AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

Segunda Edição Atualizada - 2007

GLAUCIO GONÇALVES TIAGO

São Paulo
2007

AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

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AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO
Segunda Edição Atualizada - 2007

E-book
ISBN n° 978-85-906936-1-1

Todos os direitos reservados ao autor. Proibida a reprodução sem a devida autorização Registrado na Biblioteca Nacional/Agência Brasileira do International Standard Book Number

Glaucio Gonçalves Tiago

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AQUICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO
Segunda Edição Atualizada - 2007

GLAUCIO GONÇALVES TIAGO Editor

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___________________________________________________________________________ Tiago, Glaucio Gonçalves Aqüicultura, Meio Ambiente e Legislação – Segunda Edição Atualizada - 2007 / Glaucio Gonçalves Tiago. – São Paulo: Glaucio Gonçalves Tiago (Editor), 2007. 201 p. : Digital. ISBN 978-85-906936-1-1 Inclui Bibliografia 1. Aqüicultura – Sustentabilidade Ambiental – Legislação Ambiental 2. Meio Ambiente – Direito - Gestão Ambiental. I Glaucio Gonçalves Tiago CDD – 600 _____________________________________________________________________________

Coordenação Editorial, preparação de originais e editoração eletrônica Glaucio Gonçalves Tiago Revisão do Texto Márcia Navarro Cipolli Assessoria Jurídica Dra. Mirene Prieto Afonso _____________________

2ª edição: janeiro de 2007 © Glaucio Gonçalves Tiago

Rua. Professor Lourival Gomes Machado, 285, Santana . 02021-050 . São Paulo/SP . Brasil Fone/Fax. 0 xx 55 11 6973-0193
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À Mirene a ao João Pedro À todos aqueles que, por exclusão social e educacional, não têm como auxiliar e compreender ações que melhorem o meio ambiente. Às expressões vivas da natureza.

Agradeço especialmente à: Idalina Gonçalves Tiago e Armando Alexandre Tiago; Prof. Dr. Claudio Gonçalves Tiago; PqC. Dra. Heloisa Maria Godinho; Profa. Dra. Sônia Maria Flores Gianesella; Profa. Dra. Yara Schaeffer-Novelli; Msc. Marcia Navarro Cipolli; PqC. MSc. Alexandre Assis Bastos. Pelo apoio à construção deste trabalho.

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AQÜICULTURA, MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO

PREFÁCIO........................................................................................................................... 7 APRESENTAÇÃO...............................................................................................................8 INTRODUÇÃO.................................................................................................................... 9 DEFINIÇÕES DE IMPACTO AMBIENTAL ................................................................18
Tipologia dos Impactos Ambientais................................................................................................. 20

IMPACTOS AMBIENTAIS NA AQÜICULTURA .......................................................22
IMPACTO AMBIENTAL NA AQÜICULTURA POR SISTEMA DE CRIAÇÃO.......................24 IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS PRODUZIDOS PELA AQÜICULTURA 29 Impacto da Aqüicultura nos Recursos Hídricos............................................................................... 33

IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A AQÜICULTURA............................................ 37 AQÜICULTURA SUSTENTÁVEL................................................................................. 44 A ABORDAGEM DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA LEGISLAÇÃO RELATIVA À AQÜICULTURA E AOS RECURSOS HÍDRICOS BRASILEIROS.......................50
LEGISLAÇÃO DE AQÜICULTURA E PESCA............................................................................ 52 LEGISLAÇÃO DE GESTÃO DO RECURSO ÁGUA (Correlata à atividade aqüícola)................70

INTER-RELAÇÃO ENTRE VALORES TÉCNICO-CIENTÍFICOS DAS CIÊNCIAS NATURAIS E AS NORMAS JURÍDICAS NA AQÜICULTURA..............................110 CONCLUSÕES ............................................................................................................... 127 BIBLIOGRAFIA.............................................................................................................. 129 TABELAS......................................................................................................................... 139 ANEXOS DE LEGISLAÇÃO......................................................................................... 159 AQÜICULTURA E RECURSOS HÍDRICOS (ADENDO)......................................... 178

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PREFÁCIO O compartilhamento de recursos naturais pelas atividades humanas é um processo inevitável que tende a levar à sua degradação. Dentre estes recursos, a água é dos mais fundamentais à sobrevivência do homem e à manutenção dos ecossistemas naturais. O presente livro de Glaucio Gonçalves Tiago apresenta ao leitor, através de uma ótica interdisciplinar, as relações existentes entre os indicadores de impacto ambiental mais eficientemente desenvolvidos pela ciência até o momento, para uma atividade que utiliza intensivamente o recurso água, a aqüicultura, e o modo pelo qual este conhecimento alimenta duas distintas abordagens teóricas do Direito que constroem as normas jurídicas brasileiras. Analise, de forma intensiva e ponderada, qual dessas perspectivas é capaz de oferecer uma melhor solução para uma atividade pluridimensional como a aqüicultura, objetivando sua sustentabilidade. O livro oferece, também, um anexo de grande utilidade aos interessados no assunto e uma coletânea das principais normas brasileiras voltadas à aqüicultura.

Dra. SÔNIA M. FLORES GIANESELLA Universidade de São Paulo

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APRESENTAÇÃO É com grande satisfação que faço a apresentação deste livro, cujo autor, colega e amigo, sempre esteve preocupado com os assuntos ligados ao meio ambiente. Sendo biólogo e bacharel em Direito, tem o preparo suficiente para abordar os temas apresentados nesta obra, tentando dar os subsídios necessários para o desenvolvimento da aqüicultura e da gesta ambiental. As populações humanas estão crescendo a uma taxa alarmante, de modo que existe grande pressão para desenvolver a produção de recursos pesqueiros. Na década de 1990 houve grande expansão da aqüicultura e, principalmente no Brasil, apareceram vários empresários rurais com grande interesse nesta atividade como sistema de produção pesqueira, demonstrado pelo surgimento de vários pesque-pague. Este livro permite, como o próprio autor relata, “uma reflexão sobre a questão do gerenciamento ambiental de atividades aqüícolas procurando verificar a inter-relação entre indicadores de impacto ambiental e normas jurídicas na gestão ambiental da aqüicultura”. Esta obra terá grande contribuição ao pesquisador interessado no assunto, pois contém importantes informações sobre impactos ambientais e socioeconômicos na aqüicultura e apresenta, também, uma retrospectiva sobre legislação brasileira pertinente. O pesquisador encontrará, ainda, excelentes citações bibliográficas para auxiliá-lo em investigações sobre Aqüicultura, Meio Ambiente e Legislação.

Dra. HELOISA MARIA GODINHO Instituto de Pesca – APTA/SAA/SP

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53 no período. ainda. de características hídricas propícias. nos países da Região Indo-Pacífica (primeiramente a China).249 toneladas métricas em 1996. segundo estimativas da Food and Agriculture Organization of the United Nations/FAO. também.433. a produção mundial de organismos aquáticos originados através de técnicas de aqüicultura cresceu de 13.480. sendo até os dias atuais.000. na África Central e.000.431 toneladas métricas em 1987 para 34. os romanos criavam organismos aquáticos em viveiros.739. correspondentes a uma razão de crescimento de 2. Pinturas egípcias mostram cenas de pesca e piscicultura. apresentou-se crescente expansão da aqüicultura. 1999) (Tabelas III. V e XII). na América do Norte. a produção anual total da aqüicultura passou de 30. os recursos vivos aquáticos sempre fascinaram a humanidade no que diz respeito a sua exploração. como já expusera Roule (1914) no seu “Traité Raisonné de la Pisciculture et des Pêches”. A criação destes organismos se destaca historicamente. New. equivalente a uma razão de crescimento de 2. No Brasil. em conseqüência da demanda alimentar causada pelo grande aumento demográfico e. por fim.690 toneladas métricas Glaucio Gonçalves Tiago . Assim. 1999. ainda.24 no período (FAO. perfazendo um montante comercializado de U$ 20. Atualmente as atividades aqüícolas apresentam escala planetária e muitas técnicas de criação de organismos aquáticos já são amplamente dominadas.092. Entretanto a gestão ambiental destes empreendimentos pode ser.00 em 1987 e U$ 46. historicamente.915 toneladas métricas em 1994 para 77. Atualmente.548. desenvolvida sob normas jurídicas elaboradas e consolidadas de maneira que assegurem a melhor gestão ambiental dos recursos naturais e aqüícolas. a prática da aqüicultura é muito antiga.AQUICULTURA. experimentados novos e antigos métodos de criação pelos povos ao redor do planeta. e depois de séculos.116. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 9 AQÜICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO INTRODUÇÃO O homem utiliza a natureza.00 em 1996. Segundo Huet (1970). A partir do século XV desenvolveu-se a aqüicultura na Europa Central e Ocidental. dentre os múltiplos recursos que a natureza oferece. na América Latina e no Oriente Médio.

00 para U$ 1. com certeza.911 para 528. nos valores negociados no mesmo período. 1989) e. crescendo de 13. Neste contexto.140 toneladas métricas em 1987. para 51. além de comprovar antigas predições. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 10 em 1996 (FAO.000. o crescimento do número de empreendimentos de aqüicultura no Brasil.1 no volume produzido entre 1987 e 1996. Ainda.8 nos valores negociados pela aqüicultura brasileira no período de 1987 a 1996. crescendo de 103. Este crescimento da atividade aqüícola.000.251. muitas vezes sujeitos a alta concentração de poluentes. tanto em larga como em pequena escala (MARTIN et al. viabilizando diferentes processos de produção que permitem o escoamento da produção.908. crescendo de U$ 59.271. Este autor apresenta ainda.9 no volume produzido pela aqüicultura brasileira no período de 1987 a 1996. bem como nas zonas marítimas costeiras. com aumento da oferta de produtos e ganhos de produtividade a partir dos anos 80. Essa nova posição é fruto de uma série de fatores que possibilitaram sua real implantação. baseado em dados da FAO.343. para o mesmo período.599 toneladas métricas.1. e uma razão de crescimento de 3. e uma razão de crescimento de 3. são utilizadas pela aqüicultura mundial 102 espécies de peixes. Glaucio Gonçalves Tiago . Dentre as práticas zootécnicas em atividade no Brasil. de maneira desordenada e nos mais variados corpos d’água. também.00 em 1987 para U$ 226. segundo dados de FAO (1996). acarreta um descontrole ocasionado pela falta de políticas e instrumentos de gestão ambiental e de produção sustentada. crescendo de U$ 633. New (1999) (Tabela XII).00 em 1996 (Tabela XII). potencializado pelo excesso de normas legais sobrepostas em relação ao uso de recursos naturais (FUNDAP. assumindo características de atividade econômica. evidencia a necessidade de reflexão sobre os impactos ambientais gerados e sofridos pelas atuais práticas de aqüicultura existentes no planeta bem como sobre o conjunto da legislação que disciplina estas atividades no Brasil.000.00 (Tabela XII).281 toneladas métricas em 1996.936.. aos espaços e ambientes essenciais ao desenvolvimento da aqüicultura.AQUICULTURA. uma razão de crescimento total da aqüicultura na América do Sul de 5. 1995). 2007) (Tabela X). apresenta uma razão de crescimento de 3. 21 de crustáceos e 41 de moluscos (Tabela XIV).000. Pode-se citar como um deles o desenvolvimento de tecnologia compatível com uma criação racional. a aqüicultura teve um grande desenvolvimento. Neste sentido.

direcionando maior proporção de energia para crescimento do que os animais terrestres. 1972). ou onde grandes quantidades de compostos químicos são empregadas na agricultura. podem aumentar o potencial de razão de crescimento. Vários tipos específicos de poluentes aquáticos têm sido prejudiciais ou mesmo letais aos organismos aquáticos ou seus consumidores. são prejudiciais aos organismos aquáticos. A principal desvantagem desta atividade é a de que o meio aquático apresenta as propriedades gerais dos líquidos e a água possui a propriedade específica de solvente universal. De maneira geral. Porém. industrializadas.AQUICULTURA. Estas duas características tornam mais difícil a prevenção e o controle das contaminações nos corpos aquáticos (1970).. Entretanto. quando não sujeitos ao devido controle. mas também ao melhoramento qualitativo de seus produtos. poluentes como os metabólitos animais. Glaucio Gonçalves Tiago . estes perigosos poluentes são disseminados pelos corpos aquáticos podendo afetar regiões de aqüicultura (BARDACH et al. ao repovoamento de corpos d’água. Destas áreas. sendo estes destinados principalmente à alimentação humana. Outros poluentes. portanto. procedimentos que se utilizem desses recursos devem ser aplicados com estrito controle. proporcionando. economia de energia para suportarem seu próprio peso e. assim. o calor gerado por estações de energia e as águas oriundas de refrigeração industrial. por determinarem uma maior plasticidade nestes animais do que nos vertebrados superiores. Estas propriedades. estes poluentes são gerados em áreas densamente povoadas. metais pesados e vários outros compostos químicos. Segundo Huet: Os organismos aquáticos possuem inúmeras vantagens para o estabelecimento de seu cultivo através de técnicas de aqüicultura. Uma grande vantagem é a proximidade entre a densidade dos peixes e dos crustáceos nadadores com a densidade da água que eles habitam. não somente à multiplicação quantitativa. tais como pesticidas. não dispendem energia na termorregulação corporal. podem tornar-se vantajosos à aqüicultura. sendo animais de sangue frio. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 11 A aqüicultura tende. mas também. Outra vantagem é que os peixes e os invertebrados. inclusive.

mas. atualmente acelerado. que devem ser entendidas e compatibilizadas anteriormente à realização desta predição. restrições arbitrárias foram impostas para tentar conter esses efeitos através da extensão de regulamentos relativos a agricultura. Esse autor considera. muitas pessoas assumem que a produção aqüícola é capaz de alcançar.AQUICULTURA. desenvolvimento de infra-estrutura. Todas as formas de produção de alimentos. o sucesso da agricultura e da criação de animais terrestres. enquanto as pressões sobre o meio ambiente continuarem dentro de limites sustentáveis perceptíveis. elas sejam claramente inaplicáveis ao meio aquático (1992). problemas maiores não serão reconhecidos Reconhecendo-se a aqüicultura como potencial causadora de impactos ambientais. Com o crescimento da produção aqüícola. Entretanto. afetam o meio ambiente de uma ou outra maneira. estar diretamente ligado a um recurso de múltiplos usos e essencial à qualidade de vida. habitação. que no contexto global dos impactos ambientais das interferências e atividades humanas. de maneira semelhante. Em decorrência das similaridades entre os sistemas de produção da agricultura tradicional e os sistemas de produção da aqüicultura. A questão ambiental e os padrões técnico-científicos exercem importante papel no desenvolvimento da aqüicultura. poluições ou interferências em níveis de biodiversidade. indústria. ainda. atenção especial deve ser dada à gestão ambiental dessa atividade. criação de animais terrestres ou desenvolvimento industrial. como a agricultura. em nível mundial. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 12 Segundo Pillay: Nas práticas atuais da aqüicultura. pelo consumo de recusrsos naturais. 1996). como qualquer outra atividade humana. a formulação de políticas ambientais tornou-se uma grande área de pesquisa (BAILLY & PAQUOTTE. Glaucio Gonçalves Tiago . a contribuição da aqüicultura é indubitavelmente pequena. Distúrbios no equilíbrio natural decorrentes destas atividades são fenômenos conhecidos. existem diferenças importantes entre os cultivos terrestres e os aquáticos. entretanto. que é a água. e principalmente pelo seu desenvolvimento. mesmo que.

envolvendo a integração técnica. 4) utilização de produtos químicos. 1993). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 13 Face à crescente atividade antrópica das sociedades modernas sobre o meio ambiente e seus recursos. hidrocarbonetos (ONU. produtos químicos agrícolas. prevê-se a proteção e a administração dos recursos de água doce. para atividades de criação de organismos aquáticos. Segundo Weston: “Com o crescimento da indústria aqüícola tem-se de reconhecer que a aqüicultura pode alterar substancialmente as comunidades naturais”. compostos orgânicos sintéticos. é ressaltada a necessidade de proteção e recuperação dos recursos hídricos. 5) introdução de espécies exóticas e Glaucio Gonçalves Tiago . feita sobre recursos naturais sobre-explorados. por evidenciar-se a degradação do meio ambiente marinho pelas atividades antrópicas terrestres. plástico. para consumo humano. objetivando à melhor gestão ambiental através de ações que: melhorem o tratamento de esgoto e lixo industrial. ou como corpo receptor dos despejos de suas atividades (SÃO PAULO. indústria e em outros setores produtivos. através da possibilidade de repovoamento com espécies marinhas ameaçadas de extinção e do direcionamento da atividade antrópica pesqueira. fiscalizem os grandes projetos de desenvolvimento que possam afetar os suprimentos de água. também. administrativa e política de setores que utilizam a água diretamente como insumo.AQUICULTURA. cita que os efeitos negativos potenciais da aqüicultura são: 1) enriquecimento orgânico do substrato e alteração da macrofauna. aqüicultura. É prevista. a salvaguarda dos recursos oceânicos. superficiais ou subterrâneos. e à necessidade de elaboração e implantação de políticas para um desenvolvimento sustentável. Muitos desses produtos são tóxicos e se inserem na cadeia alimentar marinha. através do lançamentos nos rios de: efluentes urbanos. 3) efeitos nas comunidades de peixes nativos circundantes. na agricultura. lixo. possibilitem o uso de água tratada ou de qualidade controlada. 1992a e 1992b). e utilizem tecnologia de economia e controle de qualidade da água para a produção de alimentos. substâncias radioativas. racionalizem o uso de pesticidas e fertilizantes. comprometendo o desenvolvimento da aqüicultura marinha como atividade produtora de alimentos e medida mitigadora da problemática ambiental pesqueira. 2) enriquecimento de nutrientes e eutrofização. Nesse contexto. desde criações de gado até as de organismos aquáticos. Neste contexto.

entretanto. e chegando aos seus fins. (1991) destacam. está mudando. que os resíduos das aqüiculturas são ricos em nutrientes e podem ser utilizados em integração com outros sistemas de produção de aqüicultura e agricultura. Beveridge et al. passando pelas várias técnicas de produção e manejo. A aqüicultura como qualquer outra indústria gera resíduos que possuem um efeito significante nos ambientes físico. no ambiente aquático.AQUICULTURA. na ausência de controles legais. existem pequenas pressões sociais e econômicas para o tratamento dos resíduos as quais influênciam a decisão de instalação de sistemas de tratamento em algumas aqüiculturas. Esta situação. entretanto. assim. Pillay (1992) pondera. melhor que a da água que é captada do recurso natural. está se tornando imperativos a consideração de que a aqüicultura altera a estrutura e o funcionamento das comunidades naturais. químico e biológico. ainda. muitas vezes. entretanto e afortunadamente muitos dos efeitos potencialmente adversos da aqüicultura podem ser mitigados ou eliminados através de cuidados na localização e operação das aqüiculturas (1991). contribuindo para a diminuição da poluição ambiental. que variam da produção alimentar ao controle ambiental Glaucio Gonçalves Tiago . além da consciência de sua dimensão ambiental e a necessidade de garantir que seus segmentos tanto respeitem o meio ambiente como sejam protegidos de danos ambientais (Proença. Com a expansão da atividade aqüícola e dos avanços tecnológicos que permitiram um crescimento de produção por unidade de área. que nas criações tradicionais de organismos aquáticos a qualidade da água lançada de volta ao ambiente é. A começar pelo meio onde é praticada. muitos sistemas tradicionais de piscicultura funcionam como eficientes métodos de reciclagem de efluentes domésticos e agrícolas. e em muitas partes do mundo estes sistemas estão sendo introduzidos. 1995). Assim¸ a aqüicultura como atividade produtiva revela intrincadas relações com várias atividades humanas e com a gestão ambiental de recursos naturais. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 14 cruzamento entre populações cultivadas e nativas. Beveridge et al. (1991) consideram que. Contrariamente à pesca extrativa. a aqüicultura envolve a consideração dos usos múltiplos (alternativos e competitivos) dos recursos dos quais depende. embora ainda com pouca consistência em relação aos níveis demandados e aos tipos de legislações aplicadas. e.

Proença (1995) já enfatizava que. a conservação e restauração do meio ambiente. dentre outros. a ciência. o comércio. aos interesses difusos e coletivos da população em relação à manutenção de um meio ambiente equilibrado e saudável e a uma melhor qualidade de vida têm sido verificados. de forma a fazer com Glaucio Gonçalves Tiago . também. mas. aos anseios e necessidades técnicas e legais dos produtores. A necessidade de mudanças conceituais e estruturais já tem sido identificada (BRASIL. face ao grande crescimento da população mundial verificado nas últimas décadas. a indústria. No Brasil. a exemplo do que ocorre nos demais ramos da zootecnia.AQUICULTURA. o direito. a gestão ambiental de recursos hídricos. O estágio atual de crescimento acelerado da aqüicultura em nível mundial deve promover o redirecionamento institucional dessa atividade para um futuro com alta eficiência de produção. e a devida influência destes indicadores na adoção de medidas legais para as várias modalidades de aqüicultura nos variados ambientes onde se desenvolvem. Inúmeros conflitos relativos ao ordenamento da aqüicultura. a educação. bem como da falta de coordenação e sincronia entre os órgãos que administram e legislam esta atividade produtiva. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 15 da água e ao repovoamento de corpos aquáticos com espécies de organismos ameaçados de extinção. o melhoramento da capacidade gerencial institucional da aqüicultura passa pela adequação e estabelecimento de legislação sobre esta atividade produtiva e aquelas com as quais tem interface. como conseqüência da ausência de padronização de indicadores ambientais. a importância desta atividade tem gerado inúmeras inquietudes relativas ao seu crescimento desordenado (GESPE. 1996). 1997) e aos possíveis riscos para si e para o meio ambiente. a aqüicultura revela inter-relações com atividades como a agricultura. às necessidades dos consumidores de produtos da aqüicultura. No Brasil. Neste contexto evidencia-se a pertinência do direcionamento de esforços que visem ao inter-relacionamento de aspectos técnicos que auxiliem a compreensão e o ordenamento da aqüicultura brasileira. tendo em vista que as ações hoje implementadas não vêm apresentando respostas satisfatórias ou compatíveis com o potencial da aqüicultura no Brasil. ambientalmente saudável e compatibilizado com as necessidades de fornecimento de proteínas. a aqüicultura requer um conjunto de normas e instrumentos legais que promovam seu desenvolvimento racional e compatível com as demais demandas da sociedade e com o uso sustentável dos recursos naturais.

pode vir a ser agente de mudança mental e social. sob as perspectivas da “Teoria Pura do Direito” proposta por Hans Kelsen (1998. Neste sentido. através de uma análise crítica integrada. sociais. contribuindo.. brasileira) e da “Teoria da Norma Jurídica” de Tércio Sampaio Ferraz Jr. para. que a envolvem. segundo Marshall: Seja qual for a perspectiva adotada acerca da norma jurídica. suas características. em certas situações. compatibilizando-se o uso dos recursos naturais com as demandas da sociedade. 6º Ed. etc. acima de tudo. um objeto ideal que variará e se comporá de acordo com a cultura histórica de cada sociedade. suas teorias. Mas não menos notável é a questão enfatizada por Souto (1997) de que a normatividade codificada. Glaucio Gonçalves Tiago .. a inter-relação entre estes indicadores e as normas jurídicas na gestão ambiental da aqüicultura. econômicas.. dada a complexidade social das atividades humanas. evoluindo com ela e tendente a expressar as conotações políticas. (1997a. disponíveis na literatura mundial sobre aqüicultura sustentavel. as normas jurídicas possuem como essência. etc. Em perspectiva eminentemente interdisciplinar. Sua essência é ética e sua fonte o próprio homem (1994). em muitas situações observa-se que a legalidade estatal não consegue acompanhar as relações sociais em sua acentuada dinamicidade. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 16 que o setor se desenvolva harmonicamente. para uma melhor reflexão sobre a gestão ambiental desta atividade. Ressalte-se que o que variará será o seu conteúdo e não a própria norma. institucionais. planos. conjuntamente com as principais normas jurídicas da gestão ambiental da aqüicultura.).. neste sentido. 3º Ed.AQUICULTURA.. contidas na legislação brasileira de pesca e aqüicultura (desde o início do período republicano brasileiro) e na legislação brasileira de recursos hídricos correlata à atividade aqüícola. este trabalho objetiva inventariar e analisar os principais indicadores de impacto ambiental na aqüicultura. verificar. Assim.

apresentam um caráter linear e extremamente formalista. oriundas de uma "Norma Fundamental". MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 17 Em tempo. apresenta uma teoria monádica de norma jurídica. assumindo assim um caráter não-linear e pluridimensional. Ferraz Jr. Glaucio Gonçalves Tiago . separados por décadas. por sua vez. publicada originalmente em 1978. em sua “Teoria Pura do Direito”. mas sim como uma perspectiva que garanta a possibilidade de confronto entre diferentes posições. na qual as normas de Direito. apresenta uma teoria pragmática que possui como base o principio da interação. ressaltamos que. não obrigatoriamente vinculado à realidade social. inclusive naquelas em que o dogma se sustenta.AQUICULTURA. Hans Kelsen. uma teoria do Direito positivo publicada originalmente em 1934. em sua “Teoria da Norma Jurídica”. entendendo o Direito não como uma concepção monádica. os dois juristas considerados neste trabalho apresentam diferentes pontos de vista em relação à norma jurídica.

comparada com a situação que ocorreria se essa atividade não tivesse sido iniciada. de forma significativa. 5) Wathern (1984) A mudança em um parâmetro ambiental. ou que modifiquem. num determinado período e numa determinada área. químico. 2) Munn (1975) Mudança na saúde e bem-estar humanos (inclusive a saúde de ecossistemas dos quais depende a sobrevivência do homem) que resulta de efeito ambiental e está ligada à diferença na qualidade ambiental com e sem ação humana.AQUICULTURA. 3) Canter (1977) Qualquer alteração no sistema ambiental físico. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 18 DEFINIÇÕES DE IMPACTO AMBIENTAL Para uma contextualização inicial. biológico. ou que causam modificações nos usos instalados. condições ou processos no ambiente natural. expomos algumas definições de impacto ambiental encontradas na bibliografia disponível sobre meio ambiente: 1) Sachs (1972) Alteração na qualidade ambiental resultante da modificação de processos naturais ou sociais provocada por uma ação humana. tradicionais. opções ambientais. cultural e sócio-econômico que possa ser atribuída a atividades humanas relativas às alternativas em estudo para satisfazer as necessidades de um projeto. 4) Federal Environmental Assessment Review Office/FEARO (1979) Impacto ambiental são processos que perturbam. destroem características. Glaucio Gonçalves Tiago . do solo e nos modos de vida ou na saúde de segmentos da população humana. descaracterizam. históricos. que resulta de uma dada atividade.

Glaucio Gonçalves Tiago .as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. de 23 de janeiro de 1986: Qualquer alteração das propriedades físicas. . o impacto ambiental pode ser considerado como a diferença entre as condições ambientais que existiriam com a implantação de um projeto proposto e as condições ambientais que existiriam sem essa ação.AQUICULTURA.a qualidade dos recursos ambientais. natural ou antrópica. pode ser ecológico. 10) Moreira (1992) Qualquer alteração no meio ambiente .a saúde. químicas e biológicas do meio ambiente. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que diretamente ou indiretamente afetem: I II III IV . a segurança e o bem estar da população. que produz alterações bruscas em todo o meio ambiente ou apenas em alguns de seus componentes. Do ponto de vista analítico. social ou econômico. . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 19 6) Horberry (1984). Efeito ambiental é a alteração mensurável da produtividade dos sistemas naturais e da qualidade ambiental. sócio-econômico e humano. apud Moreira (1992) Estimativa e julgamento do significado e do valor de um efeito ambiental para os receptores natural. De acordo com o tipo de alteração. 7) Dieffy (1985) apud Moreira (1992) Impacto ambiental pode ser visto como parte de uma relação de causa e efeito. 8) Resolução CONAMA 001/86. .as atividades sociais e econômicas. resultante de uma atividade econômica.em um ou mais de seus componentes provocada por uma ação humana. 9) ACIESP (1987) Toda ação ou atividade.

g.resultante de uma simples relação de causa e efeito (e. formação de chuvas ácidas). deslocamento de uma população residente em palafitas para uma nova área adequadamente localizada e urbanizada). Ressaltamos ainda que a grande variação de conceitos. lançamento de esgotos não tratados num lago).. Glaucio Gonçalves Tiago .. Pode ser positivo ou negativo.resultante de uma relação secundária em relação à ação. bem como à multi e interdisciplinariedade dos conhecimentos relativos a estas questões.º 1078 de 25 de junho de 1987 determina os seguintes tipos de impacto ambiental: 1) Impacto positivo ou benéfico .g. Tommasi (1994) expõe ainda que a deliberação CECA/RJ n. está possivelmente vinculada às diferenças de percepção do meio ambiente pelos vários atores envolvidos nas questões ambientais. Tipologia dos Impactos Ambientais No que diz respeito à tipologia de impactos ambientais. perda de diversidade biológica pela derrubada de uma floresta). ficando claro a dificuldade de se definir um fenômeno com abordagem eminentemente sócio-cultural e cientificamente interdisciplinar. 4) Impacto indireto .g. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 20 11) Antunes (1998) O impacto ambiental é o resultado da intervenção humana sobre o meio ambiente. segundo alguns autores que versam sobre sociologia ambiental por nós consultados. dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida. 3) Impacto direto ..g. Abordaremos ainda esta questão na discussão deste trabalho.AQUICULTURA.quando a ação resulta em um dano à qualidade de um fator ou parâmetro ambiental (e..quando a ação resulta na melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambiental (e. 2) Impacto negativo ou adverso . ou quando é parte de uma cadeia de reações (e. Nota-se no anteriormente exposto uma grande variação de conceitos e abordagens nas definições de impactos ambientais encontradas na bibliografia sobre meio ambiente consultada.

7) Impacto estratégico . os efeitos não cessam de se manifestar num horizonte temporal conhecido (e. uma vez executada a ação.. mineração).quando o componente ambiental afetado tem relevante interesse coletivo ou nacional (e. efeitos de um derrame de petróleo sobre um costão rochoso exposto e bem batido pelas ondas). 9) Impacto a médio ou longo prazo . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 21 5) Impacto local .g.quando o efeito se manifesta em intervalos de tempo determinados (e.quando o fator ou parâmetro ambiental afetado. progressivos e crônicos.. 12) Impacto cíclico .g.. num corpo hídrico costeiro que recebe esgotos municipais).g.quando o impacto se manifesta certo tempo após a ação (e. qualquer que seja sua extensão.g. derrubada de um manguezal). poluição do ar pela queima de pneus).g.. abertura de uma rodovia). 13) Impacto reversível . Glaucio Gonçalves Tiago . bioacumulação de contaminantes na cadeia alimentar). 6) Impacto regional .quando o efeito surge no instante em que se dá a ação (e.quando o impacto se faz sentir além das imediações do sítio onde se dá a ação (e. 11) Impacto permanente .quando. 8) Impacto imediato . 10) Impacto temporário .AQUICULTURA.. anoxia devido à estratificação da coluna d’água no verão e reaeração devido a mistura vertical no inverno.g..g..g.quando seus efeitos têm duração determinada (e.. bem como seus possíveis efeitos cumulativos.quando a ação afeta apenas o próprio sítio e suas imediações (e. mortandade de peixes devido ao lançamento de produtos tóxicos). acrescenta-se ainda que: 1) Impactos extensivos são aqueles caracterizados pela impossibilidade (ou grande dificuldade) de delimitar sua área de abrangência. cessada a ação. retorna às suas condições originais (e. Com Rodrigues (1988).g.. 2) Impactos intensivos são aqueles que abrangem uma área bem delimitável. implantação de projetos de irrigação em áreas de seca).

expomos a seguir as informações obtidas. muitos sistemas tradicionais de criações de peixes têm funcionado como eficientes sistemas de reciclagem de resíduos domésticos e agrícolas e. a qualidade da água lançada pelas criações não é muito diferente da água captada. especialmente quando o tempo de retenção da água é longo. portanto. contribuindo para o decréscimo da poluição ambiental (1992). comparativamente aos de outras atividades de cultivo. resultante do efeito cumulativo de vários fatores no meio ambiente. agências de controle ambiental como a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA/EUA). Nos tipos de criação que se têm praticado. em muitos casos. Glaucio Gonçalves Tiago . a qualidade de água lançada ao meio ambiente pelas criações é freqüentemente melhor do que a água captada do meio ambiente pelas criações e. pois a observação de conseqüências é. aqüicultores raramente reconhecem a possibilidade de a aqüicultura ser considerada como poluidora do ambiente. Em conseqüência disto. não apresentam nenhuma norma mais rígida para definição de padrões de qualidade de efluentes oriundos de aqüiculturas dulcícolas (1979). assim. pequenos e altamente localizados. Segundo Stickney: É extremamente difícil determinar o impacto da aqüicultura no meio ambiente de maneira isolada. Em sistemas extensivos de criação. Os dados disponíveis têm demonstrado que os efeitos da poluição da aqüicultura são.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 22 IMPACTOS AMBIENTAIS NA AQÜICULTURA Através do levantamento de dados relativos a impactos e indicadores de impactos ambientais efetuado na literatura disponível sobre aqüicultura sustentável. Pillay considera que: Em decorrência das exigências de qualidade de água e de outros padrões ambientais nas criações de organismos aquáticos.

prevenindo a degradação ambiental . mediante avaliações de impacto ambiental e social. já regulam a instalação e operação destas aqüiculturas. tem advogado que a aqüicultura é uma das medidas que pode ajudar a aferir a implantação do desenvolvimento sustentável (1997b). considerando os conflitos do uso múltiplo do solo e da água em áreas costeiras. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 23 Pillay (1992) pondera. determinando que: Deve ser suspensa a promoção e a criação de novas infra-estruturas para atividades de aqüicultura que não sejam sustentáveis e. na sua "7º Reunião das Partes Contratantes" realizada em 1999.AQUICULTURA. que agências de controle ambiental na Europa. aprovou a “Resolução VII. assim. Finalmente. que: A Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (World Commission on Environment and Development/WCED). Glaucio Gonçalves Tiago . no Japão e em muitos outros países. ainda. Bardach diz-nos. junto com estudos apropriados. estabelecida em 1983 pela Organização das Nações Unidas. ponderamos que a “Convenção de Ramsar sobre Áreas Úmidas de Importância Internacional” (concluída em 1971 e reconhecida pelo Brasil em 1993). e. daninhas para as áreas úmidas costeiras. incluindo-se a expansão das já existentes. as medidas tendentes a estabelecer um sistema sustentável de aqüicultura. também conhecida como Comissão Brundtland. em relação às aqüiculturas marinhas. portanto.21 para Áreas Úmidas Intertidais”. nos EUA. até que se identifiquem. que esteja em harmonia com o meio ambiente e com as comunidades locais.

sobre a qualidade da água e do bentos local. Tanques-rede e Cercados em águas públicas . etc. apresentam as seguintes considerações sobre os impactos ambientais na maioria dos sistemas de aqüicultura.Ambiente projetado especificamente para aqüicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 24 IMPACTO AMBIENTAL NA AQÜICULTURA POR SISTEMA DE CRIAÇÃO Brune & Tomasso (1991b).Grandes volumes de água são requeridos para atingir e manter os níveis de água requeridos. . A qualidade de água é mantida por processos naturais. baías. tanques ou "raceways" são mantidos com um fluxo constante de água derivada de um ambiente aquático lótico.AQUICULTURA.Sistemas em que os organismos criados em açudes.Requerem constante derivação de grandes quantidades de água superficial. possíveis conseqüências ao ambiente.Principais impactos são a matéria fecal produzida e a parcela de alimentos não ingerido pelos organismos cultivados. que: Sistemas extensivos não necessitam da adição de alimento e fertilizante. Quadro 1 . aumentos de Glaucio Gonçalves Tiago . Efluentes podem impactar as águas receptoras.Criação de organismos vivos através de tanques-rede e cercados em grandes corpos de água (lagos. 1991) Natureza do Sistema Considerações sobre os Impactos Ambientais Tanques . Bardach esclarece. sistemas semi-intensivos necessitam de alguma adição de alimento e fertilizante. Oxigenação e nitrificação ocorrem principalmente por processos lênticos naturais.Apresentam pouca probabilidade de produção de impactos. . Sistemas que usam derivações de águas lóticas . . . fiordes. Sistemas Recirculatórios .. O efluente retorna ao sistema lótico. sistemas intensivos são altamente dependentes de adição de alimentos.Considerações sobre impactos ambientais em sistemas de aqüicultura (BRUNE & TOMASSO. em relação aos dados a seguir apresentados.A água retirada deste sistema fechado é filtrada e relançada ao sistema. devido à transferência de espécies exóticas são possíveis em todos os sistemas descritos. e. Impactos estéticos negativos podem ser considerados em áreas altamente populosas..). A qualidade dos efluentes é usualmente pior do que da água recebida na captação.

diminuição de sementes.AQUICULTURA. 1997) Sistema Impacto ambiental negativo Aqüicultura Extensiva 1.Impactos ambientais por sistema de aqüicultura (BARDACH. 4. geração de empregos. . Assim. produção exportável (camarões). Tanques de aquicultura em áreas costeiras: tainhas. . perdas devido a tempestades. tilápias .Lucro financeiro. conflitos sociais de uso. geração de empregos. aumento nutricional. camarões.Possibilidade de ocupar recifes virgens. riscos à navegação. perda de sustentabilidade com aumento de crescimento populacional.Exclusão de pescarias tradicionais. por sistema de aqüicultura: Quadro 2 .Riscos à saúde pública e resistência ao consumo (doenças viróticas e microbianas. . perda de competitividade devido à intensificação dos sistemas de criação. mexilhões. produção exportável. Tanques-rede e cercados em águas eutróficas e/ou sobre o fundo . competição de mercado. consumo de madeira. apresenta os seguintes impactos ambientais positivos e negativos das aqüiculturas de países em desenvolvimento. Criação de algas macrófitas . marés vermelhas. Impacto ambiental positivo 2. perdas devido a tempestades. Criação de moluscos bivalves (ostras. conflitos sociais de uso. geração de empregos. dificuldade de gerenciamento.Lucro financeiro. conflitos sociais de uso. "milkfish". MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 25 produção pesqueira não foram incluídos devido à falta de exemplos oriundos de países em desenvolvimento (1977b). conflitos sociais de uso. aumento nutricional direto. berbigões) 3. continua Glaucio Gonçalves Tiago . . poluição industrial). competição de mercado especialmente para exportação. aumento nutricional direto. produção exportável. .Destruição de ecossistemas (especialmente manguezais).Lucro financeiro. geração de empregos.Lucro financeiro. vieiras.

. garoupas. “milkfish”. resistência ao consumo de produtos criados com alimentação oriunda de excreções animais. 2. Aqüicultura e agricultura integradas (rizipiscicultura. geração de empregos. produção exportável. Tanques-rede e cercados. bagres. conflitos sociais de uso.. . consumo de madeira. bagres. geração de empregos.Água doce: riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos.Drenagem/efluente com alta Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e sólidos em suspensão. enguias. 3.Água estuarina: salinização e/ou acidificação do solo e/ou aqüíferos. "milkfish"... pargos. tilápias) . aumento nutricional direto.Lucro financeiro. .Riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos. Aqüicultura intensiva 1. tainhas. estuarina e marinha (camarões e pitus). muitos problemas locacionais específicos. interações sinergéticas entre agricultura. Outros ("raceways". tanques.Ambas: competição de mercado (especialmente para exportação). conflitos sociais de uso. riscos à navegação.Acumulação de sedimento anóxico embaixo dos tanques-rede devido a fezes e restos de alimento. . conflitos sociais de uso. uso de pouca mão-de-obra. produção exportável (carnívoros possuem alto preço). . aumento nutricional direto. etc. competição pelo uso dos insumos de alimentação como excreção do gado e cereais.Drenagem/efluente com alta Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e sólidos em suspensão. Tanques-rede e cercados em corpos de águas doce. carpas. outras combinações) 3. produção exportável (camarões). geração de empregos. transformação de reservatórios de detritos em unidades produtivas e depuradoras. peixes. Tanques de aqüicultura de águas doce e estuarina (camarões e pitus.Lucro financeiro. Tanques de aqüicultura de águas doce. . consumo de madeira e de outros materiais.AQUICULTURA. pecuária e aqüicultura. acumulação de substâncias tóxicas de rações para o gado (metais pesados) no sedimento dos tanques. etc.garoupas. Piscicultura utilizando efluentes de outras atividades .) .Lucro financeiro. acumulação de pesticidas em peixes. competição de mercado. dificuldade de gerenciamento. .Lucro financeiro. conflitos sociais de uso. geração de empregos. especialmente para exportação. especialmente em águas eutróficas ou ricas em bentos (carpas. . aumento nutricional direto.) 2. tilápias) ... especialmente carnívoros (bagres.Lucro financeiro. . especialmente para exportação.. estuarina e marinha (especialmente peixes ósseos carnívoros . . silos. .Lucro financeiro. uso de pouca mão-de-obra. Glaucio Gonçalves Tiago . resistência ao consumo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 26 continuação Aqüicultura Semi-intensiva 1. 4. aumento nutricional. produção exportável . geração de empregos. mas também onívoros como a carpa comum) . gado com avipiscicultura. competição de mercado. etc.Preços acessíveis para alimentação e fertilização dos tanques.Lucro financeiro. pargos. . reciclagem de resíduos agrícolas e outros. .Exclusão de pescarias tradicionais.Riscos à saúde dos aqüicultores por água contaminada com patógenos. frutipiscicultura.

paisagem. antibióticos e hormônios 6.. Conversão de áreas agrícolas em tanques para aqüicultura Redução da oportunidade de produção agrícola Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra Escassez de alimentos essenciais Crescimento da oferta de produtos aqüícolas 3. Uso de produtos químicos. navegação. os seguintes possíveis impactos ambientais e sócio-econômicos gerados pelo desenvolvimento de atividades aqüícolas: Quadro 3 . Aqüicultura em tanques-rede e cercados Redução de pressão sobre áreas terrestres e água Redução da produção pesqueira na mesma área devido a poluição Conflitos relativos a pesca. etc. Uso de descarga de efluentes Redução de produção aqüícola a jusante Auto-poluição Poluição de água Riscos à saúde pública Alteração da biodiversidade Introdução de doenças Conflitos com aqüicultores de pequena escala Distribuição desigual de renda Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra 5. de maneira genérica.Impactos ambientais e sócio-econômicos na aqüicultura (SHANG &TISDELL.. recreação. Introdução de espécies exóticas 7. 1997) Atividades 1. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 27 Shang & Tisdell (1997) apresentam. Conversão de mangues em tanques para aqüicultura Impactos possíveis Redução de produtos do mangue Redução na produção pesqueira Erosão da costa Desemprego causado por falta de especialização de mão-de-obra Crescimento da oferta de produtos aqüícolas 2.AQUICULTURA. Aqüicultura intensiva em larga escala 8. Uso de água de superfície e subterrânea Redução na irrigação de plantações recalque do solo Intrusão de água salgada em corpos aquáticos e em áreas agrícolas Salinização de aqüíferos de água doce 4. continua Glaucio Gonçalves Tiago .

processamento. etc. Aqüicultura de peixes ornamentais 12... Demanda por alimento e fertilizante Competição resultando em alta de preços destes insumos para outras atividades Crescimento destes insumos de empregos nas empresas produtoras 10.AQUICULTURA. Maricultura Preservação de estoques naturais Redução de pressão sobre áreas terrestres e água Crescimento de produção de espécies marinhas Preservação de estoques naturais Aumento de exportações Aumento do número de empregos Mais produtos produtos aqüícolas e queda de preços destes 11. Aumento da produção geral da aqüicultura Aumento do número de empregos nas áreas de produção. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO continuação 28 9. Aumento de lucros em moedas estrangeiras Conflitos com outras atividades econômicas Glaucio Gonçalves Tiago . mercado.

Glaucio Gonçalves Tiago ..AQUICULTURA. 1983 Gowen & Bradbury. excreções e produtos químicos e terapêuticos.. 1982 Braaten et al. Beveridge et al. Sistema Tanque Tanque Tanque Tanque-rede de água doce Tanque-rede marinho Tanque-rede marinho (*) Não mencionado Espécie Truta arco-íris Truta arco-íris Truta arco-íris Salmão Atlântico Salmão Atlântico Salmão Atlântico Tipo de Alimento Restos de peixes "pellets" úmidos "pellets" secos "pellets" úmidos e secos "pellets" úmidos e secos "pellets" secos Método de Alimentação Manual Automático Automático * * * % de perda 10 ..10 1 -5 30 20 15 . 1982 Penczak et al. identificam-se três principais fontes: restos de alimento.30 5 . com especial atenção à importância ambiental. 1983 Nota-se com os dados anteriormente expostos que a produção de resíduos através de restos de alimento nas criações é consideravelmente maior em tanques-rede do que em tanques em terra firme. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 29 IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS PRODUZIDOS PELA AQÜICULTURA Considerando-se os resíduos produzidos pelas atividades de aqüicultura. apresentando os seguintes resultados: Quadro 4 . (1991) examinaram métodos de cultura e espécies cultivadas.20 Referência Warren-Hansen. 1991). 1982 Warren-Hansen. 1982 Warren-Hansen. Em estudo sobre a geração de resíduos na produção de animais aquáticos.Estimativas de perda de alimentos em criações intensivas de salmonídeos (BEVERIDGE et al.

(1987) Kaushik (1980) Musisi (1984) McKinney (pers.8 mg N kg-1 h-1 Referências Kautsky & Wallentinus (1980) N NH3 17-27 µg N g-1dia-1 6-40 µg NH3 g-1dia-1 Dall & Smith (1986) " Peixes Salmo gairdneri NH3 NH3 Uréia Total NH3 NH3 NH3 Uréia NH3 NH3 NH3 NH3 NH3 NH3 20-78.AQUICULTURA.3-41.5 g N kg food-1dia-1 433-895 mg NH3 kg-1dia-1 73-474 mg uréia kg dia -1 -1 -1 -1 Meade (1985).7-9. Kaushik (1980) " " Paulson (1980) Brett & Zala (1975) Knights (1985) " Gallager & Mathews (1987) Ramnarine et al.2-3. Espécies Moluscos Mytilus edulis Crustáceos Penaeus esculentus Composto N total Produção 0. 1991). comn. (1987) Salvelinus fontinalis Oncorhynchus nerka Anguilla anguilla Anguilla rostrata Gadus morhua Cyprinus carpio Oreochromis mossambicus Oreochromis niloticus Sparus aurata 511-958 mg N kg dia 3.2 mg N kg-1h-1 110-581 mg N kg-1dia-1 1.6 mg NH3-N kg-1h-1 8.07-3. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 30 Quadro 5 -Taxas de excreção de nitrogênio.72 mg N kg-1h-1 1.4 mg N kg-1h-1 25. amônia e uréia por espécie aquática cultivada (BEVERIDGE et al.2-35 mg N kg-1h-1 5-50 mg N kg-1h-1 0-25 mg N kg-1h-1 7-17 mg N kg-1h-1 12.2-70 mg N kg-1h-1 Glaucio Gonçalves Tiago .) Porter et al.

Presentes em plásticos e isopor. CO2) DESINFETANTES (e. Beveridge et al.g. Amplamente utilizado. LHRH. um pequeno número de estudos voltados à quantificação de produtos químicos utilizados na aqüicultura (1991).g. Na Europa.1991) TIPO TERAPÊUTICOS -Parasiticidas (e.g. o uso destes pigmentos está sendo revisto.g. existe. ainda. Usado em aqüicultura tropical. benzocaína.AQUICULTURA. ácidos) -Herbicidas e algicidas (e. Usado em tanques-rede e cercados.g. metiltestosterona. ainda.g. pigmentos. sendo que muitos são controlados por legislação. exitetraciclina. MS222. torta de sementes de chá. Não muito utilizado. furazolidona) VACINAS HORMÔNIOS (e. cobre) ADITIVOS PLÁSTICOS (e.g.g. Glaucio Gonçalves Tiago . formalina. Usado em carcinicultura.g. consideram. verde de malaquita) -Antimicrobianos (e. neguvon ®.g. carotenóides sintéticos) ANESTÉSICOS (e. Embora esses produtos sejam amplamente utilizados. Muito comercializados e disponíveis para doenças de salmonídeos. limão.g. tributyltin. que: O uso de produtos químicos varia muito em função da espécie cultivada. permanganato de potássio) -Reguladores de pH (e. Amplamente utilizados em larviculturas de carpa e tilápia. rotenona) ANTI-INCRUSTANTES (e.g. dipterex) -Controle de predadores (e. da intensidade de cultivo e da localização da aqüicultura. hipoclorito) QUÍMICOS PARA TRATAMENTO DE ÁGUA -Oxidantes (e. Usado ocasionalmente na captação de água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 31 Quadro 6 . sulfato de cobre) -Pesticidas (e. estabilizantes. Amplamente utilizados em pequenas quantidades Amplamente utilizados.Produtos químicos e terapêuticos usados na aqüicultura (BEVERIDGE et al. HCG) PIGMENTOS (e.g. compostos de iodo. absorvedores de UV) COMENTÁRIOS Amplamente utilizados.

Beveridge et al. afirmam que: Os efluentes da aqüicultura tendem a apresentar baixas concentrações de resíduos quando comparados com efluentes de outras atividades.1 1.1 1.3 2.4 3. Glaucio Gonçalves Tiago . fósforo (P) e oxigênio dissolvido (OD).7 12.Tipos de efeitos dos efluentes oriundos de pisciculturas e o número de suas ocorrências na Finlândia (BARDACH. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 32 Bardach (1997c) apresenta estudo de caso desenvolvido nas águas da Finlândia por Roshental (1985). e.9 5.AQUICULTURA. demanda bioquímica de oxigênio (DBO). sendo que os parâmetros tipicamente medidos em relação aos efluentes oriundos da atividade aqüícola incluem sólidos em suspensão (SS).2 2.1 100 A maioria dos empreendimentos utiliza grande quantidade de água.0 8.2 10. 4 mg l-1 5-dias DBO.2 1. menos de 1.0 mg l-1 de nitrogênio oxidado e 0.0 mg l-1 de amônia (NH3).4 16.2 2. os tipos de efeitos dos efluentes oriundos de pisciculturas e o número de suas ocorrências: Quadro 7 . 1.1 1. 18 mg l-1 de DQO. amônia (NH3).2 2.1 1.a Aumento de macrófitas Aumento da turbidez da água Odores anormais Peixe com gosto ruim Água não potável Restrições no uso da água potável Mortandade de peixes Mudanças na fauna bêntica Poluição em armadilhas de pesca Deterioração de pescas Total Nº de ocorrências 22 15 11 9 8 5 4 3 2 2 2 2 1 1 1 1 1 90 % 24. efluentes em grande volume. entretanto. assim.6 4. Estudos efetuados nas aqüiculturas européias demonstram que estes efluentes apresentam cerca de 9 mg l-1 de sólidos em suspensão. baseado em trabalho de Sumari (1982).1 mg l-1 de fósforo fosfatado (1991). 1997) Efeitos Eutrofização Aumento de compostos fosfóricos Crescimento de populações bacterianas Queda na quantidade de oxigênio Florações de algas Deposição de detritos de fungos e de sólidos Aumento de clorofila . demanda química de oxigênio (DQO). Níveis de bactéria e de produtos químicos ou terapêuticos nos efluentes não são rotineiramente mensurados.. produzindo-se.

000.452 Moluscos 9.572 Os mesmos autores.AQUICULTURA. Neste sentido.626.682 Crustáceos 117. apresentam as necessidades de água por produção (toneladas métricas) de várias espécies e sistemas utilizados na aqüicultura.00 65. Phillips et al.200.00 1.267 3.320.250. Glaucio Gonçalves Tiago . Quadro 8 .880 375.199. (1991) apresentam a produção aqüícola mundial (toneladas métricas) por tipo de recurso hídrico no ano de1986. o crescimento da demanda de água gerado pelo crescimento da indústria aqüícola está resultando em um aumento de competição pelos limitados recursos hídricos. no ano de 1986 (PHILLIPS et al.00 Produção aqüícola de 1986 em toneladas métricas Peixes 4. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 33 Impacto da Aqüicultura nos Recursos Hídricos A água é essencial para todas as formas de aqüicultura. 1991) Volume de água Lagos de água doce Rios e Canais Água subterrânea Lagos salinos e Mares internos Umidade do solo Atmosfera Calotas polares.00 29.820. geleiras e neve Mares e Oceanos (1012 m3) 125.25 8.Produção aqüícola mundial em toneladas métricas por tipo de recurso hídrico.200 266. através de compilação dos trabalhos referenciados no quadro a seguir.00 13.193 Algas 2.00 105.00 1.

Glaucio Gonçalves Tiago .125 Solbe (1982) Present study Wickins (1986) e Chien et al.8 Água requerida (m3/TM) 50-200 3.000-5. (1991) apresentam quadro de comparação de necessidades de água entre sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária.260. (1972) 40-200 4.470 14. (1978) Phillips et al.000 15. tilápia.AQUICULTURA.000 6. (1988) Salser et al.4 21. 1991) Espécie e Sistema Bagre Africano (Clarias batrachus) em sistema intensivo de tanques (Tailândia) Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema extensivo de tanques Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema de fluxo mínimo de água e alimentados com detritos (Tailândia) Tilápia (Oreochromis niloticus) em sistema intensivo de tanques com aeração mecânica (Tailândia) Carpa comum.000 Sarig (1988) 9 5.000 Hepher (1985) 3 12.000 55.000 Referências Muir (1981) Muir & Beveridge (1987) Edwards et al.000 2.544.000-21.430 29. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 34 Quadro 9 .6-27. apud Hepher (1985) Boyd (1982) Beleau (1985) Alabaster (1982) Bardach et al.3 6.000-43.000 1.05-0.4 11.2-11 12. (1988) Wickins (1986) e Chien et al.443 3 150 2. tainha e carpa prateada em sistema semi-intensivo de tanques (Israel) Carpa comum e tilápia em sistemas intensivos de tanques (Israel) Carpa comum em sistema intensivo de tanques de derivação (Japão) Bagre (Ictalurus punctatus) em sistema intensivo de tanques (USA) Bagre (Ictalurus punctatus) em sistema intensivo de tanques de derivação (USA) Aqüiculturas européias variadas Truta arco-íris (Salmo gairdneri) em sistema intensivo de tanques de derivação (USA) Salmonídeos em sistema de tanques-rede e de tanques (Inglaterra) Salmonídeos em sistema de tanques-rede (Escócia) Camarões peneídeos em sistema semiintensivo de tanques (Taiwan) Camarões peneídeos em sistema intensivo de tanques (Taiwan) Camarões peneídeos em sistema intensivo de tanque de derivação (México) Produção (TM/ha/ano) 100-200 0.500-2.000 Sarig (1988) 20 1.029 210.768-5.500-29. (1987) 17. tainha e carpa prateada em sistema extensivo de tanques (Israel) Carpa comum.000 11.000 Sarig (1988) Kawamoto (1957).Relação entre produção aqüícola em toneladas métricas e água requerida por espécies cultivadas e sistemas de produção (PHILLIPS et al.250 740. tilápia.8 252.

Glaucio Gonçalves Tiago .000 6. 1991).006-0.1-1.6-23 0.018 0.000/TM 2.000 252.8-25 2.2-11 48 37 0.000/TM Valor da água (US $/ m3) 12-16 0. que podem ir de uma simples aeração nos tanques até a reciclagem de água acompanhada de filtragem biológica.1 0.000/TM 1.7-33 0.650/TM 1. Água requerida Produto Álcool Papel Petróleo Aço Algodão Criação de gado Criação de porco Aqüicultura Tanques de camarão Salmonídeos Tanques de bagres / Channel Catfish Tanques de bagres Clarias (m3/TM e m3/m3) 125-170 9-450 21.6-810 8-250 90-450 42 54 11. Quadro 10 .25 5-20 Segundo Muir: A densidade de estocagem em sistemas intensivos de aqüicultura pode ser incrementada através de sistemas de tratamento de água.470 50-200 Valor nominal do produto (US $) 2. (1971) e Muir & Beveridge (1987).000/m3 300/TM 500/m3 200/TM 1.AQUICULTURA.000-12.Água requerida por sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária com os respectivos valores de produto e de água (PHILLIPS et al. remoção de sólidos e oxigenação (1982).650-4.000-55. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 35 modificado de estudos originalmente desenvolvidos por Schwab et al.000/TM 6.000/TM 1.000/ TM 2.

AQUICULTURA.000 40. Glaucio Gonçalves Tiago . com diversos graus de reciclagem de água. Neste sentido. (1991) apresentam valores de necessidade de água para sistemas intensivos de produção de salmonídeos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 36 Como sistemas intensivos de aquicultura contribuem com a melhoria e a economia dos recursos hídricos. 1991) % de reciclagem de água 0 80 90 95 99 Água requerida (m3/TM) 200.000 2.000 20. Quadro 11 . Phillips et al.000 Conforme as várias informações por nós coletadas e aqui apresentadas. que podem fornecer parâmetros confiáveis para a consolidação de padrões de indicadores de impactos ambientais gerados por atividades de aqüicultura.000 10.Relação entre consumo de água e porcentagem de reciclagem de água em sistemas intensivos de produção de salmonídeos (PHILLIPS et al. verificou-se a existência de grande quantidade de dados disponíveis na literatura mundial sobre aqüicultura sustentável. tais dados devem ser utilizados para o planejamento e regulamentação da atividade aqüícola.

Pillay afirma que: Nas criações de salmonídeos e de crustáceos de águas quentes. é relevante considerar a informação disponível sobre os níveis mínimos de qualidade de água necessários para a manutenção da aqüicultura.AQUICULTURA. Criações de enguias. Em relação aos níveis de oxigênio dissolvido. variando entre 3 e 4 mg/l (1992). em seu livro “Aqüicultura e Meio Ambiente”. Pillay. Nesse sentido. Entratanto Neill & Bryan (1991) consideram que os limites de oxigênio e temperatura que controlam o metabolismo de peixes são. pois os níveis de oxigênio dissolvido desejados encontram-se acima de 5 mg/l. das espécies cultivadas. Boyd (1981) considera que peixes de águas quentes podem sobreviver com níveis de oxigênio dissolvido abaixo de 1 mg/l. mas seu crescimento é afetado negativamente por uma exposição prolongada a estes níveis. pondera que: Embora se trate mais dos impactos que a aqüicultura infere ao meio ambiente. juntos. o nível de oxigênio dissolvido requerido não pode situar-se abaixo de 5 mg/l por muito tempo. sendo estes nichos ativamente mantidos ou eliminados através de processos de comportamento de regulação ambiental e de aclimatação fisiológica. Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 37 IMPACTOS AMBIENTAIS SOBRE A AQÜICULTURA A questão dos impactos ambientais sobre a aqüicultura é tratada ainda de forma incipiente na bibliografia específica sobre aqüicultura. especialmente no que diz respeito à temperatura e salinidade (1992). sendo encontrada através de trabalhos científicos que estabelecem e analisam padrões ótimos de produtividade para organismos e sistemas utilizados na atividade. as duas variáveis ambientais determinantes e dominantes de cada nicho ambiental de peixes. carpas e tilápias podem tolerar baixos níveis de oxigênio dissolvido. também. os níveis mínimos de tolerância de qualidade de água dependem muito.

podem melhorar a performance de crescimento destes peixes (STICKNEY.37 ml/h/kg 10. em geral. Espécie Enguia americana (Anguilla rostrata) Truta arco-íris (Salmo gairdneri) Linguado (Paralichthys lethotigma) Tilápia (Tilápia mossambica) Taxa de ingestão 2. Boyd (1981) determina que os níveis de pH desejáveis para a criação de peixes de águas quentes estejam situados entre 6. mostra que a taxa de ingestão de água por peixes teleósteos em ambientes marinhos varia de 0. que: A prática da aqüicultura de peixes em águas estuarinas e marinhas exige grande atenção aos níveis de salinidade apropriados a este tipo de produção. Peixes.Taxa de ingestão de água por peixes teleósteos em ambientes marinhos (STICKNEY.00 ml/h/kg 234. bem como não toleram grandes mudanças nos níveis corpóreos de pH e amônia (Randall.0. Stickney relata. Conte (1969) em revisão de literatura.3 a 1.77 ml/h/kg 5. ainda. não toleram níveis de pH da água fora da amplitude 5. Nesse sentido. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 38 O custo energético para manutenção do balanço interno de sal pode ser um fator limitante para o crescimento quando a energia dos nutrientes é utilizada para a osmoregulação. 1991).5% do peso corpóreo por hora (1991). especialmente em sistemas intensivos de produção com recirculação de água. entre 2 e 4 º/oo. 1991).00 ml/h/kg A acumulação de amônia e dióxido de carbono e as mudanças associadas de pH na água constituem sério problema na aqüicultura.0-9. 1991).AQUICULTURA. Algumas taxas de ingestão relatadas nesta revisão literária são as seguintes: Quadro 12 .0 ao amanhecer.5 e 9. mas níveis baixos de salinidade. Muitas espécies de peixes de água doce não toleram níveis moderados de salinidade. sendo os pontos de tolerância de pH máximos para a sobrevivência dos peixes Glaucio Gonçalves Tiago .

e em 11. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 39 estão situados em 4. a amônia é freqüentemente lançada aos corpos aquáticos por atividades industriais. e por espécie de peixe. 1981). enquanto o íon amônia (NH4+) não é tóxico (BOYD. através da compilação de vários trabalhos científicos. ela é um composto comum em muitos corpos aquáticos por ser um produto de ocorrência natural proveniente da degradação metabólica. A amônia não ionizada (NH3) é tóxica para peixes. 1992). pois a toxicidade decresce com o aumento da concentração de dióxido de carbono (PILLAY. representativa para amônia (NH3) não-ionizada em valores de 96 horas de exposição a concentração letal média (96-h LC50). mas isto possui pouca importância em tanques de criação. a amplitude de valores de toxicidade aguda. urbanas e agrícolas.0.AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago . De acordo com a European Inland Fisheries Commission/EIFAC (1973). para o ponto alcalino de morte.6 e 2. Amônia não ionizada torna-se mais tóxica quando associada a baixa concentração de oxigênio dissolvido no ambiente aquático. evidenciando a existência de alguma variação na suscetibilidade de peixes aos efeitos tóxicos agudos da amônia. Embora a amônia seja tóxica para os peixes. os níveis de toxicidade aguda para amônia não ionizada situam-se usualmente entre 0. para o ponto ácido de morte.0. Adicionalmente. apresentam. conforme apresentados adiante.0 mg NH3/l. Russo & Thurston (1991).

aclimatação prévia e exposição intermitente. 1991).16-1.20 2. e presença de outros tóxicos (RUSSO & THURSTON. oxigênio dissolvido.08-0.69-1. que muitos outros fatores podem afetar a toxicidade da amônia. (1981) Thurston & Russo (1983) Rosebomm & Richey (1977) Broderius et al.55-3.70 0. os salmonídeos aparecem como os mais sensíveis a exposição aguda de amônia.80 "Bluegill" (Lepomis macrochirus) 0. ressaltando-se.AQUICULTURA.80 2. enquanto os centrarquídeos. (1979) Thurston et al.50-3. (1980) Calamari et al.Valores de toxicidade aguda representativa para amônia (NH3) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON.10 0. (1983) Colt & Tchobanoglous (1976) Roseboom & Richey (1977) Arthur et al. salinidade e composição iônica. (1987) Emery & Welch (1969) Roseboom & Richey (1977) "Largemouth bass" (Micropterus salmonides) "Smallmouth bass" (Micropterus dolomieui) Carpa comum (Cyprinus carpio) "Red Shiner" (Notropis lutrensis) "Fathead minnow" (Pimephales promelas) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) 0.50-0. bagres e algumas outras espécies de pequeno porte são mais tolerantes. Adicionalmente às diferenças de suscetibilidade entre espécies de peixes. existem também diferenças de suscetibilidade relativas aos diferentes estágios de vida de peixes de uma mesma espécie.20 0.00 Na estatística disponível.47 0. ainda.40 0.40 0.14-0.90-1.75-3.10 Referência Rice & Bailey (1980) Thurston & Meyn (1984) Thurston & Meyn (1984) Broderius & Smith (1979) DeGraeve et al.80-3. Espécies Salmão rosa (Oncorhynchus gorbusha) "Mountain whitefish" (Prosopium williamsoni Truta marrom (Salmo truta) Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) 96-h LC50 (mg/l NH3) 0. 1991). como: pH do ambiente. temperatura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 40 Quadro 13 . Glaucio Gonçalves Tiago . (1985) Hasan & Macintosh (1986) Hazel et al.

por espécie de peixe. onde os níveis de concentração de amônia são altos. nos sistemas de aqüicultura. também tóxicos aos peixes. as seguintes amplitudes de valores de toxicidade aguda representativa para nitrito (NO2-N). e não propriamente por sua toxicidade (RUSSO & THURSTON. não são comuns em concentrações tóxicas nos corpos aquáticos naturais. Já os nitratos. 1991). cit. entretanto. como entre peixes de mesma família: Glaucio Gonçalves Tiago .) apresentam.AQUICULTURA. que estão geralmente presentes na maioria das águas oligotróficas superficiais. os níveis de nitrito têm grande probabilidade de alcançar valores tóxicos. por contribuir com a eutrofização do ambiente. ressaltando que os dados apresentados revelam variação muito grande na amplitude dos resultados não só entre famílias diferentes de peixes. são relativamente não-tóxicos aos peixes e onde aparecem em altas concentrações podem ocasionar problemas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 41 Os nitritos. em valores de 48 ou 96 horas de exposição a concentração letal média (48 ou 96-h LC50). Russo & Thurston (op.

00 140. (1977) Palachek & Tomasso (1984) Tomasso (1986) Tomasso (1986) Palachek & Tomasso (1984) Tomasso (1986) Tomasso (1986) Tomasso & Carmichael(1986) "Labyrinth catfish" (Clarias lazera) "Fathead minnow" (Pimephales promelas) Peixe dourado (Carassius auratus) "Bluegill" (Lepomis macrochirus) "Largemouth bass" (Micropterus salmonides) "Smallmouth bass" (Micropterus dolomieui) "Green sunfish" (Lepomis cyanellus) "Guadalupe bass" (Micropterus treculi) 28.00 80.48-0.00 43.00 52.00 2.60 7.56 0. os salmonídeos aparentam ser o grupo de peixes mais suscetível à toxicidade do nitrito (1991).39 0.00-32.00 160. (1974) Brown & MacLeay (1975) Thurston et al.AQUICULTURA.00 Referência Russo et al. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 42 Quadro 14 . Glaucio Gonçalves Tiago .00 160.88 2. (1987) Russo & Thurston.Valores de toxicidade aguda representativa para nitrito (NO2-N) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON.30-3.00 190. (1978) Westin (1974) Hasan & Macintosh (1986) Konikoff (1975) Colt & Tchobanoglous (1976) Palachek & Tomasso (1984) Hilmy et al. 1991) Espécie Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) Truta "cutthroat" (Salmo clarki) Salmão "chinook" (Oncorhynchus tshawytscha) Carpa comum (Cyprinus carpio) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) 48 ou 96-h LC50 (mg/l NO2-N) 0.19-0.00 Russo & Thurston afirmam ainda que: As grandes amplitudes de sensibilidade apresentadas podem ser atribuídas à diferenças na química da água dos testes de bioensaio e às diferenças fisiológicas das espécies estudadas. Conforme os dados apresentados.10-13.

não existem muitos trabalhos de sua toxicidade na literatura mundial.00 1310. as seguintes amplitudes de valores de toxicidade aguda representativa para nitrato (NO3-N). Considerando-se as diferenças encontradas nestes dados como impecílios à construção de uma legislação que permita uma gestão ambiental responsável da aqüicultura. em valores de 96 horas de exposição a concentração letal média (48 ou 96-h LC50). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 43 Pillay (1992) considera que a informação disponível sobre os limites seguros de nitritos (NO2) é muito limitada. Quadro 15 . enquanto que. maiores estudos sobre estes impactos e padronizações de métodos de análise são necessários. através de compilacões por espécie de peixe.AQUICULTURA.00 1360.00-2000. para nitrato (NO 3). e os níveis máximos sugeridos para exposições prolongadas em corpos de água doce é 0. Ressaltando que o nitrato é relativamente não tóxico a peixes e que portanto. Glaucio Gonçalves Tiago .00 420.00 Referência Rubin & Elmaraghy (1977) Tomasso & Carmichael (1986) Westin (1974) Westin (1974) Colt & Tchobanoglous (1976) Trama (1954) Os dados acima expostos demonstram a aparente incoerência entre os resultados obtidos através de variadas condições experimentais e analíticas. Russo & Thurston (1991) apresentam.00 1400.1 mg/l. Espécie "Guppy" (Poecilia reticulata) "Guadalupe bass" (Micropterus treculi) Salmão "chinook" (Oncorhynchus tshawytscha) Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss) "Channel catfish" (Ictalurus punctatus) "Bluegill" (Lepomis macrochirus) 96-h LC50 (mg/l NO3-N) 180. os níveis sugeridos encontram-se abaixo de 100 mg/l. 1991).Valores de toxicidade aguda representativa para nitrato (NO3-N) por espécie de peixe (RUSSO & THURSTON.00-200.00 1260.

Glaucio Gonçalves Tiago . ao mesmo tempo. os efeitos das atividades humanas mantenham-se dentro de limites que não importem em riscos de destruição da diversidade. 3) Costanza (1991) Sistemas sustentáveis são aqueles que garantem: a continuação da vida humana indefinidamente. água.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 44 AQÜICULTURA SUSTENTÁVEL Dada a multiplicidade de definições e abordagens do que podemos entender como “desenvolvimento sustentável”. floresta e pesca) conserva solo. para uma melhor contextualização interpretativa. ao desenvolvimento sustentável da aqüicultura. apresentamos algumas definições de desenvolvimento sustentado encontradas na literatura atual sobre meio ambiente: 1) World Commission of Environment and Development . da complexidade e das funções dos sistemas de suporte ecológico da vida. e a orientação da mudança tecnológica e institucional na maneira como assegurar a presente e contínua satisfação das necessidades humanas para a presente e as futuras gerações. também. tecnicamente apropriada. sendo que. sendo não degradante do meio ambiente. economicamente viável e aceitável socialmente. recursos vegetais e animais. a prosperidade dos indivíduos humanos. e o desenvolvimento das culturas humanas.WCED (1987) Desenvolvimento sustentado é o desenvolvimento que supre as necessidades do presente sem o comprometimento da capacidade das futuras gerações em suprir suas próprias necessidades. 2) Food and Agriculture Organization of the United Nations . Este desenvolvimento sustentado (em agricultura. primeiramente.FAO (1991) Desenvolvimento sustentado é o gerenciamento e a conservação da base de recursos naturais. 4) Pillay (1992) A definição de desenvolvimento sustentado proposta pela FAO (1990) parece ser facilmente aplicável.

Entretanto. no qual a redução das desigualdades econômicas e sociais. e até certo ponto. sem dúvida. a mitigação da pobreza e o bem estar sócioeconômico das gerações futuras e atuais. _______________________________________________________ No que diz respeito à bibliografia disponível sobre aqüicultura sustentável: I) Lynam & Herdt consideram que: “Sustentabilidade” é um conceito usual no desenvolvimendo de planejamentos. insistentemente. Ambientalistas definem. 6) Brasil / MMA (1997b) As diretrizes para o desenvolvimento da aqüicultura responsável que se encontram em FAO (1994) têm como objetivo facilitar a identificação das responsabilidades. que as futuras gerações possam utilizar esses recursos e beneficiar-se de um processo contínuo e equilibrado. a diminuição da pobreza. e deve-se. aqueles que sempre produzam mudanças não negativas nos estoques de recursos naturais e na qualidade ambiental. como sistemas sustentáveis de agricultura e aqüicultura. Além disso. O crescimento tecnológico deve levar em conta. das autoridade e das pessoas envolvidas com a atividade de aqüicultura. deveres e obrigações dos governos. por sua Glaucio Gonçalves Tiago . a reciclagem de materiais e o deslocamento das prioridades de um crescimento quantitativo para um crescimento qualitativo tem um papel importante. “sustentabilidade” é um conceito indefinido. sejam metas fundamentais. o componente ambiental. e são essenciais para apoiar e garantir a contribuição sustentável desta atividade para a segurança alimentar. Economistas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 45 5) Tundisi (1997) O conceito de desenvolvimento sustentado implica em que a exploração dos recursos naturais deve ser feita em condições tais. a preservação e restauração dos ecossistemas naturais.AQUICULTURA. procurar uma conciliação permanente entre as duas tendências: o crescimento quantitativo e o crescimento qualitativo. apresentando diferentes significados sob óticas distintas.

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vez, definem, como sistemas sustentáveis de agricultura e aqüicultura, aqueles que produzam tendências não negativas no fator total de produtividade social (definida como o valor total da produção do sistema durante um ciclo produtivo, dividido pelo valor total de todos os custos necessários à produção durante este ciclo) (1989). II) Leung & El-Gayar afirmam que: Parece-nos óbvio que a sustentabilidade na produção de alimentos aquáticos pode ser descrita usando ambos os princípios ecológicos e econômicos e possivelmente conceitos sociais. Embora uma definição única integrando a interdependência das questões ecológicas, econômicas e sociais seja difícil de ser alcançada, existe uma acordância na qual, para um sistema de produção aquático ser sustentável, ele deve ter a oportunidade de se implantar, produzir e ser renovado sem impactos ambientais negativos. Em outras palavras, sustentabilidade é uma meta através da qual um sistema aquático possa produzir, de maneira continuada, pelas gerações vindouras. Uma aqüicultura sustentável deve ser economicamente viável, ecologicamente (ambientalmente) saudável e socialmente (politicamente) aceitável. Um empreendimento aqüícola ambientalmente saudável, que falhar em proporcionar um padrão aceitável de vida para o produtor, não terá longa duração, assim como, similarmente, um empreendimento aqüícola que tiver alta produção através de grande exploração e degradação ambiental estará destinado a falir rapidamente. Nesse sentido, é claro que um empreendimento aqüícola sustentável deve buscar suas metas econômicas, ambientais e sociais de maneira simultânea (1997).

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III) Corbin & Young consideram que: As metas de desenvolvimento sustentável da expansão aqüícola providenciam um entendimento de como as aqüiculturas existentes no mundo devem se comportar e como as novas atividades aqüícolas devem ser planejadas e gerenciadas. Uma aqüicultura sustentável deve possuir como metas, portanto: a) Conservar os recursos naturais e a biodiversidade; b) Buscar a menor degradação ambiental; c) Utilizar técnicas e tecnologias apropriadas à sua localização e situação; d) Gerar lucro ou benefícios econômicos; e) Causar a menor degradação social e conflitos; f) Contribuir com as necessidades das comunidades (1997). IV) Insull & Shehadeh consideram que: Para assegurar sustentabilidade e incrementar a contribuição da aqüicultura à segurança alimentar, deve existir políticas que assegurem o desenvolvimento sustentável da atividade aqüícola através de: a) Proteção do meio ambiente e da biodiversidade; b) Produção economicamente viável; c)Utilização e gerenciamento responsável de recursos; d) Eqüidade na distribuição dos benefícios desenvolvidos. Sendo estas políticas endereçadas às seguintes macro-áreas políticas: a) Gerenciamento integrado de recursos; b) Meio ambiente; c) Suporte institucional; d) Desenvolvimento de recursos humanos (1996).

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V) Em trabalho sobre os desafios da aqüicultura sustentável, Pillay diz que: O mais importante desafio da aqüicultura, atualmente, é a necessidade de assegurar sustentabilidade em uma base duradoura. Igualmente importante, também, é a aqüicultura ser percebida como sustentável, e, isto, vinculado ao fato de que a aqüicultura tem de ser, ao menos, economicamente lucrativa, se não, a aqüicultura comercial não se desenvolverá. Entretanto acontece sempre que o aqüicultor ou o empreendedor negligencia os benefícios de longo prazo de suas atividades aqüícolas, as conseqüências de suas demandas sobre os recursos naturais e os efeitos sociais de suas ações. Após a “Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento de 1992 / Rio-92”, desenvolvimento sustentável tornou-se um termo essencial, apesar de as maneiras de se alcançar isto não se encontrarem bem definidas ou adequadamente entendidas (1996). VI) Em artigo sobre a sustentabilidade da aqüicultura e as questões ambientais, Boyd afirma que: Sustentabilidade é uma palavra inútil dentro do contexto ambiental, porque ninguém sabe exatamente o que ela significa. Devemos trabalhar arduamente para substituir o termo sustentabilidade pelo termo gerenciamento ambiental. O que precisamos para a aqüicultura é consolidar sistemas de gerenciamento ambiental, para prevenir ou reduzir seus impactos ambientais negativos (1999). VII) Hopkins alerta que: As práticas de aqüicultura variam amplamente entre espécies e áreas. O gerenciamento e os impactos de criações intertidais de ostras , e. g., são completamente diferentes em relação às criações de peixes em tanques de

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terra. Indubitavelmente, alguns tipos de aqüicultura são mais sustentáveis do que outros. Assim, reitera-se com a opinião de Insull & Shehadeh (1996) que: O sistema para o desenvolvimento sustentável da aqüicultura (e, sem dúvida, de todas as atividades de desenvolmimento) devem observar e incluir os seguintes princípios: - Manutenção dos sistemas ecológicos; - Aumento do bem estar social e econômico; - Eqüidade inter-geracional; - Eqüidade intra-geracional; - Adoção da abordagem precaucional (1996). No contexto atual verificamos, através das várias abordagens anteriormente expostas, que ainda é necessária a promoção de ampla discussão do que deve ser um empreendimento aqüícola ambientalmente sustentável, iniciando-se talvez pelo estabelecimento de fórum multi e interdisciplinar, específico e permanente, para discussão da sustentabilidade aqüícola adequada a cada tipo de situação possível e que auxilie abordagens legislativas heterológicas, participativas e pluridimensionais, que acompanhem a dinamicidade da obtenção de dados (inclusive os científicos) relativos a esta atividade.

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o Decreto Nº 4. e a legislação positivada da aqüicultura e pesca em 2006. e o Decreto n. a Portaria IBAMA Nº 136 / 1998 (Estabelece Normas para o Registro de Aqüicultor no âmbito do IBAMA). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 50 A ABORDAGEM DOS IMPACTOS AMBIENTAIS NA LEGISLAÇÃO RELATIVA À AQÜICULTURA E AOS RECURSOS HÍDRICOS BRASILEIROS Conforme nossos procedimentos. de 12 de maio de 2004 (Dispõe sobre Operacionalização do Registro Geral de Pesca) (ANEXO 1). de 19 de outubro de 1938 (Aprova e baixa o Código de Pesca). A legislação positivada de aqüicultura e pesca durante o recente período de 1997 e 1999. o Decreto-Lei n.672 (revogado). de 25 de outubro de 1923 (Aprova e manda executar o Regulamento da Pesca).° 794 (revogado). para a análise da abordagem dos impactos ambientais na legislação brasileira e em função da evolução desta legislação. de 25 de novembro de 2003 (Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura.895. e dá outras providências). e já revogada. Instrução Normativa / SEAP nº 03. de 28 de fevereiro de 1967 (Dispõe sobre a Proteção e Estímulos à Pesca e dá outras providências).184 (revogado). e dá outras providências) (ANEXO 3). quais sejam. foram considerados os conjuntos de legislação de aqüicultura e pesca das décadas de vinte e trinta. de 31 de maio de 2004 (Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura.869 (revogado). de 09 de dezembro de 1998 (Regulamenta a Cessão de Águas Públicas para Exploração de Aqüicultura. já revogados. e dá outras providências) (ANEXO 2). o Decreto n° 16.AQUICULTURA. Glaucio Gonçalves Tiago . de 30 de agosto de 1993 (Estabelece Normas para o Registro de Aqüicultor). e o Decreto 2. de 02 de janeiro de 1934 (Aprova o Código de Caça e Pesca). a Portaria IBAMA nº 95-N (revogada). quais sejam.° 221. e o Instrução Normativa Interministerial Nº 06. quais sejam. o Decreto n.° 23.

de 08 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e Cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos).643. foram analisados os seguintes diplomas legais vigentes: Decreto n.AQUICULTURA. Apresentamos a seguir. Lei 9. e a Resolução CONAMA n. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas). e dá outras providências). por diploma. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 51 Em relação às normas jurídicas da gestão do recurso água. que possuam maior correlação com a atividade aqüícola. também.433. comentários sobre os dispositivos legais pertinentes de cada diploma.° 24. conforme a escrituração jurídica original. os dispositivos legais que abordam os aspectos da gestão ambiental da aquicultura contida no nosso universo amostral referente a legislações bem como. Glaucio Gonçalves Tiago .° 357.

Título I Da pesca Capítulo IV Dos direitos e deveres dos pescadores . a que se refere o Decreto 16. através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos. Glaucio Gonçalves Tiago . coletivamente ou por seus representantes.AQUICULTURA. os pescadores. o Decreto 16. os levarão immediatamente ao conhecimento da autoridade naval competente. conforme o transcrito a seguir: Decreto 16. . 21. as solicitarão da Diretoria da Pesca. de 25 de outubro de 1923 (Aprova e manda executar o Regulamento da Pesca . Os pescadores que tiverem conhecimento de infracções à polícia da pesca e de qualquer procedimentos à conservação das espécies de seres marinhos..184... Quando se fizer necessário tomar medidas de proteção ou outras para conservação ou polícia da pesca.. .184 (Revogado) já previa no seu corpo a possibilidade embrionária de uma atuação participativa dos pescadores na gestão ambiental e abordava aspectos da conservação de recursos naturais.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 52 LEGISLAÇÃO DE AQÜICULTURA E PESCA Em 1923. Art.184 de25 de outubro de 1923. Art. fundamentando a representação..Arthur da Silva Bernardes) / Revogado Regulamento da Pesca. 27.

o Decreto Nº 23. Art. Os capatazes verificarão as demarcações das ostreiras e si estão devidamente determinados os seus limites extremos pelos interessados. varreduras de porão. o pescador que a houver feito levará o facto ao conhecimento da autoridade marítima do local mais próximo. É permitido collocar fachinas e outros apparelhos collectores de ostras pequenas. 78 É prohibido largar ancora sobre os bancos de ostras devidamente demarcados e. 80.672 (Revogado) abordava aspectos da conservação de recursos naturais. É prohibida a pesca com rêdes de arrasto. Art. lastros de navios. bem assim. não só sobre os bancos naturaes de ostras como também a menos de 500 metros dos locaes em que estejam dispostas fachinas ou outros engenhos collectores. 76. Art. ________________________________________________ Em 1934. Art. É expressamente prohibida a pesca nos parques particulares de ostreicultura. 79. Descoberta uma nova jazida. através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos. para recolher as que dalli se destacam. Art. 77. Esta só poderá ser permitida por meio de collectores. sobre os bancos e nas proximidades. 75. conforme o transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . 74. É proibida a exploração direta dos campos naturaes de ostras. determinava a estimulação das atividades aqüícolas interiores. lançar sobre os mesmos immundices. Art. É prohibido extrahir para alimentação molluscos adherentes às carenas das embarcações e ás estacas forradas de metal. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 53 Título II Pescas Especiaes Capítulo I Da colheita dos molluscos Art. 81.AQUICULTURA. Art. por intermédio de estudos para repovoamento de corpos de águas interiores e de espécies exóticas. afim de serem levadas a viveiros especiaes. cinzas de fornalha e quaesquer outros detrictos. desde que não embaracem a navegação.

A descoberta de uma jazida de moluscos. de 02 de janeiro de 1934 (Aprova o Código de Caça e Pesca que com este baixa . Art. . Glaucio Gonçalves Tiago . Constituem deveres do pescador: f) . 64. 66.. no prazo de 10 dias. Art. Art. desde que os mesmos não embaracem a navegação. o Serviço de Caça e Pesca suspenderá a colheita do molusco pelo tempo que julgar conveniente. Art. É permitido colocar faxina e outros apparelhos collectores de ostras nos bancos naturaes e suas proximidades para collecta de material destinado á propagação desses moluscos em outros lugares. em lugares convenientes..Getúlio Vargas) / Revogado Código de Caça e Pesca Título I Pesca Capítulo III Deveres do Pescador . 69. zelar por todos os meios e modos pela defesa e conservação da fauna e flora aquáticas. O Serviço de Caça e Pesca permittirá o estabelecimento de parques para a criacão de ostras e mexilhões. descriminando-se sua situação e dimensões. 67. 68. Ao Serviço de Caça e Pesca compete a fiscalização sanitária dos campos naturaes de ostras e mexilhões e dos parques artificiaes.. Capítulo VII Art.AQUICULTURA.Verificada qualquer anormalidade no estado sanitário de um campo ostreícola.. deverá ser communicada. ao Serviço de Caça e Pesca. 23.. Parágrapho único . em época conveniente. obedecidas as prescripções emanadas do Serviço de Caça e Pesca.. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 54 Decreto Nº 23. Os ostreicultores e mitilicultores poderão. Art. colher os productos dos parques de sua propriedade.672.

A acclimação de espécies exóticas ou das procedentes de outras regiões do paiz só poderá ser feita com prévio conhecimento ou instrucções emanadas do Serviço de Caça e Pesca. Parágrapho único . propagação e defesa da criação. facilitando o fornecimento de ovos e alevinos necessários. 74. Art. A cultura das ostras em parques artificiaes convenientemente installados poderá ser permitida pelo Serviço de Caça e Pesca. 71.. d) observar quaes as espécies que mereçam ser industrializadas e realizar os estudos referentes aos processos mais aconselháveis à sua conservação e aproveitamento industrial. 110.AQUICULTURA. Art. alevinos ou adultos de espécie adaptáveis ás condições da região. Art...Os parques naturaes de ostras existentes nas condições deste artigo não podem ser explorados para o consumo público. É proibido estabelecer parques ostreícolas nas proximidades de esgotos e despejos de fábricas. 111. É prohibido fundear embarcações ou lançar detrictos de qualquer natureza sobre os bancos de moluscos devidamente demarcados. Art. Capítulo XI Da Pesca Interior Art. b) fornecer aos interessados que se queiram dedicar á piscicultura todos os elementos e informações necessárias. . em qualquer região do paiz. ficará a cargo do Serviço de Caça e Pesca. Glaucio Gonçalves Tiago . segundo as condições regionaes. competirá: a) realizar estudos referentes á biologia dos peixes. c) cuidar do povoamento ou repovoamento dos cursos de água. 112. A installação de estações experimentaes de biologia ou de piscicultura. As estações experimentaes de biologia e de piscicultura do Serviço de Caça e Pesca. fornecendo ovos. Art. tanques ou açudes. 109. 75. 70. que a respeito fará os estudos necessários. e) divulgar entre os industriaes instrucções concernentes ao melhor aproveitamento do producto e sua consequente valorização comercial. rios e outros cursos interiores. Art.. . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 55 Art. É prohibido colher para alimentação moluscos adherentes aos corpos capazes de lhes transmitir qualidades toxicas. O Serviço de Caça e Pesca promoverá o repovoamento dos lagos.

e) damnos causados aos viveiros ou tanques de criação de qualquer natureza. com enfoque ao apoio técnico da atividade aqüícola e conforme o transcrito a seguir: Decreto N. por intermédio de estudos para repovoamento de corpos de água interiores e de espécies exóticas. Constituem deveres do pescador: d) zelar pela defesa e conservação da fauna e da flora..pena: prisão de seis mezes a um anno ou multa de duzentos mil réis a um conto de réis ________________________________________________ Em 1938. 113. bem como aos parques de reserva e refugio .. Este Decreto introduziu o registro de piscicultores. 794 (Revogado) abordava aspectos da conservação de recursos naturais através da regulamentação da atividade voltada à exploração e cultivo de moluscos marinhos. Art... Constituem crimes contra as leis de pesca e da caça: . Glaucio Gonçalves Tiago . 794 de 19 de outubro de 1938 Capítulo III Dos deveres do pescador . demonstrando a preocupação das autoridades da época com a gestão da atividade aqüícola.. 794 de 19 de outubro de 1938 (Aprova e baixa o Código de Pesca Getúlio Vargas) / Revogado Código de Pesca a que se refere o Decreto-Lei N. 184. o Decreto N. A divulgação dos resultados dos estudos realizados nas estações de biologia ou de piscicultura. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 56 Art. e determinava a autorização prévia para o comércio internacional de espécies cultivadas e a estimulação das atividades aqüícolas interiores. . 14. assim como a contribuição dos serviços discriminados no artigo anterior ficam sujeitas á previa approvação e autorização do Serviço de Caça e Pesca.AQUICULTURA.. Art.

O Serviço de Caça e Pesca regulamentará o estabelecimento de parques para a cultura de ostras e mexilhões. 49. Art. 47. Esponjas e Algas Art.AQUICULTURA.. só será permitida com autorização do Serviço de Caça e Pesca. O Serviço de Caça e Pesca manterá um registro de piscicultores. Crustáceos.. 48. 63. . Ao Serviço de Caça e Pesca compete a fiscalização sanitária dos campos naturais e parques artificiais de moluscos. Capítulo VII Dos Moluscos. 46. sem prévia autorização do Serviço de Caça e Pesca. Art. descriminando-se sua situação e dimensões. municipais e particulares. 50. de peixes vivos ou ovos. no prazo de 60 dias.. Art. Art. Art. 45. Art. Art. É proibida a condução ou remessa para o exterior de peixes vivos ou ovos. A importação. 61. 43. 44. É proibido fundear embarcações ou lançar detritos de qualquer natureza sobre os bancos de moluscos devidamente demarcados. ao Serviço de Caça e Pesca. por particulares. Art. A descoberta de um campo natural de moluscos ou esponjas deverá ser comunicada. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 57 .. Glaucio Gonçalves Tiago . Quem desejar instalar parques de cultura de moluscos ou crustáceos deverá submeter ao Serviço de Caça e Pesca o respectivo plano. Art. cujas condições de inscrição serão reguladas por instruções organizadas pelo mesmo serviço. Capítulo X Da piscicultura e comércio de peixes vivos Art. É permitido colocar aparelhos coletores de ostras nos bancos naturais e suas proximidades para coleta de material destinado à cultura desses moluscos em parques artificiais. O Serviço de Caça e Pesca poderá suspender a exploração em qualquer parque ou banco quando as condições tal justifiquem. 64. estaduais. O Serviço de Caça e Pesca regulamentará as estações de piscicultura federais. 62. Art. O Serviço de Caça e Pesca regulamentará a época e condições de exploração dos bancos e parques de cultura de moluscos.

regulamentando o registro de aqüicultor. Capítulo XI Do repovoamento e defesa das águas interiores Art. alevinos ou adultos de espécies adaptáveis ás condições da região. d) observar quais as espécies que mereçam ser industrializadas e realizar os estudos referentes aos processos mais aconselháveis à sua conservação e aproveitamento industrial. Art. 68. a Portaria IBAMA nº 95-N (Revogada). 62. 67. seja instalando estações de piscicultura. e) divulgar entre os industriais instruções concernentes ao melhor aproveitamento do produto e à sua consequente valorização comercial. tendo por fim: a) realizar estudos referentes à biologia. A criação e cultura de anfíbios comestíveis ou de adorno obedecerão à mesma regulamentação do art. tanques ou açudes. ribeirões ou córregos devem ter. propagação e defesa da fauna segundo as condições regionais. O Serviço de Caça e Pesca instalará estações experimentais de biologia. 65. isentando. conforme transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . c) cuidar do povoamento ou repovoamento dos cursos d'água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 58 Art. b) fornecer aos interessados que se queiram dedicar á piscicultura todos os elementos e informações necessárias.AQUICULTURA. As represas dos rios. concomitantemente. obras que permitam a conservação da fauna fluvial. determinou a exigência de Licença Ambiental expedida por órgão competente para a atividade aqüícola. como complemento obrigatório. seja facilitando a passagem dos peixes. a exigência de Licença Ambiental para várias modalidades de cultivo. ________________________________________________ Em 1993. fornecendo ovos.

O pedido de registro de Aqüicultor deverá ser encaminhado ao IBAMA.. em modelo próprio adotado por este Instituto. mediante requerimento do interessado ou seu representante legal. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 59 Portaria IBAMA nº 95-N.Para efeito desta Portaria. concreto ou similar. d) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas e sistema semiextensivo. entende-se por bases fixas as seguintes instalações de cultivo: 1) viveiros de derivação. c) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas e sistema extensivo. Glaucio Gonçalves Tiago . lagoas ou açudes que tenham toda a sua área utilizada para a aqüicultura. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 2 (dois) hectares.. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 5 (cinco) hectares. Parágrafo Único . 4) lagos. de 30 de agosto de 1993 (Estabelece normas para o registro de aqüicultor. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 1 (um) hectare.AQUICULTURA. em qualquer sistema. 4º. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 3 (três) hectares. Ficam isentos da apresentação de Licença Ambiental para fins de obtenção de registro de aqüicultor junto ao IBAMA os projetos de aqüicultura que não tenham finalidade comercial ou que estejam enquadrados nas seguintes categorias: a) criadores de trutas e salmões em bases fixas com área de espelho d'água total igual ou inferior a 500 (quinhentos) metros quadrados. e) criadores de peixes tropicais não ornamentais em bases fixas. expedida pelo órgão competente. com atendimento das seguintes condições: d) apresentação de cópia da Licença Ambiental. h) criadores de camarões marinhos em bases fixas. Simão Marrul Filho-Presidente do IBAMA) / Revogada . f) criadores de peixes ornamentais. 3) tanques revestidos em alvenaria. 2) viveiros de barragens. g) criadores de camarões de água doce em bases fixas. em sistema extensivo ou semi-extensivo. Art. com área de espelho d'água total igual ou inferior a 10 (dez) hectares. b) criadores de rã touro-gigante (Rana catesbiana). 3º.

proibindo a atividade aqüícola em áreas de preservação permanente e a utilização de espécies alóctones que já não estejam estabelecidas na bacia hidrográfica. c) sementes de moluscos bivalves. e dá outras providências. 5º. Art. b) pós-larvas de crustáceos. Parágrafo único.. será permitida somente a utilização de espécies autóctones de bacia em que esteja localizado o empreendimento ou de espécies exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático. Fernando Henrique Cardoso) / Revogado Art 1º. pós-larvas. 12. Não será autorizada a exploração da aqüicultura em área de preservação permanente definida na forma da legislação em vigor. a respeito dos aspectos insertos nas suas competências. no prazo de até trinta dias.869. Art. ou alevinos de peixes não ornamentais. O Ministério da Agricultura e do Abastecimento encaminhará os projetos a que trata o artigo anterior. da Fazenda e do Meio Ambiente. larvas... MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 60 Art. 4º se dediquem também à produção de: a) ovos. . da Fazenda e do Meio Ambiente. dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal para manifestação conclusiva. ________________________________________________ Em 1998.. 15. Na exploração da aqüicultura em águas doces. o Decreto Nº 2. embora enquadrados em quaisquer das categorias relacionadas no ART. conforme o transcrito a seguir: Decreto Nº 2. Estão sujeitos à apresentação de Licença Ambiental os aqüicultores que.AQUICULTURA. aos Ministérios da Marinha.869 (Revogado) determinou regras para a instalação de aqüiculturas e para a criação de parques aqüícolas em águas públicas da União. de 09 de dezembro de 1998 (Regulamenta a Cessão de Águas Públicas para Exploração de Aqüicultura. Glaucio Gonçalves Tiago . através de permissão do Ministério de Agricultura e Abastecimento e após consulta aos Ministérios da Marinha. .

dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal. Art. determinando ainda a proibição expressa da introdução de espécies exóticas sem autorização prévia e da poluição de corpos aquáticos conforme o transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago . dos Recursos Hídricos e da Amazonia Legal.. em conjunto. baixarão. diminuindo a quantidade de dispositivos legais específicos voltados diretamente à gestão ambiental da atividade aqüícola. normas de utilização e estabelecerá sua capacidade de suporte. a contar da data de sua publicação.. da Fazenda e do Meio Ambiente. deverá ficar resguardada a plena operação do respectivo reservatório e a preservação ambiental. Art. que definirá seus limites. 20. 24.AQUICULTURA. ampliou a idéia do registro de piscicultores para registro de aqüicultores e determinou a criação de Estações de Biologia e Aqüicultura federais. as normas complementares de regulamentação deste Decreto no prazo de sessenta dias. diretrizes.. ________________________________________________ Em 1967. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 61 . .. Art. com enfoque ao apoio técnico da atividade aqüícola.. da Marinha. estaduais e municipais. A criação de parques e suas respectivas áreas aqüícolas se dará por ato normativo conjunto dos Ministérios da Agricultura e do Abastecimento. Os Ministérios da Agricultura e do Abastecimento.. da Fazenda e do Meio Ambiente. o Decreto-Lei nº 221. da Marinha. Na exploração da aqüicultura em reservatórios hidroelétricos. . 26.

e dará assistência técnica às particulares. bem como a introdução de espécies nativas ou exóticas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 62 Decreto-Lei nº 221. 51. em qualquer estágio de evolução. sem autorização da SUDEPE. .AQUICULTURA. estaduais e municipais. 50. Art. de 28 de fevereiro de 1967 (Dispõe sobre a Proteção e Estímulos à Pesca e dá outras providências .Hugo Castelo Branco) Capítulo IV Das permissões. 34 .... Os efluentes das redes de esgotos e os resíduos líquidos ou sólidos das indústrias somente poderão ser lançados às águas. quando não as tornarem poluídas. Título VI Da aquicultura e seu comércio Art. Art.É proibida a importação ou a exportação de quaisquer espécies aquáticas. proibições e concessões Título I Das Normas gerais .. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . . O Poder Público incentivará a criação de Estações de Biologia e Aquicultura federais... 37. Será mantido registro de aqüicultores amadores e profissionais. Art.

de 14 de outubro de 1998 (Estabelece normas para registro de Aqüicultor e Pesque-pague no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . Art. . Portaria IBAMA Nº 136. Art. 4º desta Portaria. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . em caráter administrativo regulamentador. b.IBAMA. estabelece procedimentos onerosos para o registro de aqüiculturas e pesque-pagues no âmbito do IBAMA. 8º ..Na fiscalização de seus empreendimentos. em seu transporte e comercialização. 4º . Locais e épocas de coleta – Eduardo de Souza Martins) . o qual só terá validade após o recolhimento da importância correspondente ao valor do registro prevista na legislação em vigor... MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 63 Em 1998. quando: a.Animais abatidos oriundos de projetos de aqüicultura ou pesque-pague deverão. em modelo próprio. o aqüicultor e o proprietário de pesque-pague deverão apresentar os respectivos Certificados de Registro nos termo do estabelecido no Art.AQUICULTURA.A efetivação do registro dar-se-á com a emissão pelo IBAMA do "Certificado de Registro". Art. a Portaria IBAMA N° 136.Tratar-se de espécie nativa que se encontra em período de defeso na pesca extrativa.Tratar-se de espécie nativa e os indivíduos encontram-se com tamanhos inferiores aos mínimos estabelecidos na Legislação vigente para a pesca extrativa da espécie.. 9º . ser acompanhados de documento (modelo anexo) emitido na origem.

. da Autoridade Marítima. observando-se critérios de ordenamento. § 1o A falta de definição e delimitação de parques e áreas aqüícolas não constituirá motivo para o indeferimento liminar do pedido de autorização de uso de águas públicas da União. II . § 2o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca solicitará reserva de disponibilidade hídrica à ANA para cessão de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União. de 25 de novembro de 2003 (Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. com enfoque de comando e controle detalhadamente voltados a gestão ambiental dos ecossistemas afetados e dos empreendimentos aqüícolas. Decreto Nº 4. III . com vistas: I . no âmbito de suas respectivas competências. 4o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República delimitará a localização dos parques aqüícolas e áreas de preferência com prévia anuência do Ministério do Meio Ambiente. e IV . Parágrafo único.ao aumento da produção brasileira de pescados. Orçamento e Gestão e da ANA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 64 Em 2003. Art. do Ministério do Planejamento.à segurança alimentar. A autorização de que trata o caput será concedida a pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem na categoria de aqüicultor. e dá outras providências – Luíz Inácio Lula da Silva) Art. localização e preferência. que analisará o pleito e emitirá a respectiva outorga preventiva.ao desenvolvimento sustentável.à inclusão social. 1o Os espaços físicos em corpos d’água da União poderão ter seus usos autorizados para fins da prática de aqüicultura.AQUICULTURA.. § 3o A outorga preventiva de que trata o § 2 o será convertida automaticamente pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos ao interessado que receber o Glaucio Gonçalves Tiago .895. o Decreto n° 4895 (ANEXO 2) estabeleceu critérios sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. . na forma prevista na legislação em vigor.

AQUICULTURA.IBAMA.quando obtidas por meio de fixação natural em coletores artificiais. métodos e manejo adequados para garantir a preservação do ecossistema ou seu uso sustentável. II . Parágrafo único. na forma da legislação em vigor. 11.quando advierem de laboratórios registrados junto à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. será permitida a utilização de espécies autóctones ou de espécies alóctones e exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático. . deverá observar. O uso de formas jovens na aqüicultura somente será permitido: I . Art. conforme previsto em ato normativo específico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . Art. cujos usos forem autorizados. § 2o A hipótese prevista no inciso III somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves. áreas aqüícolas e de preferência. onde se localizará o empreendimento. § 1o A hipótese prevista no inciso II somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves e algas macrófitas. a legislação de controle sanitário vigente. 9o A aqüicultura em unidade de conservação ou em seu entorno obedecerá aos critérios.. Art. Art. ainda. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 65 deferimento da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca para emissão da cessão de espaços físicos para a implantação de parques.. 8o Na exploração da aqüicultura em águas continentais e marinhas. O cultivo de moluscos bivalves nas áreas. III . Para introdução de novas espécies ou translocação. na forma estabelecida na legislação pertinente. § 3o O aqüicultor é responsável pela comprovação da origem das formas jovens introduzidas nos cultivos. será observada a legislação pertinente. 10.quando extraídas em ambiente natural e autorizados na forma estabelecida na legislação pertinente. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago .

CAPÍTULO II Seção VII Do Registro de Aqüicultor Art. cópia do documento de identificação pessoal do interessado ou de seu representante legal. 23 da Lei nº 10. com especificações que permitam a identificação das características técnicas do empreendimento. III .quando pessoa física.. 1º Estabelecer normas e procedimentos para operacionalização do Registro Geral da Pesca – RGP. no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência República – SEAP/PR . Glaucio Gonçalves Tiago . 21.quando pessoa jurídica. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado. de 28 de maio de 2003 e tendo em vista o Decreto-Lei nº 221. RESOLVE Art.683. V . a Instrução Normativa N°03 (ANEXO 1). cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. II . e o que consta do Processo nº 21000. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. Para obtenção do registro de Aqüicultor deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I .projeto detalhado da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. no uso da atribuição que lhe confere o art. estabeleceu procedimentos administrativos onerosos para o registro de aqüiculturas no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca/ SEAP. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 66 Em 2004.003095/2003-44.AQUICULTURA. de 12 de maio de 2004 (Dispõe sobre operacionalização do Registro Geral da Pesca – José Fritsch). em caráter administrativo regulamentador.. Instrução Normativa Nº 03. de 28 de fevereiro de 1967. O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQUICULTURA E PESCA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.

deverão encaminhar. quatro vias do requerimento para a autorização de uso dos espaços físicos à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca . e dá outras providências – Jose Fritsch. bem como do projeto especifico elaborado por profissionais cadastrados no Cadastro Técnico Federal do o Glaucio Gonçalves Tiago . de 2003.SEAP/PR. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 67 VI – cópia da licença ambiental expedida pelo órgão ambiental competente. de 31 de maio de 2004 (Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. Para projetos de aqüicultura em águas públicas de domínio da União. é intransferível. Parágrafo único.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Aqüicultor prevista em lei. por intermédio do Escritório Estadual na Unidade da Federação onde estiver localizado o projeto. Jerson Kelman. não sendo permitido ao titular o parcelamento ou o arrendamento da referida área. 1 A autorização de uso do espaço físico em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. Instrução Normativa Interministerial Nº 06. 2o Os interessados na prática da aqüicultura em corpos d'água de domínio da União. o interessado deverá apresentar. ________________________________________________ Em 2004. de 2003.AQUICULTURA. a Instrução Normativa Interministerial n° 06 (ANEXO 3). 3o do Decreto no 4.895.895. ainda. relacionados no art. ficando dispensado os casos previstos na legislação especifica. e VII . estabeleceu normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. de que trata o Decreto no 4. Guido Mantega. na forma prevista em legislação. detalhando ainda mais o enfoque de comando e controle detalhadamente voltados a gestão ambiental dos ecossistemas afetados e dos empreendimentos aqüícolas por força do Decreto n° 4895. a cópia do documento de Autorização de Uso de Espaços Físicos de Corpos d’água. e Marcos Luiz Barroso Barros). Roberto de Guimarães Carvalho. CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. Art. Marina Silva.

5o. inciso I. na forma dos Anexos a esta Instrução Normativa. de acordo com a atividade a ser desenvolvida. 3o A SEAP/PR promoverá a delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência.. e o art. CAPÍTULO II Dos Parques Aqüícolas e Faixas ou Áreas de Preferência Art. de 26 de novembro de 2003.nos procedimentos de licenciamento ambiental. em função do potencial de impacto ambiental do empreendimento. inciso II. de que tratam o art. de 2003. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 68 IBAMA. II e V a esta Instrução Normativa. poderá ser solicitado estudo ambiental o Glaucio Gonçalves Tiago . 2o. ou entidade por ele delegada. para análise e manifestação conclusiva. analisar o projeto no âmbito de sua competência e emitir as devidas licenças ambientais. §4o Caberá ao IBAMA.895. fora dos parques aqüícolas.. CAPÍTULO III Das Áreas Aqüícolas Art. quando couber. 2o. §1o Verificada a adequação técnica do projeto. incisos III e IV. de 2003. e demais instrumentos legais vigentes. previstas no art. estabelecendo em ato normativo próprio a delegação de competência e observando: I . utilizando as informações técnicas disponíveis nas instituições envolvidas. §1o A delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência citados no caput dependerá da outorga preventiva a ser emitida pela ANA. do licenciamento ambiental. no âmbito de sua competência.895.AQUICULTURA. a SEAP/PR o submeterá à ANA. do Decreto no 4. ao IBAMA e à Autoridade Marítima com jurisdição sobre a área onde se pretende instalar o empreendimento. constantes dos Anexos I. do Decreto 4. da manifestação da Autoridade Marítima. 4 Para a instalação dos projetos em áreas aqüícolas. observando a Instrução Normativa Interministerial no 08. deverão ser cumpridas as exigências para a apresentação do projeto. constantes dos Anexos I e II a esta Instrução Normativa. da anuência da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – SPU/MP e do cumprimento das exigências para a apresentação de projeto. .

.. quando couber. e . 5o Para efeito desta Instrução Normativa. §3o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais ou anuais de avaliação e o relatório final da pesquisa à SEAP/PR e ao IBAMA. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas. Glaucio Gonçalves Tiago . a anuência da Autoridade Marítima e a permissão da SPU/MP.AQUICULTURA. II e III a esta Instrução Normativa. em conjunto com o IBAMA. entende-se por Unidades de Pesquisa aquelas destinadas ao desenvolvimento. §1o A autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União para implantação de Unidades de Pesquisa será aprovada pela SEAP/PR. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 69 complementar. do término da pesquisa. bem assim outras que julgar pertinentes. no prazo de trinta dias. observada a respectiva outorga da ANA. CAPÍTULO IV Das Unidades de Pesquisa Art.. além de quaisquer resíduos resultantes da utilização do espaço físico. visando garantir que os conhecimentos apurados serão de domínio público. . à avaliação e à adequação tecnológica voltadas para as atividades aqüícolas.. com a anuência do IBAMA. com maior nível de detalhamento contendo as informações do Anexo VI a esta Instrução Normativa. §5o A implantação de Unidades de Pesquisa em aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecido em ato normativo da SEAP/PR. para instituições nacionais de comprovado reconhecimento científico. à pesquisa. §4o É obrigatória a retirada de todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. científicas e ambientais na forma dos Anexos I.

43. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas . de autorização administrativa.643 determina a exigência de concessão administrativa para aplicações de produção e de saneamento.AQUICULTURA. 51... que será dispensada. As águas públicas não podem ser derivadas para as aplicações da agricultura. Art. .. Art. sem a existência de concessão administrativa. todavia. o Decreto Nº 24. para os efeitos do parágrafo único do artigo 48. da indústria e da higiene. Glaucio Gonçalves Tiago . . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 70 LEGISLAÇÃO DE GESTÃO DO RECURSO ÁGUA (Correlata à atividade aqüícola) Em 1934. Em regulamento administrativo se disporá: a) sobre as condições de derivação. de modo a se conciliarem quanto possível os usos a que as águas se prestam. na hipótese de derivações insignificantes. não se verificando esta. a inspeção e autorização administrativa das águas. no caso de utilidade pública e. a proibição da poluição dos corpos aquáticos e a devida responsabilização dos agentes poluidores conforme o transcrito a seguir: Decreto Nº 24.643..Getulio Vargas) CÓDIGO DE ÁGUAS LIVRO II Aproveitamento das Águas TÍTULO II Aproveitamento de águas públicas Capítulo IV Derivação .. b)sobre as condições da navegação que sirva efetivamente ao comércio..

Art. A ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome. Os agricultores ou industriais deverão indenizar a União. TÍTULO IV Águas subterrâneas Capítulo Único Art. Se os interesses relevantes da agricultura ou da indústria o exigirem. Glaucio Gonçalves Tiago . TÍTULO VI Águas nocivas Capítulo Único Art. 110.. se houver. 112. as corporações ou os particulares que pelo favor concedido no caso do artigo antecedente. conforme a maior ou menor relevância do caso. os Municípios. São expressamente proibidas construções capazes de poluir ou inutilizar. . a água do poço ou nascente alheia. mas os agricultores ou industriais deverão providenciar para que elas se purifiquem.. Art. ou sigam o seu esgoto natural. declarada a sua insalubridade. 68. que. curso ou altura das águas públicas. Art. os Estados. forem lesados. Ficam debaixo da inspeção e autorização administrativa : a) as águas comuns e as particulares. . no interesse dos direitos de terceiros ou da qualidade. 113.. não forem dessecados pelos seus proprietários. Os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores. para uso ordinário. 98. as águas poderão ser inquinadas. por qualquer processo. b) as águas comuns. com prejuízo de terceiros. e mediante expressa autorização administrativa. no interesse da saúde e da segurança pública.AQUICULTURA. 109. Art. além da responsabilidade criminal. responderão pelas perdas e danos que causarem e pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos. 111. a elas preexistentes. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 71 TÍTULO III Aproveitamento das águas comuns e das particulares Capítulo I Disposições preliminares Art.. sê-lo-ão pela administração. Os terrenos pantanosos. quando.

indenizado o mesmo na correspondência do valor atual do terreno. usuários e sociedade civil organizada. e. determina: a) O reconhecimento e estabelecimento do valor (inclusive monetário) da água. Ao proprietário assiste a obrigação de indenizar os trabalhos feitos. e não do que este venha a adquirir por efeito de tais trabalhos. f) A cobrança do uso dos recursos hídricos sujeitos a outorga. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 72 Art. pelo pagamento de uma taxa de melhoria sobre o acréscimo do valor dos terrenos saneados. com enfoque ambiental. dar-se-á desapropriação. regulamentando-o com o enfoque de gestão ambiental participativa através de Comitês de Bacia Hidrográfica. Art. 116. e) A outorga de direitos de uso de recursos hídricos. b) As prioridades para o uso da água. Art. g) O estabelecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. h) Os tipos de infrações das normas de utilização dos recursos hídricos.AQUICULTURA. Esta poderá realizar os trabalhos por si ou por concessionários. 115. 114. ou por outra forma que for determinada pela administração pública. conforme transcrito a seguir: Glaucio Gonçalves Tiago .433. d) A gestão ambiental participativa do uso da água entre governo. c) A consolidação da Bacia Hidrográfica como unidade de gestão ambiental. instituindo a Política Nacional de Recursos Hídricos. a Lei nº 9. Se o proprietário não entrar em acordo para a realização dos trabalhos nos termos dos dois artigos anteriores. ________________________________________________ Em 1997.

1º da Lei nº 8.a água é um recurso natural limitado. cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 73 Lei nº 9. de 8 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos. incluindo o transporte aquaviário. III . com vistas ao desenvolvimento sustentável. dotado de valor econômico. e altera o art.a utilização racional e integrada dos recursos hídricos. IV .a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.001. IX .a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público. de 28 de dezembro de 1989 . II . 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I . 21 da Constituição Federal. o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais.Fernando Henrique Cardoso) TÍTULO I Da Política Nacional de Recursos Hídricos Capítulo I Dos Fundamentos Art.990. dos usuários e das comunidades.a bacia hidrográfica e a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. regulamenta o inciso XIX do art.AQUICULTURA. 3º Constituem diretrizes gerais de ação para implementação da Política Nacional de Recurso Hídricos: Glaucio Gonçalves Tiago . VI . II . que modificou a Lei nº 7.433. de 13 de março de 1990. Art.em situações de escassez. III . em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos. 2º São objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos: I .a água é um bem de domínio público. Capítulo II Dos Objetivos Art.a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas.assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água.

IV . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 74 I .os Planos de Recursos Hídricos.a compensação a municípios. demográficas. sociais e culturais das diversas regiões do País.assegurar às águas qualidade compatível com os usos mais exigentes a que forem destinadas. V . VI . Art. estadual e nacional.a adequação da gestão de recursos hídricos às diversidades físicas. 5º São instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos: I .a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos. V . visa a: I . bióticas.o enquadramento dos corpos de água em classes. 10. Capítulo IV Dos Instrumentos Art. 9º O enquadramento dos corpos de água em classes. . Segundo os Usos Preponderantes da água Art. 4º A União articular-se-á com os Estados tendo em vista o gerenciamento dos recursos hídricos de interesse comum..a integração da gestão das bacias hidrográficas com a dos sistemas estuarinos e zonas costeiras.a articulação da gestão de recursos hídricos com a do uso do solo. Art. III . Glaucio Gonçalves Tiago .a articulação do planejamento de recursos hídricos com o dos setores usuários e com os planejamentos regional.AQUICULTURA. VI .o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos.diminuir os custos de combate à poluição das águas..a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental.a cobrança pelo uso de recursos hídricos. mediante ações preventivas permanentes. II . III . IV . econômicas. II . As classes de corpos de água serão estabelecidas pela legislação ambiental. II . SEÇÃO II Do Enquadramento dos Corpos de Água em Classes. segundo os usos preponderantes da água.a gestão sistemática dos recursos hídricos. sem dissociação dos aspectos de quantidade e qualidade. segundo os usos preponderantes da água.

e regulamentar e fiscalizar os usos.nos lançamentos de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos. IV . 11. compete ao Poder Executivo Federal: II . Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos.promover a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental. Art. inclusive abastecimento público. 12.aproveitamento dos potenciais hidrelétricos. 20.nas derivações. o volume retirado e seu regime de variação. o volume lançado e seu regime de variação e as características físico-químicas. biológicas e de toxidade do afluente.outorgar os direitos de uso de recursos hídricos. II .. Serão cobrados os usos de recursos hídricos sujeitos a outorga. Na fixação dos valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos devem ser observados. V . 29.. 12 desta Lei.derivação ou captação de parcela da água existente em um corpo de água para consumo final. Capítulo VI Da Ação do Poder Público Art. ou insumo de processo produtivo. dentre outros: I .extração de água de aqüífero subterrâneo para consumo final ou insumo de processo produtivo.AQUICULTURA. 21. tratados ou não.. V . Glaucio Gonçalves Tiago . . II .outros usos que alterem o regime. na sua esfera de competência.. Art. O regime de outorga de direitos de uso de recursos hídricos tem como objetivos assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso à água.lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos. a quantidade ou a qualidade da água existente em um corpo de água. captações e extrações de água. Art. nos termos do art. com o fim de sua diluição. transporte ou disposição final. Estão sujeitos a outorga pelo Poder Público os direitos dos seguintes usos de recursos hídricos: I . . III . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 75 SEÇÃO III Da Outorga de Direitos de Uso de Recursos Hídricos Art.

V . O Conselho Nacional de Recursos Hídricos é composto por: I . TÍTULO II Do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Capítulo I Dos Objetivos e da Composição Art. regular e controlar o uso. II . a preservação e a recuperação dos recursos hídricos. Integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos: I . de uso.promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos.representantes dos Ministérios e Secretarias da Presidência da República com atuação no gerenciamento ou no uso de recursos hídricos. Art.os órgãos dos poderes públicos federal. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 76 Art. 31. na sua esfera de competência: I .arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos hídricos. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Glaucio Gonçalves Tiago . cabe aos Poderes Executivos Estaduais e do Distrito Federal.outorgar os direitos de uso de recursos hídricos e regulamentar e fiscalizar os seus usos. IV . III . III .planejar.os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal. ocupação e conservação do solo e de meio ambiente com as políticas federal e estaduais de recursos hídricos. Capítulo II Do Conselho Nacional de Recursos Hídricos Art. 34.implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos. Art. IV .os Comitês de Bacia Hidrográfica. 32. V . Fica criado o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. com os seguintes objetivos: I . 30.o Conselho Nacional de Recursos Hídricos.AQUICULTURA.coordenar a gestão integrada das águas. IV .as Agências de Água. II . os Poderes Executivos do Distrito Federal e dos municípios promoverão a integração das políticas locais de saneamento básico. Na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. 33. estaduais e municipais cujas competências se relacionem com a gestão de recursos hídricos.promover a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental.

AQUICULTURA. em primeira instância administrativa.sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia..promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes. captações e lançamentos de pouca expressão. para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de recursos hídricos.representantes indicados pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos.acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas. Parágrafo único. Parágrafo único. Compete aos Comitês de Bacia Hidrográfica. de interesse comum ou coletivo. Glaucio Gonçalves Tiago . Art.a totalidade de uma bacia hidrográfica. os conflitos relacionados aos recursos hídricos. IX . II . II .representantes das organizações civis de recursos hídricos. IV . O número de representantes do Poder Executivo Federal não poderá ceder à metade mais um do total dos membros do Conselho Nacional de Recursos Hídricos. ou de tributário desse tributário.aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia. III . de acordo com os domínios destes. 38. derivações. Os Comitês de Bacia Hidrográfica terão como área de atuação: I . V . IV .arbitrar. ou III .propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações. . VI .estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 77 II .estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo. no âmbito de sua área de atuação: I . Capítulo III Dos Comitês de Bacia Hidrográfica Art. A instituição de Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio da União será efetivada por ato do Presidente da República.representantes dos usuários dos recursos hídricos. 37. III ..grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas.

47. Estados. em suas respectivas áreas de atuação.. como parte da representação da União. § 4º A participação da União nos Comitês de Bacia Hidrográfica com área de atuação restrita a bacias de rios sob domínio estadual. V .. Art. para os efeitos desta Lei. limitada a representação dos poderes executivos da União. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 78 Parágrafo único. IV .da União. em sua área de atuação. § 1º O número de representantes de cada setor mencionado neste artigo. II . organizações civis de recursos hídricos: I . Das decisões dos Comitês de Bacia Hidrográfica caberá recurso ao Conselho Nacional ou aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. a representação da União deverá incluir um representante do Ministério das Relações Exteriores. § 2º Nos Comitês de Bacia Hidrográfica de bacias de rios fronteiriços e transfronteiriços de gestão compartilhada. Glaucio Gonçalves Tiago . locais ou setoriais de usuários de recursos hídricos.AQUICULTURA. 40. 39. serão estabelecidos nos regimentos dos comitês. III . bem como os critérios para sua indicação.consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas. de acordo com sua esfera de competência. Distrito Federal e Municípios à metade do total de membros. II . Art.das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia. no todo ou em parte. Os Comitês de Bacia Hidrográfica serão dirigidos por um Presidente e um Secretário.dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem.associações regionais.da Fundação Nacional do Índio .FUNAI.dos usuários das águas de sua área de atuação. Capítulo VI Das Organizações Civis de Recursos Hídricos Art. ainda que parcialmente. II . Os Comitês de Bacia Hidrográfica são compostos por representantes: I . eleitos dentre seus membros.dos Municípios situados. . dar-se-á na forma estabelecida nos respectivos regimentos. São consideradas.das comunidades indígenas ali residentes ou com interesses na bacia. § 3º Nos Comitês de Bacia Hidrográfica de bacias cujos territórios abranjam terras indígenas devem ser incluídos representantes: I .

V . que implique alterações no regime. VI . 48. quantidade ou qualidade dos mesmos. 49. II . V .AQUICULTURA. Art. superficiais ou subterrâneos. ________________________________________________ Glaucio Gonçalves Tiago . Para integrar o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. sem a respectiva outorga de direito de uso. TÍTULO III Das Infrações e Penalidades Art.perfurar poços para extração de água subterrânea ou operá-los sem a devida autorização.obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades competentes no exercício de suas funções.fraudar as medições dos volumes de água utilizados ou declarar valores diferentes dos medidos. Constitui infração das normas de utilização de recursos hídricos superficiais ou subterrâneos: I . IV .infringir normas estabelecidas no regulamento desta Lei e nos regulamentos administrativos. VII . IV . sem autorização dos órgãos ou entidades competentes.organizações técnicas e de ensino e pesquisa com interesse na área de recursos hídricos.utilizar-se dos recursos hídricos ou executar obras ou serviços relacionados com os mesmos em desacordo com as condições estabelecidas na outorga. VIII .organizações não-governamentais com objetivos de defesa de interesses difusos e coletivos da sociedade. compreendendo instruções e procedimentos fixados pelos órgãos ou entidades competentes.iniciar a implantação ou implantar empreendimento relacionado com a derivação ou a utilização de recursos hídricos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 79 III .derivar ou utilizar recursos hídricos para qualquer finalidade.outras organizações reconhecidas pelo Conselho Nacional ou pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. as organizações civis de recursos hídricos devem ser legalmente constituídas.

e estabelecendo as definições necessárias à compreensão desta regulamentação. sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. c) Os indicadores de impactos ambientais específicos para os diversos usos de águas doces. *Revogou a Resolução CONAMA Nº 20. classificando as águas doces.AQUICULTURA. de 18 de junho de 1986 Art. e. salinas e salobras.). determina: a) A classificação dos corpos de água. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. Resolução CONAMA No 357. g) As diretrizes ambientais para o enquadramento. f) Os métodos de coleta e análise de água. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. de 17 de março de 2005 XXXX. para o cumprimento desta Resolução e para a aplicação das penalidades administrativas previstas em legislações específicas. i) A competência dos órgãos setoriais regionais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos. e) O controle da poluição dos corpos aquáticos de forma detalhada. 1o Esta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais. d) As condições e padrões de lançamento de efluentes. conforme o transcrito a seguir. a Resolução CONAMA Nº 357. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 80 Em 2004. e dá outras providências – Marina Silva. salinas e salobras na aqüicultura. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. h) Os prazos para a adequação de empreendimentos e demais atividades poluidoras que efetuem lançamento de efluentes aos corpos aquáticos às condições e padrões previstos nesta Resolução. Glaucio Gonçalves Tiago . b) As condições e padrões de qualidade das águas.

. c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. Parágrafo único.5 e inferior a 30 . b) à proteção das comunidades aquáticas. segundo a qualidade requerida para os seus usos preponderantes.classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano. após tratamento convencional. VI . As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente.AQUICULTURA.águas salobras: águas com salinidade superior a 0. CAPÍTULO II DA CLASSIFICAÇÃO DOS CORPOS DE ÁGUA Art.. V . Seção I Das Águas Doces Art. com desinfecção. em condições naturais. III .3o As águas doces. conforme Resolução CONAMA no 274. 2o Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I .classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano. 4 As águas doces são classificadas em: I . o Glaucio Gonçalves Tiago . . com movimento lento ou estagnado. e. atendidos outros requisitos pertinentes.águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0. III . em treze classes de qualidade. salobras e salinas do Território Nacional são classificadas. IV . de 2000. desde que este não prejudique a qualidade da água. c) à recreação de contato primário. ocorre total ou parcialmente em meio aquático.ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes.aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida.5 . esqui aquático e mergulho. b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. tais como natação.águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 81 CAPÍTULO I DAS DEFINIÇÕES Art. II .ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada.

e c) à aqüicultura e à atividade de pesca. plantas frutíferas e de parques. . 5o As águas salinas são assim classificadas: I . conforme Resolução CONAMA n o 274. II . e à irrigação de parques. b) à proteção das comunidades aquáticas. e e) à aqüicultura e à atividade de pesca. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 82 d) à irrigação de hortaliças.. campos de esporte e lazer. com os quais o público possa vir a ter contato direto. jardins. conforme Resolução CONAMA n o 274.AQUICULTURA.. de 2000. 6 As águas salobras são assim classificadas: I . Seção II Das Águas Salinas Art. e. e e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. b) à proteção das comunidades aquáticas. Seção III Das Águas Salobras Art.classe 1: águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário.classe especial: águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. campos de esporte e lazer. II .classe especial: águas destinadas: a) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. com os quais o público possa vir a ter contato direto. c) à aqüicultura e à atividade de pesca. o Glaucio Gonçalves Tiago . e b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas. de 2000. d) ao abastecimento para consumo humano após tratamento convencional ou avançado. jardins.classe 1: águas que podem ser destinadas: a) à recreação de contato primário. b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas.

deverão ser investigadas utilizando-se ensaios ecotoxicológicos. desta Resolução. 9 o A análise e avaliação dos valores dos parâmetros de qualidade de água de que trata esta Resolução serão realizadas pelo Poder Público. Art. § 1 o Também deverão ser monitorados os parâmetros para os quais haja suspeita da sua presença ou não conformidade. especificadas ou não nesta Resolução. reprodução ou fisiologia da vida. as despesas da investigação correrão as suas expensas. § 4 o As possíveis interações entre as substâncias e a presença de contaminantes não listados nesta Resolução. bem como de restringir os usos preponderantes previstos. passíveis de causar danos aos seres vivos. § 3o A qualidade dos ambientes aquáticos poderá ser avaliada por indicadores biológicos. toxicológicos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 83 . § 6o Para corpos de água salobras continentais.AQUICULTURA. 7o Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe. utilizando-se organismos e/ou comunidades aquáticas. 8 o O conjunto de parâmetros de qualidade de água selecionado para subsidiar a proposta de enquadramento deverá ser monitorado periodicamente pelo Poder Público. ressalvado o disposto no § 3o do art. § 2 o Os resultados do monitoramento deverão ser analisados estatisticamente e as incertezas de medição consideradas. os valores dos grupos químicos de nitrogênio e fósforo serão os estabelecidos nas classes correspondentes de água doce. Eventuais interações entre substâncias. Parágrafo único. 34. Art. CAPÍTULO III DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE QUALIDADE DAS ÁGUAS Seção I Das Disposições Gerais Art. quando apropriado. ou outros métodos cientificamente reconhecidos. não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos letais ou alteração de comportamento.. § 5 o Na hipótese dos estudos referidos no parágrafo anterior tornarem-se necessários em decorrência da atuação de empreendedores identificados.. podendo ser Glaucio Gonçalves Tiago . onde a salinidade não se dê por influência direta marinha.

AQUICULTURA. tendo em vista as condições locais. nas condições de vazão de referência. acrescentar outras condições e padrões de qualidade. § 1 o Os limites de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). quando o nitrogênio for fator limitante para eutrofização. para um determinado corpo de água. que considerem também a poluição difusa. conveniado ou contratado. Glaucio Gonçalves Tiago . 11. O Poder Público poderá. Art. comprovem que esses novos limites não acarretarão prejuízos para os usos previstos no enquadramento do corpo de água. nas condições de vazão de referência. § 1 o Os laboratórios dos órgãos competentes deverão estruturar-se para atenderem ao disposto nesta Resolução. poderão ser alterados em decorrência de condições naturais. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 84 utilizado laboratório próprio. Os valores máximos estabelecidos para os parâmetros relacionados em cada uma das classes de enquadramento deverão ser obedecidos nas condições de vazão de referência. 10. estabelecidos para as águas doces de classes 2 e 3. os sedimentos e/ou biota aquática poderão ser investigados quanto à presença eventual dessas substâncias. a qualquer momento. poderão ser elevados. nas condições estabelecidas pelo órgão ambiental competente. § 2 o Nos casos onde a metodologia analítica disponível for insuficiente para quantificar as concentrações dessas substâncias nas águas. que deverá adotar os procedimentos de controle de qualidade analítica necessários ao atendimento das condições exigíveis.18 mg/L para ambientes lóticos.27 mg/L para ambientes lênticos e 2. Art. § 4 o O disposto nos §§ 2o e 3o não se aplica às baías de águas salinas ou salobras. mediante fundamentação técnica. para os quais deverão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 3 o Para águas doces de classes 1 e 2. caso o estudo da capacidade de autodepuração do corpo receptor demonstre que as concentrações mínimas de oxigênio dissolvido (OD) previstas não serão desobedecidas. ou quando estudos ambientais específicos. ou outros corpos de água em que não seja aplicável a vazão de referência. com exceção da zona de mistura. ou torná-los mais restritivos. § 2o Os valores máximos admissíveis dos parâmetros relativos às formas químicas de nitrogênio e fósforo. na vazão de referência. o valor de nitrogênio total (após oxidação) não deverá ultrapassar 1.

12. II . de 2000. Para os demais usos. na sua ausência. b) materiais flutuantes.0. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. A E.AQUICULTURA. ou.0 a 9. previstos na Resolução CONAMA no 274. f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. de pelo menos 6 amostras. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais. e m) pH: 6. j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT). de caráter excepcional e temporário. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I . Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do corpo de água. Seção II Das Águas Doces Art. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 85 Art. em qualquer amostra. quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.Padrões de qualidade de água: Glaucio Gonçalves Tiago . de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. com freqüência bimestral. 14. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais. não inferior a 6 mg/L O2. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes. i) OD. coletadas durante o período de um ano. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade. h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. 13. l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L.

ÁGUAS DOCES PADRÕES PARÂMETROS Clorofila a Densidade de cianobactérias Sólidos dissolvidos totais PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Antimônio Arsênio total Bário total Berílio total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto livre Cloreto total Cloro residual total (combinado + livre) Cobalto total Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total Fósforo total (ambiente lêntico) Fósforo total (ambiente intermediário.005 mg/L CN 250 mg/L Cl 0.4 mg/L F 0.01 mg/L As 0.025 mg/L P Glaucio Gonçalves Tiago .1 mg/L Al 0.5 mg/L B 0.05 mg/L Cr 0.3 mg/L Fe 1.005mg/L Sb 0.000 cel/mL ou 2 mm3/L 500 mg/L VALOR MÁXIMO 0.7 mg/L Ba 0.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 86 TABELA I .020 mg/L P 0. com tempo de residência entre 2 e 40 dias.001 mg/L Cd 0.CLASSE 1 .01mg/L Pb 0.04 mg/L Be 0.009 mg/L Cu 0. e tributários diretos de ambiente lêntico) VALOR MÁXIMO 10 µg/L 20.05 mg/L Co 0.01 mg/L Cl 0.

0 mg/L N.1 mg/L Mn 0.005 µg/L 2 µg/L 0.5 mg/L Li 0.0 mg/L N.0 1.7mg/L N.002 mg/L S 0.0002 mg/L Hg 0. para 7.AQUICULTURA.1 mg/L P 2.025 mg/L Ni 10.0 < pH ≤ 8. para pH ≤ 7.5 0.005 mg/L 0.5 mg/L N.02 mg/L U 0. para 8.01 mg/L Se 250 mg/L SO4 0.1 mg/L V 0.5 2.5 0. para pH > 8.05 µg/L Prata total Selênio total Sulfato total Sulfeto (H2S não dissociado) Urânio total Vanádio total Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Acrilamida Alacloro Aldrin + Dieldrin Atrazina Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 87 TABELA I .CLASSE 1 .001 µg/L 0.ÁGUAS DOCES Fósforo total (ambiente lótico e tributários de ambientes intermediários) Lítio total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total 0.0 mg/L N 1.5 µg/L 20 µg/L 0.18 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.01 mg/L Ag 0.5 < pH ≤ 8.0 mg/L N 3.

02 mg/L 90.2-Dicloroetano 1.4-D Demeton (Demeton-O + Demeton-S) Dibenzo(a.4-Diclorofenol Diclorometano DDT (p.1-Dicloroeteno 2.04 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 88 TABELA I .003 mg/L 0.AQUICULTURA.1 µg/L 0.0065 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .1 µg/L 0.002 µg/L 0.0 µg/L 0.CLASSE 1 .003 mg/L C6H5OH 65 µg/L 0.01 µg/L 0.02 µg/L 0.p'-DDE + p.05 µg/L 0.01 mg/L 0.05 µg/L 0.02 mg/L 0.001 µg/L 0.h)antraceno 1.056 µg/L 0.005 µg/L 0.ÁGUAS DOCES Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Carbaril Clordano (cis + trans) 2-Clorofenol Criseno 2.05 µg/L 0.p'-DDD) Dodecacloro pentaciclodecano Endossulfan (a + + sulfato) Endrin Estireno Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-aminoantipirina) Glifosato Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno 0.3 µg/L 0.p'-DDT + p.004 µg/L 0.05 µg/L 0.0 µg/L 0.05 µg/L 4.

2.1 µg/L 10 µg/L 0.4.5 mg/L LAS 2. aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: Glaucio Gonçalves Tiago .01 mg/L 2. além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.CLASSE 1 .4-TCB) Tricloroeteno 2.0 µg/L 0.009 mg/L 2.2 µg/L 300 µg/L III .063 µg/L TBT 0.4.0 µg/L 0.3-cd)pireno Lindano (g-HCH) Malation Metolacloro Metoxicloro Paration PCBs .3TCB + 1.5-T Tetracloreto de carbono Tetracloroeteno Tolueno Toxafeno 2.001 µg/L 0.2.AQUICULTURA.0 µg/L 0.02 µg/L 0.0 µg/L 0. para fins de consumo intensivo.01 µg/L 10.05 µg/L 0.Nas águas doces onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.03 µg/L 0.6-Triclorofenol Trifluralina Xileno 0.ÁGUAS DOCES Indeno(1.Bifenilas policloradas Pentaclorofenol Simazina Substâncias tensoativas que reagem com o azul de metileno 2.5-TP Tributilestanho Triclorobenzeno (1.4. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 89 TABELA I .002 mg/L 0.03 mg/L 0.01 mg/L 0.04 µg/L 0.2.02 mg/L 0.

Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 previstos no artigo anterior. à exceção do seguinte: Glaucio Gonçalves Tiago .018 µg/L 0.00028 µg/L 2.3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1.ÁGUAS DOCES PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Criseno Dibenzo(a.018 µg/L 0.6-triclorofenol VALOR MÁXIMO 0.028 µg/L 0.018 µg/L 0.3-cd)pireno PCBs .0002 µg/L 0.Bifenilas policloradas Pentaclorofenol Tetracloreto de carbono Tetracloroeteno Toxafeno 2.018 µg/L 0.018 µg/L 0.018 µg/L 0.018 µg/L 0.2.0 µg/L 1.3 µg/L 0.CLASSE 1 .h)antraceno 3.000064 µg/L 3.4 µg/L Art 15.14 µg/L As VALOR MÁXIMO 0.00029 µg/L 0.AQUICULTURA.4. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 90 TABELA II .6 µg/L 3.000039 µg/L 0.

com tempo de residência entre 2 e 40 dias. IX . VI .clorofila a: até 30 g/L. ou.cor verdadeira: até 75 mg Pt/L.turbidez: até 100 UNT. Glaucio Gonçalves Tiago . e) não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação.DBO 5 dias a 20°C até 5 mg/L O2. com freqüência bimestral.densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3/L. b) até 0. sedimentação e filtração convencionais. b) materiais flutuantes. não inferior a 5 mg/L O2.não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação. 16. em ambientes lênticos. As águas doces de classe 3 observarão as seguintes condições e padrões: I . comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.030 mg/L. sedimentação e filtração convencionais. d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes. em ambientes intermediários.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano. e. VII . III . de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. e tributários diretos de ambiente lêntico. Art. e. II . na sua ausência. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. Para os demais usos. de 2000.OD. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. V .condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico agudo a organismos. inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes. não deverá ser excedido um limite de 1. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.AQUICULTURA. IV .fósforo total: a) até 0.050 mg/L. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 91 I . A E. em qualquer amostra.coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274. VIII .

e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes. de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente. com freqüência bimestral. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. II . h) cianobactérias para dessedentação de animais: os valores de densidade de cianobactérias não deverão exceder 50.Padrões de qualidade de água: .. b) materiais flutuantes virtualmente ausentes. g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato secundário não deverá ser excedido um limite de 2500 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. Para dessedentação de animais criados confinados não deverá ser excedido o limite de 1000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras. ou 5mm3/L. Glaucio Gonçalves Tiago . não inferior a 4 mg/L O2. n) pH: 6.. Seção III Das Águas Salinas Art. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. na sua ausência. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 92 f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. c) óleos e graxas: virtualmente ausentes. em qualquer amostra. com periodicidade bimestral. 18. coletadas durante o período de um ano. por instituições nacionais ou internacionais renomadas. Para os demais usos.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos. l) turbidez até 100 UNT. A E. não deverá ser excedido um limite de 4000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. As águas salinas de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I . ou.000 cel/ml.0 a 9. i) DBO 5 dias a 20°C até 10 mg/L O2.0. e. coletadas durante o período de um ano. com freqüência bimestral. j) OD. d) substâncias que produzem odor e turbidez: virtualmente ausentes. m) cor verdadeira: até 75 mg Pt/L.AQUICULTURA.

AQUICULTURA. i) OD.5 a 8.CLASSE 1 . a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes.Padrões de qualidade de água: TABELA IV . g) coliformes termolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274. Coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente.5. h) carbono orgânico total até 3 mg/L. e o percentil 90% não deverá ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros.3 µg/L Be 5. não deverá exceder 43 por 100 mililitros. e j) pH: 6. de um mínimo de 15 amostras coletadas no mesmo local.0 mg/L Ba 5.01 mg/L Pb 0.2 unidade.000 coliformes termolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. Para o cultivo de moluscos bivalves destinados à alimentação humana. de 2000. A E.ÁGUAS SALINAS PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Arsênio total Bário total Berílio total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto livre VALOR MÁXIMO 1. II . não inferior a 6 mg/L O2. Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 93 f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes. não devendo haver uma mudança do pH natural maior do que 0. em qualquer amostra.0 mg/L B 0. Esses índices deverão ser mantidos em monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras.005 mg/L Cd 0.001 mg/L CN Glaucio Gonçalves Tiago .01 mg/L As 1. com periodicidade bimestral.5 mg/L Al 0. como C.

32 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 94 TABELA IV .005 mg/L Ag 0.005 mg/L Cu 0.025 mg/L Ni 0.002 mg/L S 0.1 mg/L Tl 0.4 mg/L F 0.01 mg/L Se 0.3 mg/L Fe 1.1 mg/L Mn 0.CLASSE 1 .0002 mg/L Hg 0.01 mg/L Cl 0.062 mg/L P 0.AQUICULTURA.40 mg/L N 0.09 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.07 mg/L N 0.5 mg/L U 0.004 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .ÁGUAS SALINAS Cloro residual total (combinado + livre) Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total Fósforo Total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo ácido hidrolisável total e fósforo reativo total) Prata total Selênio total Sulfetos (H2S não dissociado) Tálio total Urânio Total Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Aldrin + Dieldrin Benzeno Carbaril Clordano (cis + trans) 0.40 mg/L N 0.0019 µg/L 700 µg/L 0.05 mg/L Cr 0.031 mg/L P 0.

4.0002 µg/L 10.p'-DDT+ p.004 µg/L 25 µg/L 60 µg/L C6H5OH 0.0 µg/L 0.9 µg/L 0.5-T Tolueno Toxafeno 2.004 µg/L 0.0 µg/L 215 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 95 TABELA IV .03 µg/L 25 µg/L 7.0 µg/L 0.ÁGUAS SALINAS 2.03 µg/L 0.p'-DDE + p.001 µg/L 0.CLASSE 1 .p'-DDD) Demeton (DemetonO + Demeton-S) Dodecacloro pentaciclodecano Endossulfan (a + + sulfato) Endrin Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Lindano (g-HCH) Malation Metoxicloro Monoclorobenzeno Pentaclorofenol PCBs .2 mg/L LAS 10.1 µg/L 0.5-TP Tributilestanho 30.Bifenilas Policloradas Substâncias tensoativas que reagem com o azul de metileno 2.4.01 µg/L 0.01 µg/L 0.1 µg/L 0.AQUICULTURA.001 µg/L 0.4-D DDT (p.01 µg/L TBT Glaucio Gonçalves Tiago .001 µg/L 0.

além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.2.14 µg/L As VALOR MÁXIMO 51 µg/L 0.4-Diclorofenol Criseno VALOR MÁXIMO 0.018 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .Nas águas salinas onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.3-TCB + 1.ÁGUAS SALINAS PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno 2-Clorofenol 2.0002 µg/L 0.CLASSE 1 . aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: TABELA V .018 µg/L 0.018 µg/L 0.AQUICULTURA.2.ÁGUAS SALINAS Triclorobenzeno (1. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 96 TABELA IV .CLASSE 1 .018 µg/L 0. para fins de consumo intensivo.018 µg/L 150 µg/L 290 µg/L 0.4TCB) Tricloroeteno 80 µg/L 30.0 µg/L III .

b) carbono orgânico total: até 3 mg/L. 21.5.0 µg/L 3.condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos.6-Triclorofenol .018 µg/L 37 µg/L 3 µg/L 0. ou. e i) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274..4.000064 µg/L 3. g) substâncias que produzem cor.3-cd)pireno PCBs . Para o cultivo de 0. na sua ausência.ÁGUAS SALINAS Dibenzo(a.3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1. h) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes.Bifenilas Policloradas Pentaclorofenol Tetracloroeteno 2.028 µg/L 0. por instituições nacionais ou internacionais renomadas.3 µg/L 2. e) óleos e graxas: virtualmente ausentes. As águas salobras de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I . de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente.h)antraceno 1.5 a 8.018 µg/L 0. c) OD.. de 2000. odor e turbidez: virtualmente ausentes. d) pH: 6.2.000039 µg/L 0.1-Dicloroeteno 3. não inferior a 5 mg/ L O2.4 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .CLASSE 1 . como C. comprovado pela realização de ensaio ecotoxicológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.AQUICULTURA. f) materiais flutuantes: virtualmente ausentes.00029 µg/L 0. Seção IV Das Águas Salobras Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 97 TABELA V .2-Dicloroetano 1. em qualquer amostra.

ÁGUAS SALOBRAS PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Alumínio dissolvido Arsênio total Berílio total Boro Cádmio total Chumbo total Cianeto livre Cloro residual total (combinado + livre) Cobre dissolvido Cromo total Ferro dissolvido Fluoreto total VALOR MÁXIMO 0.1 mg/L Al 0.3 µg/L Be 0.AQUICULTURA.01 mg/L Cl 0. não deverá ser excedido o valor de 200 coliformes termotolerantes por 100mL.05 mg/L Cr 0. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente. bem como para a irrigação de parques. a média geométrica da densidade de coliformes termotolerantes. com os quais o público possa vir a ter contato direto. Para os demais usos não deverá ser excedido um limite de 1.01 mg/L Pb 0.5 mg/L B 0.CLASSE 1 .01 mg/L As 5. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 98 moluscos bivalves destinados à alimentação humana.3 mg/L Fe 1. não deverá exceder 43 por 100 mililitros. jardins.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano. Esses índices deverão ser mantidos em monitoramento anual com um mínimo de 5 amostras.005 mg/L Cd 0.4 mg/L F Glaucio Gonçalves Tiago .Padrões de qualidade de água: TABELA VII .005 mg/L Cu 0. e o percentil 90% não deverá ultrapassar 88 coliformes termolerantes por 100 mililitros.001 mg/L CN 0. Para a irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película. campos de esporte e lazer. II . com freqüência bimestral. de um mínimo de 15 amostras coletadas no mesmo local. A E.

002 mg/L S 0.CLASSE 1 .1 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 99 TABELA VII .32 µg/L 0.4-D DDT (p.40 mg/L N 0.004 µg/L 0.001 µg/L 0.001 µg/L 0.004 µg/L 10.p'DDT+ p.025 mg/L Ni 0.0002 mg/L Hg 0.01 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .1 mg/L Mn 0.07 mg/L N 0.09 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 0.062 mg/L P 0.0 µg/L 0.p'DDE + p.ÁGUAS SALOBRAS Fósforo total Manganês total Mercúrio total Níquel total Nitrato Nitrito Nitrogênio amoniacal total Polifosfatos (determinado pela diferença entre fósforo ácido hidrolisável total e fósforo reativo total) Prata total Selênio total Sulfetos (como H2S não dissociado) Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Aldrin + dieldrin Benzeno Carbaril Clordano (cis + trans) 2.005 mg/L Ag 0.40 mg/L N 0.0019 µg/L 700 µg/L 0.01 mg/L Se 0.124 mg/L P 0.p'DDD) Demeton (DemetonO + Demeton-S) Dodecacloro pentaciclodecano Endrin Endossulfan (a + + 0.AQUICULTURA.

003 mg/L C6H5OH 0.01 µg/L 0.2.5-T Tolueno Toxafeno 2.2.Bifenilas Policloradas Substâncias tensoativas que reagem com azul de metileno 2.4.0002 µg/L 10.4.AQUICULTURA.0 µg/L III . além dos padrões estabelecidos no inciso II deste artigo.1 µg/L 0.0 µg/L 0.010 µg/L TBT 80.004 µg/L 0.2 mg/L LAS 10.3-TCB + 1.03 µg/L 0.4TCB) 25.03 µg/L 25 µg/L 0.0 µg/L 215 µg/L 0.5-TP Tributilestanho Triclorobenzeno (1.0 µg/L 0.9 µg/L 0. para fins de consumo intensivo. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 100 TABELA VII .Nas águas salobras onde ocorrer pesca ou cultivo de organismos.04 µg/L 7. aplicam-se os seguintes padrões em substituição ou adicionalmente: Glaucio Gonçalves Tiago .CLASSE 1 .ÁGUAS SALOBRAS sulfato) Etilbenzeno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Gution Heptacloro epóxido + Heptacloro Lindano (g-HCH) Malation Metoxicloro Monoclorobenzeno Paration Pentaclorofenol PCBs .001 µg/L 0.

000039 µg/L 0.h)antraceno 2.1-Dicloroeteno 1.4.00029 µg/L 0.018 µg/L 290 µg/L 3.CLASSE 1 ..ÁGUAS SALOBRAS PADRÕES PARA CORPOS DE ÁGUA ONDE HAJA PESCA OU CULTIVO DE ORGANISMOS PARA FINS DE CONSUMO INTENSIVO PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total PARÂMETROS ORGÂNICOS Benzeno Benzidina Benzo(a)antraceno Benzo(a)pireno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno 2-Clorofenol Criseno Dibenzo(a.3-cd)pireno Pentaclorofenol PCBs .0 µg/L 37.4 µg/L Glaucio Gonçalves Tiago .2-Dicloroetano 3.028 µg/L 0.2.AQUICULTURA.0002 µg/L 0.000064 µg/L 3.6-Triclorofenol .14 µg/L As VALOR MÁXIMO 51 µg/L 0.0 µg/L 0. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 101 TABELA VIII .018 µg/L 0.018 µg/L 0.0 µg/L 0.018 µg/L 0.Bifenilas Policloradas Tetracloroeteno Tricloroeteno 2..018 µg/L 3.018 µg/L 0.4-Diclorofenol 1.3-Diclorobenzidina Heptacloro epóxido + Heptacloro Hexaclorobenzeno Indeno(1. VALOR MÁXIMO 0.018 µg/L 150 µg/L 0.3 µg/L 30 µg/L 2.

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CAPÍTULO IV DAS CONDIÇÕES E PADRÕES DE LANÇAMENTO DE EFLUENTES Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento: I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e II - exigir a melhor tecnologia disponível para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica. Art. 25. É vedado o lançamento e a autorização de lançamento de efluentes em desacordo com as condições e padrões estabelecidos nesta Resolução. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, excepcionalmente, autorizar o lançamento de efluente acima das condições e padrões estabelecidos no art. 34, desta Resolução, desde que observados os seguintes requisitos: I - comprovação de relevante interesse público, devidamente motivado; II - atendimento ao enquadramento e às metas intermediárias e finais, progressivas e obrigatórias; III - realização de Estudo de Impacto Ambiental-EIA, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento; IV - estabelecimento de tratamento e exigências para este lançamento; e V - fixação de prazo máximo para o lançamento excepcional. Art. 26. Os órgãos ambientais federal, estaduais e municipais, no âmbito de sua competência, deverão, por meio de norma específica ou no licenciamento da atividade ou empreendimento, estabelecer a carga poluidora máxima para o lançamento de substâncias passíveis de estarem presentes ou serem formadas nos processos produtivos, listadas ou não no art. 34, desta Resolução, de modo a não comprometer as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, estabelecidas pelo enquadramento para o corpo de água.

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§ 1 o No caso de empreendimento de significativo impacto, o órgão ambiental competente exigirá, nos processos de licenciamento ou de sua renovação, a apresentação de estudo de capacidade de suporte de carga do corpo de água receptor. § 2 o O estudo de capacidade de suporte deve considerar, no mínimo, a diferença entre os padrões estabelecidos pela classe e as concentrações existentes no trecho desde a montante, estimando a concentração após a zona de mistura. § 3 o Sob pena de nulidade da licença expedida, o empreendedor, no processo de licenciamento, informará ao órgão ambiental as substâncias, entre aquelas previstas nesta Resolução para padrões de qualidade de água, que poderão estar contidas no seu efluente. § 4o O disposto no § 1o aplica-se também às substâncias não contempladas nesta Resolução, exceto se o empreendedor não tinha condições de saber de sua existência nos seus efluentes. Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes-POPs mencionados na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no 204, de 7 de maio de 2004. Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanos deverá ser utilizada a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completa eliminação. Art. 28. Os efluentes não poderão conferir ao corpo de água características em desacordo com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento. § 1o As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros. § 2 o Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de qualidade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver enquadrado. § 3 o Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obedecidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado. Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição ou contaminação das águas. Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor

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qualidade, tais como as águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação. Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lançamentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente. Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras fontes poluentes, mesmo que tratados. § 1 o Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultaneamente: I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes; II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água, estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e III - atender a outras exigências aplicáveis. § 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes observará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final. Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá autorizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabelecidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água. Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento. Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: § 1 o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente. § 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente.

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§ 3 o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores. § 4o Condições de lançamento de efluentes: I - pH entre 5 a 9; II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura; III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente; V - óleos e graxas: 1 - óleos minerais: até 20mg/L; 2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e VI - ausência de materiais flutuantes. § 5o Padrões de lançamento de efluentes:

TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES PARÂMETROS INORGÂNICOS Arsênio total Bário total Boro total Cádmio total Chumbo total Cianeto total Cobre dissolvido Cromo total Estanho total Ferro dissolvido VALOR MÁXIMO 0,5 mg/L As 5,0 mg/L Ba 5,0 mg/L B 0,2 mg/L Cd 0,5 mg/L Pb 0,2 mg/L CN 1,0 mg/L Cu 0,5 mg/L Cr 4,0 mg/L Sn 15,0 mg/L Fe

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quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência.0 mg/L Ni 20. Art. Sem prejuízo do disposto no inciso I.LANÇAMENTO DE EFLUENTES Fluoreto total Manganês dissolvido Mercúrio total Níquel total Nitrogênio amoniacal total Prata total Selênio total Sulfeto Zinco total PARÂMETROS ORGÂNICOS Clorofórmio Dicloroeteno Fenóis totais (substâncias que reagem com 4aminoantipirina) Tetracloreto de Carbono Tricloroeteno 10.AQUICULTURA. os efluentes provenientes de serviços de saúde e estabelecimentos nos Glaucio Gonçalves Tiago .30 mg/L Se 1. desta Resolução.0 mg/L 1. aos lançamentos de efluentes que possam.0 mg/L N 0.1 mg/L Ag 0. 35.0 mg/L F 1. Além dos requisitos previstos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis.inviabilizar o abastecimento das populações. dentre outras conseqüências: I . 24. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 106 TABELA X . estabelecer restrições e medidas adicionais. ou II . o órgão ambiental competente poderá.0 mg/L 0.0 mg/L Mn 0.0 mg/L Art.0 mg/L S 5. do § 1o do art.01 mg/L Hg 2. 36. de caráter excepcional e temporário.5 mg/L C6H5OH 1.acarretar efeitos tóxicos agudos em organismos aquáticos.0 mg/L Zn VALOR MÁXIMO 1.0 mg/L 1.

termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição. tais como a outorga e cobrança pelo uso da água. obrigatoriamente. § 5 o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa. Art. condições especiais . § 3o As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 107 quais haja despejos infectados com microorganismos patogênicos. CAPÍTULO V DIRETRIZES AMBIENTAIS PARA O ENQUADRAMENTO Art. excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras. as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. o órgão ambiental competente definirá. 38. atuais ou pretendidos. Glaucio Gonçalves Tiago . de melhoria da qualidade da água para efetivação dos respectivos enquadramentos. para os quais deverão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência. intermediárias e final. § 2o Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja em desacordo com os usos preponderantes pretendidos.. deverão basear-se nas metas progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico. § 4 o As metas progressivas obrigatórias.AQUICULTURA. excetuados nos parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais. Para o lançamento de efluentes tratados no leito seco de corpos de água intermitentes. deverão ser atingidas em regime de vazão de referência. as condições de consumo. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Recursos HídricosCNRH e Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. como o licenciamento. deverão ser estabelecidas metas obrigatórias. só poderão ser lançados após tratamento especial. ou referentes à gestão ambiental. o enquadramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão. § 1o O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água. ouvido o órgão gestor de recursos hídricos. § 6 o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento.. 37. intermediárias e final.

Art. deverão ser observadas. as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. § 4o O descarte contínuo de água de processo ou de produção em plataformas marítimas de petróleo será objeto de resolução específica. 41. expedida e não impugnada. quando necessário. ser prorrogado por até dois anos. condições de funcionamento e demais características para as quais foram aprovadas. 34. até a edição de resolução específica. 43. Os empreendimentos e demais atividades poluidoras que. § 1 o O empreendedor apresentará ao órgão ambiental competente o cronograma das medidas necessárias ao cumprimento do disposto no caput deste artigo. 39. exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores. desta Resolução. as águas doces serão consideradas classe 2. definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Art. Cabe aos órgãos ambientais competentes. contados a partir de sua vigência. 40. sem prejuízo do disposto nesta Resolução. § 3o As instalações de tratamento existentes deverão ser mantidas em operação com a capacidade. para se adequarem às condições e padrões novos ou mais rigorosos previstos nesta Resolução. até que se cumpram as disposições desta Resolução. as salinas e salobras classe 1. o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 108 CAPÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. ao qual se dará publicidade. na data da publicação desta Resolução. tiverem Licença de Instalação ou de Operação. 42. § 2 o O prazo previsto no caput deste artigo poderá. por meio de Termo de Ajustamento de Conduta. enviando-se cópia ao Ministério Público. a contar da data de publicação desta Resolução. Glaucio Gonçalves Tiago . poderão a critério do órgão ambiental competente. ter prazo de até três anos. No caso de abastecimento para consumo humano. a ser publicada no prazo máximo de um ano.AQUICULTURA. Art. excepcional e tecnicamente motivado. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos. Art. ressalvado o padrão de lançamento de óleos e graxas a ser o definido nos termos do art. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas.

47.605. 46. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. complementará. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá. o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. às sanções previstas na Lei no 9. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 109 Art. 45. condições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. declaração de carga poluidora. § 1 o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos. dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apresentação da declaração mencionada no caput deste artigo. no prazo máximo de um ano. Art. inclusive. baseada em amostragem representativa dos mesmos. sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. 50. Art. Art. no âmbito de suas respectivas competências. fiscalizarão o cumprimento desta Resolução. subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado. Revoga-se a Resolução CONAMA no 020. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 44. Equiparam-se a perito. 48. de 18 de junho de 1986. entre outros dados. referente ao ano civil anterior. acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. MARINA SILVA Presidente do CONAMA Glaucio Gonçalves Tiago . a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas.AQUICULTURA. onde couber. bem como quando pertinente. 49. Art. O CONAMA. entre outras. a caracterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. Art. Art. até o dia 31 de março de cada ano.

tem sido limitado pelo suprimento de alimentos que estas espécies exigem. conceitualmente. poder transformar-se em um sistema de verificação e controle de impactos ambientais oriundos de outras atividades que. por enquanto e comparativamente. Entretanto esse tipo de cultivo não tem se desenvolvido devido às preferências de consumo e às circunstâncias sócioeconômicas não favoráveis em muitas regiões tropicais que apresentam o melhor potencial para a aqüicultura (1996). ainda. baseado na criação de espécies finas de peixes carnívoros e de crustáceos. por outro lado. Conforme o demonstrado nos dados apresentados.AQUICULTURA. a aqüicultura torna-se merecedora de especial atenção por. um Glaucio Gonçalves Tiago . por um lado. como a carpa e a tilápia são as que apresentam maior potencial para a aqüicultura. Entretanto. limitando a continuidade desse crescimento nas taxas atuais. Segundo Welcomme: O até agora. não será mantida. possibilitando uma melhor percepção e discussão de padrões técnico-científicos que auxiliem a produção de medidas legais eficazes na gestão da aqüicultura e dos recursos hídricos. Espécies de cadeia alimentar curta. vincula as atividades aqüícolas a um melhor gerenciamento ambiental de produção de seus resíduos e consumo de recursos hídricos. e. 80 e 90 provavelmente. por sua obrigatória inter-relação como receptora potencial de resíduos de outras atividades humanas por vias hídricas (principalmente). as várias definições de impacto ambiental encontradas na literatura mundial possuem. rápido crescimento econômico do setor. dentre outras possibilidades de gestão ambiental integrada. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 110 INTER-RELAÇÃO ENTRE VALORES TÉCNICO-CIENTÍFICOS DAS CIÊNCIAS NATURAIS E AS NORMAS JURÍDICAS NA AQÜICULTURA A rápida expansão da aqüicultura durante as décadas de 70. Pillay (1992) pondera que a aqüicultura não é considerada. e um crescente número de problemas começa a surgir. é imprescindível à produção e à sanidade aqüícola e. uma atividade de grande potencial ambientalmente impactante.

Desta Glaucio Gonçalves Tiago . mas suas conclusões são freqüentemente opiniões. Há. Trepl (1994). a fim de verificar quais aspectos são considerados relevantes. grande diversidade na maneira como as pessoas percebem o meio ambiente e o uso correto de recursos naturais e de ecossistemas. Da mesma maneira. face a um dado projeto. como daqueles que o julgarão (1994). de tal forma. no trabalho “O que pode significar Impacto Ambiental ?” diz que: Os ecossistemas ou comunidades de seres vivos não passam de abstrações dos cientistas. Por isso. de modo sempre diferente. tanto dos técnicos que realizarão os estudos. que pessoas com sentimentos arraigados freqüentemente anulam a objetividade (requerida pelos processos científicos) para chegarem rapidamente às conclusões. em trabalho sobre a sustentabilidade da aqüicultura e as questões ambientais. Neste sentido. ainda. as discussões e as tentativas de conceituação relativas a um desenvolvimento de atividades humanas sob bases sustentáveis enfrentam uma multiplicidade de definições relativa às mesmas diferenças de percepção do meio ambiente verificadas no caso das definições de impacto ambiental. isso. conforme o ponto de vista.AQUICULTURA. Ainda. pois é o observador que traça seus limites e. As pessoas usam dados oriundos de estudos ou observações científicas na avaliação de questões ambientais. pois nem sempre o grau de importância atribuído a um impacto pela comunidade será o mesmo. parece-nos importante que. Boyd. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 111 grande grau de imprecisão possivelmente vinculado às diferenças de percepção do meio ambiente pelos vários atores envolvidos nas questões ambientais bem como à multi e interdisciplinariedade dos conhecimentos relativos a estas questões. reflete que: A maior parte das informações que escutamos e lemos sobre meio ambiente representam opiniões. a entidade de controle ambiental envolvida realize um inquérito entre a população da região onde se pretende que o mesmo seja implantado. Tommasi considera que: A percepção do ambiente por uma comunidade é freqüentemente diferente daquela das autoridades locais ou nacionais.

o pensamento ecológico é fragmentado e tratado de maneira contraditória. neste senso. aquilo onde nós não estamos e aquilo onde nós estamos implícitos. O conceito que prevalece desde a idade média. como a totalidade da existência. pois são afetadas por opiniões e fortes sentimentos. no qual o homem não aprendeu a perceber o mundo como um complexo de sistemas dinâmicos inter-relacionados (1972). as questões ambientais são voláteis. As diferenças de percepção do meio ambiente pelos seres humanos bem como temas correlatos à ilusão cognitiva do pensamento humano têm sido reportados na literatura atual sobre meio ambiente. tão explosivas quanto discordâncias sobre questões Glaucio Gonçalves Tiago . nós pensamos. espirituais (1999). e externo a nós. nem é vista como separada disto. potencialmente. Assim. As limitações do pensamento de “natureza”.AQUICULTURA. então. baseado na psico-teologia e nos princípios neoplatônicos de plenitude. em termos cosmológicos. estilo de vida e aspectos econômicos são fatores que freqüentemente também interferem em questões ambientais. mas sim faz parte de uma composição da imensidão de infinitas interligações dentro de uma hierárquica ordem de escassos tipos de existência. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 112 maneira. como aquilo que é independente de nós. “Natureza”. Além do mais. mas do qual a humanidade é também um componente. Natureza é. quando nós consideramos a maneira pela qual discordâncias sobre questões ambientais são. é concebida. primariamente. concebe a natureza como a Grande Cadeia da Existência. Soper diz que: Quando atentamos para a conceitualização de natureza. onde a humanidade não é oposta a isto. Conseqüentemente. Cadwell já alertava na década de 70 que: Através dos conflitos do futuro-orientado de nossa sociedade tecnocientífica. somente no meio ambiente natural como totalmente estranho e independente dos processos humanos. estão presentes na visão.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 113 nós usamos este termo como referência para nós mesmos. as quais não são verificadas nas espécies naturais. a existência humana é vista pela razão da natureza racional e moral. Quanto mais a sociedade se desenvolve economicamente. ético. político. Certamente. nós precisamente designamos estes modelos para marcar o que é concebido na natureza como modelo de animalidade. A história das maneiras pelas quais a idéia ou modelo de natureza se demonstra através de nossas próprias concepções humanas é extraordinariamente complexa e permite uma variedade de abordagens que passam pelas mais diferentes análises sob os pontos de vista sociológico. também. por exemplo. histórico e filosófico. Em sentido contrário. a natureza como um modelo que precisamente renega o que é verdadeiramente inerente a nós mesmos. mais aprecia a natureza e menos a civilização. Redclif & Woodgate dizem que: As Estratégias para obtenção do desenvolvimento sustentado estão situadas em contextos estruturais de economias e sociedades. isto não implica necessariamente que a existência humana participa da natureza que nós atribuímos à animalidade ou da finalidade de continuidade da existência em relação ao mundo natural. muita atenção tem sido dada à reavaliação da natureza no curso do desenvolvimento econômico. assim. é verdadeira a idéia de que o conceito de natureza humana é muito utilizado para enfatizar nossa diferença em relação às demais espécies naturais. Entretanto. Para nós. Movimentos de motivação romântica embasados na percepção das áreas selvagens. e através do início do Glaucio Gonçalves Tiago . isto é dito pelo fato que somos possuídos pela natureza e devemos nos comportar de maneira relativamente natural. Seus sucessos dependem da eficácia de atos intencionais de agentes humanos. dentre outros (1995). biológico. quando. percebendo.AQUICULTURA. neste sentido. e. isto é dito. pelos quais interesses de grupo e individuais freqüentemente divergem. cultural. e é contrário à idéia do comportamento natural animal destas outras espécies. e. quando falamos sobre natureza humana.

É uma explicação do que os cientistas conhecem até o momento. são aceitas como se fossem verdade absoluta. Gómez-Pompa & Kaus acrescentam que: A validade das convicções ambientais amplamente aceitas deve ser questionada . é uma conclusão tirada de um conjunto limitado de dados. Assim. Estas contradições acerca do nosso gerenciamento e uso da natureza são evidentes na nossa visão de perda do campo. sobre o aquecimento global. ressalta a idéia de que as mitologias têm vida longa e podem renascer à sombra da racionalidade (1996). porém. neste sentido. baseados em suas próprias Glaucio Gonçalves Tiago . têm propulsionado uma nova visão do valor da natureza (1994). Diegues. Uma verdade científica. muitas vezes. transformando-se num objeto de reverência do homem urbano. Descobertas científicas. afirma que: Por mais que a sociedade urbano-industrial e o avanço das ciências tenham dessacralizado o mundo e enfraquecido os mitos. Redclif & Woodgate (1994) consideram ainda que o discurso acerca de meio ambiente e desenvolvimento não é um neutro discurso convergente. a imagem de parque nacional e outras áreas protegidas como um paraíso em que a natureza virgem se expressa em toda a sua beleza. expondo a distinção das perspectivas históricas da dominação e domesticação das áreas naturais e do Movimento Romântico na Europa e EUA durante os dois últimos séculos. das áreas selvagens e das paisagens naturais e estão intimamente relacionadas com o sentimento de perda que acompanha a civilização industrial moderna. ainda se desenvolvendo. mas um reflexo de divergentes experiências históricas e de diferentes interpretações destas experiências. mas sim a expulsão dos humanos do Jardim do Éden. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 114 desaparecimentos destas áreas. consideram que a visão de perda das áreas selvagens não representa a criação do Jardim do Éden.desde a nossa crença na natureza virgem das florestas tropicais até nossos novos pensamentos.AQUICULTURA. estes autores. sobre o assunto.

essas políticas são permeadas pela aceitação de práticas destrutivas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 115 qualificações e na interpretação das informações disponíveis. combinadas com o conceito de equilíbrio da natureza. Rouanet (1990). automaticamente se preservará sua integridade biológica. em relação. que podem surgir de uma integração de percepções alternativas do meio ambiente e de informações científicas atuais (1992). conduziram a doutrinas não realistas e contraditórias em nossas políticas de manejo dos recursos naturais. ao uso de recursos naturais e à destinação sócio-econômica de suas atividades. principalmente. Do lado preservacionista. A questão da sustentabilidade ambiental da aqüicultura. e pela relativa variabilidade de conceitos de impactos Glaucio Gonçalves Tiago . Ambas as crenças. ao se reservarem extensões de terra tidas como virgens. da forma que consideramos correta e a percepção de pureza que possuímos acerca do estado original de regiões não habitadas. pela multiplicidade de temas que aborda. Do lado utilitário. E. ainda: Necessitamos desafiar algumas de nossas crenças mais fundamentais e contraditórias. pondera ainda que: “A história da epistemologia é ao mesmo tempo a história das várias tentativas de refletir o tema da ilusão cognitiva e o tema correlato das estratégias para evitar essa ilusão”. geradas por uma crença de que medidas mitigantes podem interromper ou reverter a espoliação ambiental e sua degradação. relacionadas com o meio ambiente natural: a suposta capacidade científica e o conhecimento de que dispomos para controlar e fazer o manejo da natureza.AQUICULTURA. Nenhuma dessas crenças leva em consideração as possibilidades de manejo dos recursos naturais. Pode ser substituída por uma outra verdade à luz de novas informações que não cabem no velho paradigma (1992). em trabalho versado sobre o tema do cativeiro da razão humana. políticas convencionais de manejo dos recursos também incluem práticas baseadas na crença de que.

que o conceito de desenvolvimento é recente. deve-se antes perguntar quais são as razões que levaram a este qualitativo. antes de afirmar que é sustentável. uma ampla e pública consciência dos conflitos entre as percepções da necessidade de conservação e proteção ambiental e do desenvolvimento agrícola e industrial e crescimento econômico. seja qual for o setor. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 116 ambientais relativos ao seu desenvolvimento. de uma maneira ou de outra. Veiga pondera. Ou que o desenvolvimento tecnológico poderia superálos. as Glaucio Gonçalves Tiago . também. e supuseram que aquela velha questão dos limites naturais tinha sido superada. tendo nascido após a Segunda Guerra Mundial. em questões de conservação ambiental e em gerenciamento social e econômico de sistemas de produção. tal como se deu no padrão industrial. ainda. Neste final de século. Muir afirma que A noção de sustentabilidade e de termos associados. e assim: É preciso qualificar o desenvolvimento. amplamente utilizados na discussão de desenvolvimento econômico. O desenvolvimento. como “desenvolvimento sustentável”. Aos poucos as sociedades que avançaram mais no modelo industrial e graças à produção em massa. especialmente aqueles que possuem correlação direta com recursos naturais. são. há uma motivação muito séria para que a humanidade troque o nome daquilo que é o seu modelo anterior. mas não houve alteração substancial nas sociedades que estão lidando com esse conceito. portanto. particularmente nestas noções. Entretanto existem. onde a riqueza de capital pode ser gerada através do uso da riqueza natural (1996). encontra.AQUICULTURA. atualmente. e muitos. Hoje estamos falando muito em desenvolvimento sustentável. sendo aplicados de maneira crescente na aqüicultura. Conceitos de desenvolvimento sustentado existem. e as elites lidam com esta noção há pouco tempo. No entanto. na discussão do Primeiro Mundo a respeito do Terceiro Mundo. conseguiram um aumento brutal de produtividade. Quando se fala de desenvolvimento sustentável. dificuldade de precisão conceitual. está mostrando os seus limites. Assim.

principalmente na década de 70. e que levasse mais em conta a necessidade de um convívio de certos limites impostos pela natureza. Corbin & Young (1997) afirmam que a aqüicultura está amadurecendo como ciência e negócio. também haverá descuido governamental em relação à questão do uso destes recursos para a atividade aqüícola. entre países Glaucio Gonçalves Tiago . Para Corbin & Young (1997). Mas o fato de estarem muito presentes fez emergir . e. lagos e hábitats marinhos costeiros. Assim. por causa dos limites naturais. Assim. para um crescimento produtivo. águas subterrâneas. tão rápida da noção de desenvolvimento sustentável (1995). Experiências recentes indicam que o crescimento desordenado da aqüicultura pode causar sérios danos ao meio ambiente e. não desejáveis e desconhecidos. é importante notar que países “desenvolvidos” e “em desenvolvimento” possuem visões diferentes sobre as atividades aqüícolas e as expectativas de contribuição social relativas a estas atividades. para o século 21 é previsto grande crescimento e diversificação. Historicamente. de certa forma. Dentre estes recursos incluem-se áreas costeiras. Isto influencia. A captura de peixes continua a declinar conjuntamente com um aumento de demanda por produtos aquáticos. essa ênfase na necessidade de outro conceito. Não se quer dizer com isso que o modelo da produção em massa entrou em crise nos anos 70. rios. mudanças ambientais em países em desenvolvimento e modifica os enfoques de gerenciamento de recursos aquáticos em países desenvolvidos. a estrutura política e regulamentadora e os programas públicos de suporte que implementam esforços para o desenvolvimento aqüícola constituem a visão nacional geral para expansão da aqüicultura. impactos sociais. também. muito provavelmente. Os padrões de desenvolvimento mundial percebidos nestes anos recentes tornam claro que. menos produtivista. será necessária uma grande destinação de recursos naturais para uso da aqüicultura. de maneira consistente. sobre comunidades. Acho que é isso que leva a essa aceitação tão generalizada e. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 117 pessoas estão se dando conta disto. e vários governos nacionais têm dirigido sua atenção para a aqüicultura como produtora de alimentos e de negócios.AQUICULTURA. já que novas tecnologias e espécies encontram-se disponíveis. econômicos e culturais. nota-se uma diferença de temas ou problemas.

conforme o quadro a seguir. ingredientes alimentares) Modelos de desenvolvimento empresarial inapropriados Exportação de produção Sócio-cultural Competição por recursos financeiros Poluição visual Aceite de novas tecnologias Alteração nos padrões familiares de trabalho Aumento de desemprego e de subemprego Degradação nutricional humana Tabus culturais e religiosos X X X X X - X X X X X X X X X X X X X Do ponto de vista dos indicadores de impacto ambiental previstos para a aqüicultura. os dados apresentados neste nosso trabalho demonstram a existência de grande quantidade de informação disponível na literatura mundial que. Quadro 16 . mesmo não plenamente Glaucio Gonçalves Tiago . endereçado à atuação governamental. 1997) Categoria Biofísica Eliminação de manguezais Eliminação de áreas úmidas Degradação da qualidade da água e do substrato Extinção de águas subterrâneas e salinização do solo “Blooms” de algas tóxicas Contaminação por doenças oriundas das aqüiculturas Redução da capturas de espécies nativas Diluição genética dos estoques nativos continuação Tema ou Problema Países desenvolvidos X X X X X X Países em desenvolvimento X X X X X X X X continua Introdução de espécies exóticas Uso de antibióticos Impactos na vida natural Econômica Conflitos pelo uso múltiplo de recursos Deslocamento de atividades tradicionais de subsistência e de ganho Insumos para a aqüicultura (e.g. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 118 desenvolvidos e países em desenvolvimento.AQUICULTURA.Temas ou problemas referentes a atuação governamental relativa à aqüicultura em países desenvolvidos e em desenvolvimento (Corbin & Young.

leis tributárias. A centralização desses processos. algas. de maneira geral. a aqüicultura é afetada por leis de saúde pública. na América do Sul.39 %). por exemplo. Edeson (1996) pondera que. assim como reduzir custos para aqüicultores e governo. que não há. incentivadores ou desincentivadores. a aqüicultura baseada em peixes exóticos representa 96. Este fato é surpreendente. as criações de moluscos 5. Neste sentido. orientado para a consideração multi e interdisciplinar de fatores e elementos que a constituem. enquanto as criações de crustáceos representaram 4. integrados a um processo de assessoramento. leis de exportação e importação. e outras criações (peixes de água salgada e estuarina. de meio ambiente. Um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos. no ano de 1996.2 % da produção anual total de peixes. de sanidade animal. sendo que. segundo New (1999). para o estabelecimento de um regime legal regulamentador da atividade aqüicola. as criações de salmonídeos e outros peixes de água doce atingiram 40.35 %). Neste sentido. a FAO (1996) demonstra que.800 toneladas métricas/TM (79. pode indubitavelmente ajudar a reduzir as complexidades burocráticas. é o fato de que faltam instrumentos específicos. como subsídio para a discussão e o gerenciamento das atividades aqüícolas. Assim como. através dos resultados obtidos. dentre outras. podem ser utilizados.461 TM (8. Assim. o que pode ser explicado pela grande importância produtiva das espécies exóticas criadas no Brasil. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 119 concordantes ou devidamente avalizados pelos componentes de uma cadeia produtiva de aqüicultura. a aqüicultura é diretamente afetada por leis de solo. uma abordagem de indicadores de impactos ambientais específicos para cultivos de espécies nativas do Brasil. Van Houtte (1996) comenta que em muitos países os processos para o licenciamento de atividades aqüícolas são usualmente complexos e envolvem muitas e diferentes instituições. dentre outros) 200 TM (0. no Brasil. de conservação de recursos naturais. na literatura mundial sobre aqüicultura.820 TM (11.AQUICULTURA. do ponto de vista ambiental. de água. de caça e pesca. com vistas a um desenvolvimento consciente e cuidadoso desta cadeia produtiva em relação ao meio ambiente.70 %). surpreendentemente o regime legal que a governa só tem merecido atenção detalhada recentemente. Nota-se também. leis sanitárias. que auxiliem Glaucio Gonçalves Tiago . No que diz respeito à legislação regulamentadora da aqüicultura. embora a aqüicultura venha sendo praticada já há muitos séculos. De maneira genérica.56%). uma vez que muito da atividade aqüícola interfere em matérias que se situam no centro da maioria dos sistemas legais.

MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 120 e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental. Insull & Shehadeh (1996) afirmam ainda que. sinônimo da procura pela melhor contribuição de longo prazo.AQUICULTURA. encontra-se uma abordagem de aspectos ambientais bastante presente na legislação: Decreto Nº 24.g. Resoluções e Deliberações) para a regulamentação da atividade aqüícola brasileira. No que diz respeito ao conjunto de legislação voltado à água e ao gerenciamento de recursos hídricos analisados. verifica-se. em nível nacional. No que diz respeito à legislação voltada ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. que podem ser. como suplemento aos regimes legais existentes para a aqüicultura e para auxiliar e alcançar um gerenciamento sustentável dos recursos naturais em conformidade com planos de proteção ambiental.. certamente. primeiramente. entretanto. presente na legislação revogada das décadas de 1920 e 1930.643.433. também. De maneira geral. verifica-se a larga utilização de atos administrativos normativos regulamentadores (Decretos. Lei nº 9. Este objetivo é. que a abordagem de aspectos ambientais relativos à aqüicultura. Portarias. os países devem ter a expectativa de possuírem políticas com as quais se otimize a contribuição do setor aqüícola para o bem estar econômico e social (incluídos os valores nutricionais e ambientais). de suprimento alimentar. o direcionamento das intervenções políticas governamentais (onde existem políticas) para dar suporte à aqüicultura varia de acordo com as necessidades individuais e as condições específicas de cada país. de 8 de Glaucio Gonçalves Tiago . por este setor. de 10 de julho de 1934. A razão de aplicação destes acordos e compromissos é que um controle efetivo e integrado da poluição não tem como ser alcançado sem uma participação próxima e ativa do setor produtivo. Paises Baixos) entre instituições governamentais e organizações industriais. Novas ferramentas ambientais têm sido e estão sendo criadas e testadas em muitos países do hemisfério oeste. voltando a ser melhor abordada na legislação positivada sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura da década de 2000. foi relegada na legislação da década de 1960 (Decreto-Lei nº 221. No conjunto da legislação brasileira analisada neste trabalho. aplicados à atividade aqüícola..g. Dinamarca) ou “compromissos” (e. de 28 de fevereiro de 1967) e na legislação revogada da década de 1990. Alguns deles são os “acordos voluntários” ou “ecocontratos” (e.

AQUICULTURA. como. de 10 de julho de 1934. de 17 de março de 2005. Glaucio Gonçalves Tiago . sejam agregados às normas jurídicas através do uso de atos administrativos normativos regulamentadores (Decretos.° 357. apresenta muitos dispositivos legais que abordam aspectos ambientais correlatos à atividade aqüícola e que se encontram explicitados nos dados obtidos no presente estudo. não poucas vezes causam conflitos entre si. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 121 janeiro de 1997. que cuida básica e principalmente da propriedade e do aproveitamento da água. g. Nota-se também que.433. como fundamentos de validade da norma jurídica. Deliberações). mesmo o Decreto Nº 24. Entretanto. utilizado ou vinculado ao conjunto de legislação voltado ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. Assim. baseado em princípios ambientais. necessariamente. com certeza não auxilia abordagens multi e interdisciplinares necessárias ao estabelecimento de um regime legal da atividade aqüícola. possibilita que valores técnico-científicos essenciais ao crescimento econômico-produtivo da aqüicultura brasileira. Resoluções de competência estadual que versam sobre temas já disciplinados por Portarias de competência federal. uma plena discussão social por serem atos de vontade de autoridades do poder Executivo. embora apresentando. 1998). em detalhado ordenamento lógico. Resoluções. no qual se baseia a maior parte das legislações brasileiras circunscritas no universo amostral deste trabalho. de postura extremamente positivista e formalista. entretanto. mas com diferentes determinações legais. além de não contemplarem. O ponto de vista jurídico-normativo proposto por Hans Kelsen (1979.. que tais atos. e. e Resolução CONAMA n. Estes diplomas legais apresentam determinação de padrões ambientais precisos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas (Resolução CONAMA n. que contemple um desenvolvimento desta atividade sob bases ambiental e socialmente toleráveis. de 8 de janeiro de 1997). simplesmente a existência de uma norma jurídica anterior que a valide. a teoria de Kelsen. Deve-se ressaltar. de 17 de março de 2005) e inserção de participação social para definição e gestão dos usos de recursos hídricos (Lei nº 9. este conjunto de legislação não é diretamente recebido.° 357.643. 1986. Portarias. mesmo existindo padrões ambientais definidos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas no conjunto de legislação e voltados à água e ao gerenciamento de recursos hídricos.

por sua vez. como a sociologia. por nexos puramente lógicos. e assim sucessivamente. na verdade. estabelece a unicidade de todo o sistema jurídico. A presença avassaladora do positivismo jurídico de várias tendências. Para alguns. ligando-se uma norma à superior. por si só. Para outros. a qual. em tempo. e até com princípios das ciências naturais. experiência que só é propriamente jurídica enquanto referida a normas de Direito. Nesta discussão. afeta negativamente a inserção de uma ampla discussão da gestão ambiental da atividade aqüícola e ressalta um caráter monádico de postura kelseniana. até se alcançar a "norma fundamental" recebida como pressuposto da ordem Glaucio Gonçalves Tiago . na necessidade de todo o sistema jurídico ser vinculado a uma norma superior e suprema. 1997b). cuja validez não resulta de sua correspondência aos fatos. o caminho dessa metodologia indicava um acoplamento com outras ciências humanas. mas tão somente de sua situação no interior do sistema. que o grande objetivo da obra de Hans Kelsen foi discutir e propor os princípios e métodos da teoria jurídica. Hans Kelsen concebera. que a utilização de atos administrativos normativos regulamentadores fortalece.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 122 Destaque-se. principalmente. que: Como neokantiano. Reale (1996) diz ainda. ilegitimando qualquer outro tipo de possibilidade normativa desvinculado (não linear) de uma norma superior. capazes de superar as confusões metodológicas e de dar ao jurista uma autonomia científica (FERRAZ JR. ainda. um caráter homológico e linear do discurso jurídico que. a liberação da Ciência Jurídica deveria desembocar em critérios de livre valoração. inicialmente. não faltando os que recomendavam uma volta aos parâmetros do direito natural. a psicologia. as normas como esquema de interpretação da experiência social possível. somada à reação dos teóricos da livre interpretação do direito. Ressalte-se. a norma fundamental.. punha em questão a própria autonomia da ciência jurídica. e suas preocupações neste sentido inseriam-se no contexto específico dos debates metodológicos oriundos do final do século XIX e que repercutiam intensamente no começo do século XX. nem do conteúdo que possam ter. postura esta que se baseia. que previamente outorgue à norma jurídica validade e vigência. o pensamento de Kelsen seria marcado pela tentativa de conferir à ciência jurídica um método e um objeto próprios.

Ferraz Jr. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 123 jurídica positiva. porém. Neste sentido. parece possibilitar o estabelecimento de um regime legal da atividade aqüícola que melhor contemple um desenvolvimento desta atividade sob bases ambiental e socialmente toleráveis. dentro de uma ótica pragmática. (1997a). estruturações variadas de cadeias normativas válidas. que possam basear-se em diferentes sistemas de discussão e de organização da cadeia produtiva da aqüicultura e captar as mudanças de padrões técnico-científicos no dinamismo da atividade. Alguns autores costumam dizer. acrescentando. que considera "validade" o modo de existência específico das normas. bem como uma melhor possibilidade de participação social efetiva na tomada de decisões sobre o estabelecimento e funcionamento de aqüiculturas. Kelsen parece insistir. e baseada na percepção da interatividade das várias partes que se situam nos contextos sociais e jurídicos. considera que: O exemplo mais comum (sobretudo entre os publicistas) de análise da validade encontra-se em Kelsen. não tendo sido revogada. O próprio Kelsen parece dar-se conta do problema. possibilitando. assim. Na verdade. assim. Mas a qualidade válida da norma não depende deste ato de autoridade. Destaco na teoria proposta por Ferraz Jr.AQUICULTURA. O fundamento da validade da norma está sempre em outra norma. A perspectiva comunicativa acerca da norma jurídica apresentada por Ferraz Jr. A norma só é válida. a possibilidade da existência de várias normas-origem dentro de um mesmo ordenamento jurídico. ou fonte comum da validade de todas as normas pertencentes a um mesmo ordenamento. que validade para ele é Glaucio Gonçalves Tiago . que é apenas sua condição. quando estuda a relação entre validade e efetividade. mas não fundamento de existência. o que possibilita uma melhor inserção de valores oriundos da discussão técnica e social relativa à gestão ambiental da atividade aqüícola. que Kelsen reduz a noção de validade à de vigência formal. o que o leva até a hipótese complicada da norma fundamental. sem o perceber claramente. que a posição reducionista é insustentável. se promulgada por um ato legítimo de autoridade.

donde há insuficiência da identificação da validade com efetividade no todo do sistema (1997a). que o "sistema" normativo admite a presença de várias cadeias com diversas "normas-origem". 1997a). mas que o sistema. que culmina numa única norma fundamental. Elas permitem determinar.. mas uma qualidade semântica. só é válida se eficaz. Neste sentido. a relação de autoridade. que uma norma só é válida no sistema. até mesmo entre si incompatíveis (FERRAZ JR. distinguindo entre a mera correspondência entre a norma e o comportamento exigido (sentido não-jurídico) e a aplicação efetiva da norma quando da ocorrência do comportamento delituoso (sentido jurídico). como todo (referência à unidade proporcionada pela norma fundamental). a meta-complementaridade.AQUICULTURA. quando fala em "efetividade no sentido jurídico". se uma norma é válida (obrigatória). expressa o que os indivíduos devem fazer. mas mesmo assim o conceito de efetividade continua a ter por matéria um fato real e não uma relação entre fatos lingüísticos. dizendo. É verdade que Kelsen procura dar à efetividade um sentido até certo ponto formal. significa que os indivíduos devem comportar-se como a norma estipula. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 124 uma qualidade puramente sintática quando se trata de normas derivadas. E afirma: Para Kelsen. pondo-lhes um fim. é preciso romper com o pressuposto de que o ordenamento jurídico constitui um sistema enquanto ordem linear. ao contrário. por exemplo. e se a norma mesma. como um todo. caímos numa Glaucio Gonçalves Tiago . em cada caso. Conclui ainda que: Não constituindo um corpo. pelo seu conteúdo imediato. reconhecendo. algumas regras que estabelecem hierarquia estão "espalhadas" pelo sistema. quando fala da norma fundamental. mantenha sua capacidade de terminar conflitos. unitária e hierárquica. fazendo com que o sistema normativo.

que nos fala em dever jurídico. uma dimensão pragmática (imposição de relação complementar). Kelsen. nem num reconhecimento. como o que evita. Por exemplo. enquanto o comportamento que evita a sanção) à posição do sujeito perante a ameaça de sanção.). define o delito como o comportamento que provoca a sanção e o cumprimento do dever. cit. As explicações de Kelsen pecam por obscuras. sendo que uma lei não deve ser demasiado rígida para não se tornar inaplicável (1970). 1997a). que a noção de obrigação tem. Esta redundância esconde uma forma de jusnaturalismo. além de uma dimensão sintática (conexão entre normas) e de uma dimensão semântica (relação entre comportamentos exigidos e sancionados com a realidade). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 125 curiosa redundância. e muito provavelmente insustentáveis quando pragmaticamente aplicadas à realidade sócio-cultural de populações e setores produtivos. o sujeito normativo não é puramente o sujeito passivo de um monólogo. Mas mostram. mas se refere concomitantemente ao estabelecimento da relação metacomplementar que não é produzida pela sanção.. (op. De acordo com Ferraz Jr. Glaucio Gonçalves Tiago . que podem ser mais ou menos persuasivos. de qualquer modo. que o caminho positivista nos conduz a um momento de "irracionalidade" (“sensu” positivista da palavra) no sentido de fazer a imperatividade das normas repousar não num "conhecimento". uma das grandes dificuldades que os poderes públicos encontraram para impedir a poluição dos rios pelas indústrias está na deficiência dos dispositivos legais criados especificamente com essa finalidade. neste sentido. segundo a qual "os indivíduos devem fazer o que devem fazer !".AQUICULTURA. a noção de obrigação jurídica não se reduz (como para Kelsen. é possível reconhecer. ao contrário do que ocorre para Kelsen (para quem as situações subjetivas são apenas relações entre normas) do ângulo pragmático elas são também comportamentos discursivos fundamentantes dos sujeitos. neste sentido. Branco pondera que: No Brasil. Nestes termos. Assim. mas também um sujeito reativo do diálogo. mas num ato de crença (FERRAZ JR. Como reflexão à utilização de teses aplicadas à formulação e estabelecimento de normas jurídicas essencialmente formalistas.

em esforços que assegurem sustentabilidade ao uso de recursos. Tendo em vista a necessidade de regulamentação da aqüicultura. os juízes dos procedimentos escolhidos. as quais serão. se não levarem em conta as populações envolvidas pela atividade. O artigo 9º (e 6º) do “Código de Conduta Para a Pesca Responsável” da FAO (1995) endossa fortemente este princípio. os legisladores devem desenhar e adotar leis talhadas pelas circunstâncias específicas de cada país (1996). para que seja possível a construção e consolidação de uma gestão ambiental aqüícola efetiva e duradoura. precisam ser envolvidos diretamente.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 126 Van Houtte deixa claro que: A FAO reconhece que fazendeiros. Glaucio Gonçalves Tiago . também. como os últimos usuários de vários recursos marinhos e terrestres. As reflexões contidas neste trabalho evidenciam a atual necessidade do estabelecimento de mecanismos que possibilitem o mútuo reconhecimento e o interrelacionamento das variadas interfaces sócio-ambientais que representam a aqüicultura. Todas as iniciativas tomadas sob os dispostivos deste Código raramente surtirão efeito. incluindo práticas de pesca e de aqüicultura. pescadores e povos das florestas. ou através de organizações.

a legislação brasileira positivada de pesca e aqüicultura é estruturada através de atos normativos administrativos. ou vinculado ao conjunto da legislação voltado ao estabelecimento e desenvolvimento de pesca e de aqüicultura. com inserção de participação social para definição do uso de recursos hídricos. mesmo existindo padrões ambientais definidos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas no conjunto de legislação voltado à água e ao gerenciamento de recursos hídricos. este conjunto de legislação não é diretamente recebido. “desenvolvimento sustentado” e “sustentabilidade”. Já. entre os autores que abordam esses temas. não pudemos perceber a existência de consenso teórico sobre definições precisas de “impacto ambiental”. Nesse sentido. que. ainda. mesmo que de maneira genérica. no qual buscamos a interdisciplinariedade necessária ao tema proposto. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 127 CONCLUSÕES Através do desenvolvimento deste trabalho. No que diz respeito à legislação analisada. em razão da grande diferença de repertório temático e de configuração estrutural entre o conjunto de legislação de pesca e aquicultura e o conjunto de legislação de gestão do recurso água analisados. percebemos que o conjunto de legislação brasileira revogada de pesca e aqüicultura abordava os indicadores de impacto ambiental relacionados à aqüicultura e à participação social. concluímos que a literatura mundial contempla grande quantidade de informações sobre indicadores de impacto ambiental. emanados de autoridades do poder executivo.AQUICULTURA. O conjunto de legislação brasileira positivada voltada à água e ao gerenciamento de recursos hídricos apresenta abordagem de aspectos ambientais relacionados diretamente à aqüicultura. concluímos. que podem auxiliar diretamente na organização e gestão ambiental da aqüicultura brasileira. Entretanto. Notamos ainda que. utilizado. sendo ignorados os indicadores de impacto ambiental relacionados à aqüicultura. não exigindo reflexão participativa por serem. inclusive com determinação de padrões ambientais precisos para o estabelecimento e desenvolvimento de aqüiculturas. abordam os aspectos ambientais da aqüicultura de forma tímida (incipiente) e descoordenada. que os indicadores de impactos Glaucio Gonçalves Tiago . principalmente.

e inter-relação entre conjuntos de legislação originariamente distintos. Glaucio Gonçalves Tiago . Já. discussões pluridimensionais. A abordagem positivista adotada por Hans Kelsen não auxilia. por seu rigor e formalismo baseado em uma ordem jurídica homológica originada linearmente de uma só norma. desenvolvimento sustentado e sustentabilidade. através de processos participativos como os que se desenvolvem em câmaras setoriais. evidenciamos como necessário o estabelecimento de um novo sistema de formulação e formalização de normas legais. possibilita a inserção da discussão ambiental sob forma pluridimensional e heterológica na gestão de atividades que necessitem de critérios técnico-científicos e de ampla participação social. como impacto ambiental. que. comitês de bacias hidrográficas e outras formas de organização social. Assim. pela inter e multidisciplinariedade das questões ambientais e pela grande imprecisão que se encontra nas tentativas de definição de conceitos fundamentais. discussões de dados técnicocientíficos. possibilite maior rapidez e solidez nas tomadas de decisão em relação à gestão ambiental da aqüicultura brasileira. discussões que abordem conceitos ambientais. a abordagem proposta por Ferraz Jr.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 128 ambientais não são de fato considerados pela legislação brasileira de pesca e de aqüicultura.

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2 8.5 35.2 86.8 133.2 Glaucio Gonçalves Tiago .2 85.5 131.3 30.2 34.6 87.0 91.7 30.7 98.0 90.6 9.3 41.3 98.2 28.9 37.8 33.2 39.7 22. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 140 TABELA I Produção Pesqueira Mundial. Destinação e Suprimento per capita 1998 1999 2000 2001 2002 20031 (Milhões de toneladas) PRODUÇÃO PESQUEIRA MUNDIAL CONTINENTAL Captura Aqüicultura Sub Total / Continental MARINHA Captura Aqüicultura Sub Total / Marinha Total capturado Total aqüicultivado Total Mundial de Pescado 79.5 20.2 15.5 93.8 14.AQUICULTURA.6 12.9 32.9 132.0 25.7 23.0 81.3 16.8 130.7 84.5 31.2 8.0 95.2 13.6 118.4 92.5 26.4 93.9 100.2 99.0 84.6 8.4 127.7 8.1 18.0 8.2 101.5 15.7 21.

5 31.0 29.3 16.8 96.1 16.2 5.4 31. Disponível em:<http://www. . 95.2 103.2 6.2 6.1 Estimativa preliminar.htm>.6 24.AQUICULTURA.2 16.1 15.8 34.org/docrep/007/y5600e/y5600e04. 2007. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 141 DESTINAÇÃO Consumo Humano Usos não alimentícios 93.0 15.8 6.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).9 6.9 6.9 15. Acesso em 19 jan.1 100.3 Fonte: FAO .fao.7 32. Glaucio Gonçalves Tiago .2 99.6 SUPRIMENTO per capita População (bilhões) Suprimento de pescado per capita (kg) Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.

0 5.2 72.5 14.1 74.0 86.1 6.2 6.7 88.6 6.1 6.5 13.AQUICULTURA.1 5.0 Glaucio Gonçalves Tiago . Destinação e Suprimento per capita: Excluindo China 1998 1999 2000 2001 2002 20031 (Milhões de toneladas) PRODUÇÃO CONTINENTAL Captura Aqüicultura Sub Total / Continental MARINHA Captura Aqüicultura Sub Total / Marinha Total capturado Total aqüicultivado Total Mundial de Pescado 64.4 69.5 72.4 6.7 87.6 13.7 75.2 76.3 11.9 89.2 70.5 6.5 10.8 5.1 75.8 80.5 73.9 13.6 12. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 142 TABELA II Produção Pesqueira Mundial.4 9.5 7.4 69.7 67.5 10.8 5.3 4.8 78.3 11.8 76.0 4.5 5.0 88.5 6.1 70.0 76.0 12.2 6.5 6.9 76.1 12.7 4.1 70.

8 19. .9 SUPRIMENTO per capita População (bilhões) Suprimento de pescado per capita (kg) Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.3 Fonte: FAO . Acesso em 19 jan.4 5. 62.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.9 13.1 Estimativa preliminar.7 13.3 17.0 13.2 5.5 23.2 66.3 63. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 143 DESTINAÇÃO Consumo Humano Usos não alimentícios 62.fao.7 13.2 4.0 13.8 13. Disponível em:<http://www.AQUICULTURA.7 4.7 65.2 4.5 65. 2007.9 24.3 4.6 22. Glaucio Gonçalves Tiago .World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).htm>.7 25.

776 1994 27.090 26.112.750.893 41.468.161 13.121 1988 15.616.618.774.025 25.544.492 26.116.586 11.583 41.998 11. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 144 TABELA III PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR AMBIENTE Aqüicultura Total de Org.467 17.980 20.760.108.110.808.433 6.054.548.639 6.108.604 20.606.384.418 13.189.335 4.773 23.935 17.522 18.187 18.666.881 Fonte: FAO (1998. 1999).872 8.015 15.480. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .548.640 24.416.330 16.512.749.431.773.174 10.215.431.060.079 12.787.831 24.168 50.547.511 11.414 45.373.518 4.018.700.230 21.553 20.384.694.492 18.789.157.796.259 6.777.368 8.635.836 1996 34.743 12.369.863.617.050.170.270 10.750.104.148 18.315 9.118 10.AQUICULTURA.250 20.170.990.582 10.979 20. Aquáticos Águas Continentais Águas Marítimas Peixes e Moluscos Águas Continentais Águas Marítimas Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.606.739.431 20.161 9.026 18.869 28.078 23.935 17.860.398 39.597.547 43.310.319.156.530.950.897.275 1997 36.642 13.594.833.879 7.276.860.893 35.111 7.092 15.317 1995 30.829.112 11.958 23.619.740 10.249 46.509. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).096 17.227 18.190 15.762 8.900.546.280.641 21.310.201.269 25.

444.813.408.510 2000 45.310 31.458 2003 55.196. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).462.765.298.882 61.781 24.218 2002 51.103.AQUICULTURA.802. Disponível em http://www.083.048 Fonte: FAO 2007 Fisheries Global Information System.013 65.555.687.137 27.659.xml.fao.212.167 2004 59.702 26.140 18. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 145 TABELA IV PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR AMBIENTE Aqüicultura Total de Org.629 20.246 22.425 32.142.041 58.620.476 49.567 23.295 25.473 27.788.109 28.536 26.127 2001 48.283 34.486.947.703 34.940 23.028 26.874.745 33.887. 2007.909 21.911. Aquáticos Águas Continentais Águas Marítimas Q* V* Q* V* Q* V* 1998 39.156. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .445.183.971.773 56.657.org/figis/servlet/static?dom=root&xml=tseries/index.819.161 35.444 70.060.302.339 31.768 30.068.689.158.212.417.005 25.129 29. Acesso em 19 jan.483.

262 3.389 41.422 1.722 292.618.231 38.664 397.758 1.054.404.431.339 217.068 575.493.533 642.092 120.967 1.891 103.168 50.322 1.585 1.628.433 58.249 46.256 221.547 43.023 32.905 321.485.374 13.533.404.803 269.015 27.286 163.720 660.615 133.890 1997 36.071.855 1988 15.930 1995 30.271 31.193 24.720 3.969 99.836 377.589.945.161 105.206 1.284.589 128.259 424.599 1.261 602.966 34.AQUICULTURA.080.714.855.743 95.911 633.360.554.863 278.754 71.369.612 92.893 41.552.275 1.678 528.348.826 3.487.310.709 603.651.431 20.251 11.806 206.177 1994 27.500 1.300 103.449 36.480 319.967 348.637 Fonte: FAO (1998.048.936.781 490.050.998 2.354.514 2.770.879 70.800.480.150. Aquáticos AFRICA AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL ÁSIA EUROPA OCEANIA ÄREA DA Ex URSS Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.683 674.760.572 1.739.513 1996 34.917 49.533 315.314 109.396 3.386 19.207 2.829.325.283.096 121. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .242 1.881 197.824 510.781.136 756.993 1.640 24.859 647.366 29.012 226.775 156.477 715.320. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).877 79.308 102.448 16.404 67.548.370 42.523 341.655.200.116.507 1. 1999).567 102.088. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 146 TABELA V PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR CONTINENTE Aqüicultura Total de Org.

218 955.133.673 676.971.528 1.285 3.636.083.977.018 2.246 414.372 56.295 531.183 887.689.825 4.408.249 35.006.871 2.140 191.562 4.532 139.507.542 1.458 50.382.717 2001 48.137.871.404 654.927.384. Aquáticos AFRICA AMÉRICA DO NORTE AMÉRICA DO SUL ÁSIA EUROPA OCEANIA Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1998 39.013 65.224 Fonte: FAO (1998.675.238.873 2000 45.222 46.947.302.376 855.150 4.737 381.772 199.423.754 1.298.332 920.821.102.277.120 1.176 1.204.444 70.974 144.075 50.992 2.802 5.036 516. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .171 54.384.041 58.555.837.893 47.097.087 3.585 783.203.604.655.998 973.611 2.136 329.642 134.367.102.657.273 447.184 2002 51.513 345.113 893.909 408.112 2.453 834.468 136.523 131.683 5.420.687.036 2.064 967.530 41.515 453.882 61.183 4.567 463.732 1.306 831.142 44.476 49.332 743.877.103.609 4.045.125.464 1.986 711. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).119 41.708.374 2003 55.194 1.221 47.150 2004 59.563.583.050 53.135 2.448.773 56.033 3.528.427. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 147 TABELA VI PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR CONTINENTE Aqüicultura Total de Org.247.AQUICULTURA.056.014 1.183.178 1.473 570. 1999).399 126.994.150.

097 2.959 1.604 10 Noruega 218.725 736.559 582.384.528 5 Tailândia 6 USA 7 Bangladesh 269.473 10.858 14 Chile 117.167 226.861 321.618 Fonte: FAO (1997b.155 617.020.768.410 1.283 6.040 240.826.224.195.583 41.891.823.088 806.257.475 12.866 6.531 282.047.546.354 3.421 3 Japão 781.894.660 829.422 1.928 342.886.021 12.774. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 148 TABELA VII PRODUÇÃO MUNDIAL DA AQÜICULTURA POR PRODUTORES PRINCIPAIS Total Peixes e moluscos 1 China 10.262.630 464.726 4 Indonésia 597.082 848.AQUICULTURA.137 6.078.833 286.990.792.326 233.197 12 Taiwan 281.678 1.471 1.180 611.527.877.506 280.979.963 11 França 280.006 390.439 17.424 157.480 1.399 285.737 217.224 413.060.401.271 1.364 358.656 393.130 2.522 1.138.124 4.754 35. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).083 561.097 509.451 OUTROS PAISES 1.300 729.003 685.944 672.418 26.371.027 4. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago . 1998).960 453.341 346.919.015 8 Coréia/Rep 514.612.206 390.099 9 Filipinas 380.903 787.189 324.570 17.646.851.686 1.431 1.714.082.801 1.836.796 2.221.276 1.026.379 277.938 2.587 701.342.612 368.543 1.639 1994 1995 1996 Q* V* Q* V* Q* V* 20.655 262.276.453.506 595.863.813 1.079 24.331 1.217 1.685 663.608.785 602.560 479.665 820.102 1994 1995 1996 Q* V* Q* V* Q* V* 342.589 1.661 2 Índia 1.867 639.177.037.165 287.398 39.423 13 Espanha 180.

7 518.3 6.9 553.0 27.1 738.2 391.8 4.8 657.2 788.3 2.5 762.2 9.2 7.2 491.2 18.6 644.7 914.6 456.7 1.191.6 510.5 497.5 6.4 786.942.767.3 6. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 149 TABELA VIII Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Quantidade e em Porcentagem de Crescimento Produtores 2000 2002 APR (Milhares de toneladas) (Milhares de toneladas) (Porcentagem de crescimento) Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Quantidade China India Indonesia Japão Bangladesh Tailandia Noruega Chile Vietnam Estados Unidos 24.AQUICULTURA.4 -6.9 545.0 0.7 4.1 828.4 Glaucio Gonçalves Tiago .580.

World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).798.9 243.4 5.1 176.5 35.248.2 545.8 50. Glaucio Gonçalves Tiago .6 32.6 74.1 18.4 4.0 19. 2007.2 39.1 18.2 172. Acesso em 19 jan.3 73.9 127. APR significa a razão média de crescimento anual para o período 2000-02 Fonte: FAO .4 16. Disponível em:<http://www.5 391.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.6 42.7 246.9 Dez Principais Produtores Aqüicolas Mundiais em Porcentagem de Crescimento Irã Ilhas Faraó Laos Brasil Chile Russia México Taiwan Canadá Myanmar 40.6 98.7 Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas.177.7 330.550.1 53.1 4.3 121.318.9 76.0 16.3 37. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 150 Dez principais produtores / Subtotal Resto do mundo Total 31.496.7 101.8 4.htm>.3 35.9 16.fao.9 16.6 6.2 10.9 59.6 25.AQUICULTURA.

World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).9 11.3 9.1 7.6 6. 2007.7 10.0 5.6 7.0 13.5 5.8 7.9 6.1 23.3 12.9 24.1 9.8 5. Acesso em 19 jan.6 9.AQUICULTURA.9 6.5 14. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 151 TABELA IX Produção Aqüícola Mundial: Razão Media de Crescimento Anual por Diferentes Grupos Animais Período Crustáceos Moluscos Peixes de Peixes Água Doce Diádromos Peixes Total Geral Marinhos (Porcentagem de crescimento) 1970–2002 1970–1980 1980–1990 1990–2000 2000–2002 18.9 Fonte: FAO .3 10.5 8.3 4.htm>.5 9.4 7. Disponível em:<http://www.8 10.1 5.4 6.8 5.fao. Glaucio Gonçalves Tiago .0 7.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.

* Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas). MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 152 TABELA X PRODUÇÃO DA AQÜICULTURA / AMERICA DO SUL Total Org.793 678.869 77.771 44.332 8.893 1.334 8.096 106.220 1.915 F 183.950 29.862 647.187 87.739 46.497 189.894 100 F 144 F 190 F 300 F 350 F 560 F 350 F 623 F 5.690 F 323.887 10 70 20 F 106 21 145 19 134 4.896 583.266 171.724 60.071 36.474 9.660 7.652 89.966 536.140 7.362 23. V (valor econômico em milhares de US dólares)/ F = Estimado Glaucio Gonçalves Tiago .165 30.427 959.043 633. Aquáticos Argentina Bolívia Brasil Chile Colômbia Equador Paraguai Peru Uruguai Venezuela 1994 / Q* V* 1995 / Q* V* 1996 / Q* V* 1997 / Q* V* 763 4.497 617 1.759 25.092 387 1.783 380 1.582 29.920 137.153 18.113 319.935 Fonte: FAO (2007).900 107.775 7.719 21.379 F 829.AQUICULTURA.734 616 1.674 375.931 49.885 F 479.737 1.202 206.747 134.115 298.630 105.004 5.710 134.941 5.873 8.597 161.903 37.520 43.

895 269.450 1.681 F 63.628 425.905 617.340 8.258 F 130.785 2.784 10.786 257.886 85 798 17 156 17 93 24 159 21 115 13. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 153 TABELA XI PRODUÇÃO DA AQÜICULTURA / AMERICA DO SUL Total Org.266.837 61.020 55.200 F 1.225 375 277.821 58.180 F 57.555 Fonte: FAO (2007).457 7.754.452 450 269.201 60.567 52. Aquáticos Argentina Bolívia Brasil Chile Colômbia Equador Paragua i Peru Uruguai Venezuela 2000 / Q* V* 2001 / Q* V* 2002 / Q* V* 2003 / Q* V* 2004 / Q* V* 1.814.163 1.614 71.710 672 750.590 916 879.210 65.660 F 242.311 321.825 16.612 57.693 2.580 F 60.199 3.303 1.428 F 267.169.058 1.072 277.152 1.699 1.640 45. V (valor econômico em milhares de US dólares)/ F = Estimado Glaucio Gonçalves Tiago .229 684.579 F 292.950 F 6.077 F 103 F 218 F 570 F 1.413 19.157 603.848 9.396 320 203.505 52.688.647 7.445 F 55.627 18.262 22.677 1.084 965.800 F 1.100 F 22.300 F 1. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).160 F 246.647 50.634 1.AQUICULTURA.640 842 979.395 1.638 F 291.399 13.277 7.036 61.000 F 1.573 F 65.768 80.523 37.485 2.044 418 242.227 F 306.882 694.349 11.951 405 172.241 631.

092 10.11 3.AQUICULTURA.729 25.328 13.80 Fonte: New (1999) * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).281 226.133 528.106.548.739. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 154 TABELA XII CRESCIMENTO DA AQÜICULTURA NO PERÍODO 1987 .865 103.936.94 5.271 51.433 7.251 13.47 1.116.908 Razão de crescimento 2.911 633.431 20.343 1996 34.480.1996 Aqüicultura Global Total Global (sem China) América do Sul Brasil Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1987 13.599 1.140 59.11 3.394.469. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .90 3.53 2.24 1.249 46.981.

AQUICULTURA.16 Fonte: FAO.18 1.915 134.121 24. * Q (quantidade produzida/peso vivo em Toneladas Métricas).310.320.70 1.137.302.743 10.668.893 41.699 965.72 7.885 2004 59.628 Razão de crescimento 2. V (valor econômico em milhares de US dólares) Glaucio Gonçalves Tiago .45 8.932 30.288.563.897 341.408.167 1.054.171 269. 2007.34 3.71 1.444 70.298 1.40 3.389.825 4.2004 Aqüicultura Global Total Global (sem China) América do Sul Brasil Q* V* Q* V* Q* V* Q* V* 1994 27.074.221 34.473 18. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 155 TABELA XIII CRESCIMENTO DA AQÜICULTURA NO PERÍODO 1994 .

5 18.6 19. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 156 TABELA XIV QUANTIDADE DE ESPÉCIES UTILIZADAS NA AQÜICULTURA MUNDIAL Grupo Animal N° de Espécies utilizadas na aqüicultura mundial N° e % de espécies responsáveis por 95% da produção aqüícola mundial n.7 28.9 Peixes Crustáceos Moluscos Total Fonte: FAO (1996) 102 21 41 164 17 6 8 31 Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA.º % 16.

470 16.394 2.380 3.5 3.199 2.813 1.389 1.0 6.739.370.799.317.9 10.348.633.1 Glaucio Gonçalves Tiago .997.9 14.734 1.226.6 3. Eperlanos Tilápias e outros ciclídeos Mexilhões Moluscos Marinhos (miscelânea 2) Camarões e Pitus Vieiras.8 3. Cockles.444.7 -8.545.AQUICULTURA.9 8.149 1.7 2.2 3.143.383 1.953 1.1 7. Pectens 15.568 41.774 1.8 9.154.292.476 1.4 8.6 4.804 1.505.430.3 3.646 3.147 4.702 3.441 1. Arkshells) Salmões.692. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 157 TABELA XV Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Quantidade e Porcentagem de Crescimento Grupo de Espécies 2000 (Toneladas) 2002 Participação relativa a 2002 APR (Porcentagem de crescimento) Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Quantidade Carpas e outros ciprinídeos Ostras Moluscos Marinhos (miscelânea 1) Berbigões (Clams.451.327 1.274.3 14. Trutas.591.1 3.4 3.864.820 1.9 3.

7 14. Disponível em:<http://www.htm>.983 194.1 Nota: Esta estatística exclui as plantas aquáticas. Aranhas do Mar Moluscos de água doce Peixes de água doce (miscelânea) Berbigões (Clams. Haddocks Peixes Demersais (miscelânea) Crustáceos Marinhos (miscelânea) Linguados. Acesso em 19 jan.199 2.739.6 21. Halibuts Atuns. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 158 Dez Principais Grupos de Espécies na Produção Aquícola Mundial em Porcentagem de Crescimento Bacalhaus.309 6. Merlúcios.445 15.633.864. Glaucio Gonçalves Tiago .701 34. Agulhões.3 14.220 2.458 140. Bonitos.430.0 19.445 591.6 14.World Review of Fisheries and Aquaculture – 2004 (SOFIA).909 9.377 38.441 1.820 192.6 23.9 17.fao.202 26. 2007.131 13. arkshells) 169 8.7 21.org/docrep/007/y5600e/y5600e04.414 3.4 32.302 52.702 3. APR significa a razão média de crescimento anual para o período 2000-2002 Fonte: FAO .AQUICULTURA. cockles.447 411.235 10. Espadartes Crustáceos de água doce Caranguejos.

AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 159 ANEXOS DE LEGISLAÇÃO Glaucio Gonçalves Tiago .

de 28 de fevereiro de 1967. II – Aprendiz de Pesca: pessoa física maior de quatorze e menor de dezoito anos. de 28 de maio de 2003 e tendo em vista o Decreto-Lei nº 221. Art. devendo ser classificado como: a) Pescador Profissional na Pesca Artesanal. ser inscritas no RGP. R E S O L V E: Art. com vínculo empregatício. com auxilio eventual de outros parceiros. V -Indústria Pesqueira. 1º Estabelecer normas e procedimentos para operacionalização do Registro Geral da Pesca – RGP. Dispõe sobre operacionalização do Registro Geral da Pesca O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQUICULTURA E PESCA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. As pessoas físicas estrangeiras portadoras de autorização para o exercício de atividade profissional no país deverão. Parágrafo único. e b) Pescador Profissional na Pesca Industrial: aquele que. conforme previsto em legislação. também. no uso da atribuição que lhe confere o art. e o que consta do Processo nº 21000. conforme disposto na presente Instrução Normativa ou previsto em legislação. IV . 2º As pessoas físicas ou jurídicas só poderão exercer atividade de pesca e aqüicultura com fins comerciais.003095/2003-44. O registro de que trata o caput poderá ser precedido de permissões de pesca e autorizações. individualmente ou em regime de economia familiar ou. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. Glaucio Gonçalves Tiago . 23 da Lei nº 10.Pescador Profissional. sem vínculo empregatício. e b) Pescador Profissional na Pesca Industrial. ainda. III .AQUICULTURA. coleta ou extração de recursos pesqueiros em embarcações pesqueiras de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas inscritas no RGP na categoria correspondente.Armador de Pesca. na forma do disposto na presente Instrução Normativa. que faz da pesca sua profissão ou meio principal de vida podendo atuar no setor pesqueiro artesanal ou industrial: a) Pescador Profissional na Pesca Artesanal: aquele que.Pescador Profissional: pessoa física maior de dezoito anos e em pleno exercício de sua capacidade civil. exerce sua atividade de forma autônoma. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 160 ANEXO 1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03. VI -Aqüicultor. e VII . Parágrafo único. 4º Para os fins da presente Instrução Normativa. exerce atividade relacionadas com a captura. DE 12 DE MAIO DE 2004. Art. com meios de produção próprios.Embarcação Pesqueira. II – Aprendiz de Pesca. se previamente inscritas no RGP.683. que exerce a atividade pesqueira de forma desembarcada ou embarcada como tripulante em embarcação de pesca.Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos. entende-se por: I . 3º O RGP contemplará as seguintes categorias de registro: I . no âmbito da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência República – SEAP/PR.

Indústria Pesqueira: pessoa jurídica que. e VII . extração. coleta. VI – Aqüicultor: pessoa física ou jurídica que se dedica ao cultivo. pós-larvas. Art. ovos. V – cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP. atua no comércio de organismos animais e vegetais vivos oriundos da pesca extrativa ou da aqüicultura. com visto temporário no Brasil. quando for o caso. destinados à ornamentação ou exposição. deverá ser apresentado pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. excetuam-se do referido conceito os grupos ou espécies tratados em legislação ambiental específica. Para efeito do disposto no inciso VI do caput.Armador de Pesca: a pessoa física ou jurídica que. alevinos ou mudas de algas marinhas.Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos: a pessoa jurídica que. CAPÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS PARA O REQUERIMENTO DE AUTORIZAÇÕES. incluindo a produção de imagos. sem produção própria. Parágrafo único.Embarcação Pesqueira: a embarcação de pesca que se destina exclusiva e permanentemente à captura. IV . ou industrialização de seres animais ou vegetais que tenham na água seu meio natural ou mais freqüente habitat. Parágrafo único. Quando o interessado residir em municípios localizados em outra Unidade da Federação. na Unidade da Federação em que o interessado esteja domiciliado. extração ou processamento e conservação de seres animais e vegetais que tenham na água seu meio natural ou mais freqüente habitat. VI – duas fotos 3 x 4. exerce atividade de captura. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. náuplios. em seu nome ou sob a sua responsabilidade. VII – comprovação da data da inscrição inicial no RGP como Pescador Profissional em órgão competente à época. 6º Para obtenção do registro de Pescador Profissional deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. quando prevista em lei. de organismos cujo ciclo de vida. especificamente das folhas onde consta o visto temporário e data de entrada no país. este poderá receber e protocolar a documentação pertinente e encaminhar ao Escritório Estadual da Unidade da Federação de origem do interessado. quando não se tratar do registro inicial. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 161 III . em condições naturais. V . girinos. bem como na atividade de pesque-pague. criação ou manutenção em cativeiro. para fins de efetivação da autorização. Seção I Do Registro de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca Art. permissão ou registro requerido. coleta. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. III – duas fotos 3 x 4. ocorre total ou parcialmente em meio aquático. larvas. PERMISSÕES E REGISTROS Art. conservação. permissões e registros mencionados nesta Instrução Normativa serão requeridos junto aos Escritórios Estaduais da SEAP/PR.AQUICULTURA. beneficiamento. com fins comerciais. II – cópia do passaporte. sementes. cuja arqueação bruta totalize ou ultrapasse 10 toneladas. e VIII . limítrofes ou próximos de um determinado Escritório Estadual. na forma desta Instrução Normativa e demais procedimentos adotados por esta Secretaria. 5º As autorizações. Glaucio Gonçalves Tiago . II – cópia do documento de identificação pessoal. IV – cópia do documento de inscrição no CPF. processamento. III – cópia do comprovante de residência do interessado. 7º Para obtenção do registro de Pescador Profissional estrangeiro. apresta para sua utilização uma ou mais embarcações pesqueiras. direta ou indiretamente.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Pescador Profissional.

II – autorização de um dos pais ou representante legal. conforme o caso. importar. quando prevista em lei. beneficiamento. Para fins da presente Instrução Normativa entende-se por: I – Permissão Prévia de Pesca: é o ato administrativo discricionário e precário. III . O Aprendiz de Pesca que exerce a atividade pesqueira de forma embarcada deverá apresentar. extração ou coleta se realizam considerando os equipamentos. extração ou coleta de recursos pesqueiros. Art.AQUICULTURA. bem como a respectiva zona de operação. todas as espécies a capturar. devidamente identificada. 11. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. Seção III Das Permissões de Pesca e do Registro de Embarcação Pesqueira Subseção I Das Permissões de Pesca Art. desde que não participem da atividade de captura. Parágrafo único. quando for o caso. coleta ou extração. II . processamento de pescados.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. a devida autorização do juiz competente. 8º Para obtenção do registro de Aprendiz de Pesca deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. cópia de documento de identidade ou qualificação pessoal. as embarcações que operam exclusivamente nas atividades de conservação.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Armador de Pesca.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Pescador Profissional. bem como na Permissão de Pesca deverão estar especificados todos os métodos de pesca. nas atividades de captura. Na Permissão Prévia de Pesca. A Carteira de Pescador Profissional será emitida com a mesma validade da autorização. Parágrafo único. e V . 9º Para obtenção do registro de Armador de Pesca deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I . sem prejuízo do disposto no art. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 162 IV – cópia da Autorização de Trabalho que permite o exercício da atividade profissional no país. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado. quando prevista em lei. cópia de documento que comprove a existência jurídica da empresa. ainda.quando pessoa física. sem prejuízo do registro. Seção II Do Registro de Armador de Pesca Art. prevista em lei. Parágrafo único. III – cópia do documento de identificação pessoal. sem prejuízo da obrigatoriedade de obtenção das licenças de construção ou importação junto aos órgãos competentes. II – Permissão de Pesca: é o ato administrativo discricionário e precário condicionado ao interesse público pelo qual é facultado ao proprietário. 10. armador ou arrendatário operar com embarcação de pesca. V – comprovante de matrícula em Instituição de ensino regular.cópia de Certificado de Armador. e VI . Parágrafo único. Ficam dispensadas da Permissão Prévia de Pesca e da Permissão de Pesca. V .comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Carteira de Aprendiz de Pesca. expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. adquirir ou converter embarcação de pesca. pelo qual é facultado ao interessado construir. quando o somatório da arqueação bruta das embarcações totalize ou ultrapasse cem toneladas. mencionada no inciso IV do caput. as artes ou petrechos de pesca utilizados podendo ser: Glaucio Gonçalves Tiago .quando pessoa jurídica. condicionado ao interesse público. e VI . devidamente identificada. expedido pelo órgão competente da Autoridade Marítima. 28. Para os efeitos deste artigo entende-se como: I – método de pesca: processo pelo qual as atividades de captura. IV – duas fotos 3 x 4.

conforme modelo adotado pela SEAP/PR. Art. b) pesca de linha: a que se realiza com o emprego de linha simples ou múltipla com anzóis ou garatéias.AQUICULTURA. contados a partir da data de sua expedição. devendo ser especificado pelo interessado. as exigências dispostas em norma específica. e III – zona de operação: área de ocorrência da espécie a ser permissionada para o exercício da pesca. *Retificação publicada no Diário Oficial da União de 16 de junho de 2004.06 II – espécie: grupo de indivíduos objeto das atividades de captura. 15. para fins de inscrição da embarcação pesqueira permissionada no Registro Geral da Pesca. Nas áreas de ocorrência de espécies com esforço de pesca limitado. É vedada uma mesma embarcação obter mais de uma Permissão de Pesca para explotação de recursos pesqueiros com esforço de pesca limitado ou sob controle. quando for o caso. adquirir. com identificação e assinatura do responsável pelo projeto.quando pessoa física. considerando-se justificativa a ser apresentada pelo interessado até trinta dias antes do final do prazo de vigência estabelecido no caput. Para obtenção da Permissão Prévia de Pesca deverão ser informadas pelo interessado as características básicas da embarcação pesqueira a construir. V – memorial descritivo contendo as características básic as da embarcação. fixa ou a deriva. d) pesca de rede-de-espera: a que se realiza com o emprego de rede-de-emalhar não tracionada. g) pesca de tarrafa ou rede de caída: a que se realiza com o emprego de rede circular lançada manualmente. extração ou coleta.quando pessoa jurídica. até por igual período. cópia de documento que comprove a existência jurídica da empresa. Art. conforme definido nas respectivas permissões de pesca. Art. seja de superfície. com identificação e assinatura do responsável pelo projeto. quando prevista em lei. 14. onde são fixados anzóis. Art. não será concedida Permissão de Pesca para embarcação pesqueira que não seja integrante da respectiva frota controlada. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 163 a) pesca de arrasto: a que se realiza com o emprego de rede de arrasto tracionada por embarcação pesqueira. quando se tratar de embarcação até doze metros de comprimento. II .comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente à expedição da Permissão Prévia de Pesca. III . quando for o caso. alteração ou substituição da embarcação. VI – planta baixa ou arranjo geral do convés contendo legenda e as características básicas da embarcação. pág. cópia de documento de identidade ou qualificação pessoal. importar. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado. A Permissão Prévia de Pesca terá validade de dois anos. transferência. e VII . ou converter apresentando os seguintes documentos: I – formulário de requerimento de Permissão Prévia de Pesca devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. 12. com ou sem o auxilio de caniço ou vara. 16. § 2º No caso de importação ou nacionalização de embarcação pesqueira. e h) outros: qualquer outro método não mencionado nas alíneas anteriores. § 1º O prazo de validade da Permissão Prévia de Pesca poderá ser prorrogado. com o auxílio de embarcação. cuja Permissão de Glaucio Gonçalves Tiago . f) pesca de cerco: a que se realiza com o emprego de rede de cercar. A Permissão Prévia de Pesca e a Permissão de Pesca são vinculadas à embarcação na forma concedida e ficarão automaticamente sem efeito no caso de venda. seção 1. c) pesca de espinhel ou “long-line”: a que se realiza com o emprego de linha mestra da qual saem linhas secundárias. 12. arrendamento. § 2º Findo o prazo de vigência e não sendo prorrogada. e) pesca de armadilha: a que se realiza com o emprego de petrechos do tipo “armadilhas”. sem anuência da SEAP/PR. com recolhimento manual ou mecânico. § 1º A planta baixa ou arranjo geral do convés exigida no inciso VI poderá ser substituída por um “croqui”. a Permissão Prévia de Pesca fica cancelada automaticamente. o interessado deverá atender. de meia água ou de fundo. também. 13. na forma disposta no art.

20. IV – comprovante de residência ou domicilio do interessado. deverá apresentar. obrigatoriamente. 18. Para obtenção do registro de Indústria Pesqueira deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I . VII – certidão negativa de débitos do interessado. a critério da SEAP/PR. emitido ou ratificado pela instituição competente da Autoridade Marítima. no Brasil. Seção VI Do Registro de Indústria Pesqueira Art. métodos ou petrechos considerados seletivos. as modalidades. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. Ficam dispensadas desta restrição. No caso de Embarcação Pesqueira brasileira arrendada. Glaucio Gonçalves Tiago . Quando do encerramento. expedida pelo IBAMA. Art. o requerente. além de suas características físicas. Parágrafo único. o seu arrendatário deverá. III – comprovante do domicílio do interessado.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal.quando pessoa jurídica. na forma estabelecida no art. cópia do documento de identificação pessoal do interessado. VI – original da Permissão Prévia de Pesca outorgada à embarcação ou o original do Certificado de Registro anteriormente concedido. Parágrafo único. prevista em lei.AQUICULTURA. Para obtenção do registro de Embarcação Pesqueira brasileira deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. das atividades de captura. O registro de Embarcação Pesqueira é o ato administrativo que contém os elementos inerentes à Permissão de Pesca outorgada à embarcação. IV – atestado de Inscrição Temporária de Embarcação Estrangeira. e VII – comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da embarcação e do interessado na categoria de Indústria Pesqueira. contendo suas características físicas básicas. deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I – formulário de requerimento devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. 19. cópia do contrato de arrendamento. emitido pela instituição competente da Autoridade Marítima. extração ou coleta de recursos pesqueiros de uma Embarcação Pesqueira estrangeira. e VIII – comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da Embarcação Pesqueira prevista em lei. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 164 Pesca indique ou permita a utilização de métodos ou petrechos utilizados por estas frotas ou que possam capturar tais espécies. cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. inclusive no que se refere à embarcação. II – quando pessoa física. em regime de arrendamento. V – cópia da Autorização de Arrendamento emitida pela SEAP/PR. conforme modelo adotado pela SEAP/PR.cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. com identificação do proprietário e do arrendatário. II – cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. Para obtenção do registro de Embarcação Pesqueira estrangeira. Subseção II Do Registro de Embarcações Pesqueiras Art. 33. 17. Parágrafo único. bem como os dados relativos à sua posse e propriedade. e V – documento que comprove a propriedade da embarcação. VI – certidão negativa de débitos do arrendatário expedida pelo IBAMA. além do previsto nos incisos de I a VIII. Art. comunicar o fato ao Escritório Estadual requerendo o cancelamento do registro e da Permissão de Pesca da respectiva embarcação. III . II . III – cópia de comprovante do domicílio do interessado.

com especificações que permitam a identificação das características do empreendimento. 21.cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. Pecuária e do Abastecimento. na forma prevista em lei. a pessoa jurídica requerente será enquadrada na categoria de Indústria Pesqueira. o interessado deverá apresentar. e VI . e VII . V . VII – listagem nominal das embarcações de sua propriedade.quando pessoa física. § 2º Nos casos previstos no § 1º.AQUICULTURA. III – cópia de comprovante de domicílio do interessado. a cópia do documento de Autorização de Uso de Espaços Físicos de Corpos d’água. 22. ficando dispensada a empresa que atue apenas na modalidade de captura. e VIII . II . ficando dispensadas as que atuam apenas na modalidade de captura.cópia do Certificado de Registro emitido pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. conforme modelo adotado pela SEAP/PR.memorial descritivo das instalações. V . ou Serviço de Inspeção Municipal. IV – cópia de comprovante de residência ou domicílio do interessado.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro prevista em lei. cópia do documento de identificação pessoal do interessado ou de seu representante legal. equipamentos e processo produtivo. V – informações sobre a origem dos organismos a sere m comercializados. § 1º Quando o objeto da solicitação de registro configurar pedido de autorização para utilização dos estoques naturais de invertebrados aquáticos. Para projetos de aqüicultura em águas públicas de domínio da União. ou do Serviço de Inspeção Estadual. bem como algas marinhas. Seção VIII Do Registro de Empresa que Comercia Organismos Aquáticos Vivos Art. O pagamento do valor da taxa do registro de Aqüicultor será calculado com base no somatório das áreas de todas as unidades de aqüicultura de propriedade do requerente. Glaucio Gonçalves Tiago . Parágrafo único. o requerente deverá apresentar. quando se tratar de empresa que atue na captura.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. cópia de documento que comprove a existência jurídica do interessado. Seção VII Do Registro de Aqüicultor Art. VI . na forma prevista em legislação.formulário de requerimento de registro devidamente preenchido e assinado pelo interessado ou seu representante legal. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. também.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro de Aqüicultor prevista em lei. Para obtenção do registro da Empresa que Comercia de Organismos Aquáticos Vivos deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I . ou certidão de tramitação do processo de registro por ela fornecida. ainda.cópia da licença ambiental expedida pelo órgão competente.comprovante de recolhimento do valor da taxa correspondente ao registro da Industria Pesqueira prevista em lei. IV – informações da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada. com especificações que permitam a identificação das características técnicas do empreendimento. VI – cópia da licença ambiental expedida pelo órgão ambiental competente.projeto detalhado da infra-estrutura existente ou que venha a ser implantada. Art. cópia da licença ou autorização de exploração expedida pelo órgão ambiental competente. ficando dispensado os casos previstos na legislação especifica. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 165 IV . III . 23.quando pessoa jurídica. II . Para obtenção do registro de Aqüicultor deverá ser apresentada pelo requerente a seguinte documentação: I .

CAPÍTULO IV DA REVALIDAÇÃO E DA RENOVAÇÃO Art. respeitados os critérios ou padrões dispostos na legislação da Autoridade Marítima. 3º se dará com a emissão pelo respectivo Escritório Estadual da SEAP/PR. por meio de “Visto Anual” do Escritório Estadual da SEAP/PR responsável pela emissão. Permissão de Pesca e Registros e a conseqüente inscrição no RGP serão precedidas de avaliação e análise técnica pelos setores competentes da SEAP/PR. fica condicionada a apresentação pelo requerente da cópia de Autorização de Arrendamento ou de sua Prorrogação. a primeira revalidação deverá ser efetivada ao final do período de um ano. se mantida a Permissão de Pesca originalmente concedida. As Carteiras. quando prevista em lei. 3º deverão ser renovados anualmente. fará publicar no Diário Oficial da União a relação das embarcações pesqueiras inscritas. se for o caso. A efetivação da Permissão Prévia de Pesca e do Registro das categorias mencionadas no art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 166 CAPÍTULO III DO DEFERIMENTO E EFETIVAÇÃO DAS PERMISSÕES E REGISTROS Art. Art. quando prevista em lei. de Pescador Profissional e Aprendiz de Pesca. § 2º Aplica-se. com respectivo “Visto Anual”. Glaucio Gonçalves Tiago . § 3º Ficam dispensados de remessa à DICAP. 26. com apostilamento no verso por meio da expressão “Visto Bienal” do Escritório Estadual da SEAP/PR. A Carteira de Pescador Profissional e a Carteira de Aprendiz de Pesca deverão ser revalidadas a cada dois anos. devolvendo-os à origem para emissão da permissão de pesca requerida e respectivo certificado de registro ou. permissão ou registro para o exercício da atividade pesqueira neles especificados. § 1º Os requerimentos de Permissão Prévia de Pesca. Art. § 4º A SEAP/PR. 28. do Certificado de Registro. conforme procedimento administrativo da unidade competente. Art. conforme modelo adotado por esta Secretaria. contado a partir da data de expedição da respectiva Carteira. O deferimento dos pedidos de Permissão Prévia de Pesca. arquivamento do processo. do Certificado de Permissão Prévia. Permissão de Pesca e Registros de embarcações pesqueiras integrantes de frotas com esforço de pesca sob controle deverão ser encaminhados pelos respectivos Escritórios Estaduais à Diretoria de Ordenamento. A renovação do Certificado de Registro de Embarcação Pesqueira estrangeira. condicionado à comprovação de pagamento da devida taxa anual de registro. 29. mediante apostilamento no verso do respectivo Certificado. Controle e Estatística da Aqüicultura e Pesca DICAP. ou norma especifica complementar.AQUICULTURA. Art. conforme procedimentos do sistema de processamento de dados adotado pela SEAP/PR. os pedidos que tratem de renovação ou alteração de registro. independentemente da modalidade de pesca ou espécie a capturar. ou das Carteiras de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca. 3º servirão de instrumento comprobatório da autorização. também. pelos Escritórios Estaduais. por meio do respectivo “Visto Bienal” mencionado no caput. mediante comprovação do pagamento de taxa correspondente à sua expedição. quando se tratar de Permissão de Pesca ou Registro de embarcações pesqueiras com comprimento total superior a dezesseis metros. Parágrafo único. no casco de sua embarcação o respectivo número de inscrição no RGP. Os Certificados de Registro das categorias dispostas nos incisos III a VII do art. com base em critérios técnicos e científicos disponíveis na bibliografia existente e em conformidade com legislação especifica. o disposto no § 1º. conforme modelo adotado por esta Secretaria. Parágrafo único. Os certificados de que trata o caput serão numerados seqüencialmente. de forma visível. a Carteira de Pescador Profissional perderá sua validade e terá que ser devidamente substituída. e os Certificados de Registro das categorias especificadas nos incisos III a VII do art. prevista em lei. § 1º Quando se tratar de registro inicial na categoria de Pescador Profissional. 27. para apreciação quanto a sua viabilidade. condicionado à comprovação de pagamento de taxa. 24. no Registro Geral da Pesca. § 2º Após o vencimento da segunda revalidação. da SEAP/PR. com apostilamento no verso da Carteira por meio da expressão “Visto Anual”. conforme modelos adotados por esta Secretaria. O proprietário ou arrendatário da embarcação pesqueira deverá indicar. 25.

Os registros. e f) quando pescador profissional embarcado. para fins de averiguação. no prazo máximo de sessenta dias contados após sua ocorrência. se de sua propriedade. 33. na Unidade da Federação onde se localiza o empreendimento. por meio de requerimento instruído com a respectiva documentação comprobatória. 34. III – se Armador de Pesca: a) apresentação da relação nominal das embarcações pesqueiras que possui ou que estejam sob sua responsabilidade. No caso de perda ou extravio do Certificado de Permissão Prévia. II – quando não comprovado o exercício da atividade de pesca como profissão ou meio principal de vida. 32. Art. Art. CAPÍTULO V DAS ALTERAÇÕES E DO CANCELAMENTO Art. Parágrafo único. c) quando filiado: declaração da entidade representativa da categoria. poderá ser emitida a segunda via do respectivo documento. ainda. deverá ser comunicada pelo interessado. carteiras e permissões de que trata esta Instrução Normativa deverão ser cancelados nos seguintes casos: I . deverão ser observadas. das Carteiras de Pescador Profissional ou de Aprendiz de Pesca. Qualquer modificação ou alteração das condições ou dados constantes das Permissões de Pesca. especificamente das folhas onde comprova o vínculo emp regatício como Pescador Profissional ou o respectivo contrato de trabalho. para fins de atualização do registro originalmente concedido. ou declaração do proprietário de que faz uso da embarcação de pesca. bem como pagamento da respectiva taxa de emissão. Glaucio Gonçalves Tiago . ao Escritório Estadual da SEAP/PR. mediante apresentação do requerimento e comprovação do pagamento prévio de quaisquer débitos porventura existentes com a SEAP/PR. atestando que o pescador profissional faz da pesca sua profissão ou meio principal de vida. se esta for de terceiros. b) comprovação de inscrição na Previdência Social como segurado especial ou autônomo ou comprovação da aposentadoria nessas categorias. pelo Escritório Estadual da SEAP/PR. as seguintes condições: I – se Pescador Profissional na Pesca Artesanal: a) apresentação de “Relatório de Desempenho Anual de Atividade”.a pedido do interessado. bem como de emissão de novo Certificado de Registro ou de Certificado de Permissão Prévia de Pesca. II – se Pescador Profissional na Pesca Industrial: a) apresentação de cópia da Carteira de Trabalho da Previdência Social . devem ser requeridas até trinta dias antes da data de seu vencimento. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 167 Art. Na revalidação da Carteira de Pescador Profissional e na renovação do Certificado de Registro de Armador de Pesca. bem como do Registro concedido. apresentar cópia do Certificado de Registro da embarcação utilizada na pesca. e) cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. atualização do registro originalmente concedido ou emissão de novo Certificado de Registro. 31. do Certificado de Registro. mantido o prazo de validade original. quando prevista em lei. na Unidade da Federação que o emitiu. b) comprovação de inscrição na Previdência Social. concedidos nos termos desta Instrução Normativa.AQUICULTURA. d) quando não filiado: o “Atesto” de dois pescadores já inscritos no RGP da SEAP/PR.. mediante solicitação e justificativa do interessado. A revalidação ou renovação dos Certificados de Registros e das Carteiras de Pescador Profissional ou Aprendiz de Pesca. Art. cadastrada ou registrada no órgão competente. conforme modelo adotado pela SEAP/PR. para cada embarcação.CTPS. e b) apresentação do “Mapa Anual de Produção Pesqueira”. no caso da Carteira de Pescador Profissional. O requerimento decorrente de incorporação de nova unidade de aqüicultura deverá ser encaminhado ao Escritório Estadual da SEAP/PR. 30. inclusive quando se tratar de pedido de cancelamento. e c) cópia do documento de inscrição no PIS/PASEP.

º 221. conforme a categoria. da SEAP/PR. º 9.solicitação de documentação complementar. quando infringir qualquer dispositivo constante da presente Instrução Normativa. no Decreto-Lei n. as informações constantes do respectivo registro. na devolução à SEAP/PR do Certificado de Registro. Parágrafo único. do Escritório Estadual da SEAP/PR que emitiu o respectivo registro. Art. 36. na Lei n. e II – realização de vistorias ou auditorias técnicas. Certificado de Permissão Prévia ou Carteira de Pescador Profissional ou de Aprendiz de Pesca. todas do Ministério da Agricultura.679. e a Instrução Normativa nº 33.AQUICULTURA. emitidos pelos órgãos anteriormente responsáveis pelo RGP. 40. de 18 de janeiro de 2001. JOSE FRITSCH Glaucio Gonçalves Tiago . as penalidades previstas na Lei n. Caberá a Subsecretaria de Desenvolvimento da Aqüicultura e Pesca da SEAP/PR o estabelecimento de procedimentos administrativos complementares relativos às concessões de permissões e registros de que trata esta Instrução Normativa. a Instrução Normativa nº 14. de 23 de novembro de 1988. § 1º A efetivação do cancelamento se dará por ato administrativo. de 9 de fevereiro de 1999. Esta Instrução Normativa entra em vigor após decorridos quarenta e cinco dias de sua publicação oficial.810. a qualquer tempo. 38. no prazo máximo de um ano. 37. contado a partir da data de publicação desta Instrução Normativa. A solicitação de documentação complementar prevista no inciso I fica condicionada a aprovação prévia da DICAP. 41. de 12 de fevereiro de 1998. º 7. Art. Aos infratores das normas disciplinadas pela presente Instrução Normativa serão aplicadas. As cópias dos documentos exigidos na presente Instrução Normativa terão que ser autenticadas. 39. na forma prevista em legislação. bem como decidir sobre os casos considerados omissos. de 27 de março de 2002. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. conforme o caso.605. ficando isentos do pagamento de taxas de expedição ou registro. Art. Art. a ser formalizado junto ao interessado. por solicitação do interessado. de 28 de fevereiro de 1967 e no art. § 2º Todas as formas de cancelamento constantes neste artigo implicarão. sem prejuízo das penas previstas em lei. podendo ser realizadas pelos servidores dos respectivos Escritórios Estaduais da SEAP/PR mediante apresentação dos originais. Os Certificados de Registros e as Carteiras de Pescador Profissional e de Aprendiz de Pesca. Ficam revogadas a Instrução Normativa nº 2. a Instrução Normativa nº 5.a pedido do órgão fiscalizador competente. de 29 de outubro de 1999. Art. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 168 III – de ofício. Os Escritórios Estaduais da SEAP/PR poderão averiguar. de 19 de agosto de 2003 e em legislação complementar. Art.18 do Decreto nº 4. e IV . deverão ser substituídos. Pecuária e Abastecimento. mediante: I . quando estiverem dentro do prazo de validade. 35.

ANA. de 10 de abril de 2003. III . da Lei no 9. e do Decreto no 4.ao aumento da produção brasileira de pescados. Parágrafo único.águas interiores.984. de 15 de maio de 1998. 3o Para fins da prática da aqüicultura de que trata este Decreto. da Constituição. 84. delimitado.670. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 169 ANEXO 2 DECRETO Nº 4. Art. de 25 de novembro de 2003 Dispõe sobre a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água de domínio da União para fins de aqüicultura. que não confere direito de uso de recursos hídricos e se destina a reservar a vazão. II .aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida. na forma prevista na legislação em vigor. delimitado.895. e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. DECRETA: Art. de 17 de julho de 2000. VI . a plataforma continental e os álveos das águas públicas da União.725.espécies estabelecidas: aquelas que já constituíram populações em reprodução. possibilitando aos investidores o planejamento para os usos requeridos. nos termos e nas condições expressas no respectivo ato.outorga preventiva de uso de recursos hídricos: ato administrativo emitido pela Agência Nacional de Águas . destinado a projetos de aqüicultura. de 17 de julho de 2000. localização e preferência. na forma estabelecida neste Decreto. III . conforme previsão do art.faixas ou áreas de preferência: aquelas cujo uso será conferido prioritariamente a determinadas populações.outorga de direito de uso de recursos hídricos: ato administrativo mediante o qual a ANA concede ao outorgado o direito de uso de recurso hídrico. II . com vistas: I . mar territorial e zona econômica exclusiva. IV . e IV . Art. imagos. entende-se por: I . 1o Os espaços físicos em corpos d’água da União poderão ter seus usos autorizados para fins da prática de aqüicultura.à segurança alimentar. em cujos espaços físicos intermediários podem ser desenvolvidas outras atividades compatíveis com a prática da aqüicultura. 2o Para os fins deste Decreto. VII . alevinos. que compreende um conjunto de áreas aqüícolas afins. A autorização de que trata o caput será concedida a pessoas físicas ou jurídicas que se enquadrem na categoria de aqüicultor. da Lei n o 9. no uso da atribuição que lhe confere o art. V . ocorre total ou parcialmente em meio aquático. ovos.formas jovens: sementes de moluscos bivalves.à inclusão social. aparecendo na pesca extrativa. por prazo determinado. de 31 de agosto de 1981.AQUICULTURA.984. larvas. VIII . em condições naturais.636. pós-larvas.938. individuais ou coletivos. da Lei no 9.área aqüícola: espaço físico contínuo em meio aquático.ao desenvolvimento sustentável. Glaucio Gonçalves Tiago . 6o da Lei no 9. inciso IV. do Decreto no 3. passível de outorga. consideram-se da União os seguintes bens: I .parque aqüícola: espaço físico contínuo em meio aquático. observando-se critérios de ordenamento. Excetuam-se do conceito previsto no inciso I os grupos ou espécies tratados em legislação específica. náuplios ou mudas de algas marinhas destinados ao cultivo. de 8 de janeiro de 1997. de 10 de janeiro de 2001. girinos.433. e tendo em vista as disposições da Lei n o 6. Parágrafo único.

4o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República delimitará a localização dos parques aqüícolas e áreas de preferência com prévia anuência do Ministério do Meio Ambiente. O uso de formas jovens na aqüicultura somente será permitido: I .quando advierem de laboratórios registrados junto à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. será permitida a utilização de espécies autóctones ou de espécies alóctones e exóticas que já estejam comprovadamente estabelecidas no ambiente aquático. desde que estritamente indispensáveis. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 170 II . 7o A edificação de instalações complementares ou adicionais sobre o meio aquático ou na área terrestre contígua sob domínio da União.quando obtidas por meio de fixação natural em coletores artificiais.lagos.quando extraídas em ambiente natural e autorizados na forma estabelecida na legislação pertinente. áreas aqüícolas e de preferência. II . com comprovado reconhecimento científico ou técnico. conforme previsto em ato normativo específico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis . Art. § 2o A hipótese prevista no inciso III somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves. Art. e III . do Ministério do Planejamento. da Autoridade Marítima. no âmbito de suas respectivas competências. rios e quaisquer correntes de águas em terrenos de domínio da União. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. na forma estabelecida na legislação pertinente. inclusive em áreas e parques aqüícolas já delimitados. inclusive aqueles sob administração do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas . reservatórios e canais. § 1o A hipótese prevista no inciso II somente será permitida quando se tratar de moluscos bivalves e algas macrófitas. II . Os critérios e procedimentos para a autorização de uso de que trata o caput serão estabelecidos em conformidade com o art. 19 deste Decreto. Art. a autorização de uso de espaços físicos de corpos d’água. atendidas por programas de inclusão social. só será permitida quando previamente caracterizadas no memorial descritivo do projeto e devidamente autorizada pelos órgãos competentes. § 3o A outorga preventiva de que trata o § 2o será convertida automaticamente pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos ao interessado que receber o deferimento da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca para emissão da cessão de espaços físicos para a implantação de parques. açudes. ou que banhem mais de uma Unidade da Federação. que analisará o pleito e emitirá a respectiva outorga preventiva. Parágrafo único. 6o A União poderá conceder às instituições nacionais. Parágrafo único. observado o seguinte: I . para a realização de pesquisa e unidade demonstrativa em aqüicultura . assim como a permanência no local. de quaisquer equipamentos. Art. Art. 5o A autorização de uso referida neste Decreto nos espaços físicos decorrentes de áreas de preferência ou de fronteira. Orçamento e Gestão e da ANA.DNOCS ou da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – CODEVASF e de companhias hidroelétricas.nas faixas ou áreas de preferência. 9o A aqüicultura em unidade de conservação ou em seu entorno obedecerá aos critérios. Art. com base em critérios estabelecidos em ato normativo de que trata o art. Para introdução de novas espécies ou translocação. III . l9 deste Decreto. 8o Na exploração da aqüicultura em águas continentais e marinhas. § 2o A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca solicitará reserva de disponibilidade hídrica à ANA para cessão de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União.na faixa de fronteira. § 1o A falta de definição e delimitação de parques e áreas aqüícolas não constituirá motivo para o indeferimento liminar do pedido de autorização de uso de águas públicas da União. 10.depósitos decorrentes de obras da União. será observada a legislação pertinente. a prioridade será atribuída a integrantes de populações tradicionais. na forma da legislação em vigor. a autorização de uso será concedida de acordo com o disposto na legislação vigente. de seu domínio. métodos e manejo adequados para garantir a preservação do ecossistema ou seu uso sustentável. Art. sirvam de limites com outros países. onde se localizará o empreendimento. será concedida a pessoas físicas ou jurídicas.IBAMA. Glaucio Gonçalves Tiago .AQUICULTURA.

II . após aprovação final do projeto técnico pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Art. instruído na forma disposta em norma específica.U. será de inteira responsabilidade do outorgado.O. II .incremento da produção pesqueira. inclusive de reservatórios de companhias hidroelétricas. Art. 17. 15. Parágrafo único. garantirá o livre acesso de representantes ou mandatários dos órgãos públicos. deverá observar. 11. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 171 § 3o O aqüicultor é responsável pela comprovação da origem das formas jovens introduzidas nos cultivos. Art. O instrumento de autorização de uso de que trata este Decreto deverá prever. O cultivo de moluscos bivalves nas áreas. III . dentre outros: I . os seguintes prazos: I . § 1o Os critérios de julgamento do processo seletivo público. 14. contado da publicação deste Decreto.ações sociais direcionadas a ampliação da oferta de alimentação. § 2o Para fins de classificação no processo seletivo público. o Ministério do Meio Ambiente. Art. Parágrafo único. a autorização de uso será onerosa e seus custos deverão ser fixados mediante a instauração de processo público seletivo. 12. A sinalização náutica. 25 de novembro de 2003. 18. o Ministério do Planejamento. bem como de empresas e entidades administradoras dos respectivos açudes. será analisado pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. incumbindo-lhe a implantação. 13. em função da natureza e do porte do empreendimento.seis meses para conclusão de todo o sistema de sinalização náutica prevista para a área cedida.criação de novos empregos. pela ANA e pela Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. de forma articulada ou em conjunto. editarão as normas complementares no prazo de noventa dias. cujos usos forem autorizados. avaliação e pesquisa. sem direito a indenização. Art. sem o devido termo de outorga. Os proprietários de empreendimentos aqüícolas atualmente instalados em espaços físicos de corpos d’água da União. podendo ser prorrogada a critério da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca.AQUICULTURA. Verificada a existência de competição entre empresas do setor. deverão requerer sua regularização no prazo de seis meses. o IBAMA e a Autoridade Marítima. a legislação de controle sanitário vigente. reservatórios e canais às áreas cedidas. Orçamento e Gestão. e IV . Art. 182o da Independência e 115o da República. O pedido de autorização.2003 Glaucio Gonçalves Tiago . A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. 20. A autorização de uso de áreas aqüícolas de que trata este Decreto será efetivada no âmbito do Ministério do Planejamento. a ANA. de 26. contado da data de publicação deste Decreto. no âmbito de suas competências.até vinte anos para o uso do bem objeto da autorização.três anos para a conclusão da implantação do empreendimento projetado. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Dirceu de Oliveira e Silva Este texto não substitui o publicado no D. 1o deste Decreto. e III . O outorgado de espaço físico de que trata este Decreto. no mínimo. bem como para o início de implantação do respectivo projeto.11. O uso indevido dos espaços físicos de que trata este Decreto ensejará o cancelamento da autorização de uso. Os prazos serão fixados pelo poder público outorgante. pela Autoridade Marítima. Fica revogado o Decreto nº 2. referido no caput deste artigo. a administração declarará vencedora a empresa que oferecer maiores indicadores dos seguintes resultados socais. 19. que obedecerá aos parâmetros estabelecidos pela Autoridade Marítima. deverão considerar parâmetros objetivos que levem ao alcance das finalidades previstas nos incisos I a IV do art. Orçamento e Gestão. ainda. 21. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. manutenção e retirada dos equipamentos. Art. Art.869.empreendimento viável e sustentável ao longo dos anos. 16. para fins de fiscalização. pelo IBAMA. de 09 de dezembro de 1998 Brasília. Art. Art.

do Decreto no 4. as informações e documentos solicitados nesta Instrução Normativa. e tendo em vista o disposto no Decreto no 4. no ato do protocolo dos pedidos de uso dos espaços físicos.895. de 2003. parágrafo único. da Constituição Federal. bem como o fornecimento de informações adicionais que eventualmente sejam necessárias às análises desenvolvidas pelos órgãos citados nesta Instrução Normativa. é intransferível.895.SEAP/PR. §3o A interlocução entre o empreendedor e os órgãos envolvidos nesta Instrução Normativa será realizada por intermédio da SEAP/PR. relacionados no art. de 31 de maio de 2004 Estabelece as normas complementares para a autorização de uso dos espaços físicos em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. de 2003. inciso II. ORÇAMENTO E GESTÃO. utilizando as informações técnicas disponíveis nas instituições envolvidas. §1o Cada pedido de uso de espaço físico deverá contemplar apenas uma área aqüícola. de 2003. e dá outras providências. o COMANDANTE DA MARINHA. Glaucio Gonçalves Tiago . resolvem: CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Art. 3o do Decreto no 4. CAPÍTULO II Dos Parques Aqüícolas e Faixas ou Áreas de Preferência Art. de acordo com a atividade a ser desenvolvida. 87. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 172 ANEXO 3 INSTRUÇÃO NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº 06.AQUICULTURA. deverão encaminhar.IBAMA. 3o A SEAP/PR promoverá a delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência. DO PLANEJAMENTO. por intermédio do Escritório Estadual na Unidade da Federação onde estiver localizado o projeto. 2o. O SECRETÁRIO ESPECIAL DE AQÜICULTURA E PESCA e os MINISTROS DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE. de que trata o Decreto no 4. e o art. 5o. o DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS e o PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS . requisitar os que faltarem e emitir o Registro do Aqüicultor após a aprovação final do projeto. inciso I. 1o A autorização de uso do espaço físico em corpos d'água de domínio da União para fins de aqüicultura. §2o Caberá ao Escritório Estadual da SEAP/PR conferir. não sendo permitido ao titular o parcelamento ou o arrendamento da referida área. Art. na forma dos Anexos a esta Instrução Normativa. 2o Os interessados na prática da aqüicultura em corpos d'água de domínio da União. de que tratam o art. quatro vias do requerimento para a autorização de uso dos espaços físicos à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca . no uso das atribuições que lhes confere o art.895. §4o Caberá ao interessado o pagamento de todas as despesas decorrentes do processo de aprovação do projeto.895. no uso de suas atribuições. de 25 de novembro de 2003. incisos III e IV. bem como do projeto especifico elaborado por profissionais cadastrados no Cadastro Técnico Federal do IBAMA.

CAPÍTULO III Das Áreas Aqüícolas Art. §1o Verificada a adequação técnica do projeto. do Decreto 4. em função do potencial de impacto ambiental do empreendimento. delimitar as áreas aqüícolas. conforme a Norma da Autoridade Marítima que trata dos procedimentos para a realização de obras sob. §4o Caberá ao IBAMA. II e V a esta Instrução Normativa. 4o Para a instalação dos projetos em áreas aqüícolas. de 17 de julho de 2000. ou entidade por ele delegada.que as licenças ambientais poderão ser emitidas isoladas ou sucessivamente. em conjunto com o IBAMA.984. entende-se por Unidades de Pesquisa aquelas destinadas ao desenvolvimento. quando solicitada pela SEAP/PR. e demais instrumentos legais vigentes. suas subdivisões e espaços intermediários dentro dos parques aqüícolas. ou à entidade por ela delegada. com maior nível de detalhamento contendo as informações do Anexo VI a esta Instrução Normativa. conforme previsão do art. fora dos parques aqüícolas. §1o A autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União para implantação de Unidades de Pesquisa será aprovada pela SEAP/PR. no âmbito de sua competência. devendo contemplar o monitoramento e o controle ambiental. §2o Quando solicitadas para programas de inclusão social ou de segurança alimentar de órgãos da Administração Pública ou de entidades sem fins lucrativos que tenham como objetivo ações de assistência social a populações tradicionais. observando a Instrução Normativa Interministerial no 08. poderá ser solicitado estudo ambiental complementar. quando couber. à pesquisa. §5o Caberá à Capitania dos Portos encaminhar à SEAP/PR o parecer conclusivo emitido pelo representante da Autoridade Marítima para a segurança do tráfego aquaviário. deverão ser cumpridas as exigências para a apresentação do projeto. as faixas ou áreas de preferência deverão ter área suficiente para atender ao número de pessoas que forem objeto da solicitação. emitir outorga preventiva para fins de reserva de disponibilidade hídrica que possibilite aos investidores o planejamento do uso requerido. CAPÍTULO IV Das Unidades de Pesquisa Art. constantes dos Anexos I. do licenciamento ambiental. 5o Para efeito desta Instrução Normativa. estabelecendo em ato normativo próprio a delegação de competência e observando: I . §2o Caberá à ANA. 6o da Lei no 9.nos procedimentos de licenciamento ambiental. analisar o projeto no âmbito de sua competência e emitir as devidas licenças ambientais. quando couber. da anuência da Secretaria do Patrimônio da União do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão – SPU/MP e do cumprimento das exigências para a apresentação de projeto. de 2003. e II . §3o A outorga preventiva será automaticamente convertida pela ANA em outorga de direito de uso de recursos hídricos após a aprovação do projeto pela SEAP/PR. ao IBAMA e à Autoridade Marítima com jurisdição sobre a área onde se pretende instalar o empreendimento. previstas no art. obedecendo aos critérios definidos na outorga de direito de uso de recursos hídricos emitida pela ANA. constantes dos Anexos I e II a esta Instrução Normativa. inciso II. sobre e às margens das águas sob jurisdição brasileira. a SEAP/PR o submeterá à ANA. de 26 de novembro de 2003. 2 o. da manifestação da Autoridade Marítima. à avaliação e à adequação tecnológica voltadas para as atividades aqüícolas.AQUICULTURA. no licenciamento ambiental e na autorização de uso dos espaços físicos em águas de domínio da União. emitida pela SPU/MP. para Glaucio Gonçalves Tiago . §4o A administração dos parques aqüícolas e das faixas ou áreas de preferência será de responsabilidade da SEAP/PR ou de entidade por ela delegada. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 173 §1o A delimitação dos parques aqüícolas e faixas ou áreas de preferência citados no caput dependerá da outorga preventiva a ser emitida pela ANA. para análise e manifestação conclusiva. bem assim outras que julgar pertinentes.895. §3o Caberá à SEAP/PR.

e a anuência da Autoridade Marítima e da SPU/MP. §5o A implantação de Unidades de Pesquisa em aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecido em ato normativo da SEAP/PR. §2o Para receber a autorização a que se refere §1o. Glaucio Gonçalves Tiago . 7o Verificada a existência de competição entre os interessados. §4o O produto auferido da Unidade Demonstrativa deverá ser doado e destinado a instituições sociais ou a programa de segurança alimentar. a anuência da Autoridade Marítima e a permissão da SPU/MP. CAPÍTULO V Das Unidades Demonstrativas Art. bem como dos estoques de organismos sob cultivo. 6o Para efeito desta Instrução Normativa entende-se por Unidade Demonstrativa a estrutura de cultivo destinada ao treinamento.AQUICULTURA. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas e ambientais na forma dos Anexos I. por intermédio de procedimento administrativo que contemple as questões técnicas. capacitação e transferência de tecnologias em aqüicultura. a SEAP/PR poderá instalar. a autorização de uso será onerosa e seus custos deverão ser fixados mediante a abertura de processo seletivo público. com a anuência do IBAMA.empreendimento viável e sustentável ao longo dos anos. para fins de realização de pesquisa científica em aqüicultura. §5o A implantação de unidade demonstrativa de aqüicultura obedecerá a critérios técnicos de dimensionamento máximo de área estabelecidos em ato normativo da SEAP/PR com a anuência das demais instituições envolvidas. de todos os materiais e equipamentos ao término da demonstração. §3o É obrigatória a retirada. quando couber. Unidades Demonstrativas. do Decreto no 4. de forma direta. dentre outros: I . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 174 instituições nacionais de comprovado reconhecimento científico. visando garantir que os conhecimentos apurados serão de domínio público. §3o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais ou anuais de avaliação e o relatório final da pesquisa à SEAP/PR e ao IBAMA. CAPÍTULO VI Da Competição Onerosa Art. §2o Para fins de classificação no processo seletivo público. deverão considerar parâmetros objetivos que levem ao alcance das finalidades previstas nos incisos I a IV do art. observada a respectiva outorga da ANA. é de até três anos. a instituição deverá apresentar à SEAP/PR projeto científico detalhado justificando o pleito com a devida caracterização da área onde será implantada a unidade. quando couber. §1o A implantação de Unidades Demonstrativas será aprovada pela SEAP/PR. §7o O prazo máximo de autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União para a implantação de Unidade Demonstrativa em aqüicultura é de até três anos. observada a respectiva outorga da ANA. do término da pesquisa. além de quaisquer resíduos resultantes da utilização do espaço físico. no prazo de trinta dias. §4o É obrigatória a retirada de todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. quando não por ela executada. a administração declarará vencedor o empreendedor que oferecer maiores indicadores dos seguintes resultados sociais. científicas e ambientais na forma dos Anexos I. §2o A instituição autorizada deverá encaminhar relatórios semestrais de avaliação e o relatório final à SEAP/PR. §6o Observados os procedimentos previstos nesta Instrução Normativa. II e IV a esta Instrução Normativa. §6o O prazo máximo de autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União. para instituições nacionais com comprovado reconhecimento científico ou técnico. no prazo de trinta dias. detalhando o cumprimento das metas estabelecidas no projeto técnico. juntados os currículos dos pesquisadores envolvidos e documento de responsabilidade técnica.895. de 2003. §1o Os critérios de julgamento do processo seletivo público. II e III a esta Instrução Normativa. 1o.

É vedada a renovação das autorizações de uso das Unidades de Pesquisa e das Unidades Demonstrativas de que tratam os Capítulos IV e V desta Instrução Normativa. e IV . III . a SEAP/PR informará a decisão ao interessado por intermédio do Escritório no Estado onde está prevista a implantação do projeto e por meio do seu endereço eletrônico. com antecedência de um ano do término da autorização em vigor. 11. terá prazo de validade estabelecido pelo poder público outorgante. à SEAP/PR. 13. que comunicará o fato às demais entidades ou órgãos envolvidos no processo de autorização. §1o Após a aprovação do projeto técnico pela SEAP/PR. além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico em corpos d’água. CAPÍTULO VII Das Autorizações de Uso dos Espaços Físicos em Corpos D'água de Domínio da União Art. a autorização de uso do espaço físico estará sujeita a processo seletivo público. contado a partir da data da comunicação à SEAP/PR. com a devida anuência das demais entidades envolvidas. esta o encaminhará à SPU/MP para a autorização de uso do espaço físico em corpo d’água de domínio da União. O autorizado poderá requerer a renovação da autorização de uso. parágrafo único. CAPÍTULO VIII Da Renovação da Autorização de Uso Art. este deverá requerer nova autorização para a manutenção do projeto para o período remanescente da autorização.AQUICULTURA. Todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. Em caso de falecimento do autorizado e havendo interesse de continuidade da atividade pelo ascendente. o autorizado deverá informar esta decisão. 10. 13. inciso III. Art. deverão ser retirados pelo autorizado no prazo de trinta dias. §3o O projeto técnico não aprovado será restituído pela SEAP/PR ao proponente por meio de expediente contendo a devida justificativa. 12.criação de novos empregos. por escrito. §2o A partir da segunda renovação. §1o Renovada a autorização de uso. §1o O requerente da nova autorização deverá apresentá-la à SEAP/PR no prazo máximo de sessenta dias. Art. Parágrafo único. do Decreto no 4. de 2003.incremento da produção pesqueira. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 175 II . Em caso de desistência. Parágrafo único.895. Glaucio Gonçalves Tiago . 9o Expedido o ato de autorização de uso pela SPU/MP. 8o Os pedidos de autorização de uso de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União serão instruídos e analisados na forma prevista no art. de 2003. CAPÍTULO X Do Falecimento do Autorizado Art. 15 do Decreto no 4. de 2003. CAPÍTULO IX Da Desistência Art. conforme o disposto no art.895. do Decreto n o 4. cônjuge ou convivente. descendente. desde que a solicitação seja protocolada nos escritórios estaduais da SEAP/PR.895. a SPU/MP deverá observar os prazos previstos no art. no prazo de trinta dias. Caberá à SEAP/PR informar às instituições governamentais envolvidas no processo de autorização de uso de áreas aqüícolas os atos autorizativos ou denegatórios para que cada instituição possa tomar as providências de sua alçada. §2o Para autorização de uso do espaço físico em corpo d’água de domínio da União. 15. contados a partir da data do falecimento do autorizado.ações sociais direcionadas a ampliação da oferta de alimentação.

deverão ser retirados pelo proprietário no prazo de trinta dias. a SEAP/PR adotará seqüencialmente os seguintes procedimentos administrativos: I .AQUICULTURA. e IV . administrativa ou judicialmente.referenciar geograficamente as faixas ou áreas de preferência. para fins de cumprimento do estabelecido no projeto aprovado. do infrator. ficando o mesmo impedido de obter novas autorizações. no descumprimento de um ou mais requisitos que levaram à aprovação final do projeto técnico. 14. §2o Em caso de cancelamento da autorização. ficando este impedido de obter novas autorizações. vinculado à SEAP/PR. 15. sem aviso prévio ao autorizado. administrativas e penais previstas em lei. a qualquer tempo.SINAU. 16. o infrator. III . a SEAP/PR solicitara à SPU/MP o cancelamento da autorização de uso. e III . §3o O descumprimento do estabelecido no parágrafo anterior implicará.solicitação à SPU/MP para cancelamento da autorização de uso do espaço físico em caso de persistência da infração. a qualquer tempo. a área poderá ser requerida na forma estabelecida nesta Instrução Normativa. pelo órgão competente de acordo com a natureza da infração. em faltas da mesma natureza.comunicação ao autorizado e às demais entidades relacionadas nesta Instrução Normativa. as instituições governamentais relacionadas nesta Instrução Normativa deverão adotar os procedimentos administrativos e de fiscalização cabíveis. todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. 14. §4o Todos os custos decorrentes das operações descritas no §3o serão cobrados. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 176 §2o Expirado o prazo estabelecido no §1o. dando a estes o destino estabelecido na legislação pertinente. Fica instituído o Sistema de Informação das Autorizações de Uso das Águas de Domínio da União para fins de Aqüicultura . após a quantificação e cadastramento. os parques e áreas aqüícolas e as unidades demonstrativas e de pesquisa.subsidiar o ordenamento das atividades aqüícolas em águas de domínio da União. com as seguintes finalidades: I . Por infração de qualquer disposição legal ou regulamentar. bem como comunicar à SEAP/PR eventuais irregularidades no uso do espaço físico em corpos d’água de domínio da União. II . Art. CAPÍTULO XII Do Sistema de Informação das Autorizações de Uso das Águas de Domínio da União – SINAU Art. §6o As providências descritas no parágrafo primeiro não impedem a aplicação das sanções cíveis. ou pelo não atendimento das solicitações feitas. II . Verificado o descumprimento. contado a partir do recebimento da notificação de cancelamento da autorização. contado a partir da data de recebimento da notificação. CAPÍTULO XI Das Infrações e Penalidades Art.notificação ao autorizado para que cumpra o estabelecido no prazo de quinze dias. a critério da autoridade competente. ficará sujeito às penalidades cabíveis e a SEAP/PR solicitará à SPU/MP o cancelamento da autorização de uso sem aviso prévio ao autorizado. sem aviso prévio. de um ou mais requisitos que levaram à aprovação final do projeto técnico.criar e manter o banco de dados das autorizações de uso. na remoção dos materiais e equipamentos. §5o Em caso de reincidência.cadastrar e controlar os projetos aqüícolas. bem como dos estoques de organismos sob cultivo. §1o Recebida a comunicação de que trata o art. informando sobre o efetivo cancelamento da autorização de uso pela SPU/MP. Glaucio Gonçalves Tiago . além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico autorizado.

além de quaisquer resíduos resultantes do uso do espaço físico em corpos d’água da União.AQUICULTURA. de 2003. Art. Art. 19. todos os equipamentos de aqüicultura e organismos que estiverem sob cultivo. 20. JOSÉ FRITSCH MARINA SILVA GUIDO MANTEGA ROBERTO DE GUIMARÃES CARVALHO JERSON KELMAN MARCUS LUIZ BARROSO BARROS Glaucio Gonçalves Tiago . A ocupação de espaços físicos em corpos d’água de domínio da União sem autorização.895. e sem a observância do disposto nesta Instrução Normativa e no Decreto no 4. 18. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 177 CAPÍTULO XIII Das Disposições Finais Art. Fica revogada a Instrução Normativa Interministerial no 9. sujeitará o infrator às cominações legais previstas para os casos de esbulho de áreas públicas de uso comum e às sansões penais. o proprietário deverá retirar. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. 17. no prazo de trinta dias. A autorização de uso de espaços físicos de corpos d'água de domínio da União não exime o autorizado do cumprimento da legislação em vigor. Art. Art. de 11 de abril de 2001. Ao final do prazo estabelecido no ato autorizativo. 21.

(11) 3091-6607. Praça do Oceanográfico. paticipative management and legislation aiming the maintenance the quality and quantity of water available to the society are analysed. also must to comprise pluridimiensional and participative characteritics aiming the optimization of the legal enforcement and the rational and carefull use of this resource. Francisco Matarazzo. qualitativa e ecologicamente funcional. (11) 3091-6551. objetivando a aplicação eficaz da norma jurídica e a utilização racional e cuidadosa desse recurso. tel.br. recurso hídrico. Água Branca. São Paulo/SP. Verifica-se a existência de divergências semânticas e técnicas. 2 Professora Dra. Conseqüentemente.The existence of semantic and technical divergences. Cidade Universitária.Instituto Oceanográfico e PROCAM/USP. including its quality. quantity and functional maintenance. que indicam uma distensão sobre a questão da consuntividade da aqüicultura.SAA/SP. . Specifically.br. Av. também deve contemplar características pluridimensionais e participativas. Resumo Neste estudo se analisa conceitualmente a questão do uso da água pela aqüicultura com base na assunção de modelos de gestão ambiental voltados a essa atividade e no arcabouço legal vigente. prevendo concomitantemente sua manutenção quantitativa. that indicate strain about the subject of aquaculture consumptivity. tel. some strategies and tools referring to the policy of use and consumption of water. is verified. internas e externas ao setor produtivo.io. CEP 05508-900. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 178 AQÜICULTURA E RECURSOS HÍDRICOS (ADENDO) O Uso da água pela aqüicultura: estratégias e ferramentas de implementação de gestão [The use of water by aquaculture: strategies and tools for management implementation] Glaucio Gonçalves TIAGO 1 . handling techniques. fax.AQUICULTURA. Palavras-chave: aquicultura. a codificação de regulamentos voltados ao uso da água. Glaucio Gonçalves Tiago . CEP 05001-900. e-mail: glaucio@aquicultura. água. Consequently.usp. gestão ambiental. e-mail: soniag@ceres. São analisadas especificamente algumas estratégias e instrumentos relativos à política de uso e consumo da água. São Paulo/SP. fax. (11) 3871-7518. Abstract This study analyzes conceptualy the question of water use by aquaculture based on the assumption of environmental management models directed to this activity and to the in force legal structure. técnicas de manejo. 455. the codification of rules focusing the water use. that has been enlarged in its legal and thematic repertoire.(11) 3871-7568.Instituto de Pesca da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios . Sônia Maria Flores GIANESELLA 2 1 Pesquisador Científico . 191. inner and outer to the productive sector. instrumentos de gestão e legislação. que já tem sido ampliado em seu repertório legal e temático.

000/TM 2. é uma atividade altamente consumidora de água e mais uma a competir com outras atividades humanas por este recurso.000 6. É imprescindível à civilização humana. mas tem sido utilizada de forma inadequada e sua demanda crescente fará com que se torne em breve um recurso esgotável em quantidade e qualidade.1 0.000-12.000/TM 1.25 Glaucio Gonçalves Tiago .006-0. mas com reservas limitadas. Água requerida Produto Álcool Papel Petróleo Aço Algodão Criação de gado Criação de porco Aqüicultura Tanques de camarão Salmonídeos Tanques de bagres / channel catfish m3: metro cúbico e TM: tonelada métrica (m /TM e m /m ) 125-170 9-450 21. O desenvolvimento deste tipo de atividade produtiva. que tem tido grande desenvolvimento nas últimas décadas.000/TM 6.000/TM 1.650/TM Valor da água (US $/ m3) 12-16 0.2-11 48 37 0.000/ TM 2.000 252.1-1.7-33 0. water. BEVERIDGE & CLARK. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 179 Key words: aquaculture.000-55. Segundo os dados apresentados por este autor. Quadro 1 .470 3 3 3 Valor nominal do produto (US $) 2. cerca de 70% da água hoje disponíveis são destinados ao aproveitamento agrícola". 1991).6-23 0.018 0. apresenta riscos de deteriorar a qualidade e quantidade da água.AQUICULTURA. Dados comparativos de uso e/ou consumo de água pela aqüicultura demonstram os grandes volumes necessário às práticas aqüícolas (Quadro 1) e remetem à proposição de uma maior e melhor discussão dos tipos de ações de comando e controle necessários à gestão ambiental da aqüicultura.Água requerida por sistemas de produção aqüícola e sistemas de produção industrial e agropecuária com os respectivos valores de produto e de água (PHILLIPS. social e econômica. e menos de 10%. hydrological resource.8-25 2.650-4. environmental management. entretanto.000/m3 300/TM 500/m3 200/TM 1. Introdução A água é um recurso natural renovável. A aqüicultura. para abastecimento da população (higiene e consumo direto). podendo contribuir com o declínio da qualidade ambiental.6-810 8-250 90-450 42 54 11. TELLES (2002) afirma que "na média mundial. Em análise da evolução do uso nos últimos 100 anos. aproximadamente 20% da água são destinados a indústria.

se introduzimos a questão da qualidade no conceito de consuntivo. científicas e representativas da aqüicultura brasileira têm advogado que a aqüicultura não consome. a reflexão sobre atividades antrópicas que utilizem recursos naturais de domínio coletivo leva-nos a posturas como as apresentadas em PHILIPPI Jr. CHRISTOFIDIS (2002). estando a natureza profundamente marcada por ações humanas. na atual literatura mundial e nas normas jurídicas brasileiras da gestão do recurso água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 180 Correntes técnicas. e. em análise da característica de consumo de água pela atividade aqüícola.AQUICULTURA. De qualquer maneira. e do levantamento e coleta de dados sobre o uso da água pela aqüicultura.g. SILVA (2000) e PHILIPPI Jr. então a aquicultura pode passar a ser consuntiva. Entretanto. Resultados e Discussão No sentido de direcionar a análise proposta. é imperioso encontrar meios de diminuir ou Glaucio Gonçalves Tiago . que possuem maior correlação com a atividade aqüícola. mas sim usa a água. sob perspectivas metodológicas e marcos conceituais interdisciplinares propostos por LEFF (2000) . posto que o efluente não pode ser utilizado diretamente para abastecimento (no caso de águas continentais) e pode gerar problemas ambientais (marés vermelhas tóxicas. Na verdade.. a questão prioritária diz respeito à definição do tipo de uso e consumo da água. foram analisadas criticamente estratégias e instrumentos de implementação institucional de gestão ambiental encontrados nas organizações aqüícolas voltadas ao recurso água. (2000). entre outros) no caso de águas marinhas". pondera que: "A piscicultura tem sido considerada como atividade não consuntiva. e esta característica de não consuntivade poderia mudar enfoques e estratégias relativos à gestão do recurso hídrico voltado às criações aquáticas. distanciando-as. Metodologia A partir das bases conceituais voltadas à gestão ambiental da água pela aqüicultura. das atividades industriais. (2000): “A necessidade de se estabelecer novos métodos para o conhecimento das questões ambientais faz com que sejam fixadas as bases que deverão provocar mudanças e transformações nas pesquisas científicas e tecnológicas. muitas delas de caráter predatório.

devemos ressaltar a necessidade do pensamento e da prática de uma ciência ambiental interdisciplinar para o desenvolvimento de uma aqüicultura sustentável. alimentando os cursos d’água ou aqüíferos subterrâneos (CHRISTOFIDIS. como área do Glaucio Gonçalves Tiago ..O. em detrimento de aspectos que envolvem basicamente o uso de grandes volumes d’água PHILLIPS. 2002). possivelmente calcados em medições de demanda bioquímica de oxigênio (D. Por exemplo. A outorga e a cobrança pelo uso do recurso hídrico pela aqüicultura tornam-se mais pertinentes quando evidenciam aspectos de qualidade de água captada e lançada à fonte hídrica. Ainda que a aqüicultura não possa ser fidedignamente equiparada ao tipo de atividade industrial citada por PHILIPPI Jr. torna-se imperioso discutir as relações de uso e/ou consumo de água sob a ótica da gestão do recurso hídrico instrumentalizado por controles quantitativos ou qualitativos. como forma de induzir à verificação o consumo real de recursos hídricos pela aqüicultura. A aqüicultura usa grande quantidade de água. estima-se que cerca de 80% da água utilizada para consumo humano/industrial e 30% da derivada para irrigação retornam. BEVERIDGE & CLARK (1991) consideram que o maior impacto da utilização da água pela aqüicultura é o impacto sobre a qualidade da água. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 181 minimizar os impactos negativos interferindo especialmente em muitos processos industriais que ainda desprezam as conseqüências nefastas de suas linhas de produção para o meio ambiente”. .B. incentivadora e promotora de uma melhor gestão dos sistemas de recursos hídricos a ela vinculados. e. Um modelo objetivo e consistente de outorga e cobrança pelo uso de água para a aqüicultura remete a métodos voltados aos diferenciais de qualidade.AQUICULTURA. em termos absolutos. Outros fatores.) e de níveis de nitrogênio (N) e fósforo (P). volume de evaporação e permeabilidade do solo podem ser agregados a esta discussão.. mas.Uso e consumo de água pela aqüicultura: qualidade X quantidade. A opção de mecanismos de gestão ambiental do recurso hídrico para a aqüicultura deve eleger qual aspecto do uso da água deva ser considerado como padrão de controle.g. consome menos água do que. Em razão dos grandes volumes do recurso hídrico exigidos pela aqüicultura. atividades de agricultura irrigada. conforme pode ser verificado nas várias resoluções de outorga de uso de água já concedidas pela Agência Nacional de Águas/ANA (2003). na água captada e naquela devolvida à sua fonte ou curso original. Fatores como área.

deve-se observar a capacidade associativa de produtores com vistas à adequação de regras formais e informais que otimizem formas de gestão ambiental participativa de baixo custo transacional. A adoção de práticas responsáveis de administração e manejo de recursos aqüícolas deve sempre ser considerada na busca por instrumentos de gestão do recurso hídrico adequado para a aqüicultura. . que permitam ou auxiliem a produção legislativa de dispositivos legais incentivadores e promotores da gestão ambiental participativa. projeto escolhido ou técnicas de manejo.Instrumentos de gestão do recurso hídrico para a aqüicultura. serão sempre baseados em processos interacionais e decisórios de ações coletivas. no que diz respeito à utilização de água. no sentido da maior garantia das práticas ambientais e socialmente saudáveis. baseados em ações individuais e/ou coletivas dos conjuntos de produtores e respectivas unidades produtivas. agregando valores a seus produtos finais e possibilitando. Destaque-se que. bens e serviços. podem ser melhor posicionadas no seu mercado de atuação. empresas com preocupação na economia do uso de recursos naturais (escassos ou não) e em questões de responsabilidade social. uma vez que características particulares de organizações inter e intra setores produtivos tendem a ser relevadas na decisão de índices de valores de cobrança pelo uso de recursos. pelo setor produtivo. Eqüidade no tratamento dos vários usuários de recursos hídricos deve ser equacionada e aplicada através de instrumentos de gestão como a outorga e a cobrança pelo uso do recurso. em relação ao meio ambiente e à sociedade. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 182 espelho d’água. e. especificamente destinadas à produção de documentos técnicos voltados ao desenvolvimento sustentável.AQUICULTURA. e. g. maior amplitude de ações de marketing institucional. podem interferir em um maior consumo real de água e podem também ser levados em conta nos modelos de outorga e cobrança pelo uso de recursos hídricos para as atividades de aqüicultura. A partir da assunção de modelos de gestão ambiental para aqüicultura.. contemporaneamente. e do menor custo de aplicação legal e da fiscalização das atividades. Instrumentos de gestão que considerem aspectos contidos em códigos de conduta técnica e empresarial responsáveis. é necessária a estrita observação da adequação de teorias de norma jurídica. ao Glaucio Gonçalves Tiago . No caso da legislação específica do desenvolvimento produtivo e ambiental da aqüicultura. além de melhor contemplar aspectos técnicos voltados à economicidade da natureza.

produção industrial. entretanto. Considerando que a cobrança pelo uso da água não deve ser vista como instrumento de gestão isolado e capaz de resolver todas as questões relacionadas com o planejamento e gestão de recursos hídricos. apresentam características de uso e consumo de água diferentes daquelas apresentadas pela agricultura irrigada. geração de energia. devem levar em conta a quantidade e a qualidade da água. Tais instrumentos. mas sim. Práticas internacionais em cobrança pelo uso da água já existem e produzem resultados variáveis de acordo com os objetivos declarados e o universo institucional existente nos países de implantação desse sistema (Quadro 2). não totalmente aceitas por organizações que se percebem fora de enquadramentos e padrões determinados para a execução das exigências e cobranças. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 183 mesmo tempo. dentre outras atividades. Glaucio Gonçalves Tiago . abastecimento doméstico. tal como a aqüicultura. BARTH (2000) ressalta que: “não é a definição do modelo econômicofinanceiro da cobrança o maior desafio. uma vez que atividades.AQUICULTURA. a aceitação de sua implementação pelas comunidades das bacias hidrográfica”.

gerenciamento de bacias e cobrança _________ que reflete a escassez relativa da água Agências federais. ambientais porém frágil capacidade institucional para implementação Holanda QT e QL Governos estadual e federal Governos estadual e federal Alemanha QL México QL Colômbia QT e QL Coletada pelo Tesouro Nacional e parcialmente adicionada ao orçamento das agências de gerenciamento de água Finaciamento das agências de gerenciamento de água _______ Governo federal Governos estadual e federal Danos ambientais Índia QT e QL Governos estadual e federal Agências federais. desenvolvimento e uso de sistemas hidráulicos. locais ou de bacias Subsídios para irrigação ________ QT = cobrança por quantidade. locais ou de bacias Danos ambientais A complexidade dos critérios de cobrança e a frágil capacidade institucional dificultam a implementação Associações de usuários de água criadas e enormes aumentos de preços implementados África do Sul QT EUA QT Financiamento de gerenciamento de recursos hídricos. BALTAR.Características principais das Experiências Internacionais em Cobrança pelo Uso da Água Bruta (AZEVEDO. QL = cobrança por qualidade Glaucio Gonçalves Tiago . 1999.AQUICULTURA. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 184 Quadro 2 . baseado em Asad et al.. País França Tipo de Cobrança QT e QL Aplicação da Renda Financiamento de obras de saneamento para as bacias Financiamento de obras de saneamento nos municípios Financiamento de obras de saneamento nos municípios Regulamentação e Gerenciamento Comitês/Agência de bacias Critério de Resultados Cobrança Preços públicos e Consolidação da bacia padrões como a unidade principal ambientais de gerenciamento e geração / distribuição de receita Preços públicos e Níveis de cobrança altos padrões e crescentes forçaram ambientais práticas de controle e geraram elevadas receitas Preços públicos e Isenções de cobrança padrões para atendimento a ambientais padrões mais restritivos aumentou o controle de poluição mas reduziu a receita Padrões Aumento da receita. 1998). e Seroa da Motta. & FREITAS. 2000. e alcance de alocação eqüitativa e eficiente de água Financiamento das agências de gerenciamento de água Infra-estrutura.

a Lei 9433. pluridimensionais. a aqüicultura apresenta características específicas de uso e consumo do recurso. calcada apenas na autoridade do poder executivo. que institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. uma vez que. a importância da criação e adoção de estruturas legais e institucionais que minimizem o potencial de conflitos. Sob nossa ótica. No Brasil. comumente encontradas em sistemas jurídicos sintáticos. métodos legislativos em que os discursos tendem a ser desqualificados por uso de reputação e de exclusão de discursos contrários ao dogma. devem ser evitados. de maneira geral. que.Recursos hídricos e a aqüicultura brasileira: aspectos institucionais e contingenciais Historicamente. socialmente participativos. métodos legislativos que contribuam para o aumento do repertório discursal ou legal e que utilizem transmissão de performances seletivas entre atores sociais. pela característica eminentemente estatal. de 17 de julho de 2000. devem ser eleitos para a melhor adequação do Glaucio Gonçalves Tiago . regulamentação da aqüicultura brasileira carece. que auxiliem e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental (TIAGO. heterológicos e participativos. comumente encontrados em sistemas jurídicos semânticos. Em conjunto com a Agência Nacional de Águas/ANA. obstam e/ou contingenciam a consolidação da proteção do meio ambiente.AQUICULTURA. tais atos. estes instrumentos legais de política e gestão ambiental. tendam a consolidar a proteção do meio ambiente. No que diz respeito ao licenciamento ambiental da aqüicultura. tem-se enfatizado que um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos é o fato de que faltam instrumentos específicos. de 08 de janeiro de 1997. inovou ao prever a gestão descentralizada e integrada das águas através da criação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos/CNRH e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 185 . 2002). lineares e homológicos. devem verificar a possibilidade de certificar a água recebida pela aqüicultura. Apesar de vários esforços. criada pela Lei 9984. ainda. a legislação brasileira de recursos hídricos apresenta a perspectiva ambiental de gestão. prejudicando a correta gestão do recurso hídrico. com dispositivos legais explicitamente direcionadores à gestão participativa do recurso e à cobrança pelo uso da água. Conforme estudos conceituais por nós desenvolvidos. não sendo baseadas em atos normativos regulamentadores. de instituições que produzam normas socialmente participativas e setorialmente aceitas. Destaca-se neste sentido. Assim. incentivadores ou desincentivadores.

com vista à melhor gestão deste recurso vital. Os “loci” da reflexão sobre as atitudes relativas à gestão ambiental dos recursos hídricos regionais e microrregionais devem ser os Comitês de Bacias Hidrográficas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 186 conjunto de legislação voltada à manutenção quantitativa. podem obter maior aplicabilidade e justificar a aplicação eficaz dos instrumentos legais pelas instituições responsáveis na fiscalização das medidas tomadas e nos resultados alcançados pelas organizações que devam praticá-las. proteção de poluição e reciclagem de recursos hídricos. para que possibilitem mudanças nas políticas institucionais e na legislação aqüícola e de recursos hídricos. Obviamente. Opções de estratégias de proteção aos recursos hídricos que tendam a menor interferência no aumento da composição de custos dos produtos aqüícolas e maior participação intra-setorial. métodos com menor aporte tecnológico podem. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos (TIAGO. Entretanto. em especial. 2002). Glaucio Gonçalves Tiago . neste último caso.Estratégias de gestão ambiental para a proteção de recursos hídricos utilizados pela aqüicultura brasileira: perspectivas e possibilidades A gestão ambiental de aqüiculturas deve estabelecer estratégias e ações para implementação de políticas que visem direcionar a atividade produtiva para a aplicação de tecnologias que prevejam utilização racional.AQUICULTURA. enquanto métodos de controle estrito da qualidade de água poderiam ser aplicados às criações extensivas e semi-intensivas. . desde que paritariamente constituídos pelos atores deste tipo de arena. Pelos condicionantes técnicos de produção. os métodos e técnicas de reciclagem de água apresentam-se como extremamente desejáveis para sistemas intensivos de criações aquáticas (Quadro 3). ser eficazes no tratamento dos efluentes das aqüiculturas. a reciclagem do recurso hídrico mostra-se como uma solução técnica melhor incorporada a uma tendência orientada à nulidade de impactos ambientais sobre os recursos hídricos. de água doce. Tais estratégias e ações devem ser amplamente discutidas com a sociedade e com os setores envolvidos. principalmente em criações extensivas.

com certeza. TUCCI (2000) acredita que dentro da atualidade dos problemas da sociedade. seria ilegítimo qualificar uma determinada Glaucio Gonçalves Tiago . com vistas ao sucesso de sua capacidade produtora de alimentos para os humanos.Conclusões Atualmente. Neste sentido e segundo a ótica econômica de BUCHANAM (1991). parece-nos que os controles e cobranças voltados à manutenção da qualidade da água devam ser reforçados. demandará ainda um amplo esforço institucional na discussão destes tipos de medidas técnicas e legais. 1991) % de reciclagem de água 0 80 90 95 99 Água requerida (m3/TM) 200.000 2.AQUICULTURA. 1993). Entretanto. Por sua característica zootécnica. o que.000 . A aqüicultura é uma atividade produtiva humana que utiliza de maneira intensiva os recursos hídricos. ainda é muito limitada”.Relação entre consumo/uso de água e porcentagem de reciclagem de água em sistemas intensivos de produção de salmonídeos (PHILLIPS. WELLCOME (1996) explicita que os limites impostos à aqüicultura pela demanda de recursos hídricos implicarão em uma adequação do número de empreendimentos aqüícolas por bacias hidrográficas e/ou corpos d’água e em um aumento dos custos marginais de produção.000 10. e para a sociedade e o ambiente “não interessam as querelas corporativistas das disciplinas e dos profissionais”. pois. e questões globais e setoriais têm sido melhor identificadas. sendo uma competidora importante na disputa pela água disponível para a população e para as outras atividades produtivas. conforme disposições contidas na Agenda 21 (ONU. como aquelas industriais. infelizmente. BEVERIDGE & CLARK. ao contrário de outras atividades.000 20. que. “para buscar soluções adequadas e produtivas é necessário transitar e interagir nas diferentes disciplinas sem preconceitos e com linguagem comum. pela necessidade de monitoramento constante deste recurso. uma necessidade de certificação da qualidade da água destinada às criações aquáticas. Esta característica pode ensejar também. a aqüicultura pode colaborar com sistemas de controle de qualidade de água. o repertório de estratégias e ações voltadas à implementação de políticas que visam ao uso responsável dos recursos hídricos tem aumentado. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 187 Quadro 3 . impostos por regras mais rígidas em relação ao controle da qualidade de água. a questão dos recursos hídricos é interdisciplinar por natureza.000 40.

ser gerados através de processos heterológicos e participativos. C. 19 . FREITAS. F. São Paulo: Instituto de Qualificação e Editoração LTDA.ana. internas e externas ao setor produtivo. Qualificação e Editoração LTDA. 2000 A Cobrança como Suporte Financeiro à Política Estadual de Recursos Hídricos. em concomitância com outros setores dependentes do aporte e apropriação comunal de recursos hídricos.27. pois existem divergências semânticas e técnicas. em que a ação individual possa ser decodificada e transformada em ações coletivas que possibilitem a aplicação eficaz de regras que diminuam custos de transação. p. In: THAME. mecanismos de atuação e as regras formais e informais necessários à mudança institucional dos sistemas de gestão dos recursos hídricos brasileiros deverão. G. São Paulo: Instituto de Glaucio Gonçalves Tiago . p. A.AQUICULTURA. 135-152. assim. e o que esta distinção de consuntividade implica na sua contribuição para a melhor gestão ambiental dos recursos hídricos. BALTAR. construído e submetido a testes empíricos. BARTH. que favoreçam suas relações políticoeconômicas. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 188 estrutura econômica como sendo injusta. T. jurídicos ou não. M. C. A Cobrança pelo uso da água. de. sob nosso ponto de vista. sem demonstrar que um regime alternativo pode gerar distribuições ou alocações que solucionem tais problemas.asp 2000 A experiência [capturado em 28 de março de 2003] AZEVEDO. incertezas e assimetrias. Referências Bibliográficas ANA (Agência Nacional de Águas) 2003 Outorga de Uso de Recursos Hídricos (online). Internacional. Ontologicamente. A Cobrança pelo Uso da Água. A M. M.. não eqüitativa ou ineficiente. que indicam uma distensão sobre a questão “se a aqüicultura usa ou consome o recurso hídrico”. L. A. os instrumentos. In: THAME. Embora muito ainda precise ser modelado. uma melhor transmissão de performances seletivas entre as organizações e/ou instituições aqüícolas (e demais grupos de interesse). Disponível: http://www.br/GestaoRecHidricos/Outorga/outorgadeuso2. deve ser ampliada a discussão sobre a utilização da água pela aqüicultura. possibilitando. T.gov. P.

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01-18.. _______________________________________________________ Artigo Científico publicado originalmente no Boletim do Instituto de Pesca: TIAGO. L. 2003. S. A. J. Interdisciplinariedade em Ciências Ambientais. p.AQUICULTURA. D. A. F. HOGAN. In: BAIRD. M. C.O Uso da Água Pela Aqüicultura: Estratégias e Ferramentas de Implementação de Gestão. In: PHILIPPI Jr. F. KELLY. M. E. São Paulo. NAVEGANTES. WELCOMME. E. M. SP . G.. C. . D. J. 2000 Desafios em Recursos Hídricos. BEVERIDGE.. p. J. TUCCI.Boletim do Instituto de Pesca V 29 n (1). R.. GIANESELLA.. London: Blackwell Science Ltd.. MUIR. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 190 TUCCI. 1996 Aquaculture and World Aquatic Resources. L. 1-8 pp. Glaucio Gonçalves Tiago .. São Paulo: Signus Editora. M. G. B. C.. M.. 254-265. (Editors) Aquaculture and Water Resource Management.

br. a agricultura. em um esforço extremo para a solução dos crescentes problemas relacionados à gestão responsável e cuidadosa deste recurso que assegure o suficiente abastecimento de água para todas as atividades humanas. já é bastante discutido o caráter pluridimensional que envolve a questão do uso dos recursos hídricos voltados à atividades como o abastecimento humano doméstico. a geração de energias. por suas características vitais e funcionais e em virtude do agravamento relativo a sua escassez. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 191 Instrumentos de Gestão Ambiental e Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros Glaucio Gonçalves Tiago Instituto de Pesca / APTA-SAA. de 10 de julho de 1934 (Decreta o Código de Águas). Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros Dentre todos os finitos recursos naturais a água. as criações terrestres e aquáticas. Glaucio Gonçalves Tiago . historicamente. tem merecido especial atenção de todas as áreas do conhecimento humano. Atualmente. dentre outras atividades possíveis. que assegurem uma gestão adequada da água pelas sociedades humanas. Apesar dos aspectos positivos apresentados pela legislação dos recursos hídricos brasileiros.643. Entretanto e logicamente. No Brasil a legislação circunscrita ao universo regulatório e gerencial dos recursos hídricos apresenta.° 24. muito trabalho ainda há de ser dispendido na resolução de problemas institucionais fundamentais. quanto mais afastada dos dias atuais.SP E-mail. a perspectiva participativa desta legislação aparece de forma mais incipiente em estratégias e instrumentos de gestão. caráter multidimensional com direcionamento explícito à gestão participativa deste recurso. mas. A legislação brasileira de uso da água é constituída principalmente pelos seguintes diplomas legais: Decreto n. a indústria.: glaucio@aquicultura.AQUICULTURA. ainda é necessário a proposição e a formulação de mecanismos e instrumentos sociais e tecnológicos. como por exemplo o conflito e o confronto entre competências legislativas e autoridades do Poder Executivo.

para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos).gov.605 (Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente).cnrh. Para uma melhor percepção da questão.elaboração de recomendações para o uso a serem expressas na outorga. 2. No estado de São Paulo. para início da implantação do empreendimento objeto de outorga. a partir da remessa à ANA do pedido de outorga de direito de uso da água. de 31 de agosto de 1981 (Institui a Política Nacional do Meio Ambiente). e c) trinta e cinco anos para a vigência da outorga de direito de uso.Avaliação da disponibilidade hídrica em termos quantitativos e qualitativos no local do empreendimento. Os limites de prazo. e Lei nº 9.984/00 é de até: a) dois anos. de 22 de março de 1996). b) seis anos para conclusão da implantação do empreendimento projetado.AQUICULTURA. a Lei nº 7.612. como por exemplo: Lei nº 6. o procedimento técnico para análise do pedido segue as seguintes etapas: 1. 4. Diplomas legais de aspecto geral oriundos do ramo do Direito Ambiental devem também ser observados conjuntamente à legislação brasileira de uso da água.Avaliação da compatibilidade entre a demanda apresentada pelo usuário e os usos para os quais se destinam. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. de 30 de dezembro de 1991 (Institui a Política Estadual de Recursos Hídricos) já previa a cobrança do uso da água e possibilitou o início da Glaucio Gonçalves Tiago .663. Resolução CONAMA nº 237. e.842. Lei 9. segundo a Lei nº 9.938. de 08 de janeiro de 1997 (Disciplina o Licenciamento Ambiental). 3. de 17 de julho de2000 (Cria a Agência Nacional de Águas . de 08 de janeiro de 1997 (Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e Cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos).avaliação do impacto do novo uso no recurso hídrico. Lei 9. e dá outras providências – Marina Silva). Outorga de Direito de Uso e Cobrança pelo uso da água Segundo Gisler et al. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 192 Resolução CONAMA Nº 357.984.ANA.br .433. de 03 de junho de 1998 (Regulamenta o Conselho Nacional de Recursos Hídricos). é interessante acompanhar a primeira experiência brasileira de cobrança pelo uso da água que ora acontece na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (criada pelo Decreto Federal nº 1. regulamentada pela Resolução CEIVAP nº08. e pode ser encontrada em http://www. de 17 de março de 2005 (Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. (2002). de 06 de dezembro de 2001. e Decreto nº 2. dentre outras legislações correlatas à atividades produtivas específicas.

e consumidores domésticos. no que diz respeito à utilização de água baseados em ações individuais e/ou coletivas dos conjuntos de produtores e respectivas unidades produtivas. No caso da legislação específica ao desenvolvimento produtivo. serão sempre baseados em processos interacionais e decisórios de ações coletivas especificamente destinadas a produção de documentos técnicos voltados ao desenvolvimento sustentável. deve sempre ser realçada na busca por instrumentos de gestão dos recursos hídricos adequados para a aqüicultura.ana. em função de discordâncias geradas através de pleitos efetuados por setores da agricultura. Instrumentos de Gestão do Recurso Hídrico: Reflexões. Maiores informações sobre o pedido de outorga de direito de uso podem ser obtidos virtualmente através de http://www. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 193 criação e instalação dos Comites de Bacia Hidrográficas correspondentes às 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos do estado. depende ainda da aprovação do PL 676/2000 pela Assembléia Estadual paulista.br e http://www. no sentido da maior garantia das práticas ambiental e socialmente saudáveis pelo setor produtivo.AQUICULTURA. carências e isenções.cnrh-srh.br . principalmente. é necessário a estrita observação da adequação teórico jurídica normativa que permita ou auxilie a produção legislativa de dispositivos incentivadores e promotores da gestão ambiental participativa. Destaque-se que. visando benefícios relativos ao estabelecimento de teto financeiro para cobrança. e do menor custo de aplicação legal e da fiscalização de atividades.gov. A adoção de práticas responsáveis de administração e manejo de recursos oriundos de criações. Instrumentos de gestão que considerem aspectos contidos em códigos de conduta técnica e empresarial responsáveis em relação ao meio ambiente e a sociedade. contemporaneamente. Glaucio Gonçalves Tiago . deve ser observada a capacidade associativa de produtores com vistas a adequação de regras formais e informais que otimizem formas de gestão ambiental participativa de baixo custo transacional. indústria. além de melhor contemplar aspectos técnicos voltados à economicidade da natureza. A implementação dos mecanismos desta cobrança. A discussão legislativa tem se estendido desde o ano de 2000. resulta em uma economia de processos decisórios e possibilita saltos qualitativos benéficos às práticas de gestão. A partir da assunção de modelos de gestão ambiental para atividades produtivas. com certeza.gov. para a remessa e sanção do chefe do poder executivo. o que. empresas com preocupação na economia do uso de recursos naturais (escassos ou não) e em questões de responsabilidade social.

uma vez que atividades como. a Lei 9. apresentam características de uso e consumo de água diferentes daquelas apresentadas pela agricultura irrigada. maior amplitude de ações de marketing institucional. a aceitação de sua implementação pelas comunidades das bacias hidrográfica”.. Wellcome (1996) explicita que os limites impostos à aqüicultura pela demanda de recursos hídricos implicará em uma adequação do número de empreendimentos aqüícolas por bacias hidrográficas e/ou corpos de água. geração de energia. e ao mesmo tempo. Tais instrumentos. Em conjunto com a Agência Nacional de Águas/ANA.AQUICULTURA. Historicamente. tendem a não serem totalmente aceitas por organizações que se percebam fora de enquadramentos e padrões determinados para a execução das exigências e cobranças. que institui a Política Nacional dos Recursos hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. e. Recursos Hídricos e a Aqüicultura Brasileira: aspectos institucionais e contingenciais. a aqüicultura. bens e serviços. impostos por regras mais rígidas em relação ao controle da qualidade de água. criada pela Lei 9. de 08 de janeiro de 1997. abastecimento doméstico. estes instrumentos legais Glaucio Gonçalves Tiago . mas sim. agregando valores a seus produtos finais e possibilitando.433. dentre outras atividades. Considerando que a cobrança pelo uso da água não deve ser vista como um instrumento de gestão isolado e capaz de resolver todas as questões relacionada com o planejamento e gestão de recursos hídricos. No Brasil. e.. com dispositivos legais explicitamente direcionadores à gestão participativa do recurso e a cobrança pelo uso da água. produção industrial. uma vez que características particulares de organizações inter e intra setores produtivos tendem a ser relevadas na decisão de índices de valores de cobrança de uso de recursos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 194 podem ser melhor posicionadas no seu mercado de atuação. e em um aumento dos custos marginais de produção. g. inovou ao prever a gestão descentralizada e integrada das águas através da criação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos/CNRH e dos Comitês de Bacia Hidrográfica. Barth (2000) ressalta que: “não é a definição do modelo econômico-financeiro da cobrança o maior desafio. g. entretanto.984. devem levar em conta a quantidade e a qualidade da água. de 17 de julho de2000. a legislação brasileira de recursos hídricos apresenta a perspectiva ambiental de gestão. Eqüidade no tratamento dos vários usuários de recursos hídricos deve ser equacionada e aplicada através de instrumentos de gestão como a outorga e cobrança do uso do recurso.

pela característica eminentemente estatal calcada na autoridade do poder executivo. métodos legislativos onde os discursos tendem a ser desqualificados por uso de reputação e de exclusão de discursos contrários ao dogma. No Brasil. devem verificar a possibilidade de certificar a água recebida pela aqüicultura. tendem a ser agravados. uma vez que de maneira geral. com o passar do tempo. não são capazes de resolver todas as questões relacionadas com a gestão responsável dos recursos hídricos. que.AQUICULTURA. incentivadores ou desincentivadores. conseguirá promover a instalação de sistemas integrados de gestão de bens coletivos (como os recursos naturais) eficazes. Muito esforço deve ainda ser direcionado para a organização das sociedades humanas. Tiago (2002) evidencia que um dos maiores problemas em relação aos licenciamentos. programas e instrumentos de gestão isolados. obsta e/ou contigencia a melhor produção de normas socialmente participativas e setorialmente aceitas para a consolidação de uma proteção do meio ambiente através da melhor gestão do recurso hídrico pelas atividades aqüícolas. a aqüicultura apresenta características específicas de uso e consumo. Assim. a regulamentação da aqüicultura carece de instituições que produzam normas não baseadas em atos normativos regulamentadores. nenhuma sociedade que não seja minimamente organizada e justa. lineares e homológicos. métodos legislativos que contribuam com um aumento de repertório discursal ou legal e com utilização de transmissão de performances seletivas entre atores sociais. devem ser evitados. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos. comumente encontrados em sistemas jurídicos semânticos. devem ser eleitos para a melhor adequação do conjunto de legislação voltada a regulamentação da gestão ambiental da aqüicultura. pluridimensionais heterológicos e participativos. comumente encontradas em sistemas jurídicos sintáticos. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 195 de política e gestão ambiental socialmente participativos para a gestão dos recursos hídricos brasileiros. é o fato de que faltam instrumentos específicos. Considerações Finais Políticas. com vistas à manutenção quantitativa. que auxiliem e assegurem um desenvolvimento sustentável da aqüicultura e promovam a proteção ambiental Conforme estudos conceituais desenvolvidos por Tiago (2002). o que. e que Glaucio Gonçalves Tiago . No que diz respeito ao licenciamento ambiental da aqüicultura. no sentido da eqüalização de diferenças materiais e intelectuais que permita a perspectiva da organização dos conflitos acarretados por uso e direito de uso de recursos naturais comunais. Mesmo com grande esforço de todos os equipamentos sociais.

produzirá respostas cooperativas positivas pelas organizações dos setores produtivos brasileiros no que diz respeito ao uso compartilhado da água. R. In: Urbinati. A C. pp. de. a manutenção quantitativa. e socialmente justas. 2000 A Cobrança pelo Uso da Água. 2000 A experiência Internacional. São Paulo (Estado)/Secretaria do Meio Ambiente. com performances seletivas favoráveis à melhor gestão dos recursos hídricos nacionais e da produção animal. ONU (Organização das Nações Unidas) 1993 Agenda 21 (resumo em português).27. F. P. Gisler. 59-61. & Cyrino. Instituto de Qualificação e Editoração LTDA. C. Goiânia. para que consigamos gerar a substância social capaz de nos equipar para ações de gestão integradas. E. Nosso trabalho é árduo e deve ser direcionado a uma compreensão de todos os aspectos globais da interdisciplinar problemática ambiental. C A de 2002 Políticas e Diretrizes da Agência Nacional de Águas para A Aqüicultura. 19 . São Paulo.. A M. dos finitos recursos naturais. T. qualitativa e ecologicamente funcional dos recursos hídricos. São Paulo. No plano da organização e das articulações inter e intrasetoriais das atividades de produção animal brasileira e das ações organizacionais reais. principalmente. V. M. Glaucio Gonçalves Tiago . Tal direcionamento. pp. Bibliografia Azevedo. Sugai. A C. 2000 A Cobrança como Suporte Finaceiro à Política Estadual de Recursos Hídricos. P. 2000 A Cobrança pelo uso da água. von B. In: Thame. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 196 permitam a organização e a solução de conflitos. pp. e Figueiredo. 135-152.. J. nos processos de instalação das Agências de Bacia que deterão o poder executivo de recebimento e redistribuição dos montantes auferidos pela cobrança do uso da água e de outros possíveis benefícios ou investimentos governamentais e/ou privados. In: Thamne. Estado. E. prevendo concomitantemente. T. e Freitas. G. M.. Baltar. C. L. 46p. Com o aumento já observado no seu repertório legal e temático. Barth.AQUICULTURA. São Paulo. M. 2002 Anais do XII Simpósio Brasileiro de Aqüicultura. T. com certeza. é importante a forte atuação das unidades de produção junto aos seus Comitês de Bacia Hidrográfica para cooparticiparem no controle e na aplicação das melhores ações de gestão dos recursos hídricos locais e. São Paulo. a codificação de regulamentos voltados ao uso da água deve apresentar características semânticas e heterológicas que indiquem um maior esforço regulador na transmissão de performances seletivas favoráveis ao uso racional e cuidadoso da água.

2002 Aqüicultura. Baton Rouge. SÃO PAULO (Estado). 3-15. 254-265. Editora 2000 Interdisciplinariedade em Ciências _______________________________________________________ Artigo originalmente publicado nos Anais do Simpósio sobre Manejo e Nutrição de Aves e Suínos e Tecnologia da Produção de Rações: TIAGO. Glaucio Gonçalves Tiago . London.. In: Brune. L. In: Baird. E. 568-591. SÃO PAULO (Estado). 01-18. Navegantes. Ambientais. Beveridge. Goiânia. M. Anais do Simpósio sobre Manejo e Nutrição de Aves e Suínos e Tecnologia da Produção de Rações. E. A . M. A . R. pp. pp.AQUICULTURA. 2002.. C. São Paulo. (Editors) 1991 Aquaculture and Water Quality... In: Philippi Jr.. L. 2002 Inter-relação entre Valores Técnico-Científicos das Ciências Naturais e as Normas Jurídicas na Aqüicultura e nos Recursos Hídricos In: Urbinati.“Instrumentos de Gestão Ambiental e Abordagem Jurídico-Teórica dos Recursos Hídricos Brasileiros. Blackwell Science Ltd.. Signus Editora. Tiago. 383p. Welcomme. 2000 Desafios em Recursos Hídricos. B. E. 09-17. M. D. 162p. D. M. (Editors) 1996 Aquaculture and Water Resource Management. The World Aquaculture Society. D. São Paulo. C. J. J. M. Tucci. R. Tiago. J. E. pp. 2000 Interdisciplinariedade em Ciências Ambientais. J.. R. Hogan D. 2002 Anais do XII Simpósio Brasileiro de Aqüicultura. Tucci. M. 51-58.. C. F. M. C. Hogan. E. C. São Paulo. Phillips. Meio Ambiente e Legislação. In: : Philippi Jr. Secretaria do Meio Ambiente 1997 Agenda 21: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. . Kelly. Muir. & Cyrino. pp. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 197 Philippi Jr. G. G. Annablume. R. 1991 Impact of Aquaculture on Water Resources. P. G. & Tomasso... G. J. pp. G. M. Secretaria do Meio Ambiente. C. J.. Signus Editora. J. pp. M. A 2000 A Interdisciplinariedade como Atributo da C & T. A . São Paulo. G. E. 1996 Aquaculture and World Aquatic Resources. Tucci. & Clark. e Navegantes. Beveridge.

. .AQUICULTURA.Mestre (MSc) em Ciência Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo – PROCAM/USP.Especialista em Ciência Pesqueira pelo Kanagawa International Fisheries Training Centre da Japan International Cooperation Agency (JICA) / Japão. através da responsabilidade das ações individuais e do respeito às variedades culturais humanas.Doutor (PhD) em Ciência Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo – PROCAM/USP. .Pesquisador Científico do Instituto de Pesca da APTA-Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. .Bacharel em Ciências Biológicas. Possui titulação acadêmica formal como: . ações voltadas à construção do pensamento filosófico-científico interdisciplinar e a promoção da liberdade humana. No campo da ciência e da construção do saber atua.Bacharel em Ciências Jurídicas. de maneira formal e alternativa. Glaucio Gonçalves Tiago . e do seu poder de interferir nos espaços sócio-ambientais. desempenha. como: . institucionalmente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 198 Glaucio Gonçalves Tiago Autor dedicado às complexas questões contemporâneas da sociedade de consumo.

-Autor de vários Capítulos de Livro e Trabalhos Científicos nacionais e internacionais na área de Meio Ambiente e Ciência Pesqueira e Aqüícola.org).Consultor Técnico-Científico de organizações empresariais e governamentais. -Autor do trabalho “Mitos das Águas: A cultura haliêutica e seus poderosos significantes ancestrais” (Disponível em http://www.almalivre.br/df/geral3/glaucio2. Legislação e Aqüicultura".Autor dos Livros Científicos: "Meio Ambiente. Glaucio Gonçalves Tiago .org). Meio Ambiente e Legislação Ambiental.fflch. -Autor do “Ideário para a Sobrevivência Social Humana” (Disponível em http://www. . Pesca. com trabalhos desenvolvidos nas áreas de Licenciamento Ambiental.usp.. -Voluntário independente. Biologia Marinha. -Idealizador e Fundador do “Movimento Cultural Alma Livre – Free Soul” (http://www. "Meio Ambiente. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 199 . Legislação e Aqüicultura – Segunda Edição atualizada – 2007". No campo da atuação social é: -Membro do Rotary Club de São Paulo. e “Governança e Sustentabilidade Ambiental: A Aqüicultura na Região Metropolitana de São Paulo”. Recursos Hídricos.AQUICULTURA.almalivre. dedicado a apresentar palestras sobre Meio Ambiente para estudantes de escolas públicas.html). Aquicultura.

Nacional e Internacional. -Membro do PHD-BR. -Membro do BMW Rio Motoclube. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 200 Motociclista com experiência de 30 anos atua. Glaucio Gonçalves Tiago . -Membro do Harley Owners Group/HOG.AQUICULTURA. -Membro do Grupo de Motociclismo do “Movimento Cultural Alma Livre – Free Soul”. como: -Consultor Independente em: motociclismo. mercado de motocicletas. -Autor do ensaio “História da Motocicleta” (Disponível em http://www.almalivre.. -Membro do Grupo Internacional de Motociclistas do Rotary Internacional: “International Fellowship of Motorcyling Rotarians/IFMR”.org). e história motociclística. ainda.

2007 E-book Registrado na Biblioteca Nacional/Agência Brasileira do International Standard Book Number Sob o n° ISBN 978-85-906936-1-1 Todos os direitos reservados ao autor. MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO 201 AQUICULTURA. Proibida a reprodução sem a devida autorização Prestigie os autores editores e acelere a construção do saber Glaucio Gonçalves Tiago . MEIO AMBIENTE E LEGISLAÇÃO Segunda Edição Atualizada .AQUICULTURA.

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