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N O V A V E R S Ã O I N T E R N A C I O N A L

FAÇA UMA JORNADA VISUAL

ATRAVÉS DA V I D A E DOS

TEMPOS BÍBLICOS
AUTOR, LUGAR E DATA DA R E D A Ç Ã O
O livro de Salmos é uma coleção — ou, mais precisamente, uma série de coleções — e, como tal, não é produto de um único autor ou de
uma época contínua. Cada salmo individual tem seu autor, embora pareça que a forma original de alguns foi editada na época pós-exílica.
Muitos salmos são anônimos, porém todos, exceto 34 deles, são prefaciados por sobrescritos que nos dizem algo sobre a composição e
sua origem. Pelo menos 73 são atribuídos a Davi (ou escritos por ele, ou falam dele, ou são dedicados a ele) e outros a Asafe (50; 73— 83),
aos filhos de Corá ou coraítas (42— 49; 84 e 85; 87 e 88), Moisés (90), Salomão (127), Hemã (88) e Etã (89). Ainda que muitos estudiosos
acreditem que os sobrescritos foram acrescentados em tempos posteriores, sendo, portanto, de valor histórico limitado, há boas razões
para se acreditar que tenham sido escritos logo após a composição dos salmos aos quais estão ligados (ver “Salmos sobrescritos”, em Sl 3).
Os salmos foram compostos durante um período de quase mil anos, datando desde o tempo de Moisés (ca. 1400 a.C.) até o
cativeiro babilônio (586 a.C.). A maioria foi escrita durante a peregrinação no deserto, na terra de Israel ou de Judá ou na Babilônia.
0 título hebraico tradicional é Tehillim (“louvores”), embora muitos dos salmos sejam, na verdade, tephillot (“orações”). 0 título
“Salmos” foi utilizado pela primeira vez na Septuaginta.

DESTINATÁRIO
0 público alvo original foi bastante diversificado, em razão do caráter eclético do livro como um todo, porém a maioria dos leitores originais
eram israelitas ou judeus. Muitos dos salmos foram utilizados em ambientes de adoração coletiva, como ainda o são atualmente.

FATOS CULTURAIS E DESTAQUES


Salmos é uma coleção de peças litúrgicas para cultos no templo ou devoção pessoal. Há uma ampla variedade de Salmos que serviam
a propósitos variados da vida religiosa de Israel, como ação de graças, oração, lamento ou instrução (ver “A crítica da forma e Salmos”,
em Sl 90).
É difícil reconstituir o processo que levou os salmos individuais a serem colecionados até formar o único livro atual de 150 salmos,
pelo fato de que há cinco coletâneas de salmos no livro (ver o Sumário, mais adiante). Os primeiros livros tendem a conter os salmos mais
antigos enquanto o Livro V contém alguns dos mais recentes. Isso indica que pode ter havido várias coleções de salmos, algumas anterio­
res à forma final do livro.
A sugestão de que já havia coleções de salmos em circulação no período da monarquia de Israel faz sentido. Em 1 Crônicas 22—
26, lemos que Davi reorganizou o sistema de culto do santuário em Jerusalém e é bem provável que os líderes do templo mantivessem
coleções de salmos para os cultos. Se for assim, o livro que tomou a forma atual durante o período pós-exílico (possivelmente compilado
por pessoas ligadas ao templo no séc. III a.C.), pode ser visto como a edição final de uma longa série de “hinários” utilizados no templo.

LINHA DO T E M P O
7 92 INTRODUÇÃO A SALMOS

ENQUANTO V O C Ê LÊ
Há muitas formas de se aproximar desta variada coleção de louvores e orações, assim como há vários esquemas diferentes de agrupa­
mento dos salmos, com categorias que muitas vezes se sobrepõem. Embora um comentário ou uma Bíblia de estudo com notas abrangen­
tes possam ser instrutivos no estudo do livro de Salmos, será mais produtivo deixar de lado os esquemas organizacionais e estudar essas
gemas poéticas do ponto de vista do adorador como composições individuais.
Alguns leitores acham interessante a aproximação do ponto de vista devocional, “orando" por meio deles, já que o livro está reple­
to de louvores, confissões e petições — os elementos essenciais de uma vida devocional completa. Não deixe de levar em consideração
os elementos instrutivos e os princípios apresentados nessas composições, pois eles contribuem para uma vida que agrada a Deus.

VOCÊ SABIA?
• 0 esquecimento de Deus na mente hebraica correspondia ao ato pecaminoso de “desaprender”: os rebeldes rejeitavam o que haviam
aprendido e procuravam criar um mundo no qual Deus não agisse ou não existisse (42.3,4).
• Embora haja evidência de que o antigo Israel era bem mais florestado que o atual, a presença de árvores viçosas era sinal de bênção
divina para os antigos nômades que viviam à margem da sociedade agrícola estabelecida (52.8).
• A cena em que uma pessoa se exibe alegremente com o sangue do inimigo, embora seja incompreensível para nós, é uma imagem
bíblica tradicional emprestada da literatura do antigo Oriente Médio que simboliza a vitória sobre o inimigo (58.10).
• 0 incenso estava associado à oração. A fumaça de cheiro adocicado subia como uma oferta agradável a Deus (141).
• Não era incomum no antigo Oriente Médio que as colunas de um templo tivessem a forma de uma mulher (144.12).

T f e W M s m w t B b so ifrK ; ndaba
0 livro de Salmos inclui os seguintes temas:
1. Um retrato de Deus. Os salmos retratam Deus como nosso pastor (23; 95; 100) e como o guerreiro que nos salva de nossos opressores
(18). Ele é nosso Rei (45; 47; 97), nosso refúgio (46; 91) e nosso juiz (50; 52; 75— 76), o qual é grande (48; 135), eterno (90), perfeito (92),
poderoso (76; 104; 145; 147), paciente (78), justo (82; 101), perdoador (103), amoroso (136; 145), e bom (86; 104; 116). Como defensor do
pobre e do oprimido (72; 113), ele oferece esperança ao justo persistente dando-lhe um vislumbre de seu futuro glorioso (37; 73).
2. Um modelo de nosso relacionamento com Deus. Os salmos declaram abertamente o âmbito das emoções experimentadas na vida,
por exemplo, medo (56), amor (91; 116), angústia (31; 42; 120; 142), desânimo (10), alegria (98; 100; 117), impaciência (13), gratidão (107;
118; 136), vergonha (25; 38; 44; 69), culpa (32; 38; 51), perdão (32; 103) e depressão que se transforma em esperança (31; 42; 43; 130).
Essa abertura nos inspira a uma comunicação autêntica com nosso amoroso, compassivo e compreensível Deus.
3. O contraste entre o caminho do justo e o caminho do ímpio. 0 salmo primeiro prepara o terreno: os justos são abençoados e guardados
por Deus, mas o caminho do ímpio perecerá. 0 ímpio é aquele que usa e abusa do semelhante sem pensar em Deus (26; 37), enquanto
o justo anda com integridade de coração diante de Deus, socorrendo o próximo ou a qualquer um que esteja em dificuldades (15; 28; ver
também 9; 10; 40; 68; 84; 112; 128).

SUMÁRIO
I. Livro Um: Salmos 1— 41
II. Livro Dois: Salmos 42— 72
III. Livro Três: Saimos 73— 89
IV. Livro Quatro: Salmos 90— 106
V. Livro Cinco: Salmos 107— 150
S A L M O S 2 .8 793

PRIM EIRO LIVRO

Salmo 1

1.1 apv 4.14; 1Como é feliz aquele


ÜSI 26.4; J r 15.17
que não segue3 o conselho dos ímpios,
não im ita a conduta dos pecadores,
nem se assentabna roda dos zombadores!
1.2 «1119 .16 ,35 ; 2 Ao contrário, sua satisfação0 está na lei do Sen h o r ,11
« 1 1 1 9 .1 ; M s 1.8
1.3 fS1128.3;
e nessa lei meditae dia e noite.
9 jr 17.8; 3 É como árvore* plantada
hEz 47.12; ‘Gn 39.3
à beira de águasS correntes:
Dá fruto*1no tempo certo e suas folhas não murcham.
Tudo o que ele faz prospera!1
1.4UÓ 21.18; 4 Não é o caso dos ímpios!
Is 17.13
São como palhai que o vento leva.
1.5 « 1 5 .5 ; 5 Por isso os ímpios não resistirãokno julgamento1
'Sl 9.7,8,16
nem os pecadores na comunidade dos justos.

1.6 "S l 37.18; 6 Pois o Sen h o r aprovamoa caminho dos justos,


2Tm 2.19; "Sl 9.6
m as o caminho dos ímpios leva à destruição!11

Salmo 2
1 Por que se amotinam* as nações
e os povos tramam0 em vão?
2.2 PSI 48.4; 2 Os reisP da terra tomam posição
M o 1.41;
«174.18,23; e os governantes conspiram unidos
At 4.25,26* contra o Sen h o r e contra o seu ungido,1!
e dizem:1
3 “Façamos em pedaços as suas correntes,
lancemos de nós as suas algemas!”s

2.4 S l 37.13; 59.8; 4 Do seu trono nos céus


Pv 1.26
o Senhor põe-se a rir* e caçoa deles.
2.5 US I21.9; 5 Em sua ira os repreende
78.49,50
e em seu furor os aterroriza,udizendo:
6 “Eu mesmo estabeleci o meu rei
em Sião, no meu santo monte”.

2 .7 <At 13.33*; 7 Proclamarei o decreto do Sen h o r :


Hb 1.5*
Ele me disse: “Tu és meu filho;
eu hoje te gerei.v
8 Pede-me, e te darei as nações como herança
e os confins da terrawcomo tua propriedade.

1 .6 Ou cuida do; ou ainda conhece o.


2 .1 A Septuaginta diz se enfurecem.

1.1-6 O nome hebraico de Salmos é Tehillim, que significa “louvores*, o vento a retirasse e assim fosse feita a purificação, extraindo o que era
termo que reflete boa parte do conteúdo do livro (cf. Sl 145, título). inútil e deixando apenas os grãos (ver “A eira”, em lC r 21).
O nome “Salmos” das Bíblias em latim e português vem do grego psalmoi, 2 .1 -1 2 Sobre expressões de atitudes vingativas contra os inimigos, ver
que significa literalmente “sons [das cordas da harpa]” e, portanto, canções nota em 69.22-28; ver também “Maldições e imprecações”, em Sl 83.
cantadas para acompanhar a harpa. Esse nome foi retirado da Septuaginta 2 .1 -3 Esse salmo, provavelmente escrito para a coroação do rei Davi,
(cf. sua autenticação neotestamentária em Lc 20.42) e reflete a forma ilustra a forma em que os reis viam a si mesmos: sua autoridade, seu pa­
das poesias do livro. O mesmo pode ser dito de seu título alternativo, pel e suas esperanças. No antigo Oriente Médio, a coroação de um novo
Psalterion, que indica uma coleção de canções para harpa, da qual vem a rei era muitas vezes ocasião de revolta dos povos e reis sujeitos à coroa.
designação “Saltério” dos salmos de Davi. O rei recém-ungido é retratado aqui como o governante de um império.
1.4 A “palha que o vento leva” é um símile da condição infeliz dos ím­ 2 .7 N o antigo Oriente Médio, o relacionamento entre um grande rei
pios (ver nota em Is 5.24). U m dos passos do processo de colheita dos e seus reis vassalos, que governavam sob a autoridade dele e lhe deviam
grãos (ver nota em R t 1.22) consistia em lançar a palha ao ar para que lealdade, era manifesto não apenas pelos termos “senhor” e “servo”, mas
794 SALMOS 2.9

9 T u as quebrarás com vara de ferro11* 2.9 >Ap 12.5;


iS I 89.23;
e as despedaçarás* com o a u m vaso de barro2”. >Ap2.27‘
10 Por isso, ó reis, sejam prudentes;
aceitem a advertência, autoridades da terra.
11 A dorem o S e n h o r com temor; 2.11 aHb 12.28 ;
»S 11 1 9 .1 1 9 ,1 2 0
exultem 3 com trem o r.b
12 Beijem o filho,*0 p ara que ele não se ire 2 .1 2 'J o 5.23;
«Ap 6 .16 ; «Sl 34.8;
e vocês não sejam destruídos de repente, Rm 9.33
pois n u m instante acende-se a sua ira.d
Com o são felizes todos os que nele se refugiam!e

S a lm o 3

Salmo de Davi, quando fugiu de seu filho Absalão.f

1 Sen h o r , muitos são os meus adversários!


Muitos se rebelam contra mim!
2 São muitos os que dizem a meu respeito: 3 .2 9SI 7 1 .1 1
“Deus nunca o salvará!9”
Pausac
3 Mas tu, Sen h o r , és o escudohque me protege; 3.3 hGn 1 5 .1 ; Sl
2 8 .7; 'Sl 27.6
és a m inha glória e m e fazes andar de cabeça erguida.'
4 Ao Senh or clamo em alta voz, 3.4 ISI 2.6
e do seu santo montei ele me responde.
Pausa
5 Eu me deito e durmo,ke tomo a acordar, 3 .5 l v 26.6;
P v 3 .2 4
porque é o Sen h o r que m e sustém.
6 Não me assustam1os milhares que me cercam.
7 Levanta-te,mSen h o r ! 3 .7 mSI 7 .6 ; "S I6.4;
°Jó 16 .10 ; pSI 58.6
Salva-me,nDeus meu!
Quebra o queixo0 de todos os meus inimigos;
arrebenta os dentesP dos ímpios.
• ‘>oq ipfuipc o
8 Do Se nhor vem o livramento.^ 3 .8 Pis 4 3 .3 ,11
A tua bênção está sobre o teu povo.
Toiift iràSml £'
Pausa

S a lm o 4

Para o mestre de música. Com instrumentos de cordas. Salmo davídico.

1 R esponde-m e quando clamo, 4.1 «Sl 25.16 ;


sS 1 1 7 .6
ó Deus que m e fazes justiça!
D á-m e alívio da m in h a angústia;
tem m isericórdiar de m im e ouve a m in h a oração.s

2 Até quando vocês, ó poderosos^, ultrajarão a m inha honra?e


Até q uando estarão am ando ilusões e buscando m entiras'?1
Pausa
a 2 .9 Ou as govemarás com cetro de ferro.
b 2 .1 2 Os versículos 11 e 12 permitem traduções alternativas.
f 3 .2 Hebraico: Selá; também em todo o livro de Salmos.
d 4 .2 Ou mortais.
e 4 .2 Ou desonrarão aquele em quem me glorio?.
f 4 .2 Ou deuses falsos*.

também por “pai” e “filho”. O rei davídico era “servo” do Senhor e seu 3 .3 Ter a pessoa do rei como escudo (protetor) era um conceito comum
“filho” (2Sm 7.5,14). no antigo Israel.
2 .9 Ver “Fragmentos de cerâmica: cerâmica na Bíblia”, em Jó 2. 4.1 O salmo 4 é um lamento individual, provavelmente por causa de
2.12 No antigo Oriente Médio, o beijo era um sinal de submissão (ver uma colheita malsucedida, já que faz referência a uma calamidade natu­
ISm 10.1; lR s 19.18; Os 13.2; ver também “O costume judaico do ral — a seca. Infortúnios como esse não eram raros em Israel e levavam
beijo”, em Lc 7). A submissão a um rei assírio era expressa pelo ato de o povo a questionar a capacidade de Deus em garantir a vida agrícola de
lhe beijar os pés. seu povo, e assim muitos eram induzidos a adorar deuses estrangeiros
(ver “Baal e os cultos de fertilidade”, em Os 2).
1 5 »

A C R E D I B I L I D A D E DA

SALMOS
SOBRESCRITOS
SALMO 3 0 sobrescrito1 é a breve nota informativa que precede implicam que os sobrescritos eram escritos para pessoas que tinham
muitos salmos. No salmo 3, por exemplo, o sobrescrito diz: "Salmo conhecimento dos fatos, muitos dos quais se perderam.
de Davi, quando fugiu de seu filho Absalão". Muitos estudiosos hoje • f Os sobrescritos usam termos técnicos e musicais e incluem
duvidam que os sobrescritos sejam dignos de confiança, porém dois títulos de cânticos (como "A corça da manhã", Sl 22), referências a
fatores indicam que devemos levá-los em consideração: instrumentos (e.g., "instrumentos de corda", em Sl 4)2 e instruções
especiais (e.g., "Para o mestre de música", em Sl 58). É significativo,
4 - Alguns sobrescritos fazem referência a incidentes acerca dos quais porém, que em data tão antiga quanto o século III a.C., o significado
os livros de Samuel e Crônicas nada informam. Por exemplo, o sobres­ de muitos sobrescritos já estivessem perdidos. Por exemplo, é eviden­
crito do salmo 60 menciona uma batalha desconhecida entre Davi e te que os tradutores da Septuaginta nem sempre sabiam o que fazer
Arã-Naaraim, Arã-Zobá e Edom. Se o escriba estivesse inventando com as palavras hebraicas dos sobrescritos e às vezes apelavam para
sobrescritos a fim de ligar artificialmente os salmos a eventos histó­ a mera conjectura ao traduzir esses termos para o grego.3 Isso implica
ricos, provavelmente teria utilizado episódios conhecidos do texto que os próprios sobrescritos eram muito antigos— talvez tão antigos
canônico (e.g., o salmo 3 menciona o episódio em que Davi foge de quanto os próprios salmos.
seu filho Absalão). Entretanto, as referências a eventos desconhecidos

’ Ver o Glossário na p. 2080 para as definições das palavras em negrito. 2Ver "Instrumentos musicais antigos”, em Sl 5. 3Para mais informações sobre a Septuaginta,
ver "Textos do Antigo Testamento", em Mq 7.

Edom
Cortesia do © dr. Gary Pratico

*£ »
796 SALMOS 4.3

3 Saibam que o S e n h o r escolheu o piedoso;11 4.3 "Sl 31.23;


■SI6.8
o S e n h o r ouviráv quando eu o invocar.

4 Q uando vocês ficarem irados, não pequem ;w 4.4 «Ef 4.26*;


«SI77.6
ao deitar-se,x reflitam nisso
e aquietem -se.
Pausa
5 O fereçam sacrifícios com o Deus exige 4 5 »Dt 33.19;
Sl 37.3
e confiem no S e n h o r a

6 M uitos perguntam : “Q uem nos fará desfrutar o bem ?”


Faze, ó S e n h o r , resplandecer sobre nós a luz do teu rosto!"*
7 Encheste o m eu coração3 de alegria, 4,7 >At14.17;
“Is 9.3
alegria m aiorb do que a daqueles que têm fartura de trigo e de vinho.
8 Em paz m e deito e logo adorm eço,0 4Ji “Sl 3.5;
“Lv 25.18
pois só tu, S e n h o r ,
m e fazes viver em segurança.d

Salmo 5

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . P a r a f la u t a s . S a lm o d a v í d ic o .

1 Escuta, S e n h o r , as minhas palavras,


considera o meu gemer.
2 Atenta para o meu grito de socorro,e 5.2 »SI 3.4; <SI 84.3
meu Rei e meu Deus,'
pois é a ti que imploro.
3 De manhãs ouves, S e n h o r , o meu clamor;
de manhã te apresento a minha oração*
e aguardo com esperança.
4Tu não és um Deus que tenha prazer na injustiça; 5 4 “Sl 11.5; 92.15
contigo o malhnão pode habitar.
5 Os arrogantes' não são aceitosi na tua presença; 5.5 Sl 73.3; IS11.5;
odeiasktodos os que praticam o mal. KS111.5

6Destróis os mentirosos;1 5.6 S l 55.23;


Ap 21.8
os assassinos e os traiçoeiros
o S e n h o r detesta.
7 Eu, porém, pelo teu grande amor, 5.7 "S l 138.2
entrarei em tua casa;
com temor me inclinareim
para o teu santo templo.
8Conduze-me, S e n h o r , na tua justiça,11 5.8 "Sl 31.1;
“Sl 27.11
por causa dos meus inimigos;
aplaina o teu caminho0diante de mim.
9Em seus lábios não há palavra confiável; 5.9 H.C11.44;
a mente deles só trama destruição. “Rm 3.13*

A garganta é um túmulo aberto;P


com a língua enganam sutilmente.‘i
10 Condena-os, ó Deus! Õ.IO^I 9.16;
=107.11
Caiam eles por suas próprias maquinações.
Expulsa-os por causa dos seus muitos crimes,r
pois se rebelarams contra ti.
4 .6 Isto é, mostra-nos, SENHOR, a tua bondade!
5 . 3 Ou o m eu sacrifício.

4 .7 N a linguagem bíblica, o coração é o centro do espírito humano, 5 .1 0 Sobre as expressões de atitudes vingativas contra os inimigos, ver
do qual brotam as emoções, os pensamentos, as motivações, a coragem nota em 6 9.22-28; ver também “Maldições e imprecações”, em Sl 83.
e a ação — “toda a sua vida” (Pv 4.2 3 ; ver “Coração, fôlego, garganta e
intestinos: antropologia hebraica antiga”, em Pv 6).
SALMOS 5.11

NOTAS H I S TÓ R I CA S E CUL TU R A I S

Instrumentos musicais antigos


4 - Instrumentos de sopro, como a flauta e a
trombetas ou shofar (chifre de carneiro), são
bem atestados na Bíblia (instrumentos pareci­
eram amplamente utilizados no mundo dos com flautas em 1Rs 1.40; cornetas de prata
antigo e também em Israel. em Nm 10.2; o shofar em Jl 2.1).
A tradução precisa de mui­
tas palavras hebraicas para os Esses instrumentos eram amplamente
instrumentos é dificultada pela usados para entretenimento e festas ruidosas
falta de descrições na Bíblia, de (Is 5.12), mas também para cultos de adora­
modo que até mesmo os tradutores ção (Sl 81.2; 150.1-5). A primeira referência
mais antigos, como os que traba­ bíblica a instrumentos musicais encontra-se
lharam na Septuaginta, tinham em Gênesis 4.21. Jubal, descendente de Caim,
pouca compreensão dos significados é apresentado como " o pai de todos os que
de vários termos musicais hebraicos. tocam harpa e flauta". Os instrumentos musi­
Além disso, as associações modernas cais eram utilizados em celebrações de vários
com alguns nomes podem ser mal tipos (Gn 31.27; Jó 21.11,12) e vitórias militares
compreendidas. Por exemplo, a palavra (Êx 15.20). 0 shofar era empregado sobretudo
shofaré muitas vezes traduzida por "trom- como sinalizador, especialmente nas guerras
beta", trazendo à mente um instrumento (Jz 3.27; ISm 13.3; Jr 6.1). No período da mo­
de metal, não o que ele era de fato — um narquia, os instrumentos eram usados na corte
chifre de carneiro.1 A palavra moderna "tam­ (ISm 19.9) e também no templo. As poesias
borim” sugere um tambor manual com anéis religiosas (como as que foram preservadas em
de metal que retinem quando sacudidos, mas Salmos) muitas vezes exigiam acompanhamen­
os antigos tambores manuais israelitas prova­
to instrumental (Sl 150.3-5; Am 5.23).2
velmente não possuíam anéis. No entanto, as
ilustrações do Egito e da Mesopotâmia nos
fornecem imagens claras da aparência dos
instrumentos. Os israelitas, a exemplo de
seus vizinhos, usavam três tipos básicos
de instrumentos:
C ím balos num a p la u d id o r (à
e sq u erd a); fla u ta a n tig a (no
a lto , à d ireita); lira d e casco d e Instrumentos de cordas, como a lira e a
ta rta ru g a , d a G récia, ca. século V harpa. 0 uso da lira é bem atestado no antigo
a.C. (e m b aix o , à direita) Israel, mas a harpa é um tanto mais proble­
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com mática. Algumas autoridades argumentam
permissão do Museu Britânico
que a palavra traduzida como “harpa" pode,
na verdade, estar se referindo a um tipo de
SALMO S Uns poucos pedaços de instrumentos lira grave ou a um alaúde. Por outro lado, há
musicais foram descobertos pelos arqueólogos. evidências da presença de harpas no antigo
Entretanto, há evidências abundantes nos tex­ Egito e, portanto, nada impede que elas tam­
tos (como em Salmos) e na arte da Antiguidade bém estivessem presentes em Israel.
(como as pinturas das tumbas egípcias) que Instrumentos de percussão de dois tipos:
atestam o uso variado de instrumentos pelos po­ tambores e tamborins, feitos de pele animal
vos antigos para criar música. Assim, a escassez esticada sobre uma armação.
desse material deve-se à fragilidade dos instru­ Os "idiofones" produziam som pela vibra­
mentos, não à sua raridade. De fato, poucos dos ção, mas não possuíam cordas nem membranas
instrumentos antigos mais duráveis encontra­ de pele, como os sinos, gongos, chocalhos e
dos pelos arqueólogos, como os címbalos, ainda címbalos. Podiam ser feitos de vários mate­
são capazes de produzir algum som. Além disso, riais: metal, madeira, argila endurecida ou
o vocabulário dos instrumentos musicais no ossos. 0 uso desses instrumentos é mencio­
hebraico bíblico é razoavelmente extenso. Não nado em 2Samuel 6.5 e Neemias 12.27.
deve haver dúvida de que esses Instrumentos
Harpa do Egito
Preseving Bible Times; © dr. James C Martin; usado com permissão
1Ver “0 shofar", em Sl 98. 2Ver "Poetas e cantores israelitas antigos', em Sl 73. do Museu do Louvre
798 SALMOS 5.11

11 A legrem -se, porém , todos os que se refugiam em ti; 5.11 tSI 2.12; “Sl
69.36; *ls 65.13
cantem sem pre de alegria!'
Estende sobre eles a tua proteção.
Em ti exultem 11 os que am am o teu nom e.v
12 Pois tu , S e n h o r , abençoas o justo; 5.12 «Sl 32.7
o teu favor o protege™ com o um escudo.

Salmo 6

Para o m estre de m úsica. C om instrum entos de cordas. Em oitava. Salm o davídico.

1Sen h o r,não me castigues na tua irax


nem me disciplines no teu furor.
2 Misericórdia, S e n h o r , pois vou desfalecendo! 6.2 *0s 6.1;
■Sl 22.14; 31.10
Cura-me,y S e n h o r , pois os meus ossos tremem:2
3 todo o meu ser estremece.3 6.3 «Jo 12.27:
“Sl 90.13
Até quando,bS e n h o r , até quando?

4 Volta-te, S e n h o r , e livra-me; 6.4 «117.13


salva-me por causa do teu amor leal.c
5 Quem morreu não se lembra de ti. 6.5 "Sl 30.9;
88.10-12; Ec 9.10
Entre os mortos0, quem te louvará?'1 Is 38.18
6 Estou exaustoe de tanto gemer. 6.6 =SI 69.3;
De tanto chorar inundo de noite a minha cama; Sl 42.3

de lágrimas* encharco o meu leito.


7 Os m eus olhos se consomemS de tristeza;
fraquejam por causa de todos os meus adversários.
8 Afastem-se de mimhtodos vocês que praticam o mal,' 6.8 "Sl 119.115;
'Mt7.23; Lc 13.27
porque o S e n h o r ouviu o meu choro.
9 O S e n h o r ouviu a minha súplica;!
o S e n h o r aceitou a minha oração.
10 Serão humilhados e aterrorizados todos os meus inimigos; 6.10 «171.24;
73.19
frustrados, recuarão de repente.k

Salmo 7

C onfissão de Davi, que ele cantou ao Sen h o r acerca de Cuxe, o benjam ita.

1S en h o r,m eu Deus, em ti m e refugio;


salva-m e e livra-m e de todos os que m e perseguem ,1
2 p ara que, com o leões,m 72 "Is 38.13;
"Sl 50.22
não m e dilacerem nem m e despedacem ,
sem que ninguém m e livre.n

3S en h o r,m eu Deus, se assim procedi, 7.3 °1Sm 24.11;


IS 59.3
se nas m inhas m ãos0 h á injustiça,
4 se fiz algum m al a um am igo
o u se poupei* sem m otivo o m eu adversário,

6 .5 Hebraico; Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por sepultura, profundezas, pó ou morte.
7 .4 Ou explorei.

6 .3 O “ser” aqui (ou “alma”) náo é o aspecto espiritual em contraposição dos que haviam partido. Os israelitas consideravam a morte do modo err
ao físico, nem o ser “interior” do salmista em oposição ao “exterior”, mas que a viam — o inverso da vida, e a ressurreição ainda não fazia pan:
seu ser como criatura viva, consciente e pessoal. A menção aos “ossos” de sua experiência comunitária com Deus. O sepulcro náo significa-1
(também em 35.9,10: “a minha alma” e “todo o meu ser”) não implica­ fugir de Deus (139.8), mas náo fica bem claro como consideravam ,
va, para o escritor hebreu, referência a duas entidades distintas, mas con­ condição dos fiéis que morreram. Alguns documentos extrabíblicos az
sistia em duas maneiras de se referir a si próprio como um todo, como é antigo Oriente Médio revelam a crença geral de que a imortalidade en
o caso da combinação entre “alma” e “corpo” (31.9; 63-1). Compare a reservada aos deuses, mas os mortos continuavam a ter algum tipo ct
combinação de “coração” com “ossos”, em 102.4 (ver também a nota). existência no mundo tenebroso do além (ver “Sheol, Hades, Geeru.
6.5 A “sepultura” (heb. sheol) refere-se em geral ao caminho para o Abismo e Tártaro: imagens do inferno”, em Sl 139; ver também nocz
reino dos mortos, o submundo em que, pensava-se, viviam os espíritos em Jó 17.13-16).
SALMOS 8.2 799

5 persiga-me o meu inimigo até me alcançar,


no chão me pisoteie e aniquile a minha vida,
lançando a minha honra no pó.
Pausa
7.6 PSI 94.2; 6 Levanta-te,p S e n h o r , na tua ira;
« S l138.7;
■Sl 44.23 ergue-te contra o furor dos meus adversários.1!
Desperta-te,r meu Deus! Ordena a justiça!
7 Reúnam-se os povos ao teu redor.
Das alturas reina sobre eles.
7.8 »S118.20; 8 O S e n h o r é quem julga os povos.
96.13
Julga-me, S e n h o r , conforme a minha justiça,s
conforme a minha integridade.
7.9 Ur 11.20; 9 Deus justo,*
“1Cr 28.9; Sl 26.2;
Ap 2.23; “Sl 37.23 que sondas a mente e o coraçãoudos homens,
dá fim à maldade dos ímpios
e ao justo dá segurança."

10 O meu escudo está nas mãos de Deus,


que salva o reto de coração."
7.11 «Sl 50.6 11 Deus é um juiz justo,x
um Deus que manifesta cada dia o seu furor.
12 Se o homem não se arrepende,
Deus afia a sua espada,v
arma o seu arco e o aponta,
13 prepara as suas armas mortais
e faz de suas setas flechas flamejantes.

7.14!JÓ 15.35; 14 Quem gera a maldade concebe sofrimento


Is 59.4; Tg 1.15
e dá à luz2 a desilusão.
7.15 Mó 4.8 15 Quem cava um buraco e o aprofunda
cairá nessa armadilha que fez.a
16 Sua maldade se voltará contra ele;
sua violência cairá sobre a sua própria
cabeça.

7.17 bSI 71.15,16; 17 Darei graças ao S e n h o r por sua justiça;b V o z e s a n t ig a s


« 1 9.2
ao nome do S e n h o r Altíssimo Enki e Ninmah estavam bebendo bebida
cantarei louvores.0 fermentada, e o coração deles ficou alegre.
Ninmah disse a Enki;
Salmo 8 "0 que quer [que]* faça a forma do homem,
Para o mestre de música. De acordo com a boa ou má, ela está em meu poder; confor­
melodia Os Lagares. Salmo davídico. me meu coração me incita, posso fazer o
destino [do homem]* bom ou mau!".
8.1 «Sl 57.5; 1S e n h o r , Senhor nosso, Enki respondeu a Ninmah;
113.4; 148.13
como é majestoso o teu nome em toda a "Que eu compense o 'destino' desejado pelo
terra! seu coração — bom ou mau!".
Tu, cuja glória é cantada nos céus."*1
*As palavras entre colchetes foram acrescentadas pelo
8.2 « 2 1 .1 6 * ; 2 Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos tradutor para dar mais clareza ao texto.
fSI 44.16; 1C01.27
firmaste o teu nome como fortaleza6,6
— Enki e Ninmah
por causa dos teus adversários,
Ver "A criação dos humanos no mito sumério de Enki", em Sl 8.

0 8 . 1 O u Puseste a tua glória nos céus ; o u a in d a Eu te cultuarei acim a dos céus.


b 8 . 2 O u suscitaste louvor.

7 .9 Os israelitas empregavam as palavras “mentes” e “corações” (lit. “co­ antropologia hebraica antiga”, em Pv 6). “Sondar as mentes e os cora­
rações” e “rins”) praticamente como sinônimas (porém “coração” muito ções” era uma expressão convencional do exame que Deus faz do caráter
mais vezes) para se referir ao âmago da vida consciente do ser humano e dos motivos ocultos do homem (Jr 11.20; 17.10; 20.12).
(ver nota em 4.7; ver também “Coração, fôlego, garganta e intestinos:
800 SALMOS 8.3

para silenciar o inimigo'


que busca vingança.

3 Quando contemplo os teus céus,9 8.3 9SI 89.11;»SI


136.9
obra dos teus dedos,
a lua e as estrelash
que ali firmaste,
4 pergunto: Que é o homem, 8.4 Uó 7.17; Sl
144.3; Hb2.6
para que com ele te importes?
E o filho do homem,
para que com ele te preocupes?'

5 Tu o fizeste um pouco menor 8.5 iSI 21.5; 103.4


do que os seres celestiais"
e o coroaste de glória e de honraj
6 Tu o fizeste dominark 8.6 kGn 1.28;
'Hb 2.6-8*;
as obras das tuas mãos; "1 Co 15.25,27*;
Ef 1.22
sob os seus pés tudo puseste:1’111
7 todos os rebanhos e manadas,
e até os animais selvagens,
8 as aves do céu, os peixes do mar
e tudo o que percorre as veredas dos mares.
Senhor nosso,
9 Se n h o r ,
como é majestoso o teu nome em toda a terra!n

a 8 .5 Ou do que Deus.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

A criação dos humanos no mito sumério de Enki


SALMO 8 0 mito sum ério de Enki e Ninmah — cegos, aleijados, mulheres estéreis e
descreve a criação da humanidade e a sub­ eunucos, para os quais Enki procurou uma
sequente discordância entre as duas divin­ ocupação honrosa em que a incapacidade
dades a respeito do valor e da utilidade dos deles não fosse um obstáculo. 0 texto termi­
humanos deficientes. 0 mito começa quan­ na com um louvor à superioridade de Enki.
do a terra era recém-criada e os deuses me­ A narrativa bíblica da criação da huma­
nores estavam encarregados de trabalhar nidade é muito diferente do mito sumério.
para servir as divindades maiores. Envia­ Na Bíblia, o homem e a mulher não são uma
dos para escavar canais de irrigação e prover o ideia posterior, mas o ponto alto da criação
alimento para seus superiores, o trabalho se de Deus, coroados de glória (Sl 8.5). 0 traba­
tornou tão exaustivo que eles se rebelaram lho em si (a atenção e o cuidado de Deus por
contra o grande deus Enki. Então, a deusa suas criaturas) é uma vocação concedida
mãe, Namu, aconselhou Enki a aliviar o por Deus (Gn 1.26,28; 2.15), um meio de
trabalho dos deuses, formando uma criatura participar de sua obra criadora e uma opor­
que pudesse realizar o trabalho deles. Enki tunidade de agir como seus representantes
delineou então a forma da humanidade e na terra, não uma forma de escravidão com
comissionou Namu a criar o homem e a mu­ o propósito de aliviar a carga de Deus. Doen­
lher com uma pinça de cerâmica (cf. Gn 2.7). ças e deformações humanas, longe de ser o
T exto bab ilô n io q u e relata
Depois disso, Namu gabou-se de poder resultado de algum tipo de jogo divino, são a criação d o m u n d o , d o
fazer uma pessoa com a forma que dese­ o produto da condição decaída da humani­ ho m em e d a en x ad a (ca.
jasse, ao que Enki respondeu que poderia dade e do plano soberano de Deus, veículos 1 9 0 0 - 1 7 0 0 a.C.)
© The Scheyen Coilection; cortesia do sr. Martin Schayen
encontrar compensação para qualquer que Deus utiliza para mostrar sua grandeza
deformidade. Namu, então, formou uma na vida do ser humano (Jo 9.2,3).
série de indivíduos com várias deficiências
SALMOS 10.1 soi

Salmo 9“
Para o mestre de música. De acordo com muth-labeiA Salmo davídico.

9.1 »SI 86.12; 1Sen h o r , quero dar-te graças de todo o coração0


pSI 26.7
e falar de todas as tuas m aravilhas.P
9.2 «Sl 5.11; 2 Em ti quero alegrar-me e exultar,9
■Sl 92.1; 83.18 e cantar louvores ao teu nom e,r ó Altíssim o.

3 Quando os meus inimigos


contigo se defrontam, tropeçam e são destruídos.
9.4 « 11 40 .12 ; 4 Pois defendeste o meu direito e a minha causa;s
t|P e 2 .2 3
em teu trono te assentaste, julgando com justiça.*
9.5 "Pv 10.7 5 Repreendeste as nações e destruíste os ímpios;
para todo o sempre apagaste o nome deles.u
9.6''Sl 34.16 6 O inimigo foi totalmente arrasado, para sempre;
desarraigaste as suas cidades; já não há quem delas se lembre.v

9.7 "S l 89.14 7 O Sen h o r reina para sempre;


estabeleceu o seu tronow para julgar.
9.8 »SI 96.13 8 Ele mesmo julga o mundo com justiça;*
governa os povos com retidão.
9.9 »SI 32.7 9 O Sen h o r é refugio para os oprimidos,
uma torre segura na hora da adversidade.^
9.10 "Sl 91.14; 10 Os que conhecem o teu nomez confiam em ti,
«Sl 37.28
pois tu, Sen h or , jamais abandonas3 os que te buscam.

9.11 bSI 76.2; 11 Cantem louvores ao Sen h o r , que reina em Sião;b


< $ l107.22;
"Sl 105.1 proclamem entre as nações0 os seus feitos.d
9.12 *Gn 9.5 12Aquele que pede contas do sangue derramado6 não esquece;
ele não ignora o clamor dos oprimidos.

9.13 B I 38.19 13 Misericórdia, Sen h o r !


Vê o sofrimento que me causam os que* me odeiam.
Salva-me das portas da morte,
9.14 sS1106.2; 14 para que, junto às portas da cidadec de Sião,
»S113.5; 51.12
eu cante louvoresS a ti
e ah exulte em tua salvação.*1
9.15 iSI 7.15,16; 15 Caíram as nações na cova que abriram;1
ISI 35.8; 57.6
os seus pés ficaram presos no laço que esconderam j
16 O Sen h o r é conhecido pela justiça que executa;
os ímpios caem em suas próprias armadilhas.
Interlúdio11. Pausa
9.17 *SI 49.14; 17 Voltem os ímpios ao póe,k
■Jó 8.13; Sl 50.22
todas as nações que se esquecem de Deus!1
9.18 "S I 71.5; 18 Mas os pobres nunca serão esquecidos,
Pv 23.18; "Sl 12.5
nem se frustrará a esperança"1dos necessitados."
19 Levanta-te, Sen h o r ! Não permitas que o mortal triunfe!
Julgadas sejam as nações na tua presença.
9.20 «Sl 62.9; 20 Infunde-lhes terror, Sen h o r ;
Is 31.3
saibam as nações que não passam de seres h u m anos.0
Pausa

Salmo 10

10.1 pSI 22.1,11; 1 Sen h o r , por que estás tão longe?P


"Sl 13.1
Por que te escondesi em tempos de angústia?
» O s s a lm o s 9 e 10 ta lv e z t e n h a m s id o o r ig in a lm e n t e u m ú n ic o p o e m a , o r g a n iz a d o e m o r d e m a lfa b é tic a , n o h e b r a ic o . N a
Septuaginta constituem um único salmo.
b Expressão de sentido desconhecido. Tradicionalmente: De acordo com a melodia A Morte para o Filho.
c 9 .1 4 Hebraico:////ia.
d 9 .1 6 Hebraico: Higaion.
e 9 .1 7 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por sepultura, profundezas ou morte.
SALMOS 10.2

2 Em sua arrogância o ímpio persegue o pobre,


que é apanhado em suas tramas.
3 Ele se gabar de sua própria cobiça e, em sua ganância,
amaldiçoa'1e insulta o Sen h o r .
4 Em sua presunção o ímpio não o busca; 10.4 *S114.1; 36.1
não há lugar para Deus em nenhum dos seus planos.s
5 Os seus caminhos prosperam sempre;
tão acima da sua compreensão estão as tuas leis
que ele faz pouco caso de todos os seus adversários,
6 pensando consigo mesmo: “Nada me abalará! 10.6 « p 18.7
Desgraça alguma me atingirá,* nem a mim nem aos meus descendentes”
7 Sua boca está cheia de maldições,umentiras e ameaças;v 10.7 "Rm 3.14*;
»SI 73.8; «Sl 140.3
violência e maldade estão em sua língua.™
8 Fica à espreita perto dos povoados;
em emboscadas mata os inocentes,x
procurando às escondidas as suas vítimas.
9 Fica à espreita como o leão escondido; 10.9vSI17.12;
59.3; 140.5
fica à espreita para apanhar o necessitado;''
apanha o necessitado e o arrasta para a sua rede.
10Agachado, fica de tocaia;
as suas vítimas caem em seu poder.
11 Pensa consigo mesmo: “Deus se esqueceu;2 10.11 «Jó 22.13

escondeu o rosto e nunca verá isto”.


12 Levanta-te, Sen h o r ! Ergue a tua mão,a ó Deus! 10.12 aS117.7;
Mq 5.9; bSI 9.12
Não te esqueças dos necessitados.b
13 Por que o ímpio insulta a Deus,
dizendo no seu íntimo:
“De nada me pedirás contas!”?
14 Mas tu enxergas o sofrimento0 e a dor; 1 0.1 4 ‘ SI 22.11;
« 1 37.5; *SI 68.5
observa-os para tomá-los em tuas mãos.
A vítima deles entrega-se a ti;d
tu és o protetor6 do órfão.
15 Quebra o braço do ímpio e do perverso,*
pede contas de sua impiedade
até que dela nada mais se ache6.
16 O Se nh o r é rei para todo o sempre;S 10.16 «Sl 29.10:
"Dt 8.20
da sua terrahdesapareceram os outros povos.
17 Tu, Sen h o r , ouves a súplica dos necessitados;' 10.17'1 Cr 29.18;
Sl 34.15
tu os reanimas e atendes ao seu clamor.
18 Defendes o órfãoi e o oprimido,k 10.18 ISI 82.3;
►Sl 9.9
a fim de que o homem, que é pó, já não cause terror.

Salmo 11

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . D a v í d ic o .

1 No n h o r m e refugio.1
Se
Com o então vocês podem dizer-me:
“Fuja com o um pássaro p ara os m ontes”?
2 Vejam! Os ím pios preparam os seus arcos; 11.2 mSI 7.13;
"Sl 64.3,4
colocam as flechasm contra as cordas

1 0 .3 Hebraico: abençoa. Aqui empregado como eufemismo.


1 0 .1 5 Ou do contrário, não será descoberta.

1 0 .7 “Maldições”, “mentiras” e “ameaças” eram as três armas da língua grande estoque convencional de semelhantes maldições (ver “Maldiçõe:
mais comuns entre os povos do antigo Oriente Médio. Acreditava-se e imprecações”, em Sl 83). As “mentiras” são as calúnias e o falso teste­
que era possível manipular os poderes sobrenaturais com palavras e ações munho visando a fins malignos (ver e.g., IR s 21.8-15).
rituais quando o propósito era destruir os inimigos e mantinham um 11 .2 Sobre “coração”, ver nota em 4.7.
SALMOS 13.1 sos

para das sombras as atirarem


nos retos de coração.11
3 Quando os fundamentos0 estão sendo destruídos,
que pode fazer o justo?

11.4 pSI 18.6; 4O S e n h o r está no seu santo templo;P


« 1 103.19;
«Sl 33.13; o Sen h o r tem o seu trono nos céus.<i
«13 4.1 5,1 6
Seus olhos observam;r
seus olhos exam inam os filhos dos hom ens.s
11.5 «Gn 22.1; 5 O Sen h or prova o justo,1
Tg 1.12; «Sl 5.5
m as o ímpio e a quem" am a a injustiça,
a sua alm a odeia.u
11.6 "Ez 38.22; 6 Sobre os ímpios ele fará chover
» Jr4.11,12 brasas ardentes e enxofre incandescente;v
vento ressecantew é o que terão.
11.7 « 17 .9,1 1; 7 Pois o Sen h or é justox e am a a justiça;»
45.7; « 1 33.5;
«Sl 17.15
os retos verão a sua face.2

Salmo 12
Para o mestre de música. Em oitava. Salmo davídico.

1Salva-nos, S e n h o r ! Já não há quem seja fiel;3


já não se confia em ninguém entre os homens.
12.2 «Sl 10.7; 2 Cada um mente ao seu próximo;
41.6; 55.21;
Rm 16.18 seus lábios bajuladores falam com segundas intenções.b

12.3 «Dn 7.8; 3 Que o S e n h o r corte


Ap 13.5
todos os lábios bajuladores
e a língua arrogante0
4 dos que dizem:
“Venceremos graças à nossa língua;
somos donos dos nossos lábios!*
Quem é senhor sobre nós?”

12.5 «Sl 10.18; 5 “Por causa da opressão do necessitado


34.6
e do gemido do pobre, agora me levantarei”,
diz o S e n h o r .
“Eu lhes darei a segurançadque tanto anseiam.”'1
12.6 «2Sm 22.31; 6 As palavras do S e n h o r são puras,e
Sl 18.30; Pv 30.5
são como prata purificada num forno,
sete vezes refinada.
tu nos guardarás seguros,
7 Sen h or,
e dessa gente nos protegerás para sempre.f
12.8 aSI 55.10,11 8 Os ímpios andam altivos por toda parte,9
quando a corrupção é exaltada entre os homens.

Salmo 13

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . S a lm o d a v í d ic o .

13.1 «Jó 13.24; 1Até quando, Sen h o r ? Para sempre te esquecerás de mim?
Sl 44.24
Até quando esconderás de mim o teu rosto?h

1 1 .5 Ou O Senhor examina o justo e o ímpio, mas a quem; ou ainda O Senhor, o Justo, examina o ímpio, mas a quem.
1 2 .4 Ou nossos lábios são lâminas cortantes!.
1 2 .5 Ou “Eu os protegerei dos que anseiam destruí-los.

1 1 .7 A expressão hebraica traduzida por “ver a face do rei” denotava acesso direto ao rei”). Aqui, Davi fala da especial liberdade do acesso
acesso ao rei (Gn 43.3,5; 44.23,26; 2Sm 3.13, “compareça à minha pre­ ao Rei celestial.
sença”; 14.24,28,32). Às vezes, referia-se aos que serviam na presença 12.3 O verbo “cortar” significa “terminar com” (a mutilação física não
do rei (2Rs 25.19, “conselheiros reais”; Et 1.14, aqueles “que tinham está em vista).
804 SALMOS 13.2

2 Até q uando terei inquietações' i a 2 ®l 42.4;


ISI 42.9
e tristeza no coração dia após dia?
Até quando o m eu inim igo triunfará sobre mim?)
3 Olha p ara m im e responde,k S e n h o r, m eu Deus. 13.3 “Sl 5.1;
'Ed 9.8; mJ r 51.3
Ilum ina os m eus olhos,1
ou do contrário dorm irei o sono da m orte;"1
4 os m eus inim igos dirão: “Eu o venci”," 134 "Sl 25.2
e os m eus adversários festejarão o m eu fracasso.
5 Eu, p o rém , confio em teu am or;0 13Jj°SI 52.8;
o meu coração exulta em tua salvação.P PSI 9.14

6 Quero cantar<i ao S e n h o r
pelo bem que m e tem feito.

Salmo 14
Para o mestre de música. Davídico.

1 Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”/ 14.1 « 1 0 . 4


C orrom peram -se e com eteram atos detestáveis;
não h á ninguém que faça o bem .

2 O S e n h o r olha dos céuss 14.2 « 133.13;


*SI 92.6
p ara os filhos dos hom ens,
p ara ver se h á alguém que tenha entendim ento,'
alguém que busque a Deus.
3 Todos se desviaram , 14.3 «Sl 58.3;
•Sl 143.2;
igualm ente se corrom peram ;u «Rm 3.10-12*
não h á ninguém que faça o bem ,v
não h á n em u m sequer.w

4 Será que n en h u m dos m alfeitores aprende?» 144 «Sl 82.5;


vSI 27.2; >SI 79.6;
Eles devoram o m eu povo^ te 64.7
com o quem com e pão
e não clam am pelo S e n h o r!2
5 Olhem! Estão tom ados de pavor!
Pois Deus está presente n o m eio dos justos.
6 Vocês, m alfeitores, 14.6 *SI 9.9; 40.17
frustram os planos dos pobres,
m as o refugio deles é o S e n h o r.3

7 Ah, se de Sião viesse a salvação p ara Israel! 14.7 6SI 53.6


Q uando o S e n h o r restaurar11o seu0 povo,
Jacó exultará! Israel se regozijará!

Salmo 15
Salmo davídico.

1 Sen h o r , quem habitará no teu santuário?0 15.1 <$l 27.5,6;


dSI 24.3-5
Q uem po d erá m o rar no teu santo m onte?d

2 Aquele que é íntegro em sua conduta 15.2 eSI 24.4;


Zc 8.3,16; Ef 4.25
e pratica o que é justo;
que de coração fala a verdadee

a 1 4 . 7 Ou trouxer d e volta os cativos d o seu.

15.1-5 Sobre a atitude evangelística de Israel para com os gentios, ver incentivando-os a se preparar física e espiritualmente para o acesso ao
nota em S f3 .1 0 . lugar santo de adoração. A retidão moral, não os sacrifícios ou a pureza
Esse breve salmo instruía os que desejavam entrar na presença de ritual, como era o caso das outras religiões do antigo Oriente Médio, é
Deus em seu santuário. Ele pode representar algum ensino sacerdotal que possibilitava o acesso ao Senhor.
apresentado a quem se aproximava do monte do Templo em Jerusalém,
SALMOS 17.1 «05

15.3 í x 23.1 3 e não usa a língua p ara difamar;f


que n en h u m m al faz ao seu sem elhante
e não lança calúnia contra o seu próxim o;
15.4 9At 28.10; 4 que rejeita quem m erece desprezo,
M Z11.35
m as honras os que tem em o S e n h o r;
que m antém a sua palavra,h
m esm o quando sai prejudicado;
15.5 'Êx 22.25; 5 que não empresta o seu dinheiro visando a algum lucro'
ÍX 2 3 .8 ; Dt 16.19;
k2Pe1.10
nem aceita suborno) contra o inocente.

Q uem assim procede


nunca será abalado!k

Salmo 16
Poema epigráfico davídico.

16.1 'Sl 17.8; 1 P rotege-m e,1ó Deus,


mSI 7.1
pois em ti m e reíugio.m

16.2 "Sl 73.25 2 Ao S e n h o r declaro: “T u és o m eu Senhor;


não tenho bem n en h u m além de ti”.n
16.3 °S1101.6 3 Q uanto aos fiéis que h á n a terra,0
eles é que são os notáveis
em quem está todo o m eu prazer.
164 PSI 32.10; 4 Grande será o sofrimentoP
OS1106.37,38;
í x 23.13 dos que correm atrás de outros deuses.01?
Não participarei dos seus sacrifícios de sangue,
e os m eus lábios nem m encionarão os seus nom es .r

16.5 *SI 73.26; 5 Sen h o r , tu és a minha porçãos e o meu cálice;'


« 1 23.5
és tu que garantes o meu futuro.
16.6 “Sl 78.55; 6 As divisas caíram p ara m im
Jr 3.19
em lugares agradáveis:
T enho u m a bela herança!u

16.7 "Sl 73.24; 7 Bendirei o Sen h o r , que me aconselha;*


«Sl 77.6
na escura n o ite" o m eu coração m e ensina!
16.8 «Sl 73.23 8 Sem pre tenho o S e n h o r diante de m im .
Com ele à m in h a direita,* não serei abalado.
16.9 »SI 4.7; 9 Por isso o m eu coração se alegra» e no íntim o exulto;
30.11;>SI 4.8
m esm o o m eu corpo repousará tranqüilo,2
16.10 aAt 13.35* 10 porque tu não m e abandonarás no sepulcro6,
nem perm itirás que o teu santo
sofra decom posição.3
16.11 “Mt 7.14; 11 Tu m e farásc conhecer a vereda da vida,b
=At 2.25-28*;
«Sl 36.7,8 a alegria plena da tua presença,c
eterno p r a z e i à tu a direita.

Salmo 17
Oração davídica.

17.1 «Sl 61.1; 1 Ouve, Sen h o r , a minha justa queixa;


I s 29.13
atenta para o meu clamor®

« 1 6 .3 ,4 Ou Quanto aos sacerdotes p a g ã os que estão n a terra e a os nobres em quem todos têm prazer, eu disse: A um entarão
suas tristezas, p o is correm atrás d e outros deuses.
b 1 6 .1 0 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.
c 1 6 . 1 1 Ou fizeste.

1 6 .4 Os “sacrifícios de sangue” sáo uma referência ao sangue dos sacrifí- 16 .7 Sobre “coraçáo” (lit. “rins”), ver nota em 7.9.
cios derramado nos altares. 16 .9 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7.
806 SALMOS 17.2

Dá ouvidos à m inha oração,


que não vem de lábios falsos.f
2 V enha de ti a sentença em m eu favor;
vejam os teus olhos onde está a justiça!

3 Provas o m eu coração e de noite m e examinas; 17.3 9SI 26.2;


66.10; "Jó 23.10;
tu m e sondasS e n ad a encontras;h J r 50.20;'SI 39.1
decidi que a m in h a boca não pecará1
4 com o fazem os hom ens.
Pela palavra dos teus lábios
eu evitei os cam inhos do violento.
5 M eus passos seguem firm es nas tuas veredas;! 17.5 ISI 44.18;
119.133; "Sl 18.36
os m eus pés não escorregaram .k

6 Eu clam o a ti, ó Deus, pois tu m e respondes;1 1 7 .6 'Sl 86.7;


” S1116.2; "Sl 88.2
inclina p ara m im os teus ouvidosm e ouve a m inha oração."
7 M ostra a m aravilha do teu am or,0 tu, que com a tu a m ão direita salvasP 17.7 °SI 31.21;
PSI 20.6
os que em ti buscam proteção
contra aqueles que os am eaçam .
8 P rotege-m e com o à m enina dos teus olhos;? 17.8 « 3 2 . 1 0
esconde-m e à som bra das tuas asas,
9 dos ím pios que m e atacam com violência, 17.9 « 31.20;
109.3
dos inim igos m ortais que m e cercam .r

10 Eles fecham o coração insensívels 17.10 « 1 73.7;


e com a boca falam com arrogância.* '1 Sm 2.3

11 Eles m e seguem os passos e já m e cercam;u 17.11 “ Sl 37.14;


88.17
seus olhos estão atentos, prontos p ara derrubar-m e.
12 São com o u m leãov ávido pela presa, 17.12 «Sl 7.2; 10.9
com o um leão forte agachado n a em boscada.
13 Levanta-te, S e n h o r ! Confronta-os! Derruba-os!w 17.13 "S l 7.12;
22.20:73.18
Com a tu a espada livra-m e dos ím pios.
14 Com a tu a m ão, S e n h o r , livra-m e de hom ens assim , 17.14*Lc 16.8;
»SI 73.3-7
de hom ens deste m u n d o ,x cuja recom pensa está nesta vida.

Enche-lhes o ventre de tudo o que lhes reservaste;


sejam os seus filhos saciados,
e o que sobrary fique p ara os seus pequeninos.»

15 Q uanto a m im , feita a justiça, verei a tu a face; 17.15 *Nm 12.8;


Sl 4.6,7;16.11;
quando despertar, ficarei satisfeito 1J0 3.2
ao ver a tu a sem elhança.2

Salmo 18
Para o mestre de música. De Davi, servo do Senhor. Ele cantou as palavras deste cântico ao Senhor
quando este o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. Ele disse:

1 E u te a m o , ó S e n h o r , m in h a força.

2 O S e n h o r é a m in h a ro c h a ,3 a m in h a fo rtaleza e o m e u lib e rta d o r; 18.2 aS119.14; “ Sl


59.11; ‘ SI 75.10
0 1 7 . 1 4 Ou Tu sacias a fo m e d aqu eles a quem queres bem ; os seus filh o s têm fa r tu r a e arm azen am bens p a r a os seus p eq u en i­
nos.

17.8 A “menina dos teus olhos” é uma referência à pupila, parte delicada apontam para terríveis conseqüências (e.g., G n 3 2 .3 0 ; Êx 3 3 .2 0 -2 3 ;
do olho, que, por ser tão preciosa, necessita de proteção (cf. D t 32.10; Is 6.5). Talvez a solução seja encontrada em Números 12.8, em que Deus
Pv 7.2). A “sombra” é a metáfora hebraica convencional para a proteção diz a respeito de Moisés: “Com ele falo face a face [...] e ele vê a forma
contra a opressão — como a sombra protege contra o calor opressivo do Senhor”. Moisés estava na presença de Deus, mas fisicamente via a
do sol quente do deserto. O termo “asas” é a metáfora para o alcance “forma” de Deus, não a própria pessoa. De igual modo, Davi afirma que
protetor do poder de Deus (3 6 .7 ; 5 7 .1 ; 6 1 .4 ; 6 3 .7 ; 9 1 .4 ; Rt 2 .1 2 ; ficará satisfeito por estar na presença de Deus e ver sua “semelhança”
ver também M t 23.37). (Sl 17.15; cf. a nota em 11.7).
17.15 “Procurar” ou “ver” a face de Deus, no A T, era o objetivo pró­
prio do justo (2Cr 7.14; Sl 105.4), porém numerosas outras passagens
SALMOS 18.22 807

o m eu Deus é o m eu rochedo, em quem m e refugio.


Ele é o m eu escudob e o poder" que m e salva,c
a m inha to rre alta.
18.3 « 14 8.1 3 Clamo ao S e n h o r, que é digno de louvor,d
e estou salvo dos meus inimigos.
18.4 =S1116.3; 4 As cordas da m o rtee m e enredaram ;
«Sl 124.4
as torrentes* da destruição m e surpreenderam .
18.5 «Sl 116.3 5 As cordas do Sheol6 m e envolveram;
os laços d a m ortea m e alcançaram .
18.6 »SI 34.15 6 N a m inha aflição clam ei ao S e n h o r;
gritei po r socorro ao m eu Deus.
Do seu tem plo ele ouviu a m in h a voz;h
m eu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos.

18.7 'Jz 5.4; 7 A terra trem eu e agitou-se,'


ISI 68.7,8
e os fundam entos dos m ontes se abalaram ;
estrem eceram porque ele se iro u j
1 8 .8 ^ 1 5 0 .3 8 Das suas narinas subiu fumaça;
da sua boca saíram brasas vivas
e fogo consumidor.k
18.9 S l 144.5 9 Ele abriu os céus e desceu;1
nuvens escuras estavam sob os seus pés.
18.10 ” SI 80.1; 10 M ontou um querubim "1 e voou,
«Sl 104.3
deslizando sobre as asas do vento."
18.11 «Dt 4.11; 11 Fez das trevas o seu esconderijo;0
Sl 97.2
das escuras nuvens, cheias de água,
o abrigo que o envolvia.
18.12 «Sl 104.2; 12 Com o fulgor da sua presençaP
oSl 97.3
as nuvens se desfizeram em granizo e raios,1Q
18.13 S l 29.3; 13 quando dos céus trovejou o Sen h o r /
104.7
e ressoou a voz do Altíssim o.
1 8 .1 4 S I144.6 14 A tirou suas flechas e dispersou m eus inim igos,
com seus raios os derrotou®
18.15 «Sl 76.6; 15 O fundo do m ar apareceu,
106.9
e os fundamentos da terra foram expostos
pela tua repreensão,' ó Sen h o r ,
com o forte sopro das tuas narinas.

8.16 »S1144.7 16 Das alturas estendeu a m ão e m e segurou;


tirou-m e das águas profundas.u
18.17«SI 35.10 17 L ivrou-m e do m eu inim igo poderoso,
dos meus adversários, fortes demais para m im .v
1 8.1 8"S I 59.16 18 Eles m e atacaram no dia da m in h a desgraça,
mas o Sen h or foi o meu am paro.w
18.19 XSI 31.8; 19 Ele m e deu total libertação;®
vS1118.5
livrou-m e porque m e quer bem.v

18.20 S l 24.4 20 O Senh or me tratou conforme a m inha justiça;


conforme a pureza das minhas mãos2 recompensou-me.
18.21 »2Cr 34.33; 21 Pois segui os cam inhos do S e n h o r;3
«Sl 119.102
não agi com o ím pio, afastando-m eb do m eu Deus.
18.22 «Sl 119.30 22 T odas as suas ordenanças estão diante de m im ;c
não m e desviei dos seus decretos.

0 1 8 .2 Hebraico: chifre.
b 1 8 .5 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas, pó ou morte.
f 1 8 .1 9 Hebraico: Ele m e levou p a r a um local espaçoso.

18.5 Sobre o Sheol, ver nota em 6.5.


808 SALMOS 18.23

23 Tenho sido irrepreensível para com ele


e guardei-me de praticar o mal.
24 O Sen h or m e recompensou 18.24 «1Sm 26.23
conforme a minha justiça,d
conforme a pureza das minhas mãos
diante dos seus olhos.

25 Ao fiele te revelas fiel, 18.25 <1 Rs 8.32;


Sl 62.12; Mt 5.7
ao irrepreensível te revelas irrepreensível,
26 ao puro te revelas puro, 18.26 ip» 3.34
mas com o perverso reages à altura.f
27 Salvas os que são humildes, 18.27 iP v 6.17
mas humilhas os de olhos altivos.9
28 Tu, Sen h o r , manténs acesa a minha lâmpada; 18.28 hJÓ 18.6;
29.3
o meu Deus transforma em luz as minhas trevas.h
29 Com o teu auxílio' posso atacar uma tropa;
com o meu Deus posso transpor muralhas.
30 Este é o Deus cujo caminho é perfeito;! 18.30 iDt 32.4;
Ap 15.3; "Sl 12.6;
a palavra do Sen h o r é comprovadamente genuína.k 'Sl 17.7
Ele é um escudo para todos
os que nele se refugiam.1
31 Pois quem é Deus além do Sen h o r ?111 m 3 1 "D t 32.39;
86.8; Is 45.5,6,
E quem é rochansenão o nosso Deus? 14,18,21;
"Dt 32.31 ;1 Sm 2.2

: 3
NOTAS H I S T Ó R I C A S E C UL T UR AI S
m & k Ü « N

Deuses da tempestade, imagem e teofania da tempestade


SALMO 18 A identificação de deidades com forma plena o conceito de que Deus controla 4 A aparição de Deus na tempestade pode
fenômenos observáveis que inspiram medo as tempestades. ter a finalidade de salvar (Dt 4.33-35) ou jul-
era uma prática natural do mundo antigo. gar(Mq 1.3-5; Hc3.3-15).
Sendo Canaã uma região de tempestades, 4 - Embora Y ah w e h seja onipresente e 4 * A teofania é uma manifestação tempo­
o alto escalão das divindades cananeias era preencha toda a terra (Sl 139.7,8; Jr 23.23,24), rária, já que a revelação completa da terrível
composto por deuses da tempestade: Teshub ele aparece no mundo em locais e tempos es­ glória de Deus não pode ser suportada pelo
dos hititas,1 Hadade dos sírios e Baal de pecíficos, como uma presença divina física. ser humano (êx 2 0 .1 8 ,1 9 ; 3 3 .1 8 -2 3 ).
U garite.2 Os deuses da tempestade eram Esse é o significado da palavra "teofania" — •S* Deus apareceu numa tempestade para
concebidos como vigorosos guerreiros, re­ uma aparição de Deus. estabelecer a aliança do Sinai, pela qual
verenciados por sua capacidade de controlar 4 A criação, sujeita às ordens de Yahweh e Israel se tornou sua possessão particular
as chuvas necessárias à fertilidade e temidos submissa à sua vontade (Lc 8.22-25), às vezes (Êx 19.16-19).
por seu poder destrutivo desencadeado na se torna um veículo de sua manifestação *f* No final dos tempos, Deus retomará à
tempestade. A iconografia religiosa retrata (Sl 18.7-15). 0 vento tempestuoso é retratado terra na pessoa de Jesus Cristo, cavalgando
os deuses da tempestade como cavaleiros como sua carruagem (Ez 1.4-28; Hc 3.8), as nuvens ao som da trombeta, para julgar os
sobre bestas e com armas na mão. o soar do trovão como sua voz (Jó 37.1-5; vivos e os mortos (Mt 24.30,31; 1Ts 4.16,17;
0 Deus de Israel também aparece na Sl 29.3-9; Jo 12.28,29; Ap 10.3,4) e os relâm­ Ap 1.7)3
tempestade. Na verdade, o AT assume de pagos como suas armas (Sl 18.14; Hc 3.11).

'Ver também "Deuses hititas da tempestade", em Jó 38. 2Ver também "0 texto ugarítico do mito de Baal", em Sl 104; e 'Baal e os cultos de fertilidade", em Os 2.
3Ver "Trombetas no mundo antigo", em Ap 8.
1 8 ^ 2 «Is 45.5 32 Ele é o Deus que me reveste de força0
e torna perfeito o meu caminho.
18.33 «Hb 3.19; 33 Toma os meus pés ágeis como os da corça,0
«Dt 32.13 sustenta-me firme nas alturas.?
18.34 «1144.1 34 Ele treina as minhas mãos para a batalhar
e os meus braços para vergar um arco de bronze.
18.35 «Sl 119.116 35 Tu me dás o teu escudo de vitória;
tua m ão direita m e sustém;s
desces ao meu encontro para exaltar-me.
36 Deixaste livre o meu caminho,
para que não se torçam os meus tornozelos.
ao “ v
18.37 « 1 37.20; 37 Persegui os meus inimigos* e os alcancei;
44.5
e não voltei enquanto não foram destruídos.
18.38 «Sl 36.12; 38 Massacrei-os, e não puderam levantar-se;u
>SI 47.3
jazem debaixo dos meus pés.v
39 Deste-me força para o combate;
subjugaste os que se rebelaram contra mim.
18,40 «Sl 21.12; 40 Puseste os meus inimigos em fugaw
«Sl 94.23
e exterminei» os que m e odiavam.
18.41 vSI 50.22; 41 Gritaram por socorro, mas não houve quem os salvasse;*
"Jó 27.9; Pv 1.28
clam aram ao Sen h o r , mas ele não respondeu.2
42 Eu os reduzi a pó, pó que o vento leva.
Pisei-os como à lama das ruas.

18.43 «2Sm 8.1- 43 Tu me livraste de um povo em revolta;


14; «Is 52.15; 55.5
fizeste-me o cabeça de nações;3
um povo que não conhecib sujeita-se a mim.
18.44 «Sl 66.3 “ Assim que me ouvem, m e obedecem;
são estrangeiros0 que se submetem a mim.
18.45 «Mq 7.17 45 Todos eles perderam a coragem;
tremendo, saem das suas fortalezas.d

18.46 «Sl 51.14 44 O Sen h o r vive! Bendita seja a minha Rocha!


Exaltado seja Deus, o meu Salvador!e
1 8 .4 7 *SI 47.3 47 Este é o Deus que em meu favor
executa vingança,
que a mim sujeita nações.*
18.48 aSI 59.1 48 Tu me livrasteS dos meus inimigos;
sim, fizeste-me triunfar sobre os meus agressores,
e de homens violentos m e libertaste.
18.49 "S I1 08.1; 49 Por isso eu te louvarei entre as nações,
iRm 15.9*
ó Sen h o r ;
cantarei11louvores ao teu nom e.1
18.50 iS I1 44.10; 50 Ele dá grandes vitórias ao seu rei;
«Sl 89.4
é bondoso com o seu ungido,
com Davii e os seus descendentes para sempre.k
« ••M rk - M S.
Salmo 19
Para o mestre de música. Salmo davídico.

19.1 'Is 40.22; 1 Os céus1declaram01a glória de Deus;


"S l 50.6; Rm 1.19
o firmamento proclama a obra das suas mãos.
19.2 "Sl 74.16 2 Um dia fala disso a outro dia;
um a noite o revela a outra noite.n
3 Sem discurso nem palavras,
não se ouve a sua voz.
sio SALMOS 19.4

4 Mas a sua voza ressoa p o r toda a terra 19.4 °Rm 10.18*;


PS1104.2
e as suas palavras até os confins do m u n d o .0

Nos céus ele arm ou u m a tendaP p ara o sol,


5 que é com o um noivo que sai de seu aposento
e se lança em sua carreira
com a alegria de um herói.
6 Sai de u m a extrem idade dos céus 19.6 « 1113.3;
Ec 1.5
e faz o seu trajeto até a outra;')
n ad a escapa ao seu calor.

7 A lei do S e n h o r é perfeita e revigora a alm a.r 19.7 S l 23.3;


« 1 93.5; 111.7;
Os testem unhos do S e n h o r S l 119.98-100
são dignos de confianças
e to m a m sábios os inexperientes.'
8 Os preceitos do S e n h o r são justosu 19.8 «11 2.6 ;
119.128
e dão alegria ao coração.
Os m andam entos do S e n h o r são lím pidos
e trazem luz aos olhos.
9 O tem or do S e n h o r é puro 19.9 S l 119.138,
142
e d u ra para sem pre.
As ordenanças do S e n h o r são verdadeiras,
são todas elas justas.v
10 São m ais desejáveis do que o o uro,w
do que m uito ouro puro;
são m ais doces do que o m el,
do que as gotas do favo.
11 P or elas o teu servo é advertido;
h á grande recom pensa em obedecer-lhes.

12 Quem pode discernir os próprios erros? 19.12 ^Sl 51.2;


90.8; 139.6
Absolve-m e dos que desconheço!1*
13 T am bém guarda o teu servo dos pecados intencionais;
que eles não m e dom inem !
Então serei íntegro,
inocente de grande transgressão.

14 Que as palavras da m inha boca e a m editação do m eu coração 19.14VS1104.34


« 1 1 8 .2 ; <ls 47.4
sejam agradáveisv a ti,
S e n h o r, m in h a Rocha2 e m eu Resgatador!3

Salmo 20

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . S a l m o d a v í d ic o .

1 Que o S e n h o r te responda 20.1 «146.7,11:


« 19 1.1 4
no tem po da angústia;
o nom e do Deus de Jacó11 te proteja!0
2 Do santuário11 te envie auxílio
e de Sião te dê apoio.
3 L em bre-see de todas as tuas ofertas 20.3 =At 10.4; 'Sl
51.19
e aceite os teus holocaustos6.'
Pausa
19.4 C o n f o r m e a Septuaginta e a Versão Siríaca. O Texto M assorético d iz corda.
20.3 I s t o é, s a c r if í c io s t o t a lm e n te q u e im a d o s .

19.4-6 Os céus sáo a “tenda” que Deus armou para o majestoso Sol (sua presença sentida) sobre todas as criaturas (ver nota sobre a tenda
— amplamente adorado no antigo Oriente Médio (cf. D t 4.19; 17.3; nupcial em C t 1.16,17).
2Rs 23.5,11; Jr 8.2; Ez 8.16), mas aqui, como em 136.7,8 e G n 1.16, 2 0 .1 -9 Esse salmo fala das atividades militares do rei e mais provavel­
uma mera criatura de Deus. Do âmbito da criação, o Sol é a metáfora mente representava uma garantia de lealdade do exército para com seu
suprema da glória de Deus (ver 84.11; Is 60.19,20), ao fazer diariamente comandante numa campanha militar.
seu percurso triunfante sobre a extensão dos céus e ao derramar seu calor
SALMOS 21.13 si 1

20.4 «Sl 21.2; 4 Conceda-te o desejo do teu coraçãoS


146.16,19
e leve a efeito todos os teus planos.
20.5 «Sl 9.14; 5 Saudarem os a tu a vitória com gritos de alegria
30.4; II Sm 1.17
e erguerem os as nossas b andeirash em nom e do nosso Deus.
Que o S e n h o r atenda a todos os teus pedidos!'

20.6 ISI 28.8; 6 Agora sei que o S e n h o r d ará vitória ao seu ungido;)
41.11; Is 58.9
dos seus santos céus lhe responde
com o p o d er salvador da sua m ão direita.
20.7 *SI 33.17; 7 Alguns confiam em carros e outros em cavalos,k
Is 31.1; '2Cr 32.8
m as nós confiam os no nom e do S e n h o r , o nosso D eus.1
20.8 ” Mq 7.8; 8 Eles vacilam e caem ,
"Sl 37.23
m as nós nos erguem os"1 e estam os firmes."

20.9 "Sl 3.7; 17.6 concede vitória ao rei!


9 S e n h o r,

R esponde-nos00 quando clamamos!

Salmo 21

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . S a lm o d a v í d ic o .

21.1 PSI 59.16,17 1 0 rei se alegra n a tua força, ó S e n h o r!


Como é grande a sua exultação pelas vitórias que lhe dás!P
21.2 «Sl 37.4 2 T u lhe concedeste o desejo do seu coração1)
e não lhe rejeitaste o pedido dos seus lábios.
Pausa
3 Tu o recebeste dando-lhe ricas bênçãos,
e em sua cabeça puseste u m a coroa de ouro p u ro .r
21.4 « 16 1.5 ,6; 4 Ele te pediu vida, e tu lhe deste!
91.16; 133.3
V ida longa e duradoura®

5 Pelas vitórias1 que lhe deste, grande é a sua glória;


de esplendor e m ajestade o cobriste.
21.6 "Sl 43.4; 6 Fizeste dele u m a grande bênção p ara sem pre
"1 Cr 17.27
e lhe deste a alegriau da tu a presença.v
7 O rei confia no S e n h o r:
p o r causa da fidelidade do A ltíssim o
ele não será abalado.

21.8 «Is 10.10 8 T ua m ão alcançará" todos os teus inimigos;


tu a m ão direita atingirá todos os que te odeiam .
21.9 «Sl 50.3; 9 No dia em que te m anifestares
Lm 2.2; Ml 4.1
farás deles u m a fornalha ardente.
N a sua ira o S e n h o r o s devorará,
u m fogo os consum irá*
21.10 vDt 28.18; 10 Acabarás com a geração deles n a terra,
Sl 37.28
com a sua descendência entre os hom ens.v
21.11 « 12.1; 11 E m bora tram em o m al2 contra ti
"Sl 10.2
e façam planos perversos,3
n ada conseguirão;
21.12 ISI 7.12,13; 12 pois tu os porás em fuga6
18.40
quando apontares p ara eles o teu arco.

13 Sê exaltado, S e n h o r, na tu a força!
C antarem os e louvarem os o teu poder.
2 0 .9 O u Vitória! Ó Rei, responde-nos.

2 0 .4 O hebraico não contém a palavra equivalente a “desejo”. Uma tra- 2 1 .3 A “coroa de ouro puro” era o emblema cerimonial da realeza —
duçáo literal poderia ser: “conceda-te de acordo com teu coração”. possivelmente uma referência à coroa do rei derrotado (ver2Sm 12.30).
Os dons de Deus concedidos a nós dependem, em parte, de como está
nosso coração. Sobre “coração”, ver nota em 4.7.
8 12 SALMOS 22.1

Salmo 22
Para o mestre de música. De acordo com a melodia A Corça da Manhã. Salmo davídico.

1 M eu Deus! M eu Deus! 22.1 « 2 7 . 4 6 * ;


Mc 15.34*;
Por que me abandonaste?c “SI10.1
Por que estás tão longedde salvar-me,
tão longe dos meus gritos de angústia?
2 M eu Deus! Eu clam o de dia, m as não respondes;
de noite,e e não recebo alívio!
3 Tu, p orém , és o S anto/ 22,3 *SI 99.9;
és rei, és o louvorfl de Israel. ■Dt 10.21

4 E m ti os nossos antepassados puseram a sua confiança; 22.5 “Is 49.23


confiaram , e os livraste.
5 Clamaram a ti, e foram libertos; 2 2 .6 'Jó 25.6;
Is 41.14; ISI 31.11;
em ti confiaram , e não se decepcionaram .11 •Ms 49.7; 53.3

6 M as eu sou verm e,' e não hom em , 2 2 .7 'M t 27.39,44;


m otivo de zombaria) e objeto de desprezok do povo. "M c 15.29

7 Caçoam de m im todos os que m e veem; 22.8 ”SI 91.14;


"M t 27.43
balançando a cabeça,1lançam insultosm co n tra m im , dizendo:
8 “R ecorra ao S e n h o r!
Que o Sen h o r o liberte!"
Que ele o livre, já que lhe q u er bem!”0

9 C ontudo, tu m esm o m e tiraste do ventre;P 22.9 oSl 71.6


deste-m e segurança
ju n to ao seio de m inha m ãe.
10 Desde que nasctf fui entregue a ti;
desde o ventre m aterno és o m eu Deus.
11 Não fiques distante de m im ,
pois a angústia está perto
e não há ninguém que m e socorra/

12 M uitos touross m e cercam , 22.12 «Sl 68.30;


<Dt32.14
sim , rodeiam -m e os poderosos de Basã.*
13 Com o leão voraz rugindo,11 22.13 US117.12;
•Sl 35.21
escancaram a bocav contra m im .
14 Com o água m e derram ei, 22.14 «Sl 31.10;
«Jó 30.16; Dn 5.6
e todos os m eus ossos estão desconjuntados.®
M eu coração se to rn o u com o cera;
derreteu-sex no m eu íntim o.
15 M eu vigor secou-se com o u m caco de barro, 22.15vSI38.10;
e a m inha língua gruda no céu da boca;» Jo 19.28;
« 11 04 .29
deixaste-m e no pó,z à beira da m orte.
16 Cães3 m e rodearam! 22.16 «Sl 59.6;
“ Is 53.5; Zc 12.10;
Um bando de hom ens m aus m e cercou! Jo 19.34
Perfuraram6 minhas mãos e meus pés.
17 Posso contar todos os meus ossos, 22.17 cLc 23.35;
«Lc 23.27
m as eles m e encaram 0 com desprezo.d

22.12,13 “Touros”, “leáo” e “cáes” (v. 16) são metáforas usadas na Basã ficava a leste do mar da Galileia e era notável pelas suas boas
Bíblia para os inimigos (ver “Leões e outros animais selvagens no antigo pastagens, pelo tamanho e vigor de seu gado e por seus magníficos
Israel”, em Sl 22). carvalhos (ver D t 3 2 .1 4 ; Ez 3 9 .1 8 ; cf. Am 4 .1).
22.14 Sobre “coração”, ver nota em 4 .7; sobre uso de “ossos” com “co­
ração”, ver nota em 102.4.
SALMOS 22.27 813

22.18 eMl 27.35*; 18 Dividiram as minhas roupas entre si,


Lc 23.34;
Jo 19.24* e lançaram sortese pelas minhas vestes.

19Tu, porém, S e n h o r , não fiques distante!


Ó minha força, vem logof em meu socorro!
20 Livra-me da espada,
livra a minha vida9 do ataque dos cães.
21 Salva-me da boca dos leões,
e dos chifres dos bois selvagens.
E tu m e respondeste.
. m • -iifl
22 Proclam arei o teu nom e a m eus irmãos;
n a assem bleia te louvarei.11
22.23 iSl 86.12; 23 Louvem -no,' vocês que tem em o S e n h o r!
135.19; iSI 33.8
G lorifiquem -no, todos vocês, descendentes de Jacó!
T rem am diante dele,) todos vocês, descendentes de Israel!
22.24 kS! 69.17; 24 Pois não m enosprezou
'Hb 5.7
nem repudiou o sofrim ento do aflito;
não escondeu dele o rosto,k
m as ouviu o seu grito de socorro.1

22.25 mSI 35.18; 25 De ti vem o tem a do m eu louvor


nEc 5.4
n a grande assembleia;111
n a presença dos que te° tem em
cum prirei os m eus votos.n
22.26 °S1107.9; 26 Os pobres com erão0 até ficarem satisfeitos;
pSI 40.16
aqueles que buscam o S e n h o r o louvarãoiP
Que vocês ten h am vida longa!
22.27 'iSI 2.8; 27 Todos os confins da terra?
S l 86.9
se lem brarão e se voltarão para o Sen h o r ,

2 2 .2 5 Hebraico: o.

W BM
V ' -

m NOTAS H I S T Ó R I C A S E C UL T UR AI S

________ - « d

Leões e outros animais selvagens no antigo Israel


SALMO 22 Para o leitor de hoje, a ferocidade pastores israelitas era ainda mais delicada, a.C.)4 retratam o rei assírio Assurbanipal
dos animais selvagens não passa de clichê. pois precisavam defender seus rebanhos das caçando leões na relativa segurança de sua
Usamos essa analogia quando dizemos, feras para não enfrentar a ruína pessoal. carruagem de guerra, indicando que esses
por exemplo, que uma pessoa "está uma 0 pastor ficava, literalmente, entre o preda­ animais não eram raros nem exóticos no
fera" sem experiência alguma em primeira dor e a presa (1Sm 17.36,37).1
antigo Oriente Médio. Em Salmos 22.13,14,
mão com o terror que esses animais podem Os arqueólogos já desenterraram restos
Davi compara seus inimigos a um leão rugin-
inspirar. No antigo Israel, porém, essas de leões e ursos da Idade do Ferro,2 e até
do, que fazia seu coração derreter. Sem dúvi­
criaturas eram um perigo muito real e uma um passado não muito remoto ainda havia
fonte constante de medo. Entre os carnívoros carnívoros naquela região. 0 leopardo ainda da, muitos israelitas sabiam o que significava
mais ameaçadores estavam o urso, o leão, o vive em algumas partes do Neguebe.3 Algu­ estar paralisado com medo dos rugidos, uivos,
leopardo, o lobos e o chacal. A situação dos mas esculturas em relevo de Nínive (ca. 650 urros e rosnados dos animais selvagens.

1Ver "Pastoreio de ovelhas no mundo antigo", em Ez 34. 2Ver "Tabela dos períodos arqueológicos" na p. xxii, no início desta Bíblia. 3Ver "Neguebe: clima e
características", em Gn 20. 4Ver "Nínive", em Na 1.
SALMOS 22.28

e todas as famílias das nações


se prostrarão diante dele/
28 p o is do S e n h o r s é o rein o ;
ele governa as nações.
29 Todos os ricos* da terra se banquetearão e o adorarão; 22.29 tSI 45.12;
«Is 26.19
haverão de ajoelhar-se diante dele
todos os que descem ao pó,J cuja vida se esvai.
30 A posteridadevo servirá;
gerações futuras ouvirão falar do Senhor,
31 e a um povo que ainda não nasceu**
proclamarão seus feitos de justiça,
pois ele agiu poderosamente.

Salmo 23

Salmo davídico.

10 S e n h o r é o m e u p asto r;x d e n a d a te re i falta.v 23.1 *ls 40.11; Jo


10.11; 1Pe 2.25;
2 Em verdes pastagens me faz repousar yFp4.19
23.2 í z 34.14;
e me conduz a águas tranqüilas;2 Ap7.17
3 restaura-me o vigor.3 23.3 aS119.7;
•>SI 5.8; 85.13
Guia-me nas veredas da justiçab
por amor do seu nome.

4 Mesmo quando eu andar 23.4 cJó 10.21,22;


«Sl 3.6; 27.1;
por um vale de trevas e morte,c *>ls43.2
não temerei perigo algum,dpois tu estás comigo;e
a tua vara e o teu cajado me protegem.

5 Preparas um banquete para mim 23.5 *92.10;


BSI16.5
à vista dos meus inimigos.
Tu me honras,
ungindo a minha cabeça com óleof
e fazendo transbordar o meu cálice.9
6 Sei que a bondade e a fidelidade
me acompanharão todos
os dias da minha vida,
e v o lta re i à casa d o S e n h o r
en q u a n to eu viver.

Salmo 24

Salmo davídico.

1 Do S e n h o r é a terrahe tudo o que nela existe, 24.1 hÊx 9.29;


Jó 41.11; Sl 89.11;
o mundo e os que nele vivem;' •1Co 10.26*
2 pois foi ele quem a estabeleceu sobre os mares
e a firmou sobre as águas.

3 Quem poderá subir o montei do S e n h o r ? 2 4.3 iSI 2.6; *SI


15.1; 65.4
Quem poderá entrar no seu Santo Lugar?k

22.21 Os “bois selvagens” são os auroques, ancestrais do gado domésti­ 23.4 A “vara” era o instrumento de autoridade, usada também pelos
co, ou possivelmente os órix, grandes antílopes com chifres retos. pastores para contar, guiar, resgatar e proteger as ovelhas. O “cajado” era
23.1 O “pastor” era uma metáfora amplamente empregada para os reis o instrumento de apoio.
do antigo Oriente Médio e de Israel (quanto ao Senhor como pastor 23.5 No antigo Oriente Médio, as alianças eram muitas vezes celebradas
de Israel, ver G n 48.15; Sl 28.9; 79.13; 80.1; 95.7; 100.3; Is 40.11; com uma refeição que expressava o vínculo de amizade. Nos casos de
Jr 17.16; 31.10; 50.19; Ez 34.11-16). Aqui o rei Davi reconhece que o alianças ou tratados de vassalagem, o vassalo era o hóspede do suserano.
Senhor é seu Rei-Pastor. Num banquete, era comum honrar-se o hóspede ungindo-lhe a cabeça
com óleo.
SALMOS 25.11 8 15

2 4 .4 'JÓ 17.9; 4 Aquele que tem as mãos limpas1


mM t5 .8
e o coração puro,m
que não recorre aos ídolos
nem jura por deuses falsos0.
5 Ele receberá bênçãos do S e n h o r ,
e Deus, o seu Salvador, lhe fará justiça.
24.6 "Sl 27.8 6 São assim aqueles que o buscam,
que buscam a tua face,nó Deus de Jacó.
Pausa
24.7 "Is 26.2; 7 Abram-se, ó portais;0
PSI 97.6; 1 Co 2.8
abram-se,6 ó portas antigas,
para que o Rei da glóriaP entre.
24.8 «Sl 7 6.3-6 8 Quem é o Rei da glória?
O S e n h o r forte e valente,
o S e n h o r valente nas guerras.^
9 Abram-se, ó portais;
abram-se, ó portas antigas,
para que o Rei da glória entre.
10 Quem é esse Rei da glória?
O S e n h o r dos Exércitos;
ele é o Rei da glória!
Pausa

Salmo 25c

Davídico.

25.1 "Sl 86.4 1A ti, S e n h o r , elevo a minha alma.r


2 5.2 sSI 41.11 2 Em ti confio,s ó meu Deus.
Não deixes que eu seja humilhado
nem que os meus inimigos triunfem sobre mim!
25.3 'Is 49.23 3 Nenhum dos que esperam em ti
ficará decepcionado;*
decepcionados ficarão
aqueles que, sem motivo, agem traiçoeiramente.

25.4 "Êx 33.13 4 Mostra-me, S e n h o r , os teus caminhos,


ensina-me as tuas veredas;u
5 guia-me com a tua verdade e ensina-me,
pois tu és Deus, meu Salvador,
e a minha esperança está em ti o tempo todo.
25.6 «Sl 103.17; 6 Lembra-te, S e n h o r , da tua compaixão e da tua misericórdia,v
Is 63.7,15
que tens mostrado desde a antiguidade.
25.7 »JÓ 13.26; 7 Não te lembres dos pecados e transgressões
J r 3 .2 5 ;-Sl 51.1
da minha juventude;"
conforme a tua misericórdia,* lembra-te de mim,
pois tu, S e n h o r , és bom.

25.8 >SI 92.15; 8 Bom e justoV é o S e n h o r ;


« 1 32.8
por isso mostra2 o caminho aos pecadores.
2 5.9 "Sl 23.3; 9 Conduz3 os humildes na justiça
“Sl 27.11
e lhes ensinabo seu caminho.
2 5.10 "Sl 40.11; 10 Todos os caminhos do S e n h o r são amor e fidelidadec
“Sl 103.18
para com os que cumprem
os preceitos da sua aliança.d
25.11 "SI 31.3; 11 Por amor do teu nome,e S e n h o r ,
79.9
perdoa o meu pecado, que é tão grande!

0 2 4 .4 Ou não se volta para a mentira nem jura falsamente.


b 2 4 .7 Hebraico: Levantem a cabeça, ó portais; estejam erguidas-, também no versículo 9.
c O salmo 25 é um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico.
816 SALMOS 25.12

12 Quem é o homem que teme o S e n h o r ?


Ele o instruirá no caminho* que deve seguir.
13Viverá em prosperidade,9 25.13aPv19.23;
"Sl 37.11
e os seus descendentes herdarão a terra.*1
14 O S e n h o r confia' os seus segredos aos que o temem, 25.14'Pv 3.32;
U0 7.17
e os leva a conheceri a sua aliança.
15 Os meus olhos estão sempre voltados para o S e n h o r ,k
pois só ele tira os meus pés da armadilha.

16Volta-te para mim1e tem misericórdia de mim,


pois estou só e aflito.
17As angústias do meu coração se multiplicaram; 25.17 mS1107.6
liberta-me da minha aflição.m
18 Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento," 25.18 "2Sm 16.12
e perdoa todos os meus pecados.
19Vê como aumentaram os meus inimigos0 25.19 °SI 3.1
e com que fúria me odeiam!
20 Guarda a minha vidaP e livra-me!
Não me deixes decepcionado,
pois eu me refugio em ti.
21 Que a integridade1! e a retidão me protejam, 25.21 iSI 41.12
porque a minha esperança está em ti.
22 Ó Deus, liberta Israelr de todas as suas aflições!

Salmo 26
Davídico.

1Faze-me justiça, S e n h o r , 26.1 >SI 7.8;


Pv 20.7; « 1 28.7;
pois tenho vivido com integridade.s “2Rs 20.3;
Hb 10.23
Tenho confiado* no S e n h o r , sem vacilar.u
2 Sonda-me,v S e n h o r , e prova-me, 26.2 «Sl 17.3;
"S l 7.9
examina o meu coração e a minha mente;w
3 pois o teu amor está sempre diante de mim,
e continuamente* sigo a tua verdade.
4 Não me associo* com homens falsos
nem ando com hipócritas;
5 detesto2 o ajuntamento dos malfeitores 26.5 3131.6;
139.21
e não me assento com os ímpios.
6 Lavo as mãos na inocência,3
e do teu altar, S e n h o r , me aproximo
7 cantando hinos de gratidão 28.7 ISI 9.1

e falando de todas as tuas maravilhas.b


8 Eu amo,° S e n h o r , o lugar da tua habitação,
onde a tua glória habita.

9 Não me dês o destino dos pecadores 26.9 «Sl 28.3


nem o fim dos assassinos;'1
10 suas mãos executam planos perversos,
praticam subomoe abertamente.
26.11 «169.18
11 Mas eu vivo com integridade;
livra-me* e tem misericórdia de mim.
12 Os meus pés estão firmes na retidão;0 26.12 ISI 27.11;
40.2; "Sl 22.22
na grande assembleia11bendirei o S e n h o r .
Salmo 27
D a v í d ic o .

Z7.1 te 60.19; 10 Sen h or é a m inha luz' e a minha salvação;)


í x 15.2; *S1118.6
de quem terei tem or?
O Sen h or é o m eu forte refugio;
de quem terei medo?k
2 7 2 'Sl 9.3; 14.4 2 Q uando hom ens m aus avançarem contra m im
para destruir-me0,
eles, meus inimigos e meus adversários,
é que tropeçarão e cairão.1
27.3 ” SI 3.6; 3 A inda que um exército se acam pe co ntra m im ,
«JÓ4.6
meu coração não tem erá;m
ainda que se declare guerra contra mim,
m esm o assim estarei confiante.n

27.4 °SI 90.17; 4 U m a coisa0 pedi ao Se nhor


PSI 23.6; 26.8
e a procuro:
que eu possa viver na casa do Senh or
todos os dias da m inha vida,P
para contemplar a bondade do Se nh or
e buscar sua orientação no seu templo.
27.5 iS 1 17.8; 5 Pois no dia da adversidade
31.20; « 1 40.2
ele m e guardará protegido em sua habitação;
no seu tabernáculo m e esconderá1!
e m e porá em segurança sobre um rochedo.'
27.6 *SI 3.3; 6 E ntão triunfareis sobre os inim igos
S l 107.22
que m e cercam .
E m seu tabernáculo oferecerei sacrifícios'
com aclamações; cantarei e louvarei ao Sen h o r .

27.7 "Sl 13.3 7 Ouve a m in h a voz q uando clam o, ó S e n h o r;


tem m isericórdia de m im e responde-m e.u
8 A teu respeito diz o m eu coração:
Busque a m in h a face!6
A tu a face, S e n h o r, buscarei.
27.9 «Sl 69.17 9 N ão escondas de m im a tua face,v
não rejeites com ira o teu servo;
tu tens sido o m eu ajudador.
Não m e desam pares n em m e abandones,
ó Deus, m eu salvador!
10 A inda que m e abandonem pai e m ãe,
o Sen h or m e acolherá.
27.11 "SI 5.8; 11 E nsina-m e o teu cam inho, S e n h o r;
25.4; 86.11
conduze-me por um a vereda segura™
por causa dos meus inimigos.
2 7 .1 2 -M t 26.60; 12 Não m e entregues
A l 9.1 ao capricho dos meus adversários,
pois testemunhas falsas* se levantam contra m im,
respirando violência.

2 7.1 3IS I 31.19; 13 A pesar disso, esta certeza eu tenho:


*Jr 11.19; Ez 26.20
viverei até ver a bondade do Senh or * na terra.2
27.14 >SI 40.1 14 Espere3 no Sen h o r .
Seja forte! Coragem!
Espere no Se n h o r .

0 2 7 .2 Hebraico: devorar a minha carne.


b 2 7 .8 Ou A você, ó meu coração, ele diz: “Busque a minha fa c e ”.
SALMOS 28.1

Salmo 28
Davídico.

1 A ti eu clam o, S e n h o r, m in h a Rocha; 28.1 ÜSI 83.1;


não fiques indiferente p ara comigo. CSI 88.4

Se perm aneceres calado,b


serei com o os que descem à cova.0
2 Ouve as m inhas súplicasd 28.2 «SM 38.2;
q u ando clam o a ti po r socorro, 140.6; «Sl 5.7

q uando ergo as m ãos


p ara o teu Lugar Santíssim o.e

3 Não m e dês o castigo reservado p ara os ím pios 2a3 <S112.2;


e p ara os m alfeitores, Sl 26.9; J r 9.8

que falam com o am igos com o próxim o,


m as abrigam m aldade no coração.f
4 Retribui-lhes conform e os seus atos, 28.4 i2Tm 4.14;
conform e as suas m ás obras; Ap 22.12; iA p 18.6

retribui-lhes o que as suas m ãos têm feitoõ


e dá-lhes o que m erecem .h
5 Visto que não consideram os feitos do S e n h o r
n em as obras de suas m ãos,'
ele os arrasará e j am ais
os deixará reerguer-se.

6 Bendito seja o S e n h o r,
pois ouviu as m inhas súplicas.
7 O S e n h o r é a m in h a forçai e o m eu escudo; 28.7 iS118.1;
nele o m eu coração confia,k e dele recebo ajuda. *S113.5; S I4 0 .3;

M eu coração exulta de alegria,


e com o m eu cântico lhe darei graças.1
8 O S e n h o r é a força do seu povo, 28.8 "S l 20.6
a fortaleza que salva o seu ungido."1

9 Salva o teu povo e abençoa a tu a herança!" 28.9 «Dt 9.29;


C uida deles com o o seu pastor0 Ed 1.4; «Is 40.11;
DDt 1.31; 32.11;
e conduze-osf p ara sem pre.

S a lm o 2 9

Salm o davídico.

1 A tribuam ao S e n h o r , 1i ó seres celestiais», 29.1 «1 Cr 16.28;


« 1 96.7-9
atribuam ao S e n h o r glória1- e força.
2 A tribuam ao S e n h o r a glória que o seu n om e merece;
ad o rem o S e n h o r no esplendor do seu santuário*.8

3 A voz* do S e n h o r ressoa sobre as águas; 29.3 iJÓ 37.5;


o D eus da glória troveja,u «Sl 18.13

o S e n h o r troveja sobre as m uitas águas.


4 A voz do S e n h o r é poderosa;v
a voz do S e n h o r é m ajestosa.
5 A voz do S e n h o r quebra os cedros;
o S e n h o r despedaça os cedros do Líbano.w

' 2 9 .1 Ou filh o s d e Deus; ou ainda poderosos.


2 9 . 2 Ou d a sua santidade.

2 9 .1 -1 1 Esse hino a Yahweh (“o Senhor”) representava um testemu­ 2 9 .5 O s cedros do Líbano (ver “Cedros do Líbano”, em C t 5),
nho e um protesto contra a adoração ao deus Baal, que os cananeus as maiores e mais fortes árvores da região, forneciam materiais de
consideravam o poder divino presente na tempestade (ver “Deuses da construção para edifícios em todo o Mediterrâneo e eram considerados
tempestade, imagem e teofania da tempestade”, em Sl 18). sagrados pela população local (ver também “As árvores no antigo
SALMOS 29.11

29.6 >SI114.4; 6 Ele faz o Líbano saltai* com o bezerro,


>Dt3.9
o S ir i o n w co m o n o v ilh o selv ag em .
7 A voz d o S e n h o r c o rta os céus
c o m ra io s fla m eja n te s.
29.8 *Nm 13.26 8 A v oz d o S e n h o r faz tr e m e r o d eserto ;
o S e n h o r faz tr e m e r o d e serto d e C ades.2
9 A v oz d o S e n h o r re to rc e o s carv alh o s*
e despe as florestas.
E n o s e u te m p lo to d o s cla m a m : “G ló ria !”3

29.10 »Gn 6.17; 10 O S e n h o r a s s e n to u -s e so b era n o


«Sl 10.16
sobre o Dilúvio;b
o S e n h o r re in a so b e ra n o p a ra se m p re .0
29.11 « I 28.8; 110 S e n h o r d á fo r ç a ao seu p o v o ;d
'S l 37.11 o S e n h o r d á a seu povo a b ê n ç ã o d a p az.e

a 2 9 . 6 Isto é, o monte Hermom.


b 2 9 . 9 Ou f a z a corça d a r cria.

Israel”, em Ez 31). Salomão importou essas árvores para usá-las na poder de Deus consistia na capacidade de quebrar esses símbolos de
construção de seu palácio e do templo (IR s 5.6 -1 0 ; 7 .1 -1 2 ), mas o força e majestade.
2 9 .6 Siriom é outro nome do monte Hermom (ver nota em Ez 27.5).

SÍTIOS ARQJJE O LÓ G IC O S

U G A R ITE/R A S SHAM RA
SALMO 29 Ugarite (mapa 1) foi uma importan­ •i* Textos em acádio, a língua oficial do pe­ Composições como a Epopéia de Kirta (ou
te cidade que floresceu durante o II milênio a.C. ríodo, e em egípcio, cíprio, hitita e hurrita Keret) e a lenda de Aqhat lançam luz sobre a
Sua capital homônima (a moderna Ras Shamra) atestam o caráter cosmopolita de Ugarite.2 vida religiosa do povo que habitava a região.
foi descoberta em 1929 na costa sul da Síria. •S* As áreas escavadas do sítio revelaram De fato, alguns eruditos utilizam a poesia uga­
0 sítio produziu grande quantidade de achados, templos dedicados a Baal e Dagom (ou pos­ rítica para decifrar algumas das mais complica­
permitindo a reconstrução de sua história e a sivelmente El), este dominando o ponto mais das passagens da poesia bíblica. A literatura de
compreensão de sua influência na região. alto do sítio. Ugarite continuará a contribuir para o entendi­
A história da ocupação do sítio pode ser * r Um espaçoso palácio real cobre uma área mento do ambiente cultural do antigo Israel.3
traçada desde o Período Neolítico’ (V milênio de cerca de 3 acres e, como as residências do No final da Idade do Bronze, por volta
a.C.), época do surgimento de humanos na Síria. sumo sacerdote e dos oficiais do governo, tam­ de 1200 a.C., um grande levante de origem
A Idade do Bronze Médio (a . 2000 a.C.) assistiu bém abrigava os arquivos oficiais. desconhecida convulsionou o mundo antigo,
à migração dos amorreus e tananeus semitas para • r A cidade foi densamente ocupada, com causando o colapso de numerosas civilizações.
Ugarite. Esses povos se estabeleceram ali, tra­ casas espaçosas dispostas ao redor de um pátio Ugarite foi saqueada nessa época, e o sítio foi,
zendo com eles o conhecimento da metalurgia e individual e numerosos santuários. por fim, abandonado.
a habilidade comercial. A cidade desenvolveu-se • f Exemplos da metalurgia e da gliptografia
como um importante centro comercial na costa (a arte de entalhar ou gravar, especialmente
do Mediterrâneo, mediando os contatos entre pedras preciosas) dos primeiros cananeus
o mar Egeu e as civilizações mesopotâmias. nativos são abundantes entre os artefatos
No apogeu de sua prosperidade, durante os sécu­ encontrados.
los XV e XIV a.C., Ugarite foi o lugar para o qual Entre os achados mais significativos estão
convergiram culturas e ciências; cerca de 1.300 inscrições datadas do século XIV
• f Vinho, óleo, cosméticos e cerâmica de Cre- a.C. numa linguagem semita ocidental (uga­
ta, Egito, Ásia Menor e Chipre eram comercia­ rítico) similar ao hebraico bíblico que empre­
lizados na cidade. gava um alfabeto cuneiforme inovador.

'Ver "Tabela dos períodos arqueológicos" na p. xxii, no inicio desta Bíblia. 2Ver "Línguas do mundo do Antigo Testamento", em Ed 2. !Ver "Os tabletes de Ugarite e
a religião cananeia", em Js 1; "0 texto ugarítico do mito de Baal", em Sl 104; "A Epopéia de Kirta", em Jó 1; "A lenda de Aqhat", em Jó 20.
20 SALMOS 30.1

Salmo 30
Salmo. Cântico para a dedicação do templo0. Davídico

1Eu te exaltarei, Sen h o r , 30.1 <SI 25.2; 28.9


pois tu me reergueste
e não deixaste que os meus inimigos
se divertissem à minha custa.f
2 Se nh or meu Deus, a ti clamei por socorro,9 30,2 sSI 88.13;
hSI 6.2
e tu me curaste.h
3 Sen h o r , tiraste-me da sepultura6; 30.3 S l 28.1;
86.13
prestes a descer à cova,1devolveste-me à vida.
4 Cantem louvores ao Sen h o r , 30.4 iS1149.1;
kSI 97.12
vocês, os seus fiéis;)
louvem o seu santo nome.k
5 Pois a sua ira1só dura um instante, 3 0 .5 'Sl 103.9;
m2Co4.17
mas o seu favor dura a vida toda;
o choro pode persistir uma noite,
mas de manhã irrompe a alegria."1

" Título: Ou do palácio. Hebraico: casa.


3 0 .3 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.

3 0 .3 -9 Para mais informações sobre o Sheol, ver nota em Jó 17.13-16;


ver também “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do in­
ferno”, em Sl 139.

Panos de saco e cinzas: rituais de lamentação


SALMO 30 A aflição profunda era expressa (Gn 3.19; Sl 103.14). Atitudes que de outra ção acompanhada de jejum, panos de saco
de modo comovente no mundo antigo por forma seriam consideradas indignas da pes­ e cinzas com o propósito de demonstrar
meio de rituais de lamentação. Ao receber a soa, como rapar a cabeça e arrancar a barba arrependimento e procurar o favor divino
notícia de uma calamidade, o aflito rasgava (cf. 2Sm 10.4,5), tornavam-se expressões (Dn 9.3; Jn 3.5-9). 0 livro de Lamentações á
as próprias roupas e se cobria com vestes de apropriadas de tristeza (Ed 9.3; Is 22.12). um texto de lamentação ritual, cujo tema é a
luto (Gn 37.34). Essa cobertura rústica, seme­ Os lamentadores tiravam os calçados e enfeites queda de Jerusalém.
lhante ao pano de saco e feita de pelos de e evitavam usar perfume (2Sm 14.2; Mq 1.8). Assim como a angústia e o desespero
cabrito, era geralmente negra (Is 50.3; Ap 6.12) Para os funerais compunham-se lamentos produziam essas vividas expressões, pelo
e podia ser tão curta quanto uma tanga ou que eram cantados nessas ocasiões (2Sm
uso de panos de saco e cinzas, o inverso da
longa o suficiente para cobrir todo o corpo. 1.17-27),1e os lamentadores profissionais se
tristeza também era vividamente retratado
0 sofredor (se fosse um homem) prostrava- juntavam aos membros da família que ex­
como uma alegre celebração na qual o
-se no chão (Jr 6.26), lançava cinzas sobre a pressavam sua dor (Jr 9.17-20). 0 período de
felizardo usava roupas festivas de salvação e
cabeça (Lm 2.10) e sentava-se no pó (JÓ2.8). luto geralmente durava sete dias (Gn 50.10;
mantos de justiça (Is 61.10). 0 ministério do
0 ato violento de rasgar as vestes indica­ ISm 31.13);
Os rituais de lamentação também po­ Messias consistiria em "consolar todos os que
va que a pessoa estava sob profunda agonia
e comunicava a perda pessoal ou a ruína que diam ser decretados em Israel nos tempos de andam tristes, e dar a todos os que choram

experimentava (Jó 1.20,21). 0 costume de crise nacional ou de arrependimento coletivo em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o
definhar no pó e nas cinzas apontava para a (2Rs 19.1; Ne 9.1,2). Nessas ocasiões, os reis e óleo da alegria em vez de pranto, e um man­
fragilidade da vida humana e para o impla­ seus servos se humilhavam da mesma forma to de louvor em vez de espírito deprimido"
cável fim de toda vida — o retorno ao pó diante do Senhor numa postura de humilha­ (Is 61,2b,3; cf. Lc 4.18,19).

1Ver "Lamentos no antigo Oriente Médio”, em Lm 3. 2Ver "Práticas judaicas relativas ao sepultamento", em Lc 9.
SALMOS 3 1.9 821

6 Q uando m e senti seguro, disse:


Jamais serei abalado!
30.7 nDt 31.17; Sl 7 Sen h o r , com o teu favor,
104.29
deste-m e firm eza e estabilidade;*
m as, quando escondeste a tu a face,n
fiquei aterrorizado.

8 A ti, S e n h o r, clamei,
ao Senhor pedi m isericórdia:
30.9 °SI 6.5 9 Se eu m orrer^, se eu descer à cova,
que vantagem haverá?
Acaso o pó te louvará?
Proclam ará a tua fidelidade?0
10 Ouve, S e n h o r, e tem m isericórdia de mim;
Se nh o r , sê tu o meu auxüio.

30.11 pSI 4.7; 11 M udaste o m eu p ranto em dança,


J r 31.4,13
a m in h a veste de lam ento em veste de alegria, p
30.12<6116.9; 12 para que o meu coração
«SI 44.8
cante louvores a ti e não se cale.
S e n h o r, m eu Deus,
eu te darei graçasi p ara sem pre/

Salmo 31
Para o mestre de música. Salmo davídico.

1 Em ti, S e n h o r, m e refugio;
n unca perm itas que eu seja hum ilhado;
livra-m e pela tua justiça.
31.2 «Sl 18.2 2 Inclina os teus ouvidos p ara m im ,
vem livrar-m e depressa!
Sê m in h a rocha de refugio,s
u m a fortaleza poderosa p ara m e salvar.
31.3 *S118.2; 3 Sim, tu és a m in h a rocha e a m in h a fortaleza;1
«Sl 23.3
p o r am or do teu n om e,u conduze-m e e guia-m e.
3 1.4vS I25.15 4 T ira-m e da arm adilha que m e p repararam ,
pois tu és o m eu refugio.*
31 5 «Lc 23.46; 5 N as tuas m ãos entrego o m eu espirito;"
A t 7.59
resgata-m e, S e n h o r, Deus da verdade.

3 1.6 xJn 2.8 6 Odeio aqueles que se apegam a ídolos inúteis;


eu, porém , confio no Se n h o r *
31.7 vSI 90.14; 7 Exultarei com grande alegria p o r teu am or,
« 1 10.14; Jo 10.27
pois viste a m inha afliçãov
e conheceste a angústia2 da m inha alma.
3 1 .8 aDt 32.30 8 Não m e entregaste
nas m ãos3 dos m eus inimigos;
deste-m e segurança e liberdade.c

31.9 bSI 6.7 9 M isericórdia, S e n h o r! Estou em desespero!


A tristeza m e consom eb
a vista, o vigor e o apetited.

a 3 0 .7 Hebraico: firm a ste a m inha m ontanha.


b 3 0 .9 Hebraico: No m eu sangue.
' 3 1 . 8 Hebraico: puseste os m eus p és num lugar espaçoso.
11 3 1 .9 O u os olhos, a gargan ta e o ventre.

30.11 A “veste de lamento” era símbolo de luto (verGn 37.34; Sl 35.13; 3 1 .7 Sobre expressões de alegria no A T, ver nota em 96.11.
ver também “Pano de saco e cinzas: rituais de lamentação”, em Sl 30).
822 SALMOS 31.10

10 Minha vida é consumida pela angústia, 31.10 6 11 3.2 ;


«Sl 38.3; 39.11
e os meus anos pelo gemido;c
minha aflição“ esgota as minhas forças,
e os meus ossos se enfraquecem.d
11 Por causa de todos os meus adversários, 31.11 ejó 19.13;
Sl 38.11; 64.8;
sou motivo de ultraje para os meus vizinhose Is 53.4
e de medo para os meus amigos;
os que me veem na rua fogem de mim.
12 Sou esquecido por eles
como se estivesse morto;*
tornei-me como um pote quebrado.
13 Ouço muitos cochicharem a meu respeito; 31.13 flJr 20.3,10;
o pavor me domina,9 Lm 2.22; ^Mt 27.1

pois conspiram contra mim,


tramando tirar-me a vida.h
14 Mas eu confio' em ti, Sen h o r , 31.14 'Sl 140.6
e digo: Tu és o meu Deus.
15 O meu futuroi está nas tuas mãos; 31.15UÓ 24.1;
Sl 143.9
livra-me dos meus inimigos
e daqueles que me perseguem.
16 Faze o teu rosto resplandecerk 3 1.16*N m 6.25;
Sl 4.6
sobre6 o teu servo;
salva-me por teu amor leal.
17 Não permitas que eu seja humilhado,1Sen h o r , 3 1 .1 7 'Sl 25.2,3;
mS1115.17
pois tenho clamado a ti;
mas que os ímpios sejam humilhados,
e calados fiquemmno SheoK
18 Sejam emudecidos os seus lábios" mentirosos, 31.18 "Sl 120.2;
°SI 94.4
pois com arrogância0 e desprezo
humilham os justos.
19 Como é grande a tua bondade,p
que reservaste para aqueles que te temem,
e que, à vista dos homens,11
concedes àqueles que se refugiam em ti!
20 No abrigo da tua presença os escondesr 31.20 6127.5;
SJÓ 5.21
das intrigas dos homens;s
na tua habitação os proteges
das línguas acusadoras.

21 Bendito seja o Sen h o r , 31.21 6117.7;


u1Sm 23.7
pois mostrou o seu maravilhoso amor*
para comigo quando eu estava numa cidade cercada."
22 Alarmado,v eu disse: 31.22 61116.11;
wLm 3.54
Fui excluído da tua presença!
Contudo, ouviste as minhas súplicas"
quando clamei a ti por socorro.

23 Amem o Se n h o r , todos vocês, os seus santos!* 31.2361 34.9;


6 11 45 .20 ; 6 19 4.2
O S e n h o r preserva os fiéis,v
mas aos arrogantes dáz o que merecem.
24 Sejam fortes e corajosos,3
todos vocês que esperam no Sen h o r !

0 3 1 . 1 0 Ou culpa.
b 3 1 . 1 6 Isto é, m ostra a tua bondade para com.
c 3 1 . 1 7 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas, pó ou morte.

3 1 .1 2 Ver “Fragmentos de cerâmica: cerâmica na Bíblia”, em Jó 2. 3 1 .2 1 O salmista usa a figura de uma cidade cercada para descrever a
ameaça que experimentou (ver “Cerco de guerra”, em 2Sm 17).
SALMOS 33.1 823

Salmo 32
D avídico. Poem a.

1 Como é feliz aquele


que tem suas transgressões perdoadas
e seus pecados apagados!b
32.2 cRm 4.7,8*; 2 Como é feliz aquele
2Co 5.19; «Uo 1.47
a quem o S e n h o r não atribui culpac
e em quem não há hipocrisia!d

32.3 »SI 31.10 3 Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados,


o meu corpo definhavae de tanto gemer.
3 2 .4 'Jó 33.7 4 Pois dia e noite
a tua mão pesava* sobre mim;
minhas forças foram-se esgotando
como em tempo de seca.
Pausa
32.5 »Pv 28.13; 5 Então reconheci diante de ti o meu pecado
"Sl 103.12;
‘Lv 26.40
e não encobri as minhas culpas.
Eu disse: “Confessareia as minhas transgressões11”,
ao Senhor,
e tu perdoaste a culpa do meu pecado.1
Pausa
32.6 ISI 69.13; 6 Portanto, que todos os que são fiéis orem a ti
Is 55.6; «Is 43.2
enquanto podes ser encontrado^
quando as muitas águas se levantarem,
elas não os atingirão.k
32.7 'Sl 9.9; 7 Tu és o meu abrigo;
mÊX 15.1
tu me preservarás das angústias1
e me cercarás de canções de livramento."1
Pausa
32.8 nSI 25.8; 8 Eu o instruirei11e o ensinarei no caminho que você deve seguir;
•Sl 33.18
eu o aconselharei e cuidarei0 de você.
9 Não sejam como o cavalo ou o burro,
que não têm entendimento
mas precisam ser controlados com freios e rédeas;P
caso contrário não obedecem.
32.10 "Rm 2.9; 10 Muitas são as dores dos ímpios,9
'Pv 16.20
mas a bondade do S e n h o r
protege quem nele confia/

11 Alegrem-se no S e n h o r s e exultem, vocês que são justos!


Cantem de alegria, todos vocês que são retos de coração!

Salmo 33
33.1 >SI147.1; 1 C antem de alegria ao S e n h o r , vocês que são justos;
“Sl 32.11
aos que são retos* fica bem u louvá-lo.

32 .6 As “muitas águas” são uma figura poderosa e representam forças tinuavam a representar uma ameaça constante contra a segurança e o
ou circunstâncias ameaçadoras. Essa figura de linguagem, como outras a bem-estar da terra (do mundo habitado pelo ser humano). Portanto,
ela relacionadas, foi tomada de empréstimo dos mitos do antigo Oriente estavam ligadas, por associação, a qualquer coisa na experiência humana
Médio a respeito da criação. Em muitos deles, uma massa primeva de que ameaçasse ou perturbasse aquela ordem. Associavam-se também ao
águas caóticas (suas forças ameaçadoras e destruidoras eram muitas vezes mar, cujas ondas furiosas às vezes pareciam resolvidas a engolfar a terra.
retratadas como um monstro das profundezas, com muitas cabeças; ver Como na mitologia cananeia, o Mar e a Morte eram os dois grandes
74.13,14 e nota; ver também “Antigas narrativas da Criação”, em G n 1; inimigos de Baal (“senhor” da terra), a linguagem figurada tirada desses
e “O Enum a Elish e o conceito bíblico de Criação”, em Sl 89) tinha dois ambientes era usada pelos poetas do AT, às vezes lado a lado, para
de ser subjugada pelo deus-criador antes de ele poder criar o mundo retratar ameaças e aflições (ver, e.g., 18.4,5,16; 4 2 .7 ; 65.7; 74.12-14;
e/ou reinar como rei divino sobre a terra. Embora nesses mitos as águas 77.16,19; 89.9,10; 93.3,4; 124.4,5; 144.7,8; Jó 7.12; 26.12; 38.8-11;
caóticas já estivessem subjugadas quando o mundo foi criado, elas con­ Is 5.30; 8.7,8; 17.12-14; 51.9,10; J r 5.22; 47.2; 51.55; H c 3.8-10).
824 SALMOS 33.2

2 Louvem o S e n h o r com harpa; 33.2 «192.3


ofereçam -lhe m úsica com lira de dez cordas.v
3 C antem -lhe u m a nova canção;w 33.3 »SI 96.1
toquem com habilidade ao aclam á-lo.

4 Pois a palavra do S e n h o r é verdadeira;1* 33.4 «Sl 19.8


ele é fiel em tudo o que faz.
5 Ele am a a justiça e a retidão;V 33.5 iS 1 11.7;
« 1 1 9 .6 4
a terra está cheia da bondade do S e n h o r.2

6 M ediante a palavra3 do S e n h o r 33.6 "Hb 11.3


fo ram feitos os céus,
e os corpos celestes, pelo sopro de sua boca.
7 Ele aju n ta as águas do m ar n u m só lugar;
das profundezas faz reservatórios.
8 Toda a terra tem a o S e n h o r; 3 3 .8 ‘ Sl 67.7; 96.9
trem am diante dele
todos os habitantes do m u n d o .b
9 Pois ele falou, e tu d o se fez; 33.9 "Gn 1.3;
Sl 148.5
ele ordenou,0 e tudo surgiu.
10 O S e n h o r desfaz os planos das naçõesd 33.10 % 8.10

e fru stra os propósitos dos povos.


11 M as os planos do S e n h o r 33.11 Mó 23.13
p erm anecem para sem pre,
os propósitose do seu coração,
p o r todas as gerações.

12 Com o é feliz a nação que tem o S e n h o r com o Deus,f 3 3 .1 2 ® 144.15;


OÊX 19.5; D t7.6
o povo que ele escolheuS p ara lhe pertencer!
13 Dos céus olha o S e n h o r 33.13 M ó 28.24;
Sl 11.4
e vê toda a hum anidade;h
14 do seu trono' ele observa 33.14 IR s 8.39
todos os habitantes da terra;
15 ele, que formai o coração de todos, 33.15 ü ó 10.8;
KJr 32.19
que conhece tudo o que fazem .k
16 N en h u m rei se salva pelo tam anho do seu exército;1 33.16 >SI 44.6

n e n h u m guerreiro escapa p o r sua grande força.


17 O cavalom é vã esperança de vitória; 33.17 mSI 20.7;
Pv 21.31
apesar da sua grande força, é incapaz de salvar.
18 M as o S e n h o r protege" aqueles que o tem em , 33.18 "Jó 36.7;
Sl 34.15;
aqueles que firm am a esperança no seu am or,0 •Sl 147.11
19 p ara livrá-los da m o rte e garantir-lhes vida, 33.19 PJÓ 5.20
m esm o em tem pos de fome.P

20 Nossa esperança1) está no S e n h o r; 33.20 C l 130.6


ele é o nosso auxílio e a nossa proteção.
21 Nele se alegra o nosso coração/ 33.21 rZc 10.7;
Jó 16.22
pois confiam os no seu santo nom e.
22 Esteja sobre nós o teu am or, S e n h o r, 34.1 >SI 71.6;
Ef 5.20
com o está em ti a nossa esperança.

Salmo 34a
De Davi, quando ele se fingiu de louco diante de Abimeleque — que o expulsou — e depois partiu.

1 Bendirei o S e n h o r o tem po todo!s


Os m eus lábios sem pre o louvarão.
2 M inha alm a se gloriará* no S e n h o r; 34.2 <Jr 9.24;
1 Co 1.31;
ouçam os oprim idos e se alegrem .u « 11 19 .74

“ O salmo 34 é um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico.


SALMOS 35.3 825

3 4 . 3 tc 1 . 4 6 3 Proclamem a grandeza do Se nh o r comigo;


juntos exaltemosv o seu nome.
34.4 wM t 7.7 4 Busquei o Sen h o r ," e ele me respondeu;
livrou-me de todos os meus temores.
34.5 «Sl 36.9; 5 Os que olham para ele estão radiantes* de alegria;
vSI 25.3
seu rosto jamais mostrará decepção.*
6 Este pobre homem clamou,
e o Senh or o ouviu;
e o libertou de todas as suas tribulações.
34.7*2R s6.17; 7 O anjo do Sen h or 2 é sentinela ao redor
Dn 6.22
daqueles que o temem, e os livra.

34.8 »1Pe 2.3; 8 Provem e vejam como o Sen h or é bom.a


»SI 2.12
Como é feliz o homem que nele se refugia!b
34.9 «123.1 9 Temam o Sen h o r , vocês que são os seus santos,
pois nada falta aos que o tem em .0
34.10 «184.11 10 Os leões0 podem passar necessidade e fome,
mas os que buscam o Sen h or de nada têm falta.d

34.11 "Sl 32.8 11 Venham, meus filhos, ouçam-me;


eu ensinarei a vocêse o temor do Sen h o r .
34.12 I P e 3.10 12 Quem de vocês quer amar a vida*
e deseja ver dias felizes?
34.13 a1Pe 2.22 13 Guarde a sua língua do mal
e os seus lábios da falsidade.9
34.14 “Sl 37.27; 14Afaste-se do mal e faça o bem;h
« 1 2 .1 4
busque a paz' com perseverança.
34.15 ISI 33.18; 15 Os olhos do Senh or J voltam-se para os justosk
«JÓ36.7
e os seus ouvidos estão atentos ao seu grito de socorro;
3 4 .1 6 1» 17.10; 16 o rosto do Senh or
J r 44.11;
«1Pe 3.10-12*; volta-se contra1os que praticam o mal,m
nP v10.7
para apagar da terra a memóriandeles.
34.17-S 1145.19 17 Os justos clamam, o S e n h o r os ouve0
e os livra de todas as suas tribulações.
34.18 pSI 145.18; 18 O Sen h o r está pertoP dos que têm o coração quebrantadoi
«Is 57.15
e salva os de espírito abatido.
34.19 "V. 17; ■*. 19 O justo passa por muitas adversidades,r
4,6; Pv 24.16
m a s o S e n h o r o l iv r a d e t o d a s ;s
34.20 Uo 19.36* 20 protege todos os seus ossos;
nenhum deles será quebrado.*
34.21 “ Sl 94.23 21A desgraça matará os ímpios;*11
os que odeiam o justo serão condenados.
34.22 <1 Rs 1.29; 22 O Sen h o r redimev a vida dos seus servos;
Sl 71.23
ninguém que nele se refugia será condenado.

Salmo 35
Davídico.

35.1 «Sl 43.1 1Defende-me, Sen h o r , dos que me acusam;


lutawcontra os que lutam comigo.
35.2 «Sl 62.2 2 Toma os escudos, o grande e o pequeno;
levanta-tex e vem socorrer-me.
3 Empunha a lança e o machado de guerrac
contra os meus perseguidores.

“ 3 4 .1 0 A Septuaginta e a Versão Siríaca d iz e m ricos.


b 3 4 .2 1 Ou Os ímpios serão mortos m s suas próprias maldades.
c 3 5 .3 Ou e bloqueia o caminho.
826 SALMOS 35.4

Dize à m inha alma:


“Eu sou a sua salvação”.

4 Sejam hum ilhados* e desprezados


os que procuram m atar-m e;
retrocedam envergonhados
aqueles que tram am a m in h a ruína.
5 Q ue eles sejam com o a palha2 ao vento, 35.5 >Jó 21.18;
Sl 1.4; IS 29.5
q uando o anjo do S e n h o r os expulsar;
6 seja a vereda deles som bria e escorregadia,
q uando o anjo do S e n h o r os perseguir.
7 Já que, sem m otivo, prepararam contra m im
u m a arm adilha oculta
e, sem m otivo, abriram u m a cova p ara m im ,
8 que a ru ín a lhes sobrevenha de surpresa:3 35.8 *1Ts 5.3;
bSI 9.15
sejam presos pela arm adilha que prepararam ,
caiam na covab que abriram ,
p ara a sua p ró p ria ruína.
9 E ntão a m in h a alm a exultará0 no S e n h o r 35.9 cLc 1.47;
1|S 61.10
e se regozijará n a sua salvação.d
10 Todo o m eu ser exclamará: 35.10 "Êx 15.11;
<S118.17; oSl 37.14
“Q uem se com para a ti,e S e n h o r ?
T u livras os necessitados daqueles que são m ais poderosos* do que eles,
livras os necessitadosa e os pobres daqueles que os exploram .”

11 T estem unhas m aldosas11 enfrentam -m e


e questionam -m e sobre coisas de que n ad a sei.
12 Elas m e retribuem o bem com o mal'
e procuram tirar-m e a vida0.
13 C ontudo, quando estavam doentes, 35.13 Uó 30.25;
Sl 69.10
usei vestes de lam ento, hum ilhei-m e com jejumi
e recolhi-m e em oração6.
3 5 . 1 2 Ou e estou aban don ad o.
3 5 . 1 3 Ou orei p o r eles sem cessar, ou ainda A h! Se eu pudesse can celar m inhas orações.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS


1 1»

O credo dos guerreiros no acádio Epico de Erra e Ishum


SALMO 35 Os povos do antigo Oriente Médio A forma em que os sete guerreiros incitam soldados assírios e são um exemplo perfeito
conheciam de perto a brutalidade da guerra. Erra à batalha é particularmente interessante. de um credo de guerreiros.'
Na Bíblia e em outros lugares, encontramos Eles o informam de que ficar em casa é uma 0 salmo 35, uma oração composta por
reflexos do temor diante da destrutividade da atitude efeminada e infantil e que o campo de Davi, na qual ele pede que Deus o ajude na
guerra, mas também exemplos de "credos de batalha é a região em que o homem adquire batalha, é notavelmente diferente, embora
guerreiros" que exaltavam a guerra e a con­ honra. A melhor comida da cidade, declaram, haja interessantes pontos de comparação, por
quista. causa da maneira em que ilustra a ideologia
não pode se comparar à refeição cozida sobre
0 acádio Épico de Erra e Ishum tem como de Davi, também um guerreiro. Não há nesse
brasas no campo de batalha ou à água de um
personagem principal Erra (também conheci­ salmo exaltação da brutalidade. Pelo contrário:
cantil feito de couro. Além do mais, seria uma
do como Nergal), o deus da guerra, da praga Davi condena os que declaram guerras sem
e do submundo. No mito. Erra está apático, desgraça permitir que as armas enferrujassem
uma causa justa (v. 19-21) e, como em outras
mas ameaça levantar-se e massacrar o “povo ou ficassem cobertas por teias de aranha. passagens de Salmos, Davi apela para a justiça
de cabelos negros" (i.e., os mesopotâmios). Eles também exortam Erra a matar seus opo­ de Deus. Ainda mais significativo é o fato de
Erra é incitado por um grupo de sete deuses nentes e assim aterrorizar o mundo. As que Davi, ao pedir a Deus que íntervenha a seu
guerreiros, mas no final a situação é acalmada palavras dos deuses guerreiros provavelmente favor, repudie a ideia de adquirir glória para si
pelo conselho do deus Ishum. refletem a ideologia militarista dos verdadeiros por meio da brutalidade e da agressividade.
1 Ver "Canções dos guerreiros” , em 2Sm 22.
SALMOS 35.28 82 7

14 Saí vagueando e pranteando,


com o p o r u m am igo ou p o r u m irm ão. V o z e s a n t ig a s
Eu m e prostrei enlutado,
Porque você fica na cidade como um velho
com o quem lam enta p o r sua m ãe.
debilitado?
35.15 M ó 30.1,8 15 M as, quando tropecei, Como você pode ficar em casa com uma
eles se reu n iram alegres; criança que ceceia?
sem que eu o soubesse, É do nosso feitio comer o pão das mulheres
ajuntaram -se p ara m e atacar. como aquele que nunca marchou para o
Eles m e agrediram 15 sem cessar. campo de batalha?
5 .1 6 'Jó 16.9; 16 Com o ím pios caçoando do m eu refugio, É do nosso feitio ser temeroso e tenso
Lm 2.16
rosn aram 1contra m im . como se não tivéssemos experiência
35.17 "H c 1.13; 17 Senhor, até q u an d o m ficarás olhando? de guerra?
«Sl 22.20 Ir para o campo de batalha é bom como a
Livra-m e dos ataques deles,
livra a m in h a vida preciosa11 desses leões. festa é para os jovens!
Quem quer que fique na cidade, se for um
35.18 »SI 22.25; 18 Eu te darei graças na grande assem bleia;0
pSI 22.22
príncipe, não ficará satisfeito apenas
no m eio da grande m ultidão te louvarei.P
com pão;
3 5 .1 9iS I3 8.1 9; 19 Não deixes que os m eus inim igos traiçoeiros Será difamado na boca de seu próprio povo,
69.4; Jo 15.25*;
se divirtam à m in h a custa; e desonrado.
■Sl 13.4; Pv 6.13
não perm itas que aqueles Como ele poderia levantar sua mão contra
que sem razão m e odeiam 1! aquele que esteve no campo de batalha?
E mesmo que seja grande a força daquele
troquem olhares de desprezo.r
que fica na cidade,
20 Não falam pacificam ente,
Como poderia ele prevalecer contra aquele
m as planejam acusações falsas
que esteve no campo de batalha?
contra os que vivem tranquilam ente n a terra.
A comida da cidade, ainda que seja saboro­
35.21 *SI 22.13; 21 Com a boca escancarada,s sa, não pode se comparar com aquela
•Sl 40.15
riem de m im e m e acusam :1 que é cozida sobre brasas.
“Nós vimos! Sabemos de tudo!”
— Épico oe E rra e I s h u m
35.22 "Êx 3.7; 22 T u viste isso, S e n h o r!u Não fiques calado. Ver o artigo "0 credo dos guerreiros no acádio
•Sl 10.1; 28.1 Épico de Erra e Ishum", em Sl 35.
N ão te afastesv de m im , Senhor,
35.23 »SI 44.23 23 Acorda!w Desperta! Faze-m e justiça!
Defende a m in h a causa, m eu Deus e Senhor.
24 S e n h o r, m eu Deus, tu és justo;
faze-me justiça para que eles
não se alegrem à m inha custa.
25 Não deixes que pensem :
“Ah! E ra isso que queríam os!”
n em que digam: “A cabam os com ele!”x

35.26 iSI 40.14; 26 Sejam hum ilhadosv e frustrados


109.29; "Sl 38.16
todos os que se divertem
à custa do m eu sofrim ento;
cubram -se de vergonha e desonra
todos os que se acham superiores a m im .z
35.27 "SI 32.11; 27 C antem de alegria e regozijo3
"Sl 9.4; "Sl 40.16;
147.11 todos os que desejam ver provada
a m in h a inocência15
e sem pre repitam :
“O Sen h or seja engrandecido!
Ele tem prazer0 no bem -estar do seu servo”.
28 M inha língua proclam ará a tu a justiçad
e o teu louvor o dia inteiro.

3 5 .1 6 No AT, a expressão “rosnaram” quase sempre representa raiva, expressa desapontamento e agonia de espírito, não tanto ira ou raiva
ira ou ódio (ver também Jó 16.9; Sl 37.12; 112.10). No N T , o verbo (M t 8.12; 13.42,50; 22.13; 24.51; 25.30; Lc 13.28).
828 SALMOS 36.1

Salmo 36
Para o mestre de música. De Davi, servo do Senhor.

1 H á n o m eu íntim o um oráculo
a respeito da m aldade do ímpio:
Aos seus olhose é inútil tem er a Deus.
2 Ele se acha tão im portante,
que não percebe nem rejeita o seu pecado.
3 As palavras da sua boca1 38.3 IS110.7;
«Sl 94.8; "Jr4 .2 2
são m aldosas e traiçoeiras;
aban donou o b o m sensos e não quer fazer o b em .h
4 Até n a sua cam a planeja maldade;' 36.4 'Pv 4.16;
Mq 2.1 ;lls 65.2;
n ad a h á de bom no cam inho a que se entregou,) »Sl 52.3; Rm 12.9
e ele n unca rejeita o m al.k

5 O teu am or, S e n h o r , chega até os céus;


a tu a fidelidade até as nuvens.
6 A tu a justiça é firm e com o as altas m ontanhas; 36.6 'Jó 11.8
Sl 77.19;
as tu as decisões, insondáveis com o o grande m ar.1 Rm 11.33
T u, S e n h o r , preservas
tan to os h om ens quanto os anim ais.
7 Com o é precioso o teu am or, ó Deus! 3 6 .7 mRt2.12;
Os h om ens encontram Sl 17.8

refugio à som bra das tuas asas.T


8 Eles se ban queteiam n a fartu ra da tua casa;11 36.8 "Sl 65.4;
»JÓ 20.17; Ap 22.1
tu lhes dás de beber do teu rio0 de delícias.
9 Pois em ti está a fonte da vida;P 36.9PJr2.13;
olPe 2.9
graças à tu a luz,") vem os a luz.

10 E stende o teu am o r aos que te conhecem;


a tu a justiça, aos que são retos de coração.
11 Não perm itas que o arrogante m e pisoteie
n em que a m ão do ím pio m e faça recuar.
12 Lá estão os m alfeitores caídos,
lançados ao chão, incapazes de levantar-se!r

Salmo 37“

D avídico.

1 N ão se a b o rr e ç a p o r ca u sa dos h o m e n s m au s 37.1 =Pv 23.17,18;


e n ã o te n h a in v ejas d o s perv ersos;* « 1 73.3

2 p o is co m o o ca p im lo g o secarão ,
c o m o a relv a v erd e lo g o m u rc h a rã o .0

3 C o n fie n o S e n h o r e fa ç a o b e m ; 37.3 >Dt 30.20;


«Is 40.11; Jo 10.9
a ssim v o c ê h a b ita r á n a te rra v
e d e sfru tará segurança.™
4 D e le ite-se * n o S e n h o r , 37.4 «Is 58.14
e ele a te n d erá ao s d e sejo s d o seu co ra çã o .

5 E n tre g u e o seu c a m in h o ao S e n h o r ; 37.5 vSI 4.5;


Sl 55.22; Pv 16.3;
c o n fie nele.y e ele agirá: 1Pe5.7

O salmo 37 é um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico.

36.1 “Oráculo” é um termo técnico e significa “expressão profética”. automotivado e egocêntrico, que não demonstra “temor a Deus”,
Refere-se a uma revelação ou discernimento divinos. Em vez de ser um mas parece prosperar.
oráculo comum de julgamento ou de livramento, como os que encon­ 3 7 .1 -4 0 Sobre as atitudes vingativas contra os inimigos, ver nota em
tramos nos Livros Proféticos, o salmo 36 pode ser mais bem qualificado 6 9.22-28; ver também “Maldições e imprecações”, em Sl 83.
como de “discernimento” quanto ao destino do arrogante, do ímpio
SALMOS 37.26 829

37.6 >Mq 7.9; 6 ele deixará claro com o a alvorada2 que você é justo,a
■Mó 11.17
e com o o sol do m eio-dia que você é inocente.

37.7 bSI 62.5; 7 D escanseb no S e n h o r


Lm 3.26; « 14 0.1
e aguarde p o r ele com paciência;0
não se aborreça com o sucesso dos outros
n em com aqueles que m aq u in am o mal.

37.8 € f 4.31; 8 Evite a ira e rejeite a furia;11


Cl 3.8
não se irrite: isso só leva ao m al.
3 7 .9 'Is 57.13; 9 Pois os m aus serão elim inados,
60.21
m as os que esperam no S e n h o r receberão a terra p o r herança.e

37.10'JÓ 7.10; 10 U m pouco de tem po,


24.24
e os ím pios não m ais existirão/
por m ais que você os procure, não serão encontrados.
37.1 H M t 5.5 11 M as os hum ildes receberão a terra p o r heranças
e desfrutarão pleno bem -estar.

37.12 «SI 35.16 12 Os ím pios tram am co n tra os justos


e rosnam co n tra eles;h
37.13'1Sm 26.10; 13 o Senhor, porém , ri dos ím pios,
SI 2.4
pois sabe que o dia deles está chegando.'

37.14 iSM 1.2; 14 Os ím pios desem bainham a espada e preparam o arcoi


»SI 35.10
p ara abater o necessitado e o pobre,k
p ara m atar os que an d am n a retidão.
3 7 .1 5 'SI 9.16 15 M as as suas espadas irão atravessar-lhes o coração,1
e os seus arcos serão quebrados.

37.16 mPv 15.16 16 M elhor é o pouco do justo


do que a riqueza"1 de m uitos ímpios;
37.17 "Jó 38.15; 17 pois o braço forte dos ímpios será quebrado,11
S110.15
m as o S e n h o r sustém os justos.

37.18 »S11.6 18 O S e n h o r cuida da vida dos íntegros,0


e a herança deles p erm anecerá p ara sem pre.
19 Em tem pos de adversidade não ficarão decepcionados;
em dias de fome desfrutarão fartura.

37.20 PS1102.3 20 M as os ím pios perecerão;


os inimigos do Se nh o r
m urcharão com o a beleza dos campos;
desvanecerão com o fiimaça.P

37.21 « 1 112.5 21 Os ím pios to m am em prestado e não devolvem ,


m as os justos dão com generosidade;1!
37.22 rjó 5.3; 22 aqueles que o S e n h o r abençoa receberão a terra p o r herança,
PV3.33
m as os que ele am aldiçoar serão elim inados.

37.23 *31147.11; 23 O Sen h o r firmas os passos de um hom em ,


'1Sm 2.9;
quando a conduta deste o agrada/
37.24 uPv 24.16; 24 ainda que tropece, não cairá,u
"S1145.14; 147.6
pois o Sen h o r o tom av pela mão.

37.25 «Hb 13.5 25 Já fui jovem e agora sou velho,


m as n unca vi o justo desam parado"
n em seus filhos m endigando o pão.
26 Ele é sem pre generoso e em presta com bo a vontade;
seus filhos serão abençoados.*

3 7 .1 2 Para o significado de “rosnam”, ver nota em 35.16.


830 SALMOS 37.27

27 Desvie-se do mal e faça o bem;y 37.27 vSI 34.14

V ozes antigas e você terá sempre onde morar.


28 Pois o S e n h o r ama quem pratica a justiça, 37.28 ZSI 21.10;
Quem não foi negligente? Quem não Is 14.20
cometeu pecado?
e não abandonará os seus fiéis.
Quem pode compreender o comportamento Para sempre serão protegidos,
de um deus? mas a descendência dos ímpios será eliminada;2
Eu teria prazer em ser obediente e não
29 os justos herdarão a terra3 37.29 »v. 9;
incorrer em pecado, Pv 2.21
e nela habitarão para sempre.
Sim, eu freqüentaria o lugar da saúde!
Os homens são obrigados pelos deuses a 30 A boca do justo profere sabedoria,
agir sob maldição, e a sua língua fala conforme a justiça.
A humanidade deve suportar a aflição 31 Ele traz no coração a lei do seu Deus;b 37.31 bDt 6.6;
divina. nunca pisará em falso.c SI 40.8; Is 51.7;
«v. 23
Certamente sou responsável por
negligenciá-lo de alguma forma. 32 O ímpio fica à espreitaddo justo, 37.32 dS110.8
Certamente ultrapassei os limites querendo matá-lo;
estabelecidos pelo deus. 33 mas o S e n h o r não o deixará cair em suas mãos 37.33 «S1109.31;
Esqueça o que eu fiz em minha juventude, o nem permitirá que o condenem quando julgado.e 2Pe 2.9
que quer que eu tenha feito,
34 Espere no S e n h o r * 37.34 fSI 27.14;
Que seu coração não se levante contra mim! flSI 52.6
e siga a sua vontade.
Perdoe minha culpa, cancele meu castigo...
Ele o exaltará, dando-lhe a terra por herança;
— O ração a M arduq ue quando os ímpios forem eliminados, você o verá.9
Ver o artigo "Oração de confissão a Marduque", em SI 38.
35 Vi um homem ímpio e cruel 37.35 hJÓ 5.3

florescendo11como frondosa árvore nativa,

36 mas logo desapareceu e não mais existia; 37.36 iJó 20.5


embora eu o procurasse, não pôde ser encontrado.'

37 Considere o íntegro, observe o justo; 37.37 Jls 57.1,2

há futuro" para o homem de pazj


38 Mas todos os rebeldes serão destruídos; 37.38 *S I1.4

futuro para os ímpios nunca haverá.k

39 Do S e n h o r vem a salvação1dos justos; 3 7 .3 9 'SI 3.8;


"S I 9.9
ele é a sua fortaleza na hora da adversidade.m
40 O S e n h o r o s ajuda" e os livra;0 37.40 "1 Cr 5.20;
°ls 31.5
ele os livra dos ímpios e os salva,
porque nele se refugiam.

Salmo 38
Salm o davídico. U m a petição.

1 S e n h o r , não me repreendas no teu furor 38.1 pSI 6.1

nem me disciplines na tua ira.P


2 Pois as tuas flechas1! me atravessaram, 38.2 QJó 6.4;
SI 32.4
e a tua mão me atingiu.
3 Por causa de tua ira, 38.3 « I 6.2; Is 1.6

todo o meu corpo está doente;


não há saúde nos meus ossosr
por causa do meu pecado.
4 As minhas culpas me afogam; 38.4 sEd 9.6
são como um fardo pesado e insuportável.s

5 Minhas feridas cheiram mal e supuram 38.5 •SI 69.5


por causa da minha insensatez.*
6 Estou encurvado e muitíssimo abatido; 38.6 uJó 30.28;
SI 35.14; 42.9
o dia todo saio vagueando e pranteando.0

0 3 7 . 3 7 Ou haverá posteridade-, também no versículo 38.


SALMOS 38.18

38.7 "S1102.3 7 Estou ardendo em febre;v


todo o m eu corpo está doente.
8 Sinto-m e m uito fraco e totalm ente esmagado;
m eu coração gem ew de angústia.

38.9 "Jó 3.24; 9 Senhor, diante de ti estão todos os m eus anseios;


SI 6.6; 10.17
o m eu suspiro» não te é oculto.
8 .1 0 1 3 31.10; 10 M eu coração palpita, as forças m e faltam;V
« I6 . 7
até a luz dos m eus olhos se foi.z
11 M eus am igos e com panheiros m e evitam
po r causa da doença que m e aflige;3
ficam longe de m im os m eus vizinhos.
38.12 »S1140.5; 12 Os que desejam m atar-m e
«SI 35.4; 54.3;
«SI 35.20 preparam arm adilhas,b
os que m e querem prejudicar
anunciam a m in h a ruína;c
passam o dia planejando traição.11

13 Como um surdo, não ouço,


com o um m udo, não abro a boca.
14 Fiz-m e com o quem não ouve,
e em cuja boca não há resposta.
38.15 «SI 39.7; 15 Sen h or , em ti espero;6
*S117.6
tu m e responderás,' ó Senhor m eu Deus!
38.16 oSl 35.26; 16 Pois eu disse: “Não perm itas
«S113.4
que eles se divirtam à m in h a custas
nem triunfem sobre m im quando 'éu tropeçar”.h

17 E stou a ponto de cair,


e a m inha do r está sem pre comigo.
18 Confesso a m in h a culpa;'
em angústia estou po r causa do m eu pecado.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

Oração de confissão a Marduque


SALMO 38 Uma vez que os Salmos surgiram o deus principal da B abilônia (a data da Assim como podemos apontar seme­
no mesmo ambiente cultural de outros composição é desconhecida). Nessa ora­ lhanças entre a adoração cristã e a não cristã
hinos e orações do antigo Oriente Médio, os ção, o poeta lamenta a ira de Marduque. na sociedade contemporânea, de igual
leitores da Bíblia não devem se surpreender Confessa que pecou contra Marduque e modo encontramos correlações no mundo
com o fato de que os textos israelitas sejam lamenta o fato de estar tão aflito a ponto do AT. As semelhanças entre a oração do ATe
semelhantes aos pagãos. No salmo 38, Davi de ficar encurvado como um ancião. a oração mesopotâmia permitem-nos
lamenta que Deus esteja contra ele. Deus, Depois pede perdão e conclui: "Ó guerrei­ perceber o que era comum ao mundo da­
ele alega, viera atacá-lo como um guerreiro ro Marduque, que eu cante seus louvores!". quele tempo com respeito à linguagem da
(v. 2), e Davi caiu doente e enfraquecido Diferentemente do salmista, porém, esse oração, enquanto as diferenças nos mos­
(v. 3-6,10,13,14). Ele reconhece que pecou poeta suplicante está pessimista quanto tram o caráter único da fé israelita.1
contra Deus (v. 3,18) e conclui o salmo com às ações de Marduque ("Quem pode com­
um pedido de socorro a Deus (v. 21,22). preender o comportamento de um Deus?",
Há na literatura acádia um texto simi­ ele reclama), por isso procura a ajuda de
lar ao salmo 38, uma oração a Marduque, deuses e deusas menores.

'Para m ais exem plos, v e r" 'Eu louvarei o Senhor da S ab e do ria '", em Jó 12; e "U m hom em e seu deus", em Jó 29.
83 2 SALMOS 38.19

19 Meus inimigos, porém, são muitos e poderosos; 38.19 ÍS118.17;


«SI 35.19
é grande o númeroi dos que me odeiam sem motivo.k
20Os que me retribuem o bem com o mal1 38.20'SI 35.12;
1 Jo 3.12
caluniam-me porque é o bem que procuro.
não me abandones!
21 S e n h o r ,
Não fiques longemde mim, ó meu Deus!
22 Apressa-te a ajudar-me,n 38.22 "SI 40.13;
«SI 27.1
Senhor, meu Salvador!0

Salmo 39
Para o mestre de música. Ao estilo de Jedutum. Salmo davídico.

1 Eu disse; Vigiarei a minha condutaP 39.1 H Rs 2.4;


‘Uõ 2.10; Tg 3.2
e não pecarei em palavras;*!
porei mordaça em minha boca enquanto os ímpios
estiverem na minha presença.
2 Enquanto me caleirresignado,
e me contive inutilmente,
minha angústia aumentou.
3 Meu coração ardia-me no peito
e, enquanto eu meditava, o fogo aumentava;
então comecei a dizer:
4Mostra-me, S e n h o r , o fim da minha vida 39.4 >SI 90.12;
« 1103.14
e o número dos meus dias,s
para que eu saiba quão frágil sou.*
5 Deste aos meus diasuo comprimento de um palmo; 39.5 “SI 89.45;
«SI 62.9
a duração da minha vida é nada diante de ti.
De fato, o homem não passa de um sopro.v
Pausa
6Sim, cada um vai e volta como a sombra.w 39.6 »1P 1.24;
«S1127.2;
Em vãoxse agita, amontoando riqueza H.C 12.20
sem saber quem ficará com ela.v
7 Mas agora, Senhor, que hei de esperar?
Minha esperança está em ti.z
8Livra-me3 de todas as minhas transgressões;*1 39.8 « l 51.9;
«SI 44.13
não faças de mim um objeto de zombaria dos tolos.
9Estou calado! Não posso abrir a boca,0
pois tu mesmo fizeste isso.
10Afasta de mim o teu açoite; 39.10 dJÓ 9.34;
SI 32.4
fui vencido pelo golpe da tua mão.d
11 Tu repreendesee disciplinas o homem por causa do seu pecado; 39.11 '2P e2.16;
'Jó 13.28
como traça* destróis o que ele mais valoriza;
de fato, o homem não passa de um sopro.
Pausa
12 Ouve a minha oração, S e n h o r ; 39.1291 Pe 2.11;
"Hb 11.13
escuta o meu grito de socorro;
não sejas indiferente ao meu lamento.
Pois sou para ti um estrangeiro,^*1
como foram todos os meus antepassados.
13 Desvia de mim os teus olhos, para que eu volte a ter alegria, 39.13 Uó 10.21;
14.10
antes que eu me vá e deixe de existir.1

3 9 .1 2 Os termos “estrangeiro” e “peregrino” indicam uma classe de náo social com os nativos, mas tinham poucos privilégios. Davi retratou sua
israelitas a quem era concedida permissão de habitar entre o povo de experiência utilizando a analogia com um tipo de obstáculo pecaminoso
Deus na terra prometida, mas que náo recebia herança na terra. Esses que ele ergueu entre si mesmo e Deus.
residentes estrangeiros podiam experimentar certo grau de interação
SALMOS 40.12 833

Salmo 40
Para o mestre de música. Davídico. Um salmo.

40.1 JSI 27.14; 1 Depositei toda a minha esperançai no S e n h o r;


►SI 34.15
ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro.k
40.2 'SI 69.14; 2 Ele me tirou de um poço de destruição,
"S I 27.5
de um atoleiro de lama;1
pôs os meus pés sobre uma rocham
e firmou-me num local seguro.
40.3 "SI 33.3 3 Pôs um novo cântico" na minha boca,
um hino de louvor ao nosso Deus.
Muitos verão isso e temerão,
e confiarão no S e n h o r.

40.4 “SI 34.8; 4Como é feliz o homem0


PSI 84.12
que põe no Sen h o r a sua confiança,p
e não vai atrás dos orgulhosos'1,
dos que se afastam para seguir deuses falsos*!
40.5 iS 1 136.4; 5 Sen hor meu Deus!
;l 139.18; Is 55.8
Quantas maravilhas1! tens feito!
Não se pode relatarr
os planos que preparaste para nós!
Eu queria proclamá-los e anunciá-los,
mas são por demais numerosos!
40.6=1 Sm 15.22; 6Sacrifício e oferta não pediste,s
Am 5.22; Is 1.11
mas abriste os meus ouvidos0;
holocaustos1* e ofertas pelo pecado
não exigiste.
7 Então eu disse; “Aqui estou!”
No livro está escrito a meu respeito.
40.8 "Jo 4.34; 8Tenho grande alegria em fazer a tua vontade,uó meu Deus;
>SI 37.31
a tua lei está no fundo do meu coração.v
4 0.9 «SI 22.25; 9Eu proclamo as novas de justiça na grande assembleia;™
M s 22.22;
S1119.13 como sabes,xS e n h o r, não fecho os meus lábios.
4 0.1 0IS I89 .1; 10Não oculto no coração a tua justiça;
■At 20.20
falo da tua fidelidade* e da tua salvação.
Não escondo da grande assembleia2
a tua fidelidade e a tua verdade.
40.11 «Pv 20.28; 11 Não me negues a tua misericórdia, S e n h o r;
»SI 43.3
que o teu amor3 e a tua verdade0sempre me protejam.
40.12 °S1116.3; 12 Pois incontáveis problemas0me cercam,
"SI 38.4; "SI 69.4;
<SI 73.26 as minhas culpas me alcançaram e já não consigo ver.d
Mais numerosos são
que os cabelos da minha cabeça,e
e o meu coração perdeu o ânimo.'
“ 4 0 .4 Ou idólatras.
b 4 0 .4 Ou para a falsidade.
c 4 0 .6 Oufuraste as minhas orelhas. A Septuaginta diz mas tens preparado um corpo para mim.
* 4 0 .6 Isto é, sacrifícios totalmente queimados.

4 0 .7 O “livro” provavelmente é uma referência ao exemplar pessoal da o povo de Israel. Hebreus e árabes (cf. Ap 9.8) usavam barbas longas
Lei que o rei recebia durante a cerimônia de sua entronização a fim de como sinal de dignidade, mas os egípcios costumavam rapar a barba
servir de estatuto de sua administração, que devia ser segundo a aliança (Gn 4 1.14). Os homens de Israel eram proibidos de aparar as extremida­
(ver D t 17.18-20; 2Rs 11.12; cf. IRs 2.3). des da barba (Lv 19.27). Essa proibição explica as “tranças de oração”
4 0 .1 2 Os cabelos variam de tamanho, cor e estrutura entre as diferentes
diante das orelhas usadas pelos judeus ortodoxos de nossos dias.
raças, e parece que a intenção de Deus foi que eles servissem para pro­ A palavra “cabelo” é usada na Bíblia em sentido figurado, por
teção, embelezamento e identificação. A maioria dos povos das terras exemplo: para ressaltar a perícia no tiro ao alvo — alguns benjamitas
bíblicas tinham cabelos negros, embora os ruivos não fossem raros entre podiam “atirar com a funda uma pedra num cabelo sem errar” (Jz 20.16);
83 4 SALMOS 40.13

13 Agrada-te, S e n h o r , em libertar-me;
apressa-te, S e n h o r , a ajudar-me.o
14 Sejam humilhados e frustrados
todos os que procuram tirar-me a vida;
retrocedam desprezados
os que desejam a minha ruína.h
15 Fiquem chocados com a sua própria desgraça
os que zombam de mim.
16 Mas regozijem-se e alegrem-se em ti 40.16 <SI 35.27
todos os que te buscam;
digam sempre aqueles que amam a tua salvação:
“Grande é o S e n h o r ! ”'
17 Quanto a mim, sou pobre e necessitado, 40.17ISI 70.5
mas o Senhor preocupa-se comigo.
Tu és o meu socorro e o meu libertador;
meu Deus, não te demoresü

Salmo 41

Para o mestre de música. Salmo davídico.

1 Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre!k 41.1 »SI 82.3,4;
Pv 14.21
O S e n h o r o livra em tempos de adversidade.
2 O S e n h o r o protegerá e preservará a sua vida; 4 1 .2 'SI 37.22;
"S I 27.12
ele o fará feliz na terra1
e não o entregará ao desejo dos seus inimigos."1
3 O S e n h o r o susterá em seu leito de enfermidade,
e da doença o restaurará.
4Eu disse: "Misericórdia," S e n h o r ! 41.4 "SI 6.2;
«SI 51.4
Cura-me, pois pequei0contra ti”.
5 Os meus inimigos 4 1 .5 pSI38.12
dizem maldosamente a meu respeito:
“Quando ele vai morrer?
Quando vai desaparecer o seu nome?P”
6Sempre que alguém vem visitar-me, 41.6 « 1 1 2.2 ;
'Pv 26.24
fala com falsidade,^ enche o coração de calúniasr
e depois as espalha por onde vai.
7 Todos os que me odeiam juntam-se e cochichams contra mim, 41.7 « 1 56.5;
71.10,11
imaginando que o pior me acontecerá:
8“Uma praga terrível o derrubou;
está de cama e jamais se levantará”.
9Até o meu melhor amigo,* 41.9*250115.12;
SI 55.12;
em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, “Jó 19.19; SI
voltou-se'1 contra mim.u 55.20; M t 26.23;
Jo 13.18*

10Mas, tu, S e n h o r , tem misericórdia de mim; 41.10 "SI 3.3


levanta-me,vpara que eu lhes retribua.
11 Sei que me queres bem,w 41.11 "S 1147.11;
«SI 25.2
pois o meu inimigo não triunfa sobre mim.x
0 4 1 .9 Hebraico: levantou o calcanhar.

para denotar segurança completa — “Nem um só cabelo de sua cabeça era o símbolo de sua dedicação ao nazireado, de modo que, quando o
cairá ao chão” (ÍSm 14.45); para indicar multiplicidade — “Mais nume­ cortou, perdeu sua força (Jz 1 3 .7 ; 1 6 .1 7 -2 0 ). Nos tempos do N T ,
rosos são [meus problemas e culpas] que os cabelos da minha cabeça” o comprimento dos cabelos era uma marca de distinção entre os sexos,
(SI 40.12); para demonstrar a idade ou a dignidade — “[...] o cabelo era e Paulo declarou que, em seu contexto cultural, essa distinção deveria
branco como a lã” (Dn 7.9). continuar (IC o 11 .1 4 -1 6 ; ver também “Barba e cortes de cabelo no
Os cabelos eram símbolo de beleza e às vezes de orgulho. Os cabelos mundo bíblico”, em Is 15).
de Absalão (2Sm 14.26; 18.9), dos quais ele tinha excessivo orgulho,
foram também a causa de sua morte. O cabelo não cortado de Sansão
SALMOS 42.8 535

41.12 ySI 37.17; 12 Por causa da minha integridade me susténs^


ZJÓ 36.7
e me pões na tua presença para sempre.2
41.13 «SI 72.18; 13 Louvado seja o S e n h o r , o Deus de Israel,3
bSI 82.52; 106.48
de eternidade a eternidade!
Amém e amém!b

SEGUNDO LIVRO

Salmo 4 2 a
Para o mestre de música. Um poema dos coraítas.

1 Como a corça anseia por águas correntes,


a minha alma anseiacpor ti, ó Deus.
42.2 dSI 63.1; 2A minha alma tem sededde Deus, do Deus vivo.e
eJr 10.10; <SI 43.4
Quando poderei entrarf para apresentar-me a Deus?
42.3 oSl 80.5; 3 Minhas lágrimasO têm sido o meu alimento
"SI 79.10
de dia e de noite,
pois me perguntam o tempo todo:
“Onde está o seu Deus?”h
42.4 i|s 30.29; 4 Quando me lembro dessas coisas,
iS1100.4
choro angustiado.
Pois eu costumava ir com a multidão,
conduzindo a procissão à casa de Deus,'
com cantos de alegria e de ação de graçasi
em meio à multidão que festejava.
42.5 kSI 38.6; 5 Por que você está assim tão triste,k
77.3; 'Lm 3.24;
mSI 44.3 ó minha alma?
Por que está assim tão perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperança em Deus!1
Pois ainda o louvarei;
ele é o meu Salvadorme 6o meu Deus6.
A minha alma está profundamente triste;
por isso de ti me lembro
desde a terra do Jordão,
das alturas do Hermom,
desde o monte Mizar.
42.7 "SI 88.7; 7 Abismo chama abismo
Jn 2.3
ao rugir das tuas cachoeiras;
todas as tuas ondas e vagalhões
se abateram sobre mim.n
42.8 »SI 57.3; 8Conceda-me o S e n h o r o seu fiel amor de dia;0
pJ ó 35.10;
«SI 63.6; 149.5 de noiteP esteja comigo a sua canção.1!
É a minha oração ao Deus que me dá vida.

“ Os salmos 42 e 43 constituem um único poema em muitos manuscritos do Texto Massorético.


6 4 2 .5 ,6 Conforme alguns manuscritos do Texto Massorético, a Septuaginta e a Versão Siríaca. A maioria dos manuscritos
do Texto Massorético diz louvarei por teu auxílio salvador. eÓ meu Deus.

4 2 .3 ,4 As Escrituras hebraicas refletem a necessidade de preservar (“lem­ não existisse. Essas pessoas podiam perguntar: “Onde está o seu Deus?”
brar”, v. 4) as obras de Deus e então proclamar sua fidelidade às gerações (v. 3,10).
futuras. O esquecimento de Deus na mente hebraica correspondia ao 4 2 .6 Alguns pensam que o autor estava postado no monte Mizar
ato pecaminoso de “desaprender”: os rebeldes rejeitavam o que haviam (pequena elevação ou vilarejo, de qualquer modo desconhecidos) ao lado
aprendido e procuravam criar um mundo no qual Deus não agisse ou do monte Hermom, em algum lugar próximo à cabeceira do rio Jordão.
• 1

A CRED B IL ID A D E DA

í[ B y L I A
SALTÉRIO ELOÍSTICO

SALMO 42 0 AT geralmente utiliza A segunda possibilidade é que


duas palavras hebraicas para se re­ :- u r fU a iM ff ariJi ^ 9
ih-lrr.iiiáile Ííxiriííi £Ítu Salmos 42— 83 use Elohim, em vez
ferir a Deus: 6em.9fenfckar.m^m5a'mtte.fe-
itctSltctcuüiurtáo;ubtrfJr .y. de Yahweh, para comunicar que o
J ,fh m feiax mrX CmitecuUmtt
j JúfrwiHUkcüfrtwWTT. fUU' Deus a quem Israel adorava não era
•J* Elohim. Esse termo, traduzido
hrarde, uma divindade local ou um deus
simplesmente pelo nome "Deus", é Lbimdl(Ut&rntfltrárnreu" nacional, mas a única deidade ver­
uma palavra hebraica genérica —
Uc’ttr.: fcdtrniífapbu:>
mjrrútrt npmitrn j<ifíu ltfc< dadeira sobre o céu e a terra: Deus.
,mf<1*0$hatfíâhur.
Deus em português, God em inglês, f ^u.--irart-i&irt>íía. ibitrí N Of f fN Ai Um problema com essa explicação
, ,vtW fuu.«T
Dieu em francês e Gott em alemão. bnyÜuíK
íã.fmrub5ã(\
c3 a í í . « r-tfm c r.

rm ijaufi p^ffnftTpmar* : n r
JJX3 é que, mesmo quando apresentam
❖ Yahweh. Essa palavra á o nome
próprio de Deus, geralmente tradu­
zida em português por "o Senhor".
• fí- fsppFi à c . ptajrl

mr Deus aos gentios como a deidade


universal, os israelitas não evitam
o nome Yahweh. Jonas declara aos
- - L I
Nas traduções mais antigas, às vezes ffirrimlitáf. fim
marinheiros pagãos: "Eu sou hebreu,
aparece como "Jeová". h u u .fi.a i ns ? in rftc a m rtt'.Ç } ; m v v J adorador do Senhor, o Deus dos céus,
’ naa-ruúlectbn fíí. t - u j . nurulaf.
ã ducrr.it morre:
O RV. 6 T IN V IO que fez o mar e a terra" (Jn 1.9; ver
m •lefh lem u f moA f <\íh-ro~?uu fe,n n m r. 5*. ^
0 chamado Saltério eloístico, também SI 89.6; 113.5; Jr 51.19).
que compreende os salmos de 42 a câncer (tiytc. r 1• Uma terceira possibilidade é que o
83, constitui um enigma. Essa cole­ i n - L s , i _ i i r _ s ._ í r p y
Saltério eloístico reflete uma mudan­
* fixaUt.atfStmMm
ção de salmos foi assim designada ça de atitude acerca da pronúncia do
porque neles a palavra mais usada nome divino, Yahweh.
f tf tl.‘Hupúrí’n bt>iwCfe: / í r jj / t e ,
para Deus é "Elohim", em vez de ' bkuff^umjun&n/àjuMf'
UiuLtndi.
"Yahweh" (230 ocorrências daquela, Sabemos que no judaísmo tardio
43 desta). Isso pode ser verificado rP ã ? iÈ J " !iS r '" V m d [a
o nome Yahweh jamais era pro­
até mesmo nas traduções brasileiras b m ir d i r ac noc~~^e-- ft.
f ( r ttv. imlifndi Xtnflh^bí fmfi-mninr ’ nunciado, por medo do pecado da
pela simples comparação da quanti­ ■ axr.<- foliA.-jcbumbmnf. tr ifU
i y .rÇTir -n m q u l lumü a<t CCÍ
f t r errr. §cím limlmulinjr U pi í xãfitrr vt$&. fTCnAl"#. |
blasfêmia.2 Em vez de pronunciar o
dade de vezes em que aparecem as ^ -----Ú & A h \3**K Pm «rw ;Jf3
' AA * •'ywLff°-
■ < > *# • m obeskéfU utUihá. nome próprio de Deus, os israelitas
T Ag Cf(Icf< lírdlK fíumú Ir.u.r.í pLini3TU decurw$'~ ‘
palavras "Deus" e "Senhor" nesses i.. _ ' - f y r r f h r --------------
u .jt ijm aif. i^eü * lfUrurrP^ .
C y ú u i tS cj r tS a r it m t r G> i t r . u f _ . . /» -< •-
diziam Adonai ("meu Senhor”) ou
salmos. No restante de Salmos, po­
Ift,.m.f-dtfluarírnortrur^*muk:f>«**pnn*nümiMr A í l l u n i . t f a frU C tU / u ili hashem ("o Nome"). Quando alguém
rém, "Yahweh" é mais utilizado que « o rn
na sinagoga lia um texto e chegava
"Elohim". Como explicar essa pecu­ «Aumxf. f m rc p o m m z *
ao nome Yahweh, ele simplesmente
liaridade de Salmos 42— 83? o substituía por Adonai. É possível
O Saltério R ebdorf; A lem anha, século
XII d.C. que o Saltério eloístico represente
❖ Uma teoria pouco plausível liga © The Scheyen Collection; cortesia do sr. Martin Scheyen um estágio específico na história
o saltério eloístico à hipótese docu­ da compilação do livro de Salmos.
mentária.1 Essa teoria declara que três documentos maiores, conheci­ 0 salmo 14 é quase idêntico ao salmo 53, exceto pelo fato de que,
dos como J, E e P, são as fontes de Gênesis (uma suposta quarta fonte, nos locais em que o salmo 14 utiliza "Yahweh", o salmo 53 substitui
D, teria contribuído muito pouco para a formação do livro). o termo por "Elohim". Se o salmo 14 for a versão original, é possível
De acordo com essa teoria, J refere-se a Deus como Yahweh em que um editor tardio tenha substituído Yahweh por Elohim no salmo
Gênesis porque seus partidários acreditam que os patriarcas conhe­ 53 (há uma relação semelhante entre os salmos 40 e 70). Assim, a
ciam o nome divino Yahweh. Desse modo, os chamados "textos J" coleção e a edição do Saltério eloístico pode refletir a época em que o
referem-se a Deus como Yahweh. E e P chamam-no Elohim porque povo começou a se sentir desconfortável com a pronúncia do nome
o nome "Yahweh” só foi revelado na época de Moisés, por isso não Yahweh, mas ainda não havia desenvolvido a prática de substituí-lo
usam Yahweh em Gênesis. por Adonai ou hashem.
Há boas razões para se acreditar que essa teoria não tem funda­ No entanto, não sabemos com certeza por que o Saltério eloístico
mento. Além disso, ela não tem ligação com o nome divino da forma prefere Elohim a Yahweh (ver também a tabela "Os nomes de Deus",
em que aparece em Salmos. em Ex 3.

'Ver "Hipótese documentária", em Gn 7. 2Ver "YHWH: o nome de Deus no Antigo Testamento”, em ê x 3.


SALMOS 44.3 837

42.9 « l 38.6 9 Direi a Deus, minha Rocha:


“Por que te esqueceste de mim?
Por que devo sair vagueando e pranteando/
oprimido pelo inimigo?”
10Até os meus ossos sofrem agonia mortal
quando os meus adversários zombam de mim,
perguntando-me o tempo todo:
“Onde está o seu Deus?”
11 Por que você está assim tão triste,
ó minha alma?
Por que está assim tão perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperança em Deus!
Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.s

Salmo 43

43.1 tis m 24.15; 1Faze-me justiça, ó Deus,


SI 26.1; 35.1;
“SI 5.6 e defende a minha causa* contra um povo infiel;
livra-me dos homens traidores e perversos.u
43.2 «SI 44.9; 2 Pois tu, ó Deus, és a minha fortaleza.
■SI 42.9
Por que me rejeitaste?v
Por que devo sair vagueando e pranteando,
oprimido pelo inimigo?w
43.3 "SI 36.9; 3 Envia a tua luzx e a tua verdade;
iSI 42.4; « 184.1
elas me guiarão
e me levarão ao teu santo monte,»
ao lugar onde habitas.2
43.4 "SI 26.6; 4 Então irei ao altar3 de Deus,
‘ SI 33.2
a Deus, a fonte da minha plena alegria.
Com a harpa te louvarei,b
ó Deus, meu Deus!

5 Por que você está assim tão triste,


ó minha alma?
Por que está assim tão perturbada
dentro de mim?
Ponha a sua esperança em Deus!
Pois ainda o louvarei;
ele é o meu Salvador e o meu Deus.0

Salmo 44

Para o mestre de música. Dos coraítas. Um poema.

44.1 «Êx 12.26; 1 Com os nossos próprios ouvidos ouvimos, ó Deus;


SI 78.3
os nossos antepassados nos contaramd
os feitos que realizaste no tempo deles,
nos dias da antiguidade.
44.2 eSI 78.55; 2 Com a tua própria mão expulsastee as nações
tÊx 15.17; osi 80.9
para estabelecer* os nossos antepassados;
arruinaste povos e fizeste prosperar
os nossos antepassados.9
44.3 hDt 8.17; 3 Não foi pela espada*1que conquistaram a terra
Js 24.12;
'SI 77.15; IDt 4.37; nem pela força do seu braço' que alcançaram a vitória;
7.7,8

4 3 .1 O “povo infiel” talvez sejam os arameus de Damasco. É provável


que o autor tenha sido levado em cativeiro por eles durante uma das
incursões desse povo no território de Judá (ver 2Rs 12.17,18).
838 SALMOS 44.4

foi pela tua mão direita, pelo teu braço


e pela luz do teu rosto0, por causa do teu amori para com eles.
4 És tu, meu Reike meu Deus!6 44.4 KSI 74.12
És tu que decretas vitórias para Jacó!
5 Contigo pomos em fuga os nossos adversários; 44.5'S1108.13
pelo teu nome pisoteamos1os que nos atacam.
6 Não confio em meu arco,m 44.6 mSI 33.16
minha espada não me concede a vitória;
7 mas tu nos concedes a vitória11sobre os nossos adversários 44.7 nS1136.24;
e humilhas os que nos odeiam.0 «SI 53.5

8Em Deus nos gloriamosP o tempo todo, 44.8 pSI 34.2;


flSI 30.12
e louvaremos o teu nome para sempre.1*
Pausa
9 Mas agora nos rejeitaster e nos humilhaste; 44.9rSI 74.1;
já não sais com os nossos exércitos® «SI 60.1,10

10 Diante dos nossos adversários 44.10 l v 26.17;


fizeste-nos bater em retirada,* Js 7.8; SI 89.41

e os que nos odeiam nos saquearam.


11 Tu nos entregaste para sermos devorados como ovelhasu 44.11 uRm 8.36;
vDt 4.27; 28.64;
e n o s d isp e rsa ste e n tr e as n a ç õ e s .1' S1106.27
12Vendeste o teu povo por uma ninharia," 44.12 * ls 52.3;
J r 15.13
nada lucrando com a sua venda.
13 Tu nos fizeste motivo de vergonha dos nossos vizinhos,* 44.13 *SI 79.4;
80.6; vDt 28.37
objeto de zombariav e menosprezo dos que nos rodeiam.
14 Fizeste de nós um provérbio entre as nações; 44.14 *S1109.25;
J r 24.9
os povos meneiam a cabeça2 quando nos veem.
15 Sofro humilhação o tempo todo,
e o meu rosto está coberto de vergonha
16por causa da zombaria dos que me censuram e me provocam,3 44.16 »SI 74.10
por causa do inimigo, que busca vingança.
17 Tudo isso aconteceu conosco, 44.17 bSI 78.7,57;
Dn 9.13
sem que nos tivéssemos esquecido15de ti
nem tivéssemos traído a tua aliança.
18 Nosso coração não voltou0 atrás 44.18 cJó 23.11
nem os nossos pés se desviaram da tua vereda.
19 Todavia, tu nos esmagastede fizeste de nós 44.19 dSI 51.8;
eJó 3.5
um covil de chacais, e de densas trevas nos cobriste.e
20 Se tivéssemos esquecido* o nome do nosso Deus 44.20 S I 78.11;
aDt 6.14; SI 81.9
e tivéssemos estendido as nossas mãos a um deus estrangeiro,9
21 Deus não o teria descoberto? 44.21 "S1139.1,2;
Jr 17.10
Pois ele conhece os segredos do coração!*1
22 Contudo, por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; 44.22 'Is 53.7;
Rm 8.36*
somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro.1
23 Desperta,) Senhor! Por que dormes?k 44.23 iSI 7.6;
*SI 78.65; 'SI 77.7
Levanta-te! Não nos rejeites para sempre.1
24 Por que escondes o teu rosto"1 44.24 mJó 13.24;
"SI 42.9
e esqueces o nosso sofrimento e a nossa aflição?"
25 Fomos humilhados até o pó;° 44.25 °S1119.25
nossos corpos se apegam ao chão.
26 Levanta-te!P Socorre-nos! 44.26 pSI 35.2;
«SI 25.22
Resgata-nos^ por causa da tua fidelidade.

0 4 4 .3 Isto é, pela tua bondade.


b 4 4 .4 Conforme a Septuaginta e a Versão Siríaca. O Texto Massorético diz meu Rei, ó Deus!.

4 4 .1 8 Sobre “corações”, ver nota em 4.7.


SALMOS 45.14 8 39

Salmo 45
Para o mestre de música. De acordo com a melodia Os L írios.
Dos coraítas. Poema. Cântico de casamento.

1 Com o coração vibrando de boas palavras


recito os meus versos em honra ao rei;
seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.
2 És dos homens o mais notável;
derramou-se graçarem teus lábios,
visto que Deus te abençoou para sempre.
3 Prende a espadas à cintura, ó poderoso!* 45.3 *Hb 4.12;
Ap 1.16; *ls 9.6
Cobre-te de esplendor e majestade.
4Na tua majestade cavalga vitoriosamente0 45.4 “Ap 6.2

pela verdade, pela misericórdia e pela justiça;


que a tua mão direita realize feitos gloriosos.
5 Tuas flechas afiadas atingem o coração dos inimigos do rei;
debaixo dos teus pés caem nações.
6O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre;v 45.6 «SI 93.2; 98.9
cetro de justiça é o cetro do teu reino.
7 Amas a justiçawe odeias a iniqüidade; 45.7 «SI 33.5;
«ls61.1;vSI 21.6;
por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros Hb 1.8,9*
ungindo-texcom óleo de alegria.»
8Todas as tuas vestes exalam aroma2 de mirra, aloés e cássia; 45.8 C t 1.3
nos palácios adornados de marfim ressoam
os instrumentos de corda que te alegram.
9Filhas de reisa estão entre as mulheres da tua corte; 45.9 “Ct 6.8;
bIRs 2.19
à tua direitabestá a noiva real enfeitada de ouro puro de Ofir.
10 Ouça, ó filha, considere e incline os seus ouvidos:
Esqueça o seu povoc e a casa paterna.
110 rei foi cativado pela sua beleza; 45.11 “SI 95.6;
•Is 54.5
honre-o,dpois ele é o seu senhor®
12 A cidade" de Tiro trará6seus presentes;* 45.12 fSI 22.29;
Is 49.23
seus moradores mais ricos buscarão o seu favor.
13 Cheia de esplendorS está a princesa
em seus aposentos,
com vestes enfeitadas de ouro.
14 Em roupas bordadas é conduzida ao rei,*1 45,14 “ 0 1.4
acompanhada de um cortejo de virgens;
são levadas à tua presença.

4 5 . 1 2 Hebraico: filh a .
4 5 . 1 2 Ou Um m an to fe it o em Tiro está entre.

45.1 Esse cântico foi composto e provavelmente cantado em louvor ao 4 5 .9 O ouro de Ofir era artigo raro (Is 13.12) importado para Israel em
rei, no dia de seu casamento. Esse rei sem dúvida pertencia à dinastia navios que partiam de Eziom-Geber no território de Edom (lR s 9.26-
davídica, e o cântico foi provavelmente usado em mais de um casamen­ 28; 22.48) até um destino cujas conjecturas variam entre índia, África,
to real. Considerando que a noiva era uma princesa estrangeira (cf. v. península Arábica e até mesmo América do Sul (ver “Eziom-Geber”, em
10,12), o casamento refletia a posição do rei como figura de destaque 2C r 8; ver também nota em lR s 9.28). Esse ouro veio a se tornar o
internacional. padráo para a pureza e qualidade do precioso metal.
4 5 .6 E possível que o trono do rei também fosse chamado “trono de 4 5 .1 2 O termo “filha de Tiro” é uma personificação da cidade de Tiro
Deus”, porque o rei é o regente nomeado por Deus, mas também é pos­ e de seus habitantes. Tiro era um importante porto fenício na costa me­
sível que o próprio rei esteja sendo chamado “deus” como um título de diterrânea ao norte de Israel. O rei de Tiro foi o primeiro governante
honra. O faraó do Egito era às vezes chamado “meu deus” pelos seus reis estrangeiro que reconheceu a dinastia davídica (ver 2Sm 5 .1 1 ), e
vassalos na Palestina, como evidenciam as Cartas de A m am a (ver “Os Salomão mantinha estreitos relacionamentos com essa cidade-Estado
tabletes de Amarna e os habirus”, em Jz 2). (ver lR s 5; 9.10-14,26-28). Na condição de grande centro comercial na
Sobre “cetro”, ver nota em Zacarias 10.11. orla do Mediterrâneo, Tiro era mundialmente famosa por suas riquezas
4 5 .8 Escavações em Samaria desenterraram um edifício contendo figuras (ver Is 23; Ez 26.1— 28.19).
em marfim associadas ao rei israelita Acabe (ver “Os marfins de Sama­
ria”, em Am 3).
840 SALMOS 45.1

NOTAS HI S TÓRI CAS E CUL TURAI S

O rei no antigo Oriente Médio


SALMO 45 0 pedido de Israel por um rei modelo — e garantia — de justiça e reti­ Na Antiguidade, a religião permeava
"à semelhança das outras nações" (1Sm 8.5) dão (v. 4,7). Em comparação, o babilônio a ideologia real. Esperava-se dos gover­
é prova de que essa forma de governo era Código de H a m u ra b i proclamava que o nadores que fizessem ofertas aos deuses,
bastante comum no antigo Oriente Médio. papel do rei como autoridade legal estava construíssem e mantivessem os templos e
Encarregando-se de responsabilidades baseado na ordenação divina. Além disso, participassem das festas rituais.2 Contudo,
judiciais, militares e religiosas, além das os versículos de 3 a 5 descrevem o papel do a instituição da monarquia não era idêntica
obrigações políticas, o rei era o sustentáculo rei como comandante em chefe das forças em todas as nações: havia diferença de uma
da administração e da ideologia do Estado. militares, tema demonstrado de forma ex­ nação para a outra na natureza dos deveres
0 salmo 45 é um cântico de casamento real tensa e feroz pelos governadores assírios sagrados do rei. De acordo com o conto egíp­
que aborda alguns aspectos da monarquia. que contavam suas aventuras militares em cio de Sinuhe, o rei Amenemhat I uniu-se ao
Em primeiro lugar, o rei israelita servia como relevas e anais escritos.1 deus-sol quando morreu. Essa noção de dei-
ficação do rei e da natureza divina de seu
ofício á refletida em muitos textos egípcios.
No entanto, embora os m esopotâm ios
ocasionalmente retratassem seu rei como
uma deidade, tendiam a explicá-lo
como um representante divino. 0 rei exer­
cia um papel tão importante na festa anual
do ano-novo que durante o período neo-
babilônio a solenidade não era celebrada
em sua ausência.
0 governo divino e a realeza humana
também estavam entrelaçados em Israel
(v. 6). A aliança davídica (2Sm 7) e alguns
salmos (e.g., SI 2; 89) descrevem a relação
única de pai e filho entre Yahweh e seu
Ungido. Yahweh, porém, impunha limi­
tações e obrigações morais ao soberano,
e, nesse aspecto, o rei israelita era muito
diferente dos outros reis do antigo Oriente
Médio. Profetas como Elias e Natã critica­
ram abertamente o rei quando ele passou
a adotar práticas pecaminosas. Deutero-
nômio 17.16 limita severamente suas in­
tervenções militares, e até mesmo seus
deveres sagrados eram cuidadosamente
definidos (2Cr 26.16-20).

1Ver "Os relevos de Láquis", em 2Rs 18; e "Os anais


de Sargão II", em Is 10. 2Ver "Os cilindros de
G u d e ia ",e m 1 R s3 .

H aw ara, Egito: local d a p irâ m id e d o fa ra ó A m en em h at, d o R eino M édio


Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin
SALMOS 47.4

15 Com alegria e exultação


são conduzidas ao palácio do rei.

16 Os teus filhos ocuparão o trono dos teus pais;


por toda a terra os farás príncipes.
4 5 .1 7 'Ml 1.11; 17 Perpetuarei a tua lembrança por todas as gerações;'
iS1138.4
por isso as nações te louvarão) para todo o sempre.

Salmo 46
Para o mestre de música. Dos coraítas. Para vozes agudas. Um cântico.

46.1 *SI 9.9; 14.6; 1 Deus é o nosso refugioke a nossa fortaleza,


O t 4.7
auxílio sempre presente1na adversidade.
46.2 mSI 23.4; 2 Por isso não temeremos,mainda que a terra trema"
"SI 82.5; «S118.7
e os montes afundem0 no coração do mar,
46.3 pSI 93.3 3 ainda que estrondemP as suas águas turbulentas
e os montes sejam sacudidos pela sua furia.
Pausa
46.4 oSl 48.1,8; 4 Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus,i
Is 60.14
o Santo Lugar onde habita o Altíssimo.
4 6 .5 1s 12.6; 5 Deus nela está!r Não será abalada!
Ez 43.7; sSI 37.40
Deus vem em seu auxflios desde o romper da manhã.
46.6 «SI 2.1; «Nações* se agitam, reinosuse abalam;
“SI 68.32; *M q 1.4
ele ergue a voz, e a terra se derrete.v

46.7 *2 C r 13.12; 7 O Senh or dos Exércitos está conosco;"


«SI 9.9
o Deus de Jacó é a nossa torre segura.*
Pausa
46.8 ySI 66.5; 8 Venham! Vejam as obras do Sen h o r ,v
zls 61.4
seus feitos estarrecedores2 na terra.
46.9 als 2.4; 9 Ele dá fim às guerras0 até os confins da terra;
« 1 76.3; ‘ Ez 39.9
quebra o arcobe despedaça a lança;
destrói os escudos3 com fogo.c
46.10 <«1100.3; 10 “Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus!d
efe2.11
Serei exaltadoe entre as nações,
serei exaltado na terra.”

11 0 Sen h o r dos Exércitos está conosco;


o Deus de Jacó é a nossa torre segura.
Pausa

Salmo 47
Para o mestre de música. Salmo dos coraítas.

47.1 fSI 98.8; 1 Batam palmas,* vocês, todos os povos;


Is 55.12;
«S1106.47 aclamem a Deus com cantos de alegria.9
47.2 »Dt 7.21; 2 Pois o S e n h o r Altíssimo é temível,*1
'Ml 1.14
é o grande Rei' sobre toda a terra!
47.3 IS118.39,47 3 Ele subjugoui as nações ao nosso poder;
os povos, colocou debaixo de nossos pés
4 e escolheu para nós a nossa herança,11
o orgulho de Jacó, a quem amou.
Pausa
46.9 Ou carros.

4 6 .4 Em Jerusalém não há rios. “Rio” aqui é uma metáfora para o con- 4 7 .2 O título “grande rei” foi usado muitas vezes pelos governantes
tínuo derramamento das revigorantes bênçãos de Deus, que tomavam a imperiais da Assíria.
Cidade de Deus semelhante ao jardim do Éden.
4 6 .5 O “romper da manhã” era a hora em que havia mais probabilidades
de ataques contra uma cidade. O socorro divino fazia raiar a aurora do
livramento e dissipava a noite do perigo.
SALMOS 47.5

5 Deus subiu em meio a gritos de alegria; 4 7 .5 'SI 68.33;


98.6
o S e n h o r , em meio ao som de trombetas.1
6 Ofereçam música™ a Deus, cantem louvores! 47.6 ” SI 68.4;
89.18
Ofereçam música ao nosso Rei,
cantem louvores!
7 Pois Deus é o rei de toda a terra;11 47.7 "Zc 14.9;
“Cl 3.16
cantem louvores0 com harmonia e arte.
8Deus reinaP sobre as nações; 47.8 P1Cr 16.31
Deus está assentado em seu santo trono.
9 Os soberanos das nações se juntam 47.9 « 17 2.1 1;
89.18; « 1 97.9
ao povo do Deus de Abraão,
pois os governantes0 da terra pertencem a Deus;1)
ele é soberanamente exaltado/

Salmo 48
Um cântico. Salmo dos coraítas.

1 Grande é o S e n h o r ,s e digno de todo louvor 48.1 « 1 96.4;


« 1 46.4; “ Is 2.2,3;
na cidade do nosso Deus.* Mq 4.1; Zc 8.3
2 Seu santo monte,ubelove majestoso, 48.2 >SI 50.2;
é a alegria de toda a terra. Lm 2.15; « M t 5.35

Como as alturas do Zafom6é o monte Sião,


a cidade do grande Rei.w
3 Nas suas cidadelas 48.3 >SI 46.7
Deus se revela como sua proteção*
4Vejam! Os reis somaram forças, 48.4 í2Sm 10.1-19
e juntos avançaram contra ela.y
5 Quando a viram, ficaram atônitos, 48.5 í x 15.16

fugiram aterrorizados.2
6 Ali mesmo o pavor os dominou;
contorceram-se como a mulher no parto.
7 Foste como o vento oriental3 48.7 a jr 18.17;
Ez 27.26
quando destruiu os navios de Társis.
8Como já temos ouvido, 48.8 « 1 87.5
agora também temos visto
na cidade do S e n h o r dos Exércitos,
na cidade de nosso Deus:
Deus a preserva firme para sempre.*1
Pausa

9 No teu templo, ó Deus, 48.9 "SI 26.3


meditamos em teu amor leal.0
10 Como o teu nome,dó Deus, 48.10 « 2 8 . 5 8 ;
JS 7.9; els 41.10
o teu louvor alcança os confins da terra;e
a tua mão direita está cheia de justiça.
110 monte Sião se alegra, 48.11 <SI 97.8
as cidadesc de Judá exultam
por causa das tuas decisões justas.*

12 Percorram Sião, contornando-a,


contem as suas torres,

‘ 4 7 .9 Hebraico: escudos.
b 48.2 Zafom refere-se ou a um monte sagrado ou à direção norte.
c 48.11 Hebraico: /;/^£ís.

4 8 .7 Os “navios de Társis” eram os grandes navios mercantes doem Jn 2; e “Qual era a localização de Társis?”, em Jn 4; sobre o “vento
Mediterrâneo (ver lRs 10.22; ver também “Navegação no mundo antigo”, oriental” na Palestina, ver nota em Os 13.15).
SALMOS 48.13 843

Zajom, Olimpo, Sinai e Sião: o monte de Deus


SALMO 48 É sabido de todos que os deuses textos posteriores, como o livro de Salmos, paisagem da Grécia. Além disso, diferente­
dos mitos gregos tinham seus palácios no dão relativamente pouca atenção ao Sinai. mente das outras montanhas, ele abrigava
monte Olimpo. Menos conhecida é Zafom, Não parece que tenha sido um local de pere­ uma grande população, por isso não se
a montanha sagrada que era habitação do grinações, embora em pelo menos uma podia aplicar a ele as características da dis­
deus cananeu Baal-Hadade. 0 atual monte ocasião Elias tenha viajado até o Sinai para tância e do mistério tipicamente associadas
Olimpo (2.918 metros de altitude) fica no encontrar-se com Deus (ver 1Rs 19.8, no às montanhas dos deuses. O termo "Sião" é
norte da Grécia, na fronteira da Tessália com qual o Sinai é chamado Horebe). utilizado no AT como uma espécie de códi­
a Macedônia. 0 atual Zafom (1.770 metros Os Salmos e os Profetas dão muito mais go para a vinda do Reino de Deus. Sião era
de altitude) fica no norte da Síria junto ao importância ao monte Sião, o que é sur­ o símbolo do domínio de Deus sobre toda a
rio Orontes. Em ambos os casos, o mistério preendente, porque ele não ficava a distân­ terra, bem como da promessa de um futuro
e a grandeza de uma alta montanha no ex­ cia nem era de aparência impressionante, glorioso, em que os gentios se submeteriam
tremo norte pareciam aos povos antigos como as outras montanhas. Sião faz parte ao Deus de Israel (Is 2.2-4). 0 culto no tem­
locais apropriados para a habitação de da região montanhosa de Jerusalém, sendo, plo era uma antecipação dessa era, em que
seus deuses. mais especificamente, o monte do lemplo. o reino de Davi se estenderá sobre toda a hu­
Os israelitas também tinham suas mon­ A declaração de Salmos 48.2 — "Seu santo manidade para sempre. A própria presença
tanhas sagradas, e a principal delas era o monte, belo e majestoso, é a alegria de toda de Sião numa cidade humana, Jerusalém,
monte Sinai, localizado no extremo sul.1 a terra. Como as alturas do Zafoma é o mon­ era a prova de que havia uma aliança entre
0 monte Sinai não era reconhecido como te Sião" — não pode ser considerada uma Deus e o povo e que, diferentemente dos
habitação de Deus, mas como o local em referência à sua altitude literal. Essa área de deuses das outras nações, Deus habitava de
que ele havia descido para encontrar-se Jerusalém está situada cerca 600 metros aci­ verdade no meio de seu povo.
com Moisés e outorgar a Lei a Israel. ma do nível do mar, e, a despeito da forma
Embora o fato mais marcante da história de em que era visto, o Sião não domina a região
IVer, porém, "Localização do monte Sinal", em
Israel tenha acontecido nesse local, alguns de Judá, como o Olimpo, que sobressai na Êx 19.

'Ver "Deuses hititas da tempestade", em Jó 38.

M onte Olim po
Foto: © Todd Bolen/ BiblePlaces.com
SALMOS 48.13

13 observem bem as suas muralhas, 48.13 9v. 3;


Sl 122.7; hSI 78.6
examinem as suas cidadelas,9
para que vocês falem à próxima geração*1
14 que este Deus é o nosso Deus para todo o sempre; 4 8.1461 23.4
ele será o nosso guia' até o fim0.

Salmo 49
P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . S a lm o d o s c o r a ít a s .

1 Ouçam isto vocês, todos os povos;i 4 9 .1 1SI 78.1;


KSI 33.8
escutem, todos os que vivem neste mundo,k
2 gente do povo, homens importantes,
ricos e pobres igualmente:
3 A minha boca falará com sabedoria;1 49.3 'Sl 37.30;
"'Sl 119.130
a meditação do meu coração trará entendimento."1
4 Inclinarei os meus ouvidos a um provérbio;" 49.4 nSI 78.2;
°Nm 12.8
com a harpa exporei o meu enigma:0
5 Por que deverei temer,p quando vierem dias maus, 49.5 pSI 23.4
quando inimigos traiçoeiros me cercarem,
6 aqueles que confiam em seus bens<i 49.6 'UÓ 31.24
e se gabam de suas muitas riquezas?
7 Homem algum pode redimir seu irmão
ou pagar a Deus o preço de sua vida,
8 pois o resgate de uma vida não tem preço. 49.8 rMt 16.26
Não há pagamento que o livrer
9 para que vivas para sempre 49.9 «Sl 22.29;
89.48
e não sofra decomposição.

10 Pois todos podem ver que os sábios morrem,* 49.10 «Ec 2.16;
uEc 2.18,21
como perecem o tolo e o insensato
e para outrosudeixam os seus bens.
11 Seus túmulos serão sua morada para sempre,6 49.11 vGn 4.17;
Dt 3.14
sua habitação de geração em geração,
ainda que tenham'1dado seu nome" a terras.

12 0 homem, mesmo que muito importante, não vive para sempre1*;


é como os animais, que perecem.

13 Este é o destino dos que confiam em si mesmos,w 49.13 "L c 12.20


e dos seus seguidores, que aprovam o que eles dizem.
Pausa
14 Como ovelhas, estão destinados à sepultura6,x 49.14 xJó 24.19;
Sl 9.17; vDn 7.18;
e a morte lhes servirá de pastor. Ml 4.3; 1Cr 6.2;
Pela manhã os justos triunfarão^ sobre eles! A p2 .26

A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões.


15 Mas Deus redimirá a minha vida da sepultura2 49.15 $ 156.13;
0 s 13.14;
e me levará para si.a aSI 73.24
Pausa

“ 48.14 O u a té à morte.
b 4 9 . 1 1 Conforme a S eptuaginta e a V ersão S iríaca. 0 Texto M assorético diz Em seus pen sam en tos suas casas serão
perpétuas.
c 4 9 . 1 1 O u p o is eles têm.
d 4 9 . 1 2 Conforme o T exto M assorético. A Septuaginta e a V ersão Siríaca dizem n ão tem entendim ento. Veja o versículo 2 0 .
e 4 9 . 1 4 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte; também no final deste
versículo e no versículo 1 5.

4 9 .1 4 ,1 5 Para mais informações sobre o Sheol, ver nota em Jó 17.13- dessa forma (ver nota em Jó 18.13,14), como se lê num documento
16; ver também “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do cananeu: “Não se aproxime do divino M ot, a fim de que ele náo o ponha
inferno”, em Sl 139. na boca como um cordeiro”.
O salmista retrata a morte (ou a sepultura) como um monstro insaciável 4 9 .1 5 Para mais informações sobre o conceito de vida após a morte dos
ue se alimenta de suas vítimas. Essa imagem provavelmente foi tomada salmistas, ver nota em 6.5.
3 e empréstimo da mitologia cananeia, que também retrata o deus Mot
SALMOS 50.16 845

16 N ão se aborreça q uando alguém se enriquece


e aum enta o luxo de sua casa;
49.17 bS117.14; 17 pois n ad a levará consigo quando m orrer;
1Tm 6.7
não descerá com ele o seu esplendor.b
49.18 cDt 29.19; 18 E m bora em vida ele se parabenize:0
Lc 12.19
“T odos o elogiam , pois você está p rosperando”,
49.19 <>Gn 15.15; 19 ele se ju n ta rá aos seus antepassados,d
«Jó 33.30
que n unca m ais verão a luz.e

49.20 *Ec 3.1 9 20 O hom em , m esm o que m uito im portante, não tem entendim ento;
é com o os anim ais, que perecem .f

Salmo 50
Salmo da família de Asafe.

50.19JS 22.22; 1 Fala o Sen h o r , o Deus supremo;9


hS1113.3
convoca toda a terra, do nascente ao poente.h
50.2 SI 48.2; 2 Desde Sião, perfeita em beleza,'
JDt 33.2; SI 80.1
Deus resplandece.)
50.3 « 1 96.13; 3 Nosso Deus vem!kCertamente não ficará calado!
'SI 97.3; Dn 7.10
À sua frente vai um fogo devorador,1
e, ao seu redor, uma violenta tempestade.
50.4 mDt 4.26; 4 Ele convoca os altos céus e a terra,1m
Is 1.2
para o julgamento do seu povo:
50.5 "SI 30.4; 5 “Ajuntem os que me são fiéis,”
°Êx 24.7
que, mediante sacrifício,
fizeram aliança0 comigo”.
50.6 pSI 89.5; 6 E os céus proclamamP a sua justiça,
« 1 75.7
pois o próprio Deus é o juiz.1)
Pausa
50.7 fSI 81.8; 7 “Ouça, meu povo, pois eu falarei;
sÊx 20.2
vou testemunharr contra você, Israel,
eu, que sou Deus, o seu Deus.s
50.8 «SI 40.6; 8 Não o acuso pelos seus sacrifícios,
Os 6.6
nem pelos holocaustos",* que você sempre me oferece.
50.9 “SI 69.31 9 Não tenho necessidade de nenhum novilhoudos seus estábulos
nem dos bodes dos seus currais,
5 0 .1 0 ^1 104.24 10 pois todos os animais da floresta são meus,
com o são as cabeças de gado aos milhares nas colinas.v
11 Conheço todas as aves dos montes
e cuido das criaturas do campo.
50.1 2 "Ê x 19.5 12 Se eu tivesse fome, precisaria dizer a você?
Pois o mundo* é meu, e tudo o que nele existe.
13 Acaso como carne de touros
ou bebo sangue de bodes?
50.14 *Hb 13.15; 14 Ofereça a Deus em sacrifício a sua gratidão,x
vDt 23.21
cumpra os seus votos» para com o Altíssimo,
50.15 ZSI 81.7; 15 e clame2 a mim no dia da angústia;
®SI 22.23
eu o livrarei, e você me honrará.3”

16 Mas ao ímpio Deus diz:

“Que direito você tem de recitar as minhas leis


ou de ficar repetindo a minha aliança?b
1 5 0 .8 Isto é, sacrifícios totalmente queimados; também em 51.16.

50.1-23 Para mais informações sobre Asafe, ver nota em 73.1-83.18. legal era comum no AT, e era um meio pelo qual Deus tornava públicas
50.5 O salmo 5 0 é uma ação judicial movida por Deus contra seus “fiéis, as deficiências de Israel e justificava seu julgamento sobre a nação,
que, mediante sacrifício, fizeram aliança [com ele]”. Esse tipo de processo
SALMOS 50.17

17 Pois você odeia a minha disciplina 60.17 'N e 9.26;


Rm 2.21,22
e dá as costas às minhas palavras!0
18Você vê um ladrão e já se torna seu cúmplice,d 50.18 0Rm 1.32;
1Tm 5.22
e com adúlteros se mistura.
19 Sua boca está cheia de maldade 50.19 eS110.7;
52.2
e a sua língua formula a fraude.e
20 Deliberadamente você fala contra o seu irmão* 50.20 fM t 10.21
e calunia o filho de sua própria mãe.
21 Ficaria eu calado 50.21 «Ec 8.11; IS
42.14; hSI 90.8
diante de tudo o que você tem feito?9
Você pensa que eu sou como você?
Mas agora eu o acusarei*1diretamente,
sem omitir coisa alguma.

22 “Considerem isto, vocês que se esquecem de Deus;' 50.22iJ08.13;


Sl 9.17; ISI 7.2
caso contrário os despedaçarei, sem que ninguém os livreJ
23 Quem me oferece sua gratidão como sacrifício honra-me, 50.23 « 185.13;
'Sl 91.16
e eu mostrarei a salvação de Deusk
ao que anda nos meus caminhos1”.

Salmo 51

Para o mestre de música. Salmo de Davi. Escrito quando o profeta Natã veio
falar com Davi, depois que este cometeu adultério com Bate-Seba.

1Tem misericórdia de mim, ó Deus, 51.1 "A t 3.19;


“Is 43.25; Cl 2.14
por teu amor;
por tua grande compaixão
apagamas minhas transgressões.11
2 Lava-me0 de toda a minha culpa 5 1 .2 “1J01.9;
e purifica-meP do meu pecado. “ Hb 9.14

3 Pois eu mesmo reconheço 51.3 “Is 59.12


as minhas transgressões,
e o meu pecado sempre me persegue.^
4 Contra ti, só contra ti, pequei 51 . 4 'Gn 20.6;
1C E.iil
Oi • çD
Ln ÍlO ,sHmOA*
mo.4
e fiz o que tu reprovas/
de modo que justa é a tua sentença
e tens razão em condenar-me.s
5 Sei que sou pecador* desde que nasci; 51.5 Uó 14.4
sim, desde que me concebeu minha mãe.
6 Sei que desejas a verdade no íntimo; 51.6 “Pv 2.6;
US115.2
e no coração11me ensinas a sabedoria.v

7 Purifica-me com hissopo,™ e ficarei puro; 51.7 *Lv 14.4;


Hb 9.19; *ls 1.18
lava-me, e mais branco do que a neve serei*
8 Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria,v 51.8 vis 35.10
e os ossos que esmagaste exultarão.
9 Esconde o rosto dos meus pecados2 51.9 zjr 16.17
e apaga todas as minhas iniquidades.
10 Cria em mim um coração puro,a ó Deus, 51.10 $178.37;
At 15.9; bEz 18.31
e renova dentro de mim um espírito estável.b

5 1 .1 Trata-se da imagem de um rolo de papiro, no qual Deus havia O hissopo era uma planta aromática da família da menta (Origanum
registrado os atos de Davi (ver “Rolos, selos e códices”, em Ap 5). “Apa­ m aru; ver Jo 19.29). Apresenta uma haste reta e flores brancas. A su­
gar” pecados é uma figura do perdão (Jr 18.23; ver também Is 43.25). perfície pilosa de suas folhas e galhos liberava um líquido agradável que
51.7 Para mais informações sobre pureza ou impureza de acordo com a fazia dela o dispositivo perfeito para aspersões em purificações rituais (ver
perspectiva do A T, ver nota em Lv 14.1-57. Lv 14.4-6,49-52; Nm 19.6,18; Hb 9.19).
SALMOS 52.1 84

11 Não me expulses da tua presença


nem tires de mim o teu Santo Espírito.0
12 Devolve-me a alegria da tua salvaçãod
e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.
51.13 "At 9.21,22; 13 Então ensinarei os teus caminhose aos transgressores,
« 2 2 .2 7
para que os pecadores se voltem para ti.f

51.14 92Sm 12.9; 14Livra-me da culpa dos crimes de sangue,8


«SI 25.5; S I 35.28
ó Deus, Deus da minha salvação!h
E a minha língua aclamará a tua justiça.'
15 Ó Senhor, dá palavras aos meus lábiosJ
e a minha boca anunciará o teu louvor.
51.16 k1 Sm 15.22; 16Não te deleitas em sacrifíciosk
SI 40.6
nem te agradas em holocaustos,
senão eu os traria.
17 Os sacrifícios que agradam a Deus
são um espírito quebrantado;
um coração quebrantado e contrito,1
ó Deus, não desprezarás.
51.18 «S1102.16; 18 Por tua boa vontade faze Siãomprosperar;
Is 51.3
ergue os muros de Jerusalém.
51.19 «SI 4.5; 19Então te agradarás dos sacrifícios sinceros,11
<6166.13; «SI
66.15 das ofertas queim adas e dos holocaustos;0
e novilhosP serão oferecidos sobre o teu altar.

Salmo 52
Para o mestre de música. Poema de Davi, quando o edomita Doeguei
foi a Saul e lhe contou: “Davi foi à casa de Aimeíeque”.

52.1 «1Sm 22.9; 1Por que você se vangloria do mal


■SI 94.4
e de ultrajar a Deus continuamente?'1,1'
ó homem poderoso!

52.1 Ou se a fidelidade de Deus dura para sempre?.

HHmu 'p m mm

,- V
U
NOTAS HI S TÓRI CAS E CUL TURAI S

O hissopo e os rituais de purificação


SALMO 51 0 hissopo bíblico não é o Hyssop por meio de dois pássaros puros, hissopo, um batentes das portas das casas israelitas no
officinalis europeu, mas o Origanum syria- pedaço de pano vermelho e um pedaço Egito, por ocasião da prim eira Páscoa
cum, às vezes referido como "hissopo bíbli­ de madeira de cedro.1 Sob a orientação do ( ê x 12.21,22).2 Também era utilizado nos
co" ou "orágano sírio", espécie de orégano sacerdote, um dos pássaros era sacrificado, e rituais de purificação com a novilha vermelha
ou manjerona que se desenvolve no solo o outro, com o hissopo, o pano e o cedro, (Nm 19.6).3 Por causa de sua associação
rochoso de Israel. Contém folhas peludas de mergulhado no sangue. 0 sangue era as- com os ritos de purificação,4 Davi, em Salmos
cor cinza que absorvem líquidos com muita pergido sobre o indivíduo (aparentemente 51.7, ao suplicar o perdão divino, pede
facilidade, o que talvez explique sua utiliza­ utilizando-se o hissopo), e o pássaro sobre­ para ser purificado com hissopo.
ção em rituais que envolviam purificações. vivente era liberto.
Em Levítico 14, uma pessoa com doença 0 hissopo também foi usado para es­
de pele deveria ser purificada ritualmente fregar o sangue do sacrifício nas vergas e

1Ver "Doenças de pele no mundo antigo”, em Lv 13. JVer "A Páscoa", em 2Cr 30. 3Ver "A novilha vermelha", em Nm 19. 4Ver "Pureza ritual em Israel e no antigo
Oriente Médio", em Lv 10.
SALMOS 52.2

2 Sua língua trama destruição; 52.2 »SI 57.4;


■Sl 50.19
é como navalha afiada,s cheia de engano.*
3 Você prefere o mal ao bem;
a falsidade,uà verdade.
Pausa
4 Você ama toda palavra maldosa, 52.4 »S1120.2,3
ó língua mentirosa!v
5 Saiba que Deus o arruinará para sempre: 5 2 £ » ls 2 2 .1 9 ;
»Pv2.22;>SI27.13
ele o agarrará e o arrancará" da sua tenda;
ele o desarraigará* da terra dos vivos.»
Pausa
6 Os justos verão isso e temerão; 5 2 .6 ZJÓ 22.19;SI
37.34; 40.3
rirão2 dele, dizendo:
7 “Veja só o homem
que rejeitou a Deus como refugio;
confiou em sua grande riqueza3
e buscou refúgio em sua maldade!”

8 Mas eu sou como uma oliveira*5 52.8 bJr 11.16;


■SI13.5
que floresce na casa de Deus;
confio0 no amor de Deus
para todo o sempre.
9 Para sempredte louvarei pelo que fizeste; 52.9 "Sl 30.1 2;
na presença dos teus fiéis proclamarei o teu nome, "Sl 54.6

porque tu és bom.e

Salmo 53
Para o mestre de música. De acordo com mahalath». Poema davídico.

1 Diz o tolo* em seu coração: 53.1 S l 14.1-7;


Rm 3.10; sS110.4
“Deus não existe!”9
Corromperam-se e cometeram injustiças detestáveis;
não há ninguém que faça o bem.

2 Deus olha lá dos céus*1 53.2 «Sl 33.13;


' 2Cr 15.2
para os filhos dos homens,
para ver se há alguém que tenha entendimento,
alguém que busque a Deus.'
3 Todos se desviaram, 53.3 IRm 3.10-12*
igualmente se corromperam;
não há ninguém que faça o bem;
nem um sequer.1

4 Será que os malfeitores não aprendem?


Eles devoram o meu povo
como quem come pão e não clamam a Deus!
5 Olhem! Estão tomados de pavor, 53.5 *Lv 26.17;
'Ez 6.5
quando não existe motivo algum para temer!k
Pois foi Deus quem espalhou os ossos*
dos que atacaram você;
você os humilhou porque Deus os rejeitou.

0 Título: Possivelmente uma melodia solene.

5 2 .8 Embora haja evidência de que o antigo Israel era bem mais flores­ justo (ver 1.3; Is 61.3; Jr 17.8). Essa bênção é muitas vezes contrastada
tado que o atual, a presença de árvores viçosas era sinal de bênção divina com o estado triste do ímpio, retratado como a sequidão não produtiva.
para os antigos nômades que viviam à margem da sociedade agrícola As oliveiras, que vivem centenas de anos, não eram de feto plantadas nos
estabelecida. O A T apresenta a árvore viçosa como símbolo da bênção do pátios do templo.
SALMOS 55.8 849

6 Ah, se de Sião viesse a salvação para Israel!


Quando Deus restaurarfl o seu povo,
Jacó exultará! Israel se regozijará!

S a lm o 5 4

Para o m estre de m úsica. C om instrum entos de cordas. Poem a de Davi, quando os zifeus
foram a Saul e disseram : “A caso Davi não está se escondendo entre nós?”

54.1 mSI 20.1; 1 Salva-me, ó Deus, pelo teu nome;m


"2 C r2 0.6
defende-me pelo teu poder.n
542°SI 5.1; 55.1 2 Ouve a minha oração, ó Deus;0
escuta as minhas palavras.

5 4.3 pSI 86.14; 3 Estrangeiros6me atacam;P


«1 4 0 .1 4 ; S l 36.1
homens cruéis querem matar-me^
homens que não se importam com Deus.r
Pausa
54.4 sS1118.7; 4 Certamente Deus é o meu auxüio;s
<SI 41.12
é o Senhor que me sustém.1
54.5 “Sl 94.23; 5 Recaia o malusobre os meus inimigos!
« 1 89.49; 143.12
Extermina-os por tua fidelidade!v
54.6 «Sl 50.14; 6 Eu te oferecerei um sacrifício voluntário;w
*SI 52.9
lo u v a rei o teu n o m e , ó S e n h o r ,
p o rq u e tu és b o m .x
54 .7 ySI 34.6; 7 Pois ele me livrouv de todas as minhas angústias,
« 1 59.10
e os meus olhos contemplaram a derrota dos meus inimigos.2

S a lm o 5 5

Para o m estre de m úsica. C om instrum entos de cordas. Poem a davídico.

55.1 aSI 27.9; 61.1 1 Escuta a minha oração, ó Deus,


não ignores a minha súplica;3
55.2 bSI 66.19; 2 ouve-me e responde-me!b
<$l 77.3; Is 38.14
Os meus pensamentos me perturbam,
e estou atordoado0
55.3 d2Sm 16.6-8; 3 diante do barulho do inimigo,
Sl 17.9; eSl 71.11
diante da gritariacdos ímpios;
pois eles aumentam o meu sofrimentod
e, irados, mostram seu rancor®
5 5.4 « l 116.3 4 O meu coração está acelerado;
os pavores* da morte me assaltam.
55 .5 9Jó 21.6; 5 Temor e tremor9 me dominam;
Sl 119.120
o medo tomou conta de mim.
6Então eu disse: Quem dera eu tivesse asas como a pomba;
voaria até encontrar repouso!
7 Sim, eu fugiria para bem longe,
e no deserto eu teria o meu abrigo.
Pausa
8Eu me apressaria em achar refúgio
longe do vendaval e da tempestade.11

" 5 3 . 6 Ou trouxer d e volta os cativos d o seu.


b 5 4 . 3 Alguns manuscritos do Texto M assorético dizem Arrogantes.
‘ 5 5 . 3 Ou opressão.

5 4 .5 Para mais informações sobre expressões de atitudes vingativas con­


tra os inimigos, ver nota em 69.22-28; ver também “Maldições e impre-
cações”, em Sl 83; e “As árvores no antigo Israel”, em Ez 31.
850 SALMOS 55.9

9Destrói os ímpios, Senhor,


confunde a língua deles,
pois vejo violência e brigas' na cidade.
10Dia e noite eles rondam por seus muros;
nela permeiam o crime e a maldade.
11A destruição) impera na cidade; 55.11 ÍSI 5.9;
10.7
a opressão e a fraudekjamais deixam suas ruas.
12 Se um inimigo me insultasse,
eu poderia suportar;
se um adversário se levantasse contra mim,
eu poderia defender-me;
13 mas logo você, meu colega, 5 5 .13^Sm 15.12;
SI 41.9
meu companheiro, meu amigo chegado,1
14você, com quem eu partilhava 5 5 .14 "SI 42.4
agradável comunhão
enquanto íamos com a multidão festiva
para a casa de Deus!m
15 Que a morte "SI 64.7;
5 5 .15
«Nm 16.30,33
apanhe os meus inimigos de surpresa!"
Desçam eles vivos para a sepultura",0
pois entre eles o mal acha guarida.
16 Eu, porém, clamo a Deus,
e o S e n h o r m e salvará.
17 À tarde,ppela manhã1) e ao meio-dia 5 5 .17 PS1141.2;
At 3.1; «SI 5.3
choro angustiado,
e ele ouve a minha voz.
18 Ele me guarda ileso na batalha,
sendo muitos os que estão contra mim.
19 Deus, que reina desde a eternidade/ 5 5 .1 9 rDt 33.27;
« 1 78.59
me ouvirás e os castigará.
Pausa
Pois jamais mudam sua conduta
e não têm temor de Deus.
20Aquele homem se voltou contra os seus aliados,' 55.20 « 1 7.4;
«SI 89.34
violando o seu acordo."
21 Macia como manteiga é a sua fala, 55.21 »Pv 5.3;
»SI 28.3; 57.4;
mas a guerra está no seu coração; 59.7
suas palavras são mais suaves que o óleo,v
mas são afiadas como punhais.w
22 Entregue suas preocupações ao S e n h o r , 55.22 >SI 37.5;
Mt 6.25-34;
e ele o susterá;* 1Pe 5.7; V37.24
jamais permitirá que o justo venha a cair.v
23 Mas tu, ó Deus, 55.23 «173.18;
■SI 5.6; »JÓ 15.32;
farás descer à covaz da destruição Pv 10.27; «SI 25.2
aqueles assassinos e traidores,3
os quais não viverão a metade dos seus dias.b
Quanto a mim, porém, confio em ti.c

“ 5 5 .1 5 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.

55.21 Ainda hoje, depois que o leice é batido e a manteiga produzida, até assumir um sabor levemente rançoso (para o paladar ocidental),
esta é fervida, e o coalho é separado de um óleo quase puro. Esse óleo, É usado como guarnição de alimentos, porém é mais utilizado para fritar
então, é derramado numa vasilha feita de pele de cabrito e guardado ovos ou vegetais.
SALMOS 57.2 ssi

Salmo 56
Para o m estre de m úsica. D e acord o com a m elodia U m a Pom ba em Carvalhos D istantes.
Poem a epigráfico davídico. Quando os filisteus prenderam Davi em Gate.

1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, pois os homens me pressionam;0


o tempo todo me atacam e me oprimem.
5 6 .2 'SI 57.3; 2 Os meus inimigos pressionam-me sem parar;e
<SI 35.1
muitos atacam-me arrogantemente.'
56.3 bSI 55.4,5 3 Mas eu, quando estiver com medo,8
confiarei em ti.
56 .4 hS1118.6; 4 Em Deus, cuja palavra eu louvo,
Hb 13.6
em Deus eu confio e não temerei.
Que poderá fazer-me o simples mortal?h
56.5 'SI 41.7 5 O tempo todo
eles distorcem as minhas palavras;'
estão sempre tramando prejudicar-me.
56.6 ISI 59.3; 6 ConspiramJ ficam à espreita,
»SI 71.10
vigiam os meus passos,
na esperança de tirar-me a vida.k
5 6 .7 SI 36.12; 7 Deixarás escapar essa gente tão perversa?"
55.23
Na tua ira, ó Deus, derruba as nações.1
56 .8 mMI 3.16 8 Registra, tu mesmo, o meu lamento;
recolhe as minhas lágrimas em teu odre;
acaso não estão anotadas em teu livro?m
56.9 "SI 9.3; 9Os meus inimigos retrocederão,11
«S1102.2;
»Rm 8.31 quando eu clamar por socorro.0
Com isso saberei que Deus está a meu favor.P
10Confio em Deus, cuja palavra louvo,
no S e n h o r , cuja palavra louvo,
11 em Deus eu confio e não temerei.
Que poderá fazer-me o homem?
5 6 .12 « 1 5 0 .1 4 12 Cumprirei os votosQ que te fiz, ó Deus;
a ti apresentarei minhas ofertas de gratidão.
5 6 .13 « 1 116.8; 13 Pois me livraste da morter
“Jó 33.30
e aos meus pés de tropeçar,
para que eu ande diante de Deus
na luz que ilumina os vivos.s

S a lm o 5 7

Para o m estre de m úsica. D e acord o co m a m elodia N ã o D estru as. Poem a


epigráfico davídico. Q uando D avi fugiu de Saul para a caverna.

5 7 .1 tSI 2.12; 1 Misericórdia, ó Deus; misericórdia,


"S117.8; I s 26.20
pois em ti a minha alma se refugia.'
Eu me refugiarei à sombra das tuas asas,"
até que passe o perigo.v
2 Clamo ao Deus Altíssimo,
a Deus, que para comigo
cumpre o seu propósito.w

“ 5 6 . 7 Ou Rejeita-os p o r causa d e su a m aldade.

5 6 .8 A figura das lágrimas recolhidas num odre parece refletir a práticapor causa do clima árido da região. Essa imagem é poderosa — as lágrimas
israelita de preservar líquidos preciosos numa vasilha de couro impermeável do lamento de Davi eram preciosas para Deus.
8 52 SALMOS 57.3

3 Dos céus ele me envia a salvação,* 57.3 « I 18.9,16;


* 9 56.1; «140.11
põe em fuga os que me perseguem de perto;'1
Pausa
Deus envia o seu amor e a sua fidelidade.2
4Estou em meio a leões,3 5 7 .4 « 1 3 5 .1 7 ;
ávidos para devorar; « 1 5 5 .2 1; Pv 3 0 .14

seus dentes são lanças e flechas,


sua língua é espada afiada.b
5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus!
Sobre toda a terra esteja a tua glória!c
6Preparam armadilhas para os meus pés; 5 7 .6 « 1 1 4 5 .1 4 ;
« 1 3 5 .7; »SI 7 .1 5 ;
fiquei muito abatido.d Pv 28 .10
Abriram uma covae no meu caminho,
mas foram eles que nela caíram.f
Pausa
7 Meu coração está firme, ó Deus,
meu coração está firme;9
cantarei ao som de instrumentos!
8Acorde, minha alma! 5 7 .8 « 1 16 .9;
Acordem, harpa e lira!*1 3 0 .12 ;1 5 0 .3

Vou despertar a alvorada!


9Eu te louvarei, ó Senhor, entre as nações;
cantarei teus louvores entre os povos.
10Pois o teu amor é tão grande que alcança os céus; 5 7 .1 0 S l 36.5;
10 3 .11
a tua fidelidade vai até as nuvens.1
11 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! 5 7 .1 1 lv. 5

Sobre toda a terra esteja a tua glória!)

Salmo 58
Para o m estre de m úsica. D e acord o co m a m elodia N ão D estruas. Davídico. Poem a epigráfico.

1 Será que vocês, poderosos", falam de fato com justiça?k 58.1 « 1 82.2

Será que vocês, homens, julgam retamente?


2 Não! No coração vocês tramam a injustiça, 5 8 .2 'Sl 94.20;
Ml 3 .15
e na terra as suas mãos espalham a violência.1
3 Os ímpios erram o caminho desde o ventre;
desviam-se os mentirosos desde que nascem.
4 Seu veneno é como veneno de serpente;"1 5 8 .4 "S l
140 .3 ; Ec 10 .11
tapam os ouvidos, como a cobra que se faz de surda
5 para não ouvir a música dos encantadores,
que fazem encantamentos com tanta habilidade.
6Quebra os dentes deles, ó Deus;11 58.6 « 1 3 .7 ;
° J Ó 4 .1 0
arranca, S e n h o r , as presas desses leões!0
7 Desapareçam como a água que escorre!? 5 8 .7 pJ s 7.5 ;
Sl 11 2 .1 0 ; « 1 64.3
Quando empunharem o arco,
caiam sem força as suas flechas!^
0 5 8 .1 Ou deuses.
b 5 8 . 7 Ou m urchem com o a erva que é p is a d a !

57.7 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7. recido e contra as investidas dos cidadáos inescrupulosos, geralmente os
57.8 A harpa e a lira (aqui personificadas) eram instrumentos usados ricos e poderosos. A sociedade israelita foi perturbada pela corrupção do
para louvar ao Senhor em seu templo nas celebrações de libertação (ver poder judicial desde os dias de Samuel até o final da monarquia. Mesmo
“Instrumentos musicais antigos”, em Sl 5). A alvorada aqui também é na época de Davi, a situação não estava sob controle.
personificada — ela era deificada pelos cananeus. 58.6-8 O autor usou uma imagem retirada das maldições convencionais
5 8 .1 0 interesse pelo uso correto do poder judicial está presente em todo
do antigo Oriente Médio (ver nota em 10.7; ver também “Maldições e
o A T. O juiz era o agente primário das estruturas administrativas do imprecações”, em Sl 83).
antigo Oriente Médio para a proteção do inocente, do pobre e do desfavo­
SALMOS 59.13 853

8 Sejam como a lesma que se derrete pelo caminho;


como feto abortado/ não vejam eles o sol!

58.9; «11 18 .12 ; 9 Os ímpios serão varridoss antes que as suas panelas
«Pv 10.25
sintam o calor da lenha*,1esteja ela verde ou seca.
58.10 “ SI 64.10; 10 Os justos se alegrarão quando forem vingados,u
91.8; vSI 68.23
quando banharem seus pés no sangue dos ímpios.v
58.11 «SI 9.8; 11 Então os homens comentarão:
18.20
“De fato os justos têm a sua recompensa;
com certeza há um Deus que faz justiça na terra”.w

Salmo 59

Para o m estre de m úsica. D e acordo com a m elodia N ão Destruas. Poem a epigráfico


davídico, quando Saul enviou hom en s para vigiar a casa de Davi a fim de m atá-lo.

59.1 « 1 1 4 3 .9 1 Livra-me dos meus inimigos, ó Deus;x


põe-me fora do alcance dos meus agressores.
59.2 vS1139.19 2 Livra-me dos que praticam o mal
e salva-me dos assassinos.v

59.3 « 1 56.6 3 Vê como ficam à minha espreita!


Homens cruéis conspiram2 contra mim,
s e m q u e e u t e n h a c o m e ti d o q u a lq u e r d e lito o u p e c a d o , ó S e n h o r .
59.4 aSI 35.19,23 4 Mesmo eu não tendo culpa de nada,
eles se preparam às pressas para atacar-me.a
Levanta-te para ajudar-me;
olha para a situação em que me encontro!
5 Ó S e n h o r , Deus dos Exércitos, ó Deus de Israel!
Desperta para castigar todas as nações;
não tenhas misericórdia dos traidores perversos.b
Pausa
6 Eles voltam ao cair da tarde,
rosnando como cãesc
e rondando a cidade.
59.7 « I 57.4; 7 Vê que ameaças saem de sua boca;
«110.11 seus lábios são como espadasd
e dizem: “Quem nos ouvirá?”e
59.8 fSI 37.13; 8 Mas t u , S e n h o r , vais rir deles;f
Pv 1.26; flSI 2.4
caçoarás de todas aquelas nações.9

>9.9 hSI 9.9; 62.2 9 Ó tu, minha força, por ti vou aguardar;
tu, ó Deus, és o meu alto refúgio.11
10 O meu Deus fiel virá ao meu encontro
e permitirá que eu triunfe sobre os meus inimigos.
59.11 'SI 84.9; 11 Mas não os mates, ó Senhor, nosso escudo,'
JDt 4.9; « 11 0 6 .2 7
se não, o meu povo o esquecerá.)
Em teu poder faze-os vaguear,
e abate-os.k
5 9 .1 2 'S110.7; 12 Pelos pecados de sua boca,1
"P v 12.13;
"Sf3.11 pelas palavras de seus lábios,m
sejam apanhados em seu orgulho.n
Pelas maldições e mentiras que pronunciam,
59.13 °S1104.35; 13 c o n s o m e - o s e m t u a ira ,
pSI 83.18
c o n s o m e - o s a té q u e n ã o m a is e x i s t a m .0
5 8 . 9 Hebraico: dos espinhos.

5 8 .9 Pequenos galhos de espinheiros eram usados como combustível bíblica tradicional emprestada da literatura do antigo Oriente Médio
para obter um calor rápido (ver 118.12; Ec 7.6). que simboliza a vitória sobre o inimigo (ver 68.21-23; Is 63.2,3; Ez
5 8 .1 0 A cena em que uma pessoa se exibe alegremente com o sangue 2 8 .2 3 ; Ap 14.19,20).
do inimigo, embora seja incompreensível para nós, é uma imagem
8 54 SALMOS 59.14

Então se saberá até os confins da terra


que Deus governa Jacó.P
Pausa
14Eles voltam ao cair da tarde,
rosnando como cães
e rondando a cidade.
15 À procura de comida perambulam^ 59.15 AJÓ 15.23
e, se não ficam satisfeitos, uivam.
16 Mas eu cantarei louvores à tua força;r 59.16>SI21.13;
« 18 8.1 3;
de manhãs louvarei a tua fidelidade,1 *S1101.1; USI 46.1
pois tu és o meu alto refúgio,
abrigo seguro nos tempos difíceis.u

17 Ó minha força, canto louvores a ti;


tu és, ó Deus, o meu alto refugio, o Deus que me ama.

Salmo 60

Para o m estre de m úsica. D e acord o com a m elodia O Lírio da A liança. D idático. Poem a epigráfico davídico.
Quando Davi com bateu A rã N aaraim» e A rã Zobá, e quando Joabe voltou e feriu doze m il edom itas no vale do Sal.

1Tu nos rejeitasteve dispersaste, ó Deus; 60.1 »2Sm 5.20;


Sl 44.9; "S l 79.5;
tu derramaste a tua ira;w *SI 80.3
restaura-nos agora!x
2 Sacudiste a terra» e abriste-lhe fendas; 60.2 «11 8.7 ;
"2C r7.14
repara suas brechas,2
pois ameaça desmoronar-se.
3 Fizeste passar o teu povo por tempos difíceis;3 >171.20;
‘ Is 51.17; J r 25.16
deste-nos um vinho estonteante.b

4 Mas aos que te temem deste um sinal


para que fugissem das flechas.
Pausa
5 Salva-nos com a tua mão direita0 e responde-nos, 60.5 "Sl 17.7;
para que sejam libertos aqueles a quem amas.d 108.6; « 1 1 2 7 .2

6 Do seu santuário6 Deus falou:


“No meu triunfo dividirei Siquém6
e repartirei o vale de Sucote.
7 Gileadef é minha, Manassés também; 60.7 *Js 13.31;
iD t 33.17;
Efraim é o meu capacete, "Gn 49.10
Judáfl é o meu cetro.h
8 Moabe é a pia em que me lavo,
em Edom atiro a minha sandália;
sobre a Filístia dou meu brado de vitória!'”

9 Quem me levará à cidade fortificada?


Quem me guiará a Edom?
10Não foste tu, ó Deus, que nos rejeitaste 6 0.1 0U s7 .12 ;
Sl 44.9; 108.11
e deixaste de sair com os nossos exércitos?!

Título: Isto é, os arameus do nordeste da Mesopotâmia.


60.6 Ou Na sua santidade.

6 0 .6 Siquém e Sucote são lugares que representam o território a oeste e 6 0 .8 Moabe, Edom e a Filístia eram inimigos perpétuos de Israel nas
a leste do Jordão, conquistado pelo Senhor e por Israel (ver “Sucote/TelI fronteiras leste, sul, e oeste, respectivamente. A metáfora “Moabe é a pia
Deir Alia”, em Gn 33; e “Siquém”, em Js 24). em que me lavo” reduz essa nação a uma vasilha doméstica, na qual o
6 0 .7 Metade da tribo de Manassés estava estabelecida em Gileade, ime­ Senhor lava os pés (Gn 18.4). A metáfora talvez seja usada pelo fato de
diatamente ao norte de Efraim (ver Js 13.29-31; 17.5-11). Essa referên­ Moabe ficar ao longo da praia leste do mar M orto. Atirar a sandália
cia demonstra, mais uma vez, que o reino do Senhor incluía territórios a de uma pessoa talvez se refira ao ato simbólico convencional pelo qual se
leste e a oeste do Jordão. Efraim e Judá eram as duas tribos principais reivindicava posse de uma terra (ver Rt 4.7).
de Israel, aquela representando as tribos de Raquel (Efraim), no norte,
e esta, as tribos de Lia (Judá), no sul. Juntas, representavam todo o Israel
(Is 11.13; Z c 9.13).
SALMOS 62.7

60.11 *S1146.3 11 Dá-nos ajuda contra os adversários,


pois inútil é o socorro do homem.k
6 0 .1 2 'Nm 24.18; 12 Com Deus conquistaremos a vitória,
SI 44.5
e ele pisoteará os nossos adversários.1

Salmo 61

Para o m estre de música. C om instrum entos de cordas. Davídico.

61.1 mSI 64.1; 1 Ouve o meu clamor, ó Deus;m


"SI 86.6
atenta para a minha oração."

61.2 «SI 77.3; 2 Desde os confins da terra eu clamo a ti


pSI 18.2
com o coração abatido;0
põe-me a salvo na rochaP mais alta do que eu.
61.3 oSl 62.7; 3 Pois tu tens sido o meu refúgio,11
rPv 18.10
uma torre forte contra o inimigo/
6 1 .4 sSI 23.6; 4 Para sempre anseio habitar8 na tua tenda
«SI 91.4
e refugiar-me no abrigo das tuas asas.*
Pausa
61.5 uSI 56.12; 5 Pois ouviste os meus votos,uó Deus;
*SI 86.11
deste-me a herança que concedes aos que temem o teu nome.v
6 Prolonga os dias do rei,
por muitas gerações os seus anos de vida.w
61.7 “SI 41.12; 7 Para sempre esteja ele em seu trono, diante de Deus;x
vSI 40.11
envia o teu amor e a tua fidelidade para protegê-lo.v

61.8 « 16 5.1 ; 8 Então sempre cantarei louvores ao teu nome,2


71.22
cumprindo os meus votos cada dia.

Salmo 62

Para o m estre de m úsica. A o estilo de Jedutum . Salm o davídico.

1A minha alma descansa3 somente em Deus;


dele vem a minha salvação.
62.2 bSI 89.26 2 Somente ele é a rochabque me salva;
ele é a minha torre segura! Jamais serei abalado!
3 Até quando todos vocês atacarão um homem
que está como um muro inclinado,0
como uma cerca prestes a cair?
62.4 dSI 28.3 4 Todo o propósito deles é derrubá-lo de sua posição elevada;
eles se deliciam com mentiras.
Com a boca abençoam,
mas no íntimo amaldiçoam.d
Pausa
5 Descanse somente em Deus,
ó minha alma;
dele vem a minha esperança.
6 Somente ele é a rocha que me salva;
ele é a minha torre alta! Não serei abalado!
62.7 «SI 46.1; 7 A minha salvação e a minha honra
85.9; Jr 3.23
de Deus dependem;
ele é a minha rocha firme, o meu refúgio.e

6 1 .2 A expressão “confins da terra” aqui talvez se refira à beira do mundo antigo Oriente Médio) ou talvez seja a oração do povo, expressada por
além (i.e., a sepultura). Sobre “coração”, ver nota em 4.7. um sacerdote ou levita.
6 1 .6 ,7 Oração pela vida longa do rei: o próprio rei pode ter orado (tran­
sições semelhantes para a terceira pessoa são conhecidas na literatura do
856 SALMOS 62.8

8 Confie nele em todos os momentos, ó povo; 62.811 Sm 1.15;


Sl 42.4; Lm 2.19
derrame diante dele o coração,*
pois ele é o nosso refugio.
P ausa
9 Os homens de origem humilde 62.9 «Sl 39.5,11;
"Is 40.15
não passam de um sopro,8
os de origem importante não passam de mentira;
pesados na balança,*1
juntos não chegam ao peso de um sopro.
10 Não confiem na extorsão 62.10'Is 61.8;
Uó 31.25;
nem ponham a esperança em bens roubados;' 1Tm 6.6-10
se as suas riquezas aumentam,
não ponham nelas o coração.)

11 Uma vez Deus falou,


duas vezes eu ouvi,
que o poder pertence a Deus.
12 Contigo também, Senhor, está a fidelidade. 62.12 KJÓ 34.11;
M t 16.27
É certo que retribuirás a cada um
conforme o seu procedimento.k

Salmo 63
Salmo de Davi, quando ele estava no deserto de Judá.

1Ó Deus, tu és o meu Deus, 63.1 'Sl 42.2; 84.2


eu te busco intensamente;
a minha alma tem sede de ti!1
Todo o meu ser anseia por ti,
numa terra seca, exausta e sem água.

2 Quero contemplar-te no santuário"1 63.2 mSI 27.4


e avistar o teu poder e a tua glória.
3 0 teu amor é melhor do que a vida!" 63.3 "Sl 69.16
Por isso os meus lábios te exaltarão.
4 Enquanto eu viver te bendirei,0 63.4 »S1104.33;
»SI 28.2
e em teu nome levantarei as minhas mãos.P
5 A minha alma ficará satisfeita 63.5 iSI 36.8
como quando tem rico banquete;'!
com lábios jubilosos a minha boca te louvará.
6 Quando me deito, lembro-me de ti; 63.6 'Sl 42.8
penso em ti durante as vigílias da noite.r
7 Porque és a minha ajuda,s 63.7 sSI 27.9
canto de alegria à sombra das tuas asas.
8 A minha alma apega-se a ti; 63.8 «118.35
a tua mão direita me sustém.*
9 Aqueles, porém, que querem matar-me 63.9 "SI 40.14;
•Sl 55.15
serão destruídos;11
descerão às profundezas da terra.v
10 Serão entregues à espada
e devorados por chacais.

11 Mas o rei se alegrará em Deus; 63.11 »Dt 6.13; Sl


21.1; Is 45.23
todos os que juram pelo nome de Deus o louvarão,”
mas a boca dos mentirosos será tapada.

6 2 .1 0 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7. 6 3 .1 0 Dava-se muita importância ao um funeral adequado. Por isso,
6 3 .9 A “terra” aqui é a sepultura ou o mundo além. deixar um corpo insepulto era um destino terrível, que trazia vergonha
e desgraça.
SALMOS 65.6 857

Salmo 64
Para o mestre de música. Salmo davídico.

64.1 «SI 55.2; 1 Ouve-me, ó Deus, quando faço a minha queixa;1*


iS1140.1
protege a minha vida do inimigo ameaçador.y
6 4 £ ZSI 56.6; 59.2 2 Defende-me da conspiração dos ímpios2
e da ruidosa multidão de malfeitores.

64.3 «SI 58.7 3 Eles afiam a língua como espada


e apontam, como flechas, palavras envenenadas.3
64.4 «S111.2; 4 De onde estão emboscados atiram no homem íntegro;b
«SI 55.19
atiram de surpresa, sem nenhum temor.0

64.5 «S110.11 5 Animam-se uns aos outros com planos malignos,


combinam como ocultar as suas armadilhas,
e dizem: “Quem as“ verá?”d
6 Tramam a injustiça e dizem:
“Fizemos6 um plano perfeito!”
A mente e o coração de cada um deles o escondem!0
7 Mas Deus atirará neles suas flechas;
repentinamente serão atingidos.
64.8 "SI 9.3; 8 Pelas próprias palavrase
Pv 18.7; S I 22.7
farão cair uns aos outros;
menearão a cabeça e zombarão delesf
todos os que os virem.

64.9 U r 51.10 9 Todos os homens temerão


e proclamarão as obras de Deus,
refletindo no que ele fez.fl
64.10 "SI 25.20; 10Alegrem-se os justos no S e n h o r
'SI 32.11
e nele busquem refugio;11
congratulem-se todos os retos de coração!'

Salmo 65
Para o mestre de música. Salmo davídico. Um cântico.

65.1 JS1116.18 10 louvor te aguarda1*em Sião, ó Deus;


os votos que te fizemos serão cumpridos j
65.2 *ls 66.23 2 Ó tu que ouves a oração,
a ti virão todos os homens.k
65.3 SI 38.4; 3 Quando os nossos pecados pesavam sobre nós,1
■"Hb 9.14
tu mesmo fizeste propiciação
por nossas transgressões.""
65.4 "SI 4 3; 4 Como são felizes aqueles que escolhes"
33.12; «SI 36.8
e trazes a ti para que vivam nos teus átrios!
Transbordamos de bênçãos da tua casa,0
do teu santo templo!
65.5 PSI 85.4; 5 Tu nos respondes
«S1107.23
com temíveis feitos de justiça,
ó Deus, nosso Salvador,p
esperança de todos os confins da terra
e dos mais distantes mares.Q
65.6'SI 93.1 6 Tu que firmaste os montes pela tua força,
pelo teu grande poder.r

“ 64.5 Ou nos.
b 64.6 Ou Eles ocultam.
‘ 64.6 Ou Ninguém nos descobrirá!.
d 65.1 Ou O louvor é apropriado a ti.
SALMOS 65.7

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS


MW
Oração ugarítica por uma cidade sob cerco
SALMO 65 A guerra era comum no an­ truções sobre as datas apropriadas para tais poética. Alguns estudiosos da Biblia enten­
tigo Oriente Médio e quase sempre atingia orações e também a respeito dos animais a dem que uma passagem que contenha^rosa
os lares. Assim, não é surpreendente que os serem sacrificados nessas ocasiões. e poesia deve ser atribuída a pelo menos dois
textos religiosos do mundo antigo inclu­ Uma porção poética contém a oração a autores, mas isso leva à conclusão errônea de
íssem orações pedindo a vitória sobre os ser recitada. Nela, pede-se que Baal proteja que os escritores antigos jamais produziam
inimigos.1 Textos como o salmo 65 refletem os muros da cidade. É dada considerável textos complexos, enquanto temos clara
essa tendência: Davi clama por vitória para si atenção às promessas feitas pelo povo, de evidência do contrário nos textos ugaríticos.4
mesmo ou para Jerusalém. oferecer sacrifícios a Baal se elé defendesse • f 0 conteúdo da oração ugarítica que cla­
Um texto ugarítico permite uma boa a cidade nos tempos de guerra. Alguns es­ ma por socorro a um deus é um paralelo da
compreensão de como os seguidores de tudiosos acreditam que a oração inclui a pro­ oração de Davi por Sião no salmo 65 .0 texto
Baal pediam a ajuda ao seu deus em tem­ messa de fazer um sacrifício humano a Baal,3 ugarítico é mais antigo que Salmos, indican­
pos de guerra. Esse texto é conhecido como porém o texto não está claro a esse respeito do que não há razão para supor que os sal­
RS 24.266 ("RS" é o nome padrão para "Ras e mais provavelmente se refere a um sacrifí­ mos e as orações devam ser considerados
Shamra", local em que os tabletes ugaríticos cio animal. composições tardias (muitos rejeitam a ideia
foram encontrados).2 da autoria davídica de Salmos e argumen­
O valor do te xto de oração ugarítica
tam que essas sofisticadas orações e liturgias
A natureza do te xto de oração ugarítica Esse texto é importante para os leitores da
somente poderiam ter sido produzidas em
Esse texto contém duas partes: Bíblia por algumas razões:
data bem posterior). Se orações como essas
já existiam antes da época de Davi, não há
•}• Uma porção em prosa què descreve a for­ •I* Ilustra o fato de que os textos antigos
razão para pensar que não poderiam ter exis­
ma de conduzir os rituais para buscar a ajuda podiam ser bem complexos, podendo conter
tido nos tempos desse rei.
de Baal. Entre outras estipulações, há ins­ instrução ritual em forma de prosa e liturgia
•i* 0 texto ugarítico lembra-nos de que os
inimigos enfrentados pelo salmista não eram
simples metáforas de batalhas espirituais-,-
mas sim adversários de carne e osso que pro­
curavam matar os israelitas e destruir suas
cidades. A oração ugarítica trata claramente
de uma guerra real.
•!♦ A comparação do conteúdo teológico da
oração ugarítica com os salmos bíblicos é
esclarecedora. No texto ugarítico, Baal, em al­
guma medida, é subornado com promessas
de fartos sacrifícios. Esse tipo de aproximação
é rejeitado na Bíblia (e.g., 51.16-19). Em vez
disso, os salmistas apelam para a justiça de
Deus e para a fidelidade à aliança, como em
65.4,5. Nenhuma pessoa pode comprar os
favores do Deus da Bíblia!

1Ver também "Canções dos guerreiros", em 2Sm


22. 2Ver "Ugarite/Ras Shamra", em SI 29. 3Ver
"Sacrifício humano no antigo Oriente Médio", em Lv
20. 4Ver também "0 Boletim e o relatório poético
da batalha de Cades", em Jz 5.

F undas e p e d ra s d e fu n d a s d e Láquis
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Museu Britânico
SALMOS 66.9 859

6 5.7 >Mt 8.26; 7 Tu que acalmas o bramido dos mares,s


•Is 17.12,13
o bramido de suas ondas,
e o tumulto das nações.1
8 Tremem os habitantes das terras distantes
diante das tuas maravilhas;
do nascente ao poente despertas canções de alegria.

65.9 USI 68.9,10; 9 Cuidas da terra e a regas;u


»SI 46.4; 104.14
fartamente a enriqueces.
Os riachos de Deus transbordam
para que nunca falte o trigo,v
pois assim ordenaste.“
10 Encharcas os seus sulcos
e aplainas os seus torrões;
tu a amoleces com chuvas
e abençoas as suas colheitas.
11 Coroas o ano com a tua bondade,
e por onde passas emana fartura;
65.12 «Jó 28.26 12fartura vertem as pastagens do deserto,"
e as colinas se vestem de alegria.
65.13 «Sl 144.13; 13 Os campos se revestem de rebanhos,*
« 1 72.16; "Sl 98.8;
Is 55.12 e os vales se cobrem de trigo?
eles exultam e cantam de alegria!2

Salmo 66

P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . U m c â n t ic o . U m s a lm o .

66.1 aS1100.1 1Aclamem a Deus, povos de toda terra!3


66.2 »SI 79.9 2 Cantem louvores ao seu glorioso nome;b
louvem-no gloriosamente!
6 6 .3 'Sl 65.5; 3 Digam a Deus:
"S I1 8.44
“Quão temíveis são os teus feitos!c
Tão grande é o teu poder que os teus inimigos
rastejam11diante de ti!
66.4 «Sl 22.27; 4 Toda a terra te adorae
<SI 67.3
e canta louvores* a ti,
canta louvores ao teu nome”.
Pausa
66.5 «Sl 106.22 5 Venham e vejam o que Deus tem feito;
como são impressionantes as suas obrass em favor dos homens!
66.6 "Êx 14.22 6 Ele transformou o mar em terra seca,h
e o povo atravessou as águas6 a pé;
e ali nos alegramos nele.c
66.7 'Sl 145.13; 7 Ele governa para sempre' com o seu poder,
6111.4; *S1140.8
seus olhos vigiam) as nações;
que os rebeldesk
não se levantem contra ele!
Pausa
66.8 'Sl 98.4 8 Bendigam1o nosso Deus, ó povos,
façam ressoar o som do seu louvor;
66.9 ™S1121.3 9 foi ele quem preservou a nossa vida
impedindo que os nossos pés escorregassem."1

‘ 6 5 .9 Ou pois é assim que preparas a terra.


b 6 6 . 6 O u o rio.
c 6 6 . 6 O u venham , alegrem o-nos nele.

6 5 .7 Quando Deus acalmava a turbulência das nações — que muitas


vezes ameaçavam Israel — sua ação era semelhante à de quando ele acal­
mou a turbulência das águas primevas do caos (ver nota em 32.6).
860 SALMOS 66.10

10 Pois tu, ó Deus, nos submeteste à prova 66.10 nS117.3;


Is 48.10; Zc 13.9;
e nos refinaste como a prata.n 1Pe 1.6,7
11 Fizeste-nos cair numa armadilha 66.11 "Lm 1.13
e sobre nossas costas puseste fardos.0
12 Deixaste que os inimigos cavalgassem sobre a nossa cabeça;P 66.12 "Is 51.23;
"Is 43.2
passamos pelo fogo e pela água,
mas a um lugar de farturas nos trouxeste.
13 Para o teu templo virei com holocaustos* 66.13 €c 5.4

e cumprirei os meus votosr para contigo,


14votos que os meus lábios fizeram e a minha boca falou
quando eu estava em dificuldade.
15 Oferecerei a ti animais gordos em holocausto; 66.15 sNm 6.14;
Sl 51.19
sacrificarei carneiros, cuja fumaça subirá a ti,
e também novilhos e cabritos.s
Pausa
16Venham e ouçam,* 6 6.1 66 13 4 .1 1 ;
“Sl 71.15,24
todos vocês que temem a Deus;
vou contar-lhesuo que ele fez por mim.
17 A ele clamei com os lábios;
com a língua o exaltei.
18 Se eu acalentasse o pecado no coração, 66.18 >JÓ 36.21;
Is 1.15; Tg 4.3
o Senhor não me ouviria;v
19 mas Deus me ouviu, 6 6 .1 9 ” S1116.1,2
deu atenção™ à oração que lhe dirigi.
20 Louvado seja Deus, 66.20 >SI 22.24;
que não rejeitou* a minha oração
nem afastou de mim o seu amor!

6 6 .1 2 Algumas versões antigas dizem de repouso.


6 6 .1 3 Isto é, sacrifícios totalmente queimados; também no versículo 15.

Selah
SALMO 66 A palavra hebraica selah aparece selah poderia ser uma instrução para levantar A presença de orientações musicais em
74 vezes no AT, geralmente no final de uma o volume da voz ou dos instrumentos durante Salmos lembra aos leitores modernos de que
estrofe de um salmo ou no final do salmo. um interlúdio. essas composições não tinham a intenção
Três dessas ocorrências aparecem no cântico- •S* Alguns acham que se trata de um indica­ de ser apenas lidas, mas de fazer parte da
-oração de Habacuque 3. Se por um lado os tivo de pausa ou do momento da respiração vibrante experiência litúrgica de Israel.1
estudiosos concordam em que selah é um durante a música, talvez refletindo a com­
termo musical, por outro há pouca unanimi­ preensão do interlúdio instrumental.
dade sobre seu real significado. • f Outros sugerem que selah indique uma
afirmação do que acabou de ser cantado —
❖ Alguns acreditam que selah seja derivado algo parecido com o amen do judaísmo tardio
de salal, que significa "levantar". Se for assim, e do cristianismo.

1V er ta m b é m "In strum en tos m usicais a n tig os", em Sl 5.


SALMOS 68.8 861

Salmo 67
P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . C o m i n s t r u m e n t o s d e c o r d a s . U m s a lm o . U m c â n t ic o .

67.1 »Nm 6.24-26; 1 Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe,
SI 4.6
e faça resplandecer o seu rosto sobre nós",''
Pausa
67.2 % 52.10; 2 para que sejam conhecidos na terra os teus caminhos, ó Deus,
aT t 2.11
a tua salvação2 entre todas as nações.3

3 Louvem-te os povos, ó Deus;


louvem-te todos os povos.
67.4 »SI 96.10-13 4 Exultem e cantem de alegria as nações,
pois governas os povos com justiçabe guias as nações na terra.
Pausa
5 Louvem-te os povos, ó Deus;
louvem-te todos os povos.

6 7 .6 'L v 26.4; 6 Que a terra dê a sua colheita,0


SI 85.12; Ez 34.27
e Deus, o nosso Deus, nos abençoe!
7 Que Deus nos abençoe,
e o temam todos os confins da terra.d

Salmo 68
P a r a o m e s t r e d e m ú s ic a . D a v í d ic o . U m s a lm o . U m c â n t ic o .

>8.1 »Nm 10.35; 1 Que Deus se levante! Sejam espalhados os seus inimigos,
Is 33.3
fujam dele os seus adversários3
68.2 f0 s 13.3; 2 Que tu os dissipes
üs 9.18; Mq 1.4
assim como o vento leva a fumaça;*
como a cera se derretes na presença do fogo,
assim pereçam os ímpios na presença de Deus.
3 Alegrem-se, porém, os justos!
Exultem11diante de Deus!
Regozijem-se com grande alegria!

4 Cantem a Deus, louvem o seu nome,1


IDt 3 3 .2 6 ;‘ Êx 6.3;
SI 83.18 exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens;^
seu nome é Se n h o r !1*
Exultem diante dele!
B8.5 S 110.14; 5 Pai para os órfãos1e defensor das viúvas"1
"D t 10.18;
"Dt 26.15
é Deus em sua santa habitação.11
>8.6 °S I113.9; 6 Deus dá um lar aos solitários,0 liberta os presosP para a prosperidade,
PAt 12.6;
iS1107.34
mas os rebeldes vivem em terra árida.0

8 .7 í x 13.21; 7 Quando saíster à frente do teu povo, ó Deus,


JZ4.14
quando marchaste pelo ermo,
Pausa
68.8 sJz 5.4; 8 a terra tremeu,
tÊX 19.16,18
o céu derramou chuvas
diante de Deus, o Deus do Sinai;*
diante de Deus, o Deus de Israel.
« 6 7 . 1 I s t o é, m o s t r e - n o s a s u a b o n d a d e .
b 6 8 . 4 O u preparem o cam inho p a r a aqu ele que cavalga pelos desertos.

6 6 .1 1 ,1 2 “Armadilha”, “fardos” e “cavalgassem sobre” são três metáforas 6 8 .5 ,6 Nos tempos antigos, os homens adultos representavam sua fa­
para os sofrimentos do povo de Deus: cativos presos numa armadilha, mília e proporcionavam o acesso aos recursos providos pela sociedade.
prisioneiros de guerra reduzidos à escravidão e tropas derrotadas que ain­ Viúvas e órfãos solitários encontravam-se em extrema desvantagem, sem
da são trilhadas por carros de guerra. garantia alguma de seus direitos ou do suprimento de suas necessidades
6 8 .4 A literatura cananeia retrata Baal (o deus cananeu do clima) básicas, e dependiam das próprias habilidades para sair de sua existência
cavalgando sobre as nuvens. A ideia aqui é demonstrar que é o Senhor miserável ou de atos de caridade (ver “O cuidado com as viúvas e os
(Yahweh, não Baal) exaltado quem realmente faz da nuvem de tempes­ órfãos na Bíblia e no antigo Oriente Médio”, em D t 24).
tade seu carro de guerra (cf. v. 33; 18.9; 104.3; Is 19.1; M t 26.64; ver
também “O texto ugarítico do mito de Baal”, em SI 104).
862 SALMOS 68.9

9 Deste chuvas generosas,uó Deus;


refrescaste a tua herança exausta.
10 0 teu povo nela se instalou,
e da tua bondade, ó Deus, supristevos pobres.
110 Senhor anunciou a palavra,
e muitos mensageiros a proclamavam:
12 “Reis e exércitos fogemwem debandada; 68.12 w js 10.16
a dona de casa reparte os despojos.3
13 Mesmo quando vocês dormem entre as fogueiras do acampamento4,1'
as asas da minha pomba estão recobertas de prata;
as suas penas, de ouro reluzente”.
14 Quando o Todo-poderoso espalhou* os reis, 68.14 vJs 10.10
foi como neve no monte Zalmom.

15 Os montes de Basã são majestosos;


escarpados são os montes de Basã.
16Por que, ó montes escarpados, estão com inveja do monte que Deus
escolheu2para sua habitação,
onde o próprio Se nh o r habitará para sempre?
17Os carros de Deus são incontáveis, são milhares de milhares;0 68.17 «Dt 33.2;
Dn 7.10
neles o Senhor veio do Sinai
para o seu Lugar Santo.
18 Quando subiste em triunfo às alturas, 68.18 fJz 5.12;
<© 4.8*
ó Se nh o r Deus,
levaste cativosbmuitos prisioneiros;
recebeste homens como dádivas,c
até mesmo rebeldes, para estabeleceres morada.0
19 Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador,11 68.19 «Sl 65.5;
«Sl 55.22
que cada dia suporta as nossas cargas.e
Pausa
20 O nosso Deus é um Deus que salva;
ele é o Soberano, ele é o Sen h or que nos livra da morte.*

21 Certamente Deus esmagará a cabeças dos seus inimigos, 6 8 .2 1 9S1110.5;


Hc 3.13
o crânio cabeludo dos que persistem em seus pecados.
22 “Eu os trarei de Basã”, diz o Senhor, 68.22 hNm 21.33

“eu os trarei das profundezas do mar,h


23 para que você encharque os pés no sangue dos inimigos,' 68.23 S l 58.10;
11Rs 21.19
sangue do qual a língua dos cãesi terá a sua porção.”

24 Já se vê a tua marcha triunfal, ó Deus,


a marcha do meu Deus e Rei adentrando o santuário.k
25 À frente estão os cantores, depois os músicos; 68.25 iJz 11.34;
1 Cr 13.8
com eles vão as jovens tocando tamborins.1
26 Bendigam a Deus na grande congregação! 68.26 "S l 26.12;
Is 48.1
Bendigam o Sen h o r , descendentesrfde Israel!m
27 Ali está a pequena tribo11de Benjamim, a conduzi-los,
os príncipes de Judá acompanhados de suas tropas,
e os príncipes de Zebulom e Naftali.
0 6 8 .1 2 O u a s belas m ulheres d o p a lá cio são repartidas com o despojo.
b 6 8 .1 3 O u os alforjes.
c 6 8 .1 8 O u dádivas dentre os hom ens, a té dos que se rebelaram contra a tua h abitação.
d 6 8 .2 6 H ebraico:fon te.

6 8 .1 4 Zalmom era uma montanha peno de Siquém (ver Jz 9.46-48), forma simbólica — o “mais alto” dos montes (ver “Zafom, Olimpo,
mas outros a identificam aqui como Jebel Druze, montanha vulcânica Sinai e Sião: o monte de Deus”, em Sl 48).
escura a leste de Basã. 6 8 .1 7 A grande hoste celestial de Deus é aqui comparada a uma vasta
6 8 .1 6 As montanhas ao redor de Basã (v. 15), entre elas o altíssimo força de carros de guerra. No período do Império Romano, Jesus se refe­
monte Hermom, sentem ciúmes porque Deus escolheu o monte Sião riu às hostes de Deus como “legiões” (Mt 26.53).
como sede de seu governo, fazendo dele — não literalmente, mas de 6 8 .2 2 Sobre Basã, ver nota em 22.12. A expressão “profundezas do mar”
refere-se ao mar Mediterrâneo.
SALMOS 69.6 863

28 A favor de vocês, manifeste Deus o seu poder!“


Mostra, ó Deus, o poder que já tens operado
para conosco.
9 °SI 72.10 29 Por causa do teu templo em Jerusalém,
reis te trarão presentes.0
68.30 PSI 22.12; 30 Repreende a fera entre os juncos,
« 1 8 9 .1 0
a manada de tourosP entre os bezerros das nações.
Humilhados, tragam barras de prata.
Espalha as nações^ que têm prazer na guerra.
6 8 .3 1 1s 19.19; 31 Ricos tecidos6 venham do Egito;r
45.14
a Etiópia corra para Deus de mãos cheias.
32 Cantem a Deus, reinos da terra,
louvem o Senhor,
Pausa
68.33 «11 8.1 0; 33 aquele que cavalgas os céus, os antigos céus.
« 1 29.4
Escutem! Ele troveja com voz poderosa.1
34 Proclamem o poderude Deus!
Sua majestade está sobre Israel,
seu poder está nas altas nuvens.
« .3 5 <SI 29.11; 35 Tu és temível no teu santuário, ó Deus;
“ SI 66.20
é o Deus de Israel
que dá poder e força ao seu povo.v
Bendito seja Deus!w

S a lm o 6 9

Para o m estre de m úsica. D e acord o com a m elodia Lírios. Davídico.

69.1 »Jo 2.5 1 Salva-me, ó Deus!,


pois as águas subiram até o meu pescoço*
69.2 »SI 40.2 2 Nas profundezas lamacentas eu me afundo;V
não tenho onde firmar os pés.
Entrei em águas profundas;
as correntezas me arrastam.
69.3 « 1 6.6; 3 Cansei-me de pedir socorro;2
■SI119.82;
Is 38.14 minha garganta se abrasa.
Meus olhos fraquejam3
de tanto esperar pelo meu Deus.
69.4 íJo 15.25*; 4 Os que sem razão me odeiamb
cSI 35.19; 38.19
são mais do que os fios de cabelo
da minha cabeça;
muitos são os que me prejudicam sem motivo;0
muitos, os que procuram destruir-me.
Sou forçado a devolver o que não roubei.

69.5 dSI 38.5; 5 Tu bem sabes como fui insensato,dó Deus;


■SI 44.21
a minha culpa não te é encoberta.e
6 Não se decepcionem por minha causa
aqueles que esperam em ti,
ó Senhor, S e n h o r dos Exércitos!
6 8 .2 8Conforme alguns manuscritos do Texto M assorético. Muitos manuscritos do Texto M assorético e algumas versões
antigas dizem M anifesta, ó Deus, o teu poder!
6 8 .3 1Ou em baixadores.

6 8 .2 9 Nos tempos antigos, os reis derrotados levavam tributos aos seus hostis por causa das experiências passadas com aquela potência mundial
conquistadores (ver 2Sm 8.2,6,10; 2Rs 3.4). e porque, na ocasião em que o salmo foi composto, era o único império
6 8 .3 0 A frase “a manada de touros entre os bezerros” é uma alusão aos poderoso nos horizontes imediatos de Israel.
príncipes poderosos que apoiavam o faraó e aos príncipes menores de 6 9 .2 0 Sobre “coração”, ver nota em 4.7.
outras nações. O Egito é destacado como representante das nações
864 SALMOS 69.7

Não se frustrem por minha causa


os que te buscam, ó Deus de Israel!
7 Pois por amor a ti suporto zombaria,* 69.7 U r1 5.15;
e a vergonha cobre-me o rosto.9 aSI 44.15

8 Sou um estrangeiro para os meus irmãos, 69.8 “SI 31.11;


Is 53.3
um estranho até para os filhos da minha mãe;h
9 pois o zelo pela tua casa me consome,' 69.9 'Jo 2.17*;
ISI 89.50,51;
e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mimj Rm 15.3*
10Até quando choro e jejuo,k 69.10 kSI 35.13
tenho que suportar zombaria;
11 quando ponho vestes de lamento,1
sou objeto de chacota.
12 Os que se ajuntam na praça falam de mim,
e sou a canção dos bêbados."1

13Mas eu, Sen h o r , no tempo oportuno,11 69.13 "Is 49.8;


2Co 6.2; «SI 51.1
elevo a ti minha oração;
responde-me, por teu grande amor,0 ó Deus,
com a tua salvação infalível!
14 Tira-me do atoleiro, 69.14 pv. 2;
S1144.7
não me deixes afundar;
liberta-me dos que me odeiam
e das águas profundas.P
15Não permitas que as correntezas1) me arrastem 69.15 «1124.4,5;
•Nm 16.33
nem que as profundezas me engulam/
nem que a cova feche sobre mim a sua boca!
16 Responde-me, Sen h o r , pela bondade do teu amor;s
por tua grande misericórdia, volta-te para mim.
17 Não escondas do teu servo a tua face;1 69.17 « 1 27.9;
"SI 66.14
responde-me depressa, pois estou em perigo.u
18 Aproxima-te e resgata-me; 69.18 «SI 49.15
livra-mevpor causa dos meus inimigos.
19 Tu bem sabes como sofro zombaria,w 69.19 «SI 22.6

humilhação e vergonha;
conheces todos os meus adversários.
20 A zombaria partiu-me o coração; 69.20 «Jó 16.2;
vis 63.5
estou em desespero!
Supliquei por socorro, nada recebi;
por consoladores,* e a ninguém encontrei.*
21 Puseram fel na minha comida 69.21 « 2 7 . 3 4 ;
Mc 15.23;
e para matar-me a sede deram-me vinagre.2 Jo 19.28-30

22 Que a mesa deles se lhes transforme em laço;


torne-se retribuição e“ armadilha.
23 Que se lhe escureçam os olhos 69.23 *ls 6.9,10;
Rm 11.9,10*
para que não consigam ver;
faze-lhes tremer o corpo sem parar.a

6 9 . 2 2 O u Que a té as suas ofertas d e com un hão se tom em em a rm ad ilh a; o u a in d a Que a té os seus aliad os se tom em um a
a rm adilha

6 9 .2 2 -2 8 Alguns salmos, especialmente 2, 37, 69, 79, 109, 139 e 143, e o mal. 2) Muitos, senão todos, os salmos imprecatórios contêm (como
contêm expressões de uma aparente atitude vingativa contra os inimigos. todas as imprecações bíblicas) sentimentos teológicos e morais aos quais
Para alguns, essas expressões constituem uma das “dificuldades morais” nós também devemos nos ater (e.g., 139). Portanto, não podemos sim­
do A T. Deve-se observar, porém, que: 1) as imprecações não estão con­ plesmente dispensar esses salmos, sob a alegação de que eles pertencem à
finadas ao A T; portanto, se foram um problema moral, esse problema “moralidade do Antigo Testamento”. 3) A ética do A T é rigorosamente
pertence à Bíblia como um todo (cf. Lc 11.37-52; G1 1.8ss; Ap 6.10; oposta às reações hostis e vingativas contra os oponentes (e.g., Lv 19.14-
18.20; 19.1-6). O que encontramos aqui náo é uma baixa moralidade 18). 4) Todos os salmos imprecatórios, exceto o 137, são orações.
repreensível, mas um aspecto da visão bíblica do conflito entre o bem Pressupõem um oponente, mas são dirigidos a Deus, e não há sugestão
SALMOS 70.5 86 5

24 Despeja sobre eles a tua ira;b


que o teu furor ardente os alcance.
69.25 cM t 23.38; 25 Fique deserto o lugar deles;0
•At 1.20*
não haja ninguém que habite nas suas tendas.d
69.26 «Is 53.4; 26 Pois perseguem aqueles que tu feres
Z c1 .15
e comentam a dor daqueles a quem castigas®
69.27 iNe 4.5; 27 Acrescenta-lhes pecado sobre pecado;*
üSI109.14;
Is 26.10 não os deixes alcançar a tua justiça.9
69.28 “Êx 32.32, 28 Sejam eles tirados do livro da vidah
33; Lc 10.20;
Fp 4.3; 'Ez 13.9 e não sejam incluídos no rol dos justos.'
69.29 S l 59.1; 29 Grande é a minha aflição e a minha dor!
70.5
Proteja-me, ó Deus, a tua salvação!!

69.30 «Sl 28.7; 30 Louvarei o nome de Deus com cânticosk


'Sl 34.3 e proclamarei sua grandeza1
com ações de graças;
69.31 "S I 50.9-13 31 isso agradará o Sen h o r mais do que bois,
mais do que touros com seus chifres e cascos.m
12 "Sl 34.2; 32 Os necessitados o verão e se alegrarão;"
•Sl 22.26
a vocês que buscam a Deus, vida ao seu coração!0
69.33 PS112.5; 33 O Sen h o r ouve o pobreP
e não despreza o seu povo aprisionado.
69.34 <SI 96.11; 34 Louvem-no os céus e a terra,
148.1; IS44.23;
49.13; 55.12 os mares e tudo o que neles se move,<i
6 9 .3 5 '0 b 1.17; « I 35 pois Deus salvará Siãor
51.18; Is 44.26
e reconstruirá as cidades de Judá.s
Então o povo ah viverá e tomará posse da terra;
69.36 « 1 37.29; 36 a descendência dos seus servos a herdará,
102.28
e nela habitarão* os que amam o seu nome.

Salmo 70
Para o mestre de música. Davídico. Uma petição.

1 Livra-me, ó Deus!
Apressa-te, S e n h o r , a ajudar-me!u
70.2 *SI 35.4; 2 Sejam humilhados e frustrados
"S l 35.26
os que procuram tirar-me a vida;v
retrocedam desprezados™
os que desejam a minha ruína.
3 Retrocedam em desgraça
os que zombam de mim.
4 Mas regozijem-se e alegrem-se em ti
todos os que te buscam;
digam sempre os que amam a tua salvação:
“Como Deus é grande!”
70.5 «Sl 40.17; 5 Quanto a mim, sou pobre e necessitado;*
ISI141.1
apressa-te,v ó Deus.
Tu és o meu socorro e o meu libertador;
S e n h o r , não te demores!

em nenhum deles de que o salmista tenha proferido alguma dessas pala­ além de pedir a Deus que faça o que ele mesmo já havia declarado que
vras aos seus adversários ou mesmo tentado tomar a vingança em suas faria em tais situações (e.g., 5.10; 54.5; 79.6,7). 7) Existe algo chamado
mãos. 5) Os salmos imprecatórios estão impregnados pelo desejo de de­ “indignação justa” — atitude moral no mínimo preferível à indiferença
fender o nome de Deus. Repetidas vezes, o salmista expressa seu desejo diante do mal e do sofrimento humano (ver também “Maldições e
não de alívio, mas de que o Senhor seja visto em sua bondade e santida­ imprecações”, em Sl 83).
de (e.g., 58.11; 83.16-18). 6) Muitas das imprecações não fazem nada
8 66 SALMOS 71.1

Salm o 71
1 Em ti, S e n h o r , busquei refugio; 71.1 "Sl 25.2,3;
31.1
nunca permitas que eu seja humilhado.2
2 Resgata-me e livra-me por tua justiça;
inclina o teu ouvido3 para mim e salva-me.
3 Peço-te que sejas a minha rocha de refúgio, 71.3 «Sl 18.2;
31.2,3; 44.4
para onde eu sempre possa ir;
dá ordem para que me libertem,
pois és a minha rocha e a minha fortaleza.b
4 Livra-me, ó meu Deus, das mãos dos ímpios,0
das garras dos perversos e cruéis.

5 Pois tu és a minha esperança, ó Soberano S e n h o r , 71.5 «Jó 4.6;


J r 17.7
em ti está a minha confiançad desde a juventude.
6 Desde o ventre maternoe dependo de ti; 71.6 «Sl 22.10;
S l 22.9; Is 46.3;
tu me sustentaste0 iS I 9.1; 34.1; 52.9;
desde as entranhas de minha mãe.f 119.164; 145.2

Eu sempre te louvarei!9
7 Tornei-me um exemplo*1para muitos, 71.7 «Is 8.18;
1 Co 4.9;
porque tu és o meu refúgio seguro.' '2Sm 22.3; Sl 61.3
8 Do teu louvor transborda a minha bocaj 71.81SI51.15;
63.5; KSI 35.28;
que o tempo todo proclama o teu esplendor.11 96.6; 104.1

9 Não me rejeites1na minha velhice;"1 71.9iS I51.11;


” V. 18; Sl 92.14;
não me abandones quando se vão as minhas forças. Is 46.4
10 Pois os meus inimigos me caluniam; 71.10 "Sl 10.8;
59.3; Pv 1.18;
os que estão à espreita juntam-sene °SI 31.13; 56.6;
planejam matar-me.0 Mt 12.14

11 “Deus o abandonou”, dizem eles; 71.11 pSI 7.2


“persigam-no e prendam-no,
pois ninguém o livrará.P”
12 Não fiques longe1* de mim, ó Deus; 71.12 «Sl 35.22;
38.21; "Sl 38.22;
ó meu Deus, apressa-te em ajudar-me.r 70.1
13 Pereçam humilhados os meus acusadores;
sejam cobertos de zombaria e vergonhas
os que querem prejudicar-me.
14 Mas eu sempre terei esperança*
e te louvarei cada vez mais.
15 A minha boca falará" sem cessar da tua justiça 71.15 “Sl 35.28;
40.5
e dos teus incontáveis atos de salvação.
16 Falarei dos teus feitos poderosos/ ó Soberano S e n h o r ;
proclamarei a tua justiça, unicamente a tua justiça.
17 Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado,w 7 1.1 7« D t4.5 ;
«Sl 26.7
e até hoje eu anuncio as tuas maravilhas*
18 Agora que estou velho, de cabelos brancos? 71.18W . 9;
"Sl 22.30,31; 78.4
não me abandones, ó Deus,
para que eu possa falar da tua força
aos nossos filhos, e do teu poder às fúturas gerações.2

19 Tua justiça chega até as alturas,3 ó Deus, 71.19 «Sl 36.5;


57.10; »S1126.2;
tu, que tens feito coisas grandiosas.b Lc 1.49; =SI 35.10
Quem se compara a ti, ó Deus?0
20 Tu, que me fizeste passar muitas e duras tribulações,1* 71.20 "Sl 60.3;
«Os 6.2
restauraráse a minha vida,
e das profundezas da terra
de novo me farás subir.

a 7 1 .6 Ou separaste.
SALMOS 72.13 867

71.21 <S118.35; 21 Tu me farás mais honradof


sSI 23.4; 86.17; Is
12.1; 49.13 e mais uma vez me consolarás.í Vozes antigas
71.22 “SI 33.2; 22 E eu te louvarei com a lirah Assim como o grão e a prata, o óleo, o
'SI 92.3; 144.9;
I2RS 19.22 por tua fidelidade, ó meu Deus; gado de Shakan e o sal de Bariku são
cantarei louvores a ti com a harpa,' bons, da mesma forma [Assurbanipal]*
seja favorecido pelos deuses de sua terra!
ó Santo de IsraelJ
Que a eloqüência e o entendimento, a
71.23 *S1103.4 23 Os meus lábios gritarão de alegria
verdade e a justiça lhe sejam concedidos
quando eu cantar louvores a ti,
como presentes!
pois tu me redimiste.k
Que a [população]** de Assur compre
71 .2 4 'SI 35.28; 24 Também a minha língua sempre1falará
" V . 13
trinta coros de grãos por um sido de
dos teus atos de justiça, prata! Que a [população] de Assur compre
pois os que queriam prejudicar-mem três seás de óleo por um sido de prata!
foram humilhados e ficaram frustrados. Que a [população] de Assur compre trinta
minas de lã por um sido de prata!
Salmo 72
•Ortografia alternativa do nome.
De Salom ão. * * As palavras entre colchetes foram acrescentadas pelo
tradutor no local em que o texto contém lacunas.
1 Reveste da tua justiça o rei, ó Deus,
— H in o d s coroação m A ss u r b an ip a l
e da tua retidão o filho do rei,
72,2 "Is 9.7; 2 para que ele julgue com retidão11 Ver "A coroação de Assurbanipal", em SI 72.

11.4,5; 32.1
e com justiça os teus que sofrem opressão
3 Que os montes tragam prosperidade ao povo
e as colinas o fruto da justiça.
72.4 »ls11.4 4 Defenda ele os oprimidos no meio do povo
e liberte os filhos dos pobres;0
esmague ele o opressor!

5 Que ele perdure0 como o sol


e como a lua por todas as gerações.
72.6 oDt 32.2; 6 Seja ele como chuvaP sobre uma lavoura ceifada,
Os 6.3
como aguaceiros que regam a terra.
72.7 (SI 92.12; 7 Floresçam os justos nos dias do rei,°
IS 2.4
e haja grande prosperidade enquanto durar a lua.

7 2 .8 'Êx 23.31; 8 Governe ele de mar a mar


•ZC9.10
e desde o rio Eufratesr até os confins da terra6.8
9 Inclinem-se diante dele as tribos do desertoc,
e os seus inimigos lambam o pó.
72.10'G n 10.7; 10 Que os reis de Társis e das regiões litorâneas
u2Cr 9.24
lhe tragam tributo;
os reis de Sabá1e de Sebá
lhe ofereçam presentes.u
11 Inclinem-se diante dele todos os reis,
e sirvam-no todas as nações.

12 Pois ele liberta os pobres que pedem socorro,


os oprimidos que não têm quem os ajude.
13 Ele se compadece dos fracos e dos pobres
e os salva da morte.

0 7 2 .5 Conforme a Septuaginta. O Texto Massorético diz Que tu sejas temido.


b 7 2 .8 Ou do país.
c 7 2 .9 Ou criaturas do deserto; ou ainda adversários.

7 1 .2 2 Sobre “harpa” e “lira”, ver nota em 57.8. em Jn 4). Sobre Sebá, ver nota em lR s 10.1. Sebá, em outros lugares,
7 2 .1 0 Társis era um distante porto mediterrâneo, possivelmente Tartes- está associado a Cuxe (Gn 10.7; Is 43.3) e provavelmente se refere à
sus, a oeste da atual Espanha (ver “Qual era a localização de Társis?”, região ao sul do Egito, no moderno Sudão.
SALMOS 72.14

14 Ele os resgatavda opressão e da violência, 72.14 «Sl 69.18;


” 1Sm 26.21 ;SI
pois aos seus olhos a vida0 deles é preciosa.™ 116.15

15 Tenha o rei vida longa!


Receba ele o ouro de Sabá*
Que se ore por ele continuamente,
e todo o dia se invoquem bênçãos sobre ele.
16 Haja fartura de trigo por toda a terra, 72.16yS1104.16
ondulando no alto dos montes.
Floresçam os seus frutos como os do Líbano*
e cresçam as cidades como as plantas no campo.
17 Permaneça para sempre o seu nome2 72.17 ZÊX 3.15;
«Sl 89.36;
e dure a sua fama enquanto o sol brilhar.3 “ Gn 12.3; Lc 1.48

Sejam abençoadas todas as nações


por meio dele, e que elas o chamem bendito.1’

18 Bendito seja o S e n h o r Deus, o Deus de Israel,0 7 2.1 8'1C r 29.10;


Sl 41.13; 106.48;
o único que realiza feitos maravilhosos.d dJÓ 5.9
19 Bendito seja 72.19
«Nm 14.21; Ne 9.5;
o seu glorioso nome para sempre; <SI 41.13
encha-se toda a terra da sua glória.e
Amém e amém.f

20 Encerram-se aqui as orações de Davi, filho de Jessé.


7 2 .1 4 Hebraico: sangue.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

A coroação de Assurbanipal
SALMO 72 Quem escreveu o salmo 72: Davi Que Assurbanipal tenha uma vida e um Ao mesmo tempo, o salmo 72 é peculiar
ou Salomão? Esse salmo é peculiar pelo fato reinado longo. pela concepção de que o rei israelita go­
de conter tanto o sobrescrito "de Salomão" + Que lhe sejam concedidos grande elo­ vernaria com justiça e compaixão (v. 2-7) e
(que pode significar "para Salomão", "sobre qüência e entendimento. também pelo fato de o texto bíblico desejar
Salomão" ou "escrito por Salomão") quanto • f Que os limites de seu reino sejam expan­ que o nome de Deus seja glorificado por
o colofão: "Encerram-se aqui as orações de didos. meio do governo do rei (v. 5). Na verdade,
Davi, filho de Jessé". 0 colofão sugere que Que o povo de Assur (mapa 1) seja tão o salmo 72 não tem em vista a expansão do
o sobrescrito significa "para Salomão" e próspero que o preço do grão e do óleo seja domínio político e militar de Israel, mas o
que o autor do cântico seja Davi. De modo inexpressivo. cumprimento das promessas messiânicas.
geral, o salmo parece ser um louvor escrito *S* Que os deuses enviem chuvas abundan­ Por trás desse salmo, estão as promessas
por Davi para a coroação de seu filho e su­ tes sobre a terra. de que os gentios serão abençoados em
cessor, Salomão.1 Abraão (Gn 12.3) e de que o governo divino
Também foram encontrados hinos e 0 salmo 72 contém paralelos surpreen­ seria estabelecido por meio do filho de Davi
orações compostos para a coroação de reis dentes com a liturgia de coroação de Assur­ (2Sm 7). Em sua forma, portanto, o salmo 72
de outras nações entre os textos do antigo banipal. 0 salmista ora para que o domínio é semelhante ao da coroação de Assurbani­
Oriente Médio. Um texto, por exemplo, con­ do rei israelita seja estendido (v. 8-11) e pal, porém a mensagem e a esperança do AT
tém uma oração ou uma liturgia para a co­ pela prosperidade da terra (v. 15,16). Além investem o texto bíblico com seus propósitos e
roação de Assurbanipal, rei assírio (ca. 668- disso, o versículo 1 pede a Deus que ele perspectivas peculiares.
627 a.C.). A liturgia invoca uma variedade de conceda sabedoria ao rei, como no texto
bênçãos dos deuses assírios, entre elas: de Assurbanipal.

1Ver "Salmos sobrescritos", em Sl 3.


SALMOS 73.7
>

TERCEIRO LIVRO
Salmo 73
Salmo da família de Asafe.

1 Certamente Deus é bom para Israel,


para os puros de coração.9

2 Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram;


por pouco não escorreguei.
73.3 hSI 37.1; 3 Pois tive invejahdos arrogantes
Pv 23.17; Uó 21.7;
J r 12.1 quando vi a prosperidade desses ímpios.'

4 Eles não passam por sofrimento*


e têm o corpo saudável e forte.
73.5 UÓ 21.9 5 Estão livresi dos fardos de todos; não são atingidos por doenças
como os outros homens.
73.6 *Gn 41.42; 6 Por isso o orgulho lhes serve de colar,k
'S1109.18
e eles se vestem de violência.1
7 Do seu íntimo&mbrota a maldadec;
da sua mente transbordam maquinações.
a 7 3 .4 Ou sofrimento até morrer; ou ainda sofrimento; até morrer o corpo deles é.
b 7 3 .7 Hebraico: gordura.
c 7 3 .7 Conforme a Versão Siríaca. O Texto Massorético diz Seus olhos saltam-lhes da gordura.

7 3 .1 — 8 3.1 8 Asafe, levita da família dos gersonitas, foi escolhido para podem se constituir uma coleção asáfica, iniciada pelo líder musical e
o serviço do louvor durante o tempo de Davi e Salomão (lC r 16.5; desenvolvida através dos anos por seus cantores. Os salmos em si cobrem
2C r 5.12). Ele dirigia os cantores, ressoava os címbalos diante da arca um longo período de tempo, e alguns deles, como o salmo 74, podem ser
e, aparentemente, estabeleceu uma escola de música (Ne 7.44). Doze mais bem compreendidos se atribuídos ao contexto exílico. Os salmos de
salmos são creditados a Asafe (SI 50; 73— 83), o que não significa ne­ Asafe são de natureza profundamente contemplativa.
cessariamente que ele seja o autor de todos eles, mas que esses salmos

Poetas e cantores israelitas antigos


SALMO 73 Em todo o mundo antigo, a músi­ levfticas no templo, tinham a responsabili­ • f Números 16 descreve a tentativa de Corá
ca e os hinos desempenhavam um papel im­ dade da criação e execução de salmos.1 de usurpar a posição sacerdotal de Arão e a
portante nos cultos, e muitos templos tinham •I* Asafe, regente do coral na época de Davi conseqüente morte do rebelde. Apesar dis­
seus grupos musicais, que compunham e can­ so, os “coraítas" serviram como porteiros do
(ICr 6.39), é mencionado com Davi em 2Crô-
tavam hinos aos deuses. (Exemplos dessas santuário (ICr 9.19) e se destacaram como
nicas 29.30 como compositor de salmos e
liturgias são atestados desde épocas tão an­ músicos do templo. Os salmos 42,44 a 49,84,
"vidente". São creditados a ele os salmos de
tigas quanto o período sumério.) A situação 85,87 e 88 são todos atribuídos aos coraítas.
73 a 83 e também o salmo 50.
não era diferente no antigo Israel.
Diferentemente de Davi, que era um ❖ Hemã e Etã, o ezraítas, estão ligados à Evidentemente esses salmistas, além de
músico renomado, ainda que amador, Asafe, composição dos salmos 88 e 89. De acordo compositores e vocalistas talentosos, eram
Hemã, Etâ e os coraítas eram cantores profis­ com IReis 4.31, eles eram admirados por sua também reconhecidos e respeitados como
sionais, e, como parte de suas obrigações sabedoria. profetas e sábios.2
1Ver "Os levitas e os sacerdotes”, em 2Cr 24. 2Ver "A sabedoria no antigo Oriente Médio", em Pv 1.
870 SALMOS 73.8

8 Eles zombam e falam com más intenções; 73.8 "S117.10;


Jd 16
em sua arrogância" ameaçam com opressão.
9 Com a boca arrogam a si os céus,
e com a língua se apossam da terra.
10 Por isso o seu povo se volta para eles
e bebe suas palavras até saciar-se.
11 Eles dizem: “Como saberá Deus?
Terá conhecimento o Altíssimo?”

12 Assim são os ímpios; sempre despreocupados, 73.12 »SI 49.6


aumentam suas riquezas.0

13 Certamente me foi inútilP manter puro o coração 73.13oJ021.15;


34.9; <SI 26.6
e lavar as mãos na inocência,1?
14 pois o dia inteiro sou afligido,
e todas as manhãs sou castigado.
15 Se eu tivesse dito: “Falarei como eles”,
teria traído os teus filhos.
16 Quando tentei entenderr tudo isso,
achei muito difícil para mim,
17 até que entrei no santuários de Deus, 73.17 sSI 77.13;
e então compreendi o destino* dos ímpios. •SI 37.38

18 Certamente os pões em terreno escorregadiou


e os fazes cair na ruína.
19 Como são destruídos de repente,v
completamente tomados de pavor!
20 São como um sonho* 73.20 "J ó 20.8;
«17 8.6 5
que se vai quando acordamos;x
quando te levantares, Senhor,
tu os farás desaparecer.

21 Quando o meu coração estava amargurado


e no íntimo eu sentia inveja,
22 agi como insensato'' e ignorante; 73.22 >SI 49.10;
92.6; í c 3.18
minha atitude para contigo
era a de um animal irracional.2

23 Contudo, sempre estou contigo;


tomas a minha mão direita e me susténs.
24 Tu me diriges3 com o teu conselho,b 73.24 »SI 48.14;
»SI 32.8
e depois me receberás com honras.
25 A quem tenho nos céus senão a ti? 73.25 «Fp 3.8
E, na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti.c
26 O meu corpo e o meu coraçãod 73.26 «SI 84.2;
•SI 40.12
poderão fraquejar,e
mas Deus é a força do meu coração
e a minha herança para sempre.

27 Os que te abandonam sem dúvida perecerão;* 7 3 .2 7 ® 119.155


tu destróis todos os infiéis.
28 Mas, para mim, bom é estar perto de Deus;0 73.28 sHb 10.22;
Tg 4.8; "SI 40.5
fiz do Soberano S e n h o r o meu refúgio;
proclamarei todos os teus feitos.h

73.21 Sobre “coração”, ver notas em 4 .7 e 7.9. 7 3 .2 3 ,2 4 Para mais informações sobre o Sheol, ver nota em Jó 17.13-
16; ver também “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do
inferno”, em SI 139.
SALMOS 74.20 871

Salm o 74
Poema da família de Asafe.

74.1 'Dt 29.20; 1 Por que nos rejeitaste definitivamente,' ó Deus?


Sl 44.23; iSI 79.13;
95.7; 100.3 Por que se acende a tua ira contra as ovelhas da tua pastagem?)
74.2*6x15.16; 2 Lembra-te do povo que adquiristekem tempos passados,1
'Dt 32.7;
" êx 15.13; da tribo da tua herança, que resgataste,m
"Sl 68.16
do monte Sião, onde habitaste.n
3 Volta os teus passos para aquelas ruínas irreparáveis,
para toda a destruição que o inimigo causou em teu santuário.

74.4 »Lm 2.7; 4 Teus adversários gritaram0 triunfantes


PNm2.2
bem no local onde te encontravas conosco,
e hastearam suas bandeirasP em sinal de vitória.
5 Pareciam homens armados com machados
invadindo um bosque cerrado.1!
6 Com seus machados e machadinhas esmigalharam todos os revestimentos
de madeira esculpida/
7 Atearam fogo ao teu santuário;
profanaram o lugar da habitação do teu nome.
8 Disseram no coração: “Vamos acabars com eles!”
Queimaram todos os santuários do país.
9 Já não vemos sinais milagrosos;
não há mais profetas,1e nenhum de nós sabe
até quando isso continuará.

10 Até quando o adversário irá zombar, ó Deus?


Será que o inimigo blasfemaráuo teu nome para sempre?
11 Por que reténs a tua mão, a tua mão direita?v
Não fiques de braços cruzados! Destrói-os!
, k ..
74.12 "S l 44.4 12 Mas tu, ó Deus, és o meu reiwdesde a antiguidade;
trazes salvação sobre a terra.
74.13 *Êx 14.21; 13 Tu dividiste o mar* pelo teu poder;
y|s 51.9; Ez 29.3
quebraste as cabeças das serpentes* das águas.
14 Esmagaste as cabeças do Leviatã0
e o deste por comida às criaturas do deserto.
7 4 .1 5 ‘ Êx 17.6; 15 Tu abriste fontes2 e regatos;
Nm 20.11;
M s 2.10; 3.13 secaste3 rios perenes.
74.16 bGn 1.16; 16 O dia é teu, e tua também é a noite;
S I1 36.7-9
estabeleceste o sol e a lua.b
74.17 cDt 32.8; 17 Determinaste todas as fronteirasc da terra;
At 17.26; dGn 8.22
fizeste o verão e o inverno.'1

74.18 «Dt 32.6; 18 Lembra-te de como o inimigo tem zombado de ti, ó S e n h o r ,


Sl 39.8
como os insensatose têm blasfemado o teu nome.
19 Não entregues a vida da tua pomba aos animais selvagens;
não te esqueças para sempre da vida do teu povo indefeso.f
74.20 sGn 17.7; 20 Dá atenção à tua aliança,0
Sl 106.45
porque de antros de violência se enchem os lugares sombrios do país.
74.14 O u m onstro m arinho.

7 4 .3 -8 Esses versículos descrevem a destruição do templo do Senhor o povo adorava a Deus (ver nota em lR s 3.2; ver também “Os lugares
pelos babilônios. altos”, em Ez 6).
7 4 .4 O termo “bandeiras” provavelmente é uma alusão às bandeiras uti­ 7 4 .1 3 -1 5 A linguagem figurada é tirada de empréstimo dos mitos do
lizadas para o reagrupamento das tropas (ver N m 1.52; Is 31.9; Jr 4.21) Oriente Médio a respeito da Criação, nos quais as águas primevas caó­
como sinal de vitória. ticas eram retratadas como um monstro de muitas cabeças vencido pelo
7 4 .8 A expressão “todos os santuários do país” (lit. “todos os lugares deus criador e depois passou a criar o sistema mundial existente
de encontro com Deus”; cf. v. 4) é incerta. Na ocasião do ataque dos (ver “Antigas narrativas da Criação”, em G n 1).
babilônios, pode ter havido vários locais (ilegítimos) em Judá nos quais 7 4 .1 6 Para mais informações sobre o uso bíblico da palavra “dia”,
ver nota em O b 12.
872 SALMOS 74.21

21 Não deixes que o oprimido11se retire humilhado! 74.21 "S I103.6;


‘SI 35.10
Faze que o pobre e o necessitado' louvem o teu nome.

22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; 74.22 JSI 53.1

lembra-te de como os insensatos) zombam de ti sem cessar.


23 Não ignores a gritaria dos teus adversários,k
o crescente tumulto dos teus inimigos.

Salmo 75
..isq eoízsq zusJ 20 BJloV f
Para o mestre de música. De acordo com a melodia Não Destruas. Salmo da família de Asafe. Um cântico.

1 Damos-te graças, ó Deus, 75.1 'S1145.18;


mSI 44.1;71.16
damos-te graças, pois perto1está o teu nome;
todos falam dos teus feitos maravilhosos.m

2 Tu dizes: “Eu determino o tempo


em que julgarei com justiça.
3 Quando treme a terra com todos os seus habitantes,11 75.3 "Is 24.19;
»1 Sm 2.8
sou eu que mantenho firmes as suas colunas.0
Pausa
4 “Aos arrogantes digo: Parem de vangloriar-se!
E aos ímpios: Não se rebelem!aP
5 Não se rebelem contra os céus;
não falem com insolência”.

6 Não é do oriente nem do ocidente


nem do deserto que vem a exaltação.
7 É Deus quem julgai 75.7 OSI 50.6;
I S m 2.7; S1147.6;
Humilha a um, a outro exalta/ Dn 2.21
8 Na mão do S e n h o r está um cálice 75.8 *Pv 23.30;
Uó 21.20; Jr 25.15
cheio de vinho espumante e misturado;s
ele o derrama, e todos os ímpios da terra
o bebem até a última gota.*
9 Quanto a mim, para sempre anunciarei11essas coisas;
cantarei louvores ao Deus de Jacó.
10 Destruirei o poder* de todos os ímpios, 75.10*S I 89.17;
92.10:148.14
mas o poder dos justos aumentará.v

Salmo 76
Para o mestre de música. Com instrumentos de cordas. Salmo da família de Asafe. Um cântico.

1 Em Judá Deus é conhecido;


o seu nome é grande em Israel.
2 Sua tenda está em Salém;w
o lugar da sua habitação está em Sião.
3 Ali quebrou ele as flechas reluzentes,
os escudos e as espadas, as armas de guerra.1*
Pausa
4 Resplendes de luz!
És mais majestoso que os montes cheios de despojos.
5 Os homens valorosos jazem saqueados, dormem o sono final;V 76.5 yS113.3

nenhum dos guerreiros foi capaz de erguer as mãos.

* 7 5 .4 Hebraico: N ão levantem o chifre ; também no versículo 5.


b 7 5 .1 0 Hebraico: chifre. Duas vezes neste versículo.

7 5 .4 “Não se rebelem!” (lit. “não levantem o chifre”) é uma figura de 7 5 .5 “Não falem com insolência” ou “com o pescoço emproado”: um si­
linguagem para a oposição desafiadora, baseada na ação de touros que nal de rebeldia (ver “Coração, fôlego, garganta e intestinos: antropologia
atacam. “Chifre” (traduzido por “poder” no v. 10) é uma metáfora hebraica antiga”, em Pv 6).
bíblica comum para o vigor ou a força (ver nota textual da N V Í 7 6 .1 -1 2 Este salmo está no formato de um hino de vitória. D e acordo com
em 18.2). uma antiga tradição, foi escrito depois que Deus destruiu o exército de
Senaqueribe, quando os assírios ameaçavam Jerusalém (ver 2Rs 19.35,36).
SALMOS 77.13 873

7 6.6 í x 15.1 6 Diante da tua repreensão, ó Deus de Jacó,


o cavalo e o carro2 estacaram.
76.7 «1 Cr 16.25; 7 Somente tu és temível.3
« 9.15; Ap 6.17;
“SI 2.5; Na 1.6 Quem poderá permanecer0 diante de ti
quando estiveres irado?c
76.8 «1 Cr 16.30; 8 Dos céus pronunciaste juízo,
2C r20.29,30
e a terra tremeude emudeceu,
76.9 >SI 9.8 9 quando tu, ó Deus, te levantaste para julgar,e
para salvar todos os oprimidos da terra.
Pausa
76.10 í x 9.16; 10 Até a tua ira contra os homens
Rm 9.17
redundará em teu louvor,'
e os sobreviventes da tua ira se refrearão.'1

76.11 «SI 50.14; 11 Façam votos ao S e n h o r , ao seu Deus,


Ec 5.4,5;
»2Cr 32.23; S( e não deixem de cumpri-los;0
68.29 que todas as nações vizinhas tragam presentes"
a quem todos devem temer.
12 Ele tira o ânimo dos governantes
e é temido pelos reis da terra.

Salmo 77
Para o mestre de música. Ao estilo de Jedutum. Salmo da família de Asafe.

7 7 .1 'SI 3.4 1 Clamo a Deus' por socorro;


clamo a Deus que me escute.
77.2 iSI 50.15; 2 Quando estou angustiadoj busco o Senhor;
IS 26.9,16;
« 1 1 .1 3 ; de noite estendo as mãos sem cessar;k
'Gn 37.35
a minha alma está inconsolável!1

77.3 ” S1143.4 3 Lembro-me de ti, ó Deus, e suspiro;


começo a meditar, e o meu espírito desfalece."1
Pausa
4 Não me permites fechar os olhos;
tão inquieto estou que não consigo falar.
77.6 "Dt 32.7; 5 Fico a pensar nos dias que se foram,n
SI 44.1; 143.5;
Is 51.9 nos anos há muito passados;
6 de noite recordo minhas canções.
O meu coração medita, e o meu espírito pergunta;
77.7 "SI 85.1 7 Irá o Senhor rejeitar-nos para sempre?
Jamais tornará a mostrar-nos o seu favor?0
77.8 »2Pe 3.9 8 Desapareceu para sempre o seu amor?
Acabou-se a sua promessa?P
77.9 <SI 25.6; 9 Esqueceu-se Deus de ser misericordioso?1!
40.11; 51.1;
IS 49.15 Em sua ira refreou sua compaixão?r
Pausa
77.10 « 1 3 1 .2 2 10 Então pensei: “A razão da minha dor
é que a mão direitas do Altíssimo não age mais”.*
77.11 tS1143.5 11 Recordarei os feitos do S e n h o r ;
recordarei os teus antigos milagres.'
12 Meditarei em todas as tuas obras
e considerarei todos os teus feitos.
7 7.13"ÊX 15.11; 13 Teus caminhos, ó Deus, são santos.
SI 71.19; 86.8
Que deus é tão grande como o nosso Deus?u
a 7 6 . 1 0 O u A té a ira dos h om ens redundará em teu louvor, e com o restante d a ira tu te armas.
b 7 7 . 1 0 O u A pelarei p a r a o q u e h á m uito f e z a m ão d ireita d o Altíssimo.

7 7 .6 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7.


SALMOS 77.14

14 Tu és o Deus que realiza milagres;


mostras o teu poder entre os povos.
15 Com o teu braço forte resgataste o teu povo,v 7 7 .1 5 'Êx 6.6;
M 9 .2 9
os descendentes de Jacó e de José.
Pausa
16 As águaswte viram, ó Deus, 77.16 "Ê x 14.21,
28; Hc 3.8;
as águas te viram e se contorceram;* "Sl 114,4; H c3,10
até os abismos estremeceram.
17 As nuvens despejaram chuvas,*
ressoou nos céus o trovão;
as tuas flechas reluziam em todas as direções.
18 No redemoinho, estrondou o teu trovão,
os teus relâmpagos iluminaram o mundo;
a terra tremeu e sacudiu-se.z
19 A tua vereda passou pelo mar,3
o teu caminho pelas águas poderosas,
e ninguém viu as tuas pegadas.

20 Guiaste o teu povobcomo a um rebanho0 77.20 »ÊX 13.21;


=SI 78.52; Is 63.11
pela mão de Moisés e de Arão.

Salmo 78
Poema da família de Asafe.

1 Povo meu, escute o meu ensino;d 78.1 ais 51.4; 55.3

incline os ouvidos para o que eu tenho a dizer.


2 Em parábolase abrirei a minha boca, 78.2 *SI 49.4;
Mt 13.35*
proferirei enigmas do passado;
3 o que ouvimos e aprendemos,
o que nossos pais nos contaram.f
4 Não os esconderemos dos nossos filhos;9 78.4 «Dt 11.19;
hSI 26.7; 71.17
contaremos à próxima geração
os louváveis feitoshdo S e n h o r ,
o seu poder e as maravilhas que fez.
5 Ele decretou estatutos' para Jacój 78.5 'Sl 19.7; 81.5
JS1147.19
e em Israel estabeleceu a lei,
e ordenou aos nossos antepassados
que a ensinassem aos seus filhos,
6 de modo que a geração seguinte a conhecesse, 78.6 « 122.31;
102.18
e também os filhos que ainda nasceriam,k
e eles, por sua vez, contassem aos seus próprios filhos.
7 Então eles porão a confiança em Deus; 7 8 .7 'Dt 6.12;
mDt 5.29
não esquecerão1os seus feitos
e obedecerão aos seus mandamentos.m
8 Eles não serão como os seus antepassados," 78.8 ”2Cr 30.7;
°Êx 32.9; pv. 37;
obstinados0 e rebeldes,p Is 30.9
povo de coração desleal para com Deus,
gente de espírito infiel.

9 Os homens de Efraim, flecheiros armados,0 78.9 w . 57;


1 Gr 12.2; rJz 20.3
viraram as costas no dia da batalha;r

7 7 .1 5 Os escritores do A T às vezes se referem ao Reino do Norte como 7 8 .9 A expressão “homens de Efraim” refere-se ao Reino do Norte, do­
“José” (ou “Efraim”, filho de José), em contraposição ao Reino do Sul, minado por essa tribo. Nem a tribo de Efraim nem o Reino do Norte
Judá (ver 78.67; 2Sm 19.20; lR s 11.28; Ez 3 7 .16,19; Am 5.6,15; 6.6; tinham a reputação de covardia ou ineficácia na batalha. Esse versículo
Z c 10.6). No entanto, aqui José representa toda a sua geração e, assim, será mais bem compreendido como uma metáfora da deslealdade de Is­
todos os descendentes de Jacó. rael à aliança de Deus (cf. v. 10).
SALMOS 78.32 «7 5

78.10s2R s17.15 10 não guardaram a aliança de Deuss


e se recusaram a viver de acordo com a sua lei.
11 Esqueceram o que ele tinha feito,'
as maravilhas que lhes havia mostrado.
78.12 US1106.22; 12 Ele fez milagresudiante dos seus antepassados,
»Êx7— 12;
»Nm 13.22 na terra do Egito,vna região de Zoã.w
7 8 .1 3 «Êx 14.21; 13 Dividiu o marx para que pudessem passar;
S1136.13; YÊx 15.8
fez a água erguer-se como um muro.*
7 8 .14 2 Ê X 13.21; 14 Ele os guiou com a nuvem de dia
S1105.39
e com a luz do fogo de noite.2
7 8 .1 5 »Nm 20.11; 15 Fendeu as rochas3 no deserto e deu-lhes tanta água
1Co 10.4
como a que flui das profundezas;
16 da pedra fez sair regatos
e fluir água como um rio.

78.17 »Dt 9.22; 17 Mas contra ele continuaram a pecar,b


Is 63.10; Hb 3.16
revoltando-se no deserto contra o Altíssimo.
78.18=1 Co 10.9; 18 Deliberadamente puseram Deus à prova,c
aÊx16.2; Nm 11.4
exigindo o que desejavam comer.d
19 Duvidaram de Deus,e dizendo:
“Poderá Deus preparar uma mesa no deserto?
78 .2 0 iNm 20.11; 20 Sabemos que, quando ele feriu a rocha,
sNm 11.18
a água brotou' e jorrou em torrentes.
Mas conseguirá também dar-nos de comer?
Poderá suprir de carnes o seu povo?”
210 S e n h o r os ouviu e enfureceu-se;
com fogo atacouhJacó,
e sua ira levantou-se contra Israel,
78 .2 2 'Dt 1.32; 22 pois eles não creram em Deus
Hb 3.19
nem confiaram' no seu poder salvador.
78 .2 3 iGn 7.11; 23 Contudo, ele deu ordens às nuvens
Ml 3.10
e abriu as portas dos céus;i
7 8 .2 4 ‘ Êx 16.4; 24 fez chover manákpara que o povo comesse,
J0 6.31*
deu-lhe o pão0 dos céus.
25 Os homens comeram o pão dos anjos;
enviou-lhes comida à vontade.
26 Enviou dos céus o vento oriental1
e pelo seu poder fez avançar o vento sul.
27 Fez chover carne sobre eles como pó,
bandos de aves como a areia da praia.
28 Levou-as a cair dentro do acampamento,
ao redor das suas tendas.
78 .2 9 mNm 11.20 29 Comeram à vontade,m
e assim ele satisfez o desejo deles.
78 .3 0 "Nm 11.33 30 Mas, antes de saciarem o apetite,
quando ainda tinham a comida na boca,"
78 .3 1 «Is 10.16 31 acendeu-se contra eles a ira de Deus;
e ele feriu de morte os mais fortes0 dentre eles,
matando os jovens de Israel.
78 .3 2 pv . 1 1 ; 32 A despeito disso tudo, continuaram pecando;
«V. 22
não creramP nos seus prodígios.1!

7 8 . 2 4 Hebraico: trigo.

7 8 .1 2 Zoã era uma cidade (possivelmente Tânis) que ficava a nordeste leste as desviou para a área desértica ocupada pelos israelitas (ver nota
do delta do Nilo. em N m 11.31,32; o livro de Números não menciona as direções dos
7 8 .2 6 ,2 7 Como as codornas estavam migrando do Egito nessa oca­ ventos).
sião, o vento sul pode tê-las forçado para o norte, enquanto o vento
876 SALMOS 78.33

33 Por isso ele encerrou os dias deles como um sopror 78.33 W m 14.29,
35
e os anos deles em repentino pavor.
34 Sempre que Deus os castigava com a morte, eles o buscavam;s 78.34 sQs 5.15
com fervor se voltavam de novo para ele.
35 Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha,1 78.35 «Dt 32.4;
uDt 9.26
de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor.u
36 Com a boca o adulavam,v 78.36 vEz 33.31
com a língua o enganavam;
37 o coração deles não era sincero;™ 78.37 «v. 8;
At 8.21
não foram fiéis à sua aliança.
38 Contudo, ele foi misericordioso;* 78.38 *Êx 34.6;
vis 48.10;
perdoou-lhesv as maldades2e não os destruiu. 2Nm 14.18,20
Vez após vez conteve a sua ira,
sem despertá-la totalmente.
39 Lembrou-se de que eram meros mortais,3 78.39 aGn 6.3;
S1103.14; bJó 7.7;
brisa passageirabque não retorna. Tg4.14
40 Quantas vezes mostraram-se rebeldes0 contra ele no desertod 7 8.4 0 ‘ Hb 3.16;
<$l 95.8; 106.14;
e o entristecerame na terra solitária! eEf 4.30
41 Repetidas vezes puseram Deus à prova;f 78.41 ‘Nm 14.22;
92Rs 19.22;
irritaram o Santo de Israel.s SI 89.18
42 Não se lembravam da sua mão poderosa,
do dia em que os redimiu do opressor,
43 do dia em que mostrou
os seus prodígios no Egito,
as suas maravilhas na região de Zoã,
44 quando transformou os rios 78.44 • í x 7.20,21;
S1105.29
e os riachos dos egípcios em sangue,h
e eles não mais conseguiam beber das suas águas,
45 e enviou enxames de moscas' 78.45 'Êx 8.24;
S I1 05.31 ;iÉx 8.2,6
que os devoraram, e rãsi que os devastaram;
46 quando entregou as suas plantações às larvas, 78.46 *Êx 10.13

a produção da terra aos gafanhotos,k


47 e destruiu as suas vinhas com a saraiva1 7 8 4 7 'Êx 9.23;
S1105.32
e as suas figueiras bravas com a geada;
48 quando entregou o gado deles ao granizo, 78.48 mÊx 9.25
os seus rebanhosmaos raios;
49 quando os atingiu com a sua ira ardente,11 78.49 nÊx 15.7

com furor, indignação e hostilidade,


com muitos anjos destruidores.
50 Abriu caminho para a sua ira;
não os poupou da morte,
mas os entregou à peste.
51 Matou todos os primogênitos do Egito,0 78.51 °Êx 12.29;
S1135.8; pSI
as primícias do vigor varonil 105.23;106.22
das tendas de Cam.P
52 Mas tirou o seu povo como ovelhas^ 78.52 « 1 77.20
e o conduziu como a um rebanho pelo deserto.
53 Ele os guiou em segurança, 7 8 5 3 í x 14.28;
®S1106.10
e não tiveram medo;
e os seus inimigosr afundaram-se no mar.s
54 Assim os trouxe à fronteira da sua terra santa, 78.54 *Êx 15.17;
SI 44.3
aos montes que a sua mão direita* conquistou.

7 8 .3 7 Para “corações”, ver nota em 4 .7. 7 8 .5 3 O “mar” aqui é o mar Vermelho.


7 8 .4 7 As “figueiras bravas” eram grandes árvores que produziam frutos
parecidos com figos e também madeira.
SALMOS 78.56

7&S5 "Si 44.2; 55 Expulsou naçõesuque lá estavam,


distribuiu-lhes as terras por herançav
e deu suas tendas às tribos de Israel para que nelas habitassem.

56 Mas eles puseram Deus à prova


e foram rebeldes contra o Altíssimo;
não obedeceram aos seus testemunhos.

Poder sobre o Egito no “Hino a Osíris’


SALMO 78 É comum encontrarmos na Uma esteia datada da XVIII Dinastia o governo do Senhor sobre todo o Israel.
Bíblia semelhanças com os textos anti­ do Egito contém um hino de celebração ao E assim como o texto egípcio, no que se
gos do Egito e da M eso p o tâm ia. Tão governo de Osíris sobre o Egito. Segundo a refere ao faraó, o salmo atribui à pessoa de
significativos quanto os atributos comuns lenda, Osíris foi morto por seu irmão, o deus Davi o papel de vice-rei no reinado de Deus
são as diferenças, pelas quais podemos Set, mas foi ressuscitado por súa irmã/côn­ (v. 70-72). Contudo, o salmo se diferencia
discernir as características que tornam juge, a deusa (sis. Osíris tornou-se então
do cântico egípcio por se concentrar em
única a fé de Israel. 0 salmo 78 é uma de- senhor do reino dos mortos e também passou
acontecimentos reais da história humana.
damação da história do governo de Deus a reinar sobre todo o Egito por meio de seu
Enquanto o hino egípcio usa como argu­
sobre Israel desde o tempo do Êxodo até filho Hórus e do representante terreno de
mento a morte e a ressurreição mítica de
a época de Davi. A história em si não é Hórus, o faraó. 0 hino proclama a forma em
exatamente cronológica, mas apresenta que as Duas Terras (i.e., o alto e o baixo Egi­ Osíris, o salmo ressalta a conduta de Deus
de forma seletiva a soberania do Senhor to), o Nilo e todas as feras do Egito prestam para com seu povo em determinados mo­
sobre os israelitas, castigando-os quando homenagem a Osíris, fsis e Hórus.1 mentos da história de Israel, detalhe que,
pecaram, porém livrando-os da opressão Assim como o texto egípcio, no que acima de tudo, separa a teologia bíblica do
e da escravidão. se refere a Osíris, o salmo 78 proclama paganismo.
'Para o uso p osterior do m ito de Osíris, ve r "Religiões de m isté rio ", em Cl 3.

Im agens de Osíris em Carnaque, Egito


Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin
SALMOS 78.57

57 Foram desleais e infiéis, como os seus antepassados,™ 78.57 wEz 20.27;


O s 7.16
confiáveis como um arco defeituoso*
58 Eles o irritaram* com os altares idólatras;2 78 .5 8 vJz 2.12;
26.30;
com os seus ídolos3 lhe provocaram ciúmes. aÊx 20.4; Dt 32.21
59 Sabendo-o Deus, enfureceu-se 78.59 »Dt 32.19

e rejeitou totalmente Israel;b


60 abandonou o tabernáculo de Siló,c 78.60 <=Js 18.1
a tenda onde habitava entre os homens.
61 Entregou o símbolo do seu poderdao cativeiroe dS1132.8;
78 .6 1
e1Sm 4.17
e o seu esplendor nas mãos do adversário.
62 Deixou que o seu povo fosse morto à espada,
pois enfureceu-se com a sua herança.
63 O fogo consumiuf os seus jovens, 78.6 3 'N m 1 1 .1 ;
flJr 7.34; 16.9
e as suas moças não tiveram canções de núpcias;0
64 os sacerdotes foram mortos à espada!h 78 .6 4 h1Sm 4.17;
22.18
As viúvas já nem podiam chorar!

65 Então o Senhor despertou como que de um sono,'


como um guerreiro despertado do domínio do vinho.
66 Fez retroceder a golpes os seus adversários 78 .6 6 J1Sm 5.6

e os entregou a permanente humilhação.)


67 Também rejeitou as tendas de José
e não escolheu a tribo de Efraim;
68 ao contrário, escolheu a tribo de Judá
e o monte Sião,ko qual amou.
69 Construiu o seu santuário como as alturas;
como a terra o firmou para sempre.
70 Escolheu o seu servo Davi1
e o tirou do aprisco das ovelhas,
71 do pastoreio de ovelhas, m2Sm 5.2;
7 8 .7 1
SI 28.9
para ser o pastor"1de Jacó, seu povo,
de Israel, sua herança.
72 E de coração íntegro" Davi os pastoreou; 7 8 .7 2 n1Rs 9.4
com mãos experientes os conduziu.

Salmo 79
Salm o da fam ília de Asafe.

1 Ó Deus, as nações invadiram a tua herança,0 79 .1°SI 74.2;


p2Rs 25.9
profanaram o teu santo templo,
reduziram Jerusalém a ruínas.P
2 Deram os cadáveres dos teus servos qDt 28.26;
7 9 .2
Jr 7.33
às aves do céu por alimento;
a carne dos teus fiéis, aos animais selvagens.^
3 Derramaram o sangue deles como água
ao redor de Jerusalém,
e não há ninguém para sepultá-los.r
4 Somos objeto de zombaria 7 9 .4 =SI 44.13;
para os nossos vizinhos,
de riso e menosprezo
para os que vivem ao nosso redor.s

7 8 .5 8 Ver “Os lugares altos”, em Ez 6. 7 8 .6 2 -6 4 Nas guerras da Antiguidade, o fogo e a espada eram os dois
7 8 .6 0 Siló era o centro da adoração desde os dias de Josué (ver Js 18.1,8; instrumentos principais de destruição. A catástrofe retratada aqui é tão
21.1,2; Jz 18.31; lS m 1.3; Jr 7.12), localizado em Efraim, entre Betei grande que as canções de núpcias e até o choro das viúvas (cf. v. 64)
e Siquém (ver “Betei”, em Gn 35; e “Siquém”, em Js 24). Ao que pa­ foram silenciados.
rece, foi destruído pelos filisteus quando capturaram a arca, ou pouco 7 8 .6 7 A expressão “tendas de José” é uma figura da tribo de Efraim.
depois (ver “O tabernáculo em Siló”, em lS m 3; e “A destruição de 7 8 .7 1 Sobre “pastor”, ver nota em 23.1.
Siló”, em Jr 7). 7 9 .2 Ver nota em 63.10.
SALMOS 80.4 879

79.5 S I 74.10; 5 Até quando,1S e n h o r ? Ficarás iradoupara sempre?


«SI 74.1; 85.5;
*Dt 29.20; Arderá o teu ciúme como o fogo?v
SI 89.46; Sf 3.8
79.6 »SI 69.24; 6 Derrama a tua irawsobre as nações
Ap 16.1; *Jr 10.25; que não te reconhecem,*
2Tm 1.8; >SI14.4
sobre os reinos
que não invocam o teu nome,v
7 pois devoraram Jacó,
deixando em ruínas a sua terra.
79.8 zls 64.9; 8 Não cobres de nós
31116.6; 142.6
as maldades dos nossos antepassados;2
venha depressa ao nosso encontro
a tua misericórdia, pois estamos totalmente desanimados!3
79.9 »2Cr 14.11; 9 Ajuda-nos,bó Deus, nosso Salvador,
"SI 25.11; 31.3;
J r 14.7 para a glória do teu nome;
livra-nos e perdoa os nossos pecados,
por amor do teu nome.c
79.10 dSI 42.10; 10 Por que as nações haverão de dizer:
•SI 94.1
“Onde está o Deus deles?”d
Diante dos nossos olhos, mostra às nações
a tua vingançae pelo sangue dos teus servos.
11 Cheguem à tua presença
os gemidos dos prisioneiros.
Pela força do teu braço
preserva os condenados à morte.

79.12 Is 65.6; 12 Retribuif sete vezess mais aos nossos vizinhos


J r 32.18; iGn 4.15
as afrontas com que te insultaram, Senhor!
79.13 hSI 74.1; 13 Então nós, o teu povo,
95.7; 'SI 44.8
as ovelhas das tuas pastagens,h
para sempre te louvaremos;'
de geração em geração cantaremos os teus louvores.

Salmo 80
Para o mestre de música. De acordo com a melodia Os Lírios da Aliança. Salmo da família de Asafe.

80.1 ISI 77.20; 1 Escuta-nos, Pastor de Israel,


»Êx 25.22
tu, que conduzes José como um rebanho^
tu, que tens o teu trono sobre os querubins,kmanifesta o teu esplendor
S0.2 jNm 2.18-24; 2 diante de Efraim, Benjamim e Manassés.1
»SI 35.23
Desperta"1o teu poder e vem salvar-nos!

80.3 "SI 85.4; 3 Restaura-nos,"’0 ó Deus!


Lm 5.21; °Nm 6.25
Faze resplandecer sobre nós o teu rosto,0
para que sejamos salvos.

4 Ó S e n h o r , Deus dos Exércitos,


até quando arderá a tua ira
contra as orações do teu povo?
8 0 .3 Isto é, mostra-nos a tua bondade; também nos versículos 7 e 19.

7 9 .6 -1 2 Para mais informações sobre expressões de atitudes vingativas Sul, uma vez que seu território abarcava a própria Jerusalém, e o Reino
contra os inimigos, ver nota em 69.22-28; ver também “Maldições e do Sul manteve o controle da região ao redor da cidade (ver lR s 12.21).
imprecações”, em SI 83. Isso indica que o desastre a que o salmo se refere está relacionado à
7 9 .7 “Jacó” aqui é utilizado como sinônimo de “Israel”. campanha assíria que destruiu o Reino do Norte (ver 2Rs 17.1-6).
7 9 .1 1 Os “prisioneiros” são os exilados na Babilônia. Na verdade, não As pesquisas arqueológicas na região mostram que Jerusalém e a área
estavam encerrados em prisões, mas viviam sob ameaça de morte, caso ao redor da cidade experimentaram um dramático aumento da popu­
tentassem retornar à sua terra natal. lação nessa época, provavelmente como resultado de um grande fluxo
7 9 .1 2 O número sete simboliza completude. de pessoas desapossadas do norte que fugiram da invasão assíria. Isso
80.1 Para “pastor”, ver nota em 2 3.1; para “José”, ver nota em 77.15. pode explicar a presença de “Efraim, Benjamim e Manassés” no san­
8 0 .2 “Efraim, Benjamim e Manassés” provavelmente representam aqui tuário de Jerusalém e a oração nacional pela restauração com um foco
o Reino do Norte. Ainda que Benjamim pertencesse oficialmente ao especial nessas tribos.
Reino do Norte, parte da tribo deve ter permanecido com o Reino do
SALMOS 80.5

5 Tu o alimentaste com pão de lágrimas 80.5 pSI 42.3;


Is 30.20
e o fizeste beber copos de lágrimas.P
6 Fizeste de nós um motivo de disputas 80.6 qSI 79.4

entre as nações vizinhas,


e os nossos inimigos caçoam de nós.1!

7 Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos;


faze resplandecer sobre nós o teu rosto,
para que sejamos salvos.

8 Do Egito trouxeste uma videira;r 80.8 Is 5.1,2;


Jr 2.21 ; sJs 13.6;
expulsaste8 as nações e a plantaste. At 7.45
9 Limpaste o terreno,
ela lançou raízes e encheu a terra.
10 Os montes foram cobertos pela sua sombra
e os mais altos cedros pelos seus ramos.
11 Seus ramos se estenderam até o Mar“ 8 0 .11 tSI 72.8

e os seus brotos até o Viob.t

12 Por que derrubaste as suas cercas,u 8 0 .12 “Sl 89.40;


Is 5.5
permitindo que todos os que passam apanhem as suas uvas?
13 Javalis da floresta a devastam" 8 0 .13 vJ r 5.6

e as criaturas do campo dela se alimentam.


14 Volta-te para nós, ó Deus dos Exércitos! 8 0 .14 «Is 63.15

Dos altos céus olha e vê!w


Toma conta desta videira,
15 da raiz que a tua mão direita plantou,
do filhoc que para ti fizeste crescer!

16 Tua videira foi derrubada; 80 .16 *SI 39.11;


76.6
como lixo foi consumida pelo fogo.
Pela tua repreensão* perece o teu povoW
17 Repouse a tua mão sobre aquele que puseste à tua mão direita,
o filho do homem que para ti fizeste crescer.
18 Então não nos desviaremos de ti;
vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
19 Restaura-nos, ó S e n h o r , Deus dos Exércitos;
faze resplandecer sobre nós o teu rosto,
para que sejamos salvos.

Salmo 81
Para o mestre de música. De acordo com a melodia Os L a g a res. Da família de Asafe.

1 Cantem de alegria a Deus, nossa força; 8 1.1 vSI 66.1

aclamem o Deus de Jacóív


2 Comecem o louvor, façam ressoar o tamborim,2 8 1 .2 zÊx 15.20;
aSI 92.3
toquem a lira e a harpa melodiosa.3

3 Toquem a trombeta na lua nova


e no dia de lua cheia, dia da nossa festa;
4 porque este é um decreto para Israel,
uma ordenança do Deus de Jacó,
0 8 0 .1 1 Isto é, o Mediterrâneo.
b 8 0 .1 1 Isto é, o Eufrates.
f 8 0 .1 5 Ou ramo.
d 8 0 .1 6 Ou Pela tua repreensão f a z e p erecer os qu e a derru baram e a queim aram com o lixo!

8 0 .8 -1 6 O uso da figura da vinha e da videira também é encontrado nos 8 1 .3 A trombeta era feita de chifre de carneiro (ver “O shofar”, em Sl
profetas (ver, e.g., Is 3.14; 5.1-7; J r 2.21; Ez 17.6-8; Os 10.1). 98). A “nossa festa” pode ser uma referência à festa das cabanas, às vezes
chamada simplesmente de “a festa” (ver “Festas de Israel”, em Lv 23).
SALMOS 82.6

81.5 bÊx 11.4; 5 que ele estabeleceu como estatuto para José,
«S1114.1
quando atacou o Egito.b
Ali ouvimos uma língua11que não conhecíamos.0

8 1 .6 « 9 . 4 6 Ele diz: “Tirei o peso dos seus ombros;d


suas mãos ficaram livres dos cestos de cargas.
81.7 eÊx 2.23; 7 Na sua aflição vocês clamarame e eu os livrei,
SI 50.15;
ÍX19.19;»ÊX17.7 do esconderijo dos trovões lhes respondi;*
eu os pus à prova nas águas de M e r i b á M
Pausa
8 “Ouça, meu povo,has minhas advertências;
se tão somente você me escutasse, ó Israel!
8 1 .9 'Êx 20.3; 9 Não tenha deus estrangeiro' no seu meio;
« 3 2 .1 2 ; Is 43.12
não se incline perante nenhum deus estranho.
8 1 .1 0 iêx 20.2; 10 Eu sou o S e n h o r , o seu Deus,
«1107.9
que o tirei da terra do Egitoj
Abra a sua boca, e eu o alimentarei.k

8 1 . 1 1 'Êx 32.1-6 11 “Mas o meu povo não quis ouvir-me;


Israel não quis obedecer-me.1
8 1 .1 2 ” At 7.42; 12 Por isso os entreguei111ao seu coração obstinado,
R m 1.24
para seguirem os seus próprios planos.

8 1.1 3 "D t5 .2 9 ; 13 “Se o meu povo apenas me ouvisse,11


IS 48.18
se Israel seguisse os meus caminhos,
81.14 «SI 47.3; 14 com rapidez eu subjugaria0 os seus inimigos
pAm 1.8
e voltaria a minha mão contraP os seus adversários!
15 Os que odeiam o S e n h o r se renderiam diante dele
e receberiam um castigo perpétuo.
8 1 .1 6 « D t 32.14 16 Mas eu sustentaria Israel com o melhor trigo,<i
e com o mel da rocha eu o satisfaria”.

Salmo 82
Para o mestre de música. Salmo da família de Ásafe.

82.1 « 158.11; 1É Deus quem preside a assembleia divina;


Is 3.13
no meio dos deuses, ele é o juiz.cr
82 .2 sDt 1.17; 2 “Até quando vocês vão absolver os culpados
<SI 58.1,2; Pv 18.5
e favorecers os ímpios?'
Pausa
8 2 -3 uD t24.17; 3 “Garantam justiça para os fracos e para os órfãos;0
'J r 22.16
mantenham os direitos dos necessitadosve dos oprimidos.
4 Livrem os fracos e os pobres;
libertem-nos das mãos dos ímpios.

8 2 .5 »S114.4; 5 “Eles nada sabem, nada entendem."


Mq 3.1; "Is 59.9;
>SI11.3 Vagueiam pelas trevas;*
todos os fundamentos* da terra estão abalados.

6 “Eu disse: ‘Vocês são deuses,z


todos vocês são filhos do Altíssimo’.
“ 81.5 Ou voz.
b 8 1 .7 M eribá significa rebelião.
c 8 2 .1 Ou £ Deus quem presid e na suprem a assem bleia; no m eio dos poderosos, ele é o ju iz; ou ainda no m eio dos juizes, ele é
oju iz.

8 1 .5 Sobre “José”, ver nota em 77.15. A frase “quando atacou o Egi­ 82.1 A antiga tradição rabínica considerava “deuses” os reis e os juizes
to” provavelmente abrange todo o período do Êxodo, embora ressalte injustos de Israel (v. 1,6; ver nota em 45.6). Muitos estudiosos hoje acre­
o triunfo de Deus sobre aquela naçáo, mediante o qual ele libertou seu ditam que esses deuses sejam os reis das nações ao redor de Israel, que
povo (cf. v. 6,7). governavam com grande desconsideração pela justiça. Outros entendem
que se trata de seres divinos em nome de quem esses reis governavam.
SALMOS 82.7

7 Mas vocês morrerão3 como simples homens; 82.7*si49.12;


cairão como qualquer outro governante.” 3114

8 Levanta-te,bó Deus, julga a terra, 82.8 «i 12 .5;


pois todas as nações te pertencem.0 'sl 281 ^ 1115

Salmo 83
U m a c a n ç ã o . S a lm o d a f a m í lia d e A s a fe .

1Ó Deus, não te emudeças;d 83.1 «si28.1 ;


35.22
não fiques em silêncio nem te detenhas, ó Deus.

. ^ ■' ••' ' Si


T v.

Á r
1 jwu.- ^ _______ . . .
NOTAS HI S TÓRI CAS £ CUL TURAI S

JiÁ..

Maldições e imprecações
SALMO 83 A oração pelo bem-estar de uma adversárias em processos judiciais e também • f As imprecações bíblicas procuravam,
pessoa é chamada "intercessão", mas a ora­ sobre concorrentes comerciais.2 enfim, dar glória a Deus. 0 versículo 16 ora
ção pela destruição de alguém chama-se pela destruição do ímpio "até que busquem 0
"imprecação". A Bíblia contém alguns exem­ Seriam as imprecações bíblicas diferentes, teu nome, S enhor " . É a honra de Deus — não
plos de imprecações, e um dos mais evidentes em algum sentido, das maldições registradas
a de Israel — que está em jogo.
é 0salmo 83. Aqui 0salmista pede que Deus nas fontes pagãs? Obviamente, há seme­
aja contra os inimigos (v. 1,2), ou seja, as lhanças. 0 salmo 83, como os textos de exe­
nações gentias ao redor (v. 6-8) que intenta­ cração, enumera uma lista de inimigos que
vam 0mal contra Israel (v. 3-5). A oração não 0 salmista deseja ver castigados por Deus.
mede palavras: 0salmista pede abertamente Alguns fatores, porém, tornam as impreca­
a Deus que os destrua (v. 9-18). ções bíblicas exclusivas:
Orações e rituais com 0 propósito de
causar a destruição dos inimigos (pessoais ou • f As imprecações bíblicas não têm ligação
nacionais) eram comuns no mundo antigo. com a magia. Na magia, a pessoa procura
manipular os poderes sobrenaturais com
❖ Os egípcios praticavam um rito de exe­ palavras e ações rituais para atingir seu obje­
cração em que se escreviam os nomes ou tivo. A Bíblia não contém rituais que possam
desenhavam figuras de seus adversários em trazer destruição sobre os inimigos. 0 povo
terracota ou cerâmica. Em seguida, era pro­ de Deus podia apenas invocar 0 Senhor para
nunciada uma maldição contra 0 inimigo, e que ele castigasse os inimigos e deixar à sua
a cerâmica era quebrada. Os arqueólogos en­ decisão soberana 0direito de atender ou não
contraram alguns textos de execração com ao pedido.
listas de nomes de cidades da Siro-Palestina, •5* As imprecações bíblicas estão baseadas
como Ascalom, Biblos e Damasco,1 sobre as na fé que se tem na justiça de Deus. Ao fazer
quais os egípcios invocavam destruição. sua imprecação, 0salmista apela para a jus­
❖ Alguns tabletes mesopotâmios contêm tiça divina, tendo por base 0reconhecimento
rituais cujo propósito era invocar a destruição implícito de que Deus pune por ser a coisa cer­
sobre os inimigos. ta a ser feita — não como simples resposta à
❖ Os arqueólogos descobriram um conjun­ ira humana. Nos rituais de magia, pelo con­
to de papiros de magia datados do período trário, a justiça não é importante.
greco-romano que invoca maldições contra 4 * As imprecações bíblicas
todos os tipos de inimigos. Alguns textos, por utilizadas como expressão de ciúmes ou de
exemplo, invocam maldições contra partes ambições pessoais.
Talismã de um espírito protetor do
1Para m ais inform ações sobre essas cidades, ve r "B ib los", em Ez 27; e "Dam asco", em Is 17. 2Ver "A m agia no
final do Império Assírio
m u n do g re g o -ro m a no ", em Gl 5.
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com
permissão do Museu Britânico
SALMOS 84.2

83.2 <S| 2.1; 2 Vê como se agitame os teus inimigos,


Is 17.12; Uz 8.28;
Sl 81.15 como os teus adversários te desafiam de cabeça erguida.'
3 Com astúcia conspiramS contra o teu povo;
tramam contra aqueles que são o teu tesouro.
83.4 hEt 3.6; 4 Eles dizem: “Venham, vamos destruí-loshcomo nação,
ü r 11.19
para que o nome de Israel
não seja mais lembrado!'”

5 Com um só propósito tramam juntos;)


é contra ti que fazem acordo
83.6 kS1137.7; 6 as tendas de Edomke os ismaelitas,
•2Cr 20.1;
mGn 25.16 Moabe1e os hagarenos,m
8 3 .7 "Js 13.5; 7 GebaKnAmom e Amaleque,
°Ez 27.3
a Filístia, com os habitantes de Tiro.0
8 Até a Assíria aliou-se a eles,
e trouxe força aos descendentes de Ló.P
Pausa
83.9 pJz 7.1-23;
Uz 4.23,24
9 Trata-os como trataste Midiã,^
como trataste Sísera e Jabim no rio Quisom/
8 3 .10 ®Sf 1.17 10 os quais morreram em En-Dor
e se tornaram estercos para a terra.
8 3 .11 Uz 7.25;
“Jz 8.12,21
11 Faze com os seus nobres o que fizeste com Orebe e Zeebe,*
e com todos os seus príncipes o que fizeste com Zeba e Zalmuna,u
8 3 .12 v2Cr 20.11 12 que disseram:
“Vamos apossar-nosvdas pastagens de Deus”.
83.13 «Sl 35.5; 13 Faze-os como folhas secas
Is 17.13
levadas no redemoinho, ó meu Deus,
como palha™ ao vento.
8 3 .1 4 xD t 32.22; 14 Assim como o fogo consome a floresta
Is 9.18
e as chamas incendeiam» os montes,
15 persegue-os com o teu vendaval
e aterroriza-os com a tua tempestade.''
8 3 .16 $ l 109.29; 16 Cobre-lhes de vergonha2 o rosto
132.18
até que busquem o teu nom e, Sen h o r .

17 Sejam eles humilhados e aterrorizados para sempre;


pereçam em completa desgraça.3
8 3 .18 i>SI 59.13 18 Saibam eles que tu, cujo nome é Sen h o r ,
84 .1 <$l 27.4;
43.3; 132.5 somente tu, és o Altíssimo sobre toda a terra.b

Salmo 84
Para o mestre de música. De acordo com a melodia Os Lagares. Salmo dos coraítas.

1 Como é agradável o lugar da tua habitação,0


S e n h o r dos Exércitos!
2 A minha alma anela,13e até desfalece,
pelos átrios do S e n h o r ;

8 3 .7 Isto é, Biblos.

83 .6 O u os hagarenos eram ismaelitas (descendentes de Hagar), ou um 8 3 .1 0 En-Dor ficava a nordeste, da qual fora travada a batalha principal e,
grupo mencionado em inscrições assírias como uma confederação segundo parece, boa parte do exército em fuga fora alcançada e dizimada.
aramaica (ver lC r 5.10,18-22; 27.31). 83 .1 1 Orebe, Zeebe, Zeba e Zalmuna eram líderes das hostes midianitas
8 3 .7 Gebal também é chamada de Biblos (ver nota textual da NVT), destruídas por Gideão (ver Jz 7 e 8).
importante cidade fenícia (ver “Biblos”, em Ez 27). 8 3 .1 6 -1 8 Para mais informações sobre expressões de atitudes vingativas
83 .9 Esse versículo faz referência à derrota de Midiã sob a liderança de contra os inimigos, ver nota em 69.22-28; ver também “Maldições e
Gideão (Jz 7) e a vitória de Baraque sobre Sísera e Jabim (Jz 4). imprecações”, em Sl 83.
884 SALMOS 84.3

0 meu coração e o meu corpo 84.3 eSI 43.4;


$15.2
cantam de alegria ao Deus vivo.

3 Até o pardal achou um lar


e a andorinha um ninho para si,
para abrigar os seus filhotes,
um lugar perto do teu altar,e
ó S e n h o r dos Exércitos, meu Rei e meu Deus.f
4 Como são felizes os que habitam em tua casa;
louvam-te sem cessar!
Pausa
5 Como são felizes os que em ti encontram forçaa 8 4.5 flSI 81.1;
hJ r 31.6
e os que são peregrinos de coração!11
6 Ao passarem pelo vale de Bacaa, 84.6 Ul 2.23

fazem dele um lugar de fontes;


as chuvas de outono'
também o enchem de cisternas*.
7 Prosseguem o caminho de força em forçaj 84.7iP v4.18;
*Dt 16.16
até que cada um se apresenteka Deus em Sião.

8 Ouve a minha oração, ó S e n h o r Deus dos Exércitos;


escuta-me, ó Deus de Jacó.
Pausa
9 Olha, ó Deus, que és nosso escudo';1 8 4 9 'SI 59.11;
m1Sm 16.6; SI 2.2;
trata com bondade o teu ungido.m 132.17
10 Melhor é um dia nos teus átrios
do que mil noutro lugar;
prefiro ficar à porta" da casa do meu Deus
a habitar nas tendas dos ímpios.
110 S e n h o r Deus é sol° e escudo;P 8 4 .11 o|s 60.19;
Ap 21.23;
o S e n h o r concede favor e honra; pGí i 15.1; « 1 3 4 .1 0

não recusa nenhum bemí


aos que vivem com integridade.

12 0 S e n h o r dos Exércitos, 8 4 .12 « 1 2.12

como é feliz1aquele que em ti confia!

Salmo 85
Para o m estre de m úsica. Salm o dos coraítas.

1 Foste favorável à tua terra, ó S e n h o r; 85.1 sS11 4 .7 ;


J r 30.18; Ez 39.25
trouxeste restauração^ a Jacó.
2 Perdoaste1a culpau do teu povo 85.2 N m 14.19;
“SI 78.38
e cobriste todos os seus pecados.
Pausa
3 Retiraste todo o teu furorv 85.3 ^ l 106.23;
*Êx 32.12; Dt
e te afastaste da tua ira tremenda.w 13.17; SI 78.38;
Jo 3.9
4 Restaura-nosx mais uma vez, ó Deus, nosso Salvador, 85.4 *SI 80.3,7

e desfaze o teu furor para conosco.


5 Ficarás indignado conosco para sempre?v
Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
• 84.6 Ou d e lágrim as; ou ainda seco.
b 84.6 Ou bênçãos.
c 84.9 Ou soberano.
d & 5.1 Ou o s cativos d e volta.

8 4 .5 A frase “os que são peregrinos de coração” pode ser traduzida lite­ 8 5 .1 -3 Esses versículos podem estar se referindo ao retomo dos exilados
ralmente por “em cujo coração estão as estradas [ou caminhos planos]”, e às dificuldades que eles enfrentaram. O versículo 12 dá a entender que
ou seja, as estradas que os israelitas usavam para observar as festas religio­ a seca havia destruído a terra, um possível reflexo da seca com a qual o
sas em Jerusalém. Sobre “coração”, ver nota em 4.7. Senhor castigou seu povo no tempo de Ageu (ver Ag 1.5-11).
8 4 .6 As “chuvas de outono” eram as primeiras e suaves precipitações que 8 5 .1 “Jacó” é usado como sinônimo de “Israel” (ver G n 32.28).
prenunciavam as chuvas posteriores, da primavera.
SALMOS 86.1 3 885

85.6 ZSI 80.18; 6 Acaso não nos renovarás2 a vida,


Hc 3.2
a fim de que o teu povo se alegre em ti?
7 Mostra-nos o teu amor, ó Sen h o r ,
e concede-nos a tua salvação!

85.8 aZc 9.10 8 Eu ouvirei o que Deus, o Sen h o r , disse;


ele prom ete paz3 ao seu povo, aos seus fiéis!
Não voltem eles à insensatez!
85.9 bls 46.13; 9 Perto está a salvaçãobque ele trará
cZc 2.5
aos que o temem, e a sua glória0 habitará em nossa terra.

8 5 .10 <SI89.14; 10 O am or e a fidelidaded se encontrarão;


Pv 3.3; «Sl 72.2,3;
Is 32.17 a justiçae e a paz se beijarão.
8 5 .11 I s 45.8 11A fidelidade brotará da terra,
e a justiçaf descerá dos céus.
8 5 .12 flSI 84.11; 12 O Sen h o r nos trará bênçãos,9
Tg 1.17; »Lv26.4;
Sl 67.6; Zc 8.12 e a nossa terra daráha sua colheita.
13 A justiça irá adiante dele
e preparará o caminho para os seus passos.

Salmo 86
O ração davídica.

86.1 'Sl 17.6 1 Inclina os teus ouvidos, ó Sen h o r ,


e responde-me,'
pois sou pobre e necessitado.
86 .2 iSI 25.2; 2 Guarda a rainha vida, pois sou fiel a ti.
31.14
Tu és o meu Deus;
salva o teu servo que em ti confia!)
86.3 *SI 4.1; 57.1; 3 Misericórdia,kSenhor,
'Sl 88.9
pois clamo1a ti sem cessar.
86 .4 mSI 25.1; 4 Alegra o coração do teu servo,
143.8
pois a ti, Senhor, elevoma minha alma.
86.5 nÊx 34.6; 5 Tu és bondoso e perdoador, Senhor,
Ne 9.17; Sl 103.8;
145.8; Jl 2.13; rico em graça11para com todos os que te invocam.
Jn 4.2
6 Escuta a minha oração, Sen h o r ;
atenta para a minha súplica!
8 6 .7 «Sl 50.15 7 No dia da minha angústia0 clamarei a ti,
pois tu me responderás.
86.8 PÊx 15.11; 8Nenhum dos deuses é comparável a ti,P Senhor,
Dt 3.24; Sl 89.6
nenhum deles pode fazer o que tu fazes.

86.9 <SI 66.4; 9 Todas as nações que tu formaste


Ap 15.4; 1s 43.7
virão e te adorarão,1! Senhor,
e glorificarãor o teu nome.
86 .1 OsSI 72.18; 10 Pois tu és grande e realizas feitos maravilhosos;s
'Dt 6.4; Mc 12.29;
1 Co 8.4 só tu1és Deus!

8 6 .1 1 “ Sl 25.5; 11 Ensina-me o teu caminho," Sen h o r ,


v jr 32.39
para que eu ande na tua verdade;
dá-me um coração inteiramente fiel,v
para que eu tema o teu nome.
12 De todo o meu coração te louvarei, Senhor, meu Deus;
glorificarei o teu nome para sempre.
13 Pois grande é o teu amor para comigo;
tu me livraste das profundezas do Sheok

0 8 6 . 1 3 Essa palavra pode ser traduzida por sepultura, profundezas, pó òu morte.


SALMOS 86.14

14 Os arrogantes estão me atacando, ó Deus;


um bando de homens cruéis, gente que não faz caso de tiw
procura tirar-me a vida.
15 Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso,* 8 6 .1 5 -S I103.8;
>ÊX34.6; Ne 9.17;
muito paciente, rico em amor e em fidelidade.v JI2.1 3
16 Volta-te para mim! Tem misericórdia de mim!
Concede a tua força a teu servo
e salva o filho da tua servaa.z
17 Dá-me um sinal da tua bondade,
para que os meus inimigos vejam e sejam humilhados,
pois tu, Sen h o r , me ajudaste e me consolaste.

Salmo 87
Dos coraítas. Um salmo. Um cântico.

10 Sen h o r edificou sua cidade sobre o m onte santo;


2 ele ama as portas de Siãoa
mais do que qualquer outro lugar6 de Jacó.
3 Coisas gloriosas são ditas de ti, 87.3 »SI 46.4;
ó cidade de Deus!11 Is 60.1

Pausa
4 “Entre os que me reconhecem incluirei Raabe"1e Babilônia, 87.4cJÓ9.13;
«SI 4 5 .1 2 ;'Is 19.25
além da Filístia, de Tiro,d
e também da Etiópia'*,
como se tivessem nascido em Sião£.”e

5 De fato, acerca de Sião se dirá:


“Todos estes nasceram em Sião,
e o próprio Altíssimo a estabelecerá”.
6 O Sen h o r escreverá no registrof dos povos: 87.6 ISI 69.28;
Is 4.3; Ez 13,9
“Este nasceu ali”.
Pausa
7 Com danças e cânticos,8 dirão: 87.7 OS1149.3;
»SI 36.9
“Em Sião estão as nossas origens/!11”

Salmo 88
U m cântico. Salm o dos coraítas. Para o m estre de m úsica. C on form e m a h a la th leann othS. Po em a do ezraíta Hemã.

1Ó S e n h o r , Deus que me salva,' 88.1 'SI 51.14;


ISI 22.2; 27.9;
a ti damoi dia e noite. Lc 18.7
2 Que a minha oração chegue diante de ti;
inclina os teus ouvidos ao meu clamor.
3 Tenho sofrido tanto que a minha vida I8.3 «S1107.18,26

está à beira da sepultura,i!k


4 Sou contado entre os que descem à cova;1
sou como um homem que já não tem forças.
5 Fui colocado junto aos mortos, 88.5 mSI 31.22;
Is 53.8
sou como os cadáveres que jazem no túmulo,
a 8 6 .1 6 Ou salva o teu filho fiel.
b 8 7 .2 Ou santuário.
c 8 7 .4 Isto é, o Egito.
d 8 7 .4 Hebraico: Cuxe.
e 8 7 .4 Hebraico: este nasceu ali.
f 8 7 .7 Ou está a nossa fonte de felicidade.
9 Título: Possivelmente a melodia O Sofrimento do Aflito.
h 8 8 .3 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.

8 7 .4 “Raabe” aqui é uma referência ao Egito, embora esse nome tenha 8 8 .3 -6 Para mais informações sobre o Sheol, ver nota em Jó 17.13-16;
sido aplicado em outros lugares ao monstro mitológico das profundezas ver também “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do
(ver Jó 9 .1 3 ; SI 8 9 .9 ,1 0 e suas notas; ver também a nota em 3 2 .6 e inferno”, em SI 139.
“O Enuma Elish e o conceito bíblico de Criação”, em SI 89).
SALMOS 89.6

dos quais já não te lembras,


pois foram tirados"1de tua mão.

88,6 "SI 69.15; 6 Puseste-me na cova mais profunda,


Lm 3.55
na escuridão das profundezas."
88.7 »SI SI 42.7 7 Tua ira pesa sobre mim;
com todas as tuas ondas me afligiste.0
Pausa
88.8 PJÓ19.13; 8 Afastaste de mim os meus melhores amigosP
SI 31.11; Ur 32.2
e me tornaste repugnante para eles.
Estou como um preso1! que não pode fugir;
88.9'SI 38.10; 9 minhas vistasrjá estão fracas de tristeza.
« l 86.3; *Jó 11.13;
S1143.6
A ti, S e n h o r , clamos cada dia;
a ti ergo as minhas mãos.4
88.10 “SI 6.5 10 Acaso mostras as tuas maravilhas aos mortos?
Acaso os mortos se levantam e te louvam?u
Pausa
88.11 "SI 30.9 11 Será que o teu amor é anunciado no túmulo
e a tua fidelidadevno Abismo da Morte0?
12 Acaso são conhecidas as tuas maravilhas na região das trevas
e os teus feitos de justiça na terra do esquecimento?

88.13 "SI 30.2; 13 Mas eu, S e n h o r , a ti clamo por socorro;w


«SI 5.3;
>S1119.147 já de manhã» a minha oração chega à tua presença.*
88.14 ZSI 43.2; 14 Por que, S e n h o r , me rejeitas2
Mó 13.24; S113.1
e escondes de mim o teu rosto?3

88.15 Mó 6.4 15 Desde moço tenho sofrido e ando perto da morte;


os teus terroresblevaram-me ao desespero.
16 Sobre mim se abateu a tua ira;
os pavores que me causas me destruíram.
88.17«SI 22.16; 17 Cercam-me o dia todo como uma inundação;0
124.4
envolvem-me por completo.
88.18 ty. 8; 18 Tiraste de mim os meus amigos e os meus companheiros;d
Jó 19.13; SI 38.11
as trevas são a minha única companhia.

Salmo 89
Poem a do ezraíta Etã.

89.1 'SI 59.16; 1 Cantareie para sempre o amor do S e n h o r ;


Sl 101.1; 'Sl 36.5;
40.10 com minha boca anunciarei
a tua fidelidade4por todas as gerações.
89.2 aSI 36.5 2 Sei que firme está o teu amor para sempre,
e que firmaste nos céus a tua fidelidade.s

3 Tu disseste: “Fiz aliança com o meu escolhido,


jurei ao meu servo Davi:
89.4 h2Sm 7.12- 4 ‘Estabelecerei a tua linhagem para sempre
16; 1Rs 8.16;
Sl 132.11,12; e firmarei o teu trono por todas as gerações’ ”.h
Is 9.7; Lc 1.33 Pausa
89.5 'Sl 19.1 5 Os céus' louvam as tuas maravilhas, S e n h o r ,
e a tua fidelidade na assembleia dos santos.
89.6 IS1113.5 6 Pois quem nos céus
poderá comparar-se ao S e n h o r ?

a 8 8 . 1 1 Hebraico: A badom .

8 9 .1 -5 2 Esse salmo é uma oração lamentando a queda da dinastia daví- de Nabucodonosor a Jerusalém e o exílio do rei Joaquim em 597 a.C.
dica e rogando sua restauração. O contexto histórico pode ser o ataque (2Rs 24.8-17).
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A CREDIBILIDADE DA

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CONCEITO BÍBLICO
de C riação
. t f
SALMO 89 Na Bíblia, há um texto principal sobre a Criação, em forma a terra. Do sangue de Kingu, segundo o mito, Marduque cria
oi Gênesis 1, e outros textos que esclarecem como os israelitas com­
preendiam o processo (cf. Sl 89). Com a descoberta e a decifração de
os homens e depois é enaltecido como rei dos deuses.
Muitos estudiosos já acreditaram que a história babilônia da
textos antigos em acádio e também em hieróglifos, os eruditos Criação serviu de fonte para a sua contrapartida bíblica, porém hoje
perceberam que muitas culturas do mundo antigo tinham seus mitos poucos sustentam essa teoria. Na verdade, as diferenças entre os re­
da Criação, comparáveis ao relato bíblico.1 A mais famosa história latos babilônio e bíblico são mais significativas que as semelhanças:
da criação acádia intitula-se Enuma Elish, um poema de quase 1.100
linhas. ♦ 0 relato bíblico não apresenta o ato criador como resultado da
Existem cópias do Enuma Elish na forma de tabletes cun ei- matança de um monstro ou do uso de seu corpo.
fo rm es datando de cerca de 750 a 200 a.C., mas não há dúvidas de Alguns argumentam que a palavra hebraica para "abismo"
que o poema original foi escrito em data muito anterior. A história (tehom), em Gênesis 1.2, está relacionada com o nome de Tiamat,
da Criação contida nesses tabletes exalta Marduque, deus da Babi­ mas a verdade é que não há relação alguma entre os dois termos, nem
lônia, como o maior dos deuses. Aliás, como o propósito principal há em Gênesis a indicação de que Yahweh tenha matado um dragão.
do texto é glorificar Marduque, alguns estudiosos resistem à ideia Um monstro chamado Raabe é mencionado em Salmos 89.10.
de que o Enuma Elish seja uma história da "criação". Essa relu­ Esse monstro bíblico representa as forças opostas a Deus, como o
tância, porém, é equivocada: muitos mitos da Criação do mundo Egito, por exemplo (Is 30.7). As referências ao nome de Raabe na
antigo foram escritos para glorificar um deus ou mesmo um altar. Bíblia não têm relação alguma com a Criação.
0 Enuma Elish começa com dois dos deuses mais elevados, ♦ 0 relato bíblico descreve o ato da Criação como o efeito da palavra
Apsu (masculino) e Tiamat (feminino), e com alguns deuses meno­ de Deus: Deus falou o cosmos, e tudo que é relacionado a este veio
res. Apsu ameaça matar os deuses menores por causa do barulho à existência (Gn 1).
que fazem, porém ele mesmo é morto pelo deus Ea. Em seguida, ♦ 0 relato bíblico não dá espaço para o
Ea gera Marduque, cujo nascimento é politeísmo. Ainda que Salmos 89.7 men­
acompanhado de uma grande celebra­ cione outros seres celestiais sob a autori­
ção. Tiamat, às vezes retratada como dade de Deus, não há uma multiplicidade
um oceano e às vezes como dragão (i.e., de deuses que se casem, tenham filhos,
o monstro-mar),2 prepara um horrível lutem entre si pela supremacia sobre os
exército de monstros para lutar contra outros, e assim por diante.
os deuses (homens-leões, homens- ♦ 0 registro bíblico não favorece um
-escorpiões, e assim por diante) altar sobre todos os outros. Gênesis 1
sob o comando de seu filho e jamais menciona Jerusalém ou qual­
parceiro Kingu. Ea e os outros quer outro local sagrado para Israel em
deuses ficam paralisados de conexão com a Criação. Na verdade,
medo, porém Marduque concorda o capítulo inicial da Bíblia sequer menciona
em lutar contra os monstros, sob a Yahweh, descrevendo o Criador simples­
condição de ser nomeado rei dos deuses. mente como "Deus". 0 conceito bíblico
Marduque derrota Tiamat e divide-lhe o de Criação é monoteísta: não há elevação
corpo em duas partes, como um peixe. Com de um deus acima dos outros, porque há
uma das partes, forma os céus, e com a outra, um único Deus.

Tablete cuneiforme contendo um a antiga


versão da história do Dilúvio
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin; usado com permissão do Museu Britânico

-í Wer "Antigas narrativas da Criação", em Gn 1. 2Ver "0 tema da serpente em outras literaturas do antigo Oriente Médio", em Gn 3.
SALMOS 89.27 889

Quem entre os seres celestiais»!


assemelha-se ao S e n h o r ?
7 Na assembleia dos santos Deus é temível,
mais do que todos os que o rodeiam.k
89.8 'SI 71.19 8 Ó S e n h o r , Deus dos Exércitos, quem é semelhante a ti?1
És poderoso, S e n h o r , envolto em tua fidelidade.

9 Tu dominas o revolto mar;


quando se agigantam as suas ondas, tu as acalmas.m
89.10 "SI 87.4; 10 Esmagaste e mataste o Monstro dos Maresil;n
"Sl 68.1
com teu braço forte dispersaste0 os teus inimigos.
8 9 .11 >1 Cr 29.11; 11 Os céus são teus, e tua também é a terra;?
Sl 24.1; «Gn 1.1
fimdaste o mundo e tudo o que nele existe.1!
8 9 .1 2 'Js 19.22; 12 Tu criaste o Norte e o Sul;
■Dt 3.8; Js 12.1;
« 1 98.8 o Taborr e o Hermoms cantam de alegria* pelo teu nome.
13 O teu braço é poderoso;
a tua mão é forte, exaltada é tua mão direita.
8 9 .1 4 "Sl 97.2 14 A retidão e a justiça são os alicerces do teu trono;u
o amor e a fidelidade vão à tua frente.
89 .15 >SI 44.3 15 Como é feliz o povo que aprendeu a aclamar-te, S e n h o r ,
e que anda na luzv da tua presença!
89 .16 «Sl 105.3 16 Sem cessar exultam no teu nome,w
e alegram-se na tua retidão,
8 9 .1 7 «Sl 75.10; 17 pois tu és a nossa glória e a nossa forçac, V o z es a n t ig a s
92.10; 148.14 e pelo teu favor exaltas a nossa forçaá.x
Quando Tiamat [ouviu]* essas palavras,
18 S i m , S e n h o r , tu és o nosso escudo5,
elas lhe agradaram,
ó Santo de Israel, tu és o nosso reiy
"[Como você] aconselhou, nós faremos
19 Numa visão falaste um dia, uma tempestade [...]
e aos teus fiéis disseste: [Pois] eles adotaram [caminhos ímpios]
“Cobri de forças um guerreiro, contra os deuses de [seus] pais".
exaltei um homem escolhido dentre o povo. [Eles se] alinharam em formação de
89.20 "At 13.22; 20 Encontrei o meu servo2 Davi;3 batalha ao lado de Tiamat,
«Sl 78.70;
«1 Sm 16.1,12 ungi-o com o meu óleo sagrado.b Furiosos, conspiradores, jamais descan­
21A minha mão o susterá, sando, nem de noite, nem de dia,
e o meu braço o fará forte.0 [Fa]zendo guerra, estrondeantes, ferozes,
89 .2 2 «2Sm 7.10 22 Nenhum inimigo o sujeitará a tributos; Reunidos em assembleia a fim de que
nenhum injusto o oprimirá.d pudessem iniciar as hostilidades.
89.23 eS118.40; 23 Esmagarei diante dele os seus adversáriose *As palavras entre colchetes foram acrescentadas pelo
!2S m 7.9 tradutor no local em que o texto contém lacunas ou para
e destruirei os seus inimigos.*
dar mais clareza.
89 .24 »2Sm 7.15 24 A minha fidelidade e o meu amor
o acompanharão,9 — Épico da Criação

e pelo meu nome aumentará o seu poder. Ver o artigo "0 EnumaElishe o conceito bíblico de Criação",
25 A sua mão dominará até o mar; em Sl 89.

sua mão direita, até os rios.h


I6 '2 S m 7 .1 4 ; 26 Ele me dirá: ‘Tu és o meu Pai,'
!2Sm 22.47
o meu Deus, a Rocha que me salva’j
8 9 .2 7 *C11.18; 27 Também o nomearei meu primogênito,k
'Nm 24.7; "A p 1.5;
19.16 o mais exaltado1dos reismda terra.
0 89.6 Ou deuses; ou ainda poderosos.
b 89.10 Hebraico: Raabe.
c 89.17 Hebraico: a glória do seu poder.
d 89.17 Hebraico: chifre-, também no versículo 24.
e 89.18 Ou soberano.

8 9 .9 ,1 0 Linguagem poética emprestada dos mitos da Criação produzi­ 8 9 .1 2 O monte Tabor, de quase 4 0 0 metros de altura, está localizado na
dos no antigo Oriente Médio. Raabe é uma referência ao monstro fronteira sudeste do vale de Jezreel. O monte Hermom, coberto de neve
mitológico das profundezas (ver notas em Jó 9 .1 3 ; Sl 3 2 .6 ; 8 7 .4 ; durante todo o ano, elevando-se a uma altura de 2 .804 metros, é uma das
ver também “Antigas narrativas da Criação”, em Gn 1; e “O Enuma. mais imponentes e belas montanhas do Líbano.
Elish e o conceito bíblico de Criação”, em Sl 89), provavelmente outro
nome para o Leviatã (ver 74.14; 104.26).
SALMOS 89.28

28 Manterei o meu amor por ele para sempre, 89.28 "v. 33,34;
Is 55.3
e a minha aliança com ele jamais se quebrará."
29 Firmarei a sua linhagem para sempre, 89.29 «v. 4,36;
Dt 11.21; Jr 33.17
e o seu trono durará enquanto existirem céus.0

30 “Se os seus filhos abandonarem a minha lei


e não seguirem as minhas ordenanças,
31 se violarem os meus decretos
e deixarem de obedecer aos meus mandamentos,
32 com a vara castigarei o seu pecado, 89.32 P2Sm 7.14

e a sua iniqüidade com açoites;P


33 mas não afastarei dele o meu amor;'! 89.33 ti2Sm 7.15

jamais desistirei da minha fidelidade.


34 Não violarei a minha aliança 89.34 N m 23.19

nem modificarei as promessas dos meus lábios/


35 De uma vez para sempre jurei pela minha santidade
e não mentirei a Davi,
36 que a sua linhagem permanecerá para sempre,
e o seu trono durará como o sol;
37 será estabelecido para sempre como a lua,
a fiel testemunha no céu.”
Pausa
38 Mas tu o rejeitaste,s recusaste-o 89.38 sDt 32.19;
1 Cr 28.9; Sl 44.9
e te enfureceste com o teu ungido.
39 Revogaste a aliança com o teu servo 89.39 l m 5.16

e desonraste a sua coroa, lançando-a ao chão.*


40 Derrubaste todos os seus murosu 89.40 «Sl 80.12;
vL m 2 .2
e reduziste a ruínas as suas fortalezas.v
41 Todos os que passam o saqueiam; 89.41 «Sl 44.13

tornou-se objeto de zombaria para os seus vizinhos.™


42 Tu exaltaste a mão direita dos seus adversários 89.42 *S113.2;
80.6
e encheste de alegria todos os seus inimigos.*
43 Tiraste o fio da sua espada 89.43 ySI 44.10

e não o apoiaste na batalha.*


44 Deste fim ao seu esplendor
e atiraste ao chão o seu trono.
45 Encurtaste os dias da sua juventude; 89.45 « 1 44.15;
109.29
com um manto de vergonha o cobriste .2
Pausa
46Até quando, S e n h o r ? Para sempre te esconderás? 89.46 aSI 79.5

Até quando a tua ira queimará como fogo?a


47 Lembra-te de como é passageira a minha vida.b 89.47 »JÓ 7.7;
Sl 39.5
Terás criado em vão todos os homens?
48 Que homem pode viver e não ver a morte, 89.48 ®SI 22.29;
49.9
ou livrar-se do poder da sepultura0?0
Pausa
49 Ó Senhor, onde está o teu antigo amor,
que com fidelidade juraste a Davi?
50 Lembra-te, Senhor, das afrontas que o teu servo tem 6 sofrido,d 89.50 <SI69.19

das zombarias que no íntimo tenho que suportar de todos os povos,


51 das zombarias dos teus inimigos, S e n h o r , 89.51 «Sl 74.10
com que afrontam a cada passo o teu ungido.e

52 Bendito seja o S e n h o r para sempre! 89.52 « 141.13;


72.19
Amém e amém.f

8 9 . 4 8 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.
8 9 . 5 0 O u teus servos têm.
i > ci
r? V r

a i A CREDIBILIDADE DA

B l B/LIA
A
C R Í T I C A DA F O R M A
E SALMOS
SALMO 90 A crítica da forma é um método de estudo bíblico rela­ ❖ Salmos de ações de graças expressam gratidão a Deus por suas
tivamente novo, iniciado no século XX pelo erudito alemão Herman ações (Sl 32; 107; Jn 2.2-9).
Gunkel. Esse método tinha, originariamente, três propósitos: ♦ Os cânticos de Sião celebram Sião como um tipo ou representação
do Reino de Deus (Sl 48).
♦ Descobrir o cenário original de Salmos. Eram cantados por um indi­ ♦ Os salmos reais enfocam algum aspecto da realeza israelita.
víduo, ou faziam parte da adoração comunitária? Eram lamentações ❖ Salmos de coroação são orações pelo sucesso do novo rei
ou cânticos de louvor? Eram usados no ambiente do templo ou em (Sl 72).
ambientes individuais privados? ❖ Cânticos de casamento real celebram o casamento do rei e
♦ Identificar as tradições orais por trás do texto. Há vestígios de tra­ apontam para o reinado messiânico (Sl 45).
dição oral no que o salmista incorporou à composição? *S* Salmos votivos reais são o registro do voto, feito pelo rei, de
♦ Distinguir a estrutura de Salmos. Qual a estrutura básica dos executara justiça (Sl 101).
Salmos? Outros salmos do mesmo gênero apresentam estruturas ♦ Os salmos de sabedoria e os salmos da Torá contrastam a vida
similares? vivida sabiamente sob a Lei com a vida vivida de forma insensata.
Esses salmos em geral são contemplativos ou dirigidos diretamente
Alguns desses propósitos são de valor duvidoso. Por exemplo, ao leitor, como um professor que fala ao seu discípulo (e.g., Sl 1; 19;
é difícil provar a existência de uma tradição oral por trás de uma 37; 119).
porção de um salmo. Além disso, alguns estudiosos defendem a im­ ♦ Os salmos de lamentação, o tipo mais comum, expressam a
possibilidade de verificação do ambiente original de algumas dessas angústia do adorador por causa do pecado, da fome, dos inimigos,
composições. Por exemplo, há quem entenda que determinados sal­ e assim por diante. Nesses salmos, o pedinte roga a Deus que remova
mos faziam parte da festa de ano-novo, porém há pouca evidência a fonte de seu sofrimento. São geralmente acompanhados de um
em apoio a essa premissa. Na realidade, a única coisa que podemos voto de louvor a Deus (e.g., 1Sm 2.1 -10; Sl 3; 12; 22; 77; 90; Lm 5).
fazer é inferir as circunstâncias por trás de cada salmo. Os salmos de lamentação podem ser cantados por um indivíduo
Entretanto, o ambiente de alguns salmos é razoavelmente claro (Sl 13) ou por toda a congregação (Sl 74).1
(e.g., um indivíduo que está clamando a Deus pela libertação de seus ♦ Os cânticos de fé expressam a confiança em Deus (e.g., Sl 11; 23;
inimigos), e salmos do mesmo tipo em geral apresentam caracterís­ 121), não pedem auxílio.
ticas comuns (e.g., os salmos em que alguém está clamando por so­
corro no confronto com os inimigos geralmente contêm vocabulário O salmo 90 ilustra o padrão do lamento. Trata-se de um salmo
e estrutura semelhantes). congregacional já que fala da situação de todo o povo, não de um
Ainda que a crítica da forma, da maneira desenvolvida por indivíduo.
Gunkel, seja de valor limitado, o método em si é importante, pois
nos obriga a reconhecer o fato de que a Bíblia contém diferentes
M l
♦ 0 salmo 90 abre com a declaração de que Deus é o refúgio de
tipos de salmos. Para compreender um salmo, é necessário fazer Israel, o que será a base para o pedido de misericórdia (v. 1,2).
algumas perguntas básicas. Por exemplo: ♦ Em seguida, lamenta a mortalidade e a pecaminosidade huma­ IP
g n ?
nas (v. 3-11).
♦ É um louvor que se dirige a Deus ou uma instrução ao leitor? ♦ 0 salmo inclui um curto apelo pela sabedoria (v. 12), evocando os
♦ Agradece e louva a Deus, ou clama por seu socorro? salmos de sabedoria.
♦ Enfoca temas especiais, como Sião, o rei ou a Lei? ♦ Termina com um apelo à compaixão de Deus (v. 13-17).

Quando se faz essas e outras perguntas e se lê cuidadosamente A melhor forma de interpretar e utilizar apropriadamente um
os salmos, podemos rapidamente discernir que há um certo número salmo é sabendo de que tipo ele é.
de tipos e subtipos de salmos. Eis alguns exemplos:

♦ Hinos são cânticos congregacionais que louvam a Deus.


❖ Salmos de louvor glorificam a Deus por seu caráter ( ê x 15.1 -18;
Sl 100; 145).

'V e r "Lam entos no a n tig o O riente M é d io", em Lm 3.


892 SALMOS 90.1

QUARTO LIVRO
Salmo 90
Oração de Moisés, homem de Deus.

1 Senhor, tu és o nosso refugio,9 sempre, 9 0 .1 9Dt 33.27;


Ez 11.16
de geração em geração.
2 Antes de nascerem os montesh 90.2 M ó 15.7;
Pv 8.25;
e de criares a terra e o mundo, B 1102.24-27
de eternidade a eternidade tu és DeusJ

3 Fazes os homens voltarem ao pó, 9 0.3iG n3.19;


Jó 34.15
dizendo: “Retornem ao pó, seres humanos!”i
4 De fato, mil anos para ti
são como o dia de ontem que passou,
como as horas da noite.k
5 Como uma correnteza, tu arrastas os homens;1 9 a 5 'St 73.20;
Is 40.6
são breves como o sono;
são como a relva que brota ao amanhecer;
6 germina e brota pela manhã, 90.6 " M t 6.30;
Tg 1.10
mas, à tarde, murcha e seca.m

7 Somos consumidos pela tua ira


e aterrorizados pelo teu furor.
8 Conheces as nossas iniquidades;
não escapam os nossos pecados
secretos11à luz da tua presença.
9 Todos os nossos dias passam debaixo do teu furor; 90.9 “Sl 78.33
vão-se como um murmúrio.0
10 Os anos de nossa vida chegam a setenta, 90.10 PJÓ 20.8
ou a oitenta para os que têm mais vigor;
entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento,
pois a vida passa depressa, e nós voamoslP

11 Quem conhece o poder da tua ira?


Pois o teu furor é tão grande
como o temor que te é devido.1!
12 Ensina-nos a contar os nossos diasr 90.12 $139.4;
« 3 2 .2 9
para que o nosso coração alcance sabedoria.s

13 Volta-te, S e n h o r ! Até quando* será assim? 90.13 S l 6.3;


“ Ot 32.36; Sl
Tem compaixão dos teus servos!u 135.14
14 Satisfaze-nosvpela manhã com o teu amor leal, 90.14«S1103.5;
«Sl 85.6; «Sl 31.7
e todos os nossos diaswcantaremos felizes.*
15 Dá-nos alegria pelo tempo que nos afligiste,
pelos anos em que tanto sofremos.
16 Sejam manifestos os teus feitos aos teus servos, 90.16 iSI 44.1;
Hc3.2
e aos filhos deles o teu esplendor!*

17 Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano.


Consolida, para nós, a obra de nossas mãos;
consolida a obra de nossas mãos!z

Salmo 9 1
1 Aquele que habita no abrigo3 do Altíssimo 91.1 aSI 31.20;
«SI17.8
e descansa à sombrabdo Todo-poderoso
SALMOS 92.4

2 pode dizer ao“ S e n h o r: “Tu és o meu refúgio0 e a minha fortaleza,


o meu Deus, em quem confio”.

91.3 «S1124.7; 3 Ele o livrará do laço do caçador*1


Pv 6.5; *1 Rs 8.37
e do veneno mortal6.8
91.4 «117.8; 4 Ele o cobrirá com as suas penas,
«SI 35.2
e sob as suas asas você encontrará refugio;*
a fidelidade dele será o seu escudo protetor.s
91.5 hJÓ 5.21 5 Você não temeráh o pavor da noite
nem a flecha que voa de dia,
6nem a peste que se move sorrateira nas trevas,
nem a praga que devasta ao meio-dia.
7 Mil poderão cair ao seu lado;
dez mil, à sua direita,
mas nada o atingirá.
91.8 SI 37.34; 8 Você simplesmente olhará,
58.10; M l 1.5
e verá o castigo dos ímpios.'

9 Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo,


do Sen h or o seu refugio,
91.10IPv12.21 10 nenhum mali o atingirá,
desgraça alguma chegará à sua tenda.
91.11 *Hb 1.14; 11 Porque a seus anjos ele dará ordensk
SI 34.7
a seu respeito,
para que o protejam em todos
os seus caminhos;1
91.12 " M t 4.6*; 12 com as mãos eles o segurarão,
Lc 4.10,11*
para que você não tropece em alguma pedra.m
91.13 "Dn 6.22; 13 Você pisará o leão e a cobra;
Lc 10.19
pisoteará o leão forte e a serpente.n

14 “Porque ele me ama, eu o resgatarei;


eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
91.15 “ 1Sm 2.30; 15 Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta,
SI 50.15; Jo 12.26
e na adversidade estarei com ele;
vou livrá-lo e cobri-lo de honra .0
91.16 «Dt 6.2; 16 Vida longaP eu lhe darei,
SI 21.4; «SI 50.23
e lhe mostrarei a minha salvação.1!”

Salmo 92
Salmo. Um cântico. Para o dia de sábado.

92.1 «1147.1; 1 Como é bom render graças ao S e n h o r


« 1 1 3 5 .3
e cantar louvores ao teu nome,r ó Altíssimo;s
92.2 S I 89.1 2anunciar de manhã* o teu amor leal
e de noite a tua fidelidade,
92.3 "1 Sm 10.5; 3 ao som da lira de dez cordas e da citara,
Ne 12.27; SI 33.2
e da melodia da harpa.u

92.4 "SI 8.6; 143.5 4 Tu me alegras, S e n h o r, com os teus feitos;


as obras das tuas mãosv
levam-me a cantar de alegria.

0 91.2 C o n f o r m e a Septuaginta. O Texto M assorético d iz D irei do.


b 91.3 O u d a p rag a m ortal; o u a in d a d a am ea ça de destruição.

91.3 O “laço do caçador” é uma metáfora que representa o perigo que 9 1 .6 “Peste” e “praga” são referências a doenças mortais que costuma-
um inimigo pode causar. vam alcançavam proporções epidêmicas no antigo Oriente Médio.
SALMOS 92.5

5 Como são grandes as tuas obras,wS e n h o r, 92.5 »Ap 15.3;


«SI 40.5; 139.17;
como são profundos os teus propósitos!11 Is 28.29; Rm 11.33
6O insensatoy não entende, o tolo não vê 92.6 »SI 73.22

7 que, embora os ímpios brotem como a erva


e floresçam todos os malfeitores,
eles serão destruídos para sempre.
8 Pois tu, S e n h o r, és exaltado para sempre.

9 Mas os teus inimigos, S e n h o r, 92.9 «168.1;


89.10
os teus inimigos perecerão;
serão dispersos todos os malfeitores !2
10 Tu aumentaste a minha força1® como a do boi selvagem; 92.10=SI 89.17;
»SI 23.5
derramaste sobre mim óleo novo.fcb
11 Os meus olhos contemplaram a derrota 92.11 'SI 54.7;
91.8
dos meus inimigos;
os meus ouvidos escutaram a debandada
dos meus maldosos agressores.0

12 Os justos florescerão como a palmeira, 92.12 dS11.3;


52.8; Jr 17.8;
crescerão como o cedro do Líbano;d Os 14.6
13 plantados na casa do S e n h o r,
florescerão nos átrios do nosso Deus.e
14 Mesmo na velhice darão fruto,f 92.141J015.2
permanecerão viçosos e verdejantes,
15 para proclam ar que o Sen h o r é justo. 92.15SJÓ 34.10
Ele é a minha Rocha;
nele não há injustiça.s

Salmo 93
1 O S e n h o r reina!hVestiu-se de majestade;' 93.1 hSI 97.1; 'SI
104.1; JSI 65.6;
de majestade vestiu-se o S e n h o r e armou-se de poder!) *SI 96.10
O mundo está firme e não se abalará.k
2 O teu trono está firme desde a antiguidade;
tu existes desde a eternidade .1
3 As águasmse levantaram, S e n h o r,
as águas levantaram a voz;
as águas levantaram seu bramido.
4 Mais poderoso do que o estrondo 11das águas impetuosas, 93.4 "SI 65.7
mais poderoso do que as ondas do mar
é o S e n h o r nas alturas.

5 Os teus mandamentos permanecem firmes e fiéis;


a santidade,0 S e n h o r,
é o ornamento perpétuo da tua casa.
30 1
Salmo 94
1 Ó S e n h o r, Deus vingador;P 94.1 PNa 1.2;
Rm 12.19; <iSI 80.1
Deus vingador! Intervém!*!
2 Levanta-te, Juizr da terra; 94.2 'Gn 18.25;
sSI 31.23
retribuis aos orgulhosos o que merecem.
9 2 .1 0 Hebraico: chifre.
1 9 2 . 1 0 Ou exaltaste a m inha velhice com óleo novo.
9 4 . 1 Hebraico: Resplandecei

9 3 .1 -5 A afirmação de que Deus é o Criador universal está em absoluto 9 3 .3 Fala-se aqui das águas caóticas primevas que, mediante a palavra
contraste com o ensino pagão do caos, das forças primevas e do acaso. criadora do Senhor, foram dominadas e colocadas no devido lugar (ver
O governo de Deus é evidente em sua criação e em seus atos de reden­ notas em 32.6; 89.9,10).
ção. O governo de Deus se torna visível à medida que seu glorioso manto
se estende sobre seu reino.
SALMOS 95.2 895

3 Até quando os ímpios, Sen h or ,


até quando os ímpios exultarão?

94,4 «131.18; 4 Eles despejam palavras arrogantes;’


"SI 52.1
todos esses malfeitores enchem-se de vanglória.u
94.5 'Is 3.15 5 M assacram o teu povo,v Sen h o r ,
e oprimem a tua herança;
6 matam as viúvas e os estrangeiros,
assassinam os órfãos
94.7 »JÓ 22.14; 7 e ainda dizem: “O Sen h or não nos vê;w
S110.11
o Deus de Jacó nada percebe”.

94.8 «SI 92.6 8 Insensatos/ procurem entender!


E vocês, tolos, quando se tornarão sábios?
94.9 >Êx 4.11; 9Será que quem fez o ouvido não ouve?
Pv 20.12
Será que quem formou o olho não vê?v
94.10 'Jó 35.11; 10 Aquele que disciplina as nações os deixará sem castigo?
Is 28.26
Não tem sabedoria aquele que dá ao homem o conhecimento?2
94.11 *1Co 3.20* 110 S e n h o r conhece os pensamentos do homem,
e sabe como são futeis.3

94.12 bJó 5.17; 12 Como é feliz o homem a quem disciplinas,*>Senhor,


Hb 12.5; « 8 . 3
aquele a quem ensinas0 a tua lei;
94.13 "SI 55.23 13 tranqüilo, enfrentará os dias maus,
enquanto, para os ímpios, uma covad se abrirá.
94.14 "1511112.22; 14 O S e n h o r não desamparará o seu povo;e
SI 37.28; Rm11.2
jamais abandonará a sua herança.
94.15 <SI 97,2 15 Voltará a haver justiça nos julgamentos,f
e todos os retos de coração a seguirão.

94.16 «Nm 10.35; 16 Quem se levantarás a meu favor contra os ímpios?


S117.13; “SI 59.2
Quem ficará a meu lado contra os malfeitores?h
94.17'S1124.2 17 Não fosse a ajuda do S en h o r,'
eu já estaria habitando no silêncio.
94.18ISI 38.16 18 Quando eu disse:
Os meus pés escorregaram,!
o teu amor leal, S e n h o r, me amparou!
19 Quando a ansiedade já me dominava no íntimo,
o teu consolo trouxe alívio à minha alma.

94.20 *SI 58.2 20 Poderá um trono corrupto estar em aliança contigo?,


um trono que faz injustiças em nome da lei?k
94.21 'SI 56.6; 21 Eles planejam 1contra a vida dos justos
"S1106.38;
FV 17.15,26 e condenam os inocentesmà morte.
94.22 "S118.2; 22 Mas o S e n h o r é a minha torre segura;
59.9
o meu Deus é a rocha em que encontro refiigio.n
94,23 °SI 7.16 23 Deus fará cair0 sobre eles os seus crimes,
e os destruirá por causa dos seus pecados;
o S e n h o r, o nosso Deus, os destruirá!

Salmo 95
95.1 PSI81.1; 1 Venham! Cantemos ao S e n h o r com alegria!
"2Sm 22.47
AclamemosP a Rochai da nossa salvação.
95.2 W q 6.6; 2 Vamos à presença deler com ações de graças;
•SI 81.2; Ef 5.19
vamos aclamá-lo com cânticos de louvor.s

9 4 .7 “Jacó” é usado como sinônimo de “Israel” (ver G n 32.28).


896 SALMOS 95.3

3 Pois o S e n h o r é o grande Deus,* 95.3 «SI 48.1;


145.3; “SI 96.4;
o grande Rei acima de todos os deuses.u 97.9
4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra,
os cumes dos montes lhe pertencem.
5 Dele também é o mar, pois ele o fez; 95.5 >Gn 1.9;
as suas mãos formaram a terra seca.v S1146.6

6 Venham! Adoremos prostradosw 95.6 »Fp 2.10;


>2Cr6.13;
e ajoelhemos11diante do S e n h o r , yS1100.3;
o nosso Criador;'1 149.2; Is 17.7;
Dn 6.10,11;
7 pois ele é o nosso Deus, Os 8.14
95.7 «17 4.1 ;
e nós somos o povo do seu pastoreio,2 79.13
o rebanho que ele conduz.

Hoje, se vocês ouvirem a sua voz,


8 não endureçam o coração, como em Meribáa,a 95.8 «Êx 17.7
como aquele dia em Massá*’, no deserto,
9 onde os seus antepassados me tentaram, 95.9 »Nm 14.22; S
78.18; 1Co 10.9
pondo-me à prova,b apesar de terem visto o que eu fiz.
10 Durante quarenta anosc fiquei irado contra aquela geração e disse: 95.10 “At 7.36;
Hb 3.17
“Eles são um povo de coração ingrato;
não reconheceram os meus caminhos”.
11 Por isso jureid na minha ira: 95.11 dNm 14.23;
“Jamais entrarão no meu descanso”.e •D I1.35; Hb 4.3*

Salmo 96
1 Cantem ao S e n h o r ’ um novo cântico; 96.1 n Cr 16.23
cantem ao S e n h o r , todos os habitantes da terra!
2 Cantem ao S e n h o r , bendigam o seu nome; 96.2 «SI 71.15
cada dia proclamem a sua salvação!8
3 Anunciem a sua glória entre as nações,
seus feitos maravilhosos entre todos os povos!

4 Porque o S e n h o r é grande e digno de todo louvor,h 96.4 “S118.3;


145.3; SI 89.7;
mais temível' do que todos os deuses !i JSI 95.3
5 Todos os deuses das nações não passam de ídolos, 96.5 »SI115.15

mas o S e n h o r fez os céus.k


6 Majestade e esplendor estão diante dele; 6 'SI 29.1
poder e dignidade,1no seu santuário.

7 Deem ao S e n h o r , mó famílias das nações,11 96.7 "-SI 29.1;


“SI 22.27
deem ao S e n h o r glória e força.
8 Deem ao S e n h o r a glória devida ao seu nome 96.8 «SI 45.12;
72.10
e entrem nos seus átrios trazendo ofertas.0
9 Adorem o S e n h o r no esplendor da sua santidade;? 96.9 “SI 29.2;
“S1114.7; « 13 3.8
tremam1! diante dele todos os habitantes da terra.r

10 Digam entre as nações: “O S e n h o r reina!”s 96.10 “SI 97.1;


« 19 3.1 ; "SI 67.4
Por isso firme está o mundo e não se abalará,*
e ele julgará os povos com justiça.u

9 5 . 8 M eribá significa rebelião.


9 5 . 8 M assá significa provação.

9 5 .3 -5 No mundo pagão da Antiguidade, havia deuses diferentes para 9 5 .1 0 Sobre “coração”, ver nota em 4.7.
povos diferentes, para áreas geográficas diferentes, para regiões cósmicas 9 6 .1 0 Sob a perspectiva do A T, a ordem mundial era uma só, abrangen­
diferentes (o céu, a terra, o submundo) e para diferentes aspectos da vida do os aspectos físicos e morais, porque ambos foram estabelecidos por
(e.g., a guerra, a fertilidade, os artesanatos). Israel, porém, deveria louvar Deus como aspectos de seu único reino e eram sustentados por seu único
ao Senhor porque ele está acima de todos os outros deuses: nenhuma governo. Por isso, o governo de Deus sobre a criação e sobre os assuntos
parte do Universo está além do escopo de seu controle. dos homens é geralmente tratado como um único assunto.
9 5 .7 O rei também era chamado “pastor” de seu povo (ver nota em
23.1), e seu reino era chamado “pastoreio” (ver Jr 25.36; 49.20; 50.45).
SALMOS 98.2 897

96.11 >SI 97.1; 11 Regozijem-se os céus e exulte a terra!v


98.7; Is 49.13
Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
96.12 »ls 44.23; 12 Regozijem-se os campos e tudo o que neles há!
«SI 65.13
Cantem de alegriawtodas as árvores da floresta,*
9 6.13iA p19.11 13 cantem diante do Sen h o r , porque ele vem,
vem julgarV a terra;
julgará o mundo com justiça
e os povos com a sua fidelidade!

Salmo 97
97.1 «SI 96.10; 10 Sen h o r reina!zExulte a terra3
■SI 96.11
e alegrem-se as regiões costeiras distantes.

97.2 »Êx 19.9; SI 2 Nuvens escuras e espessasbo cercam;


18.11; «SI 89.14
retidão e justiça são a base do seu trono.c
97.3 aDn 7.10; 3 Fogodvai adiantee dele
«Hc3.5;<SI18.8
e devora* os adversários ao redor.
4 Seus relâmpagos iluminam o mundo;
a terra os vê e estremece.9
9 7 5 « 14 6.2 ,6; 5 Os montes se derretem11como cera diante do Sen h o r ,
Mq 1.4; Us 3.11
diante do Soberano de toda a terra.'
9 7 .6 1SI 50.6; 6 Os céus proclamam a sua justiça,i
*S119.1
e todos os povos contemplam a sua glória.k
9 7 .7 1 » 26.1 ; “ Jr 7 Ficam decepcionados1todos os que adoram imagensm
10.14; "Hb 1.6
e se vangloriam de ídolos.
Prostram-se diante dele11todos os deuses!

8 Sião ouve e se alegra,


e as cidades" de Judá exultam,
por causa das tuas sentenças,0 Sen h o r .
97.9 PSI 83.18; 9 Pois tu, Sen h o r , és o Altíssimo sobre toda a terra!P
95.3; »ÊX 18.11
És exaltado^ muito acima de todos os deuses!

97.10 S I 34.14; 10 Odeiem o mal,r vocês que amam o Sen h o r ,


Am 5.15; Rm 12.9;
*>v 2.8; >0113.28; pois ele protege a vida dos seus fiéiss
<S 37.40; J r 15.21
e os livra' das mãos dos ímpios."
97.11 >J6 22.28 11A luz nasce6* sobre o justo
e a alegria sobre os retos de coração.
97.12 »SI 30.4 12 Alegrem-se no Sen h o r , justos,
e louvem o seu santo nome.w

Salmo 98
Salm o.

98.1 *SI 96.1; 1 Cantem ao S e n h o r um novo cântico,*


« 1 9 6 .3 ; í x 15.6;
«Is 52.10 pois ele fez coisas maravilhosas^
a sua mão direita2 e o seu braço santo3
lhe deram a vitória!
2 O S e n h o r anunciou a sua vitóriab
e revelou a sua justiça às nações.

9 7 .8 Hebraico:filhas.
9 7 .1 1 Conforme a Septuaginta e algumas versões antigas. O Texto Massorético diz A luz é semeada.

96.11 A alegria no A T é, geralmente, uma expressão coletiva, muitas musicais, os aplausos e o ato de saltar ou bater os pés. A festividades
•«rzes associada com a dança ou a bênção da prosperidade (Is 60.15) ou sacrifícios de ofertas (D t 12.12; Is 56.7), as celebrações de colheita ou
cm ocasiões nas quais o louvor a Deus é proclamado em voz alta ou de vitórias (ISm 18.6; J1 1.16) e a prosperidade ou o triunfo pessoal
cintado até mesmo nas cerimônias públicas mais formais (Ed 3.10,11; (SI 31.7; Is 6l.3ss) são todos ocasiões para alegria.
51 100.1,2). Associados a esse conceito estão também os instrumentos
98 SALMOS 98.3

3 Ele se lembrou0 do seu amor leal


e da sua fidelidade para com a casa de Israel;
todos os confins da terra viram
a vitória do nosso Deus.

4 Aclamemdo S e n h o r todos os habitantes da terra!


Louvem-no com cânticos de alegria e ao som de música!
5 Ofereçam música ao S e n h o r com a harpa,e 98.5 "SI 92.3;
'Is 51.3
com a harpa e ao som de canções/
6 com cornetass e ao som da trombeta; 98.6 JNm 10.10;
"SI 47.7
exultem diante do S e n h o r , o Rei!h

7 Ressoe o mar e tudo o que nele existe, 98.7 iSI 24.1


o mundo e os seus habitantes!'
8 Batam palmas os rios,
e juntos cantem de alegria os montes;!
9 cantem diante do S e n h o r , porque ele vem, 98.9 «SI 96.10
vem julgar a terra;
julgará o mundo com justiça
e os povos com retidão.k

Salmo 99
1 0 Sen h or reina!1As nações tremem! 99.1 SI 97.1;
4 x 2 5 .2 2
O seu trono está sobre os querubins!"1
Abala-se a terra!

9 8 .6 As “cornetas” eram trombetas especiais, compridas e retas, perten- Nm 10.1-10). A trombeta mais comum era feita de chifre de carneiro
centes ao santuário (mencionadas apenas aqui em Salmos; ver notas em (mencionada também em 47.5; 81.3; 150.3; ver nota em J1 2.1).

I
NOTAS H IS TÓ RI CA S E CULTURAI S

O shofar
SALMO 98 Salmos 98.4-6 instrui os adora­ Os israelitas, quando marcharam ao redor de • no Dia da Expiação, no ano do Jubileu
dores a oferecer alegres músicas de louvor Jerico sete vezes, foram instruídos a soprar (Lv 25.9);2
a Deus não apenas com a voz, mas também trombetas de chifres de carneiros (Js 6.4,5). • no retorno da arca a Jerusalém, promovido
por meio de vários instrumentos. A pala­ 0 shofar reunia os adoradores em Jerusa­ por Davi (2Sm 6.15);
vra hebraica traduzida por "trombeta" (ou lém (Is 27.13). • na cerimônia de renovação da alian­
"chifre de carneiro", v. 6) é shofar. Esse ins­ •5* Era soprado pelos vigias para anunciar ça, durante as reformas religiosas de Asa
trumento pertence a uma classe conhecida a chegada de notícias importantes, boas ou (2Cr 15.14);
como aerofone, que produz som quando o ar más (ISm 13.3; Ez 33.3-6; Jl 2.1,15; Am 2.2). • na adoração regular no templo (SI 47.5;
passa através dele. 0 s/ío/wr1 era soprado em Era usado em cerimônias de coroação, 81.3; 98.6; 150.3).
vários contextos: como na de Salomão (1Rs 1.34) e de Jeú
•5* 0 sopro do chifre convocava os guerreiros (2Rs 9.13). Ver também 'Trombetas no mundo an­
para a batalha e sinalizava o início de um ❖ 0 shofar foi soprado em ocasiões sagra­ tigo", em Ap 8.
ataque (Jz 3.27; 7.20; Jó 39.25; Jr 4.19-21). das, como:

1Ver "Instrumentos musicais antigos", em SI 5. 2Ver "0 Dia da Expiação", em Lv 16; e "Sábado, ano sabático e Jubileu", em Lv 25.
SALMOS 99.8

99.2 "Si 48.1 ; 2 Grande é o S e n h o r" em Sião;


ele é exaltado0 acima de todas as nações!
99.3 psi 76.1 3 Seja louvado o teu grande e temível nome,P
que é santo.
99.4 «si 11.7; 4 Rei poderoso, amigo dajustiça!aCi
18198,9 Estabeleceste a equidader
e fizeste em Jacó o que é direito e justo.
99.5 >si 132.7 5 Exaltems o S e n h o r, o nosso Deus,
prostrem-se diante do estrado dos seus pés.
Ele é santo!

99.6 íx 24.6; 6 Moisés* e Arão estavam


"Jr 15.1; '1 Sm 7.9 e n t r e Q s s e u s s a c e r c i 0 t eS j

Samuel,u entre os que invocavam o seu nome;


eles clamavam pelo S e n h o r,
e ele lhes respondia.v
99.7 «Êx 33.9 i Falava-lhes da coluna de nuvem,w
e eles obedeciam aos seus mandamentos e aos decretos que ele lhes dava.

99.8 »Nm 14.20 8 Tu lhes respondeste, S e n h o r, nosso Deus;


para eles, tu eras um Deus perdoador,*

0 99.4 O u O rei é p o d ero so e a m a a justiça.

A r ■

NOTAS HI STÓRICAS I CULTURAIS

Tronos no mundo antigo


SALMO 99 Os tronos reais e rituais do mundo marfim do M egido e um sarcófago de colinas ao longo do rio Tigre mostram deuses
antigo eram geralmente construídos sobre Biblos, ambos datando do século XIII a.C., montados em criaturas compostas.
uma armação de madeira revestida com me­ aproximadamente, apresentam imagens de 0 trono divino de Yahweh era visto
tais preciosos e incrustada com joias.1 As or­ reis sentados em tronos com encostos curva­ como uma entidade viva composta por criatu­
namentações mais comum eram os entalhes dos no alto, apoiados por esfinges e com o pé ras de fogo, cujas asas estendidas formavam
de leões, esfinges aladas e criaturas mitoló­ sobre um escabelo.2 Geralmente, o escabelo a carruagem sobre a qual ele atravessava os
gicas compostas. Segundo a tradição artísti­ acompanhava o trono e era muitas vezes céus (2Sm 22.11; S118.10; Ez 10.1). Seu tro­
ca atestada em todo o mundo antigo, essas decorado com cenas de inimigos subjugados, no era um espetáculo de luz, brilhando com
ornamentações funcionavam como símbolos imagem que comunicava o triunfo sobre os o esplendor das joias (Ez 1.26; Ap 4.3) e emi­
de poder e autoridade. 0 trono de Salomão inimigos (S1110.1). 0 rei do mundo antigo tindo chamas de fogo (S1104.3,4; Dn 7.9).
era feito de marfim revestido de ouro. Tinha queria literalmente transformar seus inimi­ Embora o céu seja o trono de Deus e a terra
a parte alta arredondada e possuía um par de gos em escabelo.3 seu escabelo (Is 66.1), o templo e Jerusalém
braços em formato de leão. Seis degraus le­ Os deuses do antigo Oriente Médio são (i.e., a cidade-templo) são às vezes men­
vavam ao estrado, e cada degrau era ladeado retratados sentados em tronos ou montados cionados como trono e escabelo de Deus,
por dois leões, um em cada extremidade em animais ou em seres míticos (e.g., uma respectivamente (1Cr 28.2; S1132.7).4 Essa
(IRs 10.19,20). deusa pode estar montada num leão com imagem evoca a presença divina de Yahweh
0 desenho desses tronos segue o padrão uma perna de cada lado), de forma que a e seu reinado sobre o povo da aliança.
das outras mobílias reais de cada tempo própria criatura se tornava o assento da di­
e região. Por exemplo, uma escultura em vindade. Imagens de deuses esculpidas nas

'Ver 'Pedras preciosas do mundo bíblico", em Is 54. JPara mais informações sobre essas cidades, ver "Megido", em Zc 12; e "Biblos", em Ez 27. 3Ver "0 rei no antigo
Oriente Médio", em SI 45. 4Ver também "0 templo de Salomão e outros templos antigos", em 1Cr 29.
900 SALMOS 99.9

embora os tenhas castigado


por suas rebeliões.
9 Exaltem o Sen h o r , o nosso Deus;
prostrem-se, voltados para o seu santo monte,
porque o Sen h o r , o nosso Deus, é santo.

Salmo 100
Salmo. Para ação de graças.

1Aclamemy o Sen h or
todos os habitantes da terra!
2 Prestem culto ao Sen h o r com alegria; 100.2 -SI 95.2
entrem na sua presença2
com cânticos alegres.
3 Reconheçam que o Sen h or é o nosso Deus.3 100.3 *SI 46 .10 ;
Ele nos fez6 e somos dele0: M ó 10 .3 ; «SI 7 4 .1 ;
E z 34.31
somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.0

4 Entrem por suas portas com ações de graças 100.4 «S 11 1 6 .1 7


e em seus átrios com louvor;
deem-lhe graças e bendigam o seu nome.d
5 Pois o Sen h or é bome e o seu amor leal é eterno;f 100.5 »1 Cr 16 .34;
SI 25.8; € d 3 .1 1 ;
a sua fidelidadea permanece por todas as gerações. S 1 10 6 .1;
■S1119 .9 0

Salmo 101
Salmo davídico.

1 Cantarei a lealdade11e a justiça. 101.1 hSI 5 1 .1 4 ;


8 9 .1; 14 5 .7
A ti, Sen h o r , cantarei louvores!
2 Seguirei o caminho da integridade;
quando virás ao meu encontro?
Em minha casa viverei de coração íntegro.
3 Repudiarei todo mal.'

Odeio a conduta dos infiéis;)


jamais me dominará!
4 Longe estou dos perversos de coração;k
não quero envolver-me com o mal.

5 Farei calar ao que difama o próximo1às ocultas. 10 1.5 iS I5 0 .2 0 ;


mS 1 10 .5 ; Pv 6 .1 7
Não vou tolerar o homem de olhos arrogantesm
e de coração orgulhoso.

6 Meus olhos aprovam os fiéis da terra,


e eles habitarão comigo.
Somente quem tem vida íntegra"
me servirá.

« 1 0 0 .3 Ou e não nós mesmos.

100.1-5 A Bíblia compara o povo de Deus a um rebanho de ovelhas (ver 101.1-8 Esse salmo foi escrito por um dos reis de Israel, ou por Davi, ou
nota em 2 3.1) por serem dependentes de Deus como as ovelhas por um de seus descendentes (ver o título). Tem a forma de um antigo
do pastor. Na verdade, a ovelha, a despeito de sua impotência e fraque­ tratado. O rei se comprometia solenemente a administrar a justiça e a
za, representava a riqueza de Israel, e os pastores dedicavam sua vida ao viver para o ideal teocrático (o governo de Deus) em Israel. Deus havia
cuidado delas. instruído o rei a que providenciasse para si uma cópia pessoal da Lei, de
100.1,2 Para mais informações sobre expressões de alegria no A T, modo que pudesse viver corretamente e administrar bem os assuntos
ver nota em 96.11. de Estado como executivo de Israel (D t 17.14-20). O rei era o servo de
Deus, designado para cumprir a vontade de seu Mestre e Senhor.
SALMOS 101.7

OS 25 VERSÍCULOS MAIS CONHECIDOS DO LIVRO DE SALMOS

1 S e n h o r, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! (8.1).

2 Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe” (14.1).

3 Os céus declaram a glória de Deus (19.1).

4 Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? (22.1).

5 0 S e n h o r é o meu pastor; de nada terei faita (23.1).

6 0 S e n h o r é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? (27.1).

7 Deleite-se no S e n h o r, e ele atenderá aos desejos do seu coração ( 3 7 .4 ).

8 Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus (42.1).

9 Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade (46.1).

10 Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! (46.10).

11 Grande é o S e n h o r, e digno de todo louvor (48.1).

12 Cria em mim um coração puro, ó Deus (51.10).

13 Que Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe, e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (67.1).

14 Como é agradável o lugar da tua habitação, S e n h o r dos Exércitos! (84.1).

15 Cantem ao S e n h o r um novo cântico, pois ele fez coisas maravilhosas (98.1).

16 Aclamem o S e n h o r todos os habitantes da terra! (100.1).

17 Pois o S e n h o r é bom e o seu amor leal é eterno (100.5).

18 E como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões (103.12).

19 Deem graças ao S e n h o r porque ele é bom; o seu amor dura para sempre (107.1).

20 A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho (119.105).

21 Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? (121.1).

22 Se não for o S e n h o r o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção (127.1).

23 Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! (133.1).

24 Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável (139.14).

25 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração (139.23).

O ld T estam ent Today,p. 344


902 SALMOS 101.7
7 Quem pratica a fraude
não habitará no m eu santuário;
o mentiroso não perm anecerá
na m inha presença.
8 Cada m anhã0 fiz calar 101.8 »Jr 21.12;
pSI 75.10;
todos os ímpiosP desta terra;
« 1118.10-12;
eliminei todos os malfeitores1! ■SI 46.4

da cidade do Se n h o r /

Salmo 102
Oração de um aflito que, quase desfalecido, derrama o seu lamento diante do SEN H OR.

1 Ouve a minha oração, S e n h o r ! 102.1 *Êx 2.23


Chegue a ti o meu grito de socorro!s
2 líao escondas de mim o teu rosto* 102.2 <SI 69.17
quando estou atribulado.
Inclina para mim os teus ouvidos;
quando eu clamar, responde-me depressa!
3 Esvaem-se os meus dias como fumaça;u 102.3 “Tg 4.14
meus ossos queimam como brasas vivas.
4 Como a relva ressequida está o meu coração;v 102.4 «SI 37.2
esqueço até de comer!
5 De tanto gemer estou reduzido a pele e osso.
6 Sou como a coruja do deserto",'" 102.6 »JÓ 30.29;
como uma coruja entre as ruínas. Is 34.11

7 Não consigo dormir;» 102.7 *SI 77.4;


»SI 38.11
pareço um pássaro solitáriov no telhado.
8 Os meus inimigos zombam de mim
o tempo todo;
os que me insultam usam o meu nome
para lançar maldições.
9 Cinzas são a minha comida, 102.9 ?SI 42.3
e com lágrimas2 misturo o que bebo,
10 por causa da tua indignação e da tua ira,a 102.10 « 1 38.3
pois me rejeitaste e me expulsaste para longe de ti.
11 Meus dias são como sombras crescentes;0 102.11 »JÔ 14.2

sou como a relva que vai murchando.

12 Tu, porém, S e n h o r , no trono reinarás para sempre;0 102.12 cSI 9.7;


«SM 35.13
o teu nome será lembradodde geração em geração.
13 Tu te levantarás e terás misericórdiae de Sião,
pois é hora de lhe mostrares compaixão;
o tempo certo é chegado.
14 Pois as suas pedras são amadas
pelos teus servos,
as suas ruínas os enchem de compaixão.
15 Então as nações temerão* o nome do S e n h o r 102.15*1 Rs 8.43;
iS1138.4
e todos os reisa da terra a sua glória.

1 0 2 .6 Ou pelicano.

101.8 “Cada manhá” implica diligência e persistência (ver Jr 21.12; braseiros de carvão incandescente, que eram panelas largas e rasas, usadas
S f 3.5). E possível que o rei cuidasse das causas judiciais no período da também para cozimento (ver G n 18.6; Is 30.14; J r 3 6 .22,23; Os 13.3;
manhã. Zc 12.6).
102.3 Nos tempos antigos, as casas eram aquecidas de maneira muito 102.4 Sobre “coração”, ver nota em 4.7. Aqui, “coração” é usado em
diferente dos dias atuais. Nas casas mais humildes, o aquecedor consistia combinação com “ossos” (v. 3) para se referir à pessoa como um todo
de uma depressão no piso de um dos aposentos, na qual o fogo era aceso (corpo e espírito). Compare a combinação de “alma” e “ossos”, em 6.2,3
para cozimento ou para aquecimento. As chaminés eram desconhecidas: (ver 6.3 em que “ser” também pode significar “alma”; ver também a nota).
a fumaça escapava da casa da forma que podia ou através de uma treliça 102.6 A coru ja estava associada às áreas desérticas e às ruínas
aberta para esse propósito. As melhores casas eram aquecidas por (ver Is 3 4 .1 1 ,1 5 ; J r 5 0 .3 9 ; S f 2 .1 4 ).
SALMO S 103.7 903

102.16 "Is 60.1,2 16 Porque 0 S e n h o r reconstruirá Sião


e se manifestará na glória que ele tem.h
102.17 Ne 1.6 17 Responderá à oração' dos desamparados;
as suas súplicas não desprezará.

102.18 iRm 15.4; 18 Escreva-se istd para as faturas gerações,


«SI 22.31 e um povo que ainda será criadoklouvará 0 S e n h o r, proclamando:
102.19 'Dt 26.15 19 “Do seu santuário nas alturas 0 Sen h or olhou;1
dos céus observou a terra,
102.20 mSI 79.11 20 para ouvir os gemidos dos prisioneiros111
e libertar os condenados à morte”.
102.21 "SI 22.22 21 Assim 0 nome do Sen h o r será anunciado11em Sião
e 0 seu louvor em Jerusalém,
22 quando os povos e os reinos
se reunirem para adorar o Se n h o r .

23 No meio da minha vida ele me abateu com sua força;


abreviou os meus dias.
102.24 »SI 90.2; 24 Então pedi:
Is 38.10
“Ó meu Deus, não me leves
no meio dos meus dias.
Os teus dias duram0 por todas as gerações!”
102.25 PGn 1.1; 25 No princípioP famaste os fundamentos da terra,
Hb 1.10-12*
e os céus são obras das tuas mãos.
102.26 ils 34.4; 26 Eles perecerão,11 mas tu permanecerás;
Mt 24.35; 2Pe3.7-
10; Ap 20.11 envelhecerão como vestimentas.
Como roupas tu os trocarás
e serão jogados fora.
1 0 2 .2 7 'Ml 3.6; 27 Mas tu permaneces 0 mesmo/
Hb 13.8; Tg 1.17
e os teus dias jamais terão fim.
102.28 >SI 69.36; 28 Os filhos dos teus servoss
■SI 89.4
terão uma habitação;
os seus descendentes* serão estabelecidos
na tua presença.

Salmo 103
Davídico.

103.1 «S1104.1 1 Bendiga 0 S e n h o r a minha alma!u


Bendiga 0 Sen h o r todo o meu ser!
2 Bendiga o Sen h o r a minha alma!
Não esqueça nenhuma de suas bênçãos!
103.3 "S1130.8; 3 É ele que perdoa todos os seus pecadosv
■íx 15.26
e curawtodas as suas doenças,
4 que resgata a sua vida da sepultura
e 0 coroa de bondade e compaixão,
103.5 <ls 40.31 5 que enche de bens a sua existência,
de modo que a sua juventude
se renova como a águia.x
6 O Sen h o r faz justiça
e defende a causa dos oprimidos.
1 03.7 >SI 99.7; 7 Ele manifestou» os seus caminhos2 a Moisés;
147.19; zÊx 33.13;
>S1106.22 os seus feitos,3 aos israelitas.

103.1 ,2 A expressão “a minha alma” era o modo convencional hebraico


de a pessoa se dirigir ao próprio íntimo (cf. v. 22; 104; 1,35; 116.7).
Sobre “alma”, ver nota em 6.3.
904 SALMOS 103.8
8 0 Senh or é compassivo e misericordioso,b 103.8 »Éx 34.6;
SI 86.15; Tg 5.11
mui paciente e cheio de amor.
9 Não acusa sem cessar 103.9 ‘ SI 30.5;
Is 57.16; Jr 3.5,12;
nem fica ressentido para sempre;0 Mq 7.18
10 não nos trata conforme os nossos pecadosd 103.10 € d 9.13
nem nos retribui conforme as nossas iniquidades.
11 Pois como os céus se elevam acima da terra, 103.11 eSl 57.10
assim é grande o seu amor® para com os que o temem;
12 e como o Oriente está longe do Ocidente, 103.1 2 f2Sm 12.13
assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões.f
13 Como um pai tem compaixãoa de seus filhos, 103.13 flMI 3.17

assim o Sen h o r tem compaixão dos que o temem;


14 pois ele sabe do que somos formados;h 103.14 hls 29.16
lembra-se de que somos pó.
15 A vida do homem é semelhante à relva;1 103.15 >SI 90.5;
JJó 14.2; Tg 1.10;
ele floresce como a flori do campo, 1Pe 1.24
16 que se vai quando sopra o vento;k 103.16 *ls 40.7;
UÓ7.10
tampouco se sabe mais o lugar que ocupava.1
17 Mas o amor leal do Sen h o r ,
o seu amor eterno, está com os que o temem
e a sua justiça com os filhos dos seus filhos,
18 com os que guardam a sua aliança 103.18 mDt 7.9
e se lembram de obedecer aos seus preceitos."1

19 O Sen h o r estabeleceu o seu trono nos céus, 103.19 nSI 47.2


e como rei domina" sobre tudo o que existe.
20 Bendigam o Sen h o r , 103.20 °S1148.2;
Hb 1.14; pSI 29.1
vocês, seus anjos0 poderosos,?
que obedecem à sua palavra.
21 Bendigam o Sen h o r todos os seus exércitos,11 103.21 H Rs 22.19
vocês, seus servos, que cumprem a sua vontade.
22 Bendigam o Sen h o r todas as suas obrasr 103.22 fS1145.10
em todos os lugares do seu domínio.

Bendiga o Sen h o r a minha alma!

Salmo 104
1 Bendiga o Sen h o r a minha alma!s 104.1 sS1103.22

0 Sen h o r , meu Deus, tu és tão grandioso!


Estás vestido de majestade e esplendor!
2 Envolto* em luz como numa veste, 104.2 'Dn 7.9;
uls 40.22
ele estende os céusucomo uma tenda,
3 e põe sobre as águas dos céus 104.3 vAm 9.6;
«Is 19.1; «118.10
as vigasvdos seus aposentos.
Faz das nuvenswa sua carruagem
e cavalga nas asas do vento*
4 Faz dos ventos seus mensageiros^ 104.4 yS1148.8;
Hb1.7*; z2Rs2.11
e dos clarões reluzentes2 seus servos.

5 Firmaste a terra3 sobre os seus fundamentos 104.5 aJó 26.7;


para que jamais se abale; SI 24.1,2

0 104.4 Ou anjos.

103.12 Yâm (“mar”) é a palavra hebraica geralmente usada para indicar atualmente conhecida como Palestina. A palavra às vezes era usada com
o Ocidente, por causa da posição do Mediterrâneo a oeste da área “Oriente” para denotar grandes distâncias.
SALMOS 104.14
104.6 »Gn 7.19; 6 com as torrentes do abismoba cobriste,0como se fossem uma veste;
cGn 1.2
as águas subiram acima dos montes.
7 Diante das tuas ameaçasdas águas fugiram,
puseram-se em fuga ao som do teu trovão;
8 subiram pelos montes
e escorreram pelos vales,
para os lugares que tu lhes designaste®
9 Estabeleceste um limite
que não podem ultrapassar;
jamais tornarão a cobrir a terra.

10 4 .10 < S I10 7.3 3 ; 10 Fazes jorrar as nascentes* nos vales


Is 4 1 .1 8
e correrem as águas entre os montes;
11 delas bebem todos os animais selvagens,
e os jumentos selvagens saciam a sua sede.
12 As aves do céu9 fazem ninho junto às águas
e entre os galhos põem-se a cantar.
1 0 4 .1 3 hS 1 1 4 7 .8 ; 13 Dos teus aposentos celestes regas os montes;*1
J r 1 0 .13
sacia-se a terra com o fruto das tuas obras!
1 0 4 .1 4 ijó 3 8 .2 7; 14 É o S e n h o r que faz crescer o pasto' para o gado,
S 1 1 4 7 .8 ; IGn 1.3 0 ;
J ó 28.5 e as plantas que o homem cultiva,
para da terra tirar o alimento:)

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

O texto ugarítico do mito de Baal


SALMO 104 Descoberto no sítio de Ras 0 salmo 104, que versa sobre a Criação, Rei e Deus de toda a criação, num ambiente
Shamra (a antiga U garite; ver mapa 1),1 utiliza algumas das imagens do mito de em que a adoração a Baal era tentadora.
o texto que relata o mito de Baal é uma das Baal. Descreve-se o poder do Senhor sobre
1Ver "Ugarite/Ras Shamra", em SI 29. 2Ver "Baal e
mais longas obras literárias dos povos o mar no ato criador (v. 6ss), e o Senhor "faz os cultos de fertilidade", em Os 2.
semitas ocidentais do II milênio a.C. A história das nuvens a
começa com o conflito entre Baal, o deus da sua carrua­
tempestade, e Yam, o deus do mar, envol­ gem" (v. 3)
vendo a posição de liderança. Embora Baal assim como
saia vitorioso desse conflito, mais tarde é Baal faz das
derrotado e morto por Mot, o deus dos grãos nuvens sua
e da morte. Anat, irmã de Baal, depois de montaria. Dife­
lamentar e sepultar o irmão, vinga-se dele, rentemente de
matando Mot. Ela então tritura o corpo de Baal, porém, nem
Mot e o semeia como sementes. Em segui­ o Senhor é morto,
da, Baal e Mot ressuscitam e mais uma vez nem é o socorro
competem pelo poder, e o conflito termina prestado a ele o
com a capitulação de Mot. 0 incidente com fator que desenca­
Yam é interpretado como vitória de Baal deia o processo de
sobre o mar, e a luta entre Baal e Mot é in­ produção de alimento
terpretada como o ciclo de fertilidade, que (v. 13ss). A atribuição de características
corresponde ao "desaparecimento" sazonal de Baal ao Senhor e o fato de ele ser superior
de Baal da face da terra.2 a Baal enaltecem o Senhor como verdadeiro

Tablete ugarítico descrevendo o conflito entre Baal e M ot (Morte)


Preseiving Bible Times; © dr. James C M artin; usado com permissão do Museu do Louvre
906 SALMOS 104.15

Vozes antigas
Os deuses os veem
V 15 o vinho,kque alegra o coração do homem;
o azeite,1que lhe faz brilhar o rosto,
e o pão, que sustenta o seu vigor.
104.15 «Jz 9.13;
'SI 23.5; 92.10;
LC7.46

Veem os mensageiros de Yamu,


16 As árvores do S e n h o r são bem regadas,
a embaixada do governador [Naharu]*. os cedros do Líbano que ele plantou;
Os deuses abaixam a cabeça 17 nelas os pássarosmfazem ninho,
até os joelhos, e nos pinheiros a cegonha tem o seu lar.
até seus tronos principescos. 18 Os montes elevados pertencem 1 0 4 .18 "Pv 30.26

Balu os repreende: aos bodes selvagens, e os penhascos são um refugio para os


Porque, deuses, vocês abaixam [a] cabeça coelhos.n
até os joelhos,
até seus tronos principescos?
19 Ele fez a lua para marcar estações;0 1 0 4 .19 °G n 1 .1 4 ;
»S I19 .6
Eis como se deve responder aos deuses, o solP sabe quando deve se pôr.
à tabuleta dos mensageiros de Yamu, 20 Trazes trevas,e cai a noite,r 10 4.2 0 «Is 4 5 .7;
■SI 7 4 .1 6 ; <SI 50 .10
à embaixada do governador Naharu! quando os animais da florestas vagueiam.
Levantem-se dos joelhos, ó deuses, a 21 Os leões rugem à procura da presa, 10 4.2 1 tj6 38.39;
S 1 1 4 5 .15 ; Jl 1.20
cabeça buscando de Deus o alimento,*
e de seus tronos principescos. 22 mas ao nascer do sol eles se vão 1 0 4 .2 2 HJÓ 3 7.8
E que eu responda aos mensageiros de e voltam a deitar-se em suas tocas.u
Yamu, 23 Então o homem sai para o seu trabalho,v
à embaixada do governador Naharu. para o seu labor até o entardecer.
Os deuses então levantam a cabeça dos
joelhos, 24 Quantas são as tuas obras,wS e n h o r ! 1 0 4.2 4 "S I 40.5;
«P V 3 .19
de seus tronos principescos. Fizeste todas elas com sabedoria!*
*A s palavras entre colchetes foram acrescentadas pelo
A terra está cheia de seres que criaste.
tradutor no local em que o texto contém lacunas ou para 25 Eis o mar,v imenso e vasto.
dar mais clareza.
Nele vivem inúmeras criaturas,
— 0 mito de Balu seres vivos, pequenos e grandes.
Ver o artigo "0 texto ugaritico do mito de Baal", em S1104.
26 Nele passam os navios,ze também o Leviatã0,3 10 4.26 « 1 1 0 7 .2 3 ;
E z 2 7.9 ; »JÓ 4 1.1
que formaste para com ele6 brincar.

27 Todos eles dirigem seu olhar a ti, 10 4 .2 7 6JÓ 36.31;


S 1 13 6 .2 5; 14 5 .15 ;
esperando que lhes dês o alimento*1no tempo certo; 14 7 .9
28 tu lhes dás, e eles o recolhem; 10 4.2 8 «S 114 5 .16

abres a tua mão, e saciam-se0 de coisas boas.


29 Quando escondes o rosto,d 1 0 4.2 9 « 3 1 . 1 7 ;
«Jó 3 4 .1 4 ; Ec 1 2 .7
entram em pânico;
quando lhes retiras o fôlego,
morrem e voltam ao pó.e
30 Quando sopras o teu fôlego,
eles são criados,
e renovas a face da terra.

31 Perdure para sempre a glória do S e n h o r !


Alegre-se o S e n h o r em seus feitos!*
32 Ele olha para a terra, e ela treme;0 10 4.3 2 aSI 9 7.4 ;
"Ê x 19 .18 ;
toca os montes,11e eles fumegam.' S 1 14 4 .5

33 Cantareii ao S e n h o r toda a minha vida;


louvarei ao meu Deus enquanto eu viver.

1 0 4 .2 6 Ou monstro marinho.
1 0 4 .2 6 Ou para nele.

104.16-18 O Líbano, bem irrigado, com suas árvores gigantes, revoadas 104.26 O Leviatã é o temível monstro mitológico das profundezas (ver
de pássaros e animais alpinos, era o epítome do parque terrestre de Deus. nota em SI 89.9,10), mas para Deus não passa de úm bicho de estimação
A palavra “coelhos” é, provavelmente, uma referência ao hírax sírio, inofensivo que brinca no oceano.
animal arisco, quase do tamanho do coelho, que vive entre as rochas.
SALMOS 105.19 907

104.34 «SI 9.2 34 Seja-lhe agradável a minha meditação,


pois no Sen h or tenho alegria.k
1 0 4 .3 5 'SI 3 7.38; 35 Sejam os pecadores eliminados1da terra
" S 1 10 5.4 5 ;
10 6.48 e deixem de existir os ímpios.

Bendiga 0 S e n h o r a minha alma!

Aleluia!om

Salmo 105
10 5.1 "1C r 16 .34; 1 Deem graças ao Sen h o r ," proclamem 0 seu nome;0
■SI99.6
divulguem os seus feitos entre as nações.
1 0 5 2 »SI 96.1 2 Cantem para eleP e louvem-no;
relatem todas as suas maravilhas.
3 Gloriem-se no seu santo nome;
alegre-se 0 coração dos que buscam 0 S e n h o r.
10 5 .4 «SI 27.8 4 Recorram ao Sen h o r e ao seu poder;
busquem sempre a sua presença.'!
10 5 .5 'SI 40.5; 5 Lembrem-se das maravilhasr que ele fez,
■SI 7 7 .1 1
dos seus prodígios e das sentenças de juízo que pronunciou,s
10 5 .6 iv. 42; 6 ó descendentes de Abraão, seu servo,*
"S 110 6.5
ó filhos de Jacó, seus escolhidos.*1

7 Ele é 0 Sen h o r , o nosso Deus;


seus decretos são para toda a terra.
10 5 .8 <S1106.45; 8 Ele se lembra para sempre da sua aliança,v
Lc 1 .7 2
por mil gerações, da palavra que ordenou,
10 5 .9 «G n 1 2 .7 ; 9 da aliança que fez com Abraão,w
1 7 .2 ; 2 2 .16 -1 8 ;
Gl 3 .1 5 -1 8 do juramento que fez a Isaque.
1 0 5 .1 0 «G n 2 8 .1 3 - 10 Ele 0 confirmou* como decreto a Jacó,
15
a Israel como aliança eterna, quando disse:
1 0 5 .1 1 »Gn 13 .15 ; 11 “Darei a você a terra de Canaã,»
15 .18
a herança que lhe pertence”.
1 0 5 .1 2 zGn 34.30; 12 Quando ainda eram poucos,2
Dt 7 . 7 ; «Gn 23.4;
Hb 11 .9 um punhado de peregrinos na terra,3
13 e vagueavam de nação em nação,
de um reino a outro,
1 0 5 .1 4 “Gn 35.5; 14 ele não permitiu que ninguém os oprimisse,b
"Gn 1 2 .1 7 -2 0
mas a favor deles repreendeu reis,c dizendo:
10 5 .15 "Gn 2 6 .11 15 “Não toquemdnos meus ungidos;
não maltratem os meus profetas”.

10 5 .1 6 «Gn 4 1.5 4 ; 16 Ele mandou vir fomee sobre a terra


L v 26 .26; Is 3 .1 ;
E Z 4 .1 6 e destruiu todo 0 seu sustento;
1 0 5 .1 7 iGn 3 7.28 ; 17 mas enviou um homem adiante deles,
45.5; A t 7.9
José, que foi vendido como escravo.*
10 5 .1 8 «Gn 4 0 .15 18 Machucaram-lhe os pés com correntesS
e com ferros prenderam-lhe 0 pescoço,
10 5 .1 9 "Gn 40.20- 19 até cumprir-se a sua predição*1
22
e a palavra do Sen h or confirmar o que dissera.

* 104.35 Ou Louvem o Senhor, também em todo o livro de Salmos.

105.18 O ferro só passou a ter uso comum no antigo Oriente Médio


depois do século X II a.C. As correntes e os grilhões dos tempos antigos
eram feitos de bronze (ver Jz 16.21).
908 SALMOS 105.20
20 0 rei mandou soltá-lo, 105.20 iQn 41.14
o governante dos povos o libertou.1
21 Ele o constituiu senhor de seu palácio
e administrador de todos os seus bens,
22 para instruir os seus oficiaisi como desejasse 105.22iGn41.43,
44
e ensinar a sabedoria às autoridades do rei.

23 Então Israel foi para o Egito,k 10553 *Gn 46.6;


At 13.17
Jacó viveu como estrangeiro na terra de Cam.
24 Deus fez proliferar o seu povo, tornou-o mais poderoso1 105.24'6(1.7,9
do que os seus adversários
25 e mudou o coração delesmpara que odiassem o seu povo, 105.25 mÊX 4.21;
«Ê x 1.6-10; At 7.19
para que tramassem11contra os seus servos.
26 Então enviou seu servo Moisés,0 105.26 °ÊX 3.10;
pNm 16.5; 17.5-8
e Arão, a quem tinha escolhido,p
27 por meio dos quais realizou1' os seus sinais milagrosos 1 0 5 2 7 »ÊX 7.8—
12.51
e as suas maravilhas na terra de Cam.
28 Ele enviou trevas,r e houve trevas, 105.28 í x 10.22
e eles não se rebelaram" contra as suas palavras.
29 Ele transformou as águas deles em sangue® 105.29 « 1 78.44;
ÍX7.21
causando a morte dos seus peixes.*
30 A terra deles ficou infestada de rãs,u 105.30 “Êx 8.2,6
até mesmo os aposentos reais.
31 Ele ordenou, e enxames de moscasve piolhos*"* 105.31 «Êx 8.21-
24; "Êx 8.16-18
invadiram o território deles.
32 Deu-lhes granizo,* em vez de chuva, 105.32 »ÊX 9.22-
25
e raios flamejantes por toda a sua terra;
0 1 0 5 .2 8 A Septuaginta e a Versão Siríaca d iz e m mas eles se rebelaram.
b 1 0 5 .3 1 Ou mosquitos.

1 05.22 Os “oficiais” são os conselheiros do fàraó, geralmente homens


mais velhos, de grande experiência e erudição.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

O rio é sangue” em As admoestações de Ipuwer


SALMO 10 5 0 texto conhecido como ks período das pragas, pouco antes do Êxo­ em sangue" em Ipuwer ajuda-nos a com­
admoestações de Ipuwer é um lamento do (Êx 7.14-25). preender o significado do termo para os
pelo colapso social do Egito, compara­ Em Salmos 105.29, lemos: "Ele transfor­ leitores antigos. A implicação não parece ter
do aos lamentos por causa da rebelião mou as águas deles em sangue, causando a sido a de que o rio ficou literalmente cheio
encontrados nos livros dos profetas bí­ morte dos seus peixes". de sangue. Provavelmente, a ideia é de q u F
blicos.1 Ipuwer é famoso nos círculos bí­ Embora a data da composição de Ipuwer a água ficou tão poluída que se tomou im­
blicos porque um de seus versos contém seja desconhecida, á provável que esse própria para o uso.
a declaração de que o Nilo é sangue — e lamento tenha sido escrito muito antes do
apesar disso o povo bebe dele. Trata-se Êxodo e, desse modo, não estaria descre­
de um óbvio paralelo histórico da trans­ vendo o acontecimento bíblico. Contudo, a
formação do Nilo em sangue durante o declaração de que o Nilo foi "transformado

'Ver "Lamentos no antigo Oriente Médio", em Lm 3; e “Calamidade e aflição em Ipuwer", em Lm 5.


• v
SALMOS 106.8 909

105.33 iSI 78.47 33 arrasou as suas videiras» e figueiras


e destruiu as árvores do seu território.
1 05.34 í x 10.4, 34 Ordenou, e vieram enxames de gafanhotos,2
12-15
gafanhotos inumeráveis,
35 e devoraram toda a vegetação daquela terra,
e consumiram tudo 0 que a lavoura produziu.
1 0 5.36 «Êx 12.29 36 Depois matou todos os primogênitos3 da terra deles,
todas as primícias da sua virilidade.
1 05.37 bÊX 12.35 37 Ele tirou de lá Israel,
que saiu cheio de prata e ouro.b
Não havia em suas tribos quem fraquejasse.
105.38 cÊx 12.33; 38 Os egípcios alegraram-se quando eles saíram,
15.16
pois estavam com verdadeiro pavor dos israelitas.0
105.39 “Êx 13.21; 39 Ele estendeu uma nuvemdpara lhes dar sombra,
•Ne 9.12; SI 78.14
e fogo para iluminar a noite.e
105.40 *SI 78.18, 40 Pediram/ e ele enviou codornizess
24; 9ÊX16.13;
Mo 6.31 e saciou-os com pão do céu.h
105.41 'Êx 17.6; 41 Ele fendeu a rocha,' e jorrou água,
Nm 20.11;
SI 78.15,16; que escorreu como um rio pelo deserto.
1 Co 10.4
1 05.42 IGn 15.
42 Pois ele se lembrou da santa promessai
13-16 que fizera ao seu servo Abraão.
105.43 >ÍX15.1- 43 Fez 0 seu povo sair cheio de júbilok
18; S1106.12
e os seus escolhidos com cânticos alegres.
105.44 US 13.6,7 44 Deu-lhes as terras das nações,1
e eles tomaram posse do fruto do trabalho de outros povos,
105.45 "D t 4.40; 45 para que obedecessem aos seus decretos
6.21-24
e guardassem as suas leis.m

Aleluia!

Salmo 106
106.1 "S1100.5; 1Aleluia!
105.1
Deem graças ao S e n h o r porque ele é bom;n
0 seu amor dura para sempre.
1 0 6 2 “S1 145.4,12 2 Quem poderá descrever os feitos poderosos0 do S e n h o r ,
ou declarar todo 0 louvor que lhe é devido?
1 06.3 pSI 15.2 3 Como são felizes os que perseveram na retidão,
que sempre praticam a justiça!P
10& 4 « 1 1 1 9 .1 3 2 4 Lembra-te de mim,15 S e n h o r ,
quando tratares com bondade o teu povo;
vem em meu auxílio quando 0 salvares,
1 0 6 5 fS11.3; 5 para que eu possa testemunhar»
=S1118.15
0 bem-estarr dos teus escolhidos,
alegrar-me com a alegrias do teu povo
e louvar-te com a tua herança.

6 Pecamos1como os nossos antepassados;


fizemos 0 mal e fomos rebeldes.
106J-S 78.11, 7 No Egito, os nossos antepassados
C Í X 1 4 .1 1 .1 2
não deram atenção às tuas maravilhas;
não se lembraram11das muitas manifestações
do teu amor leal e rebelaram-se junto ao mar,v 0 mar Vermelho.
’ 0t8-Êx9.16 8 Contudo, ele os salvou por causa do seu nome,w
para manifestar 0 seu poder.

a 1 0 6 .5 Ou desfrutar.
910 SALMOS 106.9
9 Repreendeu* o mar Vermelho, e este secou;y 106.9 «S118.15;
»Êx 14.21; Na 1.4;
ele os conduziu pelaszprofundezas como por um deserto. "Is 63.11-14
10 Salvou-osa das mãos daqueles que os odiavam; 106.10»ÊX 14.30;
»S1107.2
das mãos dos inimigos os resgatou.b
11 As águas cobriram0os seus adversários; 106.11 «Êx 14.28;
15.5
nenhum deles sobreviveu.
12 Então creram nas suas promessas 1 0 6 .12 nÊx 15.1-
21
e a ele cantaram louvores.d
13 Mas logo se esquecerame do que ele tinha feito 10 6 .13 «Êx 15.24
e não esperaram para saber o seu plano.
14 Dominados pela gula no deserto, 1 0 6 .1 4 11Co 10.9
puseram Deus á prova* nas regiões áridas.
15 Deu-lhes8 o que pediram, 10 6 .15 oNm 11.31;
"Is 10.16
mas mandou sobre eles uma doença terrível.h
16 No acampamento tiveram inveja' de Moisés e de Arão, 10 6 .16 'Nm 16.1-3
daquele que fora consagrado ao S e n h o r .
17 A terra abriu-se,i engoliu Datã 1 0 6 .1 7 iDt 11.6
e sepultou o grupo de Abirão;
18 fogo surgiukentre os seus seguidores; 10 6 .18 »Nm 16.35
as chamas consumiram os ímpios.
19 Em Horebe fizeram um bezerro,1 106.19 'Êx 32.4
adoraram um ídolo de metal.
20 Trocaram a Glória delesm 106.20 "Jr 2.11;
pela imagem de um boi que come capim. Rm1.23
21 Esqueceram-se de Deus," seu Salvador, 10 6 .21 "SI 78.11;
«Dt 10.21
que fizera coisas grandiosas0no Egito,
22 m arav ilh as n a te rra de CamP 10 6.22 PS1105.27
e feitos temíveis junto ao mar Vermelho.
23 Por isso, ele ameaçou destruí-los;'! 106.23 « x 32.10;
■Êx32.11-14
mas Moisés, seu escolhido,
intercedeu0' diante dele,
para evitar que a sua ira os destruísse.
24 Também rejeitaram a terra desejável;s 10 6 .24 <Dt 8.7; Ez
2 0 .6 ;» 3.18,19
não creram* na promessa dele.
25 Queixaram-seuem suas tendas 10 6.25 »Nm 14.2
e não obedeceram ao S e n h o r .
26 Assim, de mão levantada, 10 6.26 >Ez 20.15;
Hb 3.11;
ele jurouv que os abateria no deserto™ »Nm 14.28-35
27 e dispersaria os seus descendentes 10 6 .2 7 «Lv 26.33;
SI 44.11
entre as nações e os espalharia* por outras terras.
28 Sujeitaram-se ao jugo de Baal-PeorV 10 6.28 iNm 25.2,
3; Os 9.10
e comeram sacrifícios oferecidos a ídolos mortos;
29provocaram a ira do S e n h o r com os seus atos,
e uma praga irrompeu no meio deles.
30 Mas Fineias se interpôs para executar o juízo, 106.30 Wm 25.8
e a praga foi interrompida.2
31 Isso lhe foi creditado3 como um ato de justiça 10 6.3 1 "Nm 25.11
13
que para sempre será lembrado, por todas as gerações.
32 Provocaram a ira de Deus junto às águas de Meribá;b 10 6.3 2 »Nm 20.2-
13 ; SI 8 1 .7
e, por causa deles, Moisés foi castigado;

» 1 0 6 .2 3 Hebraico: colocou-se na brecha.

1 06.22 A “terra de Cam” é o Egito.


SALMOS 106.42
1 0 6 .33 'N m 20.8- 33 rebelaram-se contra o Espírito de Deus,
12
e Moisés“ falou sem refletir.0
106.34 “ Jz 1.21; 34 Eles não destruíram^ os povos,
»Dt 7.16
como o S e n h o r tinha ordenado,e
106.35'Jz 3.5,6 35 em vez disso, misturaram-se* com as nações
e imitaram as suas práticas.
36 Prestaram culto aos seus ídolos,s
que se tornaram uma armadilha para eles.
10 6 .3 7 h2Rs 16.3; 37 Sacrificaram seus filhoshe suas filhas
17.17
aos demônios.
1 0 6 .3 8 'Nm 35.33 38 Derramaram sangue inocente,
o sangue de seus filhos' e filhas
sacrificados aos ídolos de Canaã;
e a terra foi profanada pelo sangue deles.
10 6.39 JEz 20.13; 39 Tornaram-se impurosi pelos seus atos;
kLv 17.7;
Nm 15.39 prostituíram-sekpor suas ações.
10 6.4 0 Uz 2.14; 40 Por isso acendeu-se a ira do S e n h o r 1contra o seu povo
SI 78.59; "Dt9.29
e ele sentiu aversão por sua herança.m
10 6 .4 1 njz 2.14; 41 Entregou-osnnas mãos das nações,
Ne 9.27 e os seus adversários dominaram sobre eles.
42 Os seus inimigos os oprimiram
e os subjugaram com o seu poder.

1 0 6 .3 3 Ou tanto irritaram-lhe o espírito que Moisés.

1 06.3 7 ,3 8 A palavra hebraica traduzida por “demônios” (v. 37) ocorre 1 0 6 .3 9 Adotar os falsos deuses era uma forma de infidelidade a Deus
somente no AT, em D t 32.17, com referência aos falsos deuses. Rela­ simbolizada pela prostituição (ver Ez 23.3,5-8; Os 5.3; 6.10).
ciona-se com uma palavra babilônia que designa os espíritos protetores
pagãos (ver “Sacrifício humano no antigo Oriente Médio”, em Lv 20).

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

Louvor ao “touro” no “Hino do Cairo a Amon-Rá’


SALMO 106 Quando estavam acampados que ele seria o pai de todos os outros deuses, (Êx 3.13,14), mas também por seus atos
no monte Horebe, os israelitas adoraram além de ser o sustentador dos reis egípcios. miraculosos. É importante entender que o
a imagem de um bezerro de ouro (Êx 32; Embora Amon-Rá libertasse o pobre e o culto ao deus-touro estava em sintonia com
SI 106.19,20), prática que, sem dúvida, oprimido, mantinha seu nome em segredo tudo que os israelitas haviam aprendido no
aprenderam no Egito. 0 Hino do Cairo a de seus filhos (Amon significa "escondido"). Egito e que essa adoração, em seu modo
Amon-Rá louva o principal deus egípcio, Quando fizeram o bezerro de ouro, os de pensar, era inteiramente apropriada.
às vezes chamado "touro aprazível", "touro de israelitas insultaram a Deus, retratando-o Embora o pecado deles fosse uma violação
Heliópolis" ou "touro de sua mãe". Os dois com a imagem dos deuses egípcios e ca- óbvia aos mandamentos de Deus, a cultura
olhos do touro eram o Sol e a Lua. As ima­ naneus, talvez até mesmo atribuindo de seus dias sem dúvida os convenceu de
gens bovina e solar estavam incorporadas atos salvadores a um desses falsos deuses. que estavam fazendo algo apropriado e
ao culto a Amon-Rá. Ele era adorado como Diferentemente do "escondido" deus Amon- aceitável.2
o deus criador que gerou o céu e a terra, -Rá, o único e verdadeiro Deus revelou-se ao
a humanidade e os animais.1 Acreditava-se seu povo, não só por meio de seu nome

'Ver "Cosmologia no antigo Oriente Médio”, em Is 45. 2Ver "0 bezerro de ouro" ê x 32.
912 SALMOS 106.43
43 Ele os libertou muitas vezes, embora eles persistissem 106.43 «Jz2.16-
em seus planos de rebelião0 19
e afundassem em sua maldade.

44 Mas Deus atentou para 0 sofrimento deles 106.44 ijz 3.9;

quando ouviu 0 seu clamor.P


45 Lembrou-se da sua aliança1! com eles, e arrependeu-se, 106.45,Lv26.42;
por causa do seu imenso amorr leal. sl 105-8; 1218
46 Fez com que os seus captores -i06.46»Ed
tivessem misericórdias deles. 9.9; J r 42.12

47 Salva-nos, S e n h o r , nosso Deus! 106.471S1147.2


Ajunta-nos* dentre as nações,
para que demos graças ao teu santo nome
e façamos do teu louvor a nossa glória.

48 Bendito seja 0 S e n h o r ,
o Deus de Israel, 106.48 «si 41.13
por toda a eternidade.
Que todo 0 povo diga: “Amém!”u

Aleluia!

QUINTO LIVRO
Salmo 107
1 Deem graças ao S e n h o r v porque ele é bom;
0 seu amor dura para sempre.
2 Assim 0 digam os que 0 S e n h o r resgatou," 107.2 » S 1 10 6 .10

os que livrou das mãos do adversário


3 e reuniu* de outras terras, 107.3 «S110 6 .4 7;
Is 43.5,6
do oriente e do ocidente, do norte e do suk

4 Perambularam pelo desertov e por terras áridas 107.4 >Nm 14.33;


3 2.13
sem encontrar cidade habitada.
5 Estavam famintos e sedentos;
sua vida ia se esvaindo.
6 Na sua aflição, clamaram2 ao S e n h o r ,
e ele os livrou da tribulação
em que se encontravam
7 e os conduziu por caminho seguro3 107.7 « 8 . 2 1

a uma cidade habitada.


8 Que eles deem graças ao S e n h o r
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens,
9 porque ele saciab0 sedento 1 0 7 .9 ‘ SI 22.26;
L c 1 .5 3 ;‘ SI 3 4.10
e satisfaz plenamente0 o faminto.

10 Assentaram-se nas trevasde na sombra mortal, 107.10 «Lc 1 .7 9 ;


•JÓ 3 6 .8
aflitos, acorrentados,e
11 pois se rebelaram* contra as palavras de Deus 107.11 <S110 6 .7;
Lm 3.42;
e desprezaram os desígnioss do Altíssimo. 92Cr36.16
12 Por isso ele os sujeitou a trabalhos pesados; 107.12 hSI 2 2 .11

eles tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.11


13 Na sua aflição, clamaram ao S e n h o r ,
e ele os salvou da tribulação
em que se encontravam.

• 107.3 Hebraico: mar.


SALMOS 107.21

157.14 « 1 1 6 .1 6 ; 14 Ele os tirou das trevas e da sombra mortal


-= 1 3 .1 6 ;A t1 2 .7
e quebrou as correntes que os prendiam.'
15 Que eles deem graças ao S e n h o r ,
por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens,
16 porque despedaçou as portas de bronze
e rompeu as trancas de ferro.

107.171IS 65.6,7; 11 Tornaram-se tolos por causa dos seus caminhos rebeldes,
Lm 3.39
e sofreram) por causa das suas maldades.
1 0 7 .1 8 *J Ó 33.20; 18 Sentiram repugnância por toda comidak
J ó 3 3.22; SI 9 .1 3 ;
88.3 e chegaram perto das portas da morte.1
19 Na sua aflição, clamaram ao Sen h o r ,
e ele os salvou da tribulação em que se encontravam.
10 7 .2 0 mM t 8.8; 20 Ele enviou a sua palavra"1e os curou,n
"S 1103.3;
"Jó 33.28; e os livrou0 da morte.P
íSI 30.3; 4 9 .1 5
21 Que eles deem graças ao S e n h o r ,
por seu amor leal e por suas maravilhas em favor dos homens.

107 .16 As portas das cidades (ver “A porta da cidade”, em Rt 4), nor­ 1 0 7 .1 8 O lugar dos mortos (ver “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tár­
malmente de madeira, mas aqui, proverbialmente, eram de bronze, as taro: imagens do inferno”, em SI 139) era retratado, às vezes, como uma
mais fortes que então se podiam imaginar (ver Jr 1.18). As trancas de cidade no mundo inferior, com muros e portas concêntricos (sete, um
ferro eram as barras que travavam as portas das cidades (ver D t 3.5; dentro do outro, segundo a mitologia antiga do Oriente Médio), a fim
J r 51.30), em geral feitas de madeira (ver Na 3.13), mas às vezes de de impedir que os que desciam para lá voltassem à terra dos viventes.
bronze (ver 1Rs 4.13). “Será alguém capaz de quebrar o ferro [...] ou o
bronze?” era um provérbio da época (ver Jr 15.12).

O Calendário de Gezer
S A L M 0107 Gezer (a moderna Tell Je- sugerindo que o calendário agrícola dos
zer; ver mapas de 4 a 6, no final desta israelitas começava nessa estação.3
Bíblia) ficava nas colinas que separa­ Os estudiosos têm usado esse breve
vam a Fiiístia de Judá. Situada numa texto para melhorar a compreensão das
posição estratégica, protegia os aces­ práticas agrícolas israelitas. Ele sugere
sos pela rota costeira de comércio, co­ que o plantio de grãos começava no
nhecida como via M aris (ou caminho outono, depois que as chuvas haviam
do Mar), e também pelo interior, pela amaciado o solo, permitindo assim a se-
rota que passava pela região monta­ meadura. A semeadura dos grãos durava
nhosa. De maneira alternada, a cidade dois meses, seguida por dois meses de se­
foi controlada por egípcios, filisteus meadura de vegetais. Depois de um mês
e israelitas.1 de cuidados, começava a colheita no ve­
Em 1908, foi encontrada uma pedra rão: primeiro a cevada, depois o trigo e a
inscrita com o que parece ser um calen­ uva, terminando com os frutos de verão.4
dário agrícola, datando do século Xa.C., 0 texto do Calendário de Gezer pro­
provavelmente um exercício escolar vou ser um instrumento importante
de algum garoto. Em vez de iniciar no para o estudo da antiga ortografia
verão, como os calendários de festas,2 hebraica e também do desenvolvimento
0 Calendário de Gezer o Calendário de Gezer começa no outono, do formato das letras.
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin;
usado com permissão do Museu do Louvre
'Ver "Gezer", em ICr 6. 2Ver "Festas de Israel”, em Lv 23. 3Ver "0 calendário judaico",
em Nm 29. 4Ver "Comida e agricultura”, em Rt 2.
914 SALMOS 107.22
22 Que eles ofereçam sacrifícios de ação de graças^ 10 7 .2 2 <tv 7 .1 2 ;
SI 5 0 .14 ; 1 1 6 .1 7 ;
e anunciem as suas obrasr com cânticos de alegria. • S I9 .1 1 ;7 3 .2 8 ;
1 1 8 .1 7
23 Fizeram-se ao mar em navios,
para negócios na imensidão das águas,
24 e viram as obras do Sen h o r ,
as suas maravilhas nas profundezas.
25 Deus falous e provocou um vendaval* 1 0 7.2 5 sS110 5 .3 1;
tJn 1.4 ; USI 93.3
que levantava as ondas.u
26 Subiam aos céus e desciam aos abismos; 10 7.2 6 VSI 2 2 .14

diante de tal perigo, perderam a coragem.v


27 Cambaleavam, tontos como bêbados,
e toda a sua habilidade foi inútil.
28 Na sua aflição, clamaram ao Sen h o r ,
e ele os tirou da tribulação em que se encontravam.
29 Reduziu a tempestadewa uma brisa 10 7.2 9 wM t 8.26;
e serenou as ondas.x *SI 89.9

30 As ondas sossegaram, eles se alegraram,


e Deus os guiou ao porto almejado.
31 Que eles deem graças ao Sen h o r por seu amor leal e por suas maravilhas
em favor dos homens.
32 Que o exaltem na assembleiav do povo 1 0 7.3 2 ySI 22.22,
25; 35.18
e o louvem na reunião dos líderes.

33 Ele transforma os rios em deserto2 1 0 7.3 3 *1 Rs 1 7 .1 ;


SI 74 .1 5
e as fontes em terra seca,
34 faz da terra fértil um solo estéril,3 1 0 7 .3 4 *G n 13 .10 ;
1 4 .3 ; 19.25
por causa da maldade dos seus moradores.
35 Transforma o deserto em açudesb 1 0 7.3 5 bS 11 1 4 .8 ;
Is 4 1 .1 8
e a terra ressecada em fontes.
36 Ali ele assenta os famintos,
para fundarem uma cidade habitável,
37 semearem lavouras, plantarem vinhas0 1 0 7 .3 7 ‘ Is 65.21
e colherem uma grande safra.
38 Ele os abençoa, e eles se multiplicam;d 1 0 7.3 8 dGn 12.2;
1 7 .1 6 ,2 0 ; Ê x 1 .7
e não deixa que os seus rebanhos diminuam.

39 Quando, porém, reduzidos,e são humilhados com opressão, 10 7.3 9 e2Rs 10.32;
E z 5 .12
desgraça e tristeza.
40 Deus derrama desprezo sobre os nobresf 1 0 7 .4 0 <JÓ 12 .2 1 ;
9JÓ 12 .2 4
e os faz vagar num deserto sem caminhos.9
41 Mas tira os pobreshda miséria 1 0 7 .4 1 h1S m 2.8;
S 1 1 1 3 .7 - 9
e aumenta as suas famílias como rebanhos.
42 Os justos veem tudo isso e se alegram,' 1 0 7 .4 2 iJó 22.19 ;
U ó 5 .16 ; SI 6 3 .11 ;
mas todos os perversos se calamj Rm 3 .19

43 Reflitam nisso os sábiosk 1 0 7.4 3 U r 9 .12 ;


0 s 1 4 .9 ;'SI 64.9
e considerem a bondade1do Se n h o r .

Salmo 108
Uma canção. Salmo davídico.

1 Meu coração está firme, ó Deus!


Cantarei e louvarei, ó Glória minha!

1 0 7 .2 3 ,2 4 Uma vez que os povos das terras litorâneas do Mediterrâneo sobre elas era para Israel motivo de espanto, mas também transmitia uma
oriental associavam a “imensidão das águas” (v. 23) do mar às águas caó- sensaçáo de segurança,
ticas primevas (ver notas em 32.6), o controle total que o Senhor exercia
SALMOS 109.8 9 15

2 Acordem, harpa e lira!


Despertarei a alvorada.
3 Eu te darei graças, ó S e n h o r , entre os povos;
cantarei louvores entre as nações,
4 porque o teu amor leal se eleva muito acima dos céus;
a tua fidelidade alcança as nuvens!
5 Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus;
estenda-se a tua glória sobre toda a terra!m

6 Salva-nos com a tua mão direita e responde-nos,


para que sejam libertos aqueles a quem amas.
7 Do seu santuário" Deus falou:
“No meu triunfo dividirei Siquém
e repartirei o vale de Sucote.
8 Gileade me pertence e Manassés também;
Efraim é o meu capacete, Judáné o meu cetro.
9 Moabe é a pia em que me lavo,
em Edom atiro a minha sandália,
sobre a Filístia dou meu brado de vitória!”

10 Quem me levará à cidade fortificada?


Quem me guiará a Edom?
11 Não foste tu, ó Deus, que nos rejeitaste
e deixaste de sair com os nossos exércitos?0
12 Dá-nos ajuda contra os adversários,
pois inútil é o socorro do homem.
13 Com Deus conquistaremos a vitória,
e ele pisará os nossos adversários.

Salmo 109
Para o mestre de música. Salmo davídico.

1 Ó Deus, a quem louvo, não fiques indiferente,P


10 9 .2 (SI 52.4; 2 pois homens ímpios e falsos
120.2
dizem calúnias contra mim,
e falam mentiras a meu respeito.'!
10 9 .3 "SI 69.4; 3 Eles me cercaram com palavras carregadas de ódio;r
=SI 3 5 .7; J o 15.25
atacaram-me sem motivo.s
4 Em troca da minha amizade eles me acusam,
mas eu permaneço em oração.*
10 9 .5 "SI 3 5 .12; 5 Retribuem-me o bem com o mal,u
38.20
e a minha amizade com ódio.
6Designe-se6um ímpiocpara ser seu oponente;
à sua direita esteja um acusador'*.'1
7 Seja declarado culpadowno julgamento,
e que até a sua oração seja considerada pecado.
8 Seja a sua vida curta,
e outro ocupe o seu lugar.x

0 1 0 8 .7 Ou Na sua santidade.
b 1 0 9 .6 Ou Eles dizem: “Designa.
c 1 0 9 .6 Ou o maligno.
d 1 0 9 .6 Ou Satanás.

109.1-29 Para mais informações sobre expressões de atitudes vingativas


contra os inimigos, ver nota em 69.22-28; ver também “Maldições e
imprecaçóes”, em SI 83.
SALMOS 109.9
9 Fiquem órfãos os seus filhos 109.9 »ÊX 22.24
e viúva a sua esposai
10 Vivam os seus filhos vagando como mendigos,
e saiam rebuscando o pão longe de" suas casas em ruínas.
11 Que um credor se aposse 109.11 *JÓ 5.5
de todos os seus bens,
e estranhos saqueiem o fruto do seu trabalho.2
12 Que ninguém o trate com bondade 109.12 Ns 9 .1 7
nem tenha m isericórdia3 dos seus filhos órfãos.
13 Sejam exterminados os seus descendentesb 109.13 “J Ó 18 .19 ;
SI 3 7.2 8 ; cP v 1 0 .7
e desapareçam os seus nomesc na geração seguinte.
14 Que o Sen h or se lembre 109.14 dÊ x 20.5;
N e 4 .5 ;J r 18.23
da iniqüidade dos seus antepassados,d
e não se apague o pecado de sua mãe.
15 Estejam os seus pecados sempre 1 0 9 .15 eJÓ 1 8 .1 7 ;
SI 3 4.16
perante o Sen h o r ,
e na terra ninguém jamais se lembree
da sua família.

16 Pois ele jamais pensou em praticar 10 9 .16 IS I 3 7 .1 4 ,


32; aSI 3 4.18
um ato de bondade, mas perseguiu até à morte o pobre,
o necessitado* e o de coração partido.9
17 Ele gostava de amaldiçoar: 109.17 “Pv 1 4 .1 4 ;
E Z 3 5 .6
venha sobre ele a maldição!h
Não tinha prazer em abençoar:
afaste-se dele a bênção!
18 Ele vestia a maldição' como uma roupa: 109.18 'SI 73 .6;
INm 5.22
entre ela em seu corpo com o águai
e em seus ossos com o óleo.
19 Envolva-o como um manto
e aperte-o sempre como um cinto.
20 Assim retribua o SENHORkaos meus acusadores, 109 .20 ^ 19 4 .2 3 ;
2 T m 4 .1 4 ;
aos que me caluniam.1 SI 7 1 .1 0

21 Mas tu, Soberano Sen h o r , 109.21 mSI 79 .9 ;


"SI 6 9.16
intervém em meu favor, por causa do teu nome.m
Livra-me, póis é sublime o teu amor leal!n
22 Sou pobre e necessitado
e, no íntimo, o meu coração está abatido.
23 Vou definhando como a sombra vespertina;0 109.23 °S 110 2 .11
para longe sou lançado, como um gafanhoto.
24 De tanto jejuar os meus joelhos fraquejamP 109.24 P H 6 12 .12
e o meu corpo definha de magreza.
25 Sou objeto de zombaria1) para os meus acusadores; 109.25 «SI 22.6;
* 2 7 .3 9 ;
logo que me veem, meneiam a cabeça/ M c 15.29

26 Socorro,s Sen h o r , meu Deus! 109.26 *S 1 119 .8 6

Salva-me pelo teu amor leal!


27 Que eles reconheçam4que foi a tua mão, 1 0 9 2 7 U ó 3 7 .7

que foste tu, Sen h o r , que o fizeste.


28 Eles podem amaldiçoar,utu, porém, me abençoas. 1 09 28 "2Sm 16 .12;
IS 6 5 .1 4
Quando atacarem, serão humilhados, mas o teu servo se alegrará.v

1 0 9 . 1 0 A Septuaginta diz e sejam expulsos de.

1 0 9 .1 2 A estreita identidade de um homem com os filhos e dos filhos “casdgar os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e a quarta
com os pais, resultante da união estreita e íntima nos lares com três ou geração” (ver Êx 20.5; ver também SI 103.17; G n 18.19).
quatro gerações daquela antiga sociedade gerava um vínculo estreito, 1 0 9 .1 7 Para “maldiçáo”, ver nota em 10.7.
profundamente humano, que explica o antigo princípio jurídico de
SALMOS 109.31

109.29 «SI 35.26; 29 Sejam os meus acusadores


132.18
vestidos de desonra;
que a vergonha os cubra* como um manto.

10 9 .3 0 *SI 3 5.18; 30 Em alta voz, darei muitas graças ao S e n h o r ;


111.1
no meio da assembleia* eu o louvarei,
10 9.3 1 »S 116.8; 31 pois ele se põe ao ladov do pobre
73 .2 3 ; 1 2 1 .5
para salvá-lo daqueles que o condenam.

Exaltação da Cidade Santa nos Salmos e nos mitos


SALM 0110 Era muito
comum que a ddade
antiga tivesse mitos
locais, que a exalta­
vam acima das outras
cidades e também
elevavam seu patro­
no acima dos outros
deuses. Esses mitos
tinham a função de
afirmar aos habitan­
tes que sua cidade e o
altar nela construído
eram, em algum senti­
do, superiores a todos
os outros. Um desses
mitos vem da civiliza­
ção sum ériae era uti­
lizado para glorificar a
cidade de Uruk (ver
Ereque no mapa 1) e
sua deusa, Inana.
Nesse mito, o deus
Enki incorpora todas as Vista da Abadia da Dormirão, no atual monte Sião
Foto: © Todd Bolen/ Bible Places.com
qualidades da civiliza­
ção residente em sua as leva para seu barco e deixa Eridu. Mais vantagem uns dos outros. Sião é exaltada
cidade, Eridu. Entre essas qualidades, estão tarde, Enki percebe o que fez e tenta reaver por causa de sua aliança com Deus e da pro­
a realeza, as ordens sacerdotais, os artesãos as virtudes de sua cidade, porém Inana já as messa do Messias, o maior dos descenden­
(carpintaria, metalurgia etc.), a jurisprudên­ transferiu para Uruk. Assim, Uruk é exaltada tes de Davi ainda porvir: 0 Messias seria um
cia e a verdade. Curiosamente, elementos como a cidade favorecida de Inana. rei (S1110.1,2), mas também um sacerdote
negativos como a prostituição e a fraude Na Bíblia, especialmente em Salmos, (v. 4) e um guerreiro (v. 5,6). Encontramos
também estão incluídos entre as qualida­ Sião é exaltada como a cidade escolhida uma exaltação semelhante — a Sião e ao
des da civilização.1 Inana aventura-se a por Deus. A diferença entre a exaltação de Messias — no salmo 2. Em resumo, a exal­
entrar em Eridu e é bem recebida por Enki. Sião e a história de Inana e Enki é profunda. tação de Sião não está fundamentada num
Em estado de embriaguez, Enki confere a A história suméria é puro mito: qualidades mito, mas em fatos históricos (a escolha de
Inana as qualidades da civilização, descritas abstratas são descritas como objetos físicos, Davi, feita por Deus) e na esperança futura
na história como objetos físicos, e ela então e os deuses estão sempre procurando tirar (o advento do Messias).
1Ver "Prostituição no mundo antigo", em Dt 23.
918 SALMOS 110.1
Salm o 110
S a lm o d a v íd ic o .

1 0 Se nh o r disse2 ao meu Senhor: 110.1 « 2 2 . 4 4 * ;


Mc 12.3 6 *;
“Senta-te à minha direita 1x 2 0 .4 2 *;
até que eu faça dos teus inimigos A t 2.3 4*;
*1Co 15.25
um estrado para os teus pés”.a

2 O Sen h o r estenderá 1 1 0 .2 »SI 45.6

o cetrobde teu poder desde Sião,


e dominarás sobre os teus inimigos!
3 Quando convocares as tuas tropas, 110.3 cJ z 5.2;
o teu povo se apresentará voluntariamente."
Trajando vestes santas,1bc
desde o romper da alvorada
os teus jovens virão como o orvalho/

4 O Senh or jurou e não se arrependerá:d 110.4 « m 23.19;


«Hb 5 .6 *; 7 .2 1 * ;
“Tu és sacerdote para sempre,e fHb 7 .1 5 - 1 7 *
segundo a ordem de Melquisedeque”.f

5 O Senhor está à tua direita;S 110.5 iS 1 16.8;


"SI 2 .12 ; B I 2.5;
ele esmagará reishno dia da sua ira.' R m 2 .5
6 Julgará as nações,i amontoando os mortosk 110.6'ls 2.4;
*ls 66.24; 'SI 68.21
e esmagando governantes'*1
em toda a extensão da terra.
7 No caminho beberá de um ribeiro, 110.7 mSl 27.6

e então erguerá a cabeça.m

Salmo 11 l e
1 Aleluia!

Darei graças ao Sen h o r de todo o coração


na reunião da congregação dos justos.

2 Grandes são as obras" do Sen h o r ; 1 1 1 .2 "SI 92.5;


143.5
nelas meditam todos os que as apreciam.
3 Os seus feitos manifestam majestade e esplendor,
e a sua justiça dura para sempre.
4 Ele fez proclamar as suas maravilhas; 1 1 1 .4 »S 1103.8
1 1 1 .5 PMt 6 .2 6 ,3 1-
o Sen h o r é misericordioso e compassivo.0 33
5 Deu alimentoP aos que o temiam,
pois sempre se lembra de sua aliança.
6 Mostrou ao seu povo os seus feitos poderosos,
dando-lhe as terras das nações.
7 As obras das suas mãos são fiéis e justas; 1 1 1 .7 « S I1 9 .7 ;
Ap 15 .3
todos os seus preceitos merecem confiança.1!
8 Estão firmes para sempre,r 1 1 1 .8 1s 40.8;
Mt 5 .18
estabelecidos com fidelidade e retidão.

“ 1 1 0 .3 A Septuaginta d iz contigo está o principado.


b 1 1 0 .3 V á r io s m a n u s c r ito s d o Texto Massorético e o u tr a s v e rs õ e s a n tig a s d iz e m Dos santos montes.
c 1 1 0 .3 A Septuaginta, a Versão Siríaca e v á r io s m a n u s c r ito s d o Texto Massorético d iz e m antes da aurora eu o gerei.
d 1 1 0 .6 O u cabeças.
e O s a lm o 1 11 é u m p o e m a o r g a n iz a d o e m o r d e m a lfa b é tic a , n o h e b ra ic o .

110.1 Os reis da Antiguidade às vezes pediam para ser retratados com os 1 1 0 .4 Para informações sobre Melquisedeque, ver nota em G n 14.19.
pés sobre os inimigos vencidos (ver Js 10.24). Esse conceito é aplicado em Hb 7 ao sacerdócio de Cristo.
110.2 “Estenderá o cetro de teu poder” é uma referência à expansão do
domínio de um rei em círculos cada vez maiores até não restar um único
inimigo para se opor ao seu governo.
SALMOS 113.4 919

1 1 1 .9 H jC 1.6 8; 9 Ele trouxe redençãos ao seu povo


« 1 99.3; Lc 1.4 9
e firmou a sua aliança para sempre.
Santo e temível* é o seu nome!
1 1 1 .1 0 “Pv 9.10; 10 O temor do Sen h o r é o princípio da sabedoria;u
“Ec 1 2 .1 3 ;
« S 1 14 5 .2 todos os que cumprem os seus preceitos
revelam bom senso.v

Ele será louvado para sempre!"

Salmo 112“
1 1 2 .1 <S11 2 8 .1 ; 1 Aleluia!
« 1 1 1 9 .1 4 ,
1 6 ,4 7 ,9 2
Como é feliz o homem que teme o Senh or *
e tem grande prazerV em seus mandamentos!
2 Seus descendentes serão poderosos na terra,
serão uma geração abençoada, de homens íntegros.
3 Grande riqueza há em sua casa,
e a sua justiça dura para sempre.
1 1 2 .4 "Jó 1 1 .1 7 ; 4 A luz raia nas trevas2 para o íntegro,
=SI 9 7 .1 1
para quem é misericordioso6,
compassivo e justo.3
1 1 2 .5 bSI 3 7.2 1,2 6 5 Feliz é o homem que empresta com generosidade6
e que com honestidade conduz os seus negócios.
1 1 2 .6 cPv 1 0 .7 6 O justo jamais será abalado;
para sempre se lembrarão dele.c
1 1 2 .7 « 1 5 7 .7 ; 7 Não temerá más notícias;
Pv 1.33
seu coração está firme,d confiante no Sen h o r .
1 1 2 .8 'S I 59.10 8 O seu coração está seguro e nada temerá.
No final, verá a derrota dos seus adversários.e
1 1 2 .9 12CO 9.9*; 9 Reparte generosamente com os pobres;*
OSI 75 .10
a sua justiça dura para sempre;
seu poderc será exaltados em honra.
1 1 2 .1 0 hSI 8 6 .1 7; 10 O ímpio o vêhe fica irado,
'SI 3 7 .1 2 ;
S I 5 8 .7,8 ; "Pv 1 1 .7 range os dentes' e definhaj
O desejo dos ímpios se frustrará.*

Salmo 113
1 1 3 .1 S 1 13 5.1 1 Aleluia!

Louvem, ó servos do Sen h o r ,1


louvem o nome do Sen h o r !
1 1 3 .2 "D n 2.20 2 Seja bendito o nome do Se n h o r ,
desde agora e para sempre!"1
1 1 3 .3 "Is 59 .19 ; 3 Do nascente" ao poente,
Ml 1 .1 1
seja louvado o nome do Sen h o r !
1 1 3 .4 «SI 99.2; 4 O Sen h or está exaltado0 acima de todas as nações;
PSI 8 .1 ; 9 7.9
e acima dos céus está a sua glória.P

a O salmo 112 é um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico.


b 1 1 2 .4 Ou pois o Senhor é misericordioso.
c 1 1 2 .9 Hebraico: chifre.

1 12.10 Para o significado de ranger os dentes, ver nota em 35.16. às vezes chamado simplesmente “o Halel”, e os salmos 120— 136 são
113.1— 1 18.29 Os salmos 113—-118, que eram lidos na Páscoa, eram chamados “o grande Halel”.
chamados “Halel egípcio”. O salmo 136 é um salmo de louvor antifonal,
920 SALMOS 113.5
5 Quem é como o S e n h o r , o nosso Deus,'! 1135 iSI 89.6;
■SM 03.19
que reina em seu tronor nas alturas,
6 mas se inclina para contemplar8 1 1 3 .6 ®S11 1 .4 ;
13 8.6; Is 5 7 .1 5
o que acontece nos céus e na terra?

7 Ele levanta do pó o necessitado* 113.7 tSI 2.8;


“S 1 10 7.4 1
e ergue do lixo o pobre,u
8 para fazê-los sentar-sev com príncipes, 113.8 "Jó 3 6.7
com os príncipes do seu povo.
9 Dá um lar à estéril,w 113.9 «1 Sm 2.5;
SI 68.6; Is 54.1
e dela faz uma feliz mãe de filhos.

Aleluia!

Salmo 114
1 Quando Israel saiu do Egito* 114.1 í x 13 .3

e a casa de Jacó saiu do meio de um povo de língua estrangeira,


2 Judá tornou-se o santuário de Deus;
Israel, o seu domínio.

3 O mar olhou e fugiu,> 114.3 >Êx 1 4 .2 1 ;


SI 7 7 .1 6 ; zjs 3 .16
o Jordão retrocedeu;2
4 os montes saltaram como carneiros;
as colinas, como cordeiros.

5 Por que fugir, ó mar?


E você, Jordão, por que retroceder?
6 Por que vocês saltaram como carneiros,
ó montes?
E vocês, colinas, porque saltaram
como cordeiros?

7 Estremeça na presença do Soberano, ó terra,3 114.7 "SI 96.9


na presença do Deus de Jacó!
8 Ele fez da rocha um açude, 114.8 “Ê x 1 7 .6 ;
N m 2 0 .1 1 ; SI
do rochedo uma fonte.b 10 7.3 5

Salmo 115
1 Não a nós, S e n h o r , nenhuma glória para nós, 1 1 5 .1 “SI 96.8; Is
4 8 .1 1 ; E z 36.32
mas sim ao teu nome,c
por teu amor e por tua fidelidade!

2 Por que perguntam as nações: 115.2 «SI 42.3;


79 .10
“Onde está o Deus deles?”d
3 O nosso Deus está nos céus,e 115.3 eS 1 10 3 .19 ;
IS113 5.6 ; Dn 4.35
e pode fazer tudo o que lhe agrada.*
4 Os ídolos deles, de prata e ouro, 115.4 « 4 . 2 8 ;
J r 10 .3 ,5
são feitos por mãos humanas.9
5 Têm boca, mas não podem falar;h 115.5 M r 10 .5

olhos, mas não podem ver;


6 têm ouvidos, mas não podem ouvir;
nariz, mas não podem sentir cheiro;
7 têm mãos, mas nada podem apalpar;
pés, mas não podem andar;
e não emitem som algum com a garganta.

113.7 O “lixo” é símbolo de humilhação (Gn 18.27; IR s 16.2), mas 113.9 Na antiga sociedade,
a esterilidade representava para a mulher a
aqui provavelmente se refere à angústia ou a uma necessidade extrema maior humilhação e a mais profunda desgraça.
(vet Jó 30.19; 42.6; Is 4 7.1; J r 25.34).
S A L M O S 1 16 . 9 921

8 Tornem-se como eles aqueles que os fazem


e todos os que neles confiam.

9 Confie no S e n h o r , ó Israel!
Ele é o seu socorro e o seu escudo.
10 Confiem no S e n h o r , sacerdotes!'
Ele é o seu socorro e o seu escudo.
11 Vocês que temem o S e n h o r , confiem no S e n h o r !
Ele é o seu socorro e o seu escudo.

12 O S e n h o r lembra-se de nós e nos abençoará;


abençoará os israelitas,
abençoará os sacerdotes,
1 1 5 .1 3 J S I 12 8 .1 ,4 13 abençoará os que tememi o S e n h o r ,
do menor ao maior.
14 Que o S e n h o r o s multiplique,k
vocês e os seus filhos.
1 1 5 .1 5 'Gn 1 .1 ; 15 Sejam vocês abençoados pelo S e n h o r ,
1 4 .1 9 ; SI 96.5
que fez os céus1e a terra.

1 1 5 .1 6 mSI 8 9 .1 1; 16 Os mais altos céus pertencem ao S e n h o r , m


«SI 8.6-8
mas a terra, ele a confiou" ao homem.
1 1 5 .1 7 °SI 6.5; 17 Os mortos0 não louvam o S e n h o r ,
8 8 . 10 - 12 ;
IS 3 8 .18 tampouco nenhum dos que descem ao silêncio.
1 1 5 .1 8 PS11 1 3 .2 ; 18 Mas nós bendiremos o S e n h o r ,
Dn 2.20
desde agora e para sempre!P

Aleluia!

Salmo 116
1 1 6 .1 <S11 8 .1 ; 1 Eu amo o S e n h o r ,1i porque ele me ouviu
■SI 6 6.19
quando lhe fiz a minha súplica/
2 Ele inclinou os seus ouvidoss para mim;
eu o invocarei toda a minha vida.

3 As cordas da morte* me envolveram,


as angústias do Sheol" vieram sobre mim;
aflição e tristeza me dominaram.
1 1 6 .4 «S 111 8 .5 ; 4 Então clamei pelo nomeudo S e n h o r ;
<SI 22.20
Livra-me, S e n h o r !v
1 1 6 .5 » H 9 .15 ; 5 O Sen h o r é misericordioso e justo;w
Ne 9 .8 ; S 1 103.8;
1 4 5 .1 7 o nosso Deus é compassivo.
1 1 6 .6 <SI1 9 .7 ; 6 O S e n h o r protege os simples;
79 .8
quando eu já estava sem forças,* ele me salvou.

116.7 »Jr 6 .16 ; 7 Retorne ao seu descanso,v ó minha alma,


M t 1 1.2 9 ; « 1 1 3 .6
porque o S e n h o r tem sido bomz para você!

8 Pois tu me livraste3 da morte,


livraste os meus olhos das lágrimas
e os meus pés de tropeçar,
116.9 »SI 2 7 .1 3 9 para que eu pudesse andar diante do S e n h o r
na terra dos viventes.b

1 1 6 .3 Essa palavra pòde ser traduzida por sepultura, profundezas, pó ou morte.

115.17 Sobre a maneira em que o antigo Oriente Médio entendia a 116.7 Sobre a expressão “ó minha alma”, ver nota em 103.1,2.
morte, ver notas em Jó 10.21 e SI 6.5.
922 SALMOS 116.10
10 Eu cri,c ainda que tenha dito:" 116.10 ^ C o 4.13*
Estou muito aflito.
11 Em pânico eu disse:
Ninguém merece confiança.d

12 Como posso retribuir ao Senh or


toda a sua bondade para comigo?
13 Erguerei o cálice da salvação 1 1 6 .1 3 ®S116 .5;
80.18
e invocarei o nomee do Sen h o r .
14 Cumprirei para com o Senh or 1 1 6 .1 4 <SI 22.25;
Jn 2.9
os meus votos,*
na presença de todo o seu povo.

15 O Se nh o r vê com pesarfl
a morte de seus fiéis.6
16 Sen h o r , sou teu servo,h 1 1 6 .1 6 fS 1 1 1 9 .
1 2 5 ;1 4 3 .1 2 ;
Sim, sou teu servo, filho da tua serva;' 'SI 86.16
livraste-me das minhas correntes.

17 Oferecerei a ti um sacrifício de gratidãoi 1 1 6 .1 7 iLv 7 .1 2 ;


SI 50 .14
e invocarei o nome do Se n h o r .
18 Cumprirei para com o Senh or
os meus votos, na presença de todo o seu povo,
19 nos pátioskda casa do Sen h o r , 1 1 6 .1 9 •'SI 96.8;
no seu interior, ó Jerusalém! 13 5.2

Aleluia!
1 1 6 .1 0 Ou Eu cri, por isso falei:
1 1 6 .1 5 Ou Para o Senhor é preciosa a morte dos seusfiéis.

1 16 .13 O “cálice da salvação” provavelmente é o cálice de vinho bebidonome, uma vez que a oferta por gratidão e a refeição que a acompanhava
na refeição festiva que culminava numa oferta de gratidão, que tinha esse celebravam o livramento efetuado pelo Senhor.

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

Oração de agradecimento de um pagão


SA LM 0116 Muitas passagens bíblicas são, e incapaz de comer qualquer coisa, exceto as como homens possuídos (praticavam a au-
em sua estrutura, semelhantes aos textos próprias lágrimas (ver SI 42.3). À semelhan­ tomutilação na tentativa de convencer o
pagãos, porém essas similaridades na for­ ça de Salmos 116.8 e Jonas 2, o poeta acádio seu deus a agir; ver 1 Rs 18.28,29). 0 salmo
ma se destacam apenas no conteúdo mais basicamente celebra o fato de seu deus tê-lo bíblico, em vez disso, ainda que mencione
aparente. Um salmo acádio de Ugarite resgatado da sepultura. um sacrifício de gratidão (S1116.17), não
(catalogado pelos estudiosos como Uga- A grande diferença entre os salmos, está insinuando que o poder divino pode
rítica 5.162)1 apresenta semelhanças com porém, está na maneira em que o salmista ser manipulado por meio da magia, nem se
os salmos bíblicos de ação de graças, como acádio procura a ajuda de seu deus pela verifica no texto o desespero frenético que
os salmos 86 e 116. Assim como se lê em prática da magia e de rituais.2 Ele se cerca permeia a oração acádia. 0 salmista bíblico
Salmos 116.3, o salmista acádio descreve a de feiticeiros, que procuram sinais favoráveis chega ao ponto de fazer esta incrível e pro­
si mesmo como estando às portas da morte nas nuvens de incenso e nas entranhas de funda declaração: "0 Senhor vê com pesar a
(provavelmente por causa de uma doença) e cordeiros, e retrata seus irmãos como pes­ morte de seus fiéis" (v. 15).
retrata de forma vivida como está debilitado soas encharcadas de sangue, descrevendo-os

'Ver "Ugarite/Ras Shamra", em SI 29. 2Para casos semelhantes de prática da magia, ver '"Eu louvarei o Senhor da Sabedoria"', em Jó 12; e "Ritual hitita contra a praga",
em Jó 18.
SALMOS 1 18.19 923

Salm o 117
V o zes a n t ig a s
117.1 f lm 15.11* 1 Louvem o Sen h o r , todas as nações;1
exaltem-no, todos os povos! Ele me derrubou, então me agarrou [enquanto
1 1 7 .2 " S 1 10 0.5 2 Porque imenso é o seu amor leal por nós, eu caía],*
e a fidelidade do Sen h o r "1 dura para Ele me expulsou para longe, então me
sempre. recolheu,
Ele me empurrou, então me recebeu,
Aleluia! Ele me lançou ao chão, então me levantou,
Ele agarrou o queixo da morte,
Salmo 118 Ele me levantou do inferno.
1 1 8 .1 "1 Cr 16 .8 ; 1 Deem graças ao Sen h o r " porque ele é bom; Ele esmagou minha arma de golpear,
°S 110 6 .1; 136.1 Ele arrebatou a pá do escavador da minha cova.
o seu amor dura para sempre.0
*As palavras entre colchetes foram acrescentada pelo tradutor para
1 1 8 .2 oSl 11 5 .9 2 Que Israel digaí dar mais clareza ao texto.

“O seu amor dura para sempre!”


— A SALVAÇÃO D0 SOFREDOR
3 Os sacerdotes digam:
Vero artigo "Oração de agradecimento de um pagão", em S1116.
“O seu amor dura para sempre!”
4 Os que tem em o Sen h or digam:
“O seu amor dura para sempre!”

11 8 .5 nS112 0 .1 ; 5 Na minha angústia^ clamei ao Sen h o r ;


« 1 1 8 .1 9
e o Sen h o r me respondeu/ dando-me ampla liberdade11.
1 1 8 .6 sHb 13 .6 *; 6O S e n h o r está comigo,s não temerei.
S I 2 7 .1 ; 56.4
O que m e podem fazer os homens?*
1 1 8 .7 “SI 54.4; 7 O Sen h o r está comigo; ele é o meu ajudador.u
•SI 59 .10
Verei a derrota dos meus inimigos.v

1 1 8 .8 »S I 40.4; 8 É m elhor buscar refúgio no Sen h o rw


M r 1 7 .5
do que confiar nos homens.*
1 1 8 .9 vS114 6 .3 9 É m elhor buscar refúgio no Sen h o r
do que confiar em príncipes.v

1 1 8 .1 0 iS 1 18 .4 0 10 Todas as nações me cercaram,


mas em nome do Sen h o r eu as derrotei.2
1 1 8 .1 1 “SI 8 8 .17; 11 Cercaram-mea por todos os lados,b
‘ SI 3.6
mas em nome do Sen h o r eu as derrotei.
1 1 8 .1 2 cD t1 .4 4 ; 12 Cercaram-me como um enxame de abelhas/
"SI 58.9
mas logo se extinguiram como espinheiros em chamas/
Em nome do Sen h o r eu as derrotei!
1 1 8 .1 3 'S I 8 6 .1 7; 13 Empurraram-me para forçar a minha queda,
14 0 .4
mas o Sen h o r m e ajudou.e
1 1 8 .1 4 fÊ x 1 5 .2 ; 14 O Sen h o r é a m inha força* e o m eu cântico;
ols 12.2
ele é a minha salvação.9

1 1 8 .1 5 »SI 68.3; 15 Alegres brados11de vitória


'SI 89 .13
ressoam nas tendas dos justos:
“A mão direita' do Sen h o r age com poder!
16 A m ão direita do Sen h o r é exaltada!
A mão direita do Sen h o r age com poder!”

1 1 8 .1 7 iSI 6.5; 17 Não morrerei;i mas vivo ficarei


Hc 1 .1 2 ; í x 15 .6 ;
SI 73 .2 8 para anunciar* os feitos do Sen h o r .
1 1 8 .1 8 '2Cr 6.9 18 O Sen h o r me castigou com severidade,
mas não me entregou à morte.1

1 1 8 .1 9 "Is 26.2 19 Abram as portas"1da justiça para mim,


* pois quero entrar para dar graças ao Sen h o r .

0 1 1 8 .5 Hebraico: po n d o -m e num lugar espaçoso.


24 SALMOS 118.20
20 Esta é a porta do S e n h o r , 118.20 "SI 24.7;
Is 35.8; Ap 22.14
pela qual entram os justos."
21 Dou-te graças, porque me respondeste0
e foste a minha salvação.
22 A pedra que os construtores rejeitaram 118.22 P M t 2 1.4 2 ;
Mc 12 .10 ;
tornou-se a pedra angular.P Lc 2 0 .1 7 *;
A t 4 .1 1 * ; 1Pe 2 .7 *

118.19 Muitas vezes considerado o nome de uma porta específica, cidade e que “as portas da justiça” sejam as portas de Jerusalém, a cidade
a “porta da salvaçáo” é mais provavelmente uma alusão à porta “pela qual de Deus.
entram os justos” (v. 20). E possível que o cortejo começasse fora da

Os chifres do altar
SALMO 11 8 Os dois mais importantes al­ Além de seu papel nas ofertas rituais, os ao ar livre em Israel fossem construídos de
tares rituais da vida religiosa de Israel eram o altares também serviam para comemorar a terra compactada ou de pedras não lavradas
altar do holocausto, feito de bronze, e o altar teofania, ou seja, a aparição física do Senhor (Êx 20.24-26). As pontas sobre os elaborados
do incenso, feito de ouro. Uma das caracterís­ (Gn 12.7; 35.1-7), e estavam intimamente altares do templo talvez representassem
ticas distintivas do desenho desses altares associados à presença divina ( ê x 20.24). uma montanha "estilizada". Qualquer que
era as quatro "pontas" em forma de chifres, É provável que os altares fossem construídos seja o caso, a santidade especial do altar e
que se projetavam de cada um dos quatro de modo a imitar as montanhas nas quais dos chifres é evidenciada pelo asilo concedi­
cantos e que deveriam compor uma só peça sacrifícios históricos eram oferecidos e às do a qualquer pessoa que se agarrasse a elas
com o altar, em vez de serem peças ligadas quais a presença de Deus estava associada. (1 Rs 1.50,51; 2.28-34).
de forma independente ( ê x 27.2; 30.2). Isso explicaria a prescrição de que os altares Ver também "Altares antigos", em ê x 20.
As escavações arqueológicas têm desenterrado
exemplos desse tipo de construção: um altar 1Ver "Megido", em Zc 12; e "Berseba", em 1Rs 19. 2Ver também "Sacrifícios e ofertas na Bíblia e no antigo
Oriente Médio", em Lv 2; e "Pureza ritual em Israel e no antigo Oriente Médio", em Lv 10.
para incenso em Megido e um altar para sa­
crifícios num santuário israelita da cidade de
Berseba.1
A função exata desses chifres ainda
é incerta. Uma vez que o termo hebraico
para "altar", mizbeah, significa literalmente
"lugar do sacrifício ritual", já se sugeriu que os
chifres serviam como varais para segurar
o animal na hora do sacrifício (SI 118.27),
porém isso é improvável uma vez que o ani­
mal era sacrificado ritualmente antes de ser
colocado no altar — portanto, não haveria
necessidade de segurá-lo (Lv 1.5-9). Talvez
os chifres, especialmente os do altar do in­
censo, que não eram utilizados para sacrifí­
cios, possam ser explicados pelo papel
mais genérico do altar na liturgia do templo.
Foi ordenado aos sacerdotes que manchassem
esses chifres com o sangue do sacrifício para
efetuar de forma simbólica a purificação do
pecado e, desse modo, remover a impureza
ritual do ambiente como um todo — do
altar e do santuário (Lv 4.7; 16.18).2
Altares de Megido
Preserving Bible Times; © dr. James C M artin; usado com permissão do Museu de Israel
SALMOS 119.11
23 Isso vem do Sen h o r ,
e é algo maravilhoso para nós.
24 Este é o dia em que o Sen h o r agiu;
alegremo-nos e exultemos neste dia.

25 Salva-nos, Se n h o r ! Nós imploramos.


Faze-nos prosperar, Se n h o r ! Nós suplicamos.
1 1 8 2 6 «M t 21.9 *; 26 Bendito é o que vem1! em nome do Sen h o r .
Mc 1 1 .9 *;
LC 13 .3 5 *; 19 .3 8 *; Da casa do Sen h o r nós os abençoamos.
J o 1 2 .1 3 *
1 1 8 .2 7 I P e 2.9
27 O Sen h o r é Deus,
e ele fez resplandecerr sobre nós a sua luz.0
Juntem-se ao cortejo festivo,
levando ramos até as pontas*1do altar.
118 -2 3 «Is 2 5 .1; 28 Tu és o meu Deus; graças te darei!
ÍX 1 5 .2
Ó meu Deus,s eu te exaltarei!1

29 Deem graças ao Sen h o r , porque ele é bom;


o seu amor dura para sempre.

Salmo I 1 9 c
Á le f

1 1 9 .1 “S 1 128 .1 1 Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis,


que vivemu conforme a lei do Sen h o r !
1 1 9 .2 '0 1 6 .5 2 Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos
e de todo o coraçãovo buscam!
1 1 9 .3 - 1 J 0 3.9; 3 Não praticam o malw
5 .18
e andam nos caminhos do Sen h o r .
4 Tu mesmo ordenaste os teus preceitos
para que sejam fielmente obedecidos.
5 Quem dera fossem firmados os meus caminhos
na obediência aos teus decretos.
6 Então não ficaria decepcionado
ao considerar todos os teus mandamentos.
7 Eu te louvarei de coração sincero
quando aprender as tuas justas ordenanças.
8 Obedecerei aos teus decretos;
nunca me abandones.
Bêt

11 9 .9 x2C r 6 .16 9 Como pode o jovem


manter pura a sua conduta?
Vivendo de acordo com a tua palavra.»
1 1 9 .1 0 >2Cr 1 5 .15 ; 10 Eu te busco de todo o coração?
zv. 2 1 ,1 1 8
não permitas que eu m e desvie
dos teus m andam entos.2
1 1 9 .1 1 *SI 3 7.3 1 ; 11 Guardei no coração a tua palavra3
Lc 2.19 ,5 1
para não pecar contra ti.

» 1 1 8 . 2 7 Ou m ostrou sua b o n d a d e p a r a conosco.


b 1 1 8 . 2 7 Ou A m arrem o sacrifício d a fes ta com cordas e lev em -n o a té as pontas.
f O salmo 119 é um poema organizado em ordem alfabética, no hebraico.

118.22 A “pedra angular” (lit. “cabeça da esquina”) é o lajedo por cima grande usada pára ancorar e alinhar a esquina de uma parede, ou a pedra
de uma porta (uma pedra grande usada como limei), ou uma pedra de remate de uma abóbada (ver Zc 4.7; 10.4).
926 SALMOS 119.12
12 Bendito sejas, Se n h o r ! 119.12 ty. 26
Ensina-me os teus decretos.b
13 Com os lábios repito 1 1 9 .1 3 'SI 40.9

todas as leis que promulgaste.0


14 Regozijo-me em seguir os teus testemunhos
como o que se regozija com grandes riquezas.
15 Meditarei nos teus preceitos11 1 1 9 .1 5 “S 1 1 .2

e darei atenção às tuas veredas.


16 Tenho prazer6 nos teus decretos; 1 1 9 .1 6 «S11 .2

não me esqueço da tua palavra.


G uím el

17 Trata com bondade o teu servo* 1 1 9 .1 7 I S I 1 3 .6 ;


1 1 6 .7
para que eu viva e obedeça à tua palavra.
18 Abre os meus olhos
para que eu veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino na terra;9 11 9 .1 9 0 1 Cr 29 .15;
SI 3 9 .12 ; 2Co 5.6;
não escondas de mim os teus mandamentos. Hb 1 1 .1 3
20 A minha alma consome-sehde perene desejo 11 9 .2 0 hSI 42.2;
84.2; S I 63.1
das tuas ordenanças.'
21 Tu repreendes os arrogantes; 11 9 .2 1 Jv. 10

malditos os que se desviam)


dos teus mandamentos!
22 Tira de mim a afrontake o desprezo, 11 9 .2 2 «SI 39.8

pois obedeço aos teus estatutos.


23 Mesmo que os poderosos se reúnam para conspirar contra mim,
ainda assim o teu servo meditará nos teus decretos.
24 Sim, os teus testemunhos são o meu prazer;
eles são os meus conselheiros.
D álet

25 Agora estou prostrado no pó;1 1 1 9 .2 5 'SI 44.25;


" S 1 14 3 .11
preserva a minha vidamconforme a tua promessa.
26 A ti relatei os meus caminhos 1 1 9 .2 6 "SI 25.4;
2 7 .1 1 ; 86 .11
e tu me respondeste;
ensina-me os teus decretos."
27 Faze-me discernir o propósito 1 1 9 .2 7 »S1145 .5

dos teus preceitos;


então meditarei nas tuas maravilhas.0
28 A minha alma se consome de tristeza;P 1 1 9 .2 8 pSI 10 7.2 6 ;
iSI 20.2; 1Pe 5 .10
fortalece-me(i conforme a tua promessa.
29 Desvia-me dos caminhos enganosos;
por tua graça, ensina-me a tua lei.
30 Escolhi o caminho da fidelidade;
decidi seguir as tuas ordenanças.
31 Apego-mer aos teus testemunhos, ó Sen h o r ; 1 1 9 .3 1 1 3 1 1 1 .2 2

não permitas que eu fique decepcionado.


32 Corro pelo caminho que os teus mandamentos apontam,
pois me deste maior entendimento.
He

33 Ensina-me,s S e n h o r, o caminho dos teus decretos,


e a eles obedecerei até o fim.
34 Dá-me entendimento, para que eu guarde a tua lei
e a ela obedeça de todo o coração.
35 Dirige-me pelo caminho dos teus mandamentos,
pois nele encontro satisfação.
SALMOS 119.58

1 1 9 ^ 6 *1 Rs 8.58; 36 Inclina o meu coração* para os teus estatutos,


«E z 3 3.3 1;
M c 7 .2 1 ,2 2 ; e não para a ganância.u
Lc 1 2 .1 5 ; Hb 13 .5
1 1 9 ^ 7 “SI 7 1 .2 0 ;
37 Desvia os meus olhos das coisas inúteis;
Is 3 3.15 faze-me vivervnos caminhos que traçaste."
119 .3 8 »2 S m 7.2 5 38 Cumpre a tua promessawpara com o teu servo,
para que sejas temido.
39 Livra-me da afronta que me apavora,
pois as tuas ordenanças são boas.
1 1 9 .4 0 "V. 20 40 Como anseiox pelos teus preceitos!
Preserva a minha vida por tua justiça!
Vav

41 Que o teu amor alcance-me, Sen h o r ,


e a tua salvação, segundo a tua promessa;
11 9 .4 2 >Pv 2 7 .1 1 42 então responderei aos que me afrontam,
pois confio na tua palavra.
43 Jamais tires da minha boca
a palavra da verdade,
pois nas tuas ordenanças
depositei a minha esperança.
44 Obedecerei constantemente à tua lei,
para todo o sempre.
45 Andarei em verdadeira liberdade,
pois tenho buscado os teus preceitos.
119 .4 6 zM t 10 .18 ; 46 Falarei dos teus testemunhos diante de reis,2
A t 2 6 .1,2
sem ficar envergonhado.
47 Tenho prazer nos teus mandamentos;
eu os amo.
48 A úh levanto minhas mãos
e medito nos teus decretos.
Zain

49 Lembra-te da tua palavra ao teu servo,


pela qual me deste esperança.
11 9 .5 0 U m 15 .4 50 Este é o meu consolo no meu sofrimento:
A tua promessa dá-me vida.3
119 .5 1 »Jr2 0 .7 ;< V . 51 Os arrogantes zombam de mimbo tempo todo,
1 5 7 ; Jó 2 3 .1 1 ;
SI 4 4 .18 mas eu não me desvio0 da tua lei.
11 9 .5 2 “S 1 10 3 .18 52 Lembro-me,dSen h o r , das tuas ordenanças do passado
e nelas acho consolo.
11 9 .5 3 « 9 . 3 ; 53 Fui tomado de ira tremendaepor causa dos ímpios
«SI 89.30
que rejeitaram a tua lei.f
54 Os teus decretos são o tema
da minha canção em minha peregrinação.
55 De noite lembro-mefl do teu nome, Sen h o r !
Vou obedecer à tua lei.
119 .5 5 oSl 63.6 56 Esta tem sido a minha prática:
Obedecer aos teus preceitos.
Hêt

1 1 9 .5 7 "S 116 .5 ; 57 Tu és a m inha herança,11Sen h o r ;


Lm 3.24
prometi obedecer às tuas palavras.
11 9 .5 8 n Rs 13 .6; 58 De todo o coração suplico a tua graça;
iv. 41
tem misericórdia de mim,' conforme a tua promessa.)

« 1 1 9 .3 7 Dois manuscritos do Texto Massorético e os manuscritos do mar Morto dizem preserva a minha vida pela tua
palavra.
b 119.48 Ou Aos teus mandamentos.
928 SALMOS 119.59
59 Refleti em meus caminhosk 11959 *Lc 15.17,
18
e voltei os meus passos para os teus testemunhos.
60Eu me apressarei e não hesitarei
em obedecer aos teus mandamentos.
61 Embora as cordas dos ímpios queiram prender-me,
eu não me esqueço1 da tua lei.
62 À meia-noitemme levanto para dar-te graças 11 9 .6 2 " A t 16.25
pelas tuas justas ordenanças.
63 Sou amigo de todos os que te temem11 11 9 .6 3 "S 11 0 1 .6 ,7
e obedecem aos teus preceitos.
64A terra está cheia do teu amor,0 S e n h o r ; 11 9 .6 4 "SI 33.5

ensina-me os teus decretos.


Tét

65 Trata com bondade o teu servo, Sen h o r ,


conforme a tua promessa.
66 Ensina-me o bom senso e o conhecimento,
pois confio em teus mandamentos.
67 Antes de ser castigado, eu andava desviado,P 1 1 9 .6 7 Pjr 3 1 .1 8 ,
19 ; Hb 12 .1 1
mas agora obedeço à tua palavra.
68 Tu és bom,9 e o que fazes é bom; 11 9 .6 8 « 1 1 0 6 .1 ;
1 0 7 .1 ; M t1 9 .1 7 ;
ensina-me os teus decretos/ W. 12
69 Os arrogantes mancharam o meu nome 119 .6 9 >JÓ 13 .4;
S 1 10 9.2
com mentiras,s
mas eu obedeço aos teus preceitos
de todo o coração.
70 O coração deles é insensível;* 1 1 9 .7 0 tS11 7 .1 0 ;
Is 6 .1 0 ; A t 28 .2 7
eu, porém, tenho prazer na tua lei.
71 Foi bom para mim ter sido castigado,
para que aprendesse os teus decretos.
72 Para mim vale mais a lei que decretaste 1 1 9 .7 2 "S 119 .10 ;
Pv 8 .1 0 ,1 1 ,1 9
do que milhares de peças de prata e ouro.u
Iode

73 As tuas mãos me fizeramve me formaram; 1 1 9 .7 3 VJ Ó 1 0 .8 ;


S 1 10 0.3 ; 138.8;
dá-me entendimento para aprender os teus mandamentos. 13 9 .1 3 -16
74 Quando os que têm temor de ti me virem, se alegrarão,"
pois na tua palavra depositei a minha esperança.
75 Sei, Sen h o r , que as tuas ordenanças são justas, 1 1 9 .7 5 « H b 1 2 .5 -

e que por tua fidelidade* me castigaste. 11


76 Seja o teu amor o meu consolo,
conforme a tua promessa ao teu servo.
77 Alcance-me a tua misericórdias1para que eu tenha vida,
porque a tua lei é o meu prazer.
78 Sejam humilhados os arrogantes,2pois me prejudicaram sem motivo;3 1 1 9 .7 8 iJ r 50.32;
«v. 86 ,16 1
mas eu meditarei nos teus preceitos.
79 Venham apoiar-me aqueles que te temem,
aqueles que entendem os teus estatutos.
80 Seja o meu coração íntegro para com os teus decretos,
para que eu não seja humilhado.
C af

81 Estou quase desfalecido,*1aguardando a tua salvação,


mas na tua palavra depositei a minha esperança.

119.81 O termo “desfalecido” faz alusão a um sentimento da alma (so­


bre “alma” ver nota em 6.3).
SALMOS 119.104 929

—9_82 =SI 69.3; 82 Os meus olhos fraquejam0 de tanto esperar pela tua promessa,
Lm 2.11
e pergunto: “Quando me consolarás?”
83 Embora eu seja como uma vasilha inútilfl,
não me esqueço dos teus decretos.
1 1 & 8 4 3SI 39.4; 84 Até quandodo teu servo deverá esperar
Ap 6 .10
para que castigues os meus perseguidores?
1 1 9 J 5 *S I3 5 .7 ; 85 Cavaram uma armadilhae contra mim os arrogantes,
J r 18 .20 ,22
os que não seguem a tua lei.
• * 1 8 6 S 3 5 .19 ; 86 Todos os teus mandamentos
£ 109-26; »v. 7 8
merecem confiança;f
ajuda-me,9 pois sou perseguido com mentiras.h
1 1 9 5 7 te 58.2 87 Quase acabaram com a minha vida na terra,
mas não abandonei' os teus preceitos.
88 Preserva a minha vida pelo teu amor,
e obedecerei aos estatutos que decretaste.
Lâmed

1 1 9 5 9 )Mt 24.34, 89 A tua palavra, Se n h o r ,


35; 1Pe 1.2 5
para semprei está firmada nos céus.
1 1 9 5 0 *SI 36.5; 90 A tua fidelidadeké constante
S 14 8 .6 ; Ec 1 .4
por todas as gerações;
estabeleceste a terra, que firme subsiste.1
1 1 9 5 1 mJ r 33.25 91 Conforme as tuas ordens, tudo permanece"1até hoje6,
pois tudo está a teu serviço.
92 Se a tua lei não fosse o meu prazer,
o sofrimento já me teria destruído.
93 Jamais me esquecerei dos teus preceitos,
pois é por meio deles que preservas a minha vida.
94 Salva-me, pois a ti pertenço
e busco os teus preceitos!
95 Os ímpios estão à espera para destruir-me,
mas eu considero os teus testemunhos.
96 Tenho constatado que toda perfeição tem limite;
mas não há limite para o teu mandamento.
M em

1 1 9 .9 7 "S 11 .2 97 Como eu amo a tua lei!


Medito" nela o dia inteiro.
11 9 .9 8 °D t 4.6 98 Os teus mandamentos me tornam mais sábio0 que os meus inimigos,
porquanto estão sempre comigo.
99 Tenho mais discernimento que todos os meus mestres,
pois medito nos teus testemunhos.
1ia i0 0 P JÓ 3 Z 7 -9 100 Tenho mais entendimento que os anciãos,
pois obedeço aos teus preceitos.P
1 1 9 .1 0 1 oPv 1 .1 5 101 Afasto os pési de todo caminho mau
para obedecer à tua palavra.
102 Não me afasto das tuas ordenanças,
pois tu mesmo me ensinas.
1 i a i 0 3 f S 1 19 .10 ; 103 Como são doces para o meu paladar as tuas palavras!
Pv 8 .1 1 ;
®Pv 2 4 .1 3 ,1 4 Mais que o melr para a minha boca!s
11 9 .1 0 4 *v. 128 104 Ganho entendimento por meio dos teus preceitos;
por isso odeio todo caminho de falsidade.*

a 1 1 9 . 8 3 Hebraico: um od re na fu m a ça .
b 1 1 9 . 9 1 Ou as tuas leis perm anecem a té hoje.__________________________________________________________

1 19.83 A “vasilha inútil” é o odre de couro que, pendurado na fumaça e


no calor acima de uma lareira, fica enegrecido e encolhido.
930 SALMOS 119.105
Nun

105 A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos 119.105 uPv 6.23
e luzuque clareia o meu caminho.
106 Prometi sob juramentove o cumprirei: 1 1 9 .1 0 6 vNe 10.29
vou obedecer às tuas justas ordenanças.
107 Passei por muito sofrimento;
preserva, Sen h o r , a minha vida, conforme a tua promessa.
108 Aceita, Sen h o r , a oferta de louvor dos meus lábios," 1 1 9 .1 0 8 "0 s 14 .2 ;
Hb 13 .15
e ensina-me as tuas ordenanças.
109 A minha vida está sempre em perigo0,x 11 9 .1 0 9 xJz 12 .3 ;
J ó 1 3 .1 4
mas não me esqueço da tua lei.
110 Os ímpios prepararam uma armadilha'' 1 1 9 .1 1 0 *S 1 140.5;
1 4 1 .9 ; * v .1 0
contra mim, mas não me desviei2 dos teus preceitos.
111 Os teus testemunhos são a minha herança permanente;
são a alegria do meu coração.
112 Dispus o meu coração para cumprir 1 1 9 .1 1 2 av. 33

os teus decretos até o fim.a


Sâmeq

113 Odeio os que são inconstantes,*1 1 1 9 .1 1 3 bTg 1.8

mas amo a tua lei.


114 Tu és o meu abrigo e o meu escudo;0 1 1 9 .1 1 4 CSI 3 2 .7;
9 1 .1 ; “v. 74
e na tua palavra depositei a minha esperança.d
115 Afastem-se de mime os que praticam o mal! 1 1 9 .1 1 5 *SI 6.8;
13 9 .19 ; M t 7 .2 3
Quero obedecer aos mandamentos do meu Deus!
116 Sustenta-me,* segundo a tua promessa, e eu viverei; 1 1 9 .1 1 6 * 9 54.4;
9SI 25.2; Rm 5.5;
não permitas que se frustrems as minhas esperanças. 9.33

117 Ampara-me, e estarei seguro;


sempre estarei atento aos teus decretos.
118 Tu rejeitas todos os que se desviam
dos teus decretos,
pois os seus planos enganosos são inúteis.
119 Tu destróis*’ como refugo*1todos os ímpios da terra; 1 1 9 .1 1 9 hE z 22 .18 ,
19
por isso amo os teus testemunhos.
120 O meu corpo estremece' diante de ti; 1 1 9 .1 2 0 ‘Hb 3 .16

as tuas ordenanças enchem-me de temor.


Á in

121 Tenho vivido com justiça e retidão;


não me abandones nas mãos dos meus opressores.
122 Garante o bem-estar do teu servo;* 1 1 9 .1 2 2 iJó 1 7 .3

não permitas que os arrogantes me oprimam.


123 Os meus olhos fraquejam, aguardando a tua salvação 1 1 9 .1 2 3 kv. 82

e o cumprimento da tua justiça.k


124 Trata o teu servo conforme o teu amor leal 1 1 9 .1 2 4 V . 12

e ensina-me os teus decretos.1


125 Sou teu servo;mdá-me discernimento 11 9 .12 5 mS 1116 .16

para compreender os teus testemunhos.


126 Já é tempo de agires, Sen h o r ,
pois a tua lei está sendo desrespeitada.
127 Eu amo os teus mandamentos mais do que o ouro," 1 1 9 .1 2 7 "S 119 .10

mais do que o ouro puro.


a 1 1 9 .1 0 9 Hebraico: em minhas mãos.
b 1 1 9 .1 1 9 Alguns manuscritos do Texto Massorético, a Septuaginta e outras versões gregas dizem consideras.

119.111,112 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7. 119.119 “Refugo” é a escória flutuante retirada do minério ou do metal
fundido.
SALMOS 119.151 931

119.128 «v. 10 4, 128 Por isso considero justos os teus preceitos


163
e odeio todo caminho de falsidade.0

129 Os teus testemunhos são maravilhosos;


por isso lhes obedeço.
119.130 PPv 6.2 3; 130 A ex p licação d as tu as p alav ras ilum inaP
« 1 1 9 .7
e dá discernimento aos inexperientes.1!
119.131 'SI 4 2 .1; 131 Abro a boca e suspiro/
>v. 20
ansiando por teus mandamentos®
119.132 « 1 2 5 .1 6 ; 132 Volta-te para mim e tem misericórdia* de mim,
S 1 10 6.4
como sempre fazes aos que amam o teu nome.
119.133 »S 11 7 .5 ; 133 Dirige os meus passos, conforme a tua palavra;0
« 1 1 9 .1 3 ;
R m 6 .1 2 não permitas que nenhum pecado me domine.v
119.134 « S 1 142.6; 134 Resgata-me da opressão dos homens,"
Lc 1.7 4
para que eu obedeça aos teus preceitos.
119.135 «Nm 6.25; 135 Faze o teu rosto resplandecer* sobre0 o teu servo
SI 4.6
e ensina-me os teus decretos.
119.136 >Jr 9 .1 , 136 Rios de lágrimasV correm dos meus olhos,
18 ; > Ez9 .4
porque a tua lei não é obedecida.2
Tsade

119.137 »Ed 9 .15; 137 Justo és,a S e n h o r ,


J r 1 2 .1 ; bNe 9 .13
e retas são as tuas ordenanças.b
1 1 9 .1 3 8 'S 1 19.7 138 Ordenaste os teus testemunhos com justiça;0
dignos são de inteira confiança!
119.139 « 1 69.9; 139 O meu zelo me consome,d
J o 2 .1 7
pois os meus adversários se esquecem das tuas palavras.
119.140 eS 1 12.6 140 A tua promessa6 foi plenamente comprovada,e
e, por isso, o teu servo a ama.
119.141 «SI 22.6 141 Sou pequeno e desprezado,*
mas não esqueço os teus preceitos.
119.142 «S 11 9 .7 142 A tua justiça é eterna,
e a tua lei é a verdade.0
143 Tribulação e angústia me atingiram,
mas os teus mandamentos são o meu prazer.
119.144 »S 119 .9 144 Os teus testemunhos são eternamente justos,
dá-me discernimento*1para que eu tenha vida.
C of

145 E u cla m o d e to d o o co ra çã o ; re s p o n d e -m e , S e n h o r ,
e obedecerei aos teus testemunhos!
146 Clamo a ti; salva-me,
e obedecerei aos teus estatutos!
119.147 S I 5.3; 147 Antes do amanhecer me levanto' e suplico o teu socorro;
5 7 .8 ; 10 8 .2
na tua palavra depositei a minha esperança.
119.148 S I 63.6 148 Fico acordado nas vigílias da noite,)
para meditar nas tuas promessas.
149 Ouve a minha voz pelo teu amor leal;
faze-me viver, S e n h o r , conforme as tuas ordenanças.
150 Os meus perseguidores aproximam-se com más intenções,c
mas estão distantes da tua lei.
119.151 *SI 3 4 .18 ; 151 Tu, porém, S e n h o r , estás perto,k
1 4 5 .18 ; V . 14 2
e todos os teus mandamentos são verdadeiros.1
1 1 1 9 .1 3 5 Isto é, mostra a tua bondade para com.
b 1 1 9 .1 4 0 Ou palavra.
‘ 1 1 9 .1 5 0 Conforme alguns manuscritos do Texto Massorético, a Septuaginta e algumas versões gregas. O Texto Massoré-
tico diz Os que tramam o mal estão por perto.
932 SALMOS 119.152
152 Há muito aprendi dos teus testemunhos 119.152 ” Lc 21.33

que tu os estabeleceste para sempre.111

Rêsh

153 Olha para o meu sofrimento11e livra-me, 119.153 "Lm 5 .1;


°P v 3 .1
pois não me esqueço0 da tua lei.
154 Defende a minha causaP e resgata-me;? 119.154 »Mq 7.9 ;
H Sm 2 4 .15
preserva a minha vida conforme a tua promessa.
155 A salvação está longe dos ímpios, 119.155 'Jó 5.4

pois eles não buscamr os teus decretos.


156 Grande é a tua compaixão, S e n h o r ; 1ia l5 6 s2 S m 24.14

preserva a minha vidas conforme as tuas leis.


157 Muitos são os meus adversários e os meus perseguidores,* 119.157 « 1 7 . 1

mas eu não me desvio dos teus estatutos.


158 Com grande desgosto vejo os infiéis,0 119.158 "9 13 9 .2 1
que não obedecem à tua palavra.
159 Vê como amo os teus preceitos!
Dá-me vida, S e n h o r , conforme o teu amor leal.
16 ° a v erd a d e é a e s s ê n c ia d a tu a palavra,
e todas as tuas justas ordenanças são eternas.

Shin e Sin

161 Os poderosos perseguem-mevsem motivo, 119.161 «1Sm 24.11

mas é diante da tua palavra que o meu coração treme.


162 Eu me regozijo na tua promessa como alguém 119162
* 1 Sm 30.16
que encontra grandes despojos.w
163 Odeio e detesto a falsidade,
mas amo a tua lei.
164 Sete vezes por dia eu te louvo
por causa das tuas justas ordenanças.
165 Os que amam a tua lei desfrutam paz,x 119.165 «Pv 3.2;
Is 2 6 .3 ,12 ; 3 2 .1 7
e nada há que os faça tropeçar.
166 Aguardo a tua salvação? S e n h o r , 119.166 »Gn 4 9 .18
e pratico os teus mandamentos.
167 Obedeço aos teus testemunhos;
amo-os infinitamente!
168 Obedeço a todos os teus preceitos e testemunhos,
pois conheces todos os meus caminhos.2

Tau

169 Chegue à tua presença o meu clamor,3 S e n h o r !


Dá-me entendimento conforme a tua palavra.
170 Chegue a ti a minha súplica.b 119.170 « 1 2 8 .2 ;
"SI 3 1.2
Livra-me,c conforme a tua promessa.
171 Meus lábios transbordarão de louvor,d 119.171 « 1 5 1 .1 5 ;
•SI 9 4 .12
pois me ensinase os teus decretos.
172 A minha língua cantará a tua palavra,
pois todos os teus mandamentos são justos.
173 Com tua mão vem ajudar-me,* 119.173 « 1 3 7 .2 4 ;
«Js 24.22
pois escolhia os teus preceitos.
174 Anseio pela tua salvação,11S e n h o r ,
e a tua lei é o meu prazer.
175 Permite-me viver1para que eu te louve;
e que as tuas ordenanças me sustentem.
SALMOS 121.8 933

119.176 Hs 53.6 176 Andei vagando como ovelha perdida;)


vem em busca do teu servo,
pois não me esqueci dos teus mandamentos.

Salmo 120
Cântico de Peregrinação0.

120.1 « 1102.2; 1 Eu clamo pelo Se nh o r na minha angústia,k


J n 2 .2
e ele me responde.
1 2 0 .2 'Pv 12 .2 2 ; 2 Sen h o r , livra-me dos lábios mentirosos1
” SI 52.4
e da língua traiçoeira!"1

3 O que ele dará a você?


Como lhe retribuirá, ó língua enganadora?

4 Ele a castigará com flechas afiadas de guerreiro,11


com brasas incandescentes de sândalo.

12 0 .5 «Gn 25 .13 ; 5 Ai de mim, que vivo como estrangeiro em Meseque,


J r 49.28
que habito entre as tendas de Quedar!0
6 Tenho vivido tempo demais
entre os que odeiam a paz.
7 Sou um homem de paz;
mas, ainda que eu fale de paz,
eles só falam de guerra.

Salmo 121
Cântico de Peregrinação.

1 Levanto os meus olhos para os montes e pergunto:


De onde me vem o socorro?
1 2 1 .2 pS I1 1 5 .1 5 ; 2 O meu socorro vem do Sen h o r ,
124 .8
que fez os céus e a terra.P

3 Ele não permitirá que você tropece;


o seu protetor se manterá alerta,
4 sim, o protetor de Israel não dormirá;
ele está sempre alerta!

5 O Sen h o r é o seu protetor;1! como sombra que o protege,


ele está à sua direita.
1 2 1 .6 « 1 9 1 .5 ; 6 De dia o solr não o ferirá;
Is 4 9 .1 0 ; Ap 7 .1 6
nem a lua, de noite.

1 2 1 .7 « 1 4 1 .2 ; 7 O Sen hor o protegerá de todo o mal,s


9 1 .1 0 -1 2
protegerá a sua vida.
8 O Sen h or protegerá a sua saída e a sua chegada,
desde agora e para sempre.1
1 2 0 Ou dos Degraus; também nos salmos 121 a 134.

120.1— 1 36.26 Para mais informações sobre os salmos “Halel”, ver nota “brasas” referem-se ou ao carvão vegetal ou às brasas vivas de qualquer
em 113.1— 118.29. espécie. O carvão vegetal era usado pelos hebreus para obter calor
1 20.1-7 Já foi sugerido que a palavra hebraica traduzida por “peregri­
no inverno (Is 47.14; Jo 18.18), para cozimento (Is 4 4.19; Jo 21.9) e
nação” (tradicionalmente, “degraus”; ver o sobrescrito) refere-se às esca­ também no trabalho de ferreiros (Is 44.12; 54.15). Produzia-se o car­
darias que levavam ao templo, razão pela qual os “cânticos dos degraus” vão cobrindo a madeira cuidadosamente empilhada com galhos e terra e
seriam usados na liturgia da casa de Deus (provavelmente na festa das então ateando fogo. Depois de alguns dias de combustão, a madeira era
cabanas). A maioria dos estudiosos, porém, acredita que o termo se refira convertida em carvão, e a pilha era descoberta.
às peregrinações religiosas feitas anualmente a Jerusalém, quando os ado­ O “sândalo” ou zimbro era um arbusto do deserto encontrado na
radores iam cantando até o monte Sião. Palestina e na Arábia (ver lR s 19.4; Jó 3 0 .4 ), às vezes de tamanho
120.4 Encontrada muitas vezes em nossas traduções, a palavra “brasas” suficiente para fornecer sombra.
nunca se refere ao carvão mineral, jamais encontrado na Palestina, cuja 1 20.5 Meseque situava-se na Ásia Menor, e Quedar, na Arábia.
formação geológica é, de modo geral, recente. Foi encontrado carvão 1 2 1 .3 Os pagãos “permitiam” que seus deuses dormissem (ver
de baixa qualidade em Sidom, e, por algum tempo, o Líbano manteve lR s 18.27), mas o Deus de Israel não é como os outros deuses — ele não
minas de carvão. As poucas palavras hebraicas e gregas traduzidas por tem necessidade de recriar-se, descansar ou comer.
934 SALMOS 122.1
Salm o 122
Cântico de Peregrinação. Davídico.

1Alegrei-me com os que me disseram:


“Vamos à casa do Sen h o r í”
2 Nossos pés já se encontram
dentro de suas portas, ó Jerusalém!
3 Jerusalém está construída
com o cidade firmemente estabelecida.
4 Para lá sobem as tribos do Sen h o r ,
para dar graças ao Sen h o r ,
conforme o mandamento dado a Israel.
5 Lá estão os tribunais de justiça,
os tribunais da casa real de Davi.

6 Orem pela paz de Jerusalém: 122.6 US I 5 1 .18


“Vivam em segurança aqueles que te amam!11
7 Haja paz dentro dos teus muros
e segurança nas tuas cidadelas!”
8 Em favor de meus irmãos e amigos, direi:
Paz seja com você!
9 Em favor da casa do Sen h o r , nosso Deus, 122.9 "Ne 2 .10
buscarei o seu bem .v

Salmo 123
Cântico de Peregrinação.

1 A ti levanto os meus olhos, 123.1 « S 1 1 1 .4 ;


1 2 1 .1 ; 1 4 1 .8
a ti, que ocupas o teu tronow nos céus.
2 Assim como os olhos dos servos estão atentos à mão de seu senhor 123.2 »SI 25 .15
e com o os olhos das servas estão atentos à mão de sua senhora,
tam bém os nossos olhos estão atentos ao Sen h o r ,*
ao nosso Deus, esperando que ele tenha misericórdia de nós.
3 Misericórdia, Sen h o r !
Tem misericórdia de nós!
Já estamos cansados de tanto desprezo.
4 Estamos cansados de tanta zombaria
dos orgulhosos ,
e do desprezo dos arrogantes.

Salmo 124
Cântico de Peregrinação. Davídico.

1 Se o S e n h o r não estivesse do nosso lado; 124.1 »si 129.1


que Israel o repita:V
2 Se 0 Sen h o r não estivesse do nosso lado
quando os inimigos nos atacaram ,
3 eles já nos teriam engolido vivos,
quando se enfureceram contra nós;
4 as águas nos teriam arrastado
e as torrentes nos teriam afogado;
5 sim, as águas violentas nos teriam afogado!

122.1 Esse salmo expressa a alegria de Sião péla perspectiva de um pe- primeiros frutos e a festa das cabanas. O salmista olha para Jerusalém e,
regrino que viajou a Jerusalém a fim de adorar. Durante o ano, havia dentro de suas portas (v. 2), ele se alegra,
três peregrinações para a celebração de três festas: a Páscoa, a festa dos
SALMOS 126.6 935

6 Bendito seja 0 S e n h o r,
que não nos entregou para serm os dilacerados
pelos dentes deles.
124.7 *SI 91.3; 7 Como um pássaro escapamos
P v6.5
da armadilha do caçador;2
a armadilha foi quebrada,
e nós escapamos.
124.8 aGn 1 .1 ; 8 O nosso socorro está no nom e do Sen h o r ,
S 11 2 1 .2 ; 13 4 .3
que fez os céus3 e a terra.

Salmo 125
Cântico de Peregrinação.

1 Os que confiam no Sen h or são como o monte Sião,


que não se pode abalar,b m as perm anece para sempre.
1 25.2 CS 1 1 2 1 .8 ; 2 Como os montes cercam Jerusalém,
Z c 2.4 ,5
assim 0 S e n h o r protege0 o seu povo,
desde agora e para sempre.

125.3 ^Sl 89.22; 3 O cetro dos ímpios não prevalecerá11


Pv 22.8; Is 14 .5 ;
e1S m 2 4 .10 ; sobre a terra dada aos justos;
SI 55.20
se assim fosse,
até os justos praticariam a injustiça.e

125.4 fS 1119 .6 8 ; 4 Se nh o r ,1trata com bondade


flSI 7 .1 0 ; SI 3 6.10 ;
9 4 .15 os que fazem o bem,
os que têm coração íntegro.s
12 5 .5 hJó 2 3 .1 1 ; 5 Mas, aos que se desviam11por caminhos tortuosos,'
*Pv 2 .15 ; Is 59.8;
iS112 8 .6 0 S e n h o r infligirá o castigo dado aos malfeitores.

Haja paz em Israelli

Salmo 126
Cântico de Peregrinação.

126.1 « 1 8 5 .1 ; 1 Quando o Sen h o r trouxekos cativos


Os 6 .1 1
de volta a Sião", foi como um sonho.
126.2 Uó 8.21; 2 Então a nossa boca encheu-se de riso
SI 5 1 .1 4 ;
■"SI 7 1 .1 9 e a nossa língua de cantos de alegria.1
Até nas outras nações se dizia:
“O Se nh o r fez coisas grandiosas"1por este povo”
3 Sim, coisas grandiosas fez o Se nh o r por nós,
por isso estamos alegres."

126.4 «Is 35.6; 4 Sen h o r , restaura-nos6, assim com o enches


4 3 .19
0 leito dos ribeiros no deserto^.0
5 Aqueles que semeiam com lágrimas,
com cantos de alegria colherão.P
6 Aquele que sai chorando
enquanto lança a semente,
voltará com cantos de alegria,
trazendo os seus feixes.
1 126.1 Ou trouxe restauração a Sião.
’ 126.4 Ou traze nossos cativos de volta.
126.4 Ou Neguebe.

125.2 Embora Jerusalém náo seja cercada por picos de pedra, a cidade caem as chuvas de inverno, uma repentina e poderosa enxurrada de
está localizada numa área que os escritores do A T consideravam mon­ bênçãos.
tanhosa. 1 2 6 .6 Para mais informações sobre feixes e debulha, ver nota em Rt 2.7;
126.4 Os uádis sáo os ribeiros situados ao sul do deserto (do Neguebe), ver também “A eira”, em lC r 21, e “Comida e agricultura”, em Rt 2.
totalmente secos no veráo, mas que voltam a fluir com vigor quando
936 SALMOS 127.1
Salm o 127
C ân tico de Peregrinação. D e Salom ão.

1 Se não for o S e n h o r oconstrutor^ da casa, 127.1 «si78.69;


será inútil trabalhar na construção.
Se não é 0 S e n h o r que vigiara cidade,
será inútil a sentinela montar guarda.
2 Será inútil levantar cedo e dormir tarde, i27.2»Gn 3.17;
trabalhando arduamente por alimento.s
O S e n h o r concede o sono*
àqueles a quem ele ama.“
3 Os filhos são herança do S e n h o r, 127.3 «Gn 33.5

uma recompensauque ele dá.


4 Como flechas nas mãos do guerreiro
são os filhos nascidos na juventude.
5 Como é feliz 0 homem 127.5 <p»27.11
que tem a sua aljava cheia deles!
Não será humilhado quando enfrentar
seus inimigosvno tribunal.
0 1 2 7 .2 Ou concede sustento aos seus amados enquanto dormem.

127.5 A porta da cidade era o local no qual se efetuavam os procedimen­


tos legais e as transações comerciais (ver “A porta da cidade”, em Rt 4).

TEXTOS E ARTEFATOS ANTIGOS

Bênção hitita para uma casa


SA LM 0127 As pessoas preocupam-se com um elaborado ritual, com recitação de mi­ gência pessoal (v. 1,2). Em segundo lugar,
o bem-estar de sua casa e de sua família, e tos e fórmulas mágicas, sacrifícios animais os filhos, como dons de Deus, constituem
invocarão o auxílio divino para protegê-las, e libações em vários locais da casa. Todos a verdadeira riqueza de uma casa (v. 3-5).
porém quase sempre as diferenças que esses procedimentos tinham o propósito de A reverência a Deus e a devoção à família
vemos entre essas invocações são muito encorajar as deidades primordiais a levar a constituem o âmago do ensino bíblico sobre
maiores que as características que elas têm impureza da casa para o submundo. o bem-estar de uma família, não o ensino
em comum. Embora o AT especifique certo número pagão carregado de superstições.
Foi descoberto um texto h itita que de rituais relacionados à impureza, nenhum
descreve a purificação ritual de uma casa deles envolve fórmulas mágicas, recitação
de mitos ou invocação de deidades infernais. já y
que se julgava ritualmente contaminada. tr
A razão para a alegada impureza é incerta, De fato, nas questões relacionadas à impu­
\
mas é provável que os habitantes da casa reza de uma casa, o AT é extremamente
tenham sofrido algum tipo de infortúnio, prático (ver Lv 14.33-57). 0 salmo 127 \
ou que algum deles fosse infértil, ou ainda ilustra de forma vivida a
que a própria casa estivesse infectada por atitude do AT para
fungos ou algo semelhante. 0 texto explica com o bem-estar
que um exorcista havia passado pela casa e da família. Em
recitado de forma ritual possíveis explica­ primeiro lugar,
ções para a impureza, sugerindo que havia a segurança Jp tf ; &
entrado na casa uma pessoa que cometera vem de Deus,
perjúrio ou assassinato. 0 exorcista efetuou não da dili­ Brinquedo de uma criança
hitita
Preserving Blble Times; © dr. James C. M artin; usado com
permissão de Antiguidades Turcas
SALMOS 130.2 937

Salm o 128
Cântico de Peregrinação.

12B.1 «Si 112.1; 1 Como é feliz quem teme 0 S e n h o r,w


•S 119.1-3
quem anda em seus caminhos !x

12&2 ils 3.10; 2 Você comerá do fruto do seu trabalhov


ÍC8.12
e será feliz e próspero.2
128-3 «Ez 19.10; 3 Sua mulher será como videira frutífera3
S I 52.8; 144.12
em sua casa;
seus filhos serão como brotos de oliveirab
ao redor da sua mesa.
4Assim será abençoado
0 hom em que tem e 0 S e n h o r!

1285=920.2; 5 Que 0 S e n h o r o abençoe desde Sião,c


9134.3
para que você veja a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da sua vida
12&6 “Gn 50.23; 6e veja os filhos dos seus filhos.d
Jó 42.16;
«9125.5 Haja paz em Israel!e

Salmo 129
Cântico de Peregrinação.

129.1 *9 88.15; 1Muitas vezes me oprimiram desde a minha juventude;*


Os 2.15; a 9 124.1
que Israel o repita:S
2 Muitas vezes me oprimiram
desde a minha juventude,
mas jamais conseguiram vencer-me.h
3 Passaram o arado em minhas costas
e fizeram longos sulcos.
1294 S1119.137 4 O Sen h o r é justo!'
Ele libertou-me das algemas dos ímpios.
1295 iMq 4.11; 5 Retrocedam envergonhados!
«SI 71.13
todos os que odeiam Sião.k
129.6'SI 37.2 6Sejam como o capim do terraço,
que seca1 antes de crescer,
7 que não enche as mãos do ceifeiro
nem os braços daquele que faz os fardos.
129.8 mRt 2.4; 8E que ninguém que passa diga:
S1118.26
“Seja sobre vocês a bênção do S e n h o r;
nós os abençoamos'11 em nome do S e n h o r!”

Salmo 130
Cântico de Peregrinação.

130.1 "SI 42.7; 1 Das profundezas" clamo a ti, S e n h o r;


69.2; Lm 3.55
130.2 °SI 28.2; 2 ouve, Senhor, a minha voz!0
=2& 6.40; SI 64.1
Estejam atentos os teus ouvidosP
às minhas súplicas!

128.3 Embora a oliveira não produza frutos senão depois de quarenta treliças ou das escadas externas eram o símbolo da esposa amorosa e
anos, ela era o símbolo da longevidade e da produtividade — como os prolifera e da família feliz que habitava aquela casa.
filhos numa família de fé. Não é como a grama que hoje existe e amanhã 1 2 9 .6 Deseja-se que os que querem “arar” as costas de Israel (cf. v. 3)
desaparece. murchem como o capim nos terraços planos das casas, feitos de barro
A ocorrência dos pouco mais de 2 5 0 termos botânicos do A T de­ secado ao sol, em que nenhum arado conseguirá preparar um solo nutri­
monstra a afeição dos israelitas pelas flores, frutos e terrenos aprazíveis. tivo para sustentar os novos brotos — não havendo, portanto, colheita
Essas coisas são um deleite especial para quem vive em lugares quentes (v. 7; ver “Flores do antigo Israel”, em C t 2).
r secos. Praticamente todos os pátios ou quintais domésticos contavam 129.7,8 Para mais informações sobre feixes e debulha, ver nota em R t 2.7;
com a sombra de uma árvore, e as videiras que cresciam ao redor das ver também “A eira”, em lC r 21; e “Comida e agricultura”, em Rt 2.
938 SALMOS 130.3
3 Se tu , Soberano S e n h o r , 130.3 (SI 76.7;
143 .2
registrasses os pecados, quem escaparia??
4 Mas contigo está o perdãor 130.4 í x 3 4 .7;
Is 5 5 .7; J r 33.8;
para que sejas temido.s >1 Rs 8.40

5 Espero no S e n h o r 1 com todo o meu ser 130.5 « 1 2 7 .1 4 ;


33.20; Is 8 .1 7 ;
e na sua palavrauponho a minha esperança. “S 1119 .8 1
6 Espero pelo Senhor 13 0 .6 «SI 63.6;
» S 1 1 1 9 .1 4 7
mais do que as sentinelas" pela manhã;
sim, mais do que as sentinelas
esperam pela manhã!w

7 Ponha a sua esperança* no S e n h o r , ó Israel,


p o is n o S e n h o r h á a m o r leal
e p le n a re d e n ção .
8 Ele próprio redimiráv Israel
de todas as suas culpas.

Salmo 131
Cântico de Peregrinação. Davídico.

1 Sen h o r , o m e u c o ra çã o n ã o é o rg u lh o so 2 131.1 $ 1 1 0 1 .5 ;
Rm 12 .16
e os meus olhos não são arrogantes.
Não me envolvo com coisas grandiosas
nem maravilhosas demais para mim.
2 De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. 131.2 *M t 18.3 ;
1 Co 14.20
Sou como uma criança recém-amamentada0 por sua mãe;
a minha alma é como essa criança.3

3 Ponha a sua esperançabno S e n h o r , ó Israel,


desde agora e para sempre!

Salmo 132
Cântico de Peregrinação.

1 Sen h o r,lembra-te de Davi


e das dificuldades que enfrentou.
2 Ele jurou ao S e n h o r
e fez um voto ao Poderoso de Jacó:c
3 “Não entrarei na minha tenda
nem me deitarei no meu leito;
4 não permitirei que os meus olhos peguem no sono
nem que as minhas pálpebras descansem,
5 enquanto não encontrar um lugar*1para o S e n h o r ,
uma habitação para o Poderoso de Jacó”.

6 Soubemos que a arca estava em Efrata6,6 132.6 »1 Sm 1 7 .1 2 ;


'1 Sm 7 .2
mas nós a encontramos nos campos de Jaarc:f
7 “Vamos para a habitação do S e n h o r !s 132.7 «SI 5 .7;
"SI 99.5
Vamos adorá-lo diante do estrado de seus pés!h
8 Levanta-te, S e n h o r ,1e vem para o teu lugar de descanso, 132.8 iNm 10 .3 5;
SI 78.6 1
tu e a arca onde está o teu poder.

0 131.2 Ou desm am ada.


b 132.6 Ou a respeito d a arca em Efrata.
c 132.6 Isto é, Quiriate-Jearim.

131.1 Sobre “coraçáo”, ver nota em 4.7. 132.6 Efrata era a região ao redor de Belém, cidade natal de Davi (ver
131.2 Sobre “alma”, ver nota em 6.3. O termo “criança recém-amamen- “Belém”, em M q 5). Jaar é outro nome para Quiriate-Jearim, na qual
tada” refere-se à criança de 4 ou 5 anos de idade que caminha confiante a arca ficou guardada após sua devolução pelos filisteus (ver “Quiriate-
ao lado da mãe. -Jearim”, em ISm 7).
SALMOS 132.9

Historiadores do mundo antigo


SALM 0132 0 poeta do salmo 132 olha para •S* Demétrio, o cronógrafo (séc. III a.C.). tempos mais antigos até quase 100 d.C.
o passado, para a aliança com Davi e para a Historiador judeu, escreveu a história de seu (Antiguidades judaicas). Josefo utilizou a
história da arca da aliança e faz desses acon­ povo, utilizando a Septuaginta como fonte S ep tuag inta como fonte primária para o
tecimentos a base de sua oração,1 um refle­ primária. Destaca-se em sua obra o Israel bí­
período bíblico, mas também foi influenciado
xo de como a Bíblia está arraigada à História e blico. Seu propósito era esclarecer o contexto
pela cultura helenística e se tornou nossa
de que a teologia não pode estar divorciada histórico da Bíblia e resolver as dificuldades
dos fatos históricos e da cultura humana. exegéticas. Essa obra também sobreviveu principal fonte de informação sobre Herodes,
As obras dos antigos historiadores, so­ apenas em fragmentos. o grande.7 Também faz referências a João
bretudo pelo fato de que fornecem Batista, a Jesus e a Tiago, irmão de Jesus,
contextos, são de grande valor para o embora a autenticidade de sua descrição
estudo bíblico. Entre os historiadores da de Jesus seja discutida.8
Antiguidade destacam-se:
❖ Políbio (ca. 200-118 a.C.). Embora
jpuron^irnfir (èqucnttlyiííifyFtrnmí
•v Heródoto de Halicarnasso1 (ca. 484- ,íít,lU t'cÍc{ÍT n A n if.A m n ffk fosse grego, foi o maior historiador da
'íHrntla-x çtwicfin t/iWipWf K.-AA. -,
425 a.C.). Sua obra-prima intitula-se .sx m to tikiyoCitzt. fu erittrjco en d vvn . .Ti Roma antiga. Sua história é a maior
ixmCidxCfiivTtn cLuxtt iixvr<rn - cca f *
História ("investigação"). Trata-se de J m W jv ic t «r. n a f tifr v f f u d b n x t- tonx^eUí fonte para o estudo das Guerras Púnicas
um relato das guerras entre os gregos e .1 fa iíb n o r -c ^ íttiíiK c modo p atiu t.% vvx^-C -K m ío i
(Roma contra Cartago).9
ttxxHnfcíotx ^trcnn liryT hcrrríin-ittkttfrT ittí-l' y a
os persas, embora inclua outras histórias ' ® u f > t B U c n f i n a n jM a t u m h xb rixttiii:-'fta,<r a t w- c *
dxtcrdcrr. c ❖ Apiano de Alexandria (séc. II a.C.).
e um interessante — porém não muito
verossímil — relato da cultura do anti­ nCcbnirenttirftrjf.djinapitUrcilniCpceoniired‘
’ 1--,P KJ Z VF C fc>rr7(j*3»rr Vtrxb
Outro historiador grego, concentrou-se
tmccerr.tloruX iputrfrmd' Vcrô/llrf pec<|«c A4-«n
go Egito. >níia Ccjffeímprt>pincJ<i->í'.Sr.rf' na ascensão da República romana.
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• f Tucídides (ca. 460-400 a.C.). Talvez it.ele ricn •i- Públio Cornélio Tácito (ca. 56-120).
p.-tflcv-.vefftUt p lm -K tfrr <&n: r**icr-«:TM~.»-.-ji«u»
o mais importante dos historiadores an­ _ttttjmdernjtrntIxmMkitttrelt/tmifuffíttriUri Tácito foi o primeiro historiador do Impé­
tigos, esse general grego escreveu um * r o r i« r It ír » tmtittc&cnT- xriihtlx-Axxxttr r fu m n »
1 fí irc rít Ctt.!'>cciíii.rr«m r«sitoj>c f.itptrcra - f uxio rio Romano. Suas obras Histórias e Anais
lúcido e fascinante relato da guerra do CptmtitTvuÇxmJiartztzttc&xal'fctriíimrrlrlrfcn
Peloponeso (431-404 a.C.) entre os ate­
th ííc n l- ckxcio fic v u riiC tlm i C r ih m u t t lt v f concentram-se na história imperial do
toTmf/IB. V t t p o w f e jjr n iw n m firx fccit-t/VL-Jcri ’
nienses e a aliança espartana.3 Sua obra, século I d.C.
que combina pesquisa escrupulosa com ❖ Dio Cássio (m. ca. 229 d.C.). Sua obra
elegância textual, sobreviveu intacta, relata a história de Roma desde sua fun­
ainda que tenha um final abrupto.
dação até a época de Alexandre Severo
• r Maneto. Sacerdote egípcio que vi­
(222-235 d.C.). Infelizmente, grande
veu durante o reinado de Ptolom eu I
(305-282 a.C.), compilou uma história parte dela se perdeu.
do Egito. Infelizmente, apenas alguns ❖ Suetônio (ca. 69-112 d.C.). Escreveu
fragmentos de sua obra sobreviveram, ci­ A vida dos doze césares, de Suetônio;
uma biografia dos antigos imperadores ro­
Áustria,ca. 1470
tados por outros historiadores antigos (e.g.,
© The Scheyen Collection; cortesia do sr. Martin Schayen manos (A vida dos doze césares).10
Josef