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TERAPIA RACIONAL-EMOTIVA

COMPORTAMENTAL
NA TEORIA E NA PRÁTICA CLÍNICA
315t Terapia racional-emotiva comportamental na teoria e na prática
clínica / organizado por Marilda Emmanuel Novaes Lipp,
Tátila Martins Lopes e Gabriela Fabbro Spadari. – Novo
Hamburgo : Sinopsys, 2019.
16x23cm; 448p.

ISBN 978-85-9501-130-4

1. Psicologia – Práticas de intervenção. I. Lipp, Marilda


Emannuel Novaes. II. Lopes, Tátila Martins. III. Spadari, Gabriela
Fabbro. IV. Título.

. CDU 159.9

Catalogação na publicação: Mônica Ballejo Canto – CRB 10/1023


12
Tratamento dos
Transtornos de Ansiedade
Heitor Pontes Hirata

INTRODUÇÃO

Os transtornos de ansiedade estão entre os mais prevalentes


no Brasil e no mundo (Dalgalarrondo, 2019). Os psicólogos clínicos
atuantes provavelmente têm ou terão contato com diversos casos en-
volvendo essas queixas. Por este motivo, é fundamental que os pro-
fissionais não só tenham conhecimento sobre esses quadros como
também dominem técnicas de tratamento desses pacientes. Desde
1985, quando Aaron Beck, Gary Emery e Ruth Greenberg publica-
ram o clássico Anxiety Disorders and Phobias: a cognitive perspective,
as abordagens cognitivo-comportamentais ganharam espaço no to-
cante às possíveis intervenções direcionadas aos quadros de ansieda-
de desadaptativa. No entanto, a Terapia Racional-Emotiva Compor-
tamental (TREC) também vem sendo uma alternativa possível de
utilização, uma vez que lança mão de ferramentas similares às da Te-
rapia Cognitiva de Beck, embora com algumas diferenças. Neste ca-
pítulo, serão expostos alguns princípios teóricos e práticos acerca da
aplicação da TREC aos transtornos de ansiedade.
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 253

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DOS


TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Segundo a quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico dos


transtornos mentais (DSM-5), os transtornos de ansiedade são: trans-
torno de pânico, agorafobia, transtorno de ansiedade social, trans-
torno de ansiedade generalizada, fobias específicas, mutismo seletivo
e transtorno de ansiedade de separação (APA, 2014). Neste capítulo
não será dada atenção específica a nenhum transtorno. Será traçado
um panorama geral de tratamento de alguns desses transtornos.
Além disso, serão apresentados aspectos que podem ser aplicados a
qualquer quadro de ansiedade. A seguir serão apresentados os crité-
rios diagnósticos, segundo o DSM-5, dos mais prevalentes transtor-
nos mencionados anteriormente.

Transtorno de pânico
Segundo o DSM-5 (APA, 2014), o transtorno de pânico é
caracterizado por ataques de pânico (pico intenso de ansiedade)
recorrentes, espontâneos e inesperados. Alguns dos sintomas do
ataque de pânico são os seguintes: (1) palpitações, coração acelera-
do, taquicardia; (2) sudorese; (3) tremores ou abalos; (4) sensações
de falta de ar ou sufocamento; (5) sensações de asfixia; (6) dor ou
desconforto torácico; (7) náusea ou desconforto abdominal; (8)
sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio; (9) cala-
frios ou ondas de calor; (10) parestesias (anestesia ou sensações de
formigamento); (11) desrealização (sensações de irrealidade) ou
despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo);
(12) medo de perder o controle ou “enlouquecer”; (13) medo de
morrer. É importante ressaltar que o indivíduo com este transtor-
no tem grande apreensão acerca da ocorrência de novos ataques e
costuma modificar o seu comportamento em função do possível
acontecimento dos mesmos (APA, 2014).
254 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

Transtorno de ansiedade social


O que caracteriza o transtorno de ansiedade social é principal-
mente o medo de avaliação negativa por parte de outras pessoas. Indiví-
duos com este quadro tendem a experimentar ansiedade acentuada em
situações de interações sociais como conversas, encontros, de observa-
ção (ter pessoas olhando para elas) ou de desempenho (como falar em
público ou praticar esportes na frente de outros, por exemplo). Além
disso, o indivíduo tende a temer a demonstração de sintomas de ansie-
dade, apresentando pensamentos de que será avaliado de forma negati-
va. A evitação de situações sociais também é uma característica deste
transtorno (APA, 2014).O medo, ansiedade ou esquiva causam sofri-
mento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamentosocial,
profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Transtorno de ansiedade generalizada(TAG)


O TAG é um transtorno que envolve grande dificuldade do
indivíduo em “controlar” as preocupações, ou seja, viver de modo
que elas não causem alguns prejuízos. Pessoas que têm este diagnós-
tico geralmente apresentam forte expectativa apreensiva e sintomas
de ansiedade na maior parte dos dias (APA, 2014). Outros sintomas
associados ao TAG são: inquietação, fatigabilidade, dificuldades em
se concentrar, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.
Os sintomas do transtorno devem estar presentes por, pelo menos,
seis meses.

Fobia específica
As fobias específicas envolvem medo ou ansiedade exacerbados
voltados a uma situação ou objeto, como elevadores, insetos, injeções,
aviões, dentre outros. Indivíduos com fobias específicas tendem a evitar
os eventos que envolvem entrar em contato com aquilo que se teme.
Caso ocorra tal contato, a resposta de ansiedade e medo ocorre imedia-
tamente (APA, 2014). O entendimento do indivíduo com este quadro
é de um perigo aumentado em relação à situação diante dele. Há, por-
tanto, superestimação do perigo. Cabe ressaltar também que as fobias
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 255

específicas geram um prejuízo significativo ao funcionamento do indi-


víduo principalmente em sua vida social e laboral.

Transtorno de ansiedade de separação


O transtorno de ansiedade de separação, anteriormente, no
DSM-IV-TR, não constava como um transtorno de ansiedade. No
DSM-5 foi incluído nesta categoria juntamente com o mutismo seleti-
vo. Dentre os critérios para o seu diagnóstico estão medo ou ansiedade
exacerbados, levando-se em conta o estágio do desenvolvimento em re-
lação à separação de figuras de apego. Neste quadro ocorre um intenso
sofrimento por conta da possibilidade ou previsão do afastamento des-
sas pessoas. Além disso, há apreensão exagerada sobre a ocorrência da
perda ou de envolvimento em situações perigosas de entes queridos
(p. ex.: acidente, morte, doenças, dentre outros). Há também preocupa-
ção constante e exacerbada de que alguma ocorrência gere como conse-
quência a separação da figura de apego. O indivíduo com este transtor-
no também apresenta constante recusa a distanciar-se de casa por conta
do medo da separação, assim como ficar sozinho sem a mesma figura de
apego. Podem ocorrer pesadelos de forma repetida envolvendo o conte-
údo da separação assim como sintomas somáticos (APA, 2014).

INFERÊNCIAS MAIS COMUNS NOS


TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Inferências são formas de interpretar a situação de forma não


correspondente à realidade. Tanto na terapia cognitiva beckiana quan-
to na TREC, o trabalho com elas pode ser proposto. A seguir estão al-
gumas das inferências mais frequentes nos transtornos de ansiedade
(Dryden & Ellis, 2006).
Maximização do negativo: envolve ver uma situação ou sinto-
ma desagradável como muito mais perigoso ou danoso do que real-
mente é. Exemplo: um indivíduo com fobia social pode dar impor-
tância exagerada por ter gaguejado em uma interação social.
Desqualificação do positivo: diz respeito a não valorizar alguma
conquista ou habilidade em lidar com determinada situação. Exemplo: ao
256 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

conseguir ir sozinho para um compromisso, um paciente com transtorno


de pânico diz “consegui, mas a distância não era tão grande assim”.
Pensamento dicotômico: é a tendência a raciocinar em termos
de “tudo ou nada”. Envolve interpretações extremas sem considerar o
meio termo. Exemplo: um paciente com transtorno de ansiedade ge-
neralizada costuma querer ter certeza absoluta sobre suas decisões, não
aceitando que alguns eventos sejamaltamente prováveis e outros não.
Personalização: é uma interpretação relativa à ideia de que a res-
ponsabilidade por determinado evento é única e exclusivamente de si pró-
prio, sendo que há participação de outras pessoas. Exemplo: um paciente
com TAG pode pensar que é sua responsabilidade um evento aversivo ter
ocorrido porque ele não tomou todas as precauções possíveis.
Abstração seletiva: envolve a focalização em estímulos ameaça-
dores em um determinado contexto, não levando em conta aspectos
relacionados à segurança. Exemplo: um paciente com agorafobia pode
focar na possibilidade de não conseguir sair de um ambiente.
Erro oracular: é a tendência a pensar que se sabe o que irá aconte-
cer no futuro (geralmente algo negativo). Mesmo que o acontecimento
seja muito improvável. Exemplo: um indivíduo com transtorno de pâni-
co “sabe” que vai ter um ataque de pânico ao sair de casa.
Hipergeneralização: é relativa à ideia de que um evento (geral-
mente negativo) consiste em um padrão que irá se repetir diversas ve-
zes no futuro. Exemplo: uma pessoa com fobia específica pode pensar
que sempre vai ficar mal em elevadores.
Catastrofização: está relacionada à ideia de que as consequên-
cias de determinado evento serão extremas e levarão a consequências
terríveis. Exemplo: ao ter um ataque de pânico, um paciente pode
pensar que irá morrer.

CRENÇAS IRRACIONAIS MAIS COMUNS


NOS TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

As crenças irracionais são formadas ao longo da vida do indiví-


duo. Ellis (1962) apontou onze delas. A seguir serão brevemente explo-
radas sete que estão mais relacionadas com os transtornos de ansiedade.
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 257

“É extremamente necessário ser amado e aprovado pelas


pessoas que me são importantes.”
Esta crença está intimamente relacionada à ansiedade oriunda do
medo da rejeição por parte das pessoas. Todos os seres humanos gostam
de aprovação. No entanto, é irracional desejar isso o tempo todo. Na fo-
bia social, por exemplo, é comum os pacientes relatarem evitar situações
por conta do medo da rejeição. Esses indivíduos tendem a ver a não pro-
vação como catastrófica, o que faz com que não se comprometa com
ações voltadas para a socialização, que é o seu objetivo muitas vezes. Em
outros transtornos também pode-se encontrar a expressão desta crença.
Rangé e Borba (2008) sugerem o treino de assertividade como parte inte-
grante de um programa de tratamento para transtorno de pânico. Muitos
desses pacientes estão inseridos em contextos geradores de ansiedade. Um
dos fatores ansiogênicos é exatamente o temor da não aprovação por parte
das pessoas, o que leva, muitas vezes, ao comportamento passivo. O indi-
víduo que deixa de considerar aprovação um imperativo é capaz de sen-
tir-se mais livre e, consequentemente, menos ansioso.

“Para se ter valor, é necessário ser competente e bem-sucedi-


do em todos os aspectos da vida.”
Esta crença tem relação com a ideia da necessidade de sucesso
absoluto nas mais diversas situações da vida. Nos transtornos de an-
siedade, pode expressar-se por meio do perfeccionismo.Ellis (1962)
propõe alguns questionamentos direcionados a esta crença irracional.
Entre eles, o autor defende a ideia de que a busca compulsiva por re-
conhecimento geralmente torna o indivíduo mais ansioso, levando-o
ao seu limite. Além disso, aponta que o dever de ser bem sucedido
conduz as pessoas à comparação injusta com outras figuras exitosas
em suas áreas de atuação. Tal atitude leva os indivíduos a uma cons-
tante frustração e ansiedade.

“É terrível e catastrófico quando as coisas não acontecem do


jeito que gostaríamos muito que ocorressem.”
Segundo Ellis (1962), muitas pessoas sofrem pelo fato de o
mundo ser simplesmente o que ele é. Tais pessoas ficam especial-
258 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

mente frustradas e, às vezes, até mesmo zangadas ou deprimidas.


O autor aponta que não há razão para querer que as coisas sejam
diferentes do que elas são. Assim sendo, a alternativa saudável seria
desenvolver aceitação por tudo que não é possível mudar. Ellis
(1962) chama a atenção para o pensar filosoficamente, que envolve
esse entendimento de que não é racional ficar extremamente frus-
trado e contrariado com acontecimentos que constituem fatos. Por
exemplo: por mais que uma pessoa não goste do fato de que algu-
mas pessoas joguem lixo no chão da rua, é possível não ficar extre-
mamente irritado toda vez em que isso acontece. Essa ideia irra-
cional pode se manifestar nos transtornos de ansiedade em diver-
sos quadros como o TAG ou as fobias, nas quais o paciente muitas
vezes não aceita as incertezas da vida.

“Se algo pode ser perigoso ou assustador, devemos ficar ter-


rivelmente preocupados e ficar ruminando sobre sua possí-
vel ocorrência.”
Também chamada de ideia irracional número 6 (Ellis, 1962),
esta crença está relacionada com todos os transtornos de ansiedade.
Em todos os quadros ansiosos, pode-se notar o excesso de preocupa-
ções. O Quadro 12.1 aponta as causas das preocupações exageradas
em cada transtorno de ansiedade.

Quadro 12.1 Causas das preocupações nos transtornos de ansiedade


Transtorno de ansiedade Causa da preocupação exagerada
Transtorno de pânico Sintomas sicos, possibilidade de passar mal, enfartar, ter um
derrame, morrer, desmaiar
Agorafobia Não ser socorrido, não conseguir sair de determinando lugar
Fobia social Ser avaliado nega vamente em contextos sociais
Fobias específicas Deparar-se com uma situação em que não conseguirá colocar em
prá ca estratégias de enfrentamento eficazes
Transtorno da ansiedade Temas da vida em geral (saúde, segurança, finaças, dentre outros).
generalizada
Transtorna da ansiedade Ficar distante de figuras de apego
de separação

Fonte: baseado em Leahy (2007).


Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 259

“É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou


responsabilidades da vida.”
A evitação é uma das principais estratégias de enfrentamento prati-
cadas por indivíduos com transtornos de ansiedade. Segundo Ellis (1962),
algumas pessoas consideram muito mais fácil engajar-se somente em ati-
vidades confortáveis, evitando dificuldades da vida e responsabilidades, o
que as afasta do caminho da autoconfiança e felicidade. Nos quadros an-
siosos, pode-se perceber que a evitação é uma forma de deixar de entrar
em contato com a emoção relacionada às dificuldades que o indivíduo
precisa vivenciar para conviver com seus problemas. Por exemplo: na fo-
bia social, um cliente pode preferir não ir a uma festa para não precisar fa-
lar com as pessoas e, consequentemente, não se sentir ansioso. Outro com
transtorno de pânico pode não sair de casa, evitando entrar em contato
com a possibilidade de sentir taquicardia na rua.

“Devemos ficar muito preocupados com os problemas e as


preocupações de outras pessoas.”
Esta crença está bastante relacionada com um transtorno espe-
cífico: o TAG. Conforme apontado anteriormente, este quadro é ca-
racterizado por preocupações recorrentes e de difícil manejo por parte
do indivíduo. Esses processos cognitivos geralmente estão relaciona-
dos a temas do cotidiano, como saúde, segurança e finanças, por
exemplo. As preocupações não raramente estão voltadas para outras
pessoas do convívio íntimo com o indivíduo.

“Há invariavelmente uma solução certa, precisa e perfeita


para os problemas humanos e é catastrófico se essa solução
perfeita não é encontrada.”
Esta ideia costuma estar presente também em quadros como o
TAG. Conforme apontam Dugas e Robichaud (2009), a intolerância
às incertezas é um componente importante a ser considerado neste
transtorno. Muitos pacientes com este quadro tendem a querer e
achar que devem ter uma solução perfeita para todos os problemas.
Ellis (1962) aponta que a certeza, perfeição e verdade absoluta não
existem e que ficar preso a uma solução precisa muitas vezes evita com
que as pessoas, de fato, resolvam o problema de formas mais realistas.
260 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
A PARTIR DA ÓTICA DA TREC

Ellis (1990) descreve que, ao longo de sua prática clínica aplicando


a TREC, notou que dois tipos distintos de ansiedade estavam presentes
em seus pacientes: a ansiedade perturbadora e a ansiedade do eu. A pri-
meira refere-se ao desconforto que ocorre em três situações específicas, a
saber: (1) quando a comodidade ou vida da pessoa está ameaçada;(2)
quando o indivíduo pensa que deveria conseguir aquilo que quer e (3)
que é catastrófica a ideia de não conseguir aquilo que “deve” fazer ou ter.
Já a ansiedade do eu diz respeito ao desconforto oriundo da menos-
valia. Neste caso, o indivíduo crê que seu valor pessoal está constantemente
ameaçado, que ele deve fazer o necessário para ser aprovado pelos demais e
que é terrível quando ele não é aprovado ou não faz as coisas tão bem quan-
to deveria (Ellis, 1990). A Figura 12.1 resume essas informações.

Minha vida
está ameaçada.

Devo conseguir
Perturbadora
o que quero.

É terrível não conseguir


o que acho que devo
conseguir.
Ansiedade

Meu valor pessoal


está ameaçado.

Do eu Devo fazer tudo bem e


ser aprovado por todos.

É catastrófico que não


faço as coisas da melhor
forma ou quando não
sou aprovado.

Figura 12.1 Tipos de ansiedade e crenças correspondentes.


Fonte: baseada em Ellis (1990).
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 261

Tanto a ansiedade perturbadora quanto a do eu podem estar pre-


sentes nos transtornos de ansiedade. No transtorno de pânico, por exem-
plo, pode-se encontrar a expressão da ideia de que a “vida está ameaçada”.
Já na fobia social, é comum a crença de que se deve fazer de tudo para ser
aprovado pelos outros ou de que é catastrófico quando não se é aprovado.
A ansiedade, na perspectiva da TREC, envolve também a ativação de
crenças irracionais diante de um evento ativador, o que leva a uma conse-
quência (modelo ABC). A seguir, encontra-se um exemplo de um mode-
lo preenchido de um paciente com transtorno de pânico. O evento ativa-
dor (A) é composto do evento em si e da inferência que se faz sobre ele,
por exemplo “se estou tendo taquicardia, posso morrer”. No B, temos a
ativação das crenças irracionais, caracterizada como “tenho que” ou “é ter-
rível”. C é a consequência emocional e física.

A (a vador) B (crença) C (consequência)

Tenho que Ansiedade


Na rua, estar calmo perante
começo a para estar as sensações
sen r bem. sicas.
taquicardia
É terrível sen r isso. Hiperven lar.

Figura 12.2 Exemplo de modelo A-B-C em paciente com transtorno de


pânico.*

Para além do modelo ABC, Ellis propõe o debate racional emo-


tivo (D) e a verificação dos seus efeitos (E). Assim sendo, o cliente
pode registrar os cinco pilares deste método. Dryden e Ellis (2006)
apontam que a contestação de crenças irracionais é a técnica mais uti-
lizada na TREC. Essa ferramenta é utilizada a partir da detecção das
crenças, que estão na base das emoções e dos comportamentos desa-
daptativos. O segundo passo consiste no debate sobre o quão verda-
deiras ou falsas são tais cognições. Assim sendo, ocorre a discrimina-
ção entre as crenças racionais e irracionais. Ao longo desse processo,
assim como na Terapia Cognitiva de Beck, utiliza-se o método socrá-
tico. A seguir está um formulário do modelo ABCDE aplicado ao
transtorno de pânico, baseado no modelo de Knaus (2014).
* Disponível em www.sinopsyseditora.com.br/trecfor01
262 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

Quadro 12.2 Formulário do modelo ABCDE aplicado ao transtorno de


pânico*
Evento a vador (experiência): Vivência de sensações no corpo semelhantes àquelas que ocorrem no
início do ataque de pânico.
Crenças razoáveis sobre o evento: “Essas sensações são conhecidas. Elas são naturais. Elas não vão
aumentar de intensidade infinitamente. Posso sen -las mesmo sem gostar delas”.
Consequências emocionais e comportamentais das crenças razoáveis: Aceitação e maior tolerância à
experiência. Respiração mais profunda e diafragmá ca.
Crenças irracionais sobre o evento: “Eu não posso aguentar isso, eu vou morrer.”
Consequências emocionais e comportamentais das crenças irracionais: Medo extremo de ter um ataque
de pânico, sair de onde está, ligar para alguém ir buscar.
Debate:
1. O que é isso que estou tendo de novo? Provavelmente estou tendo um pensamento catastrófico sobre
as minhas próprias sensações. Eu não gosto dessas sensações, mas posso aceitá-las.
2. Até que ponto faz sen do pensar que vou morrer por conta do ataque de pânico? O pânico que estou
tendo agora é semelhante ao que já ve antes. Não morri das outras vezes. Se sobrevivi a experiências
anteriores, posso sobreviver a esta.
Efeitos do debate:
1. Posso pensar de forma diferente quando o ataque de pânico se iniciar.
2. Distanciando-me do pensamento catastrófico, percebo que a intensidade e a durabilidade do pânico
diminuem.
3. O meu sistema nervoso irá se regular depois de algum tempo. Não preciso temer algo já conhecido.

A seguir, encontra-se o mesmo modelo aplicado a um caso de


fobia social baseado no modelo de Knaus (2014).

Quadro 12.3 Formulário do modelo ABCDE aplicado ao transtorno de


ansiedade social*
Evento a vador (experiência): Medo de avaliação nega va por parte das pessoas em uma situação social.
Crenças razoáveis sobre o evento: “Estou sen ndo alguma ansiedade social. Isso me faz pensar que estou
sendo mais observado do que realmente estou. Provavelmente as pessoas estão mais interessadas em
fazer o que estão fazendo e não em me observar”.
Consequências emocionais e comportamentais das crenças razoáveis: Aceitação e maior tolerância à
ansiedade social. Diminuição do foco em possíveis ameaças.
Crenças irracionais sobre o evento: “Vai ser terrível se prestarem a atenção em mim, vou ser ridicularizado,
vão me achar desajeitado. Não posso suportar isso”.
Consequências emocionais e comportamentais das crenças irracionais: Medo acentuado da exposição
social, ir embora da situação.
Debate:
1. Por que estou sen ndo isso nesta situação? Provavelmente estou ansioso porque é importante que eu
agrade as pessoas, mas sei que não é possível agradar a todos o tempo todo. Quanto mais penso que
tenho que agradar, mais nervoso fico.
2. A minha ansiedade demonstra o quanto estou ansioso? As pessoas não conseguem ver a minha
ansiedade e, portanto, não podem reparar nela. Focar-me na minha ansiedade talvez re a minha
atenção das próprias interações sociais, fazendo com que eu pareça menos adequado.
Efeitos do debate:
1. Posso aceitar alguma ansiedade social nas situações de interação.
2. Quanto mais concentro-me na ansiedade, mais ansioso fico e menos hábil socialmente também.
3. Não é possível agradar todas as pessoas sempre.

* Disponíveis em www.sinopsyseditora.com.br/trecfor01
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 263

IMAGINAÇÃO RACIONAL-EMOTIVA: DEFINIÇÃO


E APLICAÇÃO EM UMA VINHETA CLÍNICA

A imaginação racional-emotiva (IRE) é uma técnica bastante


utilizada na TREC para diversos problemas trazidos pelos clientes. Ela
consiste em: (1) induzir um estado de relaxamento no indivíduo em
um primeiro momento; (2) recriar mentalmente a situação original
que causou reações emocionais, o evento ativador ou A; (3) instrui-lo
a pensar em si mesmo de acordo com a crença racional, procurando,
na imagem, sentir-se e comportar-se de forma diferente da situação
original, na qual a crença irracional era dominante. O exercício deve
durar entre 10 e 30 minutos e deve fazer o cliente perceber-se imerso
na atividade. Cabe ressaltar que a IRE deve ser feita quando o indiví-
duo já está familiarizado com o modelo ABCDE e com o debate ra-
cional emotivo (Maultsby, 2003).
A seguir será apresentada uma vinheta clínica utilizando a IRE
em um caso de fobia específica.

Terapeuta (T.): Percebo que você me trouxe uma situação bastante di-
fícil para você. Você se lembra do que havíamos trabalhado nas ses-
sões passadas sobre o modelo ABCDE?
Cliente (C.): Sim, eu tenho tentado ficar atenta a isso. Sobre aqueles
pensamentos irracionais.
T.: Exatamente. Estamos há algumas sessões abordando o impacto de
algumas das suas crenças nas suas emoções e comportamentos. A
questão que você trouxe para trabalhar em terapia envolve uma difi-
culdade sua para andar em elevadores e metrô. Assim, os eventos ati-
vadores (A) ocorrem quando você está nesses lugares.
C.: Certo.
T.: Quais são as crenças (B) que você tem notado ativarem nessas si-
tuações?
C.: Bom, eu noto que é aquela “não vou aguentar” e também “não
deveria estar sentindo isso”. Posso perceber também que “vai ser terrí-
vel ficar presa aqui”.
T.: Muito bem, é isso mesmo. E que consequências (C) em termos de emo-
ções e comportamentos você nota quando essas crenças estão ativadas?
C.: Eu noto que fico muito ansiosa, nervosa, com medo. Eu começo a ficar
inquieta e respirar mais rápido. As vezes começo a rezar também.
264 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade

T.: Ok, agora que já definimos o nosso ABC, vamos ver como você
utilizou o debate (D) e quais foram os seus efeitos (E).
C.: Eu não sei se fiz certo, mas procurei levantar aquelas perguntas
que você me fez nas outras sessões. Pensei que eu provavelmente esta-
va catastrofizando e que elevadores não ficam caindo a todo instante.
Foi difícil acreditar nisso, mas eu tentei.
T.: Claro, você está começando a lidar com isso de uma forma dife-
rente e, por isso, ainda é muito difícil. Você está indo bem.
C.: Obrigada, acho que aos poucos está indo sim.
T.: Eu gostaria de propor um outro exercício que envolve um pouco
de imaginação. Você aceita fazer?
C.: Podemos fazer.
T.: Ótimo. Vamos começar com um exercício de relaxamento. Procu-
re respirar lentamente e continuamente. Respire profundamente e
solte o ar lentamente. Enquanto estiver expirando, pense na palavra
“Relaxe”. Quando acabar a sua expiração, segure um pouco a sua res-
piração durante uns cinco segundos. [continuar fazendo isso por dois
a três minutos]. Agora vamos recriar na sua mente a situação que você
trouxe para mim, na qual você estava no elevador. Em vez de pensar
no que você pensou na situação original, imagine que você está com a
crença de que a ansiedade é natural e de que os elevadores são proje-
tados para serem seguros e que não é um dever seu sentir-se 100%
calma neste momento. Pense nas consequências disto nas suas emo-
ções e nos seus comportamentos nesta situação [continuar fazendo
por volta de 10 a 30 minutos].

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A TREC aplicada aos transtornos de ansiedade pode ser uma


abordagem eficaz. A partir do entendimento do caso, via modelo
ABC, o terapeuta é capaz de entender contextos relacionados ao trans-
torno que o cliente apresenta. Ellis (1970) aponta que muitas das
crenças irracionais são desenvolvidas a partir da história do indivíduo.
No caso dos transtornos de ansiedade, muitas das cognições relaciona-
das às fobias e à catastrofização estão ligadas aos contextos de aprendi-
zado ao longo da trajetória de cada um. Criar consciência deste pro-
cesso é parte fundamental do processo de avaliação em qualquer tipo
Terapia Racional-Emo va Comportamental na teoria e na prá ca clínica 265

de caso, incluindo os quadros de ansiedade. Além disso, cabe ressaltar


que as técnicas propostas pela TREC costumam ser úteis para os
transtornos em questão, uma vez que auxiliam o cliente a desafiar
crenças irracionais, expor-se às emoções via imaginação e treinar novas
formas de comportamento diante das situações temidas.

REFERÊNCIAS
American Psychiatric Association (2014). Manual Ellis, A. (1970). Como viver com neuróticos no traba-
diagnóstico e estatísticos dos transtornos mentais: lho ou no lar. São Paulo: Brasiliense.
DSM-5 (5. ed.). Porto Alegre: Artmed.
Ellis, A. (1990). Ansiedad perturbadora: Un Nuevo
Beck, A. T., Emery, G., & Greenberg, R. L. constructo cognitive-conductual. In A. Ellis & R.
(1985). Anxiety disorders and phobias: A cognitive Grieger (orgs). Manual de terapia racional-emotiva
perspective. New York: Basic Books. (v.2). Buenos Aires: Desclée de Brouwer.

Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e semiolo- Knaus, W. J. (2014). e cognitive behavioral


gia dos transtornos mentais (3. ed.). Porto Alegre: workbook for anxiety: A step-by-step program.
Artmed. Oakland: New Harbinger.

Dryden, W. & Ellis, A. (2006). A terapia comporta- Leahy, R. L. (2007). Como lidar com as preocupa-
mental racional-emotiva. In K. S. ções: Sete passos para impedir que elas paralisem
você. Porto Alegre: Artmed.
Dobson (org.). Manual de terapias cognitivo-compor-
tamentais. Porto Alegre: Artmed. Maultsby, M. (2003). Imaginaciones Racional-
Emotivas. In A. Ellis & Grieger, R. (orgs.). Ma-
Dugas, M. J. & Robichaud, M. (2009). Tratamento nual de terapia racional-emotiva. Buenos Aires:
cognitivo-comportamental para o transtorno de ansieda- Desclée de Brouwer.
de generalizada: Da ciência para a prática. Rio de Ja-
neiro: Cognitiva. Rangé, B. P. & Borba, A. G. (2008). Vencendo o
Pânico: Terapia integrativa para quem sofre e para
Ellis, A. (1962). Reason and emotion in psychother- quem trata o transtorno de pânico e a agorafobia.
apy. New York: Citadel Press. Rio de Janeiro: Cognitiva.
Sumário

Prefácio ...................................................................................................... 11
Bernard Rangé

1 Bases Teóricas, Princípios e Conceitos Fundamentais ....................... 13


Natalia Ferrero Delgado

2 Técnicas de Intervenção ..................................................................... 46


Lucia Emmanoel Novaes Malagris
3 Terapia Racional-Emotiva Comportamental na Criança ............. 71
Márcia Maria Bignotto

4 Terapia Racional-Emotiva Comportamental na Adolescência ................... 80


Valquiria Aparecida Cintra Tricoli e Juliano Rodrigues Afonso
5 Terapia Racional-Emotiva Comportamental com Idosos ..................... 98
Roseli Lage de Oliveira e Ana Paula Justo

6 Terapia Racional-Emotiva Comportamental com Casais..................... 137


Eliana Aparecida Torrezan da Silva
7 Terapia Racional-Emotiva Comportamental
e a Dependência Amorosa .................................................................. 156
Andreza Gava e Orlando Bueno Filho
8 Tratamento do Transtorno de Déficit de
Atenção/Hiperatividade na Criança e no Adulto .................................. 181
Tátila Martins Lopes, Márcia Maria Bignotto e Gabriela Fabbro Spadari
x Sumário

9 Terapia Racional-Emotiva Comportamental


nos Transtornos Alimentares .............................................................. 198
Tátila Martins Lopes e Gabriela Fabbro Spadari
10 Terapia Racional-Emotiva Comportamental para
Transtornos por Uso de Substâncias: Possibilidades,
Reflexões e Análise de Caso Clínico ................................................... 212
Eduardo Gregolin Moretti
11 Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtorno de Acumulação ........ 232
Gabriela Fabbro Spadari e Tátila Martins Lopes
12 Tratamento dos Transtornos de Ansiedade ......................................... 252
Heitor Pontes Hirata
13 Avaliação e Tratamento de Transtornos Depressivos.......................... 266
María Celeste Airaldi
14 Terapia Racional-Emotiva Comportamental
para Prevenção do Suicídio ................................................................ 288
Makilim Nunes Baptista e Hugo Ferrari Cardoso
15 Terapia Racional-Emotiva Comportamental para o Estresse .............. 313
Marilda Emmanuel Novaes Lipp
16 Tratamento de Transtorno de Estresse Pós-Traumático
com a Técnica “Memória-Tempo-Processamento”, uma
Metáfora de Resgate em Doze Passos ................................................ 336
Susana Vazquez-Aquino
17 Terapia Racional-Emotiva Comportamental e as Habilidades Sociais ... 365
Maria Angélica Sadir
18 Terapia Racional-Emotiva Comportamental como
Estratégia de Tratamento para a Dor Crônica ..................................... 388
Andreza Gava e Aretusa dos Passos Baechtold
19 Aplicação da Terapia Racional-Emotiva
Comportamental em Pacientes com Câncer ....................................... 407
Martha Paredes Delhonte e Pedro Reyes Mispireta
20 Lidar com a Morte: Proposta de Intervenção Fundamentada
na Terapia Racional-Emotiva Comportamental.......................................... 424
Claudiane Aparecida Guimarães, Vivian Mascella
e Luiz Ricardo Vieira Gonzaga

Anexos disponíveis em
www.sinopsyseditora.com.br/trecfor01
Autores

Marilda Emmanuel Novaes Lipp (org.). Ph.D. pela George Washington University.
Pós-Doutorado com bolsa da FAPESP em stress social realizado no National Institute
of Health dos EUA. Psicóloga pela American University. Certificada como Terapeuta
Cognitiva pela Federação Brasileira de Terapia Cognitiva (FBTC). Presidente Eméri-
ta da Associação Brasileira de Stress. Diretora-Presidente do Instituto de Psicologia e
Controle do Stress (IPCS). Membro da Academia Paulista de Psicologia. Presidente da
Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (2015-2019).

Tátila Martins Lopes (org.). Bacharel e Psicóloga pela Universidade Estadual Paulista –
Júlio de Mesquita Filho (UNESP- Assis). Mestre em Fisiopatologia Médica, área de Neu-
rociências e Doutora em Ciências pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Especialista em Psicologia Clínica (especialização em terapia cognitiva comportamental
pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress-IPCS) com formação em nível primary
em Terapia Racional-Emotiva Comportamental pelo Instituto Albert Ellis. Especialista
em Neuropsicologia pelo Conselho Federal de Psicologia. Psicóloga clínica na abordagem
da Terapia Racional-Emotiva Comportamental (TREC). Professora no IPCS.

Gabriela Fabbro Spadari (org.). Psicóloga, Mestre e Doutoranda em Instrumentos e


Processos em Avaliação Psicológica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas
(PUC-Campinas), bolsista Capes. Especialista em Psicologia Clínica de base Cognitivo-
-Comportamental pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS). Certificada em
Terapia Racional-Emotiva Comportamental, nível Primary pelo Instituto Albert Ellis, em
Avaliação de Stress em Empresas pelo IPCS. Possui aperfeiçoamento em Comportamento
Suicida: Estratégias de Prevenção pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Mem-
bro do Grupo de Trabalho Avaliação Psicológica em Psicologia Positiva e Criatividade da
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP). Docente no
IPCS, Pesquisadora e Psicóloga Clínica.
vi Autores

Ana Paula Justo. Psicóloga Clínica. Mestra e Doutora em Psicologia pela PUC-Campinas.
Terapeuta Cognitiva certificada pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo IPCS. Formação Primary Training
Course in Rational Emotive & Cognitive Behavioral eory and Techniques pelo Albert El-
lis Institute. Docente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Mulher da
PUC-Campinas. Membro da Diretoria da Associação de Terapias Cognitivas do Estado de São
Paulo (ATC-Paulista).
Andreza Gava. Psicóloga. Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Certificada
em Terapia Racional-Emotiva Comportamental. Psicóloga Clínica, Supervisora de Atendimento
e Docente do Instituto de Psicologia e Controle do Stress Marilda Lipp, em Campinas-SP. Mes-
tranda em Psicologia na Universidade São Francisco.
Aretusa dos Passos Baechtold. Psicóloga. Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-Campinas.
Professora e supervisora no Instituto de Psicologia e Controle do Stress Marilda Lipp, Terapeuta
certificada pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC). Advanced Training em TREC
pelo Albert Ellis Institute NY(USA). Presidente da Associação Brasileira de Stress – ABS.
Bernard Rangé. Doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia da UFRJ.
Claudiane Aparecida Guimarães. Psicóloga pela Universidade Federal de Uberlândia. Mestre
e Doutora pela PUC-Campinas. Especialista em Terapia Comportamental Cognitiva pelo Ins-
tituto de Psicologia e Controle do Stress. Formação em Tanatologia. Docente na Universidade
de Uberaba e na Faculdade Santa Rita de Cássia.
Eduardo Gregolin Moretti. Psicólogo pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Espe-
cialista em Terapia Cognitivo-Comportamental com ênfase em Terapia Racional-Emotiva Com-
portamental pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS). Psicólogo Clínico no Cen-
tro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD) de Paulínia/São Paulo e no IPCS.
Eliana Aparecida Torrezan da Silva. Psicóloga, Mestre em Psicologia Clínica e Doutora em Psi-
cologia pela PUC-Campinas. Pós-Doutora em Psicologia pelo Laboratório de Estudo Psicofisiológicos
do Stress – PUC-Campinas/FAPESP. Professora e Supervisora Curso de Especialização em Terapia
Comportamental-Cognitiva do Instituto de Psicologia e Centro de Controle de Stress Marilda Lipp.
Diretora do Centro de Controle de Stress – SP CPCS-SP. Terapeuta Certificada pela Federação Brasileira
de Terapias Cognitivas (FBTC).
Heitor Pontes Hirata. Psicólogo pela UFRJ. Formação em Terapia Cognitivo-Comporta-
mental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação (CPAF-RJ). Especialista em Psicologia
Clínica (TCC) pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS). Doutor e Mestre em
Psicologia pela UFRJ. Terapeuta cognitivo certificado pela FBTC. Membro da Diretoria da
Associação de Terapias Cognitivas do Estado do Rio de Janeiro (ATC-Rio), gestões 2014-2016
e 2016-2019.
Hugo Ferrari Cardoso. Psicólogo. Mestre, Doutor e Pós-Doutor em Psicologia com ênfa-
se em Avaliação Psicológica pela Universidade São Francisco. Professor Assistente Doutor da
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) nos cursos de Psicologia
(Graduação e Pós-Graduação). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Orientação
Profissional (ABOP – gestão 2016-2017 e gestão 2018-2019) e participante do grupo de tra-
balho da ANPEPP (GT Pesquisa em Avaliação Psicológica).
Autores vii

Juliano Rodrigues Afonso. Pós-Graduado em Saúde Mental da Infância e Adolescência pela


Faculdade de Ciências da Saúde. Formação em TREC – Advanced Training in Rational-Emotive
& Cognitive-Behavioral eory and Techniques pelo Instituto Albert Ellis/ NY-USA. Terapeuta
Cognitivo certificado pela FBTC. Docente do CETEPEA/Atibaia e UNIFAAT/Atibaia.
Lucia Emmanoel Novaes Malagris. Pós-Doutora pela PUC-Campinas, Doutora em Ciências
na área da Fisiologia do Stress e da Hipertensão Arterial pela UERJ. Mestre em Psicologia pela
PUC-Campinas. Professora do Instituto de Psicologia da UFRJ atuando na pós-graduação.
Psicóloga pela UFRJ. Ex-presidente da Associação Brasileira de Stress (ABS). Certificada em
TREC Primary pelo e Albert Ellis Institute. Certificada como Terapeuta Cognitiva pela
FBTC. Membro da Diretoria da FBTC (2015-2019).
Luiz Ricardo Vieira Gonzaga. Mestre e Doutor em Psicologia pela PUC-Campinas. Gra-
duado em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em Psicologia Clíni-
ca Cognitivo-Comportamental pela USP. MBA em Administração de Empresas na FGV/SP.
Certificado como Terapeuta Cognitivo-Comportamental pela FBTC. Supervisor e Professor
convidado em TCC em vários cursos de especialização no Brasil.
Makilim Nunes Baptista. Psicólogo. Doutor pelo Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médi-
ca da Universidade Federal de São Paulo. Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu da
Universidade São Francisco. Bolsista produtividade pelo CNPq. Coordenador do Laboratório de
Avaliação Psicológica em Saúde Mental (LAPSAM-III). Membro del Red Mundial Suicidólogos.
Márcia Maria Bignotto. Psicóloga. Mestre e Doutora em Psicologia pela PUC-Campinas. Es-
pecialista em Terapia Cognitivo-Comportamental na Infância e em Stress. Frequentou o Primary
e o Advanced Training Courses em REBT do Albert Ellis Institute, NY, USA. Certificada como
Terapeuta Cognitivo-Comportamental pela FBTC. Tesoureira da Federação Brasileira de Tera-
pias Cognitivas (Gestão 2015/2017 – 2017/2019). Professora-Doutora em Terapia Cognitivo-
Comportamental no Instituto de Psicologia e Controle do Stress e no Instituto Cognitivo.
Maria Angélica Sadir. Psicóloga pela PUC-Campinas. Mestre em Ciências Médicas pela
Unicamp. Doutora pela PUC-Campinas, na área de Stress e Relacionamento interpessoal no
trabalho. Tem cinco formações em Coaching, é Coach e Life Coach pelo Integrated Coaching
Institute (ICI) e Coach de Emagrecimento e Bem-Estar. Docente de diversos cursos de Espe-
cialização em Terapia Cognitivo-Comportamental nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e
Paraná. Ministra palestras sobre Qualidade de Vida e Relacionamentos Interpessoais pelo país.
É Practiotiner e Master em Programação Neurolinguística e Hipnoterapeuta pela EBPNL.
María Celeste Airaldi. Psicóloga Clínica. Ph.D. Supervisora certificada em TREC e TCC
pelo Albert Ellis Institute. Diretora da Sensorium, Centro de Treinamento em TCC & TREC
afiliado ao Albert Ellis Institute. Membro da diretoria da ALAPCCO (2015-2019). Coor-
denadora de ALAMOC no Paraguai. Professora universitária e de cursos de pós-graduação
nacionais e internacionais.
Martha Paredes Delhonte. Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Racional-Emotiva por ITREC
– Peru. Mestre em Psicología Clínica e da Saúde. Especialização em Psico-Oncologia e Cuida-
dos Paliativos. Com seus mais de 20 anos de exercício profissional tem trabalhado com pacien-
tes com enfermidades crônicas e terminais, em diferentes instituições no Peru e na Espanha,
como psicoterapeuta e docente. Vice-Presidente da Associação Nacional de Psico-Oncologia
do Peru (ANPPE) e sócio-fundadora do WeLink Psicólogos e Consultores.
viii Autores

Natalia Ferrero Delgado. Psicóloga pela Universidade de Lima. Fundadora e Diretora do


Centro Psicotrec em Lima, Peru, afiliado do Albert Ellis Institute de New York. Psicoterapeu-
ta y Supervisora TREC do Albert Ellis Institute. Responsável pelo Programa de Certificação
TREC em espanhol do Albert Ellis Institute. Membro do Comitê Editorial do Journal for
Rational Emotive & Cognitive Behavior erapy.
Orlando Bueno Filho. Psicólogo pela Universidade São Francisco-USF. Especialista em
TCC pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS). Mestrando em Educação
pela USF. Formação em TREC – Niveis Primary, Advanced e Child pelo Albert Ellis
Institute. Docente nos cursos de especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental
do Instituto de Psicologia e Controle do Stress de Campinas e São Paulo.
Pedro Reyes Mispireta. Psicoterapeuta Cognitivo e Racional-Emotivo Comportamental. Su-
pervisor e formador de terapeutas certificado no Albert Ellis Institute de New York. Diretor
de ITRE (Instituto de Terapia Racional-Emotiva) de Lima, Peru. Treina Terapia Racional-
Emotiva e Terapia Cognitiva em diversos países, como Argentina, Equador, México, Costa
Rica, Espanha, Itália, Grécia, Portugal, EUA, entre outros.
Roseli Lage de Oliveira. Psicóloga Clínica. Doutora em Ciências – Núcleo de Neurociências
e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Formação Pri-
mary and Advanced Training Course in Rational Emotive & Cognitive Behavioral eory
and Techniques e Couples and Family eory Course in Rational-Emotive & Cognitive-
-Behavioral eory and Techniques pelo Albert Ellis Institute. Psicóloga Clínica no Conscien-
tia – Núcleo de Estudos de Comportamento e Saúde Mental. Terapeuta Cognitiva certifica
da pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC). Docente e Supervisora no Cur-
so de Especialização em Terapia Comportamental Cognitiva na Saúde Mental do AMBAN
(IPq-HC-FCMSCSP) e do Curso de Especialização em Terapia Cognitivo Comportamental
da Unichristus (Fortaleza-CE). Vice-Presidente da Associação de Terapias Cognitivas do Esta-
do de São Paulo (ATC-Paulista).
Susana Vazquez-Aquino. Doutora em Psicologia pela Universidade Nacional de Assunção
– Centro Pradeh (Profesionales Asociados para el Desarrollo Humano). Membro do Comitê
Científico da Sociedade Paraguaia de Psicologia, Assunção, Paraguai.
Valquiria Aparecida Cintra Tricoli. Mestre em Psicologia Clínica e Doutora em Psicologia
pela PUC-Campinas. Formação em TREC (Advanced Training in Rational Emotive and Cog-
nitive Behavioral eory and Techniques e Child and Adolescente erapy Practicum pelo
Albert Ellis Institute, NY – USA). Professora e supervisora da UNIFAAT (Atibaia – SP),
curso de Psicologia. Coordenadora do Centro de Técnicas Terapêuticas e Preventivas de Ati-
baia (CETEPEA). Autora da ESA (Escala de Stress para Adolescentes). Terapeuta Cognitiva
certificada pela FBTC.
Vivian Mascella. Psicóloga Clínica. Especialista em Terapia Comportamental Cognitiva pelo
IPCS. Formação em Tanatologia. Mestre e Doutora em Psicologia pela PUC-Campinas. For-
mação Primary and Advanced Training Course in Rational – Emotive & Cognitive – Beha-
vioral eory and Techniques pelo Albert Ellis Institute. Membro da Diretoria da Associação
de Terapias Cognitivas do Estado de São Paulo (ATC-Paulista).

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