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O que é ser professor:

Roldão (2007, p.94) aborda que a função docente se caracteriza pela ação de ensinar sendo
que o conceito de ensinar não é definido de modo simples e fácil, pois há diferença entre
“professar um saber” e fazer os outros aprenderem alguma coisa. De acordo com Marcelo
(2009), a profissão docente é uma “profissão do conhecimento”, sendo que são o
conhecimento e o saber que legitimam tal profissão. O trabalho docente é baseado no
“compromisso em transformar esse conhecimento em aprendizagens relevantes para os
alunos” (p.8). Nessa perspectiva, o professor é um profissional que trabalha com o
conhecimento, e, para tanto, necessita ter compromisso com a aprendizagem discente. Para
Marcelo (2009), nos dias de hoje, ser professor se configura em compreender que tanto os
alunos como o conhecimento transformam-se muito rapidamente, mais do que o que
estávamos habituados, e para continuar respondendo adequadamente ao direito discente de
aprender é preciso que os professores se esforcem também para continuar aprendendo. Dito
de outro modo, não é só a tarefa de ensinar aos alunos, de fazê-los aprender, mas também é
necessário o esforço do professor para continuar aprendendo para poder ensinar. Ao abordar
a intencionalidade do ensino como especificidade da docência, Tozetto (2010, p.13) enfatiza
que o professor necessita desenvolver competências de um intelectual crítico, pois é
indispensável “uma ação docente que contemple o ato de educar em sua amplitude e
complexidade. O profissional crítico faz escolhas subsidiado no conhecimento científico,
constrói seu conhecimento considerando a diversidade social, cultural, econômica, humana”.
Logo, o ato de ensinar é complexo e constituir-se um profissional docente crítico requer uma
formação voltada para tal. Em Marcelo (2009) há um diferencial entre ser professor e ser
professor e ensinar com eficiência ao longo de sua carreira. Assim, conclui-se que para ser
professor não é suficiente que se tenha o conhecimento, mas é preciso saber ensinar. Este
saber ensinar, em nossa compreensão, só se atinge com um processo permanente de
formação de professores (IMBERNÓN, 2011), o que colabora para o processo de
desenvolvimento profissional docente. 39788 Com isso, tem-se a ideia de que ser um
profissional do ensino não é simples, pois é necessário considerar a intencionalidade da
atividade docente, mas também não podemos esquecer que ser professor é se relacionar, é
estar imerso nas relações interpessoais, e se fazer delas para efetivar sua função. No estudo de
Carvalho (1999) a docência se define como atividade extremamente relacional, a autora
verificou que o forte envolvimento afetivo dos professores com seus alunos e a sua
preocupação com a aprendizagem dos mesmos é fator de desgaste, mas também é fator de
realização, prazer e gratificação; além de serem sentimentos que colaboram para a
permanência dos professores na profissão constituindo em partes o seu significado existencial.
No mesmo sentido, Marinho-Araújo e Almeida (2008) concluíram que a profissão docente
caracteriza a dualidade entre saber e afeto, pois o professor está sempre envolvido com
pessoas, vivenciando relações interpessoais complexas e, ao mesmo tempo, possui um acesso
ao saber que tem função estruturante na constituição do sujeito, mas que também não
garante a segurança do seu “todo profissional”. Isto porque ter domínio de conteúdos não é o
suficiente para que o professor possa realizar sua função. Para Baccon (2011) a docência não é
uma atividade que gera produtos imediatos e materiais. Trata-se de um trabalho que demanda
investimento energético afetivo por parte do professor que, ao ensinar, deixa marcas no aluno
e modifica a si mesmo. Desse modo, refletimos que a profissão docente não pode ser
analisada como mecânica e sem sentido, porque nela estão envolvidos sentimentos, relações,
saberes de diferentes ordens, o individual e ao mesmo tempo o coletivo. Ens e Donato (2011,
p.83) definem que a “atividade de ensinar realiza-se a partir de conhecimentos específicos e
necessários [...] os quais são adquiridos, construídos na formação inicial e na formação que
acontece durante toda a vida profissional”. Portanto, para ensinar é necessário que se tenha
formação específica que considere o processo de ensino e aprendizagem. A docência
considerada como profissão é sustentada pelo processo de profissionalização, o qual atinge
uma dimensão social e não apenas individual (IMBERNÓN, 2011) e que, a nosso ver, deve ser
intrínseca à formação do professor. Imbernón (2011) conceitua a formação de docentes como
um processo que necessita objetivar o desenvolvimento da capacidade de reflexão em grupo,
não somente como 39789 treinamento para atuação técnica, mas visando à formação para se
aprender a conviver com mudanças e incertezas da sociedade contemporânea. A noção de
formação docente se relaciona intimamente com o conceito de aprendizagem permanente,
considerando sempre os saberes docentes como resultantes de um processo de formação
dentro e fora da escola, ou seja, profissional e pessoal (NÓVOA, 1995; IMBERNÓN, 2011).
Sobre isso, segundo Marcelo (2009), o maior desafio da formação de docentes consiste em
fazer com que o professor continue aprendendo ao longo de sua carreira, fazendo-o
compreender que é preciso engajar na formação. Uma formação sólida necessita “dotar o
professor de instrumentos intelectuais que sejam úteis ao conhecimento e à interpretação das
situações complexas em que se situa” e também deveria envolver os docentes em atividades
de formação comunitária a fim de conferir à educação escolar dimensão entre a realidade
social em que estão inseridos os alunos e o saber intelectual, mantendo uma estreita relação
entre realidade e saber (IMBERNÓN, 2011, p.42). Nessa perspectiva, formar docentes não é
“atualizar” os conteúdos da disciplina que leciona ou os métodos de ensino, mas está além
disso, e é preciso, antes de tudo, que o professor se envolva com a sua formação
compreendendo que é necessário manter uma relação mútua entre as experiências anteriores
e as experiências do processo formativo. Concordamos com Nóvoa (1995, p.25), quando
explica que “estar em formação implica um investimento pessoal, um trabalho livre e criativo
sobre os percursos e os projetos próprios, com vista à construção de uma identidade, que é
também uma identidade profissional”. Segundo o autor, a formação se constrói por meio de
uma reflexividade crítica sobre as práticas e de construção permanente da identidade pessoal.
Assim, estar em formação implica um envolvimento da pessoa do professor, requer o desejo
de formar-se. É na formação que o docente consolida conhecimentos sobre a prática
pedagógica e, de acordo com Tozetto (2010), a prática pedagógica é aprendida por meio da
inseparável relação entre teoria e prática e não apenas com a teoria. Então, entendemos que o
docente se constitui a partir do momento em que se vivencia a relação dialética do processo
de ensino e de aprendizagem, entre a concretude da sala de aula e os estudos acadêmicos na
universidade. A formação do professor se baseia nas práticas educativas, intervenções e
situações oriundas do processo de ensino e aprendizagem concretizado em sala de aula
(IMBERNÓN, 2011). Por esse motivo que é extremamente importante investir na pessoa do
professor e considerar as suas experiências e práticas. Para Nóvoa (1995, p.27), “As práticas de
formação 39790 que tomem como referência as dimensões colectivas contribuem para a
emancipação profissional e para a consolidação de uma profissão que é autónoma na
produção dos seus saberes e dos seus valores”. Para Imbernón (2011), o conhecimento
profissional se consolida no decorrer da prática e se apoia na análise, na reflexão e na
intervenção em situações concretas de ensino e aprendizagem. Então, o professor, em
desenvolvimento profissional, passa por fases, cada uma com suas características próprias, e
que exigem dos professores uma conscientização da necessidade de formação permanente
para não caírem na rotina e perderem a profissionalidade da docência. Destacamos que o
desenvolvimento profissional não se restringe à formação, contudo, consideramos esta como
uma das dimensões relevantes daquele, sendo que é preciso incluir também a prática docente
como fator importante. Abordar a formação como constituinte do desenvolvimento
profissional é assumir a especificidade da profissão docente e a necessidade de um espaço
próprio para a sua realização (IMBERNÓN, 2011). Em Nóvoa (1995) o desenvolvimento
profissional deve abranger três dimensões inseparáveis: pessoal, profissional e organizacional.
A formação do professor deve abranger uma dimensão pessoal, a qual necessita estimular
reflexão crítica e autonomia nos docentes, além de encontrar espaços de interação entre o
pessoal e profissional para que os professores possam dar significado e sentido às suas
vivências. É com a construção do saber e do conhecimento na formação que se constitui a
identidade docente (NÓVOA, 1995). Sobre o desenvolvimento profissional, a formação a
incentiva a partir do momento em que se investe na autonomia contextualizada da profissão.
Assim, cabe à formação de profissionais reflexivos e responsáveis pelo seu desenvolvimento
profissional e que participem na implementação das políticas educativas, ou seja,
compreende-se aqui o professor como autor e produtor da sua profissão (NÓVOA, 1995). A
respeito da dimensão organizacional do desenvolvimento profissional Nóvoa (1995) esclarece
que pensar em formação de professores é também abordar a questão do investimento
educativo dos projetos da escola, o que cabe considerar que formação e trabalho devem
caminhar juntos, não sendo distintos. O desenvolvimento profissional e pessoal do professor
está diretamente relacionado com o desenvolvimento da instituição escolar. Consideramos
que ao estar engajado em um processo de formação de professores, os docentes têm a
possibilidade de desenvolver-se profissionalmente na medida em que também 39791
constroem sua identidade. Então, caso desejemos facilitar o desenvolvimento profissional dos
docentes, como esclarece Marcelo (2009), devemos conhecer como os professores crescem
profissionalmente e as condições que promovem o crescimento. Além de que, vale ressaltar
que esse desenvolvimento está intimamente relacionado à qualidade da aprendizagem
discente. Diante do exposto, este artigo apresenta a primeira parte dos resultados de uma
dissertação de mestrado em que os esforços foram concentrados em identificar as concepções
da profissão docente que os participantes da investigação possuem corroborando assim para a
compreensão do que é ser professor e das motivações que contribuem para a sua
permanência na profissão.

Pedagogia da Autonomia (Freire)

Educar pela pesquisa

É essencial que o professor seja um professor pesquisador, mas quando falamos em professor
pesquisador falamos não quer dizer que queremos que ele seja um profissional de pesquisa,
mas precisa ser como um professional da educação, um pesquisador no ambiente escolar, uma
pesquisa como princípio educativo, podemos contextualizar com 5 desafios:

1 reconstruir o projeto pedagógico próprio

Formulação da proposta pedagógica pessoal, atualização permanente do projeto pedagógico,


compromisso com o desempenho do aluno
2 reconstruir textos científicos próprios

Definir um tema predileto, concentrar esforços em torno do tema, pesquisar o tema e


teorização das práticas

3 refazer material didático próprio

Usar autores para ser autor, combater o fracasso escolar e garantir o rendimento do aluno

4 inovar a prática didática

5 recuperar constantemente a competência

Cursos longos de capacitação, acessos a conhecimentos socializado, superação dos meros


conhecimentos

Metodologias ativas (ABP, Pedagogia de projetos...)

Metodologia ativa nos estudos é um novo processo educacional que estimula o aluno a ter
uma postura ativa e responsável diante da sua aprendizagem. Esse método contraria o ensino
tradicional em que o professor é detentor do conhecimento e repassa o conteúdo em sala de
aula por meio de apresentações orais e livros didáticos.

A ideia é fazer o aluno participar mais de seus estudos, saindo daquela aula expositiva e
partindo para algo mais interativo, estimulando uma sala de aula inovadora. Ao utilizar
métodos que incentivem a interação do aluno com o professor, entre os colegas e por meio de
materiais e recursos pedagógicos, ele desenvolve a autonomia do seu processo de aprender e
tem uma aprendizagem mais significativa e contínua.

Planejamento escolar

O planejamento escolar é um projeto que serve para nortear e delimitar o que será feito
durante o ano, por todos os integrantes da escola: professores, coordenadores e alunos.

Ele segue normas municipais e estaduais, além de diretrizes da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), elaboradas pelo MEC.

Esse planejamento possui o objetivo de, a longo prazo, melhorar o desempenho dos
estudantes, além da qualidade da escola em si. No entanto, isso é feito sem deixar de imprimir
a personalidade e os valores da instituição de ensino.

O planejamento escolar tem a função, basicamente, de nortear o funcionamento da escola


durante o ano letivo.

A finalidade de um planejamento escolar é definir o que será ensinado e por quais motivos,
seguindo, claro, as normas municipais e estaduais, além das diretrizes da BNCC e o Projeto
Político Pedagógico da instituição.

Além disso, a escola tem o livre arbítrio para acrescentar seus próprios projetos e conteúdos.
A maneira como o planejamento escolar coloca em prática as tarefas que cada indivíduo
realizará é feita por meio de um plano de ação, que possui funções macro, como a de
organizar escola como um todo, à medida que vai se afunilando até chegar à elaboração do
conteúdo de cada professor em sua determinada disciplina.

Nesse plano de ação, definem-se questões burocrático-administrativas, como o uso dos


espaços em comum da escola (o pátio, a biblioteca, lanchonete, quadra etc.). Além disso, nele
consta a elaboração de um calendário geral da escola.

Os itens relacionados a projetos interdisciplinares e questões práticas de conteúdo também


são delineadas neste plano de ação, que é elaborado de acordo com o planejamento escolar.
O plano de ação é uma espécie de guia para toda a comunidade escolar.

Projeto Político Pedagógico

O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento que reflete a proposta educacional da


instituição de ensino. Também conhecido apenas como projeto pedagógico, é um documento
que deve ser produzido por todas as escolas, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB).

Embora seja amplamente conhecido no meio especializado, muitos diretores pedagógicos e


gestores educacionais têm dúvidas sobre o que o documento deve conter, como ele foi criado
e de que forma ele deve ser implementado nas escolas.

A construção do projeto político-pedagógico parte dos princípios de igualdade, qualidade,


liberdade, gestão democrática e valorização do magistério.

Pelo menos sete elementos básicos podem ser apontados: as finalidades da escola, a estrutura

organizacional, o currículo, o tempo escolar, o processo de decisão, as relações de trabalho, a


avaliação.

Currículo formal e em ação

Temas transversais

Após leituras dos textos de referência, chegamos à conclusão de que os Temas


Contemporâneos Transversais são de suma  importância, pois houve um processo de evolução
por parte desses temas contemporâneos, e não foram poucas. Aos poucos, a obrigatoriedade
desses temas se tornam necessárias a partir da ampliação do conhecimento sobre as diversas áreas
do desenvolvimento humano. O mundo evoluiu, e quando nós nos deparamos com tecnologias que
há alguns anos atrás ninguém pensava em ter, é necessário uma legislação que efetive a
construção da cidadania desse ser humano. Para isso, novas leis devem ser elaboradas levando em
conta o desenvolvimento do indivíduo em suas mais diversas esferas de atuação. Com isso, o aluno
não sai da escola apenas formado nas disciplinas tradicionais de forma rígida, mas sim um cidadão
completo em suas atividades humanas, tais como a sua vivência com o meio ambiente, o respeito
às diferenças que sejam essas culturais e de respeito à vida, consciência política. Pois os temas
abordados pelos TCT’s fazem parte de nossa sociedade. O diferencial dos pressupostos 
pedagógicos dos TCT’s constituem uma ponte de auxílio na qual os alunos buscam, aprendem e/ou
reforçam conhecimentos que não são obtidos somente através de livros didáticos ou um plano de
ensino engessado que não explora o conhecimento através do meio ao qual o aluno está inserido.

Meio Ambiente: Educação ambiental, Educação para o consumo

Economia: Trabalho, Educação financeira, Educação fiscal

Saúde: Saúde, Educação alimentar

Cidadania e civismo: Vida familiar e social, Educação para o trânsito, Educação em direitos
humanos, Direitos da criança e do adolescente, Processo de envelhecimentos, respeito e
valorização do Iioso

Multiculturalismo: Diversidade cultural, Educação para a valorização do multiculturalismo nas


matrizes históricas e culturais brasileiras

Ciência e Tecnologia: Ciência e tecnologia

BNCC

Conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996),
a Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas,
como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.

A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os


estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Orientada pelos princípios éticos,
políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, a Base
soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana
integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Currículo multicultural

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