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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

UNIDADE DIVINÓPOLIS

CURSO DE PSICOLOGIA / Período: 9º Matutino


Disciplina: Prática Clínica Psicanalítica
Docente: Vanessa Guimarães da Silva
Discente: Fernanda de Souza Vilela

Atividade: Fichamento do texto:

Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise

O título do texto “Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise”


provoca enquanto recorte de pesquisa críticas matizadas acerca da ética
enquanto ciência e profissão, sugerindo o olhar ao posicionamento do
profissional médico diante das ações em relação ao paciente. Em paralelo é
imprescindível para a aprendizagem que o texto oferece, trazer que Freud foi
um médico que diante as problemáticas à época e na contemporaneidade,
abarcou em uma aventura da forma de enxergar o mundo, os sujeitos e o
inconsciente, que o tornou então inventor da psicanálise.

Para consonância aos seus estudos, recomendações se fazem presente como


respeito à memória do profissional que compreende na importância dos dados
do paciente e suas derivações de detalhes. A recomendação de Freud é da
utilização da técnica de escuta atenta aos detalhes, invés das anotações que
serão realizadas após o término da sessão. É imprescindível que o profissional
deixe de lado seus afetos, atentando para analogia ao trabalho e distanciando
de conflitos que desfavoreçam o paciente.

Através da analogia via telefone, junto a associação livre o terapeuta pode


produzir efeitos ao inconsciente através das ondas sonoras, posicionando
sobre as resistências que acabam por impedir que entrem em contato. Frente a
isto o analista precisa se submeter a uma análise. No viés transferencial, a vida
pessoal do analista e suas confidencialidades devem ser contidas para evitar
indícios de resistências ao paciente ou de inversões de relações, isto é, o
analista está de frente como espelho focando no que realmente é necessário
de ser visto.

As limitações dos pacientes aparecerão assim como suas capacidades, faz-se


necessário o respeito de ambas que estão sempre a diante do próprio desejo, e
ou ambições, para não serem atravessadas sobre o paciente. Contudo, a
colaboração intelectual em conjunto, textos psicanalíticos não devem ser

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indicados a paciente, pois o mesmo precisa construir sua caminhada e
distinguir seus caminhos sem acesso a teoria, para que não haja interrupções
ou debates de intelectos que não serão somatórios ao tratamento.

Decerto a proposta do texto caminha na evidencia quando considerada aos


questionamentos críticos, políticos e sociais acerca dos profissionais da
medicina, dentre outros, e esta produção dialoga com parâmetros históricos
específicos que constituem a dialética mediante a construção do protagonismo
dos sujeitos participantes.