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Livro Silva Lane: O que é Psicologia Social

"A Psicologia Social no Brasil"

Considerado como fundador da Psicologia Social “Augusto Comte”, escreveu várias obras nas
quais o psíquico seria o objeto de estudo da Biologia, da Sociologia e da Moral.

A Psicologia social era como subproduto da Sociologia e da Moral. Onde então a Psicologia
Social por si só acabou se desenvolvendo como estudo científico, isso após a Primeira Guerra
Mundial, juntamente com outras ciências sociais, procurando compreender as crises e
convulsões que abalavam o mundo.

Nos Estados Unidos, a partir da Segunda Guerra Mundial, por meio de pesquisas e
experimentos, procuraram procedimentos e técnicas de intervenção nas relações sociais a
fim de garantir uma melhor qualidade de vida.

Durante a década de 1 950, parecia que a Psicologia Social daria respostas a todos os
problema sociais, e este clima de otimismo persistiu durante os primeiros anos após
1960. O acúmulo de dados e pesquisas permitiu uma análise crítica dos conhecimentos
até então obtidos, constatou -se então que, se um estudo afirmava a relação positiva
entre duas variáveis, um outro estabelecia uma relação negativa entre elas, e um
terceiro demonstrava não haver qualquer relação entre as duas. A proposta inicial de se
acumular dados de pesquisas para depois se chegar à formulação de teorias globalizadoras,
se mostrou inviável e surgiram críticas e questionamentos que caracterizaram a “Crise da
Psicologia Social”. Nos países da América Latina, a Psicologia Social, em maior ou menor
grau, reproduziu os conhecimentos desenvolvidos nos Estados Unidos. Na década de 50,
professores eram convidados para lecionar nas universidades brasileiras, como exemplo o
professor Otto Klineberg, que foi o autor do primeiro livro de Psicologia Social que fora
traduzido para português e publicado no brasil em 1959 a fim de aperfeiçoar os cientistas
e professores que aqui residiam e produziam as suas pesquisas. Com o passar do tempo um
grupo de Psicólogos sociais brasileiros, vinculados a Lapso, resolveram promover um encontro
de Psicologia Social, contendo seminários sobre problemas urbanos e em grupos de trabalhos
sobre temas pesquisados, onde neste encontro surgiu uma proposta de criarem uma
Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso), com a finalidade de um maior intercâmbio
entre os cientistas. O Psicólogo brasileiro tem 3 oportunidades de ação nos campos
específicos: Universidade, a indústria e o mercado de manipulação de opinião pública, onde os
psicólogos sociais não se dispõem em defender tais interesses, rentando então o
confinamento em universidades.

Na Europa e EUA a “Crise da psicologia social” teve como seu campo de ação poder descobrir
novos caminhos metodológicos de pesquisas debatidos em meios acadêmicos, já no Brasil por
sua vez essa crise tem sido uma busca de novas ideias e teorias que fundamentam a ação
concreta do psicólogo em nosso meio.

Por fim, Lane faz uma crítica ao próprio desenvolvimento da Psicologia Social no Brasil, a qual
ainda tem dificuldades em se inserir no contexto social, pois segundo a autora, os acadêmicos
da Psicologia Social estão debatendo aos próprios termos teóricos. No entanto, se o foco da
Psicologia Social é o indivíduo, o teórico precisa dimensionar sua esfera contextual: a própria
sociedade em que este está inserido.

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