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COLÉGIO ANGLO MÓDULO

ANA CLARA ANTUNES 01; ANA JÚLIA ANTUNES 02; GABRIELLE


RAMALHO 10

TRABALHO DE FILOSOFIA

ESTÉTICA

CARAGUATATUBA

2020
Filosofia - Estética

A Estética também conhecida como Filosofia da Arte, é uma das áreas de


conhecimento da filosofia. Sua origem na palavra grega aisthesis, que traz o
significado de ´´apreensão pelos sentidos´´, ´´percepção´´.

É uma forma de apreender o mundo através dos cincos sentidos (visão,


audição, paladar, olfato e tato).

É de suma importância saber que o estudo da estética, como é concebido hoje,


tem origem da Grécia Antiga. Sendo assim, desde sua origem, os seres
humanos mostram possuir um cuidado estético em suas produções.

Das pinturas rupestres, e os primeiros registros de atividade humana,


ao design ou à arte contemporânea, a capacidade de avaliar as coisas
esteticamente parece ser uma constante.

Mas, foi por volta de 1750, que o filósofo Alexander Baumgarten (1714-1762)
utilizou e definiu o termo "estética" como sendo uma área do conhecimento
obtida através dos sentidos (conhecimento sensível).

A estética passou a ser entendida, ao lado da lógica, como uma forma


de conhecer pela sensibilidade.
Desde então, a estética se desenvolveu como área de conhecimento. Hoje, é
compreendida como o estudo das formas de arte, dos processos de criação de
obras (de arte) e em suas relações sociais, éticas e políticas.

A filosofia grega, a partir de seu período antropológico, buscou perceber os


motivos pelos quais as atividades humanas possuem um comprometimento
com um valor estético: a beleza.

Desde o início dos tempos, a ideia de beleza e de bem fazer estão interligadas
à produção e transformação da natureza.

Com isso, o filósofo grego Platão (427-347) buscou relacionar a utilidade com a
ideia da beleza. Ele afirmou a existência do "belo em si", uma essência,
presente no "mundo das ideias", responsável por tudo o que é belo.

Muitos dos diálogos platônicos têm como discussão o belo, sobretudo O


Banquete. Nele, Platão se refere ao belo como uma meta a ser alcançada por
todo o tipo de produção.

Entretanto, o filósofo une o belo à sua utilidade e ataca a poesia e o teatro


grego. No pensamento platônico, esse tipo de atividade não possuía utilidade e
gerava confusão acerca dos deuses e dos objetivos das ações humanas.

Em Aristóteles, há a compreensão de arte como técnica destinada à produção.


O filósofo busca definir os termos gregos: práxis (ação), poiesis (criação)
e techné (regras e procedimentos para se produzir algo).
Sendo assim, passa a ser entendido como arte, tudo o que passa por essas
três dimensões, todo o tipo de trabalho e tudo aquilo que produz algo novo.

Entretanto, há uma forte hierarquia entre as artes gregas. As artes da razão,


que trabalham com o intelecto, são entendidas como superiores às artes
mecânicas, que trabalham com as mãos.

O trabalho com as mãos é compreendido como um trabalho menor,


desvalorizado, destinado aos escravos. Cabia ao bom cidadão grego as
atividades do intelecto como a matemática e a filosofia.

A beleza era entendida pelos gregos em sua objetividade. Essa concepção foi
mantida durante toda a Idade Média e estendida em sua relação com a religião.
A ideia de perfeição e beleza estiveram relacionadas à manifestação da
inspiração divina.

Durante o período, a arte foi utilizada como um instrumento a serviço da fé.


Seu principal objetivo era revelar o poder da Igreja e expandir a religião cristã.
A beleza em si mesma passou a ser relacionada ao pecado.

Com o fim da Idade Média, o Renascimento buscará separar-se da visão


religiosa da beleza. A ideia da beleza passa a se relacionar com a reprodução
mais fiel possível da realidade. O artista passa a assumir o protagonismo, sua
qualidade técnica passa a ser valorizada.

A beleza, entendida em sua objetividade, vai estar relacionada com as


proporções, formas e harmonia das representações da natureza. Essas
características tornam-se expressões matematicamente presentes nas obras
de arte.

A estética, desde sua relação com o belo entre os gregos, sua definição como
área do conhecimento por Baumgarten, até os dias de hoje, vem se
transformando e buscando compreender os principais fatores que levam os
indivíduos a possuírem um "pensamento estético".

A filosofia e a arte encontram-se na estética. Muitos são os pensadores que, ao


longo do tempo, fizeram essa união como modo de compreender uma das
principais áreas de conhecimento e atividade humana.

Hoje em dia, boa parte das teorias estéticas são produzidas, também, por
artistas que visam unir a prática e a teoria na produção do conhecimento.

É o caso de Ariano Suassuna (1927-2014), dramaturgo, poeta e teórico da


estética. No vídeo abaixo, ele fala do valor da arte popular e sua relação com a
dominação cultural.