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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL


BIOLOGIA I

Aula 5
Fotossíntese - Fotoquímica

Prof. Dr. Marcos Thiago Gaudio Gomes


Aparelho fotoquímico e a
Energética da fotossíntese

• Luz como fonte de energia

• Processo fotoquímico da fotossíntese


– Absorção conversão e transferência de
energia

• Organização do aparelho fotoquímico


– Pigmentos
– estrutura dos fotossistemas
– Funções

• Energia da fotoquímica
– Dissipação e proteção da energia
Aparelho fotoquímico e a energética
da fotossíntese
Objetivos
• Caracterizar o aparelho fotoquímico

• Definir os processos de conversão da


energia solar para energia químicamediada
pelos fotossistemas

• Relacionar a importância do processo


fotoquímico fatores ambientais e
mecanismos proteção do aparelho
fotoquímico
H2O CO
2
AT
1) Fase
P 2) Fase
fotoquímica,
onde a bioquímica,
energia ATP+ na
Pi qual essa
luminosa é
produzida
energianas
treamnsefnoerrmgiad
Reações
a química Reações
reações
NADP
Fotoquímica
presente nas H Carboxilaçã
fotoquímicas é
utilizadao para a
moléculas s de H2 fixação do
ATPe
NADPH NAD CO2.
P+
Açúca
O2 r
Aparelho fotoquímico
• Captação da energia solar
– Conversão de energia luminosa em
energia elétrica
– Conversão da energia elétrica em energia
química

• Localizado na membrana dos tilacoides


– Complexo antena
– Centros de reação dos fotossistemas
• Fotossistemas I e II
– Citocromo
– ATPsintase
Estrutura geral do aparelho
fotoquímico
Complexo
anten
a

P 680*
P 700*

P 680
P 700
Clorofilas Carotenóides
FOTOSSISTEM
I
A 1. Complexo composto de mais de
I 15 polipeptídeos (proteínas D1 e
D2)
2. O centro de reação P680 ( clorofila a que
atua como doador primário de
elétrons);
3. A feofitina, aceptor primário
de elétrons;
4. A plastoquinona QB, quinona especial
de plastídeo, que transporta elétrons da
QA até o complexo citocromo b6/f ;
CEO
5. A proteína D2 mantém ligada à sua
estrutura a plastoquinona QA, que
transfere elétrons da feofitina até a
QB. Recentes evidências mostram que
o
6. Heterodimero D1/ D2 também
mantém ligado o complexo de
oxidação da molécula de água
FOTOSSISTEMA
1 . A absorção de uImIfóton pelo sistema de coleta de luz .
O fóton é canalizado para um centro de reação clorofila
P680.
2.Excitação de P680 levanta a molécula do estado fundamental para
um estado exitado com -0.8 volts.
3.O P680 excitado é capaz de transferir rapidamente um elétron de
P680 para um receptor de elétrons primário com menor consumo de
energia , como uma feofitina ,
4.O elétron então é transferido para uma série de moléculas
plastoquinona ( plastoquinona QAe QB ) associada com proteínas PSI
.
5.Dois prótons são captados por QB e oplastoquinona reduzida,
(plastoquinol )é liberado na parte lipídica da membrana tilacóide
.
6.Plastoquinol interage com o citocromo b6f ligado àmembrana
que contém citocromos e proteínas ferro - enxofre.
O complexo de evolução do
Oxigênio
Citocromo b6f
•Ocitocromo b6f catalisa a transferência
de elétrons do plastoquinol (QH2)
para plastocianina (PC) e bombeia
prótons através da membrana dos
tilacóides.
• Constituído por
4 polipeptídeos principais: o cit b559
(duas subunidades), o cit b563, o cit f, a
proteína ferro-enxofre de Rieske [Fe-S]Re
a subunidade IV (função desconhecida).
•Complexo participa na transladação de
H+ do estroma para o interior da luz
do tilacóide
•Regulação da distribuição de
energia entre os fotossistemas.
FOTOSSISTEMA I
•Complexo multiproteínico que
mantém ligados vários transportadores
de elétrons.
•Complexo "antena" de aproximadamente
200 moléculas de clorofila a. A energia é
transferida ao P700 , dímero de clorofila
a.
•Os centros Ferro-Enxofre
(FeSx, FESA, FESB), quetransportam
elétrons até a ferredoxina.
•O complexo Fotossistema I catalisa a
oxidação da plastocianina e a
redução da ferredoxina .Essa reação
ocorre no
lado estromático da membrana
tilacóide.
•Os elétrons de alto potencial de duas
moléculas de ferrodoxina são
transferidos para o NADP+ paraformar
ATP-Sintase

A ATPsintase produz ATP a medida que


prótons atravessam seu
canal central de volta do
lúmen ao estroma
Fotofosforilação
acíclica
•Há dois tipos de
fotofosforilação
• Não cíclica
– GPSeIra>docsomNAplDePxoHCetA
i bT6Pf
> PSI
• Cíclica
– apenas ATPé gerado
– PSI e Citb6f
• A importância deste transporte cíclico de elétrons, sob
condições fisiológicas normais ainda é um assunto controverso.
• Contudo há evidências de que a fotofosforilação cíclicadeve
operar a altas taxas nos cloroplastos das células da bainha
de certas plantas C4.
• Afunção desse transporte cíclico é, provavelmente, ajustar
as taxas de síntese de ATPe NADPH de acordo com a
demanda, especialmente aumentando a produção de ATP.
Os processos que perfazem as reaçõesfotoquímicas
da fotossíntese são realizados por 4 complexos
protéicos:
• O fotossistema II oxida a água a O2 no lume do tilacóide e durante esse
processo libera prótons no lume.

• O citocromo b6f recebe elétrons do PSIIe os envia ao PSI.


Também transporta prótons adicionais do estroma para o lume.

• O fotossistema I reduz o NADP+ a NADPH no estroma


pela ação da ferredoxina (Fd) e da flavoproteína
fer edoxina-NADP redutase (FNR).

• AATP sintase produz ATPna medida em que os prótons atravessam seu


canal do lume ao estroma.
H2 NADP
4e-
O e- e-
e- e-
e- H
FS I Cit P FS I
I b6 f C NADP
O2 + 4 PQ +
H+
Os fotossistemas I e II estão separados
espacialmente na membrana do tilacóide
● O centro de reação do PSI , suas clorofilas antena e as
proteinas da cadeia de transporte de elétrons associadas
estão localizados predominante nas lamelas granais.

● O centro de reação do PSI, seus pigmentos antena, ptns da


cadeia de transporte de elétrons e a ATP sintase são
encontrados nas lamelas do estroma.

● O complexo citocromo b6f, que conecta os dois fotossistemas,


está uniformemente distribuído entre estroma e grana.
Vídeo
Intensidade de luz x
fotossintese
O centro de reação do PSIé
facilmente danificado
• Outro efeito que é um fatoFrotoimrrepsporirataçãnote na
estabilidade do aparelho fotossintético é a
fotoinibição. Fotossíntese Açúca
r
• Ocorre qdo o excesso de excitação que chegaao
Antioxidantes
centro de reação do PSII leva a sua inativação e
Excitação
ao seu dano.
Dissipaç
ã o
• A fotoinibição é um conjunto complexo de
processos moleculares, definidos como a inibição
da fotossíntese por luz em excesso.
Absorçã
o
Técnicas de estudos da fase
fotoquímica (fluorescência da
clorofila a)
Aplicaçõe
1.
s Rűtten e Santarius(1992)
Temperaturas infra-ótimas: Larcher e Neuner (1989);
Brűggemann et al (1992);

2. Temperatura supra-ótimas: Havaux et al (1988); Havaux et


al (1991), Bilger et al (1987)

3. Défice hídrico e salinidade: Cornic e Briantais (1991); Cornic


e Ghashghaie (1991); Winter e Gademann (1991); Larcher et
al (1990); Havaux e Lannoye (1985); Havaux e Lannoye
(1983); Belkhodja et al (1994); Araus et al (1998); Flagel a
et al (1994); Flagel a et al(1995).

4. Poluição do ambiente: Kooten et al (1988); Schmidt et al


(1987, 1990), Atal et al (1991); Saarinen e Liski(1993).

5. Deficiência nutricional: Kitao et al (1998), Conroy et al (1986)

6. Fitopatógenos: Costa et al. 2009; Ger a et al. 2014.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a fase fotoquímica, ocorre:


•Absorção da energia luminosa nos sistemas antena
dos fotossistemas

•Transferência deenergia até os centros de reação, onde


ocorre o efeito fotoquímico.

•Fluxo de elétrons pela CTEgera um gradiente de


potencial eletroquímico → síntese de ATP.

•Os elétrons que originados da água serão utilizados para


a produção de NADPH

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