Você está na página 1de 72

Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.

717-78
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Esta obra foi publicada pela primeira vez em 2020 por Cinética: Escola do Movimento. W
Direitos autorais © 2020 por Cinéticaedu. Todos os direitos reservados. w
o
r
k
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou distribuída de qualquer forma ou
s
por qualquer meio, eletrônico ou mecânico, ou armazenada em um banco de dados ou sistema de
h
recuperação, por meio de cobrança monetária, está é uma obra que deve ser distribuída de forma
o
integral e gratuita.
p
b
a
As informações incluídas neste livro são apenas para fins educacionais. Não se destina oun

está implícito como substituto do aconselhamento médico profissional. O leitor sempre deved

consultar seu médico/ nutricionista/ fisioterapeuta / psicólogo/ treinador, para determinar aa

adequação das informações para sua própria situação ou se tiver alguma dúvida sobre umag

condição médica ou plano de tratamento.


e
m
f
u
A leitura das informações deste livro não constitui uma relação médico-paciente.
n
ci
o
O autor / proprietário não reivindica nenhuma responsabilidade a qualquer pessoa oun

entidade por qualquer responsabilidade, perda ou dano causado ou supostamente causado direta al
M
ou indiretamente como resultado do uso, aplicação ou interpretação das informações aqui
A
apresentadas.
T
E
RI

A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
RAMIRO MARQUES INCHAUSPE o
r
k
s
h
o
p
b
a
MATERIAL DE APOIO
n
d
WORKSHOP - BANDAGEM FUNCIONAL
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
Porto Alegre / RS
al
M
2020 A
T
E
RI

A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Sobre o Autor W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
Desde muito jovem se destacou no âmbito esportivo como atleta de Handebol, chegando a
a
defender as seleções brasileiras de base sub 16 e sub 17, logo ingressou na faculdade onde cursou
n
Fisioterapia e Educação Física com bolsa atleta fazendo a faculdade totalmente gratuita por meio
d
do esporte, desde os primeiros semestres conciliou aulas, treinamento e participação em projetos
a
de pesquisa e extensão onde encontrou sua paixão; a reabilitação e treinamento. Durante ag

graduação participou como estagiário das Olimpíadas Escolares, como parte da delegação do Rioe

Grande do Sul, Jogos Universitários Brasileiros e Projeto Brasil Olímpico 2016. m


f
Em meio a todos estes projetos, realizou o curso de formação de oficiais de basquetebol
u
promovido pela Federação Gaúcha de Basquetebol. Em pouco menos de um ano foi promovido a
n
árbitro nacional da modalidade e convidado a participar do Novo Basquete Brasil – NBB, o segundo
ci
maior campeonato das américas, atrás apenas dos EUA. No ano de 2014 foi indicado para fazero

parte da Federação Internacional de Basketball – FIBA, conseguindo a aprovação e o título den

árbitro internacional. al
M
Inquieto, esta é a palavra para definir nosso autor. Imediatamente após terminar a graduaçãoA

buscou continuar os estudos através de uma especialização em treinamento neuromuscular eT


E
fisioterapia desportiva, mestrado em saúde da criança e do adolescente e doutorado em ciências
RI

A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


da reabilitação. Novamente, junto aos estudos, outros projetos estavam por vir, como, por exemplo, W
a criação do departamento de Aptidão Física Junto a Confederação Brasileira de Basketball – CBBw

e, posteriormente foi convidado para realizar o mesmo projeto junto a Federação Internacional deo

Basketball – FIBA (Órgão máximo do esporte no âmbito mundial). Em conjunto com esses desafios
r
k
vieram convites para lecionar em cursos de Graduação e Pós-Graduação, participar de grandes
s
eventos científicos, coordenar o controle de aptidão física nos Jogos Pan Americanos Lima 2019 e
h
Campeonato Mundial de Basquetebol China 2019.
o
Junto a todas essas mudanças continuou os estudos, buscando o doutorado em Ciências dap

Reabilitação e a criação de uma metodologia de reabilitação e treinamento: Cinesioterapiab

Funcional - Reabilitação e Treinamento Funcional. Teve artigos e livro publicado sobre o tema,
a
n
buscou formação internacional nas áreas da reabilitação e do treinamento físico e treinamento
d
funcional, através de diversos cursos como: Kettlebell junto a Kettlebell Academics órgão máximo
a
no âmbito mundial, Strongfirst, CORE 360, FIFA, Polar Team Pro Analysis além da formação nos
g
métodos de bandagem funcional (MacConnell e Kinesio Taping by Kenzo) além de toda sua
e
experiência de quase dez anos trabalhando com essa ferramenta fantástica.
m
***
f
u
O intuito deste projeto inovador é levar o conhecimento deste conceito e incríveln

metodologia ao maior número de pessoas possível. Quanto mais pessoas tiverem acesso aci

informação, mais trabalharemos. A ideia é passar parte do conhecimento teórico e prático e oso

fundamentos e conceitos necessários para o entendimento e aplicação. O livro ilustra e define muiton

bem todos os conceitos, métodos, protocolos e técnicas, mas é fundamental que o profissional al
M
leitor realize e principalmente pratique todo o conteúdo que aprendeu antes de iniciar com seu
A
paciente ou aluno, pois é claro que a prática leva a perfeição. T
E
RI

A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Conteúdo w
o
r
introdução ________________________________________________________________________________________ 3
k
APRESENTAÇÃO E HISTÓRIA _______________________________________________________________________________ 3
s
Metodologia Cinética _________________________________________________________________________ 4
HISTÓRIA __________________________________________________________________________________ 7
h
o
CAPÍTULO 01 _______________________________________________________________________________________ 13
p
Método Cinética bandagem funcional _____________________________________________________________ 14
b
CAPÍTULO 02 _______________________________________________________________________________________ 21
a
ANATOMIA E FISIOLOGIA FUNCIONAL _________________________________________________________________________ 21n

ENTENDENDO NOSSOS SISTEMAS ___________________________________________________________________ 22d


CONHECENDO A PELE __________________________________________________________________________ 24
CAPACIDADE SENSORIAL ________________________________________________________________________ 26
a
g
CAPÍTULO 03 _______________________________________________________________________________________ 32
e
ASPECTOS Biomecânicos _______________________________________________________________________________ 32
m
CONHECENDO AS BANDAGENS _____________________________________________________________________ 33
f
TERAPÊUTICA _______________________________________________________________________________ 37
Função muscular ___________________________________________________________________________ 39u
Articular ________________________________________________________________________________ 42n
Linfática _________________________________________________________________________________ 43
FLUXOGRAMA ______________________________________________________________________________ 44ci
o
CAPÍTULO 04 _______________________________________________________________________________________ 45
n
Bandagem funcional _________________________________________________________________________________ 45
al
Indicações _______________________________________________________________________________ 46
M
Contraindicações __________________________________________________________________________ 47
A
Tipos de cortes ____________________________________________________________________________ 48
Tipos de Aplicações _________________________________________________________________________ 50T
Preparo para aplicação ______________________________________________________________________ 52E

A RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


MATERIAIS ________________________________________________________________________________ 54 W
REFERÊNCIAS _______________________________________________________________________________________ 58
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

B RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

introdução w
o
r
k
s
h
APRESENTAÇÃO E HISTÓRIA o
p
b
A obra em questão é a primeira edição do livro Segredos daa

Bandagem Funcional – Conceitos, Técnicas e Aplicações, sendo fruto don


d
sucesso de uma edição piloto que demonstrou a grande procura por partea

dos profissionais da área da reabilitação e treinamento, deixando muitog


e
claro a necessidade de fazer uma obra mais completa com o intuito de
m
preencher e sanar dúvidas sobre a bandagem funcional elástica e rígida,f
u
na reabilitação e no treinamento.
n
ci
Neste primeiro capítulo vamos abordar um pouco os motivos que nos
o
levaram a realizar essa obra, bem como a história e do surgimento dessan

incrível metodologia como ferramenta de trabalho. al


M
A
T
E

3 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Metodologia Cinética w
o
r
A nossa metodologia de trabalho foi criada e desenvolvida baseadak

nos fundamentos básicos da anatomia, fisiologia e biomecânica, es


h
também, nos conceitos já existes sobre as bandagens, pelo nosso Expert
o
Ramiro Inchauspe, que depois de realizar formações em algumasp
b
metodologias já conhecidas, cursos e quase 10 anos de experiência no
a
esporte e nos maiores eventos esportivos mundiais como Jogosn

Olímpicos, Pan Americanos e Campeonatos Mundiais, sentiu ad


a
necessidade de uma abordagem diferente e principalmente um consensog

sobre a aplicação das técnicas de maneira clara e objetiva. e


m
Após anos de estudos através de congressos, livros, publicaçõesf
u
científicas sobre o uso das bandagens funcionais e principalmente a
n
prática diária das bandagens funcionai. Ramiro tomou como missão deci
o
preencher estas lacunas existentes acerca das bandagens funcionais,
n
incluindo bandagens rígidas e elásticas. Outro fator importante, verificadoal
M
ao longo dos 5 anos de docência, é a clara dúvida ou desconhecimento
A
das técnicas por parte de estudantes e profissionais, a maioriaT
E

4 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


simplesmente aplica bandagens baseados em imagens ou figuras, sem ter W
w
buscado, em nenhum momento, qualquer tipo de certificação em algumo

método ou sequer cursos de curta duração. r


k
A bandagem funcional ainda é pouco explorada em toda a suas
h
plenitude, conceitos e métodos. Pensando nisso foi colocado ao longo do
o
livro muito mais que simplesmente informações sobre aplicações dasp
b
bandagens, mas também informações sobre biomecânica dos
a
movimentos, controle motor e plasticidade neural e muscular, complexosn

sensoriais e a neurofisiologia da dor. O maior entendimento de algunsd


a
conceitos que vamos abordar na presente obra irá possibilitar a escolha dag

melhor técnica de aplicação com a bandagem, de acordo com oe


m
tratamento ou treinamento, e principalmente para os diferentes
f
problemas, lembrando que a bandagem é uma ferramenta que pode seru
n
utilizada com auxílio de outras técnicas, maximizando assim o seu sucesso.
ci
o
Demonstrar algumas experiências de vida com pacientes e atletas e,
n
principalmente, a resposta de cada um deles com o uso da bandagem foial
M
o que nos motivou a realizar essa obra. Queremos demonstrar a todos os
A
leitores que a bandagem funcional é um recurso de baixo custo, fácilT
E

5 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


aplicação e pode auxiliar muito na continuidade dos estímulos que W
w
buscamos em nosso tratamento. As bandagens podem oferecer estímuloso

constantes e duradouros, dependendo do modo de aplicação e do tempor


k
de aplicação.
s
h
O uso das bandagens funcionais pelos diferentes profissionais é cada
o
vez maior. A bandagem está cada vez mais em alta no esporte de altop
b
rendimento, tendo amantes e não amantes da ferramenta. Hoje temos
a
além dos profissionais da fisioterapia e educação física, dentistas,n

fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, entre outros, que fazem usod


a
desta ferramenta. g
e
Espero realmente que esta obra possa auxiliá-lo a entender melhor osm

conceitos, métodos e aplicações da bandagem funcional nas diferentesf


u
patologias ou tratamentos e, principalmente, que você consiga passar ao
n
paciente mais uma ferramenta que ajudará a sua recuperação pelo uso daci
o
bandagem funcional.
n
al
Ramiro Marques Inchauspe
M
A
T
E

6 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
HISTÓRIA w
o
r
A bandagem funcional é muito mais antiga do que muitos imaginam.k

Desde os tempos antigos esse instrumento é utilizado para o auxílio des


h
diversas técnicas. Hipócrates, por exemplo, as utilizava após realizar uma
o
manipulação para corrigir um pé torto congênito, com o intuito de manterp
b
o posicionamento do membro e prologar o efeito da manipulação.
a
Ambroise Paré também trabalhava com a terapia manual associada asn

bandagens para correções articulares e Nicholas Andry utilizavad


a
bandagens umedecidas para tratar lesões de ligamentos articulares. g
e
Talvez, o uso mais famoso das bandagens, seja aquele que eram

realizado no Egito antigo, para a conservação dos corpos após a morte nosf
u
processos de mumificação. Já no século XVIII, o dermatologista Paul
n
Gerson, desenvolveu as famosas meias elásticas de compressão, paraci
o
comprimir a perna no tratamento de úlceras de origem venosa, que até
n
hoje é muito utilizada para tratamentos de controle de edema de membrosal
M
inferiores.
A
T
E

7 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


As bandagens funcionais podem ser feitas de material elástico ou W
w
rígido, como forma de auxílio externo ao corpo humano. As elásticas, queo

apresentam a capacidade de se estirar, e as rígidas, que não se alteram,r


k
são feitas a partir de componente químico com aderência e na maioria dos
s
casos não causam ao indivíduo. h
o
Há muitas marcas de bandagens elásticas. Na década de 1970, surgep
b
na Ásia uma das primeiras, a Kinesio Taping®, cujo fundador foi Kenso
a
Kase. Posterirormente, outras foram surgindo, como, por exemplo, Curen

Tape® (Espanha), K. Taping® (Alemanha), Sport Tex® (Coreia do Sul) ed


a
Physio Taping® (China). Elas foram desenvolvidas para proporcionar maiorg

liberdade de movimento, uma vez que as primeiras bandagens utilizadase


m
para tratamento eram rígidas. Estas continuam sendo empregadas e
f
incluem, entre outras, o esparadrapo e a técnica da australiana Jennyu
n
McConnel.
ci
o
Visando o tratamento e correções articulares, Jenny Mcconnel
n
apresentou em 1984 um conceito de bandagem funcional rígida,al
M
inicialmente usada para corrigir posições patelares anormais em atletas
A
com síndrome de dor patelo-femoral. O estudo foi publicado em 1986. T
E

8 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Outro modo de aplicação, proposto por Kenzo Kase, em 1986, W
w
consiste na aplicação de uma fita adesiva de algodão hipoalergênica queo

pode ser deformada até 140% do seu tamanho original, tornando-ser


k
altamente elástica e resultando em menor esforço de mecanismo, em
s
comparação com um tape convencional. h
o
Considera-se que o Kinesio Taping aumenta a propriocepção,p
b
fornecendo uma estimulação aferente constante através da pele. De
a
acordo com seu criador, o Kinesio Taping proporciona estímulos cutâneosn

que modulam o movimento, facilitam a função muscular normal, corrigemd


a
os possíveis desalinhamentos articulares aliviando a tensão muscular,g

reduzem a dor, melhoraram a circulação sanguínea e linfática, e auxiliame


m
na redução do edema.
f
u
Com o aumento na exposição da bandagem funcional, bem como do
n
baixo custo de aquisição, tornou-se muito fácil obter o produto. Qualquerci
o
pessoa pode comprar um rolo de bandagem, assistem a um vídeo e se
n
auto aplicar a bandagem. Logo, em decorrência desta facilidade, o uso daal
M
bandagem funcional é, muitas vezes, realizado sem nenhuma avaliação,
A
critério ou até mesmo profissional apto para o mesmo. T
E

9 RI
A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Grande parte das pessoas que utilizam as bandagens, profissionais ou W
w
não, desconhecem o motivo da sua utilização ou, pelo menos, a parteo

fisiológica da bandagem. Para o uso eficaz e eficiente desta metodologiar


k
é necessário conhecimento aprofundado sobre, anatomia, fisiologia,
s
biomecânica, dor, efeito placebo, mecanismos de lesão, tipos de tecidoh
o
entre outros. As técnicas não devem ser aplicadas por pessoa que não
p
sejam profissionais da área da saúde e que não estejam qualificados eb

aptos para a aplicação da técnica. Os profissionais precisam ter a clarezaa


n
de que, se aplicada com sabedoria e de maneira correta, poderá produzir
d
melhoras, porem do contrário poderá causar danos. a
g
Desde os anos 2000 as bandagens funcionais estão cada vez maise
m
populares. Cada vez mais vemos pessoas e atletas fazendo o uso das
f
bandagens, muitas vezes sem um controle ou acompanhamentou
n
profissional adequado. A bandagem funcional se tornou febre entre os
ci
amantes do esporte após o astro do futebol David Beckham fazer um golo

e, ao levantar a camiseta, estar em suas costas a aplicação das bandagens.n


al
Desde então elas cresceram muito e hoje se debate muito a sua utilização.M
A
T
E

10 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
Figura: David Beckham, jogador de futebol. a
n
O método da bandagem funcional é reconhecido hoje como umad
a
habilidade essencial para todos os envolvidos no tratamento e reabilitaçãog

de lesões. É amplamente utilizado não apenas para lesões esportivas, mase


m
também para muitas outras condições, como desequilíbrio muscular,
f
articulações instáveis e controle neural prejudicado. Durante o tratamentou
n
e a reabilitação, a aplicação da bandagem ajuda no processo de
ci
cicatrização, apoiando e protegendo as estruturas lesionadas de maiso

lesões ou estresse, reduzindo assim a necessidade de tratamenton


al
prolongado e afastamento do trabalho. M
A
T
E

11 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Novas técnicas para a prevenção
sendo de lesões estão W
w
constantemente desenvolvidas, também podendo ser utilizadas na práticao

geral e no ambiente hospitalar para a população não esportiva. Uma vezr


k
dominadas as técnicas básicas, cabe aos profissionais modificar, alterar e
s
desenvolver elas mesmas novas técnicas, sempre aderindo aos princípiosh
o
fundamentais da metodologia bandagem.
p
b
A medicina esportiva tem se voltado para a mobilização precoce por
a
meio de terapia funcional, enquanto a imobilização total em moldes den

gesso está se tornando menos comum. Logo, é usado um suported


a
removível para permitir que a terapia continue durante toda a fase deg

recuperação. Usar o método em um membro ou parte do corpo é comoe


m
aplicar um 'molde flexível' que ajuda na prevenção de mais lesões e
f
repousa a parte afetada. Moldes de fita flexíveis limitam a amplitude deu
n
movimento e podem ser usados em muitos esportes onde suportes rígidos
ci
não são permitidos. o
n
al
M
A
T
E

12 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

CAPÍTULO 01 w
o
r
k
s
h
Neste capítulo vamos apresentar os conceitos da metodologia
o
cinética de bandagens funcionais. p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

13 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Método Cinética bandagem funcional w
o
r
O método Cinética foi desenvolvido no ano de 2019 pelok

Fisioterapeuta e Profissional de Educação Física Ramiro Inchauspe, com os


h
propósito de elaborar uma nova metodologia de trabalho onde fosse
o
possível reunir a reabilitação e o treinamento e que atendesse as inúmerasp
b
e diferentes necessidades dos estudantes e profissionais da fisioterapia e
a
educação física para o uso das bandagens funcionais. n
d
Como criar uma base sólida, ou uma espinha dorsal, que pudessea

servir como um novo conceito, onde fosse possível trabalhar desdeg


e
indivíduos sedentários até o atleta de alto rendimento. Trabalhar nam

prevenção, reabilitação de lesões e performance através do uso def


u
bandagens funcionais. Pacientes ou alunos com a mesma altura, mesma
n
idade, mesmo peso e até o mesmo objetivo, porém, entender que cadaci
o
pessoa é única e o trabalho precisa ser feito conforme sua individualidade
n
e especificidade. al
M
A
T
E

14 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Conseguimos incluir o que consideramos de melhor em cada W
w
metodologia e conceito sobre as bandagens funcionais e chegamos muitoo

próximo de um programa ideal e completo, unindo as aplicações Elásticasr


k
e Rígidas nos conceitos da Reabilitação ao Treinamento de maneira
s
inovadora e inédita. h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
Trata-se de uma metodologia flexível, adaptável e eficiente, que vocêci
o
poderá implantar em academias, clínicas, hospitais, centro den

treinamentos, clubes, praças e parques, clubes e outros. É deal


M
responsabilidade do profissional entender os objetivos e conceitos doA
T
E

15 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


programa para determinada pessoa e assim identificar as necessidades W
w
para a realização do programa. o
r
Todas as fases do programa não devem ser encaradas como algok

maçante ou monótono por nossos pacientes ou alunos, mas sim algos


h
prazeroso que com a variedade de técnicas torna o profissional
o
diferenciado e único. p
b
Com o melhor dos conceitos já existentes, prática profissional ea
n
análise de muitos estudos, foi possível moldar a melhor metodologia sobre
d
bandagens funcionais, algo que vem para auxiliar, desenvolver, melhorara

e até mesmo revolucionar as técnicas já existentes, g


e
O ponto chave do método é buscar o equilíbrio corporal tecidualm
f
através dos estímulos sensoriais externos e cutâneos, os tecidos contráteisu

e outros tecidos moles (fáscias, ligamentos e tendões), quando submetidosn


ci
a estímulos gerados por um suporte externo, promovidos pelas
o
bandagens, consequentemente buscando suas funções normais. n
al
M
A
T
E

16 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


O método Cinética não é baseado na simples colocação de uma de W
w
uma ou mais bandagens, e sim em todo um processo de conhecimentoo

dos fatores fundamentais que são a base para qualquer aplicação der
k
bandagem funcional, sendo eles: anatômicos, fisiológicos e biomecânicos.
s
A avaliação individual e específica de cada caso, buscando o maior númeroh
o
de informações sobre a causa da disfunção e seus tecidos envolvidos e
p
depois então o problema, saber entender, avaliar e diagnosticar osb

problemas apresentados e então identificar a forma específica dea


n
aplicação com a devida tensão, direção e correção. E quando necessário
d
identificar as limitações do método para o caso em questão, buscandoa
g
outras maneiras ou formas de abordar essa condição.
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

17 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Portanto, não se pode garantir que as aplicações apresentadas neste W
w
livro resolverão as condições abordadas em qualquer pessoa, pois, emo

situações clínicas e patológicas em comum, diversos possíveisr


k
desequilíbrios e disfunções podem estar presentes em formas distintas.
s
h
O corpo humano é um sistema com inúmeras Capacidade Funcionais
o
e infinitas habilidades, se através desse método os profissionaisp
b
compreenderem os desafios de cada paciente ou aluno e utilizando
a
ferramentas universais e métodos que se adaptam a diferentes situações en

perfis, cria-se, consequentemente, um processo de avaliação constanted


a
que garantirá melhorias progressivas ao próprio treino através do uso dasg

Bandagens Funcionais. e
m
Trata-se de uma metodologia que vem com objetivo de desenvolverf
u
profissionais da área da saúde, Fisioterapeutas e Profissionais de Educação
n
Física que buscam aprofundar seus conhecimentos sobre o uso dasci
o
Bandagens Funcionais no âmbito da reabilitação e treinamento, que une
n
os conhecimentos fundamentais da anatomia, fisiologia e biomecânicaal
M
aliados ao Método Cinética de Bandagem Funcional, onde surge uma
A
T
E

18 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


nova metodologia baseada na Individualidade,
e especificidade W
w
funcionalidade. o
r
Esta proposta deve ser compreendida sob a ótica do princípio dak

funcionalidade, pensando no seu aluno ou paciente. s


h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
A elaboração e aplicação de uma Bandagem Funcional deve fornecerM
A
a “dose” adequada frente as possibilidades de resposta ao estímulo e
T
E

19 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


garantir adaptações ótimas em relação aos critérios de eficácia e W
w
funcionalidade. o
r
(Ramiro Marques Inchauspe, 2019)k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

20 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

CAPÍTULO 02 w
o
r
k
s
h
ANATOMIA E FISIOLOGIA FUNCIONAL o
p
b
a
n
Neste capítulo vamos apresentar alguns conceitos básicos sobre
d
anatomia e biomecânica para que o entendimento sobre aplicação daa

bandagem funcional possa ser cada vez mais amplo e melhor entendido.g
e
Podemos dividir em quatro grandes grupos sendo eles: Derme, Músculo,m

Articulação e Linfa. f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

21 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
ENTENDENDO NOSSOS SISTEMAS w
o
r
A evolução e transformação do corpo humano ao longo de milharesk

de anos em busca de adaptações a diferentes ambientes es


h
desenvolvimento do seu potencial físico e psicológico, todas as
o
adaptações do corpo humano se dão por meio do ambiente em que elep
b
vive e desenvolve suas relações, seus funcionamentos e suas
a
manifestações segundo Sobotta (2006). n
d
O corpo é constituído por diversos e diferentes sistemas quea

possibilitam melhor integração entre ele e o ambiente, para que suasg


e
funções sejam as mais adequadas possíveis. A integração do corpom

humano se dá pelos ajustes corporais frente a estímulos sensoriais quef


u
captam informações e as transmitem ao sistema nervoso central, as quais
n
são interpretadas e enviadas como resposta ao sistema osteomuscular. ci
o
Para os autores Mello (1998) e Gardner (2006), a formação dosn
al
sistemas corporais acontece desde a vida intrauterina. À medida que o
M

embrião se desenvolve no útero materno, os sistemas corporais sãoA


T
formados ao longo dos 9 meses, reunindo todas as informações genéticasE
22 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


herdadas dos pais para a constituição física da criança. Mesmo que cada W
w
indivíduo apresente características morfológicas distintas (variaçõeso

anatômicas), estas não se traduzem necessariamente em prejuízor


k
funcional. Tais diferenças fazem com que cada um se distinga do outro
s
(raça, sexo, biotipo, idade) mesmo que as funções corporais sejam iguaish
o
para todos.
p
b
Para Moore (2007), os sistemas corporais são totalmente inter-
a
relacionados, ou seja, dependem uns dos outros para o bomn

funcionamento do corpo humano. Cada sistema, cada órgão é responsáveld


a
por uma ou mais atividades, possibilitando ao indivíduo atitudesg

diferenciadas como resposta aos diversos estímulos. Milhares de reaçõese


m
químicas acontecem a todo instante em nosso corpo, seja para captar
f
energia para a manutenção da vida, movimentar os músculos, recuperar-seu
n
de ferimentos e doenças ou manter a temperatura adequada. O corpo
ci
humano funciona de maneira complexa promovendo a interação deo

inúmeros elementos químicos, mas, ao mesmo tempo, pode sern


al
interpretado de modo simples porque é constituído na medida certa.M

Todas as partes que o constituem funcionam de maneira integrada, emA


T
harmonia e sincronia, para que maximizem sua potencialidade. E

23 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
CONHECENDO A PELE w
o
r
Sempre que prensamos na aplicação de uma bandagem buscamosk

identificar as alterações biomecânicas ou patologias, mas na maioria dass


h
vezes não levamos em consideração um fator importante, a Pele. Para que
o
qualquer um dos métodos seja compreendido é indispensável op
b
conhecimento do comportamento da pele, com intuito de melhorar os
a
processos terapêuticos e saber identificar fatores que podem alterar asn

propriedades físicas da pele, como: etnia, idade, peso, hábitosd


a
alimentares, genética, sexo, regiões do corpo, disposição do colágeno,g

elastina e outros. e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

24 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Figura: Imagem emblemática sobre a Pele de Valverde de Hamusco, W
w
1556. o
r
O médico belga Andreas Vesalius, considerado por muitos como umk

ícone da anatomia moderna, foi um dos primeiros a fazer referências sobres


h
estudos de pele.
o
p
A pele sadia tem a capacidade de ser extensível, a fim de não limitar
b
qualquer movimento ao sistema musculoesquelético. Assim, sempre quea
n
ocorre um movimento articular, a pele deve acompanhá-lo, estirando-se
d
na mesma direção. Na maioria das regiões, ela se estende mais ema

determinadas direções que em outras; isso também se dá com a força deg


e
tensão. Com o passar dos anos, a habilidade da matriz de tecido elásticom

de retornar a pele do estado estendido ao completamente relaxadof


u
(deformação elástica) é gradualmente perdida, e a extensibilidade é
n
substituída por flacidez (deformação plástica), que cumpre a mesmaci
o
função de viabilizar a liberdade de movimentos.
n
al
As tensões submetidas à pele podem ser de origem estática ou
M
dinâmica. As estáticas são as naturalmente existentes na pele eA
T
dependentes das características estruturais cutâneas de cada individuo. AsE

25 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


linhas de clivagem descrevem esse tipo de tensão predominante em W
w
determinado local sem nenhuma referência às influências dinâmicas doo

sistema musculoesquelético. As tensões dinâmicas são oriundas dar


k
combinação de forças relacionadas com as ações musculares voluntárias,
s
como o movimento articular e a expressão facial. Além disso, a força dah
o
gravidade também exerce grande influência nos dois tipos de tensão, pois
p
altera a magnitude e a direção das tensões locais. b
a

CAPACIDADE SENSORIAL n
d
a
Sabemos que a seguinte afirmação será um pouco controversa parag
e
alguns leitores, explicando em seguida: “O sistema nervoso central nãom

tem nenhuma ideia do que acontece na periferia!” Ao analisar os estímulosf


u
externos como, por exemplo, ondas sonoras, ondas de luz, temperatura
n
etc., é possível perceber que o SNC não interpreta diretamente. Tornarci
o
imperioso o auxílio de um sistema que possa codificar em atividade neural.
n
Esse sistema se chama sistema sensorial, ou qual traduz tais estímulos naal
M
atividade eletroquímica de um neurônio, ou seja, na linguagem
A
compreendida pelo SNC. Com essa atividade inicia uma corrente deT
E

26 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


deflagrações em vários neurônios, que se transforma no processamento W
w
neuronal. o
r
Vale ressaltar a diferença entre os termos de atividade neural ek

processamento neuronal. O primeiro se refere à atividade eletroquímicas


h
de um neurônio, e o segundo, ao processamento, ou qual envolve uma
o
rede de neurônios. Assim, esse processamento é algo mais complexo ep
b
aberto, não apenas como trocas de informações entre neurônios
a
circunvizinhos, mas também entre distintas e distantes áreas do SN. n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

27 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
Tem a possibilidade de ocultar o sistema de informações cruciais paran
ci
quem pode controlar o aparelho locomotor. Neste ponto, faremos uma
o
análise inversa dos itens supracitados, ou seja, pensar no que a maioria dosn

terapeutas faz nas suas clínicas: oferece estímulos sensoriais. al


M
A
T
E

28 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
Figura: Resposta cerebral a estimulação. u
n
Um objetivo primordial dos terapeutas é que seus pacientes tenhamci

as condições de realizarem movimentos cada vez mais eficientes, semo


n
perder de vista, evidentemente, a individualidade de cada um. Assim, é
al
preciso contar com um aparelho locomotor adequado, comandado porM
A
um sistema motor, ou receber os resultados cruciais dos processosT
E

29 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


neuronais, que ocorreram devido a atividades neurais. Estas, por sua vez, W
w
iniciam com codificação (transdução), pelo sistema sensorial, doso

estímulos biofísicos em sinais eletroquímicos. Destarte, a maioria dosr


k
trabalhos terapêuticos tem seu início no sistema sensorial, uma porta de
s
entrada para o universo neurológico do paciente. h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
Figura: Modelo de BioFeedBack Sensorial pela Bandagem Funcional. n
al
M
É importante enfatizar e descrever ainda mais o sistema sensorial
A
como contribuição indispensável para o bom funcionamento do motor.T
E

30 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Como mencionado anteriormente, os estímulos biofísicos devem ser W
w
capturados pelos receptores, que codificam como informações recebidaso

na periferia em atividade neural. Evidentemente, não faria sentido essasr


k
informações recém-codificadas ficarem no nível periférico, pois, para que
s
possam ser processados, devem ter acesso ao SNC. Assim, é iniciada ah
o
segunda etapa: o transporte para uma parte central do SN. Ao chegar à
p
SNC, essas informações são decodificadas. Como se sabe, várias eb

importantes informações permanecem abaixo do nível de consciência,a


n
como por exemplo, as proprioceptivas e táteis, como quais as respostas ao
d
cerebelo e / ou à formação reticular. a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

31 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

CAPÍTULO 03 w
o
r
k
s
h
ASPECTOS Biomecânicos o
p
b
a
n
Principalmente no âmbito funcional e esportivo a Biomecânica ou
d
Cinesiologia, preocupa-se com o estudo das forças em presença, e dosa

seus efeitos, nos espaços de realização funcional e desportiva, seja emg


e
prevenção, seja em treino, seja em competição, seja perspectivando am

etiologia da lesão, ou a sua profilaxia, seja ainda estudando osf


u
equipamentos e os materiais à disposição, ou utilizados pelos praticantes.
n

ci
o
n
al
M
A
T
E

32 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
CONHECENDO AS BANDAGENS w
o
r
A bandagem funcional elástica é composta de um adesivok

hipoalergênico, a prova de água, sensível ao calor e não contém qualquers


h
substância medicamentosa impregnada. É composta de 100% algodão
o
com adesivo 100% acrílico termoativo. p
b
Foi desenvolvida para permitir uma elasticidade longitudinal coma
n
cerca de 15% a 80% de alongamento do seu comprimento em repouso,
d
tendo espessura e textura similares às da pele. Não apresenta elasticidadea

no sentido transversal. Contêm linhas que representam a distribuição dag


e
cola adesiva à imagem de impressões digitais, a fim de simular os diversosm

sentidos da elasticidade da pele humana. Em seu processo de fabricação,f


u
as bandagens funcionais elásticas recebem uma tensão de 10%. Assim,
n
quando removida do papel e aplicada diretamente sobre a pele doci
o
paciente, já se encontra com 10% de tensão. Em geral, a bandagem é
n
aplicada por um período de 1 a 3 dias, de acordo com o objetivo e aal
M
técnica a ser utilizada.
A
T
E

33 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


A bandagem funcional rígida é composta de um adesivo W
w
hipoalergênico, é a prova de água, sensível ao calor e não contémo

qualquer substância medicamentosa impregnada. É composta de adesivor


k
100% acrílico termoativo. Não tendo nenhuma capacidade de
s
alongamento. É comumente utilizada com uma pré tape para que nãoh
o
cause alergias ou marcas na pele por ter um adesivo muito potente. Utiliza-
p
se muito como alternativa a bandagem rígida o esparadrapo. b
a
As técnicas de bandagem funcional vêm sendo utilizadasn

globalmente por diversos profissionais da área da saúde. Dentro de cadad


a
especialidade, há métodos e técnicas de avaliação específicas, porém,g

para um bom aproveitamento da técnica, conhecimentos específicos eme


m
anatomia, fisiologia, biomecânica, anatomia palpatória, em testes de
f
função, de força muscular e de amplitude de movimento e na clínica dasu
n
disfunções de movimento tornam-se essenciais. Portanto, além de todo
ci
conhecimento musculoesquelético, é necessário aplicar a técnicao

específica adequada à disfunção em questão. n


al
M
O uso das técnicas de bandagem funcional pode ser aplicado, nas
A
articulações, na circulação linfática, nas fáscias, na derme, em tendões eT
E

34 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


ligamentos. Sendo assim, é primordial o diagnóstico do componente W
w
específico envolvido na causa da disfunção, que pode ser de origemo

neurológica, muscular, articular, fascial ou aponeurótica, dérmica,r


k
circulatória, linfática, etc. O sucesso da aplicação está diretamente
s
relacionada com esses conhecimentos semiológicos e da aplicação corretah
o
da bandagem.
p
b
A grande maioria das bandagens funcionais tem uma elasticidade
a
que varia de 15% a 80% do seu comprimento em repouso, sendo an

elasticidade máxima conhecida como 100% de tensão da bandagem.d


a
Quando liberada do papel a 10%, 15% de tensão e retorna a seug

comprimento de repouso, a tensão remanescente é classificada como 0%e


m
(normotensão ou sem tensão). Por exemplo, ao cortar uma faixa de
f
bandagem elástica de 10 cm de comprimento e esticá-la até a sua tensãou
n
máxima, este aumentará em torno de 4 a 6 cm, alcançando 14 a 16 cm de
ci
comprimento total. Isso representa 100% de tensão da mesma. Portanto,o

ao aplicar à pele do paciente com uma tensão de 50%, deve-se dar umn
al
acréscimo de 2 a 3 cm, levando a aproximadamente 12 a 13 cm deM
A
comprimento.
T
E

35 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d

a
• Na maior parte das aplicações são utilizadas tensões abaixo de 50%.g
e
Assim, quanto menor a tensão, mais efeitos sensitivos são
m
desencadeados; quanto maior, mais efeitos mecânicos. f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

36 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
TERAPÊUTICA w
o
r
De maneira geral sempre que fizermos a aplicação de uma bandagemk

funcional devemos ter alguns pontos obrigatórios que são âncoras ous
h
pontos fixos, nos quais sempre devem ser aplicadas a 0% de tensão, que,
o
em geral, estão localizadas nas extremidades da bandagem (em algumasp
b
aplicações a âncora será colocada no centro da bandagem). Entre elas,
a
localiza-se a zona terapêutica, local da bandagem que recebe a tensão den

tratamento para o tecido alvo. d


a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

37 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
O ideal é utilizar âncoras sem economizar, pois, ancoras pequenasa
n
tracionam as extremidades da bandagem sobre a pele, podendo causard

irritações, microlesões, aumento do edema e até mesmo de hemorragias.a


g
Geralmente, indica-se âncoras de 3 a 5 cm nas aplicações abaixo de 40%
e
de tensão. Acima de 50% de tensão, são necessárias ancoras maioresm
f
(dependendo do local). Além da tensão empregada, outro fator que
u
determina o tamanho da âncora é o comprimento da zona terapêutica.n

Portanto, quanto maior a zona terapêutica, maior a ancoragem. Todaci


o
ancoragem, inicial ou distal sempre deve possuir 0% de tensão. Também,n

deve-se levar em consideração o uso excessivo de técnicas de bandagens,al


M
pois intensificam o estímulo de mecânoceptores, causando processos deA
T
dor e irritação tecidual.
E

38 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


A direção da aplicação, ou seja, a direção terapêutica da Bandagem W
w
Funcional interfere diretamente sobre os tecidos alvos. Isso deve-seo

principalmente a um efeito mecânico da bandagem conhecido comor


k
recuo, efeito que traciona a bandagem em direção à âncora inicial. Sendo
s
assim, o recuo sempre será́ oposto ao sentido da direção terapêutica. h
o

Função muscular p
b
a
n
Seu objetivo é desencadear efeitos diretamente sobre a musculatura,
d
estimulando e ativando o músculo ou um grupo muscular durante oa

movimento. Desse modo, é possível melhorar a contração sinérgica de umg


e
músculo enfraquecido, inibido, hipotônico e desequilibrado, estatísticasm

de fadiga, contratações, espasmos e lesões musculares. f


u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

39 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e

m
f
Figura. Direção da Tensão e Direção do Recuo da bandagem u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

40 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
Figura. Direção da Tensão e Direção do Recuo da bandagem
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E

41 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Articular w
o
r
A função articular resulta de melhorias da dessalinização biomecânicak

e da instabilidade das estruturas osteomusculares, desencadeadas coms


h
frequência por disfunções de movimento, que, em geral, estão
o
relacionadas a uma atividade constante e repetitiva, a manutençõesp
b
posturais estáticas e desequilíbrios musculares (encurtamento, fraqueza,
a
tensão, perda de rigidez, distonias, entre outras condições). Nestasn

situações, uma bandagem aplicada diretamente sobre o alinhamentod


a
articular, facilitando a relação e o equilíbrio entre os músculos agonistas,g

antagonistas e sinergistas, e possibilitando o controle dos movimentose


m
patológicos e a reeducação motora.
f
u
Uma normalização biomecânica desencadeia ou controla o tônus
n
muscular, promove uma ação muscular, aumenta a ADM (amplitude deci
o
movimento), reduz as dores articulares e melhora a propriocepção local.
n
al
Para um resultado positivo da técnica deve-se avaliar e constatar onde
M

está o desequilíbrio primário (muscular, fáscia, tendinoso, ligamentar ouA


T
articular), e é anterior, posterior, lateral ou médio. E

42 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Nas bandagens articulares ou de estabilização pode-se usar W
w
bandagens rígidas ou até 100% da tensão da bandagem elástica. o
r

Linfática k
s
h
Aplicações linfáticas são usadas em distúrbios da drenagem linfática.o
p
A aplicação linfática provoca elevação da pele. O espaço entre a pele e ob

tecido subcutâneo é aumentado, estimulando assim os coletores linfáticosa


n
a retomar sua função. Os coletores são os sistemas ativos de transporte
d
vascular do corpo humano. Para evitar um refluxo da linfa, existem válvulasa

no sistema de transporte que garantem um fluxo central. O segmentog


e
entre duas válvulas é chamado de linfonódulo e, através de suasm

contrações, pode impulsionar a linfa para a frente. f


u
Além disso, através do levantamento pela fita em combinação com on
ci
movimento corporal, a pele e o tecido subjacente são esticados. O
o
resultado disso é que as pontes fibrosas podem ser afrouxadas e / oun
al
evitadas.
M
A
T
E

43 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
FLUXOGRAMA w
o
r
O fluxograma abaixo demonstra de uma forma clara e objetiva osk

sistemas e algumas funções que a bandagem funcional tem em cadas


h
sistema.
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
Imagem: Fluxograma sistemas e funções. ci
o
n
al
M
A
T
E

44 RIA
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

CAPÍTULO 04 w
o
r
k
s
h
Bandagem funcional o
p
b
a
n
A partir de agora vamos falar de forma clara e objetiva sobre a
d
utilização as bandagens para que nossos alunos e pacientes tenhama

sucesso na sua utilização. g


e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

45 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Indicações w
o
r
• Contusões;
k
• Contraturas musculares; s
h
• Fissuras óssea: exemplo costelas;
o
• Lesões ligamentares; p
b
• Lesões tendinosas;
a
• Lesões musculares; n
• Lesões articulares;
d
a
• Luxações;
g
• Lesões capsulares; e
m
• Fraturas;
f
• Edema; u
n
ci
o
Retirada, Pós-retirada do Aparelho Gessado para Início dan
al
Reabilitação;
M
A
T
E

RI

46 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Contraindicações w
o
r
• Fraturas completas e recentes; k
• Lesões não diagnosticadas; s
h
• Ruptura completa dos tendões sem tratamento;
o
• Ruptura completa dos ligamentos; p
b
• Grandes ferimentos abertos;
a
• Alergia a materiais adesivos; n
• Problemas circulatórios de Retorno; Ações Alterações sensitivas; d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

47 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Tipos de cortes w
o
r
A fita mais facilmente encontrada comercialmente é de 5 cm dek

largura, dimensão que permite realizar diferentes cortes para cobrir ass
h
estruturas desejadas em diferentes tecidos e técnicas. Ao optar por
o
determinado tamanho e o formato da bandagem, deve-se considerar quep
b
a tensão gerada pelas zonas terapêuticas é dissipada pelas âncoras,
a
criando áreas com menores pressões. n
d
Há uma terminologia específica associada a cortes para definição dea

diferentes partes da bandagem. Como caudas são divididas a partir de 5g


e
cm de largura, ou seja, quando divididas em duas, tem duas caudas de 2,5m

cm; em quatro partes, tem-se quatro caudas de 1,25 cm. Outro termof
u
comum é a base, parte da bandagem que fica na âncora inicial e como
n
caudas. Em algumas situações, nas técnicas corretivas, uma base tambémci
o
é usada como zona terapêutica.
n
al
Sempre quando for aplicar uma bandagem, remover os cantos,
M

deixando-os arredondados. Isso evita ou desativa antecipadamente aA


T
E
RI

48 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


bandagem pelo contato dessas pontas com roupas e outros objetos junto W
w
à pele. o
r
Abaixo, veja os principais tipos de cortes realizados com suak

respectiva referência: s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
Imagem: Tipos de cortes de bandagem funcional. u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

49 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Tipos de Aplicações w
o
r
O tipo de aplicação A é modo mais comum de aplicar as bandagensk

é também o mais fácil, após medir o comprimento da bandagem no locals


h
a ser aplicado, o profissional irá marcar as duas pontas das bandagens com
o
âncoras de aproximadamente 4 dedos e rasgar o papel sem danificar ap
b
bandagem, então irá destacar uma das âncoras aplicar no local desejado,
a
após a primeira âncora estar firme poderá então retirar o papel da zonan

terapêutica e dar a tensão segurando pela outra ancora ainda com o papel,d
a
após dar a tensão desejada prenda a bandagem na pele, e então retire og

papel da segunda e fixando na pele. e


m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
Figura: Tipo de aplicação A
E
RI

50 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


O tipo de aplicação B, é um pouco mais raro de ser visto e muita vezes W
w
é esquecido. Após medir o comprimento da bandagem no local a sero

aplicado, o profissional irá marcar as duas pontas das bandagens comr


k
âncoras de aproximadamente 4 dedos e rasgar o papel se danificar a
s
bandagem, então irá retirar o papel da zona terapêutica e segurar com ah
o
bandagem pelas suas extremidades e então ira realizar a tensão com as
p
suas mãos colocando a bandagem no local desejado prendendo primeirob

a zona terapêutica e por ultimo as âncoras. a


n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
Figura: Tipo de aplicação B o
n
al
M
A
T
E
RI

51 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
Preparo para aplicação w
o
r
É necessária a preparação da pele para uma execução adequada dak

técnica, verificando se existem descontinuidades ou lesões cutâneas,s


h
como feridas, calosidades ativas, irritações e fístulas. Essas áreas devem ser
o
evitadas. Em seguida, quando necessário, deve-se fazer uma limpeza dap
b
pele, pois é aconselhável que esteja livre de hidratantes, óleos ou cremes.
a
Caso a pele seja fraca e sensível, como no caso de crianças, idosos en

pessoas de pele muito clara, indica-se lavar a mesma com hidróxido ded
a
magnésio (leite de magnésia) para evitar possíveis irritações. g
e
A bandagem deve ser aplicada em uma postura que favoreça om

alongamento da pele e tecidos adjacentes, de forma a promover poucaf


u
tensão na bandagem durante os movimentos. Nos casos de aplicação em
n
tecido não estirado, colocar uma tensão mais suave na bandagem, quantoci
o
menor a limitação da amplitude de movimento, menor será a tensão
n
empregada. al
M
A
T
E
RI

52 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
Imagem: Aplicação. n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

53 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
MATERIAIS w
o
r
Álcool 70% k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
Tintura de beijoim ou Spray pré-taping
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

54 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


W
w
Aparelho para tricotomia o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
Algodão ou gaze
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

55 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Tesoura W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
Pré tape a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

56 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


Bandagem Funcional Elástica W
w
o
r
k
s
h
o
p
b
a
n
d
Bandagem Funcional Rígida a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

57 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL

REFERÊNCIAS `456789\\][p0o9876ewz
w
o
r
k
s
1. Baldwin ML. Reducing the costs of work- related musculoskeletal disorders: targeting
h
o
strategies to chronic disability cases. Journal of Electromyography and Kinesiology.
p
2004;14(1):33-41.
b
2. Chen Y. The Technique of Kinesiotaping. The Community Health and Sports Association of
a
the Republic of China, Taipei, Taiwan. 1995.
n
3. Pouyakian M, Saremi M, Etemad K, Shafagh H. Investigation of Ergonomic Issues of
d
Pharmacies: Conducted Qualitative study. Health and Safety at Work. 2018;8(3):265-82.
a
4. Tompkins JA. No Boundaries: Break Through to Supply Chain Excellence: Tompkins Press; g

2003. e
5. Hudak PL, Amadio PC, Bombardier C, Beaton D, Cole D, Davis A, et al. Development of an m

upper extremity outcome measure: the DASH (disabilities of the arm, shoulder, and head). f

American journal of industrial medicine. 1996;29(6):602-8. u


6. Mousavi SJ, Parnianpour M, Abedi M, Askary- Ashtiani A, Karimi A, Khorsandi A, et al. n
Cultural adaptation and validation of the Persian version of the Disabilities of the Arm, ci
Shoulder and Hand (DASH) outcome measure. Clinical rehabilitation. 2008;22(8):749-57. o

7. Mehta RK, Cavuoto LA. The effects of obesity, age, and relative workload levels on handgrip
n
al
endurance. Applied ergonomics. 2015;46:91- 5.
M
8. Akalin E, El Ö, Peker Ö, Senocak Ö, Tamci S, Gülbahar S, et al. Treatment of carpal tunnel A
syndrome with nerve and tendon gliding exercises. American journal of physical medicine &T

rehabilitation. 2002;81(2):108-13. E
RI

58 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


9. Bhawan J. Short and longterm histologic effects of topical tretinoin on photodamaged skin. W
Int J Dermatol. 1998; 37:28692. w
10. Bonfim TR, Polastri PF, Barela JA. Efeito do toque suave e da informação visual no controle o

da posição em pé de adultos. Rev Bras Educ Fis Esp. 2006; 20(1): 1525.
r
k
11. Brodal A. Anatomia neurológica com correlações clínicas. 3. ed. São Paulo: Roca; 2000.
s
12. Dângelo JG, Fattini CA. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2. ed. São Paulo:
h
Atheneu; 2008.
o
13. Ekman LL. Neurociência – Fundamento para a reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier;
p
2004.
b
14. Gallo RL. Proteoglycans and glycosaminoglycans of skin. In: Fredberg EM et al. Fitzpatrick’s
a
dermatology in general medicine. 5. ed. v 1. New York: McGrawHill; 1999. p. 2838. n
15. Gardner E, Gray DJ, O’Rahilly R. Anatomia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006. d

16. Gibson T. Physical properties of skin. In: McCarthy JG. Plastic surgery. v 1. New York: W. B. a

Saunders Company; 1990. p. 20720. g


17. KaelinLang A, Luft AR, Sawaki L et al. Modulation of human corticomotor excitability by e
somatosensory input. J Physiol. 2002; 540(pt 2):62233. m
18. Kandel ER, Jessell TM, Schwartz JH. Princípios da neurociência. São Paulo: Manole; 2000. f

19. Koesler IB, Dafotakis M, Ameli M et al. Electrical somatosensory stimulation improves u
movement kinematics of the affected hand following stroke. J Neurol Neurosurg Psych.
n
ci
2009; 80(6):6149.
o
20. Mello NA. Angiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1998.
n
Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em:
al
21. http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-
M
portugues&palavraconceito. A
T
E
RI

59 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


22. Mochizuki L, Amadio AC. As informações sensoriais para o controle postural. Fisioter Mov. W
2006; 19(2):1118. w
23. Moore KL, Dalley AF, Agur AMR. Anatomia orientada para a clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: o

Guanabara Koogan; 2007.


r
k
24. Morini Jr. N. Conceito de estimulação tegumentar: bandagem terapêutica. Biblioteca
s
Nacional do Rio de Janeiro. Registro 474908. Livro 895, Folha 221; 2009.
h
25. Netter FH. Atlas de anatomia humana. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2008.
o
26. Rothwell JC. Control of human voluntary movement. London: Chapmann & Hall; 1994.
p
27. Scott PG, Dodd CM, Tredget EE et al. Chemical characterization and quantification of
b
proteoglycans in human post burn hypertrophic and mature scars. Clin Sci. 1996; 90:41725.
a
28. Silver FH, Freeman JW, Devore D. Viscoelastic properties of human skin and processed n
dermis. Skin Res Technol. 2001; 7(1):1823. d
29. Sobotta J. Atlas de anatomia humana. 22. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2006. a
30. Speckmann EJ, Elger CE. Introduction to the neurophysiological basis of the EEG and DC g

potentials. In: Niedermeyer E, Lopes da Silva FH, editors. Electroencephalographybasis e


principles, clinical applications and related fields. 4. ed. Chapter 2. New York: Lippincott m
Williams & Wilkins; 1998. f
31. Versalius A. The preface of andreas versalius to his own books on the anatomy of the humanu

body addressed to The Most Great and Invicible Emperor the Divine Charles V. Tradução de
n
ci
B. Farringron. In: Schwartz G, Bishop PW (eds.). The development of modern science. v. 2.
o
Nova Iorque:Basic Books, 1958. p. 51732.
n
32. Wijnen VJ, Heutink M, van Boxtel GJ et al. Autonomic reactivity to sensory stimulation is
al
related to consciousness level after severe traumatic brain injury. Clin Neurophysiol. 2006;
M
117(8):1794807. A
T
E
RI

60 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


33. Wilhelmi BJ, Blackwell SJ, Mancoll JS et al. Creep vs. stretch: a review of the viscoelastic W
properties of skin. Ann Plast w
34. Annunciato NF. Sensomotorik als grundlage von stimme und sprache. LOGOS o
Interdisziplinär. 2005; 3(13):1649.
r
k
35. Annunciato NF, Oliveira CEN. Plastizität des nervensystems: chance der rehabilitation.
s
Festschrift 10 Jahre Charité Gespräche. 2006; 1:7593.
h
36. Bear MF, Connors BW, Paradiso MA. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 3. ed.
o
Porto Alegre: Artmed; 2008.
p
37. Douglas CR. Tratado de fisiologia aplicada às ciências médicas. 6. ed. Rio de Janeiro:
b
Guanabara Koogan; 2006.
a
38. Garten H. Lehrbuch applied kinesiology: muskelfunction, dysfunction, therapie. 1. Aufl. n
München: Elsevier; 2004. d
39. Jenkins WM, Merzenich, MM, Ochs MT et al. Functional reorganization of primary a
somatosensory cortex in adult owl monkeys after behaviorally controlled tactile stimulation. g

Journal of Neurophysiology. 1990; 63(1):82104. e


40. Kandel ER, Schwartz JH, Jessel TM. Principles of neural science. 5. ed. New York: McGraw- m

Hill; 2012. f
41. Lent R. Cem bilhões de neurônios: conceitos fundamentais de neurociência. 2. ed. São u
Paulo: Atheneu; 2010.
n
ci
42. Locke J. An essay concerning human understanding. Book I. Disponível em:
o
http://en.wikisource.org/wiki/An_Essay_Concerning_Human_Understanding/Book_I.
n
Acesso em: 7/4/2015.
al
43. Machado A, Haertel LM. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu; 2013.
M
A
T
E
RI

61 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


44. Merzenich MM, Kaas JH, Wall JT et al. Progression of change following median nerve W
section in the cortical representation of the hand in areas 3b and 1 in adult owl and squirrel w

monkeys. Neuroscience. 1983; 10(3):63965. o


45. Merzenich MM, Nelson RJ, Stryker MP et al. Somatosensory cortical map changes following
r
k
digit amputation in adult monkeys. Journal Comp Neurol. 1984; 224:591605.
s
46. Monteiro CBM et al. Paralisia cerebral: teoria e prática. 1. ed. São Paulo: Plêiade; 2015.
h
47. Mulder T. Das adaptive gehirn: über bewegung, bewusstsein und verhalten. 1. Aufl.
o
Stuttgart: Georg Thieme Verlag; 2007.
p
48. Oliveira CEN, Annunciato NF, Gadella JCB. Controle motor e paralisia cerebral. In: Penfield
b
W, Rasmussen T. The cerebral cortex of man: a clinical study of localization of function. New
a
York: Macmillan; 2015. n
49. Sherrigton C. Integrative action of the nervous system. New Haven: Yale University Press; d

1906. a
50. Bae SH, Lee JH, Oh KA, Kim KY. The effects of kinesio taping on potential in chronic low g
back pain patients anticipatory postural control and cerebral cortex. 2013; 25:136771. e
51. Blake DJ, Weir A, Newey SE, Davies KE. Function and genetics of dystrophin and m
dystrophinrelated proteins in muscle. Physiol Rev. 2002; 82:291329. f
52. BrandSaberi B, Christ B. Genetic and epigenetic control of muscle development in u
vertebrates. Cell Tissue Res. 1999; 296(1):199212.
n
ci
53. Bravi R, Quarta E, Cohen EJ et al. A little elastic for a better performance: kinesiotaping of
o
the motor effector modulates neural mechanisms for rhythmic movements. Front Syst
n
Neurosci. 2014; 9(181):113.
al
54. Buckingham M, Bajard L. The formation of skeletal muscle: from somite to limb. J Anat.
M
2003; 202(1): 5968. A
T
E
RI

62 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


55. Bushby K, Finkel R, Birnkrante DJ et al. Diagnosis and management of Duchenne muscular W
dystrophy, part 1: diagnosis and pharmacological and psychosocial management. Lancet w
Neurol. 2010a; 9:779. o
56. Bushby K et al. Diagnosis and management of Duchenne muscular dystrophy, part 2:
r
k
implementation of multidisciplinary care. Lancet Neurol. 2010b; 9:17789.
s
57. Callagham MJ, Slefe J, Bagley PJ, Oldham JA. The effects of patellar taping on knee joint
h
proprioception. J Athl Train. 2002; 37:1924.
o
58. CastroSánchez AM, LaraPalomo IC, MataránPeñarrocha GA. Kinesio taping reduces
p
disability and pain slightly in chronic nospecific low pack pain: a randomized trial. J
b
Physiother. 2012; 58: 8995.
a
59. Chang WJ, Iannaccone ST, Lau KS et al. Neuronal nitric oxide synthase and dystrophin n
deficient muscular dystrophy. Proceeding of the National Academy of Sciences, EUA. 1996; d

93:91427. a
60. Charge SB, Rudnicki MA. Cellular and molecular regulation of muscle regeneration. Physiol g

Rev. 2004; 84(1):20938. e


61. Chen JC, Goldhamer DJ. Skeletal muscle stem cells. Reprod Biol Endocrinol. 2003; 1:101. m

62. Coffey VG, Hawley JA. The molecular bases of training adaptation. Sport Med. 2007; f
37:73763. u
63. Coutinho EL, Gomes ARS, França CN et al. Effect of passive stretching on the immobilized
n
ci
soleus muscle fiber morphology. Braz J Med Biol Res. 2004; 37(12):185361.
o
64. Davies KE, Nowak KJ. Molecular mechanisms of muscular dystrophies: old and new players.
n
Nat Rev Mol Cell Biol. 2006; 7:76273.
al
65. Dix DJ, Eisenberg BR. Myosin mRNA accumulation and myofibrillogenesis at the
M
myotendinous junction of stretched muscle. J Cell Biol. 1990; 111: 188594. A
T
E
RI

63 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


66. Faralli H, Dilworth FJ. Dystrophic muscle environment induces changes in cell plasticity. W
Genes Dev. 2014; 18:80911. w
67. Gosselin MA, Williams JE. Localization and early time course of TGFbeta 1 mRNA o
expression in dystrophic muscle. Muscle Nerve. 2004; 16(4): 7418.
r
k
68. Grady Rm et al. Skeletal and cardiac myopathies in mice lacking utrophin and dystrophin a
s
model for Duchenne muscular dustrophy. Cell. 1997; 90:72938.
h
69. Gramolini AO et al. Increased expression of utrophin in a slow vs. a fast muscle involves
o
posttranscriptional events. Am J Physiol Cell Physiol. 2001; 281:C1300C1309.
p
70. Hawke TJ, Garry DJ. Myogenic satellite cells: physiology to molecular biology. J Appl
b
Physiol. 2001; 91(2):53451. Heredia JE, Mukundann L, Chen FM. Type 2 innate signals
a
stimulate fibro/adipogenic progenitors to facilitate muscle n
71. regeneration. Cell. 2013; 153: 37688. d
72. Hodges P, Cresswell A, Thorstensson A. Preparatory trunk motion companies rapid upper a

limb movement. Exp Brain Res. 1999; 124:6979. g


73. IwabeMarchese C, Morini Jr. Uso da bandagem em crianças com distrofia muscular de e
Duchenne: estudo piloto. No prelo. m
74. Joe AW, Yi L, Natarajan A et al. Muscle injury activates resident fibro/adipogenic f
progenitors that facilitate myogenesis. Nat Cell Biol. 2010; 12:15363. u
75. Judson RN, Zhang RH, Rossi FM. Tissueresident mesenchymal stem/progenitor cells in
n
ci
skeletal muscle: collaborators or saboteurs? FEBS J. 2013; 280:41008.
o
76. Kalman L et al. Quality assurance for Duchenne and Becker muscular dystrophy genetic
n
testing: development of a genomic DNA reference material panel. J Mol Diagn. 2011;
al
13:16774.
M
A
T
E
RI

64 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


77. Ljubicic V, Burt M, Jasmin BJ. The therapeutic potential of skeletal muscle plasticity in W
Duchenne muscular dystrophy: phenotypic modifiers as pharmacologic targets. FASEB J. w
2014; 28:54868. o
78. Ljubicic V, Jasmin B. AMPactivated protein quinase at the nexus of therapeutic skeletal
r
k
muscle plasticity in Duchenne muscular dystrophy. Trends in Molecular Medicine. 2013;
s
19(10):61424.
h
79. Ljubicic V, Khogali S, Renaud JM et al. Chronic AMPK stimulation attenuates adaptative
o
signaling in dystrophic skeletal muscle. Am J Physiol Cell Physiol. 2012; 302:C110C121.
p
80. Margolis LM, Rivas DA. Implications of exercise training and distribution of protein intake on
b
molecular process regulating skeletal muscle plasticity. Calcif Tissue Int. 2014; 28. DOI:
a
10.1007/s00223014 a 99210. n
81. Markert CD, Ambrosio F, Call JA, Grange RW. Exercise and Duchenne muscular dystrophy: d

towards evidencebased exercise prescription. Muscle Nerve. 2011; 43:46478. a


82. McNair PJ, Heine PJ. Trunk proprioception: enhancement through lumbar brancing. Arch g

Phys Med Rehabil. 1999; 80:969. e


83. Mendell JR et al. Gene therapy for muscular dystrophy: lessons learned and path forward. m

Neurosci Lett. 2012; 527:90 9. f


84. Morrissey D. Proprioceptive shoulder taping. J Body Mov Ther. 2000; 4:18994. u
85. Paoloni M, Bernetti A, Fratocchi G. Kinesio taping applied to lumbar muscle influences
n
ci
clinical and electromyographic characteristics in chronic low back pain patients. Eur J Phys
o
Rehabil Med. 2011; 47:23744.
n
86. Rafael JA et al. Skeletal muscle specific expression of a utrophin transgene rescue utrophin-
al
dystrophin deficient mice. Nat Genet. 1998; 19:7982.
M
87. Scott OM, Hyde SA, Goddard C et al. Effects of exercise in Duchenne muscular dystrophy. A

Physiother. 1981; 67:1746. T


E
RI

65 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


88. Simoneau GG, Degner RM, Kramper CA. Changes in ankle joint proprioception resulting W
from strips of athletic tape applied over the skin. J Athl Train. 1997; 32:1417. w
89. Tidball JG, Lavergne E, Lau KS et al. Mechanical loading regulation regulates NOS o
expression and activity in developing and adult skeletal muscle. Am J Physiol. 1998;
r
k
224:23144.
s
90. Tinsley J et al. Expression of full length utrophin prevents muscular dystrophy in mdx mice.
h
Nat Med. 1998; 4:14414.
o
91. Tobin S, Robinson G. The effect of McConnell’s vastus lateralis inhibition taping techinique
p
on vastus lateralis and vastus medialis obliquus activity. Physiother. 2000; 86:17383.
b
92. Verdijk LB. Satellite cell activation as a critical step in skeletal muscle plasticity. Exp Physiol.
a
2014; 99(11):144950. Voglar M, Sarabon N. Kinesio taping in young healthy subjects does n

not affect postural reflex reactions and anticipatory d


93. postural adjustments of the trunk: a pilot study. J Sports Sci Med. 2014; 13: 6739. a
94. Webster C, Silberstein L, Hays P, Blau M. Fast muscle fibers are preferentially affected in g
Duchenne muscular dystrophy. Cell. 1988; 52:50313. e
95. Williams PE, Goldspink G. Changes in sarcomere length and physiological properties in m
immobilized muscle. J Anatomy. 1978; 127:45968. f
96. YablonkaReuveni Z, Day K. Defining the transcriptional signature of skeletal muscle stem u
cells. J Anim Sci. 2008; 86 (14 Suppl):E20716.
n
ci
97. Abramoff MD, Magalhães PJ, Ram SJ. Image processing with ImageJ. Biophotonics
o
international. 2004; 11:3642.
n
98. Bae SH, Lee JH, Oh KA, Kim KY. The effects of kinesio taping on potential in chronic low
al
back pain patients anticipatory postural control and cerebral cortex. J Phys Ther Sci. 2013;
M
25:136771. A
T
E
RI

66 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L
MATERIAL DE APOIO

WORKSHOP BANDAGEM FUNCIONAL


99. Berg WP, Strang AJ. The role of electromyography (EMG) in the study of anticipatory W
postural adjustments. In: Steele C, editor. Applications of EMG in clinical and sports w
medicine. Rijeka: InTech; 2012. p. 396. o
100. Bourlon C, Lehenaff L, Batifoulier C et al. Dualtasking postural control in patients with
r
k
right brain damage. Gait & Posture. 2014; 39:18893.
s
h
o
p
b
a
n
d
a
g
e
m
f
u
n
ci
o
n
al
M
A
T
E
RI

67 A
Fernanda Fagundes - fernandafagundesff@gmail.com - CPF: 058.930.717-78 L

Você também pode gostar