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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA IEC
60079-10
Primeira edição
25.09.2006

Válida a partir de
25.10.2006

Equipamentos elétricos para atmosferas


explosivas
Parte 10: Classificação de áreas
Electrical apparatus for gas explosive atmospheres
Part 10: Classification of hazardous areas
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Palavras-chave: Atmosfera explosiva. Classificação de áreas.


Descriptors: Explosive atmosphere. Area classification.

ICS 29.260.20

Número de referência
ABNT NBR IEC 60079-10:2006
56 páginas

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Sumário Página

Prefácio Nacional.......................................................................................................................................................iv
Introdução ...................................................................................................................................................................v
1 Geral................................................................................................................................................................1
1.1 Objetivo ................................................................................................................................................1
1.2 Referências normativas......................................................................................................................2
2 Termos e definições ......................................................................................................................................2
3 Segurança e classificação de áreas ............................................................................................................6
3.1 Princípios de segurança.....................................................................................................................6
3.2 Objetivos da classificação de áreas .................................................................................................6
4 Procedimento para a classificação de áreas ..............................................................................................7
4.1 Geral .....................................................................................................................................................7
4.2 Fontes de risco....................................................................................................................................7
4.3 Tipo de zona ........................................................................................................................................8
4.4 Extensão da zona................................................................................................................................8
4.4.1 Taxa de liberação do gás ou vapor ......................................................................................9
4.4.2 Limite inferior de inflamabilidade (LII) ...............................................................................10
4.4.3 Ventilação..............................................................................................................................10
4.4.4 Densidade relativa do gás ou vapor na liberação.............................................................10
4.4.5 Outros parâmetros a serem considerados ........................................................................11
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4.4.6 Exemplos ilustrativos ..........................................................................................................11


5 Ventilação.....................................................................................................................................................12
5.1 Geral ...................................................................................................................................................12
5.2 Principais tipos de ventilação..........................................................................................................12
5.3 Grau de ventilação ............................................................................................................................12
5.4 Disponibilidade de ventilação..........................................................................................................12
6 Documentação .............................................................................................................................................13
6.1 Geral ...................................................................................................................................................13
6.2 Desenhos, folhas de informações técnicas e tabelas...................................................................13
Anexo A (informativo) Exemplos de fontes de risco .............................................................................................14
Anexo B (informativo) Ventilação ............................................................................................................................17
Anexo C (informativo) Exemplos de classificação de áreas.................................................................................30
Figura C.1 - Símbolos preferenciais para classificação de áreas .......................................................................55
Figura C.2 - Esquema de aproximação para classificação de áreas classificadas...........................................56

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Prefácio Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras,
cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos de Normalização
Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias (ABNT/CEET), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

A ABNT NBR IEC 60079-10 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela Comissão de
Estudo de Procedimentos de Classificação de Áreas, Instalação em Atmosferas Explosivas, Inspeção e
Manutenção em Atmosferas Explosivas e Reparo e Verificação de Equipamentos Elétricos Utilizados em
Atmosferas Explosivas (CE-03:031.01). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 06,
de 01.06.2006, com o número de Projeto 03:031.01-001.

Esta Norma é uma tradução idêntica da IEC 60079-10:2002, que foi elaborada pelo Subcomitê Classification of
hazardous areas and installation requirements (SC 31J), do Comitê Técnico Electrical apparatus for explosive
atmospheres (IEC/TC 31).

Esta Norma contém os anexos A a C, de caráter informativo.


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Introdução

Em áreas onde quantidades perigosas e concentrações de vapores ou gases inflamáveis podem ocorrer, medidas
de proteção devem ser aplicadas de forma a reduzir o risco de explosões. Esta parte da ABNT NBR IEC 60079
define os critérios essenciais nos quais o risco de ignição pode ser avaliado e oferece um guia para o projeto e
controle de parâmetros que podem ser usados para reduzir o risco de explosões.

Esta Norma pode ser usada como base para seleção adequada e instalação de equipamentos em áreas
classificadas.
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Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas


Parte 10: Classificação de áreas

1 Geral

1.1 Objetivo

Esta parte da ABNT NBR IEC 60079 refere-se à classificação de áreas onde pode ocorrer a presença de gases ou
vapores inflamáveis, de modo a permitir a correta seleção e instalação de equipamentos para uso em áreas
classificadas.

Esta Norma é aplicável onde há risco de ignição devido à presença de gás ou vapor inflamável misturado com o ar,
sob condições atmosféricas normais (ver nota 2), porém ela não é aplicável a

a) minas sujeitas a presença de gases inflamáveis;

b) processamento e manufatura de explosivos;


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c) áreas onde possa ocorrer a presença de poeiras e fibras combustíveis;

d) falhas catastróficas, que estejam fora do conceito de anormalidade considerado nesta Norma (ver nota 3);

e) ambientes utilizados para fins médicos;

f) locais onde a presença de névoa inflamável pode dar lugar a um risco imprevisível e que requeiram
consideração especial (ver nota 5);

g) premissas domésticas.

Esta Norma não leva em conta os efeitos de danos conseqüenciais.

As definições e explicações dos termos são dados junto com os princípios e procedimentos fundamentais relativos
à classificação de áreas.

Para recomendações detalhadas relativas à extensão das áreas classificadas em indústrias e aplicações
específicas, devem ser feitas referências aos códigos aplicáveis a estas áreas.

NOTA 1 Para efeito desta Norma, uma área é considerada uma região ou espaço tridimensional.

NOTA 2 Condições atmosféricas incluem variações acima e abaixo dos níveis de referência de 101,3 kPa (1 013 mbar) e
20°C (293 K), desde que as variações tenham um efeito desprezível nas propriedades dos materiais inflamáveis.

NOTA 3 Neste contexto, falha catastrófica é aplicável, como exemplo, à ruptura de um vaso de processo ou tubulação,
cujos eventos não sejam previsíveis.

NOTA 4 Em qualquer indústria de processo, independentemente do tamanho, pode haver numerosas fontes de ignição de
origem não elétrica. Neste caso, são necessárias precauções apropriadas com o fim de ser obtido um nível alto de segurança.
Esta Norma pode ser utilizada como subsídio para outras fontes de ignição.

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NOTA 5 Névoas podem ser formadas ou estar presentes ao mesmo tempo que os vapores inflamáveis. Isto pode afetar a
maneira de o material inflamável se dispersar, bem como a extensão da área classificada. A simples aplicação do conceito de
classificação de áreas para gases e vapores pode não ser apropriada, uma vez que as características de flamabilidade de
névoas nem sempre são previsíveis. Enquanto pode ser difícil decidir sobre o tipo e extensão das zonas, os critérios aplicáveis
aos gases e vapores darão, na maioria das vezes, um resultado seguro. Entretanto, devem sempre ser feitas considerações
sobre o perigo de ignição de névoas inflamáveis.

1.2 Referências normativas

Os seguintes documentos referenciados são indispensáveis para a aplicação deste documento. Para referências
datadas, somente a edição citada se aplica. Para referências não datadas, a última edição do documento
referenciado (incluindo qualquer emenda) se aplica.

ABNT NBR NM-IEC 60050(426):2002, Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas – Terminologia

IEC 60079-4:1975, Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 4: Method of test for ignition
temperature

IEC 60079-4A:1970, First supplement do IEC 60079-4 (1966), Electrical apparatus for explosive gas atmospheres
– Part 4: Method of test for ignition temperature

IEC 60079-20:1966, Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 20: Data for flammable gases and
vapours, relating to the use of electrical apparatus

2 Termos e definições
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Para os efeitos desta parte da ABNT NBR IEC 60079, aplicam-se os seguintes termos e definições

NOTA Quando uma definição aparecer numa seção e na ABNT NBR NM-IEC 60050(426), a definição dada na seção é
aplicável.

2.1
atmosfera explosiva
mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa ou
poeira, na qual, após ignição, inicia-se uma combustão auto-sustentada através da mistura remanescente

[IEV 426-02-02, modificada]

2.2
atmosfera explosiva de gás
mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás ou vapor, na qual após
ignição, inicia-se uma combustão auto-sustentada através da mistura remanescente

[IEV 426-02-03, modificada]

NOTA Embora a mistura que esteja com uma concentração acima do limite superior de inflamabilidade (LSI) não seja uma
atmosfera explosiva de gás, ela pode prontamente se transformar nisto e assim, em certos casos, com o fim de classificação
de áreas, é aconselhável considerá-la atmosfera explosiva de gás.

2.3
área classificada
área na qual está presente uma atmosfera explosiva de gás, ou ainda é esperada estar presente, em quantidades
tais que requeiram precauções especiais para a construção, instalação e uso de equipamentos

[IEV 426-03-01, modificada]

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2.4
área não classificada
área na qual não é esperado ocorrer a presença de uma atmosfera explosiva de gás, em quantidades tais que
requeiram precauções especiais para a construção, instalação e uso de equipamentos

[IEV 426-03-02, modificada]

2.5
zonas
áreas classificadas são divididas em zonas, baseadas na freqüência da ocorrência e duração de uma atmosfera
explosiva de gás, como a seguir:

2.5.1
zona 0
área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em
forma de gás, vapor ou névoa continuamente presente ou por longos períodos ou freqüentemente

[IEV 426-03-03, modificada]

2.5.2
zona 1
área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em
forma de gás, vapor ou névoa, que pode ocorrer ocasionalmente em condições normais de operação

[IEV 426-03-04, modificada]


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2.5.3
zona 2
área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em
forma de gás, vapor ou névoa, que não é prevista ocorrer em condições normais de operação, mas, se ocorrer, irá
persistir somente por um curto período

[IEV 426-03-05, modificada]

NOTA 1 Nesta definição, a palavra “persistir” significa o tempo total para o qual atmosfera inflamável irá existir.
Isto normalmente irá abranger o tempo da duração da liberação, mais o tempo levado para a dispersão da atmosfera explosiva
de gás após o término da liberação. (O termo “tempo de persistência”, conforme utilizado no anexo B, refere-se
especificamente para somente uma parte do tempo total para cada atmosfera explosiva de gás existente).

NOTA 2 Indicações da freqüência de ocorrência e duração podem ser obtidas nos códigos relativos a indústrias específicas
ou aplicações.

2.6
fonte de risco
ponto ou local no qual um gás, vapor ou líquido inflamável pode ser liberado para a atmosfera de modo a
possibilitar a formação de uma atmosfera explosiva de gás

[IEV 426-03-06, modificada]

2.7
graus de risco
há basicamente três graus de risco, conforme listado abaixo, em ordem decrescente em relação à probabilidade
de formação de uma atmosfera explosiva de gás:

a) grau contínuo;

b) grau primário;

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c) grau secundário.

Uma fonte de risco pode dar origem a um dos três graus de risco, ou a uma combinação de mais de um deles

2.7.1
fonte de risco de grau contínuo
uma liberação que é contínua ou que espera-se que ocorra freqüentemente ou por longos períodos

2.7.2
fonte de risco de grau primário
uma liberação que espera-se que ocorra periodicamente ou ocasionalmente durante operação normal

2.7.3
fonte de risco de grau secundário
uma liberação que não se espera que ocorra em operação normal e, se ocorrer, é pouco freqüente e por curtos
períodos

2.8
taxa de liberação
quantidade de gás ou vapor inflamável emitida por unidade de tempo pela fonte de risco

2.9
operação normal
situação em que o equipamento está operando dentro de seus parâmetros de projeto

NOTA 1 Pequenos vazamentos de material inflamável podem ser parte da operação normal. Por exemplo, vazamentos de
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selos que ficam úmidos pelo fluido que está sendo bombeado são considerados pequenos vazamentos.

NOTA 2 Falhas (tais como ruptura de selo de bombas, de gaxetas de flanges ou derramamentos causados por acidentes)
que envolvam reparo urgente ou parada não são considerados operação normal nem são considerados catastróficos.

NOTA 3 Operação normal inclui condições de partida e parada.

2.10
ventilação
movimento do ar e sua renovação com ar fresco devido aos efeitos de vento, gradiente de temperatura ou meios
artificiais (por exemplo ventiladores ou exaustores)

2.11
limites de explosividade

NOTA Os termos “limite de explosividade” e “limite de inflamabilidade” são equivalentes. As IEC 60079-20 e IEC 61779-1
utilizam o termo “limite de inflamabilidade”, enquanto todas as outras normas utilizam o termo “limite de explosividade”,
amplamente mais aceito.

2.11.1
limite inferior de inflamabilidade (LII)
concentração de gás ou vapor inflamável no ar, abaixo da qual a atmosfera de gás não é explosiva

[IEV 426-02-09, modificado]

2.11.2
limite superior de inflamabilidade (LSI)
concentração de gás ou vapor inflamável no ar, acima da qual a atmosfera de gás não é explosiva

[IEV 426-02-10, modificada]

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2.12
densidade relativa de um gás ou vapor
densidade de um gás ou vapor em relação à densidade do ar na mesma pressão e na mesma temperatura
ar é igual a 1,0)

2.13
material inflamável (substância inflamável)
material que é inflamável por si mesmo ou que é capaz de produzir um gás, vapor ou névoa inflamável

2.14
líquido inflamável
líquido capaz de produzir vapor inflamável sob qualquer condição de operação previsível

2.15
gás ou vapor inflamável
gás ou vapor que, quando misturado com o ar em determinadas proporções, forma uma atmosfera explosiva
de gás

2.16
névoa inflamável
gotículas de líquido inflamável, dispersadas no ar, de modo a formar uma atmosfera explosiva de gás

2.17
ponto de fulgor
menor temperatura na qual um líquido, sob determinadas condições padronizadas, libera vapor em quantidade
suficiente para formar uma mistura inflamável ar/vapor
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[IEV 426-02-14]

2.18
ponto de ebulição
temperatura na qual um líquido entra em ebulição à pressão ambiente de 101,3 kPa (1 013 mbar)

NOTA O ponto de ebulição inicial que deve ser utilizado para misturas de líquidos para indicar o mais baixo valor do ponto
de ebulição da gama dos líquidos presentes, como determinado em laboratório de destilação padrão sem fracionamento.

2.19
pressão de vapor
pressão exercida quando um sólido ou um líquido está em equilíbrio com seu próprio vapor. Ela é função da
substância e da temperatura

2.20
temperatura de ignição de uma atmosfera explosiva de gás
a mais baixa temperatura de uma superfície quente na qual, sob condições específicas, irá ocorrer a ignição de
uma substância inflamável na forma de mistura de gás ou vapor com o ar

[IEV 426-02-01, modificada]

NOTA As IEC 60079-4 e IEC 60079-4A padronizam um método para a determinação desta temperatura.

2.21
extensão da zona
distância em qualquer direção da fonte de risco ao ponto onde a mistura gás/ar tenha sido diluída pelo ar para um
valor abaixo do limite inferior de inflamabilidade

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2.22
gás liquefeito inflamável
material inflamável que é armazenado ou manuseado como um líquido e que na temperatura ambiente e na
pressão atmosférica é um gás inflamável

3 Segurança e classificação de áreas

3.1 Princípios de segurança

Instalações onde os materiais inflamáveis são manuseados ou armazenados devem ser projetadas, operadas e
mantidas de modo que qualquer liberação de material inflamável e, conseqüentemente, a extensão da área
classificada seja a menor possível, seja em operação normal ou, por outro lado, com relação à freqüência,
duração e quantidade.

É importante examinar as partes de equipamentos em processo e sistemas, os quais possam liberar material
inflamável, e considerar modificações do projeto para minimizar a probabilidade e freqüência de liberação,
quantidade e a taxa de liberação de material.

Estas considerações fundamentais devem ser examinadas nas etapas iniciais do projeto de qualquer planta de
processo e quando também deve-se dar atenção especial ao realizar o estudo de classificação de áreas.

Em caso de atividades de manutenção, exceto aquelas de operação normal, a extensão da zona pode ser afetada,
mas é esperado que esta seja controlada por uma sistemática de permissão de trabalho.
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Os seguintes passos devem ser seguidos em uma situação em que possa haver uma atmosfera explosiva de gás:

a) eliminar a probabilidade de ocorrência de uma atmosfera explosiva de gás ao redor da fonte de ignição, ou

b) eliminar a fonte de ignição.

Se estas medidas não forem possíveis de serem executadas, medidas de proteção, equipamentos de processo,
sistemas e procedimentos devem ser selecionados e preparados de tal modo que a probabilidade de ocorrência
simultânea dos eventos a) e b) acima seja a menor possível. Tais medidas podem ser usadas independentemente,
se elas forem reconhecidas como sendo altamente confiáveis, ou em combinação, para atingir um nível
equivalente de segurança.

3.2 Objetivos da classificação de áreas

A classificação de áreas é um método de análise e classificação do ambiente onde possa ocorrer uma atmosfera
explosiva de gás, de modo a facilitar a seleção adequada e instalação de equipamentos a serem usados com
segurança em tais ambientes, levando em conta os grupos de gás, assim como as respectivas classes de
temperatura.

Na maioria dos locais onde os produtos inflamáveis são utilizados, é difícil assegurar que jamais ocorre a presença
de uma atmosfera explosiva de gás. Pode também ser difícil assegurar que os equipamentos jamais se
constituirão em fontes de ignição. Entretanto, em situações onde exista uma alta probabilidade de ocorrência de
uma atmosfera explosiva de gás, a confiabilidade é obtida pelo uso de equipamentos que tenham uma baixa
probabilidade de se tornarem fontes de ignição. Por outro lado, onde houver uma baixa probabilidade de
ocorrência de uma atmosfera explosiva de gás, pode-se utilizar equipamentos construídos com base em normas
menos rigorosas.

Raramente é possível, através de uma simples observação de uma planta industrial ou mesmo de um projeto,
decidir que partes daquela indústria podem ser enquadradas na definição de zonas (zona 0, 1 e 2). É necessário
um estudo mais detalhado e isto envolve a análise das probabilidades básicas de ocorrência de uma atmosfera
explosiva de gás.

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O primeiro passo é avaliar essa probabilidade de acordo com as definições de zona 0, zona 1 e zona 2.
Uma vez que se tenha avaliado a probabilidade da freqüência e duração de uma liberação (bem como o grau de
risco), a taxa de liberação, concentração, velocidade, ventilação e outros fatores que afetam o tipo e/ou a extensão
da zona, há então uma base confiável para determinar a probabilidade de presença de mistura explosiva nas
áreas vizinhas.

Este estudo requer considerações detalhadas a serem aplicadas para cada item do equipamento de processo que
contém o produto inflamável, e que poderia se tornar uma fonte de risco.

Especificamente as áreas de zona 0 ou zona 1 devem ser minimizadas em número e extensão, quer seja a partir
do projeto, quer seja por procedimentos operacionais adequados. Em outra palavras, plantas e instalações devem
ser principalmente do tipo zona 2 ou área não classificada. Se a existência da fonte de risco for inevitável, os itens
dos equipamentos de processo devem ser limitados àqueles que dão origem a fontes de risco de grau secundário
ou, na impossibilidade (isto é, onde for inevitável ter-se fontes de risco de grau primário ou contínuo), as fontes de
risco devem ser muito limitadas em quantidade e vazões. Ao desenvolver uma classificação de áreas, estes
princípios devem receber considerações prioritárias. Onde necessário, o projeto, operação ou locação dos
equipamentos de processo deve assegurar que, mesmo quando operando anormalmente, a quantidade de
material inflamável liberado seja minimizada, de modo a reduzir a extensão da área classificada.

Uma vez que a planta tenha sido classificada e efetuados todos os registros necessários, é importante que
nenhuma modificação no equipamento ou no procedimento de operação deste seja feita sem discussão prévia
com todos os responsáveis pela classificação da área. Ações não autorizadas podem invalidar a classificação de
áreas. É necessário assegurar que todos os equipamentos que afetam a área classificada e que tenham sido
submetidos à manutenção sejam cuidadosamente verificados durante e após a montagem, com o fim de garantir
que a integridade original de projeto, relativa à segurança, seja mantida antes que os equipamentos retornem ao
serviço.
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4 Procedimento para a classificação de áreas

4.1 Geral

A classificação de áreas deve ser elaborada por aqueles que tenham conhecimento sobre as propriedades dos
materiais inflamáveis, o processo e os equipamentos, com participação, onde apropriado, dos profissionais de
segurança, eletricidade, mecânica, manutençao e outros da área de engenharia.

Os parágrafos seguintes formam um guia orientativo para a classificação de áreas nas quais pode haver
ocorrência de uma atmosfera explosiva de gás, bem como para a determinação da extensão das zonas 0, 1 e 2.
Um exemplo esquemático do procedimento para a classificação de áreas é mostrado na figura C.1.

A classificação de áreas deve ser elaboradada quando os diagramas iniciais de tubulações e instrumentação, e os
planos de leiaute iniciais estiverem disponíveis e confirmados antes da planta entrar em operação.
Revisões devem ser desenvolvidas durante a vida útil da planta.

4.2 Fontes de risco

Os elementos básicos para se definir as áreas classificadas consistem na identificação das fontes de risco e na
determinação do seu grau.

Considerando que uma atmosfera explosiva de gás somente pode existir se um gás ou vapor estiver presente com
o ar, é necessário decidir se algum desses materiais inflamáveis pode existir na respectiva área. De maneira geral,
tais gases e vapores (bem como líquidos e sólidos inflamáveis que podem dar origem a eles) estão contidos em
equipamentos de processo que podem ou não estar totalmente fechados. É necessário identificar onde pode
existir uma atmosfera explosiva de gás em uma planta de processo, ou onde a liberação de materiais inflamáveis
pode criar uma atmosfera explosiva de gás externamente à planta de processo.

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Cada item do equipamento do processo (por exemplo, tanques, bombas, tubulações, vasos etc.) deve ser
considerado uma fonte potencial de risco de liberação de gás inflamável. Se o equipamento não contiver material
inflamável, fica claramente evidenciado que ele não criará uma área classificada ao seu redor. O mesmo se aplica
se o equipamento contiver material inflamável, porém ele não pode liberar esse material para o meio externo
(por exemplo, união soldada de tubulação não é considerada fonte de risco).

Se for estabelecido que o equipamento pode liberar material inflamável para a atmosfera, é necessário, em
primeiro lugar, determinar o grau de risco de liberação de acordo com as definições, estabelecendo a freqüência e
a duração da liberação. Deve ser reconhecido que a abertura de partes de sistemas de processo fechados
(por exemplo, durante troca de filtros ou enchimento por batelada) deve também ser considerada fonte de risco
quando da elaboração da classificação de áreas. Por meio deste procedimento, cada fonte de risco deve ser
denominada como grau “contínuo”, “primário” ou “secundário”.

Tendo estabelecido o grau da fonte de risco, é necessário determinar a taxa de liberação e outros fatores que
podem influenciar o tipo e a extensão da zona.

Se a quantidade de material inflamável possível de ser liberado for “pequena”, por exemplo, caso de um
laboratório, cujo risco potencial existe, pode não ser apropriado utilizar esse procedimento de classificação de
áreas. Nesses casos, as considerações devem ser particularizadas ao risco envolvido.

A classificação de áreas de equipamentos de processo onde o material inflamável é queimado, por exemplo,
queimadores, fornalhas, caldeiras, turbinas a gás etc., deve levar em consideração suas etapas do ciclo de purga,
partida e parada.

4.3 Tipo de zona


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A probabilidade de presença de uma atmosfera explosiva de gás bem como o tipo de zona dependem,
principalmente, do grau da fonte de risco e da ventilação.

NOTA 1 Uma fonte de risco de grau contínuo normalmente leva a uma zona 0, uma fonte de risco de grau primário a uma
zona 1 e uma fonte de risco de grau secundário a uma zona 2 (ver anexo B).

NOTA 2 Nas zonas criadas por fontes de risco adjacentes que possuem interseção e são de diferentes classificações, a
maior classificação de risco prevalece na área comum. Nos locais de interseção de zonas de mesma classificação deve ser
normalmente adotada a classificação comum.

Entretanto, cuidados devem ser tomados onde as zonas de interseção estão relacionadas a materiais inflamáveis pertencentes
a grupos e/ou classe de temperatura diferentes. Então, por exemplo, se a área classificada como zona 1 IIA T3 se sobrepõe à
área classificada como zona 2 IIC T1, então a classificação da área comum é zona 1 IIC T3, podendo ser restritiva em excesso,
mas classificar como zona 1 IIA T3 ou zona 1 IIC T1 não seria aceitável. Nessa situação, a classificação de áreas deve ser
registrada como zona 1 IIA T3 e zona 2 IIC T1.

4.4 Extensão da zona

A extensão da zona depende da distância estimada ou calculada na qual uma atmosfera explosiva de gás exista
antes de que a concentração seja dispersada no ar, abaixo do seu limite inferior de explosividade. Alarmes devem
ser disparados quando existirem gases e vapores dispersos em concentração superior ao limite inferior de
explosividade.

Considerações devem ser sempre feitas sobre a possibilidade de que um gás mais pesado do que o ar possa fluir
para dentro de área abaixo do nível do solo (por exemplo, em poços ou depressões) e que um gás mais leve do
que o ar possa ser acumulado em um nível superior (por exemplo, no espaço sob um telhado).

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Nos locais onde a fonte de risco esteja situada fora da área sob consideração ou em uma área adjacente, a
penetração de uma quantidade significativa de gás ou vapor inflamável para essa área deve ser evitada por meios
adequados, tais como:

a) barreiras físicas;

b) manutenção de uma sobrepressão adequada na área em relação à área classificada adjacente, evitando o
ingresso de atmosfera de gás explosivo;

c) insuflando a área com suficiente vazão de ar, assegurando que o ar escape por todas as aberturas por onde
possa existir a penetração de gás ou vapor inflamável.

A extensão da zona é principalmente afetada pelos parâmetros químicos e físicos, alguns dos quais são
propriedades intrínsecas do material inflamável; outros são específicos do processo. Por simplicidade, o efeito de
cada parâmetro listado abaixo assegura que os outros parâmetros permaneçam inalterados.

4.4.1 Taxa de liberação do gás ou vapor

Quanto maior for a taxa de liberação do material inflamável, maior é a extensão da área classificada. A taxa de
liberação depende dos seguintes parâmetros

a) Geometria da fonte de risco

Isto está relacionado às características físicas da fonte de risco, por exemplo, uma superfície aberta, um
vazamento de flange etc. (ver anexo A).
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b) Velocidade de liberação

Para uma dada fonte de risco, a taxa de liberação aumenta com a velocidade de liberação. No caso de um
produto contido dentro de um equipamento de processo, a velocidade de liberação está relacionada à pressão
de processo e à geometria da fonte de risco. O tamanho de uma nuvem de gás ou vapor inflamável é
determinado pela taxa de liberação de vapor inflamável e taxa de dispersão. Gás ou vapor fluindo de um
vazamento com alta velocidade desenvolve um jato em forma de cone que se mistura com o ar e se auto-dilui.
A extensão da atmosfera explosiva de gás é quase sempre independente da velocidade do vento.
Se o material for liberado a baixa velocidade ou se a sua velocidade for reduzida pela colisão com um objeto,
o material inflamável é carregado pelo vento e sua diluição e extensão dependem da velocidade do vento.

c) Concentração

A taxa de liberação aumenta com a concentração de gás ou vapor inflamável na mistura liberada.

d) Volatilidade de um líquido inflamável

A volatilidade está relacionada principalmente à pressão de vapor e à entalpia (“calor”) de vaporização.


Se a pressão de vapor não for conhecida, pode-se utilizar como referência o ponto de ebulição e o ponto de
fulgor.

Não existe uma atmosfera explosiva de gás se o ponto de fulgor for superior à máxima temperatura do líquido
inflamável. Quanto mais baixo for o ponto de fulgor, maior pode ser a extensão da zona. Se o material
inflamável for liberado de modo a formar uma névoa, (por exemplo, por pulverização), uma atmosfera
explosiva de gás pode ser formada abaixo do ponto de fulgor do material.

NOTA 1 O ponto de fulgor de líquidos inflamáveis não é um valor preciso, particularmente no caso de misturas.

NOTA 2 Alguns líquidos (por exemplo, certos hidrocarbonetos halogenados) não possuem ponto de fulgor, embora
eles sejam capazes de produzir uma atmosfera explosiva de gás. Nestes casos, é conveniente comparar a temperatura de
equilíbrio do líquido, que corresponde à concentração de saturação no limite inferior de inflamabilidade, com a
temperatura máxima do líquido.

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e) Temperatura do líquido

A pressão de vapor aumenta com a temperatura, desta forma aumentando a taxa de liberação devido à
evaporação.

NOTA A temperatura do líquido após ter sido liberado pode ser aumentada, por exemplo, por uma superfície quente
ou por temperatura ambiente alta.

4.4.2 Limite inferior de inflamabilidade (LII)

Para um dado volume liberado, quanto menor o LII , maior é a extensão da zona.

Experiências têm mostrado que uma liberação de amônia, com um LII de 15% em volume, se dissipa rapidamente
em uma ambiente aberto e a atmosfera explosiva de gás tem normalmente uma extensão desprezível.

4.4.3 Ventilação

Com o aumento da ventilação, a extensão da zona é normalmente reduzida. Obstáculos que impeçam a
ventilação podem aumentar a extensão da zona. Por outro lado, alguns obstáculos, por exemplo, diques, muros ou
tetos, podem limitar a extensão. Uma casa de compressor com um grande exaustor de teto e com os lados
suficientemente abertos, para permitir a passagem do ar através de todas as partes da construção, é considerada
bem ventilada e deve ser tratada como um ambiente aberto (por exemplo, grau “médio” e disponibilidade “boa”).

4.4.4 Densidade relativa do gás ou vapor na liberação


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Se um gás ou vapor for significativamente mais leve do que o ar, ele tende a subir. Se for significativamente mais
pesado, ele tende a se acumular ao nível do solo. A extensão horizontal da zona no nível do solo aumentará com
o aumento da densidade relativa e a extensão vertical acima da fonte de risco aumentará com a redução da
densidade relativa.

NOTA 1 Para aplicações práticas, um gás ou vapor que tem uma densidade relativa abaixo de 0,8 é considerado como
sendo mais leve do que o ar. Se a densidade relativa for acima de 1,2, ele é considerado como sendo mais pesado do que o ar.
Entre esses valores, as duas possibilidades devem ser consideradas.

NOTA 2 Com gases ou vapores mais leves que o ar, uma liberação em baixa velocidade se dispersará para cima
rapidamente; a presença de uma cobertura no entanto, inevitavelmente, aumentará a área de dispersão sob ela. Se a liberação
for em alta velocidade em jato livre, a ação do jato, apesar da entrada de ar que dilui o gás ou vapor, pode aumentar a
distância sobre a qual a mistura de gás/ar permanece acima do seu limite inferior de inflamabilidade.

NOTA 3 Com gases ou vapores mais pesados do que o ar, uma liberação em baixa velocidade tende a fluir para baixo e
pode percorrer longas distâncias sobre o solo antes que ocorra uma dispersão segura pela difusão atmosférica. Sendo assim,
observações especiais devem ser feitas sobre a topografia de qualquer local sob consideração e também as áreas ao redor, de
forma a determinar onde gases ou vapores possam acumular-se em depressões ou percorrer declives na direção de níveis
inferiores. Se a liberação for em alta velocidade e em jato livre, a ação do jato com a entrada de ar pode reduzir bastante a
mistura gás/ar para valores abaixo do seu limite inferior de inflamabilidade em uma distância muito menor do que no caso de
uma liberação de baixa velocidade.

NOTA 4 Cuidado deve ser tomado quando da classificação de áreas contendo gases criogênicos inflamáveis, tais como gás
natural liquefeito. Vapores liberados podem ser mais pesados do que o ar em baixas temperatura e tornarem-se mais leves do
que o ar ao se aproximarem da temperatura ambiente.

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4.4.5 Outros parâmetros a serem considerados

a) Condições climáticas

A taxa de dispersão de gás ou vapor na atmosfera aumenta com a velocidade do vento, mas existe uma
velocidade mínima de 2 m/s – 3 m/s, requerida para iniciar uma difusão turbulenta; abaixo disto, ocorre a
acumulação do gás ou vapor e a distância para uma dispersão segura é aumentada consideravelmente.
Em áreas cobertas por grandes vasos e estruturas, a velocidade do movimento do ar pode ser
substancialmente menor do que a velocidade do vento; no entanto, a obstrução do movimento do ar por
partes do equipamento tende a manter uma turbulência mesmo em baixas velocidades de vento.

NOTA 1 Em B.4, uma velocidade do vento de 0,5 m/s é considerada apropriada para determinar a taxa em que a
ventilação em um ambiente externo dilui uma liberação inflamável. Este valor inferior de velocidade do vento é apropriado
para este propósito, de forma a manter uma abordagem conservadora, mesmo apesar de ser reconhecido que a
tendência de acumulação pode comprometer o cálculo.

NOTA 2 Em práticas normais, a tendência de acumulação não é levada em consideração na classificação de áreas,
porque as condições que propiciam aumento para esta tendência são raras e ocorrem somente em curtos períodos.
No entanto, se prolongados períodos de baixa velocidade do vento são esperados para uma circunstância específica,
então a extensão da zona deve levar em consideração a distância adicional requerida para alcançar a dispersão.

b) Topografia

Alguns líquidos são menos densos do que a água e não são prontamente missíveis com ela: tais líquidos
podem se espalhar na superfície da água (se ela estiver acima do solo, em depressões ou valas com
tubulação) e então ser inflamada em um ponto remoto do derramamento original, colocando em risco uma
grande área da instalação.
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O arranjo da instalação, quando possível, deve ser projetado para facilitar a dispersão rápida da atmosfera
explosiva de gás. Uma área com ventilação restrita (por exemplo, valas ou depressões) que de outra forma
seria zona 2, pode requerer classificação zona 1; por outro lado, depressões de grandes dimensões utilizadas
em complexos de bombeamento ou galerias de tubulações, podem não requerer tais rigorosos tratamentos.

4.4.6 Exemplos ilustrativos

Algumas maneiras nas quais os parâmetros acima mencionados afetam a taxa de liberação de vapor ou gás e,
portanto, a extensão da zona são demonstrados nos exemplos do anexo C.

a) fonte de liberação: superfície aberta do líquido

Na maioria dos casos, a temperatura do líquido estará abaixo do ponto de ebulição e a taxa de liberação de
vapor depende principalmente dos seguintes parâmetros:

⎯ temperatura do líquido;

⎯ pressão de vapor do líquido na sua temperatura de superfície;

⎯ dimensões da superfície de evaporação;

⎯ ventilação;

b) fonte de liberação: evaporação instantânea de um líquido (por exemplo, de um jato ou pulverização)

Desde que um líquido liberado vaporize instantaneamente, a taxa de lliberação de vapor é igual à taxa de
fluxo do líquido e depende dos seguintes parâmetros:

⎯ pressão do líquido;

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⎯ geometria da fonte de liberação.

Quando o líquido não é instantaneamente vaporizado, a situação é complexa porque gotejamentos, jatos de
líquidos e poças podem criar fontes de liberação distintas;

c) fonte de liberação: vazamento de uma mistura de gás

A taxa de liberação de gás é afetada pelos seguintes parâmetros:

⎯ pressão no interior do equipamento que contém o gás;

⎯ geometria da fonte de liberação;

⎯ concentração de gás inflamável na mistura liberada.

Para exemplos de fontes de liberação, ver seção A.2.

5 Ventilação

5.1 Geral

Gás ou vapor liberado na atmosfera pode ser diluído por dispersão ou difusão no ar até que sua concentração
esteja abaixo do limite inferior de inflamabilidade. A ventilação, isto é, o movimento de ar que leva a uma
renovação da atmosfera em um volume (hipotético) ao redor da fonte de liberação por ar, irá promover uma
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dispersão. Taxas adequadas de ventilação também podem evitar a persistência de uma atmosfera explosiva de
gás e, desta forma, influenciar o tipo de zona.

5.2 Principais tipos de ventilação

A ventilação pode ser conseguida pelo movimento de ar devido ao vento e/ou pelo gradiente de temperatura ou
por meios artificiais, tais como ventiladores. Então, duas formas principais de ventilação são assim reconhecidas:

a) ventilação natural;

b) ventilação artificial, geral ou local.

5.3 Grau de ventilação

O fator mais importante é que o grau ou nível de ventilação esteja diretamente relacionado ao tipo de fonte de
liberação e suas correspondentes taxas de liberação. Isto independe do tipo de ventilação, quer seja da
velocidade do vento ou do número de trocas de ar por unidade de tempo. Portanto, condições ótimas de
ventilação em áreas classificadas podem ser alcançadas e, quanto maior a quantidade de ventilação em relação
às possíveis taxas de liberação, menor é a extensão da zona (áreas classificadas), em alguns casos, reduzindo-as
a um valor desprezível (áreas não classificadas).

Exemplos práticos para orientar sobre o grau de ventilação a serem utilizados são dados no anexo B.

5.4 Disponibilidade de ventilação

A disponibilidade de ventilação tem uma influência na presença ou formação de uma atmosfera explosiva de gás e,
conseqüentemente, no tipo de zona. Orientações sobre disponibilidade são dadas no anexo B.

NOTA A combinação dos conceitos de grau de ventilação e de nível de disponibilidade resulta em um método quantitativo
para a avaliação do tipo de zona (ver anexo B).

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6 Documentação

6.1 Geral

É recomendado que a classificação de área seja realizada de forma que os vários passos que conduzam à
classificação de área final sejam documentados apropriadamente.

Toda a informação relevante deve ser referenciada. Exemplos de tais informações ou de métodos utilizados
podem ser:

a) recomendações de padrões e normas relevantes;

b) características e cálculos da dispersão de gás e vapor;

c) estudo das características de ventilação em relação aos parâmetros de liberação do material inflamável, para
que possa ser avaliada a efetividade da ventilação.

Aquelas propriedades que são relevantes à classificação de área de todo material de processo utilizado na planta
devem ser listadas e incluir o peso molecular, ponto de fulgor, ponto de ebulição, temperatura de ignição, pressão
do vapor, densidade do vapor, limites de explosividade, o grupo do gás e a classe de temperatura (IEC 60079-20).
Um formato sugerido para listar os materiais é dado na tabela C.1.

Os resultados do estudo de classificação de área, bem como qualquer alteração subseqüente, devem ser
registrados. Um formato sugerido é dado na tabela C.2.
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6.2 Desenhos, folhas de informações técnicas e tabelas

Os documentos de classificação de área devem incluir plantas e elevações, onde apropriado, que mostrem o tipo
e a extensão das zonas, temperatura de ignição, classe de temperatura e grupo do gás.

Onde a topografia de uma área influencie a extensão das zonas, isto deve ser documentado.

Os documentos também devem incluir outras informações relevantes tais como

a) a localização e identificação das fontes de risco. Para plantas grandes e complexas ou áreas de processo,
pode ser útil itemizar ou numerar as fontes de risco, para facilitar a correlação de dados entre as informações
técnicas de classificação de área e os desenhos;

b) a posição das aberturas em edificações (por exemplo, as portas, janelas, entradas e saídas de ar para
ventilação).

É preferencial a utilização dos símbolos da classificação da área que são mostrados na figura C.1. Uma legenda
dos símbolos deve ser indicada em cada desenho. Os símbolos diferentes podem ser necessários onde os
múltiplos grupos de equipamentos e/ou as classes da temperatura são requeridas dentro do mesmo tipo de zona
(por exemplo, zona 2 IIC T1 e zona 2 IIA T3).

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Anexo A
(informativo)

Exemplos de fontes de risco

A.1 Planta de processo


Os exemplos mostrados a seguir não devem ser aplicados rigidamente e podem ser modificados de modo a
adequá-los a uma situação ou equipamento de processo particular.

A.1.1 Fontes de risco de grau contínuo

a) a superfície de um líquido inflamável em um tanque de teto fixo, com respiro permanente para a atmosfera;

b) a superfície de um líquido inflamável que esteja aberto para a atmosfera, continuamente ou por longos
períodos (por exemplo, um separador de óleo/água).

A.1.2 Fontes de risco de grau primário


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a) selos de bombas, compressores ou válvulas, se a liberação de material inflamável for esperada de ocorrer
durante a operação normal;

b) pontos de drenagem de água em vasos que contêm os líquidos inflamáveis, que podem liberar o material
inflamável para a atmosfera durante a drenagem de água em operação normal;

c) pontos de coleta de amostra em que são previstos haver liberação de material inflamável para a atmosfera
durante a operação normal;

d) válvulas de alívio, respiros e outras abertura em que são previstos haver liberação de material inflamável para
a atmosfera durante a operação normal.

A.1.3 Fontes de risco de grau secundário

a) selos de bombas, compressores e válvulas onde a liberação de material inflamável para a atmosfera não é
prevista de ocorrer em condições normais de operação;

b) flanges, conexões e acessórios de tubulação, onde a liberação do material inflamável para a atmosfera não é
prevista de ocorrer em condições normais de operação;

c) pontos de coleta de amostras, onde a liberação do material inflamável para a atmosfera não é prevista de
ocorrer em condições normais de operação;

d) válvulas de alívio, respiros e outras aberturas onde a liberação do material inflamável para a atmosfera não é
prevista de ocorrer em condições normais de operação.

A.2 Aberturas
Os exemplos mostrados a seguir não devem ser aplicados rigidamente e podem ser modificados de modo a
adequá-los a uma situação ou equipamento de processo particular.

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A.2.1 Aberturas como possíveis fontes de risco

As aberturas entre áreas devem ser consideradas possíveis fontes de risco. O grau da fonte de risco depende:

⎯ do tipo de zona da área adjacente;

⎯ da freqüência e duração dos períodos de abertura;

⎯ da efetividade de selos e juntas;

⎯ da diferença das pressões entre as áreas envolvidas.

A.2.2 Classificação das aberturas

As aberturas são classificadas em A, B, C e D, com as seguintes características:

A.2.2.1 Tipo A – Aberturas que não estejam em conformidade com as características especificadas para os
tipos B, C e D

Exemplos:

⎯ passagens abertas para o acesso ou utilidades, por exemplo, dutos, tubulações através das paredes, tetos e
pisos;

⎯ saídas fixas para ventilação em salas, prédios e aberturas similares aos tipos B, C e D que são abertas
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freqüentemente ou por longos períodos.

A.2.2.2 Tipo B – Aberturas que estão normalmente fechadas (por exemplo, fechamento automático) e
raramente abertas e que são equipadas com dispositivo de fechamento.

A.2.2.3 Tipo C – Aberturas que estão normalmente fechadas e raramente abertas, conforme o tipo B, que são
também equipadas com dispositivos de selagem (por exemplo, uma gaxeta) ao longo de todo o perímetro; ou duas
aberturas tipo B em série, tendo dispositivos de fechamento automáticos independentes.

A.2.2.4 Tipo D – Aberturas que estão normalmente fechadas, conforme o tipo C, que podem somente ser
abertas por meios especiais ou em uma emergência.

As aberturas do tipo D são efetivamente seladas, tais como em passagem de utilidades (por exemplo, dutos e
tubulações) ou podem ser uma combinação de uma abertura do tipo C, adjacente a uma área classificada e a uma
abertura tipo B em série.

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Tabela A.1 — Efeito das aberturas em relação às fontes de risco

Grau de risco das aberturas


Zona a montante da abertura Tipo de abertura
consideradas fontes de risco
A Contínuo
B (Contínuo)/primário
Zona 0
C Secundário
D Sem risco
A Primário
B (Primário)/secundário
Zona 1
C (Secundário)/sem risco
D Sem risco
A Secundário
B (Secundário)/sem risco
Zona 2
C Sem risco
D Sem risco
NOTA Para as fontes de risco mostradas entre parênteses, a freqüência de operação das aberturas deve
ser considerada no projeto.
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Anexo B
(informativo)

Ventilação

Introdução
O objetivo deste anexo é avaliar o grau de ventilação e por extensão a seção 5, definir as condições de ventilação
e, por meio de explicações, exemplos e cálculos, orientar no projeto de sistemas de ventilação artificial, já que
estes são de extrema importância no controle da dispersão de liberação de gases e vapores inflamáveis.

O método desenvolvido permite a determinação do tipo de zona através de

⎯ estimativa da vazão mínima de ar necessária para prevenir ou limitar o incremento de uma atmosfera
explosiva de gás;

⎯ cálculo de um volume hipotético Vz que permite a determinação do grau de ventilação;

⎯ estimativa do tempo de persistência da liberação;


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⎯ determinação do tipo de zona a partir do grau e da disponibilidade da ventilação e do grau da fonte de risco,
utilizando a tabela B.1;

⎯ verificar se a zona e o tempo de persistência são consistentes.

Não é intenção que estes cálculos sejam utilizados para determinar diretamente a extensão das áreas
classificadas.

Embora este conceito seja para aplicação em situações de ambiente interno, os conceitos descritos podem ser
estendidos para aplicações externas, por exemplo, pela aplicação da tabela B.1.

B.1 Ventilação natural


Este é um tipo de ventilação que é obtido pelo movimento do ar causado pelo vento e/ou pelo gradiente de
temperatura. Em ambientes externos, a ventilação natural, na maioria das vezes, é suficiente para assegurar a
dispersão de uma eventual formação de atmosfera explosiva de gás na área. A ventilação natural também pode
ser efetiva em certos ambientes internos (por exemplo, no caso em que o prédio tenha abertura nas paredes e/ou
no teto).

NOTA Para áreas externas, a avaliação da ventilação pode ser, normalmente, baseada em uma velocidade de vento
assumida de no mínimo igual a 0,5 m/s, que estará presente praticamente de modo contínuo. A velocidade do vento
freqüentemente está acima de 2 m/s, contudo, em situações particulares, ela pode estar abaixo de 0,5 m/s (por exemplo,
superfície imediatamente acima do solo).

Exemplos de ventilação natural:

⎯ situações a céu aberto, típicas da indústria química e de petróleo, como, por exemplo, estruturas abertas,
estrutura de suporte de tubulações (pipe racks), parque de bombas e similares;

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⎯ prédio aberto, considerando a densidade relativa dos gases e/ou vapores envolvidos, que tenha aberturas nas
paredes e/ou no teto, dimensionadas e localizadas de modo que a ventilação no interior do prédio, para o fim
de classificação de áreas, seja considerada equivalente àquela situação a céu aberto;

⎯ prédio que não é aberto, mas que tem ventilação natural (geralmente menor do que de um prédio aberto),
provido de aberturas permanentes, feitas com o propósito específico de ventilação.

B.2 Ventilação artificial

B.2.1 Geral

O movimento do ar necessário para a ventilação é gerado por meios artificiais, como, por exemplo, através de
ventiladores ou exaustores. Embora a ventilação artificial seja principalmente aplicável a ambientes internos, ela
pode ser também aplicada para ambientes externos, a fim de compensar a ventilação natural restrita ou impedida,
provocada pela presença de obstáculos.

A ventilação artificial de uma área pode ser do tipo geral ou local e, para ambos os casos, podem ser necessários
diferentes graus de movimentação do ar e de trocas.

Com a utilização de ventilação artificial é possível obter

⎯ redução do tipo e/ou extensão das zonas;

⎯ diminuição do tempo de permanência da atmosfera explosiva de gás;


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⎯ prevenção da formação de atmosfera explosiva de gás.

B.2.2 Considerações de projeto

A ventilação artificial torna possível prover um efetivo e confiável sistema de ventilação em ambientes internos.
Um sistema de ventilação artificial que é projetado para a proteção contra explosão deve incluir os seguintes
requisitos:

⎯ sua efetividade deve ser controlada e monitorada;

⎯ deve-se levar em conta a classificação de áreas dentro do sistema de exaustão, imediatamente fora do seu
ponto de descarga e outras aberturas deste sistema;

⎯ para ventilação de uma área classificada, o ar deve ser normalmente obtido de uma área não classificada,
levando-se em conta os efeitos de sucção nas áreas adjacentes;

⎯ antes de determinar as dimensões e o projeto do sistema de ventilação, deve ser definida a taxa de liberação
e o grau da fonte de risco.

Adicionalmente, os seguintes fatores influenciarão na qualidade de um sistema de ventilação artificial:

⎯ os gases e vapores inflamáveis geralmente têm densidades diferentes da do ar, logo eles tendem a se
acumular próximo ao teto ou piso em uma área fechada, onde o movimento do ar é geralmente reduzido;

⎯ mudanças na densidade do gás com a temperatura;

⎯ impedimentos e obstáculos podem causar redução, ou até mesmo o não movimento do ar, isto é, não há
ventilação em certas partes da área.

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B.2.3 Exemplos de ventilação artificial

B.2.3.1 Ventilação artificial geral

⎯ um prédio dotado de ventiladores nas paredes e/ou no teto, com o fim de melhorar a ventilação geral no
prédio;

⎯ uma situação de ambiente aberto, dotado com ventiladores localizados adequadamente, com o fim de
melhorar a ventilação geral da área.

B.2.3.2 Exemplos de ventilação artificial localizada

⎯ um sistema de exaustão de ar/vapor aplicado a um equipamento de processo que continuamente ou


periodicamente libera vapor inflamável;

⎯ um sistema de ventilação ou exaustão forçada aplicado a uma área localizada, pouco ventilada, onde é
esperado que uma atmosfera explosiva de gás possa, caso contrário, ocorrer.

B.3 Grau de ventilação


A eficiência da ventilação em controlar a dispersão e a permanência da atmosfera explosiva de gás depende do
grau e da disponibilidade da ventilação, e do projeto do sistema. Por exemplo, a ventilação pode não ser suficiente
para evitar a formação de uma atmosfera explosiva de gás, mas pode ser suficiente para evitar a sua permanência.
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São definidos três graus de ventilação.

B.3.1 Ventilação alta (VA)

Pode reduzir a concentração na fonte de risco instantaneamente, resultando em uma concentração abaixo do
limite inferior de inflamabilidade. Resulta em uma zona de extensão desprezível. Contudo, onde a disponibilidade
de ventilação não é boa, outro tipo de zona pode ocorrer (ver tabela B.1).

B.3.2 Ventilação média (VM)

Pode controlar a concentração, resultando em uma situação estável além do contorno da zona, enquanto está
ocorrendo a liberação e a atmosfera explosiva de gás não persiste após ter cessado o vazamento.

A extensão e o tipo da zona são limitados aos parâmetros de projeto.

B.3.3 Ventilação baixa (VB)

Pode não controlar a concentração enquanto ocorre o vazamento e/ou pode não evitar a permanência indevida de
uma atmosfera explosiva de gás, após ter cessado o vazamento.

B.4 BAvaliação do grau de ventilação e sua influência na classificação de áreas

B.4.1 Geral

A extensão de uma nuvem de gás ou vapor inflamável e o tempo pelo qual ela permanece após ter cessado o
vazamento podem ser controlados por meio da ventilação. Um método para avaliar o grau de ventilação requerido
para controlar a extensão e o tempo de permanência de uma atmosfera explosiva de gás é descrito a seguir.

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Deve ser observado que este método está sujeito às limitações descritas e por isso mesmo seus resultados são
aproximados. O uso de fatores de segurança deve, entretanto, garantir que as margens nos resultados obtidos estão
do lado da segurança. A aplicação deste método é ilustrada por um número de exemplos hipotéticos (seção B.7).

A avaliação do grau de ventilação requer primeiramente o conhecimento da taxa máxima de liberação do gás ou
vapor proveniente da fonte de risco, seja pela experiência, por meio de cálculo ou hipóteses confiáveis.

B.4.2 Estimativa do volume hipotético Vz

B.4.2.1 Geral

O volume hipotético Vz representa o volume no qual a concentração média do gás ou vapor inflamável é 0,25
ou 0,5 vez o LII, dependendo do valor do fator de segurança k. Isto significa que nas extremidades do volume
hipotético estimado, a concentração do gás ou vapor estaria significativamente abaixo do LII, ou seja, o volume no
qual a concentração está acima do LII seria menor do que Vz.

B.4.2.2 Relação entre volume hipotético Vz e dimensões da área classificada

O volume hipotético Vz oferece uma orientação para a forma do volume de gás de uma fonte de risco, mas esta
não irá normalmente definir as dimensões da área classificada. Em primeiro lugar, a forma do volume hipotético
não é definida e é influenciada pelas condições de ventilação (ver B.4.3 e B.5). O grau e disponibilidade da
ventilação e possíveis variações destes parâmetros influenciarão a forma do volume hipotético. Em segundo lugar,
a posição do volume hipotético com relação à fonte de risco necessitará ser estabelecida. Isto depende,
inicialmente, da direção da ventilação, considerando o volume hipotético favorável a direção do vento. Em muitas
situações (por exemplo, em locais abertos), deve ser considerada a possibilidade de variação das direções da
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ventilação.

Dessa forma, as dimensões de uma área classificada, de uma determinada fonte de risco, são geralmente
algumas ou até mesmo muitas vezes maiores do que o volume hipotético Vz.

Para determinar o volume hipotético (ver as equações B.4 e B.5), é necessário, primeiro, estabelecer a taxa de
vazão mínima da ventilação teórica de ar para diluir uma determinada quantidade de material inflamável, em uma
concentração requerida abaixo do limite inferior de inflamabilidade. Isto pode ser calculado através da equação:

(dG/dt )max
(dV/dt )min = ×
T
(B.1)
k × LIIm 293

onde

(dV/dt)min é a taxa de vazão mínima volumétrica de ar (volume por unidade de tempo, m3/s);

(dG/dt)max é a taxa de liberação máxima da fonte de risco (massa por unidade de tempo, kg/s);

LIIm o limite inferior de inflamabilidade (massa por volume, kg/m3);

k é o fator de segurança aplicado ao LIIm; tipicamente:

k = 0,25 (fontes de risco primária ou contínua)

k = 0,5 (fontes de risco secundárias);

T é a temperatura ambiente (em Kelvin, K).

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NOTA Para converter LIIv (vol %) para LIIm (kg/m3), a equação seguinte pode ser utilizada para condições atmosféricas
normais como é mostrado em 1.1;

Lll m = 0,416b × 10 -3 × M × LllV

onde M é a massa molecular (kg/kmol).

A relação entre o valor calculado (dV dt )min e a taxa de ventilação dentro do volume considerado ( V0 ) nas
proximidades da fonte de risco pode ser expressa como um volume ( VK ).

NOTA Onde existem múltiplas fontes de risco dentro do volume ( V0 ), que é servido pela ventilação sob
consideração, é necessário determinar o valor de (dV dt )min para cada fonte de risco e o grau. As taxas de vazão
devem ser então somadas de acordo com a tabela B.2:

(dV dt )min
VK = (B.2)
C

onde

C é o número de trocas de ar por unidade de tempo (s−1) e deriva de

dV0 dt
C= (B.3)
V0
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onde

dV0 dt é a taxa de vazão total de ar através do volume considerado, e

V0 é o volume total (dentro da planta definida) servido pela ventilação nas proximidades da fonte
considerada.

NOTA Para situações de áreas internas, Vo é geralmente o volume da sala ou do prédio que está sendo considerado, a
menos que exista ventilação específica e localizada na fonte de risco considerada.

Equação (B.2) vale para o caso de uma mistura homogênea e instantânea da fonte de risco com o ar em
condições ideais de vazão. Na prática, esta situação ideal geralmente não é encontrada, por exemplo, por causa
de possíveis obstruções da vazão do ar, resultando em partes da área precariamente ventiladas. Então a troca
efetiva de ar da fonte de risco é menor do que a dada por C na equação (B.3), levando a um aumento do volume
(Vz). Através da introdução de um fator de correção (qualidade) adicional f na equação (B.2), obtém-se

f × (dV dt )min
Vz = f × VK = (B.4)
C

onde f é a eficiência da ventilação em termos de sua capacidade de diluição da atmosfera explosiva de gás, com
uma faixa f que varia de f = 1 (situação ideal) até tipicamente f = 5 (vazão de ar impedida).

B.4.2.3 Ambiente aberto

Em uma situação de ambiente aberto, até mesmo ventos de velocidade muito baixa irão criar um número elevado
de trocas de ar. Por exemplo, em um ambiente aberto, considerar um cubo hipotético com dimensões laterais
de 15 m. Neste caso a velocidade do vento de aproximadamente 0,5 m/s irá proporcionar uma taxa de trocas de ar
por hora maior que 100 (0,03/s) com um volume Vo de 3 400 m3.

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Em uma aproximação conservativa, considerando C = 0,03/s para uma situação de ambiente aberto, um volume
hipotético Vz de uma atmosfera explosiva de gás pode ser obtido através da equação (B.5):

f × (dV dt )min
Vz = (B.5)
0,03

onde

f é um fator para permitir a vazão do ar impedido (ver equação B.4);

(dV dt )min é como previamente definido (m3/s);

0,03 é o número de trocas de ar por segundo.

Contudo, devido à dispersão ser normalmente mais rápida que em um ambiente aberto, como resultado dos
diferentes mecanismos de dispersão, esta equação resultará, geralmente, em um volume superdimensionado.

Para evitar que isto ocorra, o valor de f deve ser selecionado de uma forma mais realista.

B.4.2.4 Situação de restrição em área aberta

Se o volume ventilado for pequeno (por exemplo, um processo de um separador de água e óleo) tal como
5 m x 3 m x 1 m (Vo = 15 m3) e a velocidade do vento for de 0,05 m/s, então C é 35/h (0,01/s).
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B.4.2.5 Estimativa do tempo de persistência t

O tempo t requerido para uma concentração média cair de um valor inicial Xo até LII vezes k, depois que a
liberação tenha cessado, pode ser estimado através de:

− f LII × k
t= ln (B.6)
C X0

onde

X0 é a concentração inicial de uma substância inflamável medida na mesma unidade que o LII, ou seja, em % em
volume ou kg/m3. Em algum lugar da atmosfera explosiva de gás, a concentração do material inflamável pode
ser de 100% em volume (em geral somente nas vizinhanças mais próximas da fonte de risco).
Contudo, quando t é calculado, o valor adequado para X0, a ser levado em consideração, depende do caso
particular, considerando entre outros aspectos, o volume afetado bem como a freqüência e a duração da
liberação da fonte de risco;

C é o número de trocas de ar por unidade de tempo;

t é expresso na mesma unidade de tempo que C, ou seja, se C for o número de trocas de ar por segundo,
então o tempo t é dado em segundos;

f é um fator para corrigir a imperfeição da mistura e é o mesmo valor numérico quando utilizado na
determinação de Vz (ver equação B.4).

ln é o logaritmo neperiano, ou seja, 2,303 log 10, e

k é o fator de segurança relacionado com o LII e tem o mesmo valor numérico quando utilizado na
determinação de (dV/dt)min (ver equação B.1).

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O valor numérico de t obtido através da equação B.6 por si mesma não constitui um meio de decidir o tipo de zona.
Ela oferece uma informação adicional que tem que ser comparada com a escala de tempo de um processo
particular ou situação.

B.4.3 Estimativa do grau de ventilação

B.4.3.1 Geral

Estimativas iniciais sugeririam que uma fonte de risco de grau contínuo normalmente gera a ocorrência de uma
zona 0, assim como uma fonte de risco de grau primário a uma zona 1 e uma fonte de risco de grau secundário a
uma zona 2; porém isto não é sempre verdade, por causa do efeito da ventilação.

Em alguns casos, o grau e o nível de disponibilidade da ventilação podem ser tão altos que, na prática, a área
passa a ser não classificada. Inversamente, o grau de ventilação pode ser tão baixo que resulte numa área
classificada de maior risco (ou seja, uma zona 1 ser produzida por uma fonte de risco de grau secundário).
Isto ocorre, por exemplo, quando o nível de ventilação é tal que uma atmosfera explosiva de gás persiste e é
somente dispersada, vagarosamente, após ter cessado o vazamento. Dessa forma, a atmosfera explosiva de gás
persiste por um período maior do que o que seria esperado para aquele grau da fonte de risco.

O volume Vz pode ser utilizado para oferecer um meio para determinar o grau de ventilação como alto, médio ou
baixo para cada grau de liberação da fonte de risco.

B.4.3.2 Ventilação alta (VA)

A ventilação pode ser considerada como alta (VA) somente quando uma avaliação do risco mostra que a extensão
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do prejuízo potencial devido ao aumento súbito da temperatura e/ou pressão, como resultado da ignição de uma
atmosfera explosiva de gás de volume igual a to Vz, é desprezível. A avaliação de risco deve também levar em
conta os efeitos secundários (por exemplo, liberações adicionais de inflamáveis).

As condições acima são aplicadas normalmente quando Vz é menor do que 0,1 m3. Nesta situação, o volume da
área classificada pode ser considerado igual a Vz.

Na prática, a ventilação alta pode, geralmente, ser aplicada somente no local onde o sistema artificial de
ventilação circunda uma fonte de risco para pequenas áreas fechadas ou no caso de taxas de liberação muito
pequenas. Em primeiro lugar, a maioria das áreas fechadas contém múltiplas fontes de risco. Não é uma boa
prática ter múltiplas e pequenas áreas classificadas dentro de uma área caracterizada como não classificada.
Em segundo lugar, com taxas de liberações típicas consideradas para classificação de áreas, a ventilação natural
é freqüentemente insuficiente, mesmo em ambientes abertos. Adicionalmente, é normalmente impraticável ventilar
artificialmente grandes áreas fechadas nas taxas requeridas.

NOTA Quando o cálculo de Vz é baseado na ventilação artificial, alguma consideração pode ser feita na maneira na qual a
ventilação artificial é idealizada porque isto é sempre o caso quando o fluxo do ar usado na ventilação é extraído da fonte de
risco e a diluição ocorre na direção que está distante das fontes potenciais de ignição. Por exemplo, no caso de sistemas de
extração local, ou onde a ventilação de diluição é fornecida a um ambiente relativamente pequeno, tal como uma casa de
analisadores ou uma sala que abriga uma planta-piloto.

B.4.3.3 Ventilação baixa (VB)

A ventilação deve ser considerada baixa (VB) se Vz exceder Vo. Ventilação baixa não ocorre, geralmente, em
situações de ambientes abertos, exceto quando existirem limitações ao fluxo de ar, como, por exemplo, em
depressões (pits).

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B.4.3.4 Ventilação média (VM)

Se a ventilação não for alta (VA) nem baixa (VB), então ela deve ser considerada média (VM). Normalmente Vz é
menor ou igual a Vo. A ventilação considerada média deve controlar a dispersão da liberação do vapor ou gás
inflamável. O tempo necessário para dispersar uma atmosfera explosiva de gás, depois que a liberação tenha
cessado, deve ser tal que a condição, tanto para zona 1 como zona 2, seja atendida, dependendo se o grau da
fonte de risco é primário ou secundário. O tempo de dispersão aceitável depende da freqüência esperada da
liberação e da duração de cada liberação. Quando o volume Vz é significativamente menor do que o volume de um
espaço fechado, pode ser aceitável classificar somente uma parte do espaço como área classificada. Em alguns
casos, dependendo do tamanho do espaço fechado, o volume Vz pode ser similar ao volume deste espaço
fechado. Neste caso, todo volume do espaço fechado deve ser considerado área classificada.

Em ambientes abertos, exceto onde Vz é muito pequeno ou onde existirem limitações significativas ao fluxo de ar,
a ventilação deve ser considerada média (VM).

B.5 Disponibilidade da ventilação


A disponibilidade da ventilação tem influência sobre a presença ou formação de uma atmosfera explosiva de gás.
Dessa forma, a disponibilidade (bem como o grau) da ventilação necessita ser levada em consideração quando da
determinação do tipo da zona.

Três níveis de disponibilidade de ventilação devem ser considerados (ver exemplos no anexo C):

⎯ boa: ventilação está presente praticamente de modo contínuo;


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⎯ satisfátoria: ventilação é esperada estar presente sob condições normais de operação. Descontinuidades são
admitidas, mas elas ocorrem esporadicamente e por curtos períodos;

⎯ pobre: ventilação que não atende ao padrão de satisfatória ou boa, mas não são esperadas descontinuidades
que ocorram por longos períodos.

Ventilação que nem sequer atende ao requisito de disponibilidade pobre não deve ser considerada contribuinte de
ventilação da área.

Ventilação natural

Para ambientes abertos, a avaliação da ventilação deve normalmente ser baseada na velocidade mínima
assumida do vento de 0,5 m/s, o qual estará presente praticamente de modo contínuo. Neste caso, a
disponibilidade da ventilação pode ser considerada boa.

Ventilação artificial

Na avaliação da disponibilidade da ventilação artificial, a confiabilidade do equipamento e a disponibilidade de, por


exemplo, sopradores reservas (em “stand-by” ) devem ser consideradas. Uma disponibilidade boa irá solicitar
normalmente, sob falha, partida automática dos sopradores reservas. Contudo, se medidas forem tomadas para
prevenir a liberação de material inflamável quando a ventilação falhar (por exemplo, através da parada automática
do processo), a classificação especificada com a ventilação operando não necessita ser modificada, isto é, a
disponibilidade pode ser assumida como boa.

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B.6 Guia prático


O efeito da ventilação sobre os tipos de zonas pode ser resumido na tabela B.1. Alguns cálculos estão incluídos
em B.7.

Tabela B.1 — Influência da ventilação no tipo da zona

Ventilação
Grau
Alto Médio Baixo
Grau da
fonte de Disponibilidade
risco
Boa,
Boa Satisfatória Pobre Boa Satisfatória Pobre Satisfatória
ou Pobre
(Zona 0 NE) (Zona 0 NE) (Zona 0 NE) Zona 0 Zona 0
Contínuo Zona 0 + + Zona 0
Não classificadaa Zona 2ª Zona 1a Zona 2 Zona 1
(Zona 1 NE) (Zona 1 NE) (Zona 1 NE) Zona 1 Zona 1 Zona 1 ou
Primário Zona 1 + +
Não classificadaa Zona 2ª Zona 2a Zona 2 Zona 2 Zona 0c

(Zona 2 NE) (Zona 2 NE)


Zona 1 e até
Secundáriob Zona 2 Zona 2 Zona 2 Zona 2 c
a a Zona 0
Não classificada Não classificada
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NOTA "+" significa "envolvida por".


a
Zona 0 NE, 1 NE ou 2 NE indica uma zona teórica que seria de extensão desprezível sob condições normais.
b
A área de Zona 2 criada por uma fonte de risco de grau secundário pode exceder aquelas atribuídas à fonte de
risco de grau primário ou contínuo; neste caso, a maior distância deve ser considerada.
c
É Zona 0 se a ventilação for tão fraca e a liberação for tal que na prática existirá uma atmosfera explosiva de gás
praticamente de modo contínuo (ou seja: aproxima-se à condição de “não ventilado”).

Tabela B.2 — Procedimento para soma de fontes de riscos múltiplas dentro do volume V0

Fonte de risco Ação a ser tomada com (dV/dt) min

Contínua Somar todos valores para (dV/dt)min e aplicar o resultado total nas equações B.2 a B.6
De acordo com a tabela B.3, somar o número de requisitos do maior valor de (dV/dt)min e aplicar
Primária
o resultado total nas equações B.2 a B.6

Secundária Utilizar somente um único e maior valor de (dV/dt)min e aplicar este valor nas equações B.2 a B.6

NOTA O resultado de (dV/dt)min para cada linha da tabela deve ser aplicado à tabela B.1. Graus diferentes de fontes
de risco não precisam ser somados.

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Tabela B.3 — Procedimento para soma de múltiplas


fontes de risco primárias

Número de fontes de riscos


Número de fontes de riscos primárias para serem
primárias utilizadas de acordo com a
tabela B.2
1 1
2 2
3 até 5 3
6 até 9 4
10 até 13 5
14 até 18 6
19 até 23 7
24 até 27 8
28 até 33 9
34 até 39 10
40 até 45 11
46 até 51 12
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Referência: Institute of Gas Engineers (UK).

B.7 Cálculos para determinar o grau de ventilação


NOTA 1 Os valores de LII, utilizados neste exemplo, são somente de caráter ilustrativo; eles não foram retirados da
IEC 60079-20.

NOTA 2 Nos exemplos, foi assumido que Xo = 100%. Isto pode oferecer um resultado subdimensionado.

Cálculo Nº 1

Características da fonte de risco

Material inflamável vapor de tolueno

Massa molecular do tolueno 92,14 (kg/kmol)

Fonte de risco flange

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,046 kg/m3 (1,2 % vol.)

Grau da fonte de risco contínua

Fator de segurança, k 0,25

Taxa de liberação, (dG/dt)max 2,8 × 10−10 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado

Número de trocas de ar, C 1/h, (2,8 × 10−4/s)

Fator de qualidade, f 5

Temperatura ambiente, T 20°C (293 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1

Tamanho do ambiente, Vo 10 m × 15 m × 6 m

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 2,8 × 10−10 293


(dV/dt )min = × = × = 2,4 × 10−8 m3 /s
k × LII 293 0,25 × 0,046 293

Avaliação do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 5 × 2,4 × 10 −8


Vz = = −4
= 4,3 × 10 − 4 m 3
C 2,8 × 10
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Tempo de persistência:

Este tempo não é aplicável para fonte de risco de grau contínuo.

Conclusão

O volume hipotético Vz é considerado desprezível.

Como Vz < 0,1 m3 (ver B.4.3.2), o grau de ventilação pode ser considerado como alto em relação à fonte de risco e
à área em consideração.

Se a disponibilidade da ventilação for “boa”, então existirá uma zona 0 de extensão desprezível (ver tabela B.1).

Cálculo Nº 2

Características da fonte de risco

Material inflamável vapor de tolueno

Massa molecular do tolueno 92,14 (kg/kmol)

Fonte de risco falha de flange

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,046 kg/m3 (1,2% vol.)

Grau da fonte de risco secundária

Fator de segurança, k 0,5

Taxa de liberação, (dG/dt)max 2,8 × 10−6 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado

Número de trocas de ar, C 1/h (2,8 × 10−4/s)

Fator de qualidade, f 5

Temperatura ambiente, T 20°C (293 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1

Tamanho do ambiente, Vo 10 m × 15 m × 6 m

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 2,8 × 10 −6 293


(dV/dt )min = × = × = 1,2 × 10 − 4 m 3 /s
k × LII 293 0,25 × 0,046 293

Avaliação do volume hipotético Vz:

f × ( dV/dt )min 5 × 1,2 × 10 −4


Vz = = −4
= 2,2 m3
C 2,8 × 10
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Tempo de persistência:

− f LII × k −5 1,2 × 0,5


t= ln = ln = 25,6 h
C X0 1 100

Conclusão

O volume hipotético Vz, mesmo que significativamente menor do que Vo, é maior do que 0,1 m3.

O grau de ventilação pode ser considerado médio em relação à fonte de risco e à área em consideração.
Entretanto a atmosfera explosiva persistiria e o conceito de zona 2 pode não ser adequado.

Cálculo Nº 3

Características da fonte de risco

Material inflamável gás propano

Massa molecular do propano 44,1 (kg/kmol)

Fonte de risco engate de cilindro de amostragem

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,039 kg/m3 (2,1% vol.)

Grau da fonte de risco primário

Fator de segurança, k 0,25

Taxa de liberação, (dG/dt)max 0,005 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado

Número de trocas de ar, C 20/h (5,6 × 10–3/s)

Fator de qualidade, f 1

Temperatura ambiente, T 35°C (308 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1,05

Tamanho do ambiente, Vo 10 m × 15 m × 6 m

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 0,005 308


(dV/dt )min = × = × = 0,6 m 3 /s
k × LII 293 0,25 × 0,039 293

Avaliação do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 1 × 0,6


Vz = = −3
= 1,1× 10 2 m 3
C 5,6 × 10

Tempo de persistência:
Cópia autorizada para uso exclusivo - PETROLEO BRASILEIRO - 33.000.167/0036-31

− f LII × k −1 2,1 × 0,25


t= ln = ln = 0,26 h
C X0 20 100

Conclusão

O volume hipotético Vz não é desprezível, mas não excede Vo.

O grau de ventilação pode ser considerado médio em relação à fonte de risco e à área em consideração. Com um
tempo de persistência de 0,26 h, o conceito de zona 1 pode não ser aplicável se a operação for repetida
freqüentemente.

Cálculo Nº 4

Características da fonte de risco

Material inflamável gás amônia

Massa molecular da amônia 17,03 (kg/kmol)

Fonte de risco válvula do evaporador

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,105 kg/m3 (14,8% vol.)

Grau da fonte de risco secundário

Fator de segurança, k 0,5

Taxa de liberação, (dG/dt)max 5 × 10 −6 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado

Número de trocas de ar, C 15/h, (4,2 × 10−3/s)

Fator de qualidade, f 1

Temperatura ambiente, T 20°C (293 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1

Tamanho do ambiente, Vo 10 m × 15 m × 6 m

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar :

(dG/dt )max T 5 × 10 −6 293


(dV/dt )min = × = × = 9,5 × 10 −5 m3 /s
k × LII 293 0,5 × 0,105 293

Estimativa do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 1× 9,5 × 10 −5


Vz = = = 0,02 m3
C 4,2 × 10 −3
Cópia autorizada para uso exclusivo - PETROLEO BRASILEIRO - 33.000.167/0036-31

Tempo de persistência:

− f LII × k − 1 14,8 × 0,5


t= ln = ln = 0,17 h (10 min )
C Xo 15 100

Conclusão

O volume hipotético Vz é reduzido a um valor desprezível.

O grau de ventilação pode ser considerado alto (Vz < 0,1 m3) em relação à fonte de risco e à área em consideração
(ver tabela B.1).

Se a disponibilidade da ventilação for “boa”, então existirá uma zona 2 de extensão desprezível (ver tabela B.1).

Cálculo Nº 5

Características da fonte de risco

Material inflamável gás propano

Massa molecular do propano 44,1 (kg/kmol)

Fonte de risco selo de compressor

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,039 kg/m3 (2,1% vol.)

Grau da fonte de risco secundário

Fator de segurança, k 0,5

Taxa de liberação, (dG/dt)max 0,02 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado

Número de trocas de ar, C 2/h, (5,6 ×10−4/s)

Fator de qualidade, f 5

Temperatura ambiente, T 20°C (293 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 0,02 293


(dV/dt )min = × = × = 1,02 m3 /s
k × LII 293 0,5 × 0,039 293

Estimativa do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 5 × 1,02


Vz = = = 9 200 m3
33.000.167/0036-31

−4
C 5,6 × 10

Tempo de persistência:

− f LII × k − 5 2,1× 0,5


t= ln = ln = 11,4 h
C Xo 2 100
-
BRASILEIRO

Conclusão

Numa sala de 10 m × 15 m × 6 m por exemplo, o volume hipotético Vz é maior do que o volume da sala Vo.
Adicionalmente, o tempo de persistência é significativo.
PETROLEO

O grau de ventilação pode ser considerado baixo em relação à fonte de risco e à área sob consideração.

A área seria classificada, no mínimo, como zona 1 e poderia até mesmo ser zona 0, dependendo da
disponibilidade de ventilação (ver tabela B.1). Isto é inaceitável. Medidas necessitariam ser adotadas para reduzir
-

a taxa de vazamento ou melhorar o sistema de ventilação, talvez com exaustão ao redor do selo do compressor.
exclusivo

Cálculo Nº 6

Características da fonte de risco


uso

Material inflamável gás metano


para

Massa molecular do metano 16,05 (kg/kmol)


autorizada

Fonte de risco acessório de tubulação

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,033 kg/m3 (5% vol.)


Cópia

Grau da fonte de risco secundário

Fator de segurança, k 0,5

Taxa de liberação, (dG/dt)max 1 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente aberto

Velocidade mínima do vento 0,5 m/s

Resultando em trocas de ar, C > 3 × 10-2 /s

Fator de qualidade, f 1

Temperatura ambiente, T 15°C (288 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 0,98

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 1
(dV/dt )min = × = = 59,3 m3 /s
k × LII 293 0,5 × 0,033

Estimativa do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 1× 59,3


Vz = == = 2 000 m3
C 3 × 10 −2

Tempo de persistência:
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− f LII × k − 1 5 × 0,5
t= ln = ln = 123 s (máximo)
C Xo 0,03 100

Conclusão

O volume hipotético Vz é significativo. Baseado nos critérios (ver tabela B.4.2), para situações de ambiente aberto,
um valor razoável de Vo seria 3 400 m3, logo Vz seria menor que Vo.

O grau de ventilação pode ser considerado médio em relação à fonte de risco e à área considerada.

Se a disponibilidade de ventilação, sendo ambiente aberto, for “boa”, então a área é classificada como zona 2
(ver tabela B.1)

Cálculo Nº 7

Características da fonte de risco

Material inflamável vapor de tolueno

Massa molecular do tolueno 92,14 (kg/kmol)

Fonte de risco falha de flange

Limite inferior de inflamabilidade (LII) 0,046 kg/m3 (1,2% vol.)

Grau da fonte de risco secundário

Fator de segurança, k 0,5

Taxa de liberação, (dG/dt)max 6 × 10–4 kg/s

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Características de ventilação

Ambiente fechado
−3
Número de trocas de ar, C 12/h (3,33 × 10 )

Fator de qualidade, f 2

Temperatura ambiente, T 20°C (293 K)

Coeficiente de temperatura, (T/293 K) 1

Tamanho do ambiente, Vo 10 m × 15 m × 6 m

Taxa mínima da vazão volumétrica de ar:

(dG/dt )max T 6 × 10 −4 293


(dV/dt )min = × = × = 26 × 10 −3 m3/s
k × LII 293 0,5 × 0,046 293

Avaliação do volume hipotético Vz:

f × (dV/dt )min 2 × 26 × 10 −3
Vz = = = 15,7 m3
C 3,33 × 10 − 3
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Tempo de persistência:

− f LII × k − 2 1,2 × 0,5


t= ln = ln = 0,85 h (51 min )
C Xo 12 100

Conclusão

O volume hipotético Vz não é desprezível, mas não excede Vo.

O grau de ventilação pode ser considerado médio em relação à fonte de risco e à área considerada.

Se a disponibilidade de ventilação for “boa” então a área pode ser considerada zona 2 (ver tabela B.1).
Baseado no tempo de persistência, o conceito de zona 2 seria adequado.

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Anexo C
(informativo)

Exemplos de classificação de áreas

C.1 A aplicação de classificação de áreas envolve o conhecimento do comportamento de gases e líquidos


inflamáveis, quando eles são liberados de um confinamento, e de sólidos conhecimentos de engenharia baseados
na experiência do desempenho dos equipamentos da planta sob condições de projeto. Por este motivo, não é
viável considerar cada variação possível das características de uma planta e dos seus processos. Porém, os
exemplos selecionados são aqueles que melhor descrevem a filosofia geral de uma classificação de áreas, de
modo a permitir a utilização segura de equipamentos em áreas classificadas, onde o material perigoso é um
líquido inflamável, gás liquefeito ou vapor, ou material que é geralmente gasoso e inflamável quando misturado ao
ar em concentrações adequadas.

C.2 Para obter as distâncias mostradas nos diagramas, as condições específicas dos equipamentos da planta
foram fornecidas. As condições de vazamento foram consideradas em relação ao desempenho mecânico dos
equipamentos e outros critérios de projeto representativos. Eles não têm aplicação generalizada; fatores como
inventário do material de processo, tempo de interrupção, tempo de dispersão, pressão, temperatura e outros
critérios relacionados tanto para equipamentos das plantas quanto para o material do processo afetarão a
classificação de áreas e devem ser aplicados para o problema particular que está sendo considerado. Desta forma,
estes exemplos representam apenas uma referência e necessitam ser adaptados de modo a levar em
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consideração circunstâncias particulares.

C.3 Conforme a norma nacional ou industrial selecionada, a forma e a extensão das zonas podem variar.

C.4 A finalidade dos exemplos a seguir não é, inicialmente, que eles sejam usados para classificação de áreas.
Seu objetivo principal é demonstrar resultados típicos que podem ser obtidos na prática, em um número de
diferentes situações, pelo uso das orientações e procedimentos desta Norma, incluindo o uso da tabela B.1.
Eles podem também ser usados no desenvolvimento de normas de detalhamento complementares.

C.5 As figuras mostradas são obtidas, ou se assemelham, àquelas das várias normas nacionais ou industriais.
Elas pretendem ser somente uma orientação para a magnitude das zonas; em situações individuais, a extensão e
as formas das zonas podem ser obtidas de normas pertinentes.

C.6 Se a intenção for que os exemplos dados nesta Norma sejam usados na prática para a classificação de
áreas, considerações devem ser feitas dos detalhes específicos de cada caso particular.

C.7 Em cada exemplo, alguns, porém não todos os parâmetros que influenciam o tipo e a extensão das zonas
são dados. O resultado da classificação normalmente fornece um resultado conservativo, levando em
consideração aqueles fatores que foram especificados e outros que foram possíveis de identificar, mas não de
quantificar. Isto significa que, se for possível especificar os parâmetros de operação mais detalhadamente, uma
classificação mais precisa é obtida.

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Exemplo Nº 1

Uma bomba industrial normal com selo mecânico (diafragma), montada ao nível do solo, situada em ambiente
externo, bombeando líquido inflamável:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação Geral Depressão


Tipo .............................................. Natural Natural
Grau .............................................. Médio Baixo
Disponibilidade ............................. Boa Boa

Fonte de risco Grau de risco


Selo mecânico da bomba ................................................................... Secundário

Produto
Ponto de fulgor .............................................. Abaixo das temperaturas ambiente e de processo
Densidade de vapor ...................................... Mais pesado que o ar

Sem escala
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Nível do solo

Depressão

Zona 1

Fonte de risco (selo da bomba)


Zona 2

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos por
uma bomba com capacidade de 50 m3/h e operando a baixa pressão:
a = 3 m horizontalmente da fonte de risco;
b = 1 m a partir do nível do solo e até 1 m acima da fonte de risco.

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Exemplo Nº 2

Uma bomba industrial normal com selo mecânico (diafragma), montada ao nível do solo, em ambiente interno,
bombeando líquido inflamável:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação Geral Depressão


Tipo ................................... Artificial Nenhuma
Grau .................................. Baixo
Disponibilidade .................. Satisfatória
Fonte de risco Grau de risco
Selo mecânico da bomba ................................................ Secundário

Produto

Ponto de fulgor.................................. Abaixo das temperaturas de processo e ambiente


Densidade de vapor .......................... Mais pesado que o ar
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Sem escala

Nível do solo

Zona 1 Fonte de risco (selo da bomba)

Nenhuma dimensão é indicada, pois o resultado da área classificada é todo o volume Vo. Se a ventilação for
melhorada para “médio”, então a zona pode ser menor e somente zona 2 (ver tabela B.1).

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Exemplo Nº 3

Válvula de alívio de pressão em ambiente aberto, de vaso de processo:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação
Tipo ............................................... Natural
Grau .............................................. Médio
Disponibilidade .............................. Boa

Fonte de risco Grau de risco

Saída da válvula ............................ Primário e secundário

Produto

Gasolina
Densidade do gás .............................. Mais pesado que o ar
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Sem escala

b
a

Zona 1

Zona 2

Fonte de risco (“vent” externo com diâmetro de 25 mm)

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
uma válvula onde a pressão de abertura da válvula é aproximadamente 0,15 MPa (1,5 bar):
a = 3 m em todas as direções da fonte de risco;
b = 5 m em todas as direções da fonte de risco.

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Exemplo Nº 4

Válvula de controle, instalada num sistema de tubulação fechado transportando gás inflamável:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação

Tipo ............................................................................. Natural


Grau ............................................................................ Médio
Disponibilidade ............................................................ Boa

Fonte de risco Grau de risco

Selo do eixo da válvula ..................................................... Secundário

Produto

Gás ................................................................................... Propano


Densidade do gás ............................................................. Mais pesado que o ar

Sem escala
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Nível do solo

Fonte de risco (válvula)

Zona 2

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo:

a = 1 m em todas as direções da fonte de risco.

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Exemplo Nº 5

Um vaso fixo para mistura de processo, situado em ambiente interno, sendo aberto regularmente por razões
operacionais. Os líquidos são introduzidos e retirados do vaso através de tubulações soldadas, flangeadas no vaso:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação

Tipo ............................................ Artificial


Grau ........................................... Baixo no interior do vaso; Médio no exterior do vaso
Disponibilidade ........................... Satisfatória

Fonte de risco Grau de risco

Superfície do líquido no interior do vaso ..................................... Contínuo


Abertura do vaso......................................................................... Primário
Derrame ou vazamento de líquido próximo ao vaso ................... Secundário

Produto
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Ponto de fulgor ................................................ Abaixo das temperaturas de processo e ambiente

Densidade de vapor ........................................ Mais pesado que o ar

Sem escala

d c a a c d
Zona 0
b
Zona 1
Zona 2

e
Nível do solo

Líquido do processo

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo:

a = 1 m horizontalmente da fonte de risco;


b = 1 m acima da fonte de risco;
c = 1 m horizontalmente;
d = 2 m horizontalmente;
e = 1 m acima do solo.

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Exemplo Nº 6

Separador de água e óleo por gravidade, situado em ambiente externo, aberto para a atmosfera, em uma refinaria
de petróleo:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação Dentro do separador Externo ao separador

Tipo ..................................................... Natural Natural


Grau .................................................... Baixo Médio
Disponibilidade .................................... Boa Boa

Fonte de risco Grau de risco

Superfície do líquido.............................. Contínuo


Distúrbio do processo............................ Primário
Operação anormal do processo ............ Secundário

Produto
Ponto de fulgor............................................. Abaixo das temperaturas de processo e ambiente
Densidade de vapor ..................................... Mais pesado que o ar
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Sem escala

d
b
Nível do solo
a

c
Líquido
Zona 0

Zona 1

Zona 2

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo.

a = 3 m horizontalmente do separador;
b = 1 m acima do nível do solo;
c = 7,5 m horizontalmente;
d = 3 m acima do nível do solo.

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Exemplo Nº 7

Casa de compressor de hidrogênio, aberta ao nível do solo:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação

Tipo ............................................................................. Natural


Grau ............................................................................ Médio
Disponibilidade ............................................................ Boa

Fonte de risco Grau de risco

Selo do compressor, válvulas e flanges ...................... Secundário


próximos ao compressor

Produto
Gás .................................................................................... Hidrogênio
Densidade do gás Mais leve que o ar

Sem escala
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Zona 2

Fundo da área fechada

Nível do compressor
a

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo:

a = 3 m horizontalmente da fonte de risco;


b = 1 m horizontalmente das aberturas de ventilação;
c = 1 m acima das aberturas de ventilação.

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Exemplo Nº 8

Tanque de armazenamento de líquido inflamável, situado em ambiente externo, com teto fixo e sem teto flutuante interno:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo

Ventilação

Tipo.................................................................................... Natural
Grau................................................................................... Médio*
Disponibilidade .................................................................. Boa

Fonte de risco Grau de risco

Superfície do líquido.......................................................... Contínuo


Respiro e outras aberturas no teto do tanque ................... Primário
Flanges, etc. internos ao dique e ...................................... Secundário
na região de transbordamento do tanque

Produto
Ponto de fulgor. ...................................................................... Abaixo das temperaturas de
processo e ambiente
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Densidade de vapor................................................................ Mais pesado que o ar


* Interno ao tanque e a depressão, baixo.

Sem escala

a
b

Zona 0

Zona 1

Superfície Zona 2
do líquido

Depressão IEC 1249/02

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo:

a = 3 m do respiro;
b = 3 m acima do teto;
c = 3 m horizontalmente do tanque.

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Exemplo Nº 9

Instalação de carregamento simples de caminhão-tanque (durante carregamento), situado em ambiente externo,


para gasolina, com carregamento pelo topo, sem recuperação de vapor:

Principais fatores que influenciam o tipo e a extensão das zonas

Planta e processo
Ventilação

Tipo ......................................................................... Natural


Grau......................................................................... Médio
Disponibilidade ........................................................ Boa

Fonte de risco Grau de risco


Aberturas no teto do tanque .................................... Primário
Derramamento ao nível do solo .............................. Secundário
Transbordamento do caminhão-tanque ................... Secundário

Produto
Ponto de fulgor .............................................................. Abaixo das temperaturas de processo
e ambiente
Densidade de vapor....................................................... Mais pesado que o ar
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Sem escala
a b f

c Zona 1

Zona 2

e
Canaleta de drenagem

Levando em consideração os parâmetros relevantes, os dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para
este exemplo.

a = 1,5 m horizontalmente da fonte de risco;


b = 1,5 m horizontalmente da junta de articulação flexível;
c = 1,5 m acima da fonte de risco;
d = 1 m acima do nível do solo;
e = 4,5 m horizontalmente da canaleta de drenagem;
f = 1,5 m horizontalmente da zona 1;
g = 1,0 m acima da zona 1.
NOTA1 Se o sistema for um sistema fechado com recuperação de vapor, as distâncias podem ser reduzidas, de modo que
a zona 1 possa ser de extensão desprezível e a zona 2 significativamente reduzida.

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NOTA 2 Derramamentos devido a transbordamento são improváveis com sistema de recuperação de vapor.
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Exemplo Nº 10

Sala de mistura em uma fábrica de tinta:

Este exemplo mostra uma possibilidade de utilização dos exemplos individuais nº 2 (com grau de ventilação
médio) e nº 5. Neste exemplo simplificado, quatro vasos de mistura de tinta (item 2) estão localizados em uma
sala. Existem também três bombas de líquido (item 1) na mesma sala.

Os principais fatores que influenciam o tipo de zona são mostrados nas tabelas dos exemplos nº 2 e nº 5.
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Levando em consideração os parâmetros relevantes (ver as folhas de dados para classificação de áreas), os
dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para este exemplo:

a = 2 m;
b = 4 m;
c = 3 m;

O desenho nº 10 é uma vista em planta, para extensão vertical das zonas, ver exemplos nº 2 e nº 5.

NOTA Como nos exemplos nº 2 e nº 5, as zonas possuem um formato cilíndrico em torno das fontes de risco. Contudo, na
prática, as zonas são normalmente aumentadas para um formato de caixa, se os vasos estiverem situados próximos um dos
outros. Deste forma, não há pequenas áreas não classificadas.

É considerado que as bombas e vasos são conectados por tubulações soldadas e os flanges, válvulas etc. são
localizados próximos dos itens de equipamento.

Na prática, podem existir outras fontes de risco dentro da sala, por exemplo, vasos abertos, mas estes não foram
considerados neste exemplo. Se a sala for pequena, é recomendado que a extensão da zona 2 fique limitada à
sala.
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Exemplo Nº 11

Parque de tanque de gasolina e óleo:

Sem escala

Portão

Instalação de carregamento de caminhões

Escritório

Item 4 Portão

d c
d
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Item 1

a Bombas
Tanque de óleo

Item 5

a Item 2
a b

Item 3
a
Tanques

Separador de água/óleo

Zona 0 Zona 1 Zona 2

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Este exemplo mostra um modo de usar os exemplos individuais nºs 1, 6, 8 e 9 . Neste exemplo simplificado, três
tanques de armazenamento (bunded) para gasolina (item 3), cinco bombas de líquidos (item 1) posicionadas
próximas uma das outras, uma única bomba (item 1), uma instalação de carregamento de caminhões (item 4),
dois tanques de óleo (item 5) e um separador de água e óleo por gravidade (item 2) estão localizados dentro de
um parque de tanques.

Os principais fatores que influenciam os tipos de zonas são dados nos exemplos nºs 1, 6, 8 e 9.

Levando em consideração os parâmetros relevantes (ver as folhas de dados para classificação de áreas), os
dados abaixo são valores típicos que seriam obtidos para este exemplo.

a=3m
b = 7,5 m
c = 4,5 m
d = 1,5 m

O desenho nº 11 é uma vista de planta; para extensão vertical das zonas, ver os exemplos nºs 1, 6, 8 e 9.

Para detalhes (divisão em zonas dentro dos vasos, divisão em zonas extendidas, divisão em zonas em torno de
respiradores de tanques etc), ver os exemplos nºs 1, 6, 8 e 9.

NOTA É necessário usar os exemplos nºs 1, 6, 8 e 9 para obter a correta divisão em zonas do interior do tanque e do
separador de óleo (zona 0), junto com a divisão em zonas dos respiradores dos tanques (zona 1).

Na prática podem existir outras fontes de risco; contudo, por simplificação, estas não foram levadas em
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consideração.

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Zona 0
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Zona 1

Zona 2

Figura C.1 — Símbolos preferenciais para classificação de áreas

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