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Macroeconomia – Dra.

Patrícia Palermo

APOSTILA DE
MACROECONOMIA
Profa. Dra. Patrícia Palermo

II Semestre de 2021
1
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

PROGRAMA DE AULA
72h/a
DISCIPLINA: Macroeconomia
PROFESSORA: Patrícia Ullmann Palermo

EMENTA:
Modelos macroeconômicos. O sistema econômico capitalista. PIB, renda e demanda. Contabilidade nacional.
Determinantes da demanda agregada. Teoria da determinação da renda. O setor público. Orçamento público.
Política fiscal. Déficit fiscal e seu financiamento. O setor monetário. Evolução da moeda. Base Monetária, meios
de pagamento (M1), bancos comerciais e banco central. Política monetária e taxas de juros. Modelo IS-LM. O
setor externo. Balanço de Pagamentos, câmbio e política cambial. Equilíbrio econômico, inflação e política
econômica.

OBJETIVO GERAL:
Capacitar os estudantes a conhecer, compreender, aplicar, analisar e avaliar a conjuntura atual com base na análise
da evolução de variáveis macroeconômicas e à luz da teoria macroeconômica moderna.

Conteúdo Programático
Aulas Conteúdo Aulas Conteúdo
1 Introdução à disciplina Apresentar o escopo do estudo da macroeconomia
02/08 Estabelecimento do Contrato através de conceitos básicos
pedagógico
LOPES, L. M.;
1-3 Introdução ao estudo da Conceitos básicos de contabilidade nacional e o VASCONCELLOS (2011)
02/08 Macroeconomia mercado de bens e serviços. Capítulo 1
09/08 Conceitos fundamentais: PIB e MANKIW, N. G. (2010)
16/08 suas óticas de mensuração Capítulo 3
Sistema de contas nacionais
3 Exercícios Revisão dos conteúdos estudados.
16/08
Sistema Monetário: Mensuração, oferta e demanda por moeda,
Moeda: conceitos e funções Determinar o equilíbrio do mercado de ativos da LOPES, L. M.;
4 Composição dos meios de economia através da análise do mercado monetário. VASCONCELLOS, M. A. S.
23/08 pagamento (2011)
A base monetária e a criação de Capítulo 2
meios de pagamento MANKIW, N. G. (2010)
A demanda por moeda Capítulo 4
A determinação da taxa de juros

5 Primeira Avaliação Avaliar o entendimento dos conceitos apresentados e


30/08 discutidos na terceira parte da disciplina
Determinação da Renda: o Modelo Apresentar um modelo de determinação da renda e
6-7 Clássico (longo prazo) do nível de preços através das hipóteses clássicas, LOPES, L. M.;
06/09 Equilíbrio da taxa de juros, além de analisar os efeitos da política monetária. VASCONCELLOS, M. A. S.
13/09 poupança e investimento (2011)
Efeitos da política monetária Capítulo 3
(TQM)

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Determinação da Renda: o Modelo Apresentar um modelo de determinação da renda
8-9 Keynesiano (curto prazo) através do exame do equilíbrio no mercado de bens e MANKIW, N. G. (2010)
25/09** A determinação da demanda (via serviços, além de analisar os efeitos da política fiscal. Capítulo 10 (p.223 à 231)
Sábado mercado de bens)
letivo A determinação do produto de
27/09 equilíbrio
Efeitos da política fiscal

9 Exercícios Revisão dos conteúdos estudados.


27/09
Modelo IS-LM
O mercado de bens e a relação IS MANKIW, N. G. (2010)
10-12 O mercado monetário e a relação Capítulo 10 (p.231 à 240)
04/10 LM Apresentar a aplicação do modelo IS-LM. Capítulo 11(p.241 à 250)
09/10* Análise IS-LM: o equilíbrio de curto
*Sábado prazo
letivo Políticas fiscal e monetária e seus
18/10 efeitos sobre a taxa de juros e o
nível de renda

Oferta agregada versus demanda Desenvolver um modelo para explicar as flutuações


agregada de médio e longo prazo da economia. MANKIW, N. G. (2010)
12 A oferta agregada Capítulo 11(p.250 à 261)
18/10 A demanda agregada
Variações do produto e dos preços
Efeitos das políticas
macroeconômicas
12 Exercícios Revisão dos conteúdos estudados.
18/10
Segunda Avaliação Avaliar o entendimento dos conceitos apresentados e
13 + Entrega da Primeira lista de discutidos na terceira parte da disciplina.
25/10 exercícios avaliados (EAI)
O Setor Público: Apresentar o papel do setor público na economia,
Definição bem como as principais variáveis de monitoramento
14 Funções de equilíbrio fiscal.
01/11 Tipos de déficit
O orçamento público
Dívida pública
A estrutura tributária brasileira do
ponto de vista econômico
(Exercícios serão realizados
simultaneamente)
Inflação: Apresentar as causas e os efeitos da inflação na
15 Conceito de inflação economia, e as relações entre essa e o desemprego. MANKIW, N. G. (2010)
08/11 Tipos de inflação Debater a situação econômica atual e seu impacto Capítulo 13
Efeitos da inflação sobre as decisões das empresas
A Curva de Phillips (extra)
Comportamento recente da
inflação: avaliação do atual
macroambiente para o mundo dos
negócios
(Exercícios serão realizados
simultaneamente)
O setor externo Analisar o setor externo e apresentar suas relações
Regimes cambiais: taxas de com a economia.
câmbio fixas e flexíveis e suas BLANCHARD, O. (2011)
consequências Capítulo 18

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Balanço de pagamentos: conceito Analisar os efeitos das políticas macroeconômicas em
e subdivisões uma economia que se relaciona com o setor externo. BLANCHARD, O. (2011)
O modelo IS-LM em uma Debater a situação econômica atual e seu impacto Capítulo 19 e Capítulo 21
16 economia aberta sobre as decisões das empresas
20/11 Câmbio fixo: políticas fiscal e
*Sábado monetária
letivo Câmbio flutuante: políticas fiscal e
monetária
Comportamento recente da taxa
de câmbio R$/US$ e das relações
Brasil-Resto do Mundo: avaliação
do atual macroambiente para o
mundo dos negócios
17 Terceira Avaliação Avaliar o entendimento dos conceitos apresentados e
22/11 + Entrega da segunda lista de discutidos na terceira parte da disciplina.
exercícios avaliados (EAII)
18 Retorno das Avaliações + Prova Retornar ao aluno o resultado final de suas
29/11 Substitutiva avaliações.

METODOLOGIA GERAL:
Aulas expositivo-dialogadas, resolução de trabalhos individuais, estudos de caso e exercícios. Leitura complementar
para a fixação dos conteúdos.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: A disposição dos conteúdos nas aulas pode sofrer variação de forma a adaptá-la
a um maior rendimento da turma.

AVALIAÇÃO:
A nota final será calculada através da seguinte fórmula:
Nota Final = 0,20 (Prova 1) + 0,3 (Prova 2) + 0,25 (Prova 3) + 0,25 (média aritmética das listas de exercícios –
Exercícios Avaliados)

Listas de exercícios NÃO SERÃO ACEITAS em atraso. Elas serão realizadas em grupo estabelecidos em sala
de aula e com regras específicas para sua entrega (leia as recomendações com bastante atenção). Em caso
de não entrega, o aluno deverá fazer prova substitutiva da nota faltante. É importante salientar que na prova
substitutiva APENAS UMA avaliação é substituída.

Bibliografia Básica:

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LOPES, L. M.; VASCONCELLOS, M. A. S. Manual de Macroeconomia: Nível Básico e Intermediário, 3 ed. São
Paulo: Atlas, 2011
MANKIW, N. G. Macroeconomia. 7.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010.
DORNBUSCH, R.; FISCHER, S.; STARTZ, R. Macroeconomia, 11 ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

Bibliografia Complementar:
BLANCHARD, O. Macroeconomia, 5 ed. São Paulo: Pearson, 2011.
MANKIW, N. G. Introdução à Economia, 8 ed. Rio de Janeiro: Cengage, 2012.
STIGLITZ, J. E. Introdução à Macroeconomia, 3 ed., Rio de Janeiro: Campus, 2003.
SIMONSEN, M. H.; CYSNE, R. P. Macroeconomia. 4o Ed. São Paulo: Atlas, 2009.
SACHS, J. D.; LARRAIN, F. Macroeconomia. São Paulo: Pearson, 2006.

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PARTE I
Contabilidade Nacional
Sistema Monetário

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I. Contabilidade Nacional ou Contabilidade Social

É o sistema de estatísticas econômicas voltado para a mensuração da atividade econômica nacional.


Baseia-se na contabilização das transações comerciais realizadas entre os agentes econômicos. No Brasil, essas
estatísticas são calculadas desde a década de 1940 (FGV) e em 1986 passaram a ser calculadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em resumo:

A Contabilidade Social é o conjunto de estatísticas de ordem econômica, preparadas e sistematizadas com o


objetivo de possibilitar uma visão quantitativa, a mais precisa possível, da economia de um país. É uma síntese
contábil dos fatos que caracterizam a atividade econômica de um país.
Luiz Carlos Bresser-Pereira & Yoshiaki Nakano (1972)

Através da Contabilidade Social obtém-se um retrato da realidade econômica e social dos países ou regiões
que permite acompanhar como crescem e se desenvolvem ao longo do tempo. Nas Contas Nacionais são avaliadas
uma série de variáveis importantes para a determinação das decisões das empresas e dos governos.

Contabilidade Social
Professores Dra. Patrícia Palermo e Me. Lucas Schifino

Na primeira parte da disciplina de Macroeconomia, vamos aprender a responder as seguintes questões:


Contas Nacionais

O que são as Por que a Como


Contas empresa fazer o
Nacionais? deve PIB
Como medir? saber?
E no Brasil?
crescer?

Executivos de empresas e bancos usam os dados do sistema de contabilidade social como insumo para
uma imensa gama de decisões da vida administrativa e empresarial. A variável-síntese das Contas Nacionais é o
Produto Interno Bruto – PIB.

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Vamos começar a entender...


Pode-se representar o funcionamento de uma economia capitalista de forma simplificada através do FLUXO
CIRCULAR DA RENDA. Abaixo, vemos uma versão simplificada apenas com famílias e empresas.
O Fluxo Circular da Renda
Despesa $ $
Mercado de
Bens e Bens e Serviços Bens e
Serviços Serviços
Produto

Empresas Famílias

Insumos de Trabalho e
Produção Mercados de
Capital
Fatores de
$ (sals, alugueis Produção $
e lucros) Renda
juros

Podemos identificar, a partir do fluxo circular da renda, uma tríplice identidade:


APRODUÇÃO
S TRÊS= Ó TICAS
RENDA = DESPESA

PRODUÇÃO RENDA DESPESA


O que é pr oduz ido A remuneração O destino dado ao
produto

SALÁRIOS CONSUMO
AGROPECUÁRIA INVESTIMENTO
ALUGUÉIS
INDÚSTRIA GASTOS DO
LUCROS
SERVIÇOS GOVERNO
JUROS
EXPORTAÇÕES
(-IMPORTAÇÕES)
+ Impostos Indiretos + Impostos sobre
- Subsídios produção e importação

PIB pm PIB pm PIB pm


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a) Ótica do Produto Agregado:

O PIB é a soma do valor de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia
em um determinado período de tempo.
Como é muito difícil reconhecer em uma economia o que são bens e serviços finais, utiliza-se o MÉTODO
DO VALOR ADICIONADO (VA), definido como o valor que foi, em cada etapa produtiva, acrescido ou adicionado
ao valor dos bens intermediários.
Assim:
Valor Adicionado = Valor Bruto da Produção – Consumo de Bens e Serviços Intermediários
Dessa forma, o PIB é uma medida de FLUXO, medida em unidades monetárias.

Aplicando o Método do Valor Adicionado:

Produto Valor do Produto Consumo Intermediário Valor adicionado


trigo 1
farinha 3
pão 7
pão na gôndola do mercado 15
VBP VA

Para calcular o PIB basta somar ao Valor Adicionado o valor dos impostos indiretos e subtraindo os subsídios:
Assim:
PIB preços de mercado = Valor Adicionado + Impostos Indiretos - Subsídios

b) Ótica da Renda Agregada:

Renda Agregada: representa a remuneração de todos os fatores de produção da economia.


Renda Agregada = Salários + Juros + Aluguéis + Lucros

Para calcular o PIB basta somar à renda agregada os impostos sobre produção e importação:
Assim:
PIB preços de mercado = Renda Agregada + impostos sobre produção e importação

c) Ótica da Despesa Agregada:

Despesa Agregada (DA): representa todas as possíveis destinações dadas ao produto.


Despesa Agregada = Consumo + Investimento + Gasto do Governo + Exportações - Importações

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De maneira resumida: DA = ___________________________________________

Absorção: valor dos bens e serviços que a sociedade absorve em um dado período de tempo

De maneira resumida: Absorção = ___________________________________________

Unindo os conceitos de absorção e despesa agregada, tem-se: ________________________________________

Consumo das Famílias: aquisição de bens de consumo e de serviços pelas famílias

Investimento: formação bruta de capital fixo (aquisição de máquinas, equipamentos, construção de edificações,
softwares) + variação dos estoques.
Atenção → Investimento inclui os investimentos feitos por famílias, empresas e governo
Depreciação (d): parcela dos bens de capital que é consumida a cada período produtivo.
→ Serve para diferenciar o investimento bruto de investimento líquido

Gasto do Governo: representam as despesas correntes da Administração Pública (Federal, Estadual e Municipal) e
as autarquias.
→ É importante lembrar que em Contabilidade Nacional, estatais não são diferenciadas das demais empresas. Além
disso, gastos com transferências também não são contabilizados nos gastos do governo por não constituírem em
pagamento de atividade produtiva corrente.

Resto do Mundo → são todos os agentes (famílias, empresas e governo) de outras economias, também chamados
de NÃO-RESIDENTES, que transacionam com residentes da economia analisada.
Exportações: correspondem à venda de parte da produção de uma economia para o exterior, constituindo-se como
um elemento de demanda por produção interna.

Identidades Macroeconômicas:

Perspectiva da Perspectiva da
Tipo de Economia destinação da Renda destinação da Conclusão
Agregada Produção Agregada

Economia Fechada
e Sem Governo

Poupança Agregada (S): parcela da renda agregada que não é consumida pelas famílias em um determinado
período.

Conclusão:
_______________________________________________________________________________________

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Quando uma economia conta com governo...


Entre outras funções, o governo tem por finalidade a oferta de bens públicos e a regulamentação de
mercados. A regulamentação de mercados existe em virtude da existência de externalidades e de informação
imperfeita. A oferta de bens públicos surge da necessidade de ofertar à sociedade bens que caso fossem oferecidos
pela iniciativa privada não seriam oferecidos em quantidades ótimas devido a características que lhe são peculiares,
ou que simplesmente não podem ser providos por mecanismos de mercado. O governo sustenta suas atividades
através de tributos (T).

Sobre Tributação... (para ler em casa com atenção!)


Qual a diferença entre imposto, taxa e contribuição?
A classificação jurídica dos tributos, ou espécies tributárias, enfrenta opiniões divergentes, atualmente. Isto porque
são quatro as correntes dispondo sobre o tema. Mas antes de tratarmos sobre elas, temos que conhecer o conceito
de tributo. De acordo com o art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN): “Tributo é toda prestação pecuniária
compulsória, em moeda ou em cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída
em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.”
Há quatro correntes acerca das espécies tributárias: 1) Corrente bipartite, defendida por Pontes de Miranda e Alfredo
Augusto Becker, em que existem duas espécies de tributo, sendo eles, impostos e taxas; 2) Corrente tripartite,
defendida por Roque Carrazza e Paulo de Barros Carvalho, que dividem tributo em três espécies, sendo eles,
impostos, taxas e contribuições de melhoria; 3) Corrente quadripartite, defendida por Arnaldo Borges e Fábio
Fanuchi, em que existem quatro espécies de tributo, sendo eles, impostos, taxas, contribuições de melhoria e
contribuições; e 4) Corrente quinquipartite, defendida por Hugo de Brito Machado e Ives Gandra da Silva Martins,
que ampliam para cinco as espécies de tributo, sendo, impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições e
empréstimo compulsório.
A doutrina majoritária adota a corrente que afirma serem cinco as espécies tributárias. Na mesma linha segue o
entendimento pacificado do STF. A Constituição Federal confere às pessoas políticas, sendo a União, os Estados,
o Distrito Federal e os Municípios, competência para criar tributos.
Passamos agora a analisar cada uma das espécies, começando com o imposto. IMPOSTO, conforme disposto no
art. 16 do CTN, é todo tributo que tem por fato gerador um ato particular independente de qualquer atividade estatal
específica em relação ao contribuinte.
Também disposto no art. 145, I da CF, o imposto não é vinculado a qualquer atuação do Estado, ou seja, não é
necessário que o Poder Público desenvolva qualquer atividade específica em relação ao contribuinte, o fato gerador
que motiva a cobrança do imposto está previsto na lei.
A TAXA está disposta no art.145, II da CF e é um tributo vinculado a uma atividade estatal relacionada ao
contribuinte. Existe a necessidade de o Poder Público realizar algo em favor do contribuinte para que possa exigir
dele esta espécie tributária. Assim, o fato gerador da taxa é a prestação, pelo Poder Público, de um serviço público
ao contribuinte, sendo esta denominada taxa de serviço. É necessário que os serviços públicos sejam específicos e
divisíveis, não se exigindo, entretanto, que o contribuinte tenha efetivamente utilizado o serviço, bastante que este
esteja à sua disposição.

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Além da prestação de serviço público, existe outro fato gerador que consiste no exercício do poder de polícia,
chamada de taxa de polícia. Este tipo de taxa é criado no sentido de o Estado fiscalizar a conduta do contribuinte,
de forma a moldar o exercício de seu direito aos interesses da coletividade.
CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA é um tipo de tributo vinculado, significa que para ser cobrado, deve haver alguma
atividade do Estado em prol do contribuinte, está disposto no art. 145, III da CF. No caso desta espécie tributária,
esta atividade do Estado deve, necessariamente, consistir em uma obra pública que cause aumento do valor de
mercado dos imóveis localizados nas proximidades desta. Obra pública é a construção, ampliação, manutenção,
reparação ou edificação de um bem imóvel, pertencente ou incorporado ao patrimônio público. O fato gerador deste
tributo é ser proprietário do imóvel urbano ou rural, mais a realização de obra pública que valorize este mesmo
imóvel. Sua base de cálculo possui um limite geral, o valor não pode ultrapassar o custo total da obra pública
realizada, e também possui um limite individual, o valor a ser cobrado de cada contribuinte não pode ser superior ao
montante de valorização do imóvel.
Passamos agora a tratar do EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO, disposto no art. 148 da CF. É de competência
exclusiva da União, assim como somente ela pode aumentar os já existentes. Estes podem ser criados para custear
despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública (enchentes), guerra externa ou para financiar
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse social. Os recursos arrecadados provenientes desta
espécie tributária devem ser todos utilizados para resolver os problemas que motivaram a sua criação.
Por fim, as CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS, dispostas no art. 149 da CF, possuem quatro subespécies: 1)
contribuição social, utilizada para fins sociais como o financiamento da seguridade social (INSS, PIS, COFINS,
CSLL); 2) contribuição de interesse das categorias profissionais ou corporativas, utilizada para desenvolvimento,
fiscalização e aprimoramento das atividades profissionais (OAB, CRM); 3) contribuição de intervenção no domínio
econômico ou interventivas, utilizada pelo Estado para interferir na atividade privada, desenvolvendo produtos e
atividades que sejam de interesse público; e 4) contribuição de iluminação pública (art. 149-A), utilizada para
financiar os gastos com a iluminação nos municípios.
Artigo elaborado por Thiago Luiz de Oliveira Rubiniak, assistente da Consultoria do escritório Palermo e Castelo
Advogados.
http://www.palermoecastelo.com.br/home.php?Fuseaction=Artigos&Channel=11&ParentName=detail&ParentID=69

Voltando à economia...
Perspectiva da Perspectiva da
Tipo de Economia destinação da Renda destinação da Conclusão
Agregada Produção Agregada

Economia Fechada
e Com Governo

Conclusão: __________________________________________________________________________________

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____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
A existência do governo faz com que o preço de mercado seja diferente da remuneração dos fatores de
produção. Com isso, podemos diferenciar da produção mensurada a preços de mercado (pagos pelos
consumidores) da mensurada via custos de fatores (remuneração efetiva dos fatores de produção).

Assim: Ppm = Pcf + impostos indiretos – subsídios

Quando uma economia se relaciona com o resto do mundo...


Há trocas de bens e serviços entre os agentes das diversas economias. As exportações correspondem às
vendas da nossa produção para o exterior, as importações, por sua vez, correspondem às compras nacionais de
bens e serviços (não-fatores) estrangeiros.
Uma outra categoria de transações são as realizadas com fatores de produção, com isso surge o conceito
de Renda Líquida Enviada para o Exterior (RLEE) que é a diferença entre o que é pago por fatores de produção
externos utilizados internamente e o que é recebido do exterior por fatores de produção nacionais empregados em
outros países.
Há ainda as transferências líquidas recebidas (TUR) que são receitas ou despesas que não têm como
contrapartida a aquisição de um bem, a prestação de serviços ou utilização de um fator de produção.

Assim:
Serviços fatores: juros da dívida externa, remessas de lucros, royalties, assistência técnica (RLEE = REE –
RRE) Bens e serviços não-fatores: X e M
Transferências unilaterais correntes líquidas recebidas (TUR): rendas que não têm como contrapartida a
aquisição de um bem, a prestação de serviços ou utilização de um fator de produção.

Em resumo: X – M – RLEE + TUR = transações correntes (TC)

Tipo de Perspectiva da destinação da Perspectiva da destinação


Conclusão
Economia Renda Agregada da Produção Agregada
Economia
Aberta e Com C + S + T + RLEE - TUR C+I+G+X–M S + Sg + (M – X + RLEE -TUR) = I
Governo

Conclusão: _________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

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Ao reconhecer a RLEE podemos diferenciar dois outros conceitos:


Produto Interno: produção gerada dentro dos limites da economia.
Produto Nacional: refere-se à produção cuja renda é de propriedade dos residentes do país.

Assim: PN = PI – RLEE

Observação: O que são déficits gêmeos? São déficits em transações correntes e públicos simultâneos.
S + Sg + (M – X + RLEE- TUR) = I

Tabela Prática

Partindo de... Para passar para... Basta:

Bruto Líquido

Preço de Mercado Custo de Fator

Interno Nacional

Esquema Prático:

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Uma diferenciação importante: PIB Nominal e PIB Real

PIB Nominal: soma das quantidades de bens e serviços finais multiplicadas por seus preços atuais (correntes).
O PIB nominal aumenta ao longo do tempo por duas razões:
i) a produção da maioria dos bens aumenta ao longo do tempo;
ii) o preço da maioria dos bens também aumenta ao longo do tempo.

Entretanto, a meta ao se medir variações intertemporais do PIB é medir as variações da produção. Para
medir as variações de preços temos os índices de inflação.

PIB Real: soma das quantidades de bens e serviços finais multiplicadas por preços constantes.

Vamos começar trabalhando com um exemplo bastante simples. Vamos supor uma economia que só produza
apenas dois bens finais. Dessa forma....

Produto 1 Produto 2
Pib Nominal PIB Real (ano base=2005)
Preço Quantidade Preço Quantidade
2003 10 100 2 50
2004 12 100 5 60
2005 15 120 6 80
2006 20 130 10 100
2007 22 120 12 120
2008 30 120 12 150

Comparações intertemporais sempre devem ser feitas a partir de dados REAIS.


Crescimento do PIB → Crescimento do PIB REAL
 Yt 
Crescimento Real em relação ao período imediatamente anterior =  − 1 * 100
 Yt −1 
Crescimento (+) → Expansão
Crescimento (-) → Decrescimento

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

Observação sobre RECESSÃO:


Definição Clássica: dois trimestres de crescimento negativo na margem.
Outra definição: quando PIB cai a um nível inferior ao verificado no ano anterior

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Uma observação muito importante Crescimento e Desenvolvimento:

Crescimento: _______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
Desenvolvimento: ___________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
As deficiências de medição de bem-estar populacional através do PIB:
1) O PIB mede a PRODUÇÃO, enquanto é consumo que gera o bem-estar.
2) Custos ecológicos são ignorados.
3) Os gastos do governo são contabilizados pelo valor dispendido e não pelo bem-estar agregado à sociedade.
4) Parte da economia informal e a economia ilegal apesar de gerarem renda e bem-estar, não são contabilizados no
PIB.
5) Atividades domésticas não-remuneradas em prol da família, apesar de gerarem bem-estar, não são contabilizadas
no PIB.

Outros indicadores importantes:

PIB per capita: é obtido dividindo-se o PIB pela população.


- Corresponde à ideiia de renda do “habitante médio” do país
Problema: Como toda média (lembre-se das aulas de estatística!), é uma medida de tendência central, que não
considera a dispersão da distribuição. Portanto, não leva em consideração a desigualdade na distribuição da renda.
A desigualdade pode ser medida pelo Índice de Gini.
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): é uma média ponderada do PIB per capita, escolaridade e expectativa
de vida.

Lista de Exercícios I

I) QUESTÕES OBJETIVAS:

1. Com relação à mensuração do PIB de uma economia, avalie as seguintes afirmativas:


I. O PIB não inclui bens e serviços produzidos no passado.
II. O PIB usa preços de mercado para ponderar os diferentes bens e serviços produzidos na economia.
III. O PIB inclui o valor dos bens e serviços intermediários e finais consumidos na economia.
É correto afirmar que:
a) apenas a afirmativa I está correta.
b) apenas a afirmativa II está correta.
c) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e) todas as afirmativas estiverem corretas.

2. Por que o PIB não é uma boa medida de bem-estar?


a) Ignora custos ecológicos
b) Concentra-se consumo

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c) Contabiliza apenas a construção civil como investimento


d) Não contabiliza as exportações
e) Nenhuma das alternativas

3. O PIB apresenta dois componentes: ______________ e ________________. Quando calculamos o PIB


_____________, consideramos que ______________________ são constantes.
A alternativa que completa as lacunas acima é:
a) preço, quantidade, real, as quantidades
b) preço, quantidade, real, os preços
c) preço, quantidade, nominal, os preços
d) renda, quantidade, nominal, as quantidades
e) nenhuma das alternativas

4. Considere a equação do PIB: PIB = C +I + G + (X-M). Pode-se afirmar que ao medirmos o PIB estamos
considerando:
a) a previdência social e os salários dos funcionários públicos, ambos avaliados em G.
b) as variações nos estoques de mercadorias acabadas e matérias-primas.
c) apenas o que foi produzido e vendido.
d) apenas o que foi produzido por empresas de capital nacional.
e) nenhuma das alternativas.

5. Suponha que um país tenha registrado, em 2020, os seguintes dados referentes ao produto e renda
agregadas:
Produto Nacional Bruto = $ 25.000
Produto Interno Bruto= $ 26.000
Renda enviada ao Exterior = $ 2.000
Pode-se dizer, então, que a Renda recebida do Exterior e a Renda Líquida Enviada ao Exterior são,
respectivamente:
a) $ 16.000 e $ 2.000.
b) $ 1.000 e $ 2.000.
c) $ 1.000 e $ 1.000.
d) $ 2.000 e $ 1.000.
e) $ 2.000 e $ 15.000.

6. Em um determinado país, o PNB é superior ao PIB, ambos medidos a preços de mercado, quando:
a) a renda líquida enviada para o exterior é positiva.
b) a renda líquida enviada para o exterior é negativa.
c) o saldo da balança comercial é positivo.
d) a variação das reservas internacionais é positiva.
e) o saldo da balança comercial é negativo.

7. Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas Nacionais extraídas das contas de
produção de renda:
Produção: $ 2.500
Impostos indiretos: $ 150
Produto Interno Bruto: $1.300
Impostos sobre a produção e de importação: $ 240
Subsídios à produção: $ 0 (zero)

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Excedente operacional bruto, inclusive rendimento de autônomos: $ 625.


Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo intermediário e a remuneração dos
empregados são, respectivamente:
a) 1.350 e 440
b) 1.350 e 435
c) 1.200 e 410
d) 1.200 e 440
e) 1.300 e 500

8. Qual item a seguir abaixo deveria ser excluído do cálculo do PIB de 2020?
a) Um automóvel Fiat fabricado em 2020 no estado de São Paulo.
b) Um corte de cabelo feito no segundo trimestre de 2020.
c) Um relatório realizado por uma empresa de consultoria no último trimestre de 2020.
d) Uma casa construída em 2015 e vendida em 2020.
e) Os salários pagos para os funcionários de uma empresa em dez/20.

9. Considere os seguintes dados para uma economia hipotética:


Investimento privado: $ 200
Poupança privada: $ 100
Poupança do governo: $ 50
Poupança Externa: $ 100
Com base nestas informações e considerando as identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar
que o investimento público e o déficit público são, respectivamente,
a) zero e $ 50.
b) $ 50 e $ 50.
c) $ 50 e zero.
d) zero e zero.
e) $ 50 e $ 100.

10. A lista a seguir apresenta valores relativos a um conjunto de transações econômicas realizadas ao longo
do ano passado. Classifique os valores que compõem o cálculo do PIB pelo valor de produção de bens finais
(P), pela ótica da renda (R), e pela ótica da despesa (D). Os que não participarem de nenhuma ótica, deixe
em branco.
a. ( ) Valor correspondente à importação de 100.000 jaquetas de couro.
b. ( ) Valor de 10 geladeiras usadas doadas para uma fundação beneficente.
c. ( ) Valor de venda de pneus a famílias por lojas especializadas.
d. ( ) Valor da farinha utilizada por confeitarias para a produção de bolos.
e. ( ) Valor de venda de linhas telefônicas utilizadas em residências.
f. ( ) Valor de salários pagos a instrutores de ginástica de uma academia.

III) QUESTÕES DE CÁLCULO

1. Um produtor rural produz grãos de milho e os vende por R$ 1.500 para uma empresa que faz uma mistura
básica. Essa empresa vende o seu produto por R$ 2.500 a uma outra empresa que faz ração para animais.
Essa empresa vende a ração por R$ 5.000 à outra empresa criadora de gado, que utiliza a ração para
alimentar os animais. Essa última vende carne ao consumidor final num total de R$ 10.000. Responda:
a)Quanto foi adicionado de valor por cada uma das atividades?

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b)Qual é o PIB dessa economia?

c) Se há 10 pessoas nessa economia, quanto foi o PIB per capita (=por pessoa)?

2. Suponha que PIB=20.000, C= 14.000, I= 4.000, X=50.000, M=51.000:


a)Qual o saldo comercial (NX)?

b)Qual o valor dos gastos do governo?

c) Suponha que o país receba rendas do exterior no total de R$ 2.000,00, porém envie para o exterior R$ 1.500,00
a titulo de remunerações do capital. Calcule o PNB.

19
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

3. Calcule o PIB Nominal e Real: (mostre o cálculo)

Produto Final 1 Produto Final 2


Ano PIB Nominal PIB Real (Base: 2020)
Preço Quantidade Preço Quantidade
2017 10 50 3 10
2018 11 52 5 13
2019 12 48 7 17
2020 14 45 8 18

4. Com base no exercício anterior, calcule:

a) Quanto a economia cresceu de 2018 para 2019? (mostre o cálculo)

b) Quanto a economia cresceu de 2017 para 2020? (mostre o cálculo)

c) Se a população cresceu 20% entre 2017 e 2020 nessa localidade, o que aconteceu com o PIB real per capita
nessa economia?

5. Um país tem um PIBpm de $1200, sabendo que sua balança comercial de bens e serviços é de $300, sua
RLEE é de $150 sua renda enviada é de $200, seus impostos indiretos contabilizam $200 e sua depreciação
é de $50, calcule:

a) PNBpm
b) PILpm
c) PIBcf
d) PILcf
e) PNLcf
f) Renda Recebida do Exterior

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Lista de Exercícios I
GABARITO

I) QUESTÕES OBJETIVAS:

1. Com relação à mensuração do PIB de uma economia, avalie as seguintes afirmativas:


I. O PIB não inclui bens e serviços produzidos no passado.
II. O PIB usa preços de mercado para ponderar os diferentes bens e serviços produzidos na
economia.
III. O PIB inclui o valor dos bens e serviços intermediários e finais consumidos na economia.
É correto afirmar que:
a) apenas a afirmativa I está correta.
b) apenas a afirmativa II está correta.
c) apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d) apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e) todas as afirmativas estiverem corretas.

2. Por que o PIB não é uma boa medida de bem-estar?


a) Ignora custos ecológicos
b) Concentra-se consumo
c) Contabiliza apenas a construção civil como investimento
d) Não contabiliza as exportações
e) Nenhuma das alternativas

3. O PIB apresenta dois componentes: ______________ e ________________. Quando calculamos o PIB


_____________, consideramos que ______________________ são constantes.
A alternativa que completa as lacunas acima é:
a) preço, quantidade, real, as quantidades
b) preço, quantidade, real, os preços
c) preço, quantidade, nominal, os preços
d) renda, quantidade, nominal, as quantidades
e) nenhuma das alternativas

4. Considere a equação do PIB: PIB = C +I + G + (X-M). Pode-se afirmar que ao medirmos o PIB estamos
considerando:
a) a previdência social e os salários dos funcionários públicos, ambos avaliados em G.
b) as variações nos estoques de mercadorias acabadas e matérias-primas.
c) apenas o que foi produzido e vendido.
d) apenas o que foi produzido por empresas de capital nacional.
e) nenhuma das alternativas.

5. Suponha que um país tenha registrado, em 2020, os seguintes dados referentes ao produto e renda
agregadas:
Produto Nacional Bruto = $ 25.000
Produto Interno Bruto= $ 26.000
Renda enviada ao Exterior = $ 2.000

22
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Pode-se dizer, então, que a Renda Recebida do Exterior e a Renda Líquida Enviada ao Exterior são,
respectivamente:
a) $ 16.000 e $ 2.000.
b) $ 1.000 e $ 2.000.
c) $ 1.000 e $ 1.000.
d) $ 2.000 e $ 1.000.
e) $ 2.000 e $ 15.000.

6. Em um determinado país, o PNB é superior ao PIB, ambos medidos a preços de mercado, quando:
a) a renda líquida enviada para o exterior é positiva.
b) a renda líquida enviada para o exterior negativa.
c) o saldo da balança comercial é positivo.
d) a variação das reservas internacionais é positiva.
e) o saldo da balança comercial é negativo.

7. Considere os seguintes dados extraídos de um Sistema de Contas Nacionais extraídas das contas de
produção de renda:
Produção: $ 2.500
Impostos Indiretos: $ 150
Produto Interno Bruto: $1.300
Impostos sobre a produção e de importação: $ 240
Subsídios à produção: $ 0 (zero)
Excedente operacional bruto, inclusive rendimento de autônomos: $ 625.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo intermediário e a remuneração dos
empregados são, respectivamente:
a) 1.350 e 440
b) 1.350 e 435
c) 1.200 e 410
d) 1.200 e 440
e) 1.300 e 500

8. Qual item a seguir abaixo deveria ser excluído do cálculo do PIB de 2020?
a) Um automóvel Fiat fabricado em 2020 no estado de São Paulo.
b) Um corte de cabelo feito no segundo trimestre de 2020.
c) Um relatório realizado por uma empresa de consultoria no último trimestre de 2020.
d) Uma casa construída em 2015 e vendida em 2020.
e) Os salários pagos para os funcionários de uma empresa em dez/20.

9. Considere os seguintes dados para uma economia hipotética:


Investimento privado: $ 200
Poupança privada: $ 100
Poupança do governo: $ 50
Poupança Externa: $ 100
Com base nestas informações e considerando as identidades macroeconômicas básicas, pode-se afirmar
que o investimento público e o déficit público são, respectivamente,
a) zero e $ 50.
b) $ 50 e $ 50.
c) $ 50 e zero.

23
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

d) zero e zero.
e) $ 50 e $ 100.

Atenção:
Como calcular o Déficit Público?
O Déficit Público também pode ser apresentado na forma de Necessidades de Financiamento do Setor Público
(NFSP). O cálculo é feito da seguinte forma:
𝑁𝐹𝑆𝑃 = 𝐼𝐺 − 𝑆𝐺

10. A lista a seguir apresenta valores relativos a um conjunto de transações econômicas realizadas ao longo
do ano passado. Classifique os valores que compõem o cálculo do PIB pelo valor de produção de bens finais
(P), pela ótica da renda (R), e pela ótica da despesa (D). Os que não participarem de nenhuma ótica, deixe
em branco.
a. (D) Valor correspondente à importação de 100.000 jaquetas de couro.
b. ( ) Valor de 10 geladeiras usadas doadas para uma fundação beneficente.
c. (P ) Valor de venda de pneus a famílias por lojas especializadas.
d. ( ) Valor da farinha utilizada por confeitarias para a produção de bolos.
e. (P) Valor de venda de linhas telefônicas utilizadas em residências.
f. (R ) Valor de salários pagos a instrutores de ginástica de uma academia.

III) QUESTÕES DE CÁLCULO

1. Um produtor rural produz grãos de milho e os vende por R$ 1.500 para uma empresa que faz uma mistura
básica. Essa empresa vende o seu produto por R$ 2.500 a uma outra empresa que faz ração para animais.
Essa empresa vende a ração por R$ 5.000 à outra empresa criadora de gado, que utiliza a ração para
alimentar os animais. Essa última vende carne ao consumidor final num total de R$ 10.000. Responda:

a) Quanto foi adicionado de valor por cada uma das atividades?

Atividade Valor do Produto Consumo Intermediário Valor Adicionado


Produção de Milho 1.500 0 1.500
Produção de Mistura 2.500 1.500 1.000
Produção de Ração 5.000 2.500 2.500
Produção de Carne 10.000 5.000 5.000

b) Qual é o PIB dessa economia?


O PIB dessa economia é o valor do bem final, R$ 10.000, que também pode ser calculado pela soma do valor
adicionado de todas as atividades.

c) Se há 10 pessoas nessa economia, quanto foi o PIB per capita (=por pessoa)?

𝑃𝐼𝐵
𝑃𝐼𝐵 𝑝𝑒𝑟 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎 =
𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑠𝑠𝑜𝑎𝑠

10.000
𝑃𝐼𝐵 𝑝𝑒𝑟 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎 =
10
𝑃𝐼𝐵 𝑝𝑒𝑟 𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎 = 1.000

24
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

2. Suponha que PIB=20.000, C= 14.000, I= 4.000, X=50.000, M=51.000:

a) Qual o saldo comercial (NX)?


NX = X – M
NX = 50.000 – 51.000
NX = -1.000

b) Qual o valor dos gastos do governo?


PIB = C +I + G + X – M
20.000 = 14.000 + 4.000 + G + 50.000 – 51.000
20.000 - 14.000 - 4.000 - 50.000 + 51.000 = G
G = 3.000

c) Suponha que o país receba rendas do exterior no total de R$ 2.000,00, porém envie para o exterior R$ 1.500,00
a título de remunerações do capital. Calcule o PNB.

RLEE = Renda enviada – Renda recebida → PNB = PIB - RLEE


RLEE = 1.500 – 2.000 PNB = 20.000 – (-500)
RLEE = - 500 PNB = 20.500

3. Calcule o PIB Nominal e Real: (mostre o cálculo)

Produto Final 1 Produto Final 2


Ano PIB Nominal PIB Real (Base: 2020)
Preço Quantidade Preço Quantidade
2017 10 50 3 10 10.50 + 3.10 = 530 14.50 + 8.10 = 780
2018 11 52 5 13 11.52 + 5.13 = 637 14.52 + 8.13 = 832
2019 12 48 7 17 12.48 + 7.17 = 695 14.48 + 8.17 = 808
2020 14 45 8 18 14.45 + 8.18 = 774 14.45 + 8.18 = 774

4. Com base no exercício anterior, calcule:

a) Quanto a economia cresceu de 2018 para 2019? (mostre o cálculo)

808
𝐶𝑟𝑒𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 = ( − 1) . 100
832

𝐶𝑟𝑒𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 = −2,88%

b) Quanto a economia cresceu de 2017 para 2020? (mostre o cálculo)

774
𝐶𝑟𝑒𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 = ( − 1) . 100
780

𝐶𝑟𝑒𝑠𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 = −0,77%

25
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Se a população cresceu 20% entre 2017 e 2020 nessa localidade, o que aconteceu com o PIB Real per capita
nessa economia?
Nesse período, o PIB real caiu e a população cresceu, com isso o PIB Real per capita apresentou queda no período.

5. Um país tem um PIBpm de $1200, sabendo que sua balança comercial é de $300, sua RLEE é de $150 sua
renda enviada é de $200, seus impostos indiretos contabilizam $200 e sua depreciação é de $50, calcule:

a) PNBpm b) PILpm c) PIBcf

PNBpm = PIB – RLEE PILpm = PIB – depreciação PIBcf = PIB – impostos indiretos + subsídios
PNBpm = 1200 – 150 PILpm = 1200 – 50 PIBcf = 1200 - 200 + 0
PNBpm = 1050 PILpm = 1150 PIBcf = 1000

d) PILcf e) PNLcf f) Renda Recebida do Exterior

PILcf = PIBcf – depreciação PNLcf = PILcf – RLEE RLEE = Renda enviada – Renda Recebida
PILcf = 1000- 50 PNLcf = 950 – 150 150 = 200 – Renda Recebida
PILcf = 950 PNLcf = 800 Renda Recebida = 50

Lista de Exercícios II

I. Considere os seguintes dados (expressos em unidades monetárias):

Consumo das famílias = 200


Investimento privado = 50
Gastos do Governo = 25
Receitas do Governo (Tributos) = 10
Exportações de bens e serviços não-fatores = 20
Importações de bens e serviços não-fatores = 18
Renda líquida enviada ao exterior = 5
Saldo da balança de serviços = -8
Transferências unilaterais (ao exterior) = 0
Saldo do balanço de pagamentos = 4

Com base nos dados expressos acima, calcule:


a) O PIB da economia analisada

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
b) O PNB (compare-o com o PIB – se é maior ou menor - e explique as motivações para tal)

26
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
c) A poupança do governo

___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________

II. Com base nos princípios da contabilidade nacional, julgue as afirmativas, justificando, em seguida, as
falsas:
a) (_________________) Em uma economia aberta, a absorção (C+ I+ G) coincidirá com o produto, independente
do sinal do saldo comercial do país.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
b) (_________________) A poupança, em uma economia fechada e sem governo, é idêntica à soma da formação
bruta de capital fixo mais a variação de estoques.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
c) (_________________) Em uma economia aberta e sem governo, são registradas como importações apenas as
aquisições de bens e serviços que não correspondam ao pagamento de fatores de produção. Este último é
computado no cálculo da renda líquida enviada ao exterior.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
d) (_________________) A produção, em uma economia aberta e com governo, é, em valor, correspondente à soma
do consumo total, investimento bruto e importações. Portanto, o total dos valores representa a soma da despesa
interna bruta mais exportações.

27
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
e) (_________________) Quando em um país operam um grande número de empresas estrangeiras, ao mesmo
tempo em que poucas empresas e residentes deste país operam em outras economias, o PIB tenderá a ser maior
que o PNB.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
f) (_________________) A variação do PIB real será sempre igual ou menor que sua variação nominal.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
g) (_________________) A soma das remunerações dos fatores de produção é igual à soma das vendas de bens
e serviços finais produzidos internamente.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
h) (_________________) A remessa de dinheiro de brasileiros que residem no exterior a familiares no Brasil é
considerada um pagamento de um fator de produção.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
i) (_________________) O PIB corresponde ao valor adicionado de todos os bens e serviços produzidos em um
país, sendo que, por valor adicionado, entende-se o valor da produção mais o consumo dos bens intermediários.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

28
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
j) (_________________) Em geral, países com alto grau de endividamento externo têm, ceteris-paribus, o PIB menor
do que o PNB.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

III. Assinale a alternativa correta:

1) Considere as seguintes afirmativas sobre o conceito de Produto Interno em uma economia:


I - Refere-se à soma do valor dos bens e serviços finais, realizada em um determinado período de tempo;
II - Refere-se ao valor bruto de toda a produção de bens e serviços a preços básicos, excluídos os valores
de consumos intermediários, em um dado período de tempo, e somados os impostos indiretos e
descontados os subsídios;
III – Quando nos referimos ao valor adicionado da economia, estamos nos referindo à soma dos valores
adicionados em todos os setores produtivos, em um dado período de tempo.
Assinale a alternativa correta:
a) apenas a proposição I está correta
b) apenas a proposição III está correta
c) apenas as proposições I e II estão corretas
d) todas as proposições estão corretas
e) nenhuma das afirmativas está correta

2) Aponte a alternativa INCORRETA.


a) A diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o Produto Nacional Bruto (PNB) é dada pela Renda Líquida
Enviada ao Exterior.
b) A Renda Pessoal Disponível (RPD) é igual à Renda Pessoal (RP) menos os impostos diretos pagos pelas pessoas
físicas ao governo.
c) O Produto Nacional Líquido a custo de fatores é calculado a partir do Produto Nacional Bruto a preços de mercado,
subtraindo os impostos indiretos, somando os subsídios e descontando a depreciação.
d) O investimento em ações é um componente do investimento agregado, no sentido da contabilidade nacional.
e) Nenhuma das alternativas.

3) Em uma determinada economia, o Produto Nacional Líquido a custo de fatores é de U$200.000,00.


Sabendo-se que:
- Impostos indiretos: US$ 80.000,00
- Depreciação: US$ 80.000,00
- Renda líquida enviada ao exterior: US$ 50.000,00
- Subsídios: US$ 20.000,00
O valor do Produto Interno Bruto a preços de mercado é:
a) US$ 290.000,00
b) US$ 270.000,00

29
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) US$ 390.000,00
d) US$ 230.000,00
e) US$ 300.000,00

4) A Contabilidade Nacional é o ramo da macroeconomia que tem por objeto de estudo as técnicas de
mensuração da atividade econômica. Acerca desse assunto, relacione a definição ao conceito e, em seguida,
assinale a opção correta.
I – Corresponde à soma dos valores de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território
econômico de um país num determinado período de tempo.
II – É o valor de todos os bens e serviços produzidos por fatores de produção de propriedade de residentes
no país, independentemente do território econômico em que esses recursos foram produzidos.
III– Corresponde ao Produto Interno Bruto menos a depreciação.
( ) Produto Nacional Bruto (PNB)
( ) Produto Interno Líquido (PIL)
( ) Produto Interno Bruto (PIB)
A sequência correta é:
a) II, I, III.
b) II, III, I.
c) III, II, I.
d) I, II, III.
e) I, I, II.

5) O produto interno de um país, a preços constantes, aumentou consideravelmente em dois anos. Isso
significa que:
a) a economia cresceu devido apenas ao aumento de preços.
b) o investimento real entre os dois anos diminuiu.
c) ocorreu um incremento real da produção.
d) a inflação permaneceu inalterada.
e) nenhuma das alternativas.

6) Os residentes de certo país recebem liquidamente renda do exterior. Então, necessariamente,


a) o país tem déficit no balanço comercial.
b) o país está atraindo investimentos externos.
c) o PNB do país é maior que seu PIB.
d) a taxa de juros doméstica está muito baixa.
e) ocorrerá uma valorização da taxa de câmbio.

IV. Exercícios de cálculo:

1) Há apenas duas firmas em uma economia. A firma A compra da firma B e vice-versa.

Firma A Firma B
Vendas Totais R$ 1.000,00 R$ 3.400,00
Salários, Aluguéis e Juros R$ 800,00 R$ 1.600,00
Compras de Outras Firmas R$ 100,00 R$ 1.000,00
Produto R$ 1.100,00 R$ 3.400,00

30
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

a) Qual é o valor adicionado por cada firma?

b) Qual é o PIB?

c) Mostre que a renda total dos fatores é igual ao PNB.

2) Uma economia produz R$ 15 bilhões em bens de investimentos (máquinas, equipamentos...) e R$ 100


bilhões em bens de consumo. Todos os bens de investimentos são vendidos, mas só R$ 90 bilhões em bens
de consumo são vendidos. Não há governo, nem comércio internacional. Qual é o PIB? Qual é o consumo e
o investimento?

31
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Lista de Exercícios II
GABARITO

I. Considere os seguintes dados (expressos em unidades monetárias):


Consumo das famílias = 200
Investimento privado = 50
Gastos do Governo = 25
Receitas do Governo (Tributos) = 10
Exportações de bens e serviços não-fatores = 20
Importações de bens e serviços não-fatores = 18
Renda líquida enviada ao exterior = 5
Saldo da balança de serviços = -8
Transferências unilaterais (ao exterior) = 0
Saldo do balanço de pagamentos = 4

Com base nos dados expressos acima, calcule:

a) O PIB da economia analisada


PIB = C + I + G + X − M
PIB = 200 + 50 + 25 + 20 − 18
PIB = 277

b) O PNB (compare-o com o PIB – se é maior ou menor - e explique as motivações para tal)
PNB = PIB − RLEE
PNB = 277 − 5
PNB = 272

Quando a RLEE para o exterior é positiva, o PNB é menor que PIB. Isso pode ocorrer por diversas razões, entre
elas a existência de um grande número de empresas estrangeiras no país.

c) A poupança do governo
A poupança do governo pode ser calculada por: S G = T − G
S G = 10 − 25

II. Com base nos princípios da contabilidade nacional, julgue as afirmativas, justificando, em seguida, as
falsas:
a) (FALSO) Em uma economia aberta, a absorção (C+ I+ G) coincidirá com o produto, independente do sinal do
saldo comercial do país.
Em uma economia aberta, o produto é dado por PIB = C + I + G + X − M . Assim a absorção (C+ I+ G) apenas
coincidirá com o produto apenas se X − M = 0 .

32
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) (VERDADEIRO) A poupança, em uma economia fechada e sem governo, é idêntica à soma da formação bruta
de capital fixo mais a variação de estoques.
c) (VERDADEIRO) Em uma economia aberta e sem governo, são registradas como importações apenas as
aquisições de bens e serviços que não correspondam ao pagamento de fatores de produção. Este último é
computado no cálculo da renda líquida enviada ao exterior.
d) (FALSO) A produção, em uma economia aberta e com governo, é, em valor, correspondente à soma do consumo
total, investimento bruto e importações. Portanto, o total dos valores representa a soma da despesa interna bruta
mais exportações.
A produção, em uma economia aberta e com governo, é, em valor, correspondente à: PIB = C + I + G + X − M
. A despesa interna bruta é medida por DIB = C + I + G + X − M .
e) (VERDADEIRO) Quando em um país operam um grande número de empresas estrangeiras, ao mesmo tempo
em que poucas empresas e residentes deste país operam em outras economias, o PIB tenderá a ser maior que o
PNB.
f) (FALSO) A variação do PIB real será sempre igual ou menor que sua variação nominal.
A variação do PIB real será igual somente se a inflação for zero, e será menor somente se caso a inflação seja
positiva.
g) (FALSO) A soma das remunerações dos fatores de produção é igual à soma das vendas de bens e serviços finais
produzidos internamente.
A soma das remunerações dos fatores de produção é igual à soma do valor de produção (vendidos ou não) de bens
e serviços finais produzidos internamente. Os bens que não são vendidos são contabilizados na variação de
estoques.
h) (FALSO) A remessa de dinheiro de brasileiros que residem no exterior a familiares no Brasil é considerada um
pagamento de um fator de produção.
A remessa de dinheiro de brasileiros que residem no exterior a familiares no Brasil é simplesmente uma transferência
unilateral, isto é, uma renda que não tem contrapartida na produção, por isso não afeta o PNB.
i) (FALSO) O PIB corresponde ao valor adicionado de todos os bens e serviços produzidos em um país, sendo que,
por valor adicionado, entende-se o valor da produção mais o consumo dos bens intermediários.
O PIB corresponde ao valor adicionado de todos os bens e serviços produzidos em um país, sendo que, por valor
adicionado, entende-se o valor da produção menos o consumo dos bens intermediários.
j) (FALSO) Em geral, países com alto grau de endividamento externo têm, ceteris paribus, o PIB menor do que o
PNB.

33
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Esses países precisam pagar juros por essas dívidas. Esses juros são incluídos na Renda Enviada ao Exterior, o
que contribui para tornar o seu PNB, potencialmente, menor do que o seu PIB.

III. Assinale a alternativa correta:

1) Considere as seguintes afirmativas sobre o conceito de Produto Interno em uma economia:


I - Refere-se à soma do valor dos bens e serviços finais, realizada em um determinado período de tempo;
II - Refere-se ao valor bruto de toda a produção de bens e serviços a preços básicos, excluídos os valores
de consumos intermediários, em um dado período de tempo, e somados os impostos indiretos e
descontados os subsídios;
III – Quando nos referimos ao valor adicionado da economia, estamos nos referindo à soma dos valores
adicionados em todos os setores produtivos, em um dado período de tempo.
Assinale a alternativa correta:
a) apenas a proposição I está correta
b) apenas a proposição III está correta
c) apenas as proposições I e II estão corretas
d) todas as proposições estão corretas
e) nenhuma das afirmativas está correta

2) Aponte a alternativa INCORRETA.


a) A diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o Produto Nacional Bruto (PNB) é dada pela Renda Líquida
Enviada ao Exterior.
b) A Renda Pessoal Disponível (RPD) é igual à Renda Pessoal (RP) menos os impostos diretos pagos pelas pessoas
físicas ao governo.
c) O Produto Nacional Líquido a custo de fatores é calculado a partir do Produto Nacional Bruto a preços de mercado,
subtraindo os impostos indiretos, somando os subsídios e descontando a depreciação.
d) O investimento em ações é um componente do investimento agregado, no sentido da contabilidade nacional.
e) Nenhuma das alternativas.

3) Em uma determinada economia, o Produto Nacional Líquido a custo de fatores é de U$200.000,00.


Sabendo-se que:
- Impostos indiretos: US$ 80.000,00
- Depreciação: US$ 80.000,00
- Renda líquida enviada ao exterior: US$ 50.000,00
- Subsídios: US$ 20.000,00
O valor do Produto Interno Bruto a preços de mercado é:
a) US$ 290.000,00
b) US$ 270.000,00
c) US$ 390.000,00
d) US$ 230.000,00
e) US$ 300.000,00

PNLcf = PILcf − RLEE


200.000 = PILcf − 50.000
250.000 = PILcf

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

PILcf = PIBcf − depreciação


250.000 = PIBcf − 80.000
330.000 = PIBcf

PIBcf = PIBpm − II + subsidio


330.000 = PIBpm − 80.000 + 20.000
330.000 = PIBpm − 60.000
390.000 = PIBpm

4) A Contabilidade Nacional é o ramo da macroeconomia que tem por objeto de estudo as técnicas de
mensuração da atividade econômica. Acerca desse assunto, relacione a definição ao conceito e, em
seguida, assinale a opção correta.
I – Corresponde à soma dos valores de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território
econômico de um país em um determinado período de tempo.
II – É o valor de todos os bens e serviços produzidos por fatores de produção de propriedade de residentes
no país, independentemente do território econômico em que esses recursos foram produzidos.
III– Corresponde ao Produto Interno Bruto menos a depreciação.
( II ) Produto Nacional Bruto (PNB)
( III ) Produto Interno Líquido (PIL)
( I ) Produto Interno Bruto (PIB)
A sequência correta é:
a) II, I, III.
b) II, III, I.
c) III, II, I.
d) I, II, III.
e) I, I, II.

5) O produto interno de um país, a preços constantes, aumentou consideravelmente em dois anos. Isso
significa que:
a) a economia cresceu devido apenas ao aumento de preços.
b) o investimento real entre os dois anos diminuiu.
c) ocorreu um incremento real da produção.
d) a inflação permaneceu inalterada.
e) nenhuma das alternativas.

6) Os residentes de certo país recebem liquidamente renda do exterior. Então, necessariamente,


a) o país tem déficit no balanço comercial.
b) o país está atraindo investimentos externos.
c) o PNB do país é maior que seu PIB.
d) a taxa de juros doméstica está muito baixa.
e) ocorrerá uma valorização da taxa de câmbio.

IV. Exercícios de cálculo:

1) Há apenas duas firmas em uma economia. A firma A compra da firma B e vice-versa.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo
Firma A Firma B
Vendas Totais R$ 1.000,00 R$ 3.400,00
Salários, Aluguéis e Juros R$ 800,00 R$ 1.600,00
Compras de Outras Firmas R$ 100,00 R$ 1.000,00
Produto R$ 1.100,00 R$ 3.400,00

a) Qual é o valor adicionado por cada firma?


Firma A: 1100 (produto) – 100 (compras de outra firma) = 1000
Firma B: 3400 (produto) – 1000 (compras de outra firma) = 2400

b) Qual é o PIB?

Pela soma dos valores adicionados: 1000 (Firma A) + 2400 (Firma B) = 3400

Pelos bens finais: 100 (firma A) + 3300 (firma B) = 3400


Como encontramos os bens finais da firma A? 1100 (produto) – 1000 (vendas para a outra firma) = 100
Como encontramos os bens finais da firma B? 3400 (produto) – 100 (vendas para a outra firma) = 3300

c) Mostre que a renda total dos fatores é igual ao PNB.

Primeiramente, lembre-se de que nesse caso, como não há setor externo, PIB = PNB. Dessa forma, você deve
igualar a renda gerada à 3.400.

Renda gerada na Firma A :


800 (salários, aluguéis e juros) + 200 (lucro = produção - salários, aluguéis e juros – compras de outras firmas) =
1000

Renda gerada na Firma B :


1600 (salários, aluguéis e juros) + 800 (lucro = produção - salários, aluguéis e juros – compras de outras firmas) =
2400

Renda Total = Renda gerada na Firma A + Renda gerada na Firma B = 1000 + 2400 = 3400

2) Uma economia produz R$ 15 bilhões em bens de investimentos (máquinas, equipamentos...) e R$ 100


bilhões em bens de consumo. Todos os bens de investimentos são vendidos, mas só R$ 90 bilhões em bens
de consumo são vendidos. Não há governo, nem comércio internacional. Qual é o PIB? Qual é o consumo e
o investimento?

PIB = soma de todos os bens finais produzidos = 115


PIB = C + I = 90 + 25 = 115
C = 90
I = 15 (bens de investimentos) + 10 (variação dos estoques)

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Vamos fazer questões do ENADE?

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

II. Sistema Monetário

Em uma economia primitiva, quando pessoas e/ou grupos familiares são basicamente autossuficientes e a
divisão do trabalho é mínima, há espaço para as trocas diretas. No entanto, à medida que a economia se torna
mais complexa e as necessidades de trocas se tornam cada vez mais frequentes, as trocas diretas se tornam
extremamente complicadas. A troca com o uso de moeda implica num sistema de trocas indiretas. Assim, a
moeda surge na história da humanidade como uma forma de aumentar a eficiência da economia.

A moeda é um objeto que desempenha três funções básicas:

i) ____________________________: mercadoria de aceitação geral que pode ser utilizada para a liquidação das
transações feitas entre os agentes econômicos. A moeda como meio de troca permite a dissociação entre o momento
da venda do momento da compra.

ii) ____________________________: mercadoria que funciona como denominador comum no qual todas as demais
mercadorias são cotadas.

iii) ____________________________: mercadoria que tenha a capacidade de preservar seu valor ao longo de um
certo período de tempo.

Para desempenhar suas três funções, a moeda deve possuir caraterísticas FÍSICAS e ECONÔMICAS. Do
ponto de vista econômico, a moeda deve ter custos de estocagem e de transação muito baixos. Do ponto de vista
de características físicas, deve ser divisível, durável, de difícil falsificação, manuseável e transportável.

Agregados Monetários:

Meios de Pagamento (M1) = ____________________________ + _____________________________________ .

Os saldos dos cartões de crédito podem ser considerados meios de pagamento?

___________________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________________

Base Monetária (M0 ou B) = ______________________________ + ___________________________________ .


As reservas são de três tipos: ___________________________________ , ______________________________
e ____________________________________.

II. 2) Oferta de Moeda


O estoque de meios de pagamento é dado pelos Meios de Pagamento Restritos:
M1 = papel moeda em poder do público + depósitos à vista

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Além deles também existem Meios de Pagamento Ampliados:


M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança + títulos emitidos por
instituições depositárias
M3 = M2 + quotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas registradas no Selic
E a Poupança Financeira:
M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez
O Sistema Financeiro tem uma função muito importante: _______________________________________
___________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________.
O Sistema Financeiro se divide em dois grandes grupos:

&

O Processo de Multiplicação dos Meios de Pagamento


Além do Banco Central, os bancos comerciais também tem a capacidade de criar moeda. O processo de
criação de moeda passa pela EMISSÃO de moeda por parte do Banco Central e pelo fato de os bancos comerciais
manterem na forma de reservas apenas uma parcela dos depósitos à vista realizados e o restante emprestar,
preservando o direito de saque da totalidade do recurso aplicado a qualquer momento ao depositante.

1 𝑀1
Multiplicador Monetário: 𝑚 = 1−𝑑(1−𝑟) ou, de outra forma, 𝑚= 𝐵
1
Multiplicador bancário:
𝑟
Onde: d = parcela dos meios de pagamentos que o público mantém como depósitos à vista
r = relação reserva/depósitos à vista dos bancos comerciais ou o inverso do coeficiente de encaixes totais
dos bancos comerciais
Qual é a relação entre d e r e o multiplicador?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

O Banco Central pode controlar a oferta de meios de pagamento, porque considerando o multiplicador
constante, alterando a base monetária ele acaba controlando M1.
Fatores de expansão da Base Monetária: ampliação das reservas internacionais do país, compra de títulos públicos
pelo BACEN, concessão de empréstimos ao Tesouro Nacional, aos bancos comerciais, ou qualquer instância do
governo, a diminuição dos depósitos ao Tesouro Nacional...

Instrumentos de Controle Monetário


Os três principais instrumentos de controle monetário à disposição do Banco Central estão:

a) _______________________________________________: compra e venda de títulos do governo pelo Banco


Central. Fator mais importante da determinação de movimentos da base monetária e da oferta de moeda, por três
motivos: controle, flexibilidade e facilidade de implementação. Dois tipos de operação de mercado aberto: transações
dinâmicas e transações defensivas.

b) _______________________________________________: estabelecimento da taxa de redesconto e dos termos


de empréstimo de liquidez tem um impacto sobre a base monetária e a oferta de moeda, pois ela afeta o volume de
empréstimos que o Banco Central concede aos bancos.

c) _______________________________________________: o Banco Central determina que os bancos comerciais


devem manter uma fração de seus recursos à vista junto ao Banco Central. A principal vantagem do uso das reservas
compulsórias como instrumento de política monetária reside no fato de que uma pequena mudança na taxa de
reservas provoca uma grande mudança na oferta de moeda, por alterar o multiplicador dos meios de pagamento.

II. 3) Demanda por Moeda


As razões para a população e as empresas reterem consigo um volume de moeda podem ser divididas em
três razões:
i) ___________________________________: afinal a moeda é um meio de troca;
ii) ___________________________________: para fazer frente a atrasos de recebimentos ou imprevistos
em geral;
iii) __________________________________: a moeda é considerada um ativo financeiro, sendo assim
uma alternativa aos títulos ou às aplicações financeiras para se guardar a riqueza.

Atenção: O que importa são os ENCAIXES REAIS, isto é, não importa o valor nominal da moeda, mas sim seu
poder de compra.

41
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

𝑀 𝑑
Assim, a demanda por ENCAIXES REAIS é dada por: ( ) = 𝑓(𝑌, 𝑖)
𝑃

𝑀 𝑑
Onde: ( ) = demanda por encaixes reais;
𝑃
Sendo M = quantidade nominal de moeda (M1)
P = nível geral de preços
Y = nível de renda real
i = taxa de juros nominal

Uma vez que ao decidir sobre a composição de sua carteira de ativos, o agente compara a diferença entre os dois
retornos reais, que no caso são: retorno dos títulos = r e o retorno real da moeda = - π (inflação), ou seja, a
diferença entre o retorno do título e da moeda será: r − (−π) = i.
Lista de Exercícios III

I. Escreva verdadeiro ou falso nas afirmativas e a seguir e justifique as falsas.

a) (__________________) Se o Banco Central institui o recolhimento compulsório de 100% dos depósitos à vista
pelos bancos comerciais, o aumento da base monetária terá efeito nulo sobre os meios de pagamentos.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
b) (__________________) Um aumento da taxa de redesconto, tudo o mais constante, leva a uma contração de
M1.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
c) (__________________) Caso a base monetária não se altere, uma elevação do multiplicador monetário leva à
redução de M1.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
d) (__________________) Em uma economia sem moeda manual, o multiplicador monetário corresponde ao inverso
do coeficiente de encaixes totais dos bancos comerciais, isto é, 1/r.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
e) (__________________) Se o Banco Central quiser aumentar a quantidade de moeda na economia, ele pode
apenas realizar operações de mercado aberto que envolvam venda de títulos públicos ou reduzir as alíquotas do
compulsório.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
f) (__________________) A base monetária é por definição igual à reserva bancária mais os depósitos à vista nos
bancos.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
g) (__________________) As funções da moeda são transação, precaução e especulação.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
h) (__________________) Os principais instrumentos de política monetária são reservas compulsórias e operações
de redesconto, unicamente.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

II. Exercícios de Cálculo:

1. Considere os seguintes coeficientes:


c = papel-moeda em poder do público/ M1
d = depósitos à vista nos bancos comerciais/ M1
r = encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais
É correto afirmar que:
a) se c=d e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,221, aproximadamente.
b) se c=d e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,538, aproximadamente.
c) se c=0,7 e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,961, aproximadamente.
d) se c>d e r=0,2, então o valor do multiplicador monetário será necessariamente maior do que 2.
e) se d=0 , então o multiplicador monetário será igual à zero, independentemente do valor de r.

2. Considere os seguintes coeficientes:


c = papel-moeda em poder do público/ M1
d = depósitos à vista nos bancos comerciais/ M1
r = encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais
Considerando que c = d/3 e r = 0,3, é correto afirmar que o valor do multiplicador da base monetária será de,
aproximadamente:
a) 2,105
b) 3,103
c) 1,290
d) 1,600
e) 2,990

3. Suponha que a base monetária de uma economia seja $1000 e que o público retenha 80% de seus meios de
pagamento em depósitos à vista. Se o governo exige dos bancos comerciais reserva compulsória de 20% e os
bancos retém mais 5% como reservas voluntárias, o estoque de meios de pagamentos será:
a) $ 1000
b) $ 2500
c) $ 5000
d) $ 2778
e) $ 4000

Lista de Exercícios III


GABARITO

I. Escreva verdadeiro ou falso nas afirmativas e a seguir e justifique as falsas.

a) (FALSA) Se o Banco Central institui o recolhimento compulsório de 100% dos depósitos à vista pelos bancos
comerciais, o aumento da base monetária terá efeito nulo sobre os meios de pagamentos.
Se o Banco Central instituir uma reserva compulsória de 100%, o multiplicador monetário será igual a 1. Com isso,
o aumento da base monetária será integralmente verificado nos meios de pagamento, porém não será
potencializado.
b) (VERDADEIRA) Um aumento da taxa de redesconto, tudo o mais constante, leva a uma contração de M1.
c) (FALSA) Caso a base monetária não se altere, uma elevação do multiplicador monetário leva à redução de M1.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Uma elevação do multiplicador monetário provoca uma elevação de M1, pois geram um aumento nos empréstimos
gerados pelos bancos, provocando a expansão dos meios de pagamento na economia.
d) (VERDADEIRA) Em uma economia sem moeda manual, o multiplicador monetário corresponde ao inverso do
coeficiente de encaixes totais dos bancos comerciais, isto é, 1/r.
e) (FALSA) Se o Banco Central quiser aumentar a quantidade de moeda na economia, ele pode apenas realizar
operações de mercado aberto que envolvam venda de títulos públicos ou reduzir as alíquotas do compulsório.
Se o Banco Central quiser aumentar a quantidade de moeda na economia, ele poderá comprar títulos públicos,
reduzir as alíquotas de compulsório ou reduzir a taxa de redesconto. Nos três casos, o Banco Central está aplicando
uma política monetária expansionista.
f) (FALSA) A base monetária é por definição igual à reserva bancária mais os depósitos à vista nos bancos.
A definição de base monetária é a soma do papel moeda em poder do público mais as reservas, enquanto os meios
de pagamento consistem na soma do papel moeda em poder do público com os depósitos à vista.
g) (FALSA) As funções da moeda são transação, precaução e especulação.
As funções da moeda são meio de troca, unidade de conta e reserva de valor. Transação, precaução e especulação
são as razões que motivam a demanda por moeda.
h) (FALSA) Os principais instrumentos de política monetária são reservas compulsórias e operações de redesconto,
unicamente.
Os principais instrumentos de política monetária são as operações de mercado aberto, as reservas compulsórias e
a taxa de redesconto.

II. Exercícios de Cálculo:

1. Considere os seguintes coeficientes:


c = papel-moeda em poder do público/ M1
d = depósitos à vista nos bancos comerciais/ M1
r = encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais
É correto afirmar que:
a) se c=d e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,221, aproximadamente.
b) se c=d e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,538, aproximadamente.
c) se c=0,7 e r=0,3, então o multiplicador monetário será igual à 1,961, aproximadamente.
d) se c>d e r=0,2, então o valor do multiplicador monetário será necessariamente maior do que 2.
e) se d=0 , então o multiplicador monetário será igual à zero, independentemente do valor de r.

Resolvendo:
1
Se 𝑚 = , então como c + d = 1, então de c=d, então c=d= ½ . Se d= ½ e r=0,3, então: m= 1,538
1−𝑑(1−𝑟)

2. Considere os seguintes coeficientes:


c = papel-moeda em poder do público/ M1
d = depósitos à vista nos bancos comerciais/ M1
r = encaixe total dos bancos comerciais/ depósitos à vista nos bancos comerciais
Considerando que c = d/3 e r = 0,3, é correto afirmar que o valor do multiplicador da base monetária será de,
aproximadamente:
a) 2,105
b) 3,103

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) 1,290
d) 1,600
e) 2,990

Resolvendo:
1
Se 𝑚 = 1−𝑑(1−𝑟), então como c + d = 1, então se c=d/3, d/3 + d =1, logo: d= ¾ . Substituindo d= ¾ e r = 0,3,
temos: 2,105.

3. Suponha que a base monetária de uma economia seja $1000 e que o público retenha 80% de seus meios de
pagamento em depósitos à vista. Se o governo exige dos bancos comerciais reserva compulsória de 20% e os
bancos retém mais 5% como reservas voluntárias, o estoque de meios de pagamentos será:
a) $ 1000
b) $ 2500
c) $ 5000
d) $ 2778
e) $ 4000

Resolvendo:
Sabemos com base no enunciado que B = 1000. Sabemos também que B = PMPP + reservas e M1 = PMPP + DV.
Se o Banco Central exige 20% de reservas compulsórias e os bancos reservam mais 5%, então: o coeficiente de
reservas é igual a 0,25. Se o público retém 80% dos meios de pagamento como depósitos à vista, como 𝑚 =
1
, então d=0,8 e r=0,25, logo m=2,5. Se M1=m*B lentão temos que M1 = 2,5*1000= 2500.
1−𝑑(1−𝑟)

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Vamos fazer uma questão do ENADE?

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

PARTE II
Macroeconomia Básica: Determinação da Renda Nacional
Modelo Clássico e Modelo Keynesiano Simples
Modelo IS-LM
Oferta Agregada e Demanda Agregada

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

III. Macroeconomia Básica: Determinação da Renda Nacional

Contabilidade Nacional
Macroeconomia
Agregação e Mensuração das Atividades
Econômicas
Estabelecimento de identidades
Não estabelece relações de Causalidade A macroeconomia vai tratar, entre outras coisas, das
relações causais e, nesse sentido, irão existir vertentes
diferentes apontando relações causais diferentes.

Exemplo:
Contabilidade Nacional: Produto = Renda = Despesa
Macroeconomia:
i) Há uma vertente da economia que defende que é o produto (oferta) que determina a demanda – Lei de Say;
ii) Mas também há outra que defende que a demanda, isto é, as decisões de consumo, é que determinam o produto
(oferta) – Keynes (Princípio da Demanda Efetiva).

Macroeconomia → estudo das flutuações econômicas


Na sequência da disciplina estudaremos 3 modelos que buscam explicar a determinação do produto,
considerando uma economia fechada. Os modelos são representações simplificadas da realidade, baseadas em um
conjunto de hipóteses. Entender as hipóteses é fundamental para determinar os resultados e conclusões de cada
modelo.

III. 1) O Modelo Clássico


O modelo clássico, ou modelo neoclássico, se baseia na racionalidade dos agentes econômicos, considera
três hipóteses fundamentais:
i) Completa flexibilidade de preços e salários: as forças de mercado tendem a equilibrar a economia a
pleno emprego, isto é, no ponto em que a oferta e demanda por mão-de-obra se igualam.
ii) Neutralidade da Moeda: como o mercado determina o nível de atividade e de emprego, a quantidade de
moeda afeta apenas o nível geral de preços. Logo a política monetária não afeta preços relativos nem variáveis
reais.
iii) Lei de Say: a oferta cria sua própria demanda.

Vamos analisar o modelo a partir de 4 partes: a oferta agregada, a demanda agregada, o papel dos juros
para gerar o equilíbrio da oferta e demanda agregada e os impactos das várias políticas macroeconômicas.

III.1.1) Oferta Agregada Clássica


O que é a Oferta Agregada? ___________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

49
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
Vamos assumir uma Função de Produção Agregada:
Hipóteses importantes:

1. A produção aumenta à medida que aumentarmos os fatores de produção (K e L) e por


Y = F (K, L) melhorias tecnológicas.
Y → Produção
2. A função de produção apresenta RETORNOS CONSTANTES DE ESCALA.
K → Capital
L → Trabalho 3. A produtividade marginal de cada fator é DECRESCENTE.

Vamos considerar que todas as empresas estejam operando num mercado em CONCORRÊNCIA PERFEITA, isto
é, elas não definem nem preços e salários. Então, na busca da maximização de lucros, o que a firma poderá
determinar?
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Vamos assumir um exemplo:
Função de Produção: Y = F (K, L), w é o salário r é o custo do capital P é o Preço do Produto
Monte a função Lucro: _________________________________________________________________________
Realize a maximização de lucros:

50
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

E a maximização de lucro pela empresa faz com que ela contrate trabalhadores até que a produtividade marginal
de cada trabalhador se iguale ao salário real (w/P). Assim, a produtividade marginal do trabalho é a função de
demanda por trabalho das empresas.
Assim, a demanda por trabalho é:

w/P

Como a produtividade marginal do trabalho é


decrescente, para que haja mais contratações de
trabalho, o salário real deve se reduzir.

E a oferta por trabalho? L

w/P w/P

L L

Oferta de trabalho positivamente inclinada: Oferta de trabalho vertical: considerando uma


quanto maiores os salários reais, maior é o número quantidade de trabalho dada.
de pessoas que desejarão ofertar trabalho.

Equilíbrio no Mercado de Trabalho (considerando que funcione como CONCORRÊNCIA PERFEITA):

Hipóteses importantes:
w/P
1) As pessoas não sofrem de ilusão monetária, isto
é, a decisão de quanto trabalhar não é afetada pelo
salário nominal, mas sim pelo salário real.

2) A curva de oferta de trabalho reflete a


DESUTILIDADE MARGINAL DO TRABALHO.

51
L
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Para efeitos teóricos, há três definições de desemprego:


a) Desemprego Friccional: decorrente de reajustes ou movimentos setoriais ou regionais da estrutura produtiva e
do deslocamento da mão-de-obra;
b) Desemprego Voluntário: no qual o indivíduo se recusa a trabalhar ao salário vigente;
c) Desemprego Involuntário: nesse tipo de desemprego, apesar de aceitar trabalhar ao salário vigente e mesmo
abaixo deste, o indivíduo não consegue emprego.
O modelo clássico descarta o desemprego involuntário. Apenas imperfeições de mercado como a
instituição de políticas que fixasse os salários reais em valor maior do que salário real de equilíbrio poderiam gerar
essa situação.
A conclusão desse modelo é: se existe um nível de emprego de trabalho, que é dito pleno emprego, ele vai
causar um determinado nível de produção (produto de pleno emprego). Assim, a oferta agregada da economia
dependerá apenas da tecnologia, do estoque de capital e das condições do mercado de trabalho, que determinam
o salário real. Logo a produção independerá do nível de preços.

Como se pode deslocar a oferta agregada?


P
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

Y
III.1.2) A Demanda Agregada Clássica

Demanda Agregada (DA): é a relação entre a quantidade de produto demandada e o nível de preços agregado.
Em outras palavras, a curva de demanda agregada mostra a quantidade de bens e serviços que as pessoas querem
comprar a qualquer nível de preços dado.

→ A Demanda Agregada a partir da análise da equação quantitativa da moeda:

MV = PY → M é a oferta de moeda, V é a velocidade, P é o nível de preços e Y é o produto.


M Y
=
P V
M
= kY
P
A equação da quantidade pode ser reescrita em termos da oferta e da demanda de equilíbrios de encaixes
d
M M 
reais: =   = kY . Para qualquer oferta e velocidade fixas de moeda, a equação quantitativa apresenta
P  P
uma relação negativa entre os níveis de P e o produto Y.

52
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Por que a demanda agregada é negativamente


P inclinada?

________________________________________
________________________________________
________________________________________
________________________________________
________________________________________
________________________________________
________________________________________
Y

A curva de demanda agregada é desenhada para um valor fixo de oferta monetária. Em outras palavras, ela nos diz
as combinações de P e Y para um dado valor de M.

a) Diminuição da Oferta de Moeda b) Aumento da Oferta de Moeda


P P

Y Y
Encontrando o equilíbrio:
Se o produto real é dado pela oferta agregada, a
P
demanda agregada é apenas responsável pela
determinação do nível de preços.

Conclusão 1: A política monetária é apenas capaz de


alterar o nível de preços.

Conclusão 2: A demanda não se constitui, no modelo


clássico, a restrições à expansão da oferta.

Importante: toda moeda é apenas demandada para a


transação.
Y

53
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

III.1.3) Poupança, Investimento e as Taxas de Juros no Modelo Clássico

O equilíbrio no mercado de bens e serviços é dado por:


Oferta Agregada = Demanda Agregada
Em decorrência disso:
Y = DA
Pensando em uma economia simplificada, sem governo nem setor externo, DA = C + I
Assim: Y = C + I
O custo do investimento é a taxa de juros que é pago para obter um empréstimo ou o custo de oportunidade
de aplicação do recurso. O retorno de uma unidade a mais de capital corresponde ao valor da produtividade marginal
do capital. Como a produtividade marginal do capital é decrescente, os investimentos adicionais trazem cada vez
menos retornos. Assim, somente serão ampliados caso a taxa de juros real se reduza. Assim, o investimento se
relaciona inversamente com a taxa de juros.
Supondo que o Consumo seja uma função da taxa de juros e o investimento também, temos: Y = C(r) + I(r)
Remanejando a equação temos: Y - C(r) = I(r)
Pela definição de poupança: S = Y – C(r), temos que S = S(r). A poupança (parcela da renda que não é
consumida) varia positivamente com a taxa de juros real, enquanto o consumo varia negativamente.
O equilíbrio macroeconômico é obtido quando: S(r) = I(r), ou seja, a taxa de juros tem a função de equilibrar
o mercado de bens e serviços e a oferta e demanda por fundos emprestáveis. Os fundos onde são aplicados os
recursos poupados são demandados por aqueles que desejam investir, isto é, aqueles que desejam aumentar o
estoque de capital da economia com vistas a aumentar a produção.

r
r A taxa de juros é vista como uma variável real determinada
pelas preferências intertemporais dos indivíduos e pela
produtividade marginal do capital, ou seja, não é afetada
pela política monetária.

Assim, a política monetária não afeta as decisões de


poupança e investimento na economia.

Por afetar os preços, a política monetária influencia a


taxa de juros nominal, mas não a taxa de juros real.

S, I

Vamos agora alterar a hipótese de que o consumo seja função da taxa de juros. Vamos supor que o consumo
é função da renda corrente, então: Y = C(Y) + I(r). Assim, o nível de poupança é dado por S = Y – C(Y).

54
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

r
r
Note que sesse caso a função Poupança é uma reta
vertical, não apresentando relação alguma com a taxa de
juros. Por outro lado, a taxa de juros continua sendo a
responsável por equilibrar a igualdade S(Y) = I(r)
.

S, I

III.1.4) Introduzindo o Governo e a Política Fiscal no Modelo Clássico


Vamos agora considerar a inclusão do governo. Com isso, o governo é entendido como um agente exógeno,
e são introduzidas 2 novas variáveis: G (gasto do governo) e T (tributos).
Assim, o equilíbrio passa a ser: Y = C + I + G

O consumo das famílias depende agora:


a) Da renda disponível (renda descontada de tributos): Y – T;
b) Da taxa de juros real: r

Dessa forma, podemos escrever a função consumo como: C = C(Y – T; r)


Logo, a função poupança é: S = S(Y – T; r).

Se a arrecadação de tributos é a parcela da renda subtraída do consumo que, para manter a igualdade entre
demanda e oferta agregada, deve ser gasta pelo governo. Dessa forma, temos:
Y=C+I+G
Y-C=I+G
S(Y – T; r) + T = I(r) + G
Incluindo os tributos na curva de poupança e os gastos do governo no investimento, temos:

S, I, T, G
55
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Analisando o efeito do aumento de gastos públicos:

S, I, T, G

Crowding-out ou Efeito Deslocamento: o aumento dos gastos públicos provoca uma elevação na taxa de juros
real. Esse aumento provoca redução do consumo das famílias e do investimento privado. Dessa forma, o aumento
do gasto público, apesar de pressionar inicialmente a demanda, não levou a um aumento do produto (Y), pois não
afetou nem a condição tecnológica, nem a dotação de fatores de produção, ou seja, somente alterou a composição
da demanda.

Lista de Exercícios IV

I) Considerando o modelo (neo)clássico, responda verdadeiro ou falso às afirmativas a seguir. Na sequência,


justifique as falsas.

a) (___________________) O aumento da oferta de moeda pode elevar o nível de emprego, mas provoca tensões
inflacionárias.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
b) (___________________) Um choque adverso de oferta, em uma economia com oferta monetária fixa, provoca
uma queda no nível de emprego e elevação do nível de preços.
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
c) (___________________) Salários reais podem estar acima do nível de equilíbrio por interferência na economia,
como por exemplo a instituição de salários mínimos. A consequência disso é a existência de um nível de desemprego
maior na economia do que o caso em que o salário real de equilíbrio vigorasse.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
d) (___________________) Quando o progresso técnico torna o fator trabalho mais produtivo, então o salário real
aumenta.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
e) (___________________) Vigorando o salário real de equilíbrio, a economia estará em pleno emprego, mas, ainda
assim, haverá desemprego friccional.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
f) (___________________) Se todo o estoque de moeda é útil apenas como meio de troca, ou seja, se não há
entesouramento, então, os indivíduos não pouparão, nessa economia.
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
g) (___________________) Se o governo decide estabelecer um salário real superior ao salário de equilíbrio, o
desemprego aumentará por dois motivos: (i) trabalhadores serão demitidos e (ii) parte dos trabalhadores
desempregados passarão a procurar emprego.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
h) (___________________) Se na economia os indivíduos não poupam, vigorará a lei de Say, que diz que toda
oferta encontra uma demanda correspondente.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

Lista de Exercícios IV
GABARITO

I) Considerando o modelo (neo)clássico, responda verdadeiro ou falso às afirmativas a seguir. Na sequência,


justifique as falsas.

a) (FALSA) O aumento da oferta de moeda pode elevar o nível de emprego, mas provoca tensões inflacionárias.
No modelo neoclássico, o aumento da oferta de moeda é incapaz de gerar qualquer tipo de modificação no equilíbrio
no mercado de trabalho e, consequentemente, de alterar a oferta agregada. Com isso, o aumento de oferta de
moeda gera apenas expansão da demanda agregada com geração de pressão inflacionária.
b) (VERDADEIRA) Um choque adverso de oferta, em uma economia com oferta monetária fixa, provoca uma queda
no nível de emprego e elevação do nível de preços.
c) (VERDADEIRA) Salários reais podem estar acima do nível de equilíbrio por interferência na economia, como por
exemplo a instituição de salários mínimos. A consequência disso é a existência de um nível de desemprego maior
na economia do que o caso em que o salário real de equilíbrio vigorasse.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

d) (VERDADEIRA) Quando o progresso técnico torna o fator trabalho mais produtivo, então o salário real aumenta.
e) (VERDADEIRA) Vigorando o salário real de equilíbrio, a economia estará em pleno emprego, mas, ainda assim,
haverá desemprego friccional.
f) (FALSA) Se todo o estoque de moeda é útil apenas como meio de troca, ou seja, se não há entesouramento,
então, os indivíduos não pouparão, nessa economia.
Entesouramento é diferente de poupança. O entesouramento está ligado ao motivo portfólio da demanda por moeda.
Mesmo sendo usada como meio de troca, a moeda poderá ser utilizada para a compra de títulos que representam
a poupança das famílias/empresa, que por sua vez financiará o investimento das famílias/empresas.
g) (VERDADEIRA) Se o governo decide estabelecer um salário real superior ao salário de equilíbrio, o desemprego
aumentará por dois motivos: (i) trabalhadores serão demitidos e (ii) parte dos trabalhadores desempregados
passarão a procurar emprego.
h) (FALSA) Se na economia os indivíduos não poupam, vigorará a lei de Say, que diz que toda oferta encontra uma
demanda correspondente.
Segundo o modelo (neo)clássico, independentemente de os indivíduos pouparem ou não, a oferta sempre será igual
à demanda, ou seja, toda a renda criada no processo de produção seria gasta de forma a adquirir toda a produção.
Isto ocorreria porque não haveria demanda de moeda por motivo de portfólio, já que não se supunha qualquer tipo
de especulação financeira.

LISTA DE EXERCÍCIOS V

I. Considere o modelo clássico para afirmar se as sentenças a seguir são verdadeiras ou falsas. Na sequência,
justifique as falsas.

a) (____________________) Havendo total flexibilidade de preços e salários, o modelo clássico implica que no
mercado de trabalho sempre haverá pleno emprego, excluindo, portanto, a possibilidade de desemprego friccional.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
b) (____________________) No modelo clássico, o conhecimento da função de produção da economia e da oferta
de moeda é condição suficiente para a determinação do produto de pleno emprego.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________

c) (____________________) Considere o plano cartesiano em que Poupança (S) e Investimento (I) estão na
horizontal e que a taxa de juros real está na vertical. Nesse caso, um deslocamento para a direita da função
poupança tende a reduzir a taxa de juros real de equilíbrio desta economia.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

d) (____________________) Se a oferta agregada for vertical, como sustentado pelo modelo clássico, a política
monetária será extremamente eficiente na ação de elevar o produto de equilíbrio.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

e) (____________________) O modelo clássico se sustenta a partir de apenas uma hipótese: no longo prazo, o
nível de produto é dependente única e exclusivamente da tecnologia.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

f) (____________________) A teoria quantitativa da moeda pressupõe que todo o estoque de moeda da economia
tem finalidade transacional.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
g) (___________________) No modelo clássico, não existe entesouramento, isto é, as pessoas não retêm moeda
por motivo de portfólio. Entretanto, elas realizam poupança porque existe uma escolha intertemporal entre consumir
hoje ou no futuro em virtude da taxa de juros real.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

h) (____________________) No modelo clássico, uma redução na produtividade marginal do trabalho teria por
consequência a elevação do nível de emprego na economia e, com isso, aumento do produto de pleno emprego.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

i) (____________________) Segundo o modelo clássico, a moeda é neutra, isto é, a quantidade de moeda afeta
somente as variáveis nominais da economia. Assim, a política monetária não é capaz de afetar as variáveis reais.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

j) (____________________) Movimentos de expansão e contração da demanda agregada terão como efeito a


alteração do nível de pleno emprego da economia.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

k) (____________________) No pleno emprego, não há desemprego.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

l) (____________________) No modelo clássico, a função poupança será positivamente inclinada no plano (S,r) se
for dependente única e exclusivamente do nível de renda (Y).

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

m) (____________________) No modelo clássico, o produto é dependente da tecnologia e é determinado no


mercado de fatores de produção (trabalho, capital).

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

n) (____________________) O desemprego pode ser explicado por imperfeições no mercado de trabalho, por
exemplo, rigidez de salários nominais.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

o) (____________________) Supondo o mercado de trabalho em equilíbrio e a velocidade de circulação da moeda


constante, uma política monetária expansionista só altera o nível de preços.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

p) (____________________) Supondo o mercado de trabalho em equilíbrio, uma redução na taxa de juros real via
redução de impostos eleva o emprego e, consequentemente, o produto.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

q) (____________________) A teoria quantitativa da moeda estabelece uma relação de proporcionalidade ente os


aumentos da quantidade de moeda e os aumentos da renda nominal.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
r) (____________________) O efeito deslocamento refere-se à alteração da composição da demanda provocada
por uma variação do gasto público ou dos tributos.

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

LISTA DE EXERCÍCIOS V
GABARITO

I. Considere o modelo clássico para afirmar se as sentenças a seguir são verdadeiras ou falsas. Na
sequência, justifique as falsas.

a) (FALSA) Havendo total flexibilidade de preços e salários, o modelo clássico implica que no mercado de trabalho
sempre haverá pleno emprego, excluindo, portanto, a possibilidade de desemprego friccional.
A total flexibilidade de preços e salários garante que haverá sempre equilíbrio no mercado de trabalho. Isso inviabiliza
a possibilidade de desemprego involuntário, isto é, todos aqueles que estejam aptos e dispostos a trabalhar pelo
salário real de equilíbrio estarão empregados. Porém, isto não garante que não haja outro tipo de desemprego como
o friccional.
b) (FALSA) No modelo clássico, o conhecimento da função de produção da economia e da oferta de moeda é
condição suficiente para a determinação do produto de pleno emprego.
O mercado de trabalho define o nível de trabalho de pleno emprego que, aplicado à função de produção, define o
nível de produto de equilíbrio. A oferta de moeda age sobre a demanda agregada que, por sua vez não tem efeito
nenhum sobre o nível de produto no modelo clássico. Nesse modelo, a influência da demanda se dá única e
exclusivamente sobre a definição do nível de preços.
c) (VERDADEIRA) Considere o plano cartesiano em que Poupança (S) e Investimento (I) estão na horizontal e que
a taxa de juros real está na vertical. Nesse caso, um deslocamento para a direita da função poupança tende a reduzir
a taxa de juros real de equilíbrio desta economia.
Apenas para ilustrar:

r
S(r)0

S(r)1

r0

r1
I(r)
S, I
S(r0)=I(r0) S(r1)=I(r1)
64
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

d) (FALSA) Se a oferta agregada for vertical, como sustentado pelo modelo clássico, a política monetária será
extremamente eficiente na ação de elevar o produto de equilíbrio.
Se a oferta agregada for como prediz o modelo clássico, isto é vertical, o produto é determinado pela função de
produção e pela quantidade de trabalho e capital disponível, bem como a tecnologia. Sendo assim, a política
monetária é totalmente inócua, uma vez que age apenas sobre a demanda agregada que, por sua vez, apenas é
capaz de determinar o nível de preços.
e) (FALSA) O modelo clássico se sustenta a partir de apenas uma hipótese: no longo prazo, o nível de produto é
dependente única e exclusivamente da tecnologia.
O modelo clássico se sustenta a partir de três hipóteses fundamentais:
i) Preços e salários são totalmente flexíveis, isto é, sempre se alterarão na busca do equilíbrio;
ii) A moeda é neutra, isto é, não apresenta nenhum tipo de influência sobre variáveis reais, apenas nominais;
iiI) A lei de Say é sempre válida, isto é, sempre a oferta gera a sua própria demanda.
f) (VERDADEIRA) A teoria quantitativa da moeda pressupõe que todo o estoque de moeda da economia tem
finalidade transacional.
Só para comentar:
A teoria quantitativa da moeda (TQM) mostra que MV = PY, em que V indica a velocidade-renda da moeda. Esse
termo mede o número de vezes que uma unidade de moeda se torna renda para alguém num determinado
período. V mede não o número de vezes que um dólar ou real é gasto, mas o número de vezes que ele se torna
renda durante o ano. Por definição, portanto, a velocidade de circulação é a renda nominal agregada dividida pela
quantidade de moeda e representa o “giro” da moeda, ou seja, o número de vezes por período que uma unidade
monetária é gasta para adquirir o total de bens e serviços produzidos na economia. (Hillbrecht, 1999).
Para os clássicos, todo o estoque de moeda tem finalidade transacional, ainda que possa haver também o motivo
precaucional. Lembre-se, a motivação precaucional tem por finalidade atender a despesas extraordinárias ou
incertas, isto é, a realização de transações que não dependem da taxa de juros. Para os clássicos, dessa forma,
toda moeda era demandada de forma proporcional à renda nominal, portanto respeitando a TQM. Para os clássicos
não existe a demanda de moeda por motivo portfólio.
g) (VERDADEIRA) No modelo clássico, não existe entesouramento, isto é, as pessoas não retêm moeda por motivo
de portfólio. Entretanto, elas realizam poupança porque existe uma escolha intertemporal entre consumir hoje ou no
futuro em virtude da taxa de juros real.
Existe um problema: a confusão entre a ideia de entesouramento e poupança.
O segundo pressuposto da macroeconomia clássica é o de que a moeda é neutra, isto é, não é utilizada para
entesouramento. “A moeda para os clássicos é uma unidade de conta e um meio de troca. Além de servir para se
somarem mercadorias diferentes, a moeda é fundamentalmente um meio de troca. Os homens só teriam interesse
em mantê-la em seu poder na medida em que dela necessitassem para realizar suas transações. Segundo os
clássicos, portanto, existiria apenas um motivo para a procura de moeda: o motivo transacional. O outro possível
uso do dinheiro como um meio de reserva de ativos líquidos e, portanto, seu consequente entesouramento, era
considerado irracional. Conservando o dinheiro em forma líquida, nos bancos, sem que haja tomadores de
empréstimos ou debaixo do colchão, o capitalista estaria perdendo os juros que poderia ganhar se houvesse
aplicado seu dinheiro em ativos fixos ou em títulos. O entesouramento, portanto, era considerado inexistente”.
(Pereira, B. pg. 11, 1974)
Não haver entesouramento não significa que não há poupança. Os indivíduos que não gastam toda a sua renda
hoje o fazem porque preferem consumir amanhã (escolha intertemporal). Essa parcela da renda que não é
consumida hoje é a poupança, que será tomada como empréstimo para financiar o investimento.
h) (FALSA) No modelo clássico, uma redução na produtividade marginal do trabalho teria por consequência a
elevação do nível de emprego na economia e, com isso, aumento do produto de pleno emprego.
Como se pode observar no gráfico a seguir, uma redução da PMgL teria como consequência deslocar a demanda
por trabalho para a esquerda. Com isso, haveria redução do salário real de equilíbrio e do L de pleno emprego.

65
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Como a função de produção revela o nível de produto conforme o nível de L de pleno emprego, com um nível de
emprego menor, a produção (produto) também é menor.

i) (VERDADEIRA) Segundo o modelo clássico, a moeda é neutra, isto é, a quantidade de moeda afeta somente as
variáveis nominais da economia. Assim, a política monetária não é capaz de afetar as variáveis reais.
j) (FALSA) Movimentos de expansão e contração da demanda agregada terão como efeito a alteração do nível de
pleno emprego da economia.
No modelo clássico, a oferta agregada é vertical. Isto significa dizer que o produto é determinado pela função de
produção e pela quantidade de trabalho e capital disponível na economia, bem como a tecnologia. Se o mercado de
trabalho está em equilíbrio, a economia opera em pleno emprego. Sendo assim, a demanda agregada apenas é
capaz de influenciar o nível de preços.
k) (FALSA) No pleno emprego, não há desemprego.
No pleno emprego não há desemprego involuntário, isto é, todos indivíduos que estão aptos e dispostos a trabalhar
pelo salário real de equilíbrio estão empregados. Porém, ainda há desemprego friccional.
l) (FALSA) No modelo clássico, a função poupança será positivamente inclinada no plano (S, r) se for dependente
única e exclusivamente do nível de renda (Y).
Se a poupança for dependente única e exclusivamente da renda, a poupança será vertical. Se a função poupança
será positivamente inclinada no plano (S,r) se for dependente da taxa de juros real (r).
m) (VERDADEIRA) No modelo clássico, o produto é dependente da tecnologia e é determinado no mercado de
fatores de produção (trabalho, capital,...).
n) (VERDADEIRA) O desemprego pode ser explicado por imperfeições no mercado de trabalho, por exemplo, rigidez
de salários nominais.
o) (VERDADEIRA) Supondo o mercado de trabalho em equilíbrio e a velocidade de circulação da moeda constante,
uma política monetária expansionista só altera o nível de preços.
p) (FALSA) Supondo o mercado de trabalho em equilíbrio, uma redução na taxa de juros real via redução de impostos
eleva o emprego e, consequentemente, o produto.
No modelo clássico, a oferta agregada é vertical. Isto significa dizer que o produto é determinado apenas pela função
de produção e pela quantidade de trabalho e capital disponível na economia, bem como a tecnologia.
q) (VERDADEIRA) A teoria quantitativa da moeda estabelece uma relação de proporcionalidade ente os aumentos
da quantidade de moeda e os aumentos da renda nominal.
Só para comentar:

66
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

A teoria quantitativa da moeda (TQM) mostra que MV = PY. Uma vez considerada a velocidade (V) constante, a
equação quantitativa (MV=PY) pode ser considerada uma teoria do PIB nominal, que diz que a renda nominal (PY)
é determinada por movimentos da oferta de moeda (M). Em outras palavras, uma variação na quantidade de moeda
(M) deve provocar uma mudança proporcional no PIB nominal (PY).
r) (VERDADEIRA) O efeito deslocamento refere-se à alteração da composição da demanda provocada por uma
variação do gasto público ou dos tributos.

III.2) O Modelo Keynesiano Simples de Determinação da Renda a Curto Prazo

A Teoria Clássica não conseguia explicar o que estava ocorrendo durante a Grande Depressão. Ainda que
os salários nominais estivessem caindo, o desemprego chegou a 25% em 1933. O livre mercado não conseguia levar
a economia para o equilíbrio. Nesse contexto, ganharam destaque as ideias que apontavam na falta de demanda a
explicação do problema. A principal contribuição foi de John Maynard Keynes com “A teoria geral do emprego, do
juro e da moeda” (1936) em que ele desenvolveu o chamado do Princípio da Demanda Efetiva.

O que diz o Princípio da Demanda Efetiva?

O empresário toma sua decisão de quantos trabalhadores contratar e de quanto produzir baseado na sua
expectativa de vendas. Assim, diferentemente do que acontece no modelo clássico, o nível de emprego não é
definido pelo mercado de trabalho. O volume de emprego é determinado pelo equilíbrio entre oferta e demanda
agregada. Nesse caso, situações de desemprego podem ocorrer e de nada adianta a redução salarial para induzir
maiores contratações caso os empresários considerarem que não terão para quem vender a produção adicional.
Para definir o nível de produção o empresário confronta duas curvas virtuais:
• Oferta agregada: a renda necessária para o empresário oferecer determinado volume de emprego (reflete
as condições de custos marginais crescentes).
• Demanda agregada: a renda que o empresário espera receber por oferecer determinado volume de
emprego (reflete as expectativas dos empresários sobre o volume de consumo e de investimento).
A maximização do lucro faz com que o emprego aumente enquanto a renda esperada (demanda agregada)
superar a renda necessária (oferta agregada). A intersecção dessas duas curvas determina o nível de produção e,
assim, a demanda efetiva por emprego.
Dado o nível de emprego, determinado pela demanda efetiva, o salário real se ajustará para igualá-lo à
produtividade marginal do trabalho (PMgL). Como a produtividade marginal do trabalho é decrescente, expansões
do emprego são acompanhadas por quedas no salário real, sendo, portanto, anticíclico o comportamento dos salários
reais. Entretanto, não é sua queda que induz o crescimento do emprego e do produto, como supõem os clássicos,
(a causação é inversa).
Segundo Keynes, a disputa dos trabalhadores é por salários nominais, numa luta pela repartição dessa
massa salarial entre as diferentes categorias. Dessa forma, explica-se a inflexibilidade para baixo dos salários
nominais.
Os principais componentes da demanda são o consumo e o investimento. O consumo é uma função estável
da renda. Essa estabilidade da propensão marginal a consumir faz com que a instabilidade da demanda, que provoca
flutuações econômicas, não decorra do consumo, mas das flutuações do investimento. No modelo keynesiano, o
investimento é tanto um elemento da demanda agregada a curto prazo, como também um elemento da oferta
agregada a longo prazo, ao ampliar a capacidade produtiva.
Ao tomar a decisão de investimento, o empresário está interessado no retorno que um dado bem de capital
lhe conferirá ao longo de sua existência. Esse retorno está relacionado tanto ao custo do investimento (oferta
agregada) quanto às condições do mercado de bens (demanda agregada). A decisão de investir é tomada a partir
do confronto entre o valor presente do fluxo de receita esperada do investimento (preço de demanda do bem de
capital), frente ao custo de realizá-lo (preço de oferta do bem capital).
67
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

A eficiência marginal do capital é a taxa de desconto que iguala o fluxo de receitas esperado ao custo do
investimento. Se esta taxa for superior à taxa de juros, que corresponde ao custo de se obter empréstimos para
realizar o investimento ou o custo de oportunidade de se imobilizar os recursos, o empresário investe; se for o
contrário, não investe.
O problema é que a Eficiência Marginal do Capital é muito instável, uma vez que é calculada a partir de
expectativas dos empresários, cuja base de formação é bastante precária, dada a incerteza em relação ao futuro. A
Eficiência Marginal do Capital pode alterar-se tanto por pressões na indústria produtora de bens de capital, como por
mudanças nas expectativas dos empresários. Com isso, o investimento tende a sofrer fortes oscilações, impactando
o nível de demanda agregada e a atividade econômica. Para estabilizar a economia, Keynes propõe uma atuação
mais efetiva do Estado, tanto por meio de gastos públicos, que compensem a falta de demanda privada, quanto pelo
direcionamento e incentivos aos investimentos, via redução da carga tributária, etc.
A principal contribuição normativa de Keynes foi propor o uso de políticas fiscais compensatórias que
tenderiam a ser muito mais eficientes do que os instrumentos monetários, cuja eficácia dependeria de um duplo
condicionante: a capacidade da política monetária afetar as taxas de juros, e uma vez que tenha afetado, que está
não seja sobrepujada por alterações na eficiência marginal do capital, que limitem o impacto das alterações na taxa
sobre o investimento.

Texto extraído de:


LOPES, L. M.; VASCONCELLOS, M. A. S. Manual de Macroeconomia: Nível Básico e Intermediário, 3 ed. São
Paulo: Atlas, 2011

O Modelo Keynesiano Simples de Determinação da Renda a Curto Prazo: A Cruz Keynesiana


(modelo mais simples da teoria keynesiana da renda nacional)

Ideia básica do modelo: ________________________________________________________________________


____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________

Nesse modelo, a existência de recursos ociosos faz com que as empresas possam oferecer qualquer quantidade de
produto a um determinado preço, portanto a OFERTA AGREGADA É HORIZONTAL, portanto, os preços são
CONSTANTES, e é a demanda agregada que determina o nível de equilíbrio.

Começando a entender o modelo keynesiano simples:


Da Contabilidade Nacional aprendemos:
Y=C+I
Oferta Agregada = Demanda Agregada

A questão é que existe 2 tipos de investimentos no montante apurado pelas contas nacionais:

a) Investimentos planejados (ou voluntários): ________________________________________________________


____________________________________________________________________________________________
b) Investimentos involuntários: ___________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________

68
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

A demanda efetiva (ou realizada) é a medida pelas contas nacionais, isto é, a que verifica a identidade PRODUTO =
DESPESA (DEMANDA).
Assim: Demanda Agregada Efetiva = C + I = Y
Já a demanda agregada planejada (intencional) é dada por: Demanda Agregada Planejada = C + Ivoluntário

Então, o que se pode concluir?

____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Todo o processo de busca do equilíbrio se dá pelo ajustamento dos estoques que aumentam ou diminuem.

Despesa Planejada (PLANNED EXPENDICTURE: PE): é o montante que famílias, empresas e governo estão
dispostos a gastar na compra de bens e serviços.
Supondo uma economia fechada, tem-se:
PE = C + I + G, sendo C = C + c(Y - T)
Denomina-se despesa planejada de p E.

Propensão Marginal a Consumir: __________________


_____________________________________________
_____________________________________________

Considera-se I, G e T como constantes. Assim: I , G, T .


Deste modo: PE = C +c(Y- T )+ I + G .

Assim, a demanda planejada é uma reta determinada


pela renda disponível. A reta tem inclinação positiva pois
uma renda maior determina um consumo maior e,
portanto, uma despesa planejada maior.

A diferença entre a despesa observada e a planejada é o investimento não-planejado em estoques. Como essas
variações inesperadas nos estoques são computadas pelas empresas como um gasto, a despesa efetiva pode ser
maior ou menor que a planejada.

69
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

ECONOMIA EM EQUILÍBRIO: Considera-se que a economia está em equilíbrio quando a Despesa Planejada é igual
à Despesa Observada. Recorde-se que o PIB representa tanto a renda quanto a despesa da economia.

DESPESA OBSERVADA (produção ou demanda efetiva) = DESPESA PLANEJADA (demanda planejada)


Y = PE

A cruz keynesiana mostra como a renda é determinada dados


os níveis de investimento planejado, I, e de variáveis de política
fiscal, G e T. Podemos usar este modelo para mostrar como a
renda varia quando uma destas variáveis exógenas se altera.

Ajustamento e Equilíbrio: se as empresas produzem no nível Y1


as empresas acumulam estoques pois a despesa planejada é
inferior à produção. Esses estoques fazem as empresas
reduzirem sua produção.

O Efeito de Políticas Fiscais sobre o Equilíbrio:


a) Aumento nos Gastos do Governo
Um aumento nos gastos do governo gera um aumento na
despesa planejada. Note, entretanto, que o aumento das
despesas ∆G gera um aumento maior que ∆G na renda. Assim,
a política fiscal tem um efeito multiplicador sobre a renda:

b) Diminuição dos Tributos

Uma diminuição dos impostos gera um aumento na despesa


planejada pois aumenta o nível de consumo. Assim, a política
fiscal tem um efeito multiplicador sobre a renda dado por:

70
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Para pesquisar em casa: O que diz o Paradoxo da Parcimônia?


(pergunta de prova – não será respondida em aula)

___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

Lista de Exercícios VI:

I) Utilize a cruz keynesiana para prever o impacto sobre o PIB de equilíbrio decorrente de:
a) Um crescimento nas compras do governo (PARA FAZER EM AULA – SEM GABARITO)

b) Uma elevação nos tributos (PARA FAZER EM AULA – SEM GABARITO)

71
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Aumentos iguais nas compras do governo e nos tributos (PARA FAZER EM AULA – SEM GABARITO)

II) Na cruz keynesiana, pressupunha que a função do consumo seja determinada por: C = 200 + 0,75 (Y – T)
O investimento planejado em estoques é de 100; as compras do governo e os tributos sejam também iguais
a 100.
a) Elabore um gráfico para o gasto planejado como uma função da renda.

b) Qual é o nível de equilíbrio para a renda? (Você precisa calcular!)

72
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Se as compras do governo aumentam para 125, qual é a nova renda de equilíbrio?

d) Qual nível de compras do governo é necessário para que seja alcançada uma renda de 2100?

Lista de Exercícios VI
GABARITO

II. Usando a cruz keynesiana, suponha que a função consumo é dada por: C= 200 + 0,75 (Y-T). O investimento
planejado é igual a 100, tanto as despesas do governo quanto os impostos arrecadados são iguais a 100.
a) Trace o gráfico da despesa planejada em função da renda.
A despesa planejada é dada por PE = C + I +G
Logo: PE = 200 +0,75(Y – 100) + 100 +100
Dessa maneira: PE = 325 + 0,75Y

PE

325

73
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) Qual é o nível de equilíbrio da renda?


O nível de renda de equilíbrio se dá quando Y= PE, logo quando Y = 325 +0,75Y
0,25Y = 325 → Y =1300
c) Se as despesas do governo aumentarem para 125, qual será o novo nível de equilíbrio da renda?
1
Nós sabemos que o efeito multiplicador do gasto é dado por: Y = G
1− c
1
Logo: Y = * 25
1 − 0,75
Y = 100 → Nova renda de equilíbrio: 1300 +100 = 1400

d) Qual é o nível de despesas do governo necessário para gerar uma renda de 2100?
Da maneira inversa do que fizemos antes, agora sabemos que Y = 800 → isso vem de 2100 - 1300
1
Logo: 800 = * G
1 − 0,75
G = 200 → Novo nível de gasto: 100+200 = 300

LISTA DE EXERCÍCIOS VII

I. Assinale a alternativa correta:


1. Com relação ao conceito do multiplicador da renda no Modelo Keynesiano Simples, é correto afirmar que:
a) quanto maior a propensão marginal a consumir, maior tenderá ser o valor do multiplicador.
b) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 2.
c) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 10.
d) o valor do multiplicador pode ser negativo.
e) é preciso conhecer a realidade da economia em questão para ser feita qualquer afirmação.

2. Considere as seguintes informações para uma economia fechada e com governo:


Y = 1200; C = 100 + 0,7.Y I = 200 G= G .
onde: Y = produto agregado; C = consumo agregado; I = investimento agregado; G= consumo do governo
Com base nestas informações, pode-se afirmar que, considerando o modelo keynesiano simplificado, para
que a autoridade econômica consiga um aumento de 10% no produto agregado, os gastos do governo terão
que sofrer um aumento de:
a) 60%
b) 30%
c) 20%
d) 10%
e) 8%

74
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

3. Considere os seguintes dados para uma economia fechada com governo:


Y = 1000 C = Co + 0,7 Y I = 200 G = 50
onde: Y = produto agregado; C = consumo agregado; Co = consumo autônomo agregado; I = investimento
autônomo agregado; e G = gastos do governo.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo autônomo agregado é igual a:
a) 70
b) 50
c) 20
d) zero
e) 85

4. Com base no multiplicador keynesiano numa economia fechada, é incorreto afirmar que:
a) se a propensão marginal a poupar for igual a 0,4, então o valor do multiplicador será de 2,5.
b) na possibilidade de a propensão marginal a poupar ser igual à propensão marginal a consumir, o valor do
multiplicador será igual a 1.
c) se a propensão marginal a consumir for menor do que a propensão marginal a poupar, então o multiplicador será
necessariamente menor do que 2.
d) seu valor tende a ser maior quanto menor for a propensão marginal a poupar.
e) o seu valor nunca pode ser negativo.

5. Considere os seguintes dados:


C = 500 + c.Y
I = 200
G = 100
onde: C = consumo; c = propensão marginal a consumir; I = investimento; G = gastos do governo.
Com base nestas informações, é correto afirmar que:
a) se a renda de equilíbrio for igual a 2.500, a propensão marginal a poupar será igual a 0,68.
b) se a renda de equilíbrio for igual a 1.000, a propensão marginal a consumir será maior que a propensão marginal
a poupar.
c) se a renda de equilíbrio for igual a 2.000, a propensão marginal a consumir será igual a 0,5.
d) se a renda de equilíbrio for igual 1.600, a propensão marginal a consumir será igual a propensão marginal a
poupar.
e) não é possível uma renda de equilíbrio maior que 2.500.

II. Julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras ou falsas e na sequência justifique as falsas.

a) (________________) Se ocorre um aumento no gasto público ao mesmo tempo que ocorre um aumento de
mesma magnitude nos tributos, o efeito sobre a renda é nulo.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

75
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) (________________) Se o nível de produção se encontra além da posição de equilíbrio, mas aquém do nível de
pleno emprego, as empresas estarão acumulando estoques indesejados, o que levará a economia a se afastar ainda
mais da posição de pleno emprego.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
c) (________________) Se os agentes econômicos buscassem aumentar sua poupança para fazer frente ao risco
do desemprego, poderiam incorrer em sucessos individuais, o que repercutiria também em sucessos para a
coletividade.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
d) (________________) O Princípio da Demanda Efetiva se coloca em total acordo com o que previa a Lei de Say
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________.
e) (________________) Para Keynes, o nível de emprego é determinado no mercado de bens e serviços, pelas
expectativas dos empresários. Dado o nível de emprego, o salário real se ajustará para igualá-lo com a produtividade
marginal do trabalho compatível com o referido emprego, definindo o tamanho da massa salarial.
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
f) (________________) A principal proposta de Keynes para compensar a falta de demanda seria o desenvolvimento
de mecanismos compensatórios que permitissem contrabalançar a falta de gastos privados quando se
deteriorassem as expectativas ou quando diminuíssem os ímpetos expansivos nos momentos de euforia do setor
privado.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

LISTA DE EXERCÍCIOS VII


GABARITO
I. Assinale a alternativa correta:
1. Com relação ao conceito do multiplicador da renda no Modelo Keynesiano Simples, é correto afirmar que:
a) quanto maior a propensão marginal a consumir, maior tenderá ser o valor do multiplicador.
b) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 2.
c) o valor do multiplicador não pode ser maior do que 10.
d) o valor do multiplicador pode ser negativo.
e) é preciso conhecer a realidade da economia em questão para ser feita qualquer afirmação.

O multiplicador da renda no modelo keynesiano simples é inversamente relacionado à propensão marginal a


consumir (c). Isso ocorre porque nesse modelo quanto maior for o c, maiores serão os gastos induzidos por uma
variação inicial na despesa.

2. Considere as seguintes informações para uma economia fechada e com governo:


Y = 1200; C = 100 + 0,7.Y I = 200 G= G .
onde: Y = produto agregado; C = consumo agregado; I = investimento agregado; G= consumo do governo
Com base nestas informações, pode-se afirmar que, considerando o modelo keynesiano simplificado, para
que a autoridade econômica consiga um aumento de 10% no produto agregado, os gastos do governo terão
que sofrer um aumento de:
a) 60%
b) 30%
c) 20%
d) 10%
e) 8%
Nesse caso é preciso fazer duas vezes o cálculo para saber o valor de G no equilíbrio:
PE = 100 + 0,7Y + 200 + G
PE = Y

Como sabemos que no primeiro momento Y = 1200, logo:


PE = 100 + 0,7*1200 + 200 + G 0
PE = 1200

Assim: 1200 = 100 + 0,7*1200 + 200 + G 0


60 = G 0

77
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Como sabemos que no segundo momento Y = 1320, logo:


PE = 100 + 0,7*1320 + 200 + G 1
PE = 1320

Assim: 1320 = 100 + 0,7*1320 + 200 + G 1


96 = G 1
É fácil verificar que no segundo momento o gasto do governo é 60% maior do que no primeiro.

3. Considere os seguintes dados para uma economia fechada com governo:


Y = 1000 C = Co + 0,7 Y I = 200 G = 50
onde: Y = produto agregado; C = consumo agregado; Co = consumo autônomo agregado; I = investimento
autônomo agregado; e G = gastos do governo.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o consumo autônomo agregado é igual a:
a) 70
b) 50
c) 20
d) zero
e) 85

Nesse caso é preciso calcular no equilíbrio:


PE = C0 + 0,7Y + 200 + 50
PE = Y

Como Y= 1000, temos:


PE = C0 + 0,7*1000 + 200 + 50
PE = 1000
Assim:
1000 = C0 + 0,7*1000 + 200 + 50
50 = C0

4. Com base no multiplicador keynesiano numa economia fechada, é INCORRETO afirmar que:
a) se a propensão marginal a poupar for igual a 0,4, então o valor do multiplicador será de 2,5.
b) na possibilidade de a propensão marginal a poupar ser igual à propensão marginal a consumir, o valor do
multiplicador será igual a 1.
c) se a propensão marginal a consumir for menor do que a propensão marginal a poupar, então o multiplicador será
necessariamente menor do que 2.
d) seu valor tende a ser maior quanto menor for a propensão marginal a poupar.
e) o seu valor nunca pode ser negativo.
Se a propensão marginal a consumir é “c” e a propensão marginal a poupar é “1-c”, então se c = 1- c, tem-se que c
1
= 0,5. Como o multiplicador dos gastos é dado por: . Se c = 0,5, então o multiplicador é igual a 2.
1− c
5. Considere os seguintes dados:
C = 500 + c.Y
I = 200
G = 100
onde: C = consumo; c = propensão marginal a consumir; I = investimento; G = gastos do governo.

78
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Com base nestas informações, é correto afirmar que:


a) se a renda de equilíbrio for igual a 2.500, a propensão marginal a poupar será igual a 0,68.
b) se a renda de equilíbrio for igual a 1.000, a propensão marginal a consumir será maior que a propensão marginal
a poupar.
c) se a renda de equilíbrio for igual a 2.000, a propensão marginal a consumir será igual a 0,5.
d) se a renda de equilíbrio for igual 1.600, a propensão marginal a consumir será igual a propensão marginal a
poupar.
e) não é possível uma renda de equilíbrio maior que 2.500.

Nesse caso é preciso no equilíbrio:


PE = 500+ cY + 200 + 100
PE = Y
Nesse caso é preciso testar as alternativas:
No caso da (a): Y=2500
Assim: 2500 = 500+ c*2500 + 200 + 100
1700 = 2500c
0,68 = c
Note que nesse caso, a propensão marginal a consumir é 0,68 e a marginal a poupar é 0,32.
No caso da (b): Y=1000
Assim: 1000 = 500+ c*1000 + 200 + 100
200 = 1000c
0,20 = c
Note que nesse caso, a propensão marginal a consumir é 0,20 e a marginal a poupar é 0,80.
No caso da (c): Y=2000
Assim: 2000 = 500+ c*2000 + 200 + 100
1200 = 2000c
0,60 = c
Note que nesse caso, a propensão marginal a consumir é 0,60 e a marginal a poupar é 0,40.
No caso da (d): Y=1600
Assim: 1600 = 500+ c*1600 + 200 + 100
800 = 1600c
0,50 = c
Note que nesse caso, a propensão marginal a consumir é 0,50 e a marginal a poupar é 0,50.

II. Julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras ou falsas e na sequência justifique as falsas.

a) (FALSA) Se ocorre um aumento no gasto público ao mesmo tempo que ocorre um aumento de mesma magnitude
nos tributos, o efeito sobre a renda é nulo.
1 −c
O efeito multiplicador dos gastos ( ), em módulo, é maior do que o efeito multiplicador dos tributos ( ),
1− c 1− c
também em módulo. Assim, no caso variações iguais, mas em sentidos opostos de tributos e gastos do governo
serão sempre dominadas pelo efeito gerado pela variação dos gastos públicos.

79
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) (VERDADEIRA) Se o nível de produção se encontra além da posição de equilíbrio, mas aquém do nível de pleno
emprego, as empresas estarão acumulando estoques indesejados, o que levará a economia a se afastar ainda mais
da posição de pleno emprego.
PE PE = Y

Estoques Involuntários

Y
Yequilíbrio Y1 Y pleno emprego

Sabemos que a renda de equilíbrio é dada por produto = demanda. Se o produto está acima daquele de equilíbrio,
como a despesa cresce com o produto, mas menos do que este, em posições acima do equilíbrio haverá excesso
de oferta, provocando o acúmulo de estoques, reduzindo a produção e afastando a economia do pleno emprego.

c) (FALSA) Se os agentes econômicos buscassem aumentar sua poupança para fazer frente ao risco do
desemprego, poderiam incorrer em sucessos individuais, o que repercutiria também em sucessos para a
coletividade.
A resposta para esta questão vem de um fragmento de um texto de Giambiagi & Amadeo, que pode ser encontrada
no link:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:dyTbEcLM4_EJ:www.rep.org.br/pdf/37-
4.pdf+&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a
Keynes elaborou sua teoria com destaque para o princípio da demanda efetiva _ conforme o qual o gasto determina
a renda _ e seu complemento, o mecanismo do multiplicador segundo o qual, dado um aumento do gasto autônomo,
o aumento da renda daí resultante será tanto maior quanto menor for a propensão a poupar da sociedade. Daí se
deriva o que é conhecido como “paradoxo da parcimônia”, isto é, a ideia de que a recomendação (neoclássica) de
poupar mais individualmente, com vistas a investir mais e crescer mais no futuro, não passaria de uma típica falácia
de composição, na medida em que a agregação desses atos individuais depreciaria o rendimento esperado dos
investimentos, reduzindo portanto o nível destes e, consequentemente, a poupança agregada da economia.
A partir deste raciocínio, Keynes derivou outra conhecida conclusão, a de que “quanto mais virtuosos, quanto mais
resolutamente frugais e mais obstinadamente ortodoxos formos em nossas finanças particulares e nacionais, mais
terão de diminuir as nossas rendas, quando o juro crescer proporcionalmente à eficiência marginal do capital. A
obstinação só nos trará um castigo, e jamais uma recompensa, pois o resultado é inevitável” (Keynes, 1982, p. 99).

d) (FALSA) O Princípio da Demanda Efetiva se coloca em total acordo com o que previa a Lei de Say.

80
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

O Princípio da Demanda Efetiva afirma que a decisão autônoma de gastos dos agentes determina o nível de
produção e emprego na economia, sendo assim, a expansão da oferta agregada passa a depender crucialmente da
expansão da demanda, contrapondo-se frontalmente com a Lei de Say.

e) (VERDADEIRA) Para Keynes, o nível de emprego é determinado no mercado de bens e serviços pelas
expectativas dos empresários. Dado o nível de emprego, o salário real se ajustará para igualá-lo com a produtividade
marginal do trabalho compatível com o referido emprego, definindo o tamanho da massa salarial.

f) (VERDADEIRA) A principal proposta de Keynes para compensar a falta de demanda seria o desenvolvimento de
mecanismos compensatórios que permitissem contrabalançar a falta de gastos privados quando se deteriorassem
as expectativas ou quando diminuíssem os ímpetos expansivos nos momentos de euforia do setor privado.

81
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

III.3) Modelo IS-LM: A interligação entre o Lado Real e o Lado Monetário da Economia

Esse modelo nasce de um trabalho desenvolvido em 1937 por Hicks denominado Mr. Keynes and the
classics, que busca representar as contribuições de Keynes. Além dos pressupostos básicos do modelo keynesiano
simples, com a DEMANDA DETERMINANDO O PRODUTO E O NÍVEL DE PREÇOS CONSTANTES, incorpora-
se o mercado de ativos e a determinação da taxa de juros à análise, com os juros influenciando na determinação da
renda através do investimento. No modelo IS-LM, taxa de juros e renda são fixados simultaneamente para equilibrar
o mercado de bens e de ativos.

Modelo IS-LM: considera o nível de preços como CONSTANTE e mostra o que determina a renda no curto prazo.

• IS: se refere a investimento (I) e à poupança (S) → mercado de bens e serviços.


• LM: se refere à liquidez (L) e moeda (M) → oferta e demanda por moeda.

Estrutura Lógica do Modelo

III.3.1) O Mercado de bens e serviços e a Curva IS

A cruz keynesiana mostra como os gastos da sociedade e do governo determinam a renda, contudo ela
parte de um princípio simplificador de que o nível de investimento planejado é fixo.
No entanto, aprendemos que o investimento é função da taxa de juros real: I(r). A curva IS assume que o
investimento é função da taxa de juros real e mostra a relação entre a taxa de juros e o nível de renda que se
estabelece no mercado de bens e serviços.

82
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Derivando a curva IS

A curva IS nasce da relação entre a cruz keynesiana


e a função investimento. A curva IS mostra a relação
entre a taxa de juros e renda: quanto mais alta a taxa
de juros, menor o nível de renda. A CURVA IS
representa o equilíbrio no mercado de bens e serviços
para os diversos níveis de taxa de juros.

** Ao longo da IS, o investimento é igual à soma das


poupanças pública e privada.

São fatores que deslocam a IS para a direita:

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
São fatores que afetam a inclinação da IS:

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

83
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

III.3.2) O Mercado de Moeda e a Curva LM

A curva LM representa a relação entre a taxa de juros e o nível de renda que se dá no mercado monetário.

III.3.2.1) A Teoria de Preferência pela Liquidez (TPL)

A TPL é uma base para a construção da curva LM. A teoria explica como a oferta e a demanda de moeda
real determinam a taxa de juros.
Começaremos pela oferta de saldos monetários reais. A TPL considera que há uma oferta fixa de saldos
monetários reais: (M/P)S = M0/P0.
Assim, M é uma variável de política econômica exógena. O BACEN decide quanto haverá de moeda
circulando na economia. P é o nível de preços e ele está fixo no curto prazo.

Assim:
Oferta de Saldos Monetários Reais é determinada,
exogenamente, pela autoridade monetária (Banco
Central).
Dessa forma, a oferta de saldos monetários reais é

___________________________________.

Demanda por Saldos Monetários Reais: como a taxa de juros é o custo de retenção da moeda, uma taxa de juros
maior reduz o montante de saldos reais demandados.
O custo de retenção de moeda (custo de
oportunidade de reter moeda) é o que se perde
quando se guarda moeda, que não rende juros, em
lugar de colocá-los em depósitos de poupança ou
títulos, que rendem juros.

Demanda por Saldos Monetários Reais:


_________________________________________________

À taxa de juros de equilíbrio, o montante de saldos monetários reais demandados é igual aos ofertados.

84
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Uma redução na oferta de moeda e a Teoria da Preferência pela Liquidez

Uma redução na oferta de moeda de M1 para M2, diminui a oferta de saldos monetários reais, uma vez que
o nível de preços é constante. Portanto, a taxa de juros de equilíbrio aumenta de r1 para r2.

III.3.2.2) Renda, Demanda por Moeda e a Curva LM:

Até aqui consideramos que apenas a taxa de juros influenciava a demanda por saldos monetários reais.
Contudo, é mais realístico considerar que o nível de renda, Y, também afeta a demanda por moeda. Quando a renda
é alta, a despesa também é elevada, de modo que as pessoas realizam maior número de transações, o que exige
o uso de uma quantidade maior de moeda. Portanto, uma renda maior implica uma demanda maior por moeda.
A taxa de juros de equilíbrio – aquela que iguala a oferta e a demanda de moeda – depende do nível de
renda. Esta relação entre nível e taxa de juros é representada pela LM.
Lembre-se: Representaremos a função de demanda por moeda através de (M/P)d = L(r, Y). Assim, o
montante de saldos demandados varia inversamente à taxa de juros e diretamente à renda.

85
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Deslocamento da LM

Para qualquer nível de renda Y dado, uma redução na oferta monetária aumenta a taxa de juros que
equilibra o mercado monetário.

III.3.3) O Equilíbrio no Curto Prazo → IS-LM

IS→ ________________________________

LM→ _______________________________

O equilíbrio da economia é o ponto em que a curva IS


e a curva LM se cruzam. Esse ponto determina a taxa
de juros r e o nível de renda Y que satisfazem as
condições para o equilíbrio no mercado de bens e no
mercado monetário.

III.3.3.1) Explicando as flutuações através do Modelo IS-LM

A intersecção das curvas IS-LM determina o nível de renda nacional. A renda nacional flutua quando uma
dessas curvas se desloca, alterando o equilíbrio de curto prazo da economia.

Alterações na Política Fiscal

→ ALTERAÇÕES NA POLÍTICA FISCAL DESLOCAM A CURVA IS.

O modelo IS-LM mostra como esses deslocamentos na curva IS afetam a renda e a taxa de juros.

86
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

a) Aumentos dos Gastos do Governo (política fiscal expansionista)


____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

b) Redução dos impostos (política fiscal expansionista)


____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

Muito Importante: O aumento na renda em resposta a uma política fiscal expansionista é menor no modelo IS-LM
do que na cruz keynesiana. O aumento na renda de equilíbrio é menor do que o deslocamento horizontal da curva
IS. A diferença decorre do fato de que a cruz keynesiana considera o investimento é fixo, enquanto o modelo IS-LM
leva em conta que o investimento cai quando a taxa de juros sobe. No modelo IS-LM, uma expansão fiscal aumenta
a taxa de juros e reduz o investimento.

87
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Alterações na Política Monetária

→ ALTERAÇÕES NA POLÍTICA MONETÁRIA DESLOCAM A CURVA LM.

O modelo IS-LM mostra como o deslocamento da curva LM afeta a renda e a taxa de juros.

a) Aumentos na Oferta Monetária (política monetária expansionista)

____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

MUITO IMPORTANTE:
• O modelo IS-LM mostra que a política monetária influencia a renda através de uma mudança na taxa de
juros. Quando os preços são rígidos, uma expansão da oferta de moeda eleva a renda de equilíbrio.

• O aumento da oferta de moeda induz o crescimento da despesa com bens e serviços num processo
denominado MECANISMO MONETÁRIO DE TRANSMISSÃO.

• O modelo IS-LM mostra que um aumento na oferta de moeda reduz a taxa de juros, estimulando o
investimento, e daí expande a demanda por bens e serviços.

Interações entre Política Monetária e Fiscal

Vamos analisar a resposta da economia a um AUMENTO DE IMPOSTOS: deslocamento da IS para a


esquerda.

a) O BACEN mantém a oferta de moeda:

____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________88
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) O BACEN decide manter constante a taxa de juros:


____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

c) O BACEN decide manter constante a renda:


____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________
____________________________________________

III.4) IS-LM como uma Teoria da Demanda Agregada

89
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Um aumento do nível de preços de P1 para P2 reduz os saldos monetários reais e, portanto, desloca para
cima e para a esquerda a curva LM. O deslocamento de LM reduz a renda de Y 1 para Y2. A curva de demanda
agregada sintetiza a relação entre níveis de preços e renda, quanto mais elevado o nível de preços, menor o nível
de renda.
O modelo IS-LM foi construído para explicar a economia no curto prazo quando o nível de preços é
constante. Contudo, agora que vimos como uma alteração no nível de preços afeta o equilíbrio, podemos usar o
modelo para descrever a economia no longo prazo, quando o nível de preços variar de forma a assegurar que a
economia possa produzir à sua taxa natural.

POLÍTICA MONETÁRIA EXPANSIONISTA

POLÍTICA FISCAL EXPANSIONISTA

90
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

OFERTA E DEMANDA AGREGADA

A oferta agregada no curto prazo é HORIZONTAL → PREÇOS RÍGIDOS


A oferta agregada no longo prazo é VERTICAL → CAPACIDADE DE PRODUÇÃO RÍGIDA

Lista de Exercícios VII

I) Responda as perguntas a seguir:

1. Explique por que a curva de demanda agregada tem inclinação negativa segundo o modelo IS-LM.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
2. Segundo o modelo IS-LM, qual é o impacto de um aumento nos impostos sobre a taxa de juros, a renda, o consumo
e o investimento?
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

3. Segundo o modelo IS-LM, qual é o impacto de uma redução na oferta de moeda sobre a taxa de juros, a renda, o
consumo e o investimento?

91
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

II) Exercícios de cálculo:

1. Considere a economia do País das Maravilhas:


a) A função de consumo é dada por: C = 200 + 0,75 (Y-T). A função investimento é: I = 200 – 25r. As despesas
do governo e os impostos são iguais a 100.
a.1) Encontre a curva IS.

a.2) Trace o gráfico da curva IS relativa a esta economia.

b) No País das Maravilhas, a função de demanda por moeda é dada por: (M/P)d = Y – 100r. A oferta de moeda, M, é
de 1000 e o nível de preços é 2.
b.1) Encontre a curva LM.

b.2) Trace o gráfico da curva LM relativa a esta economia.

92
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Encontre a taxa de juros, r, e o nível de renda, Y, de equilíbrio.

d) Suponha uma variação nos gastos de 50, de quanto a IS se desloca? Qual é a nova taxa de juros e a nova renda
de equilíbrio? Considere os dados iniciais.

e) Suponha que a oferta de moeda varia de 1000 para 1200. De quanto a LM se desloca? Qual é a nova taxa de
juros e renda de equilíbrio? Considere os dados iniciais.

93
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Lista de Exercícios VII


GABARITO

I) Responda as perguntas a seguir:

1. Explique por que a curva de demanda agregada tem inclinação negativa segundo o modelo IS-LM.
Um aumento do nível de preços, reduz os saldos monetários reais e, portanto, desloca a LM para a esquerda. O
deslocamento da LM reduz a renda. A curva de demanda agregada sintetiza essa relação entre o nível de preços e
a renda: quanto mais alto o nível de preços, menor o nível de renda.

2. Segundo o modelo IS-LM, qual é o impacto de um aumento nos impostos sobre a taxa de juros, a renda, o
consumo e o investimento?
Um aumento nos impostos desloca a IS para a esquerda, portanto, reduz aumenta a taxa de juros e a renda. Como
o consumo é função da renda disponível (que depende do nível de impostos pagos) também se reduz. O
investimento, porém, como relaciona-se inversamente com a taxa de juros, aumenta.

3. Segundo o modelo IS-LM, qual é o impacto de uma redução na oferta de moeda sobre a taxa de juros, a
renda, o consumo e o investimento?
Uma redução na oferta de moeda desloca a LM para a esquerda, portanto, aumenta a taxa de juros e
consequentemente reduz o investimento (através do mecanismo de transmissão) e a renda. Com a renda menor, o
consumo é função da renda disponível também se reduz.

II) Questões de cálculo:


1. Considere a economia do País das Maravilhas:
a) A função de consumo é dada por: C = 200 + 0,75 (Y-T). A função investimento é: I = 200 – 25r. As despesas do
governo e os impostos são iguais a 100.
a.1) Encontre a curva IS.
Lembre-se: IS vem de “investment and saving”, isto é, da igualdade entre poupar e investir.
Dessa maneira sabe-se que: Y – C - G = I(r)
Logo, aplicando-se os dados do exercício: Y – (200 + 0,75 (Y-100)) – 100 = 200 – 25r
Y – 200 -0,75Y +75 -100 =200 -25r
0,25Y = 425 -25r
Y = 1700 – 100r → IS
a.2) Trace o gráfico da curva IS relativa a esta economia.
r

17

1700
Y

94
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) No País das Maravilhas, a função de demanda por moeda é dada por: (M/P)d = Y – 100r. A oferta de moeda, M, é
de 1000 e o nível de preços é 2.
b.1) Encontre a curva LM.
O equilíbrio é dado quando oferta e demanda por moeda se igualam, logo: ( M / P) = ( M / P)
d s

Dessa forma: Y − 100r = 1000/ 2


Y = 500 +100r → LM
b.2) Trace o gráfico da curva LM relativa a esta economia.
r

10

Observação: Apenas utilizamos r =10 para se traçar a


reta, qualquer outro valor seria igualmente válido.

Y
500 1500

c) Encontre a taxa de juros, r, e o nível de renda, Y, de equilíbrio.


O equilíbrio surge do encontro da curva IS com a LM.
IS → Y = 1700 – 100r
LM → Y = 500 +100r
Dessa forma: 1700 -100r =500 +100r
1200 = 200r
6=r

Assim, como Y = 1700 – 100r, sendo r = 6, tem-se que Y = 1100.

d) Suponha uma variação nos gastos de 50, de quanto a IS se desloca? Qual é a nova taxa de juros e a nova renda
de equilíbrio?
Logo, aplicando-se os dados do exercício: Y – (200 + 0,75 (Y-100)) – 150 = 200 – 25r
Y – 200 -0,75Y +75 -150 =200 -25r
0,25Y = 475 -25r
Y = 1900 – 100r → Nova IS

Para encontrar o novo equilíbrio: 1900 -100r = 500 +100r


1400 = 200r
7 = r → Nova taxa de juros

Para encontrar a renda de equilíbrio, basta substituir r = 7 em Y = 1900 -100r, logo Y = 1200.

95
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

e) Suponha que a oferta de moeda varia de 1000 para 1200. De quanto a LM se desloca? Qual é a nova taxa de
juros e renda de equilíbrio?
Como o equilíbrio é dado quando oferta e demanda por moeda se igualam, logo: ( M / P) = ( M / P)
d s

Dessa forma: Y − 100r = 1200/ 2


Y = 600 +100r → Nova LM

Para encontrar o novo equilíbrio: 1700 -100r = 600 +100r


1100 = 200r
5,5 = r → Nova taxa de juros
Para encontrar a renda de equilíbrio, basta substituir r = 5,5 em Y = 1700 -100r, logo Y = 1150.

LISTA DE EXERCÍCIOS VIII

1) Utilizando o esquema IS-LM, mostre graficamente e explique os efeitos de uma política fiscal
expansionista. Não deixe de comentar e definir o efeito deslocamento.

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

2) Digamos que o governo queira cortar gastos sem, no entanto, reduzir a taxa de juros. O que é possível
fazer? Responda recorrendo ao modelo IS-LM para fundamentar o seu raciocínio.

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

96
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

3) Considere o seguinte modelo IS-LM:


𝟏𝟎 𝑴 𝑺
𝑪 = 𝟑 + 𝟎, 𝟗𝒀 𝑰 = 𝟐 − 𝟎, 𝟓𝒓 𝑮 = 𝟏𝟎 𝑳= 𝒀− 𝒓 ( ) = 𝟐𝟓
𝟑 𝑷
Em que C = consumo, I = investimento, r = taxa de juros, Y = renda, G = gastos do governo, L = demanda por
moeda
(M/P)S = oferta real de moeda

a) Qual a equação que descreve a curva IS?

b) Qual a equação que descreve a curva LM?

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?

4) As seguintes equações descrevem o comportamento da economia:


𝑪 = 𝟎, 𝟖(𝟏 − 𝒕)𝒀 𝒕 = 𝟎, 𝟐𝟓 𝑰 = 𝟗𝟎𝟎 − 𝟓𝟎𝒓 𝑮 = 𝟖𝟎𝟎
𝑺
𝑴
𝑳 = 𝟎, 𝟐𝟓𝒀 − 𝟔𝟐, 𝟓𝒓 ( ) = 𝟓𝟎𝟎
𝑷
Em que C = consumo, t = alíquota de imposto de renda, I = investimento, r = taxa de juros, Y = renda, G =
gastos do governo, L = demanda por moeda, (M/P)S = oferta real de moeda

a) Qual a equação que descreve a curva IS?


97
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) Qual a equação que descreve a curva LM?

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?

5) Classifique as afirmações a seguir como Verdadeiras ou Falsas. Em seguida, justifique as falsas:

a) (_____________________) O investimento privado é inversamente relacionado à taxa de juros.


____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
b) (_____________________) Um aumento na demanda por moeda faz a taxa de juros subir.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

98
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) (_____________________) Quanto maior a sensibilidade-juro do investimento, mais inclinada é a curva IS.


____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
d) (_____________________) A magnitude do multiplicador keynesiano não afeta a inclinação da curva LM.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
e) (_____________________) Quanto menor a propensão marginal a consumir, mais horizontal é a curva IS.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
f) (_____________________) Um aumento do multiplicador keynesiano desloca a curva IS para a direita e reduz
a sua inclinação.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
g) (_____________________) Um aumento nos gastos autônomos desloca a curva LM para a direita.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
h) (_____________________) A demanda por moeda não depende do nível de renda.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
i) (_____________________) Ao longo da curva LM, o mercado monetário está em equilíbrio.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

99
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
j) (_____________________) Em pontos à direita da curva IS, o mercado de bens está em equilíbrio.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
k) (_____________________) No ponto de equilíbrio do modelo IS-LM, o produto é igual a demanda agregada e
a oferta de moeda é igual a demanda de moeda.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
l) (_____________________) O mercado de bens costuma se ajustar mais rapidamente que o mercado monetário.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
m) (_____________________) Quando o BACEN compra títulos da dívida, a oferta de moeda aumenta.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
n) (_____________________) O efeito deslocamento é o deslocamento da demanda de moeda causado pelo
aumento da taxa de juros.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
o) (_____________________) Quanto mais horizontal a curva LM, maior o aumento na renda causada por uma
política fiscal expansionista.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

100
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
p) (_____________________) Quanto menor o multiplicador keynesiano, maior o aumento na taxa de juros
causada por uma política fiscal expansionista.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
q) (_____________________) Um aumento nos gastos do governo causa uma redução no investimento privado.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
r) (_____________________) Uma expansão da demanda no curto prazo é capaz de gerar crescimento
econômico, sem ocasionar pressão inflacionária.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

LISTA DE EXERCÍCIOS VIII


GABARITO

1) Utilizando o esquema IS-LM, mostre graficamente e explique os efeitos de uma política fiscal
expansionista. Não deixe de comentar e definir o efeito deslocamento.

r LM Uma política fiscal expansionista desloca a IS


para a direita. Quando o setor público aumenta
seus gastos ou reduz a carga tributária, a
Eq2 expectativa é de aumento da demanda
r2 agregada via multiplicador keynesiano.
Eq1
Contudo, o acréscimo de despesa agregada
r1
resulta em aumento de renda, o que promove
a expansão da demanda de moeda por motivo
transação. Isso acaba elevando a taxa de juros
IS2 o que leva à diminuição do investimento, dado
IS1
que este é sensível aos juros.
Y1 Y2 Y

101
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

2) Digamos que o governo queira cortar gastos sem, no entanto, reduzir a taxa de juros. O que é possível
pode fazer? Responda recorrendo ao modelo IS-LM para fundamentar o seu raciocínio.
LM
2 Se o governo cortar gastos, a IS se deslocará
r LM para a esquerda. Se o desejo for manter a taxa
de juros constante, o BACEN deverá reduzir a
oferta monetária, deslocando a LM para a
Eq3 Eq1 esquerda. Com isso, a renda de equilíbrio
r3 = r1 reduzirá ainda mais, porém a taxa de juros
Eq2
voltará ao patamar inicial.
r2

IS2 IS2

Y3 Y2 Y1 Y

3) Considere o seguinte modelo IS-LM:


𝟏𝟎 𝑴 𝑺
𝑪 = 𝟑 + 𝟎, 𝟗𝒀 𝑰 = 𝟐 − 𝟎, 𝟓𝒓 𝑮 = 𝟏𝟎 𝑳= 𝒀− 𝒓 ( ) = 𝟐𝟓
𝟑 𝑷
Em que C = consumo, I = investimento, r = taxa de juros, Y = renda, G = gastos do governo, L = demanda por
moeda e (M/P)S = oferta real de moeda

a) Qual a equação que descreve a curva IS?


Para encontrar a IS, partimos da cruz keynesiana:
𝑃𝐸 = 𝐶 + 𝐼 + 𝐺
{
𝑌 = 𝑃𝐸

{𝑃𝐸 = 3 + 09𝑌 + 2 − 0,5𝑟 + 10


𝑌 = 𝑃𝐸

Encontrando a IS:
𝑌 = 𝑃𝐸
𝑌 = 3 + 0,9𝑌 + 2 − 0,5𝑟 + 10
𝑌 = 150 − 5𝑟

b) Qual a equação que descreve a curva LM?


Encontrando a LM:
𝑀 𝑆
𝐿 = (𝑃)
10
𝑌− 𝑟 = 25
3
10
𝑌 = 25 + 𝑟
3

102
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?


Resolvendo-se o sistema:

𝑌 = 150 − 5𝑟
{ 𝑌 = 25 + 10 𝑟 encontra-se Y= 75 e r = 15
3

3) As seguintes equações descrevem o comportamento da economia:


𝑪 = 𝟎, 𝟖(𝟏 − 𝒕)𝒀 𝒕 = 𝟎, 𝟐𝟓 𝑰 = 𝟗𝟎𝟎 − 𝟓𝟎𝒓 𝑮 = 𝟖𝟎𝟎 𝑳 = 𝟎, 𝟐𝟓𝒀 − 𝟔𝟐, 𝟓𝒓
𝑺
𝑴
( ) = 𝟓𝟎𝟎
𝑷
Em que C = consumo, t = alíquota de imposto de renda, I = investimento, r = taxa de juros, Y = renda, G =
gastos do governo, L = demanda por moeda, (M/P)S = oferta real de moeda

a) Qual a equação que descreve a curva IS?


Para encontrar a IS, partimos da cruz keynesiana:
𝑃𝐸 = 𝐶 + 𝐼 + 𝐺
{
𝑌 = 𝑃𝐸
( )
{𝑃𝐸 = 0,8 1 − 0,25 𝑌 + 900 − 50𝑟 + 800
𝑌 = 𝑃𝐸

Encontrando a IS:
𝑌 = 𝑃𝐸
𝑌 = 0,6𝑌 + 1700 − 50𝑟
𝑌 = 4250 − 125𝑟

b) Qual a equação que descreve a curva LM?


Encontrando a LM:
𝑀 𝑆
𝐿 = (𝑃)
0,25𝑌 − 62,5𝑟 = 500
𝑌 = 2000 + 250𝑟

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?


Resolvendo-se o sistema:

𝑌 = 4250 − 125𝑟
{ encontra-se Y= 3500 e r=6
𝑌 = 2000 + 250𝑟

5) Classifique as afirmações a seguir como Verdadeiras ou Falsas. Em seguida, justifique as falsas:

a) (VERDADEIRA) O investimento privado é inversamente relacionado à taxa de juros.


O investimento privado é inversamente relacionado com a taxa de juros, pois uma unidade a mais de investimento
sempre apresentará uma produtividade marginal menor. Isso significa dizer que para o investimento menor seu
preço (a taxa de juros) precisa ser menor para que seja demandado.
b) (VERDADEIRA) Um aumento na demanda por moeda faz a taxa de juros subir.

103
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

O equilíbrio no mercado monetário pressupõe que a oferta e a demanda por moeda sejam iguais. Dessa forma, se
a oferta de moeda ė constante e, por algum motivo, por exemplo um aumento de renda, ocorre um aumento na
demanda por moeda, haverá um deslocamento da demanda de moeda para a direita. Com isso a taxa de juros
precisa se elevar para promover o equilíbrio.
c) (FALSA) Quanto maior a sensibilidade-juro do investimento, mais inclinada é a curva IS.
A sensibilidade do investimento em relação à taxa de juros faz com que a IS seja mais horizontalizada e, portanto,
menos inclinada. Uma sensibilidade alta significa que pequenas alterações na taxa de juros serão capazes de
promover grandes mudanças no investimento e, com isso, na renda.
d) (VERDADEIRA) A magnitude do multiplicador keynesiano não afeta a inclinação da curva LM.
A magnitude do multiplicador keynesiano ė dada pela taxa pela propensão marginal a consumir e essa mostra como
incremento de renda realimentam a economia. Quanto maior a propensão marginal a consumir, mais horizontal será
a IS, isto ė, pequenas variações da taxa de juros terão impacto grande sobre a renda. A LM não é influenciada pelo
multiplicador keynesiano.
e) (FALSA) Quanto menor a propensão marginal a consumir, mais horizontal é a curva IS.
Quanto maior a propensão marginal a consumir, mais horizontal será a IS, isto ė, pequenas variações da taxa de
juros terão impacto grande sobre a renda.
f) (VERDADEIRA) Um aumento do multiplicador keynesiano desloca a curva IS para a direita e reduz a sua
inclinação.
O multiplicador keynesiano afeta a inclinação da IS, mas também ė capaz de movê-la uma vez que ele multiplica a
soma dos gastos autônomos. Preste atenção nisso no exercício 3, no primeiro bloco de equações quando você
encontra a IS. Você perceberá que a soma dos gastos autônomos foi “multiplicada pelo multiplicador”, portanto, ele
define também a posição, bem como as despesas autônomas.
g) (FALSA) Um aumento nos gastos autônomos desloca a curva LM para a direita.
Mudanças em gastos autônomos são capazes de alterar a posição da IS, mas não tem efeito algum sobre a LM,
que por sua vez tem seu deslocamento dado por mudanças na oferta de moeda.
h) (FALSA) A demanda por moeda não depende do nível de renda.
A demanda por moeda ė afetada pela taxa de juros (inversamente) e pela renda (diretamente). A taxa de juros
representa o custo de oportunidade de reter moeda. Por outro lado, a renda influencia a quantidade de moeda que
ser demandada por motivos de transação e precaução.
i) (VERDADEIRA) Ao longo da curva LM, o mercado monetário está em equilíbrio.
A LM representa justamente o equilíbrio no mercado monetário, isto ė, todas as relações entre renda (Y) e a taxa de
juros (r) que promovem que a demanda por moeda seja igual à oferta de moeda.
j) (FALSA) Em pontos à direita da curva IS, o mercado de bens está em equilíbrio.
O mercado de bens e serviços estará sempre em equilíbrio ao longo da IS pois, por definição, a IS relaciona a taxa
de juros com o nível de renda a fim de promover o equilíbrio no mercado de bens e serviços.
k) (VERDADEIRA) No ponto de equilíbrio do modelo IS-LM, o produto é igual a demanda agregada e a oferta de
moeda é igual a demanda de moeda.
l) (FALSA) O mercado de bens costuma se ajustar mais rapidamente que o mercado monetário.
O mercado monetário costuma se ajustar mais rapidamente do que o mercado de bens e serviços (isto é apenas
uma informação, baseada no comportamento típico de mercado).
m) (VERDADEIRA) Quando o BACEN compra títulos da dívida, a oferta de moeda aumenta.
A compra de títulos públicos por parte do BACEN aumenta a oferta de moeda na economia. Isso ocorre pois em
troca dos títulos públicos, seus detentores recebem moeda.
n) (FALSA) O efeito deslocamento é o deslocamento da demanda de moeda causado pelo aumento da taxa de
juros.
O efeito deslocamento, também chamado de crowding-out é a queda do investimento provocada pelo aumento do
gasto público (ou redução da tributação). Quando o setor público aumenta seus gastos ou reduz a carga tributária,
a expectativa é de aumento da demanda agregada via multiplicador keynesiano. Contudo, o acréscimo de despesa

104
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

agregada resulta em aumento de renda, o que promove a expansão da demanda de moeda por motivo transação.
Isso acaba elevando a taxa de juros o que leva à diminuição do investimento, dado que este é sensível aos juros.
o) (VERDADEIRA) Quanto mais horizontal a curva LM, maior o aumento na renda causada por uma política fiscal
expansionista.
No caso extremo, em que a LM é totalmente horizontal presencia-se o que denominamos de armadilha da liquidez.
Nesse caso, toda política fiscal expansionista terá seu efeito maximizado, porque assim não há efeito deslocamento.
Esse caso ocorre quando a demanda de moeda é infinitamente elástica em relação à taxa de juros, o que acaba por
determinar uma LM horizontal. Dessa forma o efeito da política fiscal é semelhante ao do modelo keynesiano simples
(cruz keynesiana), uma vez que a taxa de juros não se altera em resposta ao deslocamento da IS, não havendo,
portanto, redução do investimento. É o caso de máxima eficácia da política fiscal, com o efeito multiplicador
funcionando plenamente.

r2 = r1 LM

IS1 IS2

Y1 Y2 Y

O caso totalmente contrário se daria quando a LM fosse vertical, resultado da demanda por moeda ser totalmente
inelástica aos juros. Com a LM vertical, a política fiscal é totalmente ineficaz. O maior gasto público não leva a
qualquer alteração da renda, gerando apenas uma alteração na taxa de juros, que provoca uma redução no
investimento privado de magnitude semelhante à variação no gasto público. Temos assim apenas a substituição de
gastos privados por gastos públicos.

r LM

r2

r1

IS2
IS1

Y1 = Y2 Y

105
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

p) (FALSA) Quanto menor o multiplicador keynesiano, maior o aumento na taxa de juros causada por uma política
fiscal expansionista.
Como se pode ver na questão anterior, a variação nos juros dependerá da inclinação da LM.
q) (VERDADEIRA) Um aumento nos gastos do governo causa uma redução no investimento privado.
Tomando por base o modelo IS-LM convencional, com IS negativamente inclinada e LM positivamente inclinada, um
aumento nos gastos governamentais provocará uma elevação na taxa de juros, com efeito redutor do investimento.
r) (VERDADEIRA) Uma expansão da demanda no curto prazo é capaz de gerar crescimento econômico, sem
ocasionar pressão inflacionária.

LISTA DE EXERCÍCIOS IX

1. Considere as afirmativas a seguir:


I. O aumento das compras do governo de ΔG provoca um aumento de renda de equilíbrio equivalente a
G
, tanto na ótica da cruz keynesiana quanto do modelo IS-LM.
(1 − c )
− T * c
II. Uma diminuição nos tributos de ΔT provoca um aumento de renda equivalente a , provocando
(1 − c)
um deslocamento da IS nesse montante.
III. Uma expansão monetária induz um gasto maior em bens e serviços através de um mecanismo chamado
mecanismo de transmissão monetária. Esse mecanismo diz que um aumento da oferta monetária diminui a
taxa de juros, o que estimula o investimento e, com isso, expande a demanda de bens e serviços.
Compõem uma alternativa correta:
a)I e II, apenas
b)II e III, apenas
c) I e III, apenas
d)I, II e III
e)nenhuma das afirmativas é correta

2. A teoria da _______________________ explica a _______, assim como ____________________ explica a


________ .
a) cruz keynesiana; LM; preferência pela liquidez; IS
b) preferência pela liquidez; IS; cruz keynesiana; LM
c) cruz keynesiana; IS; preferência pela liquidez; LM
d) preferência pela liquidez; curva de oferta agregada; cruz keynesiana; curva de demanda agregada
e) nenhuma das alternativas

3.Sobre a IS e a cruz keynesiana são feitas as seguintes afirmações:


I. A curva IS resume a relação entre a taxa de juros e o nível de renda a partir da função investimento e da
cruz keynesiana;
II. Ao longo da IS, o gasto do governo e os impostos estão fixos. Assim, qualquer mudança na política fiscal
deslocará a IS;
III. A curva IS representa o equilíbrio no mercado de bens e serviços, já a cruz keynesiana mostra o equilíbrio
no mercado monetário.
Assim, são verdadeiras:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.

106
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a II e a III.
e)Todas as afirmações.

4. Sobre o modelo de Oferta e Demanda Agregada, são feitas as seguintes afirmativas:


I. No longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical, o que significa dizer que o nível de produto depende
da disponibilidade de capital, trabalho e tecnologia na economia.
II. O Banco Central, através da política monetária, tem a capacidade de alterar a posição da demanda
agregada, mas não da oferta agregada.
III. No curto prazo, deslocamentos da demanda agregada serão capazes de aumentar o nível de produto na
economia, mas não terão capacidade de alterar o nível de preços.
Assim, são verdadeiras:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a II e a III.
e)Todas as afirmações.

5. O gráfico abaixo mostra as curvas IS e LM numa certa economia. Maiores gastos públicos financiados
por novas emissões monetárias:

a) expandiriam a produção e a renda acima de yo.


b) reduziriam necessariamente a taxa de juros para baixo
de io.
c) reduziriam as importações.
d) deslocariam a IS e a LM para posições tais como AB e
CD.
e) provocariam, necessariamente, aumento dos preços.

6. Não pode ser considerado como hipótese da Teoria Clássica:


a) pode existir desemprego friccional no seu sentido estrito no equilíbrio.
b) o salário real é igual à desutilidade marginal do trabalho existente.
c) o produto marginal do trabalho é zero para qualquer nível de produção e de emprego.
d) a oferta cria a sua própria procura.
e) a produtividade marginal do trabalho representa a demanda por trabalho.

7. No modelo clássico, em uma situação de perfeita flexibilidade dos salários reais, o que acontecerá com o
nível geral de preços e com a renda de equilíbrio, respectivamente, se houver uma elevação no nível de
demanda agregada?
Nível Geral de Preços Renda de Equilíbrio
a) não é afetado Eleva
b) reduz Eleva
c) reduz Reduz
d) eleva Eleva
e) eleva Não é afetada

107
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

8. Sobre o modelo macroeconômico da teoria clássica do produto e do emprego, é correto afirmar que:
a) a renda de equilíbrio em qualquer momento é determinada pela demanda agregada.
b) se o sindicato conseguir um aumento do salário nominal, então aumentam o consumo e o produto de equilíbrio.
c) uma inovação tecnológica que aumente a produtividade do trabalho, ocasiona o aumento do emprego e do produto
de equilíbrio.
d) um aumento da oferta monetária pelo Banco Central reduz as taxas de juros e aumenta o emprego e o produto
de equilíbrio.
e) uma queda da demanda agregada ocasiona queda do emprego e da renda de equilíbrio.

9. Considere as seguintes informações sobre uma economia qualquer:


C = 250 + 0,8(Y − T )
I = 250 − 30r
( M / P) d = Y − 120r
G = 120
T = 120
M = 2000
P=2

a) Qual a equação que descreve a curva IS?

b) Qual a equação que descreve a curva LM?

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?

108
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

10. Segundo o modelo IS-LM, apresente graficamente e descreva o que acontece com a renda, com o
consumo, com o investimento e com os encaixes reais nas seguintes circunstâncias:

a) O governo aumenta seus gastos

b) O Banco Central reduz o compulsório

c) O governo aumenta os tributos

109
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

LISTA DE EXERCÍCIOS IX
GABARITO

1. Considere as afirmativas a seguir:


I. O aumento das compras do governo de ΔG provoca um aumento de renda de equilíbrio equivalente a
G
, tanto na ótica da cruz keynesiana quanto do modelo IS-LM.
(1 − c )
− T * c
II. Uma diminuição nos tributos de ΔT provoca um aumento de renda equivalente a , provocando
(1 − c)
um deslocamento da IS nesse montante.
III. Uma expansão monetária induz um gasto maior em bens e serviços através de um mecanismo chamado
mecanismo de transmissão monetária. Esse mecanismo diz que um aumento da oferta monetária diminui a
taxa de juros, o que estimula o investimento e, com isso, expande a demanda de bens e serviços.
Compõem uma alternativa correta:
a) I e II, apenas
b) II e III, apenas
c) I e III, apenas
d) I, II e III
e) nenhuma das afirmativas é correta

2. A teoria da _______________________ explica a _______, assim como ____________________ explica a


________.
a) cruz keynesiana; LM; preferência pela liquidez; IS
b) preferência pela liquidez; IS; cruz keynesiana; LM
c) cruz keynesiana; IS; preferência pela liquidez; LM
d) preferência pela liquidez; curva de oferta agregada; cruz keynesiana; curva de demanda agregada
e) nenhuma das alternativas

3.Sobre a IS e a cruz keynesiana são feitas as seguintes afirmações:


I. A curva IS resume a relação entre a taxa de juros e o nível de renda a partir da função investimento e da
cruz keynesiana;
II. Ao longo da IS, o gasto do governo e os impostos estão fixos. Assim, qualquer mudança na política fiscal
deslocará a IS;
III. A curva IS representa o equilíbrio no mercado de bens e serviços, já a cruz keynesiana mostra o equilíbrio
no mercado monetário.
Assim, são verdadeiras:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a II e a III.
e) Todas as afirmações.

4. Sobre o modelo de Oferta e Demanda Agregada, são feitas as seguintes afirmativas:


I. No longo prazo, a curva de oferta agregada é vertical, o que significa dizer que o nível de produto depende
da disponibilidade de capital, trabalho e tecnologia na economia.

110
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

II. O Banco Central, através da política monetária, tem a capacidade de alterar a posição da demanda
agregada, mas não da oferta agregada.
III. No curto prazo, deslocamentos da demanda agregada serão capazes de aumentar o nível de produto na
economia, mas não terão capacidade de alterar o nível de preços.
Assim, são verdadeiras:
a) Apenas a I.
b) Apenas a II.
c) Apenas a I e a II.
d) Apenas a II e a III.
e) Todas as afirmações.

5. O gráfico abaixo mostra as curvas IS e LM numa certa economia. Maiores gastos públicos financiados por
novas emissões monetárias:

a) expandiriam a produção e a renda acima de yo.


b) reduziriam necessariamente a taxa de juros para baixo de io.
c) reduziriam as importações.
d) deslocariam a IS e a LM para posições tais como AB e CD.
e) provocariam, necessariamente, aumento dos preços.

6. Não pode ser considerado como hipótese da Teoria Clássica:


a) pode existir desemprego friccional no seu sentido estrito no equilíbrio.
b) o salário real é igual à desutilidade marginal do trabalho existente.
c) o produto marginal do trabalho é zero para qualquer nível de produção e de emprego.
d) a oferta cria a sua própria procura.
e) a produtividade marginal do trabalho representa a demanda por trabalho.

7. No modelo clássico, em uma situação de perfeita flexibilidade dos salários reais, o que acontecerá com o
nível geral de preços e com a renda de equilíbrio, respectivamente, se houver uma elevação no nível de
demanda agregada?
Nível Geral de Preços Renda de Equilíbrio
a) não é afetado Eleva
b) reduz Eleva
c) reduz Reduz
d) eleva Eleva
e) eleva Não é afetada

8. Sobre o modelo macroeconômico da teoria clássica do produto e do emprego, é correto afirmar que:
a) a renda de equilíbrio em qualquer momento é determinada pela demanda agregada.
b) se o sindicato conseguir um aumento do salário nominal, então aumentam o consumo e o produto de equilíbrio.
c) uma inovação tecnológica que aumente a produtividade do trabalho, ocasiona o aumento do emprego e do produto
de equilíbrio.
d) um aumento da oferta monetária pelo Banco Central reduz as taxas de juros e aumenta o emprego e o produto
de equilíbrio.
e) uma queda da demanda agregada ocasiona queda do emprego e da renda de equilíbrio.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

9. Considere as seguintes informações sobre uma economia qualquer:


C = 250 + 0,8(Y − T )
I = 250 − 30r
( M / P) d = Y − 120r
G = 120
T = 120
M = 2000
P=2

a) Qual a equação que descreve a curva IS?

Encontrando a IS...
𝑃𝐸 = 𝐶 + 𝐼 + 𝐺
{
𝑃𝐸 = 𝑌
[ 𝑃𝐸 = 250 + 0,8(𝑌 − 𝑇) + 250 − 30𝑟 + 120
𝑃𝐸 = 𝑌
𝑌 = 250 + 0,8(𝑌 − 120) + 250 − 30𝑟 + 120
𝑌 − 0,8𝑌 = 250 − 96 + 250 − 30𝑟 + 120
0,2𝑌 = 250 − 96 + 250 − 30𝑟 + 120
0,2𝑌 = 524 − 30𝑟
𝑌 = 2620 − 150𝑟

b) Qual a equação que descreve a curva LM?


Encontrando a LM...
𝑀 𝑆 𝑀 𝐷
( ) =( )
𝑃 𝑃
2000
= 𝑌 − 120𝑟
2
𝑌 = 1000 + 120𝑟

c) Quais são os níveis de equilíbrio de renda e de taxa de juros?

Vamos montar um sistema com equações da IS e da LM:

𝑌 = 2620 − 150𝑟
{
𝑌 = 1000 + 120𝑟
𝑌=𝑌
1000 + 120𝑟 = 2620 − 150𝑟
270𝑟 = 1620
𝑟 = 6 → 𝑌 = 1000 + 120 ∗ 6 = 1720

10. Segundo o modelo IS-LM, apresente graficamente e descreva o que acontece com a renda, com o
consumo, com o investimento e com os encaixes reais nas seguintes circunstâncias:

112
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

a) O governo aumenta seus gastos

A renda, como se pode verificar no gráfico,


aumenta, bem como a taxa de juros. O consumo
r LM1
como é função direta da renda também
aumenta, enquanto os investimentos, como se
r2 relacionam inversamente com os juros,
reduzem. Como os preços se mantêm
r1 constantes no IS-LM, e não houve aumento na
oferta de moeda, os encaixes reais mantêm-se
constantes.
IS2
IS1

Y1 Y2 Y

b) O Banco Central reduz o compulsório


A renda, como se pode verificar no gráfico,
aumenta, enquanto a taxa de juros sofre uma
r LM redução. Tanto consumo como investimento
1
aumentam. O consumo por ser função direta da
LM
renda aumenta, enquanto os investimentos, por
2
se relacionarem inversamente com os juros.
r1
Como os preços se mantêm constantes no IS-
r2 LM, e houve aumento na oferta de moeda, os
encaixes reais aumentaram.
IS1

c) O governo aumenta os tributos

r LM A renda, como se pode verificar no gráfico,


1 reduz, bem como a taxa de juros. O consumo
r1 como é função direta da renda também diminui,
enquanto os investimentos, como se relacionam
r2 inversamente com os juros, aumentam. Como
os preços se mantêm constantes no IS-LM, e
não houve aumento na oferta de moeda, os
IS1 encaixes reais mantêm-se constantes.
IS2

Y2 Y1 Y

113
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

PARTE III
Setor Público
Inflação e Curva de Phillips
Taxa de Câmbio e Regimes Cambiais
Balanço de Pagamentos

114
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

IV. Setor Público

A existência do governo é necessária para GUIAR, CORRIGIR e COMPLEMENTAR o sistema de mercado.

Nesse sentido, destaca-se quatro aspectos fundamentais que justificam a existência do governo:
a) o sistema de mercado necessita de uma série de contratações sociais que, por sua vez, dependem da
proteção e da estrutura legal estabelecida por uma instituição acreditada como legítima para tal (o governo);
b) há o que chamamos de falhas de mercado. Essas falhas de mercado impedem que o sistema de preços
atue de forma a gerar equilíbrios socialmente ótimos, o que leva a necessidade da intervenção de uma instituição
acreditada como legítima para tal (o governo);
c) o sistema de mercado pode levar a soluções eficientes, porém com uma distribuição de renda e/ou riqueza
concentradora, indesejada do ponto de vista social;
d) o livre funcionamento do mercado não garante alto nível de emprego, estabilidade de preços e alto
crescimento econômico, sendo necessária a atuação de uma instituição com instrumentos para tal.

IV.1) As Funções do Setor Público

Basicamente, o setor público apresenta três funções:

a) ________________________: É a aplicação dos diversos instrumentos de política econômica com o fim de


promover o emprego, o desenvolvimento e a estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o
alcance de tais objetivos de forma automática.

b) ________________________: É a redistribuição de rendas realizada através das transferências, dos impostos e


dos subsídios governamentais.
Ex.: Tributação Progressiva; Subsídios para consumidores de baixa renda; Gastos públicos destinados a
setores mais carentes da população.

c)_____________________: está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos adequadamente


pelo sistema de mercado (os chamados bens públicos).

Bens públicos são aqueles que:

→ Satisfazem o princípio da NÃO-EXCLUSÃO.


Não se pode impedir que m determinado indivíduo usufrua de um bem público.
Exemplo:________________________________________________________

→ Seu consumo é INDIVISÍVEL ou NÃO-RIVAL.


O seu consumo por parte de um indivíduo ou de um grupo social não prejudica o consumo do mesmo bem pelos
demais integrantes da sociedade.
Exemplo:________________________________________________________

115
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Por que bens públicos são providos de maneira ineficiente pela iniciativa privada?
Porque esbarram numa questão fundamental:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Dificultam o processo de rateio dos custos:

___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

É justamente o princípio da Não-Exclusão no consumo de bens públicos que torna a Solução de Mercado
ineficiente para garantir a provisão de bens públicos adequada para a sociedade. É por essa razão que a
responsabilidade pela provisão de bens públicos recai sobre o governo, que financia a produção desses bens pela
cobrança de tributos.

Bens Meritórios ou Semi-públicos – podem ser produzidos pela iniciativa privada (são submetidos ao princípio da
exclusão), mas também podem ser produzidos pelo setor público, devido aos benefícios sociais gerados (serviços
de saúde e educação, por exemplo).

Enfim, o setor público se justifica na economia a partir de desequilíbrios de mercado (desemprego e inflação),
da desigualdade de renda e falhas de mercado: Bens públicos, Assimetria de Informação, Monopólios Naturais,
Externalidades e Mercados incompletos. Essas falhas impedem que o sistema de mercado sozinho não consiga
desempenhar todas as funções econômicas.

IV.2) Os Princípios Básicos da Tributação

Para exercer as suas funções, o setor público precisa se financiar. Na maior parte dos países do mundo, o
financiamento se dá através da tributação. Entretanto, estabelecer um sistema tributário EFICIENTE e JUSTO não é
uma tarefa fácil. A tributação pode ter efeitos sobre a produtividade da economia. Uma forma de minimizar esse
efeito de redução da eficiência e do bem-estar é restringir as bases de incidência. Um sistema de tributação ideal
deve estar fundamentalmente assentado em três bases de arrecadação: CONSUMO, RENDA e PROPRIEDADE.

Os princípios básicos da tributação são:


a) EQUIDADE: o ônus tributário deve ser distribuído de maneira justa entre os indivíduos.
Como definir a parcela justa?
→ Princípio do BENEFÍCIO: cada indivíduo deveria contribuir com uma quantia proporcional aos benefícios gerados
pelo consumo dos bens/serviços providos/produzidos pelo setor público.
Problema: Como as preferências dos indivíduos divergem é difícil se ter uma regra tributária geral para ser aplicada
a toda a sociedade.
→ Princípio da CAPACIDADE DE PAGAMENTO: cada indivíduo deve pagar a quantia que garanta as equidades
horizontal e vertical.

116
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

b) PROGRESSIVIDADE: a cobrança de tributos deve ser implementada de tal forma que sobre a parcela mais rica
da população recaia a maior parte da carga tributária.

c) NEUTRALIDADE: os tributos não devem alterar os preços relativos dos produtos e serviços, minimizando sua
interferência nas decisões econômicas dos agentes de mercado. A tributação não deve desestimular o consumo, a
produção e o investimento, ou seja, não deve ter impactos negativos sobre a eficiência econômica.

d) SIMPLICIDADE: a administração do sistema tributário deve ser simples capaz de garantir fácil entendimento por
parte do contribuinte e da fiscalização.

IV.3) Os Resultados do Setor Público

O Resultado Primário corresponde à diferença entre as receitas não-financeiras e os gastos não-


financeiros do governo. Isto é, exclui do resultado nominal o pagamento dos juros e das amortizações da divida
publica, entre outras despesas e receitas financeiras.
Resultado Primário = T – G
Quando esse resultado é negativo, dizemos que o governo incorre em um déficit primário.
Para financiar esse déficit, o governo pode: emitir moeda (e contribuir para a inflação) e/ou endividar-se, emitindo
títulos de dívida pública. Caso escolha a segunda opção, nos períodos seguintes, o governo deverá pagar juros e,
ao mesmo tempo, ir amortizando a dívida criada.
A partir daí, teremos:
Déficit nominal (Necessidade de financiamento do setor público – NFSP) = soma do déficit primário com os gastos
com juros nominais (juros reais mais correção monetária) e com a amortização da dívida pública;
Déficit operacional = soma do déficit primário com o pagamento de juros reais (não consideram a correção
monetária) e com a amortização da dívida pública.

Lista de Exercícios X
I. Questões objetivas:

1. No estabelecimento de um sistema tributário, o clássico Princípio da Equidade sugere que


a) um imposto que incida mais de uma vez sobre uma atividade produtiva não é adequado.
b) os tributos devem incentivar os investimentos e o crescimento da economia.
c) os impostos devem corrigir as distorções na alocação de recursos causadas pelas imperfeições de mercado.
d) a capacidade individual de contribuição é um critério importante para a escolha dos tributos.
e) a política fiscal deve ser usada para a estabilização da economia.

2. A paulatina redução da dívida do setor público no Brasil, em relação ao PIB do país, tende a
a) encurtar o prazo médio para vencimento da dívida pública.
b) reduzir a participação percentual das despesas com juros nos gastos totais do governo.
c) aumentar a taxa de juros paga pelos títulos públicos.
d) aumentar a arrecadação fiscal obtida com o Imposto de Renda sobre as aplicações financeiras.
e) aumentar os lucros do setor bancário.

3. O conceito de Necessidades de Financiamento do Setor Público – NFSP corresponde ao resultado fiscal


do Governo. Por meio desse resultado, avalia-se o desempenho fiscal da Administração Pública em um
determinado período de tempo, geralmente dentro de um exercício financeiro (1.º jan a 31 dez). Existe duas

117
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

formas de apuração desse resultado, quais sejam: os chamados critérios “abaixo da linha” e “acima da
linha”.
Aprendendo:
“Abaixo da linha”:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
“Acima da linha”:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
Pelo critério “acima da linha”, relacione as colunas e depois assinale a sequência correta da característica
atinente nas alternativas abaixo.
1. Déficit Nominal.
2. Déficit Primário.
3. Déficit Operacional.
( ) Esta medida exclui do cálculo do pagamento dos juros nominais da dívida pública os efeitos da correção
monetária.
( ) Corresponde à diferença entre o total de receitas arrecadadas e os empenhos obtidos no período.
( ) Exclui do déficit nominal o pagamento dos juros e das amortizações de dívida pública, entre outras
despesas e receitas financeiras.
a) 2 – 3 – 1.
b) 1 – 3 – 2.
c) 1 – 2 – 3.
d) 3 – 1 – 2.
e) 3 – 2 – 1.

4. Leia as afirmativas abaixo e identifique a opção correta.


I. Em matéria de tributação, o princípio do benefício afirma que as pessoas devem ser tributadas de acordo
com a vantagem que recebem das despesas governamentais.
II. A carga tributária de um determinado país é considerada progressiva quando onera proporcionalmente,
mais os segmentos sociais de menor poder aquisitivo.
III. Se a alíquota de um imposto sobre vendas não variar segundo o produto vendido em um país, esse
imposto será regressivo, do ponto de vista da renda do consumidor.
IV. Em períodos de inflação, um imposto progressivo sobre a renda contribui para expansão da renda
disponível e, em consequência, do consumo do setor privado.
a) I, II e III estão corretas e IV está errada.
b) II e III estão corretas e I e IV estão erradas.
c) I e III estão corretas e II e IV estão erradas.
d) III e IV estão corretas e I e II estão erradas.
e) II, III e IV estão corretas e I está errada.

118
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

5. O setor público intervém na economia por causa das falhas do mercado, bem como devido à necessidade
de aumentar o bem-estar da sociedade de um país. Nesse sentido, assinale a opção correta inerente a função
distributiva.
a) O setor público age, por meio da tributação, no remanejamento da renda e da riqueza entre as classes sociais do
país.
b) Por meio da política tributária, o setor público oferece bens e serviços públicos, ou interfere na oferta do setor
privado.
c) O governo procura aumentar o nível de emprego e reduzir a taxa de inflação adotando políticas monetárias e
fiscais.
d) O governo procura manter a estabilidade da moeda no país, adotando medidas de políticas fiscais e monetárias.
e) O setor público age, por meio da política tributária, no fornecimento de bens públicos para todos aqueles excluídos
do mercado.

6. As funções do governo são:


X. alocativa;
Y. distributiva;
Z. estabilizadora.
Em relação a essas funções são feitas as afirmativas a seguir.
I. Utiliza os instrumentos macroeconômicos para manter adequado o nível de utilização dos recursos
produtivos, sem criar problemas inflacionários
II. Deve contrabalançar os princípios da equidade e eficiência de forma a não criar incentivos perversos
para os recipientes ou financiadores de políticas sociais.
III. Estabelece incentivos para resolver problemas de ineficiência em determinados mercados
microeconômicos.
Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta entre as funções e as afirmativas.
a) X-I, Y-II e Z-III
b) X-III, Y-II e Z-I
c)X-I, Y-III e Z-II
d) X-II, Y-I e Z-I
e) X-III, Y-I e Z-II

7. No tocante ao papel do Estado na atividade econômica, diz-se que o setor público deve cumprir,
fundamentalmente, as três seguintes funções:
a) distributiva, fiscalizadora e alocativa
b) distributiva, fiscalizadora e estabilizadora
c) distributiva, alocativa e estabilizadora
d) fiscalizadora, alocativa e estabilizadora
e) fiscalizadora, normativa e estabilizadora

8. A aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a


estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos, compreende
a seguinte função do Governo:
a) Função Estabilizadora.
b) Função Distributiva.
c) Função Monetária.
d) Função Desenvolvimentista.
e) Função Alocativa.

119
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

9. A necessidade de atuação econômica do setor público prende-se à constatação de que o sistema de


preços não consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funções. Assim, é correto afirmar que:
a) a função distributiva do governo está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos eficientemente
pelo sistema de mercado.
b) a função alocativa do governo está relacionada com a intervenção do Estado na economia para alterar o
comportamento dos níveis de preços e emprego.
c) o governo funciona como agente redistribuidor de renda através da tributação, retirando recursos dos segmentos
mais ricos da sociedade e transferindo os para os segmentos menos favorecidos.
d) a função estabilizadora do governo está relacionada ao fato de que o sistema de preços não leva a uma justa
distribuição de renda.
e) a distribuição pessoal de renda pode ser implementada por meio de uma estrutura tarifária regressiva.

10. Em relação à política distributiva dos governos, assinale a opção correta.


a) É a política que interfere diretamente na composição das mercadorias e serviços, técnicas produtivas e preços
relativos.
b) É a política que busca equidade na economia.
c) É a política que diz respeito aos níveis desejados de produção, emprego, preços e equilíbrio do Balanço de
Pagamentos, para uma dada capacidade produtiva.
d) É a política que se baseia diretamente na administração da demanda agregada.
e) É a política que interfere diretamente na divisão do produto entre o consumo e acumulação.

11. Devido a falhas de mercado e tendo em vista a necessidade de aumentar o bem-estar da sociedade, o
setor público intervém na economia. Identifique a opção correta inerente à função alocativa.
a) O setor público oferece bens e serviços públicos, ou interfere na oferta do setor privado, por meio da política
fiscal.
b) O setor público age na redistribuição da renda e da riqueza entre as classes sociais.
c) Adotando políticas monetárias e fiscais, o governo procura aumentar o nível de emprego e reduzir a taxa de
inflação.
d) Adotando políticas monetárias e fiscais, o governo procura manter a estabilidade da moeda.
e) O governo estabelece impostos progressivos, com o fim de gastar mais em áreas mais pobres e investir em
áreas que beneficiem as pessoas carentes, como a educação e saúde.

12. De acordo com a teoria das Finanças Públicas, existem algumas circunstâncias conhecidas como
falhas de mercado, que impedem que ocorra uma situação eficiente. Assinale a opção falsa no tocante a
tais circunstâncias.
a) Existência de bens públicos.
b) Externalidades.
c) Existência de monopólios naturais.
d) Maior transparência dos mercados.
e) Mercados incompletos.

13. Ao longo da história e, principalmente, nos dois últimos séculos, a participação do Estado na economia
vem crescendo por várias razões. Identifique a única opção incorreta no que se refere às razões do
crescimento da participação do setor público na atividade econômica.
a) Durante períodos de guerra, a participação do Estado na economia aumenta, mas o gasto público se reduz.
b) Mudanças tecnológicas, como, por exemplo, a invenção do motor de combustão significou maior demanda por
rodovias e infraestrutura.
c) Crescimento da renda per capita, que gera um aumento da demanda de bens e serviços públicos.

120
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

d) Novos grupos sociais passaram a ter maior presença política, demandando assim novos empreendimentos
públicos.
e) Mudanças da Previdência Social, pois, à medida que essa instituição passou a ser também um instrumento de
distribuição de renda, isso levou a uma participação maior do Estado no mecanismo previdenciário.

14. Os diversos bens existentes na economia são agrupados de acordo com dois critérios: exclusividade e
rivalidade. Segundo esses critérios, assinale a opção incorreta.
a) Bens públicos puros possuem duas características: a não rivalidade e a impossibilidade de exclusão de seu
consumo.
b) Quando um bem é excludente, mas não rival, diz-se que existe um monopólio natural para esse bem.
c) Os benefícios derivados dos bens semipúblicos, somente em parte se submetem ao princípio da exclusão e
apenas parcialmente são divisíveis.
d) A oferta de determinados bens, por meio do orçamento público, torna-se necessária quando eles são rivais ou se
para esses bens se aplica o princípio da exclusão.
e) Os bens privados são bens cujo consumo é rival e excludente.

II. Questões discursivas (SEM GABARITO)


a) Explique detalhadamente as funções do setor público.
b) Quais as razões que justificam a participação do setor público na economia?
c) Defina impostos progressivos e regressivos, dando exemplos.
d) Qual o comportamento (superavitário/deficitário) dos principais resultados do setor público no Brasil? Explique o
impacto desses resultados sobre a dinâmica da dívida pública brasileira.

Lista de Exercícios X
Gabarito

I. Questões objetivas:

1. No estabelecimento de um sistema tributário, o clássico Princípio da Equidade sugere que


a) um imposto que incida mais de uma vez sobre uma atividade produtiva não é adequado.
b) os tributos devem incentivar os investimentos e o crescimento da economia.
c) os impostos devem corrigir as distorções na alocação de recursos causadas pelas imperfeições de mercado.
d) a capacidade individual de contribuição é um critério importante para a escolha dos tributos.
e) a política fiscal deve ser usada para a estabilização da economia.

2. A paulatina redução da dívida do setor público no Brasil, em relação ao PIB do país, tende a
a) encurtar o prazo médio para vencimento da dívida pública.
b) reduzir a participação percentual das despesas com juros nos gastos totais do governo.
c) aumentar a taxa de juros paga pelos títulos públicos.
d) aumentar a arrecadação fiscal obtida com o Imposto de Renda sobre as aplicações financeiras.
e) aumentar os lucros do setor bancário.

3. O conceito de Necessidades de Financiamento do Setor Público – NFSP corresponde ao resultado fiscal


do Governo. Por meio desse resultado, avalia-se o desempenho fiscal da Administração Pública em um
determinado período de tempo, geralmente dentro de um exercício financeiro (1.º jan a 31 dez). Existe duas
formas de apuração desse resultado, quais sejam: os chamados critérios “abaixo da linha” e “acima da
linha”.

121
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Aprendendo:
“Abaixo da linha”:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
“Acima da linha”:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

Pelo critério “acima da linha”, relacione as colunas e depois assinale a sequência correta da característica
atinente nas alternativas abaixo.
1. Déficit Nominal.
2. Déficit Primário.
3. Déficit Operacional.
( ) Esta medida exclui do cálculo do pagamento dos juros nominais da dívida pública os efeitos da correção
monetária.
( ) Corresponde à diferença entre o total de receitas arrecadadas e os empenhos obtidos no período.
( ) Exclui do déficit nominal o pagamento dos juros e das amortizações de dívida pública, entre outras
despesas e receitas financeiras.
a) 2 – 3 – 1.
b) 1 – 3 – 2.
c) 1 – 2 – 3.
d) 3 – 1 – 2.
e) 3 – 2 – 1.

4. Leia as afirmativas abaixo e identifique a opção correta.


I. Em matéria de tributação, o princípio do benefício afirma que as pessoas devem ser tributadas de acordo
com a vantagem que recebem das despesas governamentais.
II. A carga tributária de um determinado país é considerada progressiva quando onera proporcionalmente,
mais os segmentos sociais de menor poder aquisitivo.
III. Se a alíquota de um imposto sobre vendas não variar segundo o produto vendido em um país, esse
imposto será regressivo, do ponto de vista da renda do consumidor.
IV. Em períodos de inflação, um imposto progressivo sobre a renda contribui para expansão da renda
disponível e, em consequência, do consumo do setor privado.
a) I, II e III estão corretas e IV está errada.
b) II e III estão corretas e I e IV estão erradas.
c) I e III estão corretas e II e IV estão erradas.
d) III e IV estão corretas e I e II estão erradas.
e) II, III e IV estão corretas e I está errada.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

5. O setor público intervém na economia por causa das falhas do mercado, bem como devido à necessidade
de aumentar o bem-estar da sociedade de um país. Nesse sentido, assinale a opção correta inerente a função
distributiva.
a) O setor público age, por meio da tributação, no remanejamento da renda e da riqueza entre as classes sociais do
país.
b) Por meio da política tributária, o setor público oferece bens e serviços públicos, ou interfere na oferta do setor
privado.
c) O governo procura aumentar o nível de emprego e reduzir a taxa de inflação adotando políticas monetárias e
fiscais.
d) O governo procura manter a estabilidade da moeda no país, adotando medidas de políticas fiscais e monetárias.
e) O setor público age, por meio da política tributária, no fornecimento de bens públicos para todos aqueles excluídos
do mercado.

6. As funções do governo são:


X. alocativa;
Y. distributiva;
Z. estabilizadora.
Em relação a essas funções são feitas as afirmativas a seguir.
I. Utiliza os instrumentos macroeconômicos para manter adequado o nível de utilização dos recursos
produtivos, sem criar problemas inflacionários.
II. Deve contrabalançar os princípios da equidade e eficiência de forma a não criar incentivos perversos para
os recipientes ou financiadores de políticas sociais.
III. Estabelece incentivos para resolver problemas de ineficiência em determinados mercados
microeconômicos.
Assinale a alternativa que apresenta a combinação correta entre as funções e as afirmativas.
a) X-I, Y-II e Z-III
b) X-III, Y-II e Z-I
c)X-I, Y-III e Z-II
d) X-II, Y-I e Z-I
e) X-III, Y-I e Z-II

7. No tocante ao papel do Estado na atividade econômica, diz-se que o setor público deve cumprir,
fundamentalmente, as três seguintes funções:
a) distributiva, fiscalizadora e alocativa
b) distributiva, fiscalizadora e estabilizadora
c) distributiva, alocativa e estabilizadora
d) fiscalizadora, alocativa e estabilizadora
e) fiscalizadora, normativa e estabilizadora

8. A aplicação das diversas políticas econômicas a fim de promover o emprego, o desenvolvimento e a


estabilidade, diante da incapacidade do mercado em assegurar o atingimento de tais objetivos, compreende
a seguinte função do Governo:
a) Função Estabilizadora.
b) Função Distributiva.
c) Função Monetária.
d) Função Desenvolvimentista.
e) Função Alocativa.

123
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

9. A necessidade de atuação econômica do setor público prende-se à constatação de que o sistema de


preços não consegue cumprir adequadamente algumas tarefas ou funções. Assim, é correto afirmar que:
a) a função distributiva do governo está associada ao fornecimento de bens e serviços não oferecidos eficientemente
pelo sistema de mercado.
b) a função alocativa do governo está relacionada com a intervenção do Estado na economia para alterar o
comportamento dos níveis de preços e emprego.
c) o governo funciona como agente redistribuidor de renda através da tributação, retirando recursos dos segmentos
mais ricos da sociedade e transferindo os para os segmentos menos favorecidos.
d) a função estabilizadora do governo está relacionada ao fato de que o sistema de preços não leva a uma justa
distribuição de renda.
e) a distribuição pessoal de renda pode ser implementada por meio de uma estrutura tarifária regressiva.

10. Em relação à política distributiva dos governos, assinale a opção correta.


a) É a política que interfere diretamente na composição das mercadorias e serviços, técnicas produtivas e preços
relativos.
b) É a política que busca equidade na economia.
c) É a política que diz respeito aos níveis desejados de produção, emprego, preços e equilíbrio do Balanço de
Pagamentos, para uma dada capacidade produtiva.
d) É a política que se baseia diretamente na administração da demanda agregada.
e) É a política que interfere diretamente na divisão do produto entre o consumo e acumulação.

11. Devido a falhas de mercado e tendo em vista a necessidade de aumentar o bem-estar da sociedade, o
setor público intervém na economia. Identifique a opção correta inerente à função alocativa.
a) O setor público oferece bens e serviços públicos, ou interfere na oferta do setor privado, por meio da política
fiscal.
b) O setor público age na redistribuição da renda e da riqueza entre as classes sociais.
c) Adotando políticas monetárias e fiscais, o governo procura aumentar o nível de emprego e reduzir a taxa de
inflação.
d) Adotando políticas monetárias e fiscais, o governo procura manter a estabilidade da moeda.
e) O governo estabelece impostos progressivos, com o fim de gastar mais em áreas mais pobres e investir em
áreas que beneficiem as pessoas carentes, como a educação e saúde.

12. De acordo com a teoria das Finanças Públicas, existem algumas circunstâncias conhecidas como
falhas de mercado, que impedem que ocorra uma situação eficiente. Assinale a opção falsa no tocante a
tais circunstâncias.
a) Existência de bens públicos.
b) Externalidades.
c) Existência de monopólios naturais.
d) Maior transparência dos mercados.
e) Mercados incompletos.

13. Ao longo da história e, principalmente, nos dois últimos séculos, a participação do Estado na economia
vem crescendo por várias razões. Identifique a única opção incorreta no que se refere às razões do
crescimento da participação do setor público na atividade econômica.
a) Durante períodos de guerra, a participação do Estado na economia aumenta, mas o gasto público se reduz.
b) Mudanças tecnológicas, como, por exemplo, a invenção do motor de combustão significou maior demanda por
rodovias e infraestrutura.
c) Crescimento da renda per capita, que gera um aumento da demanda de bens e serviços públicos.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

d) Novos grupos sociais passaram a ter maior presença política, demandando assim novos empreendimentos
públicos.
e) Mudanças da Previdência Social, pois, à medida que essa instituição passou a ser também um instrumento de
distribuição de renda, isso levou a uma participação maior do Estado no mecanismo previdenciário.

14. Os diversos bens existentes na economia são agrupados de acordo com dois critérios: exclusividade e
rivalidade. Segundo esses critérios, assinale a opção incorreta.
a) Bens públicos puros possuem duas características: a não rivalidade e a impossibilidade de exclusão de seu
consumo.
b) Quando um bem é excludente, mas não rival, diz-se que existe um monopólio natural para esse bem.
c) Os benefícios derivados dos bens semipúblicos, somente em parte se submetem ao princípio da exclusão e
apenas parcialmente são divisíveis.
d) A oferta de determinados bens, por meio do orçamento público, torna-se necessária quando eles são rivais ou se
para esses bens se aplica o princípio da exclusão.
e) Os bens privados são bens cujo consumo é rival e excludente.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

V. Inflação

Define-se inflação como o aumento contínuo e generalizado no nível de preços da economia. Os movimentos
inflacionários representam elevações nos preços de todos os bens e não apenas o aumento de um ou dois preços.
Ainda, o fenômeno inflacionário exige a elevação contínua dos preços durante um período de tempo, e não
meramente uma elevação esporádica dos mesmos.

V.1) As distorções provocadas por altas taxas de inflação

a) Efeito sobre a distribuição de renda - a inflação reduz o poder aquisitivo das classes que dependem de
rendimentos fixos e que possuem prazos legais de reajuste. Perdem os assalariados e lucram os empregadores, que
podem repassar para os preços os aumentos de custos provocados pela inflação, procurando garantir a manutenção
de seus lucros.
b) Efeito sobre o balanço de pagamentos - elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços
internacionais, encarecem o produto nacional relativamente ao produto internacional. Isto provoca um estímulo às
importações e um desestímulo às exportações, diminuindo o saldo da balança comercial. Se o governo desvaloriza
o câmbio, pode estimular a venda de nossos produtos no exterior, mas algumas importações essenciais (petróleo,
equipamentos sem similares nacionais etc.) tornam-se mais caras, pressionando os custos de produção de alguns
setores. E isto gera uma nova elevação de preços, provocada pelo repasse do aumento de custos aos preços dos
produtos.
c) Efeito sobre o mercado de capitais - tendo em vista que num processo inflacionário intenso o valor da moeda
deteriora-se rapidamente, ocorre um desestímulo à aplicação de recursos em poupança e títulos, por exemplo, e os
agentes acabam preferindo aplicar em bens como terras e imóveis. Entretanto, no Brasil, essa distorção foi muito
minimizada pela instituição da correção monetária (alguns papéis como os títulos públicos e privados e cadernetas
de poupança passaram a ser reajustados por índices que refletiam aproximadamente o crescimento da inflação). E
isto contribuía para um verdadeiro desvio de recursos de investimentos no setor produtivo para aplicação no mercado
financeiro.
d) Outros efeitos:
d.1) Expectativas inflacionárias reduzem iniciativas dos empresários nos sentidos de aumentar sua capacidade
produtiva; d.2) Credores de dívidas líquidas perdem com a inflação → incentivo para a indexação de contratos
diversos.

NO LONGO PRAZO TODOS PERDEM!

V.2) Tipos clássicos de inflação:

a) _______________________________________________ : considerada o tipo mais clássico de inflação, diz


respeito ao excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços. Intuitivamente,
pode ser entendida como “dinheiro demais à procura de poucos bens”. A probabilidade de haver inflação de demanda
é tanto maior quanto mais próxima estiver a economia do pleno emprego de recursos.
O governo pode atingi-la tanto diretamente (redução dos gastos governamentais) quanto indiretamente (políticas que
desencorajam o consumo e o investimento privado) - Políticas Monetária e Fiscal.

b) _______________________________________________ : O nível de demanda permanece praticamente o


mesmo, mas os custos de certos insumos importantes aumentam e são repassados aos preços dos produtos. Uma
razão para o aumento dos custos pode ser, por exemplo, a elevação dos salários (sindicatos com poder de barganha).
A inflação de custos também está associada ao fato de algumas empresas com elevado poder de monopólio ou
oligopólio terem condições de elevar seus lucros acima do aumento dos custos de produção. Neste sentido, a inflação

126
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

de custos também é conhecida como inflação de lucros. Muitos economistas acreditam que o fenômeno da
ESTAGFLAÇÃO esteja associado a uma inflação de lucros.

A estagflação ocorre quando se tem paralelamente taxas significativas de inflação e recessão econômica com
desemprego. Isto pode ser devido ao fato de que, em períodos de queda da atividade produtiva, as firmas com poder
de oligopólio têm condições de manter suas margens de lucros sobre custos ao aumentarem o preço de seus
produtos finais. O nível de produto e de emprego está caindo e, mesmo assim, os preços estão subindo.

c) Inflação Inercial: ___________________________________________________________________________________


____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

Quando a inflação passa dos limites do razoável...

HIPERINFLAÇÃO: ___________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
O que provoca e o que resolve um fenômeno de hiperinflação?
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

V.3) As medidas da Inflação

Os índices de preço, ou de inflação, são indicadores que procuram mensurar a evolução do nível preços.
Um índice de preços é um número que está associado à média ponderada dos preços de uma determinada cesta
de produtos em um determinado período. Assim, se de um mês para o outro determinado índice de preços sofre
uma elevação de 0,5%, por exemplo, significa que os preços que fazem parte da cesta correspondente a esse índice
aumentaram, em média, 0,5%. A inflação é medida através de números-índices, ou seja, fórmulas matemáticas que
informam a porcentagem de aumento nos preços dos bens e serviços num determinado período. No Brasil, são
estimados basicamente três tipos de índices de preços, os índices gerais de preço, IGPs, e os índices de preço ao
consumidor, IPCs e os índices de preço ao atacado, os IPAs. A diferença entre esses índices é óbvia: os IGPs
procuram transmitir uma ideia de inflação, pesquisando todos os bens produzidos e consumidos na economia, já os
IPCs enfatizam os gastos comuns de uma família, enquanto os IPAs medem a situação de preço para aos
produtores.

127
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

No Brasil, os principais índices de inflação são:

1. INPC - Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas regiões
metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito
Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e
5 salários mínimos. O período de coleta de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o
período de oito dias úteis.
2. IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Ampliado. É calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre,
Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a
variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos. O período de c oleta
de preços vai do primeiro ao último dia do mês corrente e é divulgado aproximadamente após o período de oito dias úteis.
3. IGP-DI - Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna. É calculado pela FGV entre o primeiro e o último dia do mês. Sua divulgação
ocorre por volta do dia 10 do mês seguinte. Mede os preços que afetam diretamente a atividade econômica do País, exclu ída as
exportações. A exemplo do IGP-M, também é composto pela média ponderada do IPC, IPA e INCC, calculados para o respectivo período.
4. IGP-M - Índice Geral dos Preços do Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. A coleta de preços é feita entre os dias 21 do
mês anterior e 20 do mês corrente, com divulgação no dia 30. É composto por três índices: Índice de Preços no Atacado (IPA), Índice de
Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que representam 60%, 30% e 10%, respectivamente,
do IGP-M.
5. IPC Fipe - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FIPE/USP, mede a variação dos preços de produtos e serviços, no município
de São Paulo, para famílias que ganham entre 1 e 20 salários mínimos.
6. IPC - Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela FGV, mede a inflação para famílias com rendimentos entre 1 e 33 salários mínimos,
em São Paulo e no Rio de Janeiro. O IPC representa 30% do IGP-M. Este índice é calculado para três intervalos diferentes, e compõem
os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de 30%.
7. IPA - Índice de Preços no Atacado, calculado pela FGV, com base na variação dos preços no mercado atacadista. Este índice é calculado
para três intervalos diferentes, e compõem os demais índices calculados pela FGV (IGP-M, IGP-DI e IGP-10), com um peso de 60%.

Sobre os preços:

a) PREÇOS LIVRES:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
a) PREÇOS ADMINISTRADOS:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

V.4) A experiência brasileira com a inflação e seu controle (PARA LER EM CASA)

Considerações sobre a inflação brasileira do período pré-Plano Real:

128
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

• Pelo elevado grau de indexação da economia brasileira, as elevações de preços provocadas por fatores autônomos
acabavam por se espalhar pela economia, trazendo novos aumentos sucessivos, caracterizando uma inflação
“inercial”.
• A chamada corrente “inercialista” defendia a tese de que a inflação brasileira seria basicamente inercial e que só
seria debelada quando fossem eliminados os mecanismos de indexação.
• A proposta inercialista estava por trás do Plano Cruzado, que apesar ter acertado no diagnóstico, falhou na sua
gestão. O aumento súbito da massa real de salários representou uma violenta pressão de demanda, o que provocou
a formação de ágios. O resultado foi uma explosão inflacionária após o descongelamento, em fins de 86.

Em 1994, no Governo Itamar Franco, implementou-se o Plano Real. Este plano reconheceu que as principais
causas da inflação brasileira estavam no desequilíbrio do setor público e nos mecanismos de indexação. O Plano
Real seguiu as seguintes linhas mestras:
• Desindexação da economia: para interromper o ciclo vicioso de corrigir valores futuros pela inflação passada, em
curtos períodos de tempo.
• Privatizações: eliminou a obrigação pública de financiar investimentos, que causavam inflação quando eram feitos
através de emissão de moeda.
• Equilíbrio fiscal: a máquina administrativa brasileira era muito grande e consumia muito dinheiro para funcionar, o
que elevava os gastos públicos, e pressionava os preços.
O Plano Real teve como elementos importantes a “âncora” cambial e a Unidade Real de Valor – URV (moeda
paralela ao Cruzeiro Real que exerceu a função “unidade de conta”).
O Plano Real seguiu as seguintes linhas mestras:
• Abertura econômica e valorização cambial: para facilitar a entrada de produtos importados, o que forçaria
os preços para baixo (evitaria um possível excesso de demanda e manteria preços nacionais sob controle).
• Políticas monetárias restritivas:
• Aumento da taxa básica de juros: para financiar os gastos públicos excedentes até que se atingisse
o equilíbrio fiscal, e para reduzir a pressão por financiamentos, considerados agentes inflacionários
(esfriamento da economia).
• Aumento da taxa de depósito compulsório dos bancos: para reduzir a quantidade de dinheiro
disponível para empréstimos e financiamentos dos bancos (esfriamento da economia).

V.4.1) O Controle da Inflação no Brasil

Objetivos da Política Monetária: Estabilidade de Preços, Estabilidade da Taxa de Juros, Estabilidade do Sistema
Financeiro, Elevado Nível de Emprego, Crescimento Econômico e Estabilidade Cambial.

Condução da Política Monetária no Brasil: O Regime de Metas de Inflação


(texto extraído na íntegra de: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/metainflacao)

Inflação baixa, estável e previsível traz vários benefícios para a sociedade. A economia pode crescer mais,
pois a incerteza na economia é menor, as pessoas podem planejar melhor seu futuro e as famílias não têm sua
renda real corroída. Para alcançar esse objetivo, o Brasil adota o regime de metas para a inflação, que está em vigor
desde 1999.

Esse regime tem sido exitoso no Brasil e no amplo conjunto de países que o adotam. Por esse sistema, os
bancos centrais atuam para que a inflação efetiva esteja em linha com uma meta pré-estabelecida. Nesse sistema,

129
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

a meta para a inflação é anunciada publicamente e funciona como uma âncora para as expectativas dos agentes
sobre a inflação futura, permitindo que desvios da inflação em relação à meta sejam corrigidos ao longo do tempo.

No Brasil, a meta para a inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e cabe ao Banco
Central (BC) adotar as medidas necessárias para alcançá-la. O índice de preços utilizado é o Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta
se refere à inflação acumulada no ano. Por exemplo, a meta para 2020 é de uma inflação de 4,00%.

No desenho atual do sistema, o CMN define em junho a meta para a inflação de três anos-calendário à
frente. Por exemplo, em junho de 2018, o CMN definiu a meta para 2021. Esse horizonte mais longo reduz incertezas
e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo.

O sistema prevê ainda um intervalo de tolerância, também definido pelo CMN. Nos últimos anos, o CMN
tem definido um intervalo de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima e para baixo. Por exemplo, no caso de 2021, a
meta é de 3,75% e o intervalo é de 2,25% a 5,25%.

Em termos gerais, o regime de metas para a inflação envolve os seguintes elementos:

• Conhecimento público e prévio da meta para a inflação;


• Autonomia do banco central na adoção das medidas necessárias para o cumprimento da meta;
• Comunicação transparente e regular sobre os objetivos e justificativas das decisões da política monetária; e
• Mecanismos de incentivo e responsabilização/prestação de contas para que a autoridade monetária cumpra a
meta.

De uma maneira resumida...

130
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Inflação na Economia Brasileira e o Sistema de Metas de Inflação

Fonte: Banco Central do Brasil

O CMN define a meta da inflação, mas cabe ao COPOM tomar as decisões de


política monetária para fazer com que a inflação alcance a meta.
O que é o COPOM?

O Comitê de Política Monetária, (Copom), é o órgão decisório da política monetária do Banco Central do
Brasil, responsável por estabelecer a meta para a taxa Selic. O Comitê foi criado em junho de 1996 com o objetivo
de estabelecer um ritual adequado ao processo decisório de política monetária e aprimorar sua transparência.

Quais são os objetivos do COPOM?

No atual regime de metas para a inflação, o principal objetivo da política monetária implementada pelo
Copom é o alcance das metas de inflação estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Se a inflação ao
final do ano se situar fora do intervalo de tolerância, o presidente do BC tem de divulgar publicamente as razões do
descumprimento, por meio de carta aberta ao Ministro da Economia, presidente do CMN, contendo descrição
detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites
estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito.

Então... A taxa de juros SELIC é o principal INSTRUMENTO para o alcance da Meta de Inflação

131
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Na prática...

Fonte: Banco Central do Brasil

132
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Como funcionam as reuniões do COPOM?


(Texto retirado na íntegra de: https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/copom)

O Comitê de Política Monetária (Copom) é o órgão do Banco Central, formado pelo seu Presidente e
diretores, que define, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia – a Selic. As reuniões normalmente ocorrem
em dois dias seguidos e o calendário de reuniões de um determinado ano é divulgado até o mês de junho do ano
anterior.

A reunião do Copom segue um processo que procura embasar da melhor forma possível a sua decisão. Os
membros do Copom assistem a apresentações técnicas do corpo funcional do BC, que tratam da evolução e
perspectivas das economias brasileira e mundial, das condições de liquidez e do comportamento dos mercados.
Assim, o Comitê utiliza um amplo conjunto de informações para embasar sua decisão. Depois, a reunião é reservada
para a discussão da decisão entre os membros. A decisão é tomada com base na avaliação do cenário
macroeconômico e os principais riscos a ele associados. Todos os membros do Copom presentes na reunião votam
e seus votos são divulgados. As decisões do Copom são tomadas visando com que a inflação medida pelo IPCA
situe-se em linha com a meta definida pelo CMN. A decisão do Copom é divulgada no mesmo dia da decisão por
meio de Comunicado na internet. As Atas das reuniões do Copom são publicadas no prazo de até seis dias úteis
após a data da realização das reuniões. Normalmente, as reuniões do Copom ocorrem em terças e quartas-feiras e
a ata é divulgada na terça-feira da semana seguinte, às 8:00.

Uma vez definida a taxa Selic, o Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto
– comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Fonte: Banco Central do Brasil

133
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

E o que é a Taxa SELIC ?

A Selic é a taxa básica de juros da economia. É o principal instrumento de política monetária utilizado pelo
Banco Central (BC) para controlar a inflação. Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros
dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. A taxa Selic refere-se à taxa de juros apurada
nas operações de empréstimos de um dia entre as instituições financeiras que utilizam títulos públicos federais como
garantia.
O BC opera no mercado de títulos públicos para que a taxa Selic efetiva esteja em linha com a meta da Selic
definida na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom). O nome da taxa Selic vem da sigla do Sistema
Especial de Liquidação e de Custódia. Tal sistema é uma infraestrutura do mercado financeiro administrada pelo
BC. Nele são transacionados títulos públicos federais. A taxa média ajustada dos financiamentos diários apurados
nesse sistema corresponde à taxa Selic.

Viés da Taxa Selic: O Copom pode estabelecer um viés de taxa de juros (de elevação ou de redução), prerrogativa
que autoriza o presidente do Banco Central a alterar a meta para a taxa Selic na direção do viés a qualquer momento
entre as reuniões ordinárias do Copom. O viés é utilizado, normalmente, quando alguma mudança significativa na
conjuntura econômica for esperada.

Quer acessar o histórico das taxas de juros? https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/historicotaxasjuros

Quais são e como funcionam os canais de transmissão da política monetária?

Fonte: Banco Central do Brasil

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Fonte: Banco Central do Brasil

Para você conhecer... COMUNICADO DO COPOM DA DECISÃO DAS DEFINIÇÕES DA 230ª REUNIÃO:
06/05/2020

Em sua 230ª reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic
para 3,00% a.a.

A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:

• No cenário externo, a pandemia da Covid-19 está provocando uma desaceleração significativa do


crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos. Nesse
contexto, apesar da provisão adicional de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias, e de
alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue
desafiador, com saída de capitais significativamente superior à de episódios anteriores;
• Em relação à atividade econômica, dados mensais disponíveis até o mês de março repercutem apenas
parcialmente os efeitos da pandemia da Covid-19 sobre a economia brasileira. Indicadores de maior
frequência e tempestividade, referentes ao mês de abril, mostram que a contração da atividade econômica
será significativamente superior à prevista na última reunião do Copom;

135
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

• O Comitê avalia que diversas medidas de inflação subjacente se encontram abaixo dos níveis compatíveis
com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária;
• As expectativas de inflação para 2020, 2021 e 2022 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno
de 2,0%, 3,3% e 3,5%, respectivamente;
• No cenário híbrido, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio
constante a R$5,55/US$*, as projeções do Copom situam-se em torno de 2,4% para 2020 e 3,4% para 2021.
Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2020 em 2,75% a.a. e se eleva até 3,75% a.a. em 2021.
Esse cenário supõe ainda que o preço do petróleo (Brent) subirá cerca de 40% até o final de 2020; e
• No cenário com taxa de juros constante a 3,75% a.a., taxa de câmbio constante a R$5,55/US$* e a mesma
premissa para o preço do petróleo, as projeções situam-se em torno de 2,3% para 2020 e 3,2% para 2021.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as
direções.

Por um lado, o nível de ociosidade pode produzir trajetória de inflação abaixo do esperado. Esse risco se
intensifica caso a pandemia provoque aumentos de incerteza e de poupança precaucional e,
consequentemente, uma redução da demanda agregada com magnitude ou duração ainda maiores do que as
estimadas.

Por outro lado, políticas fiscais de resposta à pandemia que piorem a trajetória fiscal do país de forma
prolongada, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco e gerar
uma trajetória para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.

O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é
essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos
sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas
públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações


disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,75
ponto percentual, para 3,00% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um
balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a
convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2021.

O Copom entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário
extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional. O Comitê
avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade,
serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo.

Dois membros do Comitê ponderaram que, mesmo com a possibilidade de elevação da taxa de juros estrutural,
poderia ser oportuno prover todo o estímulo necessário de imediato, em conjunto com a sinalização de
manutenção da taxa básica de juros pelos próximos meses, de modo a reduzir os riscos de não cumprimento
da meta para a inflação de 2021.

Entretanto, foi preponderante a avaliação de que, frente à conjuntura de elevada incerteza doméstica, o espaço
remanescente para utilização da política monetária é incerto e pode ser pequeno. Assim, o Copom optou por
uma provisão de estímulo mais moderada, com o benefício de acumular mais informação até sua próxima
reunião.

Para a próxima reunião, condicional ao cenário fiscal e à conjuntura econômica, o Comitê considera um último
ajuste, não maior do que o atual, para complementar o grau de estímulo necessário como reação às
consequências econômicas da pandemia da Covid-19. No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a
variância do seu balanço de riscos e ressalta que novas informações sobre os efeitos da pandemia, assim como
uma diminuição das incertezas no âmbito fiscal, serão essenciais para definir seus próximos passos.

136
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo
Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto Oliveira Campos Neto (presidente), Bruno
Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, Maurício Costa de Moura,
Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

*Valor obtido pelo procedimento usual de arredondar a cotação média da taxa de câmbio R$/US$ observada
nos cinco dias úteis encerrados no último dia da semana anterior à da reunião do Copom.

V.5) Curva de Philips: (Tópico Especial – Apenas será abordado se houver sobra de tempo!)

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

A curva de Phillips é apenas uma forma conveniente de representar e analisar a oferta agregada,
vejamos:

Lei de Okun: uma vez que os empregados ajudam a produzir bens e serviços e os desempregados não, pode-se
pensar numa relação inversa entre desemprego e produção. Assim, aumentos no desemprego estariam associados
a quedas no PIB real.

Expectativas e Inércia Inflacionária:

Expectativas Adaptativas: as pessoas formam suas expectativas em relação à inflação com base na inflação
recentemente observada.
Assim:

137
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Conclusão 1: A inflação depende da inflação passada, do desemprego cíclico e de um choque de oferta.


Inflação Passada → _________________________________________________
Desemprego Cíclico → ______________________________________________
Choque de Oferta → ________________________________________________
Conclusão 2: A equação de Philips no curto prazo define uma opção conflitiva entre inflação e desemprego. Assim,
a desinflação exige uma taxa de sacrifício em termos de crescimento econômico.

Expectativas Racionais: as pessoas otimizam o uso de todas as informações disponíveis, incluindo aquelas
relativas às políticas vigentes, para prever o futuro. Assim, os defensores das expectativas racionais afirmam que a
curva de Phillips no curto prazo não representa adequadamente as escolhas disponíveis. Acreditam que, se os
formuladores de políticas econômicas estiverem firmemente comprometidos com o combate da inflação, as pessoas
racionais entendem a mensagem e rapidamente baixam suas expectativas inflacionárias. Isso poderia gerar um
processo de desinflação sem sacrifício. Porém, há dois condicionantes:
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
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____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________

Lista de Exercícios XI

I. Sobre a curva de Phillips, julgue as assertivas abaixo como verdadeiras ou falsas, justificando as falsas:

a) (__________________) A curva de Phillips postula uma relação positiva entre inflação e taxa de desemprego.

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____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
b) (__________________) Uma elevação das expectativas inflacionárias desloca a curva de Phillips para cima e
para direita.
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____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
c) (__________________) De acordo com a abordagem das expectativas racionais, a troca entre inflação e
desemprego se mantém no curto e no longo prazo.

138
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
d) (__________________) De acordo com a abordagem das expectativas racionais, para que a inflação seja
reduzida sem o aumento da taxa de desemprego, é fundamental que a política anunciada pelo formulador de política
econômica tenha credibilidade.
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________
e) (__________________) A curva de Phillips de curto prazo mostra que, dado um nível de inflação esperada, os
formuladores de política econômica podem manipular a demanda agregada para escolher uma combinação de
inflação e taxa de desemprego nessa curva.

____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
II. Questões Objetivas:
1. Com relação aos conceitos de inflação, suas causas e consequências, analise as afirmativas a seguir.
I. Uma política fiscal contracionista para combate à inflação é mais eficiente no caso de uma inflação de
demanda do que em uma inflação de custos.
II. Uma política monetária expansionista para combate à inflação é mais eficiente do que uma política
contracionista no caso de inflação inercial.
III. Uma política fiscal contracionista para combate à inflação de custos tem como efeito uma diminuição no
nível de atividade econômica.
Assinale:
a) se somente a afirmativa I estiver correta.
b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

2. As metas de inflação no Brasil são representadas:


a) pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), mas com expurgo de variações decorrentes de
choque de oferta.
b) por variações mensais do IPCA.
c) pelo núcleo do IPCA.
d) por variações anuais do IPCA.
e) pela média suavizada das variações mensais do IPCA.

III. Questões dissertativas (SEM GABARITO)


a) Defina o que é inflação e descreva os tipos de inflação que podemos identificar.
b) O que é hiperinflação? Qual país é o exemplo clássico desse fenômeno?
c) Explique o que é estagflação.
d) Descreva como o Plano Real controlou a inflação no Brasil.
139
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Lista de Exercícios XI
Gabarito

I. a) Falso b) Verdadeiro c) Falso d) Verdadeiro e) Verdadeiro


II. 1. B 2. D

LISTA DE EXERCÍCIOS XII

1. O aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços denomina-se:


a) produto interno
b) produto nacional
c) inflação
d) deflação
e) nenhuma das anteriores

2. Quando o custo de certos insumos aumenta demais e são repassados aos preços denominamos que há:
a) inflação de demanda
b) inflação de custos
c) deflação
d) inflação inercial
e) nenhuma das anteriores

3. Se todos os preços subirem, pode-se ter certeza de que houve inflação?


a) sim, contanto que a taxa de juros não se altere.
b) sim, contanto que a renda de equilíbrio esteja abaixo da renda de pleno emprego.
c) sim, contanto que esse aumento faça parte de alta persistente no nível geral de preços.
d) sim, contanto que esse aumento faça parte de baixa persistente no nível geral de preços
e) nenhuma das anteriores

4. Qual o efeito da inflação sobre as pessoas cuja a renda é fixa?


a) reduz a renda real
b) aumenta a renda real
c) aumenta o poder de compra
d) mantêm constante a renda real
e) nenhuma das anteriores

5. Uma manchete de um jornal recente dizia: “A volta do crescimento da economia vai causar mais inflação”.
Essa manchete reflete uma noção comum na imprensa de que uma taxa de crescimento alta do PIB causa
maiores taxas de inflação. Essa inflação seria a relacionada à:
a) inflação inercial
b) inflação de custos
c) inflação de demanda
d) deflação
e) nenhuma das anteriores

140
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

6. No país das maravilhas os habitantes gastam a sua renda em chocolates, rosas e bombons. No ano de
2000, adquiriram 200 caixas de chocolates com vinte tabletes (a 1,2 reais a unidade), 50 cestas de 16 rosas
cada (a 2,5 reais a unidade) e 250 pacotes de bombons com 24 unidades cada (a 0,8 real a unidade). No ano
de 2001, compraram 200 caixas de chocolates com vinte tabletes (a 1,5 real a unidade), 50 cestas de 16 rosas
cada (a 2,7 reais a unidade) e 250 pacotes de bombons com 24 unidades cada (a 0,9 real a unidade). Tomando
o ano de 2000 como ano base, a taxa de inflação em 2001 é:
a) 10,1%
b) 24,5%
c) 13,9%
d) 14,6%
e) 16,9%

7. A indexação se refere ao fenômeno:


a) Ajuste da taxa de juros nominal, tal que ela seja igual a taxa de juros real.
b) Deflacionar o PIB nominal pelo deflator implícito
c) Ajustar o IPC para que ele seja idêntico ao deflator implícito do PIB.
d) Usar uma lei ou um contrato para corrigir automaticamente um valor monetário devido aos efeitos da inflação.
e) Nenhuma das alternativas

8. Admita que os carros fabricados no Brasil tenham tido nos anos noventa um aumento de preço e na sua
qualidade. Neste período, o IPC:
a) Mede de uma maneira precisa a variação do custo de vida.
b) Superestima a variação do custo de vida.
c) Subestima a variação do custo de vida.
d) Superestima a variação do custo de vida, porem isto é contrabalançado pela subestimação do deflator do PIB.
e) Nenhuma das alternativas

9. A tabela a seguir apresenta a evolução de dois índices de preços mensurados em uma determinada
economia.

Considerando esses dados, é correto afirmar:


a) Em 2009 os preços no atacado eram iguais aos preços ao consumidor.
b) Entre 2011 e 2012 a taxa de inflação dos preços no atacado foi superior à taxa de inflação dos preços ao
consumidor em menos que 50%.
c) Em todos os anos houve inflação nos preços no atacado.
d) Entre 2010 e 2013 a taxa de inflação nos preços ao consumidor foi igual àquela verificada para os preços no
atacado.
e) Entre 2010 e 2011 a taxa de inflação nos preços ao consumidor foi igual àquela verificada para os preços no
atacado.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

10. Um dos ingredientes fundamentais para a substancial redução, nos anos 90 do século passado, das altas
taxas de inflação na economia brasileira durante o Plano Real foi a(o)
a) melhora do controle do orçamento do setor público
b) melhora da distribuição de renda no país
c) controle de preços dos insumos básicos
d) congelamento da taxa de câmbio durante a década de 1990
e) aumento do investimento do setor público brasileiro

11. Sobre os custos da inflação, assinale a alternativa correta.


a) O custo sola de sapato é associado ao aumento da quantidade de moeda mantida pelas pessoas.
b) O custo de menu é associado aos frequentes reajustes de preços.
c) A redistribuição de riqueza entre devedores e credores é decorrente da inflação esperada na economia.
d) As distorções tributárias não podem ser consideradas custos da inflação.
e) Os custos inflacionários são menos exacerbados sob hiperinflação.

12. Admita que em determinado período a inflação tenha atingido 10,6%. Determine a redução percentual do
poder aquisitivo do assalariado, supondo que os seus vencimentos não sofreram reajuste no período:
a) 10,6%
b) 8%
c) 11%
d) 12%
e) 9,58%

13. Considere a existência de um indexador na Economia que faz com que, por exemplo, se a inflação
acumulada em um certo período atingir 10%, preços e salários são reajustados em 10%, fazendo com que a
inflação do período seguinte já parta de um patamar de 10%. Esse tipo de inflação é conhecido como:
a) de demanda.
b) de oferta.
c) hiperinflação.
d) superinflação.
e) inercial.

14. Inflação é uma das variáveis macroeconômicas que tem sido objeto de preocupação das autoridades
econômicas. A existência de inflação provoca, entre outros movimentos, distorções na distribuição de renda
da economia.
Com base nesses conceitos, é correto afirmar:
a) Inflação existirá quando houver um aumento no preço de um bem qualquer.
b) Em um processo inflacionário intenso, o valor da moeda deteriora-se rapidamente, estimulando a aplicação de
recursos no mercado de capitais (bolsa de valores).
c) Uma das distorções provocadas pela inflação é o aumento do poder aquisitivo das classes que vivem de
rendimentos fixos.
d) Elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, encarecem o produto
nacional em relação ao produzido no exterior.
e) Uma economia não pode conviver com uma hiperinflação e uma estagflação simultaneamente.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

LISTA DE EXERCÍCIOS XII


GABARITO

1. O aumento contínuo e generalizado no nível geral de preços denomina-se:


a) produto interno
b) produto nacional
c) inflação
d) deflação
e) nenhuma das anteriores

2. Quando o custo de certos insumos aumenta demais e são repassados aos preços denominamos que há:
a) inflação de demanda
b) inflação de custos
c) deflação
d) inflação inercial
e) nenhuma das anteriores

3. Se todos os preços subirem, pode-se ter certeza de que houve inflação?


a) sim, contanto que a taxa de juros não se altere.
b) sim, contanto que a renda de equilíbrio esteja abaixo da renda de pleno emprego.
c) sim, contanto que esse aumento faça parte de alta persistente no nível geral de preços.
d) sim, contanto que esse aumento faça parte de baixa persistente no nível geral de preços
e) nenhuma das anteriores

4. Qual o efeito da inflação sobre as pessoas cuja a renda é fixa?


a) reduz a renda real
b) aumenta a renda real
c) aumenta o poder de compra
d) mantêm constante a renda real
e) nenhuma das anteriores

5. Uma manchete de um jornal recente dizia: “A volta do crescimento da economia vai causar mais inflação”.
Essa manchete reflete uma noção comum na imprensa de que uma taxa de crescimento alta do PIB causa
maiores taxas de inflação. Essa inflação seria a relacionada à:
a) inflação inercial
b) inflação de custos
c) inflação de demanda
d) deflação
e) nenhuma das anteriores

6. No país das maravilhas os habitantes gastam a sua renda em chocolates, rosas e bombons. No ano de
2000, adquiriram 200 caixas de chocolates com vinte tabletes (a 1,2 reais a unidade), 50 cestas de 16 rosas
cada (a 2,5 reais a unidade) e 250 pacotes de bombons com 24 unidades cada (a 0,8 real a unidade). No ano
de 2001, compraram 200 caixas de chocolates com vinte tabletes (a 1,5 real a unidade), 50 cestas de 16 rosas
cada (a 2,7 reais a unidade) e 250 pacotes de bombons com 24 unidades cada (a 0,9 real a unidade). Tomando
o ano de 2000 como ano base, a taxa de inflação em 2001 é:
a) 10,1%
b) 24,5%

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

c) 13,9%
d) 14,6%
e) 16,9%

Ano 2000
etes (a Chocolates 200 20 1,2 4.800
cotes Rosas 50 16 2,5 2.000
Bombons 250 24 0,8 4.800
Valor da
Total 11.600 Cesta de
a taxa Bens

Ano 2001
Chocolates 200 20 1,5 6.000
Rosas 50 16 2,7 2.160
Bombons 250 24 0,9 5.400
Valor da
Total 13.560 Cesta de
Bens

Variação 16,9%

7. A indexação se refere ao fenômeno:


a) Ajuste da taxa de juros nominal, tal que ela seja igual a taxa de juros real.
b) Deflacionar o PIB nominal pelo deflator implícito
c) Ajustar o IPC para que ele seja idêntico ao deflator implícito do PIB.
d) Usar uma lei ou um contrato para corrigir automaticamente um valor monetário devido aos efeitos da inflação.
e) Nenhuma das alternativas

8. Admita que os carros fabricados no Brasil tenham tido nos anos noventa um aumento de preço e na sua
qualidade. Neste período, o IPC:
a) Mede de uma maneira precisa a variação do custo de vida.
b) Superestima a variação do custo de vida.
c) Subestima a variação do custo de vida.
d) Superestima a variação do custo de vida, porem isto é contrabalançado pela subestimação do deflator do PIB.
e) Nenhuma das alternativas.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

9. A tabela a seguir apresenta a evolução de dois índices de preços mensurados em uma determinada
economia.

Considerando esses dados, é correto afirmar:


a) Em 2009 os preços no atacado eram iguais aos preços ao consumidor.
b) Entre 2011 e 2012 a taxa de inflação dos preços no atacado foi superior à taxa de inflação dos preços ao
consumidor em menos que 50%.
c) Em todos os anos houve inflação nos preços no atacado.
d) Entre 2010 e 2013 a taxa de inflação nos preços ao consumidor foi igual àquela verificada para os preços no
atacado.
e) Entre 2010 e 2011 a taxa de inflação nos preços ao consumidor foi igual àquela verificada para os preços no
atacado.

10. Um dos ingredientes fundamentais para a substancial redução, nos anos 90 do século passado, das altas
taxas de inflação na economia brasileira durante o Plano Real foi a(o)
a) melhora do controle do orçamento do setor público
b) melhora da distribuição de renda no país
c) controle de preços dos insumos básicos
d) congelamento da taxa de câmbio durante a década de 1990
e) aumento do investimento do setor público brasileiro

11. Sobre os custos da inflação, assinale a alternativa correta.


a) O custo sola de sapato é associado ao aumento da quantidade de moeda mantida pelas pessoas.
b) O custo de menu é associado aos frequentes reajustes de preços.
c) A redistribuição de riqueza entre devedores e credores é decorrente da inflação esperada na economia.
d) As distorções tributárias não podem ser consideradas custos da inflação.
e) Os custos inflacionários são menos exacerbados sob hiperinflação.

12. Admita que em determinado período a inflação tenha atingido 10,6%. Determine a redução percentual do
poder aquisitivo do assalariado, supondo que os seus vencimentos não sofreram reajuste no período:
a) 10,6%
b) 8%
c) 11%
d) 12%
e) 9,58%

Suponha que a renda nominal de trabalhador seja $ 100 e que o preço dos produtos seja $20, nesse caso, sua
renda real (poder aquisitivo) será 5 unidades de produto.
Se os preços aumentarem em 10,6%, os preços passam para $ 22,12. Nesse caso, a renda real passaria a 4,52
unidades de produto. Assim, a renda real seria, nessa nova situação, 9,58% menor.

145
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

𝟒, 𝟓𝟐
𝑽𝒂𝒓𝒊𝒂çã𝒐 𝒅𝒐 𝑷𝒐𝒅𝒆𝒓 𝑨𝒒𝒖𝒊𝒔𝒊𝒕𝒊𝒗𝒐 (𝑹𝒆𝒏𝒅𝒂 𝑹𝒆𝒂𝒍) = ( − 𝟏) ∗ 𝟏𝟎𝟎 = −𝟗, 𝟓𝟖%
𝟓

13. Considere a existência de um indexador na Economia que faz com que, por exemplo, se a inflação
acumulada em um certo período atingir 10%, preços e salários são reajustados em 10%, fazendo com que a
inflação do período seguinte já parta de um patamar de 10%. Esse tipo de inflação é conhecido como:
a) de demanda.
b) de oferta.
c) hiperinflação.
d) superinflação.
e) inercial.

14. Inflação é uma das variáveis macroeconômicas que tem sido objeto de preocupação das autoridades
econômicas. A existência de inflação provoca, entre outros movimentos, distorções na distribuição de renda
da economia.
Com base nesses conceitos, é correto afirmar:
a) Inflação existirá quando houver um aumento no preço de um bem qualquer.
b) Em um processo inflacionário intenso, o valor da moeda deteriora-se rapidamente, estimulando a aplicação de
recursos no mercado de capitais financeiros.
c) Uma das distorções provocadas pela inflação é o aumento do poder aquisitivo das classes que vivem de
rendimentos fixos.
d) Elevadas taxas de inflação, em níveis superiores ao aumento de preços internacionais, encarecem o produto
nacional em relação ao produzido no exterior.
e) Uma economia não pode conviver com uma hiperinflação e uma estagflação simultaneamente.

146
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Vamos fazer uma questão do ENADE?

147
Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

VI. Taxa de Câmbio

Um país realiza uma série de transações econômicas com residentes de outros países. Estas se fazem
tanto por meio do comércio de bens e serviços como por meio de ativos. As transações internacionais permitem
uma série de ganhos de eficiência, especialmente, na produção de bens e serviços nos quais os países apresentam
vantagens comparativas; além do aumento da variedade de produtos a que os cidadãos têm acesso, possibilidade
de diversificação de portfólio dos agentes, reduzindo o risco a que são submetidos, ampliando a concorrência nos
mercados domésticos e etc.
Para que as transações sejam realizadas, os preços nos diversos países devem poder ser comparados, e
deve haver alguma forma de converter a moeda de um país na moeda de outro.

A TAXA DE CÂMBIO NOMINAL NOS MOSTRA QUAL É A RELAÇÃO DE TROCA ENTRE DUAS
UNIDADES MONETÁRIAS DIFERENTES, OU SEJA, O PREÇO RELATIVO ENTRE DIFERENTES MOEDAS.

VALORIZAÇÃO Cambial Nominal


ou APRECIAÇÃO Cambial Nominal

𝑅$ 3,50 𝑅$ 2,50
Taxa de Câmbio Nominal = Taxa de Câmbio Nominal =
𝑈𝑆$ 1,00 𝑈𝑆$ 1,00

DESVALORIZAÇÃO Cambial Nominal ou


DEPRECIAÇÃO Cambial Nominal

𝑅$ 2,50 𝑅$ 3,50
Taxa de Câmbio Nominal = Taxa de Câmbio Nominal =
𝑈𝑆$ 1,00 𝑈𝑆$ 1,00

Regimes Cambiais:

A segunda questão importante para se estudar quando tratamos de câmbio é entendermos os regimes de
câmbio. Segundo o FMI há um grande espectro de regimes cambiais conforme se pode verificar no quadro a seguir.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

Em linhas gerais, pode-se resumir os regimes cambiais em dois grandes regimes:

a) Câmbio Fixo: o valor da taxa de câmbio é determinado pelo Banco Central, que se compromete a comprar e
vender divisas (moeda estrangeira) à taxa estipulada, além de intervir no mercado para manter em equilíbrio o
mercado de divisas.

b) Câmbio Flutuante: a taxa de câmbio deve ajustar-se de modo a equilibrar o mercado de divisas. O mercado
determinando o câmbio, tornando-se menos sujeita às intervenções das autoridades governamentais, e a liberdade
dada à política monetária são as principais vantagens atribuídas ao sistema de câmbio flutuante. A principal
desvantagem é a instabilidade devido à maior volatilidade da taxa de câmbio.
Flutuação Limpa: A taxa de câmbio é determinada exclusivamente pelo mercado, isto é, por condições de oferta e
demanda.
Flutuação Suja: A taxa de câmbio é determinada pelo mercado, isto é, por condições de oferta e demanda, porém
o Banco Central faz apenas intervenções pontuais na taxa de câmbio.

Há também a Taxa de Câmbio Real que corresponde ao relativo de preços entre o produto nacional e o
estrangeiro.
P*
Podemos assim descrever a seguinte fórmula:  = E
P

onde:  = taxa de câmbio real E = taxa de câmbio nominal


P*= preço do produto estrangeiro em $ estrangeiro P = preço do produto nacional em $ nacional

Uma desvalorização da taxa de câmbio real significa que o produto nacional ficou relativamente mais barato
que o estrangeiro, estimulando a demanda por esses produtos tanto pelas exportações como pela diminuição das
importações. Observe, entretanto, que uma desvalorização da taxa de câmbio nominal, não significa
necessariamente uma desvalorização da taxa de câmbio real.

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Conclusão: o grau de competitividade de um país para fins de comércio se verifica através da taxa de câmbio
real e não da nominal.

Vamos fazer um exemplo:

𝑅$ 4,50
A taxa de câmbio nominal está atualmente em Supondo que uma máquina brasileira possa ser
𝑈𝑆$ 1,00
comprada por R$ 1.000,00 e uma máquina americana do mesmo tipo, por US$ 300,00. Nesse caso, o câmbio real
é:

Lembrando...
 = taxa de câmbio real E = taxa de câmbio nominal
P*= preço do produto estrangeiro em $ estrangeira P= preço do produto nacional em $ nacional

Resolvendo...
___________________________________________________________________________________________
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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

LISTA DE EXERCÍCIOS XIII

ε ε
I. Considere como 0 como a taxa de câmbio real no momento inicial e 1 como a taxa de câmbio real no
momento final. Faça o que se pede:
i) Informe o produto (nacional ou estrangeiro) que é mais competitivo em cada momento;
ii) Informe se houve uma valorização ou desvalorização real do câmbio;
iii) Informe o que houve com a competitividade do produto nacional.
Siga o exemplo do item (a):

Produto nacional ganhou competitividade


a) ε = 1,20
0 ε = 1,58
1

Produto nacional é o mais Desvalorização cambial real Produto nacional é o mais


competitivo competitivo

b) ε = 0,70
0 ε = 0,58
1

c) ε = 0,90
0 ε = 1,30
1

d) ε = 1,40
0 ε = 0,95
1

e)
f) ε = 0,40
0 ε = 0,35
1

g) ε = 2,40
0 ε = 1,95
1

II. A taxa de câmbio nominal está atualmente em R$ 2,28/US$1,00. Supondo que um carro nacional possa ser
comprado por R$ 65.000,00 e um carro americano, do mesmo tipo, por US$ 35.000,00, faça o que se pede:

a) Calcule a taxa de câmbio real:

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b) Interprete o resultado:
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

c) O que a taxa de câmbio real informa? E a taxa de câmbio nominal?


___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________

III. Questões objetivas:

1. Considere as afirmativas a seguir:


I. A taxa de câmbio nominal mede o preço dos produtos nacionais em função dos estrangeiros, o que acaba
por definir a competitividade dos produtos nacionais.
II. No Brasil, o Banco Central não faz intervenções no mercado de câmbio.
III. Num regime de câmbio flutuante, o governo/Banco Central necessita de um grande volume de reservas
para conter pressões de desvalorização da moeda e grande capacidade de compra de divisas para conter
movimentos de valorização.
Compõem uma alternativa correta:
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas III
d) apenas I e II
e) nenhuma afirmativa é correta

2. Um aumento de 30% no câmbio nominal representa uma _______________ nominal da moeda nacional.
Entretanto, para se considerar se houve valorização ou desvalorização real é necessário observar o
comportamento dos preços. Assim, se, associados ao aumento de 30% no câmbio nominal, os preços
internamente aumentarem 20% e externamente reduzirem 40%, isto representa
___________________________ da competitividade do produto nacional, pois a taxa de câmbio real
_______________ .
a) valorização; uma diminuição; permaneceu estável.
b) valorização; um aumento; teve desvalorização.
c) desvalorização; um aumento; teve desvalorização.
d) desvalorização; uma diminuição; teve valorização.
e) desvalorização; estabilidade; permaneceu estável.

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

3. A respeito dos regimes cambiais, pode-se afirmar que:


a) no regime de câmbio flutuante, com flutuação suja, o Banco Central define uma meta para a taxa de câmbio.
b) o regime de câmbio fixo é aplicado nos Estados Unidos e o regime de câmbio flutuante é característica marcante
da economia chinesa.
c) a vantagem do regime de câmbio fixo é que, devido ao controle cambial por parte do Banco Central, não existem
riscos de falta de dólares para suprir o mercado.
d) no regime de câmbio flutuante, o valor da taxa de câmbio é definido pelo mercado, podendo ser o Banco Central
um mero observador do equilíbrio atingido.
e) nenhuma das alternativas

4. Quanto aos regimes de câmbio, relacione a nomenclatura com a respectiva definição:


Nomenclaturas:
I. Câmbio Flutuante (flutuação suja)
II. Banda Cambial
III. Câmbio Fixo
IV. Câmbio Flutuante (flutuação limpa)
Conceitos:
i. o Banco Central determina a taxa de câmbio e realiza todas as intervenções no mercado que sejam
necessárias para manter a taxa estabelecida.
ii. o Banco Central não interfere na determinação da taxa de câmbio. São as forças de mercado (oferta e
demanda) que determinam a taxa de câmbio.
iii. o Banco Central estipula os limites inferiores e superiores da cotação cambial. Quem determina a taxa
efetiva é o mercado (oferta e demanda)
iv. o Banco Central não interfere (ex-ante) na fixação da taxa. Suas intervenções são aleatórias e tem como
objetivo conter especulações no mercado.
São uma correta relação entre nomenclatura e definição:
a) I-i, II-ii, III-iii, IV-iv
b) I-ii, II-iii, III-i, IV-iv
c) I-iii, II-iv, III-i, IV-ii
d) I-iv, II-iii, III-ii, IV-i
e) I-iv, II-iii, III-i, IV-ii

LISTA DE EXERCÍCIOS XIII


GABARITO

ε ε
I. Considere como 0 como a taxa de câmbio real no momento inicial e 1 como a taxa de câmbio real no
momento final. Faça o que se pede:
i) Informe o produto (nacional ou estrangeiro) que é mais competitivo em cada momento;
ii) Informe se houve uma valorização ou desvalorização real do câmbio;
iii) Informe o que houve com a competitividade do produto nacional.
Siga o exemplo do item (a):

Produto nacional ganhou competitividade


a) ε = 1,20
0 ε = 1,58
1

Produto nacional é o mais Desvalorização cambial real Produto nacional é o mais


competitivo competitivo

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b) ε = 0,70
0
Produto nacional perdeu competitividade
ε = 0,58
1

Produto estrangeiro é o mais Produto estrangeiro é o mais


competitivo Valorização cambial real
competitivo

Produto nacional ganhou competitividade


c) ε = 0,90
0 ε = 1,30
1

Produto estrangeiro é o mais Desvalorização cambial real Produto nacional é o mais


competitivo competitivo

d) ε = 1,40
0
Produto nacional perdeu competitividade
ε = 0,95
1

Produto estrangeiro é o mais


Produto nacional é o mais Valorização cambial real competitivo
competitivo

e) ε = 0,40
0
Produto nacional perdeu competitividade
ε = 0,35
1

Produto estrangeiro é o mais Valorização cambial real Produto estrangeiro é o mais


competitivo
competitivo

f) ε = 2,40
0
Produto nacional perdeu competitividade ε = 1,95
1

Produto nacional é o mais Valorização cambial real Produto nacional é o mais


competitivo competitivo

II. A taxa de câmbio nominal está atualmente em R$ 2,28/US$1,00. Supondo que um carro nacional possa ser
comprado por R$ 65.000,00 e um carro americano, do mesmo tipo, por US$ 35.000,00, faça o que se pede:

c) Calcule a taxa de câmbio real:

2,28 ∗ 35000 1,22 𝑐𝑎𝑟𝑟𝑜 𝑛𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑙


𝜀= =
65000 1 𝑐𝑎𝑟𝑟𝑜 𝑎𝑚𝑒𝑟𝑖𝑐𝑎𝑛𝑜

d) Interprete o resultado:
Com o mesmo recurso monetário com que se adquire um carro americano é possível adquirir 1,22 carro nacional.
Isso significa que o carro nacional é mais competitivo do que o americano.

c) O que a taxa de câmbio real informa? E a taxa de câmbio nominal?


A Taxa de Câmbio Nominal mostra o preço de uma moeda em relação à outra. Já a Taxa de Câmbio Real
corresponde ao relativo de preços entre o produto nacional e o estrangeiro, revela qual produto é mais competitivo.

III. Questões objetivas:

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1. Considere as afirmativas a seguir:


I. A taxa de câmbio nominal mede o preço dos produtos nacionais em função dos estrangeiros, o que acaba
por definir a competitividade dos produtos nacionais.
II. No Brasil, o Banco Central não faz intervenções no mercado de câmbio.
III. Num regime de câmbio flutuante, o governo/Banco Central necessita de um grande volume de reservas
para conter pressões de desvalorização da moeda e grande capacidade de compra de divisas para conter
movimentos de valorização.
Compõem uma alternativa correta:
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas III
d) apenas I e II
e) nenhuma afirmativa é correta

2. Um aumento de 30% no câmbio nominal representa uma _______________ nominal da moeda nacional.
Entretanto, para se considerar se houve valorização ou desvalorização real é necessário observar o
comportamento dos preços. Assim, se, associados ao aumento de 30% no câmbio nominal, os preços
internamente aumentarem 20% e externamente reduzirem 40%, isto representa
___________________________ da competitividade do produto nacional, pois a taxa de câmbio real
_______________ .
a) valorização; uma diminuição; permaneceu estável.
b) valorização; um aumento; teve desvalorização.
c) desvalorização; um aumento; teve desvalorização.
d) desvalorização; uma diminuição; teve valorização.
e) desvalorização; estabilidade; permaneceu estável.

Resolvendo... Nessa questão, você deve pensar que existe uma taxa de câmbio
real inicial. Num segundo momento, a taxa de câmbio nominal, os
𝐸0 𝑃0∗ preços internos e externos são alterados. Multiplicar a taxa de
𝜀0 = câmbio nominal inicial por 1,3 significa dizer que no momento 1 a
𝑃0 taxa de câmbio nominal é 30% maior do que no momento inicial.
1,3𝐸0 ∗ 0,6𝑃0∗ Nesse caso, você encontrou que a taxa de câmbio real no momento
𝜀1 = 1 foi equivalente a 0,65 vezes o valor que ela era no momento inicial.
1,2𝑃0
Isso significa dizer que ela reduziu , portanto, houve uma valorização
𝜀1 = 0,65𝜀0 do câmbio real, com queda da competitividade do produto nacional.

3. A respeito dos regimes cambiais, pode-se afirmar que:


a) no regime de câmbio flutuante, com flutuação suja, o Banco Central define uma meta para a taxa de câmbio.
b) o regime de câmbio fixo é aplicado nos Estados Unidos e o regime de câmbio flutuante é característica marcante
da economia chinesa.
c) a vantagem do regime de câmbio fixo é que, devido ao controle cambial por parte do Banco Central, não existem
riscos de falta de dólares para suprir o mercado.
d) no regime de câmbio flutuante, o valor da taxa de câmbio é definido pelo mercado, podendo ser o Banco Central
um mero observador do equilíbrio atingido.
e) nenhuma das alternativas

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Macroeconomia – Dra. Patrícia Palermo

4. Quanto aos regimes de câmbio, relacione a nomenclatura com a respectiva definição:


Nomenclaturas:
I. Câmbio Flutuante (flutuação suja)
II. Banda Cambial
III. Câmbio Fixo
IV. Câmbio Flutuante (flutuação limpa)
Conceitos:
i. o Banco Central determina a taxa de câmbio e realiza todas as intervenções no mercado que sejam
necessárias para manter a taxa estabelecida.
ii. o Banco Central não interfere na determinação da taxa de câmbio. São as forças de mercado (oferta e
demanda) que determinam a taxa de câmbio.
iii. o Banco Central estipula os limites inferiores e superiores da cotação cambial. Quem determina a taxa
efetiva é o mercado (oferta e demanda)
iv. o Banco Central não interfere (ex-ante) na fixação da taxa. Suas intervenções são aleatórias e tem como
objetivo conter especulações no mercado.
São uma correta relação entre nomenclatura e definição:
a) I-i, II-ii, III-iii, IV-iv
b) I-ii, II-iii, III-i, IV-iv
c) I-iii, II-iv, III-i, IV-ii
d) I-iv, II-iii, III-ii, IV-i
e) I-iv, II-iii, III-i, IV-ii

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