligadas as bases nitrogenadas.
O DNA é o ácido nucleico responsável por armazenar as informações hereditárias. As
informações genéticas nessa molécula estão organizadas em unidades chamadas de genes, os quais
são herdáveis.
Esse ácido nucleico é formado por dois polinucleotídios dispostos de maneira espiralada em
torno de um eixo imaginário (dupla-hélice). As cadeias de açúcar-fosfato estão organizadas mais
externamente e estão unidas por meio de ligações de hidrogênio estabelecidas entre os pares de bases
nitrogenadas dispostos mais internamente. O açúcar encontrado nos nucleotídeos do DNA é
a desoxirribose.
Vale salientar que as bases nitrogenadas dos nucleotídeos pareiam se de maneira específica.
A adenina só se pareia com a timina, enquanto a guanina sempre se pareia com a citosina. Com isso,
temos que as duas cadeias na dupla-hélice do DNA são complementares, assim, ao sabermos a
sequência de base de uma cadeia, sabemos imediatamente as bases da outra cadeia. Um fato curioso
é que as moléculas de DNA são muito longas, sendo formadas por vários nucleotídeos. O DNA é a
maior macromolécula da célula.
O RNA é um ácido nucleico relacionado com a síntese de proteínas. Além disso, algumas
moléculas de RNA apresentam função catalítica, sendo denominadas de ribozimas.
As moléculas de RNA, diferentemente das moléculas de DNA, apresentam-se como cadeias
simples. Em algumas situações, o pareamento ocorre, mas com bases presentes em uma mesma
cadeia. Essas combinações conferem ao RNA a formação de estruturas tridimensionais. O açúcar do
RNA é a ribose e suas bases nitrogenadas são a citosina, guanina, adenina e uracila. A adenina só se
pareia com a uracila, e a guanina sempre se pareia com a citosina.

Desafios de Biologia

01 - Sobre a estrutura do DNA, marque a alternativa incorreta:

a) O DNA carrega as informações genéticas do indivíduo.


b) Os cromossomos são formados principalmente por DNA.
c) O DNA, assim como o RNA, é formado por nucleotídeos, que são constituídos por um fosfato, um
açúcar e uma base nitrogenada.
d) Os nucleotídeos que formam o DNA diferenciam-se do RNA por apresentarem uma ribose e a base
timina.

02 - Marque a alternativa que melhor define um gene.

a) O gene é uma porção da molécula de RNA que determina uma característica.


b) O gene é uma região do DNA que é responsável pela síntese de carboidratos, determinando nossas
características.
c) O gene é uma sequência de nucleotídeos em que está contida a informação que será usada para a
síntese de proteínas.
d) Trecho do RNA que contém sequências de nucleotídeos que são usados para a síntese de proteínas.

03- O RNA e o DNA são ácidos nucleicos e, portanto, são constituídos por subunidades denominadas
nucleotídeos. Esses dois ácidos nucleicos, no entanto, apresentam algumas diferenças, como é o caso

21
de suas bases nitrogenadas. Analise as alternativas e marque a que apresenta a única base nitrogenada
ausente no DNA.

a) Citosina b) Guanina c) Uracila d) Timina e) Adenina

Saberes do Campo
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13CHS302 Cooperação familiar
EM13CHS205 Agroindústria familiar
Desenvolvimento das agroindústrias no Brasil

Cooperativismo
O Cooperativismo é um modelo socioeconômico fundamentado na participação democrática, na
independência, na solidariedade e na autonomia dos que se unem de forma voluntária em prol de um
mesmo objetivo econômico e social. Quando várias pessoas se juntam em busca de um bem comum,
com foco no equilíbrio e na promoção de melhores oportunidades, elas formam uma cooperativa, na
qual se trabalha de forma a gerar benefícios iguais a todos os membros, os chamados cooperados.
O Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levantamento
feito em mais de 5 milhões de propriedades rurais de todo o Brasil, aponta que 579,5 mil desses
estabelecimentos estão associados a cooperativas, o que equivale a 11,4% de todos os
estabelecimentos agropecuários do país. Desses, cerca de 410 mil são da agricultura familiar, ou seja,
71,2% dos estabelecimentos cooperados são do tipo agricultura familiar. A Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB) aponta que existem mais de 1.200 cooperativas agropecuárias em
atividade no país, que geram cerca de 207 mil empregos.
O cooperativismo constitui sólido instrumento de acesso a mercados e contribui para manter o agricultor
no campo, mediante fomento à comercialização dos produtos e fornecimento de serviços aos
cooperados. Vários benefícios são oferecidos aos cooperados, sendo possível destacar:
Inclusão de produtores, independentemente de seu tamanho e sistema de produção;
Coordenação da cadeia produtiva em relação horizontal;
Geração e distribuição de renda de forma equitativa;
Prestação de serviços e o acesso e adoção de tecnologias aos seus cooperados;
Economias em escala nos processos de compra e venda, isto é, barganha adquirida nas compras e nas
vendas coletivas;
Acesso a mercados, que isoladamente seria mais complicado; e
Agregação de valor à produção dos cooperados.
Dentro da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), as políticas públicas voltadas às
cooperativas são coordenadas pelo Departamento de Cooperativismo e Acesso a Mercados (DECAM),
ao qual compete: formular, planejar e coordenar políticas e diretrizes concernentes ao cooperativismo;
fomentar a profissionalização da gestão de cooperativas agropecuárias; fomentar o intercooperativismo;
planejar, gerenciar e supervisionar as iniciativas de compras institucionais dos agricultores familiares
para o abastecimento alimentar realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab);
realizar articulações junto a outras políticas e ações governamentais com vistas à potencialização de
aquisições dos agricultores e de suas organizações; e promover o acesso aos mercados, nacional e
internacional, das organizações de agricultores.
Seguindo o exemplo das cidades de Sorriso e Juscimeira, Campo Verde é o mais novo município a
aderir ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf-
MT), lei criada pelo Governo do Estado e aplicada pela Secretaria do Estado de Agricultura Familiar
(Seaf) que permite que agricultores familiares possam comercializar seus produtos em outras cidades
após liberação sanitária. A adesão oficial da cidade, localizada a 140 km de Cuiabá, está registrada
pela portaria nº 003, publicada no Diário Oficial do dia 09 de março. O documento autoriza a Cooperativa
dos Agricultores Familiares do Assentamento Santo Antônio da Fartura (Coopersaf) a comercializar,
além da fronteira municipal, a produção alimentícia derivada da produção de milho, cana-de-açúcar e
leite.
De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Flávio Mattei, a Coopersaf já vendia sua produção
para a Prefeitura e mercados do município. Agora, com a adesão ao Susaf, expectativa é que a ação,
além de beneficar o pequeno produtor, alavanque o crescimento econômico de Campo Verde.
22
Susaf
O Susaf foi criado pela lei 10.502 de 18 de janeiro de 2017. Com o Sistema é possível simplificar a
venda de produtos da agricultura familiar e de agroindústrias de pequeno porte, garantindo o livre
comércio e a expansão do mercado consumidor. Produtos que antes tinham sua comercialização
restrita ao município de origem, com o Susaf podem ser vendidos sem barreiras, em todo o
Estado. Para se ter o acesso aos benefícios do selo, o produtor deverá fazer a adesão ao Serviço de
Inspeção Municipal (SIM), como já acontece nos municípios do Estado. Após a posse da certificação
municipal, o produtor solicita que a prefeitura acione a Seaf, secretaria responsável pelo gerenciamento
do Sistema, para que o município faça a adesão ao Susaf. Após cumpridos os requisitos, o produtor
receberá um selo certificando a procedência dos produtos e que o libera para vender em outras cidades.

Desafios de Saberes do Campo

01 – Descreva o cooperativismo.
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_________________________________________________________________________________
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02 – O que relata o Censo Agropecuário de 2017?
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03 – Cite alguns benefícios aos cooperados.
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_________________________________________________________________________________
04 – O que compete ao DECAM?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
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05 – Quando foi criado o Susaf? Qual sua importância?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
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Matemática
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
EM13MAT308 Lei dos senos e lei dos cossenos. Congruência de
triângulos (por transformações geométricas –
isometrias). Semelhança entre triângulos (por
transformações geométricas – homotetias)

A trigonometria estuda as relações entre ângulos e lados de um triângulo. Para um triângulo


retângulo definimos as razões: seno, cosseno e tangente.
Essas razões são muito úteis para resolver problemas onde precisamos descobrir um lado e
conhecemos a medida de um ângulo, além do ângulo reto e um dos seus lados.A trigonometria é um
assunto que veio se desenvolvendo ao longo da história, não tendo uma origem precisa. A palavra
trigonometria foi criada em 1595 pelo matemático alemão Bartholomaus Pitiscus e tem origem nos
termos gregos tri (que significa três), gono (que significa ângulo) e metron (que significa medida), ou
seja, em sua origem a palavra trigonometria significa: “o estudo das medidas de um triângulo”. No século
23
II a.C. o astrônomo Hiparco fez um tratado de doze livros nos quais estava presente a construção do
que se pode chamar de tabela trigonométrica. A tabela de Hiparco consistia em relacionar o ângulo α ,
da figura a seguir, com a razão entre a semi-corda e o raio da circunferência. A B.

Este assunto foi sendo desenvolvido por povos distintos ao longo da história, logo, sofreu várias
traduções até se chegar ao termo sinus (palavra do latim que significa “dobra” ou “baía”). O termo sinus,
do latim, deu origem ao termo seno, do português, portanto o seno de um ângulo α é a razão entre a
semi-corda e o raio. A partir do conceito de seno a trigonometria se desenvolve, surgindo outras funções
trigonométricas. Para um estudo introdutório das funções trigonométricas o triângulo retângulo se
mostrou uma ferramenta apropriada. Triângulo retângulo é todo triângulo que possui um ângulo reto.
Neste triângulo o lado oposto ao ângulo reto é chamado de hipotenusa e os demais lados são chamados
de catetos.
Os valores do seno, do cosseno e da tangente são calculados em relação a um determinado
ângulo agudo do triângulo retângulo.
De acordo com a posição dos catetos em relação ao ângulo, ele pode ser oposto ou adjacente,
conforme imagem abaixo:

Seno (Sen )
É a razão entre a medida do cateto oposto ao ângulo agudo e a medida da hipotenusa de um triângulo
retângulo. Essa relação é calculada através da fórmula:

Lê-se cateto oposto sobre a hipotenusa.

Cosseno (Cos )
É a razão entre a medida do cateto adjacente ao ângulo agudo e a medida da hipotenusa de um
triângulo retângulo. Essa relação é calculada através da fórmula:

Lê-se cateto adjacente sobre a hipotenusa.

Tangente (Tg )
É a razão entre a medida do cateto oposto e a medida do cateto adjacente ao ângulo agudo de um
triângulo retângulo. Essa relação é calculada através da fórmula:

24
Lê-se cateto oposto sobre cateto adjacente.

Os ângulos de 30º, 45º e 60º são os mais usados nos cálculos e por isso, eles são chamados de ângulos
notáveis.

Relações Trigonométricas 30° 45° 60°


Seno 1/2 √2/2 √3/2
Cosseno √3/2 √2/2 1/2
Tangente √3/3 1 √3

Como Calcular as Razões trigonométricas?

Para compreender melhor a aplicação das fórmulas, confira abaixo dois exemplos:

1) Encontre os valores do seno, cosseno e tangente do ângulo do triângulo abaixo.

Solução
Para encontrar os valores do seno, cosseno e tangente, devemos substituir a medida de cada lado do
triângulo nas respectivas fórmulas.

Observando a imagem, identificamos que o cateto oposto mede 5 cm, o cateto adjacente mede 12 cm
e a medida da hipotenusa é igual a 13 cm. Assim, temos:

2) Determine o valor de x na figura abaixo.

25
Observe que temos a medida da hipotenusa (10 cm) e queremos descobrir a medida de x, que é o
cateto oposto ao ângulo de 45º. Desta forma, aplicaremos a fórmula do seno.

De acordo com a tabela trigonométrica, o valor do seno de 45.º é aproximadamente igual a 0,7071.
Assim:

Portanto, o lado x mede 7,071 cm.

exemplos

A figura abaixo representa um avião que decolou sob um ângulo constante de 40º e percorreu em linha
reta 8000 m. Nesta situação, qual a altura que se encontrava o avião ao percorrer essa distância?

Considere:

sen 40º = 0,64


cos 40º = 0,77
tg 40º = 0,84

Vamos começar o exercício representando na figura a altura do avião. Para isso, basta desenhar uma
reta perpendicular à superfície e que passa pelo ponto onde o avião se encontra.

Notamos que o triângulo indicado é retângulo e a distância percorrida representa a medida da


hipotenusa deste triângulo e a altura do cateto oposto ao ângulo dado.

Portanto, usaremos o seno do ângulo para encontrar a medida da altura:

26
Assim, ao percorrer 8 000 m, o avião se encontra a 5 120 m de altura.

Exemplo 2

Para uma feira de ciências um grupo de estudantes resolveu construir uma maquete de uma casa,
conforme esquema abaixo. O telhado será feito com uma placa de isopor de 1m de comprimento, que
será dividida ao meio para fazer as duas partes do telhado. Sabendo que o telhado será feito segundo
um ângulo de 55º, calcule a medida x da largura casa.

Considere:

sen 55º = 0,82


cos 55º = 0,57
tg 55º = 1,43

Resposta correta: largura de 0,57 m ou 57 cm.

Como o telhado da maquete será feito com uma placa de isopor de 1m de comprimento, ao dividir a
placa ao meio, a medida de cada lado do telhado será igual a 0,5 m.

O ângulo de 55º é o ângulo formado entre a reta que representa o telhado e uma reta na direção
horizontal. Se unirmos essas retas, formamos um triângulo isósceles (dois lados de mesma medida).

Vamos então traçar a altura deste triângulo. Como o triângulo é isósceles, essa altura divide a sua base
em segmentos de mesma medida que chamamos de y, conforme figura abaixo:

27
A medida y será igual a metade da medida de x, que corresponde a largura da casa.
Desta forma, temos a medida da hipotenusa do triângulo retângulo e procuramos a medida de y, que é
o cateto adjacente ao ângulo dado.
Assim, podemos usar o cosseno de 55º para calcular esse valor:

Como a largura da casa é igual a duas vezes essa medida, então temos:

largura da casa = 2. 0,285 = 0,57

Assim, a maquete da casa terá uma largura de 0,57 m ou 57 cm.


Questão 3
Um menino avista o ponto mais alto de um morro, conforme figura abaixo. Considerando que ele está
a uma distância de 500 m da base do morro, calcule a altura (h) deste ponto.

Considere:

sen 20º = 0,34


cos 20º = 0,93
tg 20º = 0,36

Observando o desenho, notamos que o ângulo visual é de 20º. Para calcular a altura do morro, iremos
usar as relações do seguinte triângulo:

Como o triângulo é retângulo, iremos calcular a medida x usando a razão trigonométrica tangente.
Escolhemos essa razão, visto que conhecemos o valor do ângulo do cateto adjacente e estamos
procurando a medida do cateto oposto (x).
Assim, teremos:

Como o menino tem 1,30 m, a altura do morro será encontrada somando-se este valor ao valor
encontrado para x. Assim, teremos:
h = 180 + 1,3 =181,3

Logo, a altura do morro será igual a 181,3 m.


28
ATIVIDADES
1)Um avião decola de um ponto B sob inclinação constante de 15° com a horizontal. A 2 km de B se
encontra a projeção vertical C do ponto mais alto D de uma serra de 600 m de altura, conforme a figura.

Dados: cos 15° = 0,97; sen 15° = 0,26; tg 15° = 0,27

É correto afirmar que:

a) Não haverá colisão do avião com a serra antes de alcançar 540 m de altura.
b) Haverá colisão do avião com a serra em 540 m de altura.
c) Haverá colisão do avião com a serra em D.
d) Se o avião decolar 220 m antes de B, mantendo a mesma inclinação, não haverá colisão do avião
com a serra.

29
4)Sabendo que sen 28° = 0,46; cos 28º = 0,88 e tg 28° = 0,53, calcule o valor de x em cada figura.
a) b) c)

5)Uma pipa ficou presa em um galho de uma árvore e seu fio ficou esticado formando um ângulo de
60º com o solo. Sabendo que o comprimento do fio é de 50 metros, a que altura, aproximadamente,
√3 1
do solo encontrava-se a pipa? (Use: sen 60° = 2
; cos 60° =2 ; tg 60° = √3.)

30
Dado: considere √3 = 1,7

a) 15,7 m b) 25 m c) 42,5 m d) 50,5 m e) 85 m

6)O ângulo de elevação do pé de uma árvore ao topo de uma encosta é de 60°. Sabendo – se que a
árvore está distante 50 m da base da encosta, que medida deve ter um cabo de aço para ligar a base
√3 1
da árvore ao topo da encosta? (Use: sen 60° = 2
; cos 60° =2 ; tg 60° = √3.)

7)Qual é a largura do rio representado pela figura abaixo?(Use: sen 53° = 0,80; cos 53° = 0,60; tg 53°
= 1,32.)

31
8) complete a tabela trigonométrica abaixo.

0° 30° 45° 60° 90°


sen 0 1
2
cos 1 √2
2
tg 0 √3 Ǝ

Inglês
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EM13LGG403) Participar de processos de produção individual e colaborativa em
diferentes linguagens verbais, e suas formas para produzir sentidos
EM13LGG301) em diferentes

Fazer uso do inglês como língua de comunicação global, levando em


conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa
língua no mundo contemporâneo.

Simple past
O simple past é utilizado para expressar a ideia de um passado acabado no momento presente da fala,
por exemplo. Isso significa dizer que ele não possui nenhuma relação nem com o presente e nem com
o futuro. Entende-se, portanto, que o passado simples refere-se às ações, às situações, aos eventos
acabados.

Hello guys! How are you?Pessoal, hoje vamos conhecer“O verbo to be”na sua forma afirmativa,
negativae interrogativado passado.

Verb to be (Past Tense)


O verbo to be no passado significa era ou estava e é representado em inglês por was ou were.

Affirmative form (Forma afirmativa)


I was (Eu era / Eu estava)
You were (Você era / Você estava)
He was (Ele era / Ele estava)
She was (Ela era / Ela estava)
It was (Ele ou Ela era / Ele ou Ela estava)
We were (Nós éramos / Nós estávamos)
You were (Vocês eram / Vocês estavam)
They were (Eles ou Elas eram / Eles ou Elas estavam)

32
Ex.: I was a good student. (Eu era um bom aluno.)
She was my teacher. (Ela era minha
professora.)They were at home. (Eles estavam
em casa.)

Negative form (Forma negativa)


Para a forma negativa do verbo to be no passado, usamos not após o verbo.
I was not / I wasn´t (Eu não era / Eu não estava)
You were not / You weren´t (Você não era / Você não estava).
He was not / He wasn´t (Ele não era / Ele não estava)
She was not / She wasn´t (Ela não era / Ela não estava)
It was not / It wasn´t (Ele ou Ela não era / Ele ou Ela não estava) We
were not / We weren´t (Nós não éramos / Nós não estávamos) You
were not / You weren´t (Vocês não eram / Vocês não estavam)
They were not / They weren´t (Eles ou Elas não eram / Eles ou Elas não estavam)

Ex.: I was not a good student. (Eu não era um bom aluno.)
She was not my teacher. (Ela não era minha professora.)
They were not at home. (Eles não estavam em casa.)

Interrogative form (Forma interrogativa)

A forma interrogativa será usada para fazermos perguntas e para isso colocaremos o verboto be
no início da frase e o ponto de interrogação no final.

1 - Complete the sentences with Verb to be (Past Tense) was or were:


Traduza as frases para o português:

a) I___________________ tired last night.


b) They________________ late for school.
c) She__________________ very happy at her birthday party.
d) It___________________ in the kitchen.
e) Robert________________ nervous after the accident.
f) The girls_________________ at the club last Sunday.
g) We__________________ my neighbors last year.
h) You__________________ school friends in Mexico.
i) Karen___________________ very beautiful yesterday.
j) We__________________ near the famous actor in the elevator.

2) Put the sentences into the negative form (Past Tense): Traduza as frases para o português:
a) We were absent from the class yesterday.
_________________________________________________________________________________
b) They were at the correct place.
_________________________________________________________________________________I
was very angry at you.
_________________________________________________________________________________
c) He was a good student.
_________________________________________________________________________________
d) She was the first on the list.
_________________________________________________________________________________

33
1) Put the sentences into the interrogative form: (Past Tense).

a) We were at home yesterday.


_________________________________________________________________________________

b) She was my best friend.


_________________________________________________________________________________

c) I was hungry last night.


_________________________________________________________________________________

f) They were good students.


_________________________________________________________________________________

g)You were late for the party.


_________________________________________________________________________________

Educação Física
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EM13LGG502) Danças indígenas e de matriz africana.

DANÇA INDÍGENA

Aspecto cultural

A dança indígena tem o objetivo de realizar rituais que podem ser por várias razões, como:
fazer homenagem às pessoas mortas, agradecer pela colheita, pesca, além de outros motivos. Dessa
maneira, entende-se que a dança indígena possui intenções diferentes de outras danças porque é uma
prática que abrange rituais e costumes.

A singularidade da dança indígena

A dança é um ato artístico que envolve a expressão corporal, realizada por diversos
movimentos. Essa ação pode ser acompanhada por música de diferentes ritmos. Dançarinos usam esse
artifício para, na maioria das vezes, executarem apresentações sejam em teatros, ruas, ou em outros
lugares.
Ao tratar da dança indígena entende-se que ela possui uma singularidade comparada a
outras danças brasileiras ou qualquer outro estilo. Os índios realizam esse ato com o objetivo de praticar
um ritual. Os intuitos são os mais variados, como: espantar maus espíritos, expulsar doenças, agradecer
a colheita, a caça, marcar mudança de fase do jovem para a idade adulta, dentre outros motivos.
A dança indígena é realizada tanto pelos homens, quanto pelas mulheres. É comum que eles
utilizem adereços para praticar os rituais. Os mais conhecidos são: amuletos, símbolos, instrumentos
musicais, além de outros itens. A depender do objetivo do ritual, as peças podem variar.

As danças mais conhecidas

Existem diversas danças praticadas pelos indígenas no Brasil. No entanto, algumas tornaram-
se mais conhecidas. Duas delas são: toré e o Kuarup.

Kuarup
No Brasil, uma das danças mais conhecidas e praticadas pelos índios é o Kuarup. Ele é um
ritual celebrado pelos indígenas do Alto do Xingu, com a finalidade de fazer homenagens às pessoas
mortas. Essa prática é fundamentada a partir da imagem de um deus chamado de Mawutzinin.
O Kuarup, em resumo, é uma dança que tem a finalidade de trazer aqueles que morreram à
34
vida. No começo da celebração, os índios recebem com danças outros indígenas de outras aldeias.
Após isso, eles cortam um troco chamado de Kuarup e nele são feitas decorações específicas.
Obs.: a dança indígena Kuarup tem vários estágios. Mas o final é marcado pela ação dos índios laçarem
o tronco às águas.

Toré
Não apenas o Kuarup, mas o toré também é visto como um dos rituais mais conhecidos. Essa
dança está associada a união entre os índios da região nordeste do país e a cultura de diversos povos
indígenas.

Danças folclóricas

O folclore brasileiro reúne várias danças que são de origem indígena. São exemplos: cateretê,
caiapós, cururu e jacundá.

Cateretê
Cateretê é uma dança do folclore brasileiro que teve origem da dança indígena. Nesse estilo, as
performances são realizadas a partir da formação de duas filas, uma só de homens e a outra de
mulheres. Ao som de palmas e bate-pés os dançarinos realizam a apresentação. O cateretê é muito
conhecido nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Caiapós
A dança caiapós, por sua vez, é formada a partir de duas figuras centrais: O curumim (menino em tupi
guarani) e o cacique. Na dança, o menino interpreta que está sendo perseguido por um homem branco
e morre. Os demais dançarinos ficam em torno dele. A partir de então entra a figura do cacique que
dança ao redor do difundo até ressuscitá-lo.

Cururu
O cururu é outra dança de origem indígena e a performance abrange a participação exclusiva de
homens. Os dançarinos formam duas filas indianas. A máxima da apresentação ocorre no momento
em que chega o Divino e quando o cururueiro canta e faz saudações por conta da chegada dele. Esse
estilo é típico das regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas teve origem em São Paulo.

Jacundá
Já o estilo jacundá é uma dança do folclore brasileiro que é formada a partir da dança de roda. Para
iniciar apresentação, as pessoas criam um círculo e dois dançarinos ficam no meio. A dupla ao mesmo
tempo que dança no centro da roda, tenta sair dele.
As pessoas que formam a roda não podem deixar a dupla sair. Mas, caso ocorra, quem permitiu deve
entrar na roda e dançar no lugar.

Mais dança indígena

Existem várias danças indígenas que os índios brasileiros executam. Uma delas é a Atiaru.

Dança Atiaru

A Atiaru é uma dança indígena bastante conhecida. Ela é realizada a partir do entardecer e é
composta por homens e mulheres. Dois índios iniciam a dança. Eles normalmente utilizam adereços,
como: chocalhos nos tornozelos e cocares com penas, além de carregam em uma das mãos a
flauta yapuru. Durante a dança, com o som de chocalhos, o índio coloca uma das mãos sobre o ombro
do outro e desenvolve passos para a direita e esquerda.
Outro dois índios participam da dança, onde ficam sentados ao lado da cabana comunitária denominada
de “maloca”. Os dois primeiros índios saem em direção a maloca acompanhados cada um, por uma
índia. Elas, por sua vez, seguem com uma das mãos colocadas no ombro do parceiro. Os demais que
participam dessa dança indígena executam o mesmo do ritual.

35
Atividades
1. Quais os objetivos das danças indígenas? ________________________________
__________________________________________________________________
2. Qual a diferença das danças tradicionais e a dança indígena? ________________
__________________________________________________________________
3. Que tipo de adereço os indígenas usam em suas danças? ___________________
__________________________________________________________________
4. Cite as danças folclóricas de origem indígenas. ____________________________
__________________________________________________________________
5. Fale sobre a dança Atiaru. _____________________________________________
__________________________________________________________________
___________________________________________________________________
6. Complete o quadro abaixo corretamente

1. Dança realizada para chamar chuva.


2. Essa dança representa pescaria.
3. O índio coloca umas das mãos sobre o ombro do outro e desenvolve passos para a direita e
para a esquerda.
4. Dança associada ao casamento.
5. Dança em homenagem as pessoas mortas.

Arte
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EF09LI19) Construção de identidades no mundo globalizado;
(EM13LGG103) Análise e produção de discursos nas diversas linguagens
e contextos

Arte Contemporânea

A Arte Contemporânea ou Arte Pós-Moderna é uma tendência artística que surgiu na segunda
metade do século XX. Sua origem costuma ser relacionada à década de 60 e ao movimento pop art. A
36
Arte Contemporânea se prolonga até aos dias atuais, período esse denominado de pós-modernismo,
propondo expressões artísticas originais a partir de técnicas inovadoras. Tendência que propõe
expressões artísticas originais com técnicas inovadoras. Arte Contemporânea é uma tendência artística
que nasceu na segunda metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial. Também conhecida
como Arte Pós-Moderna, essa tendência teve início, sobretudo, com o advento da Pop Art e do
minimalismo. Do latim, o vocábulo “contemporanĕu” corresponde a união dos termos “com” (junto) e
“tempus” (tempo), ou seja, significa que ou quem do mesmo tempo ou época. Utilizamos essa palavra
como adjetivo para indicar o tempo presente, atual.

Resumo sobre a Arte Contemporânea


Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), um novo panorama é caracterizado pelo avanço
da globalização, cultura de massa e o desenvolvimento das novas tecnologias e mídias. Nesse
panorama, a arte oferece experiências inovadoras pautadas principalmente nos processos artísticos,
em detrimento do objeto, ou seja, na ideia em detrimento da imagem. Nesse sentido, a arte
contemporânea prioriza a ideia, o conceito, a atitude, acima do objeto artístico final. O objetivo aqui é
produzir arte, ao mesmo tempo que reflete sobre ela. Foi dessa maneira que a Arte Contemporânea
rompeu com alguns aspectos da Arte Moderna. Ela abandonou diversos paradigmas e trouxe valores
para a constituição de uma nova mentalidade. Ao mesmo tempo ela abriu espaço para diversidade de
estilos, perspectivas, técnicas e abrangência de linguagens artísticas (dança, música, moda, fotografia,
pintura, teatro, escultura, literatura, performances, happenings, instalações, videoarte, etc.). Em outras
palavras, a mudança da era industrial (moderna) para a era tecnológica da Informação e Comunicação
(contemporânea), proporcionou mudanças significativas no campo da cultura e das artes. Note que a
arte contemporânea abriga diversos valores da arte moderna. Destacam-se as inovações e
experimentações artísticas bem como a diluição de fronteiras entre as formas artísticas. Marcel
Duchamp foi um renomado pintor e escultor francês, Аrtіѕtа quе соmрôѕ а іnѕtаlаçãо Rоdа dе Вісісlеtа
dе 1913 bem como um ícone das vanguardas artísticas europeias do início do século XX.
Ele foi um dos precursores da arte conceitual, do dadaísmo, do surrealismo, do expressionismo
abstrato e o inventor dos "ready-made". Movimentos Artísticos Contemporâneos Imbuídos dos ideais
que alicerçam a arte contemporânea, surgem diversos movimentos e linguagens
artísticas inovadoras.
Ceiling Painting/Yes Painting (1966), arte conceitual de Yoko Ono Elas
buscaram romper com a Arte Moderna para dar lugar à arte contemporânea,
relacionada com a comunicação:
Principais Características
As principais características da arte contemporânea são:
• Sociedade da informação, tecnologia e novas mídias;
• Subjetividade e liberdade artística;
• Efemeridade da arte;
• Abandono dos suportes tradicionais;
• Mescla de estilos artísticos;
• Utilização de diferentes materiais;
• Fusão entre a arte e a vida;
• Aproximação com a cultura popular;
• Questionamento sobre a definição de arte;
• Interação do espectador com a obra.
Arte Contemporânea no Brasil
Instalação de arte contemporânea Desvio para o Vermelho (1967-1984), de Cildo Meireles . A
partir da década de 50, no Brasil, movimentos vanguardistas se desenvolveram, do qual se destaca o
Neoconcretismo, visto como um precursor da arte contemporânea
brasileira.

Atividade de Artes – Arte Contemporânea


1 -А Аrtе Соntеmроrânеа é:
a-( ) а аrtе рrоduzіdа nоѕ tеmроѕ mоdеrnоѕ е quе rеfеrе-ѕе аѕ
аtіvіdаdеѕ аrtíѕtісаѕ mеdіеvаіѕ.
b- ( ) а аrtе рrоduzіdа nо tеmро рrеѕеntе е rеfеrе-ѕе à аrtе fеіtа е рrоduzіdа роr аrtіѕtаѕ quе vіvеm
hоје.
37
c-( ) а аrtе рrоduzіdа nо реríоdо mеdіеvаl е rеfеrе-ѕе аѕ аtіvіdаdеѕ аrtíѕtісаѕ соntrоlаdаѕ реlа іgrеја
саtólіса,

2- А Аrtе Соntеmроrânеа é а аrtе dе hоје, рrоduzіdа роr аrtіѕtаѕ quе еѕtãо vіvеndо nо ѕéсulо ХХІ.
a – ( ) VERDADEIRO b- ( ) FALSO

3- Аrtе Соntеmроrânеа соmрrееndе um реríоdо аrtíѕtісо quе ѕurgіu :


( ) nа ѕеgundа mеtаdе dо ѕéсulо ХХ е ѕе рrоlоngа аté аоѕ dіаѕ dе hоје.
( ) nа рrіmеіrа mеtаdе dо ѕéсulо ХХ е durоu 100 аnоѕ.
( ) nо ѕéсulо ХІХ арóѕ аѕ rеvоluçãо іnduѕtrіаl е ѕе lіmіtоu ареnаѕ ао реríоdо.

4 - Раrtе dо рrіnсíріо dе quе о ѕіmрlеѕ dеѕlосаmеntо dоѕ оbјеtоѕ dе ѕеu соntехtо hаbіtuаl роdе
рrоvосаr umа rеаçãо rеflехіvа dо оbѕеrvаdоr.
a ( )- Рор Аrtе. b ( )- Аrtе Рrоvеrа. c ( ) -Міnіmаlіѕmо. d ( )- Аrtе соnсеіtuаl.

5 - Аrtіѕtа quе соmрôѕ а іnѕtаlаçãо Rоdа dе Вісісlеtа dе 1913, е іnfluеnсіоu о ѕurgіmеntо dа аrtе
соnсеіtuаl:
a ( )- Јоѕерh Коѕѕuth b ( ) - Ріеrо Маnzоnі c ( )- Маrсеl Duсhаmр d ( ) Dоnаld Јudd

6 - Quаl соnсеіtо gеrа а Аrtе соnсеіtuаl nоѕ аnоѕ 70?


a ( )- Іnѕtаlаçãо. b ( )- Реrfоrmаnсе. c( )- Рrораgаndа d ( )- Аrtе іntеrаtіvа.

7 – А аrtе Міnіmаlіѕtа ѕurgіu:


a ( )_1950. b ( )- 1960. c ( )- 1970. d ( )- 1980.

8 - Ѕuа іdеіа é rеutіlіzаr іmаgеnѕ dа ѕосіеdаdе dе соnѕumо (dе mаrсаѕ іnduѕtrіаіѕ а сеlеbrіdаdеѕ),
сhаmаndо а аtеnçãо dо еѕресtаdоr раrа ѕuа quаlіdаdе еѕtétіса е роdеr dе аtrаçãо, fаzеndо
аmрlіаçõеѕ оu vаrіаntеѕ сrоmátісаѕ:
a ( )- Міnіmаlіѕmо. b ( ) - Аrtе соnсеіtuаl. c( )- Рор Аrtе. d ( )- Аrtе Роbrе.

9 - Nоѕ аnоѕ 70, nа Іtálіа, ѕоb іnfluênсіа dа аrtе соnсеіtuаl е tаmbém соmо rеаçãо ао mіnіmаlіѕmо,
ѕurgе а аrtе роvеrа . О mаtеrіаl dаѕ оbrаѕ é іnútіl е рrесárіо, соmо mеtаl еnfеrruјаdо, аrеіа, dеtrіtоѕ е
реdrаѕ. О ѕіgnіfісаdо еm Роrtuguêѕ dе Аrtе Роvеrа é:
a ( )-Аrtе Nоbrе. b ( )- Аrtе Роbrе. c ( )- Аrtе рróѕреrа. d ( ) - Аrtе nоvа.

10- É umа аrtе quе utіlіzа-ѕе dе соrеѕ lumіnоѕаѕ е реquеnаѕ fіgurаѕ іnсіdеntаіѕ, раrа ріntаr dе mаnеіrа
іrônіса е bоnіtа о саоѕ urbаnо аtuаl.
a ( )_Аrtе соnсеіtuаl. B ( ) -Міnіmаlіѕmо. c ( ) - Ніреr Rеаlіѕmо. d ( ) Рор Аrt.

Língua Portuguesa
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EF89LP30) Analisar e interpretar hipertextos,
(EM13LP28)
(EF69LP56) Utilizar estratégias de leitura adequando aos objetivos
do texto em estudo;
Acentuação;
Olá, alunos! Tudo bem com vocês? Estamos retornando do recesso escolar, iniciaremos o 7º
bimestre e este material foi preparado para nortear nossos estudos e leituras no decorrer dos meses de
agosto e setembro. Bons estudos! E na dúvida entre em contato com o professor, dentro do possível
queremos ajudar vocês.

Texto

A melhor e a pior comida do mundo

38
Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo
corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo,
o mercador ordenou:
- Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor
para um banquete. A melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e
colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou
surpreso:
- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que
escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?
O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha.
- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a
língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão.
Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua
é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos
dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui,
se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos
“mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua, dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que
pode haver de melhor do que a língua, senhor?
O mercador levantou-se entusiasmado:
- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de
moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.
Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato
coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: - Hum… já sei o que há de melhor.
Vejamos agora o que há de pior... O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
- O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor?
Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu:
- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os
processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos.
É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua
que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos
desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que
explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos “morre” e
“demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque
a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
(ESOPO, 620-560 a. C.)
Responda:

1. Que função de linguagem está sendo usada em: “Mas por que escolheste exatamente a língua como
a melhor comida do mundo?”?
a) Função conativa.
b) Função expressiva.
c) Função poética.
d) Função referencial.
e) Função fática.

Texto para a próxima questão

Textos e hipertextos: procurando o equilíbrio

Há um medo por parte dos pais e de alguns professores de as crianças desaprenderem quando
navegam, medo de elas viciarem, de obterem informação não confiável, de elas se isolarem do mundo
real, como se o computador fosse um agente do mal, um vilão. Esse medo é reforçado pela mídia, que
costuma apresentar o computador como um agente negativo na aprendizagem e na socialização dos
usuários. Nós sabemos que ninguém corre o risco de desaprender quando navega, seja em ambientes
digitais ou em materiais impressos, mas é preciso ver o que se está aprendendo e algumas vezes
interferir nesse processo a fim de otimizar ou orientar a aprendizagem, mostrando aos usuários outros
temas, outros caminhos, outras possibilidades diferentes daquelas que eles encontraram sozinhos ou
39
daquelas que eles costumam usar. É preciso, algumas vezes, negociar o uso para que ele não seja
exclusivo, uma vez que há outros meios de comunicação, outros meios de informação e outras
alternativas de lazer. É uma questão de equilibrar e não de culpar.
(COSCARELLI, C. V. Linguagem em (Dis)curso, n. 3, set.-dez. 2009.)

2. A autora incentiva o uso da internet pelos estudantes, ponderando sobre a necessidade de


orientação a esse uso, pois essa tecnologia:
a) está repleta de informações confiáveis que constituem fonte única para a aprendizagem dos alunos.
b) exige dos pais e professores que proíbam seu uso abusivo para evitar que se torne um vício.
c) tende a se tomar um agente negativo na aprendizagem e na socialização de crianças e jovens.
d) possibilita maior ampliação do conhecimento de mundo quando a aprendizagem é direcionada.
e) leva ao isolamento do mundo real e ao uso exclusivo do computador se a navegação for desmedida.

Texto para a próxima questão

Disponível em: www.willtirando.com.br


3. As redes sociais digitais, como o Facebook, o Instagram e o Twitter tornaram-se parteda vida de
muitas pessoas nos últimos anos, aumentando a dicotomia entre a nossa vida no mundo “real” e
nossa vida “digital”. Ao abordar esse tema, o que podemos inferir a cerca da tirinha acima?
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Texto para as questões 4 e 5

A escola deve frear a “informalização” do português?

Se você é pai ou mãe de adolescentes, tem irmãos ou sobrinhos nessa faixa etária, talvez já
tenha flagrado alguns deles ouvindo ou cantando a letra de “Vai malandra”, de Anitta e MC Zaac. E se
observou algumas das conversas deles via redes sociais e aplicativos de mensagem, já deve ter
observado expressões como vlw flws!, blz, crush, ‘pode pá’, ‘tá serto’, ‘thanx’, OMG, LOL.
É inegável que o processo de “informalização” da língua portuguesa, com a supressão de construções
mais rigorosas e sofisticadas em troca da agilidade, tem se acelerado. E as mudanças são naturais.
“Temos que partir do princípio que as línguas naturais humanas são um organismo vivo e em
constante movimento, sendo reconstruído pelos próprios falantes”, explica Angela Mari Gusso, doutora
em estudos linguísticos e professora do curso de Letras da PUC-PR. “A língua não é uma estrutura
estática, pronta”, acrescenta.
Mas será que essa simplificação do vocabulário, acompanhada da evolução natural da língua, não deve
ser vista com preocupação pela escola? Apesar de menos atrativa para boa parte dos jovens, a variante
formal do idioma ainda é cobrada, de forma geral, na academia e no mundo profissional.

(Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/a-escola-deve-frear- ainformalizacao-do-portugues-


8uzodi85v6u98stv57nfg11tm. (adaptado))

4. Qual é a concepção de língua assumida pela pesquisadora Angela Mari e como essa visão contrasta
40
com o senso comum?
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5. No primeiro parágrafo, o texto exemplifica seu argumento com várias palavras e expressões
tipicamente usadas nas redes sociais. Crie um pequeno vocabulário com essas expressões,
escrevendo seus correlatos na língua “formal”. Caso você conheça mais expressões do tipo,
acrescente à sua resposta:
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Texto para a próxima questão Sítio Gerimum


Este é o meu lugar (…) Meu Gerimum é com g
Você pode ter estranhado Gerimum em abundância Aqui era plantado
E com a letra g
Meu lugar foi registrado.
(OLIVEIRA, H. D. Língua Portuguesa, n. 88, fev. 2013 (fragmento))

6. Nos versos de um menino de 12 anos, o emprego da palavra “Gerimum”grafada com a letra “g” tem
por objetivo:
a) valorizar usos informais caracterizadores da norma nacional.
b) confirmar o uso da norma-padrão em contexto da linguagem poética.
c) enfatizar um processo recorrente na transformação da língua portuguesa.
d) registrar a diversidade étnica e linguística presente no território brasileiro.
e) reafirmar discursivamente a forte relação do falante com seu lugar de origem.

7. “A princesa Diana já passou por poucas e boas. Tipo quando seu ex-marido Charles teve um love affair
com lady Camille revelado para Deus e o mundo.”
(Folha de S. Paulo, 5/11/93).
Glossário:
love affair - caso amoroso

No texto acima, há expressões que fogem ao padrão culto da língua escrita.


a) Identifique-as.
b) Reescreva-as conforme o padrão culto.

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8. “As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso
vamos prestar Letras”, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão
o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
(Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00)
a) As aspas assinalam, no texto acima, a fala de uma pessoa entrevistada pelo jornal. Identifique duas
marcas de coloquialidade presentes nessa fala.
b) No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho,
fazendo a correção necessária.
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Regras de Acentuação Gráfica

Quem diz que a língua portuguesa tem muito acento está mal informado. Comece a reparar nos
textos e você vai perceber que a maioria das palavras não recebe acento gráfico. As regras de
acentuação foram elaboradas de maneira a evitarmos a acentuação das palavras mais comuns na
língua.
Não confunda acentuação gráfica com acentuação tônica. Toda e qualquer palavra tem acento
tônico, isto é, uma sílaba que é pronunciada com mais força do que as outras, mas não é em todas as
palavras que tal sílaba recebe acento gráfico. Isso vai depender das regras. Então, vamos a elas.
Primeiramente, é preciso saber que as palavras se classificam de acordo com a posição da sílaba
tônica:
Oxítonas – são as palavras cuja sílaba tônica é a última.
Paroxítonas – são aquelas em que a sílaba tônica é a penúltima.
Proparoxítonas – quando a sílaba tônica é a antepenúltima.
Há, ainda, os monossílabos (palavras de apenas uma sílaba), que podem ser átonos ou tônicos.
Compare as frases: a) Ele nos viu; b) Nós voltaremos. Na primeira, note que “nos” é pronunciado de
maneira átona, por isso a tendência é que o “o” seja lido como um “u”; já na segunda frase, temos um
monossílabo tônico “nós”.

Regras básicas
a) Proparoxítonas: como são as mais raras, todas levarão acento. É o caso de lâmpada, música,
sábado, exército, gramática.
b) Oxítonas: são acentuadas as que terminam em:
• a(s): sofá, marajás;
• e(s): você, jacarés;
• o(s): cipó, avôs;
• em (ens): também, parabéns.
c) Paroxítonas: são acentuadas todas as palavras que terminam em:
• i, is, us: táxi, lápis, bônus
• ã, ão, um: órfã, sótão, álbum
• r, x, l, n, ps: éter, tórax, fácil, pólen, bíceps
• ditongo: colégio, água, série
d) E quanto aos monossílabos tônicos, são acentuados os terminados em:
• a(s): lá, pás
• e(s): fé, rés
• o(s): dó, sós
Regras especiais de acentuação gráfica

Até aqui você conheceu as regras para acentuar a maioria das palavras existentes. Só com elas,
é possível usar corretamente os acentos de quase todos os vocábulos. Agora, vamos ver alguns casos
específicos: são regrinhas especiais que tomam por base determinados aspectos sonoros das palavras,
e não a posição da sílaba tônica.
Você se lembra das regras sobre as oxítonas? Vimos que são acentuadas aquelas terminadas
em “a”, “e”, “o”, “em”. Então, como podemos explicar a palavra “açaí” ou “baú” ou ainda “Tambaú”?
Seriam exceções? Nada disso. Veja que “xixi” e “urubu” não levam acento, seguindo exatamente as
regras. Então, qual é a diferença entre “urubu” e “baú”? Não são oxítonas terminadas em “u”? São, mas

42
essa segunda é especial. Observe as regras a seguir:

Hiatos
Acentuam-se o I e o U, quando são a segunda vogal tônica de hiato, ou seja, quando essas letras
aparecem sozinhas (ou seguidas de s) numa sílaba. Veja: sa-í-da, e-go-ís-mo, sa-ú-de, ba-ú, ba-la-ús-
tre.
Observações:
• Se junto ao I e U vier qualquer outra letra (na mesma sílaba), não haverá acento: Ra-ul, ru-im,
ju-iz, sa-ir.
• Se o I for seguido de nh, não haverá acento. É o caso de rainha, moinho, campainha.
Também não haverá acento se a vogal se repetir, como, por exemplo, em xiita.

Ditongos
a) Acentuam-se os ditongos abertos, orais e tônicos das palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus,
ói, óis: papéis.
b) Com relação aos verbos terminados em guar, quar e quir, em algumas formas verbais, eles admitem
duas pronúncias:
• Se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas: enxáguo,
delínque.
• Se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas: enxaguo,
delinque.
c) O trema deve ser usado apenas em palavras estrangeiras: Muller

Acentos diferenciais
Como o nome diz, o acento diferencial serve para marcar a diferença entre palavras que são escritas
da mesma forma (homógrafas).
a) Primeiramente, vamos nos lembrar do acento que diferencia os verbos ter e vir (e seus derivados)
no presente do indicativo, caso estejam na terceira pessoa:
• ele tem – eles têm
• ele vem – eles vêm
• ele mantém – eles mantêm
• ele intervém – eles intervêm
• ele detém – eles detêm
• ele provém – eles provêm
b) Há um caso de acento diferencial de timbre (aberto/ fechado): pode (verbo no presente) – pôde (verbo
no pretérito)
c) Usa-se o acento circunflexo no verbo pôr para diferenciá-lo da preposição por, que não é acentuada.
Por: Wilson Teixeira Moutinho
Texto para as questões 9 e 10
Comida: não deixe estragar

Para evitar o desperdicio de alimentos ou uma possivel contaminaçao que afetaria a sua saude,
e preciso colocar em pratica atitudes que começam na hora da compra e se estendem a forma como
voce armazena e prepara em casa. Aprenda!
Restos de comida no lixo prejudicam o bolso e o meio ambiente. Segundo a Organização das
Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogados
fora por ano. No Brasil, cada habitante produz 1 kg de lixo por dia, sendo 58% deste orgânico.
Para acabar com o desperdício, é preciso adotar certas medidas. Entre elas, planejar as
compras com listas adequadas ao número de moradores da casa, cozinhar a quantidade certa e guardar

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as sobras na geladeira ou no freezer - organizando tudo de maneira correta, a fim de aumentar a
conservação e a durabilidade dos produtos, além de prevenir doenças devido ao consumo de comidas
estragadas.
O bom senso é excelente conselheiro para saber se os alimentos se apresentam em bom
estado: olhe, cheire e prove. Mas cuidado: algumas alterações estão fora do alcance dos sentidos. A
contaminação microbiana é a mais conhecida e perigosa. Muitas vezes invisível, não tem cheiro, nem
sabor. É causada por bactérias, bolores e outros microrganismos que se desenvolvem nos alimentos e
podem originar doenças. Os principais culpados são Salmonella, Listeria e Campylobacter. Todos
afetam o funcionamento do aparelho digestivo e podem provocar vômitos e diarreias, entre outros
sintomas.
Quando os microrganismos, como o Clostridium botulinum e o estafilococos, produzem toxinas,
podem surgir intoxicações alimentares com consequências mais graves: morte dos tecidos atingidos e
paralisia dos músculos são exemplos. Porém vale destacar que nem sempre uma comida contaminada
causa doenças: depende da quantidade de germes e da resistência da pessoa que está comendo.
Saiba, ainda, que as alterações físicas e químicas reduzem a qualidade do alimento: afetam o aspecto,
a textura, o paladar e, às vezes, o valor nutritivo. Mas, em geral, não desencadeiam problemas de
saúde. Essas alterações são provocadas, por exemplo, pela temperatura, pelo ar ou por enzimas,
deixando, por exemplo, o mel cristalizado, a alface murcha ou a manteiga rançosa.
O bom é que essa degradação dos alimentos pode ser abreviada com boas práticas e temperaturas de
conservação adequadas. Na cozinha, siga à risca as regras de higiene. Manipule os alimentos com as
mãos e os utensílios limpos e não corte, por exemplo, o frango e os legumes sem lavar a faca, para
evitar contaminação cruzada.
Cozinhe bem todos os pratos, para eliminar os microrganismos. As toxinas produzidas por alguns deles
resistem ao calor e não há como eliminá-las. Caso a comida preparada sobre, espere esfriar e guarde
na geladeira. Saiba que a temperatura sempre sobe quando colocamos novos alimentos dentro dela,
mesmo que estejam à temperatura ambiente. Porém com comida quente a elevação é maior. Assim,
além de pôr em risco a conservação do alimento, pode danificar o aparelho.
Na geladeira ou na despensa, uma boa dica é colocar os produtos com validade mais próxima na parte
da frente. Dessa maneira, serão os primeiros a serem pegos na hora em que você quiser consumi-los.
Já o período de conservação depende do tipo de alimento. Em geral, os mais ácidos e secos resistem
mais e, em muitos casos, não precisam de refrigeração. Os perecíveis - como carne, peixe, frutos do
mar e bolos com recheio - devem ser guardados na geladeira e consumidos entre um e três dias. As
sobras de refeições aguentam alguns dias, se forem bem cozidas e guardadas, no máximo a 4ºC.
(Texto adaptado de Revista Proteste Saúde, número 61, março 2017, p. 10-12. )

9. Sobre acentuação gráfica, assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto
obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
a) número, invisível, máximo.
b) invisível, desperdício, você .
c) período, perecíveis, três.
d) porém, além, bactérias.
e) prática, orgânico, músculos.

10. O primeiro parágrafo do texto Comida: não deixe estragar está escrito sem sinais gráficos de
acentuação, desviando-se da gramática normativa. Reescreva-o, colocando os acentos nas palavras
que precisam:
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

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11. Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas:
a) desperdício – porém – prática – você.
b) desperdício – invisível – perecível – saúde.
c) desperdício – prática – músculo – além.
d) invisível – orgânico – músculo – prática.
e) porém – você – não – contaminação.

12. Um dígrafo caracteriza-se como o encontro de duas letras que indicam um único fonema. Assinale a
alternativa em que todas as palavras possuam um dígrafo:
a) chácara – aquilo – pneu – terror – flor.
b) chácara – aquilo – pneu – terror – essa.
c) achar – frequente – nascer – água – essa.
d) achar – frequente – pneu – água – chácara.
e) chácara – aquilo – nascer – terror - achar.

13. Classifique os encontros vocálicos presentes nas palavras destacadas no trecho a seguir:
Após um longo inverno, em que se recuperaram de uma exaustiva viagem da região da Patagônia até
a costa gaúcha, oito pinguins, os quais estão bem, tomaram o rumo de volta para casa, liberados do
Centro de Recuperação de Animais Marinhos.
(Disponível em: < https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/11/21/apos- se-recuperarem-em-rio-
grande-pinguins-sao-liberados-no-mar-para-voltarem-a- patagonia.ghtml>. Acesso em: 23 nov. 2018.
Adaptado.)
a) hiato, tritongo, tritongo, hiato, ditongo.
b) ditongo, ditongo, hiato, tritongo, ditongo
c) ditongo, ditongo, tritongo, tritongo, hiato.
d) ditongo, tritongo, tritongo, ditongo, hiato.
e) ditongo, tritongo, tritongo, hiato, ditongo.

14. Através dos gêneros textuais é possível classificar um texto com base em suas características
estruturais e sua função social. Partindo desse pressuposto, identifique os gêneros descritos a seguir:

I. É um relato dos acontecimentos do dia a dia escrito em linguagem informal. Não possui um destinatário
específico e sempre consta a data na qual foi escrito. Possui como objetivos principais guardar
memórias e escrever desabafos.
II. Com o objetivo de informar algum acontecimento de maneira objetiva e imparcial, possui linguagem
formal, sem figuras de linguagem. Geralmente é escrito de modo narrativo e descritivo.
III. É um relato dos acontecimentos do dia a dia geralmente com uma linguagem humorística,
satírica, irônica ou crítica. Caracteriza-se por sua brevidade e linguagem simples.
IV. Utiliza verbos no imperativo com o intuito de oferecer instruções para o leitor. O objetivo é instruir
o leitor para preparar algo, como uma refeição, por exemplo.

São respectivamente:

a) Diário – Crônica – Notícia - Receita.


b) Crônica – Notícia – Diário – Receita.
c) Diário – Notícia – Crônica – Receita.
d) Diário – Reportagem – Crônica – Receita.
e) Diário – Notícia – Crônica – Manual de Instruções.

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Física
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EM13CNT101) • Conservação da quantidade de movimento, assim como
a consequência do seu estudo "as colisões “.
Energia e as leis da conservação.
Energia, trabalho e potência

Formas de energia
Um dos conceitos físicos mais importantes é o de energia,
presença constante em todas as nossas atividades diárias. Mesmo em
repouso, o nosso corpo necessita de energia para manter seu
funcionamento; mas nossas necessidades energéticas vão muito além
da alimentação.
Na sociedade atual, nossa dependência de energia é tão
grande que é difícil imaginar como seria nossa vida sem ela. A fonte
de energia para os animais é a alimentação. Carros, motos, aviões e
foguetes também necessitam de energia para se movimentar.
O que observamos na natureza é uma série de contínuas transformações de energia. Tanto a
nossa sobrevivência como a do planeta Terra está diretamente ligada à energia que vem do Sol. Essa
energia, natural de reações nucleares que ocorrem no interior da estrela, ao chegar à Terra é
armazenada e utilizada das mais variadas formas.
Embora o uso de diversas formas de energia seja uma prática da humanidade desde os
primórdios, somente no início do século XIX esse conceito começou a fazer parte do vocabulário
científico, passando rapidamente para o vocabulário popular. O termo foi cunhado por Thomas Young
(1773-1829), em 1807, baseado no grego (en: dentro; érgon: trabalho, obra, ação).
Vale lembrar que a Física não só define as grandezas, mas também procura disponibilizar meios
de medi-las ou calculá-las. De acordo com a fonte, a energia recebe uma denominação: ela pode ser
mecânica, térmica, elétrica, química, luminosa, sonora, nuclear, etc. Essas diferentes modalidades
de energia são equivalentes, isto é, podem ser transformadas de um tipo em outro, tanto por meio de
processos naturais como artificiais.
As transformações de energia obedecem a um dos princípios fundamentais da Física, o
princípio da conservação de energia:
“A energia não pode ser criada nem destruída; somente pode ser transformada.”

Vejamos cada uma das modalidades de energia.

Energia mecânica
A energia mecânica pode ser cinética ou potencial.
A energia cinética é a energia associada ao movimento. Todo
corpo em movimento possui energia cinética. Quando
chutamos uma bola, fornecemos a ela certa quantidade de
energia. Parte dessa energia se transforma em energia
cinética, isto é, a bola passa a apresentar movimento. O
mesmo raciocínio pode ser aplicado a um carro: quando ele se
movimenta, a energia obtida a partir da queima do combustível
é, em parte, transformada em energia cinética.

A energia potencial é a energia armazenada, associada à


posição de um corpo ou de um sistema de corpos. Essa energia
pode permanecer armazenada indefinidamente ou ser utilizada a
qualquer momento na produção de movimento, ou seja, pode ser
transformada, no todo ou em parte, em energia cinética, como
ocorre, por exemplo, quando um carrinho desce em uma
montanha-russa ou um skatista descendo em uma pista.

Energia química
O petróleo e seus derivados, a biomassa (lenha, carvão
46
vegetal e derivados da cana), o gás natural e o carvão mineral perfazem, juntos, 82,4% da oferta interna
de energia em nosso país. A energia desses combustíveis é obtida por meio de uma transformação
química chamada combustão.
Em uma reação de combustão ocorre a liberação de grandes quantidades de energia, as quais
podem ser aproveitadas para movimentar máquinas e motores. Mas de onde provém a energia liberada
em uma combustão? Das ligações químicas dos átomos, moléculas ou íons que compõem o material.
Todos os materiais possuem energia armazenada em sua estrutura. Na combustão, as ligações entre
partículas constituintes do material são quebradas, havendo formação de novas substâncias e liberação
de energia.

Energia térmica
Tudo que nos rodeia é constituído por átomos, que estão sempre em movimento. Mesmo nos
sólidos, nos quais essas partículas ocupam posições bem determinadas, elas apresentam um
movimento de vibração. Esse movimento, que recebe o nome de agitação térmica, nos dá a medida
da energia térmica do corpo. Quanto maior a temperatura de um corpo, maior a agitação de suas
partículas e, portanto, maior sua energia térmica.
Quando dois corpos com temperaturas diferentes interagem, a energia térmica transfere-se
espontaneamente do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura. Essa energia
térmica em trânsito, provocada por uma diferença de temperatura, é denominada calor.

Energia elétrica
Todos os corpos são formados de átomos, que, por sua vez, são constituídos de partículas
menores, sendo as principais os prótons, os elétrons e os nêutrons. Os prótons e os elétrons
apresentam uma propriedade denominada carga elétrica, determinante na força elétrica entre os
corpos.
Quando separamos as cargas elétricas umas das outras, fornecemos a elas certa quantidade
de energia, que fica armazenada no sistema na forma de energia potencial elétrica. Essa energia
potencial elétrica armazenada, que encontramos, por exemplo, nas pilhas e baterias, pode ser
aproveitada para colocar em funcionamento os mais diversos aparelhos elétricos.

Energia solar
A matéria solar é constituída basicamente por hidrogênio em estado de plasma. Com o
processo da fusão nuclear, o Sol produz energia continuamente. Sabe-se que cerca de 30% da energia
solar que chega à Terra é refletida de volta para o espaço; aproximadamente 47% dessa energia se
transforma em calor, aquecendo os continentes e os oceanos; 23% provocam a evaporação das águas,
que formam as chuvas; 0,2% é a parcela responsável pelo deslocamento do ar atmosférico e pela
formação de ondas no mar; e somente 0,02% é aproveitado no processo da fotossíntese.

Energia luminosa
Somente uma pequena fração da energia liberada pelo Sol chega à Terra. Essa energia se
propaga pelo espaço em forma de ondas (radiações) eletromagnéticas, chegando à Terra na forma
de luz, raios infravermelhos, raios ultravioleta e outras radiações. Da radiação eletromagnética
emitida pelo Sol, a parcela que chega à Terra se transforma em outras formas de energia. As plantas
se nutrem captando parte dessa energia, realizando a fotossíntese e armazenando energia; os animais
herbívoros sobrevivem utilizando a energia armazenada nas plantas; os carnívoros se alimentam dos
herbívoros, e assim por diante.

Energia sonora
O som é uma forma de energia que, como a luz, é transportada por meio de ondas. Quando
produzimos um som, pela fala ou de outro modo qualquer, provocamos vibrações nas moléculas do ar.
No interior da orelha, essas vibrações são transformadas em impulsos elétricos que, levados ao
cérebro, são identificados como sons.

Energia nuclear
A energia nuclear é a forma mais concentrada de energia que conhecemos. Ela tem sua origem
na fissão ou na fusão de núcleos atômicos. No processo de fissão nuclear, o núcleo de um átomo que
possui uma configuração instável sofre divisão, formando dois novos núcleos e liberando uma grande
quantidade de energia.
47
Nas usinas nucleares, a fissão de átomos de urânio é utilizada na produção de energia elétrica.
Nas estrelas ocorre a fusão nuclear. Nesse processo, os núcleos de hidrogênio se unem, formando
núcleos de hélio, e ocorre a liberação de grande quantidade de energia. O reator Tokamak (acrônimo
russo para “câmara magnética toroidal”) funcionou pela primeira vez em 1950, na extinta União
Soviética.

Energia eólica
As massas de ar em movimento possuem energia cinética, a qual é chamada de energia dos
ventos, ou energia eólica. A energia eólica pode ser aproveitada para a geração de eletricidade nas
chamadas turbinas eólicas e para a realização de trabalhos mecânicos, como o bombeamento de água
ou a trituração de grãos, nos chamados moinhos ou cata-ventos. O interesse do ser humano em
aproveitar a energia dos ventos remonta à Pré-História.

Unidades de energia
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de energia é o joule (J). Para
exemplificar: um corpo de 100 g (0,1 kg) caindo de uma altura de 1,0 m atinge o solo com uma energia
de 1,0 joule aproximadamente. Na prática, é comum a utilização de outras unidades de energia, tais
como: caloria (cal), quilowatt-hora (kWh), tonelada equivalente de petróleo (tep) e unidade térmica
britânica (Btu). Os fatores de conversão dessas unidades de energia para o joule (J) estão mostrados
na tabela.
Unidade Relação com o joule (J)
caloria (cal) 1 cal = 4,19 J
quilowatt-hora (kWh) 1 kWh = 3,6 . 106 J
tonelada equivalente de petróleo (tep) 1 tep = 4,19 . 1010 J
unidade térmica britânica (Btu) 1 Btu = 1,0 . 103 J

Exercícios

1. De acordo com o princípio de conservação de energia, a energia não pode ser criada nem
destruída; apenas transformada. Como você interpreta o fato de que “a escassez de energia é
um problema mundial; precisamos poupar energia” veiculada pelos principais meios de
comunicação?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
2. No desenho, vemos uma atleta praticando arco e flecha. No
lançamento da flecha pelo atleta ocorre transformação de
energia. Nessas condições, explique qual a forma de
energia:
a) Que corresponde à imagem mostrada na foto, ou seja,
antes de a flecha ser lançada?
__________________________________________________

b) Imediatamente após a flecha ser lançada?


___________________________________________________

3. Um piloto profissional está realizando testes com um novo modelo de carro em uma pista
horizontal. Em um dos testes, com o carro a 100 km/h, o piloto pisa no freio ao máximo, travando
as rodas, com o intuito de medir a distância percorrida pelo carro até parar. Durante a frenagem,
a energia cinética do carro diminui devido à redução de velocidade, mas a energia potencial não
se altera, pois a pista é horizontal. Responda e justifique:

a) Houve conservação da energia mecânica do carro?


____________________________________________________________________________

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_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

c) O que acontece com a energia cinética do carro?


____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

O trabalho de uma força

Quando o módulo da velocidade de um corpo é alterado, para mais


ou para menos, sua energia cinética também se altera. Por exemplo, se
dobrarmos a velocidade de um carro, sua energia cinética será
quadruplicada, pois, como veremos no tópico 4, a energia cinética varia com
o quadrado da velocidade. Esse aumento de energia – e o consequente
aumento de velocidade – está associado a uma força que agiu ao longo de
um deslocamento. Vejamos outro exemplo. Quando mudamos a posição
vertical de um corpo, para cima ou para baixo, estamos alterando a sua
energia potencial. Na figura, se um halterofilista dobra a altura de um haltere
em relação ao solo, a energia potencial do haltere, em relação ao solo,
também dobra.
Também nesse caso, o aumento de energia potencial – causado pelo aumento de altura – está
associado a uma força que agiu ao longo de um deslocamento. Quando uma força age ao longo de um
determinado deslocamento, acarretando variação de energia, dizemos que ela realizou trabalho:
“Trabalho é a medida das transformações de energia.”

Uma condição necessária para que uma força realize trabalho


é que ela deve apresentar uma componente na direção do
deslocamento, podendo ser a favor ou contra ele.

Matematicamente, o trabalho τ realizado por uma força F , ao longo de


um deslocamento d , é dado pelo produto da intensidade da
componente da força na direção do deslocamento pelo módulo do
deslocamento, ou seja: τ = ± Fd . d
Nessa expressão, Fd representa a intensidade da força F na direção do deslocamento d. Se Fd
estiver no mesmo sentido do deslocamento d, o trabalho é positivo, denominado trabalho motor; já
se Fd estiver no sentido contrário do deslocamento d, o trabalho é negativo, denominado trabalho
resistente, no SI a unidade do trabalho é o joule (J).

Exercícios
1. Um corpo é abandonado do repouso de uma altura h, acima do solo. Despreze a resistência do
ar e adote o solo como referencial. Com base nessas informações, responda:
a) Qual é a forma de energia (cinética ou potencial) do corpo ao atingir o solo?
_________________________________________________________________________________

b) Qual é a forma de energia (cinética ou potencial) do corpo ao ser abandonado?


_________________________________________________________________________________

d) Houve realização de trabalho durante a queda do corpo? Em caso positivo, identifique a


força; em caso negativo, justifique.
_________________________________________________________________________________

2. Num parquinho de uma escola infantil existe um escorregador que as crianças utilizam para
brincar. As crianças sobem pela escada até o alto do escorregador e, em seguida, deslizam
rampa abaixo, chegando ao solo.
a) Durante a subida pela escada, a força peso realiza trabalho? Em caso positivo, o trabalho é
motor ou resistente?
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_________________________________________________________________________________

b) Se desprezarmos o atrito durante a descida, qual criança chega ao solo com maior energia
cinética: a de maior ou a de menor massa?

3. Um motorista mantém um carro com velocidade constante durante 10 minutos em uma pista
horizontal e retilínea.
a) Existem forças agindo sobre o carro? Em caso positivo, quais delas realizam trabalho?

b) Responda o item “a” supondo que o carro esteja em um trecho de descida com velocidade
constante sem que o motorista acione o pedal do acelerador.

4. Em uma competição na neve, uma equipe de cachorros puxa


um trenó e seu condutor, em uma pista horizontal, com
velocidade constante e conforme mostra a figura. Quais as
forças que realizam trabalho no trenó?

Potência mecânica e rendimento.


Para subir até o 5º andar de um prédio, podemos utilizar o elevador ou a escada. Nos dois casos,
o trabalho realizado é o mesmo para elevar o corpo a uma altura de aproximadamente 15 m. Então, por
que a maioria das pessoas normalmente opta pelo elevador? Basicamente, por dois motivos,
apresentados a seguir.
O primeiro diz respeito à energia envolvida no processo. A realização de trabalho exige a
aplicação de uma força ao longo de um deslocamento.
Assim, se a opção for o elevador, essa força será aplicada por um motor externo – o motor do
elevador. Caso a opção seja a escada, o motor será o próprio corpo da pessoa, que, usando as pernas,
realiza a tarefa. O segundo diz respeito à rapidez com que o trabalho é realizado. Na utilização da
escada, o intervalo de tempo é maior do que na utilização do elevador. Nesse caso, estamos
comparando duas forças aplicadas por máquinas diferentes – o motor do elevador e o corpo humano.
Como essas forças efetuam o mesmo trabalho, mas em intervalos de tempo diferentes, dizemos que
possuem potências diferentes.
Podemos, então, falar em potência média Pm de uma força, dada pela razão entre o trabalho
𝝉
τ realizado pela força e o intervalo de tempo ∆t gasto para a realização desse trabalho: Pm = ∆𝒕
Podemos também relacionar a potência média com a velocidade média do deslocamento por meio da
expressão:
50
𝝉 𝑭.𝒅
Pm = ∆𝒕 = ∆𝒕
➔ Pm = F . vm

A potência média de uma força é o produto da força pela velocidade média. Se usarmos a velocidade
instantânea no lugar da média, teremos a potência instantânea, dada por: P = F . v

Energia mecânica: cinética e potencial


A montanha-russa constitui um ótimo dispositivo para o estudo da energia mecânica, nas suas
formas de energia cinética e potencial. Durante a subida, que se processa lentamente, os carrinhos vão
armazenando energia potencial, em relação ao solo, até atingir o ponto mais alto da montanha-russa.
Ao longo da descida, a energia cinética vai se tornando cada vez maior, enquanto a energia potencial
(armazenada na subida) vai diminuindo. A energia cinética no ponto mais baixo da montanha será usada
para subir a segunda rampa – que, com certeza, é mais baixa do que a primeira. Após algumas subidas
e descidas, o passeio termina com os carrinhos retornando ao ponto inicial.
A energia associada ao movimento de um corpo, denominada energia cinética, é uma grandeza
que depende da massa, m, do corpo e varia com o quadrado da velocidade, v, com que esse corpo
se movimenta, sendo dada por:
Ec = m.v2 / 2

Teorema da energia cinética


A relação entre variação de energia cinética e deslocamento foi estabelecida com base em uma
proposição, que pode ser demonstrada, denominada teorema da energia cinética. Esse teorema
relaciona as variações de energia cinética com o trabalho da força resultante associado à variação de
velocidade:
“O trabalho resultante é igual à variação de energia cinética.”
τr = ∆EC = EC(final) - EC(inicial)

Energia potencial gravitacional


Quando utilizamos o campo gravitacional da Terra para armazenar energia, esta recebe o nome
de energia potencial gravitacional. Por exemplo, quando uma empilhadeira retira uma caixa do solo
e a coloca em uma prateleira a 2,0 m de altura, ela aumenta a distância de separação entre a caixa e o
centro da Terra, o que dá uma nova configuração ao sistema caixa-Terra. No levantamento da caixa
houve a realização de um trabalho, e o sistema caixa-Terra armazena essa energia na forma de energia
potencial gravitacional. Em outras palavras, a energia armazenada no sistema caixa-Terra pode ser
entendida como a energia potencial da caixa no campo gravitacional da Terra.
Assim, adotando-se o solo (superfície da Terra) como ponto de altura zero, a energia potencial
gravitacional é zero quando a caixa está no solo. Quando a caixa está a uma altura h acima do solo, a
energia potencial gravitacional é dada por:
EPG = m . g . h
Nessa expressão, m é a massa da caixa em quilogramas (kg), g é a aceleração da gravidade
em metro por segundo por segundo (m/s2 ) e h é a altura, em relação ao solo, em metros (m). Com
essas unidades, a energia potencial gravitacional é dada em joule (J).

Energia potencial elástica


Outra forma de armazenamento de energia está associada às deformações elásticas que
determinados corpos apresentam quando são submetidos a forças de tração ou de compressão, ou
seja, quando são tracionados ou comprimidos. Em alguns dispositivos, como nos elásticos usados para
prender papéis e no arco e flecha, as deformações são bem visíveis.
Produzir deformação significa realizar trabalho. No caso do elástico, esse trabalho é realizado
aplicando-se uma força de tração às extremidades da tira elástica, de tal modo que o comprimento da
tira elástica aumenta. Com a retirada da força de tração, a deformação desaparece, isto é, a tira elástica
volta a seu comprimento original. Deformações desse tipo, que deixam de existir quando cessa a força,
são denominadas deformações elásticas.

Exercícios
1. (PUC-MG) Um halterofilista, ao realizar treinamentos, consegue levantar um haltere de 100 kg
a uma altura de 2,0 m em 10 s. Após uma semana de treinamentos, ele consegue realizar o
mesmo exercício num tempo de 5,0 s. Na segunda semana, a grandeza física que mudou foi:
51
a) a força de atração da Terra sobre o haltere.
b) a variação de energia potencial do haltere.
c) a potência desenvolvida pelo halterofilista-
d) o trabalho realizado sobre o haltere.

2. Um automóvel de massa 1 500 kg e velocidade de 108 km/h está ultrapassando um caminhão


carregado, com massa total de 6,0 toneladas e velocidade de 54 km/h, em uma pista dupla.
Nesse instante, ambos os motoristas, ao avistar um acidente a 100 m de distância e que
interrompe totalmente a pista, acionam os freios e os veículos percorrem a mesma distância até
parar antes do acidente. Desprezando a resistência do ar, em qual deles, automóvel ou
caminhão:
a) o módulo do trabalho da força que fez cada um deles parar foi maior?=___________
b) o módulo dessa força retardadora foi maior?=________________

3. Uma corda elástica utilizada em um bungee- -jump pode ser considerada uma mola elástica. Um
jovem de massa 60 kg, em determinado instante de sua queda, está a 15,0 m de altura em
relação ao solo, com velocidade de 3,0 m/s, enquanto a corda está alongada em 2,0 m. Quais
são as formas de energia que o sistema (jovem-corda) tem, nesse instante, em relação ao solo?

Química
Códigos das Habilidades Objetos de conhecimentos
(EM13CNT105) Ácidos, bases, sais e óxidos. Chuva ácida eseus impactos
ambientais. Aquecimento Global.

Funções Inorgânicas
Uma classificação fundamental em relação aos compostos químicos é: os compostos
orgânicos são aqueles que contêm átomos de carbono, enquanto os compostos inorgânicos são
formados pelosdemais elementos químicos.
Há exceções como, por exemplo os Ácidos.
Ácidos são compostos covalentes, ou seja, que compartilham elétrons nas suas ligações. Eles
têma capacidade de ionizar em água e formar cargas, liberando o H+ como único cátion.

Classificação dos ácidos

Os ácidos podem ser classificados de acordo com a quantidade de hidrogênios que são liberados
em solução aquosa e ionizam-se, reagindo com a água formando o íon hidrônio.

52
Bases
Bases são compostos iônicos formados por cátions, na maioria das vezes de metais, que se
dissociam em água liberando o ânion hidróxido (OH-).

Classificação das bases


As bases podem ser classificadas de acordo com o número de hidroxilas liberadas em solução.

Nomenclatura das bases


A fórmula geral de uma base pode ser descrita como , onde B representa o radical
positivo que compõe a base e y é a carga que determina o número de hidroxilas.
Características das bases
• A maioria das bases são insolúveis em água.
• Conduzem corrente elétrica em solução aquosa.
• São escorregadias.
• Reagem com ácido formando sal e água como produtos.
• Alteram para uma cor específica os indiciadores ácido-base (papel de tornassol vermelho fica
azul).

Principais bases
As bases são muito utilizadas em produtos de limpeza e também em processos das indústrias
químicas.
Exemplos: hidróxido de sódio (NaOH), hidróxido de magnésio (Mg(OH)2), hidróxido de amônio
(NH4OH), hidróxido de alumínio (Al(OH)3) e hidróxido de cálcio (Ca(OH)2).

Reação de Neutralização
Quando um ácido e uma base são misturados ocorre uma reação de neutralização, que
produz sal e água.
A fórmula geral para esse tipo de reação é:
Ácido + Base → Sal + Água
A reação de neutralização mais conhecida é a do ácido clorídrico (HCl) com o hidróxido de
sódio (NaOH), resultando em cloreto de sódio (NaCl) e água (H2O).
HCl + NaOH → NaCl + H2O

Nomenclatura dos sais


De maneira geral, a nomenclatura de um sal segue a seguinte ordem:

53
Características dos sais
• São compostos iônicos.
• São sólidos e cristalinos.
• Sofrem ebulição em temperaturas altas.
• Conduzem corrente elétrica em solução.
• Têm sabor salgado.

Principais sais
Exemplos: nitrato de potássio (KNO3), hipoclorito de sódio (NaClO), fluoreto de sódio (NaF),
carbonato de sódio (Na2CO3) e sulfato de cálcio (CaSO4).

Óxidos
Óxidos são compostos binários (iônicos ou moleculares), que têm dois elementos. Possuem
oxigênio na sua composição, sendo ele o seu elemento mais eletronegativo.
A fórmula geral de um óxido é , onde C é o cátion e sua carga y se transforma em

índice no óxido formando o composto:

Nomenclatura dos óxidos


De maneira geral, a nomenclatura de um óxido segue a seguinte ordem:

Características dos óxidos


• São substâncias binárias.
• São formados pela ligação do oxigênio com outros elementos, exceto o flúor.
• Óxidos metálicos, ao reagir com ácidos, formam sal e água.
• Óxidos não metálicos, ao reagir com bases, formam sal e água.

Principais óxidos
Exemplos: óxido de cálcio (CaO), óxido de manganês (MnO2), óxido de estanho (SnO2), óxido de ferro
III (Fe2O3) e óxido de alumínio (Al2CO3).

54
Atividades

1. (UEMA/2015) O NO2e o SO2 são gases causadores de poluição atmosférica que, dentre os danos
provocados, resulta na formação da chuva ácida quando esses gases reagem com as partículas de
água presentes nas nuvens, produzindo HNO3 e H2SO4. Esses compostos, ao serem carregados pela
precipitação atmosférica, geram transtornos, tais como contaminação da água potável, corrosão de
veículos, de monumentos históricos etc.
Os compostos inorgânicos citados no texto correspondem, respectivamente, às funções:
a) sais e óxidos
b) bases e sais
c) ácidos e bases
d) bases e óxidos
e) óxidos e ácidos

2.(UNEMAT/2012) Fazemos uso de vários produtos químicos no nosso cotidiano, como por exemplo,
leite de magnésio, vinagre, calcário e soda cáustica.
É correto afirmar que estas substâncias citadas pertencem, respectivamente, às funções químicas:
a) ácido, base, sal e base
b) base, sal, ácido e base
55
c) base, ácido, sal e base
d) ácido, base, base e sal
e) sal, ácido, sal e base

4. UDESC/2008) Com relação ao ácido clorídrico, pode-se afirmar que: quando está em solução

a) aquosa permite a passagem de corrente elétrica


b) é um diácido
c) é um ácido fraco
d) possui baixo grau de ionização
e) é uma substância iônica

56
Secretaria Adjunta de Gestão Educacional – SAGE
Escola Estadual Leonisio Lemos Melo
Atividades Escolares
1° ano do Ensino Médio

7º Bimestre – Parte complementar


Linguagem

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 6:

Dois velhinhos
Dois inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela do asilo.
Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um consegue espiar.
Junto à porta, no fundo da cama, para o outro é a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de
luz. Com inveja, pergunta o que acontece. Deslumbrado anuncia o primeiro:
— Um cachorro ergue a perninha no poste. Mais tarde:
— Uma menina de vestido branco pulando corda. Ou ainda:
— Agora é um enterro de luxo.
Sem nada ver, o amigo remorde-se no seu canto. O mais velho acaba morrendo, para alegria
do segundo, instalado afinal debaixo da janela.
Não dorme, antegozando a manhã. O outro, maldito, lhe roubara todo esse tempo o circo mágico
do cachorro, da menina, do enterro de rico.
Cochila um instante — é dia. Senta-se na cama, com dores espicha o pescoço: no beco, muros
em ruína, um monte de lixo.
(TREVISAN, Dalton. Quem tem medo de vampiro? São Paulo: Ática, 1998, p. 69.)

1. Sobre os velhinhos do texto, é correto afirmar:


a. ( ) O mais velho tem uma visão mais privilegiada que o outro, por estar ao lado da janela.
b. ( ) O mais novo tem inveja do colega que consegue captar a beleza em um monte de lixo.
c. ( ) O mais velho narra situações que enchem de alegria a vida do mais novo.
d. ( ) O mais velho não olhava através da janela, mas para dentro de si mesmo.
e. ( ) O mais novo fica com raiva quando descobre que o colega lhe contava mentiras.

2. Qual provérbio abaixo pode ser utilizado como moral do texto lido?
a. ( ) Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
b. ( ) Em casa de ferreiro, espeto de pau.
c. ( ) Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.
d. ( ) Pau que nasce torto, morre torto.
e. ( ) Em cavalo dado não se olha os dentes.

3. Sobre a composição do texto, é correto afirmar:


a. ( ) O texto é narrado na primeira pessoa, no ponto de vista do menos velho.
b. ( ) Para o mais velho é usado o discurso indireto e, para o mais novo, o discurso direto.
c. ( ) O texto tem vários personagens, entre eles o cachorro, a menina e as pessoas do enterro.
d. ( ) O final é irônico porque não corresponde à expectativa do velho que sobrevive.
57
e. ( ) A situação narrada acontece em dois dias.

4.Qual é o problema social apresentado no texto? Pode-se afirmar que é um tema universal? Justifique.
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________

5. A que gênero literário pertence o texto? Justifique.


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6.Que relação pode ser feita entre o mais velho dos velhinhos e um artista? Explique.
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7. Érico Veríssimo relata, em suas memórias, um episódio da adolescência que teve influência
significativa em sua carreira de escritor.
Lembro-me de que certa noite, eu teria uns quatorze anos, quando muito, encarregaram- me de
segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os
primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (...) Apesar
do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode
aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o
doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida? (...)
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o
menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a
sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão,
propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e
do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso,
risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
(VERÍSSIMO, Érico. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Editora Globo, 1978.)

Neste texto, por meio da metáfora da lâmpada que ilumina a escuridão, Érico Veríssimo define como
uma das funções do escritor e, por extensão, da literatura,
a. ( ) criar a fantasia.
b. ( ) permitir o sonho.
c. ( ) denunciar o real.
d. ( ) criar o belo.
e. ( ) fugir da náusea.

8.
Se os tubarões fossem homens

Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentis com os peixes pequenos?
Certamente, se os tubarões fossem homens, fariam construir resistentes gaiolas no mar para
os peixes pequenos, com todo o tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as
gaiolas tivessem sempre água fresca e adotariam todas as providências sanitárias.
Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nas aulas, os peixinhos aprenderiam como
nadar para a goela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo, a usar a geografia para localizar os
grandes tubarões deitados preguiçosamente por aí. A aula principal seria, naturalmente, a formação
moral dos peixinhos. A eles seria ensinado que o ato mais grandioso e mais sublime é o sacrifício
alegre de um peixinho e que todos deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando estes
58
dissessem que cuidavam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria
garantido se aprendessem a obediência.
Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos seria condecorado com uma
pequena Ordem das Algas e receberia o título de herói.
BRECHT, B. Histórias do Sr. Keuner. São Paulo: Ed. 34, 2006 (adaptado).

Como produção humana, a literatura veicula valores que nem sempre estão representados
diretamente no texto, mas são transfigurados pela linguagem literária e podem até entrar em
contradição com as convenções sociais e revelar o quanto a sociedade perverteu os valores humanos
que ela própria criou. É o que ocorre na narrativa do dramaturgo alemão Bertolt Brecht mostrada. Por
meio da hipótese apresentada, o autor

a. ( ) demonstra o quanto a literatura pode ser alienadora ao retratar, de modo positivo, as relações de
opressão existentes na sociedade.
b. ( ) revela a ação predatória do homem no mar, questionando a utilização dos recursos naturais pelo
homem ocidental.
c. ( ) defende que a força colonizadora e civilizatória do homem ocidental valorizou a organização das
sociedades africanas e asiáticas, elevando-as ao modo de organização cultural e social da sociedade
moderna.
d. ( ) questiona o modo de organização das sociedades ocidentais capitalistas, que se desenvolveram
fundamentadas nas relações de opressão em que os mais fortes exploram os mais fracos.
e. ( ) evidencia a dinâmica social do trabalho coletivo em que os mais fortes colaboram com os mais
fracos, de modo a guiá-los na realização de tarefas.

9. (Enem – 2009)

Texto 1
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/ São Paulo: Record, 2000. (fragmento).

Texto 2

59
DAVIS, J. Garfield, um charme de gato – 7. Trad. da Agência Internacional Press. Porto Alegre, L&PM, 2000.
A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois textos revela que:

a. ( ) o texto 1 perde suas características de gênero poético ao ser vulgarizado por histórias em
quadrinho.
b. ( ) o texto 2 pertence ao gênero literário, porque as escolhas linguísticas o tornam uma réplica do
texto 1.
c. ( ) a escolha do tema, desenvolvido por frases semelhantes, caracteriza-os como pertencentes ao
mesmo gênero.
d. ( ) os textos são de gêneros diferentes porque, apesar da intertextualidade, foram elaborados com
finalidades distintas.
e. ( ) as linguagens que constroem significados nos dois textos permitem classificá-los como
pertencentes ao mesmo gênero.

Educação Física

Jogos Paralímpicos
Historicamente, indivíduos com deficiência sofrem diversos tipos de descriminação e, por
consequência, sentem-se desestimulados por sua condição. Por isso, as Paralimpíadas são eventos
que visam integrar essas pessoas e elevar a sua autoestima, tanto como esportista quanto como
cidadão. Os Jogos Paralímpicos apresentam um programa com 27 atividades adaptadas ou exclusivas.
É importante destacar que duas novas modalidades passarão a ser disputadas na edição de 2020/2021.
Conheça mais sobre a história das Paralimpíadas a seguir.

60
A História das Paralimpíadas

Trata-se do principal encontro de atletas com deficiência no mundo. Ele reúne participantes com
variadas limitações de mobilidade, de visão, amputações, paralisa mental, entre outras. Os primeiros
jogos paralímpicos se deram em 1960, em Roma, capital da Itália. Essa iniciativa foi baseada nas
competições esportivas para deficientes físicos realizadas na cidade inglesa de Stoke Mandeville. Em
sua origem, a meta era restabelecer os militares que se feriram durante a Segunda Guerra Mundial.
Devido ao bom retorno dessas empreitadas iniciais, o movimento paralímpico ganhou força em
muitos países. Em 1976, 40 nações já participavam das competições para deficientes. Ainda no mesmo
ano houve a edição de estreia dos Jogos de Inverno e com eles uma nova oportunidade para pessoas
com deficiência praticarem modalidades esportivas em nível profissional. Sendo assim, após as
Olimpíadas de 1988, sediada em Seul (Coréia do Sul), o suporte do Comitê Olímpico Internacional
viabilizou o estabelecimento do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) no ano
seguinte. Desde então, ambos os eventos passaram a acontecer na mesma cidade. Outro marco na
trajetória das paralimpíadas foi em 1992, nos Jogos de Barcelona, quando os comitês responsáveis
pelas Olimpíadas e pelos Jogos Paraolímpicos atuaram em conjunto pela primeira vez. O sistema
classificatório passou a englobar um número maior de condições físicas e também a separar os atletas
pelo grau e forma de deficiência.
Hoje, o IPC é constituído por 165 Comitês Paralímpicos Nacionais (CPN), bem como por quatro
federações internacionais de esportes que regem determinadas deficiências. Essa entidade tem a
função de coordenar tanto os Jogos Paralímpicos de Inverno quanto de Verão. Além disso, o IPC
funciona como uma Federação Internacional para 9 modalidades desportivas e, como tal, deve ordenar
Campeonatos Mundiais e demais competições para todas as modalidades que regula. Desde Atenas,
em 2004, foi abolido o valor de inscrição para atletas das Paralimpíadas. Tal iniciativa busca acabar
com qualquer disparidade entre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
Lista de Esportes do IPC
• Biatlo: modalidade para pessoas com deficiência visual e física, divididas em três grupos. Em sua
versão olímpica, o biatlo combina a precisão da prova de tiro e o vigor do esqui cross-country;
• Atletismo: oferece percursos para todas as deficiências e diferentes graus de intensidade, com
competições para cadeirantes, para atletas com próteses e deficientes visuais que correm junto com
um guia;
• Levantamento de peso: para as Paralimpíadas, o levantamento de peso comum é realizado por
paraplégicos, esportistas com paralisia cerebral e amputados dos membros inferiores;
• Natação: é uma das modalidades mais concorridas dos Jogos, conta com a participação de deficientes
visuais e físicos conforme os seus resultados em cada tipo de nado. É proibida a utilização de próteses
ou qualquer outro recurso que ajude o competidor, com exceção dos tappers, que orientam os
deficientes visuais sobre a proximidade da borda da piscina;
• Esqui cross-country: prevê a participação de deficientes físicos e visuais;
• Esqui alpino: recebe esportistas amputados, atletas com paralisia cerebral, paraplégicos e deficientes
61
visuais, que são separados em três grupos. Há uma tecnologia que consegue adequar o tempo dos
participantes conforme o grau de comprometimento para que todos possam disputar provas iguais;
• Hóquei sobre trenó: é a adaptação paralímpica do tradicional hóquei no gelo. Concorrem somente os
atletas que tenham a mobilidade dos membros inferiores comprometida;
Existe ainda a Dança esportiva de cadeira de rodas, mas a modalidade não faz parte dos Jogos
Paralímpicos pela pouca representatividade entre as federações nacionais.

Esportes com federações específicas

• Basquete em cadeira de rodas: estabelecido ao mesmo tempo no Reino Unido e nos Estados
Unidos, o esporte é jogado por atletas em cadeiras de rodas. A altura da cesta e o tamanho da quadra
são iguais ao do basquete tradicional;
• Canoagem;
• Badminton;
• Hipismo;
• Ciclismo;
• Remo;
• Curling em cadeira de rodas;
• Voleibol sentado;
• Rugby em cadeira de rodas;
• Tiro com arco;
• Tênis em cadeira de rodas;
• Tênis de mesa;
• Vela;
• Triatlo;
• Snowboarding;

Os excelentes resultados do Brasil nas Paralimpíadas


Os esportistas brasileiros destacam-se, sobretudo nas modalidades de atletismo e natação.
Desde os Jogos de Atenas, a nação se coloca entre as potências paralímpicas, atrás apenas de Estados
Unidos e Canadá no continente. Na edição mais recente da competição, que aconteceu no Rio de
Janeiro, o Brasil totalizou 72 medalhas. Foi um salto significativo em relação às Paraolimpíadas
anteriores, quando o país chegou ao pódio 43 vezes.
Modalidades da OIED
• Esgrima em cadeira de rodas;
• Futebol de cinco;
• Futebol de sete;
• Judô;
• Bocha;
• Goalball.
Atividades

1.Porque pessoas com deficiências sofrem discriminação e qual o objetivo dos jogos paralímpicos?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
2.Complete a frase:
As______________________ trata-se do principal encontro de atletas com _______________no
mundo. Ela reúne participantes com variadas ______________ de _______________, de
______________, ____________, ____________, entre outras.
3.Qual foi o objetivo do primeiro Jogos Paralímpicos?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
4.O que é IPC e qual sua função?

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_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
5.Marque a alternativa correta em relação aos esportes paralímpicos que tem suas federações
especificas:

a) Atletismo, bocha, canoagem, ciclismo e Judô.


b) Voleibol sentado, ciclismo, judô e canoagem.
c) Tênis de mesa, voleibol sentado, remo e goalball.
d) Tiro com arco, triatlo, voleibol sentado e hipismo.

6.Relacione corretamente as colunas:

a) Esse esporte prevê a participação de deficientes físicos e visuais ( )


b) São modalidades esportivas da OIED. ( )
c) Não faz parte dos Jogos Paralímpicos pela pouca representatividade entre as federações
nacionais. ( )
d) Modalidade que os esportistas brasileiros se destacam. ( )
e) Esse esporte oerece percursos para todas as deficiências e diferentes graus de intensidade,
com competições para cadeirantes, para atletas com próteses e deficientes visuais que
correm junto com um guia. ( )
f) Basquete em cadeira de rodas: estabelecido ao mesmo tempo no Reino Unido e nos Estados
Unidos, o esporte é jogado por atletas em cadeiras de rodas. A altura da cesta e o tamanho
da quadra são iguais ao do basquete tradicional. ( )

1. Esporte com federação específica.


2. Atletismo.
3. Bocha, futebol de cinco, judô.
4. Atletismo e natação.
5. Esqui cross-country.
6. Dança esportiva de cadeira de rodas.
7. Esporte com federação específica.

Biologia

Animais ameaçados de extinção


Animais em extinção são aqueles ameaçados de desaparecerem da face da Terra. As pesquisas
mostram que milhares de animais foram extintos nos últimos cem anos, e um número crescente de
espécies de animais correm o risco de serem extintos.
1. Onça-pintada (Panthera onca)
A onça-pintada é encontrada em quase todo o Brasil, mas sua população é altamente
ameaçada. A onça-pintada, o maior felino das Américas, está na lista das espécies ameaçadas de
extinção na categoria vulnerável. Esta é uma espécie que pode ser encontrada em diferentes biomas
brasileiros, porém é considerada símbolo do Pantanal.
É difícil estimar a população na Amazônia e no Pantanal, mas na Mata Atlântica e na Caatinga a espécie
está ameaçada. As principais causas que ameaçam a extinção da onça-pintada está relacionada à
caça. Além disso, o desmatamento também reduz o seu habitat natural e compromete a conservação
da espécie. Atualmente, estima-se que sua população não ultrapasse 10.000 indivíduos.

2. Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)


A arara-azul-de-lear é uma das espécies mais ameaçadas do Brasil
A arara-azul-de-lear é uma espécie brasileira que se encontra na lista dos animais em extinção na
categoria "em perigo", principalmente como consequência do tráfico de animais e destruição do seu
habitat, o bioma da Caatinga, mais especificamente o interior da Bahia. Atualmente, a arara-azul-de-
lear faz parte de programas que tem como objetivo a conservação das espécies, incluindo ações de
educação ambiental, conscientização e envolvimento da comunidade. Atualmente estima-se que
63
existem cerca de 1200 exemplares.

3. Peixe-boi-marinho (Trichecus manatus Linnaeus)


O peixe-boi-marinho é uma espécie considerada em perigo de extinção
O peixe-boi-marinho é uma espécie brasileira que encontra se na lista dos animais em extinção na
categoria "em perigo". Pesquisadores estimam que atualmente existem cerca de 500 indivíduos
distribuídos nos estados do Alagoas e Amapá. No passado a espécie foi alvo de caça, porém atualmente
as ameaças mais comuns estão relacionadas à ação do homem, como poluição e destruição do habitat
natural.

4. Macaco-prego-galego (Sapajus flavius)


O macaco-prego-galego é uma espécie que está criticamente ameaçada de extinção
O macaco-prego-galego é uma espécie de mamífero nativo do Brasil e a principal causa para sua
extinção está relacionada à ação do homem, como o desmatamento, poluição e expansão urbana em
áreas de mata. Atualmente, estima-se que existem aproximadamente mil indivíduos que estão
espalhados pelo bioma da Mata Atlântica. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBio), a população desta espécie já diminui cerca de 50% desde quando foi descrita,
há aproximadamente 10 anos.

5. Soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni)


O soldadinho-do-araripe é uma espécie brasileira que está criticamente ameaçada de extinção. O
soldadinho-do-araripe é uma ave que tem como habitat a Caatinga, principalmente no estado do Ceará,
na Chapada do Araripe. A degradação do seu habitat contribuiu para que esta espécie fosse
considerada como criticamente ameaçada de extinção, pois estima-se que aproximadamente 60 casais
maduros foram mortos. Pesquisadores apontam que a área que o soldadinho-do-araripe sofre com a
diminuição dos recursos hídricos, prejudicando a sobrevivência da espécie. Existem mais animais
ameaçados de extinção no Brasil.

Desafios de Biologia
01 - Defina o termo extinção.
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_________________________________________________________________________________
02 – Cite os animais ameaçados de extinção.
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_________________________________________________________________________________

Matemática

1) Qual é o décimo quinto termo da PG (1, 2, 4, 8, …)?

a) 10000
b) 12584
c) 16384
d) 20384
e) 22004

2) A sequência seguinte é uma progressão geométrica, observe: (2, 6, 18, 54...). Determine o 8º termo
dessa progressão.

3) Várias tábuas iguais estão em uma madeireira. Elas deverão ser empilhadas respeitando a seguinte
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ordem: uma tábua na primeira vez e, em cada uma das vezes seguintes, tantas quantas já estejam na
pilha. Por exemplo:

Determine a quantidade de tábuas empilhadas na 12ª pilha.

4) Determine o 5º (quinto) termo de uma PG onde o primeiro termo é 3 e a razão é 7.

5)Calcule o 10º (décimo) termo da PG: 1, 3, 9, 27, 81, …

6) Comprei um automóvel usado e vou pagá-lo em 7 prestações crescentes, de modo que a primeira
prestação seja de 100 reais e cada uma das seguintes seja o dobro da anterior. Qual é o preço do
automóvel?

7)Verifique se as sequências são progressões geométricas e, em caso afirmativo, determine a razão.

a) (4, 12, 36, 108, …) b) (1, -1, 1, -1, 1, -1, …)

c) (3, 0, 3, 0, 3, …) d) (-7, 14, -28, 56, -112, …)

Química

Chuva Ácida

A chuva ácida é a precipitação com a presença de ácido sulfúrico, ácido nítrico e nitroso,
resultantes de reações químicas que ocorrem na atmosfera.
65
Todas as chuvas são ácidas, mesmo em ambientes sem poluição. Porém, as chuvas tornam-se
umproblema ambiental quando o seu pH é abaixo de 4,5.
Elas resultam da quantidade exagerada de produtos da queima de combustíveis fósseis liberadosna
atmosfera, em consequência das atividades humanas.
Como se forma a chuva ácida?

O dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera já torna a chuva levemente ácida, mesmo
em condições naturais. O pH natural da água é 7 e quando em equilíbrio com o CO2 atmosférico é 5,6,
poucoácido.
Os óxidos de enxofre (SO2 e SO3) e de nitrogênio (N2O, NO e NO2) são os principais
componentes da chuva ácida. Esses compostos são liberados na atmosfera através da queima de
combustíveis fósseis.Ao reagirem com as gotas de água da atmosfera, formam o ácido sulfúrico (H2SO4)
e o ácido nítrico (HNO3). Juntos, esses dois ácidos provocam o aumento da acidez da água da chuva.

Causas
As atividades humanas são as principais responsáveis por esse fenômeno da chuva ácida.
Como vimos, a liberação de gases em decorrência do uso de combustíveis fósseis é a principal
responsável pelaformação de chuvas ácidas.
Assim, são resultado do uso de combustíveis fósseis nos transportes, nas termoelétricas, nas
indústrias e outras formas de combustão. Elas também podem ser formadas por causas naturais, como
naliberação de gases durante a erupção de um vulcão.

Consequências

Os países industrializados são os mais afetados pela chuva ácida. Porém, os poluentes podem
ser levados pelas correntes de ar para locais distantes. Isso ocorreu nos lagos da Escandinávia, que se
tornaram ácidos pelas chuvas em decorrência das atividades industriais da Alemanha, França e Reino
Unido.
Para a natureza, as consequências da chuva ácida são a destruição da cobertura vegetal,
acidificação dos solos e das águas de rios e lagos.
Um exemplo da consequência da chuva ácida foi observado no Brasil. O município litorâneo de
Cubatão, em São Paulo, apresenta grande concentração de indústrias e a chuva ácida destruiu a
vegetação da encosta da serra do Mar, expondo o solo à erosão.
Quando a acidificação atinge o solo e as águas de rios e lagos, os seres vivos que habitam
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esses locais são afetados. A água e o solo se tornam impróprios para abrigar alguns organismos,
levando-os a morte. A chuva ácida também pode causar a corrosão de mármores e calcários e a
oxidação de metais em monumentos históricos, como prédios e estátuas.
Atividades

1.(UFPB-2010) A chuva ácida é um fenômeno causado, sobretudo, por emissões resultantes da


queima de combustíveis fósseis. O dióxido de enxofre, lançado no ar por algumas indústrias, e o óxido
de nitrogênio, proveniente de diversos combustíveis fósseis e de veículos motorizados, combinam-se
com o hidrogênio na atmosfera e transformam-se em ácido sulfúrico e em ácido nítrico.
Considerando essas informações, é correto afirmar que, no Brasil, o fenômeno das chuvas ácidas é
a) inexistente, pois a matriz energética brasileira é proveniente da energia hidráulica, considerada limpa
por não causar danos ambientais.
b) irrelevante, pois a maior parte da frota automobilística brasileira é movida a álcool, combustível livre
de gases que causam as chuvas ácidas.
c) intenso em algumas áreas, principalmente nos polos siderúrgicos, em decorrência da utilização
maciça de carvão mineral.
d) inexistente, pois o carvão mineral utilizado para geração de energia elétrica é pouco poluente por
apresentar baixo teor de gases que provocam as chuvas ácidas.
e) intenso nos grandes centros urbanos, em decorrência do aumento expressivo da frota de carros
bicombustíveis.

2.(UFPB-2010) A chuva ácida é um fenômeno causado, sobretudo, por emissões resultantes da queima
de combustíveis fósseis. O dióxido de enxofre, lançado no ar por algumas indústrias, e o óxido de
nitrogênio, proveniente de diversos combustíveis fósseis e de veículos motorizados, combinam-se com
o hidrogênio na atmosfera e transformam- se em ácido sulfúrico e em ácido nítrico.
Considerando essas informações, é correto afirmar que, no Brasil, o fenômeno das chuvas ácidas é

a) inexistente, pois a matriz energética brasileira é proveniente da energia hidráulica, considerada limpa
por não causar danos ambientais.
b) irrelevante, pois a maior parte da frota automobilística brasileira é movida a álcool, combustível livre
de gases que causam as chuvas ácidas.
c) intenso em algumas áreas, principalmente nos polos siderúrgicos, em decorrência da utilização
maciça de carvão mineral.
d) inexistente, pois o carvão mineral utilizado para geração de energia elétrica é pouco poluente por
apresentar baixo teor de gases que provocam as chuvas ácidas.
e) intenso nos grandes centros urbanos, em decorrência do aumento expressivo da frota de carros
bicombustíveis.

3.(Enem- MEC- 2011) Em 1872, Robert Angus Smith criou o termo “chuva ácida”, descrevendo
precipitações ácidas em Manchester após a Revolução Industrial. Trata-se do acúmulo demasiado
de dióxido de carbono e enxofre na atmosfera que, ao reagirem com compostos dessa camada,
formam gotículas de chuva ácida e partículas de aerossóis. A chuva ácida não necessariamente
ocorre no local poluidor, pois tais poluentes, ao serem lançados na atmosfera, são levados pelos
ventos, podendo provocar a reação em regiões distantes. A água de forma pura apresenta pH 7 e,
ao contatar agentes poluidores, reage modificando seu pH para 5,6 e até menos que isso, o
que provoca reações, deixando consequências.
Disponível em: http://www.brasilescola.com. Acesso em: 18 maio 2010
(adaptado).

O texto aponta para um fenômeno atmosférico causador de graves problemas ao meio ambiente: a
chuva ácida (pluviosidade com pH baixo). Esse fenômeno tem como consequência

a) a corrosão de metais, pinturas, monumentos históricos, destruição da cobertura vegetal e


acidificação de lagos.
b) a diminuição do aquecimento global, já que esse tipo de chuva retira poluentes da
atmosfera.
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c) a destruição da fauna e da flora e redução dos recursos hídricos, com o assoreamentodos rios.
d) as enchentes, que atrapalham a vida do cidadão urbano, corroendo, em curto prazo,
automóveis e fios de cobre da rede elétrica.

e) a degradação da terra nas regiões semiáridas, localizadas, em sua maioria, noNordeste do


nosso país.

4.A chuva ácida é um fenômeno provocado pela poluição atmosférica. Sobre essefenômeno,
assinale a alternativa INCORRETA:

a) As chuvas, normalmente, contêm um grau de acidez, porém não agridem o meioambiente.


Portanto, toda chuva é ácida e tem pH naturalmente abaixo de 5,6.

b) As maiores ocorrências de chuvas ácidas, até 1990, eram nos Estados Unidos.

c) É chamada de chuva ácida toda chuva que apresenta pH maior que 4,5.

d) As chuvas ácidas reagem com carbonatos como o mármore, provocando o desgaste de


monumentos históricos e de obras de arte.

5.Assinale a alternativa que indica a causa das chuvas ácidas:

a) Massas de ar quentes e úmidas que se instalam em uma determinada região.


b) Queima de combustíveis fósseis por automóveis e indústrias, que lança gasespoluentes à
atmosfera.
c) Formação de ilhas de calor nos grandes centros urbanos.
d) Desflorestamento de áreas destinadas à agropecuária.
Física

Horse power e cavalo-vapor

As primeiras máquinas a vapor marcaram o início da


Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII. Durante
esse período, um número crescente de máquinas a vapor
foi construído em diversas oficinas. Nessa época, uma das
principais finalidades das máquinas a vapor era a retirada
de água das minas de carvão, combustível que impulsionou
a Revolução Industrial. Até então esse serviço era realizado
principalmente com o uso da força de cavalos, fato que
tornou inevitável a comparação entre as máquinas e esses
animais. Para expressar a potência das máquinas, na
Inglaterra estabeleceu-se a unidade hp (horse power) e, na França, adotou-se o cv (cheval-vapeur,
cavalo-vapor). Embora não façam parte do SI, essas duas unidades são empregadas até hoje,
consagradas pelo uso, principalmente na indústria automobilística. As relações entre essas unidades
com o watt são as seguintes: 1 hp = 746 W e 1 cv = 736 W

Trabalhando o tema.

Pesquise e faça um breve comentário relacionando o estudo da Física com as revoluções industriais:
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