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NOTAS DE AULAS DE

FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 1

TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 1 – TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL
ÍNDICE
1.1- Introdução
1.2- Transformações de Galileu
1.3- Relatividade Newtoniana
1.4- Eletromagnetismo e Relatividade Newtoniana
1.5- Experiência de Michelson - Morley
1.6- Tentativas para se “Salvar o Éter”
1.6.1- Hipótese da Contração de Lorentz - Fitzgerald
1.6.2- Hipótese do Arrastamento do Éter
1.7- Postulados da Teoria da Relatividade Especial
1.8- Cinemática Relativística
1.8.1- Sincronização e Simultaneidade
1.8.2- Transformações de Lorentz
1.8.3- Transformação de Velocidades
1.8.4- Efeito Doppler na Relatividade
1.8.6- Diagramas Espaço – Tempo
1.8.6- Intervalo no Espaço – Tempo
1.8.7- Paradoxo dos Gêmeos
1.9- Dinâmica Relativística
1.9.1- Momento Relativístico
1.9.2- Energia Relativística
1.9.3- Transformações do Momento, Energia, Massa e Força.
1.9.3- Invariância da Energia de Repouso
1.9.4- Partículas sem Massa

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 6 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios

1- A vida média própria dos píons é τ ′ = 2.6 × 10 s . Se um feixe de píons tiver a velocidade de
−8

v = 0.85c , (a) qual seria o respectivo tempo de vida média τ medido no laboratório? (b) Qual a
distância L que os píons percorreriam, em média, antes de decaírem? (c) Qual seria a sua resposta à
indagação da parte (b) se você não levasse em conta a dilatação dos tempos? Resp.: (a)
τ = 4.94 × 10−8 s , (b) L = 12.6m , (c) L ′ = 6.63m .
2- Uma nave espacial parte da terra em direção à alfa do Centauro, que está a 4 anos-luz de distância.
A nave espacial desloca-se com a velocidade v = 0.75c . Quanto tempo leva a nave para chegar ao seu
destino (a) no referencial da terra? (b) no referencial de um passageiro da nave? Resp.
(a) ∆t = 5.33anos , (b) ∆t ′ = 3.53anos

3- Qual deve ser a velocidade v de um múon para que a sua vida média seja τ = 46µs , sabendo-se
que a vida média em repouso é τ ′ = 2 µs ? Resp. v = 0.9991c

4- Qual deve ser a velocidade de uma vara de um metro, no referencial de um observador, para que o
seu comprimento, medido pelo observador, seja 50cm , quando a vara se move na direção do próprio
eixo? Resp.: 2.6 × 10 m / s .
8

5- Observadores num referencial S vêm uma explosão localizada em x1 = 480m . Uma segunda
explosão ocorre ∆t = 5µs depois, em x2 = 1200m . Num referencial S', que se move sobre o eixo dos
+ x , com velocidade v para a direita, um observador nota que as explosões ocorrem num mesmo ponto
do espaço. Evidentemente, para ele é o referencial S que se move para a esquerda com uma velocidade
−v como mostra a figura abaixo. Qual a separação, no tempo ∆t ′ , entre as duas explosões, no
referencial S'? Resp.: ∆t ′ = 4.39 µs .

S′ S′

−v −v
x1 = 480m x2 = 1200m

S S

6- Os aviões supersônicos a jato têm velocidades máximas da ordem de 3 × 10 c . (a) Qual a contração
−6

percentual do comprimento ∆L% de um jato que estiver com esta velocidade, visto num referencial
ligado à terra? (b) Durante um intervalo de tempo de 1ano = 3.15 × 10 s , marcado num relógio na terra,,
7

quantos minutos ∆T = ∆t − ∆t ′ perde o relógio do piloto em cada ano do relógio da terra? (Sugestão:

∆L% =
FG L′ − L IJ × 100 , e observe que nesse caso v << c
Defina contração percentual relativa como
H L′ K
1 F vI
= G1 − J
2 1/ 2

≅ 1−
1 v2
). Resp.: (a) ∆L% = 4.5 × 10 % , (b) ∆T = 2.37 × 10 min
−10 −6

γ H c K
e portanto, 2 2
2c

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7- Um relógio está num satélite em órbita terrestre, com um período de T = 90 min .Considerando o

raio da Terra RT = 6.37 × 106 m e a velocidade do satélite v = RT , qual é o intervalo de período ∆T
T
que mede a diferença entre a leitura deste relógio e a de um outro, idêntico a ele, que ficou na Terra,
depois de um intervalo de tempo ∆t = 1ano = 316 . × 107 s ? .(Sugestão: Observe que nesse caso
F vI
v << c e portanto, = G1 − J
1 2 1/ 2

≅ 1−
1 v2
). Resp.: ∆T ≈ 9.64ms .
γ H c K 2
2 c2

8- Uma estudante, na Terra, ouve num rádio uma gravação que parece estar sendo tocada num disco
que gira muito depressa. A gravação é de um disco que sendo tocado por uma emissora de uma nave
espacial, que se aproxima da terra com a velocidade v . Tendo um disco de 33 rpm, da mesma
gravação, a estudante observa que o som é o mesmo que o do seu disco tocado a 78 rpm, isto é, a
razão entre a freqüência de aproximação ν ap e a freqüência emitida ν ′ é dada por 78 33 . Qual deve
será a velocidade da nave? Resp.: v = 0.696c .

9- Uma galáxia distante se afasta da Terra com a velocidade v = 185


. × 10 m / s . Calcular o 7

deslocamento relativo para o vermelho


dλ af − λ′ i na luz proveniente da galáxia. Resp.: 0.0637 .
λ′

10- A luz do sódio, de comprimento de onda λ ′ = 589nm , está sendo emitida por uma fonte que se
afasta da terra com a velocidade v . Qual deve ser o valor desta velocidade, se o comprimento de onda
medido no referencial da terra é λ af = 620nm . Resp.: v = 0.0512c .

11- Um amigo seu, que tem a mesma idade, viaja para a alfa do centauro, que está a
L ′ = 4anos. luz = 4c. anos de distância, e retorna imediatamente. Ao voltar seu amigo assegura que a
viagem toda durou exatamente ∆t = 6anos . Qual a velocidade v com que viajou? (Sugestão: Note que
para o seu amigo é a terra que se move como velocidade −v ). Resp.: v = 0.8c .

12- Uma nave espacial desloca-se da terra para um sistema estelar à distância de L ′ = 12c. anos
(medida no referencial da terra). A viagem leva um tempo ∆t = 15anos , no referencial da nave. (a) Qual
a velocidade v da nave em relação à terra? (b) Quando a nave chega ao seu destino, envia um sinal
para a terra. Quantos anos se passam até que a terra receba este sinal? (Sugestão: Note também aqui
que para a nave é a terra que se move como velocidade − v , e considere a duração da viagem da nave
no referencial da terra no cálculo do tempo total para o sinal chegar a terra). Resp.: (a) v = 0.625c , (b)
T = ∆t ′ + 12anos = 31.2anos .
13- Duas naves espaciais estão se aproximando uma da outra. (a) Se a velocidade de cada uma delas
for 0,6c, em relação à Terra, qual é a velocidade de uma em relação à outra? (b) Se a velocidade de
cada uma delas em relação à Terra for 30.000 m/s (cerca de 100 vezes a velocidade do som), qual a
velocidade de uma em relação à outra? Resp.: (a) ux = −0,882c , (b) ux ≈ −60000 − 6 × 10−4 m / s .

14- Uma vara, de comprimento próprio Lp , faz o ângulo θ com o eixo dos x , num referencial S como
mostra a figura abaixo. Mostrar que o angulo θ ′ que a vara faz com o eixo dos x ′ num outro referencial
S ′ , que se move com a velocidade v sobre o eixo dos x em S , é dado por tgθ ′ = γtgθ e que o
1
comprimento da vara, em S ′ é , L ′ = Lp cos 2 θ + sen 2θ .
γ 2

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y y′ = y v
Lp L′
θ θ′
S S′
x x′

15- A equação da frente de onda esférica de um pulso de luz que principia na origem, no instante t = 0 é
x2 + y2 + z2 - (ct)2 = 0. Usando a transformação de Lorentz, mostrar que este pulso de luz também tem
uma frente de onda esférica no referencial S' pois, neste referencial, x'2 + y’2 + z’2 - (ct’)2 = 0.

16- Dois eventos em S estão separados pela distancia D = x2 – x1 e pelo intervalo de tempo T = t2 – t1.
(a)Usar a transformação de Lorentz pare mostrar que no referencial S', que se move com a velocidade V
FG
em S, a separação no tempo é t 2 ′ − t1′ = γ T −
vDIJ
H c2 K
. (b) Mostrar que os eventos podem ser simultâneos

no referencial S' somente se D for maior que cT. (c) Se um dos eventos for a causa do outro, a
separação D deve ser menor que cT pois D/c é o menor tempo que um sinal leva para percorrer a
distancia entre x1 e x2 no referencial S. Mostrar que se D for menor que cT, então t'2 é maior que t'1 em
todos os reverenciais. Isto mostra que se uma causa precede o seu efeito, num certo referencial, a
mesma causa precederá o seu efeito em todos os outros reverenciais. (d) Suponhamos que um sinal
pudesse ser enviado com velocidade c'> c, de modo que no referencial S a causa precedesse o efeito
pelo tempo T = D/c'. Mostrar que há então um referencial que se move com a velocidade v menor que c
no qual o efeito precede a causa.

17- Um amigo da sua idade viaja para Alfa do Centauro, a 4 anos-luz de distância, e volta
imediatamente. Ele afirma que a viagem durou apenas 6 anos. (a) Com que velocidade seu amigo
viajou? (b) Qual a diferença de idade entre vocês dois quando voltaram a se encontrar? (c) Desenhe um
diagrama espaço - tempo para confirmar as respostas dos itens (a) e (b).

18- No referencial S, o evento B ocorre 2µs depois do evento A e a uma distância ∆x = 1,5km deste
evento. (a) Qual deve ser a velocidade de um observador no sentido positivo do eixo x para que os dois
eventos ocorram simultaneamente? (b) É possível que o evento B preceda o evento A para algum
observador? (c) Desenhe um diagrama espaço – tempo que ilustre as respostas aos itens (a) e (b). (d)
Determine o valor do intervalo no espaço – tempo e a distância própria entre os eventos.

19- Os referenciais S e S´ estão se movendo com os eixos x e x´ paralelos. Seus relógios são ajustados
para t = t ′ = 0 no momento em que as origens dos dois referenciais coincidem .No referencial S, o
evento 1 ocorre em x1 = 1ano − luz e t1 = 1ano e o evento 2 ocorre em x2 = 2anos − luz e t 2 = 0,5anos .
Estes eventos ocorrem simultaneamente no referencial S´. (a) Mostre esses eventos num diagrama
espaço - tempo (b) Determine o módulo e direção da velocidade em S´ em relação a S. (c) Em que
instante estes eventos ocorrem no referencial S´? (d) Calcule o intervalo no espaço – tempo ∆s entre os
eventos. (e) O intervalo é do tipo espacial, temporal ou luminoso? (f) Qual é a distância própria L p entre
os eventos?

20- Um elétron, com a energia em repouso 0,511 MeV, move-se com a velocidade u = 0,2c. Achar a
energia total, a energia cinética e o momento. Resp.: (a) E = 0,522 MeV , (b) K = 0,0105 Mev , (c)
p = 0,104 Mev / c .

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21- Um próton, com a energia em repouso de 938 MeV, tem a energia total 1400 MeV. (a) Qual a sua
velocidade? (b) Qual o seu momento? Resp.: (a) u = 0,74c , (b) p = 1034 Mev / c .

22- Qual a energia cinética K que seria necessária para acelerar uma partícula de massa m0 desde o
repouso até a velocidade de (a) 0,5c (b) 0,9c e (c) 0,99c? Exprimir as respostas como múltiplos da
energia de repouso. Resp.: (a) K = 0,155E 0 , (b) K = 1,294 E 0 , (c) K = 6,089 E 0 .

23- Se a energia cinética K de uma partícula for igual à sua energia de repouso Eo , qual o erro que se
comete em usar p = p0 = m0 v como o seu momento? Resp.: erro = 50% .

1
24- Qual o erro percentual que se comete tomando-se m0v 2 como a energia cinética de uma partícula
2
quando a sua velocidade for (a) v = 0,1c e (b) v = 0,9c . Resp.: (a) erro = 0,751% , (b) erro = 68,7% .

25- O sol irradia energia à taxa de P=4×1026 W, aproximadamente. Vamos admitir que esta energia seja
originada por uma reação nuclear cujo resultado é a fusão de 4 núcleos de H para formar um núcleo de
He, com a libertação de E0 = 25 MeV = 4 × 10−12 J de energia por núcleo de He formado. Calcular o
número N = ∆E E0 = P∆t E0 de reações nucleares e a perda da massa em repouso ∆M 0 = Nm0 ,
ocorridas no sol durante um dia, ou ∆t = 8,64 × 104 s .

26- Uma partícula, que tem a massa em repouso de 1 MeV/c2 e energia cinética 2 MeV, colide com uma
partícula estacionária de massa em repouso de 2 MeV/c2. Depois da colisão, as partículas ficam
reunidas. Achar (a) a velocidade da primeira partícula antes da colisão, (b) a energia total da primeira
partícula antes da colisão, (c) o momento total inicial do sistema, (d) a energia cinética total depois da
colisão e (e) a massa em repouso do sistema depois da colisão. Resp.: (a) u1 = 0,943c , (b) E1 = 3 MeV ,
(c) p1 = 2,83 MeV / c , (d) M 0c 2 = 4,12 MeV , (e) K f = 0,88 MeV .

27- O raio da órbita de uma partícula carregada, num campo magnético, está relacionado com o
momento da partícula por p = BqR . Esta equação vale classicamente com p = mu e relativisticamente
m0u
com p = . Um elétron com a energia cinética K = 1,50 MeV , se desloca sobre uma órbita
1 − u2 c2
circular perpendicular a um campo magnético uniforme B = 5 × 10−3 T . (a) Achar o raio da órbita. (b) Qual
o resultado que se obteria se fosse usada a relação clássica p = mu e K = p 2 2m ? Considere nos
. × 10−31 Kg para a massa do elétron e
cálculos e = 1,6 × 10−19 C , para a carga do elétron, me = 91
E0 = 0.511 MeV para a energia de repouso do elétron. Resp.: R = 1,3m , (b) R = 0,826m .

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NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 2

RADIAÇÃO TÉRMICA E CORPO NEGRO

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 2 – RADIAÇÃO TÉRMICA E CORPO NEGRO
ÍNDICE
2.1- Introdução
2.2- Corpo Negro
2.3- Teoria Clássica da Radiação de Cavidade de Rayleigh - Jeans
2.4- Teoria de Planck da Radiação de Cavidade

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 4 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios
1- Um corpo negro tem que ser necessariamente negro? Explique o termo corpo negro.

2- Um pedaço de metal brilha com uma cor avermelhada a 1100 K. Entretanto, nessa mesma
temperatura, um pedaço de quartzo não brilha. Explique este fato sabendo-se que, ao contrário
do metal, o quartzo é transparente à luz visível.

3- Uma das primeiras tentativas de se explicar a distribuição espectral de um corpo negro foi
feita por Rayleigh – Jeans, a partir de conceitos clássicos da termodinâmica. Em que região do
espectro eletromagnético a lei de Rayleigh – Jeans não se verifica, e que fato ficou conhecido
como catástrofe do ultravioleta?

4- Na tentativa de explicar os resultados experimentais observados no espectro de um corpo


negro, Planck concluiu que o problema estava principalmente num conceito clássico da
termodinâmica. Qual seria esse conceito, e que alteração foi sugerida por Planck ? Essa
alteração invalida conceitos clássicos da termodinâmica, ou redefine esses conceitos de modo
a incluir os casos clássicos como particulares? Explique.

5- Em muitos sistemas clássicos as freqüências possíveis são quantizadas, tal como por
exemplo a propagação de ondas sonoras num tubo ressonante. Nestes casos, a energia
também é quantizada? Explique.

6- Em que comprimento de onda um radiador de cavidade a 6000 K irradia mais por unidade de
comprimento de onda? Resp.: 4830 Ao.

7- Um radiador de cavidade a 6000 K tem um orifício de 0,10 mm de diâmetro feito em sua


parede. Ache a potência irradiada através do orifício no intervalo de comprimentos de onda
entre 5500 Ao a 5510 Ao. Resp.: 7,53 W.

8- Em uma explosão termonuclear, a temperatura no centro da explosão é momentaneamente


107 K . Ache o comprimento de onda para o qual a radiação emitida é máxima.

9- A uma dada temperatura, λ max = 6500 A para uma cavidade de corpo negro. Qual será
o

λ max se a taxa de emissão de radiação espectral for duplicada?

10- Faça uma estimativa para encontrar o comprimento de onda em que corpo humano emite
sua radiação térmica máxima?

z

af
11- Utilizando a relação P ε =
e −ε kT
kT
af
mostre que ε = εP ε dε = kT .
0

12- Quando o sol está no zênite, a energia térmica incidente sobre a superfície da terra é cerca
de 1,4 × 106 ergs / cm2 s . O diâmetro do sol é da ordem de 1,6 × 1011 cm e a distância da terra ao sol
é de aproximadamente 1,3 × 1013 cm . Supondo que o sol irradie como um corpo negro, use a
equação de Rayleigh-Jeans para estimar a temperatura na sua superfície.

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13- Na determinação clássica da energia média total de cada modo da radiação no interior de
uma cavidade ressonante, adotou-se a lei da equipartição da energia. De acordo com essa lei,
moléculas de um gás que se movem em equilíbrio térmico a uma temperatura T , a energia
1
cinética média por grau de liberdade da molécula é kT . Essa lei poderia ser aplicada ao
2
problema do corpo negro desde que se adotasse um modelo mecânico de oscilador harmônico
para as partículas que compõe as paredes da cavidade, como se fossem pequenos sistemas
massa – molas, de modo que a energia potencial também deveria se incluída na determinação
da energia total. A vibração dessas partículas, por conseqüência da temperatura, daria origem
as vibrações dos campos elétricos associados as ondas eletromagnéticas transversais.
Baseado nesse modelo mecânico, conclui-se que a energia média total por grau de liberdade
deveria ser kT , isto é, o dobro da energia cinética média que se esperaria para cada partícula
oscilante. Considerando-se que a energia total de um oscilador harmônico simples é
1 2 1 2
mv + kx , onde k é a constante elástica da mola, m é a massa da partícula, v sua
2 2
velocidade e x = x0 cosωt sua posição em cada instante de tempo, mostre que essa energia
total é o dobro da energia cinética média.

14- Obtenha a lei do deslocamento de Wien, λ máx T = 2,898 × 10−3 K × m , a partir da função
8πhc
bg
distribuição espectral de um corpo negro obtida por Planck ρT λ = 5 hc λkT
λ e
1
−1
. (Sugestão:
hc
faça a substituição de variável x = , e reescreva a função distribuição na forma
λkT

bg
ρT λ =
2 π kT b g bg
5

bg
g x , onde g x = x
x5
descreve a forma universal do espectro de um corpo
h4c3 e −1
bg
negro para qualquer temperatura. Encontre o valor xmáx para o qual a função g x é máxima,
hc
derivando-a em relação a x e igualando a zero. Use esse valor na equação xmáx = e
λ máx kT
obtenha o resultado procurado).

15- Suponha que a radiação de uma cavidade de corpo negro a 5000K está sendo examinada
através de um filtro passa banda de ∆λ = 2nm centrado no comprimento de onda λ máx , do pico
do espectro. Se o orifício da cavidade é um círculo de raio r = 1cm , encontre a potência P
transmitida pelo filtro. (Sugestão: Usualmente, a potência irradiada seria calculada por

z bg
581nm
RT = RT λ dλ multiplicada pela área do orifício. Entretanto, ∆λ é pequeno o suficiente para
579 nm

b g
permitir uma aproximação do tipo RT = área abaixo da curva ≈ RT λ máx ∆λ , em que λ máx pode ser
calculado utilizando-se a lei do deslocamento de Wien). Resp.: P ≈ 25,3W .

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NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 3

PROPRIEDADES CORPUSCULARES
DA RADIAÇÃO

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 3 – PROPRIEDADES CORPUSCULARES
DA RADIAÇÃO

ÍNDICE
3.1- Efeito Fotoelétrico
3.2- Efeito Compton
3.3- Natureza Dual da Radiação
3.4- Produção de Raios X
3.5- Produção e Aniquilação de Pares

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

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Lista de Exercícios
1- Nas experiências do efeito fotoelétrico, a fotocorrente é proporcional à intensidade da luz. Esse resultado
isolado pode ser usado para distinguir as teorias quântica e clássica? Explique.

2- Por que mesmo para radiações incidente monocromáticas os fotoelétrons são emitidos com diferentes
velocidades?

3- O limiar fotoelétrico é considerado como sendo a objeção mais evidente da teoria ondulatória. Explique
essa afirmativa.

4- (a) A energia necessária para que um elétron seja removido do sódio é 2.3eV . Pode-se observar o efeito
fotoelétrico no sódio utilizando-se radiação de comprimento de onda λ = 5890 Ao ? (b) Qual é o
o
comprimento de onda limiar para a emissão fotoelétrica do sódio? Resp.: (b) 5400 A .

o
5- Radiação de comprimento de onda 2000 A incide sobre uma superfície de alumínio. Para o alumínio, são
necessários 4 .2 eV para remover um elétron. Qual é a energia cinética do fotoelétron emitido (a) mais rápido
e (b) mais lento? (c) Qual é o potencial frenador? (d) Qual o comprimento de onda limiar para o alumínio? (e)
Se a intensidade da luz incidente é 2 .0W / m2 , qual é o número médio de fótons por unidade de tempo e
por unidade de área que atinge a superfície?

6- A função trabalho para uma superfície de Lítio é 2 .3eV . Faça um esboço do gráfico do potencial frenador
V0 em função da freqüência da luz incidente para uma tal superfície, indicando suas características
importantes.

7- O potencial frenador para fotoelétrons emitidos por uma superfície atingida por luz de comprimento de
onda λ = 4910 A é 0.71V . Quando se muda o comprimento de onda da radiação incidente, encontra-se
o

para este potencial um valor de 1.43V . Qual é o novo comprimento de onda?

8- Numa experiência fotoelétrica na qual se usa luz monocromática e um fotocatodo de sódio, encontra-se
um potencial frenador de 1.85V para λ = 3000 A , e de 0.82V para λ = 4000 A . Destes dados,
o o

determine (a) o valor da constante de Planck, (b) a função trabalho do sódio, e (c) o comprimento de onda
limiar para o sódio? Resp.: (a) 6.6 × 10−34 J × s , (b) 2.3eV , (c) 5400 Ao .
9- Considere uma incidência de luz sobre uma placa fotográfica. A luz será “gravada” se houver uma
dissociação de moléculas de AgBr da placa. A energia mínima necessária para dissociar essas moléculas é
da ordem de 10−19 J . Calcule o comprimento de onda limiar, acima do qual a luz não vai sensibilizar a placa
fotográfica.

10- (a) É mais fácil observar o efeito Compton com alvos compostos de átomos com número atômico alto ou
baixo? Explique. (b) O efeito Compton pode ser observado com luz visível? Explique. (c) Discuta o
espalhamento Thomson, comparando-o com o espalhamento Compton.

11- Fótons de comprimento de onda λ = 0.024 Ao incidem sobre elétrons livres. (a) Ache o comprimento de
o
onda de um fóton espalhado de um ângulo de 30 em relação à direção de incidência e a energia cinética
o o
transmitida ao elétron. Resp.: (a) 0.027 A , 0.057 MeV , (b) 0.060 A , 0.31 MeV .

12- Um fóton de energia inicial 1.0 × 105 eV que se move no sentido positivo do eixo x, incide sobre um
o
elétron livre em repouso. O fóton é espalhado de um ângulo de 90 , dirigindo-se no sentido positivo do eixo
y. Ache as componentes do momento do elétron.

33
13- Qual é a energia cinética máxima possível de um elétron envolvido no processo Compton em termos da
energia do fóton incidente hν e da energia de repouso do elétron mo c2 ?

14- Determine a variação máxima do comprimento de onda no espalhamento Compton de fótons por prótons.
Resp.: 2.64 × 10−5 A o .
15- Pensando nas energias dos elétrons num tubo de televisão, você esperaria que esse eletrodoméstico
poderia emitir raios X? Explique.

16- Quais efeitos que se tem sobre o espectro resultante quando se diminui a voltagem num tubo de raios X?

17- Discuta o processo de bremsstrahlung como sendo o inverso do efeito Compton e do efeito fotoelétrico.

18- (a) Mostre que o comprimento de onda mínimo no espectro contínuo de raios X é dado por
λ min = 12.4 A V , onde V é a voltagem aplicada em quilovolts. (b) Se a voltagem aplicada a um tubo de
o

raios X é 186 kV, qual deve ser o valor de λ min ?

19- (a) Qual a voltagem mínima que deve ser aplicada a um tubo de raios X para que seja produzido raios X
o
com o comprimento de onda Compton do elétron? E com o comprimento de onda de 1A ? (b) Qual é a
voltagem mínima necessária para que a radiação de bremsstrahlung resultante seja capaz de produzir um
par?

20- Um raio γ de comprimento de onda 0.005nm incide sobre um elétron inicialmente em repouso e é retro
espalhado. Calcule o comprimento de onda do raio γ espalhado e a energia cinética , em keV , do elétron
recuado.

21- Um raio γ de comprimento de onda 0.0062nm incide sobre um elétron inicialmente em repouso. O
elétron é recuado com energia cinética de 60 keV . Calcule a energia do raio γ espalhado, em keV , e
0
determine a direção de espalhamento. Resp.: 140keV , 95 .

22- Um raio γ cria um par elétron - pósitron. Mostre diretamente que, sem a presença de um terceiro corpo
para absorver uma parte do momento, a energia e o momento e o momento não podem conservar
simultaneamente. (Sugestão: Iguale as energias e mostre que isto implica em momentos diferentes antes e
depois da interação).

23- Um raio γ pode produzir um par elétron - pósitron na vizinhança de um elétron em repouso, da mesma
maneira que na vizinhança de um núcleo, como representado abaixo:

γ + e− → e− + e− + e+
2
Mostre que nesse caso a energia mínima é 4m0c . (Sugestão: Suponha que as três partículas se afastam
juntas e determine a energia mínima do fóton ε = hν min para que o processo possa ocorrer. Use as leis da
εc v 2 2εm0c 2 + m02 c 4
conservação do momento linear e da energia, para mostrar que v = , ou 1 − 2 =
ε + m0c 2 c c
ε + m0c2
2
h
. Substitua esses resultados na equação resultante da conservação do momento e mostre que
9m0c 2 − m0c 2
ε = hν min = = 4m0c 2 ).
2

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NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 4

MODELOS ATÔMICOS

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 4 – MODELOS ATÔMICOS
ÍNDICE
4.1- Modelo de Thomson
4.2- Modelo de Rutherford
4.2.1- Trajetória da Partícula α Espalhada
4.2.2- Cálculo Estatístico do Espalhamento de Partículas α
4.2.3- Cálculo da Seção de Choque de Espalhamento
4.3- Espectro Atômico
4.4- Modelo de Bohr
4.5- Experimento de Franck e Hertz
4.6- Integral de Ação e Regras da Quantização
4.7- Modelo de Sommerfeld

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 5 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios
1- O modelo de Thomson para o átomo de hidrogênio prevê um freqüência única de oscilação para o elétron.
Considerando o raio do átomo de hidrogênio como sendo R = 0,05nm , calcule o comprimento de onda da
radiação emitida por esse átomo.

2- Qual deve ser o raio de um átomo de um elétron, no modelo de Thomson, para que ele irradie um linha
espectral de comprimento de onda λ = 600nm ?

3- Por que é necessário considerar uma folha fina em experiências que visam verificar a fórmula do
espalhamento de Rutherford?

4- Compare a atração gravitacional entre um elétron e um próton no estado fundamental de um átomo de


hidrogênio com a atração coulombiana entre eles. É razoável ignorar a atração gravitacional nesses casos?
Resp.: Fgrav Felet ≈ 10−40 .

5- A fórmula do espalhamento de Rutherford não está de acordo para ângulos de espalhamento muito
pequenos. Explique o motivo disso.

6- Em que a relação
1 1 D
a f
= senϕ + 2 cosϕ − 1 , que dá a trajetória de uma partícula que se move sob
r b 2b
ação de uma força coulombiana repulsiva proporcional ao inverso do quadrado da distância , difere da
dedução da trajetória de um planeta que se move sob influência do campo gravitacional do sol?

7- Qual é a distância de maior aproximação de uma partícula α com 5,30 MeV a um núcleo de cobre em
−15
uma colisão frontal? Resp.: 15,8 × 10 m.

8- Um feixe de partículas α de energia 3MeV bombardeia uma lâmina de alumínio. Determine a distância
D de menor aproximação ao núcleo do átomo de alumínio associada a uma colisão frontal e o número de
núcleos por unidade de volume na lâmina, sabendo-se que o número atômico do alumínio é 13, o número de
massa é 27 e a densidade é ρ = 2,70 g cm .
3

9- De acordo com a mecânica clássica, um elétron deve sempre se mover em um átomo com qualquer
momento angular. Entretanto, de acordo a teoria de Bohr para o átomo de hidrogênio, o momento angular é
quantizado na forma L = nh 2π . O princípio da correspondência pode reconciliar essas duas afirmações?
Explique.

10- Mostre que a constante de Planck tem unidades de momento angular.

11- Para as órbitas do átomo de hidrogênio de Bohr, a energia potencial é negativa e maior em módulo do
que a energia cinética. Qual a implicação disso?

12- Um átomo de hidrogênio pode absorver um fóton cuja energia exceda sua energia de ligação 13,6eV ?

13- A energia de ionização do deutério é diferente da do hidrogênio? Explique.

14- Mostre que a freqüência de revolução de um elétron no modelo atômico de Bohr para o átomo de
hidrogênio é dada por ν = 2 E hn , onde E é a energia total do elétron.

15- (a) Mostre que no estado fundamental do átomo de hidrogênio a velocidade do elétron pode ser escrita
como v = αc , onde α é a constante de estrutura fina. (b) A partir do valor de α , o que se pode concluir a
respeito do fato de se desprezar os efeitos relativísticos nos cálculos de Bohr?

64
16- (a) Calcule os três maiores comprimentos de onda da série de Balmer a partir da fórmula de Bohr. (b) A
série de Balmer está entre que limites de comprimento de onda?

17- Calcule o menor comprimento de onda da série de Lyman, da série de Paschen e da série de Pfund para
o átomo de hidrogênio. Em qual região do espectro eletromagnético está cada uma?

18- Quanta energia é necessária para remover um elétron de um átomo de hidrogênio em um estado com
n = 8?
19- Um átomo de hidrogênio é excitado de um estado com n = 1 até n = 4 . (a) Calcule a energia que deve
ser absorvida pelo átomo. (b) Calcule e trace sobre um diagrama de níveis de energia as energias dos
diferentes fótons que serão emitidos se o átomo voltar a seu estado n = 1 . (c) Calcule a velocidade de recuo
do átomo de hidrogênio, ao fazer uma transição de n = 4 a n = 1 em um único salto quântico, supondo que
ele está inicialmente em repouso.

20- Um átomo de hidrogênio com energia de ligação ( energia necessária para remover um elétron) de
0,85eV sofre uma transição para um estado com energia de excitação (diferença de energia entre este
estado e o fundamental) de 10,2eV . (a) Calcule a energia do fóton emitido. (b) Mostre essa transição em um
diagrama de níveis de energia para o hidrogênio, designando os números quânticos apropriados.

21- Calcule a energia necessária para remover um elétron de um átomo de hélio ionizado utilizando o modelo
atômico de Bohr. Resp.: 54,4eV .

22- O segundo pico na experiência de Franck e Hertz, exatamente abaixo de 10eV , se deve a duas
excitações consecutivas do primeiro estado excitado do mercúrio ou a uma excitação do segundo estado
excitado?

23- Em um experiência do tipo Franck e Hertz, bombardeia-se hidrogênio atômico com elétrons, e obtém-se
os potenciais de excitação em 10,21V e 12,10V . (a) Trace um diagrama de níveis de energia para as três
possíveis transições observadas. (b) Supondo que as diferenças de energia podem ser expressas como
∆E = hν , obtenha os três possíveis valores de ν e dos respectivos comprimentos de onda λ .
24- Suponha que, na experiência de Franck e Hertz, a energia eletromagnética emitida por um átomo de Hg,
devido à absorção de energia de elétrons com 4,9eV seja expressa por ∆E = hν , onde ν é a freqüência
correspondente à linha de ressonância λ = 253,6nm do mercúrio. Calcule o valor de h de acordo com essa
experiência e compare com o valor obtido por Planck.

25- Nas estrelas observa-se a série de Pickering no espectro do íon de hélio He + . Ela é emitida quando o
elétron no He salta para o nível n = 4 a partir de níveis de mais altas energias. (a) Obtenha a fórmula dos
+

comprimentos de onda das linhas que pertencem a essa série. (b) Encontre o comprimento de onda limite
dessa série. (c) Essa série pertence a qual região do espectro eletromagnético? (d) Calcule o potencial de
ionização em elétrons-volt, se o He + estiver no estado fundamental.

26- Se o momento angular da terra de massa M = 6,0 × 10 kg , devido ao seu movimento em torno do sol
24

numa órbita de raio R = 1,5 × 10 m , fosse quantizado segundo a relação de Bohr L = nh 2π , qual seria o
11

valor do número quântico n ? Poderíamos detectar tal quantização?

27- De outro exemplo de degenerescência na física clássica, além do movimento planetário.

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NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 5

PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS
DA MATÉRIA

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 5 – PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA MATÉRIA
ÍNDICE
5.1- Postulados de de Broglie
5.2- Interpretação Probabilística da Dualidade Onda - Partícula
5.3- Propriedades das Ondas de Matéria
5.4- Princípio da Incerteza
5.5- Experimento de Franck e Hertz
5.6- Integral de Ação e Regras da Quantização
5.7- Modelo de Sommerfeld

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 3 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios
1- Por que a natureza ondulatória da matéria não é evidente em nossas observações diárias? O comportamento
ondulatório de uma partícula clássica pode ser obtido assumindo-se m → ∞ na fórmula de de Broglie? Explique.

2- O comprimento de onda de de Broglie pode ser menor que a dimensão da partícula? Pode ser maior? É
necessário que haja alguma relação entre essas grandezas?

3- A difração de elétrons pode ser utilizada para se estudar a estrutura de sólidos cristalinos? Explique.

4- Discuta a analogia: A óptica ondulatória é para a óptica geométrica assim como a mecânica quântica é para a
mecânica clássica.

5- Afinal de conta o que é um elétron, uma partícula ou uma onda? Explique.

6- Discuta semelhanças e diferenças entre uma onda de matéria e uma onda eletromagnética

7- Um projétil de massa m = 40g move-se a uma velocidade v = 1000m / s . (a) Qual é o comprimento de
onda de de Broglie que se pode associar a ele? (b) Por que sua natureza ondulatória não se revela por meio de
efeitos de difração?
8- O comprimento de onda da emissão espectral amarela do sódio é λ = 5890 A0 . Com que energia cinética um
elétron teria o mesmo comprimento de onda de de Broglie?
9- Um elétron e um fóton tem ambos um comprimento de onda λ = 2.0 A . Quais são (a) seus momentos? (b)
0

suas energias totais? (c) Compare as energias cinéticas do elétron e do fóton.

10- Um nêutron térmico tem uma energia cinética b3 2gkT , onde T = 300 K é a temperatura ambiente. Estes
nêutrons estão em equilíbrio térmico com o ambiente. (a) Qual é a energia em elétrons - volt de um nêutron
térmico? (b) Qual é o comprimento de onda de de Broglie?
11- Um feixe de nêutrons de 1eV atinge um cristal cujo planos cristalinos estão separados por d = 0,025nm .
Determine o ângulo de fase ϕ para o qual o primeiro máximo de interferência é observado.

12- O espaçamento planar em um cristal de cloreto de potássio é d = 314


0
. A . Compare o ângulo de reflexão de
Bragg de primeira ordem, por esses planos, de elétrons com energia cinética 40keV com o de fótons com
energia 40keV . iωt
ψ 1 = Ae
13- Considere a interferência de duas ondas ψ 1 e ψ 2 ,
emitidas de duas fendas estreitas e paralelas de distância d ,
como mostra a figura ao lado. As ondas têm mesmas
amplitude A , mesma freqüência ω e diferença de fase δ .
Construa a superposição ψ 1 + ψ 2 usando a notação θ ψ 1 = Aei b ωt + δ g
d
complexa para a função de onda e mostre que a dependência
do padrão de interferência resultante com o ângulo θ é, θ
FG kd senθIJ . ( Sugestão: mostre primeiramente
I = 4 A cos
H2 K
2
dsenθ

que, ψ = ψ 1 + ψ 2 = A e
− iδ 2
+ eiδ 2 ei b ωt + δ 2 g , em seguida escreva as exponenciais complexa entre colchetes na
forma trigonométrica. Escreva a distribuição de intensidades do padrão de interferência I = ψ , e observe que a
2


diferença de fase entre as duas ondas pode ser escrita na forma δ = dsenθ ).
λ
14- Referindo-se ao princípio da incerteza de Heisenberg, dê exemplo de algum caso em que o processo de
medida perturba o sistema que está sendo medido.

40
15- Dê uma justificativa à partir do princípio da incerteza de Heisenberg ( ∆E∆t ≥ = 2) que a energia de um
oscilador harmônico não pode ser nula. (Sugestão: Será que o período de um oscilador pode ser infinito? Pense
nisso).

16- Qual seria a voltagem aceleradora dos elétrons em um microscópio eletrônico necessária para que se tenha a
mesma resolução máxima que pode ser obtida em um "microscópio de raios γ " usando raios γ de 0.2 MeV ?

17- A resolução máxima atingida por um microscópio é limitada apenas pelo comprimento de onda utilizado, isto é,
o menor detalhe que se pode distinguir é aproximadamente igual ao comprimento de onda. Suponhamos que se
0 0
queira ver o interior de um átomo de diâmetro 1.0 A , com detalhes da ordem de 0.1 A . (a) Se usarmos um
microscópio eletrônico, qual seria a energia mínima necessária para os elétrons? (b) Se usarmos um microscópio
óptico, qual seria a energia mínima para os fótons? Em que região do espectro eletromagnético estão esses
fótons? (c) Qual dos microscópios seria mais prático para esse objetivo? Explique.

18- Mostre que para uma partícula livre pode-se escrever a relação de incerteza também na forma
∆λ∆x ≥ λ2 4π , onde ∆x é a incerteza na posição da onda e ∆λ é a incerteza simultânea no comprimento de
onda.

19- Mostre que se a incerteza na posição de uma partícula for aproximadamente igual a seu comprimento de onda
de de Broglie, então a incerteza em sua velocidade é aproximadamente igual a sua velocidade.

20- Um microscópio óptico é utilizado para localizar um elétron em um átomo em uma região de dimensão linear
de 0.2 A 0 . Qual é a incerteza na velocidade de um elétron localizado dessa forma?
21- Uma partícula de massa m está confinada em uma região unidimensional de comprimento a . Use o princípio
da incerteza para obter uma expressão para a energia mínima da partícula. Calcule o valor dessa energia para
uma gota de massa m = 1g mantida sobre um fio de comprimento a = 10cm , e para um elétron em uma região
de comprimento a = 0,1nm .
0
22- (a) Considere um elétron em algum ponto dentro de um átomo de diâmetro 1 A . Qual é a incerteza no
momento do elétron? Esse resultado é consistente com a energia de ligação de elétrons em átomos? Pense em
termos de energias das transições atômicas pertencente a região visível do espectro eletromagnético. (b) Imagine
−12
que um elétron esteja em algum ponto no interior de um núcleo de 10 cm . Qual é a incerteza no momento do
elétron? Esse resultado é consistente com a energia de ligação de partículas constituintes do núcleo? Pense em
termos de energias das transições nucleares pertencente a região dos raios X e γ do espectro eletromagnético.
(c) Considere um nêutron, ou um próton, no interior desse núcleo atômico. Qual é a incerteza no momento do
nêutron, ou do próton? Esse resultado é consistente com a energia de ligação de partículas constituintes do
núcleo?

23- A vida média de um estado excitado de um núcleo é normalmente de cerca de 10−12 s . Qual é a incerteza na
energia do fóton de raio γ emitido?

24- um garoto no alto de uma escada de altura H está jogando bolas de gude de massa m em uma fenda existente
no solo. Para atingi-la, ele utiliza um equipamento que tem a maior precisão possível. (a) Mostre que as bolas de

F =I F HI
x≈G J G J
12 14

gude vão deixar de atingir a fenda por uma distância em média da ordem de
H mK H g K , onde g é a

aceleração da gravidade. (b) Utilizando valores razoáveis de H e m, calcule esta distância.

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NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 6

MECÂNICA QUÂNTICA DE
DE SCHRÖDINGER

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 6 – MECÂNICA QUÂNTICA DE SCHRÖDINGER
ÍNDICE
6.1- Introdução
6.2- Equação de Schrödinguer
6.3- Interpretação Probabilística
6.4- Equação de Schrödinger Independente do Tempo
6.5- Valores Esperados
6.6- Compreensão do Movimento da Partícula Quântica e
Limite da Teoria Clássica
6.7- Comportamento Geral das Autofunções

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 4 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios
1- Como o postulado de de Broglie entra na teoria quântica de Schröedinger?

2- Uma vez que a equação de Schröendiger não é válida para partículas relativísticas, qual seria o efeito sobre a
teoria quântica de Schröedinger da mudança na definição de energia total, na relação E = =ω = hν , se fosse
considerado a energia relativística de repouso da partícula.

3- A massa m de uma partícula aparece explicitamente na equação de Schröendiger, mas sua carga não, embora
ambas possam afetar seu movimento. Alguma grandeza que aparecem na equação de Schröendiger embute
implicitamente esse parâmetro? Explique.

4- As equações de onda da teoria clássica contém uma segunda derivada espacial e uma segunda derivada
temporal. A equação de Schröendiger por outro lado, contém uma segunda derivada espacial e uma primeira
derivada temporal. Use esses fatos para explicar por que as soluções de onda clássica podem ser funções reais,
enquanto as soluções da equação de Schröendiger devem ser funções complexas.

5- No eletromagnetismo, calculamos a intensidade de uma onda tomando o quadrado de sua amplitude. Por que
não fazemos exatamente o mesmo com as ondas da mecânica quântica?

6- Por que a função densidade de probabilidade tem que ser real, positiva, finito e definida em todos os pontos?
Explique o significado da normalização de uma função de onda.

7- Por que a mecânica quântica de Schrödinger fornece apenas informações estatísticas? Em sua opinião, isso
reflete-se como um fracasso da teoria ou uma propriedade da natureza?

8- O que significa o valor esperado de uma grandeza?

9- Por que uma autofunção deve ser bem comportada para ser aceitável na teoria quântica de Schrödinger? Por
que ψ é necessariamente uma função oscilatória quando V x < E ? af
10- Se as funções de onda a f a f ψ a x, t f
ψ 1 x, t , ψ 2 x, t e são três soluções da equação de Schrödinger para um
V a x, t f
3

potencial particular , mostre que a combinação linear arbitrária


ψ a x, t f = c ψ a x, t f + c ψ a x, t f + c ψ a x, t f
1 1 2 2 3 3 também é uma solução desta equação.

11- Considere a função de onda para o primeiro estado excitado de uma partícula de massa m que pode se
mover livremente sobre o eixo x entre os pontos x = − a 2 e x = + a 2 , mas que está estritamente proibida
de ser encontrada fora dessa região:

2πx −iEt =
Asen e para −a 2 < x < +a 2
a
a f
Ψ x,t =
0 para x ≤ −a 2 ou, x ≥ +a 2

onde A é uma constante real arbitrária e E é a energia total da partícula. (a) Mostre que essa função é uma
solução da equação de Schrödinger. (b) Encontre o valor de E para esse primeiro estado excitado, (c) Trace um
2 2
gráfico da dependência espacial dessa função de onda. (d) Encontre os valores esperados de x , p , x e p da
partícula associada a função de onda, (e) Use a condição de normalização para determinar o valor da constante
A em termos de a . (f) Use as grandezas calculadas no item (d) para calcular o produto das incertezas ∆x∆p
na posição e no momento dessa partícula.

12- A função de onda Ψ a x,t f para o estado fundamental de um oscilador harmônico simples constituído de uma
partícula de massa m sob ação de uma força restauradora linear de constante elástica C , pode ser escrita como:
49
Ψ a x,t f =
aCmf 18
− d i e − bi 2 gd
Cm 2 = x 2 i
Cm t

aπ=f 14 e

(a) Calcule os valores esperados da energia cinética K=


p2
2m
e da energia potencial af
V x =
1 2
2
kx . (b)

Compare com as médias no tempo das energias cinética e potencial para um oscilador harmônico simples clássico
com a mesma energia total E .

13- Em um certo instante, uma função de onda depende da posição conforme está mostrado na figura (a) abaixo.
(a) Se fosse feita uma medida que possa localizar a partícula associada em um elemento dx do eixo x nesse
instante, onde seria maior a probabilidade de encontrá-la? (b) Onde seria menor essa probabilidade? (c) As
chances de que ela seja encontrada em qualquer valor positivo do eixo x seriam melhores do que as chances de
que seja encontrada em qualquer valor negativo?

a f
ψ x, t V x af
5 t ( fixo)

−5 0 5 10 x

−5 0 x
aa f abf
14- Considere uma partícula se movendo sob influência do potencial af
V x =Cx , onde C é uma constante,
ilustrado na figura (b) acima. (a) Use argumentos qualitativos para fazer um esboço da primeira autofunção de da
décima autofunção para o sistema. (b) Faça um esboço das duas funções densidade de probabilidade
correspondentes. (c) Use então a mecânica clássica para calcular as funções densidade de probabilidade prevista
por esta teoria. (d) Trace um gráfico das funções densidade de probabilidade clássicas juntamente com as funções
densidade de probabilidade quânticas, e discuta sua comparação.

15- Considere uma partícula se movendo no potencial af


V x ilustrado na figura abaixo. Para os seguintes
intervalos de valores da energia total E , diga quando há algum valor possível de E , e , se isso ocorrer, se eles
são separados discretamente ou distribuídos continuamente. (a) E < V0 , (b) V0 < E < V1 , (c) V1 < E < V2 , (d)
V2 < E < V3 , (e) E > V3 .

V xaf
V3 +∞

−∞ V2
V1
V0

0 x

50
16- Considere uma partícula se movendo no potencial af
V x ilustrado na figura (a) abaixo, que tem uma região
retangular de profundidade V0 e largura a , no qual a partícula pode estar ligada. Estes parâmetros estão
relacionados com a massa m da partícula de uma forma tal que o estado de menor energia possível E1 se
encontra a uma energia de aproximadamente V0 4 acima do fundo. (a) Use argumentos qualitativos para fazer
af
um esboço da forma aproximada da autofunção correspondente ψ 1 x . (b) Substitua o potencial da região
x > + a 2 diretamente na equação de Schrödinger independente do tempo para mostrar que nessa região a
autofunção tem a forma matemática af
ψ x = Ae
− b
2 m V0 − E g=x
. (c) Use a densidade de probabilidade
correspondente a esta autofunção para estimar a distância D fora da região de ligação do potencial na qual
haverá uma probabilidade apreciável de encontrar a partícula na região classicamente proibida. (Sugestão:
Considere x = D como sendo a distância até o ponto no qual Ψ * Ψ é 1 e vezes o seu valor na borda da região
de ligação x = + a 2 ). (d) O potencial dessa figura dá uma boa descrição das forças que atuam sobre um elétron
se movendo através de um metal. A diferença de energia V0 − E , para o elétron mais fracamente ligado ao metal,
é a função trabalho do metal. Tipicamente, V0 − E ≈ 5eV . Use esse dado para estimar o valor da distância D
estima no item (c).

af
V x af
V x

V0 V0

E1 E1
V0 10

−a 2 0 +a 2 x −a 2 +a 2 x
a 4

aa f abf
17- Suponha que o fundo da função potencial da questão anterior seja modificado pela adição de uma saliência no
centro, de altura aproximadamente V0 10 e largura a 4 , como mostra a figura (b) acima. Considere
qualitativamente o que ocorre com a curvatura da autofunção na região da saliência, e como isso afetará o
problema de obter um comportamento aceitável para a autofunção na região externa ao poço. A partir dessas
considerações, faça uma previsão, de forma qualitativa, do efeito da saliência sobre o valor da menor energia
possível E1 .

18- Considere a autofunção ilustrada na figura abaixo. (a) Qual dos três potenciais ilustrados na mesma figura
poderia levar a tal autofunção? Dê argumentos qualitativos que justifiquem sua resposta. (b) Essa autofunção não
é associada ao estado de menor energia possível para o potencial. Esboce a autofunção que corresponde ao
estado de menor energia. (c) Indique em outro esboço o intervalo de energias no qual você esperaria estados de
energia possíveis discretos e o intervalo de energias no qual você esperaria que os estados de energia possíveis
fossem distribuídos continuamente.

51
af
V x

af
ψ x 0
x

af
V x

x
0 0 x

af
V x

x
0

πx
19- Usando as duas primeiras funções de onda normalizadas a f
Ψ1 x,t =
2
a
cos e −iE t =
a
1
e

2πx −iE t =
a f
Ψ 2 x,t =
2
a
sen
a
e 2
, para uma partícula se movendo livremente e confinada em uma região de

a f a f a f
comprimento a , construa a combinação linear Ψ x , t = c1Ψ 1 x , t + c2Ψ 2 x , t . Obtenha então uma relação
a f
em função das constantes ajustáveis c1 e c2 que, quando satisfeitas, garanta que Ψ x , t seja normalizada.

52
NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 7

SOLUÇÕES DA EQUAÇÃO DE
SCHRÖDINGER INDEPENDENTE DO TEMPO

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 07 – SOLUÇÕES DA EQUAÇÃO DE SCHRÖDINGER
INDEPENDENTE DO TEMPO
ÍNDICE
7.1- Partícula Livre
7.2- Potencial Degrau
7.3- Barreira de Potencial
7.4- Poços de Potenciais Finito e Infinito
7.5- Oscilador Harmônico

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 4 aulas de
quatro créditos.

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Lista de Exercícios
af
1- Por que na mecânica clássica não é possível ter-se E < V x ? Por que isto é possível na mecânica
quântica , desde que haja alguma região na qual E > V x ? af
2- Se duas ondas de mesmas amplitudes se propagam em sentidos contrários obtém-se uma onda
estacionária. Que tipo de onda obtém-se se as amplitudes não forem iguais?

3- O que você entende exatamente sobre o fluxo de probabilidade?

4- O que significa exatamente afirmar que o coeficiente de reflexão é unitário para uma partícula
incidindo sobre um potencial degrau com energia total menor do que a altura do degrau? O que significa
exatamente afirmar que o coeficiente de reflexão é menor do que a unidade se a energia total for maior
que a altura do degrau? O coeficiente de reflexão pode ser maior que a unidade?

5- Uma partícula incide sobre uma barreira de potencial, com energia total menor do que a altura da
barreira, e é refletida. A reflexão envolve apenas a primeira descontinuidade do potencial? Se a outra
descontinuidade fosse retirada, de forma que a barreira se transformasse em um degrau, o coeficiente
de reflexão mudaria?

6- No sol, dois núcleos de Hidrogênio em movimento térmico violento podem colidir penetrando a
barreira coulombiana que os separam. A massa do núcleo resultante é menor do que a soma das
massas dos dois núcleos de iniciais, de forma que ocorre grande liberação de energia. Este processo de
fusão nuclear é responsável pela emissão de calor pelo sol. Quais seriam as conseqüências para a vida
na terra se isso não pudesse ocorrer?

7- Por que os poços quadrados finitos têm apenas um número finito de autovalores ligados? Quais são
as características dos autovalores não ligados?

8- Como seria uma autofunção de onda estacionária para um autovalor não ligado de um poço de
potencial quadrado finito?

9- Se as autofunções de um potencial tem paridades definidas, a de menor energia tem sempre


paridade positiva. Explique por que.

10- Para o caso de um degrau de potencial com E > V0 em que os coeficientes de reflexão e

F k − k IJ e T = 4k k , mostre que R + T = 1.
transmissão são R = G
2

Hk +k K
1 2

bk + k g
1 2
2
1 2 1 2

LM OP −1

11- Mostre que a expressão T = M1 +


senh k a P2

MM 4 E FG1 − E IJ PP , para o coeficiente de transmissão para a


2

N V H V KQ
0 0

EF EI
penetração de uma barreira de potencial retangular, se reduz à T ≈ 16 G 1 − J e se k a >> 1 .
−2 k 2 a

V H VK
2
0 0

50
E = 2eV incidente sobre
12- (a) Calcule o coeficiente de transmissão para um elétron de energia total
uma barreira de potencial retangular de altura V0 = 4eV e largura a = 10 m (dimensão atômica),
−10

usando a relação exata e aproximada citadas na questão anterior. (b) Repita os cálculos para uma
barreira de largura a = 10 m .
−9

13- Um próton e um dêutron ( partícula de mesma carga do próton, mas de massa duas vezes maior)
tentam penetrar em uma barreira de potencial retangular de altura V0 = 10 MeV e largura a = 10 m
−14

(dimensão nuclear). As duas partículas tem energias totais E = 3 MeV . Use argumentos qualitativos
para prevê qual das partículas tem mais chance de consegui-lo.

14- Um átomo do gás nobre Kriptônio exerce um potencial atrativo sobre um elétron não ligado, que
varia muito bruscamente. Devido a isto, é uma aproximação razoável descrever o potencial como um
poço quadrado atrativo, de dimensão da ordem do raio atômico , 4 × 10 m . As experiências que um
−10

elétron com energia cinética E = 0.7 eV , nas regiões fora do átomo, pode atravessá-lo sem sofrer
reflexão alguma. Esse é o fenômeno do efeito Ramsauer para uma poço quadrado atrativo. Use essas
informações para fazer uma estimativa da profundidade do poço de potencial quadrado. (Sugestão: Use
o fato que cabe exatamente um comprimento de onda de de Broglie na largura do poço nas condições
do efeito Ramsauer).

15- Sabendo–se que as massas do elétron e do nêutron são respectivamente, me = 9.1 × 10−31 kg e
mn = 1.67 × 10−27 kg , faça uma estimativa das energias de ponto zero de um elétron e de um nêutron
em um poço quadrado infinito de largura igual ao diâmetro nuclear a = 10 m , e compare esse
−14

resultados.

16- Sabendo-se que as energias permitidas para uma partícula num poço de potencial infinito são
En = n2 E0 , onde E0 é a energia do estado fundamental, mostre que a diferença fracional em energia
∆E n 2 n + 1
entre autovalores adjacentes é = . Use esta relação para discutir o limite clássico do
En n2
sistema.

17- Aplique a condição de normalização para mostrar que o valor da constante multiplicativa para a
autofunção com n = 3 do poço de potencial infinito é B3 = 2 a.

18- Use as autofunções ψ1 e ψ3 para o poço de potencial infinito para mostra a propriedade de

z
ortogonalidade

−∞
af af
+∞
ψ 1 x ψ 3 x dx = 0

cosau + v f + cosau − v f .
1
(Sugestão: Use a relação cos u cos v =
2
19- A constante da força restauradora K para as vibrações interatômicas de uma molécula diatômica
3 2
típica é da ordem de 10 J / m . (a) Use esse valor para fazer uma estimativa da energia de ponto zero
das vibrações moleculares. (b) Faça uma estimativa da diferença em energia entre o estado
fundamental e o primeiro estado excitado da molécula vibrante. (c) A partir dessa estimativa, determine
a energia do fóton emitido por vibrações da distribuição de carga quando o sistema faz uma transição
entre o primeiro estado excitado e o estado fundamental. (d) Determine o comprimento de onda desta
transição e descubra em que região do espectro eletromagnético está a radiação emitida.

51
NOTAS DE AULAS DE
FÍSICA MODERNA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 8

ÁTOMOS DE UM ELÉTRON

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 08 – ÁTOMOS DE UM ELÉTRON
ÍNDICE
8.1- Introdução
8.2- Força Central
8.3- Equação de Schrödinger em Coordenadas Esféricas
8.4- Dependência Angular das Autofunções
8.5- Regras de Seleção Dipolo Elétrico
8.6- Simetria de Paridade em Coordenadas Esféricas
8.7- Equação Diferencial Radial
8.8- Distribuição de Probabilidade

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 5 aulas de
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Lista de Exercícios
1- Por que a função Φϕaf tem que ser unívoca na solução da equação de Schrödinger para o átomo de
hidrogênio? Por que isso leva a restrição de que ml deve ser um inteiro?

2- Por que devem aparecer três números quânticos no tratamento do átomo de um elétron sem "spin"?

3- O que é a degenerescência?

4- Faça uma comparação entre as previsões dos tratamentos de Bohr e Schrödinger para o átomo de hidrogênio
(desprezando spin e efeitos relativísticos), com relação à localização do elétron, sua energia total, e seu momento
orbital.

5- Hidrogênio, deutério e hélio mono ionizado são exemplos de átomos de um elétron. O núcleo do deutério tem a
mesma carga do núcleo de hidrogênio e massa quase duas vezes maior. O núcleo de hélio tem carga duas vezes
maior do que o núcleo de hidrogênio e massa quase quatro vezes maior. Faça uma previsão da razão entre as
energias dos estados fundamentais desses átomos. (Sugestão: Considere a variação da massa reduzida).

6- Mostre por substituição que af


Φ ϕ = cosmlϕ e, af
Φ ϕ = senmlϕ são soluções da equação diferencial para
Φϕaf .

7- Verifique por substituição que a autofunção ψ 100 do estado fundamental e autovalor E1 desse estado
satisfazem a equação de Schrödinger independente do tempo, para a átomo de hidrogênio.

8- Sabe-se que ψ = e é uma autofunção do operador energia total para o problema unidimensional de potencial
ikx

nulo. (a) Mostre que também é autofunção do operador momento linear p e determine o autovalor associado. (b)
Repita os cálculos para ψ = e − ikx .
b g FGH
9- Mostre que a função R r = A 1 −
2a
IJ
r −r 2a
K
e é uma solução da equação diferencial radial para o átomo de um

elétron no caso l = 0 . Qual é o autovalor da energia correspondente?

10- Determine a constante de normalização A do problema anterior.

11- Seja o átomo de um elétron num estado de números quânticos n = 2 e l = 1 . Determine a distância mais
provável entre o elétron e o núcleo. Calcule os valores esperados r e V pela integração explícita.

12- Repita os cálculos do problema anterior para um estado de números quânticos n = 3 e l = 1 .

13- Seja o átomo de um elétron no seu estado fundamental. Calcule a probabilidade de encontrar o elétron além da
primeira órbita de Bohr.

14- (a) Calcule a posição em que a densidade radial de probabilidade é máxima, para o estado n = 2 , l = 1 do
átomo de hidrogênio. (b) Calcule em seguida o valor esperado da coordenada radial nesse estado. (c) Interprete o
significado físico da diferença das respostas de (a) e (b).

15- (a) Calcule o valor esperado V da energia potencial no estado fundamental do átomo de hidrogênio, e
mostre que E = V 2 , onde E é a energia total. (b) Calcule o valor esperado V agora para o estado
n = 2 , l = 1 , do átomo de hidrogênio.

16- Mostre por substituição que a forma af


R r ∝ rl é uma solução da equação diferencial para Rr af , quando
r → 0 . (Sugestão: Despreze os termos que se tornam pequenos diante dos demais quando r → 0 ).
64
17- Uma partícula de massa reduzida µ está presa numa extremidade de uma barra rígida de massa desprezível
e comprimento R . A outra extremidade da barra gira no plano xy em torno de um suporte localizado na origem, e
cujo eixo tem direção z . Esse "Rotor Rígido" bidimensional está ilustrado na figura abaixo.

y
R
x ϕ µ

(a) Escreva uma expressão para a energia total do sistema em termos de seu momento angular L . (Sugestão:
Tome o valor zero para a energia potencial constante e expresse a energia cinética em termos de L ). (b)
Introduzindo operadores apropriados na equação da energia, converta-a na equação de Schrödinger


=2 ∂2
2I ∂ϕ 2
a f

Ψ ϕ , t = i= Ψ ϕ , t
∂t
a f
a f
onde I = µR é o momento de inércia da rotação, e Ψ ϕ ,t é a função de onda escrita em termos da
2

coordenada angular ϕ e do tempo t . (Sugestão: Como o momento angular só tem direção z , isto é L = Lz e o
operador correspondente é Lz = −i= ∂ ∂ϕ ). (c) Aplicando a técnica de separação de variáveis, desdobre a
equação de Schrödinger do rotor rígido e obtenha a equação de Schrödinger independente do tempo:


=2 d 2
2I dϕ
af
Φ ϕ = EΦ ϕ af
e a equação para a dependência temporal da função de onda

d
dt
af iE
T t =− T t
=
af
onde E é a constante de separação e Ψaϕ ,t f = Φaϕ fT at f . (d) Resolva a equação para a dependência
temporal da função de onda e mostre que a constante de separação E é a energia total. (e) Mostre que uma
solução particular da equação de Schrödinger independente do tempo para o rotor rígido é af
Φ ϕ = eimϕ , onde

2 IE
m= . (f) Utilize a solução na equação diferencial e mostre que os valores permitidos de energia total para
=
m2 = 2
o rotor rígido quântico bidimensional são: E= , com m = 0,1,2,.... .
2I

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NOTAS DE AULAS DE
ESTRUTURA DA MATÉRIA

Prof. Carlos R. A. Lima

CAPÍTULO 9

INTERAÇÃO MAGNÉTICA E SPIN

Primeira Edição – junho de 2005


CAPÍTULO 9 - INTERAÇÃO MAGNÉTICA E SPIN
ÍNDICE
9-1- Momento de Dipolo Magnético Orbital
9.2- Interação com um Campo Magnético Externo
9.3- Experiência de Stern-Gerlach e Spin do Elétron
9.4- Momento Angular Total
9.5- Interação Spin-Órbita
9.6- Correção da Teoria Quântica Relativística
9.7- Efeito Zeeman
9.7.1- Introdução
9.7.2- Efeito Zeeman Normal
9.7.3- Efeito Zeeman Anômalo – Facultativo
9.8- Estrutura Hiperfina - Facultativo

Nessa apostila aparecem seções, sub-seções e exemplos resolvidos intitulados como


facultativos. Os assuntos que se referem esses casos, podem ser dispensados pelo professor
durante a exposição de aula sem prejuízo da continuidade do curso de Estrutura da Matéria.
Entretanto, é desejável que os alunos leiam tais assuntos e discutam dúvidas com o professor
fora do horário de aula. Fica a cargo do professor a cobrança ou não dos tópicos facultativos.

Excluindo os tópicos facultativos, esse capítulo deve ser abordado no máximo em 5 aulas de
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Lista de Exercícios
1- Por que o torque que atua sobre um dipolo magnético num campo magnético faz o dipolo
precessionar em torno do campo em vez de alinhá-lo ao campo?

2- Exatamente porque se concluiu que os números quânticos de spin são semi inteiros?

3- Por que a equação de Schrödinger, na forma que se considerou, não previu o spin do
elétron?

4- Qual é a diferença entre o efeito Zeeman normal e o efeito Zeeman anômalo?

5- O que é o efeito Paschen – Bach no efeito Zeeman anômalo?

6- Calcule o campo magnético produzido por um anel circular de corrente num ponto situado
sobre o eixo de simetria do anel e longe deste. Calcule em seguida o campo magnético
produzido no mesmo ponto por um dipolo formado a partir de dois monopolos magnéticos
separados e situados no centro do anel e ao longo do eixo de simetria deste. Mostre que os
campos são os mesmos se a corrente no anel e sua área estiverem relacionadas ao momento
magnético do dipolo segundo a equação µ L = iA .

7- (a) Calcule a razão entre o momento de dipolo magnético orbital e o momento angular orbital,
µ l L para um elétron que se move numa órbita elíptica do átomo de Bohr - Sormmerfeld.
(Sugestão: A área varrida pelo vetor de comprimento r , quando a coordenada angular aumenta
de um incremento dθ , vale dA = r 2 dθ 2 . Use L = mr 2 dθ dt para calcular dθ em termos do
incremento temporal dt e faça então a integração ). (b) Compare o resultado com o obtido para
uma órbita circular.

8- Determine o gradiente de campo de um ímã de Stern-Gerlach de 50 cm de comprimento que


produzirá um separação de 1 mm na extremidade do ímã, entre as duas componentes de um
feixe de átomos de prata emitidos com uma energia cinética típica de um forno a uma
temperatura T = 9600 C . O momento de dipolo magnético da prata é devido a um único elétron
l = 0 , como no caso do hidrogênio.

9- (a) Explicite os valores possíveis de j e m j , para os estados onde l = 1 , e s = 1 2 . (b)


Desenhe os modelos vetoriais correspondentes. (c) Faça um desenho ilustrando os vetores
momento angular para um estado típico. (d) Mostre também os vetores momento de dipolo
magnético orbital e de spin e sua soma, e o vetor momento de dipolo magnético total. (e) O
vetor momento de dipolo magnético total é antiparalelo ao vetor momento angular total?

10- Enuncie os valores posíveis de j e m j para os estados onde l = 3 , e s = 1 2 .

11- Explique de forma simples porque um elétron num átomo de hidrogênio está submetido a
um campo magnético?

12- Exatamente o que é uma interação spin-órbita? Como ele leva ao desdobramento de
estrutura fina observada nas linhas espectrais do átomo
75
13- Quando se considera a interação spin - órbita, diz que ml e ms não são "bons números
quânticos". Explique porque se usou essa terminologia e quais são os "bons números
quânticos" apropriados para átomos monoeletrônicos.

14- Determine a energia de interação spin - órbita no estado n = 2 e l = 1 de um átomo


muônico, definido no exemplo 4.9 do Eisberg.
15- Mostre que a correção relativística da energia cinética de uma partícula
2
p4 1 ⎛ p2 ⎞ v2 p2
K rel =− 3 2 =− ⎜ ⎟ , é da ordem de do termo clássico .
8m c 2mc 2 ⎝ 2m ⎠ c2 2m

16- A evidência mais fácil de interpretar quanto ao desdobramento dos níveis de energia
atômicos num campo magnético externo é a Ressonância de Spin Eletrônico. Se átomos de
11
Na no estado fundamental forem colocados numa região contendo radiação eletromagnética
de freqüência ν e se uma campo magnético de intensidade B for aplicado a essa região,
haverá forte absorção de energia eletromagnética quando os fótons tiverem energia hν
idêntica à separação entre as duas componentes do desdobramento Zeeman do nível de
energia do estado fundamental. A razão disso é que esses fótons podem induzir transições
entre as componentes, indicadas na figura abaixo, e então são absorvidos. Numa experiência
típica ν = 1, 0 × 1010 Hz .

mj

+1/ 2

2
S1/ 2

+1/ 2

Determine o valor o valor de B para o qual a freqüência definida pelo desdobramento Zeeman
está em ressonância com essa freqüência de microondas. (Sugestão: Note que trata-se de um
efeito Zeeman anômalo em que é necessária determinar o fator g de Landé ).

76