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GUIA DE CAMPO DE

HERBÁCEAS
AQUÁTICAS
VÁRZEA AMAZÔNICA
MARIA TERESA FERNANDEZ PIEDADE,
ALINE LOPES, LAYON ORESTE DEMARCHI,
WOLFGANG JUNK, FLORIAN WITTMANN,
JOCHEN SCHÖNGART, JEFFERSON DA CRUZ
Copyright © 2018, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Michel Temer

MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO


Gilberto Kassab

DIRETOR DO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS DA AMAZÔNIA


Luiz Renato de França

EDITORA INPA
Editor: Mario Cohn-Haft. Produção editorial: Rodrigo Verçosa, Shirley Ribeiro Cavalcante, Tito Fernandes
Bolsistas: Alan Alves, Alexsander Tenório, Brenda Costa, Júlia Figueiredo, Mariana Franco e Sabrina Maciel

FOTOGRAFIA
Ver lista de autoria de fotografias na página 300

TRATAMENTO DE IMAGENS
Gernei Goes dos Santos, Jasmim Barbosa Ribeiro, Marcelo Vitor de Oliveira dos Santos

ILUSTRAÇÃO
Jefferson da Cruz

REVISÃO
Antônio Carlos Webber

PROJETO GRÁFICO
Tito Fernandes

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Jasmim Barbosa Ribeiro, Marcelo Vitor de Oliveira dos Santos, Mariana Franco e Paulo Maciel

FICHA CATALOGRÁFICA

G943 Guia de campo de herbáceas aquáticas: várzea Amazônica / Maria Teresa Fernandez Piedade... [et.al.].
-- Manaus: Editora INPA, 2018.

300 p.: il. color.


ISBN 978-85-211-0174-1


1. Herbáceas aquáticas. 2. Várzea .3. Guia. I. Piedade, Maria Teresa.
CDD 581.76

Editora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia


Av. André Araújo, 2936 – Caixa Postal 2223
Cep : 69067-375 Manaus – AM, Brasil
Fax : 55 (92) 3642-3438 Tel: 55 (92) 3643-3223
www.inpa.gov.br e-mail: editora@inpa.gov.br
GUIA DE CAMPO DE

HERBÁCEAS
AQUÁTICAS
VÁRZEA AMAZÔNICA
MARIA TERESA FERNANDEZ PIEDADE,
ALINE LOPES, LAYON ORESTE DEMARCHI,
WOLFGANG JUNK, FLORIAN WITTMANN,
JOCHEN SCHÖNGART, JEFFERSON DA CRUZ

MANAUS, 2018
AUTORES

Aline Lopes, bióloga, doutora em ecologia. Layon Oreste Demarchi, ecólogo, mestre


Bolsista FIXAM/FAPEAM INPA/MAUA. em ecologia e doutorando em botânica pelo
Pesquisadora Colaboradora do PELD-MAUA INPA. Grupo MAUA/INPA. Estuda florística
e Grupo MAUA/INPA. Estuda ecologia de e fitossociologia de formações vegetais
macrófitas aquáticas e efeitos da poluição amazônicas e seus usos pelas populações
sobre as plantas aquáticas. alopesmga@ humanas. layon.lod@gmail.com
gmail.com

Maria Teresa Fernandez Piedade, bióloga,


Florian Wittmann, doutor em geografia doutora em ecologia. Pesquisadora
física e livre-docente em geografia física. Titular do INPA e responsável pelo Grupo
Pesquisador do Instituto de Geografia e de Ecologia, Monitoramento e Uso
Geoecologia da Universidade de Karlsruhe, Sustentável de Áreas Úmidas – MAUA.
Alemanha, e líder do Departamento de Pesquisadora coordenadora do Grupo
Áreas Úmidas. Pesquisador do PELD- MAUA e PELD-MAUA. Estuda a ecologia
MAUA e Grupo MAUA/INPA. Estuda a de áreas úmidas com ênfase em macrófitas
ecologia e fitogeografia das áreas alagáveis aquáticas. maitepp@inpa.gov.br
neotropicais. f-wittmann@web.de

Wolfgang Junk, doutor em zoologia,


Jefferson da Cruz, biólogo, doutor botânica, química, oceanografia e limnologia
em botânica. Professor Associado da com livre docência em Ecologia Tropical.
Universidade Federal do Amazonas - UFAM. Professor visitante da Universidade
Pesquisador Colaborador do Grupo MAUA/ Estadual do Amazonas - UEA. Coordenador
INPA. Estuda morfologia, taxonomia e Científico do Instituto Nacional de Ciência e
ciclos de vida de macrófitas aquáticas e de Tecnologia em Áreas Úmidas (INCT-INAU)
palmeiras amazônicas. jeffdacruz2@gmail.com na Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT), Cuiabá. Pesquisador Colaborador
do PELD-MAUA e Grupo MAUA/INPA.
Jochen Schöngart, doutor e livre docência em Estuda ecologia tropical com ênfase em
ciências florestais. Pesquisador Associado do áreas alagáveis, biodiversidade e manejo
INPA atuando no grupo de pesquisa MAUA sustentável. wjj@evolbio.mpg.de
e projeto PELD-MAUA. Estuda a idade de
árvores e as relações entre o crescimento
arbóreo e fatores ambientais em áreas úmidas
com aplicações na ecologia, conservação,
climatologia, hidrologia e manejos de recursos
madeireiros. jochen.schongart@inpa.gov.br
SUMÁRIO

Apresentação 8. HERBÁCEAS FIXAS COM ... 128


CAULES FLUTUANTES
Luiz Renato de França - Diretor do INPA ... 4
9. HERBÁCEAS FIXAS COM ... 146
Ghillean T. Prance D. Phil. FRS ... 5
FOLHAS FLUTUANTES
Autores ... 6
10. HERBÁCEAS EMERGENTES ... 154
(GRAMÍNEAS)
Agradecimentos ... 7
11. HERBÁCEAS EMERGENTES ... 178
1. INTRODUÇÃO ... 8
(NÃO GRAMÍNEAS)
As áreas alagáveis amazônicas e ... 9
12. HERBÁCEAS FLUTUANTES ... 196
sua vegetação
LIVRES EMERSAS
As herbáceas nas várzeas ... 10
13. HERBÁCEAS FLUTUANTES ... 228
amazônicas
LIVRES SUBMERSAS
2. CLASSIFICAÇÃO DOS ... 13
14. HERBÁCEAS TREPADEIRAS ... 246
PRINCIPAIS AMBIENTES DE
OCORRÊNCIA DAS PLANTAS
15. REFERÊNCIAS ... 270
HERBÁCEAS NAS VÁRZEAS
16. GLOSSÁRIO DOS PRINCIPAIS ... 282
3. FORMAS DE VIDA DAS ... 24
TERMOS BOTÂNICOS E
HERBÁCEAS AQUÁTICAS DA
ECOLÓGICOS
VÁRZEA AMAZÔNICA
17. ÍNDICE DOS NOMES ... 288
4. OCUPAÇÃO DAS VÁRZEAS POR ... 26
CIENTÍFICOS VALIDOS E
PLANTAS HERBÁCEAS AO LONGO
SINONÍMIAS BOTÂNICAS
DO CICLO HIDROLÓGICO
18. ÍNDICE DAS FAMÍLIAS ... 298
5. COMO UTILIZAR ESTE GUIA ... 28
BOTÂNICAS
6. HERBÁCEAS TERRESTRES ... 32

7. HERBÁCEAS ANFÍBIAS ... 72


APRESENTAÇÃO
Dr. Luiz Renato de França

F azer a apresentação de uma obra


literária ou didática é sempre uma tarefa
bastante honrosa e revestida de grande
toda a riqueza e complexidade ecológica
delas emanada. Todavia, como duas
faces de uma mesma moeda, esta riqueza
responsabilidade. Esta responsabilidade é decorre de dois tipos principais de água -
ainda maior, quando se ocupa a posição de branca e preta - de origens e composições
diretor de uma instituição tão importante distintas e que determina, em grande
e emblemática como o Instituto Nacional parte, a larga variedade de vegetação
de Pesquisas da Amazônia/INPA, que já observada nos ecossistemas de várzeas e
possui no rol de sua editora desde 2006 a igapós, a exemplo das várias centenas de
publicação de quase 100 títulos, em tópicos espécies de herbáceas aquáticas aqui de
diversos. Em uma escala temporal de 14 a forma significativa pelos autores descrita.
4 bilhões de anos, que perpassa do “big Assim, nesta obra altamente relevante,
bang” a formação de nosso mundo, tivemos com simplicidade referida pelos autores
sequencialmente o surgimento do universo, como guia, o tradicional e o moderno
da luz, das galáxias, do Sol, de nosso planeta se juntam na forma de meticulosos e
Terra e da água. Os primeiros seres vivos
ilustrativos desenhos e belas fotografias
unicelulares registrados, presumivelmente
digitais, permitindo ao atento e imaginativo
oriundos de ambientes aquáticos, datam
leitor usufruir dos detalhes e da agudeza
de 3,5 bilhões de anos atrás. Seres
visual proporcionada pelas cores, que
multicelulares mais complexos como as
de forma agradável e elegante desfilam
algas, que são consideradas as precursoras
página a página, intercaladas com didática
das plantas, somente foram capazes de
sobreviver em ambientes terrestres, pelo explanação que somente é vislumbrada
menos em parte de seu ciclo de vida diário, por aqueles que dominam com clareza o
devido aos intensos movimentos das marés, saber. Portanto, se a natureza é a eterna
resultantes das maiores proximidade e força reinvenção de si mesma, substancial parte de
gravitacional da Lua em relação ao nosso sua exuberância se torna aqui patente graças
planeta. Com várias dezenas de milhares a enorme dedicação e idealismo dos autores,
de espécies de plantas o Brasil é detentor os quais como sete cavaleiros(as) lançam
de cerca de 20% da flora mundial, riqueza sementes e floração que graciosamente
esta descomunal e especialmente localizada se espraiam na imensidão ainda pouco
na vastidão de nossa Amazônia. Poucas conhecida e explorada da biota aquática
pessoas, dentre elas o precioso e eclético amazônica, contribuindo sobremaneira com
time de autores desta obra modestamente a melhor compreensão e o entendimento
aqui por mim apresentada, tem plena do ciclo da vida. Certamente, o INPA e toda
consciência de que quase trinta por cento a comunidade ávida por conhecimento
da Amazônia brasileira é constituída de agradecem.
áreas úmidas, das quais cerca de um
terço são alagáveis ao longo do amplo
ciclo hidrológico anual de cheias e secas, Luiz Renato de França
estando aí naturalmente compreendida Diretor do INPA
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 4 5

APRESENTAÇÃO
Dr. Ghillean T. Prance

E ste guia é um livro muito necessário e


resultado de muitos anos de pesquisa
pelos autores. Muita gente vai receber o
pteridófitas, hepáticas, monocotiledôneas e
dicotiledôneas. As numerosas e diferentes
adaptações evoluidas para ocupar este
livro com alegria porque preenche uma ambiente dinâmico com uma variação
lacuna científica para pesquisadores, turistas
sazonal do nível da água tão grande está
e outros viajantes pela região Amazônica. bem ilustrada aqui. Este guia vai facilitar
Para o novato viajando pelos rios, são as a identificação das espécies herbáceas
plantas ribeirinhas e aquáticas que chamam
aquáticas, mas também fornece bastante
mais a atenção. A vegetação aquática tem
informação sobre a ecologia do ambiente
um papel bastante importante na ecologia
ribeirinho, tão influenciado pelo pulso anual
da região, então é essencial facilitar o
trabalho dos pesquisadores na identificação dos rios. A parte introdutória do livro é um
exata das espécies. ótimo resumo das pesquisas dos autores e
outros pesquisadores sobre o ambiente dos
Eu gostei particularmente de duas coisas rios e lagos amazônicos. Este livro é muito
a respeito deste guia. Em primeiro lugar, a
mais do que um guia de campo sendo
quantidade e a qualidade das ilustrações.
também um trabalho estudioso somando
Os belos desenhos e as fotos facilitam muito
várias pesquisas sobre os habitats aquáticos
na identificação das espécies botânicas e
os habitats onde estas plantas ocorrem. da Amazônia. Os fatos são apresentados
Os detalhes da estrutura das plantas são em um estilo fácil de entender tanto para
claramente ilustrados mostrando adaptações pesquisadores como para leigos e turistas
aos diversos nichos do ecossistema interessados em plantas. A minha esperança
aquático. Em segundo lugar, a diversidade é de que este livro vá ajudar na conservação
de famílias e gêneros de plantas adaptadas deste ambiente vital e dinâmico.
a este ecossistema bastante adverso.
Neste livro são descritas espécies de 37
diferentes famílias de plantas, incluindo Ghillean T. Prance D. Phil. FRS
APRESENTAÇÃO
Autores

H á mais de duas décadas a ideia


de produzir um livro sobre as
plantas aquáticas amazônicas vinha
rodapé das páginas, permitem saber o ciclo
de vida e o período do ano no qual coletas
podem ser feitas com maior probabilidade de
sendo acalentada. O objetivo principal encontrar a planta desejada.
era preencher uma lacuna científica,
disponibilizando informações básicas para O livro agrupa as espécies conforme
identificar essas plantas em campo, conhecer sua principal forma de vida nas várzeas
sua ecologia e morfologia adaptativa e, amazônicas. Para selecionar as plantas foi
adicionalmente, oferecer informações a
necessário escolher uma definição adequada
todos os interessados por seus aspectos
para o grupo. A clássica definição de Weaver
estéticos, recreativos e de embelezamento.
Entretanto, as plantas aquáticas amazônicas e Clements (1938), considerando as plantas
pertencem a vários grupos taxonômicos, aquáticas como “plantas que crescem na
e sua identificação e organização não se água, no solo coberto com água ou solo
mostrou um exercício banal. saturado de água” se mostrou muito ampla.
Várias ideias se sucederam ao longo dos Por outro lado, conforme salientado por
anos. A primeira delas foi escrever um Sculthorpe (1985), outras definições podem
robusto livro sobre as plantas aquáticas ser muito restritivas. Assim, optamos por
amazônicas contendo definições, chaves utilizar principalmente o termo “herbáceas
taxonômicas, descrições de famílias, aquáticas” para designar as plantas não
gêneros e espécies, tendo como base
lenhosas associadas aos ambientes aquáticos
central desenhos e esquemas das plantas.
da várzea amazônica. Isso permitiu incluir,
Entretanto, o rápido desenvolvimento de
máquinas fotográficas digitais e técnicas de por exemplo, as “herbáceas terrestres”,
digitalização induziu sucessivas adequações espécies anuais crescendo na fase terrestre,
e atualizações, o que levou reiteradas vezes com propágulos dotados de adaptações
o trabalho a um estágio inicial. de resistência à inundação que conferem
Assim, embora o projeto original de produzir viabilidade, mesmo após meses ou anos em
um grande livro com múltiplas autorias submersão e soterramento.
ainda esteja de pé, decidimos por um novo
Esperamos que esta obra, que é apenas
conceito: um guia de campo com as espécies
mais comuns nas várzeas, especialmente um primeiro passo, contribua para
da Amazônia Central, com novas fotos aumentar o conhecimento e interesse por
e ilustrações e, o mais importante e esse importante e belo componente da
um diferencial desta obra, esquemas biodiversidade amazônica, constituído por
sintetizando o ciclo de vida das plantas ao suas plantas aquáticas.
longo do ciclo hidrológico. As informações
agrupadas derivam de anos de observações
de campo e de literatura, em uma obra para Manaus, 2017
biólogos e estudiosos da natureza em geral.
Os esquemas para cada espécie, presentes no Os autores
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 6 7

AGRADECIMENTOS

O s autores desejam expressar seus


particulares agradecimentos às pessoas
que ajudaram de diferentes formas para
Agradecimento Especial
Em nome de Dona Felicidade Couto da Silva
e sua família, moradores de um flutuante
concretização deste guia, seja no campo,
no paraná do Xiborena, próximo ao
na confirmação da identidade de algumas
encontro das águas, agradecemos a todos
espécies ou em discussões:
os moradores ribeirinhos por seu apoio e
Aldaléa Sprada Tavares, Ana Paula Prata, carinho durante as coletas. Sem eles nada
Arnildo Pott, Celso Rabelo Costa, Conceição disto teria sido feito e tampouco teria razão
Lucia Maia Costa, Elizabeth Rodrigues de haver sido feito.
Rebouças, Ieda Leão do Amaral, José
Ferreira Ramos, Kelvin Uchoa de Carvalho,
Lidyanne Aona, Maria Anália D. de Souza, Dedicatória
Maria Braga Brito Alves, Mário Luis Picanço
Este livro é dedicado ao Professor Bill
Marinho, Maristela Lima de Farias, Regina
Hamilton [William Donald Hamilton (1936
Célia Oliveira, Sammya Agra D’Angelo,
— 2000)], biólogo e evolucionista britânico,
Valdeney de Araújo Azevedo, Vali Pott.
com quem a primeira autora discutiu o
embrião da ideia de produzir esta obra há
mais de 20 anos atrás. O Professor Hamilton
Agradecem ainda aos seguintes
apoiou entusiasticamente o projeto e
Financiadores e Projetos
manifestou seu desejo de ser coautor, o que,
Editais Universais CNPq (486093/2007- infelizmente, foi impossibilitado por seu
7; 479599/2008-4; 480097/2009-7; inesperado falecimento. Seu entusiasmo,
479335/2011-7); PRONEX “Tipologias contudo, foi contagiante e continuou
Alagáveis” (FAPEAM-CNPq, 2007-2011); motivando a finalização deste trabalho.
INCT ADAPTA (CNPq-FAPEAM); Sociedade Agradecemos, professor!
Max-Planck (Projeto INPA/Max-Planck,
“Ecologia de áreas alagáveis: várzea e
igapó”); PELD Áreas Úmidas Amazônicas
– MAUA (Fase I, 403792/2012-6; Fase II,
441590/2016-0). Programa de Apoio à
Fixação de Doutores no Amazonas–FIXAM/
AM (FAPEAM) edital 017/2014.
1. INTRODUÇÃO

Cerca de 2 milhões de quilômetros altura da cidade de Manaus (fig. 1b), mas


quadrados da Amazônia podem ser pode ser maior em outros rios como, por
categorizados como áreas úmidas conforme exemplo, o rio Purus, que pode chegar a 15
critérios internacionais (Junk et al., 2014). metros (Junk et al., 2014). Essa dinâmica
Desse total, mais de 750.000 km2 são é de grande importância ecológica para a
áreas alagáveis associadas aos grandes rios vegetação das áreas alagáveis amazônicas.
(Junk et al., 2011; Melack & Hess, 2010) e
submetidas a um pulso de inundação anual, Dois grandes grupos de áreas alagáveis
previsível e de grande amplitude (Junk et amazônicas são definidos com base na física
al., 2011; fig. 1a). A presença dessas vastas e química das águas, que se relacionam
áreas em estreita associação com os corpos à geomorfologia das áreas de captação:
de água resulta da combinação de relevos as várzeas e os igapós (Sioli, 1984). As
baixos e de altas taxas de precipitação, várzeas são associadas aos rios de águas
características da região (Sioli, 1984). brancas, com origem na região pré-andina
e andina, sendo ricas em nutrientes, com
Ao longo do ano o padrão de precipitação
alta concentração de sedimentos e minerais
sazonal define uma estação seca e uma
dissolvidos, e pH próximo da neutralidade
estação chuvosa (Junk & Howard-Williams,
(Junk et al., 2012). Os igapós são associados
1984). Como os grandes rios recebem o
somatório da precipitação de toda a bacia a rios de águas pretas ou claras, originam-
de drenagem, as diferenças sazonais e se nos escudos erodidos das Guianas e do
geográficas na distribuição das chuvas Brasil Central, são pobres em nutrientes, têm
levam a flutuações do nível da água desses alta quantidade de matéria orgânica diluída,
rios. Nas planícies alagáveis associadas principalmente ácidos húmicos e fúlvicos,
estes fenômenos determinam anualmente e um pH ácido (Junk & Furch, 1980; Junk
a existência de uma fase de águas altas, et al., 2015). As características físicas e
a fase aquática, alternada com uma fase químicas dessas duas tipologias alagáveis se
de águas baixas, a fase terrestre (Junk et refletem na composição química e florística
al., 1989). A diferença média entre o pico das florestas alagáveis associadas (Prance,
da fase aquática e o pico da fase terrestre 1979; Klinge et al., 1984), e em sua flora de
é ao redor de 10 metros no rio Negro, na herbáceas aquáticas (Piedade et al., 2010).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 8 9

FIGURA - 1: A. Série temporal de níveis diários da água do rio Negro no Porto de Manaus, Amazônia
Central, durante o período de 2007 a 2016 (dados: Agência Nacional de Águas – ANA). B. Valores
diários da média com desvio padrão, mínima e máxima do nível da água do rio Negro monitorado
no Porto de Manaus para o período 1902-2016 indicando quatro fases (enchente, cheia, vazante
e seca). Os períodos de cheia e seca são definidos pelo valor médio dos níveis máximos e mínimos
(1903-2016), considerando um desvio padrão, respectivamente, e os períodos de enchente e vazante
são os períodos entre estas fases. A ocorrência temporal das fases pode variar em outras regiões da
bacia Amazônica. A figura representa o nível da água do rio Negro, cujo padrão é similar ao dos
grandes rios de várzea da região.

As áreas alagáveis amazônicas e sua sendo as várzeas, com cerca de 1.000


vegetação espécies catalogadas, as mais ricas dentre as
florestas alagáveis do mundo (Wittmann et
As áreas alagáveis da Amazônia são al., 2006); já nos igapós a riqueza arbórea
compostas por um complexo mosaico é menor, quase a metade desse valor
de habitats, incluindo lagos permanentes (Wittmann et al., 2010). Esses dois grupos
e temporários, canais e depressões. A de áreas alagáveis são também colonizados
vegetação inundável que coloniza estes por herbáceas aquáticas, com maior riqueza
ambientes está inserida em um gradiente também registrada para as áreas de várzea
de diferentes níveis de inundação, desde (Junk & Piedade, 1997; Piedade et al.,
permanentemente aquáticos até totalmente 2010), onde cerca de 400 espécies foram
terrestres (Junk, 1989). As florestas alagáveis catalogadas (Junk & Piedade 1993a; b)
amazônicas são ricas em espécies arbóreas, enquanto que no igapó os registros apontam
para 20% desse valor (Lopes et al., 2014). As herbáceas nas várzeas amazônicas
Em 1970, Junk definiu cinco principais
As plantas herbáceas das várzeas da
habitats extensivamente colonizados por
Amazônia constituem um grupo vegetal
plantas aquáticas: (1) o canal principal do
chave nesses sistemas devido à sua
rio, (2) os bancos e regiões de sedimentação elevada produtividade primária e produção
dos rios de água branca, (3) lagos de de biomassa, que suplantam em cerca
várzea sujeitos a grandes flutuações de de três vezes os valores determinados
nível da água, (4) lagos de várzea sujeitos a para as espécies arbóreas das florestas
flutuações relativamente pequenas de nível alagáveis (Piedade et al., 2001; 2010).
da água, e (5) as águas pretas e claras, onde Embora ocorram em faixas relativamente
os lagos, em geral, têm pequena flutuação pequenas nos diferentes corpos de água
do nível da água. Esses habitats podem ser da região, dada sua elevada capacidade
agrupados em três principais ambientes de de crescimento, estas espécies contribuem
ocorrência que aglutinam a grande maioria de forma expressiva para os estoques
das espécies, como será apresentado no de carbono e nutrientes desses sistemas,
tópico 2. particularmente durante os processos
de decomposição, sendo fundamentais
A presença de um pulso de inundação
para o enriquecimento da biota aquática
durante eras geológicas (Wittmann et al.,
(Piedade et al., 1991). Estas formações
2010), provocando uma alta dinâmica fluvial
servem também como alimento e abrigo
nos ambientes marginais, favoreceram
para inúmeros organismos aquáticos,
o aparecimento e a manutenção da alta
notadamente os peixes (Junk & Piedade,
diversidade de espécies vegetais presentes
1997).
nas áreas alagáveis amazônicas (Salo et
al., 1986). Durante as cheias, os corpos de As comunidades de plantas aquáticas de
água da região se comunicam devido ao alguns dos principais habitats de planícies
fenômeno da conectividade (Thomaz et al., inundáveis podem ser caracterizadas por
2004), permitindo o transporte de sementes meio dos parâmetros ambientais que podem
para vários lugares das planícies alagáveis. afetar a distribuição e a ocorrência local
Isso levou a uma relativa constância na deste grupo de plantas (Junk & Howard-
distribuição de espécies de plantas aquáticas Williams, 1984; Lopes et al., 2017). A
ao longo de um mesmo rio de várzea ou concentração de nutrientes, o pH da
água, a velocidade da correnteza, o tipo
igapó (Piedade et al., 2010). As condições
de substrato, a luminosidade para plantas
de riqueza relativamente baixa de espécies
submersas e a flutuação do nível da água
de plantas aquáticas nas águas pretas e
são considerados os principais fatores na
claras (Piedade et al., 2010; Lopes et al.,
definição da composição de espécies dentro
2014) é associada à pobreza nutricional,
de um dado habitat. Por ser de particular
à excessiva acidez desses ambientes e à
importância, um detalhamento das fases do
baixa competição (Wilson & Keddy, 1991). ciclo hidrológico e das herbáceas associadas
Embora os condicionantes abióticos, será apresentado no tópico 4.
especialmente as diferenças nos aportes
de nutrientes entre as várzeas e igapós Os processos sucessionais e a dinâmica das
expliquem a riqueza diferencial de plantas planícies de várzea também influenciam
aquáticas entre esses dois sistemas (Piedade fortemente a comunidade de plantas. Muitos
& Junk, 2000), o esforço amostral dedicado lagos de várzea apresentam grande parte
a levantamentos desse grupo de plantas em de sua superfície seca na fase terrestre, com
áreas de igapó ainda é bastante modesto, uma consequente zonação da vegetação
de forma que o aumento de coletas poderá terrestre e semiaquática (fig. 2). Plantas anuais
ocupam as áreas mais baixas e plantas perenes
apresentar um cenário diferente e apontar
adaptadas a esses ambientes começam a
para elas uma riqueza maior (Lopes et al.,
aparecer a partir da cota de 19 m referente à
2014).
régua no Porto de Manaus (Junk & Piedade,
1997).
FIGURA - 2: Diferentes comunidades de plantas herbáceas na várzea durante o ciclo hidrológico e alguns de seus hábitos: 1) canal do rio; 2) praias fluviais com
plantas anuais terrestres durante a seca; 3) sedimentos finos dentro de lagos com plantas herbáceas anuais terrestres durante a seca e todos os tipos de macrófitas
aquáicas durante a enchente e cheia; 4) depressões permanentes com plantas aquáticas e palustres; 5) margem estável do rio com capins perenes; 6) margem do
lago com capins perenes; 7) lago com nível de água relativamente estável e a formação de ilhas flutuantes de material orgânico (matupá); 8) várzea alta com floresta
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA

alagável; 9) floresta de terra firme. Adaptado de Junk 1986. Cores iguais representam as mesmas comunidades de plantas.
10 11
Com a subida do nível da água essa Catalão, onde informações mais detalhadas
vegetação é inundada e eventualmente sobre as espécies foram obtidas, tais como
morre, e sua decomposição causa a redução imagens de aspectos da morfologia, do
de oxigênio na coluna de água. Ainda assim, ciclo de vida e de situações ecológicas nas
as plantas flutuantes emersas e emergentes quais as plantas se encontram com mais
são capazes de se propagar e colonizar frequência. As espécies estão separadas de
toda a superfície da água (Junk, 1983; acordo com a forma de vida que apresentam
1993). No entanto, durante o curso de um na várzea. A identificação das plantas foi
ano, os lagos de planícies de inundação na baseada na literatura especializada, consulta
Amazônia Central estão sujeitos a mudanças à coleção de referência do grupo MAUA e
significantes em tamanho, profundidade, herbário do INPA, além do envio de fotos e
cobertura de plantas aquáticas, química material a especialistas quando necessário.
da água e produção primária (Junk, 1980; O nome científico válido foi definido
Furch, 1984; Junk et al., 1989), o que segundo a Lista de espécies da flora do
mantém grande parte da vegetação da Brasil (REFLORA), e as sinonímias botânicas
planície inundável em constante estágio foram baseadas tanto nos sites do REFLORA
inicial de sucessão (Junk & Piedade, 1994). quanto no Tropicos. A circunscrição das
famílias foi baseada em APG III, 2009.
Vários estudos com plantas aquáticas
da Bacia Amazônica foram realizados A base principal deste volume é ilustrativa,
nas últimas décadas, abrangendo o rio com fotos das plantas no ambiente e
Solimões/Amazonas, 100 km rio acima e rio detalhes morfológicos relevantes, tanto
abaixo (Junk & Piedade, 1993a; Conserva para sua identificação quanto para o
& Piedade, 2001), nos rios e igarapés conhecimento das adaptações morfológicas
que cruzam a BR-364, que liga Cuiabá a que apresentam e que contribuem para o
Porto Velho e também na BR-319, que sucesso destas espécies na ocupação de
liga Porto Velho a Manaus (Junk & Furch, diferentes ambientes na várzea. Ao final da
1980). Esses estudos permitiram catalogar descrição de cada espécie é apresentado o
388 plantas aquáticas (Junk & Piedade, ciclo de vida da mesma em relação ao ciclo
1993a; b), mas levantamentos de herbáceas hidrológico, o que permite saber a fase
aquáticas continuam sendo feitos, em do ano onde a possibilidade de encontrá-
áreas de várzea e de igapó, compondo la é maior. Por fim, o objetivo principal
atualmente um banco de dados do Grupo é propiciar a identificação das principais
MAUA “Ecologia, monitoramento e uso espécies de herbáceas aquáticas da várzea
sustentável de áreas úmidas” do INPA. Os amazônica não apenas por botânicos, mas
levantamentos contemplam diferentes fases por biólogos, ecólogos e o público em geral,
do ciclo hidrológico, e incluem medidas ou seja, todos aqueles que necessitem ou
de parâmetros ambientais, procurando apenas desejem identificar esta exuberante
estabelecer sua influência como reguladores e importante parcela da flora regional. No
da distribuição e ocorrência de plantas tópico 5 é apresentado o passo a passo para
aquáticas das diferentes tipologias alagáveis. a utilização deste guia.
Para a elaboração deste guia foram
selecionadas 104 espécies, sendo a maioria
de grande ocorrência na várzea amazônica,
compreendendo 76 gêneros de 37 famílias.
Foi usada como base para a seleção das
espécies presentes nesta obra a lista de
plantas coletadas ao longo dos últimos 40
anos no âmbito dos estudos com plantas
aquáticas do Grupo MAUA/Projeto INPA
Max-Planck. Foram também coletadas
plantas em áreas focais, notadamente
Parintins, Ilha da Marchantaria e Lago do
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 12 13

2. CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS AMBIENTES


DE OCORRÊNCIA DAS PLANTAS HERBÁCEAS
NAS VÁRZEAS

Três principais ambientes abrigam as herbáceas Palustre: nas várzeas amazônicas está
aquáticas amazônicas, conforme segue: representado pelos solos encharcados às
margens das depressões permanentemente
Terrestre: nas várzeas amazônicas está úmidas ou ainda às margens dos rios e
representado pelo solo que começa a lagos nas cotas mais inferiores, que mantém
ser exposto no início da vazante (fig. 3), considerável umidade mesmo durante a fase
perdurando durante a fase seca (fig. 4), sendo seca e que são as primeiras áreas a serem
novamente encoberto pela água ao longo da inundadas na enchente (fig. 6 A e B). Pode
enchente (fig. 5) e cheia no ciclo hidrológico. ainda ser representado por ilhas flutuantes
A duração do período terrestre depende da de matéria orgânica (matupás) (fig. 6 C e D).
cota de inundação, da variabilidade interanual Aquático: nas várzeas amazônicas, na fase
do ciclo hidrológico e da localização no seca, este ambiente está representado
sistema de várzea: praias fluviais; margem pelos leitos permanentes dos rios, áreas
estável dos rios; sedimentos finos nas cotas permanentes dos lagos e paranás mais
mais baixas às margens de lagos; margens profundos. Ao longo da fase das enchentes
dos lagos nas cotas superiores; florestas de e cheia passa a ser ampliado a todos os
várzea nas cotas mais altas. ambientes da várzea (fig. 7).
A

FIGURA - 3: Início da fase terrestre no ciclo hidrológico (vazante). A, B e C planícies de inundação


(lago do Mucurani – Parintins/AM); D beira de paraná (paraná do Xiborena – Iranduba/AM).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 14 15

D
A

FIGURA - 4: Fase terrestre no ciclo hidrológico. A e B planíces de inundação (ilha da Marchantaria –


Iranduba/AM); C beira de paraná (paraná do Xiborena – Iranduba/AM); e D margem do rio (baixo
rio Juruá – Juruá/AM).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 16 17

D
A

FIGURA - 5: Ambiente terrestre no início da enchente. A e B às margens de um paraná (paraná do


Xiborena – Iranduba/AM); C margens de um lago (lago Catalão – Iranduba/AM); D beira de um rio
(rio Madeira – Manicoré/AM).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 18 19

D
A

FIGURA - 6: Ambientes palustres durante o período das águas baixas. A ambiente lacustre (lago
Catalão – Iranduba/AM); B beira de rio (rio Amazonas, ilha da Manchataria – Iranduba/AM)
C matupá em início de formação (lago da Felicidade, ao lado do lago do paraná do Xiborena –
Iranduba/AM) e D matupá com aningal (lago próximo a Manaquiri/AM).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 20 21

D
A

FIGURA - 7: Ambientes aquáticos lacustres. A (lago do Curupira - Iranduba/AM); B (lago da


Felicidade, ao lado do paraná do Xiborena – Iranduba/AM); C e D (lago Catalão – Iranduba/AM).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 22 23

D
3. FORMAS DE VIDA DAS HERBÁCEAS
AQUÁTICAS NA VÁRZEA AMAZÔNICA

As herbáceas aquáticas podem ser alagáveis amazônicas como as várzeas e


subdivididas em oito formas de vida tomando igapós, sujeitas a um pulso de inundação
como base o ambiente que ocupam na monomodal anual. Nestes ambientes, onde
maior parte do seu ciclo de vida. Para as
uma fase terrestre e uma fase aquática se
espécies anfíbias, e principalmente para
alternam ao longo do hidroperíodo (Junk et
as plantas da fase aquática, é importante
saber a localização das raízes, caules e folhas al., 1989), uma grande gama de situações
em relação à coluna de água, pois esta intermediárias é frequente. Por este motivo,
localização servirá de base para as definições. estas definições têm sido revistas em vários
A maioria das definições de plantas estudos (Junk & Piedade, 1993a; b; 1997;
aquáticas e/ou anfíbias encontradas na Piedade & Junk, 2000; Piedade et al., 2005;
literatura se baseia em estudos realizados 2010) e serão tratadas em detalhes no
em corpos de água ou em áreas pantanosas presente volume.
com nível da água relativamente estável
(Esteves, 1998). Entretanto, essas definições As cores utilizadas nas categorias definem o
não contemplam adequadamente a padrão seguido na setorização das espécies
situação das plantas aquáticas nas áreas ao longo de todo o guia (Quadro 01).

QUADRO 01: FORMAS DE VIDA

HERBÁCEAS TERRESTRES: completam seu ciclo de vida anualmente no solo exposto


durante o período seco. Não possuem adaptações morfológicas ou fisiológicas vegetativas
para tolerar encharcamento ou alagamento, no entanto, seus frutos e/ou sementes são
resistentes a inundações prolongadas, mantendo-se viáveis como banco de sementes por
longos períodos. Com a enchente, estas plantas são alagadas e morrem em alguns dias
ou semanas. Em outras palavras: uma planta herbácea submersa encontrada em uma área
alagável, não necessariamente é uma planta aquática submersa. Ela pode ser uma planta
terrestre recentemente inundada, que em poucos dias ou semanas vai morrer, se a água não
descer de novo. A maioria destas plantas são espécies ruderais, que colonizam normalmente
áreas perturbadas na terra firme, tais como áreas de agropecuária ou áreas baldias nas
cidades. (fig. 8, págs. 32 a 71).

HERBÁCEAS ANFÍBIAS: enraizadas geralmente em ambientes palustres. Podem completar


seu ciclo de vida no ambiente aquático, porém não acompanham com seu crescimento a
subida das águas, morrendo ou eventualmente desprendendo-se e tornando-se flutuantes
livres emersas. Possuem adaptações vegetativas ao encharcamento e/ou a certo grau de
inundação, tais como aerênquima e/ou lenticelas na base dos caules aéreos ou rizomas;
formação de raízes adventícias; aerênquimas nas raízes ou até mesmo pneumatóforos.
Podem possuir frutos e/ou sementes adaptados à dispersão pela água, bem como resistentes
a inundações prolongadas, mantendo-se viáveis como banco de sementes (fig. 9, págs. 72 a
127).
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 24 25

HERBÁCEAS FIXAS COM CAULES FLUTUANTES:* plantas enraizadas no solo com


caules flutuando na superfície da água (serpenteando) e folhas e inflorescências emersas.
Infrutescências frequentemente submersas. Seu crescimento acompanha a subida das águas
apenas no início da enchente e, dependendo da cota em que se estabelecerem, podem se
desprender do substrato, tornando-se flutuantes livres emersas. Caules aerenquimatosos e/ou
ocos são a principal adaptação. Em espécies que iniciam seu ciclo de vida na fase terrestre estas
adaptações se expressam logo que começam a ser inundadas (fig. 10, págs. 128 a 145).

HERBÁCEAS FIXAS COM FOLHAS FLUTUANTES*: plantas enraizadas no solo com folhas
flutuando na superfície da água, apresentando também as flores emersas. Frequentemente
o caule rizomatoso soterrado no solo do fundo de lagos serve como estrutura de resistência
nos períodos de seca, mesmo com a morte das folhas e flores. Praticamente toda a planta
é aerenquimatosa (raízes, caules, pecíolos, nervuras). A superfície superior das folhas
apresenta cutícula espessa e estômatos (ausentes na superfície inferior). Apresentam
sementes com arilo flutuante (fig. 11, págs. 146 a 153).

HERBÁCEAS EMERGENTES*: plantas enraizadas no solo que acompanham com seu


crescimento a subida das águas por vários metros. Muitas vezes desprendem-se do substrato
tornando-se flutuantes livres emersas, principalmente nas cheias e/ou início da vazante.
Também podem ser ervas robustas, perenes, de vários metros de altura. Apesar de serem em
sua maioria plantas de sol que se desenvolvem nas planícies de inundação, podem ocorrer
espécies perenes adaptadas ao sombreamento das florestas de várzea. Foram separadas em
GRAMÍNEAS (fig. 12, págs. 154 a 177) e NÃO GRAMÍNEAS (fig. 13, págs. 178 a 195).

HERBÁCEAS FLUTUANTES LIVRES EMERSAS*: plantas emersas, flutuando na superfície


da água, apenas com as raízes e estolões submersos. Suas principais adaptações são folhas
aerenquimatosas (limbos e/ou pecíolos), podendo ocorrer pelos hidrofóbicos. Flores ou
inflorescências aéreas e frutos ou infrutescências submersos. Neste grupo, além das plantas
floríferas, também podem ocorrer algumas samambaias aquáticas, cujos esporocarpos estão
submersos. Foram separadas em plantas maiores que 10 cm e plantas menores que 10 cm
(fig. 14, págs. 196 a 227).

HERBÁCEAS FLUTUANTES LIVRES SUBMERSAS*: plantas flutuando livremente submersas


próximas à superfície da água, em certos casos com a inflorescência emersa. Apresentam
caules e ou folhas filiformes, muito ramificados. Estômatos e cutículas são ausentes, assim
como raízes. Ocorrem poucas espécies na várzea devido à baixa penetração de luz nas
águas barrentas. Quando presentes estão logo abaixo da superfície da água, aumentando
sua biomassa principalmente em lagos, quando os sedimentos decantam (fig. 15, págs. 228
a 245).

HERBÁCEAS TREPADEIRAS: plantas herbáceas, sem auto sustentação, que se apoiam


sobre outras plantas em busca de luz utilizando-se principalmente de gavinhas ou ainda
enrolando-se sobre as mesmas. Quando se estabelecem nas cotas mais altas das várzeas
amazônicas podem se tornar perenes, no entanto quando este estabelecimento ocorre
nas cotas mais baixas tendem a perder o contato com o solo devido ao apodrecimento
da base caulinar, passando a absorver água e nutrientes através de grande quantidade de
raízes adventícias formadas. Neste caso morrem na seca por ficarem suspensas nas plantas
suportes, sem contato com o solo (fig. 16, págs. 246 a 269).

(*) As herbáceas da fase aquática podem iniciar seu desenvolvimento no ambiente terrestre, palustre ou aquático,
no entanto permanecem a maior parte do seu ciclo de vida no ambiente aquático. Desenvolvem uma grande
diversidade de adaptações morfológicas, tais como a formação de aerênquima em diferentes órgãos; grande
quantidade de raízes adventícias; caules ocos; pelos hidrofóbicos nas folhas, entre outras. Podem possuir frutos
e/ou sementes adaptados à dispersão pela água, bem como resistentes a inundações prolongadas, mantendo-se
viáveis como banco de sementes (págs. 128 a 245).
4. OCUPAÇÃO DAS VÁRZEAS POR PLANTAS
HERBÁCEAS AO LONGO DO CICLO
HIDROLÓGICO

A ocupação das áreas abertas das várzeas emersas. As superfícies dos corpos de água
por plantas herbáceas será sempre melhor remanescentes poderão ser parcialmente
compreendida a partir do reconhecimento ocupadas por espécies flutuantes livres
do ciclo hidrológico monomodal a que emersas e pelas folhas de herbáceas fixas
grande parte destas áreas é submetida com folhas flutuantes em suas fases de vida
anualmente na Amazônia (figs. 1 e 2). iniciais. Eventualmente herbáceas fixas com
Estas plantas respondem às modificações caules flutuantes também podem ocupar
periódicas do ambiente de forma diferente esses ambientes. Pouco abaixo da linha da
dependendo de sua forma de vida. A superfície da água poderão começar a aparecer
cota em que ocorre o estabelecimento herbáceas flutuantes livres submersas.
de determinado indivíduo também
Nas margens estáveis dos rios e lagos
deverá influenciar na sua resposta ao
as herbáceas terrestres se estabelecem,
ciclo hidrológico, assim como a forma em
assim como os capins perenes em sua fase
que ocorrem as associações com outros
terrestre. Com a subida do nível das águas,
indivíduos da mesma ou de outras espécies
este último grupo de plantas passará à
tanto herbáceas quanto arbóreas.
categoria de espécies herbáceas emergentes.

Seca
Enchente
Este é o período no qual as águas das
A progressiva subida do nível das águas
várzeas alcançam sua cota mínima. Nessa
marca o final dos ciclos de vida das
fase as partes mais altas são colonizadas
herbáceas terrestres anuais, quando estas
principalmente por herbáceas terrestres
plantas deixam seus frutos e sementes
anuais, principalmente as praias fluviais
para colonizar esses ambientes nas futuras
às margens dos rios e as áreas com
fases terrestres. Também nesta fase do ciclo
sedimentos finos às margens dos lagos. As
hidrológico várias espécies de herbáceas
margens das depressões permanentemente
anfíbias podem desaparecer, conforme seu
úmidas são ocupadas principalmente por
grau de tolerância ao alagamento e o nível
herbáceas anfíbias.
da inundação. Muitas delas apenas irão
Tanto as áreas mais secas quanto as mais sobreviver sobre troncos flutuantes ou sobre
úmidas passam a ser ocupadas pelas fases os matupás (ver a definição no glossário).
jovens e terrestres de muitas plantas da fase
As herbáceas fixas com caules flutuantes
aquática da várzea cujo estabelecimento
e as herbáceas emergentes acompanham
ocorre nos sedimentos, como herbáceas
a subida das águas com seu crescimento.
fixas com caule flutuante, herbáceas
A maioria das primeiras acaba por se
emergentes e trepadeiras.
desprender do substrato passando à
As margens úmidas dos lagos e das categoria de herbáceas flutuantes livres
depressões permanentemente alagadas emersas. Neste período as planícies
serão colonizadas por fases jovens de plantas alagáveis de várzea são enriquecidas pelo
cujo hábito principal em fases posteriores, aporte de nutrientes vindos com a enchente,
será o de herbáceas flutuantes livres e muitas plantas herbáceas desenvolvem
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 26 27

abundantes raízes adventícias para absorção Cheia


destes nutrientes diretamente da água, bem Neste período as águas atingem seu
como outras adaptações à inundação. limite máximo superior e grande parte
As herbáceas flutuantes livres emersas e das herbáceas emergentes se desprende
as folhas das herbáceas fixas com folhas formando ilhas flutuantes, juntamente
com outras formas de vida de herbáceas
flutuantes passam a colonizar a superfície aquáticas. Quando as águas deixam os
dos lagos e enseadas. São frequentes lagos, estas ilhas e partes de plantas descem
espécies com folhas e limbos com nervuras os rios. Neste momento, grande parte destas
aerenquimatosos, além de pelos hidrofóbicos plantas aquáticas está liberando frutos e
e cutículas superiores espessas. sementes, que são dispersos pela água e
dispersores associados, como peixes e aves.
As trepadeiras estão sobre as plantas suportes
e passam a desenvolver grande quantidade
de raízes adventícias; algumas espécies Vazante
chegam a perder o contato com o solo devido Este é o período de recolonização das áreas
à morte da parte basal de seu caule. pelas herbáceas terrestres, onde a água
se torna gradualmente escassa. Nesta fase
Em alguns lagos pode haver decantação ocorre a germinação de sementes, e também
de sedimentos e consequente aumento o desenvolvimento de gemas em rizomas
na penetração de luz. Onde isso ocorre ou caules que permaneceram vivos durante
as herbáceas flutuantes livres submersas a submersão imposta pela cheia. A maioria
aumentam suas populações, principalmente das plantas dominantes na fase aquática
morrem nesta fase do ciclo. Trepadeiras
em locais onde estejam parcialmente
que perderam contato com o solo durante a
sombreadas por árvores ou por outras plantas. cheia têm suas raízes adventícias suspensas
e morrem, liberando sementes para uma
futura germinação.
5. COMO UTILIZAR ESTE GUIA

Como primeiro passo para iniciar a As herbáceas anfíbias ainda toleram certo
identificação recomendamos a leitura da grau de alagamento e algumas poderão
sessão anterior que aborda a ocupação permanecer vivas sobre matupás ou troncos
das áreas abertas das várzeas por plantas flutuantes.
herbáceas.
Para diferenciar primeiramente as herbáceas
Neste guia as plantas foram agrupadas em fixas com caules flutuantes (fig. 10, págs.
sessões de acordo com sua principal forma de 154 e 155) e as herbáceas emergentes (figs.
vida. Para tal cada forma está representada 12 e 13, págs. 178 e 179) das demais, elas
por uma cor que por sua vez determina devem ser puxadas para verificar se estão
toda a palheta de cores visíveis nas bordas fixas ao substrato. Para saber se pertencem ao
superiores e laterais das folhas e também em primeiro ou ao segundo grupo é só verificar
alguns desenhos esquemáticos. Como dito na se têm o caule flutuante com folhas emersas
introdução várias espécies apresentam grande para pertencerem ao primeiro grupo, e se
plasticidade fenotípica (Quadro 01, págs. 24 têm tanto caule quanto folhas emersas para
e 25), e o ponto de partida para qualquer serem agrupadas na segunda categoria. Para
identificação será a determinação do período verificar se pertencem aos demais grupos,
do ciclo hidrológico no qual a visita ao campo herbáceas fixas com folhas flutuantes (fig. 11,
está sendo feita (fig. 2, pág. 11), pois este é o págs. 146 e 147), herbáceas flutuantes livres
determinante principal para acelerar o processo emersas (fig. 14, págs. 196 a 199), herbáceas
de identificação das espécies. Nas páginas 30 e flutuantes livres submersas (fig. 15, págs. 228
31 é apresentado um passo a passo resumido e 229) ou ainda trepadeiras (fig. 16, págs. 246
para a utilização deste guia. a 249), basta verificar os conceitos nas páginas
24 e 25.
No período de seca as plantas que se
pretende identificar deverão ser primeiramente Coletas no pico das cheias não se diferenciam
procuradas na prancha de herbáceas terrestres muito daquelas realizadas durante a subida
anuais (fig. 8, págs. 32 a 35). Caso não tenha das águas, atentando para o fato de que
encontrado a espécie alvo, passe para a herbáceas fixas flutuantes e herbáceas
prancha de herbáceas anfíbias (fig. 9, págs. emergentes estarão se desprendendo e se
72 a 77), principalmente se a espécie estiver tornando semelhantes às herbáceas flutuantes
em áreas mais úmidas, como as margens de livres emersas.
lagos e depressões, tanto sobre o solo úmido,
Nas coletas no início do período das águas
quanto parcialmente alagadas.
baixas serão encontradas muitas plantas
Se a coleta ocorrer no período da enchente, jovens, ainda sem estruturas reprodutivas,
ainda poderão ser encontradas algumas nas porções mais baixas. Assim uma primeira
herbáceas terrestres anuais, no final do seu recomendação será a realização de coletas
ciclo de vida, muitas vezes parcialmente ou comparativas nas diversas cotas, já que as
totalmente submersas. Nesta fase algumas plantas das cotas mais altas se estabeleceram
espécies podem parecer plantas aquáticas, no a mais tempo, iniciando a fase reprodutiva
entanto, por não possuírem adaptações para primeiro. Conforme avança o período de seca
este tipo de ambiente acabam morrendo. também podem surgir plantas jovens que
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 28 29

pertencem à fase terrestre de plantas aquáticas Em alguns casos a coleta e cultivo das
das diferentes formas de vida. Quando já se herbáceas da várzea em solo úmido pode ser
tem uma familiaridade com estas plantas na de interesse até que as mesmas atinjam as
fase aquática pode-se identificá-las mesmo fases férteis para confirmação da identificação.
quando jovens por comparação observando Para essas situações algumas dicas para
peculiaridades da sua parte vegetativa cultivo e fotografia das plantas podem ser
(formato das folhas, pilosidades, filotaxia, etc.). encontradas no Quadro 02.

QUADRO 02: FOTOGRAFIAS E CULTIVO COMO AUXÍLIO À IDENTIFICAÇÃO

FOTOGRAFANDO PARA IDENTIFICAR


Boas fotos levam a boas identificações. No entanto algumas recomendações são importantes e algumas fotos
são imprescindíveis. O nível de detalhamento das fotos depende do tempo disponível e principalmente dos
objetivos do estudo que está sendo realizado
onde se possa visualizar a posição das inflorescências/flores e a filotaxia (número de folhas
Visão geral:
por nó) e quando possível das raízes;
duas fotos de uma folha mais característica, uma de cada face e também das estípulas e
tricomas, quando presentes. Estruturas específicas de determinadas famílias, tais como ócreas
Folhas:
(Polygonaceae), lígulas e aurículas (Poaceae), gavinhas (trepadeiras), pulvino (Marantaceae),
entre outras;
Caule: nós e entrenós, alas, lenticelas, etc (parte mais basal e superior);
fotos de cima, de lado e de baixo em que se possa visualizar principalmente as sépalas e
pétalas. Flores com abertura (antese) noturna (principalmente Nymphaeaceae) estão em
Flores:
botão durante o dia, portanto estes botões devem ser retirados com parte do pedúnculo e
mantidos na água até o momento da abertura quando poderão ser fotografadas abertas;
visão geral e quando forem deiscentes fotografar o fruto fechado e aberto evidenciando
Frutos e
as sementes. Quando houver alguma estrutura adaptativa à dispersão também devem ser
sementes:
fotografadas;
Adaptaçôes ao como aerênquimas, tricomas, cutícula brilhante, caules ocos e raízes adventícias nos
alagamento: diferentes órgãos da planta;
Cuidados com a perda d’água: fotos gerais da planta e das folhas devem ser feitas no momento da coleta,
antes que murchem, o mesmo devendo acontecer com as flores. Demais detalhes podem ser fotografados a
posteriori.
Escalas: todas as fotos devem ser realizadas com escala e de preferência com fundo preto fosco. Plantas
submersas e/ou estruturas submersas (folhas filiformes ou raízes) ficam melhor ilustradas se forem fotografadas
sob uma lâmina d’água.
Transporte: as plantas ficarão melhor acondicionadas se forem transportadas em caixas térmicas fechadas ou
sacos plásticos vedados, sempre com um pouco d´água, desta forma evitando a murcha. Plantas livre flutuantes
tanto emersas quanto submersas ficam bem acomodadas em recipientes com água.

CULTIVANDO PARA IDENTIFICAR


Muitas vezes as herbáceas estão jovens e sem estruturas reprodutivas no momento da coleta, podendo levar a
dúvidas no momento da identificação.
Uma excelente alternativa nestes casos é o cultivo das plantas jovens até o momento da floração/frutificação.
O mais simples é a coleta das plantas com um pouco de solo do próprio local nas raízes (terrestres e anfíbias).
Para os demais hábitos pode-se levar um pouco de solo da várzea o qual já contém as características que
as plantas necessitarão para se desenvolver. No local definitivo será colocado o solo no fundo do recipiente
onde se fará o cultivo e, dependendo da planta se adicionará água até ficar úmido (plantas terrestres) ou
encharcado (plantas anfíbias) ou com coluna d´água (demais hábitos). Os recipientes deverão ser mantidos
no sol com reposição da água conforme esta evapore. No cultivo com coluna d´água pode-se colocar alguns
pequenos peixes de aquário mais resistentes para que predem eventuais larvas de mosquitos. Plantas herbáceas
que forem coletadas sob a sombra da floresta de várzea deverão ser colocadas em ambiente sombreado
semelhante ao local da coleta. Não há necessidade de adubação tendo em vista que o solo da várzea já contém
as características que as plantas necessitarão para se desenvolver.
COMO UTILIZAR ESTE GUIA

1. Verificar em
qual período
do CICLO
HIDROLÓGICO
você está
trabalhando
(ver guarda
final).

2. No QUADRO 01, onde estão as


definições de FORMAS DE VIDA
utilizadas neste guia escolher a que
melhor se encaixa com a planta a
ser indentificada (págs. 24/25).

3. Na definição escolhida
verificar a cor da forma de
vida correspondente e a
página, ambas indicando
a prancha com ilustração
daquela categoria.
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 30 31

4. Na prancha com as ilustrações


escolher aquela que mais se
assemelha com o material
coletado.

196/197

ESCALA: Refere-se
apenas aos hábitos
das plantas e não
às ampliações das
partes fertéis.

5. Verificar na
legenda a página
correspondente
à prancha da
espécie.

j. Eichhornia crassipes (pág. 214/215);

6. Comparar o material coletado com


à prancha da espécie.

Os números
sobrescritos
referem-se aos
números das
figuras.

Comportamento da espécie ao longo do ciclo


hidrológico (seca, enchente, cheia e vazante). A
amplitude da coluna de água não representa a
escala real que varia de local a local, representando
somente a presença e ausência da espécie naquela
fase e a relação da mesma com o solo (cinza) e com a
superfície da água (azul) em suas fases da vida.
6. HERBÁCEAS TERRESTRES

b
1m

c
e

FIGURA 8 - AMARANTHACEAE: a. Alternanthera paronychioides (pág. 36/37); b. Amaranthus


blitum (pág. 38/39); ASTERACEAE: c. Ambrosia artemisiifolia (pág. 40/41); d. Egletes viscosa (pág.
42/43); e. Trichospira verticillata (pág. 44/45);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 32 33

h
j

f. Wedelia rudis (pág. 46/47); BORAGINACEAE: g. Euploca procumbens (pág. 48/49); h.


Heliotropium indicum (pág. 50/51); EUPHORBIACEAE: i. Croton argenteus (pág. 52/53); j. Croton
glandulosus (pág. 54/55);
6. HERBÁCEAS TERRESTRES
1m

FIGURA 8 Continuação - LAMIACEAE: k. Cantinoa mutabilis (pág. 56/57); l. Hyptis brevipes (pág. 58/59);
PASSIFLORACEAE: m. Piriqueta cistoides (pág. 60/61); POACEAE: n. Eleusine indica (pág. 62/63);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 34 35

o. Eragrostis hypnoides (pág. 64/65); PORTULACACEAE: p. Portulaca oleracea (pág. 66/67);


SOLANACEAE: q. Physalis angulata (pág. 68/69); r. Solanum americanum (pág. 70/71).
AMARANTHACEAE

Alternanthera paronychioides A.St.-Hil.

5 mm

5 cm

1 2 3

Nome (s) comum (ns): Carrapicho, periquito.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Europa
e Ásia. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica,
Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, prostrada, de 10 a 30 cm de comprimento1.
Folhas opostas, aglomeradas quando próximas das inflorescências, membranáceas,
verdes, pecioladas, espatuladas2,3; face abaxial pilosa4, adaxial glabra5. Caule
quadrangular, branco ou arroxeado, estriado, piloso a glabrescente6. Inflorescência séssil,
glomerular, axilar7,8, com tufos de tricomas na base9. Flores brancas10, escariosas, sésseis;
bráctea e bractéolas diferentes entre si; tépalas livres, desiguais. Fruto utrículo.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde desaparece com a subida das águas11-13. As sementes são dispersas pelo
vento e pela água, propaga-se também por fragmentos da planta. Encontrada em
locais perturbados em diversos habitats alagáveis, em geral associada a outras espécies,
podendo formar grandes aglomerados.
Dicas de identificação em campo: Espécie com diversas variedades, neste livro
é colocada a descrição de Alternanthera paronychioides var. amazonica Huber.
Características como tufos de tricomas na base da inflorescência, capacidade de formar
grandes aglomerados, grande quantidade de ramificações e de inflorescências por planta
ajudam a identificar a espécie.
Referências: Mears, 1977; Siqueira & Guimarães, 1984; Kissmann & Groth, 1992; Junk
& Piedade, 1993a; Senna, 2006; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 36 37

2 mm

3 cm

3 mm

4 6 7

1 cm
9

10

11

12 13
AMARANTHACEAE

Amaranthus blitum L.

6
4 5
3

1 cm
2

10 cm 1

Nome (s) comum (ns): Bredo, caruru, caruru-folha-de-cuia, caruru-rasteiro.


Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Cosmopolita. No Brasil ocorre no
norte, nordeste, sul e sudeste. Biomas: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pampa.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta ou prostrada, glabra, de 0,1 a 1 m
de altura1. Folhas alternas, simples; ápice profundamente emarginado, formando
2 lobos; pecíolo de comprimento semelhante ao do limbo, canaliculado na face
adaxial, avermelhado2-6. Caule ramificado, verde, frequentemente com pigmentação
avermelhada7, maciço8-10. Raiz pivotante bem desenvolvida, geralmente avermelhada.
Inflorescência em espigas, terminais ou axilares, compactas, verdes, simples ou pouco
ramificadas11-13. Flores com 3 tépalas, unissexuais14,15. Fruto utrículo, obovado16;
sementes glabras e brilhantes.
Aspectos ecológicos: Anual. Propagação por sementes. Ocorre geralmente em áreas
alteradas com solos férteis e alta luminosidade17,18. Planta considerada invasora em
diversas partes do mundo.
Dicas de identificação em campo: A. blitum se diferencia de outros Amaranthus por
apresentar o ápice da folha fortemente emarginado. Na Amazônia ocorrem também A.
caudatus que se diferencia pela inflorescência púrpura, A. spinosus que se diferencia
pela presença de espinhos no caule e A. viridis que possui espigas com aspecto rugoso
na maturação.
Referências: Kissmann & Groth, 1992; Costea et al., 2001; Costea & Tardif, 2003;
Lorenzi, 2008; Ritter, 2013; Achigan-Dako et al., 2014.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 38 39

8 9 10
5 mm

1 cm
10 cm

11
7
12

2 cm
13 14 15 16
2 mm

17 18
ASTERACEAE

Ambrosia artemisiifolia L.

4 5

3 cm

20 cm 2

Nome (s) comum (ns): Artemijia, artemisia.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas, introduzida na Europa e África do
Sul. No Brasil só não ocorre no centro-oeste. Biomas: Amazônia e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva a sublenhosa, terrestre, ereta, de 0,7 a 2 m de
altura1. Folhas alternas (opostas em plantas jovens), limbo pinatífido a binatífido de
coloração verde2,3, pubescente nos pecíolos e nas nervuras abaxialmente4,5. Caule
verde, pubescente6. Raiz pivotante7, podendo apresentar raízes adventícias púrpuras
quando alagadas8,9. Inflorescência composta de capítulos nos ápices dos ramos e axilas
das folhas superiores10,11, eretas, com capítulos pendentes, esverdeados12,13. Flores
masculinas com corola branca-amarelada14, localizadas nos capítulos da porção apical e
mediana da inflorescência; flores femininas esverdeadas, localizadas na porção basal do
eixo da inflorescência, em pequenos grupos ou isoladas15,16.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em manchas monoespecíficas preferencialmente
nas porções mais elevadas e antropizadas das várzeas amazônicas. Coloniza áreas
antrópicas com facilidade, sendo considerada uma das mais severas invasoras do
mundo17,18. Propaga-se por sementes. Polinização pelo vento; pólen altamente
alergênico.
Dicas de identificação em campo: Planta muito variável em tamanho, forma das
folhas, inflorescência e padrão de pilosidade. Na Amazônia Central seguem a descrição
acima, sendo que o formato das folhas e o formato e disposição característicos das
inflorescências ajudam na identificação da espécie.
Referências: Bassett & Crompton, 1975; Junk, 1986; Kissmann & Groth, 1992; Junk &
Piedade, 1993a; Fumanal et al., 2008; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 40 41

1 cm

7 5 mm

6 9 10

1 mm

5 mm

1 mm

13 14

11 12

2 mm

15 16

17 18
ASTERACEAE

Egletes viscosa (L.) Less.


1,5 cm

10 cm

2 3
1,5 cm

Nome (s) comum (ns): Macela, macela-da-terra.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta ou prostrada, de 10 a 60 cm de
altura1. Folhas oblongas, profundamente dentadas e irregulares2,3, com odor forte;
pecíolos alados; tricomas glandulares abundantes em ambas as faces foliares4,5. Caule
e ramos verdes, recobertos por tricomas glandulares6. Raiz principal pivotante, bem
desenvolvida7. Inflorescência em capítulos globosos8-11; brácteas involucrais lanceoladas,
verdes12. Flores inconspícuas esverdeadas, as do raio pistiladas com corola ligulada13, as
do disco hermafroditas tubulares14. Fruto cipsela.
Aspectos ecológicos: Anual. Propagação vegetativa e por sementes. Ocorre em áreas
perturbadas nas porções mais elevadas com alta sedimentação, em margens arenosas
ou argilosas dos rios ou em leitos de rios intermitentes15-17. Considerada invasora em
algumas culturas agrícolas.
Dicas de identificação em campo: Gênero monoespecífico no Brasil. Características
como folhas profundamente dentadas, caule e ramos com pelos viscosos e odor forte
ajudam a identificar esta espécie.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Pruski, 1997; Bezerra et al., 2003; Teles, 2008;
Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 42 43

2 mm

1 cm

4 5 6 7

10
8 9

0,25 mm

11
12

1 mm

13 14 15

16 17
ASTERACEAE

Trichospira verticillata (L.) S.F.Blake

3 5
2 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Alcatifa.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte, nordeste e
centro-oeste. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, de até 50 cm de altura1,2. Folhas
espatuladas, sésseis, tomentosas e esbranquiçadas na face abaxial3-4, com tricomas
simples aracnoides; folhas vegetativas são alternas e quando próximas à inflorescência
possuem a base assimétrica5 sendo subopostas6. Raiz pivotante, esbranquiçada7.
Inflorescência nas axilas, sésseis com brácteas involucrais8,9. Flores com corola levemente
rosada, 4-lobada10-12. Fruto cipsela, fortemente compactado, cuneado.
Aspectos ecológicos: Perene de vida curta em locais com pouca variação do nível da
água. Anual na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre na fase
terrestre do ciclo hidrológico, principalmente nas porções mais elevadas e perturbadas
das áreas de várzea13,14.
Dicas de identificação em campo: Gênero monoespecífico no Brasil. Características
como folhas espatuladas, tomentosas, alternas quando estéreis e subopostas próximas à
inflorescência ajudam a identificar esta espécie.
Referências: Bolick, 1983; Junk & Piedade, 1993a; Pruski, 1997; Kadereit & Jeffrey,
2007; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 44 45

2 cm

7 8

1 mm

9 10 11 12

13 14
ASTERACEAE

Wedelia rudis (Baker) H.Rob.

5 cm

3 4
10 cm
10 cm

1 2

Nome (s) comum (ns): Olho-de-boi.


Distribuição: Região tropical. Nativa do norte da América do Sul. No Brasil ocorre no
norte. Bioma: Amazônia.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ramificada, de 0,6 a 1,2 m de altura1,2.
Folhas opostas, ovadas a ovado-lanceoladas, acuminadas em ambas as extremidades;
margem serrada-dentada irregularmente3,4; pubescente em ambas as faces5,6. Caule
anguloso7,8; ramos densamente híspidos9,10. Raiz axial densamente ramificada na base,
podendo formar raízes adventíceas11. Inflorescência em capítulos, situadas nos ângulos
das bifurcações e nas axilas das folhas; brácteas involucrais lanceoladas, verdes 12-18.
Flores amarelas, as do raio pistiladas com corola ligulada19, as do disco hermafroditas
tubulares20. Fruto cipsela lateralmente comprimido, pubescente.
Aspectos ecológicos: Anual. Encontrada principalmente na fase terrestre do ciclo hidrológico
em áreas de várzea21, onde pode tornar-se abundante; morre na enchente22, porém, pode
sobreviver em cima de troncos ou outros substratos flutuantes. Propagação por frutos.
Dicas de identificação em campo: Conjunto de características como formato e
pubescência das folhas, ramos densamente híspidos e capítulos amarelos ajudam a
identificar a espécie.
Referências: Jones, 1905.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 46 47

3 cm

5
5 mm
2 mm
9

2 cm

11
6

7
5 mm 10 12

1 cm

13 14 15
16

5 mm

1 cm

17 18 19 20

21 22
BORAGINACEAE

Euploca procumbens  (Mill.) Diane & Hilger


3 cm

10 cm

1 cm

1 3 4

Nome (s) comum (ns): Crista-de-galo.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto terrestre1,2, ereta ou prostrada, de 5 a 50
cm de altura. Folhas alternas, elípticas a oblongo-elípticas3,4; nervuras pouco evidentes
na face superior e proeminentes na face inferior; indumento seríceo em ambas as
faces5,6. Ramos cilíndricos, verde-acinzentados; presença de indumento seríceo nos
ramos, folhas e inflorescências7. Raiz pivotante, esbranquiçada8. Inflorescência terminal
e axilar, inteira ou bifurcada, 1-4 partindo de um mesmo ponto; pedúnculo seríceo ou
estrigoso9. Flores subsésseis; cálice profundamente lobado, ligeiramente menor que
o tubo da corola; corola tubular, branca com fauce amarela10,11. Fruto esquizocarpo,
subgloboso11,12; sementes trígonas.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Encontrada em diversas formações vegetacionais.
Ocorre na fase terrestre do ciclo hidrológico, principalmente nas porções mais elevadas e
perturbadas das áreas de várzea13,14. Coletada com flores e frutos o ano todo.
Dicas de identificação em campo: É semelhante morfologicamente a Euploca filiformis
que também ocorre na Amazônia, porém, E. procumbens distingue-se por apresentar
ramos verde-acinzentados e tubo da corola de comprimento igual ou ligeiramente maior
que o cálice.
Referências: Hilger & Diane, 2003; Melo et al., 2009; Melo & Semir, 2010.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 48 49

6
7

10

2 mm

2 cm

8 11 12

13 14
BORAGINACEAE

Heliotropium indicum L.

1,5 cm

30 cm
2 3
4
1

5 mm

Nome (s) comum (ns): Cravo-de-urubu, crista-de-galo, escorpião, jacuacanga, turirí.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa do sudeste asiático, atualmente é
cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata
Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, de 0,1 a 1 m de altura1. Folhas simples,
alternas ou subopostas; limbo variável, comumente ovalado, esparsamente pubescente;
pecíolo alado, pubescente2,3. Caule cilíndrico com linhas elevadas, densamente piloso4;
ramos pilosos, angulosos5. Raiz pivotante6. Inflorescência escorpioide, axilar, com eixo
contendo frutos em desenvolvimento na parte inferior, flores abertas na parte mediana e
botões florais na parte terminal7,8. Flores sésseis; cálice persistente com 5 sépalas; corola
tubular, branca a lilás9,10. Fruto esquizocarpo drupóide (núculas), imaturo verde11, secos
na maturidade; sementes geralmente 4, elipsoides.
Aspectos ecológicos: Anual. Cresce nos períodos de águas baixas, em solos encharcados12,
margens de rios e lagos, praias e principalmente em áreas alteradas, em diferentes tipos de
solos13,14. Propaga-se por sementes. Considerada invasora em alguns cultivares.
Dicas de identificação em campo: A inflorescência escorpioide ereta e vistosa,
juntamente com a pilosidade em toda a planta são características que ajudam a
identificar a espécie.
Referências: Junk, 1986; Kissmann & Groth, 1992; Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott,
1994; Junk & Piedade, 1997; Miller et al., 1997; Melo & Sales, 2004; Lorenzi, 2008;
Melo & Lyra-Lemos, 2008; Melo & Semir, 2008; Melo et al., 2009; Moreira & Bragança,
2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 50 51

2 cm

5 6 7

10

3 mm

9
1 cm

2 cm

11

12
2 mm
8

13 14
EUPHORBIACEAE

Croton argenteus L.
2 cm 5
2

3
7

2 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Velame-da-lagoa.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em quase todo
o Brasil, menos na região sul. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto terrestre, ereta1, de 0,5 a 1 m de altura.
Folhas alternas, simples, membranáceas, largo-elípticas a ovais, palmatinérvias2-4; margem
serreada; ambas as faces pubescentes, verde-esbranquiçadas, discolores5; presença de
látex translúcido; pecíolo hirsuto-pubescente; estípula inteira, linear com tricomas longos
hialinos6,7. Caule jovem hirsuto, esbranquiçado, com tricomas estrelados escurecidos8,
caule maduro esverdeado9. Inflorescência terminal10,11; brácteas foliosas, verdes12. Flores
estaminadas no ápice13,14 e flores pistiladas15,16 e frutos na base, verde-esbranquiçadas,
pubescentes, congestas, com tricomas estrelados; brácteas lineares, inteiras. Fruto tricoca
verde-esbranquiçado17, pubescente; sementes globosas, lisas.
Aspectos ecológicos: Anual. Planta monoica. Ocorre na fase seca, geralmente em áreas
de várzea abertas ou perturbadas com alta luminosidade, tanto em solos arenosos
quanto argilosos18,19. Dispersa por sementes.
Dicas de identificação em campo: Características como coloração verde-acinzentada
no limbo, venação palmada e inflorescências curtas protegidas por folhas verticiladas no
ápice ajudam a diferenciar esta espécie de outros Croton.
Referências: Webster, 1992; Webster et al., 1999; Torres, 2009; Silva et al., 2010.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 52 53

1 cm

9
10

3 mm

13

14

11

15

2 cm

2 mm

12
16 17

18 19
EUPHORBIACEAE

Croton glandulosus L.

5 mm

10 cm

2 3 4

Nome (s) comum (ns): Gervão, gervão-branco, vassourinha.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto terrestre, ereta1, de 20 a 70 cm de altura.
Folhas alternas, simples, passando a verticiladas no ápice dos ramos, ovais a oval-
lanceoladas, membranáceas; margem crenada a serrilhada; ambas as faces pubescentes,
levemente esbranquiçadas2-4; pecíolo pubescente com glândulas5,6; estípula inteira, linear
e lanceolada. Caule pubescente7-8; látex translúcido. Inflorescência terminal9. Flores
estaminadas no ápice e pistiladas na base, pubescentes com tricomas estrelados10,11;
margens glandulosas. Fruto tricoca, esverdeado a castanho, pubescente12,13; sementes
escuras, elipsoides, lisas, com arilo branco14.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocupa uma grande variedade de ambientes. Ocorre
geralmente em áreas de várzea abertas ou perturbadas, com alta luminosidade15,16.
Rebrota facilmente após ser danificada. Dispersa por sementes. É considerada planta
daninha em várias partes das Américas.
Dicas de identificação em campo: Planta muito polimórfica. Características como
tricomas estrelados, folhas com margens serrilhadas ou crenadas e presença de duas
glândulas no pecíolo ajudam a diferenciar esta espécie de outros Croton.
Referências: Kissmann & Groth, 1992; Webster, 1992; Lorenzi, 2008; Torres, 2009; Silva
et al., 2010; Sodré et al., 2014.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 54 55

5 6 7

3 mm

2 cm

8 9 10

2 cm

3 mm

11 12 13 14

15 16
LAMIACEAE

Cantinoa mutabilis (Rich.) Harley & J.F.B.Pastore

20 cm

2 cm

1 2 3

Nome (s) comum (ns): Betônica-brava, cheirosa, erva-canudo.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as regiões do Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto terrestre, ereta, aromática, de 0,7 a 1,2
m de altura1. Folhas opostas, membranáceas, estreitas até amplamente ovadas2,3. Caule
quadrangular, muito ramificado; ramos desde glabros a vilosos4. Raiz pivotante com muitas
ramificações basais5. Inflorescência espiciforme, terminal, densa6,7. Flores curto-pediceladas;
bráctea oval até elíptica, aguda até acuminada com nervuras destacadas; cálice tubular,
campanulado, verde; corola bilabiada, lilás com duas manchas esbranquiçadas com centro
escuro nos dois lobos superiores8,9. Fruto núculas cobertos pelo cálice9.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre na várzea em áreas abertas ou perturbadas com
alta luminosidade10,11. Dispersão apenas por sementes. Considerada daninha em
lavouras e terrenos baldios.
Dicas de identificação em campo: Características como caule quadrangular e aroma
ajudam a identificar a planta. Diferencia-se de outras espécies do gênero por apresentar
ramos florais muito mais longos.
Referências: El-Gazzar & Watson, 1970; Thieret, 1979; Junk & Piedade, 1993a; Lorenzi,
2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 56 57

5 cm

1 cm
5 mm

4 5 6 7

1 mm

8 9

10 11
LAMIACEAE

Hyptis brevipes Poit.


4

1 cm

5 cm

10 cm

3
2

Nome (s) comum (ns): Alfavaca-do-mato, hortelã-brava, fazendeiro.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Ásia.
Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica,
Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, aromática, de 30 a 70 cm de altura1.
Folhas opostas2, ovadas a lanceoladas, membranáceas, com tricomas em ambas as
superfícies; margem irregularmente serrilhada3,4. Caule quadrangular, pubescente,
ramificado na base; nós bem espaçados5. Raiz inicialmente pivotante, posteriormente
formando muitas adventícias nos nós6,7. Inflorescência tipo racemo, densa, quase
globosa8-9. Flores pequenas; cálice com 5 lóbulos estreitos; corola bilabiada branca10,11.
Fruto seco, núculas cobertas pelo cálice; sementes ovoides, marrons escuras a pretas,
com uma cicatriz visível.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocupa preferencialmente porções mais elevadas e
perturbadas nas várzeas amazônicas, tolera certo grau de inundação12-14, mas morre com
a subida das águas. Dispersão apenas por sementes. Pode se tornar infestante, sendo
considerada daninha na Ásia.
Dicas de identificação em campo: Características como folhas e ramos pubescentes e
inflorescência quase globosa com aspecto espinescente ajudam a diferenciar esta espécie
de outras da família.
Referências: Epling, 1936; El-Gazzar & Watson, 1970; Junk & Piedade, 1993a; Suddee
et al., 2004; Lorenzi, 2008; Moreira & Bragança, 2011; Freitas et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 58 59

5 mm

5 cm

6 8

1 cm

5 7 9

11

1,5 mm

10

12 13 14
PASSIFLORACEAE

Piriqueta cistoides (L.) Griseb.

1 cm

1
5 cm

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, ramosa, de 0,5 a 1 m de altura1.
Folhas alternas, espiraladas, membranáceas, discolores, lâmina estreito oval ou elíptica,
margem serrado-crenada; ambas as faces com tricomas, sendo maiores sobre as
nervuras2,3. Ramos cilíndricos cobertos de tricomas, dourados nos ramos mais velhos4.
Raiz pivotante5. Flores axilares, solitárias6; cálice hirsuto com tricomas maiores sobre as
nervuras7; corola com pétalas amarelas8,9; apresenta heterostilia10,11; bractéolas reduzidas.
Fruto cápsula, liso, recoberto por tricomas12-14; sementes reticuladas com arilo inteiro
atingindo 2/3 do comprimento da semente15.
Aspectos ecológicos: Anual. Na várzea desenvolve-se na fase seca em solos expostos
comportando-se como pioneira16,17; tolera certo grau de inundação. Polinizada por
insetos. Dispersão por formigas, devido ao arilo carnoso.
Dicas de identificação em campo: Características como flores amarelas e solitárias e
frutos lisos ajudam a diferenciar esta espécie de outras Piriqueta.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Arbo, 1995; 2005; Arbo & Silva, 2005; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 60 61

1 cm
8
2 cm

9
1 cm

4 5 6

12

14
1 mm

5 mm

1 mm

13
10 11 3 mm 15

16 17
POACEAE

Eleusine indica (L.) Gaertn.

4
5 cm

10 cm 5
2

Nome (s) comum (ns): Capim-pé-de-galinha, capim-da-cidade, capim-de-pomar,


grama-sapo.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Originária provavelmente da Ásia,
naturalizada em quase todo o mundo. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, entouceirada, de 30 a 50 cm de altura1.
Folhas do colmo lineares e as basais lanceoladas e achatadas, lisas e glabras, verdes
pálidas2; bainha aberta; lígula membranácea, estreita, truncada, de margem serreada
com cílios curtos, com poucos tricomas na região do colar e nas margens do limbo
e da bainha3-6. Colmos achatados, praticamente glabros7-10. Raízes finas, fibrosas e
abundantes11. Inflorescência sai do topo de cada colmo de forma divergente e digitada,
com 2 a 7 ramificações12-15. Espiguetas dispostas em apenas um lado da raque16-18;
glumas membranáceas, ásperas ao tato, ápice em quilha19. Fruto cariopse, com uma
semente livre presa por apenas um ponto; sementes violáceas a negras encerradas em
uma fina película vermelho-escura.
Aspectos ecológicos: Anual. Na várzea a planta ocorre na fase terrestre do ciclo
hidrológico em áreas de intensa sedimentação e distúrbios20, perecendo na cheia21.
Propaga-se por frutos dispersos pelo vento. Considerada planta daninha em diversas
culturas anuais em todo o mundo, infestando principalmente solos compactados e pobres.
Dicas de identificação em campo: A morfologia da inflorescência é uma característica
que diferencia esta espécie de outras Poaceae.
Referências: Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a;
1997; Lorenzi, 2008; Moreira & Bragança, 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 62 63

5 mm
9
2 mm

6
8

7 10 11

2 cm

12 13 14 15

3 mm
2 mm

16 17 18 19

20 21
POACEAE

Eragrostis hypnoides (Lam.) Britton, Sterns & Poggenb.

5 mm

5 cm
3

1 1 cm

2
4

Nome (s) comum (ns): Capim-do-amor, capim-cana.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as regiões
do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, de 12 a 20 cm de altura1. Folhas com lâminas
lisas, glabras na parte inferior, pilosas na superior2,3; bainhas com 1/2 a até 1/3 do
comprimento do entrenó4-6; colar e ápice pilosos; lígula ciliada. Colmos decumbentes
enraizando nos nós inferiores7,8; estolonífera. Inflorescência em panículas terminais e
axilares9,10; pendúnculo ciliado. Espigueta linear-oblonga, pouco arqueada, amarelo-
esverdeada a arroxeada11; glumas quase iguais. Fruto cariopse, elipsoide, achatado
lateralmente, levemente estriado e reticulado, castanho claro.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre preferencialmente em solos expostos em margens
de cursos de água com alta sedimentação. Planta de ciclo curto, colonizadora12,13,
propagando-se rapidamente a partir de poucas sementes, formando um tapete em que
as espiguetas podem se tornar mais numerosas que as folhas.
Dicas de identificação em campo: Planta diferenciada devido ao seu tamanho reduzido
e seu hábito extensivamente estolonífero, formando tapetes em solos expostos, além de
panículas tanto terminais quanto axilares.
Referências: Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Junk & Piedade, 1993a; Boechat &
Longhi-Wagner, 2000; Davidse et al., 2004; Peterson & Vega, 2007; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 64 65

3 cm
5 mm

5 mm

5
7
6

5 mm

1 cm

1,5 cm

9
8
10

11

12 13
PORTULACACEAE

Portulaca oleracea L.

1 cm

2 cm

2 3 4 5

5 cm

Nome (s) comum (ns): Beldroega, ora-pro-nobis.


Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Originária da África, naturalizada
em todo o mundo. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado,
Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, prostrada, glabra, de até 45 cm de
comprimento1,2. Folhas com arranjo espiralado a subopostas, achatadas, obovadas
ou espatuladas, suculentas3-5. Ramos suculentos, verde claros ou avermelhados,
brilhantes6,7. Raízes podem apresentar pequenos tubérculos. Inflorescência cimosa, na
extremidade dos ramos, múltipla8. Flores pequenas (5-10 mm), ligeiramente vistosas,
com duas brácteas persistentes; cálice com sépalas membranáceas; corola com pétalas
amarelas9. Fruto cápsula, ovoide10; deiscência circunsisa11-13; sementes pretas ou
castanho-escuras, achatadas, redondas ou alongadas.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em solos expostos com matéria orgânica,
geralmente em áreas antrópicas14,15 e praias fluviais16. Tolera certo grau de inundação.
Planta prolífica, propaga-se por sementes que podem ficar viáveis por até 20 anos. Alto
potencial invasor em grande parte do mundo.
Dicas de identificação em campo: Planta muito polimórfica, porém, características como
o hábito rastejante e a textura carnosa das folhas ajudam em sua identificação.
Referências: Legrand, 1962; Junk & Howard-Williams, 1984; Matthews & Levins,
1985; Carolin, 1987; Junk & Piedade, 1993a; 1997; Lorenzi, 2008; Coelho et al., 2010;
Moreira & Bragança, 2011.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 66 67

2 cm
5 mm

7 9 10

2 mm
13

11 12 14

15 16
SOLANACEAE

Physalis angulata L.

2 cm

10 cm

2 3 4

Nome (s) comum (ns): Bucho-de-rã, camapú, camapum, joá-de-capote.


Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Cosmopolita. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terrestre, ereta, de 40 a 70 cm de altura1. Folhas alternas,
esparsamente pubescentes, com tricomas simples, variando de obovadas a ovadas,
lanceoladas ou amplamente ovaladas; margem inteira ou levemente lobada; pecíolo
canaliculado2-4. Caule quadrangular, ereto, muito ramificado; ramos angulosos5-7. Flores
solitárias8; cálice soldado até a metade; corola gamopétala, amarelada (1/4 do interior do
tubo marrom)9-12. Fruto baga, pequeno e redondo, coloração alaranjada quando maduro,
envolvido por sépalas em forma de balão13-17; sementes elipsoides e comprimidas18.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre frequentemente em solos expostos em áreas
perturbadas19, morrendo quando alagadas20,21. A polinização é autógama com floração
durando em média três dias. Propagação por sementes. Considerada invasora em
diversas culturas.
Dicas de identificação em campo: Características como ramos quadrados, angulosos
com superfície glabra, além da coloração dos frutos alaranjada, ajudam a diferenciar esta
espécie de outros Physalis.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Gonem et al., 2000; D’Arcy et al., 2005; Silva
& Agra, 2005; Freitas & Osuña, 2006; Lorenzi, 2008; Souza et al., 2010; Moreira &
Bragança, 2011; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 68 69

8
6
5 mm

5 mm

5 11
7 10

12
1 cm

1 cm

13
14 15

16 17
18

1 cm 5 mm
19

20 21
SOLANACEAE

Solanum americanum Mill.

1 cm

4
5
3
10 cm
2
1

Nome (s) comum (ns): Maria-preta, maria-pretinha, pimenta-de-galinha, pimenta-de-


rato, erva-de-bicho.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, África do Sul e China. Ocorre
em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva terreste, ereta, de 60 a 80 cm de altura1. Folhas
alternas, sendo as basais solitárias e as apicais aos pares, ambas as faces com tricomas
simples e esparsos concentrados nas nervuras, membranáceas, ovais a oval-lanceoladas,
base arredondada sendo decorrente no pecíolo2-5. Caule jovem com ramos cilíndricos,
com tricomas simples e densos6; caule mais maduro com ramos levemente angulosos
e com tricomas esparsos7. Raiz pivotante8. Inflorescência em cimeira, de 3-8 flores9,10;
pedúnculo estriado. Flores hermafroditas; cálice membranáceo com tricomas, 5-lobado,
sépalas soldadas até a metade; corola estrelada, alva, anteras amarelas11,12. Fruto baga,
globoso, carnoso, verde quando imaturo e preto-brilhante quando maduro13-15, com 70-
150 sementes por fruto; sementes obovoides16.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em solos expostos geralmente em áreas antrópicas,
tolera certo grau de inundação17-19. Dispersão pelas sementes livres ou pelos frutos.
Grande potencial invasor, tendo a semente grande longevidade, de cerca de 20 anos.
Dicas de identificação em campo: Características como flores estreladas de coloração
branca e anteras amarelas poricidas, inflorescências localizadas fora das axilas das folhas
e frutos enegrecidos brilhantes quando maduros ajudam a diferenciar esta espécie de
outros Solanum.
Referências: Groth, 1989; Junk & Piedade, 1993a; Ferreira et al., 2002; Lorenzi, 2008;
Moreira & Bragança, 2011; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 70 71

2 cm

3 mm

6 7 8

2 mm

11

3 mm
9 10
12

13
1 mm

3 mm 5 mm

14 15 16

17 18 19
7. HERBÁCEAS ANFÍBIAS

a
b
1m

FIGURA 9 - ACANTHACEAE: a. Justicia comata (pág. 78/79); b. Justicia laevilinguis (pág. 80/81);
ALISMATACEAE: c. Limnocharis flava (pág. 82/83); d. Sagittaria sprucei (pág. 84/85); ASTERACEAE:
e. Eclipta prostrata (pág. 86/87); f. Gymnocoronis spilanthoides (pág. 88/89);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 72 73

g. Pacourina edulis (pág. 90/91); COMMELINACEAE: h. Commelina schomburgkiana (pág. 92/93);


CYPERACEAE: i. Cyperus odoratus (pág. 94/95); j. Oxycarium cubense (pág. 96/97); k. Scleria
gaertneri (pág. 98/99);
7. HERBÁCEAS ANFÍBIAS

l
m
1m

FIGURA 9 Continuação - FABACEAE: l. Aeschynomene ciliata (pág. 100/101); m. Aeschynomene


rudis (pág. 102/103); n. Aeschynomene sensitiva (pág.104/105); o. Chamaecrista nictitans (pág.
106/107); p. Mimosa dormiens (pág. 108/109);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 74 75

q. Sesbania exasperata (pág. 110/111); LINDERNIACEAE: r. Lindernia crustacea (pág. 112/113); s.


Lindernia dubia (pág. 114/115);
7. HERBÁCEAS ANFÍBIAS

u
1m

FIGURA 9 Continuação - ONAGRACEAE: t. Ludwigia decurrens (pág. 116/117); u. Ludwigia


leptocarpa (pág. 118/119); SPHENOCLEACEAE: v. Sphenoclea zeylanica (pág. 120/121);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 76 77

THELYPTERIDACEAE: w. Cyclosorus interruptus (pág. 122/123); x. Meniscium serratum (pág. 124/125);


VERBENACEAE: y. Phyla betulifolia (pág. 126/127).
ACANTHACEAE

Justicia comata (L.) Lam.

1 cm

2 3 4 5 6
5 cm

Nome (s) comum (ns): Uacalipi.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva palustre ou terrestre, ereta, de 0,2 a 1 m de altura1. Folhas
lanceoladas, opostas a verticiladas, levemente discolores2-6, margem inteira; pecíolo curto.
Caule levemente piloso7, às vezes sulcado8; nós e entrenós bem delimitados; entrenós
arroxeados. Raízes adventícias podem ser produzidas nos nós quando alagadas ou em
rebrota9. Inflorescência axilar ou terminal10. Flores diminutas, bilabiadas; cálice verde-
arroxeado; corola esbranquiçada, com manchas rochas simétricas na fauce11,12. Fruto
cápsula, com deiscência explosiva13; sementes geralmente 4 por fruto, esbranquiçadas
quando imaturas e escuras quando maduras, aplanadas, orbiculares14.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Na várzea amazônica ocorre
em lugares superficialmente alagados, áreas alteradas, bordas de matas e ambientes
terrestres úmidos15,16. Reprodução por sementes ou rebrota. Polinização principalmente
por abelhas e vespas.
Dicas de identificação em campo: Na várzea amazônica também ocorre J. laevilinguis que
se distingue pelo tamanho e cor das flores, que nesta são maiores e de coloração arroxeada.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Wasshausen, 1995; Peichoto, 1998; Ezcurra, 2002;
Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 78 79

3 mm

5 cm

7 8 9

1 mm

10 11 12

2 mm

14

13

15 16
ACANTHACEAE

Justicia laevilinguis (Nees) Lindau

1 cm

3
5 cm

5
10 cm

6
2

Nome (s) comum (ns): Erva-de-peixe-boi, tabaco-de-peixe-boi.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul e do Norte (México).
Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, de até 1 m de altura1,2. Folhas
inferiores curto-pecioladas e superiores sésseis, opostas, oblongas a lanceoladas3-6,
pilosas em ambas as faces7,8. Caule densamente piloso em partes jovens9, a levemente
piloso e às vezes sulcado e anguloso nas partes mais velhas10, pode desenvolver
aerênquima quando alagado11; nós e entrenós bem delimitados; entrenós arroxeados.
Raízes adventícias abundantes nos nós e entrenós das partes alagadas12. Inflorescência
axilar13,14. Flores bilabiadas; cálice gamossépalo verde; corola gamopétala roxa,
manchada de branco na fauce15,16. Fruto cápsula, com deiscência esplosiva17-19; sementes
suborbiculares, aplanadas20,21.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Na várzea amazônica ocorre em lagos e margens
de rios em trechos de águas calmas22,23. Produz flor e fruto durante o ano todo.
Polinização por abelhas e vespas. Propaga-se por sementes ou pedaços da planta.
Dicas de identificação em campo: Na várzea amazônica também ocorre J. comata que
se distingue pela cor e tamanho da flor.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Wasshausen, 1995; Peichoto, 1998; Pott & Pott,
2000; Ezcurra, 2002; Guterres et al., 2008; Freitas et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 80 81

2 cm

7 8 9 10

5 mm

10 cm

11 12 13

15

16
5 mm
17 18 19

14

2 mm

20 21

22 23
ALISMATACEAE

Limnocharis flava (L.) Buchenau


2

5 cm

5 3
10 cm
5 cm

1 cm

1 8 4

Nome (s) comum (ns): Golfe, mureré.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na África,
Ásia e Oceania. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga,
Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, palustre, de 30 a 70 cm de altura1.
Folhas geralmente com a parte basal submersa, eretas, longo pecioladas2, elípticas
a obovadas3,4; pecíolo e bainha aerenquimatosos5-8. Caules carnosos e angulares;
rizomatosa. Raízes brancas, aerenquimatosas9. Inflorescência de 2 a 15 flores10,11;
pedúnculos mais longos que os pecíolos. Flores actinomorfas, hermafroditas; cálice com
3 sépalas verdes; corola com 3 pétalas amarelas, com a base mais escura12-17; brácteas
lanceoladas a ovadas. Fruto folículo, agregado, esférico18-21; sementes numerosas22.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre geralmente em águas
calmas de lagos com solos ricos em matéria orgânica, formando adensamentos27,28. Fase
jovem é submersa, florescendo emersa e frutificando submersa; sementes dispersas pela
água e por animais23,24. Propagação por sementes ou vegetativa por emissão de estolão25
ou desenvolvimento de novas plantas a partir da inflorescência26. Planta considerada
séria invasora de corpos de água na África, Ásia e Oceania.
Dicas de identificação em campo: Características como pecíolo longo e inflado, caule
trigono, e folhas ovadas a orbiculares ajudam a identificar esta espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Haynes & Holm-Nielsen,
1992; Junk & Piedade, 1993a; León & Encarnación, 1993; Pott & Pott, 2000; Lorenzi,
2008; Matias & Souza, 2011; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 82 83

2 cm

5 cm
10
11
12 13

15 16

5 mm

14

1 cm 22
17
18 2 cm

21
19
2 mm
20

2 cm

10 cm

25

23 24 26

27 28
ALISMATACEAE

Sagittaria sprucei Micheli

4
10 cm

5 cm

1 cm

10 cm
1 2 3

Nome (s) comum (ns): Mureru-grande, mureru-orelha-de-onça.


Distribuição: Região tropical. Nativa do norte da América do Sul. No Brasil ocorre
somente na região norte. Bioma: Amazônia.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, de até 50 cm de altura1. Folhas
grandes, simples, sagitadas, com nervação conspícua; pecíolo longo aerenquimatoso
lactescente2-5. Caule reduzido, rizomatoso, recoberto pelas bainhas foliares, lactescente.
Raízes adventícias aerenquimatosas, brancas, abundantes6. Inflorescência longa, simples
ou algumas vezes ramificada na base. Flores unissexuais, dispostas em verticilos ao
longo do escapo floral, actinomorfas, pequenas, trímeras; cálice verde, dialissépalo;
corola branca, dialipétala; flores femininas, sésseis7,8 são formadas primeiramente (na
base da inflorescência), posteriormente formam-se flores masculinas, pedunculadas9-11,
com estames amarelos12 e pistilóides esverdeados13. Fruto aquênio, agregado14,15.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Propaga-se por sementes.
Quando jovens as plantas podem ser submersas ou emersas e adultas são emergentes
ou ocasionalmente terrestres. Na várzea amazônica ocorre geralmente em depressões e
em margens de lagos16,17, desaparecendo com a cheia.
Dicas de identificação em campo: Diferencia-se de outras espécies do gênero por
possuir escapo mais inflado e flores femininas sésseis.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Sculthorpe, 1985; Junk,
1986; León & Encarnación, 1993; Junk & Piedade, 1993a; Haynes & Holm-Nielsen,
1994; 1995; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Matias & Irgang,
2006; Guterres et al., 2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 84 85

2 cm

7 8

10 5 mm

12

11

1 cm 1 mm

9 13

14

15
1 cm
5 mm

16 17
ASTERACEAE

Eclipta prostrata (L.) L.

1 cm

5 cm

1 2 3 4 5

5 mm
6 7 8 9

Nome (s) comum (ns): Agrião-do-brejo, cravo-brabo, erva-de-tago, falsa-margarida,


surucuína.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta ou subprostrada, bastante
ramificada, de até 1 m de altura1. Folhas simples, opostas cruzadas, com grande
plasticidade no formato das folhas que vão de elípticas a lanceoladas, lisas a
serrilhadas2-5, híspidas em ambas as faces6,7. Caule arroxeado, carnoso, levemente
pubescente8,9. Raiz pivotante, apresentando raízes adventícias em abundância e caule
aerenquimatoso quando alagada10-13. Inflorescência axilar, constituída de 2 a 3 capítulos;
pedúnculo longo, verde a avermelhado com pilosidade branca14-16. Flores brancas17;
flores do raio femininas com corola ligulada18; flores do disco hermafroditas com corola
tubular19. Infrutescência imatura esverdiada20. Fruto cipsela, levemente comprimido21-24.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Ocupa uma ampla gama de habitats. Na várzea
amazônica ocorre geralmente em áreas alteradas mais elevadas com alta sedimentação25,
ou ainda sobre troncos flutuantes e matupás26. Propaga-se principalmente por sementes
que podem durar muitos anos no solo e por pedaços da planta.
Dicas de identificação em campo: Espécie com ampla variação morfológica, porém,
características como a grande quantidade de ramificações, caules arroxeados e capítulos
peculiares ajudam na identificação da espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Kissmann
& Groth, 1992; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; Pruski, 1997; Pott & Pott, 2000;
Moraes et al., 2007; Lorenzi, 2008; Moreira & Bragança, 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 86 87

5 mm
13

1 cm

11 12

10

5 mm

3 cm

15 17

5 mm

14 16 18 19
5 mm 0,5 mm

20 21 22 23 24

25 26
ASTERACEAE

Gymnocoronis spilanthoides DC.

2 3 4

5 cm

10 cm

1 cm
5 6
1

Nome (s) comum (ns): Chá-do-senegal.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul, introduzida na Ásia e Austrália.
Ocorre em quase todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica,
Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, aromática, de 1 a 2 m de altura1.
Folhas opostas, simples, ovado-lanceoladas2-4, margens das folhas serrilhadas5,6. Caule
anguloso, verde-claro, oco, aerenquimatoso, com lenticelas lineares, verde-escuras e
intenso enraizamento quando submersos7-10. Raízes aerenquimatosas11,12. Inflorescência
em capítulos terminais, globosos13,14; brácteas involucrais verdes15. Flores tubulares,
esverdeadas; estigmas brancos16,17. Infrutescência globosa18. Fruto aquênio19.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre em águas calmas ou
correntes em ambientes com alta sedimentação, podendo formar densas touceiras20,
encontrada também em mátupas21. Propagação por sementes e vegetativa por pedaços
do caule. Planta com potencial invasor devido ao rápido crescimento e formação de
aglomerados.
Dicas de identificação em campo: Gênero monoespecífico no Brasil. Características
como caule lenticelado, raízes esponjosas e capítulos globosos e brancos ajudam a
diferenciar esta espécie de outras Asteraceae.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; Pott & Pott, 2000; Panetta, 2010;
USDA, 2012; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 88 89

7
1 cm

8 9 10

5 cm

12

5 cm

11 13

15 18

1 cm

5 mm
17 5 mm
14 16 19

20 21
COMMELINACEAE

Commelina schomburgkiana Klotzsch ex Seub.

1 cm

5 cm
4

Nome (s) comum (ns): Maria-mole, trapoeraba, taboquinha.


Distribuição: Região tropical. Nativa do Norte da América do Sul. No Brasil ocorre
no norte, nordeste, centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e
Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, enraizada ou flutuante em ilhas
flutuantes, ereta de base prostrada, de 20 a 80 cm de altura1. Folhas alternas,
alongadas2,3; bainha fechada com tricomas nas margens4,5. Caule cilíndrico,
aerenquimatoso6-8; nós bem evidentes. Raízes adventícias nos nós em plantas alagadas9.
Inflorescência pedunculada, envolvida por espata verde10-12. Flores trímeras; cálice
com sépalas esverdeadas; corola com pétalas unguiculadas, azuis claras a lilases,
expandidas13,14. Fruto cápsula15,16.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas17,18. Propagação por pedaços da
planta e eventualmente por reprodução sexuada. As flores desta família não possuem
nectários, atraindo poucos polinizadores que procuram pólen, como abelhas e moscas.
Abundante nas margens de rios com águas correntes e também em águas paradas.
Dicas de identificação em campo: As espécies de Commelina são bastante confundidas
em campo. C. schomburgkiana se diferencia por apresentar colmos mais robustos que
outras espécies ocorrentes na Amazônia.
Referências: Faden, 1992; Pott & Pott, 2000; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 92 91

5 mm

1 cm
8 2 cm
7

12
5 mm

5 mm

10 11

13

1 cm

16
3 mm

14 15

17 18
ASTERACEAE

Pacourina edulis Aubl.

3 cm

4
5
5 cm
3 6

10 cm

1 2

Nome (s) comum (ns): Pacurina.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul e Central. No Brasil
ocorre no norte, centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, pouco ramificada, de 0,5 até 3
m de altura1. Folhas alternas, sésseis ou quase, ovada-oblongas2,3; margens dentadas4-6,
com pequenos acúleos pontiagudos. Caule com base engrossada e tecido esponjoso
(aerênquima) quando na água7-10. Raízes adventícias aerenquimatosas abundantes na
base do caule alagado11. Inflorescência em capítulos sésseis ou subsésseis, opostos à
axila das folhas12,13; invólucros simples, verde com as margens brancas14. Flores tubulares
rosas15,16. Fruto aquênio, semitorcido, com um anel cartilaginoso no topo que encerra
um papus em anel de pelos caducos17-19.
Aspectos ecológicos: Anual. Na Amazônia ocorre às margens de lagos pouco profundos
e em áreas perturbadas, em vegetação flutuante ou solos argilosos20-22. Frequentemente
com formigas no interior do caule. Polinizada por abelhas.
Dicas de identificação em campo: Gênero monoespecífico, com inflorescências
facilmente identificáveis no campo devido à sua singularidade.
Referências: Barroso, 1947; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996;
Pott & Pott, 2000; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 90 91

3 mm

5 mm

1 cm
9

7 8 10 11

1 cm

14 16

5 cm
12 13

15

1 cm

3 mm

17 18 19

20 21 22
CYPERACEAE

Cyperus odoratus L.

1 cm

10 cm

1 3

Nome (s) comum (ns): Capim-de-cheiro, junquinho, junça, pirí, tiriricão, três-quinas.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, de 30 a 80 cm de altura1. Folhas
com lâminas lineares, planas, discolores2. Caules trigonos, lisos, verdes, brilhantes3,4..
Rizomas curtos e cespitosos5. Folhas involucrais de comprimento variável6. Inflorescência
em antelas compostas, com até 12 raios primários, os raios menores têm apenas
uma espiga terminal, e os maiores com até 6 raios secundários7,8; espigas cilíndricas;
espiguetas lineares, aciculares9. Fruto núcula, elipsóide-trígono e alongado.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas10,11. Ocorre em áreas de várzea
com alta sedimentação, tolerando sombreamento moderado. Reprodução por sementes
e por rizomas. Considerada invasora de culturas de arroz irrigado.
Dicas de identificação em campo: Na fase de maturação pode ser identificada e
diferenciada de outras espécies pela presença de estruturas globosas e eriçadas de
espiguetas lineares, além das folhas discolores.
Referências: Fanshawe, 1954; Aranha & Pio, 1982; Junk, 1986; Kissmann, 1991; Junk &
Piedade, 1993a; Bryson & Carter, 2008; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 94 95

2 cm

10 cm

5 6

5 cm

2 mm

2 cm

9
8
7

10 11
CYPERACEAE

Oxycaryum cubense (Poepp. & Kunth) Lye

1 cm

10 cm

1 2 3 4 5

Nome (s) comum (ns): Baceiro, capim-de-capivara, pirí.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas e África. Ocorre em
todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, enraizada sobre outras plantas
podendo formar ilhas flutuantes com a subida das águas1-3, de 25 a 60 cm de altura.
Folhas agrupadas na base do caule, lineares, conduplicadas; margens e nervação
escabra4,5; lígula densamente pilosa, com margem ciliada. Caules flutuantes, eretos
ou decumbentes, triangulares6, lisos, glabros; cespitosa-rizomatosa, estolonífera7,8.
Inflorescência terminal, umbeliforme9,10; espiguetas agrupadas em capítulos
compactados sobre 3 a 10 pedúnculos de tamanhos desiguais11,12; na variedade O.
cubense var. paraguaiensis forma-se apenas um capítulo por escapo13,14; 2 a 4 bractéolas
por espigueta; brácteas foliáceas geralmente mais largas que a inflorescência; glumas
ciliadas decíduas. Flores bissexuais. Fruto aquênio, plano-convexo ou subcilíndrico, com
o ápice acuminado.
Aspectos ecológicos: Perene. O. cubense depende de outras espécies para colonização
(Pistia stratiotes, Salvinia auriculata, dentre outras)15,16 e depois passar a ser dominante,
podendo formar grandes aglomerados monoespecíficos17,18 e ilhas flutuantes. Floresce
quase o ano todo. Propagação por sementes e vegetativa por rizomas. Dispersa pelo vento,
pássaros e pela água. Planta considerada em alguns casos invasora de ambientes aquáticos.
Dicas de identificação em campo: Características como formato das inflorescências,
espiguetas hemisféricas e a presença de estolões abundantes formando aglomerados
monoespecíficos ajudam a diferenciar a espécie de outras Cyperaceae.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Junk, 1986; Haase & Beck, 1989;
Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996; Pott & Pott, 2000; Santos &
Thomaz, 2007; Bryson & Carter, 2008; Bryson et al., 2008; Leite et al., 2009; Lot et al.,
2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 96 97

6 7

1 cm
8

11

1 cm 10

7 mm 1 cm

12 13 14

16
15

17 18
CYPERACEAE

Scleria gaertneri Raddi

1 cm

30 cm

3 4
2

Nome (s) comum (ns): Capa-cachorro, cortadeira-branca, navalha-de-macaco.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta1,2, de até 2 m de altura. Folhas
com lâmina linear, glabra na face superior3, levemente pilosa na face inferior, margem
escabra, cortante; bainhas verdes ou vináceas, aladas4; contralígulas triangulares com
ápice agudo5. Caules trígonos6 com arestas escabrosas. Cespitoza-rizomatosa. Raízes
fasciculadas7,8. Inflorescência de 2 a 3 panículas estreitas, rígidas e eretas, uma terminal
guarnecida de uma bráctea involucral e as outras axilares9,10. Espiguetas isoladas ou
geminadas. Fruto aquênio, globoso, liso, predominantemente glabro, quando imaturo
é verde11, passando a castanho e branco quando seco; núculas globosas muito duras,
superfície lisa, coloração escura, brilhante.
Aspectos ecológicos: Perene. Planta comum em áreas degradadas e cursos de água,
muitas vezes considerada daninha. Ocorre preferencialmente em áreas úmidas e
sombreadas12,13, sobrevivendo a queimadas. Propagação por sementes e multiplicação
dos rizomas. Monoica, floresce e frutifica o ano todo.
Dicas de identificação em campo: Difere de outras espécies do gênero por um
conjunto de características como caules e folhas de margens cortantes, bainha alada,
inflorescência com panículas estreitas, rígidas e frutos globosos, lisos.
Referências: Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott, 2000; Lorenzi, 2008;
Ahumada & Vegetti, 2009; Longhi-Wagner et al., 2010; Affonso, 2012; Ritter, 2013;
Affonso et al., 2015.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 98 99

8
2 cm

2 cm

5 7

1 cm
9

10 11

12 13
FABACEAE

Aeschynomene ciliata Vogel

4 5
5 mm

7 8

5 mm
2 cm
10 cm 1 2 3 6

Nome (s) comum (ns): Carrapicho, corticinha.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte, nordeste,
centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva a subarbusto palustre, anfíbia, ereta, de até 1,2
m de altura1. Folhas compostas2,3; folíolos oblongos4-5, margem serrilhada e ciliada
com tricomas6; estípula peltada, ovada7,8, ciliada com tricomas9. Caule com tricomas
pegajosos10, oco11. Raízes adventícias abundantes na base caulinar, aerenquimatosa
durante o alagamento12,13. Inflorescência axilar; pedicelo híspido14,15. Flores com cálice
bilabiado; corola amarela com estrias avermelhadas e estandarte orbicular; bráctea e
bractéola ovadas com margens serradas e ciliadas16-19. Fruto lomento, castanho claro
com ambas as margens inteiras a subinteiras, com tricomas longos (visíveis nos frutos
imaturos)20; sementes reniformes, lisas e enegrecidas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde desaparece com a subida das águas. Comum em beiras de lagos e em
águas calmas a pleno sol21,22. Propaga-se por sementes e por enraizamento de pedaços
da planta. Seus tricomas podem funcionar como defesa contra insetos.
Dicas de identificação em campo: A. ciliata diferencia-se de outras Aeschynomene por
apresentar tricomas glandulares ao longo da superfície dos ramos, folhas, flores e frutos.
Referências: Cook et al., 1974; Rodríguez, 1990; Pott & Pott, 2000; Lima et al., 2006;
Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 100 101

1 cm 11 10 12 13

5 mm

17

16
14 15

1 cm

18
19 20

21 22
FABACEAE

Aeschynomene rudis Benth.

5 mm
1 cm
10 cm

5 6

1 5 mm

3 4
7 8

5 cm
2

Nome (s) comum (ns): Angiquinho, corticeira, pinheirinho, maricazinho, paquinha.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva a subarbusto palustre ou aquática, anfíbia ou flutuante
livre emersa, base ramificada, inicialmente ereta passando a decumbente na fase
aquática, de 0,5 a 1,5 m de altura1,2. Folhas compostas, sensitivas, paripinadas, com até
20 pares de folíolos3,4; folíolos membranosos, elíptico-oblongos, lisos, verdes5,6; estípulas
peltadas7-9. Caule oco na fase aquática10,11. Raízes adventícias filiformes ao redor de todo
o caule flutuante12. Inflorescência em racemos axilares, flexuosos com 1 a 6 flores13.
Flores com cálice bilabiado, campanulado; corola papilionada, amarelo-alaranjada com
estrias avermelhadas14-16. Fruto lomento, com margem superior inteira e inferior crenada,
com uma linha central de projeções irregulares17-21; sementes com superfície lisa e
enegrecida22.
Aspectos ecológicos: Anual. Comum em beiras de lagos e em águas calmas a pleno
sol, com populações esparsas, porém continuas, podendo formar ilhas flutuantes23,25.
Propaga-se por sementes que possuem longa viabilidade. Considerada invasora em
lavouras de arroz.
Dicas de identificação em campo: Características como caule oco, margem inferior do
fruto crenada e com projeções peculiares, além das raízes adventícias peculiares, ajudam
a distinguir esta espécie de outras Aeschynomene.
Referências: Cook et al., 1974; Rodríguez, 1990; Kissmann & Groth, 1992; Junk &
Piedade, 1993a; Cook, 1996; Pott & Pott, 2000; Lima et al., 2006; Lorenzi, 2008; Ritter,
2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 102 103

5 mm
1 cm

12
11
9 10

2 mm

13 14 15 16

21
1 cm 17 18

3 mm 22

19 20 23

24 25
FABACEAE

Aeschynomene sensitiva Sw.


4 5

5 mm
1 cm

6 7

5 mm

2 3 8

10 cm
1

Nome (s) comum (ns): Angiquinho, corticeira, maricazinho, paquinha, pinheirinho,


tintarana.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas e África. Ocorre em
todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Arbusto a subarbusto palustre, anfíbia, de até 2 m de altura1.
Folhas compostas2,3, sensitivas; folíolos elíptico-oblongos, base pouco assimétrica, com
apenas a nervura mediana visível4,5; estípulas lanceoladas, peltadas6-8. Caules verdes a
avermelhados; parte superior cilíndrica com tricomas esparços9; parte inferior engrossada
com formação de tecido aerenquimatoso, lenticelas10 e raízes adventícias11,12 quando
em contato com a água. Inflorescência axilar, guarnecida de bractéolas e recoberta
por tricomas13. Flores com cálice de lábios inteiros ou quase; corola amarela a amarelo-
amarronzada, com veias escuras14-16. Fruto lomento, levemente arqueado, com tricomas
esparços, negro na maturação, verrucoso, margem superior reta e inferior crenada17-19;
sementes reniformes, superfície lisa, enegrecida.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre em beiras de lagos,
ilhas flutuantes e margens de rios a pleno sol, em diferentes tipos de solos20-22. Propaga-
se por rebrota do caule e por sementes dispersas pela água. Importante fixadora de
nitrogênio. Considerada daninha em alguns cultivares.
Dicas de identificação em campo: Se distingue de outras Aeschynomene por apresentar
a base caulinar robusta, com lenticelas brancas e raízes escoras, além de flores menores
com lábios inteiros.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Rodríguez, 1990; Brandão, 1992;
Kissmann & Groth, 1992; Junk & Piedade, 1993a; b; 1997; Pott & Pott, 2000; Lima et
al., 2006; Souza et al., 2012; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 104 105

2 cm 11

9 10 12 13

14 15 16

2 mm

17
5 mm

18

20 19

21 10
22
FABACEAE

Chamaecrista nictitans (L.) Moench


3 mm 5
1 mm
1 cm

20 cm

1 2 3 7

Nome (s) comum (ns): Falsa-dormideira, falsa-sensitiva, mata-pasto, fedegoso-de-folha-


miúda.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Ásia.
Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e
Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva a subarbusto palustre, anfíbia, ereta, de 0,5 a 1 m
de altura1. Folhas alternas, compostas2,3; folíolos linear-oblongos a oblongo-obovais,
cartáceos, ligeiramente discolores, glabros a curtamente pilosos na face abaxial, base
assimétrica, margem ciliada4,5; nectários extraflorais sésseis, arroxeados próximos à
base do pecíolo; estípulas triangulares a lanceoladas, persistentes6,7. Caule ramificado
apenas na base; ramos pilosos7. Raiz pivotante, presença de nódulos8. Inflorescência em
fascículos de 1 a 4 flores, supra-axilares, sésseis ou pedunculadas9. Flores com cálice de
sépalas ovais a lanceoladas; corola com pétalas amarelas10-12. Fruto legume, com falsos
septos entre as sementes13-18; sementes retangulares, lateralmente comprimidas19.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre na fase terrestre podendo tolerar certo grau de
inundação20-22. Pode sobreviver à cheia sobre troncos e outras estruturas flutuantes.
Propaga-se por sementes. Considerada planta invasora em áreas perturbadas.
Dicas de identificação em campo: A presença do nectário extrafloral próximo à base
do pecíolo e o formato peculiar do fruto são caracteres diferenciais. A espécie é muito
polimórfica, com muitas variedades reconhecidas. Aqui é colocada a descrição da C.
nictitans var. praetexta (Vogel) H.S. Irwin & Barneby.
Referências: Haase & Beck, 1989; Kissmann & Groth, 1992; Junk & Piedade, 1993a;
Camargo & Miotto, 2004; Lorenzi, 2008; Dantas & Silva, 2013; Ritter, 2013; Lewin, 2015.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 106 107

12

5 mm
10

3 mm
8 11

1,5 cm
5 cm

1 cm

14
13 15 16 17 18

5 mm

19 20

21 22
FABACEAE

Mimosa dormiens Humb. & Bonpl. ex Willd.

2 cm

2 4 5

10 cm
2 mm

6 7

Nome (s) comum (ns): Dorme-dorme, dormideira, malícia-da-várzea, sensitiva.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte e nordeste.
Bioma: Amazônia.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta ou difusamente ramificada1,2, de
até 1,5 m de altura. Folhas compostas, bipinadas, pulvinuladas; espícula acicular entre
pares de folíolos, na ráquis e no pecíolo3,4; foliólulos com lâmina linear, obtusa5-7; estípula
ereta, persistente, setosa-ciliada8. Entrenós caulinares com acúleos9. Raiz pivotante10.
Inflorescência em capítulos, axilar ou terminal, globular11-13. Flores tetrâmeras, bissexuais;
cálice obsoleto; corola campanulada, filetes finos, liláses14. Fruto craspédio, séssil,
pubescente15-17; sementes de 2 a 3 por vagem, com testa olivácea, lustrosa18.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre sempre associada
a ambientes aquáticos, em áreas abertas com alta luminosidade19,20. Espécie sensitiva,
fechando as pinas frente à perturbação. Possui curtos tricomas nos artículos dos frutos
que podem se prender aos pelos de animais e também facilitar a flutuação na água,
ajudando assim na dispersão.
Dicas de identificação em campo: Características como hábito de vida, presença de
acúleos e vagens reduzidas a 2 e excepcionalmente 3 segmentos ajudam a diferenciar
esta espécie de outras Mimosa.
Referências: Junk, 1986; Barneby, 1991; Kissmann & Groth, 1992; Junk & Piedade,
1993a; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 108 109

5 mm

3 cm

8 9 10

3 mm

5 mm

11 12 13 14

5 mm
1 cm

15 16 17 18

19 20
FABACEAE

Sesbania exasperata Kunth

3 cm

1 cm

4 5

2 3

1 6 7

4 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Cássia-do-brejo, fedegosa, fedegoso-do-brejo, mangeriroba.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Herbácea ou arbusto palustre, anfíbia, ereto, de 1 a 3 m
de altura1. Folhas compostas, alternas, espiraladas, paripinadas; folíolos subopostos,
numerosos2,3, oblongos, de ápice mucronado4,5; estípula lanceolada, caduca6-8. Caule
jovem glabro, cilíndrico, altamente fibroso9,10. Inflorescência em racemo, axilar, laxa,
mais curta que as folhas11,12; pedúnculo curto. Flores com pétalas unguiculadas,
amarelas13; estandarte dorsalmente variegado, reflexo, com traço vermelho na
base; cálice campanulado14-16. Fruto legume, cilíndrico, glabro, de 20 a 30 cm de
comprimento17,18; sementes numerosas, oblongas, castanhas, com a testa lisa.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Planta pioneira, muito frequente
em ambientes aquáticos. Caule ramificado basalmente19 que durante a enchente
forma aerênquima e raízes adventícias abundantes20-25. Na Amazônia é muito comum
em margens de lagos e em áreas perturbadas de sedimentação intensa26,27. Vigorosa
propagação por sementes. Considerada invasora de corpos de água, principalmente
lavouras de arroz.
Dicas de identificação em campo: Características como aspecto esguio e flexível da
planta e caule muito fibroso ajudam a identificar a espécie.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Monteiro, 1994; Junk & Piedade, 1997; Aymard et al.,
1999; Pott & Pott, 2000; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 110 111

3 mm

2 cm

10

12
1 cm

1 cm

8 9 11 13

2 mm

5 cm

18

14 15 16 17 19

20

21 22 23 24 25

26 27
LINDERNIACEAE

Lindernia crustacea (L.) F.Muell.

5 mm

5 cm
3 4 5

Nome (s) comum (ns): douradinha-do-campo, douradinha-do-pará, orelha-de-rato


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. No Brasil ocorre no norte, nordeste,
centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, ereta, de até 8 cm de altura1,2. Folhas
opostas, ovais, glabras, margem denteada3,4, com pontuações glandulares em ambas as
faces (mais evidentes na abaxial5); pecíolos curtos. Caules quadrangulares, verdes até
arroxeados6; estolonífera. Raiz pivotante, enraizando nos nós inferiores7. Flores solitárias,
axilares8; cálice tubular, piloso nos ângulos9; corola com pétalas lilases com as partes
superiores esbranquiçadas, pétala inferior amarela na base10; pedicelo ereto e tetrangular.
Fruto cápsula, subelipsoide11-13; sementes elipsoides com uma projeção cuticular.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde desaparece com a subida das águas. Ocorre preferencialmente em
solos arenosos úmidos com matéria orgânica, tolerando certo grau de inundação14-16.
Propaga-se por sementes ou por pedaços da planta que se enraízam. Floresce e frutifica
o ano todo.
Dicas de identificação em campo: Características como pétalas lilases, margem da folha
denteada e o hábito reptante ajudam a diferenciar esta espécie de outras Lindernia.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; Haase & Beck, 1989; Souza & Giulietti,
1990; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; Lewis, 2000; Pott & Pott, 2000; Furtado et
al., 2012; Liang et al., 2012; Ritter, 2013; Scatigna & Mota, 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 112 113

1,5 cm

6 7 8

3 mm

5 mm

9 10 11 12

13 14

15 16
LINDERNIACEAE

Lindernia dubia (L.) Pennell

3 mm

5 cm

2 3

1
4

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Nativa das Américas, introduzida
em grande parte do mundo. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia,
Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, delicada, com cerca de 10 cm de altura1.
Folhas opostas, glabras em ambas as faces, sésseis, membranáceas, lanceoladas até
suborbiculares, folhas perto da base são maiores2-4. Caules prostrados ou ascendentes,
verdes, quadrangulares, muito ramificados, glabros5; estolonífera. Raízes adventícias nos
nós6. Flores solitárias, axilares; pediceladas7; cálice actinomorfo; corola branco-arroxeada a
púrpura8-10. Fruto cápsula, oval a oblongo11-13; sementes oblongas, numerosas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre preferencialmente em
solos arenosos, descobertos ou com lâmina de água rasa, onde pode cobrir grande parte
da superfície14,15. Propaga-se por sementes ou por pedaços da planta que se enraízam.
Considerada planta daninha em algumas culturas e em cursos de água.
Dicas de identificação em campo: Características como pétalas branco-arroxeadas,
morfologia das folhas (sésseis) e o hábito reptante ajudam a diferenciar esta espécie de
outras Lindernia.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; 1996; Lewis, 2000; Pott & Pott, 2000;
Lorenzi, 2008; Liang et al., 2012; Šumberová et al., 2012; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 114 115

1 cm

5 6 7 8

5 mm 3 mm

12
11
10
9 13

14 15
ONAGRACEAE

Ludwigia decurrens Walter

2 cm

1 cm

10 cm

6
1 2 3 4 5

Nome (s) comum (ns): Cruz-de-malta.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na África,
Ásia e Europa. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica,
Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto palustre, anfíbia, ereta, ramificada,
glabra, de 0,3 a 2 m de altura1. Folhas alternas, elípticas a lanceoladas, decorrentes,
verdes às vezes avermelhadas2-5. Caule alado, com 4 ângulos de coloração verde ou
avermelhada6, descamando na porção central em direção à base7,8. Raiz pivotante, com
pneumatóforos aerenquimatosos quando alagadas9,10. Flores solitárias, vistosas11,12,
sésseis; cálice com 4 sépalas, verdes, glabras; corola com 4 pétalas, amarelas13-20. Fruto
cápsula, angulado, glabro, quando imaturo verde ou avermelhado21-23, passando a
marrom quando maduro24; sementes plurisseriadas em cada lóculo25,26.
Aspectos ecológicos: Anual. Planta colonizadora de ambientes abertos, característica
de solos úmidos como margens de lagos, rios e outros corpos de água a pleno sol27,28.
Na várzea, além de ocorrer nas margens dos rios, pode se desenvolver sobre vegetação
flutuante e em áreas de intensa sedimentação. Propaga-se por sementes. Considerada
daninha em algumas culturas agrícolas.
Dicas de identificação em campo: O caule e os frutos alados diferenciam L. decurrens
de outras espécies de Ludwigia.
Referências: Raven, 1963; Cook et al., 1974; Jones Jr., 1974; Eyde, 1978; Dolan &
Sharitz, 1984; Cook, 1985; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; Junk &
Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Zardini & Raven 2003; Sanclemente & Peña, 2008;
Sakpere et al., 2010; Bertuzzi et al., 2011; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 116 117

2 cm 7

3 cm

3 cm
8 9 10

13 15
1 cm
1cm 1cm 1 cm

21 23
14 16
11

2 mm

22 24

17 19
5 mm
1cm 1cm

26

12 18 20 25

27 28
ONAGRACEAE

Ludwigia leptocarpa (Nutt.) H.Hara

1 cm

30 cm

2 3 4
5
1

Nome (s) comum (ns): Cruz-de-malta, florzeiro, salgueiro-flutuante, tintarana.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na África.
Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto palustre, anfíbia, ereta, muito ramificada,
de 0,4 a 1 m de altura1. Folhas alternas, estreito-elípticas a lanceoladas, pilosidade
esparsa com tricomas curtos distribuídos principalmente sobre as nervuras, ou glabras;
curto-pecioladas2-4. Caule com alas pouco aparentes, hirsuto, com 4 ângulos, de
coloração verde ou avermelhada5; base caulinar de plantas alagadas desenvolvem
arênquima6,7 além de pneumatóforos aerenquimatosos8. Flores solitárias vistosas9;
pedúnculo com tricomas esparsos; sépalas com tricomas esparsos na face adaxial, verdes
podendo tornar-se avermelhadas10; corola com 5 pétalas amarelas11 (eventualmente
6 pétalas12). Fruto cápsula alongada, com 5 ângulos, verde ou avermelhado, tricomas
esparsos13; sementes unisseriadas em cada lóculo.
Aspectos ecológicos: Perene de vida curta em locais com pouca variação do nível
da água, anual na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Planta
colonizadora de ambientes, característica de solos úmidos como margens de lagos,
rios e outros corpos de água. Na várzea ocorre principalmente nas margens de rios e
lagos, pode também se desenvolver sobre vegetação flutuante e em áreas de intensa
sedimentação14,15. Propaga-se por sementes e por enraizamento de partes do caule.
Considerada daninha em algumas culturas agrícolas.
Dicas de identificação em campo: Planta muito polimorfa. Diferencia-se de outras
espécies de Ludwigia pelo caule e frutos angulados e flores pentâmeras.
Referências: Raven, 1963; Cook et al., 1974; Jones Jr., 1974; Eyde, 1978; Dolan &
Sharitz, 1984; Sculthorpe, 1985; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; Pott & Pott,
2000; Zardini & Raven 2003; Lorenzi, 2008; Bertuzzi et al., 2011; Moreira & Bragança,
2011; Ritter, 2013; Costa et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 118 119

8
1 cm

6 7 9

1 cm

10 11 12 13

14 15
SPHENOCLEACEAE

Sphenoclea zeylanica Gaertn.

2 cm

10 cm

1 cm

1 2 3 4 5

Nome (s) comum (ns): Majuba.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Originária da Ásia, introduzida nas Américas,
sul da África e diversas ilhas oceânicas. Ocorre no norte, nordeste, centro-oeste e
sudeste do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou subarbusto palustre, anfíbia1, ereta, de 0,2 a até 2
m de altura. Folhas simples, alternas, espiraladas, ovais a oblongo-elípticas2,3, glaucas,
glabras. Caule verde, glabro4, oco, com tecido aerenquimatoso interno5. Raízes adventícias
aerenquimatosas, brancas, abundantes na base do caule6,7. Inflorescência em espiga,
terminal8, compacta, afinada em direção ao ápice; pedúnculo de 6 cm. Flores envoltas por
1 bráctea e 2 bractéolas; cálice em tubo cupular, persistente, côncavo, verde pálido; corola
branca, 5-lobos oval-triangulares9. Fruto cápsula, imaturo verde10-12; maduro globoso,
cartáceo, deiscência circuncisa13-15; sementes oblongas, marrom-claras16.
Aspectos ecológicos: Anual. Na várzea amazônica ocorre na fase terrestre do
ciclo hidrológico, em margens de rios, lagos e áreas de intensa sedimentação17,18;
podendo formar aglomerados e tolerar certo grau de inundação19. Propaga-se apenas
por sementes. Sua distribuição atual segue o cultivo de arroz pelo mundo, sendo
considerada invasora desta cultura.
Dicas de identificação em campo: Características como a coloração e formato das
folhas, e o formato da inflorescência ajudam a identificar a espécie.
Referências: Tidestrom, 1913; Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Junk & Howard-
Williams, 1984; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a;
Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Lorenzi,
2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 120 121

1 cm

7
2 cm
6 8

11

3 mm 12
14
5 mm
1 cm

15

2 cm

9 10 13 1 mm 16 17

18 19
THELYPTERIDACEAE

Cyclosorus interruptus (Willd.) H. Ito

5 mm 4

1 1 cm
10 cm

10 cm
2 3
5

Nome (s) comum (ns): Samambaia-do-brejo.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todas as regiões do
Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia1. Frondes de 0,7 a 1,4 m de
comprimento, espaçadas; lâmina pinada, triangular, linear, cartácea a membranosa2;
tricomas glandulares na face abaxial da lâmina e veias; estipe marrom-claro, glabra;
raque com tricomas aciculares na face adaxial; pina linear-subelíptica, ápice agudo,
base subcuneada, margem crenada3, pubescência escassa na veia central superior4,5.
Rizomatosa, com rizoma amplamente rastejante, muitas vezes ramificado, preto,
glabrescente a glabro6-8. Soros circulares com indúsio orbicular a reniforme, piloso ou
glabro, visível somente nos soros imaturos9; soros maduros confluentes parecendo um
cordão de esporângios contínuo10,11.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocupa principalmente áreas de deposição recente,
distribuindo-se em manchas onde pode ser dominante; adapta-se bem a pleno sol
ou na sombra12,13. Comum nas bordas de matupás. Propaga-se por via sexuada e
vegetativamente por rizomas.
Dicas de identificação em campo: Características como rizoma longo, rastejante com
pubescência escassa e tricomas glandulares na face abaxial da superfície da lâmina da
fronde ajudam a diferenciar esta espécie de outras espécies semelhantes de Thelypteris e
Meniscium.
Referências: León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Farias &
Xavier, 2011; Ponce et al., 2013; Ritter, 2013; Almeida et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 122 123

2 cm 9

10

1 cm

8 11

1 mm

1 cm

12 13
THELYPTERIDACEAE

Meniscium serratum Cav.

2 cm

10 cm

1 2

5 cm 3 4

5 mm

5 6

Nome (s) comum (ns): Samambaia-d’água.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia1. Frondes de 0,3 a 2,4 m de
comprimento, com 9-22 pares de pinas gradualmente reduzidas em direção ao ápice;
lâmina pinada, lanceolada; estipe e raque com pubescência escassa2; pinas sésseis
a longamente pecioladas, elípticas a lanceoladas, base arredondada ou cuneada,
margens leve a fortemente serreadas, ápice geralmente agudo3-6. Caule longo-reptante;
rizomatosa, com rizoma recoberto por cabeleira de raízes adventíceas7-9. Pinas férteis
levemente dimorfas, sendo mais estreitas10 que as estéreis; Soros oblongos a lineares,
dispostos sobre as nervuras terciárias das pinas; indúsio ausente11,12.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocupa principalmente áreas de deposição recente;
desenvolve-se bem a pleno sol ou sombreada. Propaga-se por via sexuada e
vegetativamente por rizomas e pela formação de plântulas a partir de gemas foliares13.
Na amazônia ocorre preferencialmente sobre matupás14,15.
Dicas de identificação em campo: Distingue-se de outras espécies de Meniscium
ocorrentes no Brasil pelas pinas com margens serreadas.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; 1997; Salino & Semir, 2004; Barros & Xavier, 2013;
Ritter, 2013; Fernandes et al., 2014; Almeida et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 124 125

5 cm
9

10

2 cm

7 8

2 mm

13
11 12

14 15
VERBENACEAE

Phyla betulifolia (Kunth) Greene

1 cm

5 cm

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no
norte, nordeste, centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva palustre, anfíbia, de até 50 cm de altura1. Folhas
opostas, com lâminas ovoides, cartáceas, base decorrente, margem serrada com dentes
mucronados; pecíolo com 1 a 2 cm2,3; venação proeminente na face inferior, pubescente
em ambas as superfícies4,5. Ramos pilosos6, decumbentes, com a base da planta mais
lenhosa; enraizamento nos nós7. Inflorescência axilar, de 1 a 3 por axila, congesta,
inicialmente globosa alongando-se conforme a maturação e formação dos frutos8-11.
Flores com cálice lobado, com tricomas curtos glandulares; corola geralmente branca
ou púrpura; brácteas florais elípticas12. Fruto esquizocarpo (núculas), seco, amarelado a
marrom, obovoide com ápice alongado13, incluido no cálice persistente.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde desaparece com a subida das águas. Ocorre em margens de rios e em
vegetação aberta, principalmente em áreas perturbadas de alta sedimentação, tanto em
solos pobres quanto férteis14,15. Tolera certo grau de inundação.
Dicas de identificação em campo: Folhas pecioladas e ovoides, com margem serrada
com dentes mucronados, são características que ajudam a distinguir P. betulifolia de
outras Phyla.
Referências: Junk & Piedade 1993a; Aymard, 2005; O’Leary & Múlgura, 2012; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 126 127

2 cm

5 mm

4 5 6 7

5 mm

9 10

12 13

8 11 1 mm 0,5 mm

14 15
8. HERBÁCEAS FIXAS COM CAULES FLUTUANTES

a b
1m

FIGURA 10 - AMARANTHACEAE: a. Alternanthera aquatica (pág. 130/131); b. Alternanthera


philoxeroides (pág. 132/133); ARALIACEAE: c. Hydrocotyle ranunculoides (pág. 134/135);
CONVOLVULACEAE: d. Ipomoea aquatica (pág. 136/137);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 128 129

FABACEAE: e. Neptunia oleracea (pág. 138/139); f. MARSILEACEAE: Marsilea crotophora (pág.


140/141); PONTEDERIACEAE: g. Eichhornia azurea (pág. 142/143); h. Pontederia rotundifolia
(pág. 144/145).
AMARANTHACEAE

Alternanthera aquatica (D.Parodi) Chodat

2 cm

1 2 3
2 cm

Nome (s) comum (ns): Batatarana.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul. Ocorre em todas
as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante ou flutuante livre
emersa1. Folhas simples, opostas, obovadas, margem inteira, base decorrente2,3.
Caule cilíndrico, piloso e oco; nós e entrenós bem definidos de onde saem as raízes4.
Inflorescência emersa, em espiga terminal5; pedicelo de 2 a 4 cm6. Flores com 5 tépalas
brancas7,8. Infrutescências submersas9. Fruto utrículo, indeiscente; sementes minúsculas.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Na várzea amazônica é encontrada geralmente
em águas calmas de lagos. Começa a vida enraizada, podendo crescer conforme a
subida das águas e se desprender, passando a ser flutuante livre emersa10,11. Floresce
durante o ano todo. Floresce emersa e frutifica submersa. Propagação por sementes e
por fragmentos da planta.
Dicas de identificação em campo: Fácil identificação em campo devido ao formato do
caule e das folhas. Assemelha-se a A. philoxeroides que possui caule mais fino e folhas
mais estreitas e lanceoladas.
Referências: Cook et al., 1974; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott, 1994;
Cook, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Souza & Lorenzi, 2005; Ritter,
2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 130 131

5
7

5 mm 9

1 cm

10 11
AMARANTHACEAE

Alternanthera philoxeroides (Mart.) Griseb.


3 cm

10 cm

1
4 6
3 5
2

20 cm

Nome (s) comum (ns): Bredo-d’água, erva-de-jacaré, perpétua, pé-de-pomba, tripa-de-sapo.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul, introduzida na
Ásia, Austrália e América do Norte. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante ou flutuante livre
emersa, semi-prostrada, de 30 a 80 cm de altura1,2. Folhas opostas, simples, oblongas
ou elípticas, de margem inteira; pecíolo curto3-6. Caule cilíndrico, avermelhado, carnoso,
sólido quando em locais úmidos7-9 e oco em plantas alagadas10,11, ramificado, glabro
ou piloso nos nós; nós e entrenós bem definidos; rizomatosa; estolonífera. Raízes
adventícias abundantes nos nós de plantas alagadas12. Inflorescência compacta, em
espiga, pedunculada, axilar13,14. Flores com 4 a 5 tépalas brancas, guarnecidas de
brácteas e bracteólas vistosas15,16. Fruto utrículo, obovoide, indeiscente; sementes
minúsculas, lisas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre geralmente em
áreas alteradas com solos férteis e alta luminosidade17,18. Propagação por sementes e
por fragmentos da planta. Polinizada por abelhas. Possui grande potencial invasor em
ambientes úmidos.
Dicas de identificação em campo: Morfologia muito variável de acordo com o
ambiente. Pode ser confundida com Alternanthera aquatica que também ocorre
na Amazônia, porém A. philoxeroides não vira o eixo floral para dentro da água ao
frutificar, possui caule mais fino e folhas mais estreitas.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Kissmann &
Groth, 1992; Cook, 1996; Pott & Pott, 2000; Lorenzi, 2008; Rodrigues, 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 132 133

7
1 cm

1 cm
5 cm
10

12

9 11

14

5 mm

15
13

16

2 mm

17 18
ARALIACEAE

Hydrocotyle ranunculoides L.f.

1 cm

5 cm
4

Nome (s) comum (ns): Acariçoba, chapéu-de-sapo, erva-capitão, para-sol.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Europa e
Austrália. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante ou fixa com folhas
flutuantes1. Folhas simples, alternas, orbiculares a reniformes, glabras, não peltadas, margens
lobadas; tamanho da folha e do pecíolo variam de acordo com as condições do ambiente2-4.
Raízes adventícias abundantes saindo dos nós; estolonífera. Inflorescência axilar5; escapo
mais curto que o pecíolo. Flores pequenas, branco-esverdeadas, pouco visíveis; corola com 5
pétalas6,7. Fruto esquizocarpo ovoide-elipsoide, comprimido lateralmente.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Cresce em solo úmido ou em água pouco
profunda8-12 ou também sobre outras espécies como as do gênero Salvinia. Dispersão
das sementes pela água ou eventualmente por animais. Grande potencial invasor,
dobrando de biomassa em uma semana.
Dicas de identificação em campo: H. ranunculoides possui pecíolo inserido na margem
da lâmina, diferente de outras espécies que ocorrem na Amazônia como H. acuminata
e H. bonariensis onde o pecíolo é inserido no centro da lâmina (peltadas). Estas
características juntamente com o odor semelhante ao de cenoura ajudam a diferenciar
esta espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Kissmann & Groth, 1992; León & Young, 1996; Ruiz-
Avila & Klemm, 1996; Cook, 1996; Pott & Pott, 2000; Alvarez, 2001; Hussner & Lösch,
2007; Santos & Thomaz, 2007; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 134 135

1 mm

6
5

11

10 12
CONVOLVULACEAE

Ipomoea aquatica Forssk.

10 cm

3 cm

1
3

Nome (s) comum (ns): Batatarana, espinafre-d’água, espinafre-japonês.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Origem controvérsa, supostamente na Ásia,
introduzida em grande parte do mundo. No Brasil ocorre no norte, centro-oeste e
sudeste. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante1. Folhas alternas,
geralmente elípticas ou oblongo-ovais, cordadas, porém muito variadas na forma
e tamanho, com a face inferior mais clara2-4. Caules numerosos, ocos, vigorosos,
prostrados ou flutuantes, densos5-7. Raízes adventícias abundantes nos nós8.
Inflorescência peduncular em grupos de 1 a 7 flores. Flores axilares, vistosas, rosas com
o centro púrpura9-12. Fruto cápsula, globosa, glabra; sementes densamente pubescentes.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Reprodução por sementes e por fragmentos
da planta, ambos dispersos pela água. É largamente distribuída na Amazônia em rios e
lagos de águas brancas. Ocorre em densas manchas sobre outras plantas em áreas sob
alta incidência de luz13-14. Planta considerada invasora de ambientes aquáticos em quase
todo o mundo. Pode ter comportamento de trepadeira volúvel.
Dicas de identificação em campo: Características como ramos ocos, flutuantes e flores
vistosas ajudam a identificar esta espécie.
Referências: Edie & Ho, 1969; Cook et al., 1974; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk &
Piedade, 1993a; Lehtonen, 1993; Austin & Huáman, 1996; Cook, 1996; León & Young,
1996; Prasad et al., 2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 136 137

3 mm

5 mm
5 6 7

10

5 mm
2 cm

8 9 11 12

13 14
FABACEAE

Neptunia oleracea Lour.


1 cm

3
5 6
5 cm

5 mm
2 cm

2
1
10 cm

4 7 8

Nome (s) comum (ns): Bucho-de-pirarucu, dorme-dorme, dormideira, jurema-d’água,


mimosa-d’água, tripa-de-galinha.
Distribuição: Região tropical. Cosmopolita. No Brasil ocorre no norte, nordeste, centro-
oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante ou flutuante livre emersa,
de até 20 cm de altura1,2. Folhas sensitivas, bipinadas com 8 a 20 pares de folíolos3,4;
folíolos oblongos a obtusos; foliólulos glabros ou esparsamente ciliados5,6; estípulas
geralmente róseas, mais evidentes próximas à gema apical dos ramos7-9. Caule de até 1,5
m de comprimento, com indumento fibroso-esponjoso entre os nós na fase aquática10,11
(ausente na fase terrestre12). Raízes adventícias fibrosas nos nós, quando cresce na água.
Inflorescência solitária, em espiga, com 30 a 50 flores, ereta ou ligeiramente dobrada;
pedúnculo de 5 a 20 cm, saindo da axila das folhas13-15. Flores amarelas, pentâmeras; cálice
campanulado verde; corola tubular amarela; estames amarelos; flores hermafroditas16 na
porção apical da inflorescência e estéreis17 na porção basal. Fruto legume, glabro, oblongo,
liso18-21; sementes de 4 a 8 por vagem, marrons, ovoides.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocupa preferencialmente águas paradas ou lentas,
formando densas populações em lagos de várzea22,23. Polinizada por abelhas. Produz flores
e frutos o ano todo. A propagação é feita por sementes ou por fragmentos da planta.
Dicas de identificação em campo: Apresenta folhas menores e menos tecido esponjoso
na fase terrestre. Assemelha-se morfologicamente a Neptunia plena que também
ocorre na Amazônia, porém N. oleracea se diferencia por não ter hábito arbustivo e não
apresentar glândula entre o primeiro par de foliolos.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Junk &
Piedade, 1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott,
2000; Hannan-Jones & Csurhes, 2008; Bhunia & Mondal, 2012; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 138 139

5 mm

1 cm

12

11
9 10

2 cm

5 mm

2 cm

15

19

18
13

14

20
16 17 1 cm

21

22 23
MARSILEACEAE

Marsilea crotophora D.M.Johnson

3
5 mm
10 cm

1 cm

1 2 4

Nome (s) comum (ns): Trevo-d’água, trevo-de-quatro-folhas.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul, Central e do Norte (México).
No Brasil ocorre no norte e centro-oeste. Biomas: Amazônia, Caatinga e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, inicialmente fixa com folha flutuante,
passando a fixa com caule flutuante, de 10 a 20 cm de altura1. Frondes palmatipinadas;
pecíolo longo2; pinas obovadas3,4, pilosas, com tricomas hidrofóbicos mais adensados na
superfície abaxial5-8. Caule verde, rizomatoso, horizontal, longo-reptante, glabrescente
ou com tricomas castanho-amarelados e filiformes9; estolonífera. Raízes adventícias
simples, lineares em cada nó. Esporocarpos de 5 a 20, pilosos, arredondados a
levemente angulares, dispostos na porção mediana do pecíolo em uma única fileira10,11,
iniciando seu desenvolvimento como calos pilosos até ficarem arredondados e escuros
quando se abrem12-17.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocorre tanto no ambiente permanentemente alagado
ou periodicamente alagável. Na Amazônia é mais comum em rios e lagos de águas
brancas18-20, onde ocorre apoiada em outras plantas21. Além da reprodução sexuada,
também propaga-se vegetativamente por divisão das plantas.
Dicas de identificação em campo: Esta é a espécie mais comum de Marsilea encontrada
na várzea amazônica, a separação das espécies é feita através do número e posição dos
esporocarpos.
Referências: Cook et al., 1974; Johnson, 1986; Cook, 1996; Pott & Pott, 2000;
Nagalingum et al., 2007; Tavares et al., 2014.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 140 141

1 mm
5 6 7 8

1 mm

2 cm

12 13 14

2 cm

10
3 mm

2 mm
1 cm
11 15 16 17

18 19

20 21
PONTEDERIACEAE

Eichhornia azurea (Sw.) Kunth


4 5 6

2 cm
3

10
10 cm
1
2 cm 7 8 9

Nome (s) comum (ns):  Aguapé-de-cordão, camalote, dama-do-lago, mururé, mureré-


de-veado, orelha-de-veado.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante1 ou flutuante
livre emersa, de 1 a 8 m de comprimento. Folhas adultas são emersas, pecioladas2
e obovadas3-6; plantas jovens são submersas fixas7, possuem folhas alternas dísticas,
estreitas, lineares8; transição para folhas aéreas quando a planta atinge a superfície11.
Caule aerenquimatoso, tanto na fase submersa9 quanto na fase emersa10, cilíndrico;
rizomatosa. Raízes adventícias abundantes no caule submerso de plantas adultas12.
Inflorescência axilar, racemosa13,14, com até 12 flores. Flores brancas, azuladas ou
violáceas; tépalas internas de bordo frangeado, com mancha amarela na superior15-17.
Fruto cápsula, oblongo18-21; sementes subcilíndricas, verdes quando imaturas22, escuras e
foscas na maturidade.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Floresce emersa e frutifica submersa. Plantas
jovens são submersas23. Ocorre em locais com pulso de inundação moderado,
geralmente em lagos ou rios de águas calmas24,25. Na Amazônia Central raramente
ocorre, onde é limitada pelas altas flutuações do nível da água. Pode formar ilhas
flutuantes. Propaga-se por sementes e rizomas. Semente sem dormência. Polinizada por
abelhas. Considerada invasora de ambientes aquáticos perturbados.
Dicas de identificação em campo: Distingue-se de E. crassipes por apresentar um caule
que serpenteia sub-superficialmente na água e tépalas internas de bordo frangeado.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Barrett, 1978; Junk & Howard-
Williams, 1984; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Guarim Neto, 1991;
Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk &
Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Santos & Thomaz, 2007; Lorenzi, 2008; Lot et al.,
2013; Ritter, 2013.

SECA ECHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 142 143

11 12 13

2,5 cm

15 16 17 14

1 cm
1 cm 1 mm

20 21 22

5 cm

3 cm

19

18

23

24 25
PONTEDERIACEAE

Pontederia rotundifolia L.f.


3 4

2
10 cm
5 cm

5 mm

5
6

9 8
1
5 cm
10

Nome (s) comum (ns): Aguapé, mureru, mureru-de-orelha, mureré, mureru-orelha-de-


onça, rainha-dos-lagos.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com caule flutuante ou flutuante livre
emersa1, de 20 a 40 cm de altura. Folhas alternas, eretas, longo pecíoladas2, cordadas;
ápice obtuso até arredondado3-6; pecíolo aerenquimatoso7,8; bainhas de margens
membranáceas9,10. Caule esverdeado, aerenquimatoso11; rizomatosa; estolonífera.
Raízes adventícias saindo dos nós12. Inflorescência axilar13, racemosa, congesta14,15.
Flores brancas a branco-arroxeadas; tépala interna superior com mancha amarela16,17.
Infrutescência submersa18,19. Fruto cápsula, flutuante20; sementes ovoides.
Aspectos ecológicos: Perene. Floresce emersa e frutifica submersa, liberando os frutos
na água onde flutuam e são dispersos. Na fase jovem é terrestre, principalmente sobre
solo encharcado21, apresentando inicialmente folhas lineares passando a cordadas
paulatinamente22. Na várzea amazônica ocorre preferencialmente em lagos, podendo
formar grandes aglomerados23,24. Polinizada por abelhas. Propaga-se por sementes,
estolhos ou rizomas.
Dicas de identificação em campo: Distigue-se de E. crassipes e E. azurea pela
inflorescência mais congesta, flores menores e pelas folhas de formato cordado.
Referências: Lowden, 1973; Albuquerque, 1981; Junk & Howard-Williams, 1984; Junk,
1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Encarnación, 1993; León & Young, 1996; Junk &
Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Lot et al., 2013;
Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 144 145

11 1 cm 12 13 14

16 18

2 cm

5 mm

1 cm 15

5 mm

17 19

20
5 cm

21 22

23 24
9. HERBÁCEAS FIXAS COM FOLHAS FLUTUANTES

b
1m

FIGURA 11 - ARALIACEAE: a. Hydrocotile ranunculoides (pág. 134/135); MARSILEACEAE:


b. Marsilea crotophora (pág. 140/141); NYMPHAEACEAE: c. Nymphaea amazonum (pág. 148/149);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 146 147

d. Victoria amazonica (pág. 150-153).


NYMPHAEACEAE

Nymphaea amazonum Mart. & Zucc.


5 cm
2 1 mm

3 4 5

1 cm
10 cm
7 6

1
10 cm

8 5 mm 9

Nome (s) comum (ns): Batata-d’água, camalote-da-meia-noite, dama-da-noite,


lagartixa, ninféia, pata-de-boi.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas do Sul e Central. Ocorre em
todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, fixa com folhas flutuantes1. Folhas coriáceas,
elíptico-sagitadas a orbiculares, discolores2-4; pecíolo avermelhado, aerenquimatoso,
com canais de ar5,6, base alada7 e anel de tricomas no ápice8,9. Tubérculo ovoide a
subgloboso10, aerenquimatoso11. Raízes aerenquimatosas12,13. Flores alvas a creme;
pedúnculo avermelhado, aerenquimatoso e com canais de ar14-16; cálice com sépalas
verdes17, elípticas, discolores18,19; corola com 16 a 20 pétalas, oblongas20,21, transição
para estames numerosos22-25; apêndices carpelares alvos a creme26; superfície
estigmatífera amarela27,28, multiovulada29. Fruto baga (bagáceo), com sépalas
persistentes, de deiscência irregular30.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea. Flores com antese noturna em duas noites consecutivas31-34, sendo polinizadas
por besouros (Ciclocephala spp.). Após a fecundação se inicia a formação do fruto35 que
após cerca de 20 dias libera sementes ariladas flutuantes36,37. A germinação se iniciada
cerca de 45 dias após a liberação das sementes38. Produzem estolões no ápice dos quais
desenvolvem-se clones39 com tubérculos40,41, estruturas de resistência para o período
seco42,43 e/ou novas plantas44. Na Amazônia ocorre em lagos de águas brancas e claras45,46.
Dicas de identificação em campo: É identificada pela presença do anel de tricomas no
ápice do pecíolo. A planta ilustrada pertence a Nymphaea amazonum Mart. & Zucc.
subsp. amazonum.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Prance, 1980; Sculthorpe, 1985;
Gottsberger, 1986; Wiersema, 1987; 1988; Guarim Neto, 1991; Cook, 1996; Junk &
Piedade, 1997; Pott, 1998; Bonilla-Barbosa et al., 2000; Pott & Pott, 2000; Ritter et al.,
2001; Wiersema, 2003; Lima, 2011; Lima et al., 2012; Catian & Scremin-Dias, 2013;
Ritter, 2013; Maia et al., 2014; Costa et al., 2016.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 148 149

2 cm
2 mm

12
10 cm

17
5 cm 10 13

18 19 20 21 22 23 24 25 26
14
5 mm
1 cm

15

11 3 cm
1 cm 30
16 27 28 29

31 32 33 34
1 cm

3 cm

0,5 mm

2 mm

35 36 37 38

5 mm 3 mm

39
10 cm
40 41

5 mm 5 mm

5 cm

42 43 44

45 46
NYMPHAEACEAE

Victoria amazonica (Poepp.) J.E.Sowerby

5 cm
3 4

5 cm

30 cm
1 2
5 mm
5 6

Nome (s) comum (ns): Aguapé-açu, cará-d’água, forno-d’água, forno-de-jaçanã, milho-


d’água, rainha-dos-lagos, vitória-régia.
Distribuição: Região tropical. Nativa do norte da América do Sul. No Brasil ocorre no
norte e centro-oeste. Biomas: Amazônia e Pantanal.
Caracterização da espécie (vegetativa): Erva aquática, fixa com folhas flutuantes1.
Prefoliação expondo muitos acúleos2. Folhas orbiculares, peltadas, até acima de 2 m
de diâmetro3,4; limbo foliar com muitos poros de drenagem5-7; nervuras proeminentes e
com acúleos na face abaxial8, aerenquimatosas9,10; folhas maduras com bordo marginal
voltado para cima, formando uma borda contínua ao redor da folha, com dois sulcos
opostos para escoamento do excesso de água11; pecíolo com múltiplos acúleos, com
tecido aerenquimatoso bem desenvolvido e canais de ar12-15; estípulas recobrindo as
folhas jovens16-18. Rizomas robustos em plantas adultas, aerenquimatosos e com raízes
adventícias longas e em abundância19-21. Raízes com aerênquima22,23.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida excessiva das águas. Na Amazônia ocorre
em lagos de águas brancas e claras24,25, com profundidade máxima de 6 m. Em maiores
profundidades as folhas morrem no pico da cheia e os rizomas e sementes reiniciarão
novo ciclo nas águas baixas.
Dicas de identificação em campo: O tamanho das folhas, seus bordos marginais
elevados e o tamanho e cores das flores permitem identificá-la em campo com
facilidade. As plantas jovens já possuem acúleos na face abaxial das folhas, o que as
distingue das Nymphaea spp.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 150 151

0,25 mm

2 cm

7 8 9 10

12 14

3 mm

11
16

5 cm
13 15

17 18

2 cm

22

19 20 21 23

24 25
NYMPHAEACEAE

Victoria amazonica (Poepp.) J.E.Sowerby


4 cm 27 29 44

1 cm
45

46

26 28 30
5 cm

1 cm
1 cm
1 cm

47 48
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43

Caracterização da espécie (reprodutiva): Botão floral revestido por acúleos26.


Flores vistosas, solitárias, longo-pediceladas, brancas27,28, passando a púrpuras após
fecundadas29,30; 4 sépalas coriáceas, externamente marrom avermelhadas e com
acúleos31,32; pétalas espiraladas, cerca de 10033-37; estames dispostos em círculos,
numerosos (mais de 200), estéreis e petaloides inicialmente, passando de forma
gradual de estames laminares até filamentosos38-43. Ovário semi-ínfero, multicarpelar,
com numerosos apêndices carpelares44; multiovuladas45. Frutos globosos, carnosos,
submersos quando imaturos46 e emersos quando maduros; sementes com arilo branco,
flutuantes47, com o tamanho de ervilhas48.
Aspectos ecológicos: Ao entardecer o botão floral inicia abertura exalando forte odor
que atrai besouros (Cyclocephala spp.) cobertos por pólen que adentram à flor. Nesta
fase a temperatura no interior da flor pode elevar-se até 11 ºC acima da temperatura
ambiente. No início da noite a flor está aberta, branca e com estigma receptivo
ocorrendo então a polinização49-51. Na manhã seguinte a flor já está fechada com os
besouros presos em seu interior, alimentando-se dos apêndices carpelares52,53. No início
da segunda tarde a flor reinicia a abertura, agora púrpura, e ao entardecer libera grande
quantidade de pólen, ao mesmo tempo em que os besouros saem recebendo esta carga
de pólen e voando em direção às flores na fase branca54-56. Na manhã seguinte a flor se
fecha, afunda, e tem início a formação dos frutos57. Autopolinização também ocorre.
Na vazante e nas águas baixas ocorre a abertura dos frutos e liberação das sementes
flutuantes que se dispersam58. Após afundarem as sementes germinam em águas rasas,
sendo as duas primeiras folhas submersas e as restantes flutuantes59,60. Inicialmente são
sagitadas passando a ovadas e por fim orbiculares61-66.
Referências: Cook et al., 1974; Prance, 1974; Prance & Arias, 1975; Junk & Howard-
Williams, 1984; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Guarim Neto, 1991; Junk & Piedade,
1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott, 1998; Pott &
Pott, 2000; Seymour & Matthews, 2006; Rosa-Osman et al., 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 152 153

3 cm

1 cm

5 cm

49 50 51 52

5 cm

54
53 55 56

61
62

3 cm

63
57
58

2 cm

59

3 cm
60 64

65 66
10. HERBÁCEAS EMERGENTES (GRAMÍNEAS)

c
a
1m

FIGURA 12 - POACEAE: a. Echinochloa polystachya (pág. 156/157); b. Gynerium sagittatum


(pág. 158/159); c. Hymenachne amplexicaulis (pág.160/161); d. Hymenachne donacifolia (pág.
162/163); e. Louisiella elephantipes (pág. 164/165);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 154 155

g
f

j
k

f. Luziola subintegra (pág. 166/167); g. Oryza glumaepatula (pág. 168/169); h. Oryza grandiglumis (pág.
170/171); i. Paspalum fasciculatum (pág. 172/173); j. Paspalum repens (pág. 174/175); k. Stephostachys
mertensii (pág. 176/177).
POACEAE

Echinochloa polystachya (Kunth) Hitchc.


5 mm

4
2 3

30 cm

Nome (s) comum (ns): Canarana.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de 1,5 até 2,5 m de altura1.
Folhas com limbo linear, lanceolado, longamente acuminado; margens com tricomas
filiformes2; lígula substituída por coroa de tricomas hialinos, unisseriados3-5; bainhas
geralmente mais longas que os entrenós, relativamente frouxas, com pilosidade semi-
rígida e hialina6. Colmos simples, cilíndricos, aerenquimatosos7,8; nós glabros ou pilosos.
Inflorescência em panículas piramidais levemente escabrosas, congestas; racemos
pareados, opostos ou isolados9-12. Espiguetas em 4 linhas com alguns tricomas hialinos;
glumas pontiagudas com tricomas hialinos13,14. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocorre preferencialmente em praias e baixios argilosos
de canais de rios e lagos, sendo uma das espécies mais frequentes e de maior biomassa
das várzeas amazônicas15-17. Produz grande número de sementes, porém, propaga-se
principalmente de forma vegetativa a partir do enraizamento dos nós. Sua morfologia
modifica-se conforme o ambiente. Na várzea acompanha a elevação da coluna da água
podendo atingir até 22 m de comprimento.
Dicas de identificação em campo: Características como formato da inflorescência e
pilosidade das bainhas foliares ajudam a diferenciar esta espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Kissmann,
1991; Piedade et al., 1991; Furch & Junk, 1992; Junk & Piedade, 1993a; b; Piedade,
1993; Piedade et al., 1994; 1997; Junk & Piedade, 1997; Morison et al., 2000; Pott &
Pott, 2000; Barbosa et al., 2007; Lopes & Piedade, 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 156 157

5 mm

8
1 cm

11

7 9 10 12

13 14 15

16 17
POACEAE

Gynerium sagittatum (Aubl.) P.Beauv.


3
10 cm
30 cm
4

2
3 cm 2 cm

3 cm

7 8 9
3 mm

3 cm 2 mm
20 cm
1

5 6 10 11 12

Nome (s) comum (ns): Cana-brava, cana-do-rio, cana-flecha, flecheira.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as regiões
do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de até 10 m de altura1. Folhas
alternas dísticas2,3, agrupadas em direção ao topo do colmo, planas, lanceoladas4; nervura
central densamente pilosa ao menos na porção basal das folhas novas5,6, proeminente
abaxialmente7; limbo piloso em ambas as faces7,8; lígula com uma fileira de cílios curtos,
inconspícuos9,10; colar amarelo11; margem escabrosa12. Colmos eretos ou arqueados,
ramificados13, sublenhosos com medula esponjosa branca14-16, com bainhas foliares
secas persistentes17. Cespitosa; rizomatosa, onde os rizomas dão sustentação à planta.
Inflorescência em panículas terminais, solitárias, pêndulas, delgadas18. Espiguetas
unissexuadas, dimórficas, comprimidas lateralmente; glumas desiguais, lanceoladas,
membranáceas, mais curtas que as espiguetas19. Fruto cariopse20.
Aspectos ecológicos: Perene. Espécie dioica. Apresenta ampla variação morfológica ao
longo de sua distribuição. Planta pioneira que pode formar densas aglomerações, ocupando
porções mais altas de áreas perturbadas e beiras de cursos de água, tanto em terrenos
arenosos como argilosos21-24. Propaga-se por sementes e por enraizamento de rizomas e nós.
Dicas de identificação em campo: Dificilmente confundida devido ao seu tamanho,
disposição das folhas em leque na porção apical do caule e frondosa inflorescência. Aqui é
clocada a descrição de G. sagittatum var. sagittatum, que se distingue de outras variedades
pelo tamanho, pilosidade das folhas e ápices pendentes.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Piedade, 1993a; Kalliola & Renvoize, 1994;
Kroon & Kalliola, 1995; Cook, 1996; Davidse et al., 2004; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 158 159

16

2 cm

5 cm

10 cm
17

13 14 15 18

19

20 21 22

23 24
POACEAE

Hymenachne amplexicaulis (Rudge) Nees


4

3 cm

2 6 5
10 cm 1

Nome (s) comum (ns): Bico-de-pato, canarana-miúda, capim-capivara, mangarataiarana,


rabo-de-raposa.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativas das Américas, introduzida na Ásia e
Oceania. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e
Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1, ereta ou prostrada, de 1 a 2 m de
comprimento. Folhas alternas, sésseis, lanceoladas; base auriculada, ciliada, amplexicaule2-4;
margem escabrosa; bainha aberta, estriada; lígula membranácea, inconspícua5,6. Colmo
cilíndrico, glabro7, aerenquimatoso8, esverdeado; nós e entrenós bem delimitados, nós
rosados; rizomatosa. Raízes adventícias filamentosas saindo dos nós9. Inflorescência
espiciforme, verde-pálida, cilíndrica, muito densa10,11. Flores rodeadas por brácteas verde-
amareladas; estames brancos; estigmas plumosos, brancos12. Espiguetas curto pediceladas,
facilmente destacáveis. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Perene. Na várzea amazônica tem ampla distribuição, ocorrendo
em uma grande variedade de habitats13,14, geralmente em estandes monoespecíficos15,
próximo a estandes de Paspalum repens e Echinochloa polystachya, podendo formar
ilhas flutuantes. Possui uma fase aquática e outra terrestre. Propaga-se por sementes, por
divisão da touceira e por rebrotamento através do enraizamento dos nós. Considerada
algumas vezes como invasora em corpos de água.
Dicas de identificação em campo: Na fase vegetativa pode ser confundida em campo com
H. donacifolia que também ocorre na várzea amazônica; porém esta possui inflorescência
menos densa e espiguetas menores.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986;
Haase & Beck, 1989; Guarim Neto, 1991; Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; b; Cook,
1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Davidse et al., 2004;
Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Piedade et al., 2010; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 160 161

1 cm

7
2 cm

2 mm

3 cm

8 9 10 11

3 mm

12 13

14 15
POACEAE

Hymenachne donacifolia (Raddi) Chase

5 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, decumbente1, de até 2 m
de altura. Folhas lanceoladas2; margem escabra; base do limbo envolve o caule3;
bainha glabra na superfície e pilosa na margem externa4. Colmos aerenquimatosos,
robustos, com enraizamento de nós inferiores; cespitosa; ramos laterais ausentes.
Raízes filamentosas. Inflorescência em panícula linear ou lanceolada de 20 a 50
cm de comprimento5,6. Espiguetas solitárias, pediceladas, lanceoladas, dorsalmente
comprimidas, acuminadas7; glumas desiguais, mais curtas que as espiguetas, onde as
inferiores são ovaladas e as superiores são lanceoladas. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Perene. Na várzea amazônica apresenta ocorrência restrita em
áreas com intensa sedimentação, frequentemente em águas rasas8,9. Propaga-se por
sementes, por enraizamento dos nós e por rizomas.
Dicas de identificação em campo: Na várzea ocorre uma espécie semelhante H.
amplexicaulis, que apresenta panículas cilíndricas, compactas e espiguetas maiores que
H. donacifolia.
Referências: Haase & Beck, 1989; Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; Zuloaga et
al., 2003; Davidse et al., 2004; Clayton et al., 2006; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 162 163

10 cm

6 7

8 9
POACEAE

Louisiella elephantipes (Nees ex Trin.) Zuloaga

5 cm
3 5

2 cm

10 cm

2 4 6

Nome (s) comum (ns): Capim-de-tartaruga, capim-camalote.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em toda região
norte e centro-oeste e em alguns estados das regiões nordeste, sul e sudeste. Biomas:
Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, robusta, atingindo de 1 a 2 m
de altura podendo alcançar mais1. Folhas oblongo-lanceoladas a lanceoladas, planas,
esparsamente pilosas na superfície adaxial; margem da base foliar ciliada2-4, escabrosa
adaxialmente; lígula com pelos curtos; colar marrom a púrpura5,6; bainha com margem
membranosa7,8. Colmos ocos9; nós glabros com raízes adventícias abundantes10;
estolonífera. Inflorescência em panícula terminal, piramidal, laxa e difusa11. Espiguetas
em pares, ovadas, dorsalmente comprimidas, acuminadas; glumas dissimilares12,13. Fruto
cariopse, fusiforme, esbranquiçado.
Aspectos ecológicos: Perene. Planta aquática com uma fase terrestre. Na várzea é
comum nas margens de lagos em águas calmas a pleno sol, preferindo solos férteis com
muita matéria orgânica14,15. Pode formar pequenas ilhas flutuantes nos rios. Propagação
por sementes, divisão da touceira e enraizamento de colmos.
Dicas de identificação em campo: Características como inflorescência piramidal e colmos
ocos com nós glabros ajudam a identificar a espécie.
Referências: Sculthorpe, 1985; Junk & Piedade, 1993a; León & Young, 1996; Pott &
Pott, 2000; Davidse et al., 2004; Clayton et al., 2006; Lot et al., 2013; Ritter, 2013;
Scataglini et al., 2014.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 164 165

3 cm

5 cm

7 8

10

2 mm
13

11 12

14 15
POACEAE

Luziola subintegra Swallen

2 3

1
10 cm

Nome (s) comum (ns): Capim-arroz, grama-aquática-americana.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no
norte, nordeste e centro-oeste. Biomas: Amazônia e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de até 2 m de altura1. Folhas com
margens glabras, com ambas as faces escabras ou glabrescentes2; lígula acuminada,
glabra, de ápice inteiro3; bainha esponjosa, mais curta que o entrenó, glabra4-6. Colmos
ocos, robustos7,8, decumbentes, simples ou ramificados; estolonífera; entrenós de 5 a
25 cm9. Inflorescências em panículas abertas, ovadas, axilares, mais curtas que as folhas
basais, monoica. Inflorescência feminina10 com flores de estigmas plumosos, brancos
e glumas esverdeadas11; já a masculina12 com flores de estames amarelos e brácteas
róseas13. Espiguetas solitárias, oblanceoladas. Fruto cariopse, ovóide, estriado.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em ambientes de águas calmas a pouca
profundidade e a pleno sol, formando populações continuas quase homogêneas14,15.
Propagação por sementes e por divisão da touceira. Floresce emersa na enchente e
frutifica submersa. Considerada invasora potencial na América do Norte.
Dicas de identificação em campo: Estéril a planta lembra uma Oryza, porém a
morfologia da inflorescência e a diferença de cores da inflorescência masculina e
feminina são características que ajudam na diferenciação da espécie.
Referências: Swallen, 1965; Cook et al., 1974; León & Young, 1996; Pott & Pott, 2000;
Davidse et al., 2004; Clayton et al., 2006; Kunzer & Bodle, 2008; Martínez-y-Pérez et
al., 2008; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 166 167

1 cm
6
5 mm
5 8

9 10

3 mm

5 mm

11 13
12

14 15
POACEAE

Oryza glumaepatula Steud.

5 cm 1 cm 3
5

10 cm

2 4 6

Nome (s) comum (ns): Arrozrana, arroz-bravo, arroz-do-brejo, arroz-de-pato, arroz-selvagem.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Ásia
e Austrália. No Brasil ocorre no norte, nordeste, centro-oeste e sudeste. Biomas:
Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1, forma touceiras, de 1 a 2 m de altura
(fora da água). Folhas alternas, lanceoladas2; limbo levemente híspido3; lígula alongada4,5;
bainha levemente híspida6. Caule esverdeado7; nós e entrenós bem delimitados, ocos8.
Raízes adventícias abundantes nos nós9. Inflorescência em panícula aberta10. Flores envoltas
em brácteas esverdeadas11, com aristas longas de coloração vermelha na Bacia do rio
Negro12-14, podendo ser amarelo-esverdeada15-17 ou amarelo-avermelhada em outros
ambientes; estigmas brancos ou roxo-avermelhados. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre nas várzeas e igapós em áreas abertas diretamente
expostas ao sol. Frutifica no período de cheia do rio. Germina no período seco18. Segue a
subida das águas quase desaparecendo na cheia, podendo alongar-se até atingir 8 m de
comprimento19,20. Forma grandes estandes monoespecíficos na Bacia do rio Negro com
produtividade 27,0 t ha-1 em 4 meses. Único arroz diploide na América; pode hibridizar
com O. sativa.
Dicas de identificação em campo: Características como o hábito de formar aglomerados
densos expostos ao sol, lígula e a arista mais alongadas que O. grandiglumis ajudam a
identificar a espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Vaughan, 1989;
Junk & Piedade, 1993a; b; Rubim, 1995; Cook, 1996; Junk & Piedade, 1997; Juliano et al.,
1998; Pott & Pott, 2000; Rosa et al., 2006; Veasey et al., 2008; Piedade et al., 2010.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 168 169

2 mm

1 cm

7 8 9

3 mm

5 cm

10 11 12 13 14

3 mm

5 cm

15 16 17 18

19 20
POACEAE

Oryza grandiglumis (Döll) Prod.

3
2,5 cm

10 cm

4 5
10 cm

1 cm

2 6 7

Nome (s) comum (ns): Arrozrana, arroz-bravo, arroz-de-pato, arroz-selvagem.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre no norte e
centro-oeste. Biomas: Amazônia e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1, de até 2 m de altura (fora da
água). Folhas alternas, lanceoladas2; nervura não centrada no limbo foliar3-5; lígula
laminar, truncada; margem pubescente6,7; aurícula alva nas folhas novas8, escurecendo
posteriormente, envolvendo completamente o caule, pubescente; bainha glabra9.
Caule esverdeado, glabro10, aerenquimatoso11; nós e entrenós bem delimitados. Raízes
adventícias abundantes nos nós12. Inflorescência em panícula com ramos verticilados,
pendentes13. Espiguetas solitárias, onde as férteis são pediceladas14. Flores envoltas em
brácteas esverdeadas, com aristas de coloração amarelada15-17. Fruto cariopse18,19.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Planta comum na várzea com uma fase aquática
e outra terrestre. Reprodução por rebrotamento através do enraizamento dos nós20 e
por sementes, produzindo plântulas na fase terrestre21. Dispersão pela água. Segue a
subida das águas quase desaparecendo na cheia, podendo alongar-se até atingir 7 m
de comprimento22. Ocorre na várzea preferencialmente nas bordas da floresta alagável,
lagos e áreas alteradas mais elevadas, moderadamente sombreadas.
Dicas de identificação em campo: Outras 4 espécies de Oryza ocorrem na Amazônia,
O. grandiglumis é a única espécie com aurícula branca.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Cook, 1985; Junk,
1986; Vaughan, 1989; Junk & Piedade, 1993a; Rubim, 1995; León & Young, 1996;
Cook, 1996; Sánchez et al., 2006; Veasey et al., 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 170 171

3 cm 5 mm
2 cm

1 cm

10 mm
8 9 10 11 12 13

1 cm 15 16 17

14 20 18 19

21 22
POACEAE

Paspalum fasciculatum Willd. ex Flüggé

5 cm

10 cm

1 cm
1 2 5 cm

4 5 7 8

Nome (s) comum (ns): Capim-mori, murim, praieiro.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre no norte,
centro-oeste e sudeste do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1,2, ereta ou estolonífera3, de 1 a 2
m de altura. Folhas alternas, sésseis, lanceoladas4; margens fimbriadas5; lígula reduzida
a uma linha de tricomas alvos6; bainha de margens fimbriadas7,8. Colmo maciço9,10,
esverdeado; nós e entrenós bem delimitados; nós arroxeados, pubérulos11; rizomatosa.
Inflorescência em panícula12,13, de 10 a 30 racemos. Espiguetas largamente lanceoladas.
Flores sem perianto, rodeadas por brácteas esverdeadas ou arroxeadas; estames
arroxeados a marrons; estigmas roxos14,15. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Perene. Propaga-se por sementes, produzindo plântulas na fase
terrestre16,17 ou por rebrotamento através do enraizamento dos nós18-20. Forma grandes
estandes monoespecíficos em áreas de várzea. Os talos submersos permanecem
viáveis e rebrotam assim que a água retrai. Parecem secos e mortos, mas estão vivos e
produzem folhas novas assim que ficam emersos. Cresce principalmente durante a fase
terrestre21, onde cerca de 50% de sua biomassa provem de rebrotamentos nesta fase.
Tolera grandes inundações22.
Dicas de identificação em campo: O formato da inflorescência e a pilosidade dos nós,
lígula e bainha auxiliam na identificação.
Referências: Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Furch &
Junk, 1992; Junk & Piedade, 1993a; b; Cook, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott,
2000 Conserva & Piedade, 2001; Davidse et al., 2004; Guterres et al., 2008; Piedade et
al., 2010; Rua et al., 2010; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 172 173

10 5 mm 11 12

14

5 cm

9 13 15

5 cm

16 17 5 cm 18

19 20

21 22
POACEAE

Paspalum repens P.J.Bergius


5 1 cm

5 mm
5 cm

10 cm

7 8

9
6
1 2 3 4 1 cm

Nome (s) comum (ns): Canarana-rasteira, capim-fofo, capim-d’água, guamembeca,


membeca, memeca, perimembeca.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente ou flutuante livre emersa1,
de 0,6 a 1,2 m de altura (fora da água). Folhas alternas, lanceoladas2,3; nervura
mediana conspícua na face superior; margem ciliada próximo à base do limbo4; lígula
membranosa, curta5; colarinho arroxeado6, bainha verde até rósea com pintas rochas e a
porção terminal arroxeada, margem ciliada7-9. Colmo glabro, cilíndrico10, oco11; nós com
raízes adventícias12,13; estolonífera; rizomatosa. Inflorescência cônica, em racemos de 20
a 100, laxa14. Espiguetas solitárias, lanceoladas-elípticas15. Flores sem perianto, envoltas
por brácteas esbranquiçadas de margens verdes; anteras inicialmente brancas, passando
a arroxeadas e marrons na maturidade; estigmas plumosos, vinho16,17. Fruto cariopse.
Aspectos ecológicos: Perene. Reprodução por sementes, produzindo plântulas na fase
terrestre18,19 e por rebrotamento através do enraizamento dos nós. É uma das plantas
mais amplamente distribuídas e abundantes, além de ser uma das espécies de herbáceas
com maior biomassa das várzeas amazônicas; ocorre muitas vezes em estandes
monoespecíficos20,21 e pode formar ilhas flutuantes. Dispersão pela água e por peixes.
Dicas de identificação em campo: Características como as pintas roxas nas bainhas
das folhas, o formato da inflorescência e o hábito de formar estandes monoespecíficos
ajudam a identificar a espécie.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984;
Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Guarim Neto, 1991; Piedade et al., 1991; Junk &
Piedade, 1993a; b; León & Encarnación, 1993; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk
& Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Davidse et al., 2004; Santos & Thomaz, 2007;
Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Piedade et al., 2010; Rua et al., 2010; Lot et al.,
2013; Ritter, 2013; Costa et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 174 175

11

5 mm

10
10 cm

12
5 mm

13 14

1 mm 15

16

5 mm

3 cm

17 18
19

20 21
POACEAE

Stephostachys mertensii (Roth) Zuloaga & Morrone

5 mm

10 cm
2
5 cm

5 cm
4

Nome (s) comum (ns): Felpudão.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de 1 a 3 m de altura1,2. Folhas
lineares a lanceoladas, lisas3; margem inferior ciliada ou até escabra; lígula membranosa4;
bainha de tamanho maior ou menor que os entrenós, superfície pilosa, margem
membranosa; com aurículas em plantas maduras; colar glabro5,6. Colmos curtos, eretos,
glabros, alguns decumbentes com raízes nos nós inferiores; nós arroxeados e glabros;
cespitosa. Inflorescência em panícula terminal7, com ramos espiralados (pseudo-verticilos);
pedúnculo glabro. Espiguetas obovoides, globosas, glabras, esverdeadas ou arroxeadas,
brilhantes; gluma e lema inferior com nervação evidente8. Fruto cariopse, ovoide.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocorrência restrita na várzea, geralmente em áreas
perturbadas, beira de rios e lagos com alta luminosidade9. Propaga-se por sementes e
por enraizamento de pedaços da planta.
Dicas de identificação em campo: Características como pilosidade da bainha e
ramificações da inflorescência em pseudo-verticilos ajudam a distinguir a espécie de
outras Poaceae semelhantes.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott, 2000; Davidse et al., 2004; Zuloaga et al.,
2010; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 176 177

3 mm

2 cm

6
10 cm

5 7

5 mm

9
11. HERBÁCEAS EMERGENTES (NÃO GRAMÍNEAS)

a
1m

FIGURA 13 - ARACEAE: a. Montrichardia arborescens (pág. 180/181); b. Montrichardia linifera


(pág. 182/183); COMMELINACEAE: c. Dichorisandra villosula (pág. 256/257); COSTACEAE: d.
Costus arabicus (pág. 184/185);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 178 179

e
f

EUPHORBIACEAE: e. Caperonia castaneifolia (pág. 186/187); POLYGONACEAE: f. Polygonum


acuminatum (pág. 188/189); g. Polygonum ferrugineum (pág. 190/191); h. Polygonum hispidum
(pág. 192/193); i. Polygonum punctatum (pág. 194/195).
ARACEAE

Montrichardia arborescens (L.) Schott

10 cm

5 cm

2 3

6
5 cm
1

4 5

Nome (s) comum (ns): Aninga.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte, nordeste,
centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, robusta, de até 4 m de altura1.
Folhas alternas, simples, deltoides, com lâminas eretas2,3, mais estreitas em plantas
à sombra4-6. Caule aéreo, aerenquimatoso7,8, que pode atingir 5 cm de diâmetro na
altura da base, aculeado na variedade M. arborescens var. aculeata9; nós e entrenós
bem delimitados. Rizoma aerenquimatoso, com raízes adventícias abundantes10.
Inflorescência axilar11, com espata branca a branco-esverdeada e espádice branca12.
Flores femininas na parte apical e masculinas na porção basal. Infrutescência grande,
semi-globular, geralmente uma por haste13-15. Fruto oblongo, com uma semente cada16.
Aspectos ecológicos: Perene. As sementes demoram entre 1 e 3 semanas para iniciar
a germinação e requerem solo bastante úmido17. Na Amazônia ocorre principalmente
nos rios de águas pretas e claras ocupando margens de rios e o sub-bosque de florestas
alagáveis18,19. Toleram grandes flutuações do nível da água. São polinizadas por
besouros. Dispersão pela água e por peixes.
Dicas de identificação em campo: Difere da variedade M. arborescens var. aculeata pelo
grande número de acúleos que esta última possui no caule. A separação das espécies
de Montrichardia é feita pelo número de nervuras apicais secundárias; M. arborescens
possui de 3 a 4 nervuras.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Junk & Howard-Williams, 1984;
Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; Cook, 1996; León & Young,
1996; Junk & Piedade, 1997; Ribeiro et al., 1999; Gibernau et al., 2003; Lot et al.,
2013; Ritter, 2013; Lopes, 2014; Costa et al., 2016; Lopes et al., 2016; 2017.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 180 181

10 cm

2 cm

2 cm
10 12

11

8 9

5 cm

13 14 15

5 cm

17

16
2 cm

18 19
ARACEAE

Montrichardia linifera (Arruda) Schott

30 cm
2
10 cm

Nome (s) comum (ns): Aninga, aninga-açu.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre no norte,
nordeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, robusta, de até 6 m de altura1.
Folhas alternas, simples, deltoides, com lâminas eretas2-4. Caule aéreo, aerenquimatoso,
que pode atingir até 17 cm de diâmetro na altura da base; rizomatosa; nós e entrenós
bem delimitados5-9. Raízes adventícias numerosas na base do caule10. Inflorescência
axilar com espata e espádice brancas a amareladas11-13. Flores femininas na parte apical e
masculinas na porção basal. Infrutescência grande, geralmente uma por haste14,15. Fruto
oblongo, com uma semente cada; sementes enegrecidas16.
Aspectos ecológicos: Perene. As sementes demoram entre 2 e 3 semanas para iniciar
a germinação e requerem solo bastante úmido17. Na Amazônia ocorre principalmente
nos rios de águas brancas e claras, ocupando margens de rios e lagos com elevada
intensidade de luz18,19. Tolera grandes flutuações do nível de água devido ao seu grande
porte. A polinização é feita por besouros. Dispersão pela água e por peixes.
Dicas de identificação em campo: A separação das espécies de Montrichardia é feita
pelo número de nervuras apicais secundárias; M. linifera possui de 5 a 12 nervuras.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1996; León & Young, 1996; Macedo et al., 2005;
Amarante et al., 2010; Ritter, 2013; Lopes, 2014; Lopes et al., 2016; 2017.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 182 183

5 8

5 cm

6 7 9

5 cm
10 11

2 cm

17

15 5 cm

1 cm
5 cm

16
12 13 14

18 19
COSTACEAE

Costus arabicus L.

2
5 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Cana-do-brejo, cana-de-macaco, cana-mansa, cana-do-mato,


canafista, heparena, pobre-velha.
Distribuição: Região tropical. Nativa das América do Sul e Central. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, ramificada, de 1 a 3 m de altura1.
Folhas alternas, espiraladas, ovadas a obovadas, base subcordada2,3; lígula truncada4;
bainhas, lígulas, pecíolos e laterais inferiores das folhas glabras ou pulverulentas. Caule
ramificado; rizomatosa. Inflorescência terminal, ovoide a fusiforme, aguda a obtusa5,
de 3 a 10 cm quando em flor; brácteas coriáceas verdes na parte exposta e vermelhas
na parte coberta6; bractéola avermelhada7. Flores vistosas; cálice avermelhado um
pouco tingido de verde8; corola branca9, labelo branco obovado, manchado de amarelo
no centro10. Infrutescência com até 20 cm11. Fruto cápsula, elipsoide, com sépalas
persistentes12; sementes pretas com arilo branco13.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocorre em uma diversidade de habitats preferencialmente
associados a corpos de água. Na várzea amazônica ocorre geralmente no sub-bosque de
florestas alagáveis, na parte alta da várzea. Propaga-se por rizomas, enraizamento das
hastes e por sementes14-17. Polinização principalmente por abelhas.
Dicas de identificação em campo: Pode ser identificada e diferenciada facilmente de
outras espécies de Costus por possuir inflorescência verde, flores brancas com labelo
manchado de amarelo e hastes ramificadas.
Referências: Maas, 1972; Haase & Beck, 1989; Junk & Piedade, 1993a; Ritter, 2013;
Bergamo et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 184 185

3 cm
6

2 cm
4 5

5 mm

5 mm

7 8 9 10

13
12

1 cm

11 14 15

16 17
EUPHORBIACEAE

Caperonia castaneifolia (L.) A.St.-Hil.

1 cm
5

1 cm

2 3 4

1 1 cm 6

4 cm 7

Nome (s) comum (ns): Quintarana, tabaco-de-lagarta.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte, nordeste e
centro-oeste. Biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de 0,5 a 1 m de altura1. Folhas
alternas, curto-pecioladas, oblongas a lanceoladas, margem serreada e com nervação
muito marcada2,3; estípuladas4. Caule cilíndrico, oco5-7; rizomatosa. Raiz pivotante na
fase terrestre8 e raízes adventícias surgindo nos nós e entrenós em caules alagados9.
Inflorescência axilar10, com flores unissexuais femininas na base e masculinas no ápice11.
Flores femininas com cálice de sépalas verdes12; flores masculinas com cálice de sépalas
verdes e corola de pétalas brancas13,14. Fruto deiscente do tipo tricoca, muricados
quando imaturos15-17, que estouram e liberam as sementes quando maduros18.
Aspectos ecológicos: Anual. Na várzea amazônica é comum ocorrendo nas margens de
rios e lagos com alta luminosidade ou em ilhas flutuantes19-21. Polinizada por abelhas.
Sementes dispersas pelo movimento da água e eventualmente ingeridas por peixes.
Dicas de identificação em campo: Pode ser confundida com Caperonia palustris que
também ocorre na Amazônia, porém esta é ereta e tem inflorescência com pedúnculo
maior.
Referências: Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Guarim-Neto, 1991; Junk &
Piedade, 1993a; 1997; Webster et al., 1999; Pott & Pott, 2000; Guterres et al., 2008;
Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 186 187

1 cm

8 9 10

11 12
13 14
2 cm

3 mm

2 mm
17 18

1 cm

15

16 19

20 21
POLYGONACEAE

Polygonum acuminatum Kunth

5 cm

15 cm

2 cm

1
4

Nome (s) comum (ns): Capiçoba, erva-de-bicho, fumo-bravo, pajamarioba, pimenta-


d’água, tabacarana, tabaco-de-jacaré.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida em diversas
partes do mundo. Ocorre em quase todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado,
Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1, de 0,6 a 1,5 m de altura. Folhas
alternas, lanceoladas, piloso-estrigosas2,3; ócrea pubescente, de margem truncada,
estrigosa, com longos pelos setosos4-6. Caule oco; ramos estrigosos; estolonífera7,8.
Inflorescência em racemos, densiflora9,10; pedúnculo piloso. Flores branco-rosadas
a amareladas11-13, com ocréolas cônico-afuniladas de margem ciliada, presença de
glândulas nectaríferas bem desenvolvidas. Fruto lenticular, liso e brilhante; encoberto
pelo perianto.
Aspectos ecológicos: Perene. Na várzea amazônica ocorre em lagos, margens de rios
e áreas alteradas mais elevadas14,15. Produz flores e frutos o ano todo. Polinizada por
abelhas. Propagação por sementes ou partes do caule que enraízam nos nós. Sementes
dispersas pela água.
Dicas de identificação em campo: Características como ócrea pilosa com pelos longos
setosos e ramos pilosos ajudam a diferenciar a espécie de outros Polygonum.
Referências: Cook et al., 1974; Guarim Neto, 1991; Junk & Piedade, 1993a; León &
Young, 1996; Melo, 1996; 2000; Pott & Pott, 2000; Silva-Brambilla & Moscheta, 2001;
Santos & Thomaz, 2007; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 188 189

1 cm 3 mm

2 cm

3 mm

5 6 9 10

2 mm
12

11

13
7 8

14 15
POLYGONACEAE

Polygonum ferrugineum Wedd.

10 cm

1 2 2 cm

Nome (s) comum (ns): Erva-de-bicho, fumo-bravo, quintarana, tabacarana, tabaco-de-jacaré.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Bioma: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente, de 0,7 a 2,5 m de altura1. Folhas
simples, alternas, lanceoladas a oval-lanceoladas2,3, com glândulas punctiformes
marrom-amareladas em ambas as faces; ócrea com margem truncada, membranácea,
glabra, verde ou ferrugínea4. Caule oco; ramos glabros. Inflorescência em racemo,
densiflora5,6; pedúnculo glabro. Flores brancas a róseas7, com ocréolas cônicas de
margem estrigosa e glândulas nectaríferas pouco desenvolvidas. Fruto lenticular,
subarredondado, liso e brilhante.
Aspectos ecológicos: Perene. Na Amazônia é encontrada nas várzeas e igapós,
principalmente nos lagos8-10, margens de rios e também pode crescer em ilhas flutuantes.
Polinizada por abelhas. Propagação por sementes ou partes do caule que enraízam nos
nós. A semente é dispersa pela água.
Dicas de identificação em campo: Características como a coloração da ócrea ferruginosa
e truncada e ramos glabros ajudam a diferenciar a espécie de outros Polygonum.
Referências: Cook et al., 1974; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Young,
1996; Melo, 1996; 2000; Pott & Pott, 2000; Silva-Brambilla & Moscheta, 2001; Santos
& Thomaz, 2007; Guterres et al., 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 190 191

6
4

3 mm

7 8

9 10
POLYGONACEAE

Polygonum hispidum Kunth


3

10 cm
5 cm

4
10 cm

5
1

Nome (s) comum (ns): Erva-de-bicho, fumo-bravo-do-amazonas, tabacarana, tabaco-


de-jacaré.
Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as regiões do Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1,2, de 1 a 1,5 m de altura. Folhas
alternas, oval-lanceoladas3,4, pilosidade restrita à nervura, com glândulas punctiformes
em ambas as faces; ócrea de margem franjada, verde, foliácea sobre o entrenó5. Caule
piloso6, aerenquimatoso até oco em direção à base7; ramos estrigoso-pubescentes.
Forma raízes adventícias quando alagada8. Inflorescência em racemos, densiflora9,10.
Flores alvas11-15, com ocréolas cônicas e pubescentes; perianto com glândulas esparsas
e glândulas nectaríferas desenvolvidas; pedúnculos estrigosos. Fruto lenticular, liso e
brilhante16-18.
Aspectos ecológicos: Perene. Plantas jovens na fase terrestre eretas19. Na Amazônia
ocorre em rios de água clara e branca20, em lagos, margens de rios, áreas alteradas e
ilhas flutuantes, podendo formar aglomerados. Polinizada por abelhas. Propagação por
sementes ou partes do caule que enraízam nos nós. As sementes são dispersas pela água.
Dicas de identificação em campo: Características como ócrea verde foliácea com
margem franjada e a pilosidade presente em toda a planta ajudam a diferenciar a
espécie de outros Polygonum.
Referências: Cook et al., 1974; León & Young, 1996; Melo, 1996; 2000; Pott & Pott,
2000; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 192 193

9
5 mm

7
10

6 8

2 mm

12 13 14 15

11 16 17 18

19 20
POLYGONACEAE

Polygonum punctatum Elliott

2 cm

10 cm
2

Nome (s) comum (ns): Erva-de-bicho, tabacarana, tabaco-de-jacaré.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, emergente1, de até 50 cm de altura. Folhas
alternas, lanceoladas a oval-lanceoladas2, glabras, com glândulas punctiformes
reluzentes em ambas as faces; margens ciliadas; ócrea de margem ciliada3,4. Caule
verde ou avermelhado, piloso; ramos glabros; estolonífera. Inflorescência em racemos,
laxos5,6. Flores com ocréolas cônicas e afuniladas; perianto com glândulas punctiformes7
e glândulas nectaríferas pouco desenvolvidas; pedúnculos glabros. Fruto lenticular,
trígono, liso e brilhante.
Aspectos ecológicos: Perene. É a espécie mais distribuída no território brasileiro, na
várzea amazônica ocorre em lagos, margens de rios e áreas alteradas mais elevadas;
podendo formar aglomerados8,9. Polinizada por abelhas. Propagação por sementes ou
partes do caule que enraízam nos nós. As sementes são dispersas pela água.
Dicas de identificação em campo: Características como a inflorescência laxa (pouco
densa; com os elementos constituintes afastados uns dos outros) ajudam a diferenciar a
espécie de outros Polygonum.
Referências: Cook et al., 1974; León & Young, 1996; Melo, 1996; 2000; Pott & Pott,
2000; Santos & Thomaz, 2007; Silva-Brambilla & Moscheta, 2011; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 194 195

3 cm

3 5

4 7

8 9
12. HERBÁCEAS FLUTUANTES LIVRES EMERSAS

a b
10 cm

FIGURA 14 - AMARANTHACEAE: a. Alternanthera aquatica (pág. 130/131); b. Alternanthera


philoxeroides (pág. 132/133); ARACEAE: c. Pistia stratiotes (pág. 204/205); FABACEAE: d. Aeschynomene
rudis (pág. 102/103); e. Neptunia oleracea (pág. 138/139); HYDROCHARITACEAE: f. Limnobium
laevigatum (pág. 208/209);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 196 197

k
l

ONAGRACEAE: g. Ludwigia helminthorrhiza (pág. 210/211); POACEAE: h. Paspalum repens (pág.


174/175); PONTEDERIACEAE: i. Eichhornia azurea (pág. 142/143); j. Eichhornia crassipes (pág.
214/215); k. Pontederia rotundifolia (pág. 144/145); PTERIDACEAE: l. Ceratopteris pteridoides
(pág. 216/217);
12. HERBÁCEAS FLUTUANTES LIVRES EMERSAS

m n o
10 cm

FIGURA 14 Continuação - ARACEAE: m. Lemna aequinoctialis (pág. 200/201); n. Lemna


valdiviana (pág. 202/201); o. Pistia stratiotes (JOVEM) (pág. 204/205); p. Spirodela intermedia
(pág. 206/207); HYDROCHARITACEAE: q. Limnobium laevigatum (JOVEM) (pág. 208/209);
PHYLLANTHACEAE: r. Phyllanthus fluitans (pág. 212/213);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 198 199

PTERIDACEAE: s. Ceratopteris pteridoides (JOVEM) (pág. 216/217); RICCIACEAE: t. Ricciocarpos


natans (pág. 218/219); SALVINIACEAE: u. Azolla filiculoides (pág. 220/221); v. Salvinia auriculata
(pág. 222/223); w. Salvinia minima (pág. 224/225); x. Salvinia sprucei (pág. 226/227).
ARACEAE

Lemna aequinoctialis Welw.

2 mm

1 mm

1 2

Nome (s) comum (ns): Lentilha-d’água.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todas as regiões do
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, de 2 a 3 mm de
comprimento1,2. Frondes assimétricas, ovadas a lanceoladas, 1 até 2 vezes mais longa
que larga3,4, com três nervuras (evidenciadas por clarificação5,6); superfície dorsal da
fronde com papilas conspícuas7. Raiz não ramificada, 1 por fronde8,9. Flor envolta
por um prófilo de abertura lateral, dificilmente vista a olho nu. Fruto utrículo ovoide;
semente de cor castanha, 1 por planta.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em águas calmas na maioria das vezes associada a
raízes de outras plantas aquáticas10,11, mas pode sobreviver vários dias em solo úmido;
forma aglomerados monoespecíficos principalmente em ambientes eutrofizados.
Propagação por sementes e vegetativa.
Dicas de identificação em campo: L. aequinoctialis possui 3 nervuras e papilas dorsais
nas frondes, já L. valdiviana possui apenas uma nervura e carece de papilas.
Referências: Cook et al., 1974; Cook, 1985; Junk, 1986; Landolt, 1986; Junk & Piedade,
1993a; Cook, 1996; León & Young, 1996; Pott & Cervi, 1999; Pott & Pott, 2000; Les et
al., 2002; Crawford et al., 2005; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 200 201

0,5 mm

3 4 5 6

1 mm 2 mm 9

10 11
ARACEAE

Lemna valdiviana Phil.


1 mm

1 2

3 mm

1 mm

3 4

Nome (s) comum (ns): Açude, lentilha-d’água, pasta-miúda, pesca-miúda.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, de 2 a 5 mm de
comprimento1,2. Frondes flutuantes ou levemente submersas, oblongo-ovadas, base
assimétrica com raras papilas no lado superior e apenas uma nervura na linha mediana3,4
(evidenciada por clarificação da fronde5). Raiz não ramificada, 1 por fronde6,7. Inflorescências
em bolsas laterais, rodeadas por uma bráctea membranácea. Flores unissexuais, minúsculas.
Fruto utrículo ovoide, às vezes lateralmente alado; sementes ovoides.
Aspectos ecológicos: Anual. Propagação vegetativa e por semente. Prefere águas
calmas e levemente sombreadas8,9. Ocorre geralmente associada à Azolla spp.,
Wolffiella spp. ou no meio de aglomerados de Paspalum repens. Pode dobrar seu
número a cada 3 dias, podendo cobrir ampla superfície de lagos. É considerada invasora
em ambientes eutrofizados.
Dicas de identificação em campo: Características como fronde com 1 nervura e com a
base assimétrica ajudam a diferenciar esta espécie de outras Lemna.
Referências: Cook et al., 1974; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Young, 1996;
Pott & Cervi, 1999; Pott & Pott, 2000; Lorenzi, 2008; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 202 203

1 mm

6
7
2 mm

8 9
ARACEAE

Pistia stratiotes L.
1

5 6
3 cm
5 cm

2 4

9
7 8

Nome (s) comum (ns): Alface-d’água, mureru, mureru-branquinho, mureru-pagé.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, podendo variar
de 3 a 30 cm de altura quando adultas1,2. Folhas alternas, dispostas em rosetas3,4,
subsésseis5,6 a pecioladas7,8 (folhas da base), obovadas, com nervuras paralelas,
densamente pubescentes em ambas as faces, hidrofóbicas, aerenquimatosas9. Caule
reduzido, inconspícuo; estolonífera10. Raízes adventíceas numerosas, variando de acordo
com o ambiente11,12. Inflorescência solitária, axilar, do tipo espádice; espata branca,
densamente pilosa externamente13,14 (tamanho varia com o tamanho do indivíduo).
Flores unissexuadas; uma flor masculina na porção terminal e uma flor feminina na
porção basal15,16. Fruto baga, amarronzado na maturação17, deiscente pela dissolução do
pericarpo18; sementes elípticas com ápice e base truncados19.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. As sementes germinam no solo com águas
rasas ou em solo encharcado e já no início da expansão da primeira folha já podem
se tornar flutuantes (se estiverem na água)20-23. Ocorre em uma ampla variedade de
ambientes aquáticos, preferindo águas paradas ou pouco correntes, ricas em nutrientes,
podendo formar densas populações monoespecíficas24; na fase seca pode sobreviver
semienraizada na lama. Propagação por estolhos25,26 e por sementes dispersas pela
água. Floresce durante o ano todo. Polinizada por insetos. Pode se tornar invasora em
ambientes eutrofizados, sendo considerada planta invasora em todo o mundo.
Dicas de identificação em campo: Única espécie do gênero, de fácil identificação devido
as suas características singulares.
Referências: Fanshawe, 1954; Cook et al., 1974; Albuquerque, 1981; Junk & Howard-
Williams, 1984; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Guarim Neto, 1991; Junk
& Piedade, 1993a; b; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott
& Pott, 2000; Santos & Thomaz, 2007; Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Lot et al.,
2013; Ritter, 2013; Costa et al., 2016.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 204 205

5 mm
11

10 12

3 mm

3 mm 3 mm

17
18
13 14 15 16

1 mm

19 20 21 22 23

24

25 26
ARACEAE

Spirodela intermedia W.Koch

3
5 mm

Nome (s) comum (ns): Lentilha-d’água.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1-3, de 2 a 6 cm de
comprimento. Frondes solitárias ou em grupo, espiraladas, ovais a suborbiculares; verdes
na face superior, hidrofóbicas4; na face inferior são esverdeadas até avermelhadas e
infladas com tecido aerênquimatoso5; palmatinérveas (evidenciadas contra luz6 ou por
clarificação da fronde7). Caule reduzido. Raízes fasciculares8-10. Inflorescências em bolsas
laterais, rodeadas por uma bráctea membranácea. Flores unissexuais envolta em um
profilo de abertura apical. Fruto utrículo ovoide, levemente alado; sementes ovoides, de
1 a 5 por fruto.
Aspectos ecológicos: Anual. Propagação vegetativa e por sementes. Pode dobrar de
biomassa a cada 2-3 dias. Ocorre em águas calmas de lagos11,12, protegidas do vento e
com alto teor de nitrogênio, geralmente associada a estandes de Salvinia spp., Azolla
spp. e Lemna spp.
Dicas de identificação em campo: Características como frondes espiraladas com as
faces de coloração diferenciada, além da presença de várias raízes por fronde ajudam na
identificação da espécie.
Referências: Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Young, 1996; Pott & Cervi,
1999; Pott & Pott, 2000; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 206 207

4 5 6 7

2 mm

1 mm

5 mm

8 9 10

11 12
HYDROCHARITACEAE

Limnobium laevigatum (Humb. & Bonpl. ex Willd.) Heine


3

1 cm

2 cm
2
4 5
1

Nome (s) comum (ns): Camalotinho, erva-de-sapo, mureru-orelha-de-burro.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as regiões
do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1,2 ou pouco enraizada em
águas rasas. Folhas dimórficas; flutuantes nos estágios iniciais e em plantas dispersas, curto
pecioladas e com limbo suborbicular e aerenquimatoso3-5; aéreas emersas, longo pecioladas
e com limbo elíptico ou arredondado e delgado em plantas aglomeradas6,7. Raízes filiformes
ou fasciculadas; talos horizontais, ramificados, estoloníferos8. Flores unissexuais; flores
pistiladas, solitárias, com uma bráctea basal9,10, desprovidas de pétalas; flores estaminadas
de 2 a 5 abrindo-se sucessivamente, protegidas por duas brácteas transparentes; cálice
com sépalas albo-esverdeadas, corola com pétalas branco-amareladas11-13. Fruto cápsula
(bagácea) de deiscência irregular, elipsóide ou obovada, submerso; sementes numerosas,
com tricomas, gelatinosas em contato com a água.
Aspectos ecológicos: Perene. Ocorre em uma grande variedade de ambientes,
principalmente em águas tranquilas de rios, lagos e paranás. Aparece no início da
sucessão aquática, germinando na lama14, posteriormente passando a flutuante livre15,16.
Propagação vegetativa ou por sementes. Após florescer a flor se volta para dentro da água
onde o fruto amadurece e libera as sementes que podem ficar dormentes por até 6 meses.
Dicas de identificação em campo: Única espécie do gênero no Brasil, com características
gerais que a diferenciam facilmente no ambiente natural.
Referências: Cook et al., 1974; Albuquerque, 1981; Cook & Urmi-König, 1983; Cook,
1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Lowden, 1992; Junk & Piedade, 1993a; Cook,
1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Novara, 2005;
Santos & Thomaz, 2007; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 208 209

4,5 cm

1 cm 8

6 7

12 13

1 cm

11

9
10

2 cm

14

15 16
ONAGRACEAE

Ludwigia helminthorrhiza (Mart.) H.Hara

3
1 cm

10 cm

Nome (s) comum (ns): Escama-de-pirarucu, lombrigueira, mureru.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no norte, nordeste e
centro-oeste. Biomas: Amazônia, Caatinga e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1 passando a enraizada
na fase terrestre. Folhas simples, alternas, obovadas2-4. Caule cilíndrico5, verde a
avermelhado e glabro; ramos dentro da água são decumbentes6 e quando fora da água
se tornam eretos7. Raízes adventícias finas na fase terrestre8,9, na fase aquática surgem
raízes intumescidas, esbranquiçadas e aerenquimatosas10,11. Flores solitárias, axilares12,
pentâmeras, bissexuadas; cálice com sépalas verdes; corola com pétalas brancas,
vistosas; pedicelo verde13-15. Fruto cápsula16, deiscente, cálice persistente17.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Na várzea amazônica ocorre geralmente em
lagos e rios de águas calmas, germinando na fase seca, desenvolvendo-se prostrada
ao solo18. Passa a formar ramos com raízes aerenquimatosas assim que se inicia a
inundação, passando de enraizada a flutuante livre emersa19. Sobrevive em solo úmido,
mas desaparece se a água seca totalmente. Quando em solos encharcados nas águas
baixas perde os aerênquimas e assume formato mais ereto20. Polinização por abelhas.
Propaga-se por divisão da planta e por sementes.
Dicas de identificação em campo: Fácil de ser reconhecida pela presença de aerenquima
nas raízes, sendo a única Ludwigia de flor branca ocorrendo na Amazônia e Pantanal.
Referências: Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Encarnación, 1993; Cook,
1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Guterres et al.,
2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 210 211

3 mm
5 6 7

8 9 2 cm 10

5 mm

11 12

1 cm
13
1 cm 14 15

17

16

18

19 20
PHYLLANTHACEAE

Phyllanthus fluitans Benth. ex Müll.Arg.

1 cm 4

1 5 mm

2 3 5

Nome (s) comum (ns): Escama-de-pirarucu, mureru, orelha-de-onça.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Norte (México) e América do Sul. No
Brasil ocorre no norte, nordeste e centro-oeste. Biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, de cerca de 10
cm de comprimento1,2. Folhas alternas, dispostas em duas linhas3, verdes e/ou
arroxeadas, orbiculares, abauladas, convexas, formando um oco na face inferior para
flutuação4-6, presença de papilas hidrofóbicas7. Caules finos e glabros, eventualmente
raízes adventícias surgem dos entrenós8,9; estolonífera. Inflorescência axilar, com 3 a
4 flores10,11. Flores unissexuais, com 3 sépalas e 3 pétalas, brancas a esverdeadas12-14;
pedicelo curto. Fruto cápsula trilocular, avermelhado15; sementes lisas.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene de vida curta. Na fase terrestre possui folhas
planas16-18. Ocorre preferencialmente em lagos onde a água é calma19-21, geralmente
associada a estandes de Salvinia spp. e Azolla spp. Propaga-se por divisão da planta e
por sementes. Polinizada por insetos.
Dicas de identificação em campo: Pode ser confundida com Salvinia spp., porém,
características como folhas orbiculares, abauladas e dispostas em duas linhas a distingue
de qualquer outra espécie.
Referências: Cook et al., 1974; Albuquerque, 1981; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a;
Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Neinhuis & Barthlott, 1997;
Webster et al., 1999; Pott & Pott, 2000; Guterres et al., 2008; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 212 213

1 cm 6

2 mm

11
2 mm

7 8 10
12

1 mm
13
16

15

1 mm
1 cm

14 17

18 19

20 21
PONTEDERIACEAE
Eichhornia crassipes (Mart.) Solms
2
2 cm

1 cm
4

10 cm 10 cm

Nome (s) comum (ns): Aguapé, camalote, jacinto-d’água, mureré, mureré-de-canudo,


mureru.
Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Nativa da América do Sul e
Central, introduzida em todo o mundo. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1-3, de 15 a 80 cm de
altura. Folhas em rosetas com grande dimorfismo, de orbiculares com pecíolo intumescido
pela presença de aerênquima4 até ovadas, longo-pecioladas, também com aerênquima5.
Caule reduzido, inconspícuo; estolonífera; rizomatosa6. Raízes adventícias geralmente
azuladas, numerosas, com coifa bem desenvolvida7-9. Inflorescência racemosa10,11, com
em média 12 flores. Flores vistosas, lilases; tépala interna superior com mancha amarela;
tépalas com margem inteira12,13. Fruto cápsula; sementes ovoides, escuras.
Aspectos ecológicos: Perene. Na várzea amazônica ocorre em uma ampla variedade de
habitats, mas principalmente em lagos. Pode permanecer enraizada em solo encharcado
na estação seca14-16. Floresce emersa, quase o ano todo e frutifica submersa, liberando
as sementes na água. Polinizada por abelhas. Dispersa pela água. Não foi visualizada
a frutificação dessa espécie na Amazônia. Na Amazônia Central sua propagação
provavelmente seja somente vegetativa. É a planta aquática invasora mais comum e
uma das mais problemáticas em todo o mundo.
Dicas de identificação em campo: Apresenta grande variação morfológica dependendo
do ambiente. O pecíolo fica mais reto e fino quando a planta está enraizada ou
adensada e as folhas passam de arredondadas para ovadas. Distingue-se de E. azurea
por apresentar tépalas internas com margem inteira e pecíolos com a base inflada,
especialmente quando curtos.
Referências: Cook et al., 1974; Barrett, 1980; Albuquerque, 1981; Gopal & Sharma,
1981; Junk & Howard-Williams, 1984; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Guarim
Neto, 1991; Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; León & Encarnación, 1993; Cook,
1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Santos & Thomaz,
2007; Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 214 215

1 mm

10 cm

6 7 8 9

1 cm

5 cm

12 13

5 cm

10 11 14

15 16
PTERIDACEAE
Ceratopteris pteridoides (Hook.) Hieron.

2 3

1
4
10 cm
4 mm

Nome (s) comum (ns): Couve-d’água, mureru, muriru, mureru-açu, pé-de-sapo,


samambaia-do-brejo.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Ásia e
Austrália. Ocorre em quase todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1, podendo enraizar na
descida das águas, de 20 a 40 cm de altura. Frondes em rosetas, lobadas2,3; pecíolo e
nervuras dilatados na superfície abaxial, aerenquimatosos4; frondes férteis pinatisséctas,
aerenquimatosas5. Caule reduzido6, aerenquimatoso. Raízes adventícias saem
principalmente da base do pecíolo7. Esporângios são protegidos pelas margens da fronde
fértil que se enrolam para baixo8,9, globosos e transparentes10.
Aspectos ecológicos: Anual. Produz esporos em abundância que germinam em solo
úmido11, formando gametófitos. Após a fecundação as plântulas germinam sobre
os gametófitos que degeneram12. As plantas jovens desenvolvem-se sobre o solo
úmido13-15, passando a flutuantes livres com a subida das águas16,17. Reprodução
vegetativa, onde as frondes desenvolvem gemas adventícias nas margens que dão
origem a novas plantas18. Dispersão pela água. Forma aglomerados em lagos de
várzea19-20.
Dicas de identificação em campo: Planta com características singulares, dificilmente
confundida em campo.
Referências: DeVol, 1957; Cook et al., 1974; Lloyd, 1974; Albuquerque, 1981; Junk &
Howard-Williams, 1984; Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Junk & Piedade,
1993a; León & Encarnación, 1993; Cook, 1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade,
1997; Pott & Pott, 2000; Piedade et al., 2010; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 216 217

2 cm
8 9

2 cm

2 mm

5 6 7

0,15 mm 1 mm

10

0,25 mm 11 12

15

1 cm

13 14

17 18

16 19 20
RICCIACEAE

Ricciocarpos natans (L.) Corda

3 mm

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todas as regiões do
Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1, hepática, talosa, de até
1,5 cm de comprimento, ramificada dicotomicamente. Face superior convexa, carnosa,
verde brilhante, com sulco longitudinal2; face inferior com escamas ventrais liguladas
de margens serreadas, violáceas, esverdeadas a castanhas3-6. Talo com muitas células de
espessura e câmaras aeríferas7,8. Órgãos sexuais (arquegônios negros e anterídios) se
desenvolvem nos sulcos longitudinais; esporogônio arredondado se desenvolve na parte
superior, se projetando como estruturas cônicas pequenas, raramente vistas.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Ocorre preferencialmente em lagos onde a água
é calma, geralmente associada a estandes de Salvinia spp. e Azolla spp. Propagação por
esporos e vegetativamente pela bifurcação do ápice9-12. Pode persistir em solo úmido por
muito tempo13. Dispersão pela água.
Dicas de identificação em campo: O gênero só tem uma espécie, a qual pode ser
facilmente reconhecida pelo formato peculiar do talo que é ramificado dicotomicamente,
com sulcos longitudinais dorsalmente e escamas ventrais.
Referências: Garber, 1904; Cook et al., 1974; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a;
1997; Rial & Lasso, 1998; Pott & Pott, 2000; Santos & Thomaz, 2007; Imbassahy et al.,
2009; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 218 219

5 6 5 mm

8 10
5 mm

9 11

12 13
SALVINIACEAE

Azolla filiculoides Lam.

1 mm

1 2
3 mm 4 5

Nome (s) comum (ns): Azola, chibé-de-peixe-boi, mureru-rendado, muruê-rendado,


tapete-d’água.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida em quase
todo o mundo. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga,
Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa1,2, de 1 a 5 cm
de comprimento. Frondes escamosas, imbricadas, verdes ou avermelhadas, muito
próximas entre si, encobrindo o caule; divididas em um lobo maior, superior, aéreo e
um inferior, submerso; presença de tricomas unicelulares na base do lobo superior3-6.
Raízes filamentosas simples7, com coifa evidente8. Na fase fértil produz dois tipos de
esporocarpos, geralmente aos pares9-11; microesporocarpo esférico12, com cerca de vinte
microsporângios13; megasporocarpo piriforme14, com um único megasporângio15.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Propaga-se vegetativamente por fragmentação
do caule ou por esporos formados nos dois tipos de esporocarpos. Germina sobre solo
encharcado16. Fixadora de nitrogênio pela associação simbiótica com a cianobactéria
Anabaena azollae que ocorre em cavidades em ambos os lobos das frondes17,18. As
frondes tornam-se avermelhadas com exposição direta ao sol. Ocorre em lagos de águas
calmas19,20. Considerada invasora em várias partes do mundo.
Dicas de identificação em campo: Única espécie do gênero ocorrente na Amazônia,
com características singulares de fácil identificação.
Referências: Cook et al., 1974; Albuquerque, 1981; Junk & Howard-Williams, 1984;
Cook, 1985; Sculthorpe, 1985; Junk, 1986; Kissmann, 1991; Saunders & Fowler, 1992;
Junk & Piedade, 1993a; León & Encarnación, 1993; Cook, 1996; León & Young, 1996;
Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Evrard & Van Hove, 2004; Guterres et al.,
2008; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013; Miranda & Schwartsburd, 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 220 221

1 mm
9

6 7 8

12
11 1 mm 0,5 mm

10
15
14
0,5 mm
13

16 17 18

19 20
SALVINIACEAE

Salvinia auriculata Aubl.


1 cm

4
1

1 cm
2 cm

5 6
1 mm

2 3 7 8

Nome (s) comum (ns): Carrapatinho, erva-de-sapo, murué, mureru, samambaia-da-


água, salvínia.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida na Ásia,
Austrália e África. Ocorre em todas as regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado,
Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, em alguns ambientes
pode chegar a 30 cm de comprimento1,2. Frondes emersas planas ou levemente
dobradas, elípticas a arredondadas3-6, com tricomas hidrofóbicos na superfície superior
unidos nas extremidades, lembrando a forma de um garfo de batedeira (visíveis com
lupa)7-9; fronde submersa filamentosa, semelhante a raízes com pelos hidrofílicos, saindo
de um mesmo ponto em formato de U ou âncora10. Rizoma flutuante com três frondes
por nó, aerenquimatoso com pelos hidrofílicos11-13. Esporocarpos longo-pedunculados
globosos presos a um filamento da fronde submersa, não ramificado14-20.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Propagação por divisão da planta ou esporos.
Dispersão dos esporos pela água e por aves. Ocorre somente em águas com pouca
movimentação21,22 e altas temperaturas. Colonizadora de locais perturbados, pode se
tornar dominante cobrindo completamente a superfície da água em poucas semanas.
Dicas de identificação em campo: Diferencia-se de outras espécies do gênero por
possuir frondes abertas e achatadas, com tricomas em toda a superfície e fronde
submersa saindo de uma estrutura em formato de âncora.
Referências: Sota, 1962; Cook et al., 1974; Albuquerque, 1981; Forno, 1983; Junk &
Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Kissmann, 1991; Junk & Piedade, 1993a; b; Cook,
1996; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Pott & Pott, 2000; Lorenzi, 2008;
Zuquim et al., 2008; Piedade et al., 2010; Ritter, 2013; Miranda & Schwartsburd, 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 222 223

1 cm

10 2 mm 11 0,05 mm 12

0,05 mm
5 mm

9 13 14 15

1 mm

16
2 mm

17 18 19 20

21 22
SALVINIACEAE

Salvinia minima Baker

3
2 mm

1 mm

2 cm
1 2

Nome (s) comum (ns): Carrapatinho, erva-de-sapo, murué, mureru, samambaia-da-


água, salvínia.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, de até 8 cm de
comprimento1,2. Frondes emersas elípticas, arredondadas geralmente dobradas3,4,
face superior com tricomas hidrofóbicos que não se unem na extremidade (visíveis
com lupa)5; fronde submersa filamentosa, semelhante a raízes com pelos hidrofílicos,
divididas em segmentos que partem do mesmo ponto. Rizoma flutuante com três
frondes por nó6. Esporocarpos em grupos de 4 a 8, subsésseis, dispostos ao longo de um
filamento da fronde submersa, não ramificados7-9.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Propaga-se vegetativamente e por esporos.
Prefere água de lagos com pouca movimentação10. Pode ocorrer juntamente com outras
espécies como Salvinia auriculata, Pistia stratiotes e Phyllanthus fluitans. Pode tornar-se
invasora em ambientes eutrofizados.
Dicas de identificação em campo: Características como tricomas nas frondes emersas com
ápice livre em forma de pé-de-galinha ajudam a diferenciar esta espécie de outras Salvinia.
Referências: Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; León & Young, 1996; Pott & Pott, 2000;
Guterres et al., 2008; Rodrigues, 2011; Ritter, 2013; Miranda & Schwartsburd, 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 224 225

8
1 mm

10
SALVINIACEAE

Salvinia sprucei Kuhn

1 cm

3 mm

2 mm

4 5
3

Nome (s) comum (ns): Carrapatinho, erva-de-sapo, murué, mureru, samambaia-da-


água, salvínia.
Distribuição: Região tropical. Nativa do norte da América do Sul e América Central. No
Brasil só ocorre no Estado do Amazonas. Bioma: Amazônia.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre emersa, de cerca de 10 cm de
comprimento1,2. Frondes emersas com lâminas em formato de copo3,4, com pequenas
papilas e tricomas curtos hidrofóbicos nas margens, nervuras escuras aparentes5,6; fronde
submersa filamentosa, semelhante a raízes, com pelos hidrofílicos7. Rizoma flutuante
com três frondes por nó. Esporocarpos curto-pedunculados globosos presos a um
filamento da fronde submersa, não ramificados8-10
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. A presença de S. sprucei na Bacia Amazônica
é rara e sazonal, vinda provavelmente da Bacia do Orinoco durante a época chuvosa.
A espécie é encontrada em baixas densidades, principalmente em lagos associada a
estandes de S. minima e S. auriculata11,12.
Dicas de identificação em campo: S. sprucei se diferencia fácilmente das outras espécies
do gênero pela fronde emersa em forma de copo com papilas e tricomas apenas na
parte superior interna dos bordos e pelas nervuras escuras aparentes.
Referências: Sota, 1964; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a; Sota & Cassá de Pazos,
2001; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 226 227

2 mm

1 mm

7
6 8

1 mm
10

9 0,25 mm

11 12
13. HERBÁCEAS FLUTUANTES LIVRES SUBMERSAS

a b c

d
10 cm

FIGURA 15 - ARACEAE: a. Wolffiella caudata (pág. 230/321); b. Wolffiella oblonga (pág. 232/233);
c. Wolffiella welwitschii (pág. 234/325); CERATOPHYLLACEAE: d. Ceratophylum muricatum (pág.
236/237); HYDROCHARITACEAE: e. Najas microcarpa (pág. 238/239); LENTIBULARIACEAE: f. Utricularia
breviscapa (pág. 240/241);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 228 229

g. Utricularia foliosa (pág. 242/243); h. Utricularia gibba (pág. 244/245).


ARACEAE

Wolffiella caudata Landolt

1 mm

Nome (s) comum (ns): Lentilha-d’água.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre no norte.
Bioma: Amazônia.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa próxima a superfície1.
Frondes membranosas, assimétricas, geralmente 2, ovaladas, contraindo-se de forma
assimétrica em um apêndice em formato de cauda estreita2-7; margem denticulada. Raiz
ausente. Flor e fruto não descritos.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em águas calmas nos lagos de várzea8-10, na maioria
das vezes associada a raízes de outras plantas aquáticas.
Dicas de identificação em campo: Diferencia-se de outras espécies de Wolffiella pelo
formato do fronde, que nesta espécie apresenta um apêndice pontiagudo.
Referências: Cook et al., 1974; Landolt, 1992; Cook, 1996; Les et al., 2002; Crawford
et al., 2005.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 230 231

1 mm

4 5 6 7

9 10
ARACEAE

Wolffiella oblonga (Phil.) Hegelm.

1 mm

1 cm

1 2

Nome (s) comum (ns): Lentilha-d’água.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa próxima a
superfície1,2. Frondes membranosas, assimétricas, geralmente 2 mas podem ocorrer
até 8 frondes unidas em formato estrelado, levemente curvadas e falcadas3-6; fronde
florida solitária de base emersa; base oblíqua; ápice arredondado ou afilado de 2,7 até
4,5 vezes mais longa que larga. Raiz ausente. Flor no lado direito ou esquerdo da linha
mediana, dificilmente vista a olho nu. Fruto utrículo elipsoide.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em águas calmas nos lagos de várzea, na maioria
das vezes associada a raízes de outras plantas aquáticas7,8. Propaga-se por sementes e
vegetativamente.
Dicas de identificação em campo: Difere a olho nu de W. lingulata e de W. welwitschii
pelas frondes mais afinadas, alongadas e levemente falcadas.
Referências: Cook et al., 1974; Junk, 1986; Landolt, 1986; Junk & Piedade, 1993a;
Cook, 1996; León & Young, 1996; Pott & Cervi, 1999; Pott & Pott, 2000; Les et al.,
2002; Crawford et al., 2005; Santos & Thomaz, 2007; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 232 233

2 mm
1 mm

4 5

7 8
ARACEAE

Wolffiella welwitschii (Hegelm.) Monod

0,5 mm
3

1 mm

1 mm
1 2 4

Nome (s) comum (ns): Lentilha-d’água.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas e África. No Brasil ocorre no norte,
centro-oeste e nordeste. Biomas: Amazônia, Caatinga e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa próxima à superfície1-4.
Frondes em forma de lingueta, membranosas; margens laterais erguidas; base levemente
truncada; ápice arredondado ou mais estreito que a base5; sequência de células alongadas
na linha mediana da parede inferior da cavidade vegetativa6 (onde são formadas as
frondes novas); frondes floridas mais estreitas e levemente assimétricas, com a parte basal
emersa, parte distal curva7; quase sempre duas frondes unidas, raramente mais. Raiz
ausente. Flores 2 por fronde, uma em cada lado da linha mediana8-12, floração simultânea,
dificilmente vista a olho nu. Fruto utrículo elipsoide.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em águas calmas nos lagos de várzea, na maioria
das vezes associada a raízes de outras plantas aquáticas13-14. Propaga-se por sementes e
vegetativamente.
Dicas de identificação em campo: Frondes estéreis, a olho nu, podem ser confundidas
com Wolffiella lingulata, pelo formato curvo das folhas. Porém, difere a olho nu
de outras Wolffiella por apresentar duas flores por fronde. Quando estéril pode ser
identificada pela posição mediana da sequência de células alongadas.
Referências: Cook et al., 1974; Sculthorpe, 1985; Landolt, 1986; Cook, 1996; León &
Young, 1996; Pott & Cervi, 1999; Pott & Pott, 2000; Les et al., 2002; Crawford et al.,
2005; Lot et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 234 235

1 mm

1 mm

5 6 7

1 mm 1 mm

8 10
1 mm

11

12

13 14
CERATOPHYLLACEAE

Ceratophyllum muricatum Cham.


8

1 mm

1 cm 2 7

1 cm
1 cm

5 mm

10 cm

5 6
1 3

Nome (s) comum (ns): Pinheirinho-da-água.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. No Brasil ocorre no
norte e centro-oeste. Biomas: Amazônia e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa1, pode chegar a até
1 m de comprimento. Folhas verticiladas2,3, multipartidas dicotomicamente de 2-4 vezes
em filamentos lineares4, aerenquimatosas5-7; margem com dentes inconspícuos; folhas
das extremidades dos caules geralmente avermelhadas. Caule filiforme aerenquimatoso8.
Raiz ausente. Flores unissexuais, axilares9-14. Frutos núculas ovoides, com espinhos de
diversos comprimentos sendo um apical mais desenvolvido, com ou sem alas15-17.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Espécie dioica. Propagação por fragmentos da
planta ou por sementes. Polinização através da água. É tolerante à flutuação do nível
da água. Comum em diferentes corpos de água da região Amazônica, porém restrita a
águas tranquilas e não muito ácidas 18-19.
Dicas de identificação em campo: Espécie com diversas subespécies e variedades, neste
livro é colocado a descrição Ceratophyllum muricatum subsp. australe (Griseb.) Les que
apresenta distribuição restrita as Américas. Pode ser confundida com Ceratophyllum
demersum que também ocorre na Amazônia, porém C. muricatum se diferencia por
apresentar folhas menos congestas e ser menos robusta.
Referências: Hoehne, 1948; Fassett, 1953; Cook et al., 1974; Lowden, 1978; 1981;
Sehgal & Ram, 1981; Sculthorpe, 1985; Wilmot-Dear, 1985; Les, 1985; 1986a; b;
1988a; b; 1989; León & Encarnación, 1993; Cook, 1996; León & Young, 1996; Pott &
Pott, 2000; Souza & Lorenzi, 2005; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 236 237

1 mm
0,5 mm

10
11
9

1 mm

13 14

12

16

2 mm

15 17

18 19
HYDROCHARITACEAE

Najas microcarpa K.Schum.

2 cm 1 2

1 mm

5 mm
6 7

0,5 mm

2 cm
3 4 5 8

Nome (s) comum (ns): Lodo.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre no norte,
nordeste e centro-oeste. Biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa ou fixa1-3. Folhas
alternas, linear-lanceoladas, com bordo serreado4,5, ligeiramente recurvadas, verdes
intercalado com vinho; bainha serreada6; limbo com compartimentos aeríferos separados
por septos multicelulares7,8. Caule delgado, geralmente muito ramificado, formando
tufos verdes na porção terminal (entrenós curtos9), aerenquimatoso e quebradiço10,11.
Flor na axila foliar12, muito pequena, unissexual e submersa13,14. Fruto núcula,
frouxamente fechado, coberto por revestimento membranoso15-17; sementes elípticas,
ovadas ou fusiformes, rígidas.
Aspectos ecológicos: Anual. Ocorre em áreas de águas calmas ou às vezes aderida a
troncos e rochas18,19. Propaga-se vegetativamente por divisão da planta ou por sementes
dispersas pela água.
Dicas de identificação em campo: Características como o hábito submerso e as folhas
de bordo serreado ajudam a identificar a espécie.
Referências: Rendle, 1899; Cook et al., 1974; Lowden, 1986; Cook, 1996; Pott & Pott,
2000; Koehler & Bove, 2004.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 238 239

1 mm 0,25 mm

10 11 12

15
1 mm

13 0,5 mm
16

14
9 17

18 19
LENTIBULARIACEAE

Utricularia breviscapa C.Wright ex Griseb.

5 mm

1 mm

2 cm 3 mm
1 3 4

Nome (s) comum (ns): Lodo, buchuchu-de-peixe-boi.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul e Central (Cuba).
No Brasil ocorre no norte, nordeste, centro-oeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Cerrado,
Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa1. Folhas verticiladas,
desprovidas de lâminas, sendo finamente divididas dicotomicamente, com aspecto
dendrítico2,3, providas de utrículos4. Estolões delgados com ramos verticilados5.
Inflorescência emergente, 1-3 flores (abrindo uma de cada vez), de 1 a 10 cm de altura6;
escapo com cinco flutuadores verticilados em disposição de estrela, inseridos em sua
porção mediana7,8. Flores com pedicelo e cálice arroxeados9; corola bilabiada amarela10,
lábio inferior com esporão11. Fruto cápsula.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Na Amazônia ocorre geralmente em lagos de
água preta e branca ou em rios de águas calmas12,13. Planta carnívora que utiliza os
utrículos para se alimentar de zooplâncton. Floresce ao longo de todo o ano. Propaga-se
vegetativamente ou por sementes. Dispersa pela água e por aves aquáticas que podem
carregar tanto as sementes quanto partes da planta.
Dicas de identificação em campo: Distingue-se de outras plantas pela presença de
utrículos e de outras espécies de Utricularia pela presença de flutuadores estrelados que
sustentam as inflorescências.
Referências: Haase & Beck, 1989; Taylor, 1989; 1999; Pott & Pott, 2000; Guterres et al.,
2008; Souza & Bove, 2012; Ritter, 2013; Costa et al., 2016.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 240 241

1 cm

1 cm

5 6 7

10

9
11
5 mm

5 mm
8

12 13
LENTIBULARIACEAE

Utricularia foliosa L.

5 cm
1 2

0,25 mm

2 mm
3 mm 1 mm
3 4 5 6

Nome (s) comum (ns): Camarão-pichaua, lodo.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas e África. Ocorre em
todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa1, podendo chegar
a vários metros de comprimento. Folhas alternas, desprovidas de lâminas, sendo
finamente divididas dicotomicamente, com aspecto dentrítico2, providas ou não de
utrículos3-6, quando jovens tem aspecto gelatinoso. Estolões robustos e achatados,
aerenquimatosos7,8. Inflorescência emergente9, ligeiramente congesta em flor e laxa em
fruto, de 7 a 45 cm de altura; pendúculo longo e ereto; escapo aerenquimatoso10. Flores
com sépalas semelhantes entre si, cartáceas; corola bilabiada, amarela, com nervuras
lilases11-13, lábio inferior com esporão14; glândulas sésseis presentes. Fruto cápsula,
globosa; pedicelo reflexo15-20; sementes achatadas21,22.
Aspectos ecológicos: Perene ou anual. Planta carnívora que utiliza os utrículos para se
alimentar de zoo e fitoplâncton. Na Amazônia é comum em lagos de água preta, clara e
branca23,24 ou em rios de águas calmas. Propaga-se por pedaços da planta e sementes.
Pode sobreviver e até frutificar em solo úmido.
Dicas de identificação em campo: Distingue-se das outras espécies de Utricularia
presentes nas várzeas amazônicas por apresentar estolão e inflorescência mais robustos,
flores maiores e em maior quantidade por inflorescência.
Referências: Fanshawe, 1954; Albuquerque, 1981; Junk & Howard-Williams, 1984;
Junk, 1986; Haase & Beck, 1989; Taylor, 1989; Junk & Piedade, 1993a; León &
Encarnación, 1993; León & Young, 1996; Junk & Piedade, 1997; Taylor, 1999; Pott
& Pott, 2000; Santos & Thomaz, 2007; Guterres et al., 2008; Lorenzi, 2008; Souza &
Bove, 2012; Ritter, 2013; Baleeiro et al., 2017; Mota & Zappi, 2018.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 242 243

11
5 mm

5 mm

7
12
3 mm

8 9 10

5 mm

16
15

1 cm
14
1 cm 3 cm
17
13

3 mm 21 22

2 mm
18 19 20

23 24
LENTIBULARIACEAE

Utricularia gibba L.

2 cm
2 6

1 3 4 5

Nome (s) comum (ns): Lodo.


Distribuição: Região tropical, subtropical e temperada. Cosmopolita. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva aquática, flutuante livre submersa1, geralmente entre
as raízes de outras plantas. Folhas ausentes ou quando presentes com aspecto filiforme,
ramificadas ou não; prefoliação circinada; providas de utrículos2-6. Estolões delgados7;
rizoides quando presentes espessos na base e capilares no ápice. Inflorescência laxa, de
1 a 20 cm de altura; escapo ereto8. Flores com sépalas semelhantes entre si, cartáceas9;
corola bilabiada, amarela10, lábio inferior com esporão11; pedúnculo longo e ereto. Fruto
cápsula, ovoide ou globosa12.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Planta carnívora que utiliza os utrículos para se
alimentar de zoo e fitoplâncton. Na Amazônia ocorre geralmente associada a espécies
de Salvinia e representantes da família Cyperaceae13,14, em águas calmas de rios e lagos.
Pode sobreviver à descida das águas em solo úmido. Propaga-se vegetativamente ou
por sementes dispersas por aves aquáticas que carregam as sementes ou partes da
planta; é a espécie de Utricularia mais dispersa pelo mundo.
Dicas de identificação em campo: Distingue-se das outras espécies de Utricularia
presentes nas várzeas amazônicas por apresentar inflorescência menos robusta, poucas
flores e por ter esporão pouco maior que o lábio inferior.
Referências: Cook et al., 1974; Sculthorpe, 1985; Taylor, 1989; Junk & Piedade, 1993a;
León & Encarnación, 1993; Cook, 1996; León & Young, 1996; Taylor, 1999; Pott &
Pott, 2000; Guterres et al., 2008; Souza & Bove, 2012; Ritter, 2013; Silva et al., 2015;
Baleeiro et al., 2017; Mota & Zappi, 2018.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 244 245

3 mm

3 mm
11

2 cm

10

6 mm
8 12

13 14
14. HERBÁCEAS TREPADEIRAS

a
1m

FIGURA 16 - APOCYNACEAE: a. Funastrum clausum (pág. 250/251); b. Rhabdadenia madida (pág.


252/253); ASTERACEAE: c. Mikania micrantha (pág. 254/255);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 246 247

COMMELINACEAE: d. Dichorisandra villosula (pág. 256/257); CONVOLVULACEAE: e. Ipomoea


alba (pág. 258/259); f. Ipomoea aquatica (pág. 136/137);
14. HERBÁCEAS TREPADEIRAS

h
1m

FIGURA 16 Continuação - CUCURBITACEAE: g. Luffa operculata (pág. 260/261); CYPERACEAE:


h. Scleria secans (pág. 262/263); VITACEAE: i. Cissus erosa (pág. 264/265);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 248 249

j. Cissus spinosa (pág. 266/267); k. Cissus verticilata (pág. 268/269).


APOCYNACEAE

Funastrum clausum (Jacq.) Schltr.

5 cm

1 cm

3 4

10 cm
5 6 7

Nome (s) comum (ns): Cipó-de-leite.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todas as
regiões do Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre, volúvel1,2, lactescente. Folhas simples,
opostas, subsuculentas, lineares a oblongas, margem inteira3-7; sem estípulas. Caule
glabro, pubescente quando jovem8, podendo tornar-se sublenhoso na maturidade9.
Raízes adventícias numerosas em plantas alagadas, formando rizóforos10,11.
Inflorescência umbeliforme12, vistosa. Flores pediceladas, com 6 tépalas, esverdeadas na
face abaxial, esbranquiçadas com a base arroxeada na face adaxial, formando um anel
na base da flor, margens densamente pilosas13,14. Fruto folículo15,16; sementes numerosas,
com paina branca17.
Aspectos ecológicos: Perene. Na Amazônia ocorre em margens de corpos de água com
boa incidência de luz, associada a outras plantas que usa como suporte18,19. Quando
alagada forma raízes adventícias. Polinização por abelhas e mariposas. A dispersão das
sementes é feita pelo vento.
Dicas de identificação em campo: Características como inflorescências vistosas, látex
branco abundante e frutos com grande quantidade de sementes com paina branca
ajudam a identificar a espécie.
Referências: Morillo, 1988-1989; Pereira et al., 1989; Cumana et al., 2012; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 250 251

1 cm

10 cm

3 cm
8

9 10

3 cm

5 mm
11 12 13 14

2 mm

15 16 17

18 19
APOCYNACEAE

Rhabdadenia madida (Vell.) Miers

5 mm

2 cm
1

2 3

Nome (s) comum (ns): Cipó-leiteiro.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre
no norte, centro-oeste, sudeste e sul. Biomas: Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre, anfíbia, volúvel1, lactescente. Folhas
opostas, ovadas a elípticas, pecioladas, sem estípulas, discolores2-4; margens inteiras.
Caule achatado quando jovem e cilíndrico quando mais velho, glabro5,6. Raízes
adventícias abundantes na enchente7. Inflorescência axilar, com 1-3 flores8. Flores
vistosas, pediceladas, tubulares, com 5 sépalas verdes9 e 5 pétalas unidas, róseas ou
púrpuras10, possui nectários florais. Fruto folículo, seco e glabro11; sementes plumosas12.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea onde pode desaparecer com a subida das águas. Ocorre na várzea a pleno
sol, muitas vezes formando emaranhados13,14. Floresce durante grande parte do ano.
Propagação por sementes dispersas pelo vento.
Dicas de identificação em campo: Flores vistosas róseas ou púrpuras e látex abundante
ajudam em sua identificação. Espécie polimórfica com grande variação no formato e
tamanho das folhas e coloração das flores.
Referências: Junk, 1986; Guarim Neto, 1991; Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott,
1994; Pott & Pott, 2000; Souza & Lorenzi, 2005; Santos & Thomaz, 2007; Morales,
2009; Freitas et al., 2013; Ritter, 2013.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 252 253

5 cm

5 mm

4 5 6 7

2 cm

10

2 mm

8 2 mm

9 11 12

13 14
ASTERACEAE

Mikania micrantha Kunth

1 cm 5 mm

3 4
5 cm

Nome (s) comum (ns): Cipó-caatinga, cipó-sucurijú, erva-de-cobra, guaco-de-quintal.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas, introduzida no sudoeste
da Ásia e no Pacífico. Ocorre em todo o Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado,
Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Trepadeira terrestre, volúvel1, ocorrendo também em solos
alagáveis. Folhas opostas (alternas próximo à inflorescência), cordiformes, glabras em
ambos os lados; margem inteira, crenada a denteada; pecioladas2,3. Caule cilíndrico
de cor verde intenso, glabro ou pubescente4. Raízes adventícias abundantes quando
alagada5. Inflorescência axilar ou apical, em capítulos6,7, com 4 flores por capítulo8,9;
brácteas involucrais elíptico-lanceoladas. Flores com 5 pétalas brancas a arroxeadas10-12.
Fruto cipsela13-15.
Aspectos ecológicos: Anual ou perene. Nas várzeas amazônicas ocorre nas margens de
rios e lagos, nas bordas de matas alagáveis e principalmente em áreas alteradas a pleno
sol16-18. Propagação vegetativa por pedaços da planta e por frutos dispersos pelo vento.
O crescimento é muito rápido, 8 a 9 cm em 24 horas. Grande potencial invasor embora
as populações naturais na Amazônia estejam em equilíbrio.
Dicas de identificação em campo: Pode ser confundida com M. cordifolia que também
ocorre na várzea amazônica, porém M. micrantha se diferencia por possuir caule
cilíndrico de cor verde mais escura.
Referências: Kissmann & Groth, 1992; Pruski, 1997; Zhang et al., 2004; Ritter & Miotto,
2005; Sankaran, 2007; Villagra & Romaniuc-Neto, 2010; 2011; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 254 255

5
2 mm

3 cm 6
7 8

2 mm

9 10 11 12

2 mm

13 14 15

16 17 18
COMMELINACEAE

Dichorisandra villosula Mart. ex Schult & Schult.f.

2 cm

2 3

10 cm
1

Nome (s) comum (ns): Não encontrado.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. No Brasil ocorre no norte,
nordeste e sudeste. Biomas: Amazônia e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre, escandente1. Folhas dísticas, alternas,
oval-lanceoladas a lanceoladas, carnosas, base assimétrica2,3; pecíolo praticamente
indistinto; pilosidade variável4; bainha foliar fechada, híspida5. Caule com pilosidade
escassa6. Raízes adventícias nos nós das plantas alagadas7. Inflorescência ereta,
congesta, de até 60 flores; pedúnculo densamente curto-piloso8. Flores vistosas;
pediceladas; cálice com sépalas elípticas a ovais, lilases, pilosas; corola com pétalas
elípticas, azuis arroxeadas com a base branca9-11; anteras com a parte central branca e
as margens roxas12. Fruto cápsula globosa13, verde; sementes 1 por lóculo, elipsoides a
ovoides, com arilo alaranjado14.
Aspectos ecológicos: Perene. Habita preferencialmente o sub-bosque de florestas
alagáveis. Os ramos podem também subir em árvores15-17. Polinizada principalmente por
abelhas. Propaga-se por sementes.
Dicas de identificação em campo: A espécie apresenta ampla variação no tamanho e
pilosidade, mas pode ser identificada pelo hábito, flores azuis arroxeadas com a base
branca e sementes com arilos alaranjados.
Referências: Faden, 1992; 1998; Berry, 1998; Aona, 2008.

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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 256 257

1 cm

9
10

2 cm

5 mm

1 cm
11
6 12

1 cm

14
7
5 mm
1 cm
13

15 16 17
CONVOLVULACEAE

Ipomoea alba L.

5 cm
3

20 cm

Nome (s) comum (ns): Boa-noite, corriola, dama-da-noite.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Cosmopolita. Ocorre em todo o Brasil.
Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre ou terrestre, com seiva leitosa. Folhas
alternas1 simples, cordadas; pecíolos do comprimento do limbo2,3. Caule glabro, retorcido
ou prostrado, denso, muricado4, pode se tornar lenhoso em plantas velhas. Raiz principal
pivotante e raízes adventícias numerosas saindo dos ramos5,6. Inflorescência axilar;
pedúnculos carnosos7. Flores brancas, perfumadas, vistosas, com tubos longos8,9; cálice
com cinco sépalas carnosas, com projeção em forma de dedo10. Fruto cápsula; sementes
ovoides, normalmente 4 por fruto11.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea, onde pode desaparecer na fase terrestre, quando as raízes aquáticas secam.
Ocorre preferencialmente em solos argilosos, férteis, úmidos, em ambientes pouco
sombreados, principalmente em bordas de matas alagáveis e áreas alteradas com alta
sedimentação12,13. Reprodução por sementes, rizomas e pedaços de caule enraizados. É
uma das raras espécies de Ipomoea com flores de abertura noturna.
Dicas de identificação em campo: Características como ramos com numerosas projeções
curtas, truncadas (muricados); flores brancas, grandes, com tubos de até 12 cm de
comprimento e abertura noturna ajudam a identificar a espécie.
Referências: Kissmann & Groth, 1992; Junk & Piedade, 1993a; Pott & Pott, 1994;
Austin & Huáman, 1996; Lorenzi, 2008; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 258 259

5
1 cm
5 cm

4 6 7 8

2 cm

10 11

12 13
CUCURBITACEAE

Luffa operculata (L.) Cogn.

2 cm

10 cm

1
4

Nome (s) comum (ns): Abobrinha-do-norte, buchinha, cabacinha, purga-de-jalapa,


purga-dos-paulistas.
Distribuição: Região tropical. Nativa do norte da América do Sul, América Central e
do Norte. No Brasil ocorre no norte, nordeste e sudeste. Biomas: Amazônia, Cerrado e
Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre, anfíbia1. Folhas alternas, simples, largas
e cordadas, tri a pentalobadas2-4. Caule com gavinhas ramificadas5, anguloso6-8. Raiz
principal pivotante e as adventícias numerosas, aerenquimatosas, saindo a partir de
ramos especiais (rizóforos9). Flores pequenas, unissexuadas, amarelas10-13. Fruto cilíndrico,
fibroso internamente, deiscente no ápice por meio de um opérculo, de coloração amarela
a castanha quando seco, esparsamente muricado14-16; sementes elipsoides, achatadas,
castanho escuras, com superfície levemente rugosa17.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual
na várzea, desenvolvendo numerosas raízes adventíceas quando alagadas, perdendo o
contato com o solo18-19. Pode desaparecer durante a descida das águas quando as raízes
adventícias ficam suspensas20. Polinizada por abelhas. Ocorre em áreas perturbadas,
abertas, com grande luminosidade e alta sedimentação.
Dicas de identificação em campo: A presença de gavinhas, o formato peculiar das folhas e
dos frutos ajudam na identificação. Pode ser confundida com Luffa cylindrica que também
ocorre na Amazônia, porém L. cylindrica possui frutos muito maiores e alongados.
Referências: Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Heiser & Schilling, 1988; Junk
& Piedade, 1993a; Brock et al., 2003; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 260 261

1 cm

5 mm 9

5 6 7 1 cm

8 10 11

2 cm

1 cm

1 cm
13 14 15 16 17
3 cm

12 18

19 20
CYPERACEAE

Scleria secans (L.) Urb.

5 cm
5 mm

10 cm 3 4 5
10 cm

2 mm

1 2

Nome (s) comum (ns): Capa-cão, capim-navalha, tiririca.


Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Caracterização da espécie: Erva ou trepadeira1,2, palustre, anfíbia. Folha com lâmina
linear, glabra3-5; margem escabrosa, fortemente cortante6; bainha verde ou vinácea,
lígula presente, arestas escrabosas; contralígula obtusa com margem verde, fimbriada7,
glabra nos ramos velhos8. Colmo glabro, arestas fortemente escabrosas9-10. Cespitoza-
rizomatosa11, com raízes adventícias nos nós12 durante o alagamento. Inflorescência tipo
paniculódio, terminal e axilar, com bráctea involucral verde e presença de bractéolas13-15.
Espiguetas estaminadas são pediceladas e pistiladas são sésseis. Fruto aquênio, ovoide,
liso, branco a vináceo16,17, algumas vezes pubescente, com tricomas translúcidos.
Aspectos ecológicos: Perene. Planta comum em capoeiras e áreas degradadas,
agressiva, chegando a cobrir espécies arbóreas. Na várzea amazônica ocorre em áreas
perturbadas mais elevadas e sub-bosque de matas alagáveis18-20. Monoica, encontrada
com flores e frutos o ano todo.
Dicas de identificação em campo: Diferencia-se de outras espécies por apresentar
hábito volúvel, com colmo ramificado, alto poder cortante, formando uma trama que
chega a atingir cerca de 7 m de altura.
Referências: Junk & Piedade, 1993a; Ahumada & Vegetti, 2009; Longhi-Wagner et al.,
2010; Affonso, 2012; Ritter, 2013; Affonso et al., 2015.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 262 263

3 mm

8 9

7
1 cm

10

5 mm 11 12

16
14 4 mm

2 cm 15

13 17 18

19 20
VITACEAE

Cissus erosa Rich.

3
5 cm
5 cm

1 cm
5 mm

1 5 4

Nome (s) comum (ns): Cipó-coral, parreirinha, parreira, parreira-brava, uva-do-mato.


Distribuição: Região tropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o Brasil, com
excessão de SC e RS. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre1. Folhas alternas, compostas, trifoliadas;
folíolos oval-lanceolados; base dos pecíolos e peciólulos vináceos2,3. Ramos verdes
com manchas avermelhadas; quando jovens quadrados e alados4,5; já quando velhos
cilíndricos com lenticelas pontuais6; gavinhas em posição oposta à folha7. Raízes
adventícias abundantes quando alagadas8 ,9 . Inflorescência umbeliforme; pedúnculo
verde ou avermelhado10. Flores com sépalas vermelhas e pétalas laranjas com
extremidades vermelhas11. Fruto baga, esférico, liso, verde quando imaturo e púrpura
quando maduro12,13; sementes lateralmente arredondadas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas14-16. Ocorre frequentemente em
áreas perturbadas com alta sedimentação, podendo ocorrer também em ilhas flutuantes.
Encontrada frequentemente com flores e frutos. Polinização por borboletas e dispersão
provavelmente por aves e peixes.
Dicas de identificação em campo: Características como ramos alados, gavinhas não
ramificadas ou birramificadas e pétalas externamente vermelhas e internamente laranjas
ajudam a diferenciar esta espécie de outros Cissus.
Referências: Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Junk & Piedade, 1993a;
Lombardi, 1996; Ribeiro et al., 1999; Lombardi, 2000; Chitty & Steyermark, 2005;
Ritter, 2013; Rodrigues et al., 2014.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 264 265

1 cm

2 cm

6 7

9 10

3 mm

5 mm

11 12 13

14 15 16
VITACEAE

Cissus spinosa Cambess.

1 cm

4
1

5
2
1 cm

3 cm

6
3

Nome (s) comum (ns): Cipó-de-piranha, cipó-de-arraia, garra-de-peixe, rabo-de-arraia.


Distribuição: Região tropical. Nativa da América do Sul. Ocorre em todas as regiões do
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre1. Folhas alternas, compostas, trifoliadas;
folíolos ovais2,3, com pilosidade variável na face abaxial4,5. Caules jovens verdes6,
acinzentados quando velhos, cilíndricos; ramos aculeados; gavinhas em posição oposta à
folha7. Inflorescência umbeliforme; pedúnculo vermelho8. Flores com sépalas vermelhas
e pétalas amarelas ou laranjas com extremidades vermelhas9. Fruto baga, verde quando
imaturo10,11 e púrpura quando maduro, liso; sementes lateralmente arredondadas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas12,13. Encontrada frequentemente
com flores e frutos. Dispersa por peixes. É frequentemente encontrada em áreas
alteradas, podendo ocorrer também em ilhas flutuantes.
Dicas de identificação em campo: Características como ramos cilíndricos com acúleos e
gavinhas dicotomicamente ramificadas várias vezes ajudam a diferenciar esta espécie de
outros Cissus.
Referências: Lombardi, 2000; Chitty & Steyermark, 2005; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 266 267

5 mm
1 cm

5 mm
7 9

2 cm
1 cm
10 11

12 13
VITACEAE

Cissus verticillata (L.) Nicolson & C.E.Jarvis

1 cm
2 4
1 cm

1 cm

1 cm
3 5

Nome (s) comum (ns): Anil-trepador, cipó-chumbo, cipó-de-água, cipó-de-arraia,


cortina-de-caboclo.
Distribuição: Região tropical e subtropical. Nativa das Américas. Ocorre em todo o
Brasil. Biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal.
Caracterização da espécie: Trepadeira palustre1. Folhas alternas, simples, cordadas, com
ampla variação na forma2,3; pecíolo verde, às vezes avermelhado4,5. Ramos suculentos;
quando jovens cilíndricos e às vezes avermelhados; já quando velhos subcilíndricos
ou subretangulares, pubescentes ou glabros6; gavinhas em posição oposta à folha,
não ramificadas ou birramificadas7. Inflorescência umbeliforme; pedúnculo verde ou
avermelhado8. Flores com sépalas e pétalas verde-amareladas, glabras9. Fruto baga,
amarronzado quando imaturo10,11, púrpura quando maduro12,13, esférico, liso; sementes
lateralmente arredondadas.
Aspectos ecológicos: Perene em locais com pouca variação do nível da água, anual na
várzea onde pode desaparecer com a subida das águas14,15. Ocorre frequentemente em
áreas perturbadas com alta sedimentação, podendo ocorrer também em ilhas flutuantes.
Espécie altamente polimórfica. Tolera uma grande variação altitudinal em sua área de
ocorrência. Em algumas localidades é considerada planta invasora.
Dicas de identificação em campo: Características como folhas simples, sépalas e pétalas
de coloração verde-amareladas ajudam a diferenciar esta espécie de outros Cissus.
Referências: Junk & Howard-Williams, 1984; Junk, 1986; Guarim Neto, 1991; Junk &
Piedade, 1993a; Lombardi, 2000; Chitty & Steyermark, 2005; Ritter, 2013.

SECA ENCHENTE CHEIA VAZANTE


GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 268 269

5 mm

6 7

11 5 mm

13

10 12

14 15
15. REFERÊNCIAS
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GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 282 283

16. GLOSSÁRIO DOS PRINCIPAIS TERMOS BO-


TÂNICOS E ECOLÓGICOS
Os conceitos utilizados neste guia foram baseados principalmente em Font Quer (1993) e
Gonçalves & Lorenzi (2011). Os termos abordados são definidos conforme utilizados neste
guia e não visam esgotar os termos botânicos e ecológicos utilizados, mas sim aqueles mais
significativos para a identificação dos diferentes grupos e reconhecimento dos ambientes
em que ocorrem. As páginas e respectivas figuras no final de cada definição indicam
exemplos das estruturas/ambientes em questão.
Aciculares - Geralmente utilizado para as da estrutura em questão, geralmente na
folhas, remete a fino e pontiagudo como base do limbo, junto ao pecíolo (pág. 171,
agulha (pág. 95, fig. 5); figs. 8 e 9);
Aerênquima - Tecido que apresenta espaços Baga - Tipo de fruto com pericarpo carnoso,
entre as células, com a função de reter ar. geralmente indeiscente e com muitas
Comum principalmente em plantas aquáticas e sementes (pág. 269, figs. 10 a 13);
anfíbias, podendo ocorrer em diversos órgãos
tais como caules (pág. 111, figs. 20-22, raiz Bainha - Parte basal e dilatada de uma folha,
(pág. 211, figs. 10 e 11), e folhas: pecíolo onde se insere o pecíolo ou o limbo, pode
(pág. 214, figs. 4 e 5) e limbo (pág. 208, figs. envolver completamente o caule e guarnecer
3 e 5), facilitando a flutuação e a difusão de as gemas apicais e axilares ou outras
oxigênio entre os órgãos; estruturas reprodutivas em desenvolvimento
Anterídios - Estrutura multicelular (pág. 165, figs. 7 e 8);
(dependendo do grupo estudado) Cápsula - Tipo de fruto simples, seco,
responsável pela produção dos gametas deiscente, formado por dois ou mais
masculinos conhecidos por anterozoides
carpelos. De acordo com o tipo de
(pág. 218);
deiscência pode receber nomes específicos
Apêndice carpelar -Estrutura que se projeta (pág. 61, figs. 11 a 13);
ou prolonga-se a partir de um determinado
órgão. Neste caso remete a estruturas Cariopse - Tipo de fruto seco e indeiscente,
relacionadas ao carpelo, comum em flores típico da família Poaceae, com um pericarpo
da família Nymphaeaceae (pág. 152, fig. 44); completamente unido à testa da única
Aquênio - Tipo de fruto seco e indeiscente. semente em toda sua superfície (pág. 159,
Neste tipo a semente encontra-se ligada ao fig. 20);
pericarpo por apenas um ponto (pág. 263, Cespitosa - Forma de crescimento vegetal
fig. 17); onde ocorrem muitos caules aglomerados.
Arilo - Estrutura suculenta que se forma O termo pode ser tanto usado para plantas
pelo crescimento de um tecido carnoso a de pequeno porte (como gramíneas) até
partir do funículo, muitas vezes, cobrindo palmeiras que crescem em touceiras (pág.
toda a semente. Pode ser atrativo a possíveis 159, fig. 22; pág. 97, figs. 7 e 8);
animais dispersores das sementes como
pássaros e formigas (pág. 61, fig. 14; pág. Cimeira ou Cima ou Cimosa - Tipo de
152, fig. 48); inflorescência, onde cada eixo termina em
Arista - Ápice longo e delgado de uma folha uma flor na base da qual formam-se eixos
ou outra estrutura. Para as Poaceae refere-se secundários que são ramificações do eixo
às extremidades das glumas (pág. 169, figs. principal (pág. 71, figs. 9 e 10);
13 e 16); Cipsela - Tipo de fruto simples, sempre seco
Arquegônio - Estrutura característica das e indeiscente. É essencialmente um aquênio,
briófitas, pteridófitas e da maioria das mas sempre originário de um ovário ínfero
gimnospermas, geralmente em forma de (pág. 87, fig. 22);
garrafa, onde se forma o gameta feminino
Circinada, Vernação - Estrutura laminar
(oosfera) (pág. 218);
(usualmente folha) que se desenvolve
Aurícula - Pequeno lóbulo foliáceo, enrolada sobre si mesmo (pág. 125, fig. 7;
normalmente pequeno e encontrado na base pág. 244, fig. 4);
Circunsisa - Fruto tipo cápsula, seco que Espádice - Tipo de inflorescência com
se abre transversalmente na extremidade, eixo mais ou menos carnoso, flores sem
separando uma ‘’tampa’’ apical do restante brácteas florais, normalmente unissexuadas,
do fruto (pág. 67, fig. 11); pequenas e sésseis. É guarnecida por uma
Congesta - Estrutura (geralmente um grande bráctea basal denominada espata.
ramo ou inflorescência) onde as partes Estrutura típica da família Araceae (pág. 181,
constituintes encontram-se densamente fig. 11);
agrupadas (pág. 257, fig. 8); Espata - Bráctea única que guarnece uma
Craspédio - Fruto seco, indeiscente, que inflorescência do tipo espádice. Pode
se quebra transversalmente em segmentos apresentar aspecto membranáceo a lenhoso,
(artículos) contendo uma semente, no qual e grande variação na coloração (pág. 181,
após a liberação dos segmentos fica retida fig. 11);
uma armação constituída pela nervura Espiga - Tipo de inflorescência onde as flores
central e pela sutura dos carpelos (pág. 109, são sésseis e geralmente inseridas sobre um
fig. 17); eixo mais ou menos alongado (pág. 121, fig.
Decorrente - Folha ou outro órgão laminar 9). Também utilizado para a inflorescência
cuja lâmina ou limbo prolonga-se pelo ponto composta de algumas Poaceae, onde, na
de inserção (pág. 70, figs. 2 a 4; pág. 130 verdade o que se tem é uma espiga de
figs. 2 e 3); espiguetas (pág. 161, figs. 10 a 12);
Decumbente - Planta (ou caule ou ramo Espigueta ou Espiguilha - Unidade básica
desta) que crescem reclinados sobre o solo, das inflorescências das famílias Poaceae
mas têm o seu ápice ou a sua extremidade e Ciperaceae, consistindo em uma espiga
levantados (pág. 102 , fig. 2); reduzida guarnecida por brácteas densamente
arranjadas (pág. 171, figs. 14 a 19);
Deiscente - Estrutura (usualmente frutos e
anteras) que se abre de forma espontânea Esporângio - Estrutura dentro da qual os
na maturação (pág. 257, figs. 13 e 14); esporos são produzidos, normalmente
deiscente. O esporângio pode ter estrutura
Dialissépala - Refere-se à flor ou ao cálice
variável e estar disposto em regiões
cujas sépalas são livres entre si (não são
específicas (pág. 217, figs. 8 a 10);
unidas) (pág. 119, fig. 10);
Esporocarpo - Estrutura globosa ou
Dialipétala - Refere-se à flor ou à corola
reniforme, dentro da qual estão alojados
cujas pétalas são livres entre si (não são
esporângios. Presente em certas pteridófitas.
unidas) (pág. 119, fig. 11);
Em um momento específico, o esporocarpo
Dioica, Planta - Espécie onde os sexos se abre e os esporos podem ser liberados
são separados, assim flores estritamente (pág. 141, figs. 10 a 17);
masculinas (estaminadas) e estritamente
Esporogônio - Cápsula onde são produzidos
femininas (pistiladas) ocorrem em indivíduos
os esporos nas Briófitas (pág. 218);
separados (pág. 237, figs. 9 a 14);
Estandarte, Pétala - Pétala superior
Drupa - Tipo de fruto carnoso, com
(posterior) da corola papilionácea,
endocarpo lenhoso e concrescido com a
geralmente maior do que as outras.
testa da semente. Geralmente uma única
Termo utilizado normalmente para os
semente (pág. 51, fig. 11);
representantes da família Fabaceae (pág.
Escabrosa - Folhas, caules ou outras 103, figs. 15 e 16);
estruturas ásperas ao tato devido à presença
Estipe - Porção basal representando o
de pequenas saliências ou de tricomas muito
pecíolo das samambaias (pág. 122, fig. 2);
curtos e rígidos (pág. 262, fig. 6);
Estípula - Estruturas presentes geralmente em
Escapo - Haste que sai diretamente do
pares na base das folhas, geralmente na forma
rizoma ou bulbo, não ramificado, sem folhas
de pequenas lâminas. São frequentemente
e que traz em seu ápice as flores ou uma
caducas e muitas vezes pouco visíveis (pág.
inflorescência. Normalmente aplicado para
100, fig. 7; pág. 101, fig. 10);
plantas acaules, ou com folhas em rosetas
(pág. 94, fig. 1; pág. 241, figs. 6 e 7);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 284 285

Estolão ou estolho - Eixo caulinar lateral, Glândulas nectaríferas - Estrutura com


usualmente com entrenós, longo e paralelo morfologia/anatomia específica com a
à superfície do substrato (acima ou abaixo função de produzir néctar. Geralmente
deste), capaz de enraizar nos nós e ao se estas estruturas estão próximas às flores
desprender originar novas plantas (pág. 205, ou nas folhas. Nas flores têm a função de
figs. 10 e 26); atrair polinizadores. Nas folhas podem ter
Estrigosa - Qualquer superfície vegetal a função de atrair insetos que protegem a
coberta por pelos agudos, adpressos e planta contra a herbívoria (pág. 106, fig. 6);
rígidos. Difere-se do termo hirsuto, pois Glândulas punctiformes - Apresentam
neste último os pelos são eretos (pág. 188); aspecto de pontos, com formato circular e
Esquizocarpo - Tipo de fruto seco, originário tamanho reduzido (pág. 195, fig. 7);
de um ovário sincárpico, cujos carpelos se Glauca - Superfície pálida, verde clara,
separam na maturação (mericarpos) (pág. levemente azulada, como se coberta por
51, fig. 11); uma tênue camada de pó (pág. 120, fig. 2);
Fauce - Porção apical do tubo de uma corola Gluma - Brácteas estéreis basais em uma
gamopétala. Usualmente, possui coloração espiguilha ou espigueta das gramíneas.
atrativa para o polinizador (pág. 253, figs. 8 Ocorrem aos pares e podem variar em
e 10); forma, tamanho e tipo de indumento entre
Folículo - Tipo de fruto seco, deiscente as espécies (pág. 171, figs. 14 a 19);
na sutura ou na nervura central do único Heterostilia - Flores com estiletes de
carpelo (pág. 253, figs. 11 e 12); diferentes comprimentos no mesmo
Fronde - Termo utilizado quando não há indivíduo ou em indivíduos diferentes em
diferenciação evidente entre caule e folhas, uma mesma espécie (pág. 61, fig. 10);
típico das espécies dos gêneros Lemna Hidrofílico - Estrutura que apresenta
e Wolffiella, (pág. 233, figs. 3 e 5) entre afinidade à água (pág. 222, figs. 3 e 5; pág.
outros. Também utilizado para designar 223, fig. 11);
folhas grandes de palmeiras e samambaias Hidrofóbico - Estrutura que repelem a água
(pág. 124, fig. 2); (pág. 222, figs. 7 e 8; pág. 223, fig. 9);
Fusiforme - Estrutura mais ou menos dilatada Hirsuto - Toda estrutura que se apresenta
e circular na parte mediana e afilando-se de coberta de tricomas eretos longos, macios
forma mais ou menos abrupta em ambas as e flexíveis. É o mesmo que hirto ou viloso
extremidades (pág. 239, fig. 16); (pág. 53, fig. 8);
Gamopétala - Flor cujas pétalas são fundidas Híspido - Toda superfície coberta por pelos
entre si, em uma única estrutura. Podem longos e rígidos, perceptíveis ao toque,
formar uma estrutura aberta como um pires apresentando uma textura áspera (pág. 86,
ou uma estrutura tubular (pág. 259, fig. 7); figs. 6 e 7);
Gamossépala - Flor cujas sépalas são fundidas Indeiscente - Estrutura que não é capaz
entre si em uma única estrutura. Podem de abrir-se espontaneamente, utilizado
formar uma estrutura aberta como um pires geralmente para frutos e anteras (pág. 265,
ou uma estrutura tubular (pág. 59, fig. 11); figs. 12 e 13);
Gavinhas - Folha, folíolos, ramo ou Indúsio - Estrutura laminar que cobre os
inflorescência modificados que enrola-se ao esporângios em algumas pteridófitas (pág.
entrar em contato com algum suporte (pág. 123, fig. 9);
261, fig. 5);
Laxa - Arranjo pouco denso de estruturas
Glabrescente - Refere-se a estruturas com sobre um eixo ou superfície. Geralmente
pelos esparsos, como se estes estivessem se empregado para referir-se a distribuição de
extinguindo (pág. 123, figs. 6 e 8); ramos de um caule ou flores sobre a raquis
Glabro - Plantas, ou suas partes, que não da inflorescência (pág. 165, fig. 11);
apresentam pelos, tricomas ou estruturas
similares (pág. 269, fig. 13);
Legume - Tipo de fruto seco, deiscente tanto decomposto de até 3 m, abrigando
na sutura quanto na nervura central do herbáceas, arbustos e até árvores pioneiras.
único carpelo (pág. 107, figs. 15 a 19); Sua área pode variar de alguns poucos
Lema - Bractéola mais externa ou inferior metros quadrados a até alguns hectares,
que guarnece, juntamente com a pálea, cada ocorrendo em lagos nas várzeas amazônicas
unidade floral das Poaceae (pág. 171, figs. (pág. 21, figs. 6C e 6D);
15 e 16); Núcula - Tipo de fruto seco, indeiscente,
Lenticular ou Lenticiforme - Estrutura em geralmente associado ao cálice na dispersão
forma biconvexa, circular tanto em vista (pág. 237, figs. 15 a 17);
superior quanto inferior e achatada quando Ócrea - Estípulas modificadas fundidas que
vista de lado, refere-se geralmente a circundam completamente o caule acima
sementes (pág. 193, figs. 17 e 18); da inserção da folha. São características de
Lígula ou Ligulada - Estrutura geralmente Poligonaceae (pág. 192, fig. 5; pág. 193, fig. 6);
laminar em forma de língua. Em Poaceae Ocréola - Estrutura tubular, porém
refere-se ao prolongamento adaxial da bem menor que a ócrea. Exclusiva de
bainha (pág. 168, figs. 3 e 4), muitas vezes Poligonaceae (pág. 189, fig. 11);
substituída por uma ou mais filas de tricomas Pálea - Bractéola mais interna que guarnece,
(pág. 172, fig. 6). Nas Asteraceae refere-se juntamente com a lema (mais externa), cada
à corola gamopétala das flores marginais dos unidade floral das Poaceae (pág. 171, figs.
capítulos (pág. 47, fig. 13); 15 e 16);
Lóculo - Cavidade formada pelo Panícula - Inflorescência composta
dobramento e/ou fusão de um ou mais racemosa, que designa um cacho de cachos,
carpelos (pág. 117, fig. 22); onde os ramos vão decrescendo da base ao
Lomento - Fruto originário de um ovário ápice, tomando aspecto piramidal (pág. 157,
súpero, unicarpelar, indeiscente, que se fig. 11);
quebra transversalmente em segmentos Papus ou Papilho - Cálice modificado
(artículos) contendo uma semente (pág. e persistente, encontrado em fruto
105, figs. 17 a 19); proveniente de flor de ovário ínfero,
Macroesporângio ou megaesporângio - transformado em pelos simples ou
esporângeo que contém macrósporos (pág. plumosos, cerdas, escamas ou ainda coroa
221, fig. 15); membranosa. Estruturas muitas vezes
Microesporângio - esporângeo que contém capazes de se aderir ao pelo de animais,
micrósporos (pág. 221, fig. 13); permitindo sua dispersão por longas
distâncias (pág. 255, fig. 15);
Macroesporocarpo ou megaesporocarpo -
Esporocarpo que contém macrosporângeos, Pina - Cada um dos segmentos de uma
oposto de microsporocarpo (pág. 221, fig. 14); folha pinada (pág.122 , figs. 2 e 3);
Microesporocarpo - Esporocarpo que Pneumatóforo - Raiz com função respiratória
contém microsporângeos, oposto de com geotropismo negativo, geralmente
macrosporocarpo (pág. 221, fig. 12); crescem para fora de solos alagados.
Apresentam revestimento relativamente
Monóica, Planta - Espécie onde os sexos
esponjoso (aerênquima), facilitando assim a
não são separados, assim flores masculinas
difusão de oxigênio (pág. 119, figs. 6 e 8);
(estaminadas) e femininas (pistiladas)
ocorrem em um mesmo indivíduo (pág. 55, Prófilo - A primeira folha ou o primeiro par
figs. 9 a 11); de folhas de um novo ramo vegetativo ou
reprodutivo (pág. 200);
Matupás - Ilhas flutuantes inicialmente
formadas pela aglomeração de herbáceas Prolífico - Diz-se da espécie ou indivíduo
aquáticas e pela matéria orgânica que retém cuja prole é abundante, numerosa (pág.
em suas raízes. Esse aglomerado de plantas 121, figs. 14 e 16);
favorece um processo de sucessão vegetal, Pubérulo - Estrutura coberta por pelos
que após certo tempo pode formar uma curtos, macios e escassos dificilmente vistos
camada de material orgânico parcialmente a olho nu (pág. 173, fig. 11);
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 286 287

Pulvino - Estrutura intumescida na base


(também pode ocorrer no ápice) do pecíolo.
Composto de tecidos mais plásticos que
o restante do pecíolo, permitindo assim
mobilidade à folha (pág. 100, figs. 2 e 3);
Racemo - Tipo de inflorescência de
crescimento indefinido, com flores
pediceladas onde os pedicelos se inserem em
diversos níveis no eixo. Normalmente, cada
flor esta subentendida por uma bractéola
(pág. 111, figs. 11 e 12)
Reflexo ou retroflexo - Estrutura que
apresenta-se dobrada em direção ao eixo
sobre o qual esta inserido ou paralelo a este
(pág. 243, fig. 15);
Reptante ou Rastejante ou Serpenteante
- Planta cujo caule enraíza-se na base e se
desenvolve próximo a superfície do solo ou
da água, podendo ou não emitir novas raízes
(pág. 141, figs. 18 e 19);
Setoso - Estrutura coberta com tricomas
rígidos, semelhantes a cerdas (pág. 188, fig.
4; pág. 189, figs. 5 e 6);
Soro - Grupo de esporângios de forma
geralmente hemisférica ou oblonga, que
ocorrem nas folhas férteis das “pteridófitas”
(pág. 123, figs. 9 a 11);
Tricoca ou tricoso - Tipo de fruto seco, com
abertura explosiva, oriundo de um ovário
tricarpelar, geralmente com uma ou duas
sementes por carpelo. Característicos das
famílias Euphorbiaceae e Phyllanthaceae
(pág. 187, figs. 16 a 17);
Tricoma - Célula ou conjunto de células
epidérmicas que se projetam na forma de pelos,
escamas ou papilas (pág. 101, figs. 9 e 10);
Utrículo (foliar) - Vesícula de origem
foliar que se fecha por uma válvula, e cuja
função é aprisionar e digerir zooplâncton e/
ou fitoplâncton. Característico da família
Lentibulariaceae (pág. 244, figs. 3 a 6);
Utrículo (fruto) - Tipo de fruto com o
pericarpo fino e membranáceo, deiscente ou
indeiscente (pág. 200).
17. ÍNDICE DOS NOMES CIENTÍFICOS VÁLIDOS
UTILIZADOS E SINONÍMIAS BOTÂNICAS
Não foram consideradas subespécies, formas nem variedades dentro da listagem de
sinonímias botânicas. Estas seguiram o site REFLORA (http://reflora.jbrj.gov.br/) e Tropicos
(http://www.tropicos.org/). Tanto os nomes científicos válidos quanto suas sinonímias
botânicas estão em ordem alfabética e remetem às páginas onde a espécie é citada. O
número em negrito refere-se à página onde está a descrição botânica/fotos da espécie.
Abasoloa taboada La Llave - 86 Artemisia viridis Blanco - 86
Acacia lacustris (Willd.) Desf. - 138 Arum aculeatum (G.Mey.) Steud. - 180
Achyranthes hassleriana (Chodat) Standl. - 130 Arum arborescens L. - 180
Achyranthes philoxeroides (Mart.) Standl. - 132 Arum liniferum Arruda - 182
Aeschynomene belvesii DC. - 104 Arundo farcta Aubl. - 262
Aeschynomene bonariensis Speg. - 102 Arundo fastuosa Willd. ex Steud. - 158
- Aeschynomene ciliata Vogel - 74, 100 Arundo festucacea Willd. - 158
Aeschynomene fistulosa Bello - 104 Arundo rugi Molina - 158
Aeschynomene honesta Nees & C. Mart. - 104 Arundo saccharoides (Bonpl.) Poir. - 158
Aeschynomene natans Hassl. - 102 Arundo sagittata (Aubl.) Pers. - 158
- Aeschynomene rudis Benth. - 74, 102, 196 Asclepias clausa Jacq. - 250
- Aeschynomene sensitiva Sw. - 74, 104 Aspidium continuum Desv. - 122
Aeschynomene sulcata Kunth - 104 Aspidium ecklonii Kunze - 122
Agropyron geminatum (Spreng.) Schult. - 62 Aspidium gongylodes Schkuhr - 122
Agrostis monostachya Poir. - 160 Aspidium obtusatum Sw. - 122
Aira gigantea Steud. - 158 Aspidium pteroides (Retz.) Sw. - 122
Albersia blitum (L.) Kunth - 38 Aspidium serra (Sw.) Sw. - 122
Alisma flava L. - 82 Aspidium serratum Sw. - 122
Alisma flavum L. - 82 Aspidium unitum (L.) Sw. - 122
Alomia spilanthoides D. Don ex Hook. & Arn. - 88 Axonopus repens (P.J. Bergius) Torrend - 174
- Alternanthera aquatica (D.Parodi) Chodat - 128, 130, 196 Azolla arbuscula Desv. - 220
Alternanthera hassleriana Chodat - 130 Azolla caroliniana Willd. - 220
- Alternanthera paronychioides A.St.-Hil. - 32, 36 - Azolla filiculoides Lam. - 199, 220
- Alternanthera philoxeroides (Mart.) Griseb. - 128, 132, 196 Azolla japonica Franch. & Sav. - 220
Amaranthus ascendens Loisel. - 38 Azolla magellanica Willd. - 220
- Amaranthus blitum L. - 32, 38 Azolla microphylla Kaulf. - 220
Amaranthus lividus L. - 38 Azolla squamosa Molina - 220
Amblyanthera madida Müll.Arg. - 252 Bellis ramosa Jacq. - 86
- Ambrosia artemisiifolia L. - 32, 40 Bidens verticillata L. - 44
Ambrosia elatior L. - 40 Blepharolepis leucoblepharis Nees - 96
Ambrosia glandulosa Scheele - 40 Brachystachys hirta Klotzsch - 54
Ambrosia maritima L. - 40 Buchnera capillaris Desv. ex Ham. - 112
Ambrosia monophylla (Walter) Rydb. - 40 Bucholzia philoxeroides Mart. - 132
Amellus carolinianus Walter - 86 Caladium aculeatum G.Mey. - 180
Anosporum ablepharum (Griseb.) Maury ex Micheli - 96 Caladium arborescens (L.) Vent. - 180
Anosporum cubense (Poepp. & Kunth) Boeckeler - 96 Caladium arboreum Kunth - 180
Anosporum paraguayense Maury - 96 Caladium liniferum (Arruda) Nees - 182
Anosporum piliferum Maury - 96 Calea sessiliflora Stokes - 90
Anosporum schinzii Boeckeler - 96 Calonyction aculeatum (L.) House - 258
Apiospermum obcordatum (Schleid.) Klotzsch - 204 Calonyction album (L.) House - 258
Apocynum proliferum Sessé & Moc. - 250 Calonyction bona-nox (L.) Bojer - 258
Argythamnia castaneifolia (L.) Kuntze - 186 Calonyction megalocarpum A. Rich. - 258
Argythamnia paludosa (Klotzsch) Kuntze - 186 Calonyction pulcherrimum Parodi - 258
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 288 289

Calonyction roxburghii G. Don - 258 Cissus lamarckiana Schult. & Schult. f. - 268
Calonyction speciosum Choisy - 258 Cissus lucida Poir. - 264
Calonyction trichospermum (Blume) G. Don - 258 Cissus matudae Lundell - 264
- Cantinoa mutabilis (Rich.) Harley & J.F.B.Pastore - 34, 56 Cissus microcarpa Vahl - 264
Caperonia angusta S.F.Blake - 186 Cissus nitida Vell. - 268
- Caperonia castaneifolia (L.) A.St.-Hil. - 179, 186 Cissus obliqua Sessé & Moc. - 264
Caperonia cubensis M.R.Schomb. ex Pax & K.Hoffm. - 186 Cissus obscura DC. - 268
Caperonia latior (Chodat & Hassl.) Pax & K. Hoffm. - 186 Cissus obtusata Benth. - 268
Caperonia nervosa A.Rich. - 186 Cissus officinalis Klotzsch - 268
Caperonia paludosa Klotzsch - 186 Cissus ovata Lam. - 268
Caperonia panamensis Klotzsch - 186 Cissus ovata Rich. - 268
Caperonia stenomeres S.F.Blake - 186 Cissus oxyodon Planch. - 268
Capraria crustacea L. - 112 Cissus pallida Salisb. - 268
Capraria gratioloides L. - 114 Cissus parkeri (Baker) Planch. - 266
Carex flagellum J.F.Gmel. - 262 Cissus plumeri Planch. - 268
Carex margaritifera Steud. - 262 Cissus pohlii (Baker) Planch. - 264
Cassia brachypoda Benth. - 106 Cissus puncticulosa Rich. - 268
Cassia multipinnata Pollard - 106 Cissus quadrialata Kunth - 264
Cassia nictitans L. - 106 Cissus salutaris Kunth - 264
Cassia paramariboensis Miq. - 104 Cissus scabra (Baker) Planch. - 264
Cassia patellaria DC. ex Collad. - 106 Cissus sexangularis Ernst - 264
Cassia pennelliana Amshoff - 106 Cissus sicyoides L. - 268
Cassia procumbens L. - 106 Cissus smilacina Kunth - 268
Cassia riparia Kunth - 106 - Cissus spinosa Cambess. - 249, 266
Castalia amazonum (Mart. & Zucc.) Britton & P. Wilson - 148 Cissus suberecta (Baker) Malme - 264
Ceramanthus riparius (Decne.) Malme ex Hassler - 250 Cissus tamoides Cambess. - 268
Ceratocephalus wedelioides (Hook. & Arn.) Kuntze - 86 Cissus trifoliata (L.) L. - 264
- Ceratophyllum muricatum Cham. - 228, 236 Cissus tucumana Suess. - 268
Ceratopteris lockhartii (Hook. & Grev.) Kunze - 216 Cissus umbrosa Kunth - 268
Ceratopteris parkeri J. Sm. - 216 Cissus urupaensis Hoehne - 264
- Ceratopteris pteridoides (Hook.) Hieron. - 197, 199, 216 Cissus venatorum Descourt. - 268
Ceresia fluitans Elliott - 174 - Cissus verticilata (L.) Nicolson & C.E.Jarvis - 249, 268
Chamaecrista mohrii (Pollard) Small ex Britton & Rose - 106 Clipteria dichotoma Raf. - 86
Chamaecrista molinae G. Flores & M. Sousa - 106 - Commelina schomburgkiana Klotzsch ex Seub. - 73, 92
Chamaecrista multipinnata Pennell - 106 Convolvulus aculeatus L. - 258
- Chamaecrista nictitans (L.) Moench - 74, 106 Convolvulus bona-nox (L.) Spreng. - 258
Chamaecrista procumbens (L.) Greene - 106 Convolvulus latiflorus Desr. - 258
Chloris repens Steud. - 62 Convolvulus pulcherrimus Vell. - 258
Cieca argentea (L.) Kuntze - 52 Convolvulus repens Vahl - 136
Cieca montevidensis (Klotzsch ex Baill.) Kuntze - 52 Convolvulus reptans L. - 136
Cissus andraeana Planch. - 268 - Costus arabicus L. - 178, 184
Cissus burchellii (Baker) Planch. - 264 Costus arrabidae Steud. - 184
Cissus canescens Lam. - 268 Costus brasiliensis K.Schum. - 184
Cissus compressicaulis Ruiz & Pav. - 268 Costus discolor Roscoe - 184
Cissus cordifolia L. - 268 Costus glabratus Sw. - 184
Cissus digitinervis Ram. Goyena - 268 Costus gracilis Loes. - 184
Cissus elliptica Schltdl. & Cham. - 268 Costus niveo-purpureus Jacq. - 184
Cissus elongata Roxb. - 264 Costus niveus G. Mey. - 184
- Cissus erosa Rich. - 248, 264 Costus pilgeri K.Schum. - 184
Cissus gonavensis Urb. & Ekman - 268 Costus pubescens S.Moore - 184
Cissus guaranitica Chodat - 264 Costus ramosus Woodson - 184
Cissus hassleriana Chodat - 266 Costus sextus Roem. & Schult. - 184
Costus validus Loes. - 184 Cyperus fossarum Liebm. - 94
Costus verschaffeltii Lem. - 184 Cyperus fragilis Liebm. - 94
Cotula alba (L.) L. - 86 Cyperus granadinus Liebm. - 94
Cotula prostrata (L.) L. - 86 Cyperus haenkei J.Presl & C.Presl - 94
Cotula viscosa L. - 42 Cyperus hamiltonii Kunth - 94
Crepidocarpus cubensis (Poepp. & Kunth) Klotzsch ex Cyperus horizontalis Steud. - 94
Boeckeler - 96 Cyperus huarmensis (Kunth) M.C.Johnst. - 94
Crepidocarpus schinzii Klotzsch ex Boeckeler - 96 Cyperus ignoratus Boeckeler - 94
Croton affinis Geiseler - 54 Cyperus insignis Kunth - 94
- Croton argenteus L. - 33, 52 Cyperus lenticularis Steud. - 94
Croton atwoodianus F. Seym. - 52 Cyperus lomentaceus Nees & Meyen ex Kunth - 94
Croton castaneifolius L. - 186 Cyperus longiradiatus Steud. - 94
Croton corchorifolius Geiseler - 54 Cyperus lucidus Kunth - 94
Croton divaricatus Sw. - 54 Cyperus macrocephalus Liebm. - 94
Croton floridanus A.M.Ferguson - 54 Cyperus maximiliani (Schrad. ex Nees) Griseb. - 94
- Croton glandulosus L. - 33, 54 Cyperus michauxianus Schult. - 94
Croton herbaceus Vell. - 54 Cyperus multibracteatus Boeckeler - 94
Croton integer (Chodat) Radcl.-Sm. & Govaerts - 52 Cyperus multiceps Hook. & Arn. - 94
Croton klotzschii (Didr.) Müll.Arg. - 54 Cyperus nitidulus Boeckeler - 94
Croton nervosus Rich. ex A.Rich. - 186 Cyperus nortonii A.Heller - 94
Croton palustris L. - 186 Cyperus novae-hannoverae Boeckeler - 94
Croton scordioides Lam. - 54 - Cyperus odoratus L. - 73, 94
Cryptocalyx nepetifolia Benth. - 126 Cyperus oerstedii Liebm. - 94
Cucumis sepium G. Mey. - 260 Cyperus oxycarioides Britton - 94
Cyclosorus gongylodes (Schkuhr) Link - 122 Cyperus parvispiculatus Boeckeler - 94
- Cyclosorus interruptus (Willd.) H. Ito - 77, 122 Cyperus parvus Boeckeler - 94
Cymatochloa fluitans (Elliott) Schltdl. - 174 Cyperus pennatus Boeckeler - 94
Cymatochloa pyramidalis (Nees) Schltdl. ex Döll - 174 Cyperus phleoides Seem. - 94
Cymatochloa repens (P.J. Bergius) Schltdl. - 174 Cyperus poeoides Desv. ex Ham. - 94
Cynanchum clausum (Jacq.) Jacq. - 250 Cyperus pohlianus (Nees) Kuntze - 94
Cynodon indicus (L.) Raspail - 62 Cyperus prescottianus Hook. & Arn. - 94
Cynosurus ara Ham. ex Wall. - 62 Cyperus pseudostrigosus Steud. - 94
Cynosurus indicus L. - 62 Cyperus raiateensis J.W.Moore - 94
Cynosurus pectinatus Lam. - 62 Cyperus raphiostachys Link - 94
Cyperus acicularis (Schrad. ex Nees) Steud. - 94 Cyperus reineckei Boeckeler - 94
Cyperus blepharoleptos Steud. - 96 Cyperus rufinus Liebm. - 94
Cyperus bracteolatus Steud. - 94 Cyperus sanctae-crucis Liebm. - 94
Cyperus californicus S.Watson - 94 Cyperus speciosus Vahl - 94
Cyperus carruthii Alph.Wood - 94 Cyperus tenuior Engelm. - 94
Cyperus cephalophorus J.Presl & C.Presl - 94 Cyperus vahlii (Schrad. ex Nees) Steud. - 94
Cyperus conglobatus Link - 94 Cyperus virginicus Jacq. ex Steud. - 94
Cyperus cubanus Liebm. - 94 Damasonium flavum (L.) Mill. - 82
Cyperus densiflorus G.Mey. - 94 Damasonium maximum Burm. ex Steud. - 82
Cyperus eggersii Boeckeler - 94 Decarinium glandulosum (L.) Raf. - 54
Cyperus ehrenbergii Kunth - 94 Decarinium latifolium Raf. - 54
Cyperus engelmannii Steud. - 94 Desmanthus lacustris Willd. - 138
Cyperus erythrorhizus Torr. - 94 Desmanthus natans Willd. - 138
Cyperus fastuosus Desv. ex Ham. - 94 Desmanthus stolonifer DC. - 138
Cyperus ferax Rich. - 94 Dianthera comata L. - 78
Cyperus ferox Vahl - 94 Dianthera graminifolia Rusby - 80
Cyperus ferruginescens Boeckeler - 94 Dianthera laevilinguis (Nees) Durand & B.D. Jacks. - 80
Cyperus flexuosus Vahl - 94 Dianthera obtusifolia (Nees) Griseb. - 80
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 290 291

Dianthera paludosa S.Moore - 80 Eclipta simplex Raf. - 86


Diasperus fluitans (Benth. ex Müll.Arg.) Kuntze - 212 Eclipta strumosa Salisb. - 86
- Dichorisandra villosula Mart. ex Schult & Schult.f. - Eclipta sulcata Raf. - 86
178, 247, 256 Eclipta thermalis Bunge - 86
Dichromena vahlii A.Dietr. - 98 Eclipta tinctoria Raf. - 86
Diclidium aciculare Schrad. ex Nees - 94 Eclipta zippeliana Blume - 86
Diclidium auriculatum Nees - 94 Egletes floribunda Poepp. - 42
Diclidium conglobatum (Link) Nees ex B.D.Jacks. - 94 Egletes obovata Benth. - 42
Diclidium ferax (Rich.) Steud. - 94 - Egletes viscosa (L.) Less - 32, 42
Diclidium ferox (Rich.) Schrad. ex Nees - 94 Eichhornia aquatica (Vell.) Schltdl. - 142
Diclidium fuscatum Schrad. ex Nees - 94 - Eichhornia azurea (Sw.) Kunth - 129, 142, 197
Diclidium lenticulare Schrad. ex Nees - 94 Eichhornia cordifolia Gand. - 214
Diclidium lomentaceum Nees - 94 Eichhornia crassicaulis Schlecht. - 214
Diclidium maximiliani Schrad. ex Nees - 94 - Eichhornia crassipes (Mart.) Solms - 197, 214
Diclidium odoratum (L.) Schrad. ex Nees - 94 Eichhornia speciosa Kunth - 214
Diclidium reinwardtii Schrad. ex Nees - 94 Elaterium quinquefidum Hook. & Arn. - 260
Diclidium uliginosum Schrad. ex Nees - 94 Eleusine distachya Nees - 62
Diclidium vahlii Schrad. ex Nees - 94 Eleusine distans Link - 62
Digitaria megapotamica Mez - 164 Eleusine domingensis Sieber ex Schult. - 62
Ditaxis castaneifolia (L.) Baill. - 186 Eleusine glabra Schumach. - 62
Dryopteris gongylodes (Schkuhr) Kuntze - 122 Eleusine gonantha Schrank - 62
Dryopteris interrupta (Willd.) Ching - 122 Eleusine gouini E. Fourn. - 62
Dryopteris serrata (Cav.) C. Chr. - 124 Eleusine gracilis Salisb. - 62
Ecbolium comatum (L.) Kuntze - 78 Eleusine inaequalis E. Fourn. - 62
Ecbolium minimiflorum Kuntze - 78 - Eleusine indica (L.) Gaertn. - 34, 62
- Echinochloa polystachya (Kunth) Hitchc. - 154, 156 Eleusine macrosperma Stokes - 62
Echinochloa spectabilis (Nees ex Trin.) Link - 156 Eleusine polydactyla Steud. - 62
Echites macrostomus Benth. - 252 Eleusine rigidifolia E. Fourn. - 62
Echites madidus Vell. - 252 Eleusine scabra E. Fourn. - 62
Eclipta adpressa Moench - 86 Eleusine textilis Welw. - 62
Eclipta alba (L.) Hassk. - 86 Eleutheranthera prostrata (L.) Sch. Bip. - 86
Eclipta angustifolia C. Presl - 86 Eliopia riparia Raf. - 50
Eclipta brachypoda Michx. - 86 Eliopia serrata Raf. - 50
Eclipta dichotoma Raf. - 86 Emerus exasperatus (Kunth) Kuntze - 110
Eclipta dubia Raf. - 86 - Eragrostis hypnoides (Lam.) Britton, Sterns &
Eclipta erecta L. - 86 Poggenb. - 35, 64
Eclipta flexuosa Raf. - 86 Eragrostis reptans (Michx.) Nees - 64
Eclipta hirsuta Bartl. - 86 Eragrostis weigeltiana (Rchb.) Bush - 64
Eclipta humilis Kunth - 86 Eragrostis weigeltiana (Rchb.) Bush - 64
Eclipta linearis Otto ex Sweet - 86 Erosion hypnoides (Lam.) Lunell - 64
Eclipta longifolia Raf. - 86 Erosion hypnoides (Lam.) Lunell - 64
Eclipta longifolia Schrad. - 86 Eupatoriophalacron album (L.) Hitchc. - 86
Eclipta marginata Boiss. - 86 Eupatorium denticulatum Vahl - 254
Eclipta nutans Raf. - 86 Eupatorium orinocense (Kunth) M. Gómez - 254
Eclipta parviflora Wall. ex DC. - 86 - Euploca procumbens (Mill.) Diane & Hilger - 33, 48
Eclipta patula Schrad. - 86 Euryale amazonica Poepp. - 150
Eclipta philippinensis Gand. - 86 Euxolus ascendens (Loisel.) H. Hara - 38
Eclipta procumbens Michx. - 86 Euxolus blitum Gren. - 38
- Eclipta prostrata (L.) L. - 72, 86 Funastrum bonariense (Hook. & Arn.) Schltr. - 250
Eclipta pumila Raf. - 86 - Funastrum clausum (Jacq.) Schltr. - 246, 250
Eclipta punctata L. - 86 Funastrum cumanense (Kunth) Schltr. - 250
Eclipta pusilla (Poir.) DC. - 86 Funastrum fragile Rusby - 250
Funastrum lanceolatum Rusby - 250 Hymenachne pseudointerrupta Müll. Hal. - 160
Funastrum riparium (Decne.) Schltr. - 250 Hyptis acuta Benth. - 58
Funastrum seibertii Woodson - 250 Hyptis arvensis Poepp. ex Benth. - 56
Funastrum trichopetalum (Silveira) Schltr. - 250 Hyptis aspera M.Martens & Galeotti - 56
Gaertnera pangati Retz. - 120 Hyptis barbata Schrank - 56
Galinsoga oblonga DC. - 86 - Hyptis brevipes Poit. - 34, 58
Galinsoga oblongifolia (Hook.) DC. - 86 Hyptis canaminensis Rusby - 56
Grangea lanceolata Poir. - 86 Hyptis canescens Kunth - 56
Gratiola anagallidea Michx. - 114 Hyptis kerberi Gand. - 56
Gratiola dubia L. - 114 Hyptis melanosticta Griseb. - 58
Gratiola inaequalis Walter - 114 Hyptis micrantha Pohl ex Benth. - 56
Gratiola lucida Vahl. - 112 Hyptis mutabilis (Rich.) Briq. - 56
Gratiola tetragona Elliott - 114 Hyptis polystachya Kunth - 56
Gymnocoronis attenuata DC. - 88 Hyptis radiata Kunth - 58
- Gymnocoronis spilanthoides DC. - 72, 88 Hyptis rostrata Salzm. ex Benth. - 56
Gynerium levyi E. Fourn. - 158 Hyptis singularis Glaz. - 56
Gynerium parviflorum Nees - 158 Hyptis spicata Poit. - 56
Gynerium procerum P. Beauv. - 158 Hyptis tenuiflora Benth. - 56
Gynerium saccharoides Bonpl. - 158 Hyptis trichocalyx Briq. ex Micheli - 56
- Gynerium sagittatum (Aubl.) P.Beauv. - 154, 158 Hyptis tweedii Benth. - 58
Haynea edulis (Aubl.) Willd. - 90 Ilysanthes anagallidea (Michx.) Raf. - 114
Hedera unifolia Vell. - 268 Ilysanthes brevipes Raf. - 114
Heliophytum indicum A.DC. - 50 Ilysanthes dubia (L.) Barnhart - 114
Heliotropium cordifolium Moench - 50 Ilysanthes gratioloides Benth. - 114
Heliotropium foetidum Salisb. - 50 Ilysanthes inaequalis (Walter) Pennell - 114
Heliotropium horminifolium Mill. - 50 Ilysanthes riparia Raf. - 114
- Heliotropium indicum L. - 33, 50 Ipomoea aculeata (L.) Kuntze - 258
Heliotropium procumbens Mill. - 48 - Ipomoea alba L. - 247, 258
Heteranthera formosa Miq. - 214 Ipomoea ambigua Endl. - 258
Hydrocharella echinospora Spruce ex Benth. & Hook.f. - 208 - Ipomoea aquatica Forssk. - 128, 136, 247
Hydrocharis stolonifera (G.Mey.) Kuntze - 208 Ipomoea bona-nox L. - 258
Hydrocotyle adoensis Hochst. - 134 Ipomoea grandiflora Roxb. - 258
Hydrocotyle americana Walter - 134 Ipomoea natans Dinter & Suess. - 136
Hydrocotyle batrachioides DC. - 134 Ipomoea reptans Poir. - 136
Hydrocotyle cymbalarifolia Muhl. - 134 Ipomoea sagittifolia Hochr. - 136
Hydrocotyle natans Cirillo - 134 Ipomoea subdentata Miq. - 136
Hydrocotyle nutans G. Don ex Loudon - 134 Ipomoea tubulosa Willd. ex Roem. & Schult. - 258
- Hydrocotyle ranunculoides L.f. - 128, 134, 146 Irsiola sicyoides (L.) Raf. - 268
Hydromystria laevigata (Humb. & Bonpl. ex Willd.) Isolepis echinocephala Oliv. - 96
Hunz. - 208 Jalambicea repens Cerv. - 208
Hydromystria sinclairii (Benth.) Hauman - 208 Julocroton argenteus (L.) Didr. - 52
Hydromystria stolonifera G.Mey. - 208 Julocroton camporum Chodat & Hassl. - 52
Hymenachne acutigluma (Steud.) Gilliland - 160 Julocroton elaeagnoides S. Moore - 52
- Hymenachne amplexicaulis (Rudge) Nees - 154, 160 Julocroton integer Chodat - 52
Hymenachne auriculata (Willd. ex Spreng.) Chase - 162 Julocroton linearifolius (Chodat & Hassl.) Croizat - 52
Hymenachne cordata (Döll) Kuhlm. - 162 Julocroton montevidensis Klotzsch ex Baill. - 52
- Hymenachne donacifolia (Raddi) Chase - 154, 162 Julocroton pilosus (Müll. Arg.) Herter - 52
Hymenachne gouinii E. Fourn. - 160 Julocroton quinquinervius (Turcz.) Baill. - 52
Hymenachne monostachya (Poir.) P. Beauv. - 160 Jussiaea alata C.Presl - 116
Hymenachne myosurus (Rich.) Nees - 160 Jussiaea aluligera Miq. - 118
Hymenachne palustris (Trin.) Chase - 162 Jussiaea bertonii H.Lév. - 116
Hymenachne patula E. Fourn. - 162 Jussiaea biacuminata Rusby - 118
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 292 293

Jussiaea decurrens (Walter) DC. - 116 - Limnobium laevigatum (Humb. & Bonpl. ex Willd.)
Jussiaea helminthorriza Mart. - 210 Heine - 196, 198, 208
Jussiaea leptocarpa Nutt. - 118 Limnobium sinclairii Benth. - 208
Jussiaea natans Bonpl. - 210 Limnobium spongia (Bosc) Rich. ex Steud. - 208
Jussiaea palustris G.Mey. - 116 Limnobium stoloniferum (G.Mey.) Griseb. - 208
Jussiaea pilosa Kunth - 118 Limnocharis emarginata Humb. & Bonpl. - 82
Jussiaea pterophora Miq. - 116 - Limnocharis flava (L.) Buchenau - 72, 82
Jussiaea schottii Micheli - 118 Limnocharis plumieri Rich. - 82
Jussiaea seminuda H.Perrier - 118 Limnonesis commutata (Schleid.) Klotzsch - 204
Jussiaea surinamensis Miq. - 118 Limnonesis friedrichsthaliana Klotzsch - 204
Jussiaea tenuifolia Nutt. - 116 Limnophila dubia (L.) M.R. Almeida - 114
Jussiaea variabilis G. Mey. - 118 Lindernia anagallidea (Michx.) Pennell - 114
Jussiaea velutina G.Don - 118 Lindernia attenuata H.L. Mühl. ex Elliott - 114
Justicia acuminata (Nees) Lindau - 78 - Lindernia crustacea (L.) F.Muell. - 75, 112
Justicia anagallis (Nees) Lindau - 80 Lindernia dilatata H.L. Mühl. ex Elliott - 114
Justicia ascendens Bridar. - 80 - Lindernia dubia (L.) Pennell - 75, 114
- Justicia comata (L.) Lam. - 72, 78 Lindernia gratioloides (L.) J. Lloyd & Foucaud - 114
Justicia humifusa Sw. - 78 Lindernia pyxidaria L. - 114
- Justicia laevilinguis (Nees) Lindau - 72, 80 Lippia betulaefolia Kunth - 126
Justicia obtusifolia (Nees) Lindau - 80 Lippia betulifolia Kunth - 126
Justicia paludosa (S.Moore) V.A.W.Graham - 80 Lotus palustris Willd. - 110
Justicia parviflora (Nees) Lindau - 78 - Louisiella elephantipes (Nees ex Trin.) Zuloaga - 154, 164
Justicia repens Nees - 80 - Ludwigia decurrens Walter - 76, 116
Kleinia alata G. Mey. - 254 - Ludwigia helminthorrhiza (Mart.) H.Hara - 197, 210
Lemna abbreviata Hglm. in Engl. - 202 Ludwigia jussiaeoides Desr. - 116
Lemna aequinoctiales Welw. - 200 - Ludwigia leptocarpa (Nutt.) H.Hara - 76, 118
- Lemna aequinoctialis Welw. - 198, 200 Ludwigia uniflora Raf. - 116
Lemna angolensis Welw. - 200 Luffa astorii Svenson - 260
Lemna aoukikusa T.Beppu & Murata - 200 - Luffa operculata (L.) Cogn. - 248, 260
Lemna biperforata W.D.J. Koch - 206 Luffa purgans (Mart.) Mart. - 260
Lemna blatteri McCann - 200 Luffa quinquefida (Hook. & Arn.) Seem. - 260
Lemna cherokensis Schwein. ex Hegelm. - 202 Luziola spruceana Benth. ex Döll - 166
Lemna cyclostasa (Elliott) Chevall. - 202 - Luziola subintegra Swallen - 155, 166
Lemna eleanorae McCann - 200 Mariscus ferax (Rich.) C.B.Clarke - 94
Lemna leiboensis M.G.Liu & C.H.Hou - 200 Mariscus foliosissimus Steud. - 96
Lemna minima Blatt. & Hallb. - 200 Mariscus huarmensis Kunth - 94
Lemna oblonga Phil. - 232 Mariscus pohlianus Nees - 94
Lemna paucicostata Hegelm. - 200 Mariscus rhaphiostachys Liebm. - 94
Lemna perpusilla Torr. - 200 - Marsilea crotophora D.M.Johnson - 129, 140, 146
Lemna platyclados Hegelm. - 202 Mastigloscleria reflexa (Kunth) Nees - 262
Lemna torreyi Austin - 202 Megastachya breviflora E. Fourn. - 64
Lemna trinervis (Austin) Small - 200 Megastachya corymbifera E. Fourn. - 64
Lemna valdesiana S. Watson - 202 Megastachya gouinii E. Fourn. - 64
- Lemna valdiviana Phil. - 198, 202 Megastachya hypnoides (Lam.) P. Beauv. - 64
Leptostachya comata (L.) Nees - 78 Megozipa fornicata (Leconte) Raf. - 244
Leptostachya martiniana Nees - 78 Megozipa integra (Leconte) Raf. - 244
Leptostachya parviflora Nees - 78 Megozipa longirostris (Leconte ex Elliott) Raf. - 244
Leucas globulifera Hassk. - 58 Meniscium palustre Raddi - 124
Leucas poggeana Briq. - 58 Meniscium rostratum Fée - 124
Leuconymphaea amazonum (Mart. & Zucc.) Kuntze - 148 - Meniscium serratum Cav. - 77, 124
Leuconymphaea goudotiana (Planch.) Kuntze - 148 Mesosphaerum barbatum (Schrank) Kuntze - 56
Limnobium bogotense (H.Karst.) Delay - 208 Mesosphaerum brevipes (Poit.) Kuntze - 58
Mesosphaerum canescens (Kunth) Kuntze - 56 Nymphaea nocturna March ex Hook. - 148
Mesosphaerum melanostictum (Griseb.) Kuntze - 58 Nymphaea victoria Schomb. ex Lindl. - 150
Mesosphaerum mutabile (Rich.) Kuntze - 56 Omoscleria flagellum (J.F.Gmel.) Nees - 262
Mesosphaerum tweediei (Benth.) Kuntze - 58 Oplismenus polystachyus Kunth - 156
Mesosphaerum yungasense Britton ex Rusby - 56 - Oryza glumaepatula Steud. - 155, 168
Micrelium tolak Forssk. - 86 - Oryza grandiglumis (Döll) Prod. - 155, 170
Mikania alata (G. Mey.) DC. - 254 - Oxycaryum cubense (Poepp. & Kunth) Lye - 73, 96
Mikania denticulata (Vahl) Willd. - 254 Oxycaryum guianense Palla - 96
Mikania glechomifolia Sch. Bip. ex Baker - 254 Oxycaryum paraguayense (Maury) Palla - 96
- Mikania micrantha Kunth - 246, 254 Oxycaryum piliferum (Maury) Palla - 96
Mikania orinocensis Kunth - 254 Oxycaryum schinzii (Boeckeler) Palla - 96
Mikania sinuata Rusby - 254 Oxycaryum schomburgkianum Nees - 96
Mikania subcrenata Hook. & Arn. - 254 Oxydectes glandulosa (L.) Kuntze - 54
Mikania subcymosa Gardner - 254 Pacourina cirsiifolia Kunth - 90
Mikania umbellifera Gardner - 254 - Pacourina edulis Aubl. - 73, 90
Mimosa aquatica Pers. - 138 Pacourinopsis dentata Cass. - 90
- Mimosa dormiens Humb. & Bonpl. ex Willd. - 74, 108 Pacourinopsis integrifolia Cass. - 90
Mimosa humilis Humb. & Bonpl. ex Willd. - 108 Paleista brachypoda (Michx.) Raf. - 86
Mimosa intermedia Kunth - 108 Paleista procumbens Raf. - 86
Mimosa lacustris Bonpl. - 138 Panicum acuminatum Salzm. ex Döll - 160
Mimosa natans L. f. - 138 Panicum acutiglumum Steud. - 160
Mimosa prostrata Lam. - 138 Panicum altissimum G. Mey. - 176
Mogiphanes aquatica D. Parodi - 130 Panicum amplexicaule Rudge - 160
Momordica operculata L. - 260 Panicum amplexifolium Griseb. ex Mez - 160
Momordica purgans Mart. - 260 Panicum auriculatum Willd. ex Spreng. - 162
Momordica quinquefida (Hook. & Arn.) Hook. & Arn. - 260 Panicum bonplandianum Steud. - 156
Montrichardia aculeatum (G.Mey.) Crueg. - 180 Panicum cordatum Döll - 162
Montrichardia arborea (Kunth) Schott - 180 Panicum donacifolium Raddi - 162
- Montrichardia arborescens (L.) Schott - 178, 180 Panicum donacifolium Raddi - 162
Montrichardia fendleri Schott - 180 Panicum elatius Kunth - 176
- Montrichardia linifera (Arruda) Schott - 178, 182 Panicum elephantipes Nees ex Trin. - 164
Montrichardia splitgerberi Schott - 180 Panicum equisetum Ness ex Döll - 176
Morgania lucida Spreng. - 112 Panicum firmum F. Aresch. - 164
Najas affinis Rendle - 238 Panicum fistulosum Hochst. ex Steud. - 164
- Najas microcarpa K.Schum. - 228, 238 Panicum grisebachianum Mez - 160
Najas wrightiana A. Braun - 238 Panicum hymenachne Desv. - 160
Neeragrostis hypnoides (Lam.) Bush - 64 Panicum megiston Schult. - 176
Nepeta mutabilis Rich. - 56 Panicum mertensii Roth - 176
Nephrodium gongylodes (Schkuhr) Schott - 122 Panicum paludicola Nees - 162
Nephrodium propinquum R. Br. - 122 Panicum palustre Trin. - 162
Nephrodium serratum (Cav.) Keyserl. - 124 Panicum perdensum Steud. - 160
Neptunia natans (L. f.) Druce - 138 Panicum polystachyum J. Presl - 162
- Neptunia oleracea Lour. - 129, 138, 196 Panicum proximum Steud. - 176
Neptunia prostrata Baill. - 138 Panicum spectabile Nees ex Trin. - 156
Neptunia stolonifera Guill. & Perr. - 138 Panicum sucosum Hitchc. & Chase - 164
Nictitella amena Raf. - 106 Papyrus spectabilis Schrad. ex Nees - 94
Nymphaea albo-viridis A.St.-Hil. - 148 Parkeria lockhartii Hook. & Grev. - 216
- Nymphaea amazonum Mart. & Zucc. - 146, 148 Parkeria pteridoides Hook. - 216
Nymphaea candolleana Lehmann - 148 Paspalum bistipulatum Hochst. ex Steud. - 174
Nymphaea foetida Gardn. ex Lehmann - 148 Paspalum delochei Steud. - 172
Nymphaea goudotiana Planch. - 148 - Paspalum fasciculatum Willd. ex Flüggé - 155, 172
Nymphaea integrifolia Salzmann ex Lehmann - 148 Paspalum fluitans (Elliott) Kunth - 174
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 294 295

Paspalum frankii Steud. - 174 Pistia crispata Blume - 204


Paspalum gracile Rudge - 174 Pistia cumingii Klotzsch - 204
Paspalum mucronatum Muhl. - 174 Pistia gardneri Klotzsch - 204
Paspalum natans J. Le Conte - 174 Pistia horkeliana Miq. - 204
Paspalum oriziformis Steud. - 172 Pistia leprieuri Blume - 204
Paspalum pyramidale Nees - 174 Pistia linguiformis Blume - 204
- Paspalum repens P.J.Bergius - 155, 174, 197 Pistia minor Blume - 204
Persicaria acuminata (Kunth) M. Gómez - 188 Pistia natalensis Klotzsch - 204
Persicaria punctata (Elliott) Small - 194 Pistia obcordata Schleid. - 204
Persicaria robustior (Small) E.P. Bicknell - 194 Pistia occidentalis Blume - 204
Phegopteris palustis (Raddi) Mett. - 124 Pistia schleideniana Klotzsch - 204
Phegopteris serrata (Cav.) Mett. - 124 Pistia spathulata Michx. - 204
Philibertella clausa (Jacq.) Vail - 250 - Pistia stratiotes L. - 196, 198, 204
Philibertella cuspidata (E.Fourn.) Malme - 250 Pistia texensis Klotzsch - 204
Philibertella pedunculata (E.Fourn.) Schltr. - 250 Pistia turpinii K.Koch - 204
Philibertia bonariensis (Hook. & Arn.) Malme - 250 Pistia weigeltiana C.Presl - 204
Philibertia clausa (Jacq.) K.Schum. - 250 Platystephium graveolens Gardner - 42
Philibertia crassifolia (Decne.) Hemsl. - 250 Pleopadium ciliatum Raf. - 54
Philibertia cumanensis (Kunth) Hemsl. - 250 Plesisa bipartita (Elliott) Raf. - 244
Philibertia cuspidata (E.Fourn.) Malme - 250 Pleurospa reticulata Raf. - 180
Philibertia gardneri (E.Fourn.) K.Schum. - 250 Poa carinata Poir. - 64
Philibertia riparia (Decne.) Malme - 250 Poa hypnoides Lam. - 64
Philodendron arborescens (L.) Kunth - 180 Poa reptans Michx. - 64
Philodendron arboreum (Kunth) Kunth - 180 Polygonum acre Kunth - 194
Philodendron cyclophyllum K.Krause - 182 Polygonum acre Kunth - 194
Phoradendron verticillatum (L.) Druce - 268 - Polygonum acuminatum Kunth - 179, 188
- Phyla betulifolia (Kunth) Greene - 77, 126 Polygonum alfredi Pilg. - 188
- Phyllanthus fluitans Benth. ex Müll.Arg. - 198, 212 Polygonum argentum Brandão & Laca-Buendia - 190
- Physalis angulata L. - 35, 68 Polygonum bettfreundianum Lind. - 188
Physalis capsicifolia Dunal - 68 Polygonum cuspidatum Siebold & Zucc. - 188
Physalis esquirolii H. Lév. & Vaniot - 68 Polygonum densiflorum Meisn. - 190
Physalis lanceifolia Nees - 68 Polygonum epilobioides Wedd. - 194
Physalis linkiana Nees - 68 Polygonum erectum L. - 188
Physalis margaranthoides Rusby - 68 - Polygonum ferrugineum Wedd. - 179, 190
Physalis ramosissima Mill. - 68 Polygonum guatemalense Gand. - 188
Piaropus azureus (Sw.) Raf. - 142 Polygonum gummifera Wedd. - 190
Piaropus crassipes (Mart.) Raf. - 214 - Polygonum hispidum Kunth - 179, 192
Piaropus mesomelas Raf. - 214 Polygonum hydropiperoides Michx. - 194
Piaropus tricolor Raf. - 142 - Polygonum punctatum Elliott - 179, 194
Piaropus tricolor Raf. - 214 Polygonum robustius (Small) Fernald - 194
Piaropus undulatus Raf. - 142 Polygonum setigerum Wedd. - 188
Piriqueta caroliniana (Walter) Urb. - 60 Polygonum spectabile Mart. - 190
- Piriqueta cistoides (L.) Griseb. - 34, 60 Polygyne inconspicua Phil. - 86
Piriqueta longidioides A. Rich. ex León & Alain - 60 Polypodium palustre (Raddi) Lowe - 124
Piriqueta seticarpa Rusby - 60 Pongatium indicum Lam. - 120
Piriqueta villosa Aubl. - 60 Pongatium spongiosum Blanco - 120
Pistia aegyptiaca Schleid. - 204 Pongatium zeylanicum (Gaertn.) Kuntze - 120
Pistia aethiopica Fenzl ex Klotzsch - 204 Pontederia aquatica Vell. - 142
Pistia africana C.Presl - 204 Pontederia azurea Sw. - 142
Pistia amazonica C.Presl - 204 Pontederia azurea Sw. - 214
Pistia brasiliensis Klotzsch - 204 Pontederia brasiliensis Willd ex Schult.f. - 144
Pistia commutata Schleid. - 204 Pontederia cordifolia Mart. - 144
Pontederia crassicaulis Schlecht. - 214 Sarcostemma apiculatum Decne. - 250
Pontederia crassipes Mart. - 214 Sarcostemma barbatum E.Fourn. - 250
Pontederia elongata Balf. - 214 Sarcostemma bifidum E.Fourn. - 250
Pontederia eriantha Miquel - 144 Sarcostemma bonariense Hook. & Arn. - 250
Pontederia falciloba Solms - 144 Sarcostemma clausum (Jacq.) Schult. - 250
- Pontederia rotundifolia L.f. - 129, 144, 197 Sarcostemma crassifolium Decne. - 250
Pontederia tumida Willd. ex Kunth - 142 Sarcostemma cumanense Kunth - 250
Poppya operculata (L.) M. Roem. - 260 Sarcostemma cuspidatum E.Fourn. - 250
Portulaca consanguinea Schltdl. - 66 Sarcostemma gardneri E.Fourn. - 250
Portulaca intermedia Link ex Schltdl. - 66 Sarcostemma glaziovii K.Schum. - 250
Portulaca marginata Kunth - 66 Sarcostemma pallidum E.Fourn. - 250
Portulaca neglecta Mack. & Bush - 66 Sarcostemma pedunculatum E.Fourn. - 250
Portulaca officinarum Crantz - 66 Sarcostemma pubescens Kunth - 250
- Portulaca oleracea L. - 35, 66 Sarcostemma riparium Decne. - 250
Portulaca olitoria Pall. - 66 Sarcostemma schottii E.Fourn. - 250
Portulaca parvifolia Haw. - 66 Schoenus latifolius Vahl - 98
Portulaca pilosa L. - 66 Schoenus secans L. - 262
Portulaca pusilla Kunth - 66 Scirpus ablepharus Griseb. - 96
Portulaca retusa Engelm. - 66 Scirpus cubensis Poepp. & Kunth - 96
Portulaca sativa Haw. - 66 Scirpus paraguayensis (Maury) Herter - 96
Portulaca suffruticosa Thwaites - 66 Scirpus piliferus (Maury) Pickel - 96
Psacadocalymma comatum (L.) Bremek. - 78 Scleria affinis C.Presl ex Steud. - 98
Pteris interrupta Willd. - 122 Scleria asperata C.Presl - 98
Pyxidaria crustacea (L.) Kuntze - 112 Scleria boivinii Steud. - 262
Rapinia herbacea Lour. - 120 Scleria boliviana Palla - 98
Reichelia palustris Blanco - 120 Scleria caricifolia Schrad. ex Nees - 262
Reussia grazielae Machado - 144 Scleria communis Kunth - 98
Reussia rotundifolia (L.f.) A.Cast. - 144 Scleria congolensis De Wild. - 98
Rhabdadenia latifolia (Müll.Arg.) Malme - 252 Scleria conspersa Sellow ex Nees - 98
Rhabdadenia macrostoma (Benth.) Müll.Arg. - 252 Scleria flagellata Sw. ex Boeck. - 98
- Rhabdadenia madida (Vell.) Miers - 246, 252 Scleria flagellum (J.F.Gmel.) Sw. - 262
Rhabdadenia mamorensis Rusby - 252 - Scleria gaertneri Raddi - 73, 98
Rhabdadenia pohlii Müll.Arg. - 252 Scleria longifolia Boeckeler - 98
Rhytiglossa acuminata Nees - 78 Scleria margaritifera Willd. - 98
Rhytiglossa anagalis Nees - 80 Scleria melaleuca Rchb. ex Schltdl. & Cham. - 98
Rhytiglossa laevelinguis Blanch. ex Nees - 80 Scleria ottonis Boeckeler - 98
Rhytiglossa obtusifolia Nees - 80 Scleria pittieri Boeckeler - 98
Rhytiglossa repens Nees - 80 Scleria platensis Lindl. - 98
- Ricciocarpos natans (L.) Corda - 199, 218 Scleria pratensis Lindl. ex Nees - 98
Rolandra reptans Willd. ex Less. - 44 Scleria pterota C.Presl - 98
Sabazia humilis (Kunth) Cass. - 86 Scleria reflexa Kunth - 262
Saccharum sagittatum Aubl. - 158 Scleria renggeriana Steud. - 262
Sacciolepis donacifolia (Raddi) Chase - 162 - Scleria secans (L.) Urb. - 248, 262
Sagittaria purusana Prance - 84 Scleria selloana Schrad. ex Nees - 98
- Sagittaria sprucei Micheli - 72, 84 Scleria setulosociliata Boeckeler - 262
- Salvinia auriculata Aubl. - 199, 222 Scleria simplicior Steud. - 98
Salvinia hispida Kunth - 222 Scleria weigeltiana Schrad. ex Boeckeler - 262
Salvinia laevigata Humb. & Bonpl. ex Willd. - 208 Sesban exasperatus (Kunth) Rydb. - 110
- Salvinia minima Baker - 199, 224 Sesbania dubia Kunth - 110
Salvinia radula Baker - 222 - Sesbania exasperata Kunth - 75, 110
Salvinia rotundifolia Willd. - 222 Solanum adventitium Polgar - 70
- Salvinia sprucei Kuhn - 199, 226 Solanum amarantoides Dunal - 70
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 296 297

- Solanum americanum Mill. - 35, 70 Torulinium macrocephalum (Liebm.) C.B.Clarke - 94


Solanum caribaeum Dunal - 70 Torulinium michauxianum C.B.Clarke - 94
Solanum curtipes Bitter - 70 Torulinium odoratum (L.) S.S.Hooper - 94
Solanum depilatum Bitter - 70 Trianea bogotensis H.Karst. - 208
Solanum ganchouenense H. Lév. - 70 Trichospira biaristata DC. - 44
Solanum gollmeri Bitter - 70 Trichospira menthoides Kunth - 44
Solanum imerinense Bitter - 70 Trichospira prieurei DC. - 44
Solanum inconspicuum Bitter - 70 Trichospira pulegium Mart. ex DC. - 44
Solanum indecorum Rich. - 70 - Trichospira verticillata (L.) S.F.Blake - 32, 44
Solanum inops Dunal - 70 Trilobulina crenata (Vahl) Raf. - 244
Solanum macrotonum Bitter - 70 Trilobulina fibrosa (Walter) Raf. - 244
Solanum merrillianum T.N. Liou - 70 Triticum geminatum Spreng. - 62
Solanum minutibaccatum Bitter - 70 Turnera cistoides L. - 60
Solanum nodiflorum Jacq. - 70 Turnera helianthemoides A. St.-Hil., A. Juss. & Cambess. - 60
Solanum oleraceum Dunal - 70 Turnera hirta Willd. ex Schult. - 60
Solanum parviflorum Badarò - 70 Unisema orbiculata Raf. - 144
Solanum photeinocarpum Nakam. & Odash. - 70 Unisema rotundifolia (L.f.) Raf. - 144
Solanum pterocaulon Dunal - 70 Utricularia alba Hoffmanns. & Link - 244
Solanum ptychanthum Dunal - 70 Utricularia ambigua A. DC. - 244
Solanum purpuratum Bitter - 70 Utricularia amphibia Welw. ex Kamienski - 244
Solanum quadrangulare Thunb. ex L. f. - 70 Utricularia anomala A. St.-Hil. & Girard - 244
Solanum sciaphilum Bitter - 70 Utricularia aphylla Ruiz & Pav. - 244
Solanum subspathulatum Sendtn. - 70 Utricularia bifidocalcar R.D. Good - 244
Solanum tenellum Bitter - 70 Utricularia biflora Lam. - 244
Solanum triangulare Lam. - 70 Utricularia bipartita Elliott - 244
Sphenoclea dalzielii N.E. Br. - 120 Utricularia botecudorum A.St.-Hil. & Girard - 242
Sphenoclea pongatia A. DC. - 120 - Utricularia breviscapa C.Wright ex Griseb. - 228, 240
Sphenoclea pongatium A. DC. - 120 Utricularia cernua Hoffsgg. ex Benj. - 242
- Sphenoclea zeylanica Gaertn. - 76, 120 Utricularia chiakiana Komiya & C.Shibata - 244
Spilanthes wedelioides Hook. & Arn. - 86 Utricularia conferta Hassk. - 244
Spirodela biperforata W.Koch - 206 Utricularia crenata Vahl - 244
- Spirodela intermedia W.Koch - 198, 206 Utricularia diantha Roxb. ex Roem. & Schult. - 244
Spondylantha aphylla C. Presl - 268 Utricularia diflora Roxb. - 244
Sporobolus villosus Hochst. ex Döll - 160 Utricularia elegans Wall. - 244
- Stephostachys mertensii (Roth) Zuloaga & Morrone - 155, 176 Utricularia emarginata Benj. - 244
Stethoma comata (L.) Britton - 78 Utricularia exoleta R. Br. - 244
Stickmannia villosula (Mart.) Kuntze - 256 Utricularia fibrosa Walter - 244
Telanthera philoxeroides (Mart.) Moq. - 132 - Utricularia foliosa L. - 229, 242
Thalestris graminiformis Rizzini - 78 Utricularia fornicata Leconte - 244
Thelypteris gongylodes (Schkuhr) Small - 122 Utricularia furcata Pers. - 244
Thelypteris interrupta (Willd.) K.Iwats. - 122 Utricularia gayana A. DC. - 244
Thelypteris serrata (Cav.) Alston - 124 - Utricularia gibba L. - 229, 244
Thymus biserratus Blanco - 58 Utricularia gibbosa Hill - 244
Tiaridium indicum F.Lehm. - 50 Utricularia gracilis Kunth - 244
Tittmannia scabra (R. Br.) Spreng. - 112 Utricularia guianensis Splitg. ex De Vries - 242
Torenia crustacea (L.) Cham. & Schltdl. - 112 Utricularia incisa (A. Rich.) Alain - 240
Torenia flaccida R. Br. - 112 Utricularia inflata P. Taylor - 240
Torenia scabra R. Br. - 112 Utricularia integra Leconte - 244
Torulinium confertum Desv. ex Ham. - 94 Utricularia kalmaloensis A. Chev. - 244
Torulinium eggersii (Boeckeler) C.B.Clarke - 94 Utricularia khasiana J. Joseph & Mani - 244
Torulinium ferax (Rich.) Ham. - 94 Utricularia lagoensis Warm. - 240
Torulinium flexuosum (Vahl) T.Koyama - 94 Utricularia longirostris Leconte ex Elliott - 244
Utricularia macrorhyncha Barnhart - 244 Verbesina prostrata L. - 86
Utricularia mixta Barnh. - 242 Verbesina pusilla Poir. - 86
Utricularia nagurai Makino - 244 Vernonia edulis (Aubl.) Less. ex Steud. - 90
Utricularia natans Salzm. - 244 Vesiculina gibba (L.) Raf. - 244
Utricularia obtusa Sw. - 244 - Victoria amazonica (Poepp.) J.E.Sowerby - 147, 150
Utricularia oligosperma A.St.- Hil. - 242 Victoria regia Lindl. - 150
Utricularia pallens A. St.-Hil. & Girard - 244 Victoria regina J.E.Gray - 150
Utricularia parkeriana A. DC. - 244 Viscum verticillatum L. - 268
Utricularia pauciflora Blume - 244 Vitis cordifolia (L.) Morales - 268
Utricularia pterosperma Edgew. - 244 Vitis elliptica (Schltdl. & Cham.) Hemsl. - 268
Utricularia pumila Walter - 244 Vitis erosa (Rich.) Baker - 264
Utricularia quinqueradiata Spruce ex Oliv. - 240 Vitis miqueliana Baker - 264
Utricularia rhodocnemis Mart. ex Benj. - 242 Vitis obtusata (Benth.) Hemsl. - 268
Utricularia riccioides A. Chev. - 244 Vitis parkeri Baker - 266
Utricularia roxburghii Spreng. - 244 Vitis salutaris (Kunth) Baker - 264
Utricularia saharunporensis Royle ex Oliv. - 244 Vitis sicyoides (L.) Baker - 268
Utricularia secunda Benj. - 244 Vitis spinosa (Cambess.) Baker - 266
Utricularia spirandra C. Wright ex Griseb. - 244 Waltheria caroliniana Walter - 60
Utricularia stellaris E.P. Perrier - 242 Wedelia psammophila Poepp. - 86
Utricularia tenuifolia Benj. - 244 - Wedelia rudis (Baker) H.Rob. - 33, 46
Utricularia tenuis Cav. - 244 Wiborgia oblongifolia Hook. - 86
Utricularia tinguiensis Merl ex Luetzelb. - 244 Willoughbya micrantha (Kunth) Rusby - 254
Utricularia tricrenata Baker ex Hiern - 244 Wolffia conguensis Welw. ex Trimen - 234
Utricularia vulgaris Vell. - 242 Wolffia oblonga (Phil.) Hegelm. - 232
Vandellia alba Benth. - 112 Wolffia welwitschii Hegelm. - 234
Vandellia bodinieri H. Lév. - 112 - Wolffiella caudata Landolt - 228, 230
Vandellia crustacea (L.) Benth. - 112 - Wolffiella oblonga (Phil.) Hegelm. - 228, 232
Verbesina alba L. - 86 - Wolffiella welwitschii (Hegelm.) Monod - 228, 234
Verbesina conyzoides Trew - 86 Wolffiopsis welwitschii (Hegelm.) Hartog & Plas - 234
Verbesina debilis Spreng. - 86 Zala asiatica Lour. - 204
Verbesina prostrata Hook. & Arn. - 86 Zexmenia rudis Baker - 46
GUIA DE CAMPO DE HERBÁCEAS AQUÁTICAS: VÁRZEA AMAZÔNICA 298 299

18. ÍNDICE DAS FAMÍLIAS BOTÂNICAS


As famílias estão em ordem alfabética e os números remetem às páginas onde a mesma é
citada. Os números em negrito referem-se às páginas onde estão as descrições botânicas/fotos
de espécies por família.
ACANTHACEAE - 72, 78, 80 LENTIBULARIACEAE - 228, 229, 240, 242, 244
ALISMATACEAE - 72, 82, 84 LINDERNIACEAE - 75, 112, 114
AMARANTHACEAE - 32, 36, 38, 128, 132, 138, 196 MARSILEACEAE - 129, 140, 146
APOCYNACEAE - 246, 250, 252 NYMPHAEACEAE - 146, 147, 148, 150
ARACEAE - 178, 180, 182, 196, 198, 200, 202, ONAGRACEAE - 76, 118, 116, 197, 210
204,206, 228, 230, 232, 234 PASSIFLORACEAE - 34, 60
ARALIACEAE - 128, 134, 146 PHYLLANTHACEAE - 198, 212
ASTERACEAE - 32, 33, 40, 42, 44, 46, 72, 73, POACEAE - 34, 35, 62, 64, 154, 155, 156, 158,
86, 88, 90, 246, 254 160, 162, 164, 166, 168, 170, 172, 174, 176, 197
BORAGINACEAE - 33, 48, 50 POLYGONACEAE - 179, 188, 190, 192, 194
CERATOPHYLLACEAE - 228, 236 PONTEDERIACEAE - 129, 142, 144, 197, 214
COMMELINACEAE - 73, 92, 178, 247, 256 PORTULACACEAE - 35, 66
CONVOLVULACEAE - 128, 136, 247, 258 PTERIDACEAE - 197, 199, 216
COSTACEAE - 178, 184 RICCIACEAE - 199, 218
CUCURBITACEAE - 248, 260 SALVINIACEAE - 199, 220, 222, 224, 226
CYPERACEAE - 73, 94, 96, 98, 248, 262 SOLANACEAE - 35, 68, 70
EUPHORBIACEAE - 33, 52, 54, 179, 186 SPHENOCLEACEE - 76, 120
FABACEAE - 74, 75, 100, 102, 104, 106, 108, THELYPTERIDACEAE - 77, 122, 124
110, 129, 138, 196
VERBENACEAE - 77, 126
HYDROCHARITACEAE - 196, 198, 208, 228, 238
VITACEAE - 248, 249, 264, 266, 268
LAMIACEAE - 34, 56, 58
LISTA DE AUTORIA DAS FOTOGRAFIAS

As fotografias deste guia são de autoria de


Jefferson da Cruz, com exceção de:

Andrea Jobim: Layon Oreste Demarchi:


69 (13); 201 (10); 203 (8); 235 (13, 14); 237 (19);
257 (14);
Aline Lopes:
36 (1, 6, 9, 10, 12, 13); 61 (15); 87 (20, 25); Sammya Agra D´Angelo:
95 (11); 98 (2-4); 99 (5, 7, 9, 10, 13); 115 82 (1, 2, 7, 8); 89 (9, 11, 12); 119 (12, 14);
(15); 130 (1); 131 (4, 10); 135 (8-10, 12); 122 (3-5); 123 (6, 8, 13); 135 (5, 6, 7, 11);
162 (1, 2); 163 (8, 9); 167 (14, 15); 177 (9, 156 (1); 189 (6); 190 (2); 219 (10); 224 (1, 3,
10); 180 (1-6); 181 (8-10, 12, 14-17, 19); 4); 225 (5, 7, 11); 238 (1-3); 241 (6, 7, 9-11,
182 (1-4); 183 (14-16); 190 (1,3); 191 (7, 13); 250 (7); 252 (1, 2); 253 (5, 6); 263 (18,
19); 266 (1, 6); 267 (8, 10);
9); 193 (10, 20); 209 (15); 215 (15); 243 (9,
12); 251 (15, 16, 19); 253 (8); 259 (13); 263
Wolfgang Junk:
(20); 264 (1-3); 265 (12, 15, 16); 268 (1-5);
188 (1); 189 (15);
269 (6-9, 11);

Acervo Geral do Grupo MAUA:


Aurélia Bentes Ferreira e Ivone Neri Santiago:
63 (13); 79 (7, 10-12); 84 (4, 5); 85 (6-8);
183 (17);
86 (1-4, 6, 7, 9); 87 (15); 94 (1, 3, 4); 95
(8); 98 (1); 99 (6, 8, 11, 12); 124 (1, 3, 6),
Christiane Krambeck:
125 (8, 10, 15); 134 (1-4); 157 (17); 174 (7,
88 (1), 91 (12); 163 (5, 6); 194 (1); 9); 176 (1-4); 177 (5-8); 180 (2, 3); 183 (12,
13); 186 (4); 187 (9, 10, 14, 16); 189 (9, 10,
Jochen Schöngart: 14); 209 (6); 211 (4); 216 (1); 221 (19); 225
87 (16); 91 (13); 159 (22); 160 (4); 162 (3); (10); 230 (1-3); 231 (4-10); 239 (18); 243
163 (4, 7); 174 (8); 183 (11); 187 (13, 21); (11, 24); 251 (12-14, 17); 253 (4, 9-12, 14);
191 (4-6, 8, 10); 194 (2); 195 (3-9); 205 254 (1-4); 255 (5, 6, 11, 12, 17); 257 (13,
(24); 213 (10, 19, 20); 221 (20); 17); 259 (12); 263 (13); 264 (4); 265 (10,
11); 266 (2-5); 267 (9, 11, 13).
Joneide Mouzinho De Brito:
158 (1); 159 (21, 23); Obs.: os números fora dos parênteses
referem-se às páginas onde estão as fotos
Luciana Carvalho Crema: digitais, e os números entre parênteses são a
143 (11); 169 (10, 21); numeração das mesmas como figuras.
Diferentes comunidades de plantas herbáceas na várzea durante o ciclo hidrológico e alguns de seus hábitos: 1) canal do rio; 2) praias fluviais com plantas anuais terrestres durante a seca; 3) sedimentos
finos dentro de lagos com plantas herbáceas anuais terrestres durante a seca e todos os tipos de macrófitas aquáicas durante a enchente e cheia; 4) depressões permanentes com plantas aquáticas e
palustres; 5) margem estável do rio com capins perenes; 6) margem do lago com capins perenes; 7) lago com nível de água relativamente estável e a formação de ilhas flutuantes de material orgânico
(matupá); 8) várzea alta com floresta alagável; 9) floresta de terra firme. Adaptado de Junk 1986. Cores iguais representam as mesmas comunidades de plantas.
A s herbáceas aquáticas são um grupo vegetal chave
nas várzeas da Amazônia. Apesar de ocorrerem em
faixas relativamente pequenas nos corpos de água da
região, dado seu intenso crescimento, elas aumentam
substancialmente os estoques de carbono e nutrientes
desses ambientes. Essas plantas são ainda importantes
como abrigo e fonte de alimento para muitos organismos
aquáticos, principalmente os peixes. Este guia sumariza
informações sobre as herbáceas aquáticas de maior
ocorrência nas várzeas amazônicas, em um total de 104
espécies de 76 gêneros e 37 famílias. A obra foi organizada
para permitir identificar as espécies em campo, conhecer
sua morfologia adaptativa e ecologia, podendo ser de
utilidade tanto para a academia, quanto para o público
em geral interessado em aspectos estéticos, recreativos
ou de embelezamento desse fascinante grupo vegetal.
Foram utilizadas principalmente fotos das plantas no
ambiente e de detalhes morfológicos relevantes para
a identificação. Ao final da descrição de cada espécie
é apresentado seu ciclo de vida em relação ao ciclo
hidrológico, permitindo saber a fase do ano com maior
possibilidade de encontrá-la. Oferecemos esta obra
buscando aumentar o conhecimento e interesse pelas
plantas aquáticas, importante e belo componente da
biodiversidade amazônica.

ISBN 978-85-211-0174-1

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